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Prova CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Bloco III


ID
2896420
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O Sistema Tributário do Estado do Rio Grande do Sul

Alternativas
Comentários
  • A - Art. 140, da Const do RS - O sistema tributário no Estado é regido pelo disposto na Constituição Federal, nesta Constituição, em leis complementares e ordinárias, e nas leis orgânicas municipais.  

    A alternativa está correta, pois o examinador não restringiu o enunciado. Se fosse " é regido apenas pela CF e C.estado" estaria errado.

  • A meu ver, a redação das assertivas A e B estão incompletas.


ID
2896423
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com relação ao imposto de circulação de mercadoria e serviços (ICMS) do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra B!

     

    a hipótese de incidência é a abstração legal de um fato, ou seja, é aquela situação descrita na lei cuja previsão é abstrata, tratando-se, pois, de uma "hipótese" que poderá vir a ocorrer no mundo dos fatos, e que, uma vez realizada, se concretiza como fato gerador.

     

    Sabbag (2011, p. 672), com a precisão didática que lhe é peculiar, afirma: "hipótese de incidência é a situação descrita em lei, recortada pelo legislador entre inúmeros fatos do mundo fenomênico, a qual, uma vez concretizada no fato gerador, enseja o surgimento da obrigação principal (...)".

  • GABA c)

    Obs Alternativa e) melhor que as armadilhas do charada. rsrsrs

    O ICMS consiste em imposto não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas operações ANTERIORES.

  • a) quem instituiu o ICMS foi a LC 87 (Lei Kandir);

    b) gabarito. a hipótese de incidência também é chamada de FG in abstracto, ou abstrato.

    c) em regra, o local é o do estabelecimento do REMETENTE;

    d) não há base legal nenhuma para isso;

    e) o erro foi falar em posteriores, quando o correto é anteriores.

  • RESOLUÇÃO: 

    a) ERRADA. A instituição do ICMS ocorre por meio de Lei Estadual. Não há instituição do ICMS por meio de Constituição Estadual.

    b) CERTA. De fato, a hipótese de incidência representa uma previsão abstrata contida em lei estadual.

    c) ERRADA. O local da operação, para efeitos de cobrança desse imposto em razão da venda de mercadorias, é o do estabelecimento remetente da mercadoria, visto que o local onde se encontra, no momento da ocorrência do fato gerador(saída da mercadoria).

    d) ERRADA. Aquele que, mesmo sem habitualidade ou intuito comercial, adquire lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos derivados de petróleo e energia elétrica oriundos de outro Estado, quando não destinados à comercialização ou à industrialização, é contribuinte do ICMS. Esse é o contribuinte eventual, ou seja, esporádico.

    e) ERRADA. O ICMS consiste em imposto não cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas operações ANteriores. Pegadinha clássica sobre a não cumulatividade. Não caia nessa!

    Resposta: B


ID
2896426
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

À luz da legislação pertinente ao imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Alternativa A: errada, pois há imunidade em tal situação segundo entendimento do STF e art. 3, inciso V, do Decreto n. 32.144/85

    Alternativa B: correta (vide art. 8, inciso II, do Decreto n. 32.144/85)

    Alternativa C: errada, pois, segundo o art, 15, inciso III, do Decreto n. 32.144/85 "São obrigações dos contribuintes: (...) III - facilitar a ação fiscal, franqueando à Fiscalização do imposto os veículos e os locais onde estes se encontram, livros fiscais e contábeis, bem como os documentos ou papéis necessários ao exame fiscal"

    Alternativa D: errada, pois a base de cálculo do IPVA de veículos novos é o valor constante no documento fiscal, incluído o valor de opcionais e acessórios (art. 10, § 1º, do Decreto n. 32.144/85)

    Alternativa E: errada, pois é possível a cumulação de tais penalidades (art. 18, parágrafo único, do Decreto n. 32.144/85)

    Fonte: ALFACON


ID
2896429
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

João, viúvo de Maria, faleceu e deixou de herança para o seu filho, José, um imóvel, avaliado em 30 mil unidades de referência fiscal (UFIR), localizado no estado do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, José, que era solteiro, faleceu e deixou o referido imóvel de herança para o seu filho, Mariano, domiciliado no Distrito Federal. Apenas após a morte de José, o imposto de transmissão causa mortis e doações (ITCD) foi pago integralmente. Maria não deixou bens.

Nessa situação hipotética,

Alternativas
Comentários
  • LEI Nº 8.821, DE 27 DE JANEIRO DE 1989 (LEI ESTADUAL DO RS).

    Art. 2.º O imposto tem como fato gerador a transmissão "causa mortis" e a doação a qualquer título, de:

    I - propriedade ou domínio útil de bens imóveis e de direitos a eles relativos;

    § 2.º Nas transmissões "causa mortis" ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos forem os herdeiros ou legatários. (LETRA B, RESPOSTA CERTA)

    LETRA C

    Art. 3.º O imposto de que trata esta Lei é devido a este Estado quando:

    I - os bens imóveis localizarem-se no seu território;

    ISENÇÃO LETRA D:

    Art. 7.º É isenta do imposto a transmissão: (Redação dada pela Lei n.º 9.806/92)

    IV - de imóvel rural, desde que o recebedor seja ascendente, descendente ou cônjuge, ou a ele equiparado, do transmitente, e, simultaneamente, não seja proprietário de outro imóvel, não receba mais do que um imóvel de até 25 (vinte e cinco) hectares de terras por ocasião da transmissão e cujo valor não ultrapasse o equivalente a 35.000 (trinta e cinco mil) UFIR; (Redação dada pela Lei n.º 11.074/97) (Vide art. 6.º da Lei n.º 11.561/00)

    LETRA E

    Art. 12. A base de cálculo do imposto é o valor venal dos bens, títulos, créditos, ações, quotas e valores, de qualquer natureza, bem como dos direitos a eles relativos, transmitidos, apurado mediante avaliação procedida pela Fazenda Pública Estadual ou avaliação judicial, expresso em moeda corrente nacional e o seu equivalente em quantidade de UPF-RS, obedecidos os critérios fixados em regulamento. (Redação dada pela Lei n.º 14.741/15)


ID
2896432
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A respeito da taxa de serviços diversos do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Art. 9º - A fiscalização da Taxa de Serviços Diversos compete à Secretaria da Fazenda, por intermédio dos órgãos de fiscalização tributária, que expedirão, para tal finalidade, as normas e instruções necessárias.

    B) Idem A

    C) Art 3. XVII - as microempresas e os microprodutores rurais, assim considerados pela legislação estadual;

    D) Os alvarás devem ser renovados

    E)Correta:

    Art.3.XIV - o registro, a correspondente vistoria e a substituição de placas de veículo, quando tais atos forem praticados perante o órgão competente em município criado a partir de 5 de outubro de 1981, desde que satisfeitas as seguintes condições:

    a) que o registro a ser alterado tenha sido efetuado em município que tenha dado origem, total ou parcial, à área do novo município;

    b) que o novo registro seja efetuado em nome do mesmo proprietário;

    c) que o proprietário, à data da criação do novo município, já estivesse residindo na área emancipada; 


ID
2896435
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Antônio ajuizou ação cível de conhecimento, de valor inestimável, contra o estado do Rio Grande do Sul. No ato da distribuição da ação, foi exigido de Antônio o pagamento da taxa de serviços judiciais, o que foi cumprido. Após a citação, Antônio desistiu da ação.

Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta, a respeito da taxa de serviços judiciais.

Alternativas

ID
2896438
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Em 2017, no estado do Rio Grande do Sul, Matheus emplacou automóvel que ele havia acabado de adquirir. Em janeiro do ano seguinte, o veículo foi roubado, e Matheus, sem saber do paradeiro de seu veículo, registrou boletim de ocorrência na delegacia. Em maio do mesmo ano, a polícia encontrou o veículo, que havia sido abandonado após colisão contra uma árvore. Contatado pela polícia, Matheus confirmou se tratar de seu veículo; acionou, então, a seguradora, que, após perícia, constatou perda total do veículo provocada pela colisão.

Nessa situação, com relação ao IPVA do veículo em questão, a Matheus será concedido(a)

Alternativas

ID
2896441
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Acerca da isenção da taxa de serviços diversos do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
2896444
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No que diz respeito ao regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: letra C

    Uma empresa que orienta as atividades sociais de outra é considerada controladora, para todos os efeitos do ICMS.


ID
2896447
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Assinale a opção correta, com relação a normas do Sistema Tributário do Estado do Rio Grande do Sul.

Alternativas
Comentários
  • Art. 141. Parágrafo único. As isenções, os benefícios e incentivos fiscais objeto de convênios celebrados entre o Estado e as demais unidades da Federação serão estabelecidos por prazo certo e sob condições determinadas e somente terão eficácia após ratificação pela Assembléia Legislativa.  

    Gab. A

  • A) Art. 141.Parágrafo único. As isenções, os benefícios e incentivos fiscais objeto de convênios celebrados entre o Estado e as demais unidades da Federação serão estabelecidos por prazo certo e sob condições determinadas e somente terão eficácia após ratificação pela Assembléia Legislativa.

    B) Art. 141. Parágrafo único. As isenções, os benefícios e incentivos fiscais objeto de convênios celebrados entre o Estado e as demais unidades da Federação serão estabelecidos por prazo certo e sob condições determinadas e somente terão eficácia após ratificação pela Assembléia Legislativa

    C) Art. 140. § 1.º O sistema tributário a que se refere o “caput” compreende os seguintes tributos: III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

    D) Art. 142. São inaplicáveis quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de fiscalizar pessoas ou entidades vinculadas, direta ou indiretamente, ao fato gerador dos tributos estaduais

    E) Art. 142.§ 1.º O Estado poderá firmar convênios com os municípios, incumbindo estes de prestar informações e coligir dados, em especial os relacionados com o trânsito de mercadorias ou produtos, com vista a resguardar o efetivo ingresso de tributos estaduais nos quais tenham participação, assim como o Estado deverá informar os dados das operações com cartões de crédito e outros às municipalidades, para fins de fiscalização e de recolhimento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza, como disposto no Código Tributário Nacional. 


ID
2896450
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com a legislação tributária aplicável ao estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta, a respeito do ICMS.

Alternativas
Comentários
  • Quantas questões anuladas ou que mereciam anulação nessa prova da Sefaz-RS. Cespe péssima.

    E)O ICMS não incide em operações de saída que destinem mercadorias a consumidor final no exterior, sendo assegurado o crédito tributário relacionado ao imposto eventualmente pago em operações e prestações anteriores.

    Falso mas a banca considerou correto. O crédito do ICMS não é sobre o imposto pago mas sim sobre o imposto cobrado, conforme art. 14 da lei 8.820/89. Pago e cobrado possuem sentidos totalmente diferentes no âmbito do ICMS.

    fonte : estrategia

    https://www.estrategiaconcursos.com.br/blog/recursos-de-legislacao-tributaria-estadual-sefaz-rs-auditor/

    Gabarito da Banca: E. Sugestão: anulação


ID
2896453
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O estado do Rio Grande do Sul aplica alíquotas variadas de ICMS nas operações entre contribuintes. Considerando-se todos os percentuais praticados, é correto afirmar que as alíquotas

Alternativas
Comentários
  • Gab D.

    OS valores do DIFAL são fixos, de acordo com a região do país:

    7% para Norte, Nordestes, Centro-Oeste e Espírito Santo;

    12% para as regiões Sul e Suldeste, com exceção do Espírito Santos.


ID
2896456
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

O princípio da essencialidade do ICMS

Alternativas
Comentários
  • Gabarito Letra C!

     

     

    O princípio da seletividade abrange uma seleção mínima de impostos, o ICMS e o IPI (impostos proporcionais). Sua função é variar a alíquota de acordo com a essencialidade do bem.

     

    Significa que, ao se deparar com um bem de maior essencialidade, a alíquota será menor e, pela lógica, se for o bem de menor essencialidade, a alíquota é maior. Tais incidências são consideradas para os tributos indiretos, isto é, aqueles em que o ônus tributário repercute no consumidor final. Com isso, as técnicas do princípio da seletividade visam promover justiça fiscal, inibindo os efeitos negativos provocados por esses impostos, que tendem "regressividade".

     

    Em palavras simples, uma "progressividade" às avessas, uma vez que, os impostos regressivos, "quem ganha mais paga menos, quem ganha menos paga mais". Configura-se a injustiça do sistema tributário.

     

    Cabe, a seletividade ser o mecanismo inibitória da regressividade no sistema. Para deixar o sistema menos regressivo. O horizonte é perseguir a justiça social.

     

    Fonte: Rede LFG 

  • Lembrando que o ICMS PODERÁ ser seletivo. Por outro lado, o IPI é necessariamente seletivo.

  • SELETIVIDADE

    O art. 155, paragrafo 2, III, da CF de 88, permitiu a SELETIVIDADE DO ICMS (recorde-se que para o IPI a Seletividade é OBRIGATÓRIA).

    Caso o legislador Estadual opte por adotar a SELETIVIDADE, as alíquotas deverão ser fixadas de acordo com a essencialidade do produto, sendo MENORES para os gêneros considerados ESSENCIAIS e MAIORES para os SUPÉRFLUOS, de forma a gravar de maneira mais onerosa os bens consumidos principalmente pelas pessoas de maior capacidade contributiva, desonerando os bens essenciais, consumidos por pessoas integrantes de todas as classes sociais.

    Fonte: DIREITO TRIBUTÁRIO - Ricardo Alexandre - pág. 704 (2017)

  • Gabarito: C.

    CF/88. Art. 155, paragrafo 2, III - PODERÁ SER SELETIVO, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;

    Dica:

    IPI (Federal): não cumulativo e será seletivo. (art.153, §3º, I e II, CF);

    ICMS (Estadual): não cumulativo e poderá ser seletivo. (art.155, §2º, I e III, CF).

  • Princípio da Seletividade

    A ideia da seletividade é que: quanto mais essencial for o produto menor será a carga tributária incidente sobre ele. Então a ideia da seletividade é que tributação de IPI e de ICMS sejam menor sobre o produto quanto maior for a essencialidade.

    Exemplo: Produtos da cesta básica são mais essenciais se comparados a produtos de maquiagem. Então os produtos da cesta básica terão uma carga tributária menor.

    Para complementar: O princípio da seletividade tem uma pequena problemática doutrinária, no art. 153 a CF trata o caso do IPI que ele deverá ser seletivo e no caso do ICMS a CF trata que ele poderá ser seletivo. Ou seja, um implica numa ordem no caso do IPI e outro implica numa faculdade, num talvez. Assim, tem doutrinadores que entendem que quando o Estado exerce competência tributária para criar o ICMS não precisa ser, quanto mais essencial o produto menor o ICMS, o Estado decide. Agora quando a União cria o IPI seria uma questão doutrinária porque na prática os Estados tem ICMS seletivo.

  • Imposto sobre a Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS)

    -  PODERÁ ser seletivo

    Incidirá o ICMS sobre operações de:

    •       Circulação de mercadoria

    •       Prestação do serviço de transporte interestadual

    •       Prestação do serviço de transporte intermunicipal

    •       Prestação de serviço de comunicação

    - STJ, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incide sobre a tarifa de assinatura básica mensal cobrada pelas prestadoras de serviço de telefonia, independentemente da franquia de minutos concedida ou não ao usuário (Inf. 843).

    - O ICMS incide sobre a entrada de bem ou mercadorias importadas do exterior, seja por pessoa física ou pessoa jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do ICMS, qualquer que seja a finalidade dessa mercadoria importada. Também vai incidir ICMS sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado destinatário.

    - SV 48 do STF: "Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.".

    - STF decidiu que não incide ICMS-importação na operação de arrendamento mercantil, salvo se houver antecipação da operação de compra.

    - Súmula 163 do STJ, o fornecimento de mercadorias com simultânea prestação de serviços em bares, restaurantes e estabelecimentos similares constitui fato gerador do ICMS a incidir sobre o valor total da operação.

    - Súmula Vinculante 32, o ICMS não incide sobre alienação de salvados de sinistro pelas seguradoras.

    - Não constitui fato gerador do ICMS a saída física de máquinas, utensílios ou implementos a título de comodato, conforme a Súmula 573 do STF, pois não há a efetiva circulação.

    - Súmula 166 o STJ: não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte.

    - O ICMS não incide no serviço dos provedores de acesso à Internet, conforme a Súmula 334 do STJ.

    - O ICMS não incide sobre os serviços de habilitação de telefone celular, pois não há serviço prestado, conforme dispõe a Súmula 350 do STJ.

    - Incide ICMS sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente a demanda da potência efetivamente utilizada, conforme a Súmula 391 do STJ.

    - O STJ entende que incide ICMS sobre o valor da venda a prazo constante da nota fiscal, pois este seria o valor da operação, ainda que o pagamento seja a prazo.

    - O STJ entende que a empresa de construção civil não está obrigada a pagar ICMS sobre mercadorias adquiridas como matéria-prima em operações interestaduais, conforme Súmula 432.

    Contribuintes do ICMS: Qualquer pessoa física ou jurídica que realize circulação de mercadoria, prestação do serviço de transporte interestadual, prestação do serviço de transporte intermunicipal ou prestação de serviço de comunicação, com habitualidade ou com volume que caracterize com intuito comercial, é contribuinte do ICMS.

  • Para responder essa questão o candidato precisa entender o princípio da seletividade aplicado ao ICMS. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) A Constituição não utiliza o termo "produtos de primeira necessidade". Alternativa errada.
    b) Pelo contrário, a seletividade implica em estabelecer alíquotas menores para itens que não são supérfluos. Alternativa errada.
    c) Nos termos do art. 155, §2º, III, CF, o ICMS poderá ser seletivo em função da essencialidade das mercadorias e serviços. Alternativa correta.
    d) Conforme exposto na explicação acima, se aplica a serviços. Alternativa errada.
    e) O princípio da seletividade está relacionada ao bem que está sendo tributado, e não ao sujeito passivo. Alternativa errada.

    Resposta do professor = C

  • Princípio da essencialidade do ICMS

    a) restringe-se aos produtos de primeira necessidade.  errada.

    b) não admite a diferenciação de alíquotas entre itens supérfluos. errada.

    c) Nos termos do art. 155, §2º, III, CF, o ICMS poderá ser seletivo em função da essencialidade das mercadorias e serviços. correta.

    d) não se aplica a serviços. errada.

    e) relaciona-se ao potencial subjetivo de arrecadação. errada.

    Resposta do professor = C

  • GABARITO LETRA C

     

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 

     

    ARTIGO 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 

     

    II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (ICMS)

     

    § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 

     

    III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;

  • SELETIVIDADE:

    IPI - OBRIGATÓRIO (art.153, §3º, I CF);

    ICMS - FACULTATIVO (art.155, §2º, III, CF).

  • O objetivo do PRINCÍPIO DA SELETIVIDADE é conseguir, de maneira indireta, graduar a carga tributária do imposto de acordo com a capacidade contributiva dos consumidores, uma vez que os produtos essenciais são consumidos por todas as classes sociais, devendo, justamente por isso, estar sujeitos a uma suave ou inexistente carga tributária quanto à aplicação no ordenamento jurídico tributário, temos que: (1) IPI DEVE ser seletivo art. 153, § 3º, I, CF; (2) - ICMS (art. 155, II, § 2º, III, CF) e (3) IPTU PODE ser seletivo.

  • Dica:

    IPI (Federal): não cumulativo e será seletivo. (art.153, §3º, I e II, CF);

    ICMS (Estadual): não cumulativo e poderá ser seletivo. (art.155, §2º, I e III, CF).

  • Letra D - ERRADA

    Art. 155

    I - impostos sobre:

    a) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;

    b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;

  • Letra D - ERRADA

    Art. 155

    I - impostos sobre:

    a) transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;

    b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;

  • Importante observação da Amanda Leite:

    Reitero:

    IPI (Federal): não cumulativo e será seletivo. (art.153, §3º, I e II, CF);

    ICMS (Estadual): não cumulativo e poderá ser seletivo. (art.155, §2º, I e III, CF).

  • Se a seletividade se da em função da essencialidade do produto, como esta pode emanar daquela?? Seria ao conotário.

  • a) ERRADA. A Constituição não utiliza o termo "produtos de primeira necessidade". Quanto à essencialidade a tributação de determinados produtos ou serviços será maior para aqueles que não forem considerados tão

    essenciais (bebidas, cigarros e perfumes, por exemplo) e menor para aqueles considerados mais essenciais (arroz, feijão e pão, por exemplo).

    b) ERRADA. Pelo contrário, a seletividade implica em estabelecer alíquotas menores para itens que não são supérfluos. Conforme citei no item anterior pelo princípio da essencialidade a tributação de determinados produtos ou serviços será maior para aqueles que não forem considerados tão essenciais (bebidas, cigarros e perfumes, por exemplo) e menor para aqueles considerados mais essenciais (arroz, feijão e pão, por exemplo).

    c) CERTA. Nos termos do art. 155, §2º, III, CF, o ICMS poderá ser seletivo em função da essencialidade das mercadorias e serviços. Veja:

    Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:

    II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS);

    § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte:

    III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;

    O princípio da seletividade resulta em uma técnica de tributação que faz com que a carga tributária incidente sobre as operações ou prestações sejam maiores (ou menores) conforme a essencialidade dos bens ou serviços.

    A seletividade é a qualidade do tributo que é maior ou menor gravado de acordo com a importância e a relevância do bem ou serviço para a economia nacional e o bem-estar da população. A seletividade está relacionada à essencialidade do bem.

    d) ERRADA. Conforme exposto na explicação acima, se aplica às operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior (ICMS);

    e) ERRADA. O princípio da seletividade está relacionado ao bem que está sendo tributado, e não ao sujeito passivo.

    Resposta: Letra C

  • Para responder a questão precisamos ver o seguinte dispositivo da Constituição Estadual do RS:

    Art. 145 Compete ao Estado instituir:

     

    I - impostos sobre:

     

    (...)

     

    b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;

     

    (...)

     

    § 4.º O imposto de que trata o inciso I, alínea b, será seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços, preferencialmente com base nas cestas de consumo familiar, conforme dispuser a lei, que também fixará as alíquotas, respeitando o disposto na Constituição Federal.

    Como podemos verificar, a essencialidade advém de uma relação direta com a seletividade do imposto e por isso nosso gabarito só pode ser a letra "C".

    Fonte: Diego Palacios (prof do tec)

  • Sobre a letra "d": § 2º O imposto previsto no inciso II (ICMS) atenderá ao seguinte: 

    III - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços;

  • Lembrar que a banca pode ter utilizado como fundamento a Constituição Estadual do RS a qual estabelece expressamente que o ICMS, no Estado daquele Fisco, é SELETIVO, observando-se o critério da ESSENCIALIDADE.


ID
2896459
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

O fato gerador e a hipótese de incidência do ICMS

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Comentários
  • Bastava recorda da SV 48 do STF:

     

    "Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.".

  • O fato gerador e a hipótese de incidência do ICMS:

    a) são vinculados a contraprestações da administração pública.

    ERRADA. Uma das características dos impostos e sua não contraprestação, diferentemente das taxas, por exemplo.

    b) contemplam produtos importados do comércio internacional.

    CORRETA. A hipótese de incidência está prevista no art. IX, a da CF e seu fato gerador interpretado na SV 48: Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.

    c) afastam outras incidências tributárias em razão do bis in idem.

    ERRADA. O que a CF dispõe é sobre a não-cumulatividade do próprio ICMS, conforme art. 155, §2º, I.

    d) resultam de resoluções de maioria absoluta do Senado Federal.

    ERRADO. A CF autoriza ao Senado Federal estabelecer as alíquotas referentes às operações interestaduais e as mínimas ferentes às internas, conforme artigos 155. §2, IV e V, a da CF.

    e) incidem sobre o ouro definido por lei como ativo financeiro.

    ERRADO. O art. 155, X, c, veda tal incidência.

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer a sistemática do ICMS. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Apenas as taxas têm como fato gerador contraprestações da administração pública. Sendo o ICMS um imposto, seu fato gerado é não vinculado. Alternativa errada.
    b) O ICMS incide sobre a importação de produtos, inclusive sobre aqueles importados por pessoas físicas, que não sejam contribuintes habituais do tributo. Art. 155, §2º, IX, a, CF. Alternativa correta.
    c) A incidência do ICMS não afasta outras incidências, como a do próprio IPI, por exemplo. Alternativa errada.
    d) O fato gerador e hipótese de incidência do ICMS não resulta de resoluções do Senado Federal. Na verdade, o Senado tem competência para estabelecer via resolução, aprovada por maioria absoluta, as alíquotas aplicáveis em operações interestaduais. Alternativa errada.
    e) Nos termos do art. 153, §5º, CF, o ouro como ativo financeiro somente se sujeita ao IOF. Alternativa errada.

    Resposta do professor = B

  • Em 03/06/19 às 16:15, você respondeu a opção E. Você errou!

    Em 27/05/19 às 22:28, você respondeu a opção E. Você errou!

    Persistência!!

  • Em 03/06/19 às 16:15, você respondeu a opção E. Você errou!

    Em 27/05/19 às 22:28, você respondeu a opção E. Você errou!

    Persistência!!

  • GABARITO LETRA C

     

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 

     

    ARTIGO 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 

     

    II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (ICMS)

     

    § 2º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 

     

    IX - incidirá também:

     

    a) sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço;

     

    b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
     

  • art. 155 CF - Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:  

    II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;

    IX -incidirá também:

    a)sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade, assim como sobre o serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o domicílio ou o estabelecimento do destinatário da mercadoria, bem ou serviço;  

  • GABARITO: B

    "Na entrada de mercadoria importada do exterior, é legítima a cobrança do ICMS por ocasião do desembaraço aduaneiro.".

  • O uso do verbo contemplar considero inapropriado.


ID
2896462
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

A empresa Alfa Tecnologia S.A., sediada em Santa Maria – RS, forneceu à empresa Beta Suprimentos e Tecnologia Ltda., localizada em Vitória – ES, em julho de 2018, um computador e uma impressora, os quais foram revendidos no mesmo mês, respectivamente, a Pedro, em Brasília – DF, e a Paulo, em São Luís – MA, os dois consumidores finais dos referidos produtos. Pedro e Paulo, ao contrário das duas empresas, não são contribuintes do ICMS.

Nessa situação hipotética, o recolhimento do diferencial entre a alíquota de ICMS interna e a interestadual é responsabilidade de

Alternativas
Comentários
  • Letra A - CORRETA

     

    CRFB/88

    Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: 

    I - ITCMD; 

    II - ICMS

    III - IPVA. 

    [...]

    § 2º O imposto previsto no inciso II [ICMSatenderá ao seguinte: [...]

     

    VII - nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final, contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado, adotar-se-á a ALÍQUOTA INTERESTADUAL e caberá ao Estado de localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a alíquota interestadual;

     

    VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII será atribuída:

    a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto;

    b) ao remetente, quando o destinatário não for contribuinte do imposto.

  • Para responder essa questão o candidato precisa entender a sistemática de aplicação das alíquotas do ICMS em operações interestaduais. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Nos casos em que destinatário final não é contribuinte do ICMS, cabe ao remetente recolher o diferencial de alíquota, nos termos do art. 155, §2º, VII, b, CF. Portanto, a empresa Beta, localizada no ES, ao remeter para Pedro (DF) e Paulo (MA), torna-se a responsável pelo recolhimento, nos termos do dispositivo apontado. Alternativa correta.
    b) A empresa Alfa remete para outro Estado, mas o destinatário é Beta, que é contribuinte do ICMS. Alternativa errada. 
    c) Pedro e Paulo, por não serem contribuintes do imposto, não devem recolher o diferencial de alíquota. Alternativa errada. 
    d) Pedro e Paulo, por não serem contribuintes do imposto, não devem recolher o diferencial de alíquota. Alternativa errada. 
    e) Pedro e Paulo, por não serem contribuintes do imposto, não devem recolher o diferencial de alíquota. Alternativa errada. 

    Resposta do professor = A

  • RS receberá a alíquota interestadual

    ES receberá a diferença entre sua alíquota interna e a alíquota interestadual

    o local das pessoas que compraram e não são contribuintes não é relevante

  • Há duas operações na questão em exame:

    ALFA/RS -> BETA/ES (trata-se da situação 2 abaixo explicada)

    BETA/ES -> PEDRO/DF e PAULO/MA (trata-se da situação 1 abaixo explanada)

    SITUAÇÃO 1

    quando o adquirente for consumidor final da mercadoria comprada e não for contribuinte do ICMS.

    ALÍQUOTAS APLICÁVEIS

    Duas:

    1º) alíquota interestadual;

    2º) diferença entre a alíquota interna e a interestadual.

    QUEM FICA COM O ICMS?

    Os dois Estados.

    * O Estado de origem fica com o valor obtido com a alíquota interestadual.

    * O Estado de destino fica com o valor obtido com a diferença entre a sua alíquota interna e a alíquota interestadual. Vale ressaltar, no entanto, que, até 2019, o Estado de destino irá dividir esse valor como Estado de origem em uma tabela de transição prevista no art. 99 do ADCT.

    Obs.: o remetente do produto ou serviço é quem deverá fazer o recolhimento do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual.

    SITUAÇÃO 2

    quando o adquirente não for o consumidor final do produto adquirido.

    ALÍQUOTAS APLICÁVEIS

    Interestadual

    QUEM FICA COM O ICMS?

    Estado de origem.

    Aplica-se a alíquota interestadual, mas o valor ficará todo com o Estado de origem.

    Fonte: https://www.dizerodireito.com.br/2015/04/comentarios-nova-ec-872015-icms-do.html

  • Só pensar que a pessoa física não teria qualquer interesse em recolher o imposto. Portanto, deve ser do remetente (contribuinte do imposto) a obrigação de recolhê-lo.

  • 1° situação: A empresa Alfa Tecnologia S.A., sediada em Santa Maria – RS, forneceu à empresa Beta Suprimentos e Tecnologia Ltda., localizada em Vitória – ES, computador e impressora

    situação: quando o adquirente não for o consumidor final do produto adquirido (BETA - ES nao é consumidor final)

    • Exemplo: BETA - ES compra computador de empresa de RS para revender para Paulo e Pedro.

    • Solução dada pela CF/88: aplica-se a alíquota INTERESTADUAL, mas o valor ficará todo com o Estado de origem (Estado onde se localiza o vendedor; no caso, RS).

    Aqui nao tem alíquota recolhimento do diferencial entre a alíquota de ICMS interna e a interestadual. Somente incide a alíquota interestadual

    2° situação: beta sediada no ES vende a Paulo (MA) e Pedro (DF) (sao consumidores final, e nao contribuintes de ICMS)

    incide o art. 155, §2, VII e VIII

    o art. 155, §2, VII: nas operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final (pedro e paulo), contribuinte ou não do imposto, localizado em outro Estado (MA e DF), adotar-se-á a alíquota interestadual (que ficará estado de Origem: ES) e caberá ao Estado de localização do destinatário (MA e DF) o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna do Estado destinatário e a alíquota interestadual;

    logo, o estado do Espirito Santo fica com a alíquota interestadual; e o Estado do MA e o DF ficarão com a diferença entre a alíquota interna e alíquota interestadual.

    No entanto, caberá ao Estado do ES recolher essa diferença, pois Pedro e Paulo não são contribuinte dos impostos.

    VIII - a responsabilidade pelo recolhimento do imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual de que trata o inciso VII será atribuída:

    a) ao destinatário, quando este for contribuinte do imposto; 

    b) ao remetente (BETA - Vitoria ES), quando o destinatário (Pedro e Paulo) não for contribuinte do imposto;

    É isso, gente! qualquer erro me avisem, por favor!!

  • Macete para lembrar da regra de recolhimento:

    NÃO-CONTRIBUINTE = RESPONSÁVEL = REMETENTE


ID
2896465
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Assinale a opção que indica contribuintes que, mesmo que não habituais, são obrigados a se inscreverem no cadastro geral de contribuintes de tributos estaduais (CGC/TE) do estado do Rio Grande do Sul.

Alternativas
Comentários
  • O cespe se superou nessa prova. Um estado não pode obrigar um contribuinte de outro estado a se inscrever, mas pode permitir que se inscreva.

    A Banca deu como resposta a alternativa A porém os substitutos tributários de outros Estados tem inscrição facultativa e não obrigatória, de acordo com o dispositivo abaixo.

    RICMS. Livro II. Art. 1º, § 3º. – O substituto tributário estabelecido em outra unidade da Federação que realizar operações de circulação de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária destinadas a contribuintes deste Estado poderá solicitar inscrição no CGC/TE, observado o disposto no Livro III, art. 50.

    Gabarito da Banca: A. Sugestão: anulação


ID
2896468
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com o Regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul — Decreto estadual n.º 37.699/1997 —, carne verde é aquela

Alternativas
Comentários
  • Carne verde é o nome que se dá à carne de animais abatidos na véspera do consumo, sem qualquer conservação.

    Menos usual mas conhecida também como boi verde.

    Cuidado com os peguinhas que podem vim a ter, como : é o boi chipado, criado com pasto nativos ou solto em áreas de reflorestamentos, sempre nesse sentido.


ID
2896471
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Conforme o Regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul — Decreto estadual n.º 37.699/1997 —, a emissão de nota ou cupom fiscal é dispensável quando referente a

Alternativas
Comentários
  • Art. 25 -

    Os contribuintes emitirão Nota Fiscal: 

    NOTA 02 -

    A Nota Fiscal não será emitida pelos produtores, pelos fornecedores de energia elétrica, em relação à energia elétrica que fornecerem, e pelos prestadores de serviços, em relação aos serviços que prestarem. 


ID
2896474
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Conforme o Regulamento do ICMS do estado do Rio Grande do Sul — Decreto estadual n.º 37.699/1997 — a respeito de vendas à ordem ou para entrega futura, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
2896477
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Agentes da administração tributária do estado do Rio Grande do Sul abordaram, em Porto Alegre, um comerciante que portava aproximadamente dois mil maços de cigarros e os vendia informalmente em local público a cidadãos da capital rio-grandense, sem comprovantes relativos ao ICMS.

Nessa situação hipotética, deve ocorrer, com relação ao ICMS,

Alternativas

ID
2896480
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com a Lei estadual n.º 8.115/1985 do Rio Grande do Sul, na hipótese de importação de veículo pelo consumidor, o fato gerador do IPVA ocorre no momento

Alternativas
Comentários
  • RESOLUÇÃO:

    Na importação de veículos, o momento do fato gerador do IPVA é similar ao momento do fato gerador do ICMS na importação de bens. Ou seja, o momento do fato gerador é a data do desembaraço aduaneiro.

    Resposta: C

  • Lei Estadual nº. 8.115/85 - Rio Grande do Sul

    Art. 2º O imposto, devido anualmente ao Estado, tem como fato gerador a propriedade de veículo automotor.

    Parágrafo único. Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto:

    II - na data do desembaraço aduaneiro, em relação aos veículos importados do exterior pelo consumidor;

    Gabarito: C

  • Na importação de veículos, o momento do fato gerador do IPVA é similar ao momento do fato gerador do ICMS na importação de bens. Ou seja, o momento do fato gerador é a data do desembaraço aduaneiro.

    Resposta: C


ID
2896483
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Considerando as disposições da Lei estadual n.º 8.115/1985 do Rio Grande do Sul a respeito da possibilidade de concessão de isenção do pagamento do IPVA para pessoas com autismo ou deficiência, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • (Parágrafo acrescentado pela Lei Nº 14381 DE 26/12/2013):

    Art. 4º São isentos do imposto:

    § 8º Para os efeitos do inciso VI, é considerada pessoa portadora de:

    a) deficiência física, aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;

    b) deficiência visual, aquela apresentada acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º, ou ocorrência simultânea de ambas as situações;

    c) deficiência mental severa ou profunda, aquela que apresenta o funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação anterior aos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas; e

    d) autismo, aquela que apresenta transtorno autista ou autismo atípico.


ID
2896486
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No caso de alienação fiduciária em garantia de veículo automotor, de acordo com a Lei estadual n.º 8.115/1985 do Rio Grande do Sul, considera-se contribuinte do IPVA

Alternativas

ID
2896489
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com a legislação estadual do Rio Grande do Sul, a base de cálculo do IPVA incidente sobre veículo automotor usado é

Alternativas
Comentários
  • RESOLUÇÃO:

    Em regra, para veículos usados a base de cálculo do IPVA considera o valor médio de mercado. Com apenas essa informação já conseguimos marcar a alternativa correta.

    Resposta: A

  • Lei nº. 8.115/1985 - Rio Grande do Sul

    Art. 8º A base de cálculo do imposto é o valor médio de mercado dos veículos automotores

    § 4º - Na hipótese de veículos automotores usados, considera-se valor médio de mercado o divulgado pelo Poder Executivo, anualmente, em moeda corrente nacional, antes do início do ano-calendário em que será devido o tributo e será monetariamente atualizado com base na variação da Unidade Padrão Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul (UPF-RS).

    Gabarito: A

  • Em regra, para veículos usados a base de cálculo do IPVA considera o valor médio de mercado. Com apenas essa informação já conseguimos marcar a alternativa correta.

    Resposta: A


ID
2896492
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com a legislação estadual do Rio Grande do Sul, no caso de aquisição de veículo novo, o IPVA incidirá apenas de forma parcial e será

Alternativas
Comentários
  • Quando da aquisição de um veículo novo não é justo que se pague o mesmo valor que alguém

    que possuiu o carro durante todo o ano. Se você adquirir um veículo em novembro, por exemplo,

    acha justo pagar o mesmo valor de IPVA de alguém que possuiu o veículo desde janeiro? Não! Por

    isso a legislação afirma que a BC será calculada de maneira proporcional aos meses que restam

    para o término do ano ou, em outras palavras, reduzido proporcionalmente ao número de meses

    decorridos do ano-calendário, anteriores ao mês de aquisição.

    FONTE: ESTRATÉGIA CONCURSOS.


ID
2896495
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Conforme o Decreto estadual n.º 32.144/1985 do Rio Grande do Sul, para os efeitos da apuração da base de cálculo do IPVA, um veículo novo passa a ser considerado usado

Alternativas
Comentários
  • LETRA D

    Decreto estadual n.º 32.144/1985 do Rio Grande do Sul

    (Redação do inciso dada pelo Decreto Nº 54368 DE 10/12/2018):

    II - quanto aos demais veículos automotores usados, para o exercício de 2019, alternativamente:

    a) em pagamento único, com vencimento em 30 de abril de 2019;

    b) antecipadamente:

    1 - a partir de 2 de janeiro de 2019, em três parcelas iguais, devendo ser paga a 1ª parcela até 31 de janeiro, a 2ª parcela até 28 de fevereiro e a 3ª parcela até 29 de março de 2019;

    2 - em pagamento único, até o dia 28 de dezembro de 2018;

    III - quanto aos veículos automotores novos, em pagamento único, a ser efetuado até o dia 15 do mês seguinte ao da aquisição, desde que não ultrapasse o ano-calendário da respectiva aquisição. (Redação dada pelo Decreto nº 43.473, de 30.11.2004 - Efeitos a partir de 01.12.2004)

    § 1º - O pagamento do imposto precederá sempre o registro inicial do veículo ou a renovação da licença para trafegar, ressalvado o disposto no § 17. (Redação dada pelo Decreto nº 41.315, de 07.01.2002 - Efeitos a partir de 07.01.2002)

    § 2º - O veículo novo é considerado usado a partir do primeiro dia do ano-calendário seguinte ao da primeira aquisição.

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ID
2896498
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No estado do Rio Grande do Sul, para comprovação do pagamento do IPVA, o contribuinte que não esteja desonerado do tributo estará obrigado a conservar no veículo

Alternativas

ID
2896501
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No primeiro semestre do ano-calendário, após a data para o pagamento único do IPVA, um contribuinte perdeu o direito à isenção desse imposto.

Conforme o Decreto estadual n.º 32.144/1985 do Rio Grande do Sul, esse contribuinte deverá pagar o tributo

Alternativas

ID
2896504
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Conforme a legislação estadual do Rio Grande do Sul, enquanto não houver o registro da comunicação da alienação do automóvel no órgão público de trânsito, o proprietário de veículo automotor que o alienar será

Alternativas

ID
2896507
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

De acordo com as disposições da Lei estadual n.º 8.115/1985 do Rio Grande do Sul a respeito das alíquotas de IPVA, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
2896510
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A Lei n.º 14.741/2015, do estado do Rio Grande do Sul, ao modificar a Lei n.º 8.821/1989, do mesmo estado, estabeleceu alíquotas progressivas para o ITCD. Tendo como referência essa legislação e outras normas federais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Quanto à letra B, ao contrário do que propõe o item, No STF já é pacífico a possibilidade de alíquotas progressivas para impostos reais.

  • Art. 18. Na transmissão “causa mortis”, a alíquota do imposto é definida com base no resultado da soma dos valores venais da totalidade dos bens imóveis situados neste Estado, bens móveis, títulos, créditos, ações, quotas e valores, de qualquer natureza, bem como dos direitos a eles relativos, compreendidos em cada quinhão, avaliados nos termos do art. 12, aplicando-se a seguinte tabela: (Redação dada pela Lei n.º 14.741/15) Faixa Valor do quinhão (em UPF-RS) Alíquota Acima de Até I 0 2.000 0% II 2.000 10.000 3% III 10.000 30.000 4%

    17 IV 30.000 50.000 5% V 50.000 6% (Quadro com redação dada pela Lei n.º 14.741/15)


ID
2896513
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Segundo a Lei n.º 8.821/1989, é contribuinte do ITCD

Alternativas
Comentários
  • Segundo a Lei 8.821/1989 o contribuinte do imposto é:

    CAPÍTULO V

    DA SUJEIÇÃO PASSIVA

    Seção I Do Contribuinte

    Art. 8.º Contribuinte do imposto é:

    I - nas doações:

    a) o doador, quando domiciliado ou residente no país;

    b) o donatário, quando o doador não for domiciliado ou residente no país;

    c) o nu-proprietário, na extinção do usufruto por morte do usufrutuário; (Incluído pela Lei n.º 10.800/96)

    d) o beneficiário: (Incluído pela Lei n.º 12.741/07)

    1 - na morte de um dos usufrutuários, em se tratando de usufruto simultâneo em que tenha sido estipulado o direito de acrescer ao usufrutuário sobrevivente; (Incluído pela Lei n.º 12.741/07)

    2 - na renúncia de usufruto; (Incluído pela Lei n.º 12.741/07)

    3 - na extinção de direito de uso, de habitação e de servidões; (Incluído pela Lei n.º 12.741/07)

    II - nas transmissões "causa mortis", o beneficiário ou recebedor do bem ou direito transmitido. 


ID
2896516
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Acerca do fato gerador do ITCD, segundo dispõe a Lei n.º 8.821/1989, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Lei 8.821/89

    CAPÍTULO I

    DA INCIDÊNCIA

    Art. 2.º O imposto tem como fato gerador a transmissão "causa mortis" e a doação a qualquer título, de:

    [...]

    § 3.º Nas transmissões decorrentes de doações ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos forem os donatários do bem, título ou crédito, ou de direito transmitido.

  • § 2.º Nas transmissões "causa mortis" ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos forem os herdeiros ou legatários.

    § 3.º Nas transmissões decorrentes de doações ocorrem tantos fatos geradores distintos quantos forem os donatários do bem, título ou crédito, ou de direito transmitido.


ID
2896519
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

À luz da legislação do estado do Rio Grande do Sul, no caso de transmissão causa mortis, consiste em critério temporal da hipótese de incidência do ITCD a data

Alternativas
Comentários
  • Questão ANULADA.

    Justificativa da banca: Deixou-se de especificar a legislação de referência para o julgamento das opções, fato que prejudicou o julgamento objetivo da questão.


ID
2896522
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A respeito da avaliação contraditória prevista na Lei n.º 8.821/1989, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Redação literal do "Art. 15. Correrão à conta do sujeito passivo, e serão por este satisfeitas, todas as despesas decorrentes da avaliação contraditória". (Redação dada pela Lei n.º 14.741/15) 

    LEI Nº 8.821, DE 27 DE JANEIRO DE 1989.


ID
2896525
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Acerca de taxa incidente sobre inspeção, controle, fiscalização ou promoção do vinho e de derivados da uva e do vinho, prevista na Lei n.º 8.109/1985 do estado do Rio Grande do Sul, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
2896528
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A respeito da taxa de serviços diversos, prevista na Lei n.º 8.109/1985, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
2896531
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Isenta(m)-se da taxa incidente sobre unidades de conservação, utilização de recursos hídricos e faunísticos e serviços correlatos

Alternativas

ID
2896534
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A Lei n.º 14.634/2014 instituiu no estado do Rio Grande do Sul a taxa única de serviços judiciais, que, de acordo com a jurisprudência do STF, tem natureza tributária. Contudo, além dessa taxa, a referida lei também prevê o pagamento de despesas sem caráter tributário.

Os serviços remunerados pela taxa de caráter tributário incluem

Alternativas

ID
2896537
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O valor da taxa de fiscalização e controle dos serviços públicos delegados, prevista na Lei n.º 8.109/1985, é calculado com base no faturamento bruto anual do contribuinte no exercício anterior ao da fiscalização e controle.

O STF firmou entendimento de que a referida taxa é

Alternativas
Comentários
  • taxas diferente de impostas gozam da referibilidade, ou seja, são vinculadas a uma atividade estatal, por isso são contraprestacionais. Ademais não há mitigação do princípio da legalidade como aduz a letra C.

     

     

  • Sem ler a legislação:

    B) A taxa deve ser vinculada a contraprestação

    C) Nunca ouvi falar em mitigação da legalidade da base de cálculo, a taxa deve ser definida por lei como qualquer outro tributo.

    D) Taxa não pode ter a mesma base de cálculo de Imposto, contribuição social não entra na restrição.

    Fiquei entre a A e E.

    (...)

    A) Presumi que o próprio nome da taxa indica,após pesquisa ví que o órgão responsável pelo exercício da atividade é a AGERGS

    E) Pesquisando a legislação vemos que a taxa usa o faturamento como parametro, mas não é calculada através da multiplicação do fauramento por uma alíquota e sim é definido um valor para cada faixa de faturamento:

  • O STF julgou constitucional a referida taxa.

    “(1) Ação Direta de Inconstitucionalidade. (2) Art. 1º, II, da Lei nº 11.073, de 30.12.1997, que acrescentou os §§ 7º e 8º ao art. 6º da Lei nº 8.109, de 1985, do Estado do Rio Grande do Sul; Art. 1º, VI, da Lei nº 11.073, de 1997, que inseriu o inciso IX na Tabela de Incidência da Lei nº 8.109, de 1985; Decreto estadual nº 39.228, de 29.12.1998, que regulamentou a incidência da taxa impugnada. (3) Alegada violação aos arts. 145, II e 145, § 2º, da Constituição. (4) Taxa de Fiscalização e Controle de Serviços Públicos Delegados, instituída em favor da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul – AGERGS, autarquia estadual. (5) O faturamento, no caso, é apenas critério para incidência da taxa, não havendo incidência sobre o faturamento. Precedente (RE 177.835, Rel. Min. Carlos Velloso) (6) Improcedência da ação direta quanto aos dispositivos legais e não conhecimento quanto ao Decreto nº 39.228, de 1988”.

    FONTE: DIREÇÃO CONCURSOS- GABARITO EXTRAOFICIAL


ID
2896540
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

João, contador em situação regular no Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição, emitiu, após ter sido intimado pelo Poder Judiciário, laudo e parecer técnico-contábil para subsidiar a solução de um litígio.

Nesse caso, João realizou atividade de

Alternativas
Comentários
  • GAB: E

    O perito contábil, contratado pelas partes ou indicado pelo juiz para fazer laudos sobre um determinado caso, é essencial para a solução de litígios na Justiça.

    Pela definição da Norma Brasileira de Contabilidade, a perícia contábil é “o conjunto de procedimentos técnico-científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer técnico-contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais e com a legislação específica no que for pertinente.”

    A perícia contábil é de competência exclusiva de contador em situação regular perante o Conselho Regional de Contabilidade de sua jurisdição. 

     

  • Letra (e)

    NCPC

    Art. 156.

    § 1o Os peritos serão nomeados entre os profissionais legalmente habilitados e os órgãos técnicos ou científicos devidamente inscritos em cadastro mantido pelo tribunal ao qual o juiz está vinculado.

    § 2o Para formação do cadastro, os tribunais devem realizar consulta pública, por meio de divulgação na rede mundial de computadores ou em jornais de grande circulação, além de consulta direta a universidades, a conselhos de classe, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Ordem dos Advogados do Brasil, para a indicação de profissionais ou de órgãos técnicos interessados.

    § 3o Os tribunais realizarão avaliações e reavaliações periódicas para manutenção do cadastro, considerando a formação profissional, a atualização do conhecimento e a experiência dos peritos interessados.

    § 4o Para verificação de eventual impedimento ou motivo de suspeição, nos termos dos arts. 148 e 467, o órgão técnico ou científico nomeado para realização da perícia informará ao juiz os nomes e os dados de qualificação dos profissionais que participarão da atividade.

    § 5o Na localidade onde não houver inscrito no cadastro disponibilizado pelo tribunal, a nomeação do perito é de livre escolha pelo juiz e deverá recair sobre profissional ou órgão técnico ou científico comprovadamente detentor do conhecimento necessário à realização da perícia.

  • Letra E

  • Vimos que, conforme a NBC TP 01, a perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente. No âmbito judicial, a perícia é uma das provas admitidas em Direito.

    Gabarito: alternativa E

  • O perito contábil, contratado pelas partes ou indicado pelo juiz para fazer laudos sobre um determinado caso, é essencial para a solução de litígios na Justiça.

  • Resolução:

    Conforme a NBC TP 01, a perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa solução do litígio ou constatação de fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente.

    Resposta: E

  • TIPOS DE AUDITORIA

    AUDITORIA DE AVALIAÇÃO DA GESTÃO:

    AUDITORIA DE ACOMPANHAMENTO DA GESTÃO:

    AUDITORIA CONTÁBIL:

    AUDITORIA OPERACIONAL:

    AUDITORIA ESPECIAL:

  • Falou em poder judiciário é perícia contábil.


ID
2896543
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A realização de comparações entre informações e entre indicadores contábeis e a análise de relações entre contas e de relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros são procedimentos característicos

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    Quando a questão tratar sobre "relação de aspectos financeiros e não financeiros", muito provavelmente estará se referindo à revisão analítica.

  • NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA

     

    Procedimentos analíticos (REVISÃO ANALÍTICA)

    A21. Os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos.

  • Letra (c)

    Revisão Analítica (Procedimento Analítico) - objetiva verificar o comportamento de valores significativos.

    O Auditor deve considerar:

    1) objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis;

    2) natureza do órgão/entidade e o conhecimento adquirido em fiscalizações anteriores;

    3) a disponibilidade de informações, sua relevância, confiabilidade e comparabilidade.

     

    Investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. (Atipicidades).

  • A realização de comparações entre informações e entre indicadores contábeis e a análise de relações entre contas e de relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros são procedimentos característicos

    a) da inspeção física.

    exame de registros ou documentos.

    em forma de papel, em forma eletrônica ou em outras mídias.

    exame físico de um ativo.

    consiste na constatação in loco da existência física de um objeto, bem como de seus atributos.

    b) da observação.

    exame do processo ou procedimento executado por outros.

    observação direta: técnica de coleta de dados ou informações que utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.

    c) da revisão analítica.

    avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros.

    investigação de flutuações feitas por meio de estudo das relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos (atipicidades).

    consiste na utilização de inferências lógicas ou na estruturação de raciocínio que permita chegar a determinada conclusão sobre o objeto auditado.

    d) do recálculo.

    verificação da exatidão matemática de documentos ou registros.

    pode ser realizado manual ou eletronicamente.

    conferência de cálculo: consiste na revisão das memórias de cálculos relacionados ao objeto da auditoria com o fim de verificar a correção das operações matemáticas e dos insumos utilizados nas operações.

    e) da segregação de função.

    ...

    fonte: resumo do estratégia concursos

    GAB. LETRA "C"

  • Questão que poderíamos acertar apenas por eliminação. Já vimos os conceitos de recálculo, inspeção e observação, e nenhum tem relação com a definição da questão.

    Portanto, os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. Envolvem análises, cálculo de índices, linhas de tendência.

    Resumindo, é uma análise acerca da existência de relações de correlação de variáveis com outros índices que nos permitem estabelecer tendências e previsões. Por exemplo, análise da relação dos impostos sobre o faturamento com o faturamento (os impostos sobre faturamento aumentam conforme cresce o faturamento?), das despesas de depreciação com o valor do ativo imobilizado (as despesas de depreciação se relacionam com o valor do ativo imobilizado), e assim por diante.

    Gabarito: alternativa E.

  • NBC TA 500, A 21

    A21. Os procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. Ver NBC TA 520 para orientação adicional.

    Resposta: C

  • De acordo com o enunciado, a Banca pretende identificar se o candidato conhece os conceitos das técnicas de auditoria.

    Vejamos as alternativas:

    A) Da inspeção física.

    Errado. A inspeção física envolve o exame físico de um ativo. Fornece evidência de auditoria com graus variáveis de confiabilidade, dependendo de sua natureza e fonte e, no caso de itens tangíveis, da segurança de quantidades físicas ou qualidade de bens.

    B) Da observação.

    Errado. A observação se caracteriza pelo acompanhamento de um processo ou procedimento realizado por terceiros, no momento da sua execução.

    C) Da revisão analítica.

    Correto. Os procedimentos de revisão analítica fazem parte dos testes substantivos e tais procedimentos podem ser realizados durante a fase de planejamento. Os testes substantivos auxiliam no conhecimento das atividades dos sistemas contábil, visto que visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informação da entidade.

    D) Do recálculo.

    Errado. O recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros; pode ser realizado manual ou eletronicamente.

    E) Da segregação de função.

    Errado. A segregação de funções é princípio básico do sistema de controle interno que consiste na separação de funções, nomeadamente de autorização, aprovação, execução, controle e contabilização das operações.


    Gabarito do Professor: Letra C.
  • Analítica = relação de dados financeiros e não financeiros

ID
2896546
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Com o objetivo de confirmar os saldos bancários apresentados, o auditor, por meio de cartas registradas, solicita as informações pertinentes às instituições bancárias das quais a empresa auditada seja cliente. Nesse caso, o auditor realiza uma

Alternativas
Comentários
  • a) INSPEÇÃO: fornece certeza de existência, física ou não, de objeto verificado. Atende a autenticidade, quantidade e qualidade;

    b) REPETIÇÃO

    c) CIRCULARIZAÇÃO: conhecida como Confirmação externa. Confirmação, junto a terceiros, de fatos alegados pela entidade.

    d) REVISÃO ANALÍTICA: verifica comportamento de valores significativos mediante índices, quocientes, quantidades, etc. Identifica situações ou tendências atípicas.

    e) CONCILIAÇÕES: verifica a compatibilidade entre saldo das contas sintéticas com o das contas analíticas. Confronto dos registros.

    Correta: item c

  • Letra (c)

    A questão aborda um dos tipos de procedimentos de auditoria que o auditor utiliza durante a realização de seus trabalhos, qual seja, a circularização (confirmações externas ou confirmações com terceiros). Segundo a NBC TA 505, confirmação externa é a evidência de auditoria obtida como resposta por escrito direta para o auditor de um terceiro (a parte que confirma), em papel, no formato eletrônico ou outro meio.

    Segundo a NBC TA 505

  • "Circularização (Confirmação externa): É a técnica utilizada na obtenção de declaração formal e independente de pessoas não ligadas à empresa, a fim de confirmar uma transação. A Circularização consiste em fazer com que a empresa auditada expeça cartas dirigidas para as pessoas ou empresas com as quais mantém relações de negócios , solicitando que confirmem em carta dirigida ao auditor, a situação desses negócios em determinada data."

    Claúdio Zorzo

    Gabarito: C

  • Segundo a NBC TA 500, a técnica de confirmação externa (também conhecida como circularização) representa evidência de auditoria obtida pelo auditor como resposta escrita de terceiro (a parte que confirma) ao auditor, em forma escrita, eletrônica ou em outra mídia. Ou seja, consiste na confirmação, junto a terceiros (no caso da questão, as instituições bancárias), de fatos alegados pela entidade.

              Portanto, correta a letra B.

    Gabarito: alternativa B.

  • Solicitar por escrito informações de um terceiro também detentor da informação amolda-se ao procedimento de confirmação externa, também conhecido como circularização. Pode ser utilizado para confirmar saldos, acordos e situações.

    Importante não confundir com a conciliação bancária, que consiste numa espécie de batimento entre os dados do razão com os dados do extrato bancário, logo, não se trata da designação formal de um procedimento de auditoria.

    Resposta: C

  • Falou em BANCO, é circularização.


ID
2896549
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

De acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, ao examinar se todas as transações e contas que deveriam ser registradas nas demonstrações contábeis realmente o foram, o auditor independente verifica afirmação referente à

Alternativas
Comentários
  • GAB.: D

    (a) afirmações sobre classes de transações e eventos para o período sob auditoria:

    (i) ocorrência – transações e eventos que foram registrados ocorreram e são da entidade.

    (ii) integralidade – todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram registrados;

    (iii) exatidão – valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram registrados adequadamente; (A)

    (iv) corte – as transações e eventos foram registrados no período contábil correto;

    (v) classificação – as transações e eventos foram registrados nas contas corretas; (E)

    (b) afirmações sobre saldos de contas no fim do período:

    (i) existência – ativos, passivos e elementos do patrimônio líquido existem; (B)

    (ii) direitos e obrigações – a entidade detém ou controla os direitos sobre ativos e os passivos são obrigações da entidade;

    (iii) integralidade – todos os ativos, passivos e patrimônio líquido que deviam ser registrados foram registrados; (D)

    (iv) valorização e alocação – ativos, passivos e patrimônio líquido estão incluídos nas demonstrações contábeis nos valores apropriados e quaisquer ajustes resultantes de valorização e alocação estão adequadamente registrados;

    (c) afirmações sobre apresentação e divulgação:

    (i) ocorrência, direitos e obrigações – eventos divulgados, transações e outros assuntos ocorreram e são da entidade;

    (ii) integralidade – todas as divulgações que deviam ser incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas;

    (iii) classificação e compreensibilidade – as informações contábeis são adequadamente apresentadas e descritas e as divulgações são claramente expressadas;

    (iv) exatidão e valorização – informações financeiras e outras informações são divulgadas adequadamente e com valores apropriados.

  • NBC TA 315 (R1) – IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE

     

    A129. As afirmações usadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções potenciais que possam ocorrer podem se enquadrar nas seguintes categorias:

     

    (a) afirmações sobre classes de transações e eventos e divulgações relacionadas, para o período sob auditoria:

    (i) ocorrência – transações e eventos que foram registrados ou divulgados ocorreram e tais transações e eventos são da entidade;

    (ii) integralidade todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram registrados; e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas;

    (iii) exatidão – valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram registrados adequadamente, e respectivas divulgações foram apropriadamente mensuradas e descritas;

    (iv) corte – as transações e eventos foram registrados no período contábil correto;

    (v) classificação – as transações e eventos foram registrados nas contas corretas;

    (vi) apresentação – transações e eventos estão apropriadamente agregados ou desagregados e claramente descritos, e as respectivas divulgações são relevantes e compreensíveis no contexto dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável;

     

    (b) afirmações sobre saldos de contas e divulgações relacionadas no fim do período:

    (i) existência – ativos, passivos e elementos do patrimônio líquido existem;

    (ii) direitos e obrigações – a entidade detém ou controla os direitos sobre ativos e os passivos são obrigações da entidade;

    (iii) integralidade todos os ativos, passivos e patrimônio líquido que deviam ser registrados foram registrados, e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas;

    (iv) exatidão, valorização e alocação – ativos, passivos e patrimônio líquido estão incluídos nas demonstrações contábeis nos valores apropriados e quaisquer ajustes resultantes de valorização ou alocação estão adequadamente registrados, e as respectivas divulgações estão apropriadamente mensuradas e descritas;

    (v) classificação – ativos, passivos e patrimônio líquido foram registrados nas contas adequadas;

    (vi) apresentação – ativos, passivos e patrimônio líquido estão adequadamente agregados ou desagregados e claramente descritos, e respectivas divulgações são relevantes e compreensíveis no contexto dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável.

  • Letra (d)

    Segundo a NBC TA 315(R1),

    afirmações são declarações da administração, explícitas ou não, que estão incorporadas às demonstrações contábeis, utilizadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções potenciais que possam ocorrer.

    Ao declarar que as demonstrações contábeis estão em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável, a administração faz afirmações implícitas ou explicitamente no que se refere ao reconhecimento, mensuração e apresentação de classes de transações e eventos, saldos contábeis e divulgações.

    A norma supracitada elenca as afirmações para as duas categorias presentes nas demonstrações financeiras, a saber:

    a) afirmações sobre classes de transações e divulgações para o período coberto pela auditoria; e

    b) afirmações sobre saldos de contas contábeis e divulgações no final do período e, dentre estas, podemos destacar a subcategoria classificação e compreensibilidade (conforme a NBC TA 315). Essa subcategoria mudou sua nomenclatura, passando a ser designada por classificação, conforme a NBC TA 315(R1).

    Afirmações sobre classes de transações, saldos de contas e divulgações relacionadas

     

    A124. As afirmações usadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções potenciais que possam ocorrer podem se enquadrar nas seguintes categorias:

     

    (a) afirmações sobre classes de transações e eventos e divulgações relacionadas, para o período sob auditoria:

     

     

    (ii) integralidade – todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram registrados; e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas;

     

    Integridade é a afirmação que, na classe de transações, direciona o auditor para verificar se todas as transações e eventos que deviam ser registrados o foram, de fato. 

    (b) afirmações sobre saldos de contas e divulgações relacionadas no fim do período:

     

     

    (iii) integralidade – todos os ativos, passivos e patrimônio líquido que deviam ser registrados foram registrados, e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas;

  • Totalidade = integralidade.

    Resposta: D

  • pra que copiar resposta do amigo ??

  • Vamos analisar a questão.

    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 315 (R1) – Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) Exatidão.


    Errado. De acordo com a norma, a exatidão busca identificar se os valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram registrados adequadamente, e respectivas divulgações foram apropriadamente mensuradas e descritas.".

     
    B) Existência.

    Errado. De acordo com a norma, a existência busca identificar se “ativos, passivos e elementos do patrimônio líquido existem.".

    C) Apresentação.


    Errado. De acordo com a norma, a apresentação busca identificar se as “transações e eventos estão apropriadamente agregados ou desagregados e claramente descritos, e as respectivas divulgações são relevantes e compreensíveis no contexto dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável.".

     

    D) Integralidade.

    Certo. De acordo com a norma, a integralidade busca identificar se “todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram registrados; e todas as divulgações relacionadas que deveriam ter sido incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas.".

     

    E) Classificação.

    Errado. De acordo com a norma, a classificação busca identificar se as “transações e eventos foram registrados nas contas corretas.".

     

    Gabarito do Professor: Letra D.
  • TODOS = INTEGRIDADE.


ID
2896552
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Assinale a opção que indica o componente de controle interno que serve de fundamento para os demais componentes e que se refere diretamente aos valores éticos e à criação de uma cultura de honestidade dentro de uma entidade.

Alternativas
Comentários
  • Letra A

    O ambiente de controle é componente básico do controle interno, pois fundamenta seus demais elementos, bem como tem relação direta com o comportamento ético e honesto.

    Basta utilizar a analogia com o "ambiente selvagem", a conduta/comportamento dos animais, das plantas e do próprio homem é determinada (fundamentada) pelo ambiente, pois é esse quem estabelece os fatores fundamentais, isto é, a quantidade e qualidade de alimentos e água, clima, perigos, etc.

  • NBC TA 315 (R1) – IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE

     

    Componentes do controle interno

     

    Ambiente de controle

     

    14. O auditor deve obter entendimento do ambiente de controle. Como parte da obtenção deste entendimento, o auditor deve avaliar se:

    (a) a administração, com a supervisão geral dos responsáveis pela governança, criou e manteve uma cultura de honestidade e conduta ética; e

    (b) os pontos fortes no ambiente de controle fornecem coletivamente fundamento apropriado para os outros componentes do controle interno, e se os outros componentes não são prejudicados por deficiências no ambiente de controle.

  • e o leandro viajando que já está até de capacete kkk

  • Assinale a opção que indica o componente de controle interno que serve de fundamento para os demais componentes e que se refere diretamente aos valores éticos e à criação de uma cultura de honestidade dentro de uma entidade.

    a) ambiente de controle

    conjunto de normas, processos e estruturas que fornece a base para a condução do controle interno por toda a organização;

    abrange a integridade e os valores éticos da organização;

    inclui a estrutura organizacional;

    abrange ainda a delegação de autoridade e responsabilidade.

    b) processo de avaliação de risco

    define-se risco como a possibilidade de que um evento ocorra e afete adversamente a realização dos objetivos;

    envolve um processo dinâmico e iterativo para identificar e avaliar os riscos;

    requer que a administração considere o impacto de possíveis mudanças no ambiente externo e dentro do seu próprio modelo de negócio que podem tornar o Controle Interno ineficaz.

    c) sistema de informação

    a administração obtém ou gera e utiliza informações importantes e de qualidade, originadas tanto de fontes internas quanto externas, a fim de apoiar o funcionamento de outros componentes do controle interno;

    a comunicação é o processo contínuo e iterativo de proporcionar, compartilhar e obter informações necessárias;

    a comunicação interna é o meio pelo qual as informações são transmitidas para a organização, fluindo em todas as direções da entidade

    a comunicação externa apresenta duas vertentes: permite o recebimento, pela organização, de informações externas significativas, e proporciona informações a partes externas em resposta a requisitos e expectativas.

    d) atividades de controle

    são ações estabelecidas por meio de políticas e procedimentos que ajudam a garantir o cumprimento das diretrizes determinadas pela administração para mitigar os riscos à realização dos objetivos;

    tem natureza preventiva ou de detecção e abrangem uma série de atividades manuais e automáticas, como autorizações e aprovações, verificações, reconciliações e revisões de desempenho do negócio;

    a segregação de funções é geralmente inserida na seleção e no desenvolvimento das atividades de controle.

    e) monitoramento dos controles

    uma organização utiliza avaliações contínuas, independentes, ou uma combinação das duas, para se certificar da presença e do funcionamento de cada um dos cinco componentes de controle interno;

    as avaliações contínuas, inseridas nos processos corporativos nos diferentes níveis da entidade, proporcionam informações oportunas;

    as avaliações independentes, conduzidas periodicamente, terão escopos e frequências diferentes, dependendo da avaliação de riscos, da eficácia das avaliações contínuas e de outras considerações da administração.

    fonte: resumos do estratégia concursos

    GAB. LETRA "A"

  • questão tranquila não é mesmo? O componente Ambiente de controle é a consciência de controle da entidade, abrange a cultura de uma organização, servindo de base para os demais componentes do gerenciamento de riscos corporativos. O ambiente de controle é definido pela alta administração e é a base do sistema de controle interno, como falado anteriormente. A administração deve criar e manter uma cultura de honestidade e conduta ética. O topo da organização é responsável por estabelecer a cultura de controle, a observância de códigos de ética e regulamentos, a contratação de pessoal etc.

    Gabarito: alternativa A.

  • O “clima no topo” é o componente que se dissemina por toda a organização . É o “exemplo que vem de cima”. É a filosofia da entidade. É conhecido como ambiente de controle.

    Resposta: A

  • Copiando

    Assinale a opção que indica o componente de controle interno que serve de fundamento para os demais componentes e que se refere diretamente aos valores éticos e à criação de uma cultura de honestidade dentro de uma entidade.

    a) ambiente de controle

    conjunto de normas, processos e estruturas que fornece a base para a condução do controle interno por toda a organização;

    abrange a integridade e os valores éticos da organização;

    inclui a estrutura organizacional;

    abrange ainda a delegação de autoridade e responsabilidade.

    b) processo de avaliação de risco

    define-se risco como a possibilidade de que um evento ocorra e afete adversamente a realização dos objetivos;

    envolve um processo dinâmico e iterativo para identificar e avaliar os riscos;

    requer que a administração considere o impacto de possíveis mudanças no ambiente externo e dentro do seu próprio modelo de negócio que podem tornar o Controle Interno ineficaz.

    c) sistema de informação

    a administração obtém ou gera e utiliza informações importantes e de qualidade, originadas tanto de fontes internas quanto externas, a fim de apoiar o funcionamento de outros componentes do controle interno;

    a comunicação é o processo contínuo e interativo de proporcionar, compartilhar e obter informações necessárias;

    a comunicação interna é o meio pelo qual as informações são transmitidas para a organização, fluindo em todas as direções da entidade

    a comunicação externa apresenta duas vertentes: permite o recebimento, pela organização, de informações externas significativas, e proporciona informações a partes externas em resposta a requisitos e expectativas.

    d) atividades de controle

    são ações estabelecidas por meio de políticas e procedimentos que ajudam a garantir o cumprimento das diretrizes determinadas pela administração para mitigar os riscos à realização dos objetivos;

    tem natureza preventiva ou de detecção e abrangem uma série de atividades manuais e automáticas, como autorizações e aprovações, verificações, reconciliações e revisões de desempenho do negócio;

    a segregação de funções é geralmente inserida na seleção e no desenvolvimento das atividades de controle.

    e) monitoramento dos controles

    uma organização utiliza avaliações contínuas, independentes, ou uma combinação das duas, para se certificar da presença e do funcionamento de cada um dos cinco componentes de controle interno;

    as avaliações contínuas, inseridas nos processos corporativos nos diferentes níveis da entidade, proporcionam informações oportunas;

    as avaliações independentes, conduzidas periodicamente, terão escopos e frequências diferentes, dependendo da avaliação de riscos, da eficácia das avaliações contínuas e de outras considerações da administração.

    fonte: resumos do estratégia concursos

  • Letra (a)

    O item A59 da NBC TA 315 descreve os componentes do controle interno em lindo com o arcabouço COSO I. Segundo a norma, o controle interno diz respeito a uma vasta gama de atividades que correspondem aos seguinte componentes:

    -> Ambiente de controle;

    -> Processo de avaliação de risco da entidade;

    -> Sistema de informações;

    -> Monitoramento de controles.

    O ambiente de controle é definido pela alta administração e é a base do sistema de controle interno. A administração deve criar e manter uma cultura de honestidade e conduta ética. O ambiente de controle pode ser entendido, de modo geral, como o clima no "topo".

  • Ambiente de controle: componente do controle interno que serve de fundamento para os demais componentes e que se refere diretamente aos valores éticos e à criação de uma cultura de honestidade dentro de uma entidade.


ID
2896555
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

No início de suas atividades de auditoria em uma empresa, um auditor independente, após a leitura dos manuais de utilização dos sistemas de compras da entidade, realizou questionamentos sobre o regime de alçadas e acompanhou o uso desses sistemas na prática, para verificar a eficácia e o desenho da operacionalização dos sistemas. Ele solicitou a um funcionário da empresa auditada que realizasse pedidos de compras fora de sua alçada estipulada nos manuais, para verificar se o sistema exibia algum erro.

Nesse caso, o auditor realizou um teste

Alternativas
Comentários
  • Teste de Controle: Avalia a efetividade operacional dos controles na PREVENÇÃO/DETECÇÃO de distorções relevantes.

    Forma de execução de processo ou procedimento.

    Teste de Detalhes: Verifica se fatos contábeis foram registrados adequadamente.

    Procedimentos analíticos: verifica comportamentos de valores significativos; a suficiência, exatidão e a validação.

  • Letra (b)

    Atualmente esses testes têm novas designações. Segundo A NBC TA 330 (R1):

    4. Para fins das normas de auditoria, os termos abaixo têm os seguintes significados:

     

    (a) Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos substantivos incluem:

     

    (i) testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divulgações); e

     

    (ii) procedimentos analíticos substantivos.

     

    (b)Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações.

    Resumidamente:

     

    Testes de observância (atualmente Testes de controle) faz a verificação dos controles internos. É analisado se os procedimentos são executados corretamente (existência, efetividade e continuidade).

     

    Testes substantivos (atualmente Procedimentos analíticos substantivos) faz a verificação da informação propriamente dita, tais como: classes de transações, de saldos de contas e de divulgações.

  • Procedimentos Substantivos estão relacionados à detecção de distorções relevantes no nível de afirmações (demonstrações contábeis, por exemplo).

    Testes de Controle relacionam-se com a avaliação da efetividade operacional dos controles

  • questão que parece ser difícil, mas nem maiores dificuldades. Observem que o enunciado descreve testes aplicados no sistema de controle interno da entidade e não nos saldos das contas. O objeto do exame é o controle de alçadas (lembram da aula sobre controle interno? Limites de alçadas é uma das atividades de controle interno geralmente utilizadas pela administração). Logo, trata-se de um teste de controle. Veremos os testes substantivos no próximo tópico.

    Gabarito: alternativa B.

  • Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações.

  • (a) Procedimento substantivo é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos substantivos incluem:

    (i)   testes de detalhes (de classes de transações, de saldos de contas e de divulgações); e

    (ii) procedimentos analíticos substantivos.

    (b) Teste de controle é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações.


ID
2896561
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Após a conclusão dos trabalhos pela empresa de auditoria independente, a responsabilidade pela custódia da documentação é

Alternativas
Comentários
  • NBC TA 230 (R1) – DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA

     

    A23. A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior, da data do relatório do auditor do grupo (NBC PA 01, item A61).

  • Gabarito D

    Propriedade da documentação do trabalho

    A63. A documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério,

    disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que

    essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de

    trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.

  • NBCTA 230 (R1) – DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA

    15.  Após a montagem do arquivo final de auditoria ter sido completada, o auditor não apaga nem 

    descarta documentação de auditoria de qualquer natureza antes do fim do seu período de

    guarda dessa documentação (ver item A23). 

    A23. A NBC PA 01, item 47, requer que as firmas estabeleçam políticas e procedimentos para a 

    retenção da documentação de trabalhos. O período de retenção para trabalhos de auditoria

    geralmente não é inferior a cinco anos a contar da data do relatório do auditor ou, se posterior,

    da data do relatório do auditor do grupo (NBC PA 01, item A61). 

  • A documentação fica com o auditor externo por, pelo menos, 5 anos. Depois, pode descartar. Esta certo afirmar isso?

  • A NBC TA 230

    (a) Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados, da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”)

    Quanto à propriedade dos papéis de trabalho, é certo que pertencem ao auditor. Mesmo tendo origem de documentos originais do cliente, tal fato não modifica a propriedade dos papéis de trabalho em desfavor do auditor. Muitas bancas tentam confundir o candidato alegando que os papéis de trabalho pertencem à entidade auditada. Pertencem exclusivamente ao auditor. (Direção Concursos- Material)

  • Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC PA 01–Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes, do Conselho Federal de Contabilidade.


    Em relação à responsabilidade pela custódia da documentação, a norma destaca que a documentação do trabalho é de propriedade da firma. A firma pode, a seu critério, disponibilizar partes ou trechos da documentação do trabalho aos clientes, desde que essa divulgação não prejudique a validade do trabalho realizado ou, no caso de trabalhos de asseguração, a independência da firma ou do seu pessoal.". (grifo nosso.)


    Ainda de acordo com a norma, a definição de firma é “um único profissional ou sociedade de pessoas que atuam como auditor independente.". (grifo nosso.)



    Gabarito do Professor: Letra D.


ID
2896564
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Com relação a riscos, julgue os itens a seguir.

I Risco do negócio ocorre quando o auditor independente necessita de laudos externos para a avaliação de alguma informação.

II Se identificar risco significativo, a equipe de auditoria deverá solicitar interrupção do contrato com o cliente até que a questão seja sanada.

III A avaliação do risco de distorção relevante pode mudar durante o curso da auditoria.

IV Observação e inspeção são procedimentos utilizados para a avaliação de riscos.


Estão certos apenas os itens

Alternativas
Comentários
  • IV - Os procedimentos de avaliação de riscos incluem indagações, observação e inspeção e procedimentos analíticos.

    Prof. Artur Leone - Direção Concursos

  • LETRA C

    NBC TA 315

    "Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos (NEGÓCIOS) e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas. '

  • NBC TA 315 (R1) – IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE

     

    I - Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.

     

    II - Risco significativo é o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria. Se o auditor determinou que existe risco significativo, o auditor deve obter entendimento dos controles da entidade, inclusive das atividades de controle, relevantes para esse risco.

     

    III - A avaliação pelo auditor dos riscos de distorção relevante no nível da afirmação pode mudar durante o curso da auditoria, à medida que evidências adicionais de auditoria são obtidas.

     

    IV - Os procedimentos de avaliação de riscos incluem: (a) indagações à administração, às pessoas apropriadas da auditoria interna (se houver essa função) e a outros na entidade que, no julgamento do auditor, possam ter informações com possibilidade de auxiliar na identificação de riscos de distorção relevante causados por fraude ou erro; (b) procedimentos analíticos; (c) observação e inspeção.

  • Letra (c)

    --> RISCO SIGNIFICATIVOÉ o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria.

    --> RISCO DE NEGÓCIO – Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade de a entidade alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.

    --> RISCO INERENTE - é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados.

    --> RISCO DE CONTROLE - é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

    --> RISCO DE FRAUDE

    -> Fraude é ato intencional. Não é possível enumerar todos os possíveis riscos de fraude, mas há indicadores concretos apresentados pela NBC TA 240 (R1).

    -> Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.

    -> Embora os fatores de risco de fraude não indiquem necessariamente a sua efetiva existência, eles muitas vezes estão presentes em ocorrências de fraude e, portanto, podem indicar distorção decorrente de fraude.

     

     

     

     

     

  • (Continuação)

    --> RISCO DE DISTORÇÃO RELEVANTE (NO NÍVEL DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS) – Referem-se aos riscos que se relacionam de forma generalizada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações.

    -> Riscos dessa natureza não são necessariamente riscos que possam ser atribuídos a afirmações e específicas na classe de transações, saldo de contas ou nível de divulgação. Ao contrário, representam circunstâncias que podem aumentar os riscos de distorção relevante no nível da afirmação, por exemplo, em decorrência dos controles serem burlados pela administração.

    -> Os riscos no nível das demonstrações contábeis podem ser especialmente relevantes para as considerações do auditor sobre os riscos de distorção relevante decorrente de fraude.

    --> RISCO DE DISTORÇÃO RELEVANTE (NO NÍVEL DA AFIRMAÇÃO) – No nível da afirmação para classes de transações, saldos de contas e divulgações precisam ser considerados tais riscos pois tal consideração auxilia diretamente na determinação da natureza, época e extinção de procedimentos adicionais de auditoria, no nível da afirmação, necessários para obtenção de evidências apropriadas e suficientes.

  • Item I: vimos que Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas. INCORRETO

    Item II: vimos que, segundo a NBC TA 315, o Risco significativo é o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria. Se o auditor determinou que existe risco significativo, o auditor deve obter entendimento dos controles da entidade, inclusive das atividades de controle, relevantes para esse risco. INCORRETO

    Item III: A avaliação pelo auditor dos riscos de distorção relevante no nível da afirmação pode mudar durante o curso da auditoria, à medida que evidências adicionais de auditoria são obtidas. CORRETO

    Item IV: ainda veremos mais detalhadamente os procedimentos de avaliação de riscos nas próximas aulas, mas adianto que os procedimentos de avaliação de riscos incluem:

              (a) indagações à administração;

              (b) procedimentos analíticos;

              (c) observação e inspeção. CORRETO

    Gabarito: alternativa C.

  • Item I – Errado. Risco do negócio são os riscos empresariais.

    Item II – Errado. Deve responder aos riscos com testes adequados.

    Item III – Certo. Algumas informações podem se tornar disponíveis apenas ao longo da auditoria e isso pode influenciar nos julgamentos.

    Item IV – Certo.

    Resposta: C


ID
2896567
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A emissão de opinião inadequada do auditor sobre demonstrações contábeis finais que contenham distorção relevante caracteriza o risco

Alternativas
Comentários
  • Risco de auditoria = risco de distorção relevante x risco de detecção

  • GAB.: A

    Risco de Auditoria - é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

    Risco de detecção - risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante.

    Risco de distorção relevante - risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria:

    ->Risco inerente - é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados.

    - >Risco de controle - é o risco de uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

  • Risco de Auditoria - Emitir opinião inadequada

    Risco de Detecção - Não detecte distorção

    Risco Inerente - Risco de existência de distorção

    Risco de Controle - Distorção existir e não ser prevenida

  • Acho que os mais fáceis de decorar são os Riscos de distorção relevante, os riscos de detecção e os riscos de auditoria, que eu penso da seguinte forma:

    Risco de distorção relevante é o risco que todo objeto de auditoria tem de conter uma distorção relevante antes da auditoria;

    Risco de detecção é o risco de o auditor não detectar essa suposta distorção relevante.

    Risco de auditoria é o risco de que o auditor, em razão da presença de distorção relevante, emita uma opinião inadequada.

  • Letra (a)

    Questão aborda o único risco que existe em função exclusivamente do auditor. Segundo a NBC TA 200(R1):

    13. Para fins das NBC TAs, os seguintes termos possuem os significados atribuídos a seguir:

     

    [...]

     

    Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

     

    [...]

     

    Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções.

     

    [...]

     

    Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. Consiste em dois componentes, descritos a seguir no nível das afirmações:

     

    (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados;

     

    (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

    Os riscos são avaliados em duas dimensões, uma antes e outra após a aplicação de controles, conforme a seguir (BRASIL, 2009):

    Risco inerente: é o risco do negócio, do processo ou da atividade, independente dos controles internos administrativos adotados.

    Risco residual: é o risco que remanesce após a mitigação por controles internos.

     

    Assim, o risco residual é a parcela do risco inerente que permanece pós a implementação de atividades administrativas que permitam reduzir a probabilidade e/ou impacto do evento, de modo a evitar, reduzir, compartilhar ou, ainda, aceitar o risco.

  • Esse tema está expresso na NBC TA 200, que define Risco de auditoria como o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.

              Questão tranquila do Cespe e correta a letra A.

    Gabarito: alternativa A.

  • ANTES DA AUDITORIA

    Risco de distorção relevante - as demonstrações contenham distorção relevante antes da auditoria:

    ->Risco inerente - risco próprio de qualquer negócio - risco de afirmação de q uma distorção é relevante antes de qlqr consideração dos controles.

    - >Risco de controle - é o risco q uma distorção não seja prevenida pelo controle interno antes da auditoria

    RISCO APÓS A AUDITORIA

    Risco de Auditoria - opinião de auditoria inadequada

    Risco de detecção - não detectem uma distorção existente que possa ser relevante.

  • NBC TA 200, 13

    Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

    Resposta: A

  • Risco de auditoria = Risco de Distorção Relevante (Risco Inerente + Risco de Controle) X Risco de Detecção

  • A emissão de opinião inadequada do auditor sobre demonstrações contábeis finais que contenham distorção relevante caracteriza o risco de auditoria.

    Risco de auditoria = risco de distorção relevante X risco de detecção

  • -> O risco de auditoria é a possibilidade de o auditor, por algum motivo alheio a sua vontade, vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. Para fins de análise, o risco de auditoria divide-se em três componentes: risco inerente, risco de controle e risco de detecção.

    Certo

    Risco de auditoria: é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante.

    O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante (risco inerente e risco de controle) e do risco de detecção.

  • O risco de auditoria é o risco de o auditor emitir uma opinião inadequada sobre as DFs. Assim, o nosso gabarito é a letra A.

    Mas vale lembrar que o risco de auditoria é dividido em três riscos: RI, RC e RD.

    Risco Inerente: É a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante. É o risco “bruto” (probabilidade x impacto), sem considerar os controles existentes.

    Risco de Controle: é o risco de os controles não serem capazes de prevenir ou detectar distorções. É o risco de os controles falharem, dadas as limitações inerentes a eles.

    Risco de Detecção: Este o risco do auditor, pois representa o risco de o auditor não detectar distorções relevantes.

    Quando combinamos o Risco Inerente e o Risco de Controle (os dois riscos do auditado), temos o Risco de Distorção Relevante (RDR).

    Assim:

    RA = RIxRCxRD 

    Gabarito: A

  • A questão não é clara sobre o motivo do auditor dar uma opinião inadequada.

    Duas opções:

    1. Fraude ou a amostra analisada continha a distorção. (Risco de detecção)
    2. Não atingiu o objetivo da auditoria, que era verificar a existência de distorções. (Risco de auditoria)

    Como a questão não foi explicita, o "Risco de Auditoria" é a resposta que melhor se enquadra na situação.


ID
2896570
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A revisão da qualidade dos trabalhos de auditoria é um processo que visa fornecer, na data do relatório, ou antes, uma avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao se elaborar o relatório. Esse trabalho deve ser realizado por

Alternativas
Comentários
  • Revisão de controle de qualidade do trabalho é um processo estabelecido para fornecer uma avaliação objetiva, na data ou antes da data do relatório, dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. O processo de revisão de controle de qualidade do trabalho é somente para auditoria de demonstrações contábeis de companhias abertas e de outros trabalhos de auditoria para os quais a firma tenha determinado a necessidade de revisão de controle de qualidade do trabalho.

    Revisor de controle de qualidade do trabalho é um sócio ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões alcançadas na elaboração do relatório de auditoria.

    Item D - NBCTA 220

  • De Acordo com a NBC TA 220, a Revisão do Controle de Qualidade do Trabalho é desenhada para fornecer uma avaliação objetiva, na data, ou antes da data, do relatório, dos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões a que se chegou durante a elaboração do relatório. 

    Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório.

    Portanto, correta a letra C.

     

    Gabarito: alternativa D.

  • Cuidado para não confundir.

    Responsabilidade pela qualidade do trabalho - sócio responsável pela auditoria

    Revisor de controle de qualidade do trabalho - sócio ou pessoa externa, não participantes da auditoria.

  • Visa fornecer uma AVALIAÇÃO OBJETIVA DE:

    o  Julgamento relevantes da equipe

    o  Conclusões obtidas na data ou antes da data do relatório

    Feita pelo “Revisor” que pode ser:

    § O SÓCIO ou outro profissional da firma.

    § Pessoa externa qualificada, ou

    § Equipe com EXPERIÊNCIA/AUTORIDADE suficiente (nenhuma delas pode ter participado da equipe de trabalho).

  • (NBC PA 01 - CONTROLE DE QUALIDADE PARA FIRMAS):

    => Revisor de controle de qualidade do trabalho é o sócio, ou outro profissional da firma, uma pessoa externa adequadamente qualificada, ou uma equipe composta por essas pessoas, nenhuma delas fazendo parte da equipe de trabalho, com experiência e autoridade suficientes e apropriadas para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório.


ID
2896573
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A respeito do estudo e da avaliação do sistema contábil e dos controles internos das entidades, julgue os itens seguintes.

I O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos empregados pela entidade para a proteção de seu patrimônio, para a promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e de suas demonstrações contábeis, e para sua eficácia operacional.

II Na avaliação do sistema contábil e de controles internos, o auditor deve considerar o ambiente de controle existente na entidade, os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade e a existência e efetividade da supervisão externa realizada por órgãos específicos.

III Ao realizar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade.

Assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • ô falta que o Renato faz aqui nos comentários haha =P

  • Pessoal, eu encontrei na antiga NBC T 11 os seguintes dizeres:

    11.2.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS

    11.2.5.1 – O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. (Afirmação I)

    (...)

    11.2.5.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, considerando:

    a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade;

    b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos quanto externos;

    c) as áreas de risco de auditoria;

    d) a natureza da documentação, em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade;

    e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade; e (Afirmação III)

    f) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente.

    (...)

    11.2.5.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos:

    a) o ambiente de controle existente na entidade; e

    b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade. (Afirmação II estaria errada pois na norma não fala nada sobre "existência e efetividade da supervisão externa realizada por órgãos específicos")

  •         @pausaparaocha, eu acredito que se fôssemos encontrar algo relacionado, deveria ser na NBC TA 315. Porém, não encontrei nada que se assemelhasse aos itens da questão.

            O Cebraesp deve ter utilizado o banco de questões e ter selecionado essa questão que fora baseada na NBC T 11 e que hoje está desatualizada. É a única explicação lógica que vejo.

  • GABARITO "C"

    I O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos empregados pela entidade para a proteção de seu patrimônio, para a promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e de suas demonstrações contábeis, e para sua eficácia operacional.

    Correto. O sistema contábil e o controle interno contribuem e tem como um dos objetivos a proteção do patrimônio, a promoção da confiabilidade (transparência, combate a fraudes etc); bem como a tempestividade dos registros e elaboração das demonstrações contábeis. Quando a eficácia operacional, faz parte da missão do controle interno; já que envolve agregar valor a entidade e contribuir para a melhoria da eficácia e eficiência (COSO).

    II Na avaliação do sistema contábil e de controles internos, o auditor deve considerar o ambiente de controle existente na entidade, os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade e a existência e efetividade da supervisão externa realizada por órgãos específicos.

    Errado. A supervisão é interna da própria entidade.

    III Ao realizar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade

    Correto. A descentralização de decisões é a famosa atribuição de competências e alçadas dentro da estrutura organizacional. Faz parte do controle interno e deve ser avaliada pelo auditor.

  • Ressalte-se que a NBC T 11 foi revogada pela NBC TA 200. É comum, em auditoria, cobrar dispositivos de normas revogadas. Por isso, nada de querer “brigar” com a banca quanto a essa prática. Além disso, muitos dispositivos de normas revogadas encontram-se reproduzidos literalmente nos livros dos melhores doutrinadores da área de auditoria, dependendo da edição da obra.

  • Apenas o item II está incorreto, já que a “supervisão” que o enunciado descreve é executado pela própria entidade. Vejamos as demais:

    Item I –  Certo.

    NBC T 11

    11.2.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS

    11.2.5.1 – O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional.

    A NBC T 11 está revogada, entretanto isso não significa que o que ela informava está incorreto. Ao contrário, doutrinariamente permanece válido. Encontraremos previsão similar (exceto pela literalidade) em outros referenciais teóricos como o COSO e a própria NBC TA 315 que assim especifica:

    Controle interno é o processo planejado, implementado e mantido pelos responsáveis pela governança, administração e outros empregados para fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros, efetividade e eficiência das operações e conformidade com leis e regulamentos aplicáveis. O termo “controles” refere-se a quaisquer aspectos de um ou mais dos componentes do controle interno.

    Item III – Certo. A forma como é atribuída as responsabilidades (descentralizar) é ponto fundamental (mas não a única!) para compreender o sistema de Controle interno da entidade. 

    Resposta: C

  • Vamos direto ao ponto em relação ao item II

    NBC T 11

    ...

    11.2.5.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos:

    a) o ambiente de controle existente na entidade; e

    b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade.

    A norma só trata disso. Parem de procurar pelo em ovo! Se não está na norma, então está errado.

  • De acordo com o enunciado, o candidato deve demonstrar conhecimento acerca do sistema contábil e de controle interno das organizações.

    Vejamos as afirmativas:

    I. O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de métodos e procedimentos empregados pela entidade para a proteção de seu patrimônio, para a promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e de suas demonstrações contábeis, e para sua eficácia operacional.

    Certa. Destaca-se ainda que o controle contábil é quem efetua todos os registros e históricos das transações financeiras realizadas, em algum momento as atividades operacionais exercidas na organização vão se refletir em valor a ser registrado na contabilidade, e o controle interno é que esquematiza e avalia as ferramentas de checagem e processo de monitoramento operacional.

    II. Na avaliação do sistema contábil e de controles internos, o auditor deve considerar o ambiente de controle existente na entidade, os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade e a existência e efetividade da supervisão externa realizada por órgãos específicos.

    Errada. Em que pese o auditor ter que considerar o ambiente de controle existente na entidade, os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade, ele não deve considerar a existência e efetividade da supervisão externa realizada por órgãos específicos.

    III. Ao realizar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade.

    Certa. Destaca-se ainda que o auditor deve verificar a atribuição de competências e alçadas dentro da estrutura organizacional da entidade.


    Gabarito do Professor: Letra C.
  • #Respondi errado!!!


ID
2896576
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A continuidade operacional dos negócios da entidade é aspecto relevante para a realização dos trabalhos de auditoria. Caso constate incerteza sobre essa condição, o auditor deve

Alternativas
Comentários
  • Gabarito oficial eh letra B

    vamos ver se muda

  • NBC TA 570 – CONTINUIDADE OPERACIONAL

     

    16. Se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe, ou não, incerteza relevante, por meio de procedimentos adicionais de auditoria, incluindo a consideração de fatores atenuantes.

    Esses procedimentos devem incluir (ver item A16):

    (a) no caso em que a administração ainda não realizou a avaliação da capacidade de continuidade operacional da entidade, solicitar que a administração faça essa avaliação;

    (b) avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional, se for provável que o resultado desses planos melhore a situação e se os planos da administração forem viáveis nessas circunstâncias (ver item A17);

    (c) no caso em que a entidade elaborou a previsão de fluxo de caixa e a análise da previsão for um fator significativo na verificação do desfecho de eventos ou condições na avaliação dos planos da administração para ações futuras (ver itens A18 e A19):

               (i) avaliar a confiabilidade dos dados de suporte gerados para elaborar a previsão; e

               (ii) determinar se há suporte adequado para as premissas utilizadas na previsão;

    (d) verificar se algum fato ou informação adicional foi disponibilizado desde a data em que a administração fez sua avaliação;

    (e) solicitar representações formais da administração e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança, com relação a seus planos para ações futuras e a viabilidade desses planos (ver item A20).

     

    Esse item 16 da NBC TA resolve e justifica toda a questão.

  • vimos que, de acordo com a NBC TA 570, se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe, ou não, incerteza relevante relacionada com eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade (doravante referida como “incerteza relevante”) por meio de procedimentos adicionais de auditoria, incluindo a consideração de fatores atenuantes.

              Esses procedimentos devem incluir:

              - No caso em que a administração ainda não realizou a avaliação da capacidade de continuidade operacional da entidade, solicitar que a administração faça essa avaliação;

              - Avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional, se for provável que o resultado desses planos melhore a situação e se os planos da administração forem viáveis nessas circunstâncias.

              Portanto, correta a letra B.

    Gabarito: alternativa B.

  • Questão que traz uma previsão bem específica da norma prevista na NBC TA 750, 16 (b), reproduzida na letra B.

    Para responder com menor esforço, poderíamos fazer assim:

    Eliminar sumariamente as letras “A” e “C”, pois o auditor não deve produzir tais dados, apenas avaliá-los.

    A letra “E” deve ser eliminada, pois o auditor não “foge do trabalho”, exceto se for embaraçado, ameaçado, não tenha colaboração etc. Assim, se o auditor não conseguir eventuais evidências para concluir sobre a continuidade operacional, isso refletirá no relatório de auditoria, não na “fuga” do trabalho.

    A letra “D” está incoerente, pois se auditor fez uma análise sobre a continuidade operacional, espera-se que essa análise não tenha sido omissa.

    Sobra-nos a letra B, que reproduz a NBC TA.

    Resposta: B

  • Com base na NBC TA 570 - Item 16 - Procedimentos adicionais de auditoria quando são identificados eventos ou condições:

    A) apresentar à administração da entidade relatório que evidencie a capacidade de continuidade operacional. ERRADA

    Competência da administração: "no caso em que a administração ainda não realizou a avaliação da capacidade de continuidade operacional da entidade, solicitar que a administração faça essa avaliação;"

    B) avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional. CORRETA

    Competência do Auditor: "avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional, se for provável que o resultado desses planos melhore a situação e se os planos da administração forem viáveis nessas circunstâncias".

    C) elaborar projeções de fluxo de caixa que permitam avaliar os riscos advindos da descontinuidade operacional da entidade. ERRADA

    Competência da administração: "no caso em que a entidade elaborou a previsão de fluxo de caixa e a análise da previsão for um fator significativo na verificação do desfecho de eventos ou condições na avaliação dos planos da administração para ações futuras".

    D) realizar levantamento de fatos ou informações adicionais ausentes na avaliação inicial, mas que possam modificar o entendimento da continuidade operacional. ERRADA

    Auditor realiza procedimentos adicionais: "o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe, ou não, incerteza relevante relacionada com eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade".

    E) exigir, como condição para a continuidade dos trabalhos, posicionamentos formais da administração ou dos responsáveis pela governança a respeito dos planos de continuidade. ERRADA

    Auditor solicita: "solicitar representações formais da administração e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança, com relação a seus planos para ações futuras e a viabilidade desses planos".

  • nbc 570

    16. Se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto

    à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional, o auditor deve obter

    evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe, ou não, incerteza

    relevante relacionada com eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa

    quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade (doravante referida como

    “incerteza relevante”) por meio de procedimentos adicionais de auditoria, incluindo a

    consideração de fatores atenuantes. Esses procedimentos devem incluir (ver item A16):

    (a) no caso em que a administração ainda não realizou a avaliação da capacidade de

    continuidade operacional da entidade, solicitar que a administração faça essa avaliação;

    (b) avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da

    continuidade operacional, se for provável que o resultado desses planos melhore a

    situação e se os planos da administração forem viáveis nessas circunstâncias (ver item

    A17);

    (c) no caso em que a entidade elaborou a previsão de fluxo de caixa e a análise da previsão

    for um fator significativo na verificação do desfecho de eventos ou condições na

    avaliação dos planos da administração para ações futuras (ver itens A18 e A19):

    (i) avaliar a confiabilidade dos dados de suporte gerados para elaborar a previsão; e

    (ii) determinar se há suporte adequado para as premissas utilizadas na previsão;

    (d) verificar se algum fato ou informação adicional foi disponibilizado desde a data em que a

    administração fez sua avaliação;

    (e) solicitar representações formais da administração e, quando apropriado, dos responsáveis

    pela governança, com relação a seus planos para ações futuras e a viabilidade desses

    planos (ver item A20).

  • Gabarito Alternativa B.

    NBC TA 570 que dispõe sobre a continuidade operacional determina o seguinte:

    Se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional, o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe, ou não, incerteza relevante relacionada com eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade (doravante referida como “incerteza relevante”) por meio de procedimentos adicionais de auditoria, incluindo a consideração de fatores atenuantes. Esses procedimentos devem incluir (ver item A16):

    (a) no caso em que a administração ainda não realizou a avaliação da capacidade de continuidade operacional da entidade, solicitar que a administração faça essa avaliação;

    (b) avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional, se for provável que o resultado desses planos melhore a situação e se os planos da administração forem viáveis nessas circunstâncias (ver item A17);

    (c) no caso em que a entidade elaborou a previsão de fluxo de caixa e a análise da previsão for um fator significativo na verificação do desfecho de eventos ou condições na avaliação dos planos da administração para ações futuras (ver itens A18 e A19):

    (i) avaliar a confiabilidade dos dados de suporte gerados para elaborar a previsão; e

    (ii) determinar se há suporte adequado para as premissas utilizadas na previsão;

    (d) verificar se algum fato ou informação adicional foi disponibilizado desde a data em que a administração fez sua avaliação;

    (e) solicitar representações formais da administração e, quando apropriado, dos responsáveis pela governança, com relação a seus planos para ações futuras e a viabilidade desses planos (ver item A20).


ID
2896579
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Em auditoria, o tamanho da amostra é influenciado por vários fatores, mas deve possibilitar que o auditor faça inferências sobre toda a população. Entre esses fatores, aquele que possibilita reduzir o tamanho da amostra é o aumento

Alternativas
Comentários
  • Tamanho da amostra – quanto maior for o valor da distorção esperada na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra. 

    Quanto maior a taxa tolerada de desvio, menor o tamanho da amostra.

  • NBC TA 530 – AMOSTRAGEM EM AUDITORIA

     

    A11. O tamanho da amostra pode ser determinado mediante aplicação de fórmula com base em estatística ou por meio do exercício do julgamento profissional. Os Apêndices 2 e 3 indicam a influência que geralmente vários fatores têm na determinação do tamanho da amostra.

     

    Apêndice 2:

    FATOR: Aumento na taxa tolerável de desvio.

    EFEITO NO TAMANHO DA AMOSTRA: Redução.

    Quanto menor a taxa tolerável de desvio, maior o tamanho da amostra precisa ser.

  • a) aumento na taxa tolerável de desvio. -> Redução do tamanho da amostra. Quanto menor a taxa tolerável de desvio, maior o tamanho da amostra precisa ser.

     

    b) aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada -> Aumento do tamanho da amostra. Quanto mais alta a taxa esperada de desvio, maior o tamanho da amostra precisa ser para que o auditor esteja em posição de fazer uma estimativa razoável da taxa real de desvio.

     

    c) aumento na quantidade de unidades de amostragem na população. -> Efeito negligenciável  no tamanho da amostra. Para populações grandes, o tamanho real da população tem pouco efeito, se houver, no tamanho da amostra. Para pequenas populações, entretanto, a amostragem de auditoria pode não ser tão eficiente quanto os meios alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente.

     

    d) aumento na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na avaliação de riscos do auditor. -> Aumento do tamanho da amostra. Quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos controles, menor será a avaliação do auditor quanto ao risco de distorção relevante e maior deve ser o tamanho da amostra.

     

    e) aumento no nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população. -> Aumento do tamanho da amostra. Quanto maior for o nível de segurança de que o auditor espera que os resultados da amostra sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população, maior deve ser o tamanho da amostra.

     

    NBC TA 530 – AMOSTRAGEM EM AUDITORIA

  • Em palavras rudes...

    Taxa tolerável de desvio: se o auditor tolera um desvio maior, ele poderá trabalhar com uma amostra menor.

    Taxa esperada de desvio: se o auditor espera que a taxa de desvio seja alta, então ele aumentará o tamanho da amostra para compensar este desvio.

  • Letra (a)

    O tamanho da amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o valor da distorção esperada nas transações realizadas pela entidade. Assim, quanto maior for o valor da distorção esperada na população analisada, maior deverá ser o tamanho da amostra.

     

    NBC TA 530 - Esse apêndice elenca exemplos de fatores que influenciam no tamanho da amostra, demonstrando a relação existente entre eles, se inversa ou direta, tanto para os Testes de Controles quanto para os Testes de Detalhes.

  • Questão praticamente igual Q988184

    Ano: 2019 Órgão: CGE - CE

    Considerando o uso de amostragem na realização de testes de controle, o fator que, mantidos todos os demais constantes, acarreta redução do tamanho necessário da amostra a ser realizada é o aumento

    A) da extensão na qual a avaliação de risco do auditor leva em consideração os controles relevantes.

    B) da taxa esperada de desvio da população a ser testada.

    C) do nível de segurança desejado pelo auditor de que a taxa real de desvio na população não exceda a taxa tolerável.

    D) da quantidade de unidades de amostragem em populações grandes.

    E) da taxa tolerável de desvio definida pelo auditor.

  • a única alternativa que traz uma relação inversa é a letra A. Vimos que, para testes de controle, quanto maior a taxa tolerável de desvio, menor o tamanho da amostra precisa ser. Quanto menor a taxa tolerável de desvio, maior o tamanho da amostra.

              A letra B está incorreta pois quanto mais alta for a taxa esperada de desvio, maior o tamanho da amostra para que o auditor esteja em posição de fazer uma estimativa razoável dessa taxa.

              A letra C está incorreta pois não existe essa relação com unidade de amostragem.

              A letra D está incorreta pois quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos controles, menor será a avaliação dele quanto ao risco de distorção relevante e maior deve ser o tamanho da amostra.

              A letra E está incorreta pois para aumentar o nível de segurança, eu preciso aumentar a minha amostra.

    Gabarito: alternativa A.

  • Vamos analisar a questão.

    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 530 - Amostragem em Auditoria, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) Na taxa tolerável de desvio.

    Correto. De acordo com a norma, taxa tolerável de desvio “é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos, definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população." Desta forma, o aumento na taxa tolerável de desvio possibilita reduzir o tamanho da amostra.

    B) Na taxa esperada de desvio da população a ser testada.

    Errado. O aumento na taxa esperada de desvio da população a ser testada requer um aumento do tamanho da amostra.

    C) Na quantidade de unidades de amostragem na população.

    Errado. O aumento na quantidade de unidades de amostragem na população não reduz necessariamente o tamanho da amostra.

    D) Na extensão dos riscos de controle, incluídos os controles considerados relevantes na avaliação de riscos do auditor.

    Errado. O aumento na extensão dos riscos de controle requer um aumento do tamanho da amostra.

    E) No nível de segurança, conforme o qual a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população.

    Errado. O aumento no nível de segurança requer um aumento do tamanho da amostra.


    Gabarito do Professor: Letra A.
  • Ao tolerar mais desvios, pode-se diminuir a amostra


ID
2896582
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Há maior risco de ocorrerem distorções em valores, na classificação, na apresentação ou divulgação de informações contábeis quando

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    Os seres humanos, ao contrário das máquinas, estão muito suscetíveis a erros, principalmente quando as operações envolvem significativos volumes de transações (contas, separação de objetos, distinções, etc.).

  • NBC TA 315(R1) – IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE

     

    A141. Riscos significativos normalmente estão relacionados com transações não rotineiras ou assuntos que envolvem julgamento. Transações não rotineiras são transações não usuais, devido ao tamanho ou à natureza e que, portanto, não ocorrem frequentemente. Os assuntos que envolvem julgamento podem incluir o desenvolvimento de estimativas contábeis para as quais há incerteza de mensuração significativa. Transações rotineiras, não complexas, sujeitam-se a processamento sistemático e têm menos probabilidade de dar origem a riscos significativos.

     

    A142. Riscos de distorção relevante podem ser maiores para transações não rotineiras significativas decorrentes de assuntos como os seguintes:

     maior intervenção da administração para determinar o tratamento contábil;

    maior intervenção manual para obtenção e processamento de dados;

     cálculos ou princípios contábeis complexos;

     a natureza das transações não rotineiras, que pode dificultar a implementação pela entidade de controles efetivos sobre os riscos.

  • questão bastante intuitiva e de utilização da lógica para respondermos. Observem a letra C. Se a obtenção e o processamento de dados exigem significativo volume de transações manuais, maior será o risco ocorrer distorções decorrente de fraude ou erro.

              Portanto, nosso gabarito é a letra C.

    Gabarito: alternativa C.

  • Fiquei em dúvida na alternativa D:

    não se aumenta o risco quando as avaliações contábeis se baseiam em metodologias diferenciadas?

  • Operações complexas, fora do comum ou que se exponham a riscos de falhas humanas, tendem a possuir maior risco inerente do que aquelas operações rotineiras, simples, informatizadas etc.

    Resposta: c

  • SIM Zé Richard, porém não mais que operações manuais, intervenções manuais geram MAIOR RISCO, a questão pediu MAIOR risco, logo comparando um com o outro, verifica-se que a alternativa com MAIOR RISCO é a alternativa C

  • Questão muito boa! Ela nos impele a avaliar o risco inerente.

    a)      Incorreta. Se o cálculo ou os princípios aplicados são muito simples, isso significa que há pouca probabilidade de erro ou fraude, razão pela qual o Risco Inerente é baixo.

    b)      Incorreta. Se as transações são rotineiras, elas são repetidas frequentemente, o que reduz a probabilidade de algum problema. Risco Inerente baixo.

    c)      Correta. Opa! Se as transações são realizadas de forma manual, isso significa que elas estão mais propensas a apresentarem problema. Se a transação fosse automatizada, a probabilidade de erro seria menor. Como a transação é manual, risco inerente maior.

    d)      Incorreta. Se as metodologias forem diferenciadas, isso não nos diz muita coisa acerca do risco inerente. Por exemplo, se espera que a metodologia para avaliar um ativo intangível (o valor de uma marca ou de um logotipo, por exemplo) seja diferente da metodologia para avaliar um imóvel. Portanto, não podemos dizer que avaliações diferenciadas representam maior risco, pois dependendo do caso, ter uma avaliação padronizada para diferentes elementos contábeis é que pode possuir maior risco.

    e)      Incorreta. Se a alta administração intervém pouco, ela possui menos capacidade de influenciar indevidamente no tratamento contábil. Risco Inerente baixo.

    Gabarito: C

  • De acordo com o enunciado, o candidato deve demonstrar conhecimento acerca dos riscos de distorções.

    Para solucionar a questão deve ser utilizada NBC TA 315(R1) – Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente.

    Vejamos as alternativas:

    A) Os cálculos ou princípios contábeis são muito simples.

    Errado. O risco de distorção tem maior probabilidade de ocorrer com os cálculos ou princípios contábeis complexos.

    B) Verificados altos índices de transações rotineiras na entidade. 

    Errado. O risco de distorção tem maior probabilidade de ocorrer nas transações não rotineiras, pois podem dificultar a implementação pela entidade de controles efetivos sobre os riscos.

    C) A obtenção e o processamento de dados exigem significativo volume de transações manuais.

    Certo. O risco de distorção tem maior probabilidade de ocorrer quando existe uma maior intervenção manual para obtenção e processamento de dados.

    D) As avaliações contábeis se baseiam em metodologias diferenciadas.

    Errado. O risco de distorção tem maior probabilidade de ocorrer quando as avaliações são baseadas nas mesmas metodologias de auditoria. A utilização de metodologias diferenciadas possui um maior poder de identificação e detecção dos riscos de distorções, pois uma pode complementar a carência de outra, por exemplo.

    E) Realizada pouca ou nenhuma intervenção da alta administração na determinação do tratamento contábil.

    Errado. O risco de distorção tem maior probabilidade de ocorrer quando existe uma maior intervenção da administração para determinar o tratamento contábil.


    Gabarito do Professor: Letra C.
  • Sobre a D estar errada.

    Veja bem.

    O fato da metodologia de avaliação contábil ser diferenciada não implica num risco por si só. Por exemplo, a avaliação contábil de empresas como o Facebook que possuem muitos ativos intangíveis acaba sendo uma metodologia diferenciada em relação a de uma siderúrgica que possuem ativos físicos. Isso necessariamente vai implicar em maior risco? Não. Desde que se tenham técnicas contábeis adequadas, pessoal competente e seriedade da governança, o risco pode ser o mesmo ou até menor.

  • #Respondi errado!!!


ID
2896585
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Análise de Balanços
Assuntos

Existem itens das demonstrações contábeis que só podem ser mensurados por estimativas, o que implica certo grau de incerteza, que, por sua vez, impacta os riscos de distorção e merece tratamento específico nos trabalhos de auditoria. Nesse sentido, as estimativas contábeis associadas a maior grau de incerteza referem-se

Alternativas
Comentários
  • Numa rápida consulta a wikipedia:

    Derivativo é um  no qual se estabelecem pagamentos futuros, cujo montante é calculado com base no valor assumido por uma , tal como o  de um outro ativo ( ou ), a  acumulada no período, a , a  ou qualquer outra variável dotada de significado . Derivativos recebem esta denominação porque seu preço de compra e venda deriva do preço de outro , denominado ativo-objecto.

  • Conforme CPC 14. Derivativo é um instrumento financeiro ou outro contrato dentro do escopo deste Pronunciamento que possui todas as três características seguintes:

     

    (a) seu valor se altera em resposta a mudanças na taxa de juros específica, no CPC 14 7 preço de instrumento financeiro, preço de commodity, taxa de câmbio, índice de preços ou de taxas, avaliação (rating) de crédito ou índice de crédito, ou outra variável, às vezes denominada “ativo subjacente”, desde que, no caso de variável não financeira, a variável não seja específica a uma parte do contrato;

     

     

  • NBC TA 540 (R1) – AUDITORIA DE ESTIMATIVAS CONTÁBEIS, INCLUSIVE DO VALOR JUSTO, E DIVULGAÇÕES RELACIONADAS

     

    Natureza da estimativa contábil

     

    2. Alguns itens das demonstrações contábeis não podem ser mensurados com precisão, mas podem ser apenas estimados. Para fins desta Norma, essa forma de mensuração desses itens das demonstrações contábeis é denominada estimativa contábil. A natureza e a confiabilidade das informações disponíveis para a administração para suportar a elaboração de estimativa contábil variam significativamente, afetando dessa maneira o grau de incerteza de estimativa associada às estimativas contábeis. O grau de incerteza de estimativa, por sua vez, afeta os riscos de distorção relevante de estimativas contábeis, incluindo sua suscetibilidade à tendenciosidade da administração intencional ou não.

     

    A3. Para algumas estimativas contábeis, entretanto, pode haver incerteza de estimativa relativamente alta, especialmente quando elas são baseadas em premissas significativas, por exemplo:

     

     estimativa contábil em relação ao desfecho de litígios;

     estimativas contábeis do valor justo para instrumentos financeiros derivativos não negociados em bolsa;

     estimativas contábeis do valor justo para as quais é usado modelo altamente especializado desenvolvido para a entidade ou existem premissas ou dados que não podem ser observados no mercado.

  • vimos que, para algumas estimativas contábeis, pode haver incerteza de estimativa relativamente alta, especialmente quando elas são baseadas em premissas significativas, por exemplo:

              · Estimativa contábil em relação ao desfecho de litígios;

              · Estimativas contábeis do valor justo para instrumentos financeiros derivativos não negociados em bolsa (observem que a letra E, instrumentos financeiros derivativos negociados em balcão, se enquadra nessa hipótese e é o nosso gabarito);

              · Estimativas contábeis do valor justo para as quais é usado modelo altamente especializado desenvolvido para a entidade ou existem premissas ou dados que não podem ser observados no mercado.

              As demais alternativas são estimativas contábeis que envolvem relativamente pouca incerteza de estimativa e podem gerar riscos mais baixos de distorção relevante, como negócios que não são complexos, ou elaborados e atualizados com frequência, ou negociados em bolsa, ou o método de aplicação é simples e fácil.

    Gabarito: alternativa E.

  • Eu também acho que o método de depreciação para fins gerenciais nunca será preciso


ID
2896588
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas pode, em alguns casos, gerar mais riscos de distorções relevantes nas demonstrações contábeis do que em transações com partes não relacionadas. Nesse sentido, partes relacionadas incluem

Alternativas
Comentários
  • GABARITO OFICIAL A

    PROPOSTA DE GABARITO ANULAÇÃO

    A questão se baseia na NBC TG 05 (R3) - DIVULGAÇÃO SOBRE PARTES RELACIONADAS, que assim define tal termo:

    "Parte relacionada é a pessoa ou a entidade que está relacionada com a entidade que está elaborando suas demonstrações contábeis" e no item 9 elenca uma séria de situações que estão dentro do conceito de parte relacionada.

    Interessante que a NBC em nenhum momento traz a expressão: "aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro.", o que torna o gabarito da banca duvidoso.

  • A letra E seria a mais adequada???

    Seguindo o comentário do Rick Bezerra, a alternativa E se enquadra na seguinte definição da NBC TG 05:

    Item 09, Letra B, item (I):

    (b) Uma entidade está relacionada com a entidade que reporta a informação se qualquer das condições abaixo for observada:

    (i) a entidade e a entidade que reporta a informação são membros do mesmo grupo econômico (o que significa dizer que a controladora e cada controlada são interrelacionadas, bem como as entidades sob controle comum são relacionadas entre si); 

  • NBC TA 550 – PARTES RELACIONADAS

     

    Natureza do relacionamento e das transações com partes relacionadas

     

    2. Muitas transações com partes relacionadas são efetuadas no curso normal dos negócios. Em tais circunstâncias, elas podem não representar um risco de distorção relevante maior do que o de transações similares com partes não relacionadas. Contudo, a natureza do relacionamento e transações com partes relacionadas em algumas circunstâncias pode dar origem a riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis maiores do que os de transações com partes não relacionadas. Por exemplo:

     

        partes relacionadas podem operar por meio de uma série extensa e complexa de relacionamentos e estruturas, com um aumento correspondente na complexidade das transações com partes relacionadas;

        os sistemas de informação podem ser ineficazes na identificação e resumo de transações e saldos em aberto entre a entidade e as suas partes relacionadas;

        as transações com partes relacionadas podem não ser conduzidas nos termos e condições normais de mercado. Por exemplo, algumas transações com partes relacionadas podem ser conduzidas sem o pagamento de contraprestação.

     

     

    10. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos têm os significados atribuídos abaixo:

     

        Parte relacionada é a parte que é (ver itens A4 a A7):

     

       (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou

       (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas:

          (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta;

          (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou

          (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter:

              a. controlador comum;

              b. proprietários que são parentes próximos; ou

              c. administração-chave comum.

       Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa.

     

     

    A4. Algumas estruturas de relatório financeiro discutem os conceitos de controle e influência significativa. Embora possam discutir estes conceitos usando termos diferentes, elas geralmente explicam que:

    (a) controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade de modo a obter benefícios de suas atividades; e

    (b) influência significativa (que pode ser conseguida por meio de propriedade de ações, estatuto ou acordo) é o poder de participar das decisões de política financeira e operacional de uma entidade, mas não tem controle sobre essas políticas.

  • De acordo com a NBC TA 550, Parte relacionada é a parte que é:

              (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou

              (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas:

              (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta;

              (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou

              (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter:

              a. controlador comum;

              b. proprietários que são parentes próximos; ou

              c. administração-chave comum.

              Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas (item E INCORRETO), a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa.

              Itens B, C e D estão incorretos pois não possuem influência significativa, logo não são partes relacionadas.

    Gabarito: alternativa A.

  • Essa questão se baseia totalmente no item 10 da norma NBC TA 550 - Partes Relacionadas

    Conforme estabelece a norma:

    10. Para fins das normas de auditoria, os seguintes termos têm os significados atribuídos abaixo:

    (...)

    Parte relacionada é a parte que é (ver itens A4 a A7):

    (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; (correta alternativa A) ou

    (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas:

    (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta; (erradas alternativas C e D. É necessário que o acionista ou a entidade tenham controle ou influência significativa)

    (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou 

    (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter:

    a. controlador comum;

    b. proprietários que são parentes próximos; ou 

    c. administração-chave comum.

    Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa. (errada alternativa E. É necessário que entidades sob controle comum de um estado se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa)

    A alternativa B exibe uma hipótese que não está no item 10 acima, sendo portanto errada.

  • NBC TA 550, 10

    (...)

    Parte relacionada é a parte que é:

    (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou

    (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas:

    (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta;

    (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou

    (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter:

    a. controlador comum;

    b. proprietários que são parentes próximos; ou

    c. administração-chave comum.

    Resposta: A

  • De acordo com a NBC TA 550, Parte relacionada é a parte que é:

    (a) uma parte relacionada, como definida na estrutura de relatório financeiro adequada; ou

    (b) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelece nenhuma exigência ou estabelece exigências mínimas para partes relacionadas:

    (i) uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários, sobre a entidade que reporta;

    (ii) outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou influência significativa, direta ou indiretamente, por meio de um ou mais intermediários; ou

    (iii) outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta, por ter:

    a. controlador comum;

    b. proprietários que são parentes próximos; ou

    c. administração-chave comum.

    Contudo, entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa.

  • Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 550 - Partes Relacionadas, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas  sobre a natureza dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas:

    A) Aquelas assim definidas na adequada estrutura de relatório financeiro.

    Certa. De acordo com a norma, para fins de auditoria, parte relacionada é a parte que é definida na estrutura de relatório financeiro adequada".

    B) Os fornecedores de matérias-primas sem valor estratégico em relação ao comprador.

    Errada. De acordo com a norma, fornecedores de matérias-primas não são considerados parte relacionada.

    C) Os acionistas minoritários, mesmo os sem influência significativa na empresa da qual participam.

    Errada. Para ser considerado parte relacionada é necessário que a pessoa, no caso os acionistas minoritários, ou entidade tenha influência significativa sobre a entidade que reporta.

    D) As entidades com participação direta ou indireta na entidade auditada, mesmo que sem influência significativa ou controle sobre esta.

    Errada. Para ser considerado parte relacionada é necessário que a pessoa ou entidade (com participação direta ou indireta) tenha influência significativa sobre a entidade que reporta.

    E) As entidades sob controle comum de algum estado, mesmo que não realizem transações significativas entre si nem compartilhem recursos em quantidade significativa.

    Errada. De acordo com a norma, "as entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é, governo nacional, regional ou local) não são consideradas partes relacionadas a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa.


    Gabarito do Professor: Letra A.

ID
2896591
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma entidade é ré em duas ações judiciais. De acordo com os seus advogados, é possível a condenação da entidade na primeira ação, pois há jurisprudência favorável tanto à tese dos autores quanto à tese de defesa; na segunda ação, a probabilidade de condenação da entidade é remota, pois as decisões judiciais têm sido contrárias à tese da parte autora.

Nessa situação hipotética, a entidade deve

Alternativas
Comentários
  • Gab. D

    O macete é antigo mas ainda ajuda a resolver as questões.

    Provável - Provisiona e Divulga em N.E

    Possível - Não provisiona mas divulga em N.E

    Remota - Não provisiona nem divulga.

  • Provável

    registra no balanço

    divulga em notas explicativas

    contabiliza como provisão

    Possível

    não registra no balanço

    divulga em notas explicativas

    contabiliza como passivo contingente

    Remota

    não registra no balanço

    não divulga em notas explicativas

  • CONTABILIZAÇÃO E DIVULGAÇÃO EM NOTA EXPLICATIVA

    PROVÁVEL - S/S

    POSSÍVEL - N/S

    REMOTA - N/N

    Gab. D

  • PROVÁVEL/provissão/NOTA EXPLICATIVA

    POSSÍVEL/não provissiona/NOTA EXPLICATIVA

    REMOTA/não provissiona/NÃO NOTA EXPLICATIVA

    PROPOR. para memorização.

  • Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 25:

    (a) quando for mais provável que sim do que não que existe uma obrigação presente na data do balanço, a entidade deve reconhecer a provisão (se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos); e

    (b) quando for mais provável que não existe uma obrigação presente na data do balanço, a entidade divulga um passivo contingente, a menos que seja remota a possibilidade de uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.

    Sendo assim, a entidade deverá evidenciar em notas explicativas o passivo contingente referente à primeira ação. Em relação a segunda ação, cuja probabilidade de condenação da entidade é remota, não há necessidade de divulgação.

    Com isso, correta a alternativa D.

  • O comando da questão traz duas situações relacionadas a duas ações judiciais de uma entidade:

    - Ação Judicial nº 1 - condenação POSSÍVEL (palavra chave); e
    - Ação Judicial nº 2 - condenação REMOTA (outra palavra chave).

    Conforme o disposto no CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, precisamos iniciar distinguindo entre:

    (a) provisões – que são reconhecidas como passivo (presumindo-se que possa ser feita uma estimativa confiável) porque são obrigações presentes e é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja necessária para liquidar a obrigação; e

    (b) passivos contingentes – que não são reconhecidos como passivo porque são:

    (i) obrigações possíveis, visto que ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente que possa conduzir a uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos, ou

    (ii) obrigações presentes que não satisfazem os critérios de reconhecimento deste Pronunciamento Técnico (porque não é provável que seja necessária uma saída de recursos que incorporem benefícios econômicos para liquidar a obrigação, ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação).
    Assim, nossa questão traz um caso de PASSIVOS CONTINGENTES. Vejamos o que o CPC 25 continua dizendo:

    27. A entidade não deve reconhecer um passivo contingente.

    28. O passivo contingente é divulgado, como exigido pelo item 86, a menos que seja remota a possibilidade de uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos.
    Até aqui já é possível eliminar os itens A, B e C, pois sugerem a necessidade de provisionamento, que não é o caso, visto que se trata de passivos contingentes, que não devem ser reconhecidos. Continuemos:

    86. A menos que seja remota a possibilidade de ocorrer qualquer desembolso na liquidação, a entidade deve divulgar, para cada classe de passivo contingente na data do balanço, uma breve descrição da natureza do passivo contingente e, quando praticável: 
    (a) a estimativa do seu efeito financeiro, mensurada conforme os itens 36 a 52; 
    (b) a indicação das incertezas relacionadas ao valor ou momento de ocorrência de qualquer saída; e 
    (c) a possibilidade de qualquer reembolso.
    Voltemos às ações judiciais:
    - Ação 1 - Possível >> Deve ser divulgada, mas não provisionada;
    - Ação 2 - Remota >>  Nem divulgada, muito menos provisionada.

    O item E diz que não deve ser fazer nada em ambos os casos, o que torna o item errado.

    Gabarito: Item D.
  • ProPoR

    Provável - registra no BP e divulga em NE

    Possivel  - divulga em NE

    Remota - NÃO registra NEM divulga

  • Pessoal, na situação em que não é provável, é correto dizer, então, que se trata de uma contingência?

    Sempre que a provisão é possível e não provável, a nota explicativa é referente a um passivo contingente?

  • Palavras-chaves:

    Provável: contabiliza provisão e divulga nota explicativa

    Possível: nota explicativa

    Remota: faz nada

  • GABARITO LETRA D

    a)elaborar nota explicativa para as duas ações e efetuar provisionamento apenas para a primeira ação. ERRADA.

    A ELABORAÇÃO DE "NE" APENAS PARA A PROVISÃO, JÁ A REMOTA NÃO FAZ NADA.

    -----------------------------------------------

    b)efetuar provisionamento para ambas as ações, sem necessidade de nota explicativa. ERRADA.

    PROVISIONAMENTO APENAS PAR A PRIMEIRA E A SEGUNDA NÃO FAZ NADA, E O PROVISIONAMENTO VEM COM "BP" E "NE".

    -----------------------------------------------

    c)registrar provisionamento para a primeira ação e confeccionar nota explicativa apenas para a segunda ação. ERRADA.

    O ERRO É ACRESCENTA NOTAS EXPLICATIVAS (NE) PARA A OBRIGAÇÃO REMOTA.

    -----------------------------------------------

    d)confeccionar nota explicativa apenas para a primeira ação, sem providenciar qualquer provisionamento contábil. GABARITO.

    QUESTÃO AUTOEXPLICATIVA.

  • Gabarito:D

    Os passivos contingentes não são contabilizados, pois:

    1) Ainda há de ser confirmado se a entidade tem ou não uma obrigação presente;

    2) Ou existe a obrigação presente, mas não é provável que seja necessária uma saída de recursos para liquidá-la;

    3) Ou não pode ser feita uma estimativa suficientemente confiável do valor da obrigação.

  • LETRA "D"

    CPC 25 passivos contingentes (PERDA BENS, CAPITAL E ETC).

    Possibilidade Provavel - registra 

    Possibilidade Possivel - divulga em notas explicativas

    Possibilidade remota - não registra

  • 1.PROVISÃO

    PASSIVO de PRAZO ou de VALOR INCERTOS

    OBRIGAÇÃO PRESENTE - LEGAL ou NÃO FORMALIZADA + Resultado de EVENTO PASSADO

    PROVÁVEL (ACIMA DE 50%

    Estimativa CONFIÁVEL do valor

    RECONHECE e DIVULGA - BP + NE

    2.PASSIVO CONTINGENTE

    OBRIGAÇÃO POSSÍVEL PRESENTE

    DIVULGA em NOTAS EXPLIVATIVAS

    3.ATIVO CONTINGENTE

    POSSÍVEL + Resultado de EVENTO PASSADO

    NÃO RECONHECE um ativo contingente

    .....................................................................................................................................................................................

    BIZÚ

    PROVÁVEL - ACIMA DE 50% - BP + NE

    POSSÍVEL - NE

    REMOTA - NADA FAZ

  • Gabarito: D

    1) Definição: Provisão é um passivo de prazo ou de valor incertos. (CPC - 25)

    (CESPE/CADE/2014) As provisões representam passivos com prazo ou valor incerto e podem ser distintas de outros passivos, como contas a pagar e passivos derivados de apropriações por competência.(CERTO)

    (CESPE/MPOG/2015) Uma provisão deverá ser registrada no passivo quando existir obrigação resultante de eventos passados e for provável a saída de recursos futuros, ainda que o seu valor seja incerto.(CERTO)

    (CESPE/PF/2014) A diferença entre as contas provisão para imposto de renda e imposto de renda a pagar está em que a primeira representa um passivo de prazo ou valor incerto enquanto que a segunda consiste em um passivo que não contempla tal incerteza.(CERTO)

    (CESPE/MPE-CE/2020) Provisões são obrigações presentes derivadas de eventos passados como os demais passivos, mas possuem prazos ou valores incertos.(CERTO)

    2) Reconhecimento:

    Uma provisão deve ser reconhecida quando: (CPC - 25)

    (a) A entidade tem uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado;

    (b) Seja provável que será necessária uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos para liquidar a obrigação; e

    (c) Possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.

    *** Se essas condições não forem satisfeitasnenhuma provisão deve ser reconhecida.

    (CESPE/SUFRAMA/2014) Uma provisão não deve ser reconhecida se não houver estimativa confiável do valor da obrigação.(CERTO)

    (CESPE/FUB/2015) Não é possível o reconhecimento de provisão caso não possa ser feita estimativa confiável do valor da obrigação.(CERTO)

    (CESPE/FUB/2014) Uma provisão deve ser uma obrigação existente no presente, como resultado de um evento passado, que provavelmente exigirá uma saída de recursos no futuro, com possível estimação do seu valor de saída.(CERTO)

    (CESPE/CD/2014) Uma provisão somente deve ser reconhecida no passivo se existir uma obrigação presente, for provável a saída de recursos da entidade e existir uma estimativa confiável do valor.(CERTO)

    Fonte: comentários do Mauro!!

  • Eai concurseiro!? Está só fazendo questões e esquecendo de treinar REDAÇÃO!? Não adianta passar na objetiva e reprovar na redação, isso seria um trauma para o resto da sua vida. Por isso, deixo aqui minha indicação do Projeto Desesperados, ele mudou meu jogo. O curso é completo com temas, esqueleto, redações prontas, resumos em áudio, entre outras vantagens. Link: https://go.hotmart.com/A51646229K 
  • provável = provisão

    possível = Nota Explicativa

  • Para responder a questão, devemos inicialmente entender os seguintes tópicos:

    1) Primeiramente, o que é PROVISÃO?

    Provisões:

    - Provisão é um passivo com prazo ou valor incertos;

    - Só podem ser mensuradas por meio do emprego de significativo grau de estimativa;

    - Provisões  outros passivos; Assim são divulgadas separado das contas a pagar;

     

    Será reconhecido uma PROVISÃO somente se:

    I – existe uma obrigação presente (legal ou não formalizada) como resultado de evento passado;

    II – seja PROVÁVEL que será necessária uma saída de recursos para liquidar a obrigação;

    III – possa ser feita uma estimativa confiável do valor da obrigação.

    >> Se essas condições não forem satisfeitas, nenhuma provisão deve ser reconhecida.

    Ou seja, para que seja obrigatório reconhecimento de uma provisão, o fato gerador tem que estar no passado, ser provável a saída de recursos e tem que ser possível uma estimativa confiável desse valor. Caso contrário, o fato não é considerado uma provisão a ser contabilizada e passa a ser considerado um passivo contingente.

     

    Principais provisões passivas:

    a) Provisão para garantias de produtos;

    b) Provisão para contingências judiciais;

    c) Provisão para recuperação ambiental;

     

    2) O que é PASSIVO CONTINGENTE?

    Passivo contingente:

    - É uma obrigação possível que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada apenas pela ocorrência ou não de um ou mais eventos futuros incertos não totalmente sob controle da entidade;

    Ou

    - É uma obrigação presente que resulta de eventos passados, mas que não é reconhecida porque:

    (i) não é provável que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos seja exigida para liquidar a obrigação; ou

    (ii) o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente confiabilidade.  

     

    >> O Passivo Contingente deve ter uma AVALIAÇÃO PERIÓDICA;

     

    3) Agora podemos falar sobre o que a questão quer:

    A probabilidade da saída de recursos pode ser:

    - Provável: Reconhece Provisão no BP (contabiliza) e divulga em Notas Explicativas;

    - Possível: Apenas divulga o Passivo Contingente em Notas Explicativas (não contabiliza, ou seja, não reconhece no BP);

    - Remota: Não faz nada;

     

    » Quando a informação NÃO for confiável → NADA FAZ.

     

    Conclusão:

    # Provisões --> Reconhecidas como PASSIVO;

    # Passivos Contingentes --> NÃO são reconhecidos como PASSIVO;

     

    Bizu:

    Se é uma obrigação provável, então é uma provisão.

    Se é uma obrigação possível, então é um "passível" contingente!

    Espero ter ajudado ;)

  • Olá, colegas concurseiros!

    Oque esta me ajudando a evoluir em contabilidade são as questões comentadas e esquematizadas pelo Professor William Notario, que pra mim é um dos melhores na área. Tive que recorrer as questões comentadas dele já que aqui no QC é raro encontrar comentários de professores da materia. Quem tiver interesse acessa o link abaixo:

    Link:  https://go.hotmart.com/S49055693C


ID
2896594
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Após a emissão do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis, um auditor independente tomou conhecimento de fato novo e não sabido que teria alterado o relatório.

Nesse caso, o auditor deverá

Alternativas
Comentários
  • O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório, MAAS... se o auditor tomar conhecimento de fato que poderia ter o levado a alterar seu relatório, ELE DEVE:

    (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança;

    (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

    (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.

    Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:

    (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;

    (b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis:

    (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e

    (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas.

    O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. 

    FONTE: NBCTA 560

  • A redação da NBC TA 560 não é boa. Ela fala que o auditor "não tem obrigação", mas é evidente que ele tem sim obrigação mesmo após a data de seu relatório. Os procedimentos que ele deve realizar, de acordo a NBC, deixam isso claro.

  • Letra E

  • Letra (e)

    Uma questão igualzinha:Q965530

  • aprendemos que, de acordo com a NBC TA 560, os eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório.

              Sobre os fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis (período 02), primeiramente, o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório.

              Entretanto, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterá-lo, ele deve:

              (a) discutir o assunto com a administração;

              (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

              (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.

            Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:

              1) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;              

              2) estender os procedimentos de auditoria mencionados até a data do novo relatório do auditor independente; e

              3) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações alteradas.

            Portanto, nossa resposta está na letra E.

    Gabarito: alternativa E.

  • Acredito que a questão deva ter sido anulada...

    O gabarito (letra e) informar que o auditor deve "aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada".

    O enunciado, contudo, não informa se a empresa auditada alterou ou não as demonstrações contábeis. Por isso, escolhi a letra B como a alternativa mais próxima.

    Tinha que ser a CESPE.

  • Primeiro, vamos identificar o momento:

    Estamos no momento 02:

    O auditor não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório e antes da divulgação das demonstrações contábeis. Entretanto, se tomar conhecimento de eventos subsequentes que poderiam ter levado a modificar o seu relatório, deve discutir com a administração e determinar se devem ser alteradas as demonstrações contábeis. Se sim, deve indagar a administração como pretende tratar o assunto. Observe que é a administração quem decide se vai refazer as demonstrações contábeis, exceto se houver determinação legal. Se a administração refizer as demonstrações contábeis, o auditor aplica novos procedimentos e emite novo relatório de auditoria sobre as demonstrações já alteradas. Esse novo relatório terá a data atualizada, ou seja, não poderá ter data anterior às novas DCs alteradas.

  • Vamos analisar a questão.


    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 560 (R1) – Eventos subsequentes, do Conselho Federal de Contabilidade.


    Vejamos as alternativas:


    A) propor ações para a administração da empresa auditada.

    Errado. De acordo com a norma ele deve “discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança" e não propor ações.

    B) Refazer, tempestivamente, todo o relatório de auditoria.

    Errado. Via de regra, não há necessidade de alternar o relatório. Porém, em determinados casos, o auditor deve fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas, e não refazê-lo por completo.

    C) Modificar, de pronto, a opinião manifestada em seu relatório.

    Errado. Não há nada o que modificar de pronto. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve, via de regra, aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração.

    D) Sugerir procedimento a ser adotado pela administração da empresa auditada, caso haja alterações nas demonstrações contábeis.

    Errado. Caso a administração altere as demonstrações contábeis, via de regra, o auditor independente deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração. 

    E) Aplicar os necessários procedimentos de auditoria, no caso de a empresa auditada alterar as demonstrações contábeis, nas circunstâncias da alteração realizada.

    Certo. De acordo com a norma, caso a administração altere as demonstrações contábeis, via de regra, o auditor independente deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração.


    Gabarito do Professor: Letra E.

ID
2896597
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A respeito das implicações de transações e eventos subsequentes para os trabalhos de auditoria, julgue os itens a seguir.

I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações.

II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.

III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente.


Assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório, mas se o auditor tomar conhecimento de fato que poderia ter o levado a alterar seu relatório, ele deve:

    (a) discutir o assunto com a administração e, quando apropriado, com os responsáveis pela governança;

    (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

    (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.

    Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:

    (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;

    (b) exceto se as circunstâncias no item 12 forem aplicáveis:

    (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e

    (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas.

    O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. 

    FONTE: NBCTA 560

  • I. A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações. - Entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente.

    II. Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. - O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações alteradas.

    III. Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente.

  • NBC TA 560 (R1) – EVENTOS SUBSEQUENTES

     

    Item I - ERRADO

    " 13. Pode ser que não haja exigência da legislação ou, regulamentação para que a administração reapresente demonstrações contábeis "

     

    Item II - ERRADO

    "11 (...) O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. "

     

    Item III - CERTO

    " 16. O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente"

  • Sobre o item I, a NBC TG 24 (R2) – EVENTO SUBSEQUENTE traz:

    "Evento subsequente ao período a que se referem as demonstrações contábeis é aquele evento, favorável ou desfavorável, que ocorre entre a data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas demonstrações. Dois tipos de eventos podem ser identificados:

    (a) os que evidenciam condições que já existiam na data final do período a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações que originam ajustes);

    (b) os que são indicadores de condições que surgiram subsequentemente ao período contábil a que se referem as demonstrações contábeis (evento subsequente ao período contábil a que se referem as demonstrações que não originam ajustes)". 

  • Qual a fonte do seu comentário Júnior Alves? A sua correção do item I não faz muito sentido.

  • I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações. (errada)

    Não necessariamente deve ajustar, pois deve ser relevante.

  • Item I) Esclarecendo...

    Eventos subsequentes são eventos que ocorrem ENTRE a data final do período e a data de autorização das demonstração contábeis.

    Só devem ser ajustados os eventos que QUE JÁ EXISTIAM antes do encerramento do período.

    Os ajustes POSTERIORES, NÃO devem ser ajustados.

    Segue literalidade do CPC 24:

    8. A entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis para que reflitam os eventos subsequentes que evidenciem condições que já existiam na data final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis. 

    10. A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes que são indicadores de condições que surgiram após o período contábil a que se referem as demonstrações. 

  • vejamos cada item.

    Item I: ERRADO. Não há essa obrigatoriedade em ajustar. De acordo com a NBC TA 560, se, após a data do seu relatório, mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis, o auditor tomar conhecimento de fato que, se fosse do seu conhecimento na data do relatório, poderia ter levado o auditor a alterá-lo, ele deve:

              (a) discutir o assunto com a administração;

              (b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e, caso afirmativo;

              (c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis.

              Vejam que é a administração quem decide se vai refazer as demonstrações contábeis, exceto se houver determinação legal.

    Item II: Errado. De acordo com a NBC TA 560, caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:

              (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;

              (b) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente;

              (c) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.

    Item III: Correto. De acordo com a NBC TA 560, para os fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis, caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.

    Gabarito: alternativa B.

  • Entendo que o gabarito está errado, pois a alternativa II diz que o auditor deve emitir relatório com data anterior Às demonstrações contábeis. Ora, como pode emitir um relatório com data anterior, se deverá auditor novamente as demonstrações contábeis. A data deve ser posterior, não?

  • Em questões como essa, ter um conhecimento prévio de contabilidade ajudaria, entretanto é possível responder baseando-se apenas nas NBC TAs. Mas vejamos a teoria sobre os ajustes nas DC, já que nem todo ajuste exige o refazimento destas:

    A entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis para que reflitam os eventos subsequentes que evidenciem condições que já existiam na data final do período contábil a que se referem as demonstrações contábeis. 

    A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas DC por eventos subsequentes que são indicadores de condições que surgiram após o período contábil a que se referem as demonstrações.

    Item I – Errado. Não necessariamente.

    NBC TA 560,13.

     Pode ser que não haja exigência da legislação ou, regulamentação para que a administração reapresente demonstrações contábeis

    Item II – Errado.

    NBC TA 560,11.

    Caso a administração altere as demonstrações contábeis, o auditor independente deve:

    (a) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração;

    (b) exceto se as circunstâncias no item12 forem aplicáveis:

    (i) estender os procedimentos de auditoria mencionados nos itens 6 e 7 até a data do novo relatório do auditor independente; e

    (ii) fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.

    Item III – Certo.

    NBC TA 560, 16

    O auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase ou Outros Assuntos com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.

    Resposta: B

  • Vamos analisar a questão.


    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 560 (R1) – Eventos subsequentes, do Conselho Federal de Contabilidade.


    Vejamos as afirmativas:


    I. A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações.


    Errado. De acordo com a norma, “eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório.".


    II. Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.


    Errado.  De acordo com a norma, “o novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.".


    III. Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente.


    Certo. De acordo com a norma, “o auditor independente deve incluir no seu relatório, novo ou reemitido, Parágrafo de Ênfase ou Outros Assuntos com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.".



    Gabarito do Professor: Letra B.

  • I A entidade auditada deve ajustar, em suas demonstrações contábeis, os valores reconhecidos por eventos subsequentes que indiquem condições surgidas após o período contábil a que se referem essas demonstrações.

    II Caso, em razão de alteração nas demonstrações contábeis provocadas por evento subsequente, o auditor emita novo relatório da auditoria relativa às demonstrações contábeis alteradas, a data desse novo relatório deve ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas.

    III Ocorrendo alteração nas demonstrações contábeis após sua divulgação e havendo a necessidade de emitir novo relatório de auditoria, o auditor independente deve incluir nesse relatório um parágrafo de ênfase com referência à nota explicativa que esclareça, detalhadamente, as razões da alteração do relatório anterior e das demonstrações contábeis emitidas anteriormente.


ID
2896600
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A empresa Ferragens S.A. mantém parte dos seus estoques guardada na empresa Armazéns S.A. Ao auditar os estoques da Ferragens S.A., o auditor independente constatou a necessidade de confirmação externa, porém a administração não permitiu o envio da solicitação de confirmação.

Considerando-se essa situação hipotética e as normas vigentes de auditoria, é correto afirmar que o auditor deverá

Alternativas
Comentários
  • NBC TA 505

    Recusa da administração em permitir que o auditor envie solicitações de confirmação

    8. No caso da administração se recusar a permitir que o auditor envie solicitações de confirmação, o auditor deve:

    (a) indagar sobre as razões da recusa da administração e procurar evidência de auditoria sobre sua validade e razoabilidade (ver item A8);

    (b) avaliar as implicações da recusa da administração na avaliação do auditor dos riscos significativos de distorção relevante, incluindo o risco de fraude, e sobre a natureza, época e extensão de outros procedimentos de auditoria (ver item A9); e

    (c) executar procedimentos alternativos de auditoria definidos para obter evidência de auditoria relevante e confiável (ver item A10).

    9. Se o auditor concluir que a recusa em permitir o envio de solicitações de confirmação não é razoável, ou não conseguir obter evidência de auditoria relevante e confiável por meio de procedimentos alternativos de auditoria, o auditor deve comunicar aos responsáveis pela governança de acordo com a NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança, item 16. O auditor deve, também, determinar as implicações para a auditoria e para a opinião do auditor de acordo com a NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente.

  • De acordo com a NBC TA 705, somente se o auditor não conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, haverá a necessidade de tomar uma das seguintes ações

    1- opinião com ressalvas (possíveis distorções relevantes mas não generalizadas)

    2- renunciar o trabalho (possíveis distorções relevantes + generalizadas)

    3- abster-se de expressar opinião (possíveis distorções relevantes + generalizadas + impossibilidade de renúncia antes de emissão do relatório)

  • questão que trata sobre os estoques em poder de terceiros. A empresa pode manter estoques em poder de terceiros, situação comum na industrialização por encomenda e na consignação. O auditor deve obter a confirmação da existência desses estoques, através da circularização.

                   Segundo a NBC TA 505, caso a administração se recusar a permitir que o auditor envie solicitações de confirmação, o auditor deve:

                   (a) indagar sobre as razões da recusa da administração e procurar evidência de auditoria sobre sua validade e razoabilidade;

                   (b) avaliar as implicações da recusa da administração na avaliação do auditor dos riscos significativos de distorção relevante, incluindo o risco de fraude, e sobre a natureza, época e extensão de outros procedimentos de auditoria; e

                   (c) executar procedimentos alternativos de auditoria definidos para obter evidência de auditoria relevante e confiável.

                   Observem que a questão trata mais do procedimento de circularização em si do que da auditoria dos estoques em poder de terceiros.

    Gabarito: alternativa D

  • Lembrando pessoal : hoje em dia , é muito difícil auditor ter tempo pra contar estoques , por isso , e mais comum até ser feito uma avaliação na contabilidade da empresa do que ia pra contagem visual .

ID
2896603
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

A evidência de auditoria é uma das preocupações que o auditor independente deve ter na realização dos trabalhos e na formação da sua opinião. De acordo com as normas de auditoria vigentes, é correto afirmar que a qualidade de toda evidência de auditoria é afetada pelas características de

Alternativas
Comentários
  • Segundo NBC TA 500(R1)-Evidência de auditoria, ao estabelecer e executar procedimentos de auditoria, o auditor deve considerar a relevância e confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria.

  • Atributos das evidências: VC "rs"

    Validade

    Confiabilidade

    Relevância

    Suficiência

  • Completando a ótima dica do @Leandro Mendes:

    124 A equipe deve terminar a quantidade e o tipo de evidências necessárias para atender aos objetivos e ao plano de auditoria, de forma adequada. Para isso, é necessário que as evidências tenham alguns tributos. São eles:

    a) V alidade - a evidência deve ser legítima, ou seja, baseada em informações precisas e confiáveis;

    b) C onfiabilidade - garantia de que serão obtidos os mesmos resultados se a auditoria for repetida (...);

    c) R elevância - a evidência é relevante se for relacionada, de forma clara e lógica, aos critérios e objetivos de auditoria;

    d) S uficiência - a quantidade e a qualidade das evidências obtidas devem persuadir o leitor de que os achados, conclusões, recomendações e determinações da auditoria estão bem fundamentados (...).

    ~ Fonte: Manual de Auditoria Operacional, TCU

  • Gabarito: letra C

    NBC TA, 500

    Informações a serem utilizadas como evidência de auditoria

    Relevância e confiabilidade (ver item 7)

    A26. Como observado no item A1, embora a evidência de auditoria seja principalmente obtida a partir de procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho, ela também pode incluir informações obtidas de outras fontes, por exemplo, auditorias anteriores, em certas circunstâncias, e procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria para aceitação e continuidade de clientes. A qualidade de toda evidência de auditoria é afetada pela relevância e confiabilidade das informações em que ela se baseia.

  • AS EVIDÊNCIAS DEVEM TER ALGUNS ATRIBUTOS:

    Validade;

    Confiabilidade;

    Relevância;

    Suficiência.

     

     

    GABARITO: LETRA "C"

  • Sobre o tema confiabilidade da evidência, a NBC TA 500(R1) estabelece diretrizes:

    Confiabilidade

     

    A31. A confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria e, portanto, da própria auditoria, é influenciada pela sua fonte e sua natureza, e as circunstâncias nas quais são obtidas, incluindo os controles sobre sua elaboração e manutenção, quando relevante. Portanto, generalizações sobre a confiabilidade de vários tipos de evidência de auditoria estão sujeitas a importantes exceções. Mesmo quando as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria são obtidas de fontes externas à entidade, podem existir circunstâncias que podem afetar a sua confiabilidade. Por exemplo, informações obtidas de fonte externa independente podem não ser confiáveis se a fonte não tiver conhecimento ou se for possível que especialista da administração não tenha objetividade. Embora reconhecendo que podem existir exceções, as seguintes generalizações sobre a confiabilidade da evidência de auditoria podem ser úteis:

     

    a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade;

     

    • a confiabilidade da evidência de auditoria gerada internamente é maior quando os controles relacionados, incluindo os controles sobre sua elaboração e manutenção, impostos pela entidade, são efetivos; 

     

    • a evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por exemplo, a observação da aplicação de um controle) é mais confiável do que a evidência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência (por exemplo, indagação a respeito da aplicação de controle);

     

    a evidência de auditoria em forma de documentos, em papel, mídia eletrônica ou de outro tipo, é mais confiável do que a evidência obtida verbalmente (por exemplo, uma ata de reunião elaborada tempestivamente é mais confiável do que uma representação verbal subsequente dos assuntos discutidos);

     

    • a evidência de auditoria fornecida por documentos originais é mais confiável do que a evidência de auditoria fornecida por fotocópias ou fac-símiles ou por documentos que foram filmados, digitalizados ou transpostos de outra maneira para forma eletrônica, cuja confiabilidade pode depender dos controles sobre sua elaboração e manutenção.

  • A equipe deve terminar a quantidade e o tipo de evidências necessárias para atender aos objetivos e ao plano de auditoria, de forma adequada. Para isso, é necessário que as evidências tenham alguns tributos. São eles:

    a) V alidade - a evidência deve ser legítima, ou seja, baseada em informações precisas e confiáveis;

    b) C onfiabilidade - garantia de que serão obtidos os mesmos resultados se a auditoria for repetida (...);

    c) R elevância - a evidência é relevante se for relacionada, de forma clara e lógica, aos critérios e objetivos de auditoria;

    d) S uficiência - a quantidade e a qualidade das evidências obtidas devem persuadir o leitor de que os achados, conclusões, recomendações e determinações da auditoria estão bem fundamentados (...)

    Fonte: Manual de Auditoria Operacional, TCU

  • Você chega pra fazer o boy lindo mas ele não tá cheirando muito bem. O que você faz?

    RELEVA SU-VA-CO

  • vimos que a adequação é a mensuração da qualidade da evidência; ou seja, sua relevância e confiabilidade em fornecer fundamentação para a conclusão do auditor independente. A confiabilidade da evidência é influenciada pela sua fonte e sua natureza e depende das circunstâncias individuais em que é obtida. Observem que a qualidade de toda evidência de auditoria é afetada pela relevância e confiabilidade das informações em que ela se baseia.

    Portanto, correta a letra E.

     

    Gabarito: alternativa E.

  • A adequação da evidência é uma medida de qualidade que envolve relevância + confiança.

    A suficiência é medida de quantidade da evidência.

    Resposta: C

  • GABA c)

    Para memorizar um mnemônico de minha autoria:

    A qualidade do "SUVACO é RELEVANTE" rsrs

    SUficiência

    VAlidade

    COnfiabilidade

    RElevância

  • Relevância, suficiência, confiabilidade e validade. Estes são os atributos das evidências de auditoria.
  • Vamos analisar a questão.

    De acordo com a NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA do Conselho Federal de Contabilidade, evidência de auditoria “compreende as informações utilizadas pelo auditor para chegar às conclusões em que se fundamentam a sua opinião. A evidência de auditoria inclui as informações contidas nos registros contábeis que suportam as demonstrações contábeis e informações obtidas de outras fontes.".

    O que o enunciado da questão destaca é a adequação da evidência de auditoria, que, de acordo com a norma, “é a medida da qualidade da evidência de auditoria, isto é, a sua relevância e confiabilidade para suportar as conclusões em que se fundamenta a opinião do auditor". (grifo nosso)

    Por fim, convém destacar que neste tipo de questão cabe ao candidato memorizar o que está previsto na norma, pois claramente a Banca não deseja avaliar qualquer tipo de análise ou interpretação.


    Gabarito do Professor: Letra C.
  • Segundo NBC TA 500(R1):

    Relevância e confiabilidade

    A26. (..) Embora a evidência de auditoria seja principalmente obtida a partir de procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho, ela também pode incluir informações obtidas de outras fontes, por exemplo, auditorias anteriores, em certas circunstâncias, e procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria para aceitação e continuidade de clientes.

    A qualidade de toda evidência de auditoria é afetada pela relevância e confiabilidade das informações em que ela se baseia. [Grifos não constantes no original]

    Gabarito C


ID
2896606
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Assinale a opção que apresenta circunstância que justifique a inclusão de um parágrafo de ênfase no relatório de determinado auditor.

Alternativas
Comentários
  • Parágrafo de ênfase é o parágrafo incluído no relatório do auditor referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é de tal importância que é fundamental para o entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis.

    Fonte: http://forumcontabil.com.br/exame-2018-1/paragrafos-de-enfase-e-paragrafos-de-outros-assuntos/

  • NBC TA 706 – PARÁGRAFOS DE ÊNFASE E PARÁGRAFOS DE OUTROS ASSUNTOS NO RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE

     

    A4. Exigências específicas para o auditor incluir parágrafos de ênfase no seu relatório em certas circunstâncias. Essas circunstâncias incluem:

     quando a estrutura de relatório financeiro aplicável prevista por lei ou regulamento seria inaceitável exceto pelo fato de ser prevista por lei ou regulamento;

     alertar os usuários de que as demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com estrutura de relatório financeiro para propósitos especiais;

     quando fatos chegam ao conhecimento do auditor após a data do seu relatório e o auditor fornece um relatório novo ou modificado (ou seja, eventos subsequentes) (NBC TA 560 – Eventos Subsequentes, itens 12(b) e 16).

     

    A5. Exemplos de circunstâncias em que o auditor pode considerar necessário incluir um parágrafo de ênfase são:

     existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação regulatória;

     evento subsequente significativo ocorrido entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor (NBC TA 560, item 6);

     aplicação antecipada (quando permitida) de nova norma contábil com efeito relevante sobre as demonstrações contábeis;

     grande catástrofe que tenha tido, ou continue a ter, efeito significativo sobre a posição patrimonial e financeira da entidade.

  • Gabarito A

  • Letra (a)

    Assinale a opção que apresenta circunstância que justifique a inclusão de um parágrafo de ênfase no relatório de determinado auditor.

    a) sinistro em uma das unidades de armazenamento da empresa auditada que já tenha sido relatado em notas explicativas e que tenha ocasionado perda de estoques

    -> No relatório de auditoria, o parágrafo de ênfase deve ser incluído quando o auditor:

    -> considerar necessário complementar as informações da nota explicativa.

    -> estiver satisfeito com seu trabalho e não identificar qualquer limitação a ele.

  • circunstâncias necessárias para inclusão do parágrafo de ênfase:

    No caso do sinistro, tem efeito significativo no PL da empresa! Uma catástrofe.

  • vimos que a NBC TA 706 contém exigências específicas para inclusão do parágrafo de ênfase em certas circunstâncias. Essas circunstâncias incluem:

              a) quando a estrutura de relatório financeiro aplicável prevista por lei ou regulamento for inaceitável, exceto pelo fato de ser prevista por lei ou regulamento;

              b) para alertar os usuários de que as demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com estrutura de relatório financeiro para propósitos especiais;

              c) quando fatos chegam ao conhecimento do auditor após a data do seu relatório e o auditor fornece um relatório novo ou modificado (ou seja, eventos subsequentes, veremos este tema ainda nesta aula).

              Exemplos de circunstâncias em que o auditor pode considerar necessário incluir um parágrafo de ênfase são

              a) existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação regulatória;

              b) evento subsequente significativo ocorrido entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório da auditoria;

              c) aplicação antecipada (quando permitida) de nova norma contábil com efeito relevante sobre as demonstrações contábeis;

              d) grande catástrofe que tenha tido, ou continue a ter, efeito significativo sobre a posição patrimonial e financeira da entidade.

              Dentre as alternativas da questão, a única que está de acordo com a norma é a letra A. O sinistro em uma das unidades de armazenamento da empresa auditada que já tenha sido relatado em notas explicativas e que tenha ocasionado perda de estoques se trata de um evento subsequente significativo (veremos o que é evento subsequente no próximo tópico. Se você ficou em dúvida, volte a essa questão após estudar eventos subsequentes) ocorrido entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório da auditoria.

    Gabarito: alternativa A.

  • Fiquei em dúvida.

    Na minha opinião, a alternativa E também está correta, pois a informação já foi dada nas notas explicativas das demonstrações contábeis, elaboradas pela administração, e há uma aplicação sem autorização de lei, com efeito sobre as demonstrações contábeis, de forma generalizada.

    Neste caso, não cabe também um pafáfrafo de ênfase por parte do auditor?

    Alguém pode me ajudar?

  • Precisamos de um PE para destacar algo que está corretamente divulgado. O PE não se confunde com a opinião. Se há distorção relevante (efetiva ou potencial), a informação deve constar na seção opinião do relatório. Essa é a situação das letras B a E.

    Resposta: A

  • Importante saber a diferença de parágrafo de ênfase e parágrafo de outros assuntos.

  • Rodrigo,

    e) Apesar de divulgado em notas explicativas, estamos diante de uma aplicação que não possui autorização legal e que ocasiona efeito disseminado e de forma generalizada nas demonstrações (seria, portanto, caso de opinião adversa ou abstenção de opinião). Só seria o caso de ênfase se a aplicação antecipada fosse com autorização legal.

    Resposta do professor Tonyvan de Carvalho ao TEC.

  •  NBC TA 706

    Parágrafo de ênfase é o parágrafo incluído no relatório do auditor referente a um assunto apropriadamente apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é de tal importância que é fundamental para o entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis.

    Exemplo: Entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor, ocorreu um incêndio nas instalações fabris da entidade, que foi divulgado pela entidade como evento subsequente.

     

    Parágrafo de outros assuntos é o parágrafo incluído no relatório do auditor que se refere a um assunto não apresentado ou não divulgado nas demonstrações contábeis e que, de acordo com o julgamento do auditor, é relevante para os usuários entenderem a auditoria, as responsabilidades do auditor ou o seu relatório. 

  • Achei essa questão bem difícil. Fiquei entre a A e E, e errei. Mas vou tentar apresentar a justificativa que enxergo para as alternativas:

    A) Correta. Trata-se de um dos quatro exemplos que fazem o auditor considerar a inclusão de um parágrafo de ênfase no relatório:

    B) Incorreta; Sem demonstrações para auditar, fica bem difícil realizar uma auditoria, não é mesmo? O auditor não será capaz de conseguir evidência de auditoria apropriada e suficiente e talvez não será capaz de emitir opinião. Portanto, o mais recomendado seria se retirar do trabalho, se permitido por lei ou regulamento, ou na pior das hipóteses, abster-se de emitir opinião no relatório.

    C) Incorreta; Esse tipo de situação vai além das que se exigem para um parágrafo de ênfase, afetando diretamente a opinião do auditor. As normas dizem que se, depois de aceitar o trabalho, o auditor tomar conhecimento que a administração impôs uma limitação ao alcance da auditoria que tem, segundo ele, probabilidade de resultar na necessidade de expressar uma “Opinião com ressalva” ou abster-se de expressar uma opinião sobre as dc's, o auditor deve solicitar que a administração retire a limitação. Se ela se recusar, ele comunica aos responsáveis pela governança (exceto se eles estiverem envolvidos com a administração da entidade) e determina se é possível executar procedimentos alternativos para obter evidência apropriada e suficiente. Caso não consiga tal evidência, pode emitir um opinião com ressalva, renunciar ao trabalho ou abster-se de emitir opinião, a depender do tipo de efeitos que as distorções trouxerem.

    D) Outra situação que afeta diretamente a opinião. Nesse caso, caberia a emissão de uma opinião adversa, pois há uma distorção relevante e generalizada nas DC's.

    E) Esse é um dos exemplos que geram a necessidade de inclusão do parágrafo de ênfase, mas com um pequeno detalhe: a aplicação antecipada teria que ser permitida (Aplicação antecipada (quando permitida) de nova norma contábil com efeito relevante sobre as demonstrações contábeis; Nesse caso, como foi feita sem autorização legal, não poderia ser objeto de parágrafo de ênfase, afetando diretamente a opinião.

  • GAB: LETRA A

    Complementando!

    Fonte: Guilherme Sant Anna  - Estratégia / NBC TA 706

    Segundo  a  NBC  TA  706,  “Parágrafo  de  ênfase  é  o  parágrafo  incluído  no  relatório  do  auditor referente  a  um  assunto  apropriadamente  apresentado  ou  divulgado  nas  demonstrações contábeis que, de acordo com o julgamento do auditor, é de tal importância que é fundamental para o entendimento pelos usuários das demonstrações contábeis”. Além disso, a utilização de parágrafo de ênfase não implica modificação de opinião em relação ao assunto tratado.  

    Devemos, portanto, selecionar a assertiva que apresenta situação que não implica modificação de opinião e que esteja apropriadamente divulgada nas demonstrações. 

    Analisando cada alternativa: 

    Letra  A)  CORRETA.  Percebam  que  o  fato  –  sinistro  com  perda de estoques  –  foi  devidamente relatado (divulgado/apresentado) em notas explicativas. Dessa forma é a situação mais indicada ao uso de um parágrafo de ênfase. 

    Letra B) ERRADA. Não há necessidade de enfatizar algo que sequer foi analisado e tampouco divulgado

    Letra  C)  ERRADA.  Fato  configura  uma  limitação  ao  alcance  da  auditoria.  Ademais,  não  foi mencionada a divulgação apropriada do assunto em questão. O caso apresentado seria mais de opinião modificada. 

    Letra D) ERRADA. Se há distorção com efeito generalizado, haveria necessidade de uma opinião modificada (especificamente, adversa ou abstenção de opinião). 

    Letra E) ERRADA. Apesar de divulgado em notas explicativas, estamos diante de uma aplicação que não possui autorização legal e que ocasiona efeito disseminado e de forma generalizada nas demonstrações (seria, portanto, caso de opinião adversa ou abstenção de opinião). 

  • Parágrafo de ênfase = assunto já apresentado em NE

    Parágrafo de outros assuntos = Não apresentado em NE

    É bom se atentar nessa questão que alguns itens levariam a firma emitir relatório de opinião modificada, e não mero parágrafo de ênfase

  • paragrafo de ênfase: refere-se a algo já divulgado nas demonstrações contábeis (inclusive notas explicativas [eliminamos b,c,d]) e que nao se relacione com efeitos generalizados ou isolados (ou seja, nao indicado para pareceres modificados [eliminamos letra e]).

    Parágrafo de outros assuntos: refere-se a algo que não está incluído nas demonstrações.

  • Questão de português:

    Olha a diferença:

    1) Após as D.Cs. Eventos subsequentes:

    sinistro em uma das unidades de armazenamento da empresa auditada que já tenha sido relatado em notas explicativas e que tenha ocasionado perda de estoques

    2) Lendo rápido estaria errado:

    sinistro em uma das unidades de armazenamento da empresa auditada, que já tenha sido relatado em notas explicativas, e que tenha ocasionado perda de estoques

  • Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 706 – Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outros Assuntos no Relatório do Auditor Independente, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) Sinistro em uma das unidades de armazenamento da empresa auditada que já tenha sido relatado em notas explicativas e que tenha ocasionado perda de estoques.

    Certa. De acordo com a norma, uma das circunstâncias em que o auditor pode considerar necessário incluir um parágrafo de ênfase é “grande catástrofe que tenha tido, ou continue a ter, efeito significativo sobre a posição patrimonial e financeira da entidade".

    B) Apreensão, por autoridade governamental, de todos os registros contábeis objeto dos exames da auditoria, por tempo indeterminado.

    Errada. Trata-se de circunstâncias que estão fora do controle da entidade, ou seja, existe a impossibilidade do auditor de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Entretanto, não é condição para realização de parágrafo de ênfase.

    C) Negativa, pela administração, de acesso aos relatórios de auditoria referentes a investimentos realizados em controlada e não consolidados nas demonstrações contábeis.

    Errada. Trata-se da impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente devido à limitação imposta pela administração. Este caso está relacionado com modificação da opinião do auditor.

    D) Ausência de registro a valor presente de parcela relevante da conta fornecedores, com consequente efeito generalizado nas demonstrações contábeis.

    Errada. De acordo com a norma, o parágrafo de ênfase poderia ser utilizado caso o evento subsequente significativo ocorresse entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor.

    E) Aplicação antecipada e sem autorização legal — já relatada em notas explicativas — de nova norma contábil, com efeito disseminado de forma generalizada nas demonstrações contábeis.

    Errada. De acordo com a norma, o parágrafo de ênfase poderia ser utilizado caso ocorresse a aplicação antecipada (quando permitida) de nova norma contábil com efeito relevante sobre as demonstrações contábeis.


    Gabarito do Professor: Letra A.
  • nc 706

    A5. Exemplos de circunstâncias em que o auditor pode considerar necessário incluir um parágrafo de ênfase são:

     existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação regulatória;

     evento subsequente significativo ocorrido entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor (NBC TA 560, item 6);

     aplicação antecipada (quando permitida) de nova norma contábil com efeito relevante sobre as demonstrações contábeis;LETRA E

     grande catástrofe que tenha tido, ou continue a ter, efeito significativo sobre a posição patrimonial e financeira da entidade.LETRA A


ID
2896609
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

No que se refere à qualidade de uma evidência de auditoria, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • B) No caso de dúvida quanto à confiabilidade de determinada evidência de auditoria, o auditor deve ampliar a amostra, excluir da seleção o item questionado e refazer os testes. Errado, pois segundo a NBC TA 500 (R1), Se:

    (a)  a evidência de auditoria obtida em uma fonte é inconsistente com a obtida em outra; ou

    (b) o auditor tem dúvidas quanto à confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria,

               ele deve determinar quais modificações ou acréscimos aos procedimentos de auditoria são necessários para solucionar o assunto e deve considerar o efeito desse assunto, se houver, sobre outros aspectos da auditoria.

    D) Correto, pois segundo o item A37 da NBC TA 500 (R1):

    A37. A competência relaciona-se com a natureza e nível de conhecimento na área de atuação do especialista da administração. As habilidades relacionam-se com a capacidade do especialista da administração para exercer essa competência nas circunstâncias. Fatores que influenciam as habilidades podem incluir, por exemplo, o local geográfico e a disponibilidade de tempo e recursos. A objetividade relaciona-se com os possíveis efeitos que tendenciosidades, conflitos de interesse ou influência que outros possam ter sobre o julgamento profissional ou de negócios do especialista da administração. A competência, habilidades e objetividade de especialista da administração e quaisquer controles da entidade sobre o trabalho desse especialista são fatores importantes em relação à confiabilidade de qualquer informação apresentada por um especialista da administração.

  • Aalternativa A - ERRADA

    "a evidência de auditoria fornecida por documentos originais é mais confiável do que a evidência de auditoria fornecida por fotocópias ou fac-símiles ou por documentos que foram filmados, digitalizados ou transpostos de outra maneira para forma eletrônica, cuja confiabilidade pode depender dos controles sobre sua elaboração e manutenção." NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item A31.

     

    Alternativa B - ERRADA

    "Se o auditor tem dúvidas quanto à confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria, ele deve determinar quais modificações ou acréscimos aos procedimentos de auditoria são necessários para solucionar o assunto e deve considerar o efeito desse assunto, se houver, sobre outros aspectos da auditoria". NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item 11.

     

    Alternativa C - ERRADA

    "A natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria em relação à exigência do item 8 desta Norma, podem ser afetados por assuntos como: o conhecimento e experiência do auditor sobre a área de atuação do especialista da administração." NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item A36.

     

    Alternativa D - CERTA

    "Se as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria forem elaboradas com a utilização de um especialista da administração, o auditor deve, na medida necessária, levando em conta a importância do trabalho desse especialista para os propósitos do auditor (ver itens A34 a A36):

    (a) avaliar a competência, habilidades e objetividade do especialista (ver itens A37 a A43);

    (b) obter entendimento do trabalho do especialista (ver itens A44 a A47); e

    (c) avaliar a adequação do trabalho desse especialista como evidência de auditoria para a afirmação relevante (ver item A48)." NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item 8.

     

    Alternativa E - ERRADA

    "a evidência de auditoria em forma de documentos, em papel, mídia eletrônica ou de outro tipo, é mais confiável do que a evidência obtida verbalmente (por exemplo, uma ata de reunião elaborada tempestivamente é mais confiável do que uma representação verbal subsequente dos assuntos discutidos) ". NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item A31.

  • Comentário sobre a ALTERNATIVA B:

    No caso de dúvida quanto à confiabilidade de determinada evidência de auditoria, o auditor deve ampliar a amostra, excluir da seleção o item questionado e refazer os testes.

    Acredito que o item está correto. Podemos citar como exemplo um auditor que precisa obter evidências de auditoria de uma população de 100 contratos. Ele seleciona 10, por amostragem, e conclui que há inconsistências nesses 10 e assim, fica em dúvida quanto a confiabilidade da evidência. O que o auditor faz então? Ele provavelmente decide AMPLIAR sua amostra e assim, analisa mais 10 contratos, por exemplo, para então obter evidência suficiente e apropriada e assim poder concluir sobre toda a população.

    Veja que o auditor ao ampliar a amostra não precisa analisar NOVAMENTE os 10 primeiros contratos, já que já obteve evidência quanto a tais; assim, ele EXCLUI da seleção o item questionado e refaz os testes com novos itens (contratos, no exemplo).

    Assim, me parece que a ALTERNATIVA B estão CORRETA.

  • Letra (d)

    NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE -NBC

    NBC TA 620

    Competência, habilidade e objetividade do especialista. O auditor deve avaliar se o especialista por ele contratado possui competência, habilidades e objetividade necessárias para fins da auditoria. No caso de especialista externo, a avaliação da objetividade deve incluir a indagação sobre interesses e relações que podem criar uma ameaça à objetividade desse especialista.

  • tb fiquei na dúvida no uso da palavra garantir no item D, mas as outras estavam claramente erradas.

    com relação a letra B:

    Na dúvida quanto a confiabilidade o auditor deve tratar essa dúvida via procedimentos e não a exclusão da amostra ou ampliação dela. a exclusão só acontece em casos raros de anomalias que devem ser confirmadas que são anomalias.

    NBC TA 500

    Inconsistência ou dúvidas quanto à confiabilidade da evidência de auditoria (ver item 11)

    11. Se:

    (a) a evidência de auditoria obtida em uma fonte é inconsistente com a obtida em outra; ou

    (b) o auditor tem dúvidas quanto à confiabilidade das informações a serem utilizadas como

    evidência de auditoria,

    ele deve determinar quais modificações ou acréscimos aos procedimentos de auditoria são

    necessários para solucionar o assunto e deve considerar o efeito desse assunto, se houver,

    sobre outros aspectos da auditoria 

    A68. A obtenção de evidência de auditoria de fontes diferentes ou de natureza diferente pode

    indicar que um item individual da evidência de auditoria não é confiável, como quando a

    evidência de auditoria obtida em uma fonte é incompatível com a evidência obtida em outra.

    Pode ser esse o caso, por exemplo, quando respostas a indagações junto à administração,

    auditoria interna e outros são inconsistentes ou quando respostas a indagações feitas aos

    responsáveis pela governança para corroborar as respostas às indagações feitas à

    administração forem inconsistentes com a resposta da administração. A NBC TA 230, item

    11, inclui uma exigência de documentação específica se o auditor identificou informação que

    seja incompatível com a conclusão final do auditor referente a um assunto significativo.

    NBC TA 230

    11. Se o auditor identificou informações referentes a um assunto significativo que são

    inconsistentes com a sua conclusão final, ele deve documentar como tratou essa

    inconsistência (ver item A15).

    Documentação de como as inconsistências foram tratadas (ver item 11)

    A15. A exigência de documentar como o auditor tratou inconsistência nas informações não

    implica que o auditor necessite reter documentação que esteja incorreta ou superada

    NBC TA 530

    Natureza e causa de desvios e distorções

    12. O auditor deve investigar a natureza e a causa de quaisquer desvios ou distorções

    identificados e avaliar o possível efeito causado por eles na finalidade do

    procedimento de auditoria e em outras áreas de auditoria (ver item A17).

    13. Em circunstâncias extremamente raras, quando o auditor considera que uma distorção

    ou um desvio descobertos na amostra são anomalias, o auditor deve obter um alto

    grau de certeza de que essa distorção ou esse desvio não sejam representativos da

    população. O auditor deve obter esse grau de certeza mediante a execução de

    procedimentos adicionais de auditoria, para obter evidência de auditoria apropriada e

    suficiente de que a distorção ou o desvio não afetam o restante da população.

  • Documentos originais são mais confiáveis do que cópias, assim como documentos escritos são mais confiáveis do que aqueles verbais. Se há dúvida quanto a confiança de uma evidência, o assunto deve ser superado coletando-se mais evidências .Ao avaliar um trabalho feito por especialista, o auditor deve avaliar a objetividade e competência desse especialista. A experiência do auditor é determinante para essa ponderação, embora não se exija que o auditor seja especialista na área.

    resposta D

  • GARANTIR a confiabilidade? tá de sacanagem

     A confiabilidade da evidência é influenciada pela sua fonte e sua natureza e depende das circunstâncias individuais em que é obtida. Aspectos relacionados ao auditor não deveriam influenciar a confiabilidade da evidência!!!! Na minha humilde opinião, gabarito deveria ser C)

  • O especialista da administração é uma pessoa ou organização com especialização em uma área, que não contabilidade ou auditoria, cujo trabalho naquela área de especialização é utilizado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis.

    Portanto, se as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria forem elaboradas com a utilização de um especialista da administração, o auditor deve, na medida necessária:

    • avaliar a competência, habilidades e objetividade do especialista;
    • obter entendimento do trabalho do especialista; e
    • avaliar a adequação do trabalho desse especialista como evidência de auditoria para a afirmação relevante.

    Fonte: Resumo Estratégia Concursos

  • Forçou o "garantir a confiabilidade" auditor garante confiabilidade?

    de qlqr forma é a menos errada, numa de C/E marcaria errado

    Alternativa D - CERTA

    "Se as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria forem elaboradas com a utilização de um especialista da administração, o auditor deve, na medida necessária, levando em conta a importância do trabalho desse especialista para os propósitos do auditor (ver itens A34 a A36):

    (a) avaliar a competência, habilidades e objetividade do especialista (ver itens A37 a A43);

    (b) obter entendimento do trabalho do especialista (ver itens A44 a A47); e

    (c) avaliar a adequação do trabalho desse especialista como evidência de auditoria para a afirmação relevante (ver item A48)." NBC TA 500 (R1) – EVIDÊNCIA DE AUDITORIA, item 8.

  • Se as informações a serem utilizadas como evidência de auditoria forem elaboradas com a utilização de um especialista da administração, o auditor deve, na medida necessária, levando em conta a importância do trabalho desse especialista para os propósitos do auditor :

    (a) avaliar a competência, habilidades e objetividade do especialista;

    (b) obter entendimento do trabalho do especialista;

    (c) avaliar a adequação do trabalho desse especialista como evidência de auditoria para a afirmação relevante

    NBC TA 500 – Evidência de Auditoria. 


ID
2896612
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Considerando que, no relatório de auditoria, o auditor independente deve emitir opinião acerca da análise realizada das demonstrações contábeis, assinale a opção que apresenta situação que, encontrada durante auditoria independente em sociedade anônima, permita ao auditor manter o relatório de auditoria sem mudança de opinião.

Alternativas
Comentários
  • a) existência de nota explicativa às demonstrações financeiras que descreva incerteza relacionada ao resultado de ação judicial trabalhista movida contra a empresa auditada. - Não há distorção relevante: opinião sem ressalva.

    b) avaliação de investimento relevante em sociedade controlada pelo custo histórico de aquisição. - Distorção relevante não generalizada: opinião com ressalva.

    c) adoção do método de avaliação de estoques último que entra primeiro que sai (UEPS). - Distorção relevante não generalizada: opinião com ressalva.

    d) impossibilidade de obtenção de evidência de auditoria acerca das contas a pagar e a receber da entidade examinada, com efeitos generalizados nas demonstrações financeiras. - Não há evidência apropriada e suficiente + efeitos generalizados: abstenção de opinião.

    e) existência de registro de item de despesa como ativo, cujo impacto tenha sido considerado em parcela substancial das demonstrações financeiras. - Distorção relevante + efeitos generalizados: opinião adversa.

  • Júnior Alves, o que te levou a entender que a alternativa C apresenta uma "distorção relevante"? Não compreendi essa dedução;

  • Leandro, penso que pelo fato do método UEPS não ser permitido pelo fisco devido ao fato de implicar que a entidade seja tributada num percentual menor que o realmente devido, podendo, circunstancialmente, ocasionar uma distorção relevante.

  • Não vejo problema na letra B.

    Se o investimento relevante em controlada acabou de ser registrado, o correto é que ele esteja no balanço considerando o valor de seu custo histórico. Dessa maneira, a letra B também estaria correta.

    CPC 18 (R2) – item 10 – Pelo método de equivalência patrimonial, um investimento em coligada e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo Custo e o seu valor contábil será aumentado ou diminuindo pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do período gerados pela investida após a aquisição.

  • Leandro Mendes, é exatamente o que o Thiago RFB falou.

  • Acertei!

    Questão boa, e com comentários discutíveis

  • Letra (a)

    Para emitir uma opinião não modificada (relatório "sem mudança de opinião"), o auditor deve obter evidência suficiente para concluir que as demonstrações são elaboradas de acordo com a estrutura aplicável.

    Analisando as assertivas, percebemos que apenas no caso da letra A temos situação que foi refletida normalmente nas demonstrações (inclusão de nota explicativa relacionada ao resultado de demanda judicial).

    Nas demais, temos algumas inconsistências relevantes nas demonstrações (avaliação de investimento pelo custo histórico, quando deveria ser utilizado o método da equivalência patrimonial; adoção de método UEPS para avaliação dos estoques à proibido por lei; registro de item de despesa como ativo) ou impossibilidade de obtenção de evidência (letra D).

    De acordo com a NBC TA 700: Opinião não modificada é a opinião expressa pelo auditor quando ele conclui que as

    demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

    Profs. Guilherme e Tonyvan

  • Quanto a observação do Andre de Jesus, a letra A está totalmente correta já a alternativa B é necessário de supormos essa condição.

  • André, o investimento é avaliado inicialmente pelo custo e a proposição traz o termo custo histórico

  • “Sem mudança de opinião” é uma referência à opinião não modificada, isto é, sem ressalva. Assim, precisamos identificar uma situação em que não há distorção relevante nas DCs, efetiva ou potencial.

    Letra A -  Normal. Situação normal, todas as DC possuem notas explicativas.

    Letra B – Anormal. A avaliação deveria ser pelo método da equivalência patrimonial.

    Letra C – Anormal. Há distorção potencial.

    Letra D – Anormal. Reconhecer uma despesa como Ativo é uma distorção.

    Resposta: A

  • Entendi que a alternativa A trata-se de um passivo contingente, uma situação possível que é divulgada em notas explicativas.
  • avaliação de investimento relevante em sociedade controlada pelo custo histórico de aquisição - NÁO É, TEM QUE SER AVALIADO POR MEP (METODO AVALIAÇÃO PATRIMONIAL)

    adoção do método de avaliação de estoques último que entra primeiro que sai (UEPS) - NÃO PODE, TEM QUE SER PEPS

  • Gente, não sofre: como é uma situação que gera uma incerteza futura quanto à realização ou não de um evento, o auditor não deve modificar sua opinião. Tipo, é como se a empresa tivesse separado lá uma grana para contingências: isso não é motivo suficiente para o auditor mudar sua opinião a respeito das demonstrações contábeis.

  • GABARITO: Letra A

    Questão bem difícil. É uma mistura de Auditoria com Contabilidade. Só acertei por eliminação.

    a) GABARITO. Incerteza judicial pode ser entendida como um Passivo Contingente. Nesse caso, ele deve ser demonstrado em Notas Explicativas. Logo, está perfeita a atitude da sociedade auditada, não sendo necessária mudança de opinião por parte do auditor.

    b) ERRADO. O investimento em uma sociedade controlada (e coligada) deve ser mensurado pelo Método da Equivalência Patrimonial, e não pelo método de custo histórico de aquisição.

    Aqui há um erro grotesco que força uma opinião do auditor.

    c) ERRADO. O uso do método UEPS é proibido no Brasil pela legislação fiscal, pois resulta em menor lucro (em períodos inflacionários) e, portanto, menor tributação para o "Leão".

    Isso também forçará o auditor a opinar sobre esse erro.

    d) ERRADO. Esse é um caso de abstenção de opinião, pois há distorção generalizada com ausência de evidências. Portanto, forçará o auditor a mudar sua opinião.

    e) ERRADO. Registrar uma despesa como um passivo é um erro grotesco. Tal erro afetará o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício. Portanto, o auditor será forçado a relatar esse fato e mudar sua opinião.

  • Questão pura contabilidade heheheh . Ueps proibido no Brasil ? Que surpresa kkk

ID
2896615
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Na avaliação inicial de uma empresa auditada, o auditor independente detectou a possibilidade de a entidade não vir a concretizar um importante contrato de financiamento, por não atender aos pré-requisitos estabelecidos pela instituição financeira.

Nessa situação hipotética, de acordo com as normas de auditoria vigentes, identifica-se um exemplo de risco

Alternativas
Comentários
  • NBTC TA 315 (R1) - Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante

    Definições

    4. Para fins das normas de auditoria, os termos têm os seguintes significados:

    (b) Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.

    A40. Exemplos de assuntos que o auditor pode considerar na obtenção de entendimento dos objetivos, estratégias e riscos de negócio relacionados da entidade que possam resultar em riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis incluem:

    (...) necessidade corrente e em perspectiva de financiamento (um potencial risco de negócio relacionado pode ser, por exemplo, não conseguir obter financiamento por incapacidade de atender os pré-requisitos); (Letra A)

  • Letra A

    Resumidamente, risco do negócio é aquele relacionado à possibilidade de não se alcançar os objetivos (negócios, transações) da entidade.

  • --> RISCO SIGNIFICATIVOÉ o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria.

    --> RISCO DE NEGÓCIO – Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade de a entidade alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.

    --> RISCO INERENTE - é a suscetibilidade de uma afirmação a respeito de uma transação, saldo contábil ou divulgação, a uma distorção que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, antes da consideração de quaisquer controles relacionados.

    --> RISCO DE CONTROLE - é o risco de que uma distorção que possa ocorrer em uma afirmação sobre uma classe de transação, saldo contábil ou divulgação e que possa ser relevante, individualmente ou em conjunto com outras distorções, não seja prevenida, detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade.

    --> RISCO DE FRAUDE

    o  Fraude é ato intencional. Não é possível enumerar todos os possíveis riscos de fraude, mas há indicadores concretos apresentados pela NBC TA 240 (R1).

    o  Fatores de risco de fraude são eventos ou condições que indiquem incentivo ou pressão para que a fraude seja perpetrada ou ofereçam oportunidade para que ela ocorra.

    o  Embora os fatores de risco de fraude não indiquem necessariamente a sua efetiva existência, eles muitas vezes estão presentes em ocorrências de fraude e, portanto, podem indicar distorção decorrente de fraude.

    --> RISCO DE DISTORÇÃO RELEVANTE (NO NÍVEL DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS) – Referem-se aos riscos que se relacionam de forma generalizada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações.

    o  Riscos dessa natureza não são necessariamente riscos que possam ser atribuídos a afirmações e específicas na classe de transações, saldo de contas ou nível de divulgação. Ao contrário, representam circunstâncias que podem aumentar os riscos de distorção relevante no nível da afirmação, por exemplo, em decorrência dos controles serem burlados pela administração.

    o  Os riscos no nível das demonstrações contábeis podem ser especialmente relevantes para as considerações do auditor sobre os riscos de distorção relevante decorrente de fraude.

    --> RISCO DE DISTORÇÃO RELEVANTE (NO NÍVEL DA AFIRMAÇÃO) – No nível da afirmação para classes de transações, saldos de contas e divulgações precisam ser considerados tais riscos pois tal consideração auxilia diretamente na determinação da natureza, época e extinção de procedimentos adicionais de auditoria, no nível da afirmação, necessários para obtenção de evidências apropriadas e suficientes.

  • Letra (a)

    Os riscos são avaliados em duas dimensões, uma antes e outra após a aplicação de controles, conforme a seguir (BRASIL, 2009):

     

    Risco inerente: é o risco do negócio, do processo ou da atividade, independente dos controles internos administrativos adotados.

     

    Risco residual: é o risco que remanesce após a mitigação por controles internos.

  • vimos que o Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.

              Resumidamente, risco do negócio é aquele relacionado à possibilidade de não se alcançar os objetivos (negócios, transações) da entidade. Só por esse conceito já poderíamos matar a questão.

              Mas observem que a questão está na NBC TA 315, que mostra exemplos de assuntos que o auditor pode considerar na obtenção de entendimento dos objetivos, estratégias e riscos de negócio relacionados da entidade que possam resultar em riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis, dentre eles:

              f) necessidade corrente e em perspectiva de financiamento (um potencial risco de negócio relacionado pode ser, por exemplo, não conseguir obter financiamento por incapacidade de atender os pré-requisitos).

    Gabarito: alternativa A.

  • Estamos diante de um risco da atividade da entidade, isto é, trata-se de um risco de negócio. O risco de ter lucro ou prejuízo, cumprir ou não cumprir um contrato, ser processado por falhas etc. é risco do negócio.

    Resposta: A

  • A Importância de ler a norma. As Vídeo aulas, os professores ficam restritos aos riscos de distorção relevantes e de detecção.

    Distorção relevante - inerente e controle

  • Para responder a questão basta saber que Risco de Negócio abrange todos os demais, porém nem todos os demais são riscos de Negócio, logo com certeza, se há risco é de Negócio. Para aprofundar, a questão trata de um risco de crédito, mais uma espécie do Gênero Risco de Negócio, assim como Risco de Distorções Relevantes ..

  • Segundo a NBC TA 315, “Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.”

     

  • Segundo a NBC TA 315, “Risco de negócio é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.”

     

  • Vamos analisar a questão.

    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 315 (R1) - Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) De negócio.

    Correto. De acordo com a norma, “é o risco que resulta de condições, eventos, circunstâncias, ações ou falta de ações significativas que possam afetar adversamente a capacidade da entidade de alcançar seus objetivos e executar suas estratégias, ou do estabelecimento de objetivos ou estratégias inadequadas.".

    B) Inerente. 

    Errado. O risco inerente é a probabilidade de ocorrerem deficiências com materialidade nas demonstrações financeiras ou nos saldos das contas, sem contar com o sistema de controle instituído na empresa, é o risco que deriva das características da própria empresa.

    C) De controle.

    Errado. Risco de controle consiste na incapacidade do sistema de controle interno de evitar ou detectar oportunamente um erro importante.

    D) Significativo.

    Errado
    . De acordo com a norma, “é o risco de distorção relevante identificado e avaliado que, no julgamento do auditor, requer consideração especial na auditoria.".

    E) De fraude.

    Errado
    . O risco de fraude é possibilidade de ocorrência de fraude que terá impacto sobre o atingimento dos objetivos.


    Gabarito do Professor: Letra A.
  • #Respondi errado!!!


ID
2896618
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Situação hipotética 3A7-I

Determinada entidade, no exercício de 20X7, passou por duas gestões: uma no período de janeiro a maio, e a outra no restante do exercício financeiro. Na auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 20X7, o auditor independente aplicou os procedimentos de auditoria na extensão julgada necessária e não encontrou fatos que implicassem modificação de opinião. Entretanto, a administração responsável pelo período de janeiro a maio negou-se a fornecer representação formal, declarando que haviam sido fornecidas todas as informações e permitidos os acessos necessários, bem como que todas as transações tinham sido registradas e estavam refletidas nas demonstrações contábeis.


Considerando-se a situação hipotética 3A7-I, é correto afirmar que, de acordo com as normas de auditoria vigentes, o auditor deverá

Alternativas
Comentários
  • O auditor deve solicitar à administração que forneça representação formal de que ela cumpriu a sua responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável, incluindo quando relevante a adequada apresentação, como estabelecido nos termos do trabalho de auditoria (NBC TA 210 – Concordando com os termos do trabalho de auditoria).

    Se o auditor tem preocupação a respeito da competência, integridade, valores éticos ou diligência da administração ou do seu comprometimento com estes ou com sua aplicação, ele deve determinar o efeito que tais preocupações podem ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral.

    Representações solicitadas e não fornecidas

    Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve:

    (a) discutir o assunto com a administração;

    (b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e

    (c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 considerando a exigência do item 20 desta Norma.

  • NBC TA 580 (R1) – REPRESENTAÇÕES FORMAIS

     

    Representações solicitadas e não fornecidas

    19.     Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve:

    (a)   discutir o assunto com a administração;

    (b)   reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e

    (c)   tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 considerando a exigência do item 20 desta Norma.

  • Vide o exposto pelo enunciado, o auditor não encontrou, aplicando procedimentos sobre as informações que lhe foram disponibilizadas, evidências que comprometeriam a sua avaliação sobre o objeto. Contudo, o auditor não pode afirmar, sem antes avaliar o impacto da não apresentação da representação formal, que não teria encontrado distorções relevantes. Afinal, a recusa da administração de janeiro a maio revela situação na qual o auditor poderá, inclusive, retirar-se dos trabalhos.

    A não apresentação de uma ou mais representações formais pode ser, no julgamento do auditor, uma limitação de escopo relevante. Quando houver tal limitação, cujo efeito possa ser relevante, o auditor independente poderá expressar uma opinião modificada, abster-se de apresentar uma opinião ou, em alguns casos (mais graves), considerar retirar-se dos trabalhos.

    A partir desse ponto, na avaliação do auditor, deverão ser tomadas as decisões para apresentação (ou não) de sua opinião com base na NBC TA 580 (item 19) e na NBC TA 705 (itens 7 a 15).

  • Letra (e)

    Segundo a NBC TA 700(R1):

     

    18. Se as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com os requisitos de uma estrutura de apresentação adequada não atingem uma apresentação adequada, o auditor deve discutir o assunto com a administração e, dependendo dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável e como o assunto é resolvido, deve determinar se é necessário modificar a opinião no seu relatório de auditoria de acordo com a NBC TA 705 (ver item A11).

  • observem que a administração responsável pelo período de janeiro a maio negou-se a fornecer representação formal. Logo, trata-se de representações solicitadas e não recebidas.

              Vimos que, segundo a NBC TA 580, se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve:

              - Discutir o assunto com a administração;

              - Reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e

              - Tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria (abster-se de emitir opinião, como visto no tópico anterior.

              Portanto, questão retirada de maneira literal da norma e correta a letra E.

    Gabarito: alternativa E.

  • NBC TA 580:

    "Representações solicitadas e não fornecidas:

    Se a administração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve:

    (a) discutir o assunto com a administração;

    (b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral; e

    (c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria, em conformidade com a NBC TA 705 considerando a exigência do item 20 desta Norma."

  • Vamos analisar a questão.


    Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 580 (R1) – Representações Formais do Conselho Federal de Contabilidade.


    Ao ler o enunciado é possível identificar que a Banca pretende saber se o candidato conhece os aspectos gerais acerca do papel do auditor nas representações formais.


    Vejamos as alternativas:


    A) Rever a avaliação de riscos e determinar a natureza, época e extensão de procedimentos adicionais de auditoria.


    Errado. Tal procedimento pode ser utilizado quando o auditor quer realizar a avaliação da administração do risco de distorção relevante decorrente de fraude.


    B) Retirar-se do trabalho de auditoria e informar a situação ao superior imediato.


    Errado. Tal procedimento pode ser utilizado quando o auditor concluir que o risco de representação errônea da administração nas demonstrações contábeis é tal que a auditoria não pode ser conduzida.


    C) Ampliar o escopo dos exames e, caso não sejam identificados fatores relevantes, manter sua opinião, finalizando o relatório de auditoria.


    Errado. A ampliação do escopo pode ser utilizada em situações nas quais os auditores não recebem as informações necessárias para exame ou quando são contratados após o encerramento do exercício.


    D) Discutir o assunto com seu superior imediato, registrando o fato e emitindo o relatório de auditoria.


    Errado. O assunto deve ser discutido com a administração da entidade, caso a mesma não forneça uma ou mais das representações formais solicitadas.


    E) Reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade da representação e da evidência de auditoria.


    Certo. De acordo com a norma, o auditor deve reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral".



    Gabarito do Professor: Letra E.

  • Comentário do professor está excelente, praticamente uma aula.


ID
2896621
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Situação hipotética 3A7-I

Determinada entidade, no exercício de 20X7, passou por duas gestões: uma no período de janeiro a maio, e a outra no restante do exercício financeiro. Na auditoria das demonstrações contábeis do exercício de 20X7, o auditor independente aplicou os procedimentos de auditoria na extensão julgada necessária e não encontrou fatos que implicassem modificação de opinião. Entretanto, a administração responsável pelo período de janeiro a maio negou-se a fornecer representação formal, declarando que haviam sido fornecidas todas as informações e permitidos os acessos necessários, bem como que todas as transações tinham sido registradas e estavam refletidas nas demonstrações contábeis.


Na situação hipotética 3A7-I, o relatório de auditoria, conforme as normas de auditoria vigentes, deverá ser registrado com

Alternativas
Comentários
  • Abstenção de Opinião- relevante e generalizada. ( Não obtém evidências )

    ....não encontrou fatos que implicassem modificação de opinião.

  • Quando o auditor se depara a uma situação em que não encontra nenhuma distorção relevante, mas não obtém evidência de auditoria e a consequência disso pode ser relevante e generalizada, tem-se a abstenção de opinião.

  • Gabarito: C

    Conforme explica o Professor Claudenir:

    A representação formal (antiga Carta de Responsabilidade) podem ser consideradas evidências de auditoria.

    "Se as representações formais são documentos que o auditor exige, por entender como necessários à formação de sua opinião, então ás indagações são evidências de auditoria. Assim, podemos considerar as representações formais como evidência de auditoria"

    Também explica o professor que: "a não apresentação de uma representação formal exigida leva à emissão de uma opinião modificada no relatório do auditor independente, no caso, uma abstenção de opinião"

    veja que basta considerar a representação formal como evidência, se não tem a representação não tem evidência, o que leva a uma abstenção de opinião.

  • GESTÃO I NÃO CONCEDEU >>>>>>>>>>>>>> GESTÃO II CONCEDEU

    OS DADOS NECESSÁRIOS >>>>>>>>>>>>>> OS DADOS NECESSÁRIOS

    |----------------------------------------------|-------------------------------------------------------------------------------------------------------|

    NÃO TEM COMO DAR PARECER >>>>>>>>>>>>>> PARECER FAVORÁVEL

    Diante desse cenário, o auditor deve abster-se de emitir sua opinião, já que não teve subsídios suficientes para concluir seu trabalho de forma clara e satisfatória incluindo as duas gestões.

    Go @head!!!

  • NBC TA 580 (R1) – REPRESENTAÇÕES FORMAIS

    A26. Se auditor concluir que as representações formais sobre esses assuntos não são confiáveis, ou se a administração não fornecer essas representações formais, o auditor não tem condição de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Os possíveis efeitos sobre as demonstrações contábeis de tal limitação não se limitam a elementos, contas ou itens específicos das demonstrações contábeis e, portanto, estão disseminados. A NBC TA 705, item 9, exige que o auditor se abstenha de opinar sobre as demonstrações contábeis em tais circunstâncias

  • Teoria Jack, vamos por partes:

    1°) A representação formal é considerada evidência de auditoria (NBC TA 580, item 3)

    Evidência de auditoria é a informação usada para o auditor para chegar às conclusões nas quais se baseia o seu relatório. As representações formais são informações necessárias que o auditor exige relativamente à auditoria das demonstrações contábeis. Portanto, similarmente às respostas das indagações, as representações formais são evidências de auditoria.

    2°) Assim como as indagações, as representações formais não representam, por si só, evidência apropriada e suficiente. Logo, devem ser corroboradas com procedimentos e evidências adicionais.

    3°) A própria NBC 580 diz o seguinte, em seu item 19:

    Se a adminsitração não fornecer uma ou mais das representações formais solicitadas, o auditor deve:

    a) discutir o assunto com a administração;

    b) reavaliar a integridade da adminsitração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das reppresentações e da evidência de auditoria em geral;

    c) tomar ações apropriadas, inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião (...)

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------

    4°) NBC TA 580 (R1), Item 20: O auditor DEVE ABSTER-SE de emitir opinião no relatório se:

    a) (...)

    b) a administração não fornecer as representações formais (sobre as responsabilidades da administração).

  • ABSTENÇÃO DE OPINIÃO: segundo a NBC TA 705, o auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando não consegue evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião e ele concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstraçôes contábeis, se houver, poderiam ser relevantes e generalizadas.

     

    GABARITO: LETRA "C"

  • Letra (c)

    Opinião sem ressalva/ não modificada

    Opinião em que o auditor conclui que as DC estão:

    De acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável

    Livre de distorções relevantes

    Opinião com ressalva.

    Com evidência (distorções relevantes) + não generalizadas

    Sem evidência (distorções não detectadas) + não generalizadas

    Opinião adversa.

    Com evidência (distorções relevantes) + generalizadas

    Opinião com abstenção de opinião.

    Sem evidência + generalizadas

    Incertezas que não permitam expressar uma opinião.

  • A representação formal é uma evidência. A falta de uma evidência importante leva o auditor à impossibilidade de opinar. Afinal, não é possível afirmar-se que está “certo” ou que está “errado” pela falta da evidência.

    Resposta: C

  • Opção C - abstenção de opinião.

  • Questão trata de uma situação específica que tem uma implicação no relatório de auditoria: a recusa da administração em fornecer representações formais.

    Nos termos da NBC TA 580(R1) – Representações Formais:

    20. O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis em conformidade com a NBC TA 705 se:

    (a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo que as representações formais exigidas não sejam confiáveis; ou

    (b) a administração não fornecer as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11.

    Portanto, no caso apresentado, diante da recusa da administração em fornecer as representações formais exigidas, deve o auditor deve abster-se de emitir opinião.

  • Nos termos da NBC TA 580(R1) – Representações Formais:

    20. O auditor deve abster-se de emitir opinião no relatório sobre as demonstrações contábeis em conformidade com a NBC TA 705 se:

    (a) o auditor concluir que há dúvida suficiente a respeito da integridade da administração, de tal modo que as representações formais exigidas não sejam confiáveis; ou

    (b) a administração não fornecer as representações formais exigidas pelos itens 10 e 11.

  • Abstenção de opinião - quando há limitação de escopo oi presentes incertezas com consequências potenciais disseminadas e generalizadas, que impeçam o auditor de formar opinião. É o caso de quando não há evidências adequadas, suficientes e persuasivas o bastante para formar e emitir uma opinião. A limitação de escopo pode surgir de circunstâncias diversas:

    Catástrofes

    Ausências de um especialista

    Boicote da Administração

    Incertezas e outros

  • NBC TA 580

    A26. Como explicado no item A7, o auditor não é capaz de julgar apenas com base em outras evidências de auditoria se a administração cumpriu com as responsabilidades referidas nos itens 10 e 11. Portanto, se, como descrito no item 20(a), o auditor concluir que as representações formais sobre esses assuntos não são confiáveis, ou se a administração não fornecer essas representações formais, o auditor não tem condição de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Os possíveis efeitos sobre as demonstrações contábeis de tal limitação não se limitam a elementos, contas ou itens específicos das demonstrações contábeis e, portanto, estão disseminados. A NBC TA 705, item 9, exige que o auditor se abstenha de opinar sobre as demonstrações contábeis em tais circunstâncias.

  • Morri pela “ representação formal “ não sabia que era isso kkk
  • complementando NC 580

    A18. Podem surgir situações em que a administração não esteve presente durante todos os períodos mencionados no relatório do auditor. Tais pessoas podem afirmar que não estão em posição de fornecer algumas ou todas as representações formais porque não estavam presentes durante o período. Este fato, porém, não diminuiu a responsabilidade de tais pessoas pelas demonstrações contábeis como um todo. Portanto, ainda se aplica a exigência de que o auditor solicite delas representações formais que abranjam todos os períodos apresentados e cobertos no seu relatório.


ID
2896624
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Em seus trabalhos, o auditor deve aplicar procedimentos de avaliação de riscos para identificar a possibilidade de distorção relevante nas demonstrações contábeis. Nesse contexto, a utilização do procedimento de indagação aos responsáveis pela governança permite ao auditor

Alternativas
Comentários
  • A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento, financeiro e não financeiro, dentro ou fora da entidade. A indagação é utilizada extensamente em toda a auditoria, além de outros procedimentos de auditoria. As indagações podem incluir desde indagações escritas formais até indagações orais informais. A avaliação das respostas às indagações é parte integral do processo de indagação.

  • Qual o erro da letra A ?

    Fiquei entre A e D e fui de A. :(

    Edit 12/09/2019 ----> Dessa vez acertei a questão e acho que "identificar os tipos de relatórios emitidos" torna a assertiva A incorreta mesmo.

  • Creio que o norte da questão é entender os limites da indagação na auditoria. Assim, através desse teste, considero muito improvável identificar "os tipos de relatórios emitidos" (letra A), "o nível de cumprimento de leis" (letra B), "cumprimento de leis e regulamentos" (letra C) e "avaliar a adequação da seleção e a aplicação de certas políticas contábeis" (letra E).

    Dessa forma, pelas limitações das indagações, melhor resposta é a letra D, pois todos aqueles entendimentos podem sim advir dos questionamentos porventura realizados.

  • NBC TA 315 (R1) – IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE

    a) identificar o envolvimento dos responsáveis com a revisão e avaliação dos controles internos, as conclusões atingidas, os tipos de relatórios emitidos, assim como a reação dos órgãos diretivos e de governança em relação aos assuntos levantados pelos auditores internos.

    Item A8 - Indagações junto à auditoria interna.

     

    b) avaliar o nível de cumprimento de leis, normas e regulamentos pela entidade, bem como identificar relações não usuais ou inesperadas e eventuais problemas que sejam úteis para a identificação de riscos.

     

    c) compreender a existência de compromissos e contingências e outras preocupações de natureza legal, como as relativas ao cumprimento de leis e regulamentos.

    Item A7 - "indagações dirigidas ao departamento jurídico podem fornecer informações sobre assuntos como litígios, conformidade com leis e regulamentos, conhecimento ou suspeita de fraude que afete a entidade, garantias, obrigações pós-venda, acordos com parceiros de negócio (joint ventures) e o significado de termos contratuais"

     

    d) entender o ambiente e a cultura da entidade no que tange aos aspectos de ética, competência, estilo operacional e demais componentes do controle interno.

    Item A7 - "indagações dirigidas aos responsáveis pela governança podem auxiliar o auditor a entender o ambiente em que as demonstrações contábeis são elaboradas."

    NBC TA 260 (R2) – COMUNICAÇÃO COM OS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA

    Item 4b - "os responsáveis pela governança podem auxiliar o auditor a de asseguração e de serviços correlatos, e outras normas de auditoria que se referem a comunicações com os responsáveis pela governança Apêndice 2: Aspectos qualitativos de práticas contábeis entender a entidade e seu ambiente, identificar fontes de evidência de auditoria apropriadas e fornecer informações sobre transações ou eventos específicos"

     

    e) avaliar a adequação da seleção e a aplicação de certas políticas contábeis, mediante a verificação de documentos e relatórios e pelo acompanhamento de transações.

    Item A7 - " indagações junto ao pessoal envolvido na iniciação, processamento ou registro de transações complexas ou não usuais podem ajudar o auditor a avaliar a adequação da seleção e aplicação de certas políticas contábeis "

  • NBC TA 315 (R1)

    Item A77. O ambiente de controle inclui as funções de governança e administração e as atitudes, a consciência e as ações dos responsáveis pela governança e da administração no que se refere ao controle interno da entidade e sua importância na entidade. (...)

    Item A78. Elementos do ambiente de controle que podem ser relevantes na obtenção do entendimento:

    d) Filosofia e estilo operacional da adminsitração.

    Item A79. (...) por meio de indagação junto a administração e empregados, o auditor pode obter entendimento de como a administração comunica aos empregados sua visão sobre práticas de negócio e conduta ética. O auditor pode então determinar se controles relevantes foram implementados ao considerar, por exemplo, se a administração tem código de conduta escrito e se ela atua de maneira a dar sustentação ao código.

    -------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Atenção: o item 74 (da referida NBC) afirma que a indagação, por si só, não é suficiente para uma avaliação de risco a fim de serem obtidas evidências de auditoria a respeito do desenho e implementação dos controles relevantes.

    No meu entendimento, essa é uma das razões (se não a principal) pela qual a alternativa "a" está incorreta.

    ---> Vejamos pelo lado prático: a indagação por si só pode trazer consigo respostas falsas dos responsáveis. Para que tenhamos certeza dessas respostas (quando verdadeiras), devemos aplicar procedimentos adicionais, a fim de corroborá-las. Por essa razão, é possível entender (visão geral), mas não diretamente identificar (ter asseguração razoável) se os controles relevantes estão de acordo.

  • Letra (d)

    Segundo a NBC TA 500(R1):

    A2. A maior parte do trabalho do auditor para formar sua opinião consiste na obtenção e avaliação da evidência de auditoria. Os procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria podem incluir a inspeção, observação, confirmação, recálculo, reexecução e procedimentos analíticos, muitas vezes em combinação, além da indagação.

    Embora a indagação possa fornecer importante evidência de auditoria e possa produzir evidência de distorção, a indagação, sozinha, geralmente não fornece evidência de auditoria suficiente da ausência de distorção relevante no nível da afirmação nem da eficácia operacional dos controles.

    O objetivo do auditor é definir e executar procedimentos de auditoria que permitam ao auditor conseguir evidência de auditoria apropriada e suficiente que lhe possibilitem obter conclusões razoáveis para fundamentar a sua opinião. Dentre esses os procedimentos, destaca-se a entrevista ou indagação. O Manual de orientações técnicas de atividade de auditoria governamental do poder executivo federal (2017, p.31)

     

    A entrevista é técnica útil para viabilizar a descoberta de novos fatos relacionados ao objeto da apuração e a indicação de novos caminhos de investigação. Embora deva ser corroborada por outros tipos de evidências, pode servir como prova testemunhal.

     

    Em que pese a entrevista ser uma técnica comumente empregada na auditoria, a entrevista de testemunhas e acusados no âmbito investigativo costumeiramente não é realizada pelo auditor interno governamental, a não ser durante trabalhos de apuração, quando os suspeitos ainda não têm conhecimento de que uma apuração de fraude está sendo realizada. As autoridades policiais e as oriundas dos ministérios públicos geralmente realizam esse tipo de entrevista, que pode contar com o apoio dos auditores internos governamentais na sua condução.

    Fonte: Resumos no meu arquivo no word

  • Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA 315 (R1) – Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) Identificar o envolvimento dos responsáveis com a revisão e avaliação dos controles internos, as conclusões atingidas, os tipos de relatórios emitidos, assim como a reação dos órgãos diretivos e de governança em relação aos assuntos levantados pelos auditores internos.

    Errada. As atividades citadas na alternativa tratam das indagações junto à auditoria interna.

    B) Avaliar o nível de cumprimento de leis, normas e regulamentos pela entidade, bem como identificar relações não usuais ou inesperadas e eventuais problemas que sejam úteis para a identificação de riscos.

    Errada. As atividades citadas na alternativa tratam das indagações junto ao responsável pela gestão de riscos.

    C) Compreender a existência de compromissos e contingências e outras preocupações de natureza legal, como as relativas ao cumprimento de leis e regulamentos.

    Errada. As atividades citadas na alternativa tratam das indagações junto ao departamento jurídico.

    D) Entender o ambiente e a cultura da entidade no que tange aos aspectos de ética, competência, estilo operacional e demais componentes do controle interno.

    Certa. As atividades citadas na alternativa tratam das indagações junto aos responsáveis pela governança.

    E) Avaliar a adequação da seleção e a aplicação de certas políticas contábeis, mediante a verificação de documentos e relatórios e pelo acompanhamento de transações.

    Errada. As atividades citadas na alternativa tratam das indagações junto ao pessoal envolvido na iniciação, processamento ou registro de transações complexas ou não usuais.


    Gabarito do Professor: Letra D.
  • Item A7 - "indagações dirigidas aos responsáveis pela governança podem auxiliar o auditor a entender o ambiente em que as demonstrações contábeis são elaboradas."

    Bendito serás!!


ID
2896627
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

As normas brasileiras de auditoria tratam dos riscos do trabalho e os diferenciam em relação aos trabalhos de asseguração razoável e de asseguração limitada, existindo diferentes impactos no relatório de auditoria. A respeito desse assunto, assinale a opção correta, de acordo com as normas vigentes.

Alternativas
Comentários
  • NBC TA - Estrutura Conceitual

    Item 84. No trabalho de asseguração razoável a conclusão do auditor independente é expressa na forma positiva para transmitir a sua opinião sobre o resultado da mensuração ou avaliação do objeto.

    Exemplo: "Em nossa opinião, a entidade cumpriu, em todos os aspectos relevantes, a lei XYZ."

    Item 86. No trabalho de asseguração limitada a conclusão do auditor independente é expressa de forma a transmitir se, com base no trabalho realizado, algum fato chegou ao seu conhecimento que o levasse a acreditar que a informação do objeto esteja distorcida de forma relevante.

    Exemplo: "Com base nos procedimentos realizados e nas evidências obtidas, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que a entidade não tenha cumprido, em todos os aspectos relevantes, com a lei XYZ".

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------

    Item 14. Trabalho de Asseguração Razoável (considerando-se as circunstâncias)

    Um trabalho de asseguração razoável (exemplo: auditoria) - tem como objetivo a redução do risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo, considerando-se as circunstâncias.

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------

    Item 15. Trabalho de Asseguração Limitada (não é possível garantir, tampouco reduzir o risco abaixo do risco de um trabalho de asseguração razoável)

    Um trabalho de Asseguração Limitada (exemplo: revisão) objetiva a redução do risco de trabalho de asseguração a um nível aceitável, mas em que o risco seja maior do que no trabalho de asseguração razoável.

    --------------------------------------------------------------------------------------------------

    Item 89. Opinião modificada

    1) Quando houver limitação de escopo com efeito relevante o auditor expressa uma opinião com ressalva ou se abstém de apresentar uma conclusão, podendo, inclusive, retirar-se dos trabalhos.

    2) Quando a informação do objeto estiver relevantemente distorcida, o auditor expressa uma opinião com ressalva ou adversa.

  • Letra (e)

    As normas de auditoria exigem que o auditor obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. Contudo, asseguração razoável não é um nível absoluto de segurança porque há limitações inerentes em uma auditoria.

  • FUNDAMENTANDO O ERRO DA ALTERNATIVA B:

    NBC TA - Estrutura Conceitual

    Item 25 - parte final:

    A impossibilidade de obter evidências apropriadas e suficientes para formar uma conclusão de asseguração razoável não é razão aceitável para se alterar o trabalho de asseguração razoável para um trabalho de asseguração limitada.

  • Gabarito: Letra E

    De acordo com a estrutura conceitual de trabalhos de asseguração, o objetivo do trabalho de asseguração razoável é reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo, considerando as circunstâncias do trabalho como base para uma forma positiva de expressão da conclusão do auditor independente. Já no trabalho de asseguração limitada, a opinião é negativa.

     

    a) Errada. De acordo com a estrutura conceitual, no trabalho de asseguração razoável o objetivo é reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo, considerando as circunstâncias do trabalho.

    b) Errada. A impossibilidade de obter evidências apropriadas e suficientes em trabalho de asseguração razoável não o torna um trabalho de asseguração limitada.

    Este corresponde a um nível mais baixo de asseguração, pois os procedimentos de auditoria planejados e executados são propositadamente limitados em comparação com os que seriam necessários para fornecer asseguração razoável. Não obstante, é esperado que seja significativo para os usuários, mediante a obtenção de evidências apropriadas e suficientes.

    c) Errada. Se o auditor não obtém evidências necessárias para reduzir os riscos do trabalho ao nível apropriado (aceitavelmente baixo, no trabalho de asseguração), a opinião tem que ser obrigatoriamente modificada.

    d) Errada. Se houve restrição que impede o auditor de obter evidência, a opinião será necessariamente modificada.

    Fonte: Prof. Marcelo Aragão

  • Asseguração Razoável = Auditoria; Positiva

    Asseguração Limitada = Revisão; Negativa

  • a)      Incorreta. Trabalhos de asseguração razoável são capazes de fornecer um nível maior de segurança aos usuários, isso significa que o risco da auditoria é menor neste tipo de trabalho. Diferentemente, nos trabalhos se asseguração limitada, o nível de segurança é menor, o que implica um risco maior.

    b)      Incorreta. Se o auditor não obteve evidências apropriadas, ele deve emitir um relatório com ressalva ou com abstenção de opinião, dependo dos efeitos da não obtenção da evidência.

    O nível de asseguração é definido previamente ao início dos trabalhos e não pode ser alterado no decorrer da auditoria, muito menos pela não obtenção de evidência.

    c)      Incorreta. Se o auditor não obteve evidências apropriadas, ele deve emitir um relatório com ressalva ou com abstenção de opinião, dependo dos efeitos da não obtenção da evidência. Em qualquer um dos dois casos, a opinião será modificada.

    d)      Incorreta. Se o auditor não obteve evidências apropriadas, ele deve emitir um relatório com ressalva ou com abstenção de opinião, dependo dos efeitos da não obtenção da evidência. Em qualquer um dos dois casos, a opinião será modificada.

    e)      Correta. Perfeito! Na asseguração razoável, a conclusão do auditor é positiva, isto é, o auditor precisa se posicionar (está livre de distorção relevante ou não está livre de distorção relevante).

    Já na asseguração limitada, a conclusão é negativa (não veio ao meu conhecimento alguma distorção relevante...)

    Gabarito: E

  • Em 21/03/21 às 18:42, você respondeu a opção A.

    Você errou!Em 19/02/21 às 20:08, você respondeu a opção A.

    Você errou!Em 02/01/21 às 13:03, você respondeu a opção A.

    É normal ? ou tenho que criar vergonha na cara, errar 3 vezes a mesma questão.

  • Para solucionar a questão o candidato deve ter conhecimento da NBC TA - Estrutura Conceitual, do Conselho Federal de Contabilidade.

    Vejamos as alternativas:

    A) No trabalho de asseguração razoável, o auditor independente reduz o risco do trabalho para um nível que seja aceitável nas circunstâncias do trabalho, mas que ainda é maior do que para um trabalho de asseguração limitada.

    Errada. De acordo com a norma, “no trabalho de asseguração limitada, o auditor independente reduz o risco do trabalho para um nível que é aceitável nas circunstâncias do trabalho, mas que ainda é maior do que para um trabalho de asseguração razoável" (grifo nosso).

    B) A impossibilidade de obter evidências apropriadas e suficientes para formar uma conclusão de asseguração razoável é razão aceitável para alterar o trabalho de asseguração razoável para um trabalho de asseguração limitada.

    Errada. De acordo com a norma, “a impossibilidade de obter evidências apropriadas e suficientes para formar uma conclusão de asseguração razoável não é razão aceitável para alterar o trabalho de asseguração razoável para um trabalho de asseguração limitada" (grifo nosso).

    C) Opinião não modificada no trabalho de asseguração razoável deve ser mantida se as circunstâncias impedem que o auditor independente obtenha as evidências necessárias para reduzir os riscos de trabalho ao nível apropriado.

    Errada. Verificadas as circunstâncias citadas na alternativa, a opinião do auditor deve ser modificada.

    D) Se a administração impõe uma restrição que impede o auditor de obter as evidências necessárias para reduzir o risco no trabalho de asseguração razoável ao nível apropriado, deve ser emitida uma opinião não modificada no relatório de auditoria.

    Errada. Trata-se da impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente devido à limitação imposta pela administração. Neste caso é necessária a modificação da opinião do auditor.

    E) No trabalho de asseguração razoável, a conclusão do auditor é expressa na forma positiva para transmitir a sua opinião sobre o resultado da avaliação do objeto, diferentemente do que ocorre no trabalho de asseguração limitada.

    Certa. De acordo com a norma, no trabalho de asseguração limitada, a conclusão do auditor independente é expressa de forma a transmitir se, com base no trabalho realizado, algum fato chegou ao seu conhecimento que o levasse a acreditar que a informação do objeto esteja distorcida de forma relevante...".


    Gabarito do Professor: Letra E.
  • Letra A: ERRADA. Quem reduz o risco a um nível “aceitável” é o trabalho de asseguração limitada (risco esse que é maior do que para um trabalho de asseguração limitada).

    Letra B: ERRADA. Nos termos da NBC TA Estrutura Conceitual, tendo sido aceito, não é apropriado alterar o trabalho de asseguração para um que não seja de asseguração, ou o trabalho de asseguração razoável para um de asseguração limitada, sem a justificativa razoável. Uma alteração nas circunstâncias que afetam os requerimentos dos usuários previstos, ou um mal-entendido sobre a natureza do trabalho, pode justificar a solicitação de alteração no trabalho. Se tal alteração for feita, as evidências que foram obtidas previamente não devem ser descartadas. A impossibilidade de obter evidências apropriadas e suficientes para formar uma conclusão de asseguração razoável, no entanto, não é razão aceitável para se alterar o trabalho de asseguração razoável para um trabalho de asseguração limitada.

    Letra C: ERRADA. Estudamos com mais detalhes, em outras aulas de nossos cursos, as regras a respeito da Opinião. Se há impossibilidade de se obter evidências de auditoria, então não há que se falar em opinião não modificada (ou limpa, ou sem ressalva).

    Letra D: ERRADA. Mais uma que envolve aspectos a respeito da opinião (abordados – de forma secundária – na NBC TA Estrutura Conceitual). Mais uma vez, se há restrições que impedem o auditor de obter evidências, não há que se falar em opinião não modificada.

    Letra E: CORRETA. É exatamente isso o que prevê a NBC TA Estrutura Conceitual. Vejamos um exemplo de opinião emitida no escopo de um trabalho de asseguração razoável: “Em nossa opinião, a entidade cumpriu, em todos os aspectos relevantes, a lei XYZ” (vejam que o auditor exprime, de forma positiva, sua opinião). No caso do trabalho de asseguração limitada, diferentemente, a opinião é expressa de forma “negativa” (a norma não utiliza tal expressão, mas podemos interpretá-la contrario sensu). Veja um exemplo de opinião emitida no escopo de um trabalho de asseguração limitada: “Com base nos procedimentos realizados e nas evidências obtidas, não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que a entidade não tenha cumprido, em todos os aspectos relevantes, com a lei XYZ”.

    Gabarito: “E”.

    Fonte: Prof. Guilherme Sant Anna, Tonyvan de Carvalho Oliveira


ID
2896630
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Determinada empresa sediada em uma unidade da Federação comprou e recebeu uma remessa de algodão em caroço originária de outra unidade da Federação. Nessa operação, em razão da ausência de acordo entre as unidades federativas, não houve substituição tributária.

Posteriormente, a empresa revendeu esse material a um estabelecimento industrial localizado no estado do Rio Grande do Sul (RS), sem ter feito nenhuma etapa de industrialização ou beneficiamento na mercadoria.

Uma vez que a legislação estadual do RS sobre ICMS admite a substituição tributária para esse tipo de mercadoria, a referida empresa, revendedora nessa operação,

Alternativas
Comentários
  • direito tributário,não?

  • Esse é um caso clássico de substituição tributária. A empresa comercial recolhe o IPI, ao passo que a empresa industrial recolhe o ICMS. Se eu estiver errado, podem me corrigir

  • Só ocorre substituição tributária em operação interestadual quando houver acordo entre os Estados envolvidos. O algodão está sujeita a substituição tributária e por a DISTRIBUIDORA (REVENDEDORA) que adquiriu o produto de recolher o ICMS das operações que ainda vão ocorrer (subsequentes ou ST para FRENTE), pois é enquadrada como SUBSTITUTA TRIBUTÁRIA.

    GAB - C

  • letra C

    Para matar a questão, deve-se entender que ela está tratando de Substituição PARA FRENTE (ou seja - antecipação do pagamento).

    Logo, a revendedora agirá na condição de substituta, responsável pelo recolhimento das operações posteriores - Letra C

    A e E) erradas, porque não será contribuinte de direito, mas responsável

    B) errada, porque não será contribuinte de fato, mas responsável

    D) errada, porque só é responsável por operações subsequentes, já que estamos tratando de substituição para frente, e não pelas antecedentes

  • o correto seria falar: "Uma vez que a legislação estadual do RS sobre ICMS admite a substituição tributária para esse tipo de mercadoria, O REFERIDO ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL (e não a referida empresa), revendedora nessa operação", pois da forma que está dá entender que está falando da empresa que vendeu a mercadoria e não do industrial do RS.

    QC respondida por eliminação, mas dúbia.


ID
2896633
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

João foi vítima de crime de roubo, situação na qual a sua cédula de identidade civil foi subtraída pelos criminosos.

De acordo com as disposições da Lei estadual n.º 8.109/1985 acerca da taxa de serviços diversos relativa à emissão de segunda via do referido documento, João

Alternativas

ID
2896636
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O IBAMA é uma autarquia federal que é instituída e mantida pelo poder público e possui como finalidade essencial o exercício do poder de polícia ambiental. De acordo com a legislação estadual do RS, em relação aos veículos de propriedade do IBAMA que estejam diretamente vinculados à fiscalização ambiental, a cobrança de IPVA

Alternativas
Comentários
  • Quesão NULA.

     

    Imunidade decorre do texto constitucional. Como o enunciado pede de acordo com a legislação estadual do RS, letra E estaria mais correta.

  • GAB. D

    CF: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    § 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

    VI - instituir impostos sobre: 

    a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

  • RESOLUÇÃO:

    Mais uma vez, perceba que é possível encontrarmos a resposta correta com base nos mandamentos constitucionais relativos ao IPVA.

    No caso, estamos tratando de umas das hipóteses de imunidade tributária previstas na CF.

    CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    VI - instituir impostos sobre:

    a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

    § 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

    Resposta: D

  • Mais uma vez, perceba que é possível encontrarmos a resposta correta com base nos mandamentos constitucionais relativos ao IPVA.

    No caso, estamos tratando de umas das hipóteses de imunidade tributária previstas na CF.

    CF, Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    VI - instituir impostos sobre:

    a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

    § 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.

    Resposta: D


ID
2896639
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

João, residente e domiciliado no estado do Rio Grande do Sul, fez uma doação em espécie a seu enteado, José, menor de idade na ocasião da doação, e residente e domiciliado no exterior. No contrato de doação, João estabeleceu que a responsabilidade pelo pagamento dos tributos incidentes caberia a José. A mãe de José assinou conjuntamente o contrato na condição de representante legal do menor, porém ela não figurou como doadora nesse negócio jurídico. Após ter recebido a doação, e já tendo completado a maioridade, José faleceu, sem ter efetuado o pagamento do ITCD devido.

Nessa situação, o contribuinte do ITCD incidente sobre esse negócio jurídico será(ão)

Alternativas
Comentários
  • Isso é questão de legislação tributária.

  • Gabarito Letra E. 

     

    Art. 123 CTN. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.

     

     

  • CTN:  Art. 42. Contribuinte do imposto é qualquer das partes na operação tributada, como dispuser a lei.

  • Não importa o que ocorreu depois, o que importa é o momento do fato gerador nesse caso.

  • QUESTÃO ESPECÍFICA DO EDITAL:

    12.2.2.3 BLOCO III LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA ESTADUAL DO RIO GRANDE DO SUL: ITCD (Lei nº 8.821/1989)

    SUJEITO PASSIVO ITD: definido por lei do estado

    L8221, Art. 8.º Contribuinte do imposto é: I - nas doações: a) o doador, quando domiciliado ou residente no país;

    Art. 123 CTN. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.

     

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer a legislação estadual do ITCD e saber aplicar ao caso concreto. Recomenda-se a leitura dos seguintes dispositivos: Art. 8º, Lei Estadual nº 8821/89 (Rio Grande do Sul).

    Questões com caso prático muitas vezes podem ter um texto de difícil compreensão para o candidato, além de trazer muita informação que não é relevante para a resposta. Então é preciso ler com muita atenção. Após a leitura, é importante compreender o que a questão está de fato pedindo. Nesse caso, o que se pede ao candidato é apenas para apontar quem é o contribuinte do ITCD.

    Vamos ler linha por linha do enunciado para separar o que é relevante e o que não é para responder a questão.

    "João, residente e domiciliado no estado do Rio Grande do Sul, fez uma doação em espécie a seu enteado, José, menor de idade na ocasião da doação, e residente e domiciliado no exterior".

    Esse trecho aponta que João é o doador e tem domicílio no RS. José é o donatário, e tem domicílio no exterior. José é menor, mas isso não interfere na sua capacidade tributária, conforme art. 126, I, CTN. Também não tem relevância o fato de José ser enteado de João.

    No contrato de doação, João estabeleceu que a responsabilidade pelo pagamento dos tributos incidentes caberia a José.

    O contrato de doação é uma convenção particular, que não podem ser opostas à Fazenda Pública, nos termos do art. 123, CTN. Isso significa que um contrato não pode alterar quem é o sujeito passivo de uma obrigação tributária.

    A mãe de José assinou conjuntamente o contrato na condição de representante legal do menor, porém ela não figurou como doadora nesse negócio jurídico.

    A mãe de José, supostamente a cônjuge de João, somente assinou o contrato como representante do donatário, que é incapaz na esfera civil. Logo, não é doadora, nem donatária.

    Após ter recebido a doação, e já tendo completado a maioridade, José faleceu, sem ter efetuado o pagamento do ITCD devido.

    Esse trecho pode confundir o candidato, uma vez que o ITCD também incide sobre transmissão causa mortis. No entanto, ao falar de ITCD devido, o enunciado se refere ao imposto que era devido na doação, que é anterior ao falecimento. Ainda, conforme já apontamos, a maioridade é irrelevante para definir quem é contribuinte.

    Nessa situação, o contribuinte do ITCD incidente sobre esse negócio jurídico será(ão)

    Esse é o comando da questão. Note-se que o que se pede é o contribuinte do ITCD sobre o negócio jurídico. Contribuinte é sempre a pessoa que tem relação pessoal e direta com o fato gerador (art. 121, parágrafo único, I, CTN), que nesse caso é a doação. Com base nisso já é possível afirmar que somente o doador ou o donatário que poderiam ser considerados como contribuinte do negócio jurídico.

    Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Conforme já explicado, em ITCD que incide sobre doação, apenas o doador ou o donatário têm relação pessoal e direta com o fato gerador. Logo, não é possível que os pais de José (donatário) sejam considerados contribuintes do imposto. Errado.

    b) Nos termos do art. 131, III, CTN, os espólios são pessoalmente responsáveis pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. Essa alternativa poderia estar correta, considerando o falecimento de José, se a legislação tributária do Rio Grande do Sul indicasse o donatário como contribuinte. Todavia, conforme será apontado abaixo, não é esse o caso. Errado.

    c) Nos termos do art. 134, IV, CTN, inventariantes não são contribuintes em relação aos tributos devidos pelo espólio. Inventariantes apenas podem figurar como responsável tributário. Isso em relação a fatos geradores surgidos após o falecimento, o que não é o caso. Como exemplo de responsabilidade tributária de inventariante, imagine o IPTU de um imóvel que pertence ao espólio. Errado.

    d) João é o doador. Conforme será apontado abaixo, ele é o contribuinte do ITCD no caso. Porém, a mãe do José (donatário) não é doadora, e somente consta no contrato representando seu filho, que é incapaz na esfera civil. Errado.

    e) Cabe destacar que a a Constituição Federal não trata especificamente quem é o sujeito passivo do ITCD. Sendo esse um imposto estadual, vai depender do que dispõe a legislação de cada Estado. Ressaltando que apenas quem tiver relação pessoal e direta com o fato gerador pode ser considerado contribuinte (art. 121, parágrafo único, I, CTN). No caso de doação, apenas o doador e o donatário têm relação direta com o fato gerador. Assim, para resolver a questão, considerando que se trata de prova de Auditor Fiscal da Receita Estadual, faz-se necessário analisar a legislação do Estado do Rio Grande do Sul. A Lei Estadual 8821/89 dispõe no art. 8º, I, "a", que o sujeito passivo do ITCD é o doador, quando este for domiciliado no país. No caso, João é o doador e reside no Rio Grande do Sul. Logo, João é o contribuinte do ITCD nesse caso. Correto.

    Resposta: E

ID
2896642
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No afã de perseguir o lucro, muitas vezes o contribuinte comete uma infração legal. Em relação à aplicação da legislação tributária do Rio Grande do Sul concernente às infrações, considera-se

Alternativas
Comentários
  • Infrações básicas

    1) quando não se constituam em infrações qualificadas ou privilegiadas. (caráter residual)

    Infrações qualificadas

    1) utilizar indevidamente o crédito de ICM destacado em NF que não corresponda a uma efetiva operação de circulação de mercadorias, salvo nos casos regularmente permitidos;

    2) Utilizar indevidamente o crédito de ICM destacado em NF que decorra de conluio entre as partes.

    3) utilizar, dolosamente, como crédito de ICM, importância resultante de adulteração ou falsificação de guia de arrecadação emitida por terceiros.

    4) Emitir documento fiscal:

    --> nos casos previstos no item 1;

    --> com numeração ou seriação paralela;

    --> cuja impressão não estava autorizada pelo Fisco;

    --> que consigne valores diversos dos da real operação;

    --> que consigne valores diversos em suas diferentes vias;

    --> sem preencher, concomitantemente e identicamente, suas demais vias;

    --> que contenha falsa indicação quanto ao emitente ou destinatário;

    --> realizar operações após a baixa ou o cancelamento da inscrição no Cadastro de Contribuintes (regra geral, possui especificidades).

    Infrações privilegiadas

    1) as infrações tributárias materiais (que causam dano ao erário) em relação às quais o infrator:

    --> apresentar guia informativa que consigne o montante do tributo a pagar;

    --> apresentar denúncia espontânea

    --> tiver o montante do imposto devido calculado por estimativa definida por servidor a quem compete a fiscalização

    --> exibir ao Fiscal, quando solicitado, resumo das operações efetuadas, referentes a talonário de NF de produtor, no caso de produtor agropecuário;

    apresentar livro fiscal próprio, escriturado nos termos da LT que consigne o montante do tributo a pagar ou que consine o valor do tributo devvido, caso seu vencimento ocorra na data de ocorrência do FG, e desde que não tenha expirado o prazo.

  • O QC tem classificado questões de legislação tributária estadual como sendo de contabilidade. Por favor, notifiquem. Prejudica bastante o estudo.


ID
2896645
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Tendo um contribuinte deixado de arrecadar o ICMS devido, seu crédito tributário foi inscrito como dívida ativa, e seu nome foi divulgado como devedor. Depois da inscrição, no entanto, o contribuinte parcelou o crédito.

Com relação a essa situação hipotética, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: E

    "Além disso, regularizar os débitos por meio de um parcelamento coloca as obrigações tributárias em exigibilidade suspensa, ou seja, o contribuinte terá sua situação fiscal temporariamente regularizada até o término do contrato. Desse modo, ele poderá emitir certidões de regularidade e ficará livre de bloqueios e sanções.

    Em outras palavras, isso significa que o contribuinte que parcelou seus débitos e vem pagando-os mensalmente é considerado regular perante os órgãos de fiscalização. Ele poderá emitir certidões negativas com efeito de positiva, pois o órgão informa que existe um débito em exigibilidade suspensa, ou seja, parcelado."

    Fonte: https://blog.grupofatos.com.br/voce-sabe-o-que-e-e-como-funciona-o-parcelamento-de-debitos/

  • GABARITO E.

    O Parcelamento suspende o crédito tributário e o contribuinte passa a ficar em posição regular em todas as suas atividades perante o Estado.

    Somente deixará a posição de regularidade se não cumprir o pagamento do parcelamento.

    Bons estudos!

  • Isso não questão de contabilidade, é de legislação tributária, e cobra a literalidade de um trecho de Lei gaúcha do ICMS. Vamos ajustar aí qc.

  • Declaração de remisso é declaração de devedor do fisco.

  • Art. 14. Paga a dívida, ou deferido o seu pagamento parcelado, cessarão os efeitos da declaração de remisso, publicando-se o fato no Diário Oficial do Estado.


ID
2896648
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A empresa Salinas S.A., que devia tributos estaduais, fez uma denúncia espontânea e pediu abatimento da multa moratória do crédito tributário confessado. Analisando o pedido, identificou-se que a denúncia havia sido feita depois da comunicação da Receita Estadual sobre divergências a serem sanadas pela contribuinte mediante a autorregularização.

Considerando essa situação hipotética, assinale a opção correta, a respeito de denúncia espontânea.

Alternativas
Comentários
  • GAB: B

    Artigo 138 e parágrafo único do CTN - CTN

    Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
    Portanto, para caracterização da denúncia espontânea, são duas as condições:

    1) a  tempestividade da denúncia, ou seja, deverá ser anterior a qualquer procedimento administrativo fiscalizatório da infração; e

    2) que seja efetuado o pagamento de tributo devido ou ainda, o depósito da importância arbitrada pelo Fisco, observadas as peculiaridades de cada caso.

    Base: artigo 138 e parágrafo único do CTN - Código Tributário Nacional.

    Desta forma, a denúncia espontânea exclui qualquer multa tributária, seja ela de ofício ou moratória.

  • Gabarito Letra B!

     

    Questão interessante!

     

    No caso em tela, a empresa não cumpriu todos os requisitos para que o pagamento da multa fosse dispensado.

     

    Vejamos:

     

    Para que a denúncia espontânea seja eficaz e afaste a incidência da multa, é necessário o preenchimento de três requisitos cumulativos:

    a) "denúncia" (confissão) da infração;

    b) pagamento integral do tributo devido com os respectivos juros moratórios;

    c) espontaneidade (confissão e pagamento devem ocorrer antes do início de qualquer procedimento fiscalizatório por parte do Fisco relacionado com aquela determinada infração).

     

    Logo, percebe-se que nem espontaneidade houve, porquanto a denúncia foi feita após a comunicação da Receita do Estado sobre divergências.

     

    Para complementar, segue abaixo uma importante orientação:

     

    Normalmente, a legislação prevê que o contribuinte que deixar de cumprir a obrigação tributária acessória terá que pagar uma multa. Ex: quem deixar de apresentar determinada declaração para o Fisco terá que pagar uma multa.

     

    O benefício concedido pela "denúncia espontânea" (art. 138 do CTN) não vale para o caso de confissão de descumprimento de obrigações acessórias.

     

  • Com relação à alternativa "C", entendo que a interpretação varia conforme a legislação do ente tributante, me explico:

    1) Pelo CTN, "qualquer procedimento" fiscal ilide (refuta) a denúncia espontânea. Mas e agora, o que é considerado como sendo procedimento fiscal (ver item 2)?

    Art. 138. Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

    2) Depende da legislação específica do sujeito ativo. Por exemplo, em SP, a LC 1.320/18 determina que:

    Artigo 14 - A Secretaria da Fazenda incentivará os contribuintes do ICMS a se autorregularizarem por meio dos seguintes procedimentos, sem prejuízo de outras formas previstas na legislação:

    I - Análise Informatizada de Dados - AID, consistente no cruzamento eletrônico de informações fiscais realizado pela Administração Tributária;

    II - Análise Fiscal Prévia - AFP, consistente na realização de trabalhos analíticos ou de campo por Agente Fiscal de Rendas, sem objetivo de lavratura de auto de infração e imposição de multa.

    § 1º - A critério da Secretaria da Fazenda, o contribuinte poderá ser notificado sobre a constatação de indício de irregularidade, hipótese em que ficará a salvo das penalidades previstas no artigo 85 da , desde que sane a irregularidade no prazo indicado na notificação.

    § 2º - Os procedimentos previstos neste artigo não configuram início de ação fiscal e não afastam os efeitos da espontaneidade de que trata o artigo 88 da .

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Complementando o raciocínio dos colegas: se a denúncia espontânea refutasse o pagamento da multa moratória, tornaria-se praxe, inutilizando o propósito do instituto. (se eu atrasar o pagamento e denunciar espontaneamente, não terei que pagar pelo atraso - #erro-deve pagar)

    Um dos objetivos da denúncia espontânea é justamente dar a oportunidade ao sujeito passivo para que este regularize sua situação, sem a necessidade de um procedimento fiscal para detectar a fraude ou o erro. Mas o instituto não abarca a mora, pois não pode privilegiar aquele que paga em atraso em detrimento daquele que cumpre com suas obrigações no prazo legal.

    Caso contrário, dificilmente haveria algum contribuinte que optasse pela regularidade, visto que aguardar a possibilidade (ou não) de ser multado em procedimento fiscal traria o mesmo resultado, podendo até mesmo ser "mais benéfico".

  • Creio que os cometários anteriores estão equivocados, visto que esta questão deveria ser respondida em observância às leis tributárias do RS.

    Segue um cometário decente:

    Questão bem maliciosa, cujo assunto foi destacado na aula do curso regular e muito bem explorada no Reta Final. Ela trata da denúncia espontânea e fala, inclusive, da comunicação do Fisco ao contribuinte sobre a necessidade de autorregularização (que não configura início de procedimento fiscal e, portanto, não exclui a espontaneidade). Aqui é melhor vermos as alternativas, individualmente.

    Opção A: Negativo. Falei pra caramba sobre isso no Reta Final. Um aluno havia perguntado uma coisa sobre denúncia espontânea e me estendi falando exatamente sobre essa assertiva. Expliquei que denúncia espontânea, para produzir seus efeitos, precisa do seguinte: (i) confissão do débito pelo contribuinte, (ii) pagamento do tributo e acréscimos devidos e (iii) ser apresentada antes do início de procedimento fiscal. Isso tudo está no art. 2º da lei.

    Opção B: Essa é a resposta. Reparem que a multa a que se refere a questão é a moratória. Essa multa não será afastada pela denúncia espontânea. Apenas a multa punitiva (relativa às infrações cometidas) será afastada. Novamente o art. 2º serve de base.

    Opção C: A comunicação sobre a autorregularização não exclui o benefício da denúncia espontânea, pois não configura início de procedimento fiscal.

    Opção D: a denúncia espontânea pode ser feita pelo contribuinte ou por seu procurador. TODAVIA, se feita por procurador, esse deverá ser advogado inscrito na OAB (falei bastante isso na aula).

    Opção E: oralmente não né, pessoal ? Pega malrsrs. Se os atos do fisco precisam ser escritos (para fins de início de procedimento administrativo fiscal), o mesmo vale para os atos do contribuinte. O caput do art. 18 da lei deixa claro que a denúncia precisa ser escrita.

    Fonte: Caverna

  • Gabarito B. ANULÁVEL

     

    "a sanção premial contida no instituto da denúncia espontânea exclui as penalidades pecuniárias, ou seja, as multas de caráter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas moratórias, decorrentes da impontualidade do contribuinte".
    (STJ, REsp 1149022/SP [recurso repetitivo], Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe 24/06/2010)

     

    "a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça tem entendimento no sentido de que a denuncia espontânea do art. 138 do CTN tem o condão de elidir a multa moratória".
    (AgInt no REsp 1687145/DF, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, SEGUNDA TURMA, DJe 23/04/2018)

  • Bom dia !

    Tem uma decisão do STJ entendendo que a denúncia espontânea afasta tanto a multa punitiva como a moratória.

  • Para responder essa questão o candidato precisa saber os requisitos do instituto da denúncia espontânea, previstos no CTN e, em especial, na legislação estadual do RS. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.
    a) A denúncia espontânea deve sempre estar acompanhada do pagamento do tributo e dos juros de mora, conforme art. 138, CTN. Errado.
    b) Primeiramente, há que se considerar que a multa apontada é moratória. Essa multa decorre do pagamento do tributo fora após o vencimento, e não é afastada pela denúncia espontânea. A única multa que se afasta é a multa punitiva. Note que o art. 2º, da Lei gaúcha que dispõe sobre o procedimento tributário administrativo (Lei 6537/73) afirma que a denúncia espontânea deve estar acompanhada do pagamento, atualização monetária, multa moratória e juros. Correto.
    c) O que deve ser analisado é se há o critério da espontaneidade, uma vez que a questão fala que houve comunicação sobre divergências para autorregularização. Conforme o art. 16, §3º, da Lei gaúcha que trata do procedimento tributário administrativo (Lei 6537/73): "não se considera como início de procedimento fiscal a comunicação da Receita Estadual sobre divergências ou inconsistências a serem sanadas pelo contribuinte mediante autorregularização". Errado.
    d) Esse é um ponto polêmico, uma vez que a legislação do Estado do Rio Grande do Sul prescrever que se o contribuinte pretender se fazer representado no procedimento tributário administrativo, deve ser feito por meio de advogado com inscrição na OAB (art. 19, da Lei 6537/73). Do ponto de vista constitucional essa exigência é questionável. Porém, se tratando de concurso para cargo de auditor fiscal, recomenda-se não entrar nesse nível de análise e responder conforme a legislação estadual. Errado.
    e) O art. 18, da Lei Estadual nº 6537/73 prevê expressamente que a denúncia espontânea deve ser apresentada por escrito. Errado.
    Resposta do professor = B

  • Salvo equívoco, para o STJ a denúncia espontânea afasta as duas modalidades de multa, moratória e punitiva.

    3. Ademais, inexistindo prévia declaração tributária e havendo o pagamento do tributo antes de qualquer procedimento administrativo, cabível a exclusão das multas moratórias e punitivas. 4. Embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos. (EDcl no AgRg no REsp 1375380/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/08/2015, DJe 11/09/2015)

    3. A denúncia espontânea implica o afastamento, também, da multa moratória, inexistindo na legislação pertinente qualquer distinção entre o referido encargo e a multa punitiva. 4. Recurso especial conhecido em parte e não provido. (REsp 967.645/PR, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 08/02/2013);

    1. A denúncia espontânea autoriza o afastamento tanto da multa moratória quanto da multa punitiva, pois o art. 138 do Código Tributário Nacional-CTN não veicula qualquer distinção dessa natureza. 8. Recurso especial da Fazenda Nacional não provido. Recurso especial de Maeda S/A Agroindustrial conhecido em parte e provido. (REsp 1086051/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 18/05/2010, DJe 02/06/2010).

    2. Caracterizada a denúncia espontânea, quando efetuado o pagamento do tributo em guias DARF e com a compensação de vários créditos, mediante declaração à Receita Federal, antes da entrega das DCTFs e de qualquer procedimento fiscal, as multas moratórias ou punitivas devem ser excluídas. 3. Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1136372/RS, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 18/05/2010).

    Houve mudança de entendimento?

  • GABARITO LETRA B 

     

    LEI Nº 5172/1966 (DISPÕE SOBRE O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E INSTITUI NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO APLICÁVEIS À UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS)

     

    ARTIGO 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

     

    Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

  • Denúncia espontânea é a autodelação premiada no Direito Tributário. O próprio infrator confessa ao Fisco a prática de um comportamento irregular antes do início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização relacionada com a infração, acompanhado do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do pedido para que o Fisco arbitre o valor devido.

     Exclui tanto as multas punitivas (de ofício) como as moratórias: A denúncia espontânea exclui tanto as multas punitivas, como também as moratórias. As multas punitivas, também denominadas de multas de ofício, são aquelas impostas pelo descumprimento de uma obrigação acessória do contribuinte. O exemplo típico está no art. 44 da Lei nº 9.430/96. As multas moratórias, também chamadas de multas administrativas, são aquelas impostas ao contribuinte pelo fato de ele ter atrasado o pagamento do tributo.

  • Letra “C” gabarito

    A empresa Salinas S.A., que devia tributos estaduais, fez uma denúncia espontânea e pediu abatimento da multa moratória do crédito tributário confessado. Analisando o pedido, [identificou-se que a denúncia havia sido feita “depois” da comunicação da Receita Estadual] sobre divergências a serem sanadas pela contribuinte mediante a autorregularização.

    Ora, ajudem-me a entender vez que:

    Para que a denúncia espontânea seja eficaz e afaste a incidência da multa, é necessário o preenchimento de três requisitos cumulativos:

    a) "denúncia" (confissão) da infração;

    b) pagamento integral do tributo devido com os respectivos juros moratórios;

    c) espontaneidade (confissão e pagamento devem ocorrer antes do início de qualquer procedimento fiscalizatório por parte do Fisco relacionado com aquela determinada infração).

    Como se nota, a denúncia espontânea se deu “depois”, não cabendo, portanto, sua incidência.

    Sobrando por correta a hipótese:

    C A prévia comunicação da Receita Estadual referida ilidirá (extinguirá/suprimirá)a denúncia espontânea.

    Elidir: verbo: fazer desaparecer completamente; suprimir, eliminar. a emancipação, por si só, não elide (elimina) a incidência do Estatuto da Criança e do Adolescente. Gostaria de tentar elidir (suprimir/eliminar) esse sentimento.

    A denúncia espontânea exclui tanto as multas punitivas, como também as moratórias.

    Caso esteja equivocado, por cortesia, expliquem-me.

     

     

  • GABARITO QUESTIONÁVEL A "C" TAMBÉM ESTÁ CORRETA, VEJAMOS:

     

    Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

    Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

     

    A questão diz que a denúncia havia sido feita depois da comunicação da Receita Estadual sobre divergências.

     

    Se isso não for um procedimento administrativo relacionado com a infração, eu não sei mais o que é.

     


ID
2896651
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Um auditor-fiscal da SEFAZ/RS verificou que uma empresa de fachada realizava a simulação de compra e venda de ferragens e sucatas com o objetivo de utilizar crédito de ICMS destacado em documentos fiscais, sem permissão regulamentar.

Nessa situação hipotética, de acordo com a Lei estadual n.º 6.537/1973, o auditor-fiscal deverá classificar a conduta empresarial como infração

Alternativas
Comentários
  • A infração tributária material é aquela a qual resulta em danos ao erário.

    Lei 6.537/73

    Art. 1° Constitui infração toda ação ou omissão que importe em inobservância, por parte do sujeito passivo, de obrigação principal ou acessória, positiva ou negativa, estabelecida pela legislação tributária.

    Parágrafo único. Diz-se infração tributária:

    a) material, quando determine lesão aos cofres públicos.a

    Art. 8° Consideram-se, ainda:

    I) qualificadas, as seguintes infrações tributárias:

    a) utilizar crédito de ICM destacado em documento fiscal:

    1 - que não corresponda a uma efetiva operação de circulação de mercadorias, salvo nos casos regularmente permitidos.


ID
2896654
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Na realização de auditoria em determinada empresa contribuinte de ICMS no estado do Rio Grande do Sul, constatou-se a utilização de equipamento de controle fiscal não autorizado pela administração tributária estadual e colocado em uso por terceira empresa de soluções comerciais.

Nessa situação hipotética, conforme a Lei estadual n.º 6.537/1973, o auditor-fiscal responsável pela auditoria deverá aplicar

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D

    Art. 11 - Pela prática das infrações tributárias formais a seguir enumeradas, são cominadas as seguintes multas:

    V - infrações praticadas por terceiros:

    i) fornecer, a contribuinte, máquina registradora destinada a uso como meio de controle fiscal, que não preencha os requisitos exigidos pela legislação tributária: multa de 200 UPF-RS

    VI - outras infrações formais: 

    a) utilizar, o contribuinte, máquina registradora como meio de controle fiscal, sem a devida autorização da Superintendência da Administração Tributária, salvo se da irregularidade decorrer infração tributária material: multa equivalente a 10% do valor das mercadorias saídas no período, não inferior a 200 UPF-RS

    Art. 34 - Se da preparação do processo resultar agravada a exigência inicial ou imputação de responsabilidade a terceiro, será a nova exigência formalizada em Auto de Lançamento distinto.


ID
2896657
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RS
Ano
2019
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Em auditoria, constatou-se que determinada empresa situada no estado do Rio Grande do Sul creditou-se de ICMS anteriormente cobrado e destacado na primeira via do documento fiscal referente à entrada de mercadoria destinada ao ativo permanente do estabelecimento. O bem foi adquirido em janeiro de 2018 e vendido em julho desse mesmo ano, tendo a empresa se apropriado de metade do valor do crédito decorrente da entrada dessa mercadoria no estabelecimento.

Nessa situação hipotética, nos termos da Lei estadual n.º 8.820/1989, esse ato praticado pela empresa é

Alternativas
Comentários
  • Relativamente aos créditos decorrentes de entrada de mercadorias no estabelecimento destinadas ao ativo imobilizado, ocorridas a partir de 01.01.2001, deverá ser observado:

    I - a apropriação será feita à razão de 1/48 (um quarenta e oito avos) por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento;

  • GABARITO B

    Institui o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação e dá outras providências.

    Art. 14. O imposto é não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, com o montante cobrado nas anteriores por esta ou por outra Unidade da Federação.

    Art. 15. Para a compensação a que se refere o artigo anterior, é assegurado ao sujeito passivo o direito de creditar-se do imposto:

    I - anteriormente cobrado e destacado na primeira via do documento fiscal, nos termos do disposto em regulamento, em operações ou prestações de que tenha resultado:

    a) a entrada de mercadorias, real ou simbólica, no estabelecimento, inclusive as destinadas ao ativo permanente, ou o recebimento de prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal; (Redação dada à alínea pela Lei Nº 13.099 DE 18.12.2008, DOE RS de 19.12.2008)

    § 8º - Para efeito do disposto na alínea "a" do inciso I deste artigo, relativamente aos créditos decorrentes de entrada no estabelecimento, a partir de 01 de agosto de 2000, de mercadorias destinadas ao ativo permanente, deverá ser observado o seguinte:

    a) a apropriação será feita à razão de 1/48 (um quarenta e oito avos) por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento

    A empresa comprou a mercadoria em janeiro e vendeu em julho, logo, poderia creditar-se em no máximo 7/48 (a depender da data da entrada da mercadoria do estabelecimento). Segundo o enunciado, a empresa creditou-se da metade (24/48), sendo esse procedimento inválido pois o crédito foi superior ao permitido pela legislação.

  • Conforme o Art. 20º, § 5º, Inciso III, da Lei Kandir o montante do crédito a ser apropriado será obtido multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator igual a 1/48 (um quarenta e oito avos) da relação entre o valor das operações de saídas e prestações tributadas e o total das operações de saídas e prestações do período, equiparando-se às tributadas, para fins desta alínea, as saídas e prestações com destino ao exterior e, a partir de 01/01/06, as saídas de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos.

    Além disso, a primeira fração do crédito deve ser apropriada no mês em que ocorre a entrada no estabelecimento.

    Então, podemos inferir que durante a utilização, de janeiro a julho, o contribuinte só poderia se creditar de 7 vezes do crédito fracionado. Logo, o crédito máximo que poderia ser utilizado é no total de 7/48 do crédito destacado no documento fiscal. Se o contribuinte creditou metade do crédito total, ele apropriou um valor superior ao permitido na legislação.

    Para facilitar, vamos supor um crédito destacado no documento fiscal de 4.800. Assim, seria possível apropriar mensalmente 100 reais, totalizando 700 reais no mês de julho. 

    Entretanto, o contribuinte apropriou 2. 400 (metade do crédito destacado no doc. Fiscal). 

    Confirmando, nosso entendimento.

    "Lei Kandir, Art. 20º, § 5o Para efeito do disposto no caput deste artigo, relativamente aos créditos decorrentes de entrada de mercadorias no estabelecimento destinadas ao ativo permanente, deverá ser observado:  

     I – a apropriação será feita à razão de um quarenta e oito avos por mês, devendo a primeira fração ser apropriada no mês em que ocorrer a entrada no estabelecimento; 

    III – para aplicação do disposto nos incisos I e II deste parágrafo, o montante do crédito a ser apropriado será obtido multiplicando-se o valor total do respectivo crédito pelo fator igual a 1/48 (um quarenta e oito avos) da relação entre o valor das operações de saídas e prestações tributadas e o total das operações de saídas e prestações do período, equiparando-se às tributadas, para fins deste inciso, as saídas e prestações com destino ao exterior ou as saídas de papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos;"

    Logo, o procedimento está inválido, porque ela se creditou de valor maior que o permitido pela legislação.

    Resposta: B

  • E A d) pq não pode ser ?