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Prova IDECAN - 2021 - PEFOCE - Ciências Contábeis


ID
5473114
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

No final de 2020, foi leiloado um quadro de um(a) artista brasileiro(a) que alcançou o maior valor já obtido num leilão no Brasil. Trata-se de 

Alternativas
Comentários
  • Letra C

  • GAB-C

    A Caipirinha, de Tarsila do Amaral. 

    SAIA DA ACADEMIA, PARE DE TIRAR FOTO E VÁ FAZER SIMULADOS!!!


ID
5473183
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

José, funcionário público, foi investigado pela prática de peculato. Ao final do inquérito policial, foi indiciado pela autoridade policial, e o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que ofereceu denúncia, diante da farta documentação dando conta da prática criminosa. Em relação ao procedimento nos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • Súmula 330-STJ: É desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por inquérito policial.

    ATENÇÃO:

    Há decisões do STF defendendo que nesses casos a defesa prévia é INDISPENSÁVEL, mesmo sendo lastreada por IP. Contudo o STJ permanece aplicando a súmula 330.

  • Assistam a aula abaixo da questão que vão matar qualquer questão sobre procedimentos de crimes contra a administração pública.

  • CUIDADO!! ESSE ENTENDIMENTO É DE ACORDO COM STJ

  • A questão possui, em verdade, duas respostas corretas ("letra A" e "letra D") a depender do posicionamento que se adote: se do STJ ou do STF.

    Isso porque, apesar da Súmula n. 330 do STJ ("É desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por inquérito policial"), o STF entende que "é indispensável a defesa prévia nas hipóteses do art. 514 do Código de Processo Penal, mesmo quando a denúncia é lastreada em inquérito policial" (HC 110361, j. 05/06/2012).

    Assim, se adotado o entendimento do STJ, o gabarito será a letra A.

    Mas, se pautado no entendimento do STF, o gabarito é a letra B, pois aplica-se normalmente ao caso o art. 514 do CPP, segundo o qual: "Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias.".

  • a letra D está errada companheiro, não receberá a denúncia , e sim mandará autuá-la.

  • Art. 514.  Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias.

    Parágrafo único.  Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a resposta preliminar.

    VEJAM, PESSOAL, A LETRA D N ESTARIA CERTA DE JEITO NENHUM

  • A solução da questão exige o conhecimento acerca do procedimento especial dos crimes praticados por servidores públicos contra a administração em geral. Analisemos as alternativas:   
    a) CORRETA. Há entendimento do STJ sumulado afirmando que é desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por inquérito policial, de acordo com a súmula 330 do STJ. 
    b) ERRADA. O erro da alternativa está no prazo, vez que o prazo é de 15 dias, de acordo com o art. 514 do CPP. 
    c) ERRADA. O processo e o curso do prazo não ficarão suspensos, ser-lhe-á nomeado defensor, a quem caberá apresentar a resposta preliminar, de acordo com o art. 514, § único do CPP. 
    d) ERRADA. Neste caso, o juiz não receberá a denúncia, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias, consoante o art. 514, caput do CPP. 
    e) ERRADA. O erro da alternativa está no prazo, vez que o prazo é de 15 dias, de acordo com o art. 514 do CPP.   
    GABARITO DA PROFESSORA: LETRA A.
  • Para o STJ - Se tem inquérito não precisa de defesa prévia !

    Para o STF - Mesmo havendo inquérito, é indispensável a defesa prévia !

  • GABARITO - A

    Para o STF -----> DEVE HAVER DEFESA PRELIMINAR

    ·        Informativo 457, STF: "OBRIGATORIEDADE DE DEFESA PRÉVIA. ART. 514 DO CPP. [...] A partir do julgamento do HC 85.779/RJ, passou-se a entender, nesta Corte, que é indispensável a defesa prévia nas hipóteses do art. 514 do Código de Processo Penal, mesmo quando a denúncia é lastreada em inquérito policial".

    Para o STJ ----> NÃO PRECISA DE DEFESA PRELIMINAR

    Súmula 330 do STJ: “É desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514, do Código de Processo Penal, na ação penal instruída por inquérito policial”


ID
5473405
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

No atual cenário de pandemia, o papel da OMS se revela essencial para as diretrizes mundiais de combate ao coronavírus.
A Organização Mundial da Saúde é, atualmente, dirigida por 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B

    Tedros Adhanom Ghebreyesus, de 55 anos, se tornou o rosto da luta global contra a doença.

    Nascido em 3 de março de 1965 na cidade de Asmara, na Eritreia – que até 1993 era parte da Etiópia -, Adhanom tem doutorado em Saúde Comunitária pela Universidade de Nottingham e um mestrado em Imunologia de Doenças Infecciosas pela Universidade de Londres, ambas no Reino Unido.

    Apesar de não ser médico, ele é internacionalmente conhecido como pesquisador e diplomata em saúde, além de ser experiente em operações de respostas emergenciais a epidemias. Aliás, é o primeiro diretor-geral da OMS que não é formado em medicina – e sim, biologia.

  • Ashraf Ghani Ahmadzai é um economista, antropólogo e político afegão. Foi presidente do Afeganistão, entre 21 de setembro de 2014 a 15 de agosto de 2021, quando em 15 de agosto de 2021, o Talibã assumiu o controle do Afeganistão e Ashraf fugiu para o exílio

    Panagiótis "Pános" Kamménos, em grego Πάνος Καμμένος, é um político grego. Começou sua carreira política no partido Nova Democracia. É fundador e presidente do partido Gregos Independentes. Um dia após as eleições legislativas de 25 de janeiro de 2015, a ANEL e a SYRIZA formaram uma coligação.

  • Ashraf Ghani era o presida do Afghainstain. rsrsrs

  •  GAB-B

    Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS-----Tedros Adhanom, biólogo etíope. 

    CHATO É VOCÊ QUE NÃO TRABALHA E FICA NA CASA DA MAMÃE.VÁ ESTUDAR!!!

  • E viva a biologia!! ^^_^^

ID
5473408
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

O atual Ministro da Infraestrutura se chama  

Alternativas
Comentários
  • Esse trabalha y trabalha

  • Tarcísio Gomes de Freitas é um engenheiro e militar da reserva . É o atual ministro da  do governo, tendo sido indicado para o cargo no dia 27 de novembro de 2018.

  • Tarcísio Gomes de Freitas. Assisti a entrevista dele no Flow Podcast recentemente. O cara é espetacular!

    1. Ministério da Economia – Paulo Guedes;
    2. Ministério da Justiça e Segurança Pública – Anderson Gustavo Torres;
    3. Ministério da Saúde – Marcelo Queiroga;
    4. Ministério da Educação – Milton Ribeiro;
    5. Ministério das Relações Exteriores – Carlos Alberto França;
    6. Ministério do Meio Ambiente – Ricardo Salles ;
    7. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – Damares Alves;
    8. Casa Civil – Luiz Eduardo Ramos;
    9. Gabinete de Segurança Institucional (GSI) – Augusto Heleno;
    10. Ministério da Defesa – Walter Souza Braga Netto;
    11. Advocacia-Geral da União (AGU) – André Mendonça;
    12. Banco Central – Roberto Campos Neto;
    13. Secretaria-Geral da Presidência da República – Onyx Lorenzoni;
    14. Secretaria de Governo – Flávia Arruda;
    15. Ministério do Turismo – Gilson Machado;
    16. Ministério de Minas e Energia – Bento Albuquerque;
    17. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – Marcos Ponte;
    18. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Tereza Cristina;
    19. Controladoria-Geral da União (CGU) – Wagner Rosário;
    20. Ministério da Infraestrutura – Tarcísio Gomes de Freitas;
    21. Ministério da Cidadania – João Roma;
    22. Ministério do Desenvolvimento Regional – Rogério Marinho;
    23. Ministério das Comunicações – Fábio Faria

  • Gab D

  • GAB-D

    Tarcísio Gomes de Freitas. 

    O Ministério da Infraestrutura é um órgão da administração direta do Estado brasileiro, responsável pelas políticas nacionais de trânsito e de transportes.

    O CONCURSEIRO RAIZ ESTÁ SEMPRE ATUALIZADO!!!


ID
5473414
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

No primeiro trimestre de 2021, o PIB brasileiro 

Alternativas
Comentários
  • A economia brasileira avançou 1,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre de 2021 somou R$ 2,048 trilhões.

  • cresceu 1,2% no primeiro tri e recuou 0,1 no segundo tri.
  • Senhor, que as cagadas que a gente dá aqui pra acertar essas questões de atualidades a gente consiga dá na prova, pois é lá que vale. Nos ajuda, Pai!

  • cresceu 1,2%. 

  • A economia brasileira avançou 1,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre de 2021 somou R$ 2,048 trilhões. Todos os setores da economia contribuíram para esse crescimento, com taxas positivas: Agropecuária (5,7%), Indústria (0,7%) e Serviços (0,4%).

  • GAB-D

    cresceu 1,2%. 

    Em valores correntes, o PIB do primeiro trimestre totalizou R$ 2,048 trilhões, sendo R$ 1,753 trilhão referente ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 294,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios


ID
5473417
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Geografia
Assuntos

Em relação à matriz elétrica brasileira, a energia eólica, em dados de fevereiro de 2021, alcançou o percentual de, aproximadamente, 

Alternativas
Comentários
  • Achei que a questão carece de mais informações...

    Gabarito - A

  • Nossa! que questão vaga. Precisava de mais informação.

  • GAB-A

    De acordo com o ONS, a energia eólica hoje representa 10,9% da matriz elétrica brasileira e a expectativa é que chegue a 13,6% ao fim de 2025. Já a energia solar representa 2% da matriz, com expectativa de atingir 2,9% até o fim deste ano.

    A matriz energética brasileira encerrou o primeiro semestre de 2021 com potência adicional de 1.787,4 MW, sendo 1.422,9 MW provenientes de centrais eólicas, equivalente a 83% da capacidade instalada desde o início do ano, informa levantamento da Aneel.

    QUESTÃO MAL FEITA, VÁRIOS DADOS. POREM NO CHUTE E POR ELIMINAÇÃO MARQUEM A LETRA -A

    A DE APROVADO

  • Energia eólica é a transformação da energia do vento em energia útil, tal como na utilização de aerogeradores para produzir eletricidade, moinhos de vento para produzir energia mecânica ou velas para impulsionar veleiros.
  • PESSOAL, NEM PERCAM TEMPO COM QUESTÕES FUTEIS COMO ESSA...

  • Gabarito Letra: A

    Hidrelétrica representando 90%

    Eólica: 10%


ID
5473423
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Um perito criminal está navegando em sites da internet por meio do browser Firefox Mozilla, em um notebook com sistema operacional Windows 10 BR. Nesse ambiente, ele realizou dois procedimentos, listados a seguir:

I. Executou um atalho de teclado para verificar o andamento de downloads realizados.
II. Executou um atalho de teclado para imprimir o conteúdo selecionado na página atual e visualizado na tela do monitor de vídeo.

Os atalhos de teclado em I e II são, respectivamente,  

Alternativas
Comentários
  • TECLA DE HISTÓRICO E FAVORITOS

    • CTRL+H: ABRE O HISTÓRICO DO NAVEGADOR;

    • CTRL+J: ABRE JANELA DE DOWNLOADS;

    • CTRL+D: FAVORITA O SITE ATUAL;

    • CTRL+SHIFT+DEL: ABRE A JANELA DE LIMPEZA DE HISTÓRICO DO NAVEGADOR

  • Questões clássicas de atalho têm uma grande probabilidade de cair, aí não tem jeito, é decorar mesmo nem que não use(rsrs).

    O ideal é que vá decorando aos poucos, um ou dois por vez, e na repetição vá fixando na memória.

    Sabendo que o "Ctrl + P" é o atalho que aciona o comando imprimir e um dos mais conhecidos, já dá pra eliminar as assertivas B, C e D sobrando só A e E, sendo a A a que atende os Comandos da Questão.

    Gabarito Letra "A"

    Bons Estudos!

  • A questão aborda conhecimentos acerca do uso dos atalhos e suas funções no Mozilla Firefox, mais especificamente quanto aos atalhos responsáveis por exibir a guia de “Downloads” e o menu de impressão.

     

    A) Correta – O atalho CTRL + J abre uma guia chamada “Downloads”, onde é possível visualizar o andamento dos downloads atuais e informações sobre os downloads antigos, como, por exemplo, a data, site em que foi baixado etc. Já o atalho CTRL + P exibe o menu de impressão, onde é possível alterar as configurações de impressão da página. 

    B) Incorreta – O atalho CTRL + R é utilizado para atualizar a página atual. 

    C) Incorreta – O atalho CTRL + I exibe uma caixa chamada “Informações da página”, onde é possível visualizar informações da página atual, como, por exemplo, endereço, tipo do site, última modificação, título da página etc. 

    D) Incorreta – O atalho CTRL + D é utilizado para salvar a página atual nos favoritos, enquanto o CTRL + R serve para atualizar a página atual. 

    E) Incorreta – O atalho CTRL + D é utilizado para salvar a página atual nos favoritos.

     

    Gabarito – Alternativa A.

  • IMPRIMIR CTRL+P

    DOWLOADS CTRL+J

  • Pra não correr o risco de marcar ctrl + D erroneamente pensando D de downloads, chame de Jownloads rs

    CTRL + J = downloads

  • GAB-A

    Ctrl + J e Ctrl + P. 

    QUEM PROCURA ACHA,ENTÃO CUIDADO COM O QUE DESEJA ENCONTRAR!!!


ID
5473429
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No que se refere aos aspectos da segurança da informação e da internet a serem observados por peritos em suas atividades, um se refere a um termo relacionado à realização de uma cópia de segurança que se faz em outro dispositivo de armazenamento, como HD externo, armazenamento na nuvem ou pendrive, por exemplo, para o caso de perda dos dados originais na máquina devido a vírus, dados corrompidos ou outros motivos, e assim seja possível recuperá-los. Esse termo é conhecido por 

Alternativas
Comentários
  • Questão bem tranquila.

    A questão discorre sobre uma das Ferramentas de Segurança da Informação que é o BECAPE ou CÓPIA DE SEGURANÇA. Lembrando que a palavra já foi aportuguesada e não há nenhum problema chamar becape. Um computador pode sofrer diversos "desacertos" como queimar o HD de arquivos, um vírus destruir os dados, incêndio numa empresa, inundações etc. O becape é ainda o meio mais eficiente de reparar o dano.

    Gabarito Letra "C".

    Bons Estudos!

  • Gab. C

    a- hotfix - para corrigir um problema específico.

    b- sniffer -“farejar” ou monitorar o tráfego de internet em tempo real, capturando todos os dados que entram e saem de um computador.

    d- firewall - responsável por filtrar toda a informação que chega a uma rede, garantindo sua segurança.

    e- deadlock (interbloqueio, blocagem, impasse) - uma situação em que ocorre um impasse, e dois ou mais processos ficam impedidos de continuar suas execuções - ou seja, ficam bloqueados, esperando uns pelos outros.

  • Um “sniffer”,  também conhecido como analisador de pacote, é usado no monitoramento do tráfego de internet em tempo real. Sniffers são programas ou hardwares que podem espionar você e todas as suas atividades online.

    “Sniffer” com “S” maiúsculo se refere à marca da ferramenta desenvolvida pela NetScout, que permite com que administradores de redes monitorem a largura de banda para garantir que nenhum usuário use excessivamente a capacidade disponível. Com o “s” minúsculo, “sniffer” se refere a todos os tipos de sniffers de pacotes, tanto os benignos quanto os maliciosos. A maioria dos sniffers legítimos são usados para manter o fluxo de tráfego em uma rede.

    Com o propósito de manutenção de rede, os usos legítimos dos sniffers são:

    • Captura de pacotes de dados
    • Gravação e análise de tráfego
    • Descrição de pacote
    • Solução de problemas de rede
    • Teste de firewall
    • Proteger o fluxo de dados sem problemas

    Os usos ilegais de sniffers - essencialmente espionagem - incluem:

    • Captura de informações privadas como nomes de usuários, senhas, números de cartões de crédito, etc.
    • Gravação de mensagens, como e-mails e mensagens instantâneas
    • Fraude de identidade
    • Roubo financeiro

  • Acrescentando!!

    Existem 4 tipos de Backup:

    1. Backup Completo

    2. Backup Incremental

    3. Backup Diferencial

    4. Backup Diário

  • GAB-C

    backup. 

    NÃO CONFIE NAS PESSOAS. ELAS SÃO FALSAS, AINDA MAIS QUANDO O SEU DESEMPENHO É MUITO MAIOR DO QUE O DELAS.!!

  • Cópia de segurança = backup.


ID
5473435
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

A Lei 13.964/2019, mais conhecida como “pacote anticrime”, alterou o Código de Processo Penal para incluir no capítulo do exame de corpo de delito o tema cadeia de custódia da prova penal. Trata-se de importante dispositivo processual com a finalidade de assegurar a integridade dos elementos probatórios. Acerca do tema, assinale a afirmativa INCORRETA

Alternativas
Comentários
  • A questão está pedindo afirmativa INCORRETA

    O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial encaminhará ao Delegado de Polícia, que ficará responsável por sua preservação. 

    ELE NÃO VAI ENCAMINHAR NADA AO DELEGADO, FICARÁ RESPONSÁVEL PELA PRESERVAÇÃO!

    § 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.

    GAB B

  • É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização. correto.

    OBS.: só é fraude se houver dolo; Não se considera se por exemplo uma mãe desesperada entra no local de crime

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe sobre cadeia de custódia da prova penal. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta.

    A- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 158-A, § 3º: "Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal".

    B- Incorreta. O agente público que reconhecer é quem ficará responsável pela preservação do elemento. Art. 158-A, § 2º/CPP: "O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação".

    C- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 158- C, § 2º: "É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização".

    D- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 158-D, § 1º: "Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte".

    E- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 158-E, § 3º: "Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão ser registradas a data e a hora do acesso".

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa B (já que a questão pede a incorreta).

  • CUIDADO!!!!! Qualquer agente público, e não um em específico.

    § 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.

  • a) art. 158 - A § 3º Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal.  

    b) art. 158 - A § 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.  

    c) art. 158 - C § 2º É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização. 

    d) art. 158 -D § 1º Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte.

    e) art. 158 - E § 3º Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão ser registradas a data e a hora do acesso. 

  • GABARITO - B

    O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial encaminhará ao Delegado de Polícia, que ficará responsável por sua preservação.  ( ERRADO)

    Art. 158- A, § 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.   

    Bons estudos!

  • A questão cobrou conhecimentos acerca da cadeia de custódia.

    A – Correta. O Código de Processo Penal, no art. 158 – A, § 3°, conceitua vestígio como “todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal”.

    B – Incorreta. O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação (art. 158, § 2°, CPP).

    C – Correta. Conforme a regra do art. 158 – C, § 2°, do CPP “É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização”.

    D – Correta. De acordo com o art. 158 – D, § 1°, do CPP “Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte”.

    E – Correta. Conforme dispõe o art. 158 – E, § 3°, do CPP “Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão ser registradas a data e a hora do acesso”.

    Gabarito, letra B.

  • GABARITO: B

    a) CERTO: Art. 158-A, § 3º Vestígio é todo objeto ou material bruto, visível ou latente, constatado ou recolhido, que se relaciona à infração penal. 

    b) ERRADO: Art. 158-A, § 2º O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial fica responsável por sua preservação.

    c) CERTO: Art. 158-C, § 2º É proibida a entrada em locais isolados bem como a remoção de quaisquer vestígios de locais de crime antes da liberação por parte do perito responsável, sendo tipificada como fraude processual a sua realização.

    d) CERTO: Art. 158-D, § 1º Todos os recipientes deverão ser selados com lacres, com numeração individualizada, de forma a garantir a inviolabilidade e a idoneidade do vestígio durante o transporte.

    e) CERTO: Art. 158-E, § 3º Todas as pessoas que tiverem acesso ao vestígio armazenado deverão ser identificadas e deverão ser registradas a data e a hora do acesso. 

  • Assertiva B  INCORRETA

    O agente público que reconhecer um elemento como de potencial interesse para a produção da prova pericial encaminhará ao Delegado de Polícia, que ficará responsável por sua preservação.  


ID
5473438
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Jorge já tinha sido ameaçado de morte várias vezes por Manoel e, com receio de que os fatos pudessem vir a se concretizar, adquiriu uma arma legalmente e obteve a autorização de porte com a entidade legal. Quando Jorge estava descendo a rua da casa de sua namorada em direção à sua, já de madrugada, com pouca visibilidade, identificou Manoel entrando na rua, ainda bem distante. Receoso, Jorge ficou prestando bastante atenção nos passos de Manoel, embora este ainda estivesse longe. Em dado momento, Jorge percebeu que Manoel o reconheceu e que, imediatamente, colocou a mão no bolso de seu casaco e sacou algo reluzente. Imaginando se tratar de uma arma de fogo, Jorge sacou sua pistola e disparou três vezes em direção a Manoel, vindo a atingi-lo. Ao chegar próximo de Manoel, Jorge identificou que não era uma arma, mas sim um isqueiro. Quando do primeiro tiro, algumas pessoas foram para a rua ver o que estava acontecendo e, imediatamente após o terceiro tiro, Jorge foi preso em flagrante por um policial à paisana que residia no local. Acerca das espécies de flagrante, é correto afirmar que se trata de flagrante  

Alternativas
Comentários
  • Flagrante Próprio: Está cometendo ou acabou de cometer (caso da questão)

    Flagrante Impróprio: Com perseguição, é pego logo após

    Flagrante Presumido: Sem perseguição, é pego logo depois com o PIAO (Papéis, Instrumentos, Armas ou Objetos)

  • Questão assim é linda demais. Demostra que o examinador não teve preguiça para elabora-la.

  • Essa questão ainda se desdobra para outra questão em que pese o desenvolver do devido processo legal.

    O cara que foi ameaçado estava com fundados receios que aquele iria realizar o mal prometido, mas por um erro putativo nas suas ações acabou por incorrer em uma: discriminante putativa por erro de tipo ( erra sobre os pressupostos fáticos da ação .)

  • Gab: C

    Resumindo o flagrante próprio

    "Jorge sacou sua pistola e disparou três vezes em direção a Manoel ... e, imediatamente após o terceiro tiro, Jorge foi preso em flagrante".

    CPP, Art. 302. Considera-se em flagrante delito quem (Momento):

    I – está cometendo a infração penal;

    II - acaba de cometê-la;

    III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido/qq pessoa, em situação q faça presumir ser autor da infração;

    IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, obj/papéis q façam presumir ser ele autor da infração.

  • Flagrante Próprio: Está cometendo ou acabou de cometer ( na mesma hora do crime)

    Flagrante Impróprio: Com perseguição, é pegue após isso

    Flagrante Presumido: não tem perseguição, é pegue logo depois com (Papéis, Instrumentos, Armas ou Objetos)

    • Tipos de flagrante 
    • Está cometendo -----------------> Certeza visual do crime -------> Flagrante Próprio
    • Acabou de cometer --------------> Certeza visual do crime -------> Flagrante Próprio
    • Logo após + Perseguição -------> Perseguição Ininterrupta -----> Flagrante Impróprio / Quase Flagrante
    • Logo depois + instrumentos (armas, objetos) ---------------------> Flagrante Presumido / Ficto)

    1. Prisão em flagrante
    2. Flagrante próprio (Também chamado de flagrante real, verdadeiro ou propriamente dito): 
    3. Será considerado flagrante próprio, ou propriamente dito, a situação do indivíduo que está cometendo o fato criminoso (inciso I) ou que acaba de cometer este fato (inciso II).  →  Certeza visual do crime

    1. Flagrante impróprio/Quase flagrante
    2. Logo após + Perseguido
    3. Perseguição ininterrupta;

    1. Flagrante presumido/ficto:
    2. Logo depois + instrumentos (armas, objetos)

  • questão que parece uma novela
  • quem mais lê a questão e e imagina a cena kkk?

    Flagrante próprio> esta cometendo ou acabou de cometer o delito

  • imediatamente após o terceiro tiro, Jorge foi preso em flagrante por um policial à paisana que residia no local.

    está cometendo ou Acabou de cometer + certeza visual = flagrante próprio.

    cometeu e foi perseguido = impróprio

    Logo depois + instrumentos = presumido.

  • Pra mim trata-se de uma descrimante putativa.

    Art. 20. §1º – É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o CPP dispõe sobre prisão em flagrante.

    A- Incorreto. O flagrante impróprio é aquele previsto no CPP em seu art. 302, III: “Considera-se em flagrante delito quem: (...) III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; (...)”. No caso apresentado, Jorge foi preso em flagrante logo após ter cometido o crime, vide alternativa C.

    B- Incorreta. O flagrante presumido é aquele previsto no CPP em seu art. 302, IV: “Considera-se em flagrante delito quem: (...) IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração”. No caso apresentado, Jorge foi preso em flagrante logo após ter cometido o crime, vide alternativa C.

    C- Correta. O flagrante próprio é aquele previsto no CPP em seu art. 302, I e II: “Considera-se em flagrante delito quem: I - está cometendo a infração penal; II - acaba de cometê-la; (...)”. No caso apresentado, Jorge foi preso em flagrante logo após ter cometido o crime.

    D- Incorreta. O crime no caso apresentado é instantâneo, cuja consumação ocorre em determinado e único instante, e não permanente, que é aquele cuja consumação se protrai (prolonga) no tempo. Logo, não há que se falar em flagrante em crime permanente.

    E- Incorreta. O crime no caso apresentado é instantâneo, cuja consumação ocorre em determinado e único instante, e não habitual, que é aquele que demanda a prática reiterada de determinada conduta. Logo, não há que se falar em flagrante em crime habitual.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa C.

  • Trata-se de flagrante próprio ou real.

    Espécies :

    FLAGRANTE FACULTATIVO: "Qualquer do povo PODERÁ (...)" Art. 301, 1ª parte, CPP.

     

    -FLAGRANTE OBRIGATÓRIO/COERCITIVO: "autoridades policiais e seus agentes DEVERÃO (...)" Art. 301, 2ª parte, CPP.

     

    -FLAGRANTE PRÓPRIO/REAL/PERFEITO/VERDADEIRO: Art. 302, CPP, I (comentendo) e II (acaba de cometê-la).

     

    -FLAGRANTE IMPRÓPRIO/IMPERFEITO/IRREAL/QUASE-FLAGRANTE: Art. 302, CPP, III (perseguido, logo após). Para que configure a prisão em flagrante impróprio, é necessário que a perseguição do agente delituoso seja contínua.

     

    -FLAGRANTE PRESUMIDO/ASSIMILADO/FICTO: Art. 302, CPP, IV (encontrado, logo depois) - aqui não há perseguição

     

    -FLAGRANTE PREPARADO/PROVOCADO/DELITO DE ENSAIO: ocorre quando o agente é instigado a praticar o delito, caracterizando verdadeiro crime impossíve (Art, 17,CP)l. Nessa espécie há a figura de um agente provocador que induz o delituoso a praticar o crime. Portanto, dois são os elementos do flagrante provocado: a) existência de agente provocador; b) providências para que o crime não se consume.

     

    -FLAGRANTE FORJADO/FABRICADO/URDIDO/ARMADO/MAQUIADO:  situação falsa de flagrante criada para incriminar alguém, realizado para incriminar pessoa inocente.

     

    -FLAGRANTE ESPERADO: é campana. Ocorre quando terceiros (policiais ou particulares) dirigem-se ao local onde irá ocorrer o crime e aguardam a sua execução. Não há figura do agente provocador

     

    -FLAGRANTE PRORROGADO/DIFERIDO/PROTELADO/AÇÃO CONTROLADA: quando, mediante autorização judicial, o agente policial retarda o momento da sua intervenção, para um momento futuro, mais eficaz e oportuno para o colhimento das provas ou por conveniência da investigação. Ex: Lei 11.343/2006, Art. 53, II.

    Obs: Ação Controlada na Lei 12.850/2013 exige mera comunicação ao juiz competente, que estabelece os limites da intervenção policial.

     

    -FLAGRANTE FRACIONADO: ocorre em crime continuado...

  • Além do flagrante próprio ,em que acabou de cometer . A questão trata também da discriminante putativa (erro sobre os pressupostos fatos)

    Art. 20. §1º – É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.

  • O Código de Processo Penal traz em seu artigo 302 as hipóteses em que se considera em flagrante delito, vejamos: 1) FLAGRANTE PRÓPRIO: quem está cometendo a infração penal ou acabou de cometê-la; 2) FLAGRANTE IMPRÓPRIO: quando o agente é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração; 3) FLAGRANTE PRESUMIDO: o agente é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração.        


    A doutrina classifica outras hipóteses de prisão em flagrante, como: 1) ESPERADO: em que a autoridade policial se antecipa, aguarda e realiza a prisão quando os atos executórios são iniciados; 2) PREPARADO: quando o agente teria sido induzido a prática da infração penal, SÚMULA 145 do STF (“não há crime, quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação"); e 3) FORJADO: realizado para incriminar um inocente e no qual quem prática ato ilícito é aquele que forja a ação.


    No que tange a lavratura do auto de prisão em flagrante, atenção para o fato de que:


    1)     na falta ou impedimento do escrivão qualquer pessoa poderá ser designada para lavrar o auto, após prestar compromisso legal;


    2)     a inexistência de testemunhas não impede a lavratura do auto de prisão em flagrante, nesse caso deverão assinar duas testemunhas que tenham presenciado a apresentação do preso a autoridade policial (testemunhas de apresentação);


    3)     no caso de o acusado se recusar a assinar o auto de prisão em flagrante, não souber assinar ou não puder assinar no momento, duas testemunhas, que tenham ouvido a leitura do auto na presença do conduzido, assinarão o auto.        

    A) INCORRETA: não houve sequer perseguição no caso hipotético e o flagrante impróprio é o previsto no artigo 302, III, do Código de Processo Penal, vejamos:


    “Art. 302.  Considera-se em flagrante delito quem:

    (...)

    III - é perseguido, logo após, pela autoridade, pelo ofendido ou por qualquer pessoa, em situação que faça presumir ser autor da infração;"


    B) INCORRETA: O flagrante presumido é o disposto no artigo 302, IV, do Código de Processo Penal:


    “Art. 302.  Considera-se em flagrante delito quem:

    (...)

    IV - é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração."


    C) CORRETA: A presente afirmativa está correta, visto que no caso hipotético o autor foi preso após acabar de cometer a infração penal, hipótese de flagrante próprio previsto no artigo 302, II, do Código de Processo Penal:


    “Art. 302.  Considera-se em flagrante delito quem:

    (...)

    II - acaba de cometê-la;"


    D) INCORRETA: no caso de crime permanente (o que não é o caso do crime do caso hipotético) o flagrante pode ser realizado enquanto não cessar a permanência, artigo 303 do Código de Processo Penal:^


    “Art. 303.  Nas infrações permanentes, entende-se o agente em flagrante delito enquanto não cessar a permanência."


    E) INCORRETA: A possibilidade da prisão em flagrante em crime habitual gera grande controvérsia, visto que o crime habitual para sua configuração exige uma pluralidade de ações, sendo que uma só ação considerada não incide no juízo de reprovação. Nosso ordenamento jurídico admite a possibilidade da prisão em flagrante em crime habitual desde que haja provas da habitualidade da prática e o autor é surpreendido no momento da prática de uma delas.


    Resposta: C


    DICA: Sempre faça um resumo da matéria e dos detalhes importantes de cada questão, pois será importante para ler antes dos certames.


  • GABARITO: C

    As duas primeiras hipóteses, dos incisos I e II, são praticamente auto explicativas, sendo chamadas de flagrante próprio ou perfeito, em que o indivíduo ainda está cometendo o crime ou acabou de cometer.

  • imediatamente após o terceiro tiro, Jorge foi preso em flagrante por um policial à paisana que residia no local.

    está cometendo ou Acabou de cometer + certeza visual = flagrante próprio.

    cometeu e foi perseguido = impróprio

    Logo depois + instrumentos = presumido.

  • GAB. C

    está cometendo ou Acabou de cometer + certeza visual = flagrante próprio.

    cometeu e foi perseguido = impróprio

    Logo depois + instrumentos = presumido.

  • Lembrando que quem analisa se foi realmente algum caso de excludente de ilicitude, nesse caso seria legítima defesa, é o juiz, não o delegado.

  • Flagrante própio: Está cometendo ou acaba de cometer.

    Flagrante imprópio: É perseguido logo após...

    Flagrante presumido: Nome já diz, é encontrado logo após com objetos que façam presumir ser ele o autor do fato.

    Rumo PCERJ!!!

  • Flagrante próprio em vista da legitima defesa putativa que exclui o dolo, mas permite punição culposa se prevista em lei.


ID
5473441
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Marcus, usuário de grandes quantidades de droga, resolveu comprar a substância ilícita pela internet. Pesquisando no buscador do seu laptop, encontrou um vendedor fora do país que possuía uma página na internet específica para tais negociações. Marcus fez sua compra e pagou com seu cartão de crédito internacional e colocou seu endereço residencial (RJ) para receber sua encomenda internacional. A encomenda entrou no Brasil por Guarulhos-SP e seguiu para Curitiba, direto para o Centro Internacional de Curitiba (CEINT) dos Correios, onde se identificou que se tratava de substâncias ilícitas – drogas. Foram encaminhadas todas as informações da apreensão ocorrida no CEINT/Curitiba para a Receita Federal, para a Polícia Federal e para o Ministério Público Federal, a fim de que fosse dado andamento à questão na forma processual penal. De acordo com o entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, a competência para julgamento pelo crime de tráfico internacional de drogas será 

Alternativas
Comentários
  • Súmula 528-STJ: Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

    Embora houve flexibilização dessa súmula pelo próprio STJ como veremos: Na hipótese de importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio do endereço aposto na correspondência, a Súmula 528/STJ deva ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo.

    STJ. 3ª Seção. CC 177.882-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 26/05/2021 (Info 698).

    A questão pede o entendimento de acordo com o endimento SUMULADO.

    Gab A

  • Súmula 528 STJ (CANCELADA).  Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

    Novo entendimento do STJ: na importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio do endereço aposto na correspondência, a Súmula deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo.

    Assim, se a questão perguntasse o posicionamento atual, competiria ao juízo federal do Rio de Janeiro processar e julgar o crime de tráfico internacional de drogas.

  • Achei bem difícil a questão, ainda mais por ser para engenheiro civil. Como ficaria a questão do art.28 em âmbito internacional? Eu nunca parei pra pensar nisso....mas é uma boa questão.

  • quando houver destinatário certo a súmula 528 STJ é flexibilizada.

  •  ✅ LETRA "A"

    -*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-

    Súm. 522, STF > Tráfico Internacional: Justiça federal / Tráfico dentro do território: Justiça estadual

    Súm. 528, STJ: Tráfico internacional realizado via serviço postal

    Sabe quem iria receber a droga?

    SIM, Competência do local do destinatário.

    NÃO, Competência do local da apreensão.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que os Tribunais Superiores entendem sobre competência.

    A- Correta. É o que dispõe a súmula 528 do STJ: “Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional”. ATENÇÃO: A questão pede o entendimento sumulado dos Tribunais Superiores, sendo, portanto, esta a resposta para a questão.

    No entanto, importante se atentar para o fato de que tal entendimento foi flexibilizado pelo próprio STJ: “Na hipótese de importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio do endereço aposto na correspondência, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo” (3ª Seção. CC 177.882-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, j. em 26/05/2021 (Info 698)).

    B- Incorreta. Vide alternativa A.

    C- Incorreta. Vide alternativa A.

    D- Incorreta. Vide alternativa A.

    E- Incorreta. Vide alternativa A.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa A.

  • GABARITO "A".

    Lembrando que a banca pediu o entendimento SUMULADO do STJ, todavia, é de se ressaltar que a referida súmula (nº528, STJ) pode ser mitigada em alguns casos, conforme decisão recente do STJ (INFO nº 698, STJ), vejamos:

    No caso de importação da droga via correio, se o destinatário for conhecido porque consta seu endereço na correspondência, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo. Importação da droga via postal (Correios) configura tráfico transnacional de drogas (art. 33 c/c art. 40, I, da Lei nº 11.343/2006). A competência para julgar esse delito será do local onde a droga foi apreendida ou do local de destino da droga?

    Entendimento anterior do STJ: local de apreensão da droga Essa posição estava manifestada na Súmula 528 do STJ, aprovada em 13/05/2015: Súmula 528-STJ: Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

    Entendimento atual do STJ: local de destino da droga. Na hipótese de importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio do endereço aposto na correspondência, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo. STJ. 3ª Seção. CC 177.882-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 26/05/2021 (Info 698).

    Disponível em: https://dizerodireitodotnet.files.wordpress.com/2021/07/info-698-stj-2.pdf. Acesso em: 18/11/2021.

    :)

  • Na presente questão é importante mencionar e destacar o estudo da competência, que é a delimitação da jurisdição, tendo o Código de Processo Penal adotado em seu artigo 70 a teria do resultado, vejamos:


    “A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução”.


    Já nos CRIMES A DISTÂNCIA, nos quais o último ato de execução é praticado em território nacional ou o último ato de execução é praticado fora do território nacional e no território nacional ele produza, ainda que parcialmente, o resultado, se aplica a TEORIA DA UBIQÜIDADE, sendo competente tanto o local da ação quanto o do resultado, vejamos os parágrafos segundo e terceiro do artigo 70 do Código de Processo Penal:


    “§ 1o  Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.

    § 2o  Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado”.


    A) CORRETA: A presente afirmativa está correta e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já editou a súmula 528 sobre o tema, vejamos: “Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.” Tenha atenção que o Superior Tribunal de Justiça em decisão recente flexibilizou a aplicação da referida súmula no CC 177882, vejamos:


    “CONFLITO DE COMPETÊNCIA. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS VIA CORREIO. IMPORTAÇÃO. APREENSÃO DA DROGA EM CENTRO INTERNACIONAL DOS CORREIOS DISTANTE DO LOCAL DE DESTINO. FACILIDADE PARA COLHEITA DE PROVAS DA AUTORIA DELITIVA NO ENDEREÇO DO DESTINATÁRIO DA DROGA. MITIGAÇÃO DA SÚMULA N. 528 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – STJ. COMPETÊNCIA DO JUÍZO SUSCITADO. 1. O presente conflito de competência deve ser conhecido, por se tratar de incidente instaurado entre juízos vinculados a Tribunais distintos, nos termos do art. 105, inciso I, alínea "d", da Constituição Federal – CF. 2. No caso dos autos, a Polícia Federal em Sinop/MT instaurou inquérito policial para apurar a suposta prática de crime de tráfico internacional de drogas, tipificado no art. 33 c.c. os arts. 40, inciso I, e 70, todos da Lei nº. 11.343/2006, uma vez que, nos dias 23/12/2016, 5/4/2017 e 11/5/2017, no Centro Internacional dos Correios em Pinhais/PR, foram apreendidos objetos postais que continham, respectivamente, 148,47, 30 e 75 g de ecstasy. Apurou-se no procedimento investigatório tratar-se de importação de droga, visto que os objetos postais foram remetidos da Holanda e tinham como destinatários pessoas residentes no município de Sinop/MT, de acordo com o recibo dos Correios. 3. O núcleo da controvérsia consiste em verificar a possibilidade de redimensionar o alcance da Súmula n. 528/STJ, a qual cuida de tráfico de drogas praticado via postal, nos mesmos moldes em que a Terceira Seção desta Corte Superior de Justiça, no precedente do CC 172.392/SP, de minha relatoria, DJe 29/6/2020, flexibilizou a incidência da Súmula n. 151/STJ, no caso de contrabando e descaminho, quando a mercadoria apreendida estiver em trânsito e conhece-se o endereço da empresa importadora destinatária da mercadoria. 4. Conforme Súmula n. 528/STJ, "Compete ao Juiz Federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional". Feita a necessária digressão sobre os julgados inspiradores da Súmula n. 528/STJ, constatase que o ilustre Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, no julgamento do CC 134.421/TJ (DJe 4/12/2014), propôs a revisão do seu posicionamento para, exclusivamente no caso de importação de droga via correio (ou seja, quando conhecido o destinatário), reconhecer como competente o Juízo do local de destino da droga. Malgrado tenha vencido a tese pela competência do local da apreensão da droga, em nome da segurança jurídica, a dinâmica do tempo continua revelando as dificuldades investigativas no caso de importação via correios, quando a droga é apreendida em local distante do destino conhecido. 5. "Em situações excepcionais, a jurisprudência desta Corte tem admitido a fixação da competência para o julgamento do delito no local onde tiveram início os atos executórios, em nome da facilidade para a coleta de provas e para a instrução do processo, tendo em conta os princípios que atendem à finalidade maior do processo que é a busca da verdade real" (CC 151.836/GO, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 26/6/2017). Ademais, uma vez abraçada a tese de que a consumação da importação da droga ocorre no momento da entabulação do negócio jurídico, o local de apreensão da mercadoria em trânsito não se confunde com o local da consumação do delito, o qual já se encontrava perfeito e acabado desde a negociação. 6. Prestação jurisdicional efetiva depende de investigação policial eficiente. Caso inicialmente o local da apreensão da droga possa apresentar-se como facilitador da colheita de provas no tocante à materialidade delitiva, em um segundo momento, a distância do local de destino da droga dificulta sobremaneira as investigações da autoria delitiva, sendo inegável que os autores do crime possuam alguma ligação com o endereço aposto na correspondência. 7. A fixação da competência no local de destino da droga, quando houver postagem do exterior para o Brasil com o conhecimento do endereço designado para a entrega, proporcionará eficiência da colheita de provas relativamente à autoria e, consequentemente, também viabilizará o exercício da defesa de forma mais ampla. Em suma, deve ser estabelecida a competência no Juízo do local de destino do entorpecente, mediante flexibilização da Súmula n. 528/STJ, em favor da facilitação da fase investigativa, da busca da verdade e da duração razoável do processo. 8. Conflito conhecido para declarar competente o Juízo Federal da 2ª Vara Cível e Criminal de Sinop - SJ/MT, o suscitado.”


    B) INCORRETA: Como se trata de crime de tráfico internacional de drogas a competência será da Justiça Federal, vejamos o artigo 70 da lei 11.343/2006:


    “Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilícito transnacional, são da competência da Justiça Federal.”


    C) INCORRETA: o crime de tráfico internacional de drogas é de competência da Justiça Federal, artigo 70 da lei 11.343/2006. Atenção que o crime de tráfico de drogas interestadual é de competência da Justiça Estadual, vejamos a súmula 522 do STF:


    “Salvo ocorrência de tráfico para o Exterior, quando, então, a competência será da Justiça Federal, compete à Justiça dos Estados o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes.”


    D) INCORRETA: a competência para o julgamento do caso hipotético realmente será da Justiça Federal (artigo 70 da lei 11.343/2006), mas o STJ tem súmula (528) no sentido de que a competência será do local da apreensão da droga (atenção com relação ao fato de que o STJ recentemente flexibilizou o entendimento da súmula, conforme descrito nos comentários da alternativa “a”).


    E) INCORRETA: o crime de tráfico internacional de drogas é de competência da Justiça Federal, artigo 70 da lei 11.343/2006. Atenção que o crime de tráfico de drogas intermunicipal é de competência da Justiça Estadual, súmula 522 do STF (descrita no comentário da alternativa “c”).


    Resposta: A


    DICA: Faça sempre a leitura dos julgados, informativos e súmulas, principalmente do STF e do STJ. 

  • GABARITO: A

    Súmula 528/STJ - Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

  • A respeito do crime de trafico internacional de drogas, Súmula 522 do STF assevera: "Salvo ocorrência de tráfico para o exterior, quando, então, a competência será da Justiça Federal, compete à Justiça dos Estados o processo e julgamento dos crimes relativos a entorpecentes."

    Além disso, nos termos da Súmula 528 do STJ, "Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.".

  • No caso de importação da droga via correio, se o destinatário for conhecido porque consta seu endereço na correspondência, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa da busca da verdade e da duração razoável do processo

    Importação da droga via postal (Correios) configura tráfico transnacional de drogas (art. 33 c/c art. 40, I da Lei nº 11.343/2006). A competência para julgar esse delito será do local onde a droga foi apreendida ou do local de destino da droga?

    • Entendimento anterior do STJ: local de apreensão da droga

    Essa posição estava manifestada na Súmula 528 do STJ, aprovada em 13/05/2015:

    Súmula 528-STJ: Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional.

    • Entendimento atual do STJ: local de destino da droga.

    Na hipótese de importação da droga via correio cumulada com o conhecimento do destinatário por meio do endereço aposto na correspondência, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa da busca da verdade e da duração razoável do processo.

    STJ. 3ª Seção. CC 177882-PR, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 26/05/2021 (Info 698).

    Qual foi o delito, em tese, praticado pela pessoa que seria destinatária da droga (que encomendou o entorpecente)?

    Tráfico transnacional de drogas (art. 33 c/c art. 40, I da Lei nº 11.343/2006). Lucas importou a droga.

     

    A competência para julgar será da Justiça Estadual ou Federal?

    Justiça Federal, nos termos do art. 109, V da CF/88 e art. 70 da Lei nº 11.343/2006:

    Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:

    (...)

    V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou reciprocamente;

     

    Art. 70. O processo e o julgamento dos crimes previstos nos arts. 33 a 37 desta Lei, se caracterizado ilícito transnacional, são da competência da Justiça Federal.

    CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Compete ao Juízo Federal do endereço do destinatário da droga, importada via Correio, processar e julgar o crime de tráfico internacional. Buscador Dizer o Direito, Manaus.

  • Lembrando recente decisão do STJ (25.02.2022), cancelando o teor da Súmula 528, STJ. Q uestão já desatualizada.

    "A 3º Seção do Superior Tribunal de Justiça cancelou um enunciado de súmula, de número 528, que tratava da competência do juízo federal para julgar crime cometido por pessoa que importou droga por via postal."

  • A 3º Seção do Superior Tribunal de Justiça cancelou um enunciado de súmula, de número 528, que tratava da competência do juízo federal para julgar crime cometido por pessoa que importou droga por via postal.

    "Compete ao juiz federal do local da apreensão da droga remetida do exterior pela via postal processar e julgar o crime de tráfico internacional", dizia a súmula. 

    Segundo o relator, ministro Sebastião Reis Júnior, o cancelamento se justifica porque, após a aprovação da súmula, em 2015, várias decisões do STJ adotaram entendimento em sentido contrário, e "mais prático". 

    Ele mencionou o Conflito de Competência 177.882, no qual se flexibilizou o enunciado sumular para estabelecer a competência do juízo do local de destino do entorpecente, proporcionando maior eficiência na colheita de provas e o exercício da defesa de forma mais ampla.


ID
5473444
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Leandro e Paula estão sendo investigados pela prática de determinada infração penal. No curso da investigação, fica demonstrado que ambos atuaram na prática do delito, em verdadeira conexão intersubjetiva concursal. Relatado o inquérito policial e enviado ao Ministério Público, este oferece denúncia apenas em relação a Leandro, nada mencionando em relação a Paula. O Magistrado competente para avaliar a denúncia não percebe esse equívoco do Ministério Público e recebe a peça processual, dando início à ação penal exclusivamente em relação a Leandro. Atento à doutrina que aceita o denominado arquivamento implícito do inquérito policial, assinale a afirmativa INCORRETA

Alternativas
Comentários
  • Diante do recebida a denúncia, ocorre a preclusão consumativa, fenômeno processual que impede a rediscussão da matéria. Art 384, Prgfo único.

  • Resumo sobre Arquivamento Implícito:

    O Ministério Público deixa de oferecer a denúncia acerca de determinado indiciado (subjetivo) ou fato (objetivo), sem sua expressa manifestação ou justificação deste procedimento e sem determinar o arquivamento.

    Este arquivamento se consuma quando o Juiz não se pronuncia na forma do art. 28 com relação a quem ou ao que foi omitido na peça acusatória.

    Arquivamento implícito não é admitido pela jurisprudência pátria.

    Doutrina do professor Afrânio Silva Jardim:

    O arquivamento implícito poderia ser objetivo (quando a omissão se dá com relação às infrações praticadas) ou subjetivo (quando a omissão se dá com relação aos acusados).

    O arquivamento implícito ocorre quando Ministério Público ou Juiz, cada um em sua função processual, não percebem a ausência de um fato investigado ou de um dos indiciados na peça inaugural da ação penal.

    Caso o Juiz perceba o equívoco do membro do Ministério Público e inste o órgão do MP a se pronunciar sobre todos os fatos e as pessoas tratados na investigação policial, o MP poderá aditar e acrescentar o que foi omitido, não configurando o arquivamento implícito.

    Mas se o juiz nada perceber e o Ministério Público se omitir, o MP, no curso da instrução criminal, fica impedido de aditar a denúncia para incluir a autoria omitida na relação processual, pois o MP tinha conhecimento da autoria que participou do delito antes do oferecimento da denúncia, quando teve acesso aos autos do IP, e deixou de incluí-la na peça processual, logo ocorre o denominado arquivamento implícito.

  • Jurisprudência unânime não tolera o arquivamento implícito. Doutrina quase unânime não tolera o arquivamento implícito. Aí vem a questão questionando a linha de entendimento que aceita o arquivamento implícito. Ou seja, o candidato tem que estudar o que é dominante e o que é imposto por doutrinador pra vender livro, mesmo não aceito pelos tribunais nacionais.

    Impressionante.

  • Meu Deus, uma questão dessa para engenheiro civil. Pode isso Arnaldo?!

  • Engenheiro JURISTA

  • Essa questão do arquivamento implícito é complicado... Um "desenvolvimento" doutrinário que não é reconhecido por NENHUM tribunal há tempos. Infelizmente o examinador tem prazer em forçar esses entendimentos disparatados...

  • GABARITO - D

    II) Arquivamento Implícito >

    O arquivamento Implícito ocorre quando o parquet não inclui na denúncia um indiciado, ou em se

    tratando de mais de um crime, não inclui todos eles sem motivação.

    I) Arquivamento Indireto >

    corre quando o Ministério Público, antes de oferecer a denúncia, verifica que aquele juízo é incompetente e requer que os autos sejam remetidos ao juízo competente para regular prosseguimento do feito.

  • "No sentido de não se admitir o arquivamento implícito, já que o art. 569 do CPP admite o aditamento da denúncia para suprir, antes da sentença, suas omissões, de modo a tornar efetivos os princípios da obrigatoriedade da ação penal pública e da busca da verdade: STJ, 6ª Turma, HC 46.409/DF."

  • (D)

    Inicialmente, atente-se para o enunciado que pede para ser assinalada a alternativa INCORRETA.

     

    d)  No curso da instrução criminal, caso o Ministério Público perceba o equívoco de não ter oferecido denúncia em relação a Paula, poderá aditar a denúncia para incluir Paula na relação processualINCORRETA.

     

    Distintamente do afirmado, recebida a denúncia, ocorre a preclusão consumativa, fenômeno processual que impede a rediscussão da matéria.

     

    Vejamos a posição da doutrina sobre o tema, in verbis:

    O artigo 384, parágrafo único, não admite seja a acusação ampliada a novos fatos através do aditamento à denúncia, pois a mutatio acusationis está restrita à "nova definição jurídica do fato" constante da imputação inicial e não à correção de equívocos na incriminação ou à apresentação de nova imputação, providências que são compatíveis apenas com a propositura de nova ação penal (MIRABETE, Julio Fabbrini. Processo penal. 2005. p. 492-493).

    Dessa maneira, INCORRETA a assertiva.

     

    Ressalte-se, por oportuno, que se trata da única assertiva que não necessitava do conhecimento da doutrina minoritária, comportando resolução pelo conhecimento da legislação ou da doutrina majoritária.

     

  • Gente, mas nesse caso Paula não será punida?

  • GABARITO: D

    O arquivamento implícito é fenômeno no qual o Ministério Público, deixa de mencionar na denúncia algum (uns) fato (os) criminoso que estava contido no inquérito ou peça de informação, ou ainda, deixa de denunciar algum (uns) indiciado, sem se manifestar expressamente os motivos que o levaram a tal omissão.

  • Tenha dó.

  • Questão sofisticada para ser exigida em certame que não exija, como requisito, a graduação em Direito. Isso porque o instituto do arquivamento implícito aceito é pelos Tribunais Superiores e pela doutrina. Assim, além de exigir um conhecimento sobre matéria aprofundada em Direito Processual Penal, consiste, ainda, em posição minoritária.

    Citando Afrânio Silva Jardim, o doutrinador Renato Brasileiro conceitua o arquivamento implícito como sendo “(...) o fenômeno de ordem processual decorrente de o titular da ação penal deixar de incluir na denúncia algum fato investigado ou algum dos indiciados, sem expressa manifestação ou justificação deste procedimento. Este arquivamento se consuma quando o juiz não se pronuncia na forma do art. 28 com relação ao que foi omitido na peça acusatória. (...) apenas da construção doutrinária, é bom destacar que a maioria da doutrina e da jurisprudência não admitem essa modalidade de arquivamento. Isso porque toda decisão de arquivamento deve ser fundamentada." (LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo Penal: volume único. 8ª ed. rev. atual. e ampl. Editora JusPodivm. Salvador. 2020. p. 255).

    Analisemos as alternativas de modo individual, lembrando que o enunciado exige a alternativa incorreta.

    A) Correta. De fato, conforme exposto acima, o arquivamento implícito ocorre quando há omissão do Ministério Público por não ter imputado na denúncia a autoria do delito praticado pela Paula, bem como pelo fato de o Magistrado não instar o órgão do MP, por meio do art. 28 do CPP (com redação anterior, tendo em vista que a nova está com a eficácia suspensa) a se pronunciar sobre todos os fatos e pessoas tratados na investigação policial. 

    B) Correta. Caso o juiz tivesse percebido o equívoco do membro do Ministério Público, e instado o parquet a se manifestar, não restaria configurado o arquivamento implícito em relação a Paula. 

    C) Correta. Para que ocorra o arquivamento implícito do inquérito policial, tanto o Ministério Público quanto o Juiz, cada um em sua função processual, não percebem a ausência de um fato investigado ou um dos indiciados na peça inaugural da ação penal.  

    D) Incorreta, e por isso deve ser assinalada.
    De acordo com a doutrina que acolhe o arquivamento implícito, o Ministério Público não poderia aditar a denúncia, pois já terá ocorrido a preclusão. Entretanto, como já mencionado, trata de doutrina minoritária e que não é aceita. Em regra, é possível aditar a denúncia a qualquer tempo, antes da sentença.

    “(...) O aditamento da denúncia pode ser feito pelo órgão do Ministério Público desde o oferecimento da peça acusatória até o momento imediatamente anterior à prolação da sentença. De fato, como destaca a doutrina, 'ao contrário do que ocorre no processo cível, no qual o pedido inicial não pode ser alterado após a citação sem que haja concordância do réu, no processo penal a denúncia nos crimes de ação pública pode, a qualquer tempo, antes da sentença final, ser aditada, incluindo-se novos fatos ou agentes, agravando-se ou modificando-se a tipificação." 2020, p. 393).

    E) Correta. O Ministério Público não poderá aditar a denúncia para incluir Paula na relação processual, haja vista a ocorrência do arquivamento implícito, pois o MP tinha conhecimento de que Paula teria participado do delito antes do oferecimento da denúncia (no IPL) e deixou de incluí-la na peça processual. 

    Gabarito do professor: Alternativa D.

  • Eu tenho muita pena dos engenheiros civis que foram fazer essa prova, porque não ta simples nem pra gente que é formado em direito, advogado e talz

  • e olhe que no edital diz que è noções de direito. Até jurisprudência minoritária ele tão cobrando. Ja to achando que estudando pra PC da pra ser juiz kkk
  • Quando eu fiz essa prova da IDECAN eu achei que estava fazendo a prova da OAB mesmo sendo bacharel em química.


ID
5473447
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

O remédio constitucional do Habeas Corpus é uma das mais importantes garantias previstas na Carta Magna de 1988, visando preservar o direito de locomoção diante de uma ameaça de sofrer violência ou de uma coação ao seu direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. A respeito da legitimidade ativa no Habeas Corpus, assinale a afirmativa INCORRETA

Alternativas
Comentários
  • Leiam primeiro as alternativas menores...nem li as outras kkk

  • Gab. E

    Termos usados no habeas corpus

    Paciente: designa a pessoa que sofre ou está ameaçado de sofrer um constrangimento ilegal;

    Impetrante: designa a pessoa que pede a ordem de habeas corpus;

    Impetrada: designa a autoridade a quem é dirigido o pedido;

    Coator: designa a pessoa que exerce ou ameaça exercer o constrangimento;

    Detentor: designa a pessoa que detém o paciente.

    Quem pode impetrar o habeas corpus

    habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, inclusive pelo próprio beneficiário, tenha ou não a capacidade postulatória (capacidade de peticionar em juízo - advogado). Se o paciente for analfabeto, alguém poderá assinar o pedido a seu rogo. Se o impetrante for Advogado, ou mesmo outra pessoa sem capacidade postulatória, não haverá necessidade de o paciente lhe outorgar procuração. Em suma, poderá o habeas corpus ser impetrado pelo maior ou menor, nacional ou estrangeiro. 

  • ALTERNATIVA A)

    Realmente o juiz não poderá impetrar "habeas corpus" em decorrência de sua função, a não ser que seja o paciente da ação. Entretanto, é válido o ressaltar que juiz pode conceder de ofício, conforme o que prevê o art. 654, § 2º do Código de Processo Penal que:

    Art. 654. O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério Público.

    § 2º Os juízes e os tribunais têm competência para expedir de ofício ordem de habeas corpus, quando no curso de processo verificarem que alguém sofre ou está na iminência de sofrer coação ilegal.

    Tenha sempre muita fé em Deus, e acredite no seu propósito!

  • Acertei, e para quem não tem tempo e nem saco pra ta lendo jornal nos comentários!

    Gabarito: E

    PMPI, vai que cole!

  • Analisemos as alternativas, para identificar a incorreta:

     

    Alternativa “a”: está correta. Conforme o STJ, [...] o Ministério Público somente pode impetrar habeas corpus em favor do réu, nunca para satisfazer os interesses, ainda que legítimos, da acusação (Recurso em Habeas Corpus nº 19.809-RN, STJ, Rel. Min. Felix Fischer, 5ª Turma, unânime, publicado no DJ em 12.11.2007). Ademais, o juiz não poderá impetrar "habeas corpus" em decorrência de sua função, a não ser que seja o paciente da ação.

     

    Alternativa “b”: está correta. Conforme art. 654, do CPP - O habeas corpus poderá ser impetrado por qualquer pessoa, em seu favor ou de outrem, bem como pelo Ministério Público.

     

    Alternativa “c”: está correta. Conforme o STF, “O súdito estrangeiro, mesmo aquele sem domicílio no Brasil, tem direito a todas as prerrogativas básicas que lhe assegurem a preservação do status libertatis e a observância, pelo Poder Público, da cláusula constitucional do due process. O súdito estrangeiro, mesmo o não domiciliado no Brasil, tem plena legitimidade para impetrar o remédio constitucional do habeas corpus (...)” HC 94404 SP/2008 – Ministro Celso de Mello.

     

    Alternativa “d”: está correta. Segundo o STF, “(...) O habeas corpus é via de verdadeiro atalho que só pode ter por alvo - lógico - a "liberdade de locomoção" do indivíduo, pessoa física. E o fato é que esse tipo de liberdade espacial ou geográfica é o bem jurídico mais fortemente protegido por uma ação constitucional. Não podia ser diferente, no corpo de uma Constituição que faz a mais avançada democracia coincidir com o mais depurado humanismo. Afinal, habeas corpus é, literalmente, ter a posse desse bem personalíssimo que é o próprio corpo. Significa requerer ao Poder Judiciário um salvo-conduto que outra coisa não é senão uma expressa ordem para que o requerente preserve, ou, então, recupere a sua autonomia de vontade para fazer do seu corpo um instrumento de geográficas idas e vindas. Ou de espontânea imobilidade, que já corresponde ao direito de nem ir nem vir, mas simplesmente ficar. (...) Pessoa Jurídica que somente poderá ser punida com multa e pena restritiva de direitos. Noutro falar: a liberdade de locomoção do agravante não está, nem mesmo indiretamente, ameaçada ou restringida” (HC 88747 AgR, Relator: Min. Carlos Britto, Primeira Turma, julgado em 15/09/2009).

     

    Alternativa “e”: está incorreta. Conforme leciona TOURINHO (1986), “O Habeas Corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, inclusive pelo próprio beneficiário, tenha ou não capacidade postulatória. Se o paciente for analfabeto, alguém poderá assiná-lo a seu rogo”.

     

    Gabarito do professor: letra e.

     

     

    Referências:

     

    TOURINHO Filho, Fernando da Costa Prática de Processo Penal Editora Jalovi - 1986


ID
5473450
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Pedro, um hábil motorista que jamais fez o exame do DetranRJ para possuir sua carteira nacional de habilitação, comprou um carro e resolveu se deslocar com ele, já que entendeu que seria um risco muito menor para sua saúde do que andar de transporte público durante a pandemia. Para tanto, Pedro adquiriu uma carteira falsa de um famoso falsificador de sua cidade (Rio de Janeiro) e, num belo dia de sol, resolveu ir passear na cidade vizinha (Niterói). Já em Niterói, foi parado por uma blitz de trânsito da Polícia Rodoviária Federal na saída da Ponte Presidente Costa e Silva, que liga os dois municípios. Ao receber a “carteira nacional de habilitação” de Pedro e passando a consultá-la no sistema, o policial identificou que se tratava de um documento falso, encaminhando Pedro à Delegacia Policial. Atento à jurisprudência dos Tribunais Superiores sobre o crime de uso de documento falso, a competência para julgamento do crime narrado acima é 

Alternativas
Comentários
  • Súmula 546 do STJ – A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor.

    c/c

    Art. 70 do CPP -  A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.

    .

    gabarito letra E

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que os Tribunais Superiores entendem sobre competência.

    A- Incorreta. A competência será da Justiça Federal de Niterói, já que o documento falsificado foi apresentado a um Policial Rodoviário Federal em Niterói, vide alternativa E.

    B- Incorreta. A competência será da Justiça Federal de Niterói, já que o documento falsificado foi apresentado a um Policial Rodoviário Federal em Niterói, vide alternativa E.

    C- Incorreta. A competência será da Justiça Federal de Niterói, já que o documento falsificado foi apresentado a um Policial Rodoviário Federal em Niterói, vide alternativa E.

    D- Incorreta. A competência será da Justiça Federal de Niterói, já que o documento falsificado foi apresentado a um Policial Rodoviário Federal em Niterói, vide alternativa E.

    E- Correta. É o que dispõe a súmula 546 do STJ: “A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa E.

    • Se o documento é apresentado perante órgão, entidade ou agente federal, a competência será da Justiça Federal (ainda que o documento seja particular ou expedido por órgão estadual ou municipal). Exemplo: O agente apresenta Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa a policiais rodoviários federais. Neste caso, apesar do documento ser expedido pelo DETRAN – que é órgão do Poder Executivo Estadual -, a competência será da Justiça Federal. [4]
    1. Se o documento é apresentado perante órgão, entidade ou agente estadual, municipal ou particular, a competência será da Justiça Estadual (ainda que se trate de documento expedido por órgão federal). Exemplo: O agente apresenta CPF falso para abertura de conta em bancos privados. Nesse caso, a competência será da Justiça Estadual. [5]

    https://alice.jusbrasil.com.br/artigos/261099992/fixacao-da-competencia-no-crime-de-uso-de-documento-falso-nova-sumula-546-do-stj

  •  ``Já em Niterói, foi parado por uma blitz de trânsito da Polícia Rodoviária Federal na saída da Ponte Presidente Costa e Silva``, 

    Súmula 546 do STJ – A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor.

    GAB LETRA E

  • GAB. E

    Súmula 546 do STJ – A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor

  • Súmula 546, STJ: A competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou do órgão ao qual foi apresentado o documento público (NO CASO EM TELA - PRF DE NITERÓI) não importando a qualificação do órgão expedidor.

  • A banca explorou o tema "competência", no âmbito do processo penal, demonstrando-nos a importância de conhecer o entendimento majoritário dos Tribunais Superiores. Observe que o examinador adequou a questão de forma que o gabarito coubesse exatamente em um tema já sumulado pelo Superior Tribunal de Justiça.

    Conforme o STJ, em sua súmula nº 546, “a competência para processar e julgar o crime de uso de documento falso é firmada em razão da entidade ou órgão ao qual foi apresentado o documento público, não importando a qualificação do órgão expedidor".

    O gabarito é de solução simplificada quando a súmula supracitada é combinada com o que disciplina o Código de Processo Penal, em seu art. 70, “a competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução".

    Portanto, uma vez que Pedro apresentou o documento falso a um agente da Polícia Rodoviária Federal em Niterói, a competência para julgamento do crime será da Justiça Federal de Niterói.

    Gabarito do Professor: Alternativa E.

  • Tem que ler TODAS as alternativas, até o final...


ID
5473453
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Artigo 5º, XII, da Constituição Federal: “é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”. Essa norma exposta acima é a da Lei 9.296/96, que regulamentou a garantia constitucional supramencionada. Acerca do tema interceptação telefônica, assinale a afirmativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • LEI 9296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA

    Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.

    É pacífica a jurisprudência em aceitar sucessivas renovações do prazo, desde que haja elementos que demostrem a imprescindibilidade da extensão da medida.

  • Letra A: CORRETA

    Lei n. 9.296/96, Art. 2°. Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses:

    (...) III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção

    Letra B: CORRETA

    Lei n. 9.296/96, Art. 8°. A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas.

    Letra C: INCORRETA (gabarito)

    Lei n. 9.296/96, Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.

    Letra D: CORRETA

    Lei n. 9.296/96, Art. 8º-A. Para investigação ou instrução criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público, a captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos, quando: (...)

    § 2º A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal.

    Letra E: CORRETA

    Lei n. 9.296/96, Art. 9°. A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada.

    Parágrafo único. O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal.

  • Assertiva C

    A decisão que defere a interceptação será fundamentada, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de "15" trinta dias, renovável por igual tempo, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova

  • Lembrando que:

    No caso de captação ambiental, o que importa não é se a pena é de reclusão ou detenção, mas sim o quantum dela: pena máx. superior a 4 anos.

  • ALTERNATIVA INCORRETA - C

    Interceptação telefônica ( Breve resumo)

    I - Dependerá de ordem do juiz da ação principal, sob segredo de justiça.

    II - Não cabe: 

    a) se não houver indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal; 

    b) a prova puder ser feita por outro meios

    c) o fato constituir no máximo pena de detenção

    III - Pode ser de Oficio pelo juiz (no processo), requerimento mp (no I.P e no Processo), Delegado (no I.P.)

    IV - Excepcionalmente o juiz pode admitir pedido verbal, mas concessão tá condicionada a redução a termo

    V - Juiz prazo máximo de 24 horas pra decidir, 

    VI - Não pode exceder a 15 dias, renovável por igual período, comprovada indispensabilidade da prova. (pode ser renovada várias vezes, mas sempre de 15 em 15). O prazo de 15 dias começa a contar a partir do momento da primeira escuta e não da autorização; 

    VII - se possibilitar gravação, será determinada sua transcrição

    VIII - autos apartados, para sigilo.

    IX - Gravação que não interessar será inutilizada por decisão do juiz, em qualquer fase, até mesmo após a sentença, por requerimento mp ou da parte interessada. (incidente de inutilização será assistido pelo MP, facultada presença do acusado ou representante legal)

    X- é crime realizar interceptação sem autorização ou com objetivos não autorizados em lei, ou quebrar segredo de justiça. reclusão de 2 a 4 anos.

    XI - O princípio da serendipidade pode ser utilizado quando o crime está relacionado. Ex.: lavagem de dinheiro. 

  • Erro da "C" - O prazo de interceptação são 15 (quinze) dias, não 30 (trinta). Pronto.

    As demais são cópia e cola da lei.

  • Questão de engenharia civil desse nível...

    Nação concurseira agoniza

    VQV

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Lei 9.296/96 dispõe. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta.

    A- Correta. É o que dispõe a Lei 9296/96 em seu art. 2º, III: “Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: (...) III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção. (...)”.

    B- Correta. É o que dispõe a Lei 9.296/96 em seu art. 8º, caput: "A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas. (...)”.

    C- Incorreta. Na verdade, a diligência não poderá exceder o prazo de 15 dias, e não de 30 dias, renovável por igual tempo. Art. 5°, Lei 9.296/96: "A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova”.

    D- Correta. É o que dispõe a Lei 9.296/96 em seu art. 8º-A, §2º: “A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal. (...)”.

    E- Correta. É o que dispõe a Lei 9.296/96 em seu art. 9º, caput: “A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada. (...)”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa C (já que a questão pede a incorreta).

  • GABARITO: C

    a) CERTO: Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses: III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.

    b) CERTO: Art. 8° A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas.

    c) ERRADO: Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.

    d) CERTO: Art. 8º-A, § 2º A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal.  

    e) CERTO: Art. 9° A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada. Parágrafo único. O incidente de inutilização será assistido pelo Ministério Público, sendo facultada a presença do acusado ou de seu representante legal.

  • GABARITO - C

    A decisão que defere a interceptação será fundamentada, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de trinta dias, renovável por igual tempo, uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova. (ERRADO)

    Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.

    A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal assentou que é possível a prorrogação da escuta, mesmo que sucessivas vezes, especialmente quando o caso é complexo e a prova indispensável.

    (HC 143.805/SP, Rel. Ministro ADILSON VIEIRA MACABU (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RJ), Rel. p/ Acórdão Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em 14/02/2012, DJe 09/05/2012)

  • INFO 855 STF: A interceptação telefônica não pode exceder 15 dias. Contudo, pode ser renovada por igual período, não havendo restrição legal ao número de vezes para tal renovação, se comprovada a sua necessidade.

  • Se fosse perguntando sobre entendimento jurisprudencial, há julgado que fala que pode ser autorizado por 30 dias, e isso não seria violação da lei, já que esta permite prorrogações sucessivas, desde que necessária.

  • A presente questão requer conhecimento com relação a inviolabilidade das comunicações telefônicas prevista na CF/88 em seu artigo 5º, XII: “é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal”, e os requisitos previstos na lei para a realização da interceptação telefônica (lei 9.296/96).

     

    A lei 9.296/96 traz em seu artigo 2º as hipóteses em que não poderá ser feita a interceptação telefônica:

     

    1) não houver indícios razoáveis da autoria ou participação em infração penal;

    2) a prova puder ser feita por outros meios disponíveis;

    3) o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.

     

    A referida lei traz ainda que a interceptação telefônica poderá ser determinada pelo juiz: 1) de ofício; 2) mediante representação da autoridade policial durante a investigação criminal; 3) mediante requerimento do Ministério Público durante a investigação criminal ou instrução processual penal; pelo prazo de 15 (quinze) dias, renovável por igual período, desde que seja imprescindível.   

    Vejamos algumas teses sobre o tema interceptação telefônica publicadas pelo Superior Tribunal de Justiça:

     

    1)    A alteração da competência não torna inválida a decisão acerca da interceptação telefônica determinada por juízo inicialmente competente para o processamento do feito. (edição nº 117 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    2)    É possível a determinação de interceptações telefônicas com base em denúncia anônima, desde que corroborada por outros elementos que confirmem a necessidade da medida excepcional.” (edição nº 117 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    3)    É legítima a prova obtida por meio de interceptação telefônica para apuração de delito punido com detenção, se conexo com outro crime apenado com reclusão” (edição nº 117 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    4)    É desnecessária a realização de perícia para a identificação de voz captada nas interceptações telefônicas, salvo quando houver dúvida plausível que justifique a medida” (edição nº 117 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    5)    Em razão da ausência de previsão na Lei n. 9.296/1996, é desnecessário que as degravações das escutas sejam feitas por peritos oficiais” (edição nº 117 do Jurisprudência em Teses do STJ).  


    A) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e o artigo 2º, III, da lei 9.296/96 traz que não será admitida interceptação telefônica quando o fato constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção:

     

    “Art. 2° Não será admitida a interceptação de comunicações telefônicas quando ocorrer qualquer das seguintes hipóteses:

    (...)

    III - o fato investigado constituir infração penal punida, no máximo, com pena de detenção.”


    B) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e traz o disposto no artigo 8º, caput, da lei 9.296/96, vejamos:

     

    “Art. 8° A interceptação de comunicação telefônica, de qualquer natureza, ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas.”


    C) CORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está incorreta com relação ao prazo pelo qual será deferida a interceptação das comunicações telefônicas, visto que este (prazo) será de 15 (quinze) dias, renovável por igual período, artigo 5º, caput, da lei 9.296/96:

     

    “Art. 5° A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.”


    D) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e traz o disposto no artigo 8º-A,  §2º, da lei 9.296/96, vejamos:

     

    “Art. 8º-A. Para investigação ou instrução criminal, poderá ser autorizada pelo juiz, a requerimento da autoridade policial ou do Ministério Público, a captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos, quando:      (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    (...)

    § 2º A instalação do dispositivo de captação ambiental poderá ser realizada, quando necessária, por meio de operação policial disfarçada ou no período noturno, exceto na casa, nos termos do inciso XI do caput do art. 5º da Constituição Federal.”


    E) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e traz o disposto no artigo 9º, caput, da lei 9.296/96, vejamos:

     

    “Art. 9° A gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial, durante o inquérito, a instrução processual ou após esta, em virtude de requerimento do Ministério Público ou da parte interessada.”


    Resposta: C

     

    DICA: É preciso ter conhecimento da teoria, mas é fundamental ler a lei e TREINAR, por isso, depois de cada exercício vá ao Código e leia onde está prevista a matéria tratada na questão e principalmente os artigos destacados pelo Professor.


ID
5473456
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

A doutrina brasileira considera a persecução penal como a soma da atividade investigatória com a ação penal promovida pelo Ministério Público. No estudo da ação penal, observamse algumas espécies, como a ação penal pública e a ação penal privada, que ainda se subdividem. Com relação às espécies de ação penal, assinale a afirmativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • A) Art. 17. A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício. (Decreto Lei n.º 3.688/41)

    B) Art. 171, § 5º, CP.

    O Pacote Anticrime alterou a natureza jurídica da ação penal no delito de estelionato e passou a exigir a representação da vítima, como condição de procedibilidade, tornando-a, assim, ação pública condicionada à representação.

    É importante destacar que a inovação trazida pela lei 13.964/19 no crime de estelionato trouxe exceções neste particular: quando o ofendido for a Administração Pública, direta ou indireta, criança ou adolescente, pessoas portadoras de deficiência mental, maiores de 70 (setenta) anos ou incapaz, hipóteses em que a ação penal continua sendo pública incondicionada. (fonte: Migalhas)

    C) Art. 88 da Lei 9.099/95, para lesões leves e culposas, a ação é pública condicionada à representação de vítima, lembrando quando se tratar de violência doméstica contra a mulher, será pública incondicionada (já respondendo a letra E) ADIN 4424, STF.

    D) Art. 145, caput, CP.

    Os delitos contra a honra são considerados de menor potencial ofensivo que, em regra geral, a ação penal é privada, sendo de exclusiva iniciativa da vítima (personalíssima) que se procede mediante “queixa-crime”, no Juizado Especial Criminal – JECrim.

  • regra: Hoje a regra é que o crime de estelionato seja condicionado à representação.

    exceção: é de ação penal pública incondicionada:

    • contra a administração pública;
    • criança, adolescente
    • pessoa com deficiência mental
    • maior de 70 anos ou incapaz.

  • Gabarito A, porém na assertiva E nem todos os crimes de lesões corporais leves no contexto da violência doméstica são incondicionadas, somente os praticados contra a mulher.

  • GAB LETRA "A" - de amor;

    Na lei de contravenções penais as ações são PÚBLICAS (lembrar que ação civil divide-se em ação penal publica INCONDICIONADA e CONDICIONADA A REQUISIÇÃO;

    (Art. 17 - A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício.)

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal, o Código Penal e a legislação extravagante dispõem sobre ação penal. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta.

    A- Incorreta. As contravenções penais são todas de ação penal pública. Art. 17, Decreto-Lei 3688/41 (LCP): "A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício”.

    B- Correta. É o que dispõe o CP em seu art. 171, §5º: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. (...) § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for: I - a Administração Pública, direta ou indireta; II - criança ou adolescente; III - pessoa com deficiência mental; ou IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz”.

    C- Correta. É o que dispõe a Lei 9.099/95 em seu art. 88: “Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas”.

    D- Correta. É o que dispõe o CP em seu art. 145: “Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal. Parágrafo único. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça, no caso do inciso I do caput do art. 141 deste Código, e mediante representação do ofendido, no caso do inciso II do mesmo artigo, bem como no caso do § 3o do art. 140 deste Código".

    E- Correta. É o entendimento do STJ, pacificado em sua Súmula 542: “A ação penal relativa ao crime de lesão corporal resultante de violência doméstica contra a mulher é pública incondicionada”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa A (já que a questão pede a incorreta).

  • todas as contravenções penais são públicas incondicionadas!

  • esse "em regra" ferra meio mundo.

  • Cuidado com a resposta do Wilton Medeiros Mendes Junior, está errada .

    A ação penal relativa às contravenções penais é pública incondicionada, isto é, de iniciativa do Ministério Público, não dependendo de representação do ofendido para o prosseguimento da persecução penal.

    Art. 17. A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício

  • AÇÃO PENAL

    A ação penal relativa às contravenções penais é pública incondicionada, isto é, de iniciativa do Ministério Público, não dependendo de representação do ofendido para o prosseguimento da persecução penal.

    Art. 17 - A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício.

    ↳ cabe ação penal privada subsidiária da pública em caso de inércia do MP.

  • A ação penal é o direito subjetivo, abstrato e autônomo de provocar a jurisdição para aplicação de uma pena ao praticante de uma infração penal. 

    Quanto à titularidade, a ação penal é, via de regra, pública incondicionada, isto é o Ministério Público terá a legitimidade para iniciar o processo penal através da denúncia (sua petição inicial), não necessitando, para isso, de qualquer autorização ou requisito, uma vez que esta espécie de ação penal se orienta pelo princípio da obrigatoriedade e da indisponibilidade. Em determinados tipos penais, o legislador pode condicionar o exercício da ação penal pública à representação da vítima, que nada mais é do que a anuência quanto ao início da ação penal que deve ser prestada em 6 meses a partir do conhecimento da autoria. Todas estas informações estão no artigo 100 do Código Penal. 

    Analisemos cada uma das assertivas. 

    A- Incorreta. As contravenções penais são, via de regra, de ação penal pública incondicionada, conforme art. 17 do decreto-lei 3688/41:

     

    Art. 17. A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício.

     

    Contudo, cumpre ressaltar que o termo “legalidade" é comumente utilizado como sinônimo de “reserva legal", de forma que a correção da alternativa permanece dúbia.

     

     

    B- Correta. Conforme art. 171, § 5º, adicionado pelo pacote anticrime:

     

    Estelionato

    Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:

    Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

    (...)

    § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for:           

     I - a Administração Pública, direta ou indireta;           

     II - criança ou adolescente;           

     III - pessoa com deficiência mental; 

     IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz. 

     

    C- Correta. A ação penal da lesão corporal leve e culposa se encontra prevista no art. 88 da Lei 9099/95.

     

    Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas. 

     

    D- Correta. Tal previsão se encontra no art. 145 do Código Penal.

     

    Art. 145 - Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal.    

     

    E- Correta. O Supremo Tribunal Federal, na ADI 4424, decidiu que o crime de lesão corporal, mesmo que leve, é de ação penal pública incondicionada. 

     

     
    Gabarito do professor: A.
    • ·As contravenções penais são todas de ação penal pública condicionada à representação. ERRADO.

    É PÚBLICA INCONDICIONADA. Art. 17 - A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício. Cabe ação penal privada subsidiária da pública em caso de inércia do MP.

    • Em regra, a ação penal no crime de estelionato é de ação penal pública condicionada à representação. CORRETA.

    Art. 171, §5º: “OBTER, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, INDUZINDO OU MANTENDO ALGUÉM EM ERRO, MEDIANTE ARTIFÍCIO, ARDIL, OU QUALQUER OUTRO MEIO FRAUDULENTO: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. (...)

    § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for: I - a Administração Pública, direta ou indireta; II - criança ou adolescente; III - pessoa com deficiência mental; ou IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz”.

    • Nos crimes de lesões corporais leves – art. 129, caput –, a ação penal é pública condicionada à representação. CORRETA.

    Art. 88 da Lei 9.099/95: “Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, DEPENDERÁ DE REPRESENTAÇÃO A AÇÃO PENAL RELATIVA AOS CRIMES DE LESÕES CORPORAIS LEVES E LESÕES CULPOSAS”.

    •  Nos crimes contra a honra, a ação penal é privada, via de regra. CORRETA.

    Art. 145 do CP: “Nos crimes previstos neste Capítulo (CRIMES CONTRA A HONRA) somente se procede MEDIANTE QUEIXA (ISTO É, PRIVADA), salvo quando, no caso do art. 140, § 2º, da violência resulta lesão corporal.

    ·       

    • Quando o crime de lesão corporal leve for praticado no âmbito da violência doméstica, a ação penal será pública incondicionada. CORRETA

    É o entendimento do STJ, pacificado em sua Súmula 542: “A ação penal relativa ao crime de LESÃO CORPORAL RESULTANTE DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER É PÚBLICA INCONDICIONADA”.


ID
5473459
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A garantia constitucional do Habeas Corpus (art. 5º, LXVIII) tem sido constantemente interpretada pelos Tribunais Superiores, que, por meio de suas jurisprudências e súmulas, vêm delimitando o aspecto de abrangência dessa verdadeira ação popular com assento constitucional, voltada à liberdade. Levando em conta o entendimento do STF sobre o tema, assinale a afirmativa INCORRETA

Alternativas
Comentários
  • LETRA B.

    No julgamento do HC 86.834-7/SP, o STF reviu seu posicionamento sobre o tema e passou a decidir que a competência para julgar HC impetrado contra ato da Turma Recursal é do Tribunal de Justiça (se for turma recursal estadual) ou do Tribunal Regional Federal (se a turma recursal for do JEF).

    Desse modo, a competência para julgar HC contra ato de Turma Recursal é do TJ ou do TRF.

  • ADENDO -> Vedações HC

    -STF Súmula 693não cabe HC contra decisão condenatória à pena de multa ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada .

    -STF Súmula 694não cabe HC contra a imposição de pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou função pública.

    -STF Súmula 695não cabe HC quando já extinta a PPL.

    -STJ HC n. 145.275não cabe HC contra determinação de perda da função pública, como efeito secundário da pena.

    -STF Súmula 606não cabe HC originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. (exceto nos casos de competência originária do STF) 

    -STF HC 10.104 - 2009: A ação de habeas corpus, de rito sumário, não se presta à dilação probatóriaainda mais sobre fatos que demandariam profundo reexame do quadro fático-probatório, como a alegação de “incapacidade de arcar com o pagamento dos valores executados de pensão alimentícia”, pois relacionados à capacidade econômico-financeira do executado. 

    -STF HC n. 124.322 → 2020:e não se deve conhecer de HC impetrado contra outro HC, em substituição ao ROHC.

  • Engenheiro jurídico é!

  • Que banca difícil, viu!

  • Vamos analisar as alternativas, tendo em conta que é preciso encontrar a opção INCORRETA:

    - alternativa A: correta. Este é o texto da súmula 691 do STF: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar.

    - alternativa B: errada. Apesar de este ser o texto da Súmula n. 690 ("compete originariamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de habeas corpus contra decisão de turma recursal de juizados especiais criminais"), é muito importante lembrar que está súmula é considerada superada e o STF reformulou seu entendimento sobre o tema, passando a entender que compete ao TJ ou ao TRF julgar o HC nestes casos. Este entendimento já foi reafirmado nos HCs n. 86.834, 89.630, 89.916 e 101.014.

    - alternativa C: correta. Esta é a Súmula n. 695, STF: "Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade".

    - alternativa D: correta. Esta é a Súmula n. 693: "Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada".

    - alternativa E: correta. Este é o texto da Súmula n. 606: "Não cabe habeas corpus originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso".

    Gabarito do Professor: LETRA B. 
  • O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 86.834/SP, Rel. Min. MARCO AURÉLIO, reformulou sua orientação jurisprudencial a propósito da questão pertinente à competência originária para o processo e julgamento das ações de "habeas corpus" ajuizadas em face de decisões emanadas de Turmas/Colégios Recursais vinculados ao sistema de Juizados Especiais, proferindo, então, decisão consubstanciada em acórdão assim ementado:

    Esta Suprema Corte, ao rever anterior diretriz jurisprudencial, firmou entendimento no sentido de que compete, a Tribunal de Justiça (ou a Tribunal Regional Federal, quando for o caso) - e não mais ao Supremo Tribunal Federal -, a atribuição jurisdicional para apreciar, em sede originária, pedido de "habeas corpus" impetrado contra decisão de Turma Recursal estruturada no âmbito dos Juizados Especiais.

    Não mais compete, portanto, a este Supremo Tribunal Federal, processar e julgar, originariamente, pedido de "habeas corpus", quando impetrado, como no caso, contra decisão proferida por Turma Recursal vinculada ao sistema de Juizados Especiais, como reiteradamente tem decidido esta Corte (HC 89.630-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 89.916-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO - HC 101.014-MC/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.):

    "'HABEAS CORPUS'. PORTE DE ARMA DESMUNICIADA. LEI 9.437/97. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. DECISÃO DE TURMA RECURSAL DE JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL. SUPERVENIÊNCIA DO ENTENDIMENTO DE QUE NÃO CABE AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL APRECIAR 'HABEAS CORPUS' IMPETRADO CONTRA DECISÕES DE COLEGIADOS RECURSAIS. PREJUÍZO DA CONTINUIDADE DO JULGAMENTO. REMESSA PARA O TRIBUNAL COMPETENTE.

    1. No julgamento do HC 86.834, da relatoria do ministro Marco Aurélio, este Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que não cabe a esta Corte julgar 'habeas corpus' impetrado contra ato de turma recursal de Juizado Especial Criminal. Entendimento que é de se aplicar ao caso, prejudicando, assim, a continuidade do julgamento.

    2. Mantida a liminar concedida pelo Plenário do STF, os autos hão de ser remetidos para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

    "AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSO PENAL. 'HABEAS CORPUS'. TURMA RECURSAL. COMPETÊNCIA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 690 DESTA CORTE.

    I - Compete ao Tribunal de Justiça do Estado processar e julgar 'habeas corpus' impetrado contra ato emanado de Turma Recursal.

    II - Com o entendimento firmado no julgamento do HC 86.834/SP, fica superada a Súmula 690 desta Corte.

    https://www.migalhas.com.br/quentes/115770/ministro-reitera-incompetencia-do-stf-para-processar-e-julgar-hc-contra-decisao-de-turma-recursal-de-juizados-especiais


ID
5473462
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Bruno foi preso em flagrante delito pelo crime de sequestro e cárcere privado. O flagrante ocorreu de forma regular e, no prazo correto, realizou-se a audiência de custódia. Em referida audiência, o advogado de Bruno destacou que seu cliente é primário, possui bons antecedentes, tem emprego e residência fixos e compromete-se a comparecer sempre que solicitado. Nessa hipótese, o pedido a ser feito para restituir a liberdade de Bruno é 

Alternativas
Comentários
  • PM-CE 2021 CUIDA !!!!!!!!!!!!!!!!!!! O CORPO QUE NÃO VIBRA É UM ESQUELETO QUE SE ARRASTA.

  • Art. 321. Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. 282 deste Código.

     

  • PRISÃO EM FLAGRANTE = LIBERDADE PROVISÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    PRISÃO EM FLAGRANTE = LIBERDADE PROVISÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    PRISÃO EM FLAGRANTE = LIBERDADE PROVISÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    PRISÃO EM FLAGRANTE = LIBERDADE PROVISÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    PRISÃO EM FLAGRANTE = LIBERDADE PROVISÓRIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Se a prisão em flagrante for ilegal

    • será imediatamente relaxa

    OBS: Mas se a prisão for legal ?

    • Se estão presentes os requisitos para a decretação preventiva

    - decreta a prisão preventiva

    • Se não estão presente os requisitos da prisão preventiva

    -concede a liberdade provisória -

    pode aplicar também medida cautelar diversa da prisão

    • Tipos de flagrante 
    • Está cometendo -----------------> Certeza visual do crime -------> Flagrante Próprio
    • Acabou de cometer --------------> Certeza visual do crime -------> Flagrante Próprio
    • Logo após + Perseguição -------> Perseguição Ininterrupta -----> Flagrante Impróprio / Quase Flagrante
    • Logo depois + instrumentos (armas, objetos) ---------------------> Flagrante Presumido / Ficto)

  • GABARITO - C

    Liberdade provisória x relaxamento da prisão x revogação da prisão

    1. A liberdade provisória pode ser concedida, com ou sem fiança, no caso de prisão em flagrante, em que o procedimento não tiver nenhuma violação das normas previstas em lei, conforme o artigo 310, inciso III do Código de Processo Penal. Apesar da prisão ser legal, o magistrado pode entender que não é mais necessária para o procedimento criminal e, assim, determinar a liberdade provisória.
    2. O relaxamento da prisão ocorre nas hipóteses de prisão preventiva, que sofreu algum tipo de ilegalidade, ou não possui os requisitos para sua decretação.
    3. A revogação da prisão cabe tanto para prisão preventiva quanto para a prisão temporária, que ocorreram dentro da legalidade, mas que não são mais úteis para o processo criminal. 

    Fonte: www.tjdft.jus.br

     

  • Pessoal, devemos atentar para o fato de que o sujeito descrito na questão,ainda não teve decretada a prisão preventiva, veja ' Nessa hipótese, o pedido a ser feito para restituir a liberdade de Bruno é ", uma vez que a situação de flagrante ainda não foi analisada pelo juiz.

    Nesse sentido, caso o juiz decrete a prisão preventiva ainda na auidência de cústodia, o advogado poderá realizar um pedido de "revogação de prisão".

    Esquematizando.

    Antes da decisão do juiz na custódia------> pedido de relaxamento da prisão ou liberdade provisória.

    Juiz decreta a prisão-----> pedido de revogação.

    Em ambas as hipoteses é cabivél HC, independente do momento.

  • GABARITO - C

    Trata-se da Liberdade provisória.

    Incialmente, não podemos esquecer que consiste em uma medida para combater a prisão em flagrante LEGAL (mas desnecessária), impedindo a decretação da prisão cautelar, de forma que o agente se comprometa a cumprir algumas condições para garantir sua liberdade.

    Posso chamar de direito subjetivo?

    Para grande parte da doutrina, sim!

    “é um direito subjetivo do não condenado, quando presentes os requisitos autorizadores”.

    Posso aplicar a crimes hediondos ou equiparados?

    Com o advento da Lei 11.464/07, houve alteração art. 2º, II, da Lei 8.072/90, suprimindo a expressão “liberdade provisória", Por isso , a maioria entende ser possível.

    Observações no CPP:

    I) Na audiência de custódia o juiz pode conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.  

    II) O juiz pode denegar a liberdade provisória:

    Art. 310, § 2º Se o juiz verificar que o agente é reincidente ou que integra organização criminosa armada ou milícia, ou que porta arma de fogo de uso restrito, deverá denegar a liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares. 

    III) O juiz pode conceder a liberdade provisória em casos de excludente de ilicitude:

    Art. 310, § 1º Se o juiz verificar, pelo auto de prisão em flagrante, que o agente praticou o fato em qualquer das condições constantes dos incisos I, II ou III do caput do art. 23 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), poderá, fundamentadamente, conceder ao acusado liberdade provisória, mediante termo de comparecimento obrigatório a todos os atos processuais, sob pena de revogação.  

  • PMCE FUI

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o CPP dispõe sobre prisão e liberdade.

    A- Incorreta. O relaxamento de prisão apenas é cabível quando se tratar de prisão ilegal. Art. 310/CPP: "Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: I - relaxar a prisão ilegal; (...).

    B- Incorreta. O habeas corpus é o meio para se requerer a liberdade de ir e vir daquele que sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal. Art. 647/CPP: "Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar”.

    C- Correta. A liberdade provisória é concedida quando estão ausentes os requisitos da prisão preventiva. É o que dispõe o CPP em seus arts. 310, III, e 321.

    Art. 310/CPP: "Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: (...) III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança; (...)".

    Art. 321/CPP: "Ausentes os requisitos que autorizam a decretação da prisão preventiva, o juiz deverá conceder liberdade provisória, impondo, se for o caso, as medidas cautelares previstas no art. 319 deste Código e observados os critérios constantes do art. 282 deste Código”.

    D- Incorreta. A revogação da prisão preventiva ocorre quando o juiz verifica que falta de motivo para que ela subsista. Art. 316/CPP: "O juiz poderá, de ofício ou a pedido das partes, revogar a prisão preventiva se, no correr da investigação ou do processo, verificar a falta de motivo para que ela subsista, bem como novamente decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem”.

    E- Incorreta. A revisão criminal somente é admitida em relação a processos findos. Art. 621/CPP: "A revisão dos processos findos será admitida: I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos; II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos; III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa C.

  • A regra prevista em nossa Constituição Federal é que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória“, conforme artigo 5º, LVII, da Constituição Federal.

     

    Mas há as prisões cautelares, ou seja, aquelas realizadas antes da sentença penal condenatória, vejamos:

     

    A prisão em flagrante, que é aquela realizada nas hipóteses previstas no artigo 302 do Código de Processo Penal, com previsão no artigo 5º, LXI, da CF/88: “LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei”.

     

    Já a prisão preventiva, prevista no artigo 311 e seguintes do Código de Processo Penal, será decretada pelo JUIZ em qualquer fase do INQUÉRITO POLICIAL ou da AÇÃO PENAL, necessita da prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria e será decretada como:

     

    1)    GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA ou da ORDEM ECONÔMICA;

    2)    CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL;

    3)    ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL.      

     

    No que tange a prisão temporária, esta é prevista na Lei 7.960/89, cabível na fase do inquérito policial e tem os requisitos para sua decretação previstos no artigo 1º da citada lei, vejamos:

     

    1) imprescindível para as investigações do inquérito policial;

    2) o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    3) fundadas razões de autoria ou participação dos crimes previstos na lei.

     

    A prisão temporária tem o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade (artigo 2º da lei 7.960/89) nos crimes previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89 e de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período, quando se tratar de crimes hediondos, tráfico de drogas, terrorismo e tortura (artigo 2º, §4º, da lei 8.072/90). Pode ser determinada pelo Juiz mediante requerimento do Ministério Público ou mediante representação da Autoridade Policial, não sendo possível sua decretação de ofício e somente poderá ser decretada na fase pré-processual.

     

    Vejamos algumas teses do Superior Tribuna de Justiça com relação ao tema prisão:

     

    1) “A fuga do distrito da culpa é fundamentação IDÔNEA a justificar o decreto da custódia preventiva para a conveniência da instrução criminal e como garantia da aplicação da lei penal.” (edição nº 32 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    2) “A substituição da prisão preventiva pela domiciliar exige comprovação de doença grave, que acarrete extrema debilidade, e a impossibilidade de se prestar a devida assistência médica no estabelecimento penal.” (edição nº 32 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    3) “Os fatos que justificam a prisão preventiva devem ser contemporâneos à decisão que a decreta.” (edição nº 32 do Jurisprudência em Teses do STJ);

     

    4) “A segregação cautelar é medida excepcional, mesmo no tocante aos crimes de tráfico de entorpecente e associação para o tráfico, e o decreto de prisão processual exige a especificação de que a custódia atende a pelo menos um dos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal.” (edição nº 32 do Jurisprudência em Teses do STJ); 

    A) INCORRETA: O relaxamento da prisão será determinado quando a prisão for ilegal, o que não ocorreu no caso hipotético, artigo 5º, LXV, da CF/88:

     

    “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    (...)

    LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;”


    B) INCORRETA: O habeas corpus tutela o direito de ir, vir e permanecer, quando se estiver diante de uma coação ilegal, como nas hipóteses exemplificativas do artigo 648 do Código de Processo Penal.


    C) CORRETA: Como se trata de hipótese de prisão legal, o pedido a ser feito deverá ser o de concessão de liberdade provisória, vejamos o artigo 310, III, do Código de Processo Penal:

     

    “Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente:       (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)       (Vigência)  

    (...)

    III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança.”       


    D) INCORRETA: Não há que se falar em revogação da prisão preventiva se esta não foi sequer decretada. A prisão preventiva no caso hipotético poderá ser decretada se presentes as hipóteses do artigo 312 do Código de Processo Penal, vejamos este e o artigo 310, II, do CPP:

     

    “Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente:       (Redação dada pela Lei nº 13.964, de    2019)       (Vigência)      

    (...)

    II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou”  

     

    “Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.       (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)       (Vigência)

    § 1º  A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art. 282, § 4o).    (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).         (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)       (Vigência)

    § 2º A decisão que decretar a prisão preventiva deve ser motivada e fundamentada em receio de perigo e existência concreta de fatos novos ou contemporâneos que justifiquem a aplicação da medida adotada.    (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)       (Vigência)”


    E) INCORRETA: A revisão criminal só pode ser ajuizada após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória e nas hipóteses do artigo 621 do Código de Processo Penal, vejamos:

     

    “Art. 621.  A revisão dos processos findos será admitida:

    I - quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos;

    II - quando a sentença condenatória se fundar em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos;

    III - quando, após a sentença, se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena.”

     

    Resposta: C

     

    DICA: Sempre faça um resumo da matéria e dos detalhes importantes de cada questão, pois será importante para ler antes dos certames.

  • GABARITO: C

    Art. 321. O juiz, ao verificar que a petição inicial não preenche os requisitos dos arts. 319 e 320 ou que apresenta defeitos e irregularidades capazes de dificultar o julgamento de mérito, determinará que o autor, no prazo de 15 (quinze) dias, a emende ou a complete, indicando com precisão o que deve ser corrigido ou completado.

    Parágrafo único. Se o autor não cumprir a diligência, o juiz indeferirá a petição inicial.

  • Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência)

    I - relaxar a prisão ilegal; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

    II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

    III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

  • Art. 310. Após receber o auto de prisão em flagrante, no prazo máximo de até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, o juiz deverá promover audiência de custódia com a presença do acusado, seu advogado constituído ou membro da Defensoria Pública e o membro do Ministério Público, e, nessa audiência, o juiz deverá, fundamentadamente: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) (Vigência)

    I - relaxar a prisão ilegal; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

    II - converter a prisão em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 deste Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da prisão; ou (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

    III - conceder liberdade provisória, com ou sem fiança. (Incluído pela Lei nº 12.403, de 2011).

  • Bruno foi preso em flagrante delito pelo crime de sequestro e cárcere privado. O flagrante ocorreu de forma regular e, no prazo correto, realizou-se a audiência de custódia. Em referida audiência, o advogado de Bruno destacou que seu cliente é primário, possui bons antecedentes, tem emprego e residência fixos e compromete-se a comparecer sempre que solicitado. Nessa hipótese, o pedido a ser feito para restituir a liberdade de Bruno é 

    Alternativas

    A

    relaxamento de prisão. 

    Se a prisão foi legal, então não há de se falar em ralaxamento

    B

    habeas corpus

    Se Ameaça não é ilegal então não há de se falar em habeas corpus

    C

    liberdade provisória.  

    Gabarito✓

    Não será concedido liberdade provisória

    Se o agente é

    • Reincidente
    • Organizada criminosa
    • Porta arma/fogo restrita
    • Milícia

    D

    revogação de prisão preventiva. 

    Não a prisão preventiva visto que a situação ainda se encontra na audiência de custódia

    E

    revisão criminal

    A autoria e a materialidade cabe ao inquérito policial


ID
5473465
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Kátia foi vítima de tentativa de feminicídio. Habilitou-se, portanto, como assistente de acusação e, por intermédio de seu advogado, enquanto assistente de acusação, poderá praticar os atos listados nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: E

    A) Art. 271.  Ao assistente será permitido propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos  , e  .

    B) Art. 159. § 3 Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico.

    C) Art. 282. § 4º No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312 deste Código.

    D) Art. 473. Prestado o compromisso pelos jurados, será iniciada a instrução plenária quando o juiz presidente, o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor do acusado tomarão, sucessiva e diretamente, as declarações do ofendido, se possível, e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação.

  • GABARITO - E

    Art. 268.  Em todos os termos da ação pública, poderá intervir, como assistente do Ministério Público, o ofendido ou seu representante legal, ou, na falta, qualquer das pessoas mencionadas no .

    Art. 269.  O assistente será admitido enquanto não passar em julgado a sentença e receberá a causa no estado em que se achar.

    Art. 271.  Ao assistente será permitido propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos 584 § 1, e 598 .

  • Poderes do assistente

    Ao assistente será permitido:

    a) propor meios de prova;

    b) formular quesitos para a perícia e indicar assistente técnico;

    c) formular perguntas às testemunhas (sempre depois do MP);

    d) aditar os articulados, ou seja, complementar as peças escritas apresentadas pelo MP;

    e) participar do debate oral;

    f) arrazoar os recursos  interpostos  pelo  MP

    g) interpor e arrazoar seus próprios recursos;

    h) requerer a decretação da prisão preventiva e de outras medidas cautelares;

    i) requerer o desaforamento no rito do júri.

    Obs1: segundo entendimento do STJ, o CPP prevê taxativamente o rol dos atos que o assistente de acusação pode praticar.

    Obs2: o assistente da acusação não poderá aditar a denúncia formulada pelo MP.

    Fonte: DOD

  • DICAS:

    • OS ASSISTENTES DE ACUSAÇÃO SÓ SÃO ADMITIDOS DURANTE O PROCESSO, JAMAIS FORA DELE (EX: IP E EXECUÇÃO PENAL);
    • DA DECISÃO QUE ADMITE OU INADMITE A FIGURA DO ASSISTENTE NÃO CABE RECURSO, CABÍVEL MANDADO DE SEGURANÇA;
    • ESSA FIGURA SOMENTE É ADMITIDA NAS AÇÕES PENAIS PÚBLICAS, INCABÍVEL NA AÇÃO PENAL PRIVADA;
    • A VÍTIMA PODE DER ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO;
    • SÓ É ADMITIDO ATÉ O TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA;
    • NÃO PODE ADITAR A DENÚNCIA OFERTADA PELO MP;
    • SOMENTE RECORRE QUANDO O MP NÃO RECORRER (ATUAÇÃO SUBSIDIÁRIA).
  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe sobre poderes do assistente de acusação. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta.

    A- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 271, caput: “Ao assistente será permitido propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1º, e 598”.

    B- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 159, §3º: “Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico”. 

    C- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 282, §4º: “No caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas, o juiz, mediante requerimento do Ministério Público, de seu assistente ou do querelante, poderá substituir a medida, impor outra em cumulação, ou, em último caso, decretar a prisão preventiva, nos termos do parágrafo único do art. 312 deste Código”.

    D- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 473, caput: “Prestado o compromisso pelos jurados, será iniciada a instrução plenária quando o juiz presidente, o Ministério Público, o assistente, o querelante e o defensor do acusado tomarão, sucessiva e diretamente, as declarações do ofendido, se possível, e inquirirão as testemunhas arroladas pela acusação”.

    E- Incorreta. Não há permissão no CPP para o assistente de acusação aditar a denúncia formulada pelo Ministério Público.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa E (já que a questão pede a incorreta).

  • OUTRAS JURISPRUDÊNCIAS - ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO

    1.Pode manejar recurso de apelação que objetive o aumento da pena do sentenciado:

    "A legitimidade do assistente de acusação para apelar, quando inexistente recurso do Ministério Público, é ampla, podendo impugnar tanto a sentença absolutória quanto a condenatória, visando ao aumento da pena imposta, já que a sua atuação justifica-se pelo desejo legítimo de buscar justiça, e não apenas eventual reparação cível. Doutrina. Precedentes do STJ e do STF. (...)"(HC 137.339/RS, Rel. Min. Jorge Mussi, Quinta Turma, julgado em 09/11/2010)

    2.assistente de acusação NÃO detém legitimidade para recorrer de decisão judicial que conceda a suspensão condicional do processo.

    Contudo, o acórdão impugnado não contém manifesta ilegalidade tampouco teratologia, estando amparado na jurisprudência do STJ que é pacífica no no sentido de que o assistente de acusação não tem legitimidade para recorrer, em nome próprio, de decisão que concedeu a suspensão do processo, porque o rol do art. 271 do CPP é taxativo.( AgRg no Ag n. 880.214/RJ, relatado pelo Ministro Nilson Naves, e o REsp n. 604.379/SP, relatado pelo Ministro Gilson Dipp)

    3.A interveniência do assistente de acusação NÃO é permitida no curso do inquérito policial ou da execução penal.

  • A afirmativa requer conhecimento do candidato com relação a matéria referente aos sujeitos processuais.


    O processo pressupõe necessariamente a presença de três sujeitos: 1) o autor (Ministério Público ou o querelante); 2) o réu/acusado e 3) o Juiz, este último imparcial.


    Há ainda os sujeitos acessórios, como os auxiliares da justiça e assistentes da acusação.


    Tenha atenção que a testemunha é a pessoa que não está entre os sujeitos processuais e é chamada a Juízo para declarar sobre os fatos relacionados ao caso, tem o dever de comparecer em Juízo, falar a verdade e informar o endereço ao Juízo dentro de 1 (um) ano.


    A) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e o assistente de acusação poderá propor meios de provas, artigo 271, caput, do Código de Processo Penal:


    “Art. 271.  Ao assistente será permitido propor meios de prova, requerer perguntas às testemunhas, aditar o libelo e os articulados, participar do debate oral e arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério Público, ou por ele próprio, nos casos dos arts. 584, § 1º, e 598.”


    B) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e o assistente de acusação poderá formular quesitos e indicar assistente técnico, artigo 159, §3º, do Código de Processo Penal:


    “Art. 159.  O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior.       

    (...)

    § 3o  Serão facultadas ao Ministério Público, ao assistente de acusação, ao ofendido, ao querelante e ao acusado a formulação de quesitos e indicação de assistente técnico.” 


    C) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e o assistente de acusação poderá requerer a prisão preventiva do réu, artigo 311, caput, do Código de Processo Penal:


    “Art. 311. Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial.”


    D) INCORRETA (a alternativa): a presente afirmativa está correta e o assistente de acusação poderá formular perguntas as testemunhas, artigo 271, caput, do Código de Processo Penal (descrito no comentário da alternativa “a”), sempre após o Ministério Público.


    E) INCORRETA: Somente o Ministério Público é que pode fazer o aditamento da denúncia.


    Resposta: E


    DICA: Leia sempre mais de uma vez o enunciado das questões, a partir da segunda leitura os detalhes que não haviam sido percebidos anteriormente começam a aparecer.






ID
5473471
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Dar-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir. Nesse sentido, de acordo com a lei, será cabível habeas corpus no listado nas alternativas a seguir, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. 

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A.

    Nos termos da Súmula 695 do Supremo Tribunal Federal, “não cabe 'habeas corpus' quando já extinta a pena privativa de liberdade.

  • ADENDO -> Vedações HC

    -STF Súmula 693: não cabe HC contra decisão condenatória à pena de multa ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada .

    -STF Súmula 694: não cabe HC contra a imposição de pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou função pública.

    -STF Súmula 695: não cabe HC quando já extinta a PPL.

    -STJ HC n. 145.275não cabe HC contra determinação de perda da função pública, como efeito secundário da pena.

    -STF Súmula 606: não cabe HC originário para o Tribunal Pleno de decisão de Turma, ou do Plenário, proferida em habeas corpus ou no respectivo recurso. (exceto nos casos de competência originária do STF) 

    -STF HC 10.104 - 2009: A ação de habeas corpus, de rito sumário, não se presta à dilação probatória, ainda mais sobre fatos que demandariam profundo reexame do quadro fático-probatório, como a alegação de “incapacidade de arcar com o pagamento dos valores executados de pensão alimentícia”, pois relacionados à capacidade econômico-financeira do executado. 

    -STF HC n. 124.322 → 2020:e não se deve conhecer de HC impetrado contra outro HC, em substituição ao ROHC.

  • Não cabe habeas corpus quando sua liberdade de ir e vir não estiver ameaçado ou extinguir a punibilidade. Gab. A
  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe e os Tribunais Superiores entendem sobre habeas corpus. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta.

    A- Incorreta. O STF entende não ser cabível HC quando já extinta a pena privativa de liberdade. Súmula 695: “Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade”.

    B- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 648, III: “A coação considerar-se-á ilegal: (...) III - quando quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo; (...)”.

    C- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 648, I: “A coação considerar-se-á ilegal: I - quando não houver justa causa; (...)”.

    D- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 648, VII: “A coação considerar-se-á ilegal: (...) VII - quando extinta a punibilidade”.

    E- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 648, V: “A coação considerar-se-á ilegal: (...) V - quando não for alguém admitido a prestar fiança, nos casos em que a lei a autoriza; (...)”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa A (já que a questão pede a incorreta).

  • Inicialmente, é interessante que se faça uma abordagem geral sobre o habeas corpus.

    A Constituição Federal prevê, em seu artigo 5º, LXVIII, que conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder.


    O sentido da palavra “alguém" refere-se tão somente à pessoa física, seja brasileiro ou estrangeiro em território nacional (STF, 2ªT, HC 102041/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 20-4-2010).


    Trata-se de uma garantia individual ao direito de locomoção, consubstanciada em uma ordem dada pelo Juiz ou Tribunal ao coator, fazendo cessar a ameaça ou a coação à liberdade de locomoção em sentido amplo – o direito do indivíduo de ir, vir, e ficar, consagrado no artigo 5º, XV, CF/88.

    É meio idôneo para garantir todos os direitos do acusado ou sentenciado relacionados à sua liberdade de locomoção, ainda que funcione como simples condição de direito-meio.  


    Não poderá ser utilizado para a correção de qualquer inidoneidade que não implique coação ou iminência direta à coação à liberdade de ir e vir. Nesse sentido Súmula 693, STF; Sumula 695, STF; STF – 1ªT HC 100.664/DF.

    Destaca-se que na apreciação do HC, o Judiciário não está vinculado à causa de pedir e pedido formulados, sendo certo que havendo convicção sobre a existência de ato ilegal não suscitado pelo impetrante, deverá afastá-lo, mesmo que isso provoque concessão de ordem em sentido diverso do pleiteado (vide julgado STF- 2ªT – HC nº 69.421/SP – Rel. Min. Marco Aurélio), com fundamentação no art. 654, §2º, CPP.


    Ressalta-se que quanto à legitimidade ativa para o ajuizamento do HC, sabe-se que esta relaciona-se ao atributo da personalidade, não se exigindo a capacidade de estar em juízo, nem a capacidade postulatória, consubstanciando-se em uma ação penal popular.

    Destarte, conforme preleciona Alexandre de Moraes, em seu livro Direito Constitucional, Ed. Atlas, ed. 2017:

    “Assim, qualquer do povo, nacional ou estrangeiro, independente de capacidade civil, política, profissional, de idade, sexo, profissão, estado mental, pode fazer uso do habeas corpus em benefício próprio ou alheio. Não há impedimento para que dele se utilize pessoa menor de idade, insana mental, mesmo sem estarem representados ou assistidos por outrem. O analfabeto, também, desde que alguém assine a petição a rogo, poderá ajuizar a ação de habeas corpus." (MORAES, 2017)


    Quanto à possibilidade de impetração por pessoa jurídica, sabe-se que é um assunto que divide a doutrina, sendo que a maioria dela se posiciona pela possibilidade de o habeas corpus ser impetrado por pessoa jurídica, em favor de pessoa física; todavia, não será possível que a pessoa jurídica figurar como paciente na impetração do HC, por inexistência fática de ameaça ou lesão à uma inexistência liberdade de locomoção (STF – Pleno – HC nº 92.921/BA – Rel. Min. Ricardo Lewandowski – julgado em 19-08-2008).

    O promotor de justiça, conforme dispõe o art. 32, Lei Orgânica Nacional do MP (Lei nº8.625/1993), também poderá impetrar HC.


    No que tange à legitimidade passiva, sabe-se que o ato do coator poderá ser tanto de autoridade (delegado de polícia, promotor de justiça, etc), nos casos de ilegalidade e abuso de poder, como também de particular nos casos de ilegalidade. Apesar de na maioria dos casos em que houver ato ilegal do particular, a via mais utilizada ser a intervenção policial para cessá-lo, existem situações em que a melhor via será o HC, como por exemplo, nos casos de internações em hospitais (RT 509/336) e em clínicas psiquiátricas (RT 584/339).

    Realizadas as considerações sobre o tema, e passando para a análise da questão, deve ser assinalada aquela em que não é cabível o HC.

    a) ERRADO – Conforme a Súmula 695, STF, não cabe "habeas corpus" quando já extinta a pena privativa de liberdade.

    b) CORRETO – É cabível HC em caso de prisão ilegal ordenada por juiz incompetente. Vide HC 40865 STF.

    c) CORRETO – O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada a falta de justa causa (materialidade do crime e indícios de autoria), a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade (tese fixada pelo STJ).

    d) CORRETO – O trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é medida excepcional, admissível apenas quando demonstrada a falta de justa causa (materialidade do crime e indícios de autoria), a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade (tese fixada pelo STJ).

    e) CORRETO – É cabível HC quando não for oferecida a fiança em caso permitido por lei, onde não seja necessária a manutenção da prisão. Vide HC 100000025955 ES. Inclusive, apenas a título de argumentação, é entendimento jurisprudencial no sentido de que, quando não estão presentes os requisitos do artigo 312, CPP, configura-se hipótese de constrangimento ilegal a manutenção da prisão unicamente por falta de pagamento de fiança arbitrada (HC 464208/CE).

     

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA A

  • -quem ordenar a coação não tiver competência para fazê-lo torna a prisão ilegal. (cabe hc )

    -não houver justa causa para a prisão torna a prisão ilegal. (cabe hc )

    -estiver extinta a punibilidade do agente torna a prisão ilegal. (cabe hc )

    não se admitir o pagamento de fiança permitida em lei se a prisão for legal não cabe se for ilegal sim .

    Temos que ter bola de cristal para entender a cabeça do examinador ?

  • Não sabia das Súmulas, fui na lógica. Muito bom rsrs


ID
5473474
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

De acordo com os artigos 10 e 11 da Lei 6.091/74, constitui crime eleitoral o fornecimento de transporte irregular de eleitores. Nesse sentido, considere que Armando, desempregado, furte um veículo no dia da eleição com a finalidade específica de utilizar o bem para realizar transporte irregular de eleitores. Nessa hipótese, acerca da competência e levando em conta a disposição legal sobre o tema, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • É isso mesmo letra E

  • A Justiça Eleitoral é competente para processar e julgar crime comum conexo com crime eleitoral, ainda que haja o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do delito eleitoral.

    STF. 2ª Turma. RHC 177243/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 29/6/2021 (Info 1024).

  • A Justiça Eleitoral é competente para processar e julgar crime comum conexo com crime eleitoral, ainda que haja o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do delito eleitoral.

    STF. 2ª Turma. RHC 177243/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 29/6/2021 (Info 1024).

  • GABARITO: E

    Conforme a jurisprudência do TSE, os crimes eleitorais e os comuns conexos a eles são de competência da Justiça Eleitoral.

    “[...] Crimes conexos. Competência da Justiça Eleitoral. [...] 5. A competência criminal da Justiça Eleitoral estende-se aos crimes conexos aos crimes eleitorais, nos termos dos arts. 78, inciso IV, e 81 do Código de Processo Penal, podendo estender-se aos crimes de responsabilidade de prefeitos previstos no Decreto-Lei nº 201/1967. 6. O Supremo Tribunal Federal reafirmou, em julgado recente, a competência da Justiça Eleitoral para julgar os crimes conexos, conforme acórdão do Inq. nº 4435, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 14.3.2019 (pendente de publicação). [...]” (Ac. de 3.9.2019 no REspe nº 4210, rel. Min. Edson Fachin, red. designado Min. Tarcisio Vieira de Carvalho Neto.)

    ----------------------------------------------------

    Todavia, existe uma exceção quando há crime doloso contra a vida conexo com crime eleitoral. Nesse caso, a doutrina majoritária entende que deve haver a separação dos processos, conforme ensina Norberto Avena:

    Necessária a separação entre as duas jurisdições, de sorte que ao Tribunal do Júri competirá o julgamento do crime doloso contra a vida, e, à Justiça Eleitoral, o crime eleitoral. A respeito deste entendimento, Fernando Capez esclarece que "leis infraconstitucionais, como os dispositivos do CPP, que preveem o deslocamento da competência e consequente reunião de processos pela conexão ou continência, não podem se sobrepor às regras constitucionais de fixação de competência, como são as do Tribunal do Júri". Na esteira da maioria doutrinária, concordamos inteiramente com essa corrente.

  • Nossa! Uma questão dessa para a área da engenharia :O

  • Regra: 

    compete à Justiça Eleitoral julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos (entendimento consolidado STF).

    Ressalva-se, o caso de existir conexão entre uma infração penal eleitoral e um crime doloso contra a vida, hipótese em que haverá obrigatoriamente a separação de processos, afinal, a competência do Tribunal do Júri vem estabelecida na Constituição Federal, não podendo ser subtraída por disposições infraconstitucionais.

    Regra geralCompete à Justiça Eleitoral julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexosCabe à Justiça Eleitoral analisar, caso a caso, a existência de conexão de delitos comuns aos delitos eleitorais e, em não havendo, remeter os casos à Justiça competenteSTF. Plenário. 14/03/19 - Info 933.

    Exceção: Tribunal do júri.


ID
5473477
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca das disposições constitucionais aplicáveis ao processo penal, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • alguem responde essa questao

  • a) – Ninguém pode ser constrangido a produzir provas contra si próprio (RTJ 141/512, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 176/805-806, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.) nem compelido a cooperar com as autoridades incumbidas da persecução penal (HC 83.943/MG, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – HC 99.289/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), em juízo ou fora dele, pois o postulado constitucional contra a autoincriminação reveste-se de caráter abrangente e compreende diversas prerrogativas de ordem jurídica, como o direito de permanecer em silêncio (HC 79.812-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), o direito de não ser obrigado a apresentar provas que lhe comprometam a defesa, nem forçado a participar, ativa ou passivamente, de procedimentos probatórios que lhe possam afetar, “in pejus”, a esfera jurídica, tal como o fornecimento, de próprio punho, de padrões gráficos necessários à realização de exame pericial grafotécnico (HC 77.135/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.). Precedentes.

    e) "Pela dinâmica do contraditório, no processo penal, a Defesa goza da prerrogativa de falar após a Acusação. Não se trata de nenhum favor ou privilégio, mas sim de medida indispensável para assegurar o equilíbrio de forças, de modo a evitar que uma das partes possua mais espaço para influenciar a convicção do magistrado do que a outra, como ocorreria caso o Parquetpudesse alegar algo em prejuízo do réu, sem que a este, em contrapartida, fosse franqueado o direito de revidar na mesma medida".

    http://pieri.adv.br/a-paridade-de-armas-manda-lembrancas/ 

    Considerando a explicação acima, o erro da questão estaria na expressão "sinônimo".

  • Me parece que o erro da alternativa está em afirmar que a defesa pode usar de todos os recursos permitidos em lei. Acredito que a linha correta seria afirmar que são os recursos admitidos em direito.

  • alguem explica essa questão, por favor

  • Devido Processo Legal não é sinônimo de contraditório e ampla defesa. O Devido Processo Legal é um dos chamados "superprincípios", e é mais abrangente do que o contraditório e a ampla defesa. Portanto, o Devido Processo Legal contém o contraditório e a ampla defesa, mas não se confunde com eles.

    O texto a seguir foi feito antes do CPC de 2015, e dessa forma, os dispositivos estão desatualizados, mas a ideia geral permanece:

    "Inegavelmente, o contraditório, a ampla defesa e o direito de acesso à justiça (princípio da inafastabilidade da jurisdição) são inerentes ao devido processo legal. De fato, representam corolários da aplicação deste princípio. Contudo, a materialização do devido processo legal vai mais além, isto é, se dá de forma ainda mais abrangente. Vejamos: o tratamento paritário conferido às partes envolvidas no processo (art. 5º, I, CPC); a publicidade do processo (art. 5º, LX, CF); a proibição da produção de provas ilícitas (art. 5º, LVI); a imparcialidade do julgador, bem como a garantia do juiz natural (art. 5º, XXXVII e LIII); a motivação das decisões (art. 93, IX); a duração razoável do processo (art. 5º, LXXVIII), etc. Todos esses princípios e garantias solidificam o devido processo legal, ou seja, formam um processo legalmente estabelecido."

    Fonte: https://jus.com.br/artigos/22857/principio-do-devido-processo-legal

  • GABARITO B

    Comentário da professora Lara Castelo Branco na questão Q1804183

    a) Incorreta. A assertiva revela-se equivocada por ventilar a possibilidade de o indiciado ser obrigado a fornecer padrões gráficos para realização de perícia grafotécnica, o que não coaduna com direito processual penal pátrio, uma vez que é garantido ao acusado o direito de não praticar comportamento ativo incriminador.

    b) Correta. A assertiva tem sustento no posicionamento adotado pelos Tribunais Superiores de que a duração razoável do processo deve ser respeitada em todas as esferas da persecução penal.

    c) Incorreta. A assertiva vai de encontro ao que disciplina o Princípio da Inadmissibilidade das Provas Ilícitas, que rege o direito processual penal. A prova ilícita somente poderá ser usada, em caráter excepcional, para garantir a presunção de inocência e a liberdade do indivíduo, ou seja, em favor do réu, nunca em seu prejuízo.

    d) Incorreta. A assertiva diverge da norma disposta no art. 312 do Código de Processo Penal. Não basta a prova de materialidade do delito para que as prisões cautelares sejam cabíveis, os demais requisitos legais do artigo devem ser respeitados, além do princípio da presunção de inocência não poder ser flexibilizado em prejuízo do réu.

    e) Incorreta. A assertiva não encontra respaldo no ordenamento jurídico, dado que os princípios do contraditório e da ampla defesa se complementam e são corolários do princípio do devido processo legal, mas não são sinônimos.

  • Princípios são os fundamentos que alicerçam determinada legislação, podendo ser explícitos ou implícitos.

    Conforme José Afonso da Silva “os princípios são ordenações que irradiam e imantam os sistemas de normas". Acrescentam-se, as palavras de Celso Antônio Bandeira de Melo que “o princípio exprime a noção de mandamento nuclear de um sistema".

    A questão versa sobre determinados princípios e suas implicações ao direito. Vejamos.

    a) ERRADO – O princípio da não auto-incriminação consigna que ninguém é obrigado a se auto-incriminar ou a produzir prova contra si mesmo.

    Dessa maneira, nenhum indivíduo pode ser obrigado a fornecer involuntariamente qualquer tipo de elemento que o envolva direta ou indiretamente na prática de um crime.

    É importante mencionar que tal princípio, de acordo com o STF, também se aplica no que concerne à obrigatoriedade do acusado ou investigado em fornecer material gráfico para fins de exame grafotécnico. Nesse sentido, o STF já decidiu que não se pode compelir ou obrigar o investigado a fornecer padrões gráficos de próprio punho, pois isso seria uma afronta ao princípio do Nemo tenetur sine detegere:

    EMENTA: HABEAS CORPUS. CRIME DE DESOBEDIÊNCIA. RECUSA A FORNECER PADRÕES GRÁFICOS DO PRÓPRIO PUNHO, PARA EXAMES PERICIAIS, VISANDO A INSTRUIR PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO DO CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO. NEMO TENETUR SE DETEGERE. Diante do princípio nemo tenetur se detegere, que informa o nosso direito de punir, é fora de dúvida que o dispositivo do inciso IV do art. 174 do CPP há de ser interpretado no sentido de não poder ser o indiciado compelido a fornecer padrões gráficos do próprio punho, para os exames periciais, cabendo apenas ser intimado para fazê-lo a seu alvedrio. É que a comparação gráfica configura ato de caráter essencialmente probatório, não se podendo, em face do privilégio de que desfruta o indiciado contra a auto-incriminação, obrigar o suposto autor do delito a fornecer prova capaz de levar à caracterização de sua culpa. Assim, pode a autoridade não só fazer requisição a arquivos ou estabelecimentos públicos, onde se encontrem documentos da pessoa a qual é atribuída a letra, ou proceder a exame no próprio lugar onde se encontrar o documento em questão, ou ainda, é certo, proceder à colheita de material, para o que intimará a pessoa, a quem se atribui ou pode ser atribuído o escrito, a escrever o que lhe for ditado, não lhe cabendo, entretanto, ordenar que o faça, sob pena de desobediência, como deixa transparecer, a um apressado exame, o CPP, no inciso IV do art. 174. Habeas corpus concedido. (HC 77.135, Relator (a):  Min. ILMAR GALVÃO, Primeira Turma, julgado em 08/09/1998, DJ 06-11-1998 PP-00003 EMENT VOL-01930-01 PP-00170).

    b) CORRETO - A Constituição Federal de 1988 assegura a razoável duração do processo a todos, no âmbito judicial e administrativo, arrolando-a como direito fundamental, nos termos do inciso LXXVIII do art. 5º.

    Relativamente à questão, sabe-se que o STJ também vem reconhecendo o direito a duração razoável na fase pré-processual, determinando o trancamento dos inquéritos policiais, o que ocorreu no HC 96666/MA, sob a relatoria do Ministro Napoleão Nunes Maia Filho, onde restou consignado que:

    No caso, passados mais de 7 anos desde a instauração do Inquérito pela Polícia Federal do Maranhão, não houve o oferecimento de denúncia contra os pacientes. É certo que existe jurisprudência, inclusive desta Corte, que afirma inexistir constrangimento ilegal pela simples instauração de Inquérito Policial, mormente quando o investigado está solto, diante da ausência de constrição em sua liberdade de locomoção (HC 44.649/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, DJU 08.10.07); entretanto, não se pode admitir que alguém seja objeto de investigação eterna, porque essa situação, por si só, enseja evidente constrangimento, abalo moral e, muitas vezes, econômico e financeiro, principalmente quando se trata de grandes empresas e empresários e os fatos já foram objeto de Inquérito Policial arquivado a pedido do Parquet Federal.

    A tese foi recentemente reiterada pelo STJ no julgamento do RHC 61.451/MG (realizado em 14/02/2017), cuja relatoria foi do Min. Sebastião Reis Júnior, gizou-se que:

    “Mostra-se inadmissível que, no panorama atual, em que o ordenamento jurídico pátrio é norteado pela razoável duração do processo (no âmbito judicial administrativo) – cláusula pétrea instituída expressamente na Constituição Federal pela Emenda Constitucional nº 45/2004 -, um cidadão seja indefinidamente investigado, transmutando a investigação do fato para a investigação da pessoa.

    c) ERRADO – Diversos doutrinadores são favoráveis à utilização das provas ilícitas no processo penal, mas não de forma ilimitada, devendo apenas serem aceitas as provas ilícitas que beneficiem o réu.

    Interessante o posicionamento de Mendonça:

    De qualquer sorte, é importante ressaltar que a doutrina majoritária entende admissível a prova ilícita pro reo, ou seja, para comprovar a inocência do acusado. Se a vedação foi estabelecida como garantia do indivíduo, não poderia ser utilizada em seu desfavor, quando necessária para comprovar a inocência. Ademais, outro fundamento comumente invocado para a admissão da prova ilícita pro reo é que haveria, nesta situação, exclusão da ilicitude, em razão da caracterização do estado de necessidade (MENDONÇA, 2009, p. 166).

    De acordo com este fundamento Paulo Rangel, em seu Direito Processual Penal, 8ª edição, Rio de Janeiro, Editora Lúmen juris, 2004, afirma que é admissível a prova colhida com (aparente) infringência às normas legais, desde que em favor do réu para prova sua inocência, pois absurda seria a condenação de um acusado que, tendo provas de sua inocência, não poderia usá-las só porque (aparentemente) colhidas ao arrepio da lei. Afirmamos se aparente a infringência da lei por entendermos que o estado de necessidade exclui a ilicitude, pois a necessidade de salvar o interesse maior (liberdade de locomoção), sacrificando o menor (sigilo das comunicações telefônicas) em uma situação não provocada de conflito externo, justifica a conduta do réu. Estará ele (réu) agindo de acordo com o direito e não de forma contrária.

    d) ERRADO – Conforme artigo 312, CPP, a prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado.

    Apenas a título de complementação, é interessante trazer recente julgado do STJ sobre a questão da decretação de cautelar de ofício, onde estipula que após o advento da Lei nº 13.964/2019, não é mais possível a conversão da prisão em flagrante em preventiva sem provocação por parte ou da autoridade policial, do querelante, do assistente, ou do Ministério Público, mesmo nas situações em que não ocorre audiência de custódia. STJ. 3ª Seção. RHC 131.263, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 24/02/2021 (Info 686). STF. 2ª Turma. HC 188888/MG, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 6/10/2020 (Info 994).

    e) ERRADO – Aqui não há sinônimo. Segundo Alexandre de Moraes, em seu livro Direito Constitucional da Editora Atlas, o devido processo legal configura dupla proteção ao indivíduo, atuando tanto no âmbito material de proteção ao direito de liberdade quanto no âmbito formal, ao assegurar-lhe paridade total de condições com o Estado-persecutor e plenitude de defesa (direito à defesa técnica, à publicidade do processo, à citação, de produção ampla de provas, de ser processado e julgado pelo juiz competente, aos recursos, à decisão imutável, à revisão criminal).

    A ampla defesa e o contraditório, por sua vez, são as bases do devido processo legal. A ampla defesa consiste em assegurar que o réu tenha condições de trazer para o processo todos os elementos tendentes a esclarecer a verdade. Já o contraditório é a própria exteriorização da ampla defesa, onde a todo ato produzido pela acusação caberá igual direito de oposição por parte do réu, bem como de trazer a versão que melhor lhe apresente ou fornecer uma interpretação jurídica diversa daquela feita pelo autor.

    GABARITO DO PROFESSOR: LETRA B



ID
5473480
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Jorge Henrique, 45 anos, capaz, em 2/1/2021, foi vítima de delito de estelionato praticado por Ana Cláudia. Jorge Henrique tomou conhecimento da autoria do delito em 5/1/2021 e, nesse mesmo dia, noticiou os fatos à autoridade policial, com a respectiva representação, tendo sido, em decorrência, instaurado inquérito policial. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Comentários
  • CPP

    Artigo 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

    Gabarito C

    Bons Estudos!

  • Vejamos alguns pontos em relação a retratação.

    O professor Nucci define a retratação como a atitude do ofendido voltar atrás, retirando a autorização dada ao Ministério Público para poder prosseguir com a ação penal (note que, na linha dos ensinamentos do professor já mencionado, "a representação confere ao promotor autorização para agir e não obrigatoriedade"). Contudo, tal atitude deverá ocorrer antes do oferecimento da peça acusatória.

    Vejamos a redação do Art. 25 do Código de Processo Penal, que diz: a representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

    Ainda tratando acerca da retratação, deve-se mencionar como ela é tratada na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06). Na referida lei, a ocorrência de renúncia a representação só poderá acontecer em audiência especial e antes do recebimento (não do oferecimento, como no CPP) da denúncia, além de tal questão ser viável apenas nas ações penais públicas condicionadas a representação (conforme expressa previsão do Art. 16 da mencionada lei).

    Por fim, podemos falar na possibilidade e na aceitação de que o ofendido ofereça nova representação após ter feito a retratação, isto é, uma retratação da retratação?

    O professor, Guilherme de Souza Nucci afirma que sim, tendo em vista não existir vedação legal para tal situação. Contudo, defender tal possibilidade só se torna viável se o ofendido a realizar no prazo de seis meses, tendo em vista que após tal período temporal, terá ocorrido a decadência. Além disso, ainda que seja possível a ocorrência da retração da retratação no prazo citado, deve-se ater se o sujeito não está agindo de má-fé, isto é, podendo se utilizar dessa possibilidade para obter vantagens ou fazer "pressão psicológica" sobre outrem.

  • GABARITO - C

    A) Jorge Henrique poderá retratar-se da representação até o dia 4/7/2021, independentemente do oferecimento ou não da denúncia.

    1º O crime de estelionato por regra é de ação penal pública condicionada à representação. Nesse sentido,

    a retratação pode ser feita até antes do Oferecimento da denúncia.

    CPP, Art. 25.  A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

    CUIDADO!

    CPP - Oferecimento da denúncia

    MaRia da Penha - Recebimento da denúncia.

    ------------------------------------------------------------------------

    B) Jorge Henrique não poderá se retratar da representação feita, pois a ação penal, embora seja condicionada, é pública, razão pela qual o Ministério Público é o único dominus litis.

    Ele poderia retratar-se até antes do oferecimento da denúncia.

    ----------------------------------------------------------------------

    D) Jorge Henrique poderá retratar-se da representação a qualquer tempo, desde que ainda não tenha ocorrido o trânsito em julgado da condenação. 

    Vide itens anteriores!

    -----------------------------------------------------------------------

    E) Jorge Henrique poderá retratar-se da representação até o dia 1/7/2021, independentemente do oferecimento ou não da denúncia.

    Vide itens anteriores!

  • No CPP= retratação até o oferecimento da denúncia

    Na lei Maria da Penha= retratação até o recebimento da denúncia

  • Art. 25.  A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

  • A REPRESENTAÇÃO É IRRETRATÁVEOOOOOOOO DEPOIS DE OOOOOOOFERECIDA A DENÚNCIA

    TATUEM ISSO NO CÉREBRO :)

  • Regra geral: será irretratável depois de OFERECIDA a denuncia

    Lei maria da penha: Será irretratável depois de RECEBIDA a denuncia

  • CRIMES E SUAS RESPECTIVAS AÇÕES

    Contravenções---> Incondiconada

    Contra a dignidade sexual --> Incondicionada

    Estelionato --> Condicionada a representação

           SALVO--> Vitima +70 Incondicionada

    Dano--> Privada

    SALVO--> Contra UEMD--> Incondicionada

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe sobre ação penal.

    A- Incorreta. A representação será irretratável depois de oferecida a denúncia, vide alternativa C.

    B- Incorreta. O crime de estelionato é perseguido por ação penal pública condicionada à representação, que, é de titularidade do Ministério Público. No entanto, como depende de representação da vítima, não pode existir sem ela. Ainda que concedida a representação, é possível a retratação da vítima, desde que até o oferecimento da denúncia.

    Art. 24/CPP: "Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.

    Art. 25/CPP: "A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia".

    Art. 171/CP: "Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de quinhentos mil réis a dez contos de réis. (...) § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for: I - a Administração Pública, direta ou indireta; II - criança ou adolescente; III - pessoa com deficiência mental; ou IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz".

    C- Correta. É o que dispõe o CPP, em seu art. 25: "A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia”.

    D- Incorreta. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia, vide alternativa C.

    E- Incorreta. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia, vide alternativa C.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa C.

  • As ações penais podem classificadas como públicas, que têm como titular o Ministério Público, as quais podem ser públicas incondicionadas e públicas condicionadas, conforme previsto no parágrafo primeiro do artigo 100 do Código Penal.


    Nas ações penais públicas condicionadas a titularidade continua a ser do Ministério Público, mas este para atuar depende da manifestação/autorização da vítima, sendo a representação uma condição de procedibilidade.


    Já nas ações penais privadas o direito de punir continua com o Estado, mas a iniciativa passa a ser do ofendido ou de seu representante legal, vez que os fatos atingem a intimidade da vítima, que pode preferir ou não o ajuizamento da ação e discussão do fato em juízo.       


    Nas ações penais privadas a peça inicial é a queixa-crime, pode ser ajuizada pelo ofendido ou por seu representante legal e no caso de morte do ofendido ou de este ser declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer a queixa ou prosseguir na ação penal passará ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão (artigos 30 e 31 do CPP).    


    O prazo para a oferta da queixa-crime é de 6 (seis) meses, contado do dia em que tomar conhecimento da autoria do delito (artigo 38 do Código de Processo Penal).


    O Ministério Público atua na ação penal privada como custos legis, nos termos do artigo 45 do Código de Processo Penal.


    Os princípios aplicáveis a ação penal pública são:


    1) PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE: o Ministério Público está obrigado a promover a ação penal quando presentes os requisitos legais. Tenha atenção que com relação às exceções a obrigatoriedade, como ocorre com a oferta da transação penal (artigo 76 da lei 9.099/95), o que se denomina de obrigatoriedade mitigada ou discricionariedade regrada.


    2) PRINCIPIO DA DIVISIBILIDADE: o Ministério Público pode ajuizar a ação penal em face de um réu e a investigação prosseguir em face de outros. Nesse sentido o julgamento do HC 34.233/SP:


    “PROCESSUAL PENAL. ACÓRDÃO DE TRIBUNAL DE JUSTIÇA DENEGATÓRIO DE HABEAS CORPUS. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EM SENTIDO ESTRITO AO INVÉS DE RECURSO ORDINÁRIO. ERRO GROSSEIRO. FUNGIBILIDADE. NÃO APLICAÇÃO. CONHECIMENTO DA SÚPLICA COMO IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE. PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE. NÃO INCIDÊNCIA À AÇÃO PENAL PÚBLICA. PRECEDENTES ITERATIVOS DO STJ.        
    1 - A interposição de recurso em sentido estrito no lugar de recurso ordinário, contra acórdão que denega habeas corpus, em única instância, em Tribunal de Justiça, configura erro grosseiro, apto aimpedir a aplicação da fungibilidade, ainda mais se, como na espécie, a súplica somente foi protocolada mais de trinta depois da publicação do julgado atacado, inviabilizando qualquer tipo de recurso.
    2 - Hipótese expressa na Constituição Federal acerca do cabimento do recurso ordinário e ausência de previsão, no Código de ProcessoPenal, em uma das hipóteses taxativas referentes ao recurso em sentido estrito.    
    3 - Não vigora o princípio da indivisibilidade na ação penal pública. O Parquet é livre para formar sua convicção incluindo naincrepação as pessoas que entenda terem praticados ilícitos penais, ou seja, mediante a constatação de indícios de autoria ematerialidade, não se podendo falar em arquivamento implícito em relação a quem não foi denunciado.      
    4 - Recurso não conhecido.”


    3) PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA: aplicável a ação penal pública e privada, decorre do princípio da pessoalidade da pena, artigo 5º, XLV, da Constituição Federal de 1988: “XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;”


    4) PRINCÍPIO DA OFICIALIDADE: a ação penal pública deverá ser ajuizada por órgão oficial, ou seja, o Ministério Público, artigo 129, I, da Constituição Federal de 1988:


    “Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:

    I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;

    (...)”


    5) PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE: o Ministério Público não pode desistir da ação penal e do recurso interposto, artigos 42 e 576 do CPP:


    “Art. 42.  O Ministério Público não poderá desistir da ação penal.”

    “Art. 576.  O Ministério Público não poderá desistir de recurso que haja interposto.”


    Já os princípios aplicáveis a ação penal privada são:


    1) PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE OU CONVENIÊNCIA: a vítima tem a faculdade de ofertar ou não a ação penal;  


    2) PRINCÍPIO DISPONIBILIDADE: na ação penal privada a vítima pode desistir da ação, pelo perdão ou pela perempção, esta última de acordo com as hipóteses do artigo 60 do CPP:


    “Art. 60.  Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-se-á perempta a ação penal:

    I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 dias seguidos;

    II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36;

    III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais;

    IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor”.


    3) PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE: quando a parte optar por oferecer a ação penal deverá realizar em face de todos os autores, artigo 48 do CPP: “Art. 48.  A queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade”.



    A) INCORRETA: a representação será irretratável se já oferecida a denúncia, artigo 25 do Código de Processo Penal:


    “Art. 25.  A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.”


    B) INCORRETA: o crime de estelionato, em regra, é de ação penal pública condicionada e neste tipo de ação a retratação a representação poderá ocorrer até o oferecimento da denúncia, artigo 25 do Código de Processo Penal (descrito no comentário da alternativa “a”).


    C) CORRETA: após o oferecimento da denúncia a representação é irretratável, artigo 25 do Código de Processo Penal (descrito no comentário da alternativa “a”).


    D) INCORRETA: A retratação da representação somente pode ocorrer até o oferecimento da denúncia. Tenha atenção que a retratação da retratação a representação poderá ocorrer dentro do prazo de 6 (seis) meses do conhecimento da autoria, artigo 38, caput, do Código de Processo Penal:


    “Art. 38.  Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de seis meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia.”    


    E) INCORRETA: a representação será irretratável se já oferecida a denúncia. Vejamos as hipóteses em que o crime de estelionato é de ação penal pública incondicionada:


    “Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:

    (...)

    § 5º Somente se procede mediante representação, salvo se a vítima for:           (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    I - a Administração Pública, direta ou indireta;           (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    II - criança ou adolescente;           (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    III - pessoa com deficiência mental; ou           (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz.”    


    Resposta: C


    DICA
    : Atenção especial com as afirmações GERAIS como sempre, somente, nunca, pois estas tendem a não ser corretas.


  • GABARITO: C

    Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

  • a) Somente poderá se retratar até o oferecimento da denúncia.

    b) Na realidade, em que pese a ação penal ser pública condicionada à representação, o legislador conferiu a oportunidade da vítima/ofendido de se retratar da representação até o oferecimento da denúncia.

    c)  Art. 25. A representação será irretratável, depois de oferecida a denúncia.

    d) Poderá retratar-se da representação até o oferecimento da denúncia, após tal lapso temporal não será possível a retratação.

    e) No que tange à data, tendo em vista que ele somente tomou conhecimento da autoria do delito em 05/01/2021, o prazo decadencial terá início nesse dia, findando, portanto, no dia 04/07/2021 (6 meses após), nos termos do artigo 38 do CPP, vejamos:

    gabarito C


ID
5473483
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

O Título I do Livro I do Código de Processo Penal estabelece as disposições preliminares da referida lei processual. Nesse sentido, de acordo com as disposições legais, assinale a alternativa correta relativamente ao tema. 

Alternativas
Comentários
  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe sobre temas diversos.

    A- Incorreta. O CPP é aplicado em todo o território nacional, ressalvados os tratados, convenções e regras de direito internacional. Art. 1/CPP: "O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional; (...)".

    B- Incorreta. De fato, a lei processual é aplicada desde logo (tempus regit actum); no entanto, os atos já praticados sob a égide da lei revogada permanecem válidos. Art. 2/CPP: "A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior".

    C- Incorreta. A lei processual penal admite interpretação extensiva e aplicação analógica. Art. 3/CPP: "A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito".

    D- Incorreta. O CPP não será aplicado nessa hipótese. Art. 1o/CPP: "O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: (...) II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86,  89§ 2º, e  100); (...)".

    E- Correta. É o que dispõe o CPP em seu art. 3º-A: "O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação".

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa E.

  • PACOTE ANTICRIME

    Art. 3º A

  • Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

    Pacote anticrime

    (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

    Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.

    Gab E

  • Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.     (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019)

     

    IMPORTANTE: a instauração de inquérito administrativo no âmbito da administração pública, instauração de Inquérito Policial por Delegado de Polícia, requisição de instauração de Inquérito Policial pelo Ministério Público e inquérito instaurado por Comissões Parlamentares não ferem o sistema acusatório, porquanto não há iniciativa de ofício do juiz na persecução penal.

  • Com relação à letra B, vale lembrar que o CPP adota expressamente o sistema de isolamento de atos. Assim, a lei nova não atinge os atos processuais já praticados, nem seus efeitos, mas se aplica aos atos processuais futuros, sem a necessidade de refazimento dos atos já praticados. Art.2, CPP.

    Dar o seu melhor não é dar 100% todos os dias, mas sim dar aquilo que foi possível diante das circunstancias de cada dia. Um dia de cada vez!

    Avante!

  • GABARITO: E

    A) Art. 1 O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional;

    B) Art. 2 A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.

    C) Art. 3 A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

    D) Art. 1  O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 8689§ 2º, e  100);

    E) Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação

    To the moon and back

  • A Constituição Federal traz princípios que orientam a aplicação do direito processual penal, os quais podem ou não estar previstos de forma expressa no texto constitucional. Como exemplo o princípio do duplo grau de jurisdição, que está ligado à possibilidade de revisão das decisões judiciais, deriva das garantias do devido processo legal e da ampla defesa e do contraditório, mas não se encontra expresso na Constituição Federal de 1988.        


    Vejamos outros princípios aplicáveis ao direito processual penal:


    1) Princípio da intranscendência das penas: está expresso no artigo 5º, XLV, da CF: “nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido”.


    2) Princípio da motivação das decisões: expresso na Constituição Federal em seu artigo 93, IX: “todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”.


    3) Princípio do contraditório: expresso no artigo 5º, LV, da Constituição Federal: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”.


    4) Princípio do favor rei: consiste no fato de que a dúvida sempre deve atuar em favor do acusado (in dubio pro reo), não está expresso no Constituição Federal e deriva do princípio da presunção de inocência (artigo 5º, LV, da CF: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”);


    5) Principio do juiz natural: previsto de forma expressa no artigo 5º, LIII, da Constituição Federal: “ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente”.


    6) Princípio da identidade física do juiz: não é expresso na Constituição Federal e deriva do artigo 5, LIII, do texto constitucional, e se encontra expresso no Código de Processo Penal em seu artigo 399, §2º: “O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença.”


    7) Princípio da não culpabilidade ou presunção de inocência: previsto no artigo 5º, LVII, da Constituição Federal: “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.


    8) Princípio da duração razoável do processo: expresso na Constituição Federal em seu artigo 5º, LXXVIII: “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”.



    A) INCORRETA: A presente questão requer atenção, visto que o artigo 1º do Código de Processo Penal traz que o processo penal será aplicado em todo o território nacional, mas faz algumas ressalvas, como os tratados, convenções e regras de direito internacional:


    “Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados:

    I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional;

    (...)”


    B) INCORRETA: segundo o princípio do tempus regit actum a lei processual penal tem aplicação imediata, artigo 2º do Código de Processo Penal, sem prejuízo dos atos realizados sob a vigência da lei anterior, artigo 2º, do Código de Processo Penal:


    “Art. 2o  A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.”


    C) INCORRETA: O artigo 3º do Código de Processo Penal é expresso com relação ao fato de a lei processual penal ADMITIR interpretação extensiva e aplicação analógica, vejamos:


    “Art. 3o  A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.”


    D) INCORRETA: o artigo 1º do Código de Processo Penal traz que o processo penal será aplicado em todo o território nacional, mas faz algumas ressalvas, como: “as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade” – artigo 1º, II, do Código de Processo Penal.


    E) CORRETA: A presente afirmativa traz o disposto no artigo 3-A do Código de Processo Penal, incluído pela lei 13.964/2019:


    “Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.” 


    Tenha atenção que os artigos 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-E, 3º-F, do Código de Processo Penal estão com sua eficácia suspensa em decisão proferida na ADI 6305, vejamos:


    "(...) Ex positis, concedo a medida cautelar requerida para suspender a eficácia do artigo 310, §4°, do Código de Processo Penal (CPP), na redação introduzida pela Lei n° 13.964/2019. Conclusão Ex positis, na condição de relator das ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e 6305, com as vênias de praxe e pelos motivos expostos: (a) Revogo a decisão monocrática constante das ADIs 6.298, 6.299, 6.300 e suspendo sine die a eficácia, ad referendum do Plenário, (a1) da implantação do juiz das garantias e seus consectários (Artigos 3º-A, 3º-B, 3º-C, 3º-D, 3ª-E, 3º-F, do Código de Processo Penal); e (a2) da alteração do juiz sentenciante que conheceu de prova declarada inadmissível (157, §5º, do Código de Processo Penal); (b) Concedo a medida cautelar requerida nos autos da ADI 6305, e suspendo sine die a eficácia, ad referendum do Plenário, (b1) da alteração do procedimento de arquivamento do inquérito policial (28, caput, Código de Processo Penal); (b2) Da liberalização da prisão pela não realização da audiência de custodia no prazo de 24 horas (Artigo 310, §4°, do Código de Processo Penal); Nos termos do artigo 10, §2º, da Lei n. 9868/95, a concessão desta medida cautelar não interfere nem suspende os inquéritos e os processos em curso na presente data. Aguardem-se as informações já solicitadas aos requeridos, ao Advogado-Geral da União e ao Procurador-Geral da República. Após, retornem os autos para a análise dos pedidos de ingresso na lide dos amici curae e a designação oportuna de audiências públicas. Publique-se. Intimem-se."”


    Resposta: E


    DICA: Faça sempre a leitura dos julgados, informativos e súmulas, principalmente do STF e do STJ.



  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: I - os tratados, as convenções e regras de direito internacional;

    b) ERRADO: Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-á desde logo, sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei anterior.

    c) ERRADO: Art. 3o A lei processual penal admitirá interpretação extensiva e aplicação analógica, bem como o suplemento dos princípios gerais de direito.

    d) ERRADO: Art. 1o O processo penal reger-se-á, em todo o território brasileiro, por este Código, ressalvados: II - as prerrogativas constitucionais do Presidente da República, dos ministros de Estado, nos crimes conexos com os do Presidente da República, e dos ministros do Supremo Tribunal Federal, nos crimes de responsabilidade (Constituição, arts. 86, 89, § 2º, e 100);

    e) CERTO: Art. 3º-A. O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.

  • Gab E

    Conforme disposições legais, EXPRESSO no art 3 do pacote anticrime:

    ''O processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.''

    Portanto, VEJA QUE desde a alteração supracitada, está expressa na legislação processual a escolha pelo sistema processual acusatório.

    Lei 13.964/2019


ID
5473486
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Juarez, identificado civilmente e com residência fixa, está sendo investigado pela prática de homicídio com culpa consciente. Delegado de Polícia e Ministério Público entendem que a prisão temporária é essencial para as investigações, pois verificaram fortes indícios de que Juarez estaria ameaçando as testemunhas do delito. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • "Art. 1° Caberá prisão temporária:

    II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:

    a) homicídio doloso;" Lei n.° 7.960/89

    A prisão temporária é aquela que visa "assegurar uma eficaz investigação policial, quando se tratar de apuração de infração penal de natureza grave." (NUCCI, 2008, p. 584). Ela somente pode ser decretada na fase de INVESTIGAÇÃO CRIMINAL.

    Ademais, a sua decretação só recai em nas hipóteses taxativas previstas no Art. 1°, II da Lei n.° 7.960/89 que são: homicídio doloso; sequestro ou cárcere privado;  ; extorsão; extorsão mediante sequestro;  ; atentado violento ao pudor; epidemia com resultado de morte; envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte; quadrilha ou bando; genocídio; tráfico de drogas; crimes contra o sistema financeiro.

    Fonte: Barreto, Leonardo. Sinopses para Concursos - Processo Penal Parte Especial. 10ª Edição. jun/2020

    Gabarito: B)

  • Gabarito: B

    A prisão temporária é uma modalidade de prisão cautelar que não se encontra no CPP, sendo uma espécie bem peculiar de prisão cautelar, pois possui prazo certo e só pode ser determinada DURANTE A INVESTIGAÇÃO POLICIAL. Assim, após o recebimento da denúncia ou queixa, não poderá ser decretada nem mantida a prisão temporária.

    Além disso, a prisão temporária só pode ser decretada nas hipóteses de crimes previstos no art. 1°, III da Lei 7.960/89, a saber:

    Art. 1° Caberá prisão temporária:

    I – quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;

    II – quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    III – quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes:

    a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);

    b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único)[1];

    g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único);

    h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único)[2];

    i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);

    j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);

    l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal[3];

    m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer de sua formas típicas

    n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976)[4];

    o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).

    p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.   (Incluído pela Lei nº 13.260, de 2016).

  • Juarez, identificado civilmente e com residência fixa, está sendo investigado pela prática de homicídio com culpa consciente. Delegado de Polícia e Ministério Público entendem que a prisão temporária é essencial para as investigações, pois verificaram fortes indícios de que Juarez estaria ameaçando as testemunhas do delito. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. Letra B

    Não é cabível a prisão temporária por falta de previsão legal para a hipótese. 

    Um dos requisitos para a decretação da prisão temporária é o DOLO ( ART1°, III, A)

    No caso da questão o examinador nos leva a confundir o fato de Juarez ter residência fixa, porém o crime não é doloso e sim culposo .

    CULPA CONSCIENTE : o agente não deseja diretamente o resulto, mas tem previsibilidade e previsão do resultado, agem sabendo que podem produzir um resultado lesivo e mesmo assim continuam. Na culpa consciente, o agente acredita levianamente que não vai acontecer ou acredita fielmente em suas habilidades que não vai causar o resultado. Vamos exemplificar…

    Ex : “A” dirigindo seu carro em alta velocidade, avista “B”, seu desafeto, atravessando a faixa de pedestre e pensa: “êeeeeee, malandro, se não atravessar correndo, vai morrer”… Se “B” conseguir atravessar bem, do contrário, amém… “A” não persegue o resultado morte, mas se acontecer não liga.

    E por último, trás no final da questãoum dos requisitos de prisão preventiva ( art° 312 do CPP)

  • GABARITO - B

    Não há previsão de prisão temporária em crime CULPOSO.

    • O rol é taxativo para os crimes que admite prisão temporária, ou seja, não podem ser tirados nem acrescentados.

    cabe: homicídio doloso

    não cabe homicídio culposo

    OBS: O Juiz não pode decretar nem a prisão temporária nem a preventiva de ofício

  • Galera, prisão preventiva só é cabível em crimes dolosos com pena superior a 4 anos. (Art.313 CPP)

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Lei 7.960/89 dispõe sobre prisão temporária e o CPP dispõe sobre prisão preventiva.

    Antes de analisar as alternativas, deve-se ter em mente que a culpa consciente, segundo Cleber Masson (2016), “(...) é a que ocorre quando o agente, após prever o resultado objetivamente previsível, realiza a conduta acreditando sinceramente que ele não ocorrerá. (...) O Código Penal dispensa igual tratamento à culpa consciente e à culpa inconsciente. (...)”. Logo, ambas são tratadas como homicídio culposo.

    A- Incorreta. Só é cabível prisão temporária para os crimes previstos no rol do art. 1º, III, da Lei 7.960/89, não estando o homicídio culposo previsto dentre eles (vide alternativa B).

    B- Correta. Não há previsão do homicídio culposo dentre os crimes previstos no rol do art. art. 1º, III, da Lei 7.960/89: “Caberá prisão temporária: (...) III - quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos seguintes crimes: a) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°); b) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°); c) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); d) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°); e) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°); f) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único); g) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único); h) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único); i) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°); j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285); l) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal; m) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer de sua formas típicas; n) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976); o) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986); p) crimes previstos na Lei de Terrorismo”.

    C- Incorreta. A prisão temporária é cabível quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. Art. 1°, Lei 7.960/89: "Caberá prisão temporária: I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; (...)”.

    D- Incorreta. Não pode o juiz decretar a prisão temporária de ofício, dependendo de representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público. Art. 2°, Lei 7.960/89: "A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade”.

    E- Incorreta. Também não cabe prisão preventiva, eis que se trata de crime culposo. Art. 313/CPP: "Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos; (...)”.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa B

    Referência

    MASSON, Cleber. Direito penal esquematizado – Parte geral – vol.1. 10ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 2016, p. 325 e 326.

  • TEMPORÁRIA somente se aplicaria em caso de HOMICÍDIO DOLOSO (culposo nãooooo!!!!!!!!!); (art. 1°, L 7.960)

    Caso fosse pedido de decretação da PREVENTIVA, somente para CRIMES DOLOSOS com PPL superior a 4 anos!!!!!!!!!!! (art. 313, CPP)

  • CORRETA LETRA D. ESSA QUESTÃO DEVERIA SER CORRIGIDA PELA BANCA.

    EXPLICO: Prestem atenção que o motivo da representação, no caso da questão, pelo Delegado de Polícia, NÃO ESTA SE DANDO EM RAZÃO DO CRIME - SE CULPOSO OU DOLOSO-, mas sim pelo fato de que "verificaram fortes indícios de que Juarez estaria ameaçando as testemunhas do delito", ou seja, o réu esta AMEAÇANDO AS TESTEMUNHAS, senão vejamos;

    "Delegado de Polícia e Ministério Público (...) pois verificaram fortes indícios de que Juarez estaria ameaçando as testemunhas do delito".

    Assim, neste caso, quando há ameaça a testemunha, é PACÍFICA A JUSRISPRUDÊNCIA DO STJ E STF de que é cabível - sem dúvidas -, a decretação da PRISÃO PREVENTIVA em face da conduta de AMEAÇAR as testemunhas, fato esse, que por vez, independe de qual é o crime que o réu responde, pois, a prisão é pela ameaça exercida e, não pelo crime que responde.

  • concordo com o colega Marcos Jara Ajala. Quando há coação de testemunhas a medida que se impõe é a prisão preventiva caso não seja crime do rol de prisão temporária
  • Então "Marcos Jara Ajala" e "1concurseiro chamado PAPACO", o gabarito deveria ser "E" e não D como vocês falaram. Por que o juiz não poderia declarar a prisão de ofício em nenhum desses dois casos. Porém, a preventiva somente é cabível em crimes doloso, e no caso em tela, o delito foi culposo. Então, também não seria caso de decretação de preventiva em crime de homicídio culposo.

  • Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado. 

    Ao meu ver caberia prisão preventiva pelas atitudes de Juarez

  • A prisão temporária é prevista na lei 7.960/89, cabível na fase do inquérito policial e tem os requisitos para sua decretação previstos no artigo 1º da citada lei, vejamos:


    1) imprescindível para as investigações do inquérito policial;

    2) o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    3) fundadas razões de autoria ou participação dos crimes previstos na lei.


    A prisão temporária terá o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade (artigo 2º da lei 7.960/89) nos crimes previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89 e de 30 (trinta) dias, prorrogável por igual período, quando se tratar de crimes hediondos, tráfico de drogas, terrorismo e tortura (artigo 2º, §4º, da lei 8.072/90).


    A prisão temporária somente é cabível na fase pré-processual e poderá ser decretada pelo Juiz mediante requerimento do Ministério Público ou mediante representação da Autoridade Policial.


    A) INCORRETA: A prisão temporária tem o prazo de 5 (cinco) dias, prorrogável por igual período, nos crimes previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89, não há previsão para a prisão temporária em homicídio culposo, a previsão é expressa para o cabimento no caso de homicídio doloso.


    B) CORRETA: não é cabível a prisão temporária para crimes culposos, vejamos os crimes previstos no artigo 1º, III, da lei 7.960/89:

    1) homicídio doloso (art. 121, caput, e seu § 2°);

    2) seqüestro ou cárcere privado (art. 148, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    3) roubo (art. 157, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    4) extorsão (art. 158, caput, e seus §§ 1° e 2°);

    5) extorsão mediante seqüestro (art. 159, caput, e seus §§ 1°, 2° e 3°);

    6) estupro (art. 213, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único);          (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

    7) atentado violento ao pudor (art. 214, caput, e sua combinação com o art. 223, caput, e parágrafo único);           (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

    8) rapto violento (art. 219, e sua combinação com o art. 223 caput, e parágrafo único);          (Vide Decreto-Lei nº 2.848, de 1940)

    9) epidemia com resultado de morte (art. 267, § 1°);

    10) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);

    11) quadrilha ou bando (art. 288), todos do Código Penal;

    12) genocídio (arts. 1°, 2° e 3° da Lei n° 2.889, de 1° de outubro de 1956), em qualquer de sua formas típicas;

    13) tráfico de drogas (art. 12 da Lei n° 6.368, de 21 de outubro de 1976);

    14) crimes contra o sistema financeiro (Lei n° 7.492, de 16 de junho de 1986).

    15) crimes previstos na Lei de Terrorismo.

    C) INCORRETA: Ao contrário do descrito na presente alternativa, a prisão temporária somente é cabível na fase pré-processual.

    D) INCORRETA: A prisão temporária NÃO pode ser decretada de ofício pelo Juiz, poderá ser decretada pelo Juiz mediante requerimento do Ministério Público ou mediante representação da Autoridade Policial.

    E) INCORRETA: o artigo 313, I, do Código de Processo Penal traz que a prisão preventiva será decretada em crimes DOLOSOS, vejamos o julgado do Superior Tribunal de Justiça no HC 593250/SP:

    “Art. 313.  Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: . I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos;"  


    “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIME DESCRITO NO ART. 302, § 1.º, INCISO III E § 3.º, DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. PRISÃO PREVENTIVA. CRIME CULPOSO.  IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DE HABEAS CORPUS CONCEDIDA. PREJUDICADO O PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO QUE INDEFERIU A LIMINAR.     
    1. Nos termos do art. 313, inciso I, do Código de Processo Penal, não é cabível a prisão preventiva nos delitos praticados na modalidade culposa. Ademais, a hipótese dos autos não se amolda às situações previstas nos incisos II e III e no parágrafo único doart. 313 do Código de Processo Penal.   Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal.

    (...)


    Resposta: B


    DICA: É preciso ter conhecimento da teoria, mas é fundamental ler a lei e TREINAR, por isso, depois de cada exercício vá ao Código e leia onde está prevista a matéria tratada na questão e principalmente os artigos destacados pelo Professor.











  • AS RESPOSTAS DA GALERA ABAIXO ESTÃO EQUIVOCADAS

    QUESTÃO: Juarez, identificado civilmente e com residência fixa, está sendo investigado pela prática de homicídio com culpa consciente. Delegado de Polícia e Ministério Público entendem que a prisão temporária é essencial para as investigações, pois verificaram fortes indícios de que Juarez estaria ameaçando as testemunhas do delito. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. 

    CPP: Art. 1° Caberá prisão temporária:

    I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial;

    II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

    GABARITO: B

  • Acrescentando...

    c) Não cabe prisão temporária porque ainda não existe processo, e sim apenas investigação.  

    A prisão temporária é uma prisão de natureza Investigativa e não ganha espaço na ação penal.

    -------------------------------------------------------------------------------------

    d) O juiz, ciente das atitudes de Juarez, poderá decretar a prisão temporária de ofício. 

    juiz não decreta preventiva de ofício

    Juiz não decreta temporária de ofício

    --------------------------------------------------------------------------------------

    e) Não cabe prisão temporária, mas sim prisão preventiva, tendo em vista as atitudes de Juarez. 

    Em relação à temporária, realmente não cabe em crimes culposos.

    havia uma pequena divergência quanto à aplicação da preventiva em crimes culposos, todavia , para maioria

    da doutrina, não é cabível.

  • A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é impossível prisão preventiva em crime praticado na modalidade culposa, ante a ausência de previsão legal para tanto.A decisão (HC 505.297/MG) teve como relatora a ministra Laurita Vaz.

    A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que é incabível prisão preventiva em crime culposo, nos termos do artigo 313, inciso I, do Código de Processo Penal, ainda mais quando a situação não se amolda às situações previstas nos incisos II e III e no parágrafo único do art. 313 do Código de Processo Penal.A decisão (HC 593.250/SP) teve como relatora a ministra Laurita Vaz.

  • Crimes que admitem a prisão temporária:

    a) homicídio doloso 

    b) seqüestro ou cárcere privado

    c) roubo 

    e) extorsão mediante seqüestro 

    f) estupro 

    g) atentado violento ao pudor

    h) rapto violento 

    i) epidemia com resultado de morte 

    j) envenenamento de água potável ou substância alimentícia ou medicinal qualificado pela morte (art. 270, caput, combinado com art. 285);

    l) quadrilha ou bando , todos do Código Penal;

    m) genocídio em qualquer de sua formas típicas;

    n) tráfico de drogas 

    o) crimes contra o sistema financeiro

    p) crimes previstos na Lei de Terrorismo.          

    Hediondos e equiparados.

  • I - quando imprescindível para as investigações do inquérito policial; ????

  • CULPA CONSCIENTE NÃO HÁ DOLO, LOGO, NÃO CABE A TEMPORÁRIA QUE PREVÊ SOMENTE CRIMES DOLODOS.


ID
5473489
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

Karoline, estudante de 25 anos, foi acusada de praticar delito de homicídio, tendo como vítima sua vizinha Jéssica, manicure de 21 anos. O motivo, segundo se apurou, foi uma dívida financeira que Jéssica tinha com Karoline. Ocorre que o corpo da vítima não foi encontrado. Nessa hipótese, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • B-Embora o delito de homicídio seja classificado como infração não transeunte, a confissão de Karoline, caso ocorra, dispensará a perícia. Isso porque, conforme a lei, o juiz não fica adstrito ao laudo pericial.  ERRADO

    Art 158 CPP Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado. 

    C- Se o corpo de Jéssica for encontrado e não houver perito oficial para realizar a perícia, o exame poderá ser realizado por uma pessoa idônea, portadora de diploma de curso superior, preferencialmente na área específica. ERRADO

    Art. 201. As perícias serão realizadas por perito oficial, portador de diploma de curso superior. 

    § 1º – Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame. 

    D Se o corpo de Jéssica for encontrado, teremos uma hipótese de prioridade na perícia em função do gênero da vítima, ou seja, a perícia no corpo de Jéssica terá preferência sobre demais casos cujas vítimas não sejam mulheres.

    Não existe esta previsão legal no Cpp.

    E- Trata-se de crime que deixa vestígios e o exame de corpo de delito é essencial. Preferencialmente a perícia deve ser feita de modo direto, ou seja, sobre o próprio corpo do delito. Não sendo possível, permite-se a perícia indireta, feita a partir do depoimento das testemunhas.

    Somente para lembrar : CRimes que deixam vestígios : Crimes NÃO transeunte.

    Crimes que NÃO DEIXAM vestígios : Crime Transeunte

    CONTINUE!

  • Gabarito: E

    Art. 167.  Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.

    É só lembrar do caso "Goleiro Bruno" que foi julgado e condenado pela morte de Eliza Samudio sem nunca terem encontrado o corpo.

  • Sobre a alternativa D, creio que a banca quis induzir o candidato em erro.

    De fato existe prioridade no exame pericial para a mulher, mas apenas no casos de violência doméstica e familiar, que não é o caso retratado no enunciado.

    Art. 158.  Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.

    Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva:  

    I - violência doméstica e familiar contra mulher;   

  • GABARITO - E

    A materialidade do crime de homicídio pode ser demonstrada por meio de outras provas, além do exame de corpo de delito, como a confissão do acusado e o depoimento de testemunhas.

    Assim, nos termos do art. 167 do CPP, a prova testemunhal pode suprir a falta do exame de corpo de delito, caso

    desaparecidos os vestígios.

    STJ. 6ª Turma. HC 170507-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 16/2/2012.

    Assim, no caso de um homicídio em que não foi encontrado o corpo, é possível a condenação com base na prova testemunhal.

    Vale ressaltar que o STJ decidiu, também em 2012, que só é dispensável o exame de corpo de delito no caso de homicídio quando impossível a sua realização pela inexistência do cadáver. (HC 72.661/PE, Rel. p/ Acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 24/04/2012).

  • GABARITO - E

    A) Enquanto não for encontrado o corpo da vítima, não poderá haver processo criminal contra Karoline, pois o delito é crime que deixa vestígios, e a perícia é essencial.  

    É possível o exame de corpo de delito indireto, embora o crime seja não transeunte.

    _________________________________________________________________

    B) Embora o delito de homicídio seja classificado como infração não transeunte, a confissão de Karoline, caso ocorra, dispensará a perícia. Isso porque, conforme a lei, o juiz não fica adstrito ao laudo pericial. 

      Art. 158.  Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.

    ----------------------------------------------------------------------

    C) Se o corpo de Jéssica for encontrado e não houver perito oficial para realizar a perícia, o exame poderá ser realizado por uma pessoa idônea, portadora de diploma de curso superior, preferencialmente na área específica. 

    A regra é de que seja realizado por 1 perito oficial e na falta por 2 pessoas idôneas.

    Art. 159, § 1 Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.             

    -----------------------------------------------------------------------

    D) Se o corpo de Jéssica for encontrado, teremos uma hipótese de prioridade na perícia em função do gênero da vítima, ou seja, a perícia no corpo de Jéssica terá preferência sobre demais casos cujas vítimas não sejam mulheres.

    A prioridade não é em razão do gênero, mas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

    Art. 158.Parágrafo único. Dar-se-á prioridade à realização do exame de corpo de delito quando se tratar de crime que envolva:  

    I - violência doméstica e familiar contra mulher;   

    ---------------------------------------------------------------------------

    Bons estudos!!!

  • Sobre deixar Vestígios:

    Crime transeunte NAO deixa

    Crime NAO transeunte deixa

  • Exemplo claro, goleiro Bruno, sem corpo e sem a confissão, condenação com base em vestigios e depoimentos!

  • Assertiva E

    Trata-se de crime que deixa vestígios e o exame de corpo de delito é essencial. Preferencialmente a perícia deve ser feita de modo direto, ou seja, sobre o próprio corpo do delito. Não sendo possível, permite-se a perícia indireta, feita a partir do depoimento das testemunhas.

  • Os exames periciais são aqueles realizados por pessoa que tenha conhecimento técnico e científico sobre determinada área. Assim, quando o juiz para decidir depender de conhecimento técnico em determinada área, será realizado o exame pericial, quando o perito for oficial será necessário apenas um, mas na falta de perito oficial o exame será realizado por duas pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior.


    O Ministério Público, o assistente de acusação, o ofendido, o querelante e o acusado, poderão indicar assistente técnico, que é o perito de confiança das partes e do qual não se exige que atue com imparcialidade, os quais atuarão após a conclusão dos exames e a elaboração do laudo pelos peritos oficiais.


    O exame de corpo de delito pode ser DIRETO, quando realizado sobre o próprio corpo de delito (vestígios deixados pelo crime) ou INDIRETO, quando é realizado através de outros dados e vestígios que não o corpo de delito, como o realizado através da ficha médica de atendimento do paciente, pode ser realizado a qualquer dia e a qualquer hora e no caso de haverem desaparecidos os vestígios a prova testemunhal poderá suprir a falta.


    Uma questão interessante e que pode ser cobrada nesse tipo de questão é a CRONOTANATOGNOSE que é a cronologia da morte, é a determinação do tempo aproximado da morte de acordo com os fenômenos cadavéricos, como a rigidez cadavérica e o resfriamento do corpo. 


    A) INCORRETA: O artigo 167 do Código de Processo Penal traz que quando não for possível a realização de exame pericial por terem desaparecidos os vestígios a prova testemunhal poderá suprir a falta (descrito no comentário da alternativa “e”).    


    B) INCORRETA: o crime transeunte é aquele que não deixa vestígios materiais, ao contrário do crime não-transeunte, que é o que deixa vestígios materiais. O artigo 158, caput, do Código de Processo Penal traz que quando a infração deixar vestígios a confissão não poderá suprir o exame de corpo de delito direto ou indireto (descrito no comentário da alternativa “e”).    


    C) INCORRETA: Na falta de perito oficial o exame será realizado por DUAS pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior, preferencialmente na área específica (artigo 159, §1º, do CPP).


    “Art. 159.  O exame de corpo de delito e outras perícias serão realizados por perito oficial, portador de diploma de curso superior.           (Redação dada pela Lei nº 11.690, de 2008)

    § 1o  Na falta de perito oficial, o exame será realizado por 2 (duas) pessoas idôneas, portadoras de diploma de curso superior preferencialmente na área específica, dentre as que tiverem habilitação técnica relacionada com a natureza do exame.”  


    D) INCORRETA: a lei 13.721/2018 incluiu o parágrafo único no artigo 158 do Código de Processo Penal determinando a prioridade para a realização do exame de corpo de delito quando o crime envolver violência doméstica e familiar contra mulher ou violência contra criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência (não presentes no caso hipotético). 


    E) CORRETA: como se trata de delito que deixa vestígios (não transeunte) haverá a necessidade do exame de corpo de delito, mas no caso de desparecimento dos vestígios a prova testemunhal poderá suprir a falta, artigo 158 e 167 do Código de Processo Penal.


    “Art. 158.  Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.”


    "Art. 167.  Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.“


    Resposta: E


    DICA: Sempre faça um resumo da matéria e dos detalhes importantes de cada questão, pois será importante para ler antes dos certames.

  • Lembrei do caso do Goleiro Bruno que até hoje não foi encontrado o corpo da vítima.

  • Lembrei da Eliza Samudio

  • GABARITO: E!

    O crime de homicídio é classificado como infração não transeunte, isto é, deixa vestígios e, portanto, faz-se necessária a realização de exame de corpo de delito.

    Contudo, o Código de Processo Penal determina que:

    Art. 167. Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.

    Vislumbra-se, portanto, que, no caso em apreço, se não for possível a localização do corpo da vítima, a prova testemunhal poderá suprir a falta do exame de corpo de delito.

  • Correta - Letra E

    A) Enquanto não for encontrado o corpo da vítima, não poderá haver processo criminal contra Karoline, pois o delito é crime que deixa vestígios, e a perícia é essencial.

    Há outros meios de prova.

    B) Embora o delito de homicídio seja classificado como infração não transeunte, a confissão de Karoline, caso ocorra, dispensará a perícia. Isso porque, conforme a lei, o juiz não fica adstrito ao laudo pericial. 

    - Mesmo se desaparecerem os vestígios, a confissão do acusado não supre a falta.

    - caso desapareçam os vestígios, a prova testemunhal supre a falta. (art. 167)

    C) Se o corpo de Jéssica for encontrado e não houver perito oficial para realizar a perícia, o exame poderá ser realizado por uma pessoa idônea, portadora de diploma de curso superior, preferencialmente na área específica. 

    Duas pessoas idôneas. (Art. 159, § 1)

    D) Se o corpo de Jéssica for encontrado, teremos uma hipótese de prioridade na perícia em função do gênero da vítima, ou seja, a perícia no corpo de Jéssica terá preferência sobre demais casos cujas vítimas não sejam mulheres.

    Não incide sobre o gênero, mas sim sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher; também violência contra criança; adolescente; idoso ou pessoa com deficiência. (Art. 158.Parágrafo único)

    Tenha fé que a sua hora vai chegar! Bons estudos.


ID
5473492
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Penal
Assuntos

A lei processual penal determina que, em audiência de instrução e julgamento, as testemunhas de acusação sejam ouvidas antes das testemunhas de defesa. Nesse sentido, suponha que determinado juiz, observando já estarem presentes as testemunhas de defesa e tendo determinado a condução coercitiva das testemunhas de acusação, decida ouvir primeiro aquelas, enquanto aguarda as últimas, fundamentando, sua decisão, no princípio da instrumentalidade das formas. Relativamente ao caso e tendo em conta as disposições constitucionais aplicáveis ao direito processual penal, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida.   

    Art. 400. Na audiência de instrução e julgamento, a ser realizada no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, proceder-se-á à tomada de declarações do ofendido, à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem, ressalvado o disposto no , bem como aos esclarecimentos dos peritos, às acareações e ao reconhecimento de pessoas e coisas, interrogando-se, em seguida, o acusado.   (CCP)

    (RHC 110623, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, julgado em 13/03/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-061 DIVULG 23-03-2012 PUBLIC 26-03-2012) HABEAS CORPUS. NULIDADE. OFENSA À ORDEM ESTABELECIDA NO ART. 21 DO CPP. INVERSÃO.

    1. A inversão da ordem de inquirição de testemunhas estabelecida pelo art. 212 do Código de Processo Penal constitui nulidade capaz de viciar o processo quando suscitada a tempo e quando demonstrado prejuízo efetivo sofrido pelo paciente.

    2. Hipótese em que a nulidade tanto foi arguida no momento adequado como também ficou demonstrado o prejuízo sofrido pelo paciente com a inquirição das testemunhas feitas em primeiro lugar pelo juiz.

    3. Ordem concedida.

    (HC 212.618/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, Rel. p/ Acórdão Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em 24/04/2012, DJe 17/09/2012)

    Gabarito: A)

  • Info 980, STF:

    A inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da demonstração do prejuízo para a parte que a suscita.

    A defesa trouxe argumentação genérica, sem demonstrar qualquer prejuízo concretamente sofrido, capaz de nulificar o julgado. Nesse contexto, incide a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief).

  • GABARITO - A

    O art. 212 do Código de Processo Penal dispõe sobre a forma de inquirição das testemunhas na audiência. Este dispositivo foi alterado no ano de 2008 e atualmente prevê:

    Art. 212. As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já respondida.

    Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a inquirição.

    (Redação da pela Lei nº 11.690/2008)

    Com a reforma do CPP, operada pela Lei n.° 11.690/2008 a participação do juiz na inquirição das testemunhas foi reduzida ao mínimo possível.

    Desse modo, as perguntas agora são formuladas diretamente pelas partes (MP e defesa) às testemunhas (sistema de inquirição direta ou crossexamination).

    Outra inovação trazida pela Lei é que, agora, quem primeiro começa perguntando à testemunha é a parte que teve a iniciativa de arrolá-la.

    Ex: na denúncia, o MP arrolou duas testemunhas (Carlos e Fernando A defesa, na resposta escrita, também arrolou uma testemunha (André).

    No momento da audiência de instrução, inicia-se ouvindo as testemunhas arroladas pelo MP (Carlos e Fernando). Quem primeiro fará perguntas a essas testemunhas?

    R: o Ministério Público. Quando o MP acabar de perguntar a defesa terá direito de formular seus questionamentos e, por fim, o juiz poderá complementar a inquirição, se houver pontos não esclarecidos.

    Depois de serem ouvidas todas as testemunhas de acusação, serão inquiridas as testemunhas de defesa (no exemplo dado, apenas André). Quem primeiro fará as perguntas a André?

    R: a defesa. Quando a defesa acabar de perguntar, o Ministério Público terá direito de formular questionamentos e, por fim, o juiz poderá complementar a inquirição, se houver pontos não esclarecidos.

    -----------------------

    I — Não deve ser reconhecida a nulidade pela inobservância da ordem de formulação de perguntas às testemunhas (art. 212 do CPP), se a parte não demonstrou prejuízo.

    II — A inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, cujo reconhecimento necessita da demonstração de prejuízo.

    III — A demonstração de prejuízo é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que o princípio do pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas.

    STF. 2ª Turma. RHC 110623/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 13/3/2012

    A inobservância da ordem de inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP é causa de NULIDADE RELATIVA. Logo, o reconhecimento do vício depende de:

    a) arguição em momento oportuno e

    b) comprovação do prejuízo para a defesa.

    STJ. 6ª Turma. HC 212618-RS, Rel. originário Min. Og Fernandes, Rel. para acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 24/4/2012.

    Créditos: Dizer o Direito.

  • GABARITO OFICIAL - A

    Atentos à jurisprudência:

     “a teor do disposto no artigo 222 do CPP e da jurisprudência do STJ, a inversão da oitiva de testemunhas de acusação e defesa não configura nulidade quando a inquirição é feita por meio de carta precatória, cuja expedição não suspende a instrução criminal”.

    A inobservância da ordem de inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP é causa de NULIDADE RELATIVA. Logo, o reconhecimento do vício depende da comprovação do prejuízo para a defesa.

    Bons estudos!!

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que o Código de Processo Penal dispõe e os Tribunais Superiores entendem sobre provas.

    A- Correta. Segundo entendimento dos Tribunais Superiores, a inversão da ordem de oitiva das testemunhas é hipótese de nulidade relativa, a ser demonstrada pela defesa. Veja-se: “I — Não deve ser reconhecida a nulidade pela inobservância da ordem de formulação de perguntas às testemunhas (art. 212 do CPP), se a parte não demonstrou prejuízo. II — A inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, cujo reconhecimento necessita da demonstração de prejuízo. III — A demonstração de prejuízo é essencial à alegação de nulidade, seja ela relativa ou absoluta, eis que o princípio do pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas”. STF. 2ª Turma. RHC 110623/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 13/3/2012; “A inobservância da ordem de inquirição de testemunhas prevista no art. 212 do CPP é causa de NULIDADE RELATIVA. Logo, o reconhecimento do vício depende de: a) arguição em momento oportuno e b) comprovação do prejuízo para a defesa” (STJ, 6ª Turma. HC 212618-RS, Rel. originário Min. Og Fernandes, Rel. para acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 24/4/2012).

    B- Incorreta. Vide alternativa A.

    C- Incorreta. Vide alternativa A.

    D- Incorreta. Vide alternativa A.

    E- Incorreta. Vide alternativa A.

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa A.

  • O próprio anunciado dá a resposta. Gabarito A

  • GABARITO: A

    A defesa alegou nulidade processual por desrespeito ao art. 212 do CPP, por ter o juízo inquerido diretamente as testemunhas. A magistrada que presidia a audiência reputou observados o contraditório e a ampla defesa, porque depois de perguntar, ela permitiu que os defensores e o MP fizessem questionamentos. A 1ª Turma do STF discutiu se houve nulidade. Dois Ministros (Marco Aurélio e Rosa Weber) consideraram que não foi respeitada a aludida norma processual. Assim, votaram por conceder a ordem de habeas corpus para declarar a nulidade processual a partir da audiência de instrução e julgamento. Os outros dois Ministros (Alexandre de Moraes e Luiz Fux) entenderam que não deveria ser declarada a nulidade do processo porque a alteração efetuada no art. 212 do CPP, ao permitir que as partes façam diretamente perguntas às testemunhas, não retirou do juiz, como instrutor do processo, a possibilidade de inquiri-las diretamente. Diante do empate na votação, prevaleceu a decisão mais favorável ao paciente. STF. 1ª Turma. HC 161658/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 2/6/2020 (Info 980).

  • Sou voto vencido...

    Com todo respeito aos colegas, não consigo compreender a assertiva A como correta tomando por base o informativo que muitos apresentaram aqui.

    A letra A diz "A decisão do juiz de inverter a ordem de oitiva das testemunhas ofende o princípio do devido processo legal."

    O Informativo 980 do STF diz:

    A inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da demonstração do prejuízo para a parte que a suscita.

    A defesa trouxe argumentação genérica, sem demonstrar qualquer prejuízo concretamente sofrido, capaz de nulificar o julgado. Nesse contexto, incide a regra segundo a qual não haverá declaração de nulidade quando não demonstrado o efetivo prejuízo causado à parte (pas de nullité sans grief).

    Para mim são duas situações contrastantes. Onde está o prejuízo da testemunha na questão?! Considerando-se apenas o que está escrito, poderia ser muito bem a letra B.

  • Gab. A

    Nos dizeres de Renato Brasileiro de Lima (2021, fls. 674): “Como a lei prevê uma audiência uma de instrução e julgamento, é possível que todas as testemunhas arroladas pela defesa estejam presentes, tendo faltado, no entanto, uma testemunha de acusação. Nessa hipótese, em virtude do princípio da ampla defesa, não é possível a inversão da ordem de oitiva de testemunhas. Logo, se não for possível a imediata condução coercitiva da testemunha arrolada pela acusação, deverá o magistrado ouvir as testemunhas da acusação que estejam presentes, designando nova data para a oitiva da testemunha da acusação restante, assim como daquelas arroladas pela defesa. Apesar do exposto, é importante ressaltar que a jurisprudência entende que eventual inversão da ordem de oitiva de testemunha é causa de mera nulidade relativa, sendo indispensável a comprovação do prejuízo.”

    Detalhamento jurisprudencial retirado do site "Buscador Dizer o Direito":

    A defesa alegou nulidade processual por desrespeito ao art. 212 do CPP, por ter o juízo inquerido diretamente as testemunhas. A magistrada que presidia a audiência reputou observados o contraditório e a ampla defesa, porque depois de perguntar, ela permitiu que os defensores e o MP fizessem questionamentos.

    A 1ª Turma do STF discutiu se houve nulidade.

    Dois Ministros (Marco Aurélio e Rosa Weber) consideraram que não foi respeitada a aludida norma processual. Assim, votaram por conceder a ordem de habeas corpus para declarar a nulidade processual a partir da audiência de instrução e julgamento.

    Os outros dois Ministros (Alexandre de Moraes e Luiz Fux) entenderam que não deveria ser declarada a nulidade do processo porque a alteração efetuada no art. 212 do CPP, ao permitir que as partes façam diretamente perguntas às testemunhas, não retirou do juiz, como instrutor do processo, a possibilidade de inquiri-las diretamente.

    Diante do empate na votação, prevaleceu a decisão mais favorável ao paciente.

    STF. 1ª Turma. HC 161658/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 2/6/2020 (Info 980).

    Obs: prevalece no STF e no STJ que a inobservância do procedimento previsto no art. 212 do CPP pode gerar, quando muito, nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da demonstração do prejuízo para a parte que a suscita (STF. 1ª Turma. HC 177530 AgR, Rel. Alexandre de Moraes, julgado em 20/12/2019).


ID
5495002
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Qual o valor aproximado de uma taxa efetiva anual equivalente a uma taxa nominal de 40% ao ano, capitalizada trimestralmente?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "D"

    #DIRETOAOPONTO: Basta encontrar a taxa trimestral (40/4 = 10%) e calcular a taxa efetiva 1,10^4. Vamos lá:

    1,10^4 = 1,4641 ou 46%

  • (1+I) = (1+i)*k

    1+ I = (1+0,1) *4

    I = 46,41

  • As alternativas estavam tão distantes que era possível resolver só de olhar:

    "40% e mais algum percentualzinho".

    A maior "dificuldade" estava em entender o que a questão queria (e conhecer o termo "equivalente") e lembrar-se que o ano tem 4 trimestres.


ID
5495005
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Na compra de um automóvel de R$ 50.000,00, foram dados 20% de entrada no ato da compra e o restante em duas prestações mensais iguais, um e dois meses após a compra. Nessa transação comercial, o comprador percebeu que a concessionária embutiu juros compostos de 2% ao mês. Por conta disso, o valor de cada prestação mensal foi de 

Alternativas
Comentários
  • R$ 20.601,98.

  • Acho que fiz algo errado, n identifiquei o que e marquei o valor mais próximo kkk

    20% de 50000= 10000

    50000-10000= 40000

    40000/2 (duas prestações)= 20000

    1° prestação:

    M= C. (1+i)^n

    M= 20000. (1+0,02)^1

    M= 20400

    2° prestação:

    M= C. (1+i)^n

    M= 20000. (1+0,02)^2

    M= 20808

    20400+20808= 41208/2= 20604

    Letra a)

    Alguém dá uma forcinha aí


ID
5495011
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Assinale a alternativa que indique uma incorporação reversa.  

Alternativas
Comentários
  • Isso é análise combinatória?

  • Satan goss foi longe nessa questão. Podemos reportar abuso?

  • Meu Deus, o que é isso?

  • A incorporação reversa ocorre quando há incorporação da empresa investidora (controladora) pela empresa investida (controlada).

    Nesse caso, a investidora é extinta e as ações da nova empresa resultante da incorporação serão dos acionistas da investidora.

    Assim, das alternativas apresentadas na questão, apenas a opção “E” descreve uma incorporação reversa.

    ---> K é investida de L. K incorpora L. ---> K é investida de L e é quem incorpora L, então L (Investidora) será extinta

    Gabarito: E


ID
5495014
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

No fim de 2020, com a crise econômica, uma empresa precisou pegar um empréstimo de R$ 300.000,00 para não abrir falência e adaptar seu negócio às novas exigências de mercado. Esse empréstimo será amortizado em 60 parcelas mensais pelo Sistema de Amortização Francês (Tabela Price). Se a taxa de juros contratada foi de 3,9% ao mês, e usando 10 para uma aproximação de 1,03960, o valor de cada prestação mensal foi de

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "B"

    #DIRETOAOPONTO: Nesse caso é necessário aplicar a fórmula de parcela (price): P = VF ((1+i)^n) . i / ((1+i)^n)-1.

    P = (300.000 . 10 . 0,039) / 10 - 1

    P = 117.000 / 9

    P = 13.000

  • O DURO É SÓ DECORAR ESSA FÓRMULA. Sabendo disso, a questão fica fácil

    P= SD x ( 1+ i ) ^n x i / ( 1 + i )^n - 1

    P = 300.000 x (10) x 0,039 / 10 - 1

    P = 117.000 / 9

    P = 13.000

  • Como não memorizei a fórmula do price/francês, fui calcular o SAC para fazer eliminações:

    Primeira parcela do SAC (que sempre é maior que no price): (300.000 / 60) + (300.000 * 0,039) = 16.700

    Só deu para eliminar D e E.

    Me corrijam se eu estiver errado, mas quando ele diz "usando 10 para uma aproximação de 1,039 elevado a 60" significa que esse 10 é 1.000%, não?

    Como no price/francês, a amortização cresce numa PG no mesmo ritmo dos juros alegados, então a cota de amortização da última parcela será quantas vezes a da primeira?

  • @Qconcursos já tá passando da hora de tirar esses comentários desse Ato das Disposições Constitucionais Transitórias né, só atrapalhando os estudos de quem tá realmente se dedicando

ID
5495017
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Um contador perito forense em 2020, para calcular seus honorários, utiliza o salário-base, que é de 200 reais por hora de trabalho, acrescidos de férias anuais de 12% sobre o valor/hora e margem de risco para atividade (horas ociosas e excesso de horas aplicadas sobre a estimativa) de 20% sobre o valor/hora. Ele deseja calcular o valor de um serviço agora em 2021, que ele estima ser de 40 horas e já sabendo que o reajuste da categoria ficou fixado em 4% em cima do salário-base de 2020.

Quanto ele deve cobrar pelo serviço, já atualizando seu valor/hora com o reajuste dado em 2021? 

Alternativas
Comentários
  • Fácil, questão de atenção.

    Ele ganha 200$/hora, com reajuste 4% de 2020 para 2021 = 208$/hora

    Com às férias + horas ociosas há acréscimo de 12% + 20% em cima dos 208$

    32% de 208 é 66,56. Logo o valor bruto de seu salário por hora é 208 + 66,56 = 274,56

    Trabalhando 40h, 40 x 274,56 = 10.982,40$ = Letra A


ID
5495020
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Não definido

Um perito forense digital tem cada dia mais demanda. Isso se deve ao aumento significativo de crimes de invasão de redes à procura de dados cibernéticos. Um banco sofreu um ataque de hackers que gerou um roubo de 420 mil reais da conta de um Fundo de Participação dos Municípios. Analistas do Fórum Econômico Mundial indicaram que uma única invasão a um servidor que armazene informações na nuvem pode gerar um prejuízo de até 120 bilhões de dólares.

Imaginando que a intensão dos hackers que invadiram o sistema do banco era alcançar um roubo na proporção de 5% do valor máximo indicado pelo Fórum Econômico Mundial, qual foi a porcentagem alcançada da meta estipulada por esses hackers nesse feito? 

Alternativas

ID
5495023
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Com a crise da pandemia, um pequeno comerciante resolveu realizar dois empréstimos para ter capital suficiente para adaptar seu empreendimento para funcionar no modelo de vendas online. O primeiro por três meses a juros efetivos de 3% a.m. e o segundo por dez meses a 2% a.m. Sabendo que os juros pagos pelos dois empréstimos totalizaram R$ 15.000,00 e que o valor do primeiro empréstimo é igual à terça parte do segundo, determine o valor total dos empréstimos.

Dados: (1,03)3 ≅ 1,09 e (1,02)10 ≅ 1,22

Alternativas
Comentários
  • Total do juros compostos J= [ C(1 + j) *T - 1 ]

    JUROS COMPOSTOS TOTAIS É IGUAL AO CAPITAL C X (1 + j) ELEVADO AO TEMPO - 1

    C1 = C2/3

    ou seja C2= 3XC1

    C1( 1 + J1) * T1 -1 + C2( 1 + J2) * T2- 1= 15000

    C1 (1 + 0,03) * 3 -1 + 3XC1 ( 1 + 0,02) * 10 -1= 15000

    C1 (1,09) -1 + 3XC1 (1,22) -1= 15000

    C1 X 0,09 + 3XC1 X 0,22 = 15000

    C1 X0,09 + C1 X 0,66 =15000

    C1 X 0,75 = 15000

    C1= 15000/0,75

    C1= 20000

    C2= 3X C1

    C2 = 3X 20000

    C2= 60000

    TOTAL DOS EMPRÉSTIMOS= 20000+60000= 80000

  • Gabarito: D

    Juros Compostos: M = C (1 + i)^n

    C1 = C2/3 -> C2 = 3 C1

    M1 = C1 x 1,03^3 = 1,09 C1

    M2 = C2 x 1,02^10 = 1,22 C2 = 3 x 1,22 C1 = 3,66 C1

    Sabendo que J = M - C:

    J1 = M1 - C1 = 1,09 C1 - C1 = 0,09 C1

    J2 = M2 - C2 = 3,66 C1 - 3 C1 = 0,66 C1

    Sabendo que J1 + J2 = 15.000 podemos achar o valor de C1 e C2:

    0,09 C1 + 0,66 C1 = 15.000 -> C1 = 15.000 / 0,75 = 20.000

    C2 = 3 C1 = 3 x 20.000 = 60.000

    Logo o valor total dos empréstimos = 20.000 + 60.000 = 80.000

    Se meu comentário estiver equivocado, por favor me avise por mensagem para que eu o corrija e evite assim prejudicar os demais colegas.

  • Questão demorada para entender. Primeiro segui por uma linha de raciocínio e felizmente a resposta que encontrei (90 mil e fração) ficava distante de todas as alternativas.

    Depois que compreendi a linha, o jeito foi fazer pelo método de tentativa erro. Como o enunciado deixava a entender "4 partes" (no qual o primeiro empréstimo era 1 parte o segundo eram 3 partes), ficou mais redondinha para calcular a de 80 mil. Bateu, marquei, acertei. Mas se não batesse, eu pelo menos teria um norte de para onde ir.


ID
5495026
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Determine os juros compostos obtidos no período de 3 meses, a uma taxa de 24% ao ano, com capitalização mensal, de um capital aplicado de R$ 100.000,00. 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "B"

    #DIRETOAOPONTO: Basta encontrar a taxa mensal, que é de 2% (24/12) e depois calcular 1,02^3 já que se trata de juros compostos. Vamos lá:

    1,02 * 1,02 = 1,0404

    1,0404 * 1,02 = 1,061208 ou 6.120,80.

  • Errei porque fiz o 0,02 x 0,02 x 0,02 antes de somar com o 1. Mancada, achei que ambos iriam dar no mesmo resultado. Mas é bom errar para aprender.

  • Quando e juros compostos a conversao da taxa nao tem que ser em equivalencia>?

  • As alternativas são tão distantes (e o prazo é tão pequeno) que daria para matar até "de olho":

    6 mil de juros simples + uma fração de juros compostos = 6 mil e alguma coisa.


ID
5495032
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Em uma entidade do setor público, as despesas empenhadas, mas não pagas até o dia 31/12 são contabilizadas como 

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Letra A

    Art. 36 da Lei 4.320/64: Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.

    Processados: Despesas que já foram liquidadas, mas não foram pagas até 31/12.

    Não processados: Foram empenhadas, mas ainda não ocorreu a liquidação.


ID
5495035
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade de Custos
Assuntos

Uma empresa fabrica e vende seringas. Cada seringa temcusto variável unitário de R$0,40 e é vendida por R$1,00. Alémdisso, a empresa incorre mensalmente nos seguintes custos edespesas fixas:

• Aluguel da fábrica: R$10.000
• Salários dos funcionários da fábrica: R$30.000
• Depreciação das máquinas: R$6.000
• Salários dos representantes de vendas: R$20.000
• Depreciação dos computadores utilizados pelosrepresentantes de vendas: R$3.000
• Depreciação do veículo utilizado para entrega: R$4.000

Assinale a alternativa que indique o ponto de equilíbriofinanceiro da empresa em unidades de seringas. 

Alternativas
Comentários
  • PF = CDF - DEP/ (PV - CDV)

    aluguel - 10

    salario fabrica - 30

    representante - 20

    total = 60

    pv =1

    cdv = 0,4

    pf = 60000/ 0,6

    pf = 100.000

    D

  • Não entendi o gabarito.

    não tem que diminuir a depreciação? diminuindo a depreciação chega-se ao Ponto de equilíbrio financeiro de 78.333 (Letra C)

  • Pois é Tiago, para bater o gabarito o examinador simplesmente ignorou a soma das depreciações (não as diminuiu dos custos e despesas fixas). Concordo com o gabarito letra c, 78,333 unidades.

  • Ponto de equilíbrio contábil = Custos e despesas fixas ÷ Margem de contribuição

    Ponto de equilíbrio econômico = Custos fixos + Lucro desejado ÷ Margem de contribuição

    Ponto de equilíbrio financeiro = Custos fixos – (Depreciações + Dívidas pagas) ÷ Margem de contribuição

    o ponto de equilíbrio financeiro diminui a depreciação. Ele não considera todos os gastos não desembolsáveis (como depreciação de ativos).


ID
5495038
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade de Custos
Assuntos

Uma loja produz e vende cintos. Em janeiro de X1, a empresa produziu 3.000 unidades de cintos, a um custo total de R$42.000. O preço de venda de cada cinto é R$20,00, e o custo unitário variável é de R$5,00. Assinale a alternativa que indique o Ponto de Equilíbrio Contábil em Vendas em Reais. 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "A"

    #DIRETOAOPONTO:

    1º Passo: Vamos encontrar a Margem de Contribuição = 20,00 - 5,00 = 15,00

    2º Passo: Vamos encontrar o custo fixo. 42.000 - 15.000 = 27.000. (15.000 é 5,00 * 3.000)

    3º Passo: Vamos encontrar o Ponto de Equilíbrio: 27.000 / 15,00 = 1.800 unidades.

    4º Passo: Vamos multiplicar as unidades pelo preço de venda: 1.800 * 20,00 = 36.000,00

  • Receita total = preço x quantidade

    Custo total = custo fixo + custo variável x quantidade

    Primeiro passo, encontrar o Custo Fixo

    42000= CF + 5x3000

    CF = 27000

    Segundo passo, encontrar o ponto de equilibrio

    RT=CT (ponto de equilibrio)

    pq= cf + cvq

    20q = 27000 + 5q

    q = 1800

    RT = 1800x20= 36000


ID
5495041
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma empresa que fabrica canetas construiu uma máquinapara utilizar em seu processo produtivo. Os custos com aconstrução da máquina foram os seguintes:

• Matéria-prima: R$80.000
• Depreciação dos ativos imobilizados utilizados no processo:R$15.000
• Mão de obra própria: R$40.000
• Serviços contratados de terceiros para a construção:R$10.000

Assinale a alternativa que indique o valor adicionado adistribuir da empresa, levando em consideração somente essefato.

Alternativas
Comentários
  • Receita = Valor total do Ativo = 145k

    Insumos adquiridos de terceiros = 90k = Matéria Prima + serviços de terceiros

    Valor adicionado bruto = 145 - 90 = 55k

    Valor adicionado líquido = 55 - 15 (depreciação) = 40K

    Valor adicionado a distribuir = 40K

  • Basta usar o método indireto: somar o valor da II parte da DVA, correspondente aos valores distribuídos. Somente entra na distribuição o valor da "Mão de Obra Própria" = 40.000.

    6. A distribuição da riqueza criada deve ser detalhada, minimamente, da seguinte forma: (a) pessoal e encargos = 40.000; (b) impostos, taxas e contribuições; (c) juros e aluguéis; (d) juros sobre o capital próprio (JCP) e dividendos; (e) lucros retidos/prejuízos do exercício.

    Os demais entram na composição do valor adicionado classificado como "Outras Receitas" e "Insumos".

    19. A construção de ativos dentro da própria empresa para seu próprio uso é procedimento comum. (...). Para elaboração da DVA, essa construção equivale a produção vendida para a própria empresa, e por isso seu valor contábil integral precisa ser considerado como receita (Mais precisamente como "Outras Receitas", conforme Item 9.). A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse mesmo tratamento. Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como insumos

    Por isso, é só considerar o valor da mão de obra própria. Letra "A".

    #Revisão Ativa!

  • Vejamos um modelo de DVA, conforme disposto no CPC 09:

    1 – RECEITAS

    1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços

    1.2) Outras receitas

    1.3) Receitas relativas à construção de ativos próprios

    1.4) Provisão para créditos de liquidação duvidosa – Reversão / (Constituição)

    2 - INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui os valores dos impostos – ICMS, IPI, PIS e COFINS)

    2.1) Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos

    2.2) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

    2.3) Perda / Recuperação de valores ativos

    2.4) Outras (especificar)

    3 - VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)

    4 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO

    5 - VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)

    6 - VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA

    6.1) Resultado de equivalência patrimonial

    6.2) Receitas financeiras

    6.3) Outras

    7 - VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)

    8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*)

    8.1) Pessoal

    8.1.1 – Remuneração direta

    8.1.2 – Benefícios

    8.1.3 – F.G.T.S

    8.2) Impostos, taxas e contribuições

    8.2.1 – Federais

    8.2.2 – Estaduais

    8.2.3 – Municipais

    8.3) Remuneração de capitais de terceiros

    8.3.1 – Juros

    8.3.2 – Aluguéis

    8.3.3 – Outras

    8.4) Remuneração de Capitais Próprios

    8.4.1 – Juros sobre o Capital Próprio

    8.4.2 – Dividendos

    8.4.3 – Lucros retidos / Prejuízo do exercício

    8.4.4 – Participação dos não-controladores nos lucros retidos (só p/ consolidação)

     

    8 - DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (*) = 40.000,00

    8.1) Pessoal

    8.1.1 – Remuneração direta 40.000,00

     

    O valor da distribuição do valor a adicionado deve ser igual ao valor adicionado a distribuir.

     

    Assinale a alternativa que indique o valor adicionado a distribuir da empresa, levando em consideração somente esse fato.

    a)  R$40.000

    b)  R$50.000

    c)  R$95.000

    d)  R$105.000

    e)  R$145.000

     

    Gabarito: Letra A.

    Luis kayanoki

  • Trata-se de ativos construídos pela empresa para uso próprio conforme o CPC 09.

    Segundo o item 19 do CPC 09, "A construção de ativos dentro da própria empresa para seu próprio uso é procedimento comum. Nessa construção diversos fatores de produção são utilizados, inclusive a contratação de recursos externos (por exemplo, materiais e mão-de-obra terceirizada) e a utilização de fatores internos como mão-de-obra, com os conseqüentes custos que essa contratação e utilização provocam. Para elaboração da DVA, essa construção equivale a produção vendida para a própria empresa, e por isso seu valor contábil integral precisa ser considerado como receita. A mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa riqueza criada, e eventuais juros ativados e tributos também recebem esse mesmo tratamento. Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como insumos".

    ➤ Resolução: Assinale a alternativa que indique o valor adicionado a distribuir da empresa, levando em consideração somente esse fato.

    (+) Receita produzida: R$ 145.000

    • Matéria-prima: R$ 80.000

    • Depreciação dos ativos imobilizados utilizados no processo: R$ 15.000

    • Mão de obra própria: R$ 40.000

    • Serviços contratados de terceiros para a construção: R$ 10.000

    (-) Insumos adquiridos de terceiros: R$ 90.000

    • Matéria-prima: R$ 80.000

    • Serviços contratados de terceiros para a construção: R$ 10.000

    (=) Valor adicionado bruto: R$ 55.000

    (-) Depreciação dos ativos imobilizados utilizados no processo: R$ 15.000

    (=) Valor adicionado a distribuir: R$ 40.000

    Gabarito: Letra A.

  • CPC 09, item1.8.3. Ativos construídos pela empresa para uso próprio: Apenas mão-de-obra própria alocada é considerada como distribuição dessa riqueza criada, no caso dessa questão (eventuais juros ativados e tributos também recebem esse mesmo tratamento).

    Mão de obra própria: R$40.000 

    (letra A)

    Obs.: Os gastos com serviços de terceiros e materiais são apropriados como insumos.

  • GABA a)

    de trás pra frente

    Mão de obra própria: R$40.000


ID
5495044
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma instituição financeira apresentou os seguintes saldos em31/12/X0:

• Caixa e bancos: 30.000
• Clientes a receber em 180 dias: R$100.000
• Perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa:R$3.000
• Aluguel antecipado apropriado mensalmente de modo linearpor 18 meses: R$54.000
• Direito de 3 anos sobre a folha de pagamento de outrasentidades: R$90.000
• Carro usado para transportar funcionários: R$40.000
• Depreciação acumulada do carro: R$10.000
• Aplicação financeira com prazo de resgate de 720 dias:R$50.000
• Contas a receber relativas à venda de móveis do escritóriopara recebimento em 390 dias: R$45.000
• Dividendos a receber em 90 dias: R$12.000

Assinale a alternativa correta em relação ao seu balançopatrimonial. 

Alternativas
Comentários
  • Alguém pra salvar essa questão??? Só consigo chegar na letra B.

    • Caixa e bancos: 30.000 • Clientes a receber em 180 dias: R$100.000 • Perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa:R$3.000 • Aluguel antecipado apropriado mensalmente de modo linearpor 18 meses: R$54.000 (54/18=3.000X12=36.000,00)• Direito de 3 anos sobre a folha de pagamento de outrasentidades: R$90.000(90/3X1=30.000) • Carro usado para transportar funcionários: R$40.000 • Depreciação acumulada do carro: R$10.000 • Aplicação financeira com prazo de resgate de 720 dias:R$50.000 • Contas a receber relativas à venda de móveis do escritóriopara recebimento em 390 dias: R$45.000 • Dividendos a receber em 90 dias: R$12.000

    30 + 100 - 3 +36 + 30 + 12 = 205. (Letra B)

  • Uma instituição financeira apresentou os seguintes saldos em 31/12/X0:

     

    • Caixa e bancos: 30.000

    •  Clientes a receber em 180 dias: R$100.000

    •  Perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa: R$3.000

    •  Aluguel antecipado apropriado mensalmente de modo linear por 18 meses: R$54.000

    •  Direito de 3 anos sobre a folha de pagamento de outras entidades: R$90.000

    •  Carro usado para transportar funcionários: R$40.000  Depreciação acumulada do carro: R$10.000

    •  Aplicação financeira com prazo de resgate de 720 dias: R$50.000

    •  Contas a receber relativas à venda de móveis do escritório para recebimento em 390 dias: R$45.000

    •  Dividendos a receber em 90 dias: R$12.000

     

    Vamos classificar os itens:

     

    • Ativo Circulante 175.000,00
    • • Caixa e bancos: 30.000 
    • •  Clientes a receber em 180 dias: R$100.000
    • (-) •  Perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa: R$3.000
    • •  Dividendos a receber em 90 dias: R$12.000
    • •  Aluguel antecipado apropriado mensalmente de modo linear por 12 meses: R$36.000
    • Ativo Não CirculanteRealizável a Longo Prazo 113.000,00
    • •  Contas a receber relativas à venda de móveis do escritório para recebimento em 390 dias: R$45.000
    • •  Aluguel antecipado apropriado mensalmente de modo linear por 6 meses: R$ 18.000
    • •  Aplicação financeira com prazo de resgate de 720 dias: R$50.000
    • Investimentos 90.000,00
    • •  Direito de 3 anos sobre a folha de pagamento de outras entidades: R$90.000
    • Imobilizado 30.000,00
    • •  Carro usado para transportar funcionários: R$40.000
    • (-)  Depreciação acumulada do carro: R$10.000
    • Intangível = 0

     

    Vejamos o disposto na Lei 6.404/76:

     

     

    c)  O ativo realizável a longo prazo é de R$113.000.

    Fonte: professor do Tecconcursos.


ID
5495047
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma loja vendia um tipo de mesas. Em 31/12/X0, a loja tinhaem seu estoque 10 unidades de mesa. O estoque era avaliadoem R$2.000. A loja usava o custo médio ponderado móvelpara controlar o seu estoque.

Em janeiro de X1, a loja realizou as seguintes operações,sendo que a loja paga o frete fixo de R$100 a cada compra:

• 5/1: Compra de 8 unidades por R$300 cada uma
• 10/1: Venda de 15 unidades por R$600 cada uma
• 15/1: Compra de 12 unidades por R$350 cada uma
• 22/1: Venda de 5 unidades por R$600 cada uma

Assinale a alternativa que indique o valor aproximado do custodas mercadorias vendidas e do estoque final da loja em31/1/X1.

Alternativas
Comentários
  • Cálculo do Estoque final:

    Estoque inicial = 2.000,00 (10 un.)

    1ª compra: 2.400,00 (8 un.) + 100,00 (frete fixo)

    Ao final da 1ª compra, temos: Estoque final = 4.500,00 (18 un.). Preço unitário = 250,00.

    1ª venda: 18 - 15 = 3 un.

    2ª compra: 4.200 (12 un.) + 100,00 (frete fixo)

    Ao final da 2ª compra, temos: Estoque final = 4.300,00 (12 un.) + 750 (3 un. restantes) = 5.050,00 (15 un.). Preço unitário = 336,70.

    2ª venda: 15 - 5 = 10 un.

    Ao final da 2ª venda, temos: Estoque final = 3.367,00 (10 un. restantes). Desse resultado você já matava a alternativa C, mas sigamos adiante...

    Cálculo do CMV (Custo das Mercadorias Vendidas):

    1ª venda: 15 unidades vendidas a um preço unitário de 250,00 = 3.750,00

    2ª venda: 5 unidades vendidas a um preço unitário de 336,70 = 1.683,50

    CMV Total = 3.750,00 + 1.683,50 = 5.433,00 (pois ele pede o valor "aproximado").


ID
5495050
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Os seguintes fatos aconteceram em uma empresa no ano deX1:

• Compra à vista de estoque: R$60.000
• Venda de metade do estoque, para recebimento em janeiro deX2: R$100.000
• Pagamento de dividendos sobre o lucro apurado em X0:R$25.000
• Compra à vista de computadores para serem utilizados nonegócio da empresa: R$20.000
• Contração de empréstimo bancário: R$42.000
• Reconhecimento da depreciação dos computadores: R$4.000
• Reconhecimento e pagamento de despesa de salários:R$36.000

Assinale a alternativa correta em relação à Demonstração dosFluxos Caixa da empresa apurada em 31/12/X1. 

Alternativas
Comentários
  • São os R$42k contratados de empréstimo - os R$25k pagos de dividendos.
  • Vou por a explicação para facilitar o entendimento daqueles que estão começando, já que geralmente partimos do princípio que o fluxo de caixa será realizado a partir do método indireto, no qual se ajusta o lucro líquido. Então vou por outro método para "desburocratizar" isso.

    Vamos usar o método direto: "(a) o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos e pagamentos brutos são divulgadas;

    19. Pelo método direto, as informações sobre as principais classes de recebimentos brutos e de pagamentos brutos podem ser obtidas alternativamente: (a) dos registros contábeis da entidade(...)

    Assim, basta classificar diretamente o registro contábil e determinar se tem ou não efeito no Fluxo de caixa.

     Compra à vista de estoque: R$60.000 (Reduz o FCO)

    • Venda de metade do estoque, para recebimento em janeiro (Regime de Competência e sem efeito no FCO) deX2: R$100.000

    • Pagamento de dividendos sobre o lucro apurado em X0:R$25.000 (Reduz o FCF, em respeito ao que 34A. Este Pronunciamento encoraja fortemente as entidades a classificarem(...)e os dividendos e juros sobre o capital próprio pagos como fluxos de caixa das atividades de financiamento.

    • Compra à vista de computadores para serem utilizados nonegócio da empresa: R$20.000 (Reduz o FCI)

    • Contração de empréstimo bancário: R$42.000 (Aumente o FCF)

    • Reconhecimento da depreciação dos computadores: R$4.000 (Sem efeito no F.C)

    Reconhecimento e pagamento de despesa de salários:R$36.000 (Reduz o FCO)

    Assinale a alternativa correta em relação à Demonstração dosFluxos Caixa da empresa apurada em 31/12/X1. 

    FCO = (-)96.000

    FCI = (-)20.000

    FCF = (+) 42.000 de empréstimos (-)25.000 do pagamento de Dividendos = 17.000 gerados.

    A IDECAN utilizou a regra encorajada pelo CPC 03.

  • Trata-se do levantamento da DFC conforme o CPC 03.

    Conforme o CPC 03 (DFC), a demonstração dos fluxos de caixa deve apresentar os fluxos de caixa durante o período classificados por atividades operacionais, de investimento e de financiamento

    1. Atividade operacional (FCO): montante dos fluxos de caixa é o indicador-chave da extensão em que as operações da entidade têm gerado suficientes fluxos de caixa para: amortizar empréstimos, manter a capacidade operacional da entidade, pagar dividendos (ou juros sobre o capital próprio) e fazer novos investimentos sem recorrer a fontes externas de financiamento. São as principais atividades geradoras de receita da entidade.

    2. Atividade de investimento (FCI): referente à aquisição e à venda de ativos de longo prazo e de outros investimentos não incluídos nos equivalentes de caixa.

    3. Atividade de financiamento (FCF): resulta em mudanças no tamanho e na composição do capital próprio e no capital de terceiros da entidade.

    ➤ Resolução: Assinale a alternativa correta em relação à DFC da empresa apurada em 31/12/X1. 

    Obs.: a venda de metade do estoque, para recebimento em janeiro de X2: R$ 100.000, não afeta o caixa em X1.

    Obs.: Reconhecimento da depreciação dos computadores de R$ 4.000 não afeta o caixa.

    (-) Compra à vista de estoque: R$ 60.000

    (-) Reconhecimento e pagamento de despesa de salários: R$ 36.000

    (=) FCO consumido: (R$ 96.000)

    (-) Compra à vista de computadores para serem utilizados no negócio da empresa: R$ 20.000

    (=) FCI consumido: (R$ 20.000)

    (+) Contração de empréstimo bancário: R$ 42.000

    (-) Pagamento de dividendos sobre o lucro apurado em X0: R$ 25.000

    (=) FCF gerado: R$ 17.000

    Gabarito: Letra E.

  • confusão é o pagamento de dividendos que hora consideram como operacional e hora como financiamento.


ID
5495062
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma empresa apresentava o seguinte balanço patrimonial em 31/12/X0:

Ativo Circulante                           Patrimônio Líquido
Caixa              50.000                  Capital Social           50.000
Total               50.000                  Total                          50.000

Em 5/1/X1, a empresa adquiriu R$30.000 em estoque. Em 20/1/X1, ela vendeu metade do estoque por R$40.000, para recebimento em 3 meses. A alíquota do ICMS é de 18%.
Assinale a alternativa que indique o saldo da conta referente ao ICMS no Balanço Patrimonial da empresa em 31/1/X1. 

Alternativas
Comentários
  • ICMS a recuperar = 2700 (15.000*18%)

    referente ao estoque porque já foi pago no momento da compra.

    ICMS a pagar= 4500 (25.000*18%)

    referente a diferença entre o valor vendido e o valor do estoque.

    ICMS a recolher =ICMS a pagar - ICMS a recuperar

    ICMS a recolher = 4500 - 2700

    ICMS a recolher = 1800

  • ICMS na compra 30.000 * 18% = 5.400 (a recuperar)

    ICMS na venda 40.000 * 18% = 7.200 (a recolher)

    Apuração do ICMS

    7.200 - 5.400 = 1.800 a recolher

  • Se a alíquota da compra e da venda é 18%, eu encontro primeiro a base de cálculo. Base de cálculo na nota de compra 30.000,00. Base de cálculo na nota de venda 40.000,00. Base de cálculo da apuração do imposto 10.000,00 (40.000,00 - 30.000,00) a pagar, pois as entradas são menores que as saídas. Valor do imposto 1.800,00 (10.000,00 * 18%).
  • GABARITO LETRA A.

    1- ICMS NO MOMENTO DA COMPRA:

    30.000,00 * 18% = 5.400,00 ICMS A RECUPERAR

    2- ICMS NO MOMENTO DA VENDA

    40.000 * 18%= 7.200 ICMS A PAGAR

    RESULTADO (FAZER O CONFRONTO DO DÉBITO - CRÉDITO DO ICMS):

    7.200 ICMS NA VENDA - 5.400 ICMS NA COMPRA

    GABARITO: 1.800

    Portanto a empresa tem o Saldo de ICMS a Recolher(pagar) ao Fisco de 1.800,00 na sua apuração.


ID
5495068
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Análise de Balanços
Assuntos

Em X0, os sócios de uma empresa integralizaram capital social, por meio de R$100.000 em dinheiro. O fato traz um aumento no indicador de  

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "A"

    #DIRETOAOPONTO: A integralização do capital social em dinheiro aumentará o Ativo Circulante e em consequência disso melhorará o índice de liquidez seca (AC - Estoques/PC).


ID
5495071
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Com relação ao Pronunciamento Técnico CPC 16 (R1) – Estoques, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • B) Item 23. O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos seus custos individuais

    C) Item 25. O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado. A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração. 

    ____________________________________________________________________________________________________________________

    ESTOQUE:

    Regra geral: PEPS ou MP

    Item mesma natureza / uso semelhante = mesmo critério.

    Item outra natureza / uso = pode diferente critério. (= critério específico)

    Item não intercambiável (Não substitutivo) ou Específico = critério específico (individualizado)

  • Com base no CPC 16 - Estoques, temos que:

    a)errado, O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, deduzindo-se os custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 

    r: 10. O valor de custo do estoque deve incluir todos os custos de aquisição e de transformação, bem como outros custos incorridos para trazer os estoques à sua condição e localização atuais. 

    b) errado, O custo dos estoques de bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado.

    r: 23. O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis e de bens ou serviços produzidos e segregados para projetos específicos deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos seus custos individuais.

    Ademais, pense em uma situação prática de um projeto específico. É inviável aplicar o PEPS uma vez que não é um produto cuja aquisição e venda é recorrente. O CPC 16 complementa posteriormente: 25. O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado.

    A questão misturou o item 23 e 25.

    c) errada, A entidade deve usar o mesmo critério de custeio para todos os estoques que tenham natureza e uso semelhantes para a entidade. Para os estoques que tenham outra natureza ou uso, podem justificar-se diferentes critérios de valoração.

    d) errada, Quando os estoques são vendidos, o custo escriturado desses itens deve ser reconhecido como despesa do período em que o valor da venda é recebido

    r: A escrituração no período em que o valor é recebido está em conformidade com o fluxo de caixa e, por isso, desrespeita o regime de competência.

    e) errada, A prática de reduzir o valor realizável líquido para o valor de custo dos estoques é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias inferiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso.

    r: Poxa!! Erro bem sútil!!!! A assertiva trouxe o conceito do "writer donw". O item 28 do CPC 16 diz que " A prática de reduzir o valor de custo dos estoques (write down) para o valor realizável líquido é consistente com o ponto de vista de que os ativos não devem ser escriturados por quantias superiores àquelas que se espera que sejam realizadas com a sua venda ou uso."

    Para quem não entendeu, o write down no contexto dos estoques é o mesmo que teste de impairment. Em outras palavras, o item 28 quer dizer que um estoque não pode ter seu valor contábil escriturado por uma quantia maior que seu valor recuperável, que o CPC 16 interpreta como o valor de "venda ou uso".


ID
5495074
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 26 (R1) – Apresentação das Demonstrações Contábeis, uma entidade deve apresentar uma análise das despesas utilizando uma classificação baseada na sua natureza ou na sua função dentro da entidade, devendo eleger o critério que proporcionar informação confiável e mais relevante, obedecidas as determinações legais. Assinale a alternativa que indique apenas despesas classificadas de acordo com o método da função, em uma empresa industrial. 

Alternativas
Comentários
  • 102. A primeira forma de análise é o método da natureza da despesa:

    agregadas na demonstração do resultado de acordo com a sua natureza (por exemplo, depreciações (Letra B e Letra E, pois amortizações se é a própria natureza da despesa tal qual a depreciação), compras de materiais, despesas com transporte, benefícios (Letra C, "salários" enta como benefícios e remunerações aos empregados) aos empregados e despesas de publicidade" (Letra D)...

    103. A segunda forma de análise é o método da função da despesa ou do “custo dos produtos e serviços vendidos

    à despesas de distribuição, despesas administrativas (Letra A)

    Uma dica é sempre pensar a função como algo mais genérico, a conta deve representar uma função na entidade que incorpore várias outras. Despesas administrativas pode envolver diversos aspectos, despesas comerciais pode incorporar a distribuição, frete, comissões etc.

  • As despesas classificadas como função são mais genericas

  • Função = Grupo (genérico)

    Natureza = Detalhamento

  • Letra A

    Método Funcional:

    *Despesas agregadas de acordo com a função; 

    *Mais “Genérica”; 

    *Exemplos: o CMV; o Despesas com Vendas; o Despesas Administrativas etc.

    Método da Natureza da Despesa:

    *Despesas agregadas de acordo com a natureza; 

    *Mais “Específica”; 

    *Exemplos: Comissões; Depreciações; o Salários etc. 

    Eu internalizo assim: a natureza da despesa está dentro da função.


ID
5495077
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Assinale a alternativa que indique a contabilização correta das reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 12 – Ajuste a Valor Presente de uma empresa de serviços, que normalmente efetua vendas à vista. 

Alternativas
Comentários
  • GAB.: C

    Pronunciamento Técnico CPC 12 – Ajuste a Valor Presente

    23. As reversões dos ajustes a valor presente dos ativos e passivos monetários qualificáveis devem ser apropriadas como receitas ou despesas financeiras, a não ser que a entidade possa devidamente fundamentar que o financiamento feito a seus clientes faça parte de suas atividades operacionais, quando então as reversões serão apropriadas como receita operacional. Esse é o caso, por exemplo, quando a entidade opera em dois segmentos distintos: (i) venda de produtos e serviços e (ii) financiamento das vendas a prazo, e desde que sejam relevantes esse ajuste e os efeitos de sua evidenciação


ID
5495080
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Nas alternativas a seguir, estão listados ativos que são contabilizados como Propriedade para Investimento no Balanço Patrimonial de uma entidade, À EXCEÇÃO DE UMA. Assinale-a. 

Alternativas
Comentários
  • As propriedades para investimento são mantidas para obter rendas e/ou para valorização do capital, e por isso deve ser classificadas no subgrupo Investimentos, dentro do Ativo Não Circulante.

    Também por isto, uma propriedade para investimento gera fluxos de caixa altamente independentes dos outros ativos mantidos pela entidade e isso distingue as propriedades para investimento de propriedades ocupadas pelos proprietários que serão classificadas como Imobilizado.

    A produção ou fornecimento de bens ou serviços (ou o uso de propriedades para finalidades administrativas) gera fluxos de caixa que são atribuíveis não apenas às propriedades, mas também a outros ativos usados no processo de produção ou de fornecimento, como as máquinas de uma indústria, por exemplo.

    São exemplos claros de propriedades para investimento:

    1. Os terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo e não para venda a curto prazo no curso ordinário dos negócios;
    2. Os terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado (se a entidade não tiver determinado que usará o terreno como propriedade ocupada pelo proprietário ou para venda a curto prazo no curso ordinário do negócio, o terreno é considerado como mantido para valorização do capital);
    3. O edifício que seja propriedade da entidade (ou mantido pela entidade em arrendamento financeiro) e que seja arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais;
    4. O edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais;
    5. A propriedade que esteja sendo construída ou desenvolvida para futura utilização como propriedade para investimento.

    Fonte: < >

  • São exemplos de propriedades para investimento:

    • terrenos/propriedades/edifícios mantidos para
    1. valorização de capital a longo prazo
    2. futuro uso correntemente indeterminado
    3. arrendamentos operacionais
    4. futura utilização como propriedade para investimento

    NÃO são propriedades para investimento:

    • propriedade
    1. destinada à venda no decurso ordinário das atividades ou em vias de construção ou desenvolvimento para tal venda
    2. adquirida exclusivamente com vista à alienação subsequente no futuro próximo ou para desenvolvimento e revenda
    3. ocupada pelo proprietário, ocupada por empregados (paguem ou não aluguéis a taxas de mercado) e ocupada pelo proprietário ao aguardo de alienação
    4. arrendada a outra entidade sob arrendamento financeiro

    Gabarito: E

  • Conforme o CPC 28, 8. O que se segue são exemplos de propriedades para investimento:

    a) errado, terreno mantido para futuro uso indeterminado

    r: (b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado(...) 

    b) errado, propriedade que esteja sendo construída para futura utilização para locação a terceiros 

    r: (e) propriedade que esteja sendo construída ou desenvolvida para futura utilização como propriedade para investimento. ("locação para terceiros" se enquadra como uma propriedade para investimento)

    c) errado, edifício que seja propriedade da entidade e que está arrendado sob um arrendamento operacional 

    r: (c) edifício que seja propriedade da entidade (ou ativo de direito de uso relativo a edifício mantido pela entidade) e que seja arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais;

    terreno mantido para valorização a longo prazo 

    d) errado, terreno mantido para valorização a longo prazo 

    r: (a) terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo e não para venda a curto prazo no curso ordinário dos negócios; 

    d) correta, propriedade adquirida exclusivamente com vista à alienação subsequente no futuro próximo ou para desenvolvimento e revenda

    r: 9. Seguem-se exemplos de itens que não são propriedades para investimento, estando, por isso, fora do alcance deste pronunciamento: (a) propriedade destinada à venda no decurso ordinário das atividades (...)

    Ademais, deixo uma dica aqui sobre uma questão que cai bastante e que costuma pegar os desavisados.. rsrsrs

    Quando a propriedade for mantida para um ou mais arrendamentos operacionais, será para investimento; se for arrendamento financeiro, não pode ser propriedade para investimento e provavelmente será classificado como imobilizado.

  • Alguns exemplos de propriedade para investimento enunciados pelo CPC 28, item 08, são:

    (a) terrenos mantidos para valorização de capital a longo prazo e não para venda a curto prazo no curso ordinário dos negócios;

    (b) terrenos mantidos para futuro uso correntemente indeterminado (se a entidade não tiver determinado que usará o terreno como propriedade ocupada pelo proprietário ou para venda a curto prazo no curso ordinário do negócio, o terreno é considerado como mantido para valorização do capital);

    Obs: ou seja, a empresa adquiriu o terreno, mas ainda não sabe o que vai fazer com ele.

    (c) edifício que seja propriedade da entidade (ou ativo de direito de uso relativo a edifício mantido pela entidade) e que seja arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais; 

    (d) edifício que esteja desocupado, mas mantido para ser arrendado sob um ou mais arrendamentos operacionais;

    (e) propriedade que esteja sendo construída ou desenvolvida para futura utilização como propriedade para investimento.  

    Gabarito: E

    Nota do Estratégia:

    No caso de terreno para uso futuro, temos as seguintes situações:

    - Se a empresa já decidiu que irá usá-lo futuramente em suas operações: Imobilizado.

    - Se irá usá-lo para gerar renda ou para valorização: Propriedade para investimento.

    - Se ainda não decidiu: Propriedade para investimentos


ID
5495083
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Em uma reorganização societária, as diferenças no valor de ativos e passivos que passam a ser avaliados a preço de mercado, em relação ao custo, são contabilizadas na seguinte conta do patrimônio líquido: 

Alternativas
Comentários
  • Bem, a única explicação possível seria a redação anterior da lei 6404 § 3 Serão classificadas como ajustes de avaliação patrimonial, enquanto não computadas no resultado do exercício em obediência ao regime de competência, as contrapartidas de aumentos ou diminuições de valor atribuído a elementos do ativo (§ 5 do art. 177, inciso I do  caput do art. 183 e § 3 do art. 226 desta Lei) e do passivo, em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.  

    Como a alternativa pede uma conta do "Patrimônio Líquido", o respaldo seria a lei 6404 antes das modificações trazidas pela 11.638.

    Questão contundente, uma vez que o CPC 15 e 36 normatizam reorganizações societárias e são bem claras a respeito do "ganho por compra vantajosa", creditado como receita, e "ágio por expectativa de rentabilidade futura", debitado no intangível.

    *Minha opinião.


ID
5495086
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Análise de Balanços
Assuntos

Assinale a alternativa que apresente um objetivo da Análise Horizontal da Demonstração do Resultado do Exercício de uma entidade. 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "B"

    #DIRETOAOPONTO: A análise horizontal compara dois períodos diferentes então sempre avaliará a EVOLUÇÃO ou INVOLUÇÃO das contas contábeis.


ID
5495089
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Análise de Balanços
Assuntos

Uma entidade apresentava em X0 liquidez corrente de 1,20. Em X1, o mesmo índice era de 1,05. Assinale a alternativa que indique uma possível causa para a diminuição no índice. 

Alternativas
Comentários
  • Liquidez corrente é o índice que informa a capacidade que a entidade possui em honrar os seus compromissos de curto prazo com os seus recursos de curto prazo.

    Então, para haver a redução do índice de 1,2 para 1,05, ou o Ativo Circulante diminuiu ou o Passivo Circulante aumentou, sendo assim:

    A) captação de empréstimo bancário de longo prazo

    Errada - Aumenta o índice

    D Caixa - AC

    C Empréstimo longo prazo - PNC

    B) compra de estoque à vista

    Errada - Não altera o índice

    D Estoque - AC

    C Caixa - AC

    C) venda de estoque à vista com lucro

    Errada - Aumenta o índice

    D Caixa - AC

    C Receita - PL

    D CMV - PL

    C Estoque - AC

    D) venda de ativo imobilizado para recebimento em 90 dias com lucro 

    Errada - Aumenta o índice

    D Contas a receber - AC

    C Imobilizado - ANC

    C Receita - PL

    E) reconhecimento de provisão para contingências de curto prazo

    Correta - Reduz o índice

    D Despesa com provisão para contingências - PL

    C Provisão para contingência curto prazo - PC

    Gabarito: Letra E


ID
5495092
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Análise de Balanços
Assuntos

Um investidor deseja diversificar os seus investimentos e comprar participações societárias. Para isso, ele pesquisou qual é a remuneração do capital próprio em diferentes opções de investimentos.
O investidor deve levar em consideração, principalmente, a análise do seguinte indicador:  

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "D"

    #DIRETOAOPONTO: O índice que mais ajudará o investidor a saber o retorno sobre o capital próprio, ou seja, sobre o Patrimônio Líquido, é o Retorno sobre o PL (Lucro Líquido/PL). Os demais indicadores não se referem a essa análise.

    #INDOMAISFUNDO: Vamos analisar as demais alternativas:

    A) A liquidez geral é AC+ARLP/PC+PNC. Auxilia a avaliar a liquidez geral, ou seja, a capacidade da empresa em honrar seus compromissos.

    B) A Margem de Lucro Genuinamente operacional ajuda a avaliar se a Margem de Lucro da empresa é oriunda principalmente de suas atividades operacionais, pois pode acontecer, por exemplo, a venda de um ativo imobilizado, como uma planta industrial, aumentar o lucro da empresa, sendo que tal operação não é rotineira e pode assim, comprometer a análise.

    C) A Margem líquida é Lucro Líquido/Receita Líquida. Mostra o quanto da receita líquida corresponde a margem de lucro.

    E) O retorno sobre o ativo (ROI) é Lucro Líquido/Ativo. Mostra o quanto as operações da empresa remuneram os investimentos feitos.

  • Retorno sobre o PL (RSPL) / ROE. É calculado dividindo o LLE pelo PL. Em algumas questões o enunciado informará o lucro operacional líquido (LOL); devemos considerar o LOL no lugar do LLE. Outrossim, quando a banca mencionar rentabilidade dos recursos próprios, estará mencionando o RSPL.

    Letra D.


ID
5495095
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Em relação à Demonstração do Resultado do Exercício de uma empresa de consultoria, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • Atenção: A empresa é de consultoria e, consequentemente, o faturamento bruto ou receita bruta vem da prestação de serviços. Demais receitas não entram na apuração do cálculo da receita líquida (após a dedução de impostos) e do lucro bruto (após os custos dos serviços prestados, se houverem).

    a)ERRADA, A receita com a venda de um computador que era utilizado na prestação de serviços é contabilizada como Receita de Vendas.

    R: Conforme o FIPECAFI, uma empresa de consultoria vende seus serviços. Eventualmente, máquinas ou produtos vendidos devem ser classificadas como "outras receitas operacionais". A menos que a empresa tenha como atividade fim a venda de produtos concomitante aos serviços, qualquer produtos vendido não pode fazer parte do seu faturamento principal.

    b)ERADA, as perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa são contabilizadas como deduções das Receitas Brutas

    R: PCLD é uma despesa operacional, que aparece após o Lucro Bruto.

    c)ERRADA, As variações monetárias em relação aos serviços prestados fora do país são contabilizadas como receita/despesa operacional.

    R: Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:

    III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

    Variações monetárias representam receitas ou despesas financeiras e aparecem após o resultado operacional.

    d) CORRETA, Os prêmios de resgate de títulos e debêntures são contabilizados como Receita Financeira. 

    R: Conforme o FIPECAFI, o Prêmio de títulos e debêntures são classificados como Receita a Apropriar, aumentando o passivo. À medida que vão sendo apropriados, deve-se debitar esse passivo e creditar como receita financeira.

    e) ERRADAO, Os dividendos são contabilizados como Despesa Financeira.

    R: Os dividendos compõe o balanço patrimonial. Conforme o ICPC 08 Interpretação técnica sobre Dividendos Propostos, "visando atender à conceituação de provisão, a parcela do dividendo que se caracterize efetivamente como obrigação presente deve figurar no passivo (regra geral*) da entidade. Mas a parcela que exceder ao previsto legal ou estatutariamente deve ser mantido no Patrimônio Líquido, em conta específica, do tipo "dividendo adicional proposto", até a deliberação definitiva que vier a ser tomada pelos sócios. Tal regra guarda respaldo também no que afirma o CPC 23.

  • QConcursos, muitas questões sem comentários! O que está havendo? Tem vários alunos capacitados para essa função, como o Daniel O., talvez seja o caso de contratá-los!


ID
5495098
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Na elaboração da Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto, NÃO é considerado um ajuste, para apuração do Lucro Ajustado na Atividade Operacional, o reconhecimento de 

Alternativas
Comentários
  • 20. De acordo com o método indireto, o fluxo de caixa líquido advindo das atividades operacionais é determinado ajustando o lucro líquido ou prejuízo quanto aos efeitos de:

    A)errado, perdas estimadas com crédito de liquidação duvidosa. 

    R: (b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões(...). Perdas estimadas podem ser consideradas, genericamente, dentro do grupo dos itens que não afetam caixa, como provisões.

    b) errado, venda do ativo imobilizado com lucro. 

    (c) todos os outros itens tratados como fluxos de caixa advindos das atividades de investimento e de financiamento. Assim, o lucro na venda de imobilizado é reflexo de uma operação ligada à atividade de investimento.

    c) errado, depreciação do ativo imobilizado. 

    (b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação(...)

    d) errado, reversão da perda com teste de recuperabilidade.  

    (a) variações ocorridas no período nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar; esse item podem ser analisado em conjunto com o item (b) "itens que não afetam o caixa". A reversão tem o mesmo efeito que uma provisão.

    e) correto, pagamento de dividendos. 

    O pagamento de dividendo entra na determinação do fluxo de caixa e não no ajuste do fluxo de caixa líquido. O CPC 03 faculta, inclusive, a classificação do pagamento de dividendo como atividade operacional.

    "Alternativamente, os dividendos e os juros sobre o capital próprio pagos podem ser classificados como componente dos fluxos de caixa das atividades operacionais(...) (CPC 03, item 34.)

  • o pagamento de dividendos não está dentro do lucro líquido. O que está dentro do lucro são os dividendos obrigatórios a pagar e os dividendos propostos, não os pagos.

ID
5495101
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Em 10/12/X0, a Cia. ABC comprou 100% da Cia. XYZ, pagando um ágio reconhecido como goodwill por expectativa de rentabilidade futura, no valor de R$100.000. As duas empresas são independentes.
Em 15/12/X1, a Cia. XYZ comprou 100% de participação da Cia. ABC e a incorporou.
Assinale a alternativa que indique o efeito do ágio no balanço patrimonial da Cia. XYZ, após a incorporação, de acordo com o posicionamento da Comissão de Valores Mobiliários. 

Alternativas
Comentários
  • comprou 100% e a que foi comprada comprou de volta? não entendi
  • O ágio na emissão das ações deve ser classificado como reservas de capital, conforme Lei 6.404/76:

     

  • também não entendi!

  • Questão confusa. Cadê os comentários dos professores?!! Tá raro ver uma questão de Contabilidade comentada...


ID
5495104
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Entre os métodos de controle de estoque, quando há grande quantidade de itens de estoque que são geralmente intercambiáveis, deve-se utilizar, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 16 (R1) – Estoques, 

Alternativas
Comentários
  • Gab : B

    Para matar questões como essa tem que ter em mente o seguintes

    PEPS E MÉDIA MÓVEL PONDERADA, Esses dois métodos, geralmente, sempre prevalecem sobre o UEPS.

  • Alternativa B. O UEPS não é aceito fiscalmente.

  • Atenção pessoal... a questão poderia ter cobrado uma pegadinha que, inclusive, cai bastante em custos: distinção entre itens normalmente intercambiáveis e itens normalmente não intercambiáveis.

    23. O custo dos estoques de itens que não são normalmente intercambiáveis(...) deve ser atribuído pelo uso da identificação específica dos seus custos individuais.

    Quem passou direto para as alternativas poderia ter caído nessa pegadinha caso tivesse sido cobrado os itens que "não são normalmente intercambiáveis". E isso cai bastante!!

    Ademais, como todos bem sabem, 25. O custo dos estoques, que não sejam os tratados nos itens 23 e 24, deve ser atribuído pelo uso do critério Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (PEPS) ou pelo critério do custo médio ponderado.

    Por isso a Letra B.

  • Se não puder ser atribuído o custo específico, deve ser usado o PEPS ou o custo médio ponderado.


ID
5495107
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma empresa declarou a distribuição de R$300.000 de dividendos, relativos ao exercício de X1. Do valor, R$200.000 correspondiam ao dividendo mínimo obrigatório, e R$100.000 correspondiam a dividendos adicionais. Assinale a alternativa que indique a apresentação dos dividendos adicionais nas demonstrações contábeis da empresa. 

Alternativas
Comentários
  • Letra C

    Segundo a Lei n. 6.404/1976, no seu artigo 200, os valores apresentados nas reservas de capital (Patrimônio Líquido) somente poderão ser utilizados para:

    Absorção dos prejuízos que ultrapassarem os lucros acumulados e as reservas de lucros;

    Resgate, reembolso ou compra de ações;

    Resgate de partes beneficiárias;

    Incorporação ao capital social;

    Pagamento de dividendos a ações preferenciais.

  • O gabarito (LETRA C) apresenta respaldo no seguinte entendimento:

    ICPC 08 (Interpretação Técnica sobre Dividendos Propostos): 24. Visando atender à conceituação de provisão, reproduzida no item 17 desta Interpretação, a parcela do dividendo que se caracterize efetivamente como obrigação presente deve figurar no passivo da entidade. Mas a parcela que exceder ao previsto legal ou estatutariamente deve ser mantida no patrimônio líquido, em conta específica, do tipo “dividendo adicional proposto”, até a deliberação definitiva que vier a ser tomada pelos sócios.

    Ademais, para os que queiram aprofundar (recomendo),deixo claro que: é preciso análise a que período se refere o dividendo adicional proposto. Como a questão foi omissa em relação a data em que foi declarado, presume-se que foi declarado até 31/12 do "exercício de X1". Chamo atenção uma vez que o CPC 24 - Eventos Subsequentes lecione a respeito do dividendo adicional proposto até 31/12 e após 31/12. Sobre isso, a FGV costuma cobrar bastante os seguintes tópicos:

    25. Conforme requerido pelos itens 12 e 13 do Pronunciamento Técnico CPC 24 – Evento Subsequente, qualquer declaração de dividendo adicional ao previsto legal ou estatutariamente ou outra forma de distribuição de resultado que ocorrer após a data do balanço e antes da data da autorização de emissão dessas demonstrações não gerará registro no passivo da entidade na data do balanço, por também não representar qualquer obrigação presente nessa data.

    27. Em função do que consta no item precedente, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis entende que a administração deve, ao elaborar as demonstrações contábeis, detalhar em nota explicativa sua proposta para destinação dos lucros apurados no exercício, independentemente de referida divulgação ter sido feita no Relatório da Administração.

    Em resumo, temos que, o dividendo adicional proposto até 31/12 será escriturado no PL (Cobrado na questão em conformidade com o ICPC 08). Se for declarado após 31/12 e antes da data de autorização de emissão, será divulgado em Notas Explicativas como evento subsequente. Se for declarado após a autorização para emissão, nada será feito.

  • dividendos obrigatórios -> PC

    dividendos adicionais -> PL até deliberação pela assembleia geral.

  • Dividendos adicionais após o período contábil - Notas explicativas

    Dividendos adicionais antes do período contábil - patrimônio líquido

    Dividendos obrigatórios - passivo

    GABARITO - LETRA C


ID
5495110
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Em uma entidade do setor público, as receitas e as despesas orçamentárias, os recebimentos e os pagamentos de natureza extraorçamentária, conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior, e os que se transferem para o exercício seguinte são demonstrados 

Alternativas
Comentários
  • Segundo o MCASP

    O Balanço Financeiro (BF) evidencia as receitas e despesas orçamentárias, bem como os

    ingressos e dispêndios extraorçamentários, conjugados com os saldos de caixa do exercício anterior e

    os que se transferem para o início do exercício seguinte.

    GABARITO: LETRA B

  • Resposta Letra B.

    Lei 4320/64

    Art. 103. O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa orçamentárias bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior, e os que se transferem para o exercício seguinte.

  • GAB- - B

    Questãozinha gostosa. Ótima para revisar o CONCEITO DE BALANÇO FINANCEIRO

    LITERALIDADE do art. 103 da Lei 4320-64


ID
5495113
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Créditos adicionais são autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. A respeito deles, é correto afirmar que 

Alternativas
Comentários
  • A questão em apreço exige que tenhamos conhecimentos sobre sobre os créditos adicionais. Dito isso, marquemos a alternativa que está correta.

    Consoante a lei 4.320/64 (Art.40), os créditos adicionais são as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento.

    De acordo a própria 4.230/64 (Art.41, I, II e III) temos os seguintes créditos adicionais:

    • Suplementares, os destinados a reforço de dotação orçamentária;

    • Especiais, os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica (na Lei Orçamentária Anual - LOA);

    • Extraordinários, os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

    Quanto à abertura:

    • O artigo 43 da Lei 4.320, mostra que a abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer a despesa e será precedida de exposição justificativa.

    Quanto à vigência:

    • Vemos artigo 167 da Constituição Federal, no §2º, que os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos, serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subsequente. 

    Portanto:

    • Vigência totalmente restrita ao exercício que for aberto: SUPLEMENTAR
    • Podem ser reabertos no exercício seguinte: ESPECIAL e EXTRAORDINÁRIO 

    Logo,

    A - incorreta. Os EXTRAORDINÁRIOS são destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra ou calamidade pública. 

    B - incorreta. Os ESPECIAIS são destinados a despesas para as quais não há dotação orçamentária específica. 

    C - incorreta. Os SUPLEMENTARES são destinados a reforço de dotação orçamentária.

    D - incorreta. A abertura dos créditos SUPLEMENTARES E ESPECIAS dependem da existência de recursos disponíveis para ocorrer e será precedida de exposição de justificativa.

    E - correta. Terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários. 

    Concluímos que a alternativa "E" é a correta.

    GABARITO: E

    Fontes:

    CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

    LEI No 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964

  • LETRA E.

    A. os EXTRAORDINÁRIOS são destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra ou calamidade pública. 

    B. os ESPECIAL são destinados a despesas para as quais não há dotação orçamentária específica. 

    C. os SUPLEMENTARES são destinados a reforço de dotação orçamentária.(vigência adstrita ao exercício financeiro, NÃO HÁ EXCEÇÃO)

    D. a abertura dos créditos extraordinários NÃO depende da existência de recursos disponíveis para ocorrer e será precedida de exposição de justificativa.

    E. terão vigência adstrita ao exercício financeiro em que forem abertos, salvo expressa disposição legal em contrário, quanto aos especiais e extraordinários.  (CORRETA)

  • Os suplementares jamais podem ser reabertos

  • GAB E

    Conforme o art. 41 da Lei nº 4.320/64, os créditos adicionais são classificados em:

    1. SUPLEMENTARES, são os destinados a reforço de dotação orçamentária;
    2. ESPECIAIS, são os destinados a despesas para as quais não haja dotação orçamentária específica;
    3. EXTRAORDINÁRIOS, são os destinados a despesas urgentes e imprevistas, em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

    FONTE: MEUS RESUMOS

    OBS: VENDO MEUS RESUMOS (Whatsapp: 87996271319)


ID
5495116
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Relacione os componentes do Balanço Patrimonial em uma entidade do setor público com suas respectivas composições:

I. Ativo Financeiro
II. Ativo Permanente
III. Passivo Financeiro
IV. Passivo Permanente
V. Contas de Compensação

( ) Compreende as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.
( ) Compreende as dívidas fundadas e outros pagamentos que independem de autorização orçamentária.
( ) Compreende os bens, valores, obrigações e situações não compreendidas nas outras contas e que, mediata ou indiretamente, podem afetar o patrimônio.
( ) Compreende os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa.
( ) Compreende os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização orçamentária e os valores numerários.

Assinale a alternativa que apresente a sequência correta, de cima para baixo. 

Alternativas
Comentários
  • Gabarito B

    IV. Passivo Permanente

    (IV) Compreende as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.

  • Letra. B

    (IV) Art. 105, § 4º. O Passivo Permanente compreenderá as dívidas fundadas e outras que dependam de autorização legislativa para amortização ou resgate.

    (III) Art. 105, § 3º. O Passivo Financeiro compreenderá as dívidas fundadas e outras pagamento independa de autorização orçamentária.

    (V) Art. 105, § 5º. Nas contas de compensação serão registrados os bens, valores, obrigações e situações não compreendidas nos parágrafos anteriores e que, mediata ou indiretamente, possam vir a afetar o patrimônio.

    (II) Art. 105, § 2º. O Ativo Permanente compreenderá os bens, créditos e valores, cuja mobilização ou alienação dependa de autorização legislativa.

    (I) Art. 105, § 1º. O Ativo Financeiro compreenderá os créditos e valores realizáveis independentemente de autorização orçamentária e os valores numerário

    fonte: Lei 4320/64

  • DEPENDE = Permanente

    Dívidas = Passivo

    INDEPENDE = Financeiro

    Bens, direitos = ATIVO


ID
5495119
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

De acordo com a Lei 4.320/64, a Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e da despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade. Assinale a alternativa que indique uma implicação do Princípio da Universalidade na Lei do Orçamento Público. 

Alternativas
Comentários
  • A questão em apreço exige que tenhamos conhecimentos sobre os princípios do orçamento. Neste caso, devemos marcar a alternativa que apresenta uma situação que se enquadra no Princípio da Universalidade na Lei do Orçamento Público. 

    O princípio da Universalidade diz que o orçamento público deve conter todas as receitas e todas as despesas referentes aos poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta.

    Pode ser encontrado na Lei 4.320/64.

    • Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.
    • Art. 3º A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, inclusive as de operações de crédito autorizadas em lei.
    • Art. 4º A Lei de Orçamento compreenderá todas as despesas próprias dos órgãos do Governo e da administração centralizada, ou que, por intermédio deles se devam realizar, observado o disposto no artigo 2°.

    A Constituição Federal também faz menção à Universalidade no seu artigo 165, § 5º, quando diz que a lei orçamentária anual compreenderá:

    • o orçamento fiscal;
    • o orçamento de investimento;
    • o orçamento da seguridade social;

    Logo, podemos observar que a alternativa "B" está de acordo com a universalidade ao dizer que todas as receitas e despesas devem ser incluídas no orçamento.

    GABARITO: B

    Fontes:

    BRASIL. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

    BRASIL. LEI No 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964

  • Gabarito: B

    MCASP 8° EDIÇÃO:

    UNIDADE OU TOTALIDADE: Previsto, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei no 4.320/1964, determina existência de orçamento único para cada um dos entes federados – União, estados, Distrito Federal e municípios – com a finalidade de se evitarem múltiplos orçamentos paralelos dentro da mesma pessoa política. Dessa forma, todas as receitas previstas e despesas fixadas, em cada exercício financeiro, devem integrar um único documento legal dentro de cada esfera federativa: a Lei Orçamentária Anual (LOA).

    UNIVERSALIDADE: Estabelecido, de forma expressa, pelo caput do art. 2º da Lei no 4.320/ 1964, recepcionado e normatizado pelo § 5º do art. 165 da Constituição Federal, determina que a LOA de cada ente federado deverá conter todas as receitas e despesas de todos os poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.

    ANUALIDADE OU PERIODICIDADE: Estipulado, de forma literal, pelo caput do art. 2º da Lei no 4.320/1964, delimita o exercício financeiro orçamentário: período de tempo ao qual a previsão das receitas e a fixação das despesas registradas na LOA irão se referir.

  • LETRA B.

    UNIVERSAL idade = todas receitas e despesas

    Difere da

    Totalidade/unidade - deve integrar um único orçamento

  • Gab. B

    a- equilíbrio

    c- especificação

    d-orçamento bruto

    e- clareza

  • GAB B

    PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE OU GLOBALIZAÇÃO

    1. PRINCÍPIO DA UNIVERSALIDADE: no UNIVERSO eu tenho TUDOTUDO tem que estar na LOA (TODAS as receitas e despesas vão estar alí).
    2. De acordo com o princípio da universalidade, o orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da Administração direta e indireta Assim, o Poder Legislativo pode conhecer, a priori, todas as receitas e despesas do governo.
    3. Princípio da universalidade ou globalização: O orçamento deve conter todas as receitas e despesas referentes aos órgãos e poderes, inclusive das operações de créditos.

    FONTE: MEUS RESUMOS

    OBS: VENDO MEUS RESUMOS (Whatsapp: 87996271319)

  • A) As receitas e as despesas devem estar em equilíbrio= EQUILÍBRIO

    B) Todas as receitas e todas as despesas devem ser incluídas= UNIVERSALIDADE

    C) As receitas e as despesas devem seguir um nível satisfatório de detalhamento.= ESPECIALIZAÇÃO/ESPECIFICAÇÃO

    D) As receitas e as despesas devem ser apresentadas por seus valores brutos, sem deduções prévias.= ORÇAMENTO BRUTO

    E) As categorias das receitas e das despesas devem facilitar a compreensão, inclusive de pessoas de limitado conhecimento técnico no campo das finanças públicas.= CLAREZA

  • Princípio da Universalidade do Orçamento: Princípio segundo o qual a LOA deve compreender todas as receitas e despesas orçamentárias de todos os Poderes, órgãos, entidades, fundos e fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. _________________________ Diferentemente ao princípio da totalidade que possibilita a coexistência de vários orçamentos autônomos, mas que podem ser vistos de forma consolidada, permitindo-se assim uma visão ao mesmo tempo segregada e geral das finanças públicas.

ID
5495122
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Assinale a alternativa que indique o princípio orçamentário segundo o qual a lei orçamentária não conterá matéria estranha à previsão da receita e à fixação da despesa.  

Alternativas
Comentários
  • Para que a questão em apreço seja respondida corretamente, é preciso que tenhamos conhecimentos sobre os princípios orçamentários. Neste caso, marquemos a alternativa que contém o princípio que determina que a lei orçamentária não conterá matéria estranha à previsão da receita e à fixação da despesa.  

    A - correta. O princípio da Exclusividade pode ser encontrado no texto constitucional, no artigo 165, § 8º, e consiste no seguinte:

    • A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei.

    B - incorreta. Também chamado de princípio da Não vinculação de receitas, o princípio da não afetação dispõe que nenhuma receita de impostor pode ser reservada ou comprometida para atender a determinados gastos, exceto as ressalvas contidas na Constituição.

    Falando nisso, o artigo 167, inciso IV apresenta as vedações e exceções. Vejamos (adaptado):

    • São vedados a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa
    • ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos, destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita.

    C - incorreta. O princípio da legalidade/reserva legal significa que todas as leis que tratam do orçamento (PPA, LDO e LOA, assim como a de créditos adicionais) são encaminhadas ao Poder Legislativo, pelo Poder Executivo, para discussão e aprovação pelo Congresso Nacional.

    O orçamento necessita da aprovação do legislativo para que seja legal, e o respaldo a este princípio pode ser encontrado na Constituição Federal. Vejamos.

    Constituição, artigo 165 (I, II e II) dispõe que leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

    • O plano plurianual (PPA)
    • As diretrizes orçamentárias (LDO);
    • Os orçamentos anuais (LOA)

    O artigo 166 ainda dispõe que os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum. 

    D - incorreta. De acordo com o princípio da Unidade/Totalidade, o orçamento deve ser uno, isto é, em cada exercício financeiro deve existir apenas um orçamento para cada ente da federação. O intuito aqui é eliminar a existência de orçamentos paralelos.

    É um princípio que decorre diretamente da lei 4.320/64, artigo 2°:

    • A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômico-financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade, universalidade e anualidade.

    E - incorreta. O princípio do equilíbrio busca assegurar que as despesas autorizadas não serão superiores à previsão das receitas para o período.

    Tendo visto as opções, concluímos que a alternativa "A" é a correta.

    GABARITO: A

    Fontes:

    BRASIL. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

    BRASIL. LEI No 4.320, DE 17 DE MARÇO DE 1964

    MENDES, Sérgio. Administração Financeira e Orçamentária. 6. ed. São Paulo: Método, 2016.

  • A).

    Determina que a Lei Orçamentária não poderá conter matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas. Exceção se dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO).

  • O Princípio da Exclusividade surgiu para evitar que o orçamento fosse utilizado para aprovação de matérias sem nenhuma pertinência com o conteúdo orçamentário, em virtude da celeridade do seu processo. Determina que a Lei Orçamentária não poderá conter matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas.

    Exceção se dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO). Por exemplo, o orçamento não pode conter matéria de Direito Penal.

    GABARITO LETRA ''A''

    Prof. Sergio Mendes

  • GAB A

    PRINCÍPIO DA EXCLUSIVIDADE

    1. Determina que a Lei Orçamentária não poderá conter matéria estranha à previsão das receitas e à fixação das despesas. Exceção se dá para as autorizações de créditos suplementares e operações de crédito, inclusive por antecipação de receita orçamentária (ARO). Por exemplo, o orçamento não pode conter matéria de Direito Penal. Assim, o princípio da exclusividade tem o objetivo de limitar o conteúdo da Lei Orçamentária, impedindo que nela se inclua normas pertencentes a outros campos jurídicos, como forma de se tirar proveito de um processo legislativo mais rápido. Por outro lado, as exceções ao princípio possibilitam uma pequena margem de flexibilidade ao Poder Executivo para a realização de alterações orçamentárias.
    2. Possui previsão no art. 165 § 8º da CF/1988: “A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei”.
    3. REGRA -----> LOA só disporá sobre previsão de receitas e fixação de despesas.
    4. EXCEÇÃO --> LOA pode conter autorização para abertura de crédito suplementar e contratação para OPERAÇÃO DE CRÉDITO.

    FONTE: MEUS RESUMOS

    OBS: VENDO MEUS RESUMOS (Whatsapp: 87996271319)

  • Importante lembrar que existem vários tipos de tributo, e os dois tipos mais conhecidos são as taxas e os impostos. Portanto, todo imposto é um tributo. No entanto, nem todo tributo é um imposto. O mesmo vale para as taxas. Assim, o que não pode ser vinculado ao princípio da não vinculação da receita é o imposto. Taxas e contribuição de melhoria podem.


ID
5495125
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

As receitas orçamentárias compreendem as receitas correntes e de capital. São exemplos de receitas correntes:  

Alternativas
Comentários
  • Art. 11 - A receita classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de Capital.                   

    § 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. 

  • Gabarito: D

    Receitas Correntes (art. 11, L.4320/64):

    Tributárias (Impostos, taxas e contribuições de melhoria)

    contribuições

    patrimonial

    agropecuária

    industriais

    serviços

    transferências correntes

    outras receitas correntes

    • § 1º - São Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.                  
    • § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.

    RECEITAS CORRENTES

    • RECEITA TRIBUTÁRIA
    • Impostos.
    • Taxas.
    • Contribuições de Melhoria.
    • RECEITA DE CONTRIBUIÇÕES
    • RECEITA PATRIMONIAL
    • RECEITA AGROPECUÁRIA
    • RECEITA INDUSTRIAL
    • RECEITA DE SERVIÇOS
    • TRANSFERÊNCIAS CORRENTES
    • OUTRAS RECEITAS CORRENTES

    RECEITAS DE CAPITAL

    • OPERAÇÕES DE CRÉDITO
    • ALIENAÇÃO DE BENS
    • AMORTIZAÇÃO DE EMPRÉSTIMOS
    • TRANSFERÊNCIAS DE CAPITAL
    • OUTRAS RECEITAS DE CAPITAL


ID
5495128
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Entre os estágios da Receita Pública, aquele que indica a expectativa de receita e configura o que se pretende arrecadar no exercício financeiro com o objetivo de custear os serviços públicos programados para o mesmo período é denominado 

Alternativas
Comentários
  • GABARITO "A"

    #DIRETOAOPONTO: De fato a previsão é a estimativa do que o Estado pretende arrecadar.

    #INDOMAISFUNDO:

    AFO 2ª Edição, Giovanni Pacelli.

    A previsão implica planejar e estimar a arrecadação das receitas orçamentárias que constarão na proposta orçamentária. Isso deverá ser realizado em conformidade com as normas técnicas e legais correlatas e, em especial, com as disposições da LRF.

    Conforme a LRF as previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

  • Essa questão versa sobre os estágios da receita orçamentária.

    Vejamos um resumo esquemático sobre o assunto:


    Fonte: elaboração própria.

    Note que a questão descreve o conceito constante da alternativa A, que é a correta.


    Gabarito do Professor: Letra A.

ID
5495131
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Entre as modalidades de licitação, de acordo com a Lei 8.666/93, está a tomada de preços. A respeito dela, é correto afirmar que 

Alternativas
Comentários
  • Letra B

    Art. 22. São modalidades de licitação:

    I - concorrência;

    II - tomada de preços;

    III - convite;

    IV - concurso;

    V - leilão.

    § 2o Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação.

    Bizu: TOMADA DE PREÇO > TERCEIRO DIA ANTERIOR

    Fonte: LEI Nº 8.666, DE 21 DE JUNHO DE 1993

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca do conteúdo da Lei 8.666/1993. Vejamos:

    Inicialmente importante fazermos menção a nova lei de licitações – Lei 14.133/2021, sancionada em 01/04/2021. Apesar desta sanção, a Lei nº 8.666/93 ainda terá aplicação por mais dois anos.

    Desta forma, nos primeiros 2 anos teremos a aplicação da lei nº 8.666/93, bem como da lei nº 14.133/21. Os órgãos terão a possibilidade de optar em utilizar a lei nº 8.666/93 ou a lei nº 14.133/21, devendo ser justificada a escolha, sendo vedada a combinação das duas leis.

    Como esta presente questão é anterior à nova lei, a lei que a fundamenta ainda é a Lei 8.666/93. Desta forma:

    A. ERRADO.

    “Art. 22, §1º, Lei 8.666/1993 – Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.”

    B. CERTO.

    “Art. 22, § 2º, Lei 8.666/93 – Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Dica: Tomada de preços - Terceiro dia.”

    C. ERRADO.

    “Art. 22, §3º, Lei 8.666/93 – Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.”

    D. ERRADO.

    “Art. 22, §4º, Lei 8.666/93 Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias.”

    E. ERRADO.

    “Art. 22, § 5º, Lei 8.666/93 Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. Somente poderá ser utilizado quando a Administração almejar alienar bens, devendo-se, obrigatoriamente, nessa modalidade, usar o tipo maior lance para a seleção da proposta mais vantajosa.”

    GABARITO: ALTERNATIVA B.

  • GAB B

    PALAVRAS CHAVES PARA AS MODALIDADES DE LICITAÇÃO:

    1. Concorrência: habilitação preliminar+ quaisquer interessado. Destaco um princípio aplicado à concorrência que está sendo cobrado nas provas: a concorrência tem como um de seus requisitos o princípio da universalidade, que é a possibilidade que se oferece à participação de quaisquer interessados na concorrência, independente de registro cadastral na Administração que a realiza ou em qualquer outro órgão público.
    2. Tomada de preços Terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas.
    3. Convite = "Com 24 horas de antecedência" + “cadastrados ou não” + "número mínimo de 3"
    4. Concurso trabalho técnico, científico ou artístico + "prêmio" + antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. 
    5. Leilão = Apenas para Venda + quaisquer interessados + quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação (maior lance ou oferta).
    6. Pregão (Lei 10.520/2002) = aquisição de bens e serviços comuns + será adotado o critério de menor preço.

    FONTE: MEUS RESUMOS

    OBS: VENDO MEUS RESUMOS (Whatsapp: 87996271319)


ID
5495134
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

De acordo com a Lei 8.987/95, há casos em que o poder concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária. A reversão no advento do termo contratual será feita com a indenização das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e a atualidade do serviço concedido. Esses casos são os seguintes:

Alternativas
Comentários
  • Lei 8.987/95 - Art. 35. Extingue-se a concessão por:

    I - advento do termo contratual;

    II - encampação;

    III - caducidade;

    IV - rescisão;

    V - anulação; e

    VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual.

    § 4º Nos casos previstos nos incisos I e II deste artigo, o poder concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária, na forma dos arts. 36 e 37 desta Lei.

  • Meu Deus do céu, quase incompreensível o comando dessa questão.

  • É O QUE?

  • GABARITO: LETRA A

  • Ajudou bastante

  • RESUMO - Extinção em espécie:

    Advento do termo de contrato

    Ø fim do prazo (única forma de extinção natural)

    Encampação ou resgate

    Ø Motivo: Interesse público (durante o prazo da concessão) + lei que autorize

    Ø Forma: Lei

    Ø Indenização:  Prévia

    Caducidade ou decadência

    Ø Motivo: Descumprimento do contrato pelo particular - Inexecução total/parcial.

    Ø Forma: Decreto

    Procedimento: Deve dar um prazo para que a concessionária corrija. Instaura o PAD, garantida a ampla defesa. Só então declara, através de decreto do executivo, SEM INDENIZAR.

    Ø Indenização: posterior, se houver

    Rescisão

    Ø Motivo: Descumprimento do contrato pelo poder público - Inadimplência da concedente. 90dias

    Ø Forma: somente pela via judicial (Os serviços prestados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados até decisão judicial)

    Ø Indenização: Posterior

    Anulação

    Ø Motivo: Vício na licitação

    Ø Forma: administrativa ou judicial

    Ø Indenização: só cabe se o particular não tiver dado causa à nulidade

    Falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual

    Nos casos de advento do termo contratual (o contrato simplesmente acaba) e encampação (a Administração chama pra si antes da hora), o poder concedente, antecipando-se à extinção da concessão, procederá aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária, na forma dos arts. 36 e 37 desta Lei.

  • A questão trata da reversão da concessão e da encampação do serviço público.

    A reversão da concessão é o retorno do serviço ao poder público em razão do fim do prazo do contrato, isto é, em razão do advento do termo contratual. 
    Antes da reversão do serviço ao poder público, deve a Administração indenizar o particular pelos investimentos vinculados a bens reversíveis ainda não amortizados, na forma do artigo 36 da Lei nº 8.987/1995 que dispõe o seguinte:
    Art. 36. A reversão no advento do termo contratual far-se-á com a indenização das parcelas dos investimentos vinculados a bens reversíveis, ainda não amortizados ou depreciados, que tenham sido realizados com o objetivo de garantir a continuidade e atualidade do serviço concedido.
    Encampação é retomada coercitiva do serviço pelo poder público antes do fim do prazo da concessão por razões de interesse público. 
    Também nas hipóteses de encampação, a Administração deve indenizar o particular pelos investimentos em bens reversíveis ainda não amortizados, nos termos do artigo 37 da Lei nº 8.987/1995. Vale conferir o dispositivo legal:
    Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.
    Assim, há duas situações previstas em lei em que o poder público, antes da extinção da concessão, deve aos levantamentos e avaliações necessários à determinação dos montantes da indenização que será devida à concessionária: na hipótese de advento do termo contratual em que ocorrerá a reversão e na hipótese de encampação. Logo, a resposta da questão é a alternativa A.

    Gabarito do professor: A. 

  • gente, o enunciado fala antecipadamente ao termo contratual. Ocorrendo o termo contratual não foi antecipadamente....Não entendi!

    Próxima....


ID
5495137
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação à caducidade da concessão, analise as afirmativas a seguir:
I. A concessionária descumpre cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão.
II. A concessionária perde as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido.
III. A concessionária não cumpre as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos.
A caducidade da concessão poderá ser declarada pelo poder concedente nos casos que se expõe em 

Alternativas
Comentários
  • A caducidade é a extinção do contrato de concessão em decorrência da inexecução total ou parcial do contrato por parte da concessionária.

    Poderá (competência discricionária) ser declarada a caducidade nas seguintes hipóteses:

    • serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço;
    • se a concessionária:
    • descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão;
    • paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;
    • perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;
    • não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos;
    • não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço; e
    • não atender a intimação do poder concedente para, em 180 (cento e oitenta) dias, apresentar a documentação relativa à regularidade fiscal, no curso da concessão.

    Fonte: Estratégia (2021)

  • Dentre as formas de extinção do contrato de concessão previstas na Lei n.º 8987 /95, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no artigo 175 da Constituição Federal , temos a encampação (artigo 35, II) e a caducidade (artigo 35, III):

    Art. 35. Extingue-se a concessão por: (Essas duas sempre me confundiram...)

    (...)

    II - encampação;

    III - caducidade;

    Encampação é uma forma de extinção dos contratos de concessão pelo Poder Público, através de ato unilateral, durante sua vigência, sob o fundamento de razões de interesse público. Nesse caso, o Estado tem o dever de indenizar o concessionário.

    O artigo 37 , da Lei n.º 8987 /95, define encampação da seguinte forma:

    Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.

    A caducidade, por seu turno, é a extinção dos contratos de concessão pelo Poder Público, através de ato unilateral, durante sua vigência, por descumprimento de obrigações contratuais pelo concessionário. Nessa hipótese, o concessionário quem deverá indenizar o Estado (artigo 38 , § 4º , da Lei n.º 8987 /95).

    A caducidade também está definida na Lei n.º 8987 /95, no artigo 38 , caput , in verbis :

    Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

    Fonte:

    https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/26519/formas-de-extincao-do-contrato-de-concessao-de-servico-publico

  • Gabarito E para não.assinantes.

  • A questão em tela versa sobre disciplina de Direito Administrativo e a lei 8.987 de 1995.

    Tal lei dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências.

    Dispõe o caput, do artigo 35, da citada lei, o seguinte:

    "Art. 35. Extingue-se a concessão por:

    I - advento do termo contratual;

    II - encampação;

    III - caducidade;

    IV - rescisão;

    V - anulação; e

    VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular, no caso de empresa individual."

    Nesse sentido, dispõem o caput e o § 1º, do artigo 38, da citada lei, o seguinte:

    "Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

    § 1º A caducidade da concessão poderá ser declarada pelo poder concedente quando:

    I - o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço;

    II - a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão;

    III - a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;

    IV - a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;

    V - a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos;

    VI - a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço; e

    VII - a concessionária não atender a intimação do poder concedente para, em 180 (cento e oitenta) dias, apresentar a documentação relativa a regularidade fiscal, no curso da concessão, na forma do art. 29 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993."

    Analisando as alternativas

    Considerando as explanações acima, é possível afirmar que todos os itens estão corretos, por estes corresponderem a situações em que pode ser declarada a caducidade da concessão, nos termos dos incisos II, IV e V, do § 1º, do artigo 38, da lei 8.987 de 1995.

    Gabarito: letra "e".

  • Cuida-se de questão cuja resolução demandou, expressamente, conhecimento acerca da redação do art. 38, §1o da Lei n. 8.987/95 (Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências), vejamos:

     

    “Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

    §1o  A caducidade da concessão poderá ser declarada pelo poder concedente quando:

    I - o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço;

    II - a concessionária descumprir cláusulas contratuais ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão;

    III - a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior;

    IV - a concessionária perder as condições econômicas, técnicas ou operacionais para manter a adequada prestação do serviço concedido;

    V - a concessionária não cumprir as penalidades impostas por infrações, nos devidos prazos;

    VI - a concessionária não atender a intimação do poder concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço; e

    VII - a concessionária não atender a intimação do poder concedente para, em 180 (cento e oitenta) dias, apresentar a documentação relativa a regularidade fiscal, no curso da concessão, na forma do art. 29 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993.

     

    Logo, as assertivas I, II e III estão corretas.

     



    Gabarito da banca e do professor: letra E


ID
5495140
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

De acordo com a Lei 12.232/10, que dispõe sobre as normas gerais para licitação e contratação pela Administração Pública de serviços de publicidade prestados por intermédio de agências de propaganda, nas contratações de serviços de publicidade, poderão ser incluídos como atividades complementares

Alternativas
Comentários
  • art. 2º, §1º, III, da Lei 12.232

  • Gabarito LETRA E

    Lei 12.232/10

    Art. 2º

    § 1 Nas contratações de serviços de publicidade, poderão ser incluídos como atividades complementares os serviços especializados pertinentes

     

    III - à criação e ao desenvolvimento de formas inovadoras de comunicação publicitária, em consonância com novas tecnologias, visando à expansão dos efeitos das mensagens e das ações publicitárias. 

    ainda....

    § 2 Os contratos de serviços de publicidade terão por objeto somente as atividades previstas no caput e no § 1 deste artigo, vedada a inclusão de quaisquer outras atividades, em especial as de assessoria de imprensa (LETRA C), comunicação e relações públicas (LETRA D) ou as que tenham por finalidade a realização de eventos festivos de qualquer natureza (LETRAS A e B), as quais serão contratadas por meio de procedimentos licitatórios próprios, respeitado o disposto na legislação em vigor. 


ID
5495143
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Com relação ao plano de auditoria, analise os itens a seguir:
I. a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco;
II. a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação;
III. a opinião do auditor sobre os resultados obtidos no período anterior.
Analise os itens acima e assinale a alternativa que contenha os aspectos que devem ser descritos no plano de auditoria. 

Alternativas
Comentários
  • Gab. B

    NBC TA 300(R1)

    9. O auditor deve desenvolver o plano de auditoria, que deve incluir a descrição de:

    • (a) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco,conforme estabelecido na NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente;
    • (b) a natureza, a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação, conforme previsto na NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados;
    • (c) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria (ver item A12)
  • Opinião do auditor é lááááá no final (em seu relatório)


ID
5495146
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Em relação à documentação da auditoria, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • Gab. C

    NBC TA 230(R1)

    a) A3. A documentação de auditoria pode ser registrada em ¹papel, em ²formatos eletrônicos ou ³outros. Exemplos de documentação de auditoria incluem: [...]

    b) 15. Após a montagem do arquivo final de auditoria ter sido completada, o auditor ¹não apaga ²nem descarta documentação de auditoria de qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda dessa documentação (ver item A23). 

    c) 8. O auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que um auditor experiente, sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria, entenda (ver itens de A2 a A5, A16 e A17):

    • (a) a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria executados para cumprir com as normas de auditoria e exigências legais e regulamentares aplicáveis (ver itens A6 e A7);
    • (b) os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida; e
    • (c) assuntos significativos identificados durante a auditoria, as conclusões obtidas a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões (ver itens de A8 a A11).

    d) A1. A elaboração tempestiva de documentação de auditoria suficiente e apropriada aprimora a qualidade da auditoria e facilita a revisão e a avaliação eficazes da evidência de auditoria e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. A documentação elaborada após a execução do trabalho de auditoria tende a ser menos precisa do que aquela elaborada no momento em que o trabalho é executado. 

    e) 16. Em outras circunstâncias, que não as contempladas no item 13, nas quais o auditor julgar necessário modificar a documentação de auditoria existente ou acrescentar nova documentação de auditoria após a montagem do arquivo final de auditoria, o auditor, independentemente da natureza das modificações ou acréscimos, deve documentar (ver item A24):

    • (a) as razões específicas para fazê-los; e
    • (b) quando e por quem foram executados e revisados.

ID
5495149
Banca
IDECAN
Órgão
PEFOCE
Ano
2021
Provas
Disciplina
Auditoria
Assuntos

Ao auditar uma empresa, o auditor independente constatou que, no balanço patrimonial, a empresa costumava avaliar o estoque a valor de mercado, que era maior do que o valor contábil.
O auditor deve concluir que está subavaliada, no período em que houve a venda dos estoques, a seguinte conta: 

Alternativas
Comentários
  • A questão afirma que o estoque está superavaliado. Logo, a tendência é que o CMV também esteja superavaliado. Por isto a letra A está errada. O que nos leva ao gabarito da questão. Lucro líquido é a diferença entre a receita total e, dentre outras despesas, o CMV. Como vimos, o CMV está superavaliado, o que significa que a diferença é menor do que deveria ser.

    Gabarito letra B.

  • ↓ LB = RL - CMV ↑