SóProvas



Prova IADES - 2019 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 2


ID
3386125
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

        Os velhos, as mulheres, os meninos que não têm forças, nem armas com que se defender, morrem como ovelhas inocentes às mãos da crueldade herética, e os que podem escapar à morte, desterrando-se a terras estranhas, perdem a casa e a pátria. […] Não fora tanto para sentir, se, perdidas fazendas e vidas, se salvara ao menos a honra; mas também esta a passos contados se vai perdendo; e aquele nome português, tão celebrado nos anais da fama, já o herege insolente com as vitórias o afronta, e o gentio de que estamos cercados, e que tanto o venerava e temia, já o despreza. 


VIEIRA, A. Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. In:
BOSI, A. (org.) Essencial Padre Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das
Letras, 2011, p. 248. 

Considerando as dimensões econômica, social e política da América portuguesa, julgue (C ou E) o item a seguir.



Condenada por intelectuais da igreja como Antônio Vieira, a escravidão indígena foi proibida logo no primeiro século de colonização da América portuguesa. Sintomas da mudança do padrão de mão de obra indígena para o africano ao longo do século 16 foram o fim das bandeiras, na capitania de São Vicente, e o início da edificação de reduções jesuíticas, como a de Sete Povos das Missões.

Alternativas
Comentários
  • QUESTÃO ERRADA

  • Os bandeirantes não aceitaram as recomendações dos jesuítas quando a proibição da escravidão do indígenas, e por muito tempo saquearam suas províncias para capturar os indígenas para escravidão. Nesse período bandeirantes e jesuítas eram contrários, é bom lembrar também que foi os bandeirantes que deu início ciclo do ouro em minas gerais em 1702 logo século VII. espero ter ajudado.

  • GABARITO - ERRADO

    A escravidão indígena foi proibida pela primeira vez por meio de Carta Régia de 1570, a qual instituiu a “Guerra Justa” e a escravidão voluntária.

    Todavia, falhas na Lei e a “vista grossa” das autoridades permitiam que a sujeição dos povos indígenas fosse prática recorrente até fins do século XVII.

    E só vai ser combatida efetivamente a partir de 1757, por meio de um decreto do Marquês de Pombal (1699-1782).

  • Eu acho que a questão se equivoca quando se fala no fim das bandeiras no século 16. Segundo o livro " História do Brasil" de Boris Fausto - página 94: " A grande marca deixada pelos paulistas na vida colonial do século XVII - DEZESSETE- foram as bandeiras. Expedições que reuniam às vezes milhares de índios lançavam-se pelo sertão, aí passando meses e às vezes anos, em busca de indígenas a serem escravizados e metais preciosos."

  • Desde a ocupação do litoral do que virá a ser o Brasil, põe-se, para o explorador português, a questão da mão de obra. A princípio, quando a atividade econômica desenvolvida é a de extração do pau-brasil , a negociação com o elemento nativo resolve a contento o problema. Os nativos reconheciam, cortavam e transportavam a madeira até a costa , de onde era possível embarcá-la para Portugal.

    A partir de mais ou menos 1530, quando se inicia verdadeiramente a ocupação do território, com o plantio da cana de açúcar, novamente esteve em pauta a questão da mão de obra. Na capitania de São Vicente ainda se utilizou o nativo. Mas , na capitania de Pernambuco, chegam, a partir de mais ou menos 1549, navios com africanos, que serão escravizados. Por que a escravização dos nativos não teve a mesma força? Em primeiro lugar por interferência da Igreja Católica. Defendia ela que os nativos eram almas “puras como crianças" e que poderiam ser salvas através do batismo e catequização. Por isso, tal escravização será proibida pela Carta Régia de 1570 – mesmo que não tenha deixado de existir . Além disso, a agricultura era trabalho feminino entre grande parte dos povos habitantes do território. Aos homens cabia a caça e a pesca. Portanto, não eram bons trabalhadores, além de terem conhecimento do território e fugirem com relativa facilidade.

    Por fim, o comércio de africanos para escravização já era estruturado e lucrativo desde o final do século XIV. Comerciantes árabes, italianos e portugueses levavam africanos, pelo Mediterrâneo, para regiões do sul da Europa e, muito particularmente, para as plantações de açúcar do Algarve e do arquipélago da Madeira. A possibilidade de fornecimento do braço africano escravo para o novo empreendimento colonial era uma interessante fonte de lucro para comerciantes e de impostos para a Coroa Portuguesa.

    Assim sendo, vê-se que a questão de introdução do bração africano não se relaciona com as Entradas e Bandeiras que, aliás, só deixaram de ser feitas no século XVIII e, as reduções eram missões jesuíticas – aldeamentos – nos quais os nativos das áreas de dominação portuguesa e espanhola eram catequizados e “civilizados" sendo, também, protegidos da escravização.
    No entanto, a escravização do elemento africano é anterior à organização dos Sete Povos das Missões, que data da metade do século XVII.

    RESPOSTA : AFIRMATIVA ERRADA
  • Condenada por intelectuais da igreja como Antônio Vieira, a escravidão indígena foi proibida logo no primeiro século de colonização da América portuguesa. Sintomas da mudança do padrão de mão de obra indígena para o africano ao longo do século 16 foram o fim das bandeiras, na capitania de São Vicente, e o início da edificação de reduções jesuíticas, como a de Sete Povos das Missões.

    errado

  • início das bandeiras.

  • Controvérsias da questão que a tornam errada:

    1) A escravidão não foi efetivamente proibida no com a Carta Régia de 1570, que a permitia em caso de Guerras Justas (se houvesse resistência aos "descimentos", por exemplo) e contra etnias indígenas hostis (os "tapuia"). Não só a carta régia não a proibia completamente, como, na prática, mesmo no casos em que era vedada, acabava por ocorrer.

    2) A mão de obra indígena não foi substituída pela mão de obra negra no século XVI, mas apenas no século seguinte. Vale lembrar que nos quinhentos, a produção açucareira ainda era incipiente e pouco produtiva, entre outras razões, pela dificuldade dos indígenas em se adaptarem ao trabalho extensivo exigido nos engenhos. No século XVII, com o crescimento da economia açucareira, houve tal transição de mão de obra, favorecida pela descoberta dos portos de Congo e Angola. Já havia, todavia tráfico de escravos oriundos do Daomé, desde o século XVI.

    3) Por último, o auge das bandeiras de apresamento indígena ocorre no século XVII, sobretudo como reação à invasão holandesa e consequente diminuição do tráfico de escravos africanos, vez que não só Pernambuco foi ocupado, mas também as feitorias ibéricas da costa africana. Na ausência de mão de obra africana, recorre-se aos indígenas, que serão vítimas de diversos sequestros pelos bandeirantes. Ou seja, no século XVI o bandeirismo de apresamento mal tinha começado.

  • As Bandeiras surgiram no início do século CVII e se estenderam por todo o século seguinte.


ID
3386128
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

        Os velhos, as mulheres, os meninos que não têm forças, nem armas com que se defender, morrem como ovelhas inocentes às mãos da crueldade herética, e os que podem escapar à morte, desterrando-se a terras estranhas, perdem a casa e a pátria. […] Não fora tanto para sentir, se, perdidas fazendas e vidas, se salvara ao menos a honra; mas também esta a passos contados se vai perdendo; e aquele nome português, tão celebrado nos anais da fama, já o herege insolente com as vitórias o afronta, e o gentio de que estamos cercados, e que tanto o venerava e temia, já o despreza. 


VIEIRA, A. Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. In:
BOSI, A. (org.) Essencial Padre Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das
Letras, 2011, p. 248. 

Considerando as dimensões econômica, social e política da América portuguesa, julgue (C ou E) o item a seguir.



A escassez de meios, nas forças armadas regulares de Portugal, para guarnecer suas possessões no ultramar motivou as elites coloniais a organizarem meios de defesa próprios, geralmente sem instrução militar formal. Exemplos disso são a construção, com mão de obra indígena, de um enorme galeão a mando de Salvador Correia de Sá e Benevides para a própria empresa de reconquista de Angola, e a expulsão, pelas ordenanças da cidade do Rio de Janeiro, dos invasores franceses liderados por Jean-François Duclerc.

Alternativas
Comentários
  • "Não me pergunte. Só sei que acertei."

  • "Não me pergunte. Só sei que acertei."

  • A Indústria naval do Brasil Colônia produziu no século XVII o galeão Padre Eterno, um dos maiores do período. O Jornal português “Mercurio Portuguez" noticiou , em março de 1665 que “… e do Brasil virá também o galeão chamado Padre Eterno, que se faz no Rio de Janeiro, e é o mais famoso baixel de guerra que os mares jamais viram". Era o barco de 53 metros(m), que deslocava 2 mil toneladas(t), que havia sido construído por ordem do governador da capitania do Rio, Salvador Correia de Sá e Benevides, na Ilha do Governador, em um local conhecido como Ponta do Galeão (onde fica hoje o Aeroporto Internacional Tom Jobim).

    Militar e político português, dono de engenhos e currais, Sá  e Benevides  fez o mais potente galeão que pôde para evitar depender da proteção das frotas do governo para a defesa do território e para as viagens comerciais pelo Atlântico. Para confeccioná-lo mandou vir técnicos da Inglaterra, embora os mestres e artesãos coloniais tenham feito a maior parte da embarcação com a ajuda da mão de obra indígena, conforme relato do professor de história do Brasil na Universidade de Sorbonne, em Paris, Luiz Felipe de Alencastro, na obra O trato dos viventes – Formação do Brasil no Atlântico Sul (Companhia das Letras, 2000).

    Da mesma forma, sem poder contar com ajuda de Portugal, apesar de sucessivas demandas, e de farta explanação acerca das falhas de defesa do Rio de Janeiro, o governador Francisco de Castro Morais conseguiu expulsar da cidade os invasores liderados pelo corsário francês Jean François Duclerc com os recursos e a ajuda da população, em particular dos padres do convento do Carmo. A breve pesquisa demonstra que a afirmativa está correta

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • Questão a respeito das invasões holandesas que passaram a ocorrer após o embargo espanhol, que impedia a atuação dos holandeses no ciclo da cana de açúcar do Brasil. Provavelmente se refere aos índios e holandeses que passaram a lutar contra o domínio português, nesse período também estava ocorrendo a derrocada do ciclo da açúcar devido a atuação holandesa no Caribe e na Angola, que por conta do transporte acabava sendo vendido mais barato.

    CERTO

  • não concordo com o gabarito

    a questão dá a entender que foram as elites coloniais que expulsaram os franceses mas na verdade o quem os expulsou foi a metrópole, no total foram duas expulsões, a primeira da frança antártica (RJ) mas logo se fixaram no maranhão onde formaram a frança equinocentral sendo que a última expulsão contou com uma expedição portuguesa atacou os franceses tanto por terra quanto por mar. No ano de 1615, os franceses foram derrotados e se retiraram do Maranhão

    erros mandem mensagem

    bons estudos

  • O Rio de Janeiro tinha uma grande relação com o tráfico de escravos no Atlântico, por isso, os cariocas ajudaram a expulsar os holandeses de Angola. Além disso, a cidade do Rio de Janeiro foi invadida por corsários franceses entre 1710-1711, liderados Jean-François Duclerc.

  • Felipe PM-PR,

    as invasões Francesas que você menciona são bem anteriores a que se refere a questão. Essa questão faz referência específica a uma invasão de Jean-François Duclerc em 1710. Sobre essa invasão segue trecho retirado do site do Ministério da Defesa:

    "A vitória coroou, porém, a bravura e o destemor dos habitantes da cidade, em particular os padres do Carmo e a Campanhia de Estudantes, comandada e sustentada à própria custa por Bento do Amaral Coutinho.

    Ficou mais uma vez comprovado o grau elevado de união dos diversos estratos sociais do Brasil na defesa do solo comum."

    fonte:

    http://www.eb.mil.br/exercito-brasileiro?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=1549600&_101_type=content&_101_urlTitle=invasao-francesa-no-rio-de-janeiro-1710&_101_redirect=http%3A%2F%2Fwww.eb.mil.br%2Fexercito-brasileiro%3Fp_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dmaximized%26p_p_mode%3Dview%26_3_keywords%3Dcampo%2Bgrande%26_3_advancedSearch%3Dfalse%26_3_groupId%3D0%26_3_delta%3D20%26_3_assetTagNames%3Dcolonia%26_3_resetCur%3Dfalse%26_3_andOperator%3Dtrue%26_3_struts_action%3D%252Fsearch%252Fsearch&inheritRedirect=true#:~:text=para%20p%C3%A1gina%20inteira-,Invas%C3%A3o%20Francesa%20no%20Rio%20de%20Janeiro%3A%201710,e%20de%20Catarina%20de%20M%C3%A9dicis.

  • Texto introdutório de Padre Antônio Vieira (Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda) é importante porque indica o período da colonização: fim da União Ibérica (1580-1640) e expulsão dos holandeses do Nordeste (1645-54). Nesse contexto, Portugal estava muito fragilizado: havia perdido entrepostos orientais no Pacífico e Índia, concorrência antilhana no açúcar, guerra de restauração portuguesa até 1668 contra Espanha, Dom Afonso VI era considerado inepto, luta contra holandeses (até a Paz de Haia, 1661).

    Por isso, Portugal não tinha dinheiro/forças para empreitadas como retomar Angola - o que acabou sendo feito em 1647 por particulares (liderados Salvador Correia de Sá e Benevides, governador da capitania do RJ). Em 1710, ocorreu o "sequestro do Rio de Janeiro" por Jean-François Duclerc, repelido por estudantes jesuítas do Convento Santo Antônio.


ID
3386131
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

        Os velhos, as mulheres, os meninos que não têm forças, nem armas com que se defender, morrem como ovelhas inocentes às mãos da crueldade herética, e os que podem escapar à morte, desterrando-se a terras estranhas, perdem a casa e a pátria. […] Não fora tanto para sentir, se, perdidas fazendas e vidas, se salvara ao menos a honra; mas também esta a passos contados se vai perdendo; e aquele nome português, tão celebrado nos anais da fama, já o herege insolente com as vitórias o afronta, e o gentio de que estamos cercados, e que tanto o venerava e temia, já o despreza. 


VIEIRA, A. Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. In:
BOSI, A. (org.) Essencial Padre Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das
Letras, 2011, p. 248. 

Considerando as dimensões econômica, social e política da América portuguesa, julgue (C ou E) o item a seguir.


A descoberta de ouro e a consequente circulação de riquezas na capitania das Minas Gerais atraiu grande número de migrantes para a região, propiciando o surgimento de um ambiente cosmopolita e intelectualmente sofisticado. Nesse contexto, a abertura das primeiras gráficas na América portuguesa – autorizadas pelo Marquês de Pombal no âmbito de um conjunto de medidas ditas esclarecidas, que visavam a atualizar a relação entre Metrópole e Colônia – contribuiria para catalisar a circulação dos ideais revolucionários do Iluminismo francês entre a elite letrada local.


Alternativas
Comentários
  • Marquês de Pombal já havia morrido quando foi criada a primeira gráfica no Brasil.

    O Brasil inicia o segmento gráfico em 1.808 com o decreto Régio, que oficializa a implantação da tipografia no país juntamente com a chegada da Família Real portuguesa. O primeiro jornal a ser publicado por aqui foi A Gazeta do Rio de Janeiro. Além do jornal eram impressos também outros materiais, como os da imprensa oficial, trabalhos científicos, folhinhas, materiais didáticos e obras literárias.

    Fonte https://graficacartex.com.br/a-evolucao-grafica-no-brasil/

  • É ERRADO dizer que na capitania de Minas Gerais havia um ambiente cosmopolita e intelectualmente sofisticado. Muito menos dizer que a metrópole favoreceu e permitiu a circulação de ideias revolucionários dentro da colônia. A imprensa régia, primeira editora do Brasil, só foi criada com a chegada da coroa ao Brasil em 1808.

  • O Brasil e inúmeras outras colônias de exploração, enquanto nesta condição,a não faz sentido um viés intelectual e científico pelo menos antes da Revolução Francesa (1789-1799).

    Assim, no Brasil só é possível mencionar esse "ambiente intelectual" com o fim do Pacto Colonial (1808), vejamos:

    "A revolução de 1820 criou, tanto em Portugal quanto no Brasil, um clima de liberdade que favoreceu a discussão de ideias políticas. A censura oficial, de certo modo, abrandou. Os que sabiam ler, liam muito e com paixão. E não apenas obras importadas da Europa, mas principalmente jornais, panfletos e livros editados no Brasil pela Impressão Régia, com um catálogo rico de obras literárias no país, políticas científicas, e por outras gráficas que se instalaram no país. Como nunca antes, podia-se publicamente falar e escrever o que se pensava e queria. Muitas vezes com palavras duras, quando não insultuosas." (História do Brasil Nação: crise colonial e independência).

    A questão não demanda um conhecimento específico sobre a data da primeira gráfica, mas sim uma interpretação dos impactos culturais e intelectuais da instalação da família real no RJ, bem como o contexto da Revolução Francesa e da gestão Pombalina x Joanina.

  • A região das Minas- as Gerais – foi de intenso movimento a partir da segunda metade do século XVIII. Vila Rica – hoje Ouro Preto – Mariana, Sabará, Diamantina, Congonhas do Campo, entre outras, são cidades nascidas na época de exploração de metais e pedras preciosas na região. Uma sociedade rica, pujante, diversificada e menos aristocrática – embora escravocrata – floresceu, dando origem incluso a um estilo de arte exclusivo da época e da região: o barroco mineiro

    Além da escultura e da arquitetura, há que destacar a literatura e a oratória como tendo tido desenvolvimento entre a elite letrada. No entanto, as ideias - revolucionárias ou não - circulavam através de publicações europeias e norte-americanas, trazidas pelos filhos da elite econômica que haviam estudado no exterior, ou às claras ou de contrabando.

    A publicação de jornais, folhetos e livros era proibida. Só haverá imprensa na colônia, a Imprensa Régia, a partir da vinda da corte portuguesa para o Brasil, em 1808. É D. João VI e não o Marquês de Pombal, ministro de D. José I, que estabelece a possibilidade de imprensa. Portanto, a afirmativa está incorreta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA.
  • O pacto colonial na "América portuguesa" era mais restrito que na "espanhola", a Espanha autorizava a criação de universidades, por exemplo.

    Quando a questão falar de qualquer autorização para abrir gráficas, indústrias, universidades, etc, no Brasil, antes de 1808, corra para as montanhas!!!

  • " A Coroa portuguesa, ao contrário da espanhola, temia a formação na própria Colônia de uma elite letrada. Já no século XVI, a Espanha criou na América várias universidades. Nada disso aconteceu na América lusa, durante todo o período colonial. Aliás, praticamente a mesma coisa aconteceu com a imprensa, que surgiu nas maiores cidades coloniais da América espanhola também no século XVI. Enquanto isso, ressalvando-se uma oficina gráfica aberta do Rio de Janeiro em 1747 e logo após fechada por ordem real, a imprensa no Brasil só nasceria no século XIX, com a vinda de D. João VI."

    FAUSTO, Bóris; História do Brasil; Cap. 1, item 2.23.1, página 97.

  • Impressa só apareceu com Dom Joãozinho aqui no Brasil


ID
3386134
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

        Os velhos, as mulheres, os meninos que não têm forças, nem armas com que se defender, morrem como ovelhas inocentes às mãos da crueldade herética, e os que podem escapar à morte, desterrando-se a terras estranhas, perdem a casa e a pátria. […] Não fora tanto para sentir, se, perdidas fazendas e vidas, se salvara ao menos a honra; mas também esta a passos contados se vai perdendo; e aquele nome português, tão celebrado nos anais da fama, já o herege insolente com as vitórias o afronta, e o gentio de que estamos cercados, e que tanto o venerava e temia, já o despreza. 


VIEIRA, A. Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra a Holanda. In:
BOSI, A. (org.) Essencial Padre Antônio Vieira. São Paulo: Companhia das
Letras, 2011, p. 248. 

Considerando as dimensões econômica, social e política da América portuguesa, julgue (C ou E) o item a seguir.


Anulando o Tratado del Pardo de 1761, o Tratado de San Ildefonso de 1777 retomava o princípio do uti possidetis consagrado no Tratado de Madri de 1750 e confirmava, para a Coroa portuguesa, os territórios ocupados no centro-oeste e na Amazônia por meio de bandeiras, entradas e monções.

Alternativas
Comentários
  • Tratado de San Ildefonso de 1777 : Portugal e Espanha. Seguiu as linhas do Tratado de Madri - 1750. Portugal saiu perdendo no extremo sul.

  • Tratado de Madri (1750) - Alexandre de Gusmão: ajuste global entre Espanha, que havia descumprido o Tratado de Tordesilhas (1494) ao estender seus domínios da Ásia, e Portugal, que avançou na América. Resultou na permuta entre Sete Povos e Colônia do Sacramento

    Sete Povos em posse de Portugal

    Colônia de Sacramento em posse da Espanha

    Portugal garante a posse da região amazônica e do Centro-Oeste.

    Tratado de El Pardo (1761) - Anula o Tratado de Madri

    Sete Povos --> Espanha

    Colônia do Sacramento: --> Portugal

    PS: expulsão dos jesuítas, pois eram considerados um Estado dentro do Estado.

    Tratado de Santo Idelfonso (1777) criou o pior cenário para os portugueses – reflexo do enfraquecimento inglês, envolvida a Inglaterra na Revolução Americana, e da invasão da Ilha de Desterro pela Espanha.

    Sete Povos --> Espanha

    Colônia do Sacramento --> Espanha

    Por outro lado, Santo Idelfonso é positivo, pois consolidou os ganhos no Norte e no Centro-Oeste, isto é, retomou o Tratado de Madri quase integralmente no que concerne às fronteiras amazônicas (conserva as fronteiras oeste e norte).

    Tratado de Badajoz (1801) - Não é um tratado de limites, mas sim que põe termo à Guerra das Laranjas - Tratado de Paz.

    Sete Povos --> Portugal

    Colônia do Sacramento --> Espanha

  • Segundo Synesio Sampaio Goes Filho, em Navegantes, Bandeirantes e Diplomatas, 1999, p. 188, o Tratado de Madri, de 1750, deixa a Colônia de Sacramento para os espanhóis, pois: Alexandre de Gusmão "(...) tinha a consciência de que a Espanha valorizava imensamente a posse das duas margens do rio, e que, portanto, a Colônia teria um imenso valor de troca numa eventual negociação (...)". Porém, esse acordo foi posteriormente minado pelo Marquês de Pombal, que era contra o Tratado de Madrid por não concordar com a cessão da Colônia de Sacramento (p. 192). Nesse contexto, o Tratado de El Pardo cancela o Tratado de Madrid como se ele nunca tivesse existido (p. 193).

  • O Tratado de El Pardo (1761) tornou nulas todas as disposições e feitos decorrentes do Tratado de Madrid de 1750, que havia falhado em promover a paz nas colônias espanhola e portuguesa.

    O Tratado de San Ildefonso de 1777 restaurava grande parte do Tratado de Madri (1750) que havia sido anulado com a assinatura do Tratado de El Pardo (1761).

    Ao tornar-se independente, o Brasil tinha configurado seu território com base no princípio do uti possidetis, com o perfil que lhe haviam dado os tratados de Madri (1750) e de Santo Ildefonso (1777).


ID
3386137
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.



Tal como a Inconfidência Mineira, a Conjuração Baiana, de 1798, também conhecida como Revolução dos Alfaiates, foi uma sublevação formada pela elite econômica local descontente com os altos impostos cobrados na colônia. No caso da Conjuração Baiana, um dos principais pleitos dos revoltosos era a abertura dos portos brasileiros, com vistas a permitir a aquisição de algodão britânico a preços mais econômicos.

Alternativas
Comentários
  • Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que alguns participantes da trama exerciam este ) e recentemente também chamada de Revolta dos Búzios, foi um movimento de caráter , ocorrido no final do (-), na então , na colônia brasileira. Diferentemente da (-), foi difundida pela historiografia tradicional enquanto sendo um movimento de caráter popular em que defendiam a e mais igualdade racial, um governo , , com liberdades plenas, o e como principais pontos, além de um salário maior para os soldados.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Conjura%C3%A7%C3%A3o_Baiana

  • Conjuração Baiana: O que foi 

     

    Também conhecida como Revolta dos Alfaiates, a Conjuração Baiana foi uma revolta social de caráter popular, que ocorreu na Bahia em 1798. Recebeu uma importante influência dos ideais iluministas da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade. 

     

    Causas principais 

     

    - Insatisfação popular com o elevado preço cobrado pelos produtos essenciais, entre eles os alimentos. Além disso, muitas pessoas reclamavam da carência de determinados alimentos.

     

    - Forte insatisfação com o domínio de Portugal sobre o Brasil. O ideal de independência estava presente em vários setores da sociedade baiana. 

  • GABARITO: ERRADO

    A questão erra ao dizer que a Conjuração Baiana de 1798 foi um movimento das elites econômicas, sendo que na verdade ela é conhecida como uma revolta popular. O movimento era compostos por alfaiates, pedreiros, profissionais liberais, militares de baixa patente, etc.

  • "Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." (in: RUY, Afonso. A primeira revolução social do Brasil. p. 68.) Esta é uma fração de texto de um panfleto de propaganda da Conjuração Baiana. A proposta da revolta tinha um caráter popular, baseado nos ideais da Revolução francesa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Pregava o fim da escravidão e um governo igualitário onde as pessoas fossem vistas por merecimento e capacidade. Eram defendidas também a liberdade de comércio, o aumento de salário para os soldados e a instalação de uma República na Bahia. 
    Os difusores dos ideais eram, principalmente o soldado Luiz Gonzaga das Virgens e panfletos de Cipriano Barata, médico e filósofo.
    A situação de pobreza da região, desde a transferência da capital para o Rio de Janeiro, em 1763, era um terreno fértil para revoltas. A população passava fome. Entre 1797 e 1798 ocorreram vários saques aos armazéns do comércio de Salvador. Escravos que levavam a carne para o general-comandante foram assaltados. A população faminta roubava carne e farinha. Em inícios de 1798, a forca, símbolo do poder colonial, foi incendiada. O descontentamento crescia também nos quartéis, onde incidentes envolvendo soldados e oficiais tornavam-se frequentes. 
    Portanto, a revolta em Salvador não se relaciona diretamente nem com impostos cobrados pela Coroa, tampouco com a necessidade de abertura dos portos para comércio direto com britânicos. Embora  haja, na primeira parte da afirmativa  uma ideia correta - conjuração baiana como revolta dos Alfaiates, o restante da afirmativa está incorreto.

     RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA
  • Em resumo, a conjuração Baiana (1798) foi um movimento popular. Já a inconfidência Mineira foi um movimento da elite que explorava as minas de ouro. É complicado se pensar em uma revolta popular em Minas, haja vista que os interesses mais fixos seriam os da elite rica local.

    CONCLUSÃO:

    CONJURAÇÃO BAIANA: Revolta popular

    INCONFIDÊNCIA MINERAI: Revolta da Elite.

    GABARITO ERRADO

  • Bala Po. MinE E

    BAIANA: popula

    MINERA: Elite.ricos.

  • Conjuração Baiana - Elite econômica, parei de ler.

    ERRADISSIMO.

  • Inconfidência mineira: caráter elitista.

    Inconfidência baiana: caráter popular.

  • A Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates aconteceu em Salvador, na Bahia, em 1798, e tinha como objetivos principais o rompimento com Portugal e a abolição da escravidão.


ID
3386140
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.



O estímulo ao desenvolvimento econômico do Brasil, decorrente dos primeiros alvarás decretados por D. João VI logo ao chegar ao Rio de Janeiro, em 1808, foi tolhido pelo Tratado de Comércio e Navegação com o Reino Unido. Apenas em 1815, após a derrota de Napoleão em Waterloo, o príncipe regente elevaria a condição jurídica do Brasil como unidade integrante ao Reino Unido de Portugal e Algarve, concedendo ao Brasil os mesmos direitos políticos e econômicos de Portugal.

Alternativas
Comentários
  • Justificativa da banca para anulação:

    O item foi anulado, considerando-se que, há muito tempo, a historiografia brasileira e a estrangeira refutam a tese segundo a qual a economia colonial do Brasil, de modo geral, teria sido “tolhida” ou prejudicada na/pela conjuntura de transmigração da família real e corte lisboeta para o Rio de Janeiro, em 1808, responsável pela edição de uma série de decretos, leis e ordens régias, como o da Abertura dos Portos às Nações Amigas (leia-se, a Inglaterra). Ocorre que, transformando a face político-institucional e administrativa dos domínios portugueses na América e consolidando a posição de centralidade socioeconômica do Rio de Janeiro, que remontava ao século 18, 1808 teria operado aquilo que muitos historiadores denominam “enraizamento da metrópole na colônia” (DIAS, 1976; MARTINS, 2014, p. 716) ou a “inversão do estatuto colonial do Brasil” (NEVES, 2014, p. 104). Longe de ser enredado em si mesmo, 1808 deve ser visto como um momento emblemático de um processo histórico de longa duração, responsável por projetar o Brasil à condição de “principal joia” da Coroa Lusa e, desse modo, fomentar os planos de uma eventual transferência da sede do Império e mudança de eixo político do mesmo. Entre o último quartel do século 18 e o início do seguinte, a América portuguesa como um todo vivenciara ampla expansão socioeconômica com base na diversificação agrícola, na recuperação global dos preços dos principais produtos agroexportáveis (em especial, o açúcar e o algodão), no fortalecimento dos mercados internos e dos grupos mercantis coloniais e no crescimento demográfico das cidades (ALDEN, 1984, 1963; NOVAIS, 1995; ARRUDA, 1997; PARRON, 2011, p. 45; FRAGOSO, 2013). Sendo assim, 1808 e os decretos do então Príncipe Regente, Dom João, como o da Abertura dos Portos, assinado em Salvador (FAUSTO, 2015, p. 106), bem como o que determinou o fim das proibições para a instalação de manufaturas nos domínios americanos de Portugal (revogação do Alvará de 1785), este sim assinado no Rio de Janeiro, longe de representarem derrocada econômica, são interpretados como ampliação do papel do Brasil na balança política do Império, passando a antiga colônia a dispor de condições comerciais e fiscais semelhantes às do próprio reino (metrópole). Doutra feita, a igualdade política só viria, de fato, com a elevação do Brasil à condição de Reino Unido, em 1815, como consequência das negociações do Congresso de Viena (e não da derrota napoleônica em Waterloo). 


ID
3386143
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.



A Revolução Pernambucana, deflagrada em 1817, embora tenha sido rapidamente debelada, teve forte repercussão nas elites provinciais brasileiras, particularmente em regiões distantes do Rio de Janeiro. O aumento de impostos e a escassez de interlocução política, de que se ressentiam a maior parte das províncias, contrastavam com os relatos de uma Corte extravagante e perdulária, levando alguns a entenderem a transferência da Corte como um colonialismo interno, em que o Rio de Janeiro subjugava as demais províncias brasileiras.

Alternativas
Comentários
  • A Revolução Pernambucana de Março de 1817 baseou-se nos sentimento de descontentamentos resultantes das condições econômicas e dos privilégios concedidos aos portugueses no Brasil, além disso, o peso dos impostos aumentou, pois agora a colônia tinha de suportar sozinha as despesas da corte que se estabeleceu no Rio de Janeiro e os gastos das campanhas militares que o rei promoveu no Rio do Prata.Por fim, em Maio de 1817, as tropas portuguesas ocuparam Recife e reprimiram o movimento

  • GABARITO: CERTO

    Para resolver essas questões do processo de independência é extremamente importante entender a Revolução Pernambucana de 1817. A província de Pernambuco na época era extremamente rica em comparação com outras do Brasil, sendo o eixo Recife-Olinda um dos mais populosos do país. A mudança da corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro e suas consequências foram extremamente mal vistas em outras províncias brasileiras, em especial em Pernambuco. A corte aumentou os impostos para manter o luxo na nova capital e praticamente não havia dinamismo político no país: as ordens vinham do Rio sem discussão, o que como o enunciado diz, causou uma sensação de colonialismo interno. Embebidos de ideias revolucionárias vindas dos Estados Unidos e da França, os revoltosos pernambucanos rompem com o Rio e instauram uma república que dura apenas 75 dias. Novamente com ajuda do enunciado, é possível dizer que essa revolução foi rapidamente debelada, mas a sua influência permaneceu no imaginário brasileiro. Posteriormente outra revolta vai explodir: a Confederação do Equador de 1824, e dessa vez não somente em Pernambuco, mas com o apoio de outras províncias do Nordeste também.

  • A vinda da corte portuguesa para o Brasil atendeu aos interesses da Coroa portuguesa, ameaçada pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Ao contrário do que a historiografia tradicional defendia, não foi exatamente uma fuga. A ideia de transferência da corte para o Rio de Janeiro era defendida por uma quantidade significativa de autoridades de Portugal, uma vez que as regiões brasileiras eram as “ joias da coroa" . A economia portuguesa dependia, e muito, do fornecimento de riquezas de suas colônias e, entre elas, a mais importante era a região do Brasil.

    D, João, regente de Portugal em nome de sua mãe D. Maria I, relutou – como era seu hábito – em tomar uma decisão definitiva, sendo pressionado por ingleses e por seus assessores. Quando as tropas francesas se aproximaram, a decisão foi tomada e a vinda organizada às pressas , embora já houvesse planos em andamento. Uma das maiores provas da existência de planos prévios é a transferência da Biblioteca Real de Lisboa para o Rio de Janeiro. Não se transfere uma biblioteca com 60 mil volumes devidamente catalogados sem planejamento cuidadoso. Foram três viagens para trazer todos os livros. Em 1810 já estava em funcionamento a Biblioteca Real no Rio de Janeiro

    No entanto, a região colonial não estava preparada e a adaptação não foi simples. Impostos foram cobrados de várias regiões para manter uma corte perdulária e em grande parte ociosa. Os benefícios do período joanino não alcançaram todas as capitanias. Umas, como Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, já lutavam com problemas econômicos por conta da concorrência do algodão dos EUA e do açúcar de regiões caribenhas, produtos de exportação fundamentais da região NE. A situação foi agravada com os impostos cobrados por conta da vinda da corte, sem que houvesse uma contrapartida econômica ou política para as elites ou uma melhoria de condições de vida da população em geral. Além disso, cargos políticos e regalias foram dados a elementos das elites do Rio de Janeiro e arredores.

    Assim sendo, criava-se um desequilíbrio entre as capitanias. Aquelas geograficamente mais distantes da Corte - Rio de Janeiro - auferiam menos benefícios da vinda da corte portuguesa . Por conta da breve análise feita acima podemos, então, concluir que a afirmativa apresentada é correta. A conjuntura da Revolução Pernambucana em muito se relaciona com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, na medida em que é agravada a situação de crise econômica e de penúria que assolava principalmente as capitanias do NE, o que explica a ideia de um “colonialismo interno".

    RESPOSTA : AFIRMATIVA CORRETA
  • Apenas um adendo: o século XIX é marcado por grandes rebeliões de cunho separatistas.

    É curioso salientar que embora Portugal tenha mantido uma monarquia após a independência da sua principal colônia- tensões sociais continuaram a se estabelecer nos trópicos.

    A Revolução Pernambucana é um bom exemplo desses conflitos.

  • DISCORDO DA PARTE QUE A QUESTÃO FALA (RAPIDAMENTE DEBELADA ) A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817 DUROU +- 74 DIAS NO PODER.

  • A vinda da corte portuguesa para o Brasil atendeu aos interesses da Coroa portuguesa, ameaçada pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Ao contrário do que a historiografia tradicional defendia, não foi exatamente uma fuga. A ideia de transferência da corte para o Rio de Janeiro era defendida por uma quantidade significativa de autoridades de Portugal, uma vez que as regiões brasileiras eram as “ joias da coroa" . A economia portuguesa dependia, e muito, do fornecimento de riquezas de suas colônias e, entre elas, a mais importante era a região do Brasil.

    D, João, regente de Portugal em nome de sua mãe D. Maria I, relutou – como era seu hábito – em tomar uma decisão definitiva, sendo pressionado por ingleses e por seus assessores. Quando as tropas francesas se aproximaram, a decisão foi tomada e a vinda organizada às pressas , embora já houvesse planos em andamento. Uma das maiores provas da existência de planos prévios é a transferência da Biblioteca Real de Lisboa para o Rio de Janeiro. Não se transfere uma biblioteca com 60 mil volumes devidamente catalogados sem planejamento cuidadoso. Foram três viagens para trazer todos os livros. Em 1810 já estava em funcionamento a Biblioteca Real no Rio de Janeiro

    No entanto, a região colonial não estava preparada e a adaptação não foi simples. Impostos foram cobrados de várias regiões para manter uma corte perdulária e em grande parte ociosa. Os benefícios do período joanino não alcançaram todas as capitanias. Umas, como Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, já lutavam com problemas econômicos por conta da concorrência do algodão dos EUA e do açúcar de regiões caribenhas, produtos de exportação fundamentais da região NE. A situação foi agravada com os impostos cobrados por conta da vinda da corte, sem que houvesse uma contrapartida econômica ou política para as elites ou uma melhoria de condições de vida da população em geral. Além disso, cargos políticos e regalias foram dados a elementos das elites do Rio de Janeiro e arredores.

    Assim sendo, criava-se um desequilíbrio entre as capitanias. Aquelas geograficamente mais distantes da Corte - Rio de Janeiro - auferiam menos benefícios da vinda da corte portuguesa . Por conta da breve análise feita acima podemos, então, concluir que a afirmativa apresentada é correta. A conjuntura da Revolução Pernambucana em muito se relaciona com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, na medida em que é agravada a situação de crise econômica e de penúria que assolava principalmente as capitanias do NE, o que explica a ideia de um “colonialismo interno".


ID
3386146
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito das origens do processo de Independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.



Inspirada pelas Cortes de Cádiz, que limitaram o poder da monarquia espanhola, deflagrou-se na cidade do Porto, em 1820, uma revolução similar, cujos desdobramentos logo se fariam sentir nos dois lados do Atlântico. No caso do Brasil, o confisco indiscriminado de residências particulares, a inquietação das tropas desmobilizadas após a Revolução Pernambucana e a insatisfação das províncias com as elevações dos impostos minavam a autoridade da Coroa.

Alternativas
Comentários
  • minavam no sentido de atormentavam, preocupavam

  • A Revolução Pernambucana é apontada como, praticamente, a única rebelião anterior à independência política do Brasil que ultrapassou a fase da conspiração. Os rebeldes tomaram o poder e permaneceram no governo por 75 dias, de 6 de março a 19 de maio de 1817.
  • GABARITO: CERTO

    Pouco se fala nas Cortes de Cádiz aqui no Brasil, e praticamente não há conteúdo em português sobre o assunto, porém o fato é que esse ''evento'' iniciado em 1810 na Espanha vai influenciar a Revolução Liberal do Porto de 1820, que é o assunto principal da questão. As duas cortes, tanto na Espanha como em Portugal, vão impulsionar um processo de limitação do poder absolutista das monarquias espanhola e portuguesa, o que vai ser de grande importância não só na Europa, como também na América. A partir de 1820 as cortes portuguesas exigem a volta da família real que estava no Rio de Janeiro para Lisboa, e também a recolonização do Brasil, que havia sido elevado a Reino em 1815. Naquele momento, o poder central português estava concentrado no Rio. Era como uma inversão, onde a metrópole estava na América e a colônia na Europa, com todas as ressalvas do mundo para essa afirmação, é apenas um joguete de palavras. Sendo assim, somado a alguns fatores já mencionadas no enunciado, a coroa portuguesa em 1820 estava em perigo, sendo atacada tanto em Portugal como no Brasil.

  • A Revolução do Porto eclodiu em Portugal em 1820. Ele tinha um caráter liberal, ao menos no que se refere à política portuguesa. A proposta chave era a de submeter a autoridade do monarca à autoridade de um poder legislativo. Ou seja, ao poder das Cortes. Seria então necessário não só que D. João VI abandonasse o Brasil e voltasse a Portugal como também jurasse uma constituição.

    O movimento, ao mesmo tempo que tinha um projeto liberal para Portugal, pretendia a recolonização do Brasil. A abertura dos portos, ou seja, o fim do exclusivo colonial, havia prejudicado, e muito, o lucro de comerciantes portugueses intermediários das riquezas levadas da colônia. As modificações estabelecidas por D. João VI na estrutura administrativa em nada agradavam a Portugal porquanto davam maior capacidade de ação aos órgãos administrativos regionais. Da mesma forma, a elite lisboeta vinculada à coroa havia perdido uma série de privilégios com a transferência da capital do Império para o Rio de Janeiro.

    No Brasil há uma divergência de opiniões acerca da revolução do Porto. As regiões do NE são mais favoráveis às demandas dos revoltosos portugueses pois havia muitos que amargavam prejuízos com o comércio livre e direto com as Nações amigas desde 1808. No entanto, no centro do poder, na região ao redor da capital e em direção ao sul, a autoridade da Coroa era seguidamente contestada por conta da requisição indiscriminada de residências particulares no Rio de Janeiro para abrigo dos que vieram com a família, por conta da desmobilização de tropas após a revolução pernambucana – elas perdem função e, finalmente, por conta do aumento de impostos para o sustento da Coroa.

    Assim sendo, podemos concluir que a afirmativa apresentada na questão está correta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CORRETA
  • O confisco de residências particulares para abrigar a transferência emergencial da Corte portuguesa também se prolongava perigosamente e a falta de limites legais à autoridade real criava uma série de incômodos que começavam a se voltar contra a autoridade da própria Coroa portuguesa.

    Por fim, a Revolução Pernambucana (1817) dava a máxima expressão desse pensamento liberal frente às contradições do absolutismo monárquico na transferência da Corte o Brasil. Ainda que D. João tenha saído vitorioso sobre os revoltosos pernambucanos, a instabilidade continuou a ser presente na região, e as tropas desmobilizadas após a vitória foram um desses elementos de tensão, já que tinham tido contato com as ideias revolucionárias e observado as contradições do absolutismo.

     


ID
3386149
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Quanto ao processo de consolidação do Estado brasileiro nas primeiras décadas da Independência, julgue (C ou E) o item a seguir.



Decorrida de forma pacífica e sem grandes abalos, a Independência do Brasil apoiava-se na existência de uma elite política homogênea, com uma base social firme e um projeto claro para a nova nação, na forma de uma monarquia constitucional de base econômica escravocrata.


Alternativas
Comentários
  • Não foi pacífica, pois havia grupos contrários à mesma. Além disso era apoiada em uma elite homogênea. Ou estou errado?

    Bons estudos!

  • foi pacifica. apesar de vários conflitos. a independência foi um ato pacifico.porem a base social não era firme e havia

  • O erro da questão esta em dois pontos:

    O primeiro em dizer que foi pacifica. Foi relativamente tranquila, sem muitos abalos, mas foi necessário combater forcas portuguesas na Bahia, no Pará e na antiga Cisplatina(atual Uruguai). Inclusive aqui na Bahia se comemora a independência da Bahia que foi em 2 de julho de 1823, data em que as ultimas tropas portuguesas foram expulsas.

    O segundo ponto em dizer que existia uma elite politica homogênea, com uma base social firme e um projeto claro para a nova nação. Os primeiros anos deixam claro que isso não existia, com as divergências quanto a nova constituição( diminuir ou não o poder do Imperador), a demissão de José Bonifácio, a dissolução da constituinte... Essa questão foi elaborada com base no livro de Boris Fausto.

  • DICA!

    Em qualquer questão de História do Brasil que apareça "um projeto claro para a nova nação", muito provavelmente a resposta é errada.

  • e também não tinha projeto de nada

  • GABARITO: ERRADO

    De fato a independência do Brasil aconteceu de forma pacífica em comparação com outros países da América Latina, porém é preciso ressaltar que nem todas as províncias aderiram de imediato ao novo governo do Rio de Janeiro, a exemplo de Bahia, Pará e a antiga Cisplatina. Haviam interesses comerciais nessas províncias que as ligavam muito mais a Lisboa do que ao Rio.

    Outro ponto é sobre ''haver uma base homogênea'', o que é incorreto. Pairava nos aires brasileiros ideais vindos da Revolução Americana de 1776 e da Revolução Francesa de 1789 como liberalismo, federalismo e republicanismo, o que assustou D. Pedro I na Assembleia Constituinte de 1823, resultando no fechamento da Assembleia e a consequente outorga da Constituição de 1824.

    Ainda mais um ponto é que de havia um projeto claro para a nação, não havia. O Brasil era um país descentralizado, com um território imenso não povoado, agrário, analfabeto e outras coisas mais. O Brasil era um país a ser construído, porém sem rumos claros para onde ir.

  • A história do Brasil é tradicionalmente apresentada como uma história sem violência, ou com pouca violência. O povo brasileiro seria “de natureza cordata e pacífica". Segundo a historiadora Lilia Moritz Schwarcz o historiador “Sérgio Buarque de Hollanda, que publicou Raízes do Brasil na década de 1930, já dizia que a cordialidade era uma espécie de superficialidade, um ponto alto de um iceberg, cuja base não tinha nada de cordialidade. Dizia que cordialidade veio de cor e que os brasileiros, de fato, sempre quiseram se definir como cordiais" .Ou seja, seria uma falácia defendida pelos brasileiros a respeito de si e de sua história

    O processo de consolidação da independência do Brasil não foi nem rápido nem pacífico. Após a declaração oficial, a 7 de setembro de 1822, coube a D. Pedro I estabelecer de fato a separação entre as diversas províncias e Portugal, a mesmo tempo que procurava manter a integridade territorial do reino sob sua autoridade.

    Havia aquelas regiões que começaram a luta pela libertação antes do 7 de setembro – como a Bahia, que lutava desde fevereiro de 1822 e que pretendia ser uma país autônomo. E, somente após 11 meses de encarniçada luta Ceará e Piauí “aceitaram" a independência e a união ao resto do país. As guerras de independência foram custosas e bastante violentas. Para poder organizar um exército D. Pedro I recorreu a mercenários e a empréstimos ingleses, o que ajudou a gerar sérias dificuldades financeiras ao seu governo.

    Além disso, a elite econômica de cada região do Brasil era diferente da outra. Não se pode falar em homogeneidade deste grupo social. Tampouco havia uma clareza de projeto de país que se pretendia. Havia projetos monárquicos e republicanos. Havia ideais constitucionais e alguns ainda absolutistas. O que unia todos os proprietários era a clareza de que não pretendiam permitir a vitória de nenhum projeto de cunho popular e mais igualitário ou democrático. Por conseguinte, era tácita a questão da manutenção da estrutura escravocrata.

    Então, por tudo que foi defendido nos parágrafos anteriores é fácil chegar-se à conclusão que a afirmativa apresentada na questão é incorreta.
    RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA
  • Em 13 de março de 1823, houve a batalha de Jenipapo, no Piauí, que, apesar da vitória portuguesa, observou sua capitulação, além de, em 2 de julho seguinte, as tropas portuguesas terem perdido na Bahia.

  • Dois erros na afirmação:

    -> Elite Homogênea

    -> Projeto claro de nação

    -> Processo pacífico

    A elite dessa época era composta por brasileiros e portugueses e ambos se diferenciavam entre interesses e objetivos. Alguns queriam a volta do Brasil ao estado de colônia enquanto outros queriam a independência. Alguns eram grandes comerciantes, enquanto outros grandes proprietários de terras e traficantes de escravos.

    Não havia nenhum projeto claro para a nação no momento da independência. D. Pedro I ascendeu a Imperador sem no entanto ter nenhum tipo de projeto antecipado. Foi ao decorrer do seu governo que os projetos foram sendo criados para o país, melhor dizendo, para a elite que comandava o país.

    O processo não foi pacífico, tendo bastante resistência de Portugal que chegou até invadir o Brasil obrigando D. Pedro I a voltar a Portugal.

    GABARITO ERRADO.

  • Tampouco a elite brasileira possuía uma base social sólida.

  • "Pacífica e sem grandes abalos"

  • Tranquilo e homogêneo no Brasil???

    ERRADO

  • Pensei logo, o que é aceito de forma pacífica no Brasil? nada, até hoje.

  • Pacifico e Brasil, duas palavras que não caem bem na mesma frase

  • Pacífica... kkk


ID
3386152
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Quanto ao processo de consolidação do Estado brasileiro nas primeiras décadas da Independência, julgue (C ou E) o item a seguir.



A dissolução da Assembleia Constituinte por D. Pedro I, no episódio conhecido como “Noite da Agonia”, foi motivada pelo impasse entre o imperador e a maioria dos constituintes, que buscavam limitar o Poder Executivo do monarca. Ecoando como uma clara demonstração do poder do imperador e da influência dos burocratas que o cercavam – muitos deles portugueses –, esse atos discricionários do soberano alimentaram movimentos provinciais federativos e republicanos, cujo desdobramento mais candente foi a Confederação do Equador, proclamada pouco tempo depois da Constituição Outorgada de 1824.

Alternativas
Comentários
  • GAB: C

    A Confederação do Equador foi um movimento revolucionário e emancipacionista de cunho republicano e separatista entre os monarquistas e os liberais.

    Ocorreu na região nordeste do país em 1824, durante Primeiro Reinado, quando Dom Pedro I outorgou a Carta Magna de 1824, que culminou na elaboração da Constituição Brasileira em março de 1824.

    Além disso, o monarca realizou a dissolução da Assembleia Nacional Constituinte, dispensando do cargo Manuel Carvalho Pais de Andrade, que fora eleito pela população e, colocando em seu lugar, para exercer o cargo de governador, Francisco Pais Barreto, o que reforçava a ideia que descontentava grande parte da população no tocante à distribuição de cargos públicos para figuras de origem aristocrática.

  • GABARITO: CERTO

    Após a Independência em 1822, os ânimos dos brasileiros estavam animados, principalmente alimentados pelas ideias liberais e republicanas, que já haviam dado as caras na Revolução Pernambucana de 1817. Parte do ''projeto'' era a promulgação de uma Constituição para o novo Estado. Em 1823, D. Pedro I convoca uma Assembleia Constituinte para redigir essa nova Constituição, porém no episódio conhecido como noite da agonia, Pedro envia soldados do Exército para fechar a Assembleia, temeroso de que essa limitaria os seus poderes. Então um novo grupo seleto de 10 pessoas fiéis a Pedro redige uma outra Constituição que é outorgada em 1824, garantindo dessa vez plenos poderes ao Imperador, a partir do poder moderador.

  • Após a independência oficial do Brasil cabia elaborar, dentro da lógica liberal, uma constituição e, para tal, foi reunida a assembleia constituinte de 1823. O projeto por ela elaborado nada tinha democrático. Atendia aos interesses das diferentes elites brasileiras que tinham alguns pontos fundamentais em comum: a manutenção da estrutura escravocrata e a preservação dos interesses da grande propriedade.

    Ou seja, o projeto  de independência vencedor foi aquele da elite proprietária. Cabia construir um Estado Liberal, com cidadania limitada, onde houvesse a garantia de preservação da propriedade – da terra e da escravaria – e o equilíbrio dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, de acordo com o que rezavam os ideais liberais e o que havia sido defendido não só no processo de formação dos Estados Unidos da América como também durante as etapas da Revolução Francesa, salvo no período jacobino.

    O projeto, que ficou na história como “projeto da mandioca" desagradou a Pedro I, por ter elementos que limitavam o poder executiv . Haveria, por conseguinte, limites ao poder do Imperador. Este é, talvez, o maior ponto de discórdia entre ele e deputados da assembleia constituinte. Assim sendo, é possível entender a “ noite da agonia", a dissolução da assembleia, a arbitrária prisão de deputados  (entre eles os irmãos Andrada) e a consecução de uma nova constituição por um grupo de notáveis favoráveis aos interesses de Pedro I.

    Daí a constituição outorgada de 1824 unitarista, autoritária, com eleição censitária em dois degraus e, com quatro poderes, sendo o poder moderador prerrogativa exclusiva do imperador, com possibilidade de interferência nos outros poderes.

    Os interesses das elites das várias elites não foram atendidos . Há que se levar em conta que uma administração unitarista em um país tão diversificado como o Brasil era complicado e poderia levar a que uma região se sobrepusesse à outra. Por conseguinte, explodem pelo país revoltas de cunho federalista, algumas também republicanas, sendo a mais importante delas a Confederação do Equador. A afirmativa apresentada está, então, correta! 
    RESPOSTA :AFIRMATIVA CORRETA
  • Certo.

    A Confederação do Equador foi uma reação direta contra a CF/24 outorgada.

  • Confederação do equador > 1824 > Local > Pernambuco.

    Insatisfação com a cf/1824 outorgada.


ID
3386155
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Quanto ao processo de consolidação do Estado brasileiro nas primeiras décadas da Independência, julgue (C ou E) o item a seguir.



À luz da necessidade de renovação do Tratado de 1810, que caducava em 1825, o Reino Unido propôs-se a mediar as tratativas para o reconhecimento oficial da Independência do Brasil por Portugal, tendo sido mesmo um inglês o representante de Portugal nas negociações dos respectivos termos finais. Se, para Portugal, a Independência do Brasil foi negociada de uma perspectiva eminentemente política, para a Inglaterra, tratava-se, em larga medida, de uma oportunidade comercial, motivo por que esta impôs o fim do tráfico de escravos como uma das condições para o reconhecimento da Independência brasileira.

Alternativas
Comentários
  • Justificativa da banca:

    o item foi anulado, pois,por sua semântica, o uso do termo “caduquice”, para referir-se ao Tratado de 1810, provoca confusão na leitura do enunciado. Com efeito, em 1825, passados 15 anos da assinatura do tratado com a Inglaterra, o texto do acordo previa nada mais que a possibilidade de uma revisão em conformidade entre as partes. Segundo consta no próprio documento, que foi compilado por Eugênio Vargas Garcia, “1810 - Tratado de Comércio e Navegação entre Portugal e Grã-Bretanha, art. XXXII: concordou-se, e foi estipulado pelas Altas Partes Contratantes, que o presente Tratado será ILIMITADO ENQUANTO À SUA DURAÇÃO; que as obrigações e condições expressadas e contidas nele serão PERPÉTUAS E IMUTÁVEIS; e que NÃO SERÃO MUDADAS OU ALTERADAS DE MODO ALGUM no caso que Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal, seus herdeiros ou sucessores tornem a estabelecer a sede da Monarquia portuguesa nos domínios europeus desta Coroa.” Já quanto ao “art. XXXIII: porém, as duas Altas Partes Contratantes se reservam O DIREITO DE JUNTAMENTE examinarem e REVEREM os diferentes artigos deste tratado NO FIM DO TERMO DE QUINZE ANOS, contados da data da troca das ratificações do mesmo; e de então proporem, discutirem e fazerem aquelas emendas ou adições que os verdadeiros interesses dos seus respectivos vassalos possam parecer requerer”. Ademais, a associação unilateral entre a imposição do fim do tráfico e a oportunidade comercial britânica é hoje alvo de críticas por seu reducionismo. Interpretações mais recentes, como as de Adam Hochschild e Beatriz Mamignonian, apontam que outros interesses e motivações estiveram presentes na conhecida pressão inglesa sobre o Brasil para o fim do tráfico, como questões humanitárias e moralreligiosas. Além disso, à luz da historiografia mais recente, os interesses portugueses não foram apenas ou eminentemente políticos, já que o reconhecimento da independência do Brasil envolveu, por exemplo, o pagamento de vultosa soma indenizatória. 


ID
3386158
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Quanto ao processo de consolidação do Estado brasileiro nas primeiras décadas da Independência, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar de certa desconfiança em vista da adoção do regime monárquico de governo, a Independência do Brasil tardou poucos anos a ser reconhecida pelas repúblicas sul-americanas e pelos Estados Unidos. Também na África, a notícia foi recebida com entusiasmo por muitas lideranças locais, sendo africana a primeira monarquia a reconhecer a Independência do Brasil.

Alternativas
Comentários
  • primeiro foi EUA

  • A historiografia nacional tradicionalmente atribuiu aos Estados Unidos da América o papel de primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. Porém, em 1989, o historiador e embaixador brasileiro Alberto da Costa e Silva revelou que o Brasil obtivera ao menos um reconhecimento diplomático além do dos Estados Unidos, ocorrido em maio de 1824, antes de ser reconhecido por Portugal, em agosto de 1825.

    Costa e Silva relatou ter encontrado, em arquivos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, texto de 4 de dezembro de 1824, referente à chegada ao Rio de Janeiro, em data anterior àquela, de um embaixador do Império do Benim, que teria vindo oficiar a dom Pedro, em nome do imperador africano, o reconhecimento da independência do Brasil.

    Concluiu Costa e Silva, com a descoberta, que o imperador do Benim e seu vassalo, o rei de Lagos – em cujo nome também se teria feito o reconhecimento – teriam sido, assim, os primeiros soberanos a reconhecer o Brasil – qualificativo com que excluía governos presidencialistas, como o dos Estados Unidos.

    Gab: CERTO

    Fonte: www.itamaraty.gov.br/images/ficha_pais/artigo-argentina.pdf

  • No final, o gabarito está certo ou errado?

  • Caí na pegadinha do "tardou poucos anos"

  • É ao antigo Império do Benim (na atual Nigéria) que cabe o título de primeira monarquia a reconhecer oficialmente o Brasil independente, em 1824.

  • PRIMEIRO FOI (EUA )SEGUNDO INGLATERRA TERCEIRO PORTUGAL RECEBENDO 2MILHOES DE LIBRAS PARA RECONHECER

  • Após a independência oficial do Brasil iniciaram-se as guerras de independência em várias regiões do território nacional. Havia regiões que não aceitavam a separação de Portugal e outras com intenções separatistas. A manutenção da integridade territorial não foi obra do acaso tampouco foi pacífica. Foi com a força das armas que Pedro I manteve o Brasil do “Oiapoque ao Chuí" .

    Paralelamente negociava-se o reconhecimento do país como Estado independente no cenário internacional. Ser reconhecido como um Estado soberano é importante para a negociação de acordos econômicos e políticos, além da atuação em si na política internacional. Qualquer região que alcança sua autonomia pretende ser reconhecida como um Estado. Por isso as negociações com Portugal, por exemplo, para que tal fosse efetivado. No entanto, Portugal não foi o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. No continente americano foram EUA e Argentina, apesar das desconfianças com o regime monárquico aqui adotado, em contraponto com as repúblicas em todas as regiões da América.
    Houve também  grande repercussão do movimento brasileiro no continente africano, particularmente em colônias lusas, como Angola, onde surgiram movimentos pró-independência, com um projeto de união com o Brasil. Ainda na África, “o imperador do Benim e seu vassalo, o rei de Lagos – em cujo nome também se teria feito o reconhecimento – teriam sido, assim, os primeiros soberanos a reconhecer o Brasil" (Raning, Rodrigo. Argentina, primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. In: Cadernos do CHDD ano 16, número 31, segundo semestre 2017, p 502)

    Esta é uma informação muito pouco conhecida. Ela veio à luz por conta de um documento que o embaixador Alberto da Costa e Silva descobriu no IHGB (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro) no Rio de Janeiro, em 1989. Segundo suas pesquisas D. Pedro I recebeu o embaixador do Benin em julho de 1824 e dele recebeu a palavra do imperador acerca do reconhecimento. Foi, portanto, africana, a primeira monarquia a reconhecer a independência do Brasil, embora não tenha sido o primeiro Estado a fazê-lo. Há debates se foram os EUA ou a Argentina. Mas, de qualquer forma, a afirmativa apresentada está correta .

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CORRETA
  • Gabarito está errado aqui?

  • Gabarito certo ou errado? coloquei errado mas deu certo, e o certo é estar errado kkkkk

  • Gabarito oficial: CERTO

    Percebam que a assertiva afirma que foi da África a primeira monarquia a reconhecer a independência, mas não há nenhuma informação se isso ocorreu antes ou depois dos EUA e outras repúblicas americanas, quanto a estes últimos, a afirmativa só menciona que o reconhecimento "tardou poucos anos". Então, mesmo que não exista consenso sobre se o Reino de Benin reconheceu antes ou depois dos EUA, isso não modificaria o gabarito


ID
3386161
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando a política externa brasileira no período conhecido como República Velha, julgue (C ou E) o item a seguir.


Primeira negociação chefiada pelo Barão do Rio Branco em tema de fronteiras, a controvérsia com a Argentina pela região de Palmas foi resolvida de maneira favorável ao pleito brasileiro, por meio da arbitragem do presidente norte-americano Grover Cleveland.

Alternativas
Comentários
  • Uma das questões diplomáticas do governo de Prudente Morais.

    Podendo ser chamado também de "Contestado Brasil x Argentina"

    ou "Missões".

  • GABARITO: CERTO

    O Barão do Rio Branco estava em Liverpool na Inglaterra servindo como cônsul quando foi chamado para atuar na Questão de Palmas. Brasil e Argentina estavam em um ''litígio amigável'' sobre a definição das fronteiras, cabendo a Rio Branco com sua destreza diplomática ''salvar'' o que hoje é o oeste do Paraná e Santa Catarina. Prova da ''amigabilidade'' da disputa foi que o enviado argentino para a questão saudou Rio Branco com muitos abraços após a decisão tomada por Cleveland e até hoje o Barão é referenciado na história diplomática argentina.

  • Na região de Palmas D. Pedro II havia ordenado a fundação de duas colônias militares para a ocupação efetiva do território e para impedir uma possível ocupação por parte dos argentinos. No flanco do Rio Chapecó, foi fundada a Colônia Militar de Chapecó em 1882, e no flanco do Rio Chopim, foi fundada a Colônia Militar do Chopim, também em 1882. A Argentina reivindicava a região baseada em supostas decisões do Tratado de Madri de 1750. Pouco antes da proclamação da república ficou acordado entre os dois Estados que seria dada a solução por arbitramento
    Quando foi proclamada a República, o ministro das Relações Exteriores do governo provisório, Quintino Bocaiúva, assinou, como representante do Brasil, o Tratado de Montevidéu, em 1890, que dividia a região entre os dois países. O Congresso brasileiro não ratificou o tratado considerando que Bocaiúva havia extrapolado em suas atribuições e cedido muito do território de Santa Catarina à Argentina.
    Desta forma, foi colocada a questão à arbitragem internacional, tendo os dois lados concordado com a figura do presidente norte americano Grover Cleveland como árbitro. Atuou como advogado dos interesses brasileiros José Maria da Silva Paranhos, o Barão do Rio Branco, substituindo o Barão Aguiar de Andrade, que falecera em 1893, no meio do desenrolar da questão Cleveland deu ganho de causa para o Brasil, (5 de fevereiro de 1895), definindo-se as fronteiras pelos rios Peperi-Guaçu e Santo Antônio. A cidade de Clevelândia, no estado do Paraná, localizada na área do litígio, assim foi batizada em homenagem ao presidente.
    Pelo que foi apresentado nos parágrafos anteriores é possível, então, concluir que a afirmativa apresentada é correta . 
    Esta foi a primeira, mas não a última, ação de Rio Branco, no sentido de definir fronteiras. E, o caso foi decidido por arbitragem, como havia sido previamente acordado entre as partes. 
    RESPOSTA : AFIRMATIVA CORRETA
  • Devido o desfecho a cidade de Clevelândia, no sudoeste do Paraná, recebeu este nome em homenagem ao presidente norte-americano Grover Cleveland.

  • ...Estreou como do Brasil, a partir de 1893, , barão do Rio Branco, escolhido pelo presidente (1891–1894) para substituir o , falecido no desenrolar da Questão. Rio Branco apresentou ao presidente Cleveland uma exposição, acompanhada de valiosa documentação, reunida em seis volumes: A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina (1894).

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quest%C3%A3o_de_Palmas

    Bons estudos.


ID
3386164
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando a política externa brasileira no período conhecido como República Velha, julgue (C ou E) o item a seguir.



Fiel ao princípio da igualdade entre os estados, que lhe rendeu o epíteto de Águia da Haia, Rui Barbosa foi um dos maiores defensores da neutralidade brasileira por ocasião da Primeira Guerra Mundial.

Alternativas
Comentários
  • Pelo contrário, ele teve papel decisivo para a entrada do país na segunda guerra mundial, após o torpedeamento do Navio Macau.

    Conforme extrato abaixo, extraído do site do Senado (fonte/link abaixo)

    A gota d’água é o torpedeamento

    do navio Macau, em outubro de 1917,

    na costa espanhola. Antes de a em

    barcação ir a pique, dois tripulantes

    foram capturados como prisioneiros

    de guerra. Dias depois, o governo

    finalmente declara guerra.Ruy Barbosa tem papel decisivo.

    Fonte: https://www12.senado.leg.br/institucional/arquivo/arquivos-pdf/senador-foi-crucial-para-entrada-do-brasil-na-1a-guerra

  • "Rui Barbosa é considerado um dos mais brilhantes oradores da história do Brasil. Essa fama de grande orador é tão forte que costumamos chamar de Rui Barbosa aquele que impressiona pela sua capacidade oratória. Ao perguntarmos qual o motivo de o jurista baiano ser chamado de "Águia de Haia", quase sempre atribuem essa denominação ao fato de ele ter sido um grande orador, que impressionou o mundo com sua comunicação ao se apresentar em Haia em 1907."

    Gab: ERRADO

    Fonte: https://economia.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/reinaldo-polito/2019/02/26/rui-barbosa-era-ou-nao-bom-orador.htm?cmpid=copiaecola

  • GABARITO: ERRADO

    A primeira parte do enunciado é verdadeira. Rui Barbosa foi fiel ao princípio da igualdade entre os Estados, inclusive defendendo a tese na II Conferência da Paz, realizada em Haia, nos Países Baixos, em 1907.

    O erro está na segunda parte. Ao contrário do que diz a questão, Rui Barbosa era um dos principais aliadófilos do Brasil, proferindo duros e certeiros discursos contra o então Presidente Wenceslau Brás, defendendo a participação brasileira ao lado da Tríplice Entente. Apesar de curioso, quem defendia a neutralidade brasileira no confronto eram os germanófilos, que julgavam justas as pretensões alemãs. Essa posição se tornou insustentável a partir de 1917 quando a marinha alemã passou a afundar navios mercantes brasileiros.

  • Rui Barbosa é considerado um dos grandes intelectuais brasileiros, apesar de algumas ideias e atitudes controversas como, por exemplo, ser contra a vacinação por não acreditar em sua eficácia. Também foi Rui Barbosa que, quando ministro, mandou queimar grande parte da documentação acerca do tráfico de escravos para o Brasil, o que não “apagou a mancha da escravidão" – o que era a sua proposta – mas também prejudicou a  pesquisa do tema por historiadores e outros cientistas sociais.
    Foi jornalista, tradutor, orador, político, diplomata, advogado e filólogo. Participou da elaboração da primeira constituição republicana e Ministro da Fazenda do governo de Deodoro da Fonseca (1889 – 1891). Foi o chefe da delegação brasileira na segunda conferência de Paz de Haia, em 1907. Por sua participação em Haia recebeu do barão do Rio Branco o epíteto de “a águia de Haia".

    A posição de Rui Barbosa acerca da igualdade jurídica dos Estados e, a necessidade de democratização do sistema internacional tornou-se um tema recorrente da diplomacia brasileira no âmbito multilateral desde então.
    Sendo também estudioso da língua portuguesa, foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras (1897) e, seu presidente entre 1908 e 1919. Teve, ainda, papel decisivo na entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial.

    A partir do acima exposto é possível fazer uma análise da afirmativa apresentada na questão. “Fiel ao princípio da igualdade entre os estados". Esta parte está correta. Mas, não foi por conta disto que o Barão do Rio Branco deu a Rui Barbosa o título de “águia de Haia". Rui Barbosa foi um dos maiores defensores da neutralidade brasileira por ocasião da Primeira Guerra Mundial." Ao contrário, Rui Barbosa teve uma ação decisiva na entrada do Brasil na primeira guerra mundial.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA INCORRETA

ID
3386167
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando a política externa brasileira no período conhecido como República Velha, julgue (C ou E) o item a seguir.



O torpedeamento de navios brasileiros por submarinos alemães levou o Congresso brasileiro a reconhecer o estado de guerra iniciado pelo Império alemão e a estabelecer represálias. O esforço bélico brasileiro incluiu o envio de oficiais aviadores para integrar o Grupo da Real Força Aérea britânica, da missão de médicos-cirurgiões à França e de uma Divisão Naval de Operações de Guerra (DNOG) à costa africana.

Alternativas
Comentários
  • Isso caiu em um vestibular, acho que da FGV.

  • O primeiro torpedeamento de navio brasileiro por submarino alemão ocorreu em abril/1917 (navio Paraná), que gerou revoltas de nacionalistas, renúncia do chanceler Lauro Müller, perseguições a empresas/clubes com origens germânicas e rompimento de relações diplomáticas com ALE. As tensões se seguiram por meses até novo bombardeamento, do navio Macau, em out/1917, quando então o governo brasileiro de Venceslau Brás declara guerra à ALE. O Brasil entra no final do conflito; a divisão naval brasileira, mal estruturada, se deslocou para Europa, mas não chegou a combater, tendo a tripulação sofrido com baixas pela gripe espanhola.

    Em relação aos detalhes trazidos pela questão, de fato, ocorreram esses envios de oficiais (algumas dezenas) e equipe médica para países da Entente. Uma síntese está aqui: https://www.dw.com/pt-br/o-dia-em-que-o-brasil-declarou-guerra-ao-imp%C3%A9rio-alem%C3%A3o/a-17824787

  • Aos não assinantes,

    Gabarito: CERTO

  • Certo.

    O Brasil participou diretamente da I Guerra Mundial.

    • DNOG: conjunto de forças brasileiras que foram enviadas para a Guerra.
    • objetivo de patrulhar a costa da África e participar da missão de observação no Mediterrâneo.
    • Enviou aviadores e enfermeiros/médicos para a França (Hospital do Brasil).
  • Segundo Doratioto e Vidigal, em Historia das Relações Internacionais do Brasil, 2014, p. 50, o Brasil declarou guerra à Alemanha em 1917, após o afundamento de navios mercantes brasileiros por submarinos alemães. Nesse contexto, o Brasil enviou:

    • 13 Oficiais aviadores para o 16o. Grupo da Royal Air Force
    • uma missão de médicos cirurgiões à França
    • soldados do Exército para proteção do Hospital do Brasil
    • oficiais que foram incorporados ao Exército francês
    • em agosto de 2018, foi enviada a DNOG - Divisão Naval de Operações de Guerra - com 6 navios de combate e 2 de apoio.


ID
3386170
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando a política externa brasileira no período conhecido como República Velha, julgue (C ou E) o item a seguir.



O afastamento brasileiro da Liga das Nações sinalizou o desengajamento da política externa brasileira no multilateralismo universal, que tinha, naquela época, seu núcleo nas potências europeias. A reorientação da política externa brasileira foi estimulada pelo governo norte-americano, que almejava estabelecer uma entente Brasil - Estados Unidos, assentada no compartilhamento de uma retórica pan-americanista.

Alternativas
Comentários
  • Por causa da participação do , o país ajudou a criar a Liga e foi um dos primeiros a integrar-se aos seus quadros.

    O Brasil foi por muito tempo o único país americano com assento no Conselho da Liga. Como não havia regras definidas para a ocupação dos assentos temporários, o Brasil passou a ser anualmente reeleito para o Conselho.

    No entanto, ao ser o único representante do continente americano, o governo brasileiro achava que deveria ter mais prestígio. Assim começa a campanha por obter um assento permanente no Conselho da Liga. Isto se transformou na meta diplomática fundamental do governo (1922-1926).

    O Brasil sustentava a tese de "representação americana” no quadro permanente do Conselho. Na ausência dos Estados Unidos, o Brasil seria o candidato da América com as melhores credenciais para ocupar esta vaga.

    Afinal era um país de dimensões continentais, grande população e comércio dinâmico.

    Porém, o Brasil não conseguiu reunir o apoio necessário para se eleger como membro permanente do Conselho. Então, o país se retirou da Liga das Nações em 1926.

    Fonte: https://www.todamateria.com.br/liga-das-nacoes/

    Bons estudos!

  • Tendo em mente os fatores explícitos pelo colega noutro comentário,

    pode-se dizer que no governo de Epitácio Pessoa (1919 a 1922), como elucida Doratioto, foram os últimos anos da apogeu da diplomacia brasileira na década de 1920, houve uma aproximação entre o Brasil e a Europa explícita diante de várias aberturas de embaixadas na Europa, a retomada dos projetos militares do Barão com a Missão Militar Francesa, dentre outros.

    O próximo presidente, Arthur Bernardes, Eugênio Garcia (Entre a América e a Europa) considera como símbolo da instabilidade diplomática brasileira que tem como objetivo conquistar o prestígio nacional diante das greves e o movimento tenentista.

    Ações:

    Elevação do órgão representativo brasileiro em Genebra para embaixada

    Busca atuar nas negociações sobre a inserção da Alemanha na Liga diante da Conferência de Locarno de 1925 que ja anteciparia essa inserção

    O Brasil tinha um posicionamento a favor da inserção da Alemanha na Liga, desde que fosse assegurado uma cadeira permanente ao Brasil

    Reações:

    O Brasil não é promovido

    Todos os países (Espanha tinha o mesmo posicionamento mas desiste em ultima hora) votam a favor da inserção da Alemanha, exceto o Brasil que o veta.

    A Carta da Liga exigia um consenso das nações para as decisões (umas das razões do fracasso da liga), ou seja, se um vetasse a decisão não seria tomada e entraria na próxima pauta se fosse o caso.

    O Conselho da Liga interpreta a ação como uma isolação ao multilateralismo proposto pela liga e começa a articular a saída do Brasil do Conselho para inserção da Alemanha

    Diante da ideologia da "honra nacional" o Brasil prefere se retirar da Liga antes que a articulação se concretize ou "volte atrás" no veto

    Erro da questão: "O afastamento brasileiro da Liga das Nações sinalizou o desengajamento da política externa brasileira no multilateralismo universal, que tinha, naquela época, seu núcleo nas potências europeias. A reorientação da política externa brasileira foi estimulada pelo governo norte-americano, que almejava estabelecer uma entente Brasil - Estados Unidos, assentada no compartilhamento de uma retórica pan-americanista."

    Pode-se dizer que os EUA emergiu dos escombros da Europa, uma vez que era o maior credor da dívida europeia no pós-guerra, ou seja, não há de se falar em potências europeias durante o período de recuperação pós-guerra.

    Também, a reorientação diplomática brasileira não se deu pelo estimulo dos EUA, o que houve foram ações tomadas de certa forma "eufóricas" com um proposito nacional de assegurar uma cadeira permanente no Conselho e uma promoção política de Arthur Bernardes no cenário interno.

    "De fato, segundo Garcia, a posição brasileira não estava clara nos anos de 1920. Inegavelmente satélites, cabia definir se orbitávamos a esfera de poder europeia ou se já havíamos nos transferido completamente para a esfera Norte-Americana(...)" (João Daniel Lima de Almeida)

  • Quando do afastamento do brasil da Liga das Nações, nossa política externa já havia deixado de ter como núvleo a Europa e reorientado sua atuação para a América Latina, em especial com o estabelecimento de uma "aliança não escrita com os EUA"..

  • Errado.

    Um dos objetivos de política externa do governo Artur Bernardes era transformar o Brasil em membro permanente do Conselho da Liga das Nações, o que demonstrava forte engajamento brasileiro no multilateralismo universal.

    Contudo, o Brasil não conseguiu apoio necessário e se retirou da Liga em 1926.


ID
3386173
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne aos projetos de implantação do federalismo no Brasil e aos respectivos desdobramentos nos planos interno e externo durante o período regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar da grande diferença nos regimes de governo do Brasil e dos Estados Unidos, fórmulas liberais norte-americanas para temas como federalismo, republicanismo, imigração e comércio encontravam eco no parlamento brasileiro. O período das regências, especialmente após a passagem do Ato Adicional de 1834, inaugurou um novo arranjo político no Brasil, em que os princípios republicanos norte-americanos já não pareciam confrontar tão abertamente os da monarquia constitucional brasileira.

Alternativas
Comentários
  • REFORMAS DO ATO ADICIONAL

    - suspensão do exercício do Poder Moderador

    - suspensão do Conselho de Estado, órgão de assessoria do Imperador

    - criação das Assembleias Legislativas Provinciais

    - substituição da Regência Trina pela Regência Una (mandato de 4 anos) e eleita pelas Assembleias Provinciais 

    - criou ainda o Município Neutro do Rio de Janeiro

  • O Ato Adicional foi uma tentativa de instituir o Federalismo,

    Suspendeu o Conselho de Estado, transformou a corte em um município neutro e desvinculado do RJ, estabeleceu uma regência de caráter uno e permanente.   

    A vitória de Feijó na instituição do Ato Adicional de 1834, implicou na primeira Eleição Geral do Brasil, sendo uma das primeiras “Experiências Republicanas” do Brasil. (FUNAG)

    (certo)

  • Pode-se entender o Ato Adicional de 1834 como “solução de compromisso” dos liberais junto ao cenário político da época. Ocorreu a extinção do Conselho de Estado, a transformação da Corte em município neutro e a criação da regência una, além de medidas que disciplinavam o regime fiscal brasileiro. Ficou marcado o ápice do liberalismo no Brasil, com um regime praticamente republicano, onde se elegeria o chefe de governo a cada quatro anos, em pleito eleitoral. Em 1835 foi eleito o Padre António Feijó para ocupar a regência e aprofundar as reformas liberalizantes. 

  • Com o Ato Adicional, esboçava-se um modelo que concedia às províncias um grau maior de autonomia. Além disso, a eleição de um único regente, diretamente pelo povo, aproximava o Brasil de um cenário republicano. Por isso, vários historiadores consideram o Período Regencial como uma experiência republicana no meio de dois reinados.

    A questão fala em regimes de governo, apesar de o mais acertado seria dizer em diferenças de formas de governo, já que o Brasil possuía uma monarquia, enquanto os Estados Unidos possuíam, desde a sua fundação, a República.

    Ainda assim, como esse não é o ponto central da questão, o item está correto.

    Resposta: Certo


ID
3386176
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne aos projetos de implantação do federalismo no Brasil e aos respectivos desdobramentos nos planos interno e externo durante o período regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.



A Revolta dos Cabanos congregava diferentes grupos sociais insatisfeitos com a abdicação de D. Pedro I e com a apatia dos primeiros meses de governo regencial. Em vista desse contexto de inquietação das elites provinciais, o Senado aprovou o Ato Adicional de 1834, que revisava a Constituição de 1824 reforçando os mecanismos de atuação do Poder Executivo por meio da criação do Conselho de Estado, da eleição de regente único e do reforço do papel dos presidentes provinciais, eleitos indiretamente pelas assembleias provinciais.

Alternativas
Comentários
  • REVOLTA DOS CABANOS (Cabanagem) - revolta popular e social ocorrida durante o Império do Brasil de 1835 a 1840 - NÃO FOI APÓS ABDICAÇÃO

    1823 - criação do Conselho de Estado - Após dissolvição da Assembleia

    Presidentes das províncias eram nomeados diretamente pelo Imperador

    não tinha um mandato, podendo ser exonerado ou pedir afastamento à revelia.

    Assembléia Local escolhia os vice-presidentes, teoricamente aptos a exercer interinamente o cargo vago, até que novo presidente fosse nomeado por Carta Imperial e assumisse o cargo.

  • - Cabanagem : 

    -ONDE ? (Pará)  -QUANDO ? (1835 - 1840) 

    -QUEM PARTICIPOU ? Cabanos, homens e mulheres pobres, negros, indígenas e mestiços que viviam em casas semelhantes a cabanas.

    -QUAIS OBJETIVOS ? Acabar com as desigualdades sociais e a exploração, defendiam o fim da escravidão e a distribuição de terras para os lavradores. 

    - OBTEVE ÊXITO ? NÃO , pois eram desorganizados e o movimento foi repreendido pelas tropas enviadas pelo governo

  • A Revolta dos Cabanos não deve ser confundida com a Cabanagem!

  • Existem vários erros na questão:

    1) O enunciado não deixa muito claro se está se referindo a "Guerra dos Cabanos" ou "Cabanagem". Sao revoltas diferentes, a primeira no interior de Pernambuco e a segunda no Pará. Creio que estejam fazendo referencia a guerra dos Cabanos, visto que a outra é mais conhecida como Cabanagem. Sendo a revolta de Pernambuco, a primeira parte da questão esta correta.

    2)O Ato Adicional de 1834 não reforçava o poder executivo, ao contrario, enfraquecia e suprimiu(eliminou) o Conselho de Estado. Deu maiores autonomias as províncias.

    3) Os presidentes de províncias, diferente do que diz a questão, continuaram a ser designados pelo governo central. Se não me falha a memoria foi esse o motivo do inicio da Cabanagem(Pará), a escolha do presidente desta província pela regência.

  • já matei quando falou que criou o conselho de estado sendo que ao invés disso o mesmo foi excluído e foi criado as camaras provinciais

  • A Cabanagem foi uma rebelião ocorrida no Brasil de 1835 a 1840, na província do Grão-Pará, que incluía os atuais estados do Pará e do Amazonas. Não deve ser confundida com a Cabanada, um movimento de outro tipo que ocorreu em Pernambuco de 1832 a 1835.

    A revolta recebeu o nome de Cabanagem porque a maioria dos rebelados era pobre e morava em cabanas nas margens dos rios. Muitos eram indígenas e mestiços, e eram chamados de cabanos.

    As condições de vida eram difíceis para grande parte da população do Grã-Pará. Havia muita pobreza, violência e .

    Os comerciantes e fazendeiros, por sua vez, estavam descontentes com a Regência. Não aceitavam o presidente da província (que equivalia ao governador de hoje em dia) nomeado pelo governo regencial. Além disso, queriam participar mais das decisões políticas locais.

     A Cabanada ocorreu em Pernambuco de 1832 a 1835. Essa foi uma revolta um pouco diferente das demais rebeliões do período regencial.

    A maioria das revoltas da Regência buscava mais autonomia para as províncias. Já os rebelados da Cabanada desejavam a volta do governo centralizado de dom Pedro I.

    Excelente explicação disponível em https://youtu.be/bdmYPfMMguk

  • diferentes grupos sociais insatisfeitos ideia de todos os grupos sociais participando

  • EU ACERTEI A QUESTÃO POR LER CUBANOS AO INVES DE CABANOS... QUE COISA NÃO?! KKKKKK

  • No Império do Brasil houve três Conselhos de Estado distintos

    1. 1822 a 1823: Conselho dos Procuradores Gerais das Províncias do Brasil, criado antes da Independência do Brasil (1822), em 16 de fevereiro de 1822.
    2. 1823 a 1834: criado por D. Pedro I após a dissolução da Assembleia Constituinte de 1823, teve papel central na elaboração da Constituição brasileira de 1824, e foi suspenso pelo Ato Adicional de 1834.
    3. 1842 a 1889: restaurado em 1842 (criado pela Lei nº 234, de 23 de novembro de 1841), dissolvido pela Proclamação da República (1889).

ID
3386179
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne aos projetos de implantação do federalismo no Brasil e aos respectivos desdobramentos nos planos interno e externo durante o período regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.



O reconhecimento das independências da República do Piratini e, de maneira mais efêmera, da República Juliana, pelos governos da Argentina, do Uruguai, do Paraguai e da Itália, constitui elemento evidente da capacidade de articulação interna e externa dos grupos envolvidos na Revolução Farroupilha. Para debelar a revolta, o governo imperial viu-se forçado, no plano interno, a fazer uma série de concessões aos líderes da revolução e, no plano externo, a desenvolver uma política mais agressiva contra o governo de Juan Manuel Rosas, que apoiava os insurgentes farroupilhas.

Alternativas
Comentários
  • República Rio-Grandense ou de Piratini e República Juliana não foram reconhecidas por nenhuma nação.

  • É importante ressaltar que Rosas também era um charqueador, como é estudado nas obras de Doratioto, assim, os Farroupilhos eram visto, por Rosas, como concorrentes, também, os Farroupilhos utilizavam o porto de seu inimigo em Montevidéu para o comércio.

    Na analise do restante da questão, aplica-se a famosa teoria que diz que se nunca li nada a respeito disso (reconhecimento da independência do Piratini) então deve ser falso kk

  • Rosas não apoiava os farroupilhas.

  • governo imperial

    Posso esta enganado, mas o que me fez considerar a questão de fato errada foi essa parte. O governo no período era o regencial, governo de trânsito para o imperial, mas não podemos dizer que era imperial.

    Se a republica de Piratini foi ou não reconhecida pelos países citados eu sinceramente não li nada sobre.

  • Nem a República Rio-Grandense e nem a República Juliana foram reconhecidas por nenhum outro Estado.

  • Detalhe: não havia uma Itália unificada para reconhecer qualquer independência no período da Revolução Farroupilha (1835-1845), a unificação da Itália só ocorre em 1861. Se algum Reino ou Estado, do que viria a formar a Itália, tivesse reconhecido a independência naquele momento, teria sido o Reino da Sardenha, Reino das Duas Sicílias, Reino de Veneza, Estados Papais, etc.

  • Gabarito: Errado

    A Revolução Farroupilha, ocorrida no extremo sul do país entre 1835 e 1845, foi fruto de uma insurreição gaúcha que liderou um esforço separatista frente ao governo central em decorrência de gravíssimos descontentamentos tributários dentro da oligarquia da região.

    A questão fala do reconhecimento da República do Piratini, mais conhecida como República Riograndense, foi proclamada em 11 de setembro de 1836 pelo general Antônio de Sousa Neto e foi presidida por Bento Gonçalves e Gomes Jardim. Entretanto, contrariamente ao afirmado no item, nunca obteve reconhecimento internacional formal, com exceção do Uruguai. A República do Piratini seria dissolvida em 1845 na ocasião da celebração dos acordos de paz com o governo central, quando o Rio Grande do Sul volta a ser parte do Império do Brasil sem maiores contestações.

     

    Em relação à República Juliana, esta correspondeu à brevíssima adesão de Santa Catarina à revolta gaúcha em 1839, proclamando uma república e declarando-a confederada à República do Piratini. Fundada pelo general Canabarro, a República Juliana durou menos de quatro meses, sendo debelada em novembro de 1839, quando as tropas legalistas do Brasil tomaram Laguna, sua capital. Até por sua brevidade, da mesma forma que a República do Piratini, a República Juliana jamais foi reconhecida internacionalmente e sua experiência foi logo sufocada pelos esforços do Império.

     

    Por fim, os termos de paz firmados em 1845 garantiram algumas reivindicações aos rebeldes, isso é verdade. Eles até conseguiram introduzir alguns artigos da República do Piratini em suas formas de organização provincial, mas não como afirmado na questão, que afirma que houve uma série de concessões. Entretanto, as tensões contra Juan Manuel Rosas se tornariam insuportáveis em 1851, quando o governo brasileiro empreendeu então, uma ação "preventiva" contra a Argentina de Rosas, assim como e o Uruguai de Oribe, destruindo as pretensões argentinas sobre o restabelecimento de um grande Vice-Reinado do Prata sob o controle de Buenos Aires. No entanto, importante destacar que na Guerra do Prata (1851-1852), o governo imperial contou com grande apoio de antigos membros farroupilhas, que também viam com péssimos olhos as pretensões imperialistas de Rosas.

    Portanto, item ERRADO.

  • A república Rio grandense chegou a assinar tratados com os colorados Uruguaios liderados por Rivera e provinciais Argentinas de Entre ríos e Corrientes: Tratado de Caingue (1838), Tratado de SAN Fructuoso (1841) Convênio de Corrientes (1842). Então a parte do reconhecimento por outros estados não está totalmente errada, apesar de questionável “Itália” pois sequer existia ainda. Quanto à política imperial, foi o contrário: Dom Pedro tentou se aproximar de Rosas (assinam Tratado em 1843), mas depois da Batalha de Arroyo Grande (vitória de Oribe no interior do Uruguai, praticamente isolando os colorados em Montevideu) , Rosas se afasta e não ratifica o documento. Resultado: império e Farroupilhas sem entendem, com grandes concessões aos gaúchos, e só depois da Paz de Poncho Verde o império consegue se organizar contra Rosas.
  •  Juan Manuel Rosas não apoiava os Farroupilhas do RS.

    GAB. ERRADO.

  • Em razão da Revolução Farroupilha, o governo brasileiro precisou abrir mão de uma política mais agressiva na região do Prata, chegando a promover acordos com Buenos Aires. A situação só se modifica com o fim da revolta, quando o Império adere à coalizão contra Rosas, que é derrotado em 1852.


ID
3386182
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne aos projetos de implantação do federalismo no Brasil e aos respectivos desdobramentos nos planos interno e externo durante o período regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Estimulada pelo partido liberal e com o apoio do Clube da Maioridade, a antecipação da maioridade legal de D. Pedro II contava com o apoio dos próprios governistas conservadores. A instabilidade do sistema eletivo das regências e a inquietação diante das várias rebeliões provinciais levaram a um consenso entre a elite política a respeito da necessidade de se recorrer à figura monárquica para apaziguar a nação.

Alternativas
Comentários
  • gabarito certo

    -Golpe da Maioridade = vitória do projeto centralizador de José Bonifácio. (tutor de Pedro)

    -Os liberais abriram mão de relativa autonomia provincial em nome da união dos estados e da estabilidade política da nação

    bons estudos

  • O período regencial foi marcado por inúmeras revoltas provinciais as quais a única solução visível seria a emancipação de Pedrinho (D Pedro II)
  • Face ao regresso conservador (1837-40), os liberais buscaram evitar uma concentração excessiva de poder nos conservadores. Fizeram-no propondo a antecipação da maioridade do Imperador, que atuaria como engrenagem simbólica do poder estatal. Aos conservadores, não seria possível opor a ascensão do monarca, já que eles mesmos criam na força simbólica do Imperador como esteio da estabilidade. A solução, enfim, agradou a todos.

  • A antecipação da Maioridade foi apresentada como solução para a luta entre facções políticas e para as revoltas provinciais. Como o novo Imperador era visto como neutro nas lutas políticas que se desenvolviam, este fator era visto como importante para acalmar os ânimos.

    Neste contexto, foi criada, em 1840, por proposta do senador José Martiniano de Alencar, pai do romancista José de Alencar, a Sociedade Promotora da Maioridade, que logo passou a se chamar Clube da Maioridade. Ao mudar de nome, este clube que promovia campanhas para que o herdeiro assumisse logo o trono, passou a ser presidido por Antônio Carlos de Andrada, um dos líderes do Partido Progressista, ou seja, um liberal. A campanha, que também tinha apoio da imprensa, ganhou a Câmara e o Senado, além de ter insuflado diversas manifestações populares.

    Desta forma, os representantes liberais apresentaram à Assembleia Geral um projeto de declaração da maioridade de Dom Pedro II.

    Apesar de ter sido estimulada pelo partido liberal e com o apoio do Clube da Maioridade, a antecipação da maioridade legal de D. Pedro II contava também com o apoio dos próprios governistas conservadores. A instabilidade do sistema eletivo das regências e a inquietação diante das várias rebeliões provinciais levaram a um consenso entre a elite política a respeito da necessidade de se recorrer à figura monárquica para apaziguar os ânimos da nação.

    Resposta: Certo

  • O clube da maioridade - formado por liberais - em apoio a Dom Pedro II, propiciou o golpe da maioridade. Entretanto, para que se colocasse fim à instabilidade do período regencial, houve concordância entre ambos os grupos com relação à ascensão de dom Pedro ao poder.


ID
3386185
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito dos partidos políticos, das respectivas propostas para a organização institucional e do sistema eleitoral no Segundo Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.


Entre as principais reformas apoiadas pelo Regresso conservador de 1840, constavam o fortalecimento da Justiça eletiva, o restabelecimento do Conselho de Estado e o fim da vitaliciedade dos senadores.

Alternativas
Comentários
  • No texto constitucional, debatido e aprovado pelo Congresso Constituinte nos anos de 1890 e 1891, foram abolidas as principais instituições monárquicas, como o Poder Moderador, o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado. 

    item E.

  • Com o regresso dos conservadores ao poder em 1840 ocorre o reestabelecimento do Conselho de Estado, a reforma do Código de Processo Criminal, e a Guarda Nacional condicionada ao Ministro de Justiça.

    As reformas traduzem o ímpeto centralizador. Logo, o erro da questão está em afirmar que os conservadores apoiavam o fim da vitaliciedade dos senadores.

  • Junior M,

    mas a constituição de 1891 não tem nenhuma relação com essa questão...

  • Conservadores eram contra a Justiça eletiva.

  • O Regresso conservador não queria o fim do Senado Vitalício.


ID
3386188
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito dos partidos políticos, das respectivas propostas para a organização institucional e do sistema eleitoral no Segundo Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.



A base social do Partido Liberal era majoritariamente composta por profissionais liberais e grandes proprietários rurais, ao passo que, no Partido Conservador, predominavam os grandes proprietários rurais e burocratas.

Alternativas
Comentários
  • Havia mais semelhanças do que de fato diferenças entre Saquaremas (conservadores) e Luzias (liberais). Os Grupos elencados compunham de fato as bases de cada. item CERTO!
  • EXISTIAM DUAS CORRENTES POLÍTICAS:

    *Liberais: profissionais liberais urbanos, latifundiários ligados a produção para o mercado interno (áreas mais novas).

    *Conservadores: grandes comerciantes, latifundiários ligados ao mercado externo, burocracia estatal.

    Sem divergências ideológicas, disputavam o poder mas convergiam para a conciliação. Ambos representavam elites econômicas

    Gabarito: Certo

  • "Nada se assemelha mais a um “saquarema” do que um “luzia” no poder"

    A fala de Holanda Cavalcanti mostra que os dois partidos eram essencialmente iguais, pois concordavam com a manutenção da monarquia e da escravidão do Brasil. A origem dos dois partidos é comum, já que surgiram a partir do antigo “Partido Liberal” que existiu até a Regência de Diogo Feijó, quando houve a cisão entre os regressistas e os progressistas. Mas havia diferenças que eram apresentadas quando um ou outro se encontrava no poder.

    https://www.preparaenem.com/historia-do-brasil/saquaremas-luzias-os-partidos-imperio.htm


ID
3386191
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito dos partidos políticos, das respectivas propostas para a organização institucional e do sistema eleitoral no Segundo Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.



Durante o período da chamada Conciliação, as reformas no sistema eleitoral ensejadas pela Lei dos Círculos de 1855 contemplaram o estabelecimento do voto distrital com o objetivo de romper o monopólio das grandes bancadas provinciais.

Alternativas
Comentários
  • A primeira reforma eleitoral do império que ficou conhecida

    como a “Lei dos Círculos”.

    O intuito da reforma era evitar a fraude e aproximar

    o povo de seus representantes agora eleitos sob a forma

    do voto distrital, extinguindo a lista onde o distrito era

    toda a Província. Em nome da moralidade, ficavam ainda

    proibidos de concorrer nos círculos (distritos) onde exerciam

    função, os funcionários públicos graduados como

    os juízes, os delegados de polícia, e os presidentes de

    província.

    Manual do candidato: Prof.

    João Daniel

  • A conciliação é frequentemente considerada um

    marco da estabilidade política do Império; poderia ter

    durado mais não fosse a morte prematura de seu líder, o

    Marquês do Paraná.

    Manual do candidato: Prof.

    João Daniel

  • O gabarito desta questão é: CERTO

  • " [...] Em 1855 foi introduzido o sistema distrital, ou majoritário, para diminuir o peso das bancadas provinciais. Essa mesma reforma introduziu vários impedimentos às candidaturas de funcionários públicos, sobretudo de juízes e presidentes de província."

    SCHWARCZ, Lilia Moritz. História do Brasil Nação. (Vol. 2).Página 118, § 2 (paragrafo segundo).

  • Reformas eleitorais no Império:

    • Lei de 1846: renda precisaria ser comprovada em prata.
    • Primeira Lei dos Círculos (1855): cria o voto distrital e impõe critérios de elegibilidade (moralização do processo)
    • Segunda Lei dos Círculos (1860): aumenta o tam. dos círculos.
    • Lei do Terço (1875): pelo menos 1/3 dos representantes das províncias precisariam ser da oposição. Resultado: enfraquece os liberais.
    • Lei Saraiva (1881): criou o título de eleitor, voto direto, censo literário.

    Voto para as Cortes de 1822: voto masculino direto e sem censo de renda.

    Voto na Const. de 1824: indireto, censitário, homens maiores de 25 anos ou casados, bacharéis. Conscritos e religiosos não votavam. Eleitor de paróquia (100c.r.) -> eleitor de província (200c.r.) -> deputado (400c.r.) -> senador (800c.r., lista tríplice enviada ao Imperador p/ escolha).

    Voto na Regência (Ato Adicional de 1834): voto direto, regência una (experiência republicana)


ID
3386194
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito dos partidos políticos, das respectivas propostas para a organização institucional e do sistema eleitoral no Segundo Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.



Os liberais republicanos organizaram-se ao redor da contestação de posicionamentos saquaremas. As principais formas de protesto deles foram consideradas radicais, o que os alijou dos cargos políticos.

Alternativas
Comentários
  • Na primeira eleição para a Câmara dos Deputados, os liberais contrataram capangas que distribuíram “cacetadas”, ameaçaram de morte seus adversários políticos (saquaremas).

    Este episódio ficou conhecido como "Eleições do Cacete.

    D. Pedro II formou seu primeiro gabinete com a maioria dos políticos do Partido Liberal (luzias).

    1841 - D. Pedro II substituiu o ministério liberal, por um de maioria do partido Conservador (saquaremas).

    Não alijou, apenas restringiu.

  • O que os alijou do poder foi o rodízio entre os partidos estabelecido pelo Imperador e as anulação das primeiras eleições e estabelecimento de novas, as quais favoreceram os conservadores. A partir dessa perda de poder é que começam as revoluções.

  • Alijou vem do verbo alijar. O mesmo que: arremessou, lançou, afastou,expulsou, eliminou.

  • A prova objetiva do CADC, há muitos anos, é feita num sistema em que cada questão é apresentada com um comando geral e depois são feitas 4 afirmativas sobre aquele tema.

    Pois bem, o comando da questão remete a organização política do segundo reinado. Se refere a todo ele, já que não há nenhuma observação limitando um período específico. É um período de 50 anos, já que Pedro II é coroado em 1841 (depois do golpe da maioridade) e deposto em 1891.

    Como a afirmativa também não limita o período, para que estivesse correta, os liberais teriam que ter sido alijados do poder durante todo ou, pelo menos, a maior parte do 2º Reinado. Como o que aconteceu foi uma constante alternância entre conservadores e liberais no 2º Reinado, a assertiva está errada.

  • Saquarema era conservador e não liberal.

    GAB. ERRADO

  • Os liberais republicanos não foram alijados de cargos públicos durante o Segundo Reinado. Falar em liberalismo republicano, no Brasil, é falar da política doméstica a partir de 1870, data em que se lança o Manifesto Republicano, com menção especial para a fundação, em 1873, do Partido Republicano Paulista (com participação dos futuros presidentes Campos Salles e Prudente de Morais).

    É incorreto afirmar que o movimento republicano era, à época, subversivo ou radical. Tanto é que Benjamim Constant, republicano assumido, viria a conduzir a educação dos netos de D. Pedro ao longo dos anos 1870 e Lafayette Rodrigues Pereira, signatário do Manifesto Republicano, assumiria a presidência do Conselho de Minsitros em 1883 por indicação direta do Imperador.

  • Os liberais republicanos ou liberais exaltados foram excluídos do processo legislativo, mas isso foi durante a Regência (1831-1834). Apenas quando falassem em República, já na década de 1860, voltariam a ter relevância.


ID
3386197
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando as pressões britânicas pelo fim do tráfico atlântico de escravizados e as posições brasileiras acerca do tema a partir da década de 1840, julgue (C ou E) o item a seguir.



Na década de 1840, ocorreu um acirramento das pressões inglesas contra o tráfico atlântico, resultando em apreensões de navios pela Marinha britânica. Essa atitude foi justificada pelo Foreign Office com base no tratado firmado com o governo brasileiro em 1826, o que levou à promulgação unilateral do Ato Aberdeen de 1845.

Alternativas
Comentários
  • Na década de 1840, ocorreu um acirramento das pressões inglesas contra o tráfico atlântico, resultando em apreensões de navios pela Marinha britânica. Essa atitude foi justificada pelo Foreign Office com base no tratado firmado com o governo brasileiro em 1826, o que levou à promulgação unilateral do Ato Aberdeen de 1845.

    Não vejo erros, o ato foi unilateral sim, sendo consequência dele, após um tempo, foi promulgada a LEI Euzébio de Queiroz..

  • DATA: 23 nov.1826

    ASSUNTO: Tráfico de escravos

    EVENTOS: O Brasil assume mediante Convenção com a Grã-Bretanha para a abolição do tráfico de escravos, os compromissos portugueses de 1817 e se obriga a cessar o comércio negreiro em três anos a contar da data de ratificação, isto é, em março de 1830. Assinaram os Plenipotenciários brasileiros Marquês de Inhambupe e Marquês de Santo Amaro e o Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário britânico Robert Gordon.

    DATA: 08 ago. 1845

    ASSUNTO: Tráfico de escravos

    EVENTOS: Sancionado pelo Parlamento inglês o bill Aberdeen, pelo qual navios negreiros, independentemente de estarem ou não transportando escravos no momento da abordagem, poderão ser capturados e julgados pelo Alto Tribunal do Almirantado.

    "em toda história do Brasil, esse foi o momento em que mais perto se chegou de um conflito direito com um potencia predominante do sistema internacional"

  • Manteve o Tráfico Clandestino

    Navios Ingleses Interceptariam navios de traficantes de escravos no Atlântico Sul

  • GAB CERTO

    -Não foi uma lei abolicionista no Brasil, mas foi importante também. A lei Bill Aberdeen foi uma lei inglesa aprovada em 1845, que concedia direitos à Marinha Real britânica de atuar de maneira rígida contra o tráfico negreiro, que trazia milhares de africanos para o Brasil anualmente. Essa medida drástica foi tomada pela Inglaterra por conta da falta de iniciativas do governo brasileiro em pôr fim ao tráfico de escravos. 

  • não foi a lei de 1826...foi uma represália por conta da tarifa alves branco, que vai até 1860.


ID
3386200
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando as pressões britânicas pelo fim do tráfico atlântico de escravizados e as posições brasileiras acerca do tema a partir da década de 1840, julgue (C ou E) o item a seguir.



No interior do território brasileiro, ocorreu forte pressão dos proprietários de escravizados por modificações ou mesmo revogação da Lei de 7 de novembro de 1831. As posturas de defesa do tráfico apelavam à soberania nacional e à necessidade de mão de obra.

Alternativas
Comentários
  • GAB: C

    Lei Feijó, também conhecida como Lei de 7 de novembro de 1831 (data de sua promulgação), foi a primeira lei a proibir a importação de escravos no Brasil, além de declarar livres todos os escravos trazidos para terras brasileiras a partir daquela data.

    O governo brasileiro se esforçou por quase cinco anos para aplicá-la, mas depois passou a ser "lei para inglês ver". Somente com a Lei Eusébio de Queirós, de 1850, o tráfico negreiro passou a ser efetivamente combatido pelo Império Brasileiro.

  • A Lei Feijó decorreu em grande medida do acordo brasileiro com a Inglaterra firmado em 1827, no contexto do reconhecimento da Independência. Nele estava previsto que dentro de 3 anos o Brasil extinguiria o tráfico negreiro.

  • GAB C-COMPLEMENTO

    Leis abolicionistas: 

    -A Lei Feijó, também conhecida como Lei de 7 de novembro de 1831 (data de sua promulgação), foi a primeira lei a proibir a importação de escravos no Brasil, além de declarar livres todos os escravos trazidos para terras brasileiras a partir daquela data. 

    -Não foi uma lei abolicionista no Brasil, mas foi importante também. A lei Bill Aberdeen foi uma lei inglesa aprovada em 1845, que concedia direitos à Marinha Real britânica de atuar de maneira rígida contra o tráfico negreiro, que trazia milhares de africanos para o Brasil anualmente. Essa medida drástica foi tomada pela Inglaterra por conta da falta de iniciativas do governo brasileiro em pôr fim ao tráfico de escravos. 

    1-Eusébio de queirós (1850): proibia o tráfico negreiro. 

    2-Lei do ventre livre/ rio branco (1871): libertava os bebês nascidos dos escravos brasileiros, mas, na prática, fez com que eles ficassem na escravidão até os 21 anos. 

    3-Lei do sexagenário/ saraiva-cotegipe (1887): maiores de 60 anos eram livres. 

    4-Lei Áurea (1888): fim da escravidão. 

    1. não pode ser vista como uma concessão da monarquia, sendo resultado de um longo processo de luta e resistência que contou com a presença ativa de escravizados e escravizadas para sua libertação do cativeiro. 
    2. Escravizados receberam apoio de muitos setores da sociedade da época ligados ao movimento abolicionista, sendo Luís Gama, filho de escrava e advogado autodidata, um dos personagens mais célebres e atuantes, empenhando-se na libertação de centenas de cativos e cativas. 
    3. Os segmentos da sociedade adeptos do regime escravista defendiam a “emancipação gradual” e nutriam o profundo receio de que a abolição imediata da escravidão trouxesse desorganização econômica e provocasse o caos social. 
    4. abolição não foi acompanhada das reformas necessárias para a inclusão social dos libertos e seus descendentes. 

  • O ínterim da escravidão no Brasil no século XIX passa, necessariamente, pela resistência dos senhores em acatar o fim do comércio de escravos. O tráfico (que passou a sê-lo em 1831, após a Lei Feijó) atingiu níveis surreais no Brasil nas décadas de 1830 e 40, e, quando da promulgação da Lei Eusébio de Queiróz (1850), o comércio de cativos interprovincial se acentuou dramaticamente, ocorrendo o mesmo com o furto de escravos advindos de propriedades menores. 


ID
3386203
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando as pressões britânicas pelo fim do tráfico atlântico de escravizados e as posições brasileiras acerca do tema a partir da década de 1840, julgue (C ou E) o item a seguir.



Os saquaremas mostraram-se favoráveis à reabertura formal do tráfico. Além disso, defenderam projetos de importação de colonos livres de todas as partes do mundo.

Alternativas
Comentários
  • Se os Saquaremas (conservadores) fossem favoráveis à reabertura do tráfico não teriam criado todas as leis abolicionistas, posteriores a de 1831, do segundo reinado.

  • GAB: E

    CONTEXTUALIZANDO ...

    O grupo político dos liberais moderados dividiu-se por volta de 1837 nas alas regressista e progressista, formando, a partir de 1840, dois partidos políticos. O Partido Conservador, constituído pelos regressistas e apelidado de Saquarema e o Partido Liberal, formado pelos progressistas e chamado de Luzia.

    Luzias e Saquaremas dominaram o cenário político do Segundo Reinado. Os conservadores defendiam um governo imperial forte e centralizado, enquanto os liberais lutavam por uma descentralização, concedendo certa autonomia às províncias. No entanto, quando conquistavam o poder, liberais e conservadores não apresentavam atitudes muito diferentes.

  • CONSERVADORES (SAQUAREMAS) > FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS > PODER CENTRALIZADO E FORTE

    LIBERAIS (LUZIAS) > PROFISSIONAIS LIBERAIS > PODER DESCENTRALIZADO ( + AUTONOMIA) 

    Dentre os conservadores , destaca-se Eusébio de Queirós .

  • Galera

    sobre as ações emancipacionistas durante o 2º Reinado é bom lembrar que TODAS as medidas emancipacionistas foram editadas pelos conservadores: Lei Eusébio de Queirós (1850), Lei do Ventre Livre (1871), Lei dos Sexagenários (1885), Lei Áurea (1888).

    Era preferível que tais medidas ocorressem durante mandato conservador, pois as tensões políticas seriam mais brandas e as medidas em si seriam moderadas, paliativas. (é a ideia de mudar para que outros não mudem de forma brusca)

  • Vale lembrar que "de todas as partes do mundo" é muito exagerado. Por influência do Darwinismo Social vigente à época, primava-se pela "importação de colonos" europeus, já que as outras raças eram geralmente consideradas piores ou "envenenadas".

  • Saquarema (conservadores) e Luzia (liberais):

    1) Eram os dois principais grupos políticos do Brasil Império;

    2) Não chegavam a representar os interesses ou projetos políticos;

    3) Pois aceitavam e defendiam a manutenção da escravidão e do monopólio da terra, discordando apenas na questão da centralização, ou não, do poder.

  • Vários comentários incorretos. Conservadores e liberais tinham, sim, projetos diferentes, seja pela centralização (defendida por conservadores) x descentralização/federalismo (defendida por progressistas/luzias), na ópitca de José Murilo de Carvalho (Teatro das Sombras), seja pelo embate acerca da organização do Judiciário (conservadores defenderiam magistratura profissional ou modelo francês, enquanto os liberais defenderiam magistrados eleitos, juízes de paz, modelo americano), conforme tese de Miriam Dohlnikoff (historiografia da prova de 2019 do IRB).

    Os saquaremas (conservadores da elite cafeicultora do Vale do Paraíba) eram contra o fim do tráfico, portanto,  mostraram-se favoráveis à reabertura formal do tráfico, sim! Exemplo disso é que, com o início do Regresso Conservador (1837), ainda durante a Regência, a Lei Feijó para de ser aplicada. Até 1835-36, ela havia surtido efeito, mas a ascensão dos conversadores do Vale do Paraíba altera a situação.

    Isso não tem nada a ver com o fato de terem sido os conservadores a aprovarem as leis abolicionistas, seja a Euzébio (1850), seja a Lei do Ventre Livre (1871), diferentemente do que está dizendo Gustavo Araújo aí nos comentários. A Lei Euzébio foi aprovada por pressão britânica, que além de ter decretado o Bill Aberdeen (1845), começara a adentrar nas águas territoriais do Brasil, desde 1849, para capturar navios negreiros. A situação causava revolta da população, além do fato de que os senhores de escravos (OS PRÓPRIOS CONSERVADORES) estavam muito endividados com os traficantes, já que os preços de escravos haviam aumentado desde a Bill Aberdeen. Isso tudo está explicado por Leslie Bethell. Existe também a explicação de Amado Cervo, de que teria sido uma decisão soberana, mas, mesmo nessa óptica, o motivo para a Lei Euzébio seriam questões de segurança nacional e saúde pública (surto de febre amarela), e não porque os conservadores eram favoráveis à abolição, isso não existia como pauta do partido (diferentemente dos liberais).

    Já com relação às demais leis abolicionistas, ocorreu pelo que Ângela de Castro Gomes chamou de "sequestro da agenda liberal", após o fim do Partido Progressista (1868). A aprovação da Lei do Ventre Livre, apesar de ter ocorrido num gabinete conservador (Rio Branco), só foi possível por muito lobby e pelos votos de conservadores funcionários públicos (que foram ameaçados de perder o cargo) e do Norte/Nordeste, onde já não havia tanto escravo, em razão do tráfico interprovincial que se iniciou em 1850. A Lei Saraiva-Cotegipe (Sexagenários), por sua vez, foi redigida por um LIBERAL (Sousa Dantas), e sua aprovação pelos conservadores só foi conseguida justamente pela saída dos liberais e pela desconfiguração do projeto inicial em uma lei muito mais branda para os senhores de escravos.

  • Além dos comentários sobre as medidas abolicionistas feitas pelos gabinetes saquaremas, a parte de " projetos de importação de colonos livres de todas as partes do mundo" também está errada, visto que o Senado foi contra o Tratado de Amizade com a China em 1881, por querer evitar trazer "pardos" ao Brasil (vigorava o pensamento da superioridade do homem branco, havia um projeto de braquiação da população)

  • Saquarema e luzia eram as alcunhas dadas aos membros dos partidos Conservador e Liberal, respectivamente. Os Conservadores eram conhecidos por saquaremas pelo fato de vários de seus membros residirem no município fluminense de Saquarema, que passou a ser também local de reuniões do partido.

    SIMPLES..

  • Os políticos regressistas tinham perfeita noção da importância do estabelecimento de alianças com o maior número de pessoas possível para a implementação de seu projeto. Defensores ferrenhos do regime escravista de produção, consideravam os barões do café os seus parceiros preferenciais, tornando-se seus porta-vozes no Governo Imperial. Esse grupo político - chamado "Saquarema" devido ao fato de um dos seus líderes, o Visconde de Itaboraí, possuir uma fazenda na localidade de Saquarema - vai, assim, ampliando seu espaço de atuação na cena política do país durante grande parte do Governo pessoal de D. Pedro II.

    Os políticos regressistas não escondiam o apoio à continuidade e mesmo à intensificação do tráfico negreiro, uma necessidade, segundo eles, para o desenvolvimento da economia do país.

    Fonte: http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/africa_civiliza.html#:~:text=Os%20pol%C3%ADticos%20regressistas%20n%C3%A3o%20escondiam,desenvolvimento%20da%20economia%20do%20pa%C3%ADs.

    espero ter ajudado!

  • Regressistas, conservadores e saquaremas eram as mesmas coisas ou são denominações históricas?

  • Tá perigoso confiar nesses comentários ultimamente kkkkkkkk


ID
3386206
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Considerando as pressões britânicas pelo fim do tráfico atlântico de escravizados e as posições brasileiras acerca do tema a partir da década de 1840, julgue (C ou E) o item a seguir.



A aprovação da Lei Eusébio de Queiroz, em 1850, acarretou mudanças na política do Estado brasileiro, com a repressão à entrada de novos africanos escravizados e a configuração do tráfico como pirataria.

Alternativas
Comentários
  • CORRETO

    LEI EUSÉBIO DE QUEIRÓS

    Foi decretada em setembro de 1850, durante o reinado de d. Pedro II, e decretou a proibição definitiva do tráfico negreiro no Brasil, pressões da Inglaterra sob o Brasil fizeram com que a lei fosse, de fato, aplicada com o Estado agindo duramente na repressão do tráfico negreiro. Basicamente, a lei afirmava que navios brasileiros ou estrangeiros que tivessem escravos a bordo, ou indícios de que havia tido escravos como mercadoria de tráfico seriam consideradas traficantes de escravos e apreendidas pelas autoridades brasileiras. A Lei Eusébio de Queirós foi acompanhada de uma lei complementar aprovada em 1854, chamada Lei Nabuco de Araújo, que reforçava as punições para aqueles que encobrissem o tráfico de escravos africanos.

  • Apesar de não funcionar de forma 100% efetiva, ocasionou uma prévia de mudanças fazendo com que a proibição da escravidão torna-se mais eminente.

  • A Lei Eusébio de Queiroz proibia o tráfico intercontinental de escravos e classificava os navios que o fizessem como piratas.

  • O compromisso brasileiro com o fim do comércio de cativos datava de 1826, em avença assinada quando do reconhecimento da independência brasileira mediante mediação inglesa. No plano doméstico, a interdição do comércio atlântico de cativos se deu inicialmente em 1831, com a Lei Feijó, mas o tráfico persistiu de forma assombrosa até a década de 1850. Recusando-se a renovar o tratado assinado com os ingleses, o Brasil atiçou a ira britânica, sendo que o Reino Unido promulgou, em 1845, legislação permitindo a captura em alto-mar de navios negreiros (Bill Aberdeen). Acuado e sem forças para enfrentar a potência então hegemônica, mas com coesão interna e instrumentos domésticos para coibir o tráfico, decidiu-se pela interdição definitiva em 1850 através da Lei Eusébio de Queirós.

  •  Lei Eusébio de Queirós foi aprovada em setembro de 1850, decretando a abolição do tráfico negreiro no Brasil. A lei foi acompanhada de medidas de repressão a essa atividade, fazendo com que o tráfico negreiro tenha deixado de existir efetivamente a partir de 1856.


ID
3386209
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange ao contexto da chamada Revolução de 1930 e ao início da Era Vargas, julgue (C ou E) o item a seguir.



Um dos fatores de deflagração da revolta foi a crise econômica resultante da Grande Guerra, agravada pela quebra da Bolsa em 1929, cuja consequência interna foi derrubar o preço do café, deteriorando as condições de vida dos setores menos favorecidos da população urbana.

Alternativas
Comentários
  • A Grande Guerra não foi a Segunda Guerra?

  • Do ponto de vista de quem viveu a Primeira Guerra e ainda n]ao tinha vivido a Segunda, a Primeira era a grande Guerra... foi intensamente traumática para França e Grâ-Bretanha, sobretudo, deixando as nações europeias muito receosas de qualquer tipo de conflito bélico no futuro

  • Estela Cunha,durante a segunda guerra ja tinha se instalado o Estado Novo.O fascismo estava no auge,a segunda guerra iniciou em 1939.

  • Gabarito: Correto.

    Crise de 29->afetou o café e consequentemente a republica oligarquica.

    ...Em relaçao à 1° guerra nao concordei, pois até se fala em surto industrial na 1° guerra, sem contar q a crise da republica vai ser quase 10 anos apos o fim da guerra...enfim esta ai o gabarito.

  • alguém entrou com recurso e sabe se foi aceito? não houve crise econômica no br durante Primeira Guerra Mundial, ao contrário, o br beneficiou-se economicamente do conflito

  • Eu acho que “crise pós Primeira Guerra” é genérico o suficiente pra indicar as dificuldades econômicas do governo após 1920: importações reprimidas + inflação e políticas restritivas na Europa e EUA = déficits na balança comercial. Além disso, as vendas e preços da borracha caiam desde 1911. Dificuldades cambiais levam às reformas durante governo Artur Bernardes e Washington luis. Queda dos preços do café. A crise de 29 foi só o golpe de misericórdia.
  • A 1ª Guerra Mundial: O congelamento nas concessões de crédito internacional foi outro duro golpe na economia brasileira, além das vendas de café caíram em um terço em função do bloqueio naval estabelecido pela Grã-Bretanha para produtos de países neutros", explica o historiador canadense Rodrick Barman, especialista no Brasil dos séculos 19 e 20.

  • Houve, sim, crise econômica no Brasil durante a 1° Guerra. https://www.poder360.com.br/economia/historia-mostra-recuperacao-forte-da-economia-depois-de-epidemias-e-guerras/

ID
3386212
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange ao contexto da chamada Revolução de 1930 e ao início da Era Vargas, julgue (C ou E) o item a seguir.



A “Aliança Liberal” propôs uma série de reformas destinadas a rever os direitos sociais, como instituição da jornada de trabalho de oito horas, férias, direito ao voto secreto, entre outras. O grupo não recorreu às formas tradicionais de fraude eleitoral, o que se revelou um dos principais fatores da respectiva derrota nas urnas.

Alternativas
Comentários
  • A década de 1920 marca um período de crises na história do Brasil. Superprodução constante de café, principal produto de exportação. Queda dos preços dos produtos agrícolas no mercado internacional após a Primeira Guerra. Contestação à hegemonia de São Paulo e Minas Gerais na esfera federal de poder. Greves de operários. Semana de Arte de 1922, que expõe as críticas de artistas e intelectuais (mesmo que não entendidas pelo grande público). Ação de cangaceiros no sertão do NE. E, para fechar a década, nefastos efeitos da crise norte-americana de 1929. O ano de 1930 era de eleições presidenciais. O então presidente era Washington Luís, que havia sido eleito com o apoio e aval do PRP – Partido Republicano Paulista. Assim sendo, a máquina político partidária deveria ser acionada para eleger um candidato indicado por Minas Gerais, segundo o “acordo de cavalheiros" entre São Paulo e Minas Gerais – a política “café com leite".

    No entanto, face à crise de 1929 e os problemas dos cafeicultores paulistas agravados, Washington Luís apoia a candidatura do paulista Júlio Prestes. Desta forma foi criada, em agosto de 1929, a Aliança Liberal, por políticos de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para apoiar a candidatura de oposição de Getúlio Vargas para presidente e João Pessoa, da Paraíba, para vice presidente.

    A Aliança Liberal não tinha um cunho popular e sim oligárquico, da mesma forma que os partidos que apoiavam a candidatura de Júlio Prestes, alinhados com São Paulo. No momento das eleições o discurso não se estende a questões trabalhistas ou quaisquer direitos sociais. A ideia era ser oposição ao predomínio da cafeicultura de São Paulo à nível federal. Desta forma percebe-se, claramente, que a afirmativa apresentada na questão está totalmente incorreta!

    RESPOSTA : AFIRMATIVA ERRADA
  • gab E

  • A campanha trouxe pautas sociais diversas. No entanto, as fraudes ainda ocorreram, de ambos os lados.

    fonte: http://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/AliancaLiberal

  • gabarito errado

    Candidatura de oposição articulada pela Aliança Liberal Getúlio Vargas (RS) e João Pessoa (PB)

    Apoio de setores urbanos (incluso empresariado de SP) e Minas Gerais

    contra

    Júlio Prestes e Vital Brasil (SP) Candidatura tradicional da cafeicultura

    ➡ Vitória fraudulenta de Júlio Prestes + não aceitação de deputados eleitos pela Aliança Liberal (degola da oposição que garantia o interesse dos coronéis) + Não apoio de Luís Carlos Prestes à AL + Medo de uma revolução verdadeiramente popular

    O resultado do pleito de 1º de março de 1930 deu a vitória a Júlio Prestes e Vital Soares, eleitos com 57,7% dos votos. A fraude, dominante na época, verificou-se dos dois lados, praxe da época.

    bons estudos

    discas no insta: https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • ERRADO, os dois fraudaram.

  • "O grupo não recorreu às formas tradicionais de fraude eleitoral, o que se revelou um dos principais fatores da respectiva derrota nas urnas."

    Errado!!!

  • Link útil: https://cpdoc.fgv.br/producao/dossies/AEraVargas1/anos20/CrisePolitica/AliancaLiberal

ID
3386215
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange ao contexto da chamada Revolução de 1930 e ao início da Era Vargas, julgue (C ou E) o item a seguir.


A ascensão de Getúlio Vargas ao Poder Executivo desencadeou alterações no sistema político brasileiro, implementadas por meio de decretos. É correto destacar a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, a reestruturação do Exército e da educação pública, a anistia aos tenentes e o controle dos sindicatos.

Alternativas
Comentários
  • Getúlio Vargas foi chefe do poder executivo no Brasil entre 1939 e 1945. Subiu ao poder como presidente provisório em função do movimento de 1930. Governou eleito pelo congresso entre 1934 e 1937. Por golpe de Estado estabeleceu-se como ditador entre 1937 e 1945. Seu governo sempre foi marcado por um caráter autoritário. Entre 1930 e 1934 Vargas governou essencialmente por decretos. Entre seus decretos destacam-se aqueles que criaram o Ministério do Trabalho e, durante o período do Estado Novo, a CLT. A Consolidação das Leis do Trabalho, mesmo que baseada na Carta del Lavoro, de Mussolini, deu ao trabalhador brasileiro, pela primeira vez, uma legislação que o protegia e permitia condições minimamente dignas de trabalho, sendo base das leis trabalhistas até hoje. No entanto, estas mesmas leis trabalhistas permitem o controle dos sindicatos.

    A expansão e organização da Educação Pública ampliou as possibilidades de acesso das camadas médias da população ao Ensino Superior, o que antes era restrito àqueles que tivessem condições de arcar com as pesadas despesas de uma formação superior. Houve ainda o desenvolvimento do Ensino técnico, o que permitiu melhor qualificação de mão de obra, assim como a expansão da escola básica, tirando muitos do analfabetismo.

    Apesar de haver um forte conteúdo ideológico no ensino, assim como censura, não se pode negar os benefícios da criação de um mínimo de estrutura no âmbito da educação pública. Embora esta não seja uma análise do período de governo de Vargas, os parágrafos acima nos permitem concluir que a afirmativa está correta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CORRETA
  • gab C

  • gabarito certo

    Resumo das principais realizações do seu governo: 

    - Governava com decretos que tinham força de lei

    - Criou a Justiça do Trabalho em 1939.

    - Criou e implantou vários direitos trabalhistas, entre eles, o salário mínimo, Consolidação das Leis do Trabalho, semana de trabalho de 48 horas, Carteira profissional e férias remuneradas.

    - Vargas fez fortes investimentos nas áreas de infraestrutura: criação da Companhia Siderúrgica Nacional, Companhia Vale do Rio Doce e Hidrelétrica do Vale do São Francisco.

    - Em 1938, criou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    Bons estudos

    discas no insta: https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

     

  • Resumindo: Getúlio organizou a casa...

  • Complementando,

    O Ministério do Trabalho foi criado em 1930.

    Bons estudos.

  • "Em 8 de novembro, Vargas concedeu anistia a todos os civis e militares participantes dos movimentos revolucionários ocorridos a partir de 1922." - Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/getulio-dornelles-vargas

  • relativamente ao Exército - Sua contribuição para o progresso foi a mais marcante da História do Brasil. Sob seu governo a Doutrina do Exército em seus campos Organização, Equipamento, Ensino e Instrução, Motivação e Emprego, atingiu a maior expressão e progressos relativos, ao longo do processo histórico brasileiro.

    O efetivo do Exército de 1930 –1945 cresceu 100% e atingiu cerca de 100.000 homens. 

    Fato significativo e de grande projeção na Defesa Nacional, foi a criação no Exército da Arma de Aviação que a partir de 1941, com material pessoal, passou a infra – estruturar o Ministério da Aeronáutica. Igualmente significativo, pela sua imensa projeção na Integração Nacional foi o Correio Aéreo Nacional(CAN) 

    Visando a reduzir a dependência externa em material bélico, foi criado o Quadro de Oficiais Técnicos, estimulada a indústria civil a produzí-los e implantada a Indústria Bélica Brasileira. Esta, através da construção das fábricas de Itajubá, Juiz de Fora, Piquete, Curitiba, Andaraí, Bonsucesso e Cajú, além de remodelados os arsenais do Rio de Janeiro e o de General Câmara e as fábricas de Estrela e do Realengo. 

    No tocante ao Ensino foram construídas condignas e monumentais, as escolas de Estado- Maior e Técnica do Exército, na Praia Vermelha, até hoje servindo ao Exército. Da mesma forma, a monumental e distinta entre as melhores escolas militares do mundo – a nossa Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), como uma promessa da Revolução de 30. Foi igualmente construída a Escola de Artilharia de Costa da Urca. Foram criadas além, as escolas preparatórias de Cadetes de Porto Alegre (EPPA),no antigo Casarão da Várzea, a de Fortaleza (EPF) e de São Paulo (EPSP) e os centros de preparação de oficiais da Reserva em todo as regiões militares – os célebres CPOR.

    Durante o período 1930 – 45, o Exército se beneficiou por 9 anos do concurso da Missão Militar Francesa (MMF) e por cerca de 6 da Missão Militar Americana.

    Na Segurança Externa, pela primeira vez na História do Brasil o Exército lutou em Teatro Europeu representado pela FEB ao comando do Marechal Mascarenhas de Morais.

    Havia de parte do Presidente Vargas a consciência estratégica de que nenhuma nação sustenta sua condição de grande nação ou potência econômica se não o for grande nação, potência ou grande potência do ponto de vista militar


ID
3386218
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange ao contexto da chamada Revolução de 1930 e ao início da Era Vargas, julgue (C ou E) o item a seguir.



O fim da Primeira República consolidou uma aliança duradoura entre os grupos que se articularam pela deposição de Washington Luís. A conciliação dos grupos oligárquicos e dos “tenentes” garantiu o sucesso do governo Vargas.

Alternativas
Comentários
  • E.

  • Não teve consolidação dos grupos Oligárquicos.

  • A aliança era heterogenea: oligarquias dissidentes; tenentes; alta cúpula militar;. A instabilidade leva a revolucao constitucionalista de 1932

  • O momento era de instabilidade e não de "alianças duradouras" como menciona a questão.

    Questão Errada.

  • Já no primeiro mês do governo provisório de Vargas houve cisões, sendo um dos motivos principais para o afastamento entre os principais grupos que tiveram parte na Revolução de 1930 o dualismo entre a pressão pela centralização e continuidade das medidas antidemocráticas, exercida em grande parte pelos "tenentes", tendo em vista a concretização de seus objetivos de sepultamento da antiga ordem oligárquica, e o apelo das velhas elites e setores urbanos pela constitucionalização do Estado. Em 1932, esses dois pontos de vista tomaram o cenário público, resultando na promulgação do Código Eleitoral, que foi derrota para os "tenentes", e na Revolução Constitucionalista alguns meses mais tarde.

  • Só para complementar os comentários dos colegas:

    O trecho "garantir o sucesso de Vargas" também está errado, porque logo após a saída de Washington, Vargas assumiu o governo provisoriamente depois de Julio Prestes sofrer o golpe que o impediu de exercer do cargo.

    GAB: E.

  • Não houve a conciliação dos grupos oligárquicos e dos “tenentes” garantiu o sucesso do governo Vargas.

    Gabarito: Errado.


ID
3386221
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

O período de 1930 a 1945 foi decisivo para a emergência de um conjunto de reformas que modificaram profundamente as relações de produção e de trabalho no País. Quanto a esses temas, julgue (C ou E) o item a seguir.



A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi introduzida durante o Estado Novo, momento de grande participação político-eleitoral dos cidadãos, que conseguiram obter diversos benefícios sociais junto ao governo.

Alternativas
Comentários
  • Dia 1º de maio de 2013 a  completa 70 anos. A  foi criada pelo Decreto-Lei nº , de 1º de maio de 1943, e sancionada pelo presidente Getúlio Vargas, durante o período do Estado Novo. A Consolidação foi assinada pelo então presidente no Estádio de São Januário (Club de Regatas Vasco da Gama), que estava lotado para comemorar o feito. Dois anos antes, em 1941, Getúlio havia assinado a criação da Justiça do Trabalho, no mesmo local e mesmo dia do ano.

    Fonte:

  • Foi um momento de repressão, de censura e restrição da participação política, resultado do  decretado no país em março de 1936 com a justificativa de combater o comunismo.

  • Se a questão falar em participação política ou eleitoral, de qualquer classe que seja, durante o Estado Novo, pode marcar errada.

    Ao contrário de muitos regimes ditatoriais no mundo, no Estado Novo não havia um partido único... não havia qualquer partido... o Estado Novo era Getúlio Vargas... e ponto.

    Obs: uma correção em relação ao comentário do Ppaulo, o Estado Novo foi decretado em 10 de novembro de 1937.

  • Estado Novo foi a ditadura varguista. Logo, não há o que se falar em grande participação popular.

    Questão Errada.

  • Estado Novo é visto como o período mais autoritário do governo de Vargas

  • ERRADO, sob o Estado Novo de Getúlio Vargas, os direitos civis e políticos praticamente desapareceram, subjugados pelo caráter ditatorial do regime; todavia, foi nesse contexto que os direitos sociais ganharam relevância, especialmente com o advento de ampla legislação trabalhista. 

  • Não há participação politica ou eleitoral durante uma ditadura... E em relação à criação da CLT, o período descrito na questão está correto.

  • "momento de grande participação político-eleitoral dos cidadãos" deixa a alternativa incorreta por se tratar de uma ditadura cívil (Estado Novo 1937-1945)

  • estado novo= ditadura

    • A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi introduzida durante o Estado Novo (correto), momento de grande participação político-eleitoral dos cidadãos (errado), pois, após o Plano Cohen e o golpe de 1937, Vargas governou o país num sistema ditatorial, extremamente repressivo e restritivo quanto às liberdades individuais.


ID
3386224
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

O período de 1930 a 1945 foi decisivo para a emergência de um conjunto de reformas que modificaram profundamente as relações de produção e de trabalho no País. Quanto a esses temas, julgue (C ou E) o item a seguir.


Os trabalhadores rurais do período foram diretamente beneficiados pela política previdenciária, que lhes garantiu paridade de direitos com os trabalhadores urbanos.

Alternativas
Comentários
  • João Daniel professor

    A expansão da CLT pro campo só acontecerá em 1963.

  • Foi durante o Estado Novo que, pela primeira vez no Brasil estabeleceu-se uma legislação que regulamentava o trabalho. Enfim a questão do Trabalho deixava de ser “caso de polícia" e passava a ser tratado como caso de política.
    Mesmo tendo um viéis autoritário, porquanto baseada na Carta del Lavoro da Itália Fascista, a CLT, Consolidação das Leis do Trabalho trouxe  ganhos para os trabalhadores, sendo a base da legislação trabalhista do Brasil até o presente momento.

    Entretanto, a CLT não resulta de uma ação operária. É uma legislação apresentada “de cima para baixo". Ou seja, do aparelho de Estado em direção à sociedade civil e, na verdade, ao “ conceder" benefícios ao trabalhador, coloca-o sob o controle do estado através do sindicato único. Para dominar o Movimento Operário, bastante ativo até a década de 1920, foi preciso controlar os sindicatos. Por isso foi preciso destruir os sindicatos livres, politizados, ativos contra os patrões e construir sindicatos atrelados, de colaboração entre as classes. Criou-se o sindicato único através de toda uma legislação sindical. Todo sindicato deverá ter: Carta de reconhecimento sindical; Estatuto padrão; Controle das finanças pelo Governo; Direito de intervenção pelo Governo; Atestado ideológico dos membros da diretoria; Imposto sindical e assistencialismo obrigatório.

    Além disso, CLT era dirigida somente ao trabalhador urbano. Mais especificamente ao operário, por conta da política industrializante de Vargas. Na medida em que O Estado Novo não pretendia entrar em rota de colisão com latifundiários nem tinha como projeto uma reforma agrária, a legislação trabalhista pouco alcança o homem do campo, que continua submetido à autoridade dos grandes proprietários de terra.

    RESPOSTA : AFIRMATIVA ERRADA
  • Getulio Vargas teve sua preocupação somente com os trabalhadores urbanos

  • A igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores urbanos e rurais só viera acontecer durante o governo de João Goulart em 1963 com a promulgação do Estatuto do Trabalhador Rural. Essa lei promoveu um intenso êxodo rural, os donos de terras optaram em contratar boias-frias do que pagar os direitos agora garantidos aos trabalhadores.

  • Os trabalhadores que foram beneficiados foram os URBANOS e não RURAIS como diz na questão.

  • É interessante pensarmos os trabalhadores rurais a partir do conceito de "cidadania embrionária", isto é, o indivíduo começa a ter uma noção que tem direitos e que pode solicitar ajuda a instâncias superiores - ainda que nem sempre ele tenha uma resposta como gostaria.

    Notem que existiam muitos missivistas que escreviam diretamente à Vargas. Esses ruralistas buscam justiça, terra, empréstimo de material para cultivo e etc. Há aqui uma certa ruptura com o pensamento tipicamente hierarquizado de ambientes rurais.

  • história é matéria do c...

  • Tais medidas se restringiram apenas à cidade, tendo em vista o fato de Vargas não querer problemas com a elite rural. ( Cafeeira)
  • A população rural não foi beneficiada

  • Trabalhadores urbanos, rurais viriam posterior (estatuto do trabalhador rural).

  • TRABALHISMO:

    - 1926: Departamento Nacional do Trabalho

    - 1930: Ministério da Revolução

    - 1931: Juntas de Conciliação 

    - 1933: Carteira de Trabalho

    • Const. de 1934: prevê SM, férias anuais e DSR

    - 1936/38: Salário mínimo

    - 1939: Lei dos ⅔ (fábricas tinham que ter pelo menos ⅔ de trabalhadores brasileiros)

    - 1940: Imposto sindical

    - 1941: Justiça do Trabalho

    - 1943: CLT 

    - 1963: Estatuto do Trabalhador Rural


ID
3386227
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

O período de 1930 a 1945 foi decisivo para a emergência de um conjunto de reformas que modificaram profundamente as relações de produção e de trabalho no País. Quanto a esses temas, julgue (C ou E) o item a seguir.



Na década de 1930, ocorreu uma mudança significativa na composição da classe operária, sobretudo em São Paulo, associada à redução no fluxo de imigrantes estrangeiros.

Alternativas
Comentários
  • A industrialização e urbanização do centro sul no Brasil, particularmente em São Paulo e, em menor escala, no Rio de Janeiro, teve impulso significativo à época da primeira grande guerra em função da dificuldade de importação de manufaturados e à disponibilidade de capitais para aplicação na indústria oriundos da produção do café. Foi ainda a cafeicultura que propiciou a infra estrutura mínima necessária ao processo industrial.

    Nesse momento a mão de obra industrial é, no Brasil, essencialmente estrangeira. São imigrantes italianos, espanhóis, portugueses e, em menor proporção, alemães e ainda japoneses. Vieram eles em busca do “sonho americano", fugindo da pobreza , do desemprego urbano ou de guerras em seus países de origem. As primeiras levas de imigrantes foram para a lavoura cafeeira mas no início do século XX já havia aqueles que permaneciam nas cidades.

     O final da primeira guerra e a lenta, mas segura recuperação da Europa, ao menos até 1929, trazem uma diminuição das levas de imigrantes. Por outro lado, a década de 1930 vê acontecer mudanças profundas na sociedade brasileira. A indústria teve um grande desenvolvimento, ao mesmo tempo que diminui a importância do setor agrícola. Com a perda de importância do setor agrário, muitos camponeses ou colonos abandonaram o interior e vieram procurar trabalho nas cidades.

    A classe operária que até este momento estava formada por uma maioria de estrangeiros, passou a ser constituída principalmente por brasileiros. Muda a configuração da classe operária, tanto quanto à etnicidade quanto à combatividade....

    Portanto... a afirmativa está correta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • Certo.

    Em 12 de dezembro de 1930, através do decreto nº 19.482, é fortemente restringida a entrada de imigrantes no Brasil, medida que vigorou até 1933, para evitar o aumento do número de desempregados, na época, chamados de sem-trabalho, e também exigido, por este decreto, que todas as empresas brasileiras tenham, pelo menos, 2/3 de trabalhadores brasileiros em seus quadros, (a "Lei dos 2/3"), para proteger o trabalhador nacional.

  • Eu só associei a crise,ng tinha dinheiro para viajar,porém boa dica da Willyane.

  • Lei de Cotas de Imigração (1934): Limitou a entrada de imigrante estrangeiros em 2% do total que havia entrado nos últimos 50 anos.

  • VARGAS CRIOU UMA LEI PARA LIMITAR A ENTRADA DE IMIGRANTES.

    GABARITO= CERTO

  • "Por isso, inclusive, o fim desses incentivos se aliou às transformações na política imigratória ocorridas após 1930, quando tiveram início medidas restritivas, que produziram uma queda nas entradas de estrangeiros, o que se acentuou em função da Segunda Guerra, como mencionado, permanecendo assim durante a década de 1950. Uma nova legislação resultante de estudos realizados por uma comissão especialmente nomeada para tal fim, gerou inúmeros decretos-lei como: uma lei de nacionalidade; uma lei de extradição e uma de expulsão de estrangeiros; e uma lei de controle e entrada de imigrantes por origens nacionais, segundo cotas estabelecidas pelo governo, todas do ano de 1938. Um ano decisivo, no que se refere às medidas de controle do território e de sua ocupação, pois assinala o início da chamada política de nacionalização do Estado Novo. [...] Por fim, o Decreto-lei nº 1.532, de 23 de março de 1938, a imigração passou a ter status de problema político afeto à segurança nacional do Estado, ficando, portanto, subordinada ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores."

    SCHWARCZ, Lilia Moritz. História do Brasil Nação. Olhando para dentro: 1930-1964 (Vol. 4). Página 52, §1(parágrafo primeiro).

  • eu tava lá quando vargas criou uma lei que limitava a presença de estrangeiros, principalmente nas industrias, assim, os brasileiros tinham mais trabalho.

  • C

    Getúlio Vargas criou a cotas dos imigrantes com o objetivo de dificultar a entrada deles no nosso território e proteger os empregos nacionais.


ID
3386230
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

O período de 1930 a 1945 foi decisivo para a emergência de um conjunto de reformas que modificaram profundamente as relações de produção e de trabalho no País. Quanto a esses temas, julgue (C ou E) o item a seguir.



Os industriais tornaram-se mais coesos no esforço de defender os próprios interesses de forma autônoma. A configuração de uma política industrialista amparou-se, entre outros fatores, no argumento de que o fortalecimento da indústria era decisivo para se atingir a independência econômica nacional.

Alternativas
Comentários
  • A industrialização e urbanização do centro sul no Brasil, particularmente em São Paulo , em menor escala, no Rio de Janeiro, teve impulso significativo à época da primeira grande guerra em função da dificuldade de importação de manufaturados e à disponibilidade de capitais para aplicação na indústria oriundos da produção do café. Foi ainda a cafeicultura que propiciou a infra estrutura mínima necessária ao processo industrial. A industrialização avança de maneira significativa e com apoio estatal a partir do movimento de 1930.É clara a política industrializante de Vargas entre 1930 e 1945.

    Assim, a burguesia urbana, que nasce das entranhas das oligarquias rurais e com ela se articula, vai assumindo o seu papel de protagonista – mesmo que não único - no cenário político econômico do país. A industrialização era entendida, à época, como o grande vetor do progresso. Para um país progredir era fundamental desenvolver a indústria, e, se possível dentro de uma lógica nacionalista. Progresso era entendido como sinônimo de industrialização e urbanização.

    Por conseguinte, para o Brasil alcançar uma posição de peso no cenário internacional e construir verdadeiramente a independência nacional era fundamental uma política industrializante e a hegemonia política daqueles que investiam na indústria: o empresariado urbano. A afirmativa apresenta uma ideia de história correta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • Foi um período de diversificação da economia que era centrada na cafeicultura , investiu-se e criou-se a vale , petobras e etc

  • Até vargas a política econômica brasileira era amparada quase em sua totalidade no café. Logo muitas medidas eram realizadas para manter a produção e incentivar os produtores a produzirem mais, a julgar pelas recorrentes desvalorizações da moeda nacional para manter o lucro dos produtores bem como a compra por parte do país do excedente que não era vendido. Dessa forma desenvolveu-se uma dependência muito grande sobre essa cultura, o que levou o país a uma crise após a quebra da bolsa de NY e redução da demanda mundial pelo café. Vargas ao assumir uma de suas primeira medidas foi mandar queimar todo o estoque de café. Passou a incentivar os cafeicultores a investir em outros setores como comerciais e industriais para diversificar a economia. Além disse, Getúlio criou a indústria de base, e atendeu as solicitações populares, salário mínimo, jornada de trabalho, leis trabalhistas etc, de forma a possibilitar a formação de um mercado consumidor interno viabilizando a industrialização.

  • gabarito certo

    após a crise de 1929 (Crash da bolsa de NY) muitos produtores de café passaram a investir na indústria, a qual cresceu

    significativamente entre 1889 e 1920. Isto se deu em virtude da busca pela substituição das importações ao Brasil, sobretudo durante a Primeira Guerra (1914-1918), que dificultou a exportação, fazendo com que a indústria brasileira se desenvolvesse. De início, ela se inseriu na fabricação de tecidos, calçados, materiais de construção, alimentos e móveis. O setor industrial empregava um número elevado de operários, o que mudou a configuração social do Brasil, sobretudo a das cidades e centros urbanos

    bons estudos

    discas no insta: https://www.instagram.com/concurseiro_pmpr/

  • 1929, quebra da bolsa > menos café é exportado.

    cafeicultores ficam com seu dinheiro "parado" precisaram investir > surgem industrias, justamente em são paulo pois lá era o local de concentração do café e por consequência do capital.

    trabalhadores deixam o campo e passam a ir para as industrias ( café em queda)

    oque pode causar dúvida, mesmo se tratando de sindicatos "pelegos" ( o estado os comprava), as manifestações eram "genuínas", e justamente pela ideia de um país de sucesso se amparar em industrias, vargas concedeu tantos direitos aos trabalhadores: para acalmar as manifestações e ao mesmo tempo se manter com uma boa imagem.

  • Oi pessoal!

    Essa questão abre margem para pensarmos em alguns temas entre 1920 em diante. Aliás, o processo de industrialização e modernização do país tem nesse período sua base que ati

  • Oi pessoal!

    Eu acho essa questão bastante interessante, já que ela abre margem para pensarmos em alguns aspectos dos anos 1920-1930 e da base de modernização e industrialização do Brasil. Os reflexos das políticas analisadas pela questão são perceptíveis até a década de 1980!

    Considerando o cenário de ruptura com o modelo agrário-exportador (a cafeicultura paulista) o grupo industrial busca consolidar sua pauta como uma alternativa para a Crise de 1929: um discurso que vinha ganhando corpo desde 1.920 com a criação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a crescente busca por participação nos cenários institucionais decisórios, isto é, os conselhos técnicos e comissões.

    Entretanto, essa burguesia industrial não fez isso sozinha. A presença dos militares nas pautas do petróleo e da siderurgia é importantíssima para que o tema ganhe contornos de soberania nacional. Por isso, achei complicada a afirmação de que "os industriais tornaram-se coesos no esforço de defender os próprios interesses de forma autônoma". 

    Além disso, Vargas não tinha uma política industrialista em si. Um exemplo disso é a questão do petróleo. Criado em 1935, o Conselho Federal de Comércio Exterior (CFCE) liderado por Euvaldo Lodi, sugere a participação de investimento privado nacional nas instalações de refinarias. Lodi propunha que o Estado deveria controlar a importação e a oferta de petróleo no mercado brasileiro, e o processamento e distribuição ficariam a cargo do empresariado nacional. Esse discurso foi adotado pelos setores militares, reafirmando que o petróleo é tema estratégico para segurança e soberania nacionais. Ainda que tenham encontrado eco, as propostas do CFCE não foram concretizadas na prática. O Conselho Nacional do Petróleo (1938), liderado pelo general Horta Barbosa, representava o primeiro esforço para discussão e formulação das políticas de exploração, produção e distribuição de derivados de petróleo. Apenas a Petrobras (1950) que resolveu as controvérsias dos limites de atuação do Estado brasileiro nesse tema.

    No meu entender, Vargas acabou "dançando conforme a música" e dando respostas muito mais contingenciais do que estabelecendo um projeto de industrialização.

  • Item correto.

    Com o efeito negativo da crise de 29 sobre o preço do café, o que deixou evidente a situação precária no país em manter-se na dependência estrita da exportação de um só produto-chave, resultando a orientação do governo revolucionário em estimular o desenvolvimento das indústrias, o Estado passar a investir em indústria de base, tais como Siderúrgica, de álcalis, de motores, hidrelétricas etc.


ID
3386233
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange aos impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século 21, julgue (C ou E) o item a seguir.



O uso intensivo de tecnologia contribui decisivamente para que o agronegócio brasileiro tenha assumido posição de ponta no competitivo mercado global de alimentos, sendo responsável por parcela considerável da pauta de exportações do País.

Alternativas
Comentários
  • O agronegócio , no Brasil , é um dos responsáveis por segurar uma alta taxa da recessão econômica.

  • Certo.

    Agro é tech, agro é pop, agro é tudo!

  • Alguém poderia explicar o comentário do Silas, que relaciona agronegócio a recessão econômica?

  • Caio, nosso PIB é representado majoritariamente pelo agronegócio, correspondente a quase 25% (1/4) do Produto Interno Bruto nacional. Consequentemente, futuras crises institucionais, políticas e econômicas são menos intensas pela alta participação do agronegócio na economia brasileira, já que a mesma apresenta alta demanda global. Outros problemas surgem dessa manifestação, será que é positivo ter uma commodittie com tanta participação na vida político-social do brasileiro? será que eventos climáticos extremos podem arruinar esse mercado? são dúvidas vitais para o processo de aperfeiçoamento da matriz econômica brasileira.

  • Em período de crise econômica mundial, o mercado de commotities tendem a serem mais prejudicado e impactado do que o mercado de indústria de alta tecnlogia.


ID
3386236
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

No que tange aos impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século 21, julgue (C ou E) o item a seguir.


Embora continue a ser uma das mais importantes petroleiras mundiais, a Petrobras encontra dificuldades para se expandir em face de determinados obstáculos técnicos que ainda não conseguiu suplantar, a exemplo do domínio da tecnologia apropriada para a exploração de petróleo em águas profundas, o que reduz acentuadamente a participação dela no pré-sal.

Alternativas
Comentários
  • 1986 - Petrobras deu início ao Procap - Programa de Capacitação em Águas Profundas

     Esse programa se tornou o principal articulador da companhia na função de prover o avanço na exploração de petróleo em profundidades marítimas cada vez maiores e em condições cada vez mais adversas, a ponto de formar um volume de petróleo prospectado condizente com a autossuficiência nacional.

  • GABARITO: ERRADO

    A prova é de 2019, mas para fins de atualização a Petrobras atingiu o posto de 2° maior empresa petroleira do mundo em 2021, em estudo da revista Science Advances, da Universidade Duke, nos EUA, e de Uppsala, na Suécia. Sendo assim, seria duvidoso afirmar que ela não possui tecnologia apropriada para operar em águas profundas, visto que é justamente no pré-sal que o Brasil ''aposta suas fichas'' para expandir a sua produção petrolífera.

  • Errado, pois, inclusive, a Petrobrás exporta tecnologia relacionada à extração de petróleo em áreas profundas...

    Bons estudos.


ID
3386239
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que tange aos impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século 21, julgue (C ou E) o item a seguir.



A parceria entre capitais públicos e privados apresentou bons resultados, demonstrados pelas recentes privatizações na indústria aeronáutica, com a Embraer, e na pesquisa agropecuária, com a Embrapa.

Alternativas
Comentários
  • Errado

    A Embraer foi privatizada em 1994, no fim do governo Itamar Franco e a Embrapa não é privatizada.

  • GABARITO: ERRADO

    Considerando que essa é a prova de 2019, é incorreto afirmar que as privatizações brasileiras são recentes, visto que a maioria das estatais foram privatizadas na década de 90 nos governos Itamar Franco e FHC, atendendo a um novo modelo gerencial, onde o Estado sai de cena de algumas áreas para que a iniciativa privada ocupe o espaço. A Embraer, citada no enunciado, foi privatizada em 1994 no governo de Itamar Franco, por exemplo. Já a Embrapa continua sendo uma empresa pública.

  • É fato que as parcerias entre os setores público e privado, se bem articuladas, tem condição de apresentar uma história de sucesso. É o caso claro da EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Segundo publicação de folheto da própria empresa “Com a adequada compreensão da exploração racional dos recursos naturais e o investimento em talentos humanos, a Embrapa qualifica e fornece elementos para dar suporte às políticas públicas, e articula e compartilha com a iniciativa privada a ampliação do atendimento às suas demandas por informações e conhecimentos para os negócios competitivos, em bases tecnológicas" ( Documentos ISSN 1518-4277 Setembro, 2012 - 140)  
    Nesta mesma linha a EMBRAER buscou uma associação com a Boeing, para desenvolver a produção de aeronaves para voos comerciais. Associação, no entanto, que está enfrentando problemas neste ano de 2020.
    Porém, tal associação Público-privado não significa a privatização das empresas públicas. O Nome bem o define: associação. Quando se propõe uma privatização o controle acionário da empresa é colocado em mercado aberto e vendido. Assim sendo, a afirmativa não está correta. 
    RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA

ID
3386242
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

No que tange aos impactos tecnológicos e digitais nas transformações políticas e sociais do Brasil no século 21, julgue (C ou E) o item a seguir.



Graves problemas ainda envolvem a educação básica brasileira, entre os quais as persistentes deficiências estruturais, que se manifestam, entre outros aspectos, nas instalações físicas das escolas, na frágil formação docente, nos baixos salários dos respectivos profissionais e na precariedade do aparato tecnológico.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    É UM CONJUNTO DE PROBLEMAS

  • GABARITO: CORRETO

    Embora a legislação educacional brasileira possa ser considerada boa, no campo prático ainda existem muitos problemas, principalmente na educação básica. Escolas sem infraestrutura, profissionais desvalorizados tanto quanto ao salário quanto com a sua formação acadêmica, tecnologias que não chegam a todas as escolas da rede pública, etc.

    Questão fácil que tive medo de errar pensando que tinha alguma pegadinha.

  • Diz o artigo 205 da Constituição Federal de 1988: "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". 
    Este é um direito do cidadão desde a infância e um dever do Estado, ao menos no que se refere à Educação Básica. E não é um dever que conste apenas na constituição de 1988. É antigo e explícito em mais de uma constituição desde a década de 1930 . No entanto, o sistema educacional brasileiro apresenta falhas graves como não atende à toda a população em idade escolar. A partir desta pequena reflexão não é difícil concluir que a afirmativa apresentada é correta. 
    Em muitos lugares, mas primordialmente no interior do país e nas áreas periféricas das grandes cidades as instalações físicas das escolas são precárias –salvo raras exceções. Os profissionais da Educação sofrem com más condições de trabalho, formação inadequada e salários indignos, além do não reconhecimento da sociedade acerca do teor e da importância de seu trabalho. Aliás, ser professor nem mesmo é considerado trabalho strictu sensu. O verbo que é associado ao magistério é “dar" . O professor “ dá" aulas.


    RESPOSTA: AFIRMATIVA CORRETA

ID
3386245
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Considerando as forças políticas e sociais atuantes no decorrer do ano de 1945, fica evidente que a corrente antiEstado Novo era numericamente limitada e de extração social e política bem definida. No outro extremo, posicionava-se parte da população brasileira comprometida com o projeto social getulista/trabalhista. Entre 1945 e 1964, viveu-se uma fase da trajetória nacional brasileira que, apesar das inúmeras contradições que a marcaram, encontrou, na efervescência da vida partidária, uma efetiva contribuição para a ampliação da prática da democracia política no Brasil. 


DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Partidos políticos e frentes parlamentares:
projetos, desafios e conflitos na democracia. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano (3): o tempo da experiência
democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 131-132, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945 e 1964, julgue (C ou E) o item a seguir.



Estimulada pelos fortes ventos liberais que se expandiam no pós-Segunda Guerra Mundial, a corrente contrária à ditadura varguista contemplava desde empresários a bacharéis e militares, sobretudo da Aeronáutica, tendo se concentrado, a partir da queda do Estado Novo, na União Democrática Nacional (UDN).

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: CORRETO

    A UDN foi o partido que aglutinou durante décadas as forças anti-getulistas da política brasileira. A influência de Vargas após quase 15 anos no poder era impossível de se ignorar, o que moldou os lados na política entre 1945-1964: o getulismo/trabalhismo de PSD/PTB versus anti-getulismo da UDN, que era mais ligada ao liberalismo.

    É curioso pois existem alguns trabalhos, entre eles o de maior destaque a tese de doutorado de Carlos Giannazi, que trazem a ideia de presciência das elites, ou seja: as elites brasileiras sempre julgaram saber o que é melhor para o povo, e esse era justamente o pensamento udenista. A realidade é que a UDN amargou derrotas, nunca conseguindo eleger um Presidente e sempre se aproximando de conspirações com o empresariado e os setores militares até que por fim veio o Golpe de 64.

  • Apesar da criação de vários partidos quando, no final do Estado Novo, foi permitido o pluripartidarismo, são três que, na verdade, dominam o cenário político brasileiro entre 1946 e 1964: União Democrática Nacional (UDN), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Social Democrático (PSD). Além destes três destacaram-se, em algum momento, o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Republicano (PR), o Partido Democrata Cristão (PDC) em 1960, e o Partido da Representação Popular (PRP) que era herdeiro da Ação Integralista Brasileira.

    Pela primeira vez o Partido Comunista (PCB), a mais antiga organização partidária do país, foi legalizado em 1945 e o líder comunista Luís Carlos Prestes eleito para o Senado Federal. O partido chegou também a disputar a primeira eleição presidencial. Mas, em maio de 1947 o PCB teve o seu registro eleitoral cancelado, em função do alinhamento do Brasil com os EUA na lógica da Guerra Fria.

    O PTB representava todas as tradições e propostas varguistas. Congregava as lideranças sindicais fortalecidas durante o Estado Novo e as massas trabalhadoras favorecidas pela legislação trabalhista de Vargas. Tinha um cunho reformista que pode ser classificado, segundo a historiadora Angela de Castro Gomes, como “Trabalhismo".

    O PSD era um partido visto como moderado e de centro, constituído por velhas oligarquias rurais e novas forças urbanas. Configurava a maior agremiação no Congresso Nacional e alinhava-se às diretrizes de Vargas no poder, quando este retorna, pelo voto popular, nas eleições presidenciais de 1950, para o quinquênio de 1951 a 1956. Dele dependia a maioria no Congresso, tanto para o PTB quanto para a UDN.

    A UDN defendia uma proposta de caráter liberal e, era vinculado às camadas médias e burguesia urbanas. O liberalismo era sucesso naquele momento histórico após a segunda guerra, de vitória da democracia liberal sobre ditaduras e encontrava eco entre elementos das Forças Armadas – muitos egressos da guerra e, entre os filhos das camadas médias que tinham, graças à expansão da Educação Pública no Estado Novo, chegado à universidade: os chamados “ bacharéis". Por conseguinte, podemos dizer que a afirmativa apresentada na questão está correta!

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • Embora o gabarito oficial tenha sido "Correta", entendo que os "ventos liberais que se expandiam no pós-Segunda Guerra Mundial" seja um erro, já que o período após a guerra foi justamente quando o liberalismo se enfraqueceu e o modelo de welfare state ganhou maior importância.


ID
3386248
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Considerando as forças políticas e sociais atuantes no decorrer do ano de 1945, fica evidente que a corrente antiEstado Novo era numericamente limitada e de extração social e política bem definida. No outro extremo, posicionava-se parte da população brasileira comprometida com o projeto social getulista/trabalhista. Entre 1945 e 1964, viveu-se uma fase da trajetória nacional brasileira que, apesar das inúmeras contradições que a marcaram, encontrou, na efervescência da vida partidária, uma efetiva contribuição para a ampliação da prática da democracia política no Brasil. 


DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Partidos políticos e frentes parlamentares:
projetos, desafios e conflitos na democracia. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano (3): o tempo da experiência
democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 131-132, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945 e 1964, julgue (C ou E) o item a seguir.



O Partido Social Democrático (PSD), a mais poderosa força político-partidária do período, equilibrava-se ideologicamente entre o liberalismo udenista e o trabalhismo de inspiração getulista, mantendo uma posição de centro que impedia, nos períodos eleitorais, alianças ou coligações com ambas as correntes.

Alternativas
Comentários
  • GAB.: E

    O PSD foi formado sob os auspícios de Getúlio Vargas, de caráter centrista, reunindo antigos interventores do governo federal nos estados.

    Entre 1945 e 1964, junto com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), formava o bloco pró-getulista da política brasileira, em oposição à União Democrática Nacional (UDN), antigetulista.

    Durante sua existência, foi o partido majoritário na Câmara dos Deputados e no Senado, tendo eleito dois presidentes da República:

     Eurico Gaspar Dutra, em 1945;

    Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 1955 .

  • GABARITO: ERRADO

    O PSD de fato foi a maior força política do período até por conseguir encarnar na maioria da vezes um ar de ''ser de centro'', porém é impossível falar da política dos anos 50 e 60 sem falar da aliança PSD/PTB, o que invalida o enunciado da questão. Sinceramente não sei até que ponto a parte de ''equilibrar o liberalismo udenista'' vai, visto que os dois partidos eram oposição direta à UDN.

  • Embora tenham sido criados muitos partidos quando, no final do Estado Novo, foi permitida a abertura de partidos, são três que, na verdade, dominam o cenário político brasileiro entre 1946 e 1964: União Democrática Nacional (UDN), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e Partido Social Democrático (PSD). Além dos três grandes partidos destacaram-se em algum momento o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Republicano (PR), o Partido Democrata Cristão (PDC) em 1960, e o Partido da Representação Popular (PRP) que era herdeiro da Ação Integralista Brasileira. O Partido Comunista (PCB), a mais antiga organização partidária do país, foi legalizado pela primeira vez em 1945. O líder comunista Luís Carlos Prestes foi eleito para o Senado Federal. O partido chegou também a disputar a primeira eleição presidencial. Mas, em maio de 1947, porém, o PCB teve o seu registro eleitoral cancelado, em função do alinhamento do Brasil com os EUA na lógica da Guerra Fria.

    A UDN defendia uma proposta de caráter liberal, vinculado às camadas médias e burguesia urbanas. Seu grande líder foi Carlos Lacerda. Consegui boa expressão em eleições municipais e estaduais mas não em eleições presidenciais.

    O PTB representava todas as tradições e propostas varguistas. Congregava as lideranças sindicais fortalecidas durante o Estado Novo e as massas trabalhadoras favorecidas pela legislação trabalhista de Vargas. Tinha um cunho reformista que pode ser classificado, segundo a historiadora Angela de Castro Gomes, como Trabalhismo.

    O PSD era um partido visto como moderado e de centro, constituído por velhas oligarquias rurais e novas forças urbanas ligadas à máquina de Estado. Configurava a maior agremiação no Congresso Nacional e alinhava-se às diretrizes de Vargas no poder, quando este retorna, pelo voto popular, nas eleições presidenciais de 1950, para o quinquênio de 1951 a 1956. Na verdade o PSD pela sua posição de centro tinha razoável flexibilidade para estabelecer alianças com PTB ou UDN de acordo com o que estava sendo debatido e votado no congresso ou em um do momento eleitoral.

    Em suma, Tanto PTB quanto UDN não conseguiam estabelecer qualquer maioria sem o apoio do PSD. Portanto conclui-se que a afirmativa, ao estabelecer que o “PSD mantendo uma posição de centro que impedia, nos períodos eleitorais, alianças ou coligações com ambas as correntes" está incorreta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA
  • Depois dessa aula o período, 1946-1964, vira sopa de minhoca.

  • A evolucao partidaria entre 45-64 demonstra que o PSD, apesar de se manter entre os majoritarios, gradativamente perde espaço, enquanto o PTB dobra de tamanho. Não há como afirmar que o PSD era a mais poderosa força político-partidária do período.

    Alguns motivos para o enfraquecimento do PSD: urbanização e radicalização/polarização.

  • Houve coligações: Gaspar Dutra (eleito PSD), Vargas (eleito PTB), JK (coalizão PTB/PSD - UDN até tenta golpe), Jânio (UDN - vence coalizão PTB/PSD de Teixeira Lott)...Jango era vice (eleito do PTB).

  • Matei a questão por essa parte: "mantendo uma posição de centro que impedia, nos períodos eleitorais, alianças ou coligações com ambas as correntes."

    A política brasileira sempre foi de "coligação", ou seja, os partidos se juntam para se tornarem mais fortes. Obviamente que, ainda mais na época do populismo, isso iria ocorrer.

  • O poderoso PSD de 45 vivia das alianças e coligações. Negociatas com todos era o lema dos pedebistas

  • "PARTIDO SOCIAL DEMOCRATICO (PSD-1945-1965) Partido político de âmbito nacional fundado em 17 de julho de 1945 pelos interventores nomeados por Getúlio Vargas durante o Estado Novo. Participou da maioria das eleições (proporcionais e majoritárias) realizadas no Brasil entre 1945 e 1965. Na política nacional seu aliado mais constante foi o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), embora tenha realizado inúmeras alianças também com a União Democrática Nacional (UDN), considerada sua tradicional “adversária”. Majoritário na Câmara dos Deputados durante toda a sua história, o PSD elegeu dois presidentes da República (1945 e 1955), contribuiu decisivamente para a eleição de Getúlio Vargas em 1950, conquistou vários governos estaduais e integrou praticamente todos os ministérios do período. Como os demais partidos políticos em funcionamento no país, foi extinto em 27 de outubro de 1965, pelo Ato Institucional nº 2." Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-tematico/partido-social-democratico-psd-1945-1965

ID
3386251
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Considerando as forças políticas e sociais atuantes no decorrer do ano de 1945, fica evidente que a corrente antiEstado Novo era numericamente limitada e de extração social e política bem definida. No outro extremo, posicionava-se parte da população brasileira comprometida com o projeto social getulista/trabalhista. Entre 1945 e 1964, viveu-se uma fase da trajetória nacional brasileira que, apesar das inúmeras contradições que a marcaram, encontrou, na efervescência da vida partidária, uma efetiva contribuição para a ampliação da prática da democracia política no Brasil. 


DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Partidos políticos e frentes parlamentares:
projetos, desafios e conflitos na democracia. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano (3): o tempo da experiência
democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 131-132, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945 e 1964, julgue (C ou E) o item a seguir.



Várias crises marcaram a trajetória brasileira entre 1945 e 1964, algumas extremamente dramáticas e de consequências marcantes para o País, entre as quais o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, a controversa eleição de Juscelino Kubitschek, em 1955, e a renúncia de Jânio Quadros, em 1961.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

  • GABARITO: CERTO

    O período de 1945-1964 é considerado pelos historiadores do texto-base (série O Brasil Republicano) como o mais democrático da República brasileira, porém isso não significa que não houve tensões. Pelo contrário, muitas tensões ocorreram.

    Logo em 1945 o Exército precisa intervir para garantir as eleições que viriam a eleger Gaspar Dutra.

    Um golpe civil-militar estava engatilhado nas vésperas do suicídio de Vargas em 1954, e só não ocorreu pois a reação popular foi tão estrondosa que assustou os golpistas, que não teriam base de sustentação para as suas pretensões.

    Para que JK assumisse, mais uma vez o Exército interviu.

    Em 1961 o Brasil se viu em vésperas de guerra civil com a renúncia de Jânio Quadros e consequente posse de João Goulart. A Campanha da Legalidade liderada por Leonel Brizola mobilizou centenas de milhares de brasileiros em defesa da legalidade institucional.

    Em termos diplomáticos, a adoção da Política Externa Independente (1961-1964) também merece um breve comentário, visto que assustou os segmentos conservadores brasileiros. A PEI aproximou o Brasil do bloco socialista de uma forma jamais vista no período da Guerra Fria, enquanto garantia uma suposta ''independência'' frente aos EUA, o que repercutiu na política interna: nunca o Brasil teve tantos ministros de orientação declaradamente trabalhista, socialista e comunista como nas vésperas do Golpe de 64. Nem mesmo na Era Lula. Episódios como a condecoração de Che Guevara e apoio institucional às Ligas Camponesas e sindicatos operários também minaram o governo junto aos EUA e aos militares. Goulart no final do mandato tentou uma fracassada reforma agrária, o que seria o fim do período democrático.

  • O período de 1946 a 1964 na história política do Brasil é bastante intenso, sendo regido pela constituição de 1946, até então a mais democrática já promulgada no país. São os anos que se sucedem à ditadura do estado Novo. No entanto, apesar de todos os pesares, a industrialização e a urbanização, além do incremento da educação pública, trouxeram algum tipo de politização às camadas populares, ainda que sob o controle do Estado ditatorial dos sindicatos .

    São anos nos quais vemos uma crescente demanda por uma democratização política que, face ao contexto de época – guerra fria na arena internacional - é entendida como um crescimento da “esquerda" e do “ braço nacional do comunismo internacional". Há uma tendência à radicalização e polarização, o que desemboca em crises e instabilidade política. A afirmativa apresentada na questão destaca momentos em que esta instabilidade política se expressa em crises políticas: o momento do suicídio de Vargas em 1954, a eleição de Juscelino Kubitschek – contestada pela UDN e, quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, apenas 6 meses e meio depois de ser empossado. A afirmativa , portanto, apresenta uma ideia de História correta

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • comentário da professora Eulália Ferraz, para os não assinantes:

    O período de 1946 a 1964 na história política do Brasil é bastante intenso, sendo regido pela constituição de 1946, até então a mais democrática já promulgada no país. São os anos que se sucedem à ditadura do estado Novo. No entanto, apesar de todos os pesares, a industrialização e a urbanização, além do incremento da educação pública, trouxeram algum tipo de politização às camadas populares, ainda que sob o controle do Estado ditatorial dos sindicatos .

    São anos nos quais vemos uma crescente demanda por uma democratização política que, face ao contexto de época – guerra fria na arena internacional - é entendida como um crescimento da “esquerda" e do “ braço nacional do comunismo internacional". Há uma tendência à radicalização e polarização, o que desemboca em crises e instabilidade política. A afirmativa apresentada na questão destaca momentos em que esta instabilidade política se expressa em crises políticas: o momento do suicídio de Vargas em 1954, a eleição de Juscelino Kubitschek – contestada pela UDN e, quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, apenas 6 meses e meio depois de ser empossado. A afirmativa , portanto, apresenta uma ideia de História correta

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA


ID
3386254
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Considerando as forças políticas e sociais atuantes no decorrer do ano de 1945, fica evidente que a corrente antiEstado Novo era numericamente limitada e de extração social e política bem definida. No outro extremo, posicionava-se parte da população brasileira comprometida com o projeto social getulista/trabalhista. Entre 1945 e 1964, viveu-se uma fase da trajetória nacional brasileira que, apesar das inúmeras contradições que a marcaram, encontrou, na efervescência da vida partidária, uma efetiva contribuição para a ampliação da prática da democracia política no Brasil. 


DELGADO, Lucília de Almeida Neves. Partidos políticos e frentes parlamentares:
projetos, desafios e conflitos na democracia. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO,
Lucília de Almeida Neves (org.). O Brasil Republicano (3): o tempo da experiência
democrática – da democratização de 1945 ao golpe civil-militar de 1964. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, p. 131-132, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial, em relação à experiência histórica brasileira entre 1945 e 1964, julgue (C ou E) o item a seguir.


Lançada por Jânio Quadros, tendo à frente o chanceler San Tiago Dantas, e ampliada no governo João Goulart, especialmente sob a liderança de Afonso Arinos, a Política Externa Independente rompeu com a tradição brasileira de aproximação com Washington e aproximou o País do bloco socialista, à época liderado pela República Popular da China.

Alternativas
Comentários
  • A Política Externa Independente foi iniciada no governo de Jânio Quadros, sendo gerenciada por Afonso Arinos de Melo. Depois, no governo Jango, foi comedida e institucionalizada sob liderança de San Tiago Dantas, sendo suas principais diretrizes a autodeterminação dos povos, o desarmamento, a solução pacífica de controvérsias, a valorização do multilateralismo, da soberania e da não intervenção. A PEI rompeu com o viés americanista e adicionou um elemento pragmático às relações internacionais do Brasil, fazendo com que o país buscasse, de fato, novas parcerias, buscando maior autonomia externa e exercendo o globalismo, desvinculando-se de questões ideológicas, para alcançar o desenvolvimento nacional. Ademais, a República Popular da China não era líder do bloco socialista, esta posição cabia à URSS, com quem, inclusive, a RPC cortaria laços na década de 1960.

  • à época liderado pela República Popular da China. >>> URSS.

  • Dentro de um programa de desenvolvimentismo, a Política Externa Independente (PEI) – nome pelo qual ficou conhecida a política externa dos governos de  e  – tinha como princípio básico uma atuação independente frente à  - existente na época, visando proporcionar ao  os benefícios de uma ampliação do . Livre do engessamento provocado pelas restrições ideológicas, o Brasil poderia manter relações comerciais não somente com os países do , mas também com aqueles que adotavam o . Essa nova atitude era defendida como um caminho para o desenvolvimento econômico e social. Segundo  do período  do governo , “a instabilidade das instituições democráticas no hemisfério (...) tem origem no subdesenvolvimento econômico (...) Se quisermos acautelar a democracia americana dos riscos políticos que a ameaçam, nossas atenções terão de concentrar-se em medidas de promoção do desenvolvimento e da emancipação econômica e social”. É importante notar que o , assim como qualquer regime autoritário, era condenado pela chancelaria brasileira durante o período, embora esta se manifestasse contrária a intervenções. Defendiam-se as instituições democráticas e a promoção do desenvolvimento como forma de consolidá-las e evitar, desta forma, o avanço da ideologia comunista.

  • San Tiago Dantas não foi chanceler de Jânio (Afonso Arinos foi), mas de João Goulart.

  • Pela Política Externa Independente o Brasil seria independente das pressões de externas, fazendo o que fosse melhor para o país, independentemente de com quem fosse preciso negociar. Nesse contexto, Jânio Quadros nomeou Afonso Arinos para ministro das Relações Exteriores.

    Logo temos: JAnio Quadros >> Afonso Arinos.

    Em seguida, com a renúncia de Jânio Quadros, o cargo deveria ser entregue ao vice, João Goulart, que estava na China, nesse momento surgem dois grupos, os a favor da posse de Jango, e os contra ( acusando de ser comunista). Diante do impasse negociou-se uma saída política onde Jango assume, mas o regime adotado é o sistema parlamentarista e jango aceita. Nesse contexto que San tiago Dantas foi o chanceler de João Goulart.

    Portanto : João Goulart >> San Tiago Dantas

  • A PEI não tinha agenda ideológica, se baseando justamente no pragmatismo. Não é possível afirmar aproximação com o bloco comunista, mas com o movimento terceiro mundista (e mesmo isso só depois da ditadura).


ID
3386257
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

          Nas condições da época, a insurreição consistiu, em grande parte, em uma redistribuição das linguagens, não sendo apenas um caso no qual foi necessário recorrer às armas. Presos como se estivessem sob o fogo de Paráclito, a diversos níveis, os colonizados davam por si a falar várias línguas, em vez de uma única. 


MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África
descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014, p. 19-20, com adaptações. 

Considerando o texto apresentado, a respeito da produção intelectual africana anticolonialista, julgue (C ou E) o item a seguir.



Antes mesmo da conquista da independência da maioria dos países africanos, o ganense Kwame Nkrumah, já defendia a ideia de que se encontrassem soluções africanas para o continente e que esse objetivo somente seria alcançado por meio da união dos países africanos.

Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo

    Sobre Nkrumah. Correto, o líder ganense do Bloco de Casablanca defendia uma federalização

    africana, em contraste ao Bloco de Monróvia, de Senghor. Item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Kwame Nkrumah (1909-1972) foi um dos pensadores por detrás da

    criação do movimento pan-africanista. Governou Gana como primeiroministro

    entre 1957 e 1960 e como presidente entre 1960 e 1966. Item

    correto.


ID
3386260
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

          Nas condições da época, a insurreição consistiu, em grande parte, em uma redistribuição das linguagens, não sendo apenas um caso no qual foi necessário recorrer às armas. Presos como se estivessem sob o fogo de Paráclito, a diversos níveis, os colonizados davam por si a falar várias línguas, em vez de uma única. 


MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África
descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014, p. 19-20, com adaptações. 

Considerando o texto apresentado, a respeito da produção intelectual africana anticolonialista, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar da importante produção intelectual que antecedeu os movimentos de independência africana, os principais pensadores políticos do continente foram alijados dos movimentos anticoloniais e não puderam participar dos primeiros governos constituídos nos próprios países.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre intelectuais. Diversos intelectuais participaram dos novos governos africanos, como o

    próprio Nkrumah. Item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    É infantil crer que todos os intelectuais por detrás dos movimentos de

    independência africana não estiveram presentes nos primeiros

    governos. O próprio item 1 anula essa afirmação. Item errado.

  • Nkrumah, senghor, Agostinho neto etc

  • Link útil sobre o exemplo de liderança que foi o NKrumah: https://diplomatique.org.br/lembra-te-de-kwame-nkrumah/

ID
3386263
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

          Nas condições da época, a insurreição consistiu, em grande parte, em uma redistribuição das linguagens, não sendo apenas um caso no qual foi necessário recorrer às armas. Presos como se estivessem sob o fogo de Paráclito, a diversos níveis, os colonizados davam por si a falar várias línguas, em vez de uma única. 


MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África
descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014, p. 19-20, com adaptações. 

Considerando o texto apresentado, a respeito da produção intelectual africana anticolonialista, julgue (C ou E) o item a seguir.


Para Agostinho Neto, Portugal era apenas o elo mais fraco de uma cadeia mais ampla de dominação dos povos, fundamentada nas estruturas de poder dos principais centros capitalistas europeus.

Alternativas
Comentários
  • Prof.Filipe Figueiredo

    Sobre Agostinho Neto. Item difícil, mas faz um breve resumo do pensamento do líder angolano

    sobre Portugal: o elo mais fraco de uma dominação europeia mais ampla e do embate da Guerra

    Fria entre duas superpotências. Item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Líder do MPLA, Agostinho Neto compartilhava dessa visão marxista do

    capitalismo sobre as periferias do globo, cuja expressão máxima era o imperialismo. Item correto.

  • António Agostinho Neto foi um médico, escritor e político angolano, principal figura do país no século XX. Foi Presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola e em 1975 tornou-se o primeiro Presidente de Angola até 1979. Em 1975-1976 foi-lhe atribuído o Prémio Lenine da Paz ( Wikipédia).

    A julgar pelo fato de que o MPLA foi um partido de orientação marxista, vertente que entende a dominação capitalista entre nações de forma estrutural, era possível imaginar que o líder do partido não atribuísse somente a Portugal a condição de Angola enquanto colônia.

  • Link útil: http://www.multirio.rj.gov.br/index.php/leia/reportagens-artigos/reportagens/15229-agostinho-neto,-%E2%80%9Cpoeta-maior%E2%80%9D-e-primeiro-presidente-de-angola

ID
3386266
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

          Nas condições da época, a insurreição consistiu, em grande parte, em uma redistribuição das linguagens, não sendo apenas um caso no qual foi necessário recorrer às armas. Presos como se estivessem sob o fogo de Paráclito, a diversos níveis, os colonizados davam por si a falar várias línguas, em vez de uma única. 


MBEMBE, Achille. Sair da Grande Noite: ensaio sobre a África
descolonizada. Luanda: Edições Mulemba, 2014, p. 19-20, com adaptações. 

Considerando o texto apresentado, a respeito da produção intelectual africana anticolonialista, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar de não ser africano, Frantz Fanon exerceu grande influência sobre os pensadores do continente, sobretudo no que toca à análise das consequências psicológicas da colonização.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Fanon. O pensador nasceu em Martinica e teve importante papel tanto na luta na Argélia

    quanto em questões psicológicas da colonização, como apontado. Item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Fanon é conhecido na academia por seu pensamento ‘decolonial’ e

    escreveu sobre a colonização, poderíamos dizer, da forma pensar. Sua

    influência foi de fato muito importante sobre os pensadores africanos e

    crescentemente no Ocidente. Item correto.

  • Kwame Nkrumah (, de — , de ) foi um líder , um dos fundadores do . Foi primeiro-ministro entre 1957 e 1960 e presidente de de 1960 a 1966.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Kwame_Nkrumah

    Estou interessado em parceria de estudo, incluindo as disciplinas Espanhol, Inglês e Francês(nível avançado). O enfoque será na troca de explicações dos assuntos como forma de fixação complementar. Se tiver interesse similar, pode me enviar mensagem.

  • GABARITO CORRETO.

    Frantz Omar Fanon foi um dos iniciadores do termo TERCEIRO MUNDISTA.

    Frantz Omar Fanon foi um psiquiatra, filósofo e ensaísta marxista francês da Martinica, de ascendência francesa e africana. Fortemente envolvido na luta pela independência da Argélia, foi também um influente pensador do século XX sobre os temas da descolonização e da psicopatologia da colonização.

    Suas obras foram inspiradas em mais de quatro décadas de movimentos de libertação anti-coloniais. Analisou as consequências psicológicas da colonização, tanto para o colonizador quanto para o colonizado, e o processo de descolonização, considerando seus aspectos sociológicos, filosóficos e psiquiátricos.

    É um dos fundadores do pensamento terceiro-mundista. Ele acusou a semelhança entre o totalitarismo de direita e a ocupação na Argélia.

  • PENSADORES IMPORTANTES DA DESCOLONIZAÇÃO:

    • Franz Fanon: "Pele Negra, Máscaras Brancas". Pensamento marxista, psicologia e política.
    • Aimé Césaire: conceito de "negritude".
    • Léopold Senghor: aprofunda pensamento de Césaire; líder da indep. e primeiro presidente do Senegal.
    • Mbembe: camaronês, estudou na França; trata do pós-colonialismo.
  • Link útil: https://www.google.com/amp/s/brasil.elpais.com/cultura/2021-12-03/frantz-fanon-um-classico-para-entender-o-colonialismo.html%3foutputType=amp

ID
3386269
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Nas décadas de 1950 e de 1960, registraram-se sucessivos anos de prosperidade material e crescimento econômico. Acerca desse período, conhecido como a Era de Ouro do pós-Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.



A expansão econômica experimentada no mundo capitalista, na década de 1950, não encontrou paralelo no mundo socialista, onde os indicadores de produção continuaram bem abaixo da média mundial até pelo menos a década de 1970.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre década de 1950, o item está com uma grafia ambígua. A URSS teve crescimento

    econômico após a guerra, assim como a Iugoslávia. Ainda assim, crescimento menor do que o dos

    EUA. Suficiente para dizer que “não encontrou paralelo” em uma prova objetiva? Qualquer

    resposta abre margem para recursos, mesmo que tênues. De qualquer maneira, o crescimento

    soviético foi maior do que a média mundial, então, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Os indicadores de produção no bloco soviético indicaram alta entre os

    anos citados. Item errado.

  • Errado, pois teve um período de crescimento até maior do que o dos EUA, com base no trecho abaixo:

    Da era de Stalin ao início da era Brezhnev, a economia soviética cresceu muito mais lentamente que o Japão e ligeiramente mais rápida do que os Estados Unidos. Os níveis do PIB em 1950 (em bilhões de dólares em 1990) foram de 510 (100%) na União Soviética, 161 (100%) no Japão e 1.456 (100%) nos Estados Unidos.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_da_Uni%C3%A3o_Sovi%C3%A9tica


ID
3386272
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Nas décadas de 1950 e de 1960, registraram-se sucessivos anos de prosperidade material e crescimento econômico. Acerca desse período, conhecido como a Era de Ouro do pós-Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.



O crescimento econômico das décadas de 1950 e de 1960, registrado no mundo capitalista, deveu-se à eliminação do papel do Estado e à desregulamentação do mercado de trabalho. Como os índices de produção e crescimento eram altos, também cresceram os salários que tornaram possível o consumo em massa.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre mundo capitalista, falar em “eliminação do papel do Estado” no período de

    implementação do Welfare State não faz sentido, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Não houve desregulamentação do mercado de trabalho ou eliminação

    do papel do Estado. Pelo contrário, na maior parte do mundo ocidental,

    o período pós-guerra foi marcado pelo incremento do papel do Estado

    na economia. Item errado.


ID
3386275
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Nas décadas de 1950 e de 1960, registraram-se sucessivos anos de prosperidade material e crescimento econômico. Acerca desse período, conhecido como a Era de Ouro do pós-Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.



A politização da questão ambiental, por meio da fundação e do fortalecimento de partidos “verdes” na Europa, é contemporânea da primeira crise do petróleo, decorrente da elevação em cerca de 400% dos preços dessa commodity.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre partidos verdes, os primeiros partidos europeus com essa bandeira são justamente da

    década de 1970, item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    De fato, o primeiro partido verde, fundado na Austrália, surgiu em 1972,

    contemporaneamente ao primeiro choque do petróleo. Todavia, a sua

    expansão e popularização na Europa se daria apenas alguns anos mais

    tarde. Item capcioso, porém correto.

  • É bizarro que o enunciado fale das décadas de 1950 e 1960, mas a assertiva se refira à década de 1970.

  • Achei o tema interessante e olhem o que achei:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Verde_(Brasil)

    Os Partidos Verdes surgiram como instituição política na Tasmânia, Austrália. Um grupo de ecologistas se reuniu pela primeira vez em 1972, com o objetivo de impedir o transbordamento do Lago Pedder. Hoje, o Partido Verde é parte decisiva na política australiana. De lá migrou para a Nova Zelândia e, depois, para a Europa e o restante do mundo. Hoje está constituído em 120 países e é a quarta maior bancada no Parlamento Europeu.

    O partido surgiu no cenário político brasileiro da década de 1980, baseado nas convergências ambientalistas existentes na Europa, tendo entre seus primeiros articuladores artistas, intelectuais e ativistas. As manifestações eram pontuais e centradas em questões como as usinas nucleares de Angra dos Reis, a poluição em Cubatão, Amazônia, Pantanal, a caça às baleias.

    No Brasil, a primeira manifestação político partidária com o nome de Partido Verde ocorreu no estado do Paraná em 1982. O candidato a Deputado Federal pelo PTB, Hamilton Vilela de Magalhães, utilizou em sua propaganda o nome do Partido Verde e uma baleia como símbolo. A fundação aconteceu em janeiro de 1986 no Rio de Janeiro por Fernando Gabeira, Lúcia Veríssimo, Alfredo Sirkis, Domingos Fernandes, Lucélia Santos, Carlos Minc, John Neschling, Washington Rio Branco, Luiz Alberto Py e Guido Gelli.

    No início da formação do Partido, sua ideologia estava voltada tão somente para as questões ecológicas. Contudo, não demorou muito para outros temas ganharem destaque, a exemplo do combate ao racismo, ao machismo, à homofobia, entre outros, divergindo assim do conservadorismo político da época.

    GABARITO CERTO

  • Na verdade, a fundação e fortalecimento de partidos verdes na Europa é mais para final da década de 1970, portanto seria mais contemporânea à segunda crise do petróleo (1979) e não à primeira (1973). Vai entender...

  • Ainda que houvesse algumas pequenas agremiações contemporâneas ao primeiro choque do petróleo (1973), a primeira eleição de um parlamentar verde a nível nacional ocorreu apenas em 1979, na Suíça. Não houve "fortalecimento" dos partidos verdes na década de 1970, pois eles só começaram a ganhar forma na década seguinte. O desastre de Chernobyl foi muito mais importante para a politização da pauta ambiental e para o aumento de popularidade dos partidos verdes.


ID
3386278
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Nas décadas de 1950 e de 1960, registraram-se sucessivos anos de prosperidade material e crescimento econômico. Acerca desse período, conhecido como a Era de Ouro do pós-Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.



O capitalismo do pós-guerra nos países industrializados pode ser entendido como um amálgama do liberalismo econômico com democracia social, enriquecido pelo empréstimo de experiências de planejamento econômico do mundo socialista.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre países industrializados, acredito que o item faz um apropriado resumo do que é o Estado

    de Bem-estar Social, item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Apesar do termo “liberalismo econômico” ter-nos causado certa dúvida

    inicial, concordamos com o gabarito preliminar. Item correto.

  • Significado de Amálgama

    substantivo masculino e feminino Fusão perfeita de coisas ou pessoas distintas que formam um todo; mistura. [Odontologia] Liga metálica composta por mercúrio e pó de prata, utilizada pelos dentistas para fazer obturações nos dentes.

    Fonte: https://www.dicio.com.br/amalgama/

    Bons estudos!

    Estou interessado em parceria de estudo, incluindo as disciplinas Espanhol, Inglês e Francês(nível avançado). O enfoque será na troca de explicações dos assuntos como forma de fixação complementar. Se tiver interesse similar, pode me enviar mensagem.

  • "enriquecido pelo empréstimo de experiências de planejamento econômico do mundo socialista". Como assim?

  • Em relação ao "enriquecido pelo empréstimo de experiências de planejamento econômico do mundo socialista", acho que se refere à intervenção do estado na economia. 

    O que é economia planificada?

    "Economia Planificada é um sistema econômico cuja produção é controlada pelo Estado, que define o planejamento e as metas da economia do país.

    Também chamada de Economia Centralizada ou Economia Centralmente Planejada, é o modelo proposto pelo Socialismo."

    fonte: https://www.todamateria.com.br/economia planificada/#:~:text=Economia%20Planificada%20%C3%A9%20um%20sistema,o%20modelo%20proposto%20pelo%20Socialismo.

    Como ocorreu nos EUA na crise de 1929. Lembra?

    Para contornar a situação econômica daquele país, houve a necessidade de o estado intervir. É A TAL DA EXPERIÊNCIA

    DE QUE A QUESTÃO FALA.

    "Roosevelt, ao contrário de Hoover, acreditava que o governo americano era o principal responsável para lutar contra os efeitos da Grande Depressão. Em uma sessão legislativa especial, sessão conhecida como Hundred Days ("Cem Dias"), Roosevelt, juntamente com o congresso americano, criaram e aprovaram uma série de leis que, por insistência do próprio Roosevelt, foram nomeadas de New Deal ("Novo Acordo"). Estas leis forneceriam ajuda social às famílias e pessoas que necessitassem, forneceriam empregos através de parcerias entre o governo, empresas e os consumidores, e reformou o sistema econômico e governamental americano, de modo a evitar que uma recessão deste gênero ocorresse futuramente."

    fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o

    Leia o que está no último link, pois há autores que divergem sobre o que realmente deu fim a essa crise.  

    OBS: Estou iniciando meus estudos para este concurso. Portanto, se eu estiver equivocado na resposta, por favor, mande-me uma mensagem no "xati". 

  • Do jeito que está parece que é uma bênção ao mundo. Não há erros, mas quando a questão puxa o saco assim tem que desconfiar.

  • Acredito que a banca não quis corrigir, mas a palavra "empréstimo" compromete a questão. Uma coisa é se ter atitudes similares a experiência socialista e outra coisa é obter experiência por empréstimo.

  • Bem polêmico. Acredito que "empréstimo de experiências de planejamento econômico do mundo socialista" esteja ligado a programas sociais ou questões econômicas ligadas à busca de equidade. Ocorre aí uma simplificação, pois não há como se chegar a uma conclusão de que o capitalismo exclui programas sociais ou de governo. Ademais, apenas comunismo (fase final de formato social buscada por meio do socialismo) e anarquismo pregavam ausência de governo, o que, por si só, desliga estas vertentes de qualquer soma de "programas sociais feitos por um governo", afinal de contas, não há governo nestes ideários.


ID
3386281
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.



Os fisiocratas franceses, conhecidos como Les Economistes, defendiam que a lei econômica maior, em qualquer governo, deveria ser resumida no lema “laissez faire, laissez passer”, que sintetizava sua compreensão fundamental de que o comércio, como fonte de toda a riqueza, deveria ser livre da intervenção governamental.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre fisiocratas, o item não menciona o trabalho produtivo da terra como ideia central, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Os fisiocratas consideravam que a agricultura, não o comércio, era a

    fonte de toda real riqueza. Item errado.


ID
3386284
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.



Ao assumir o posto de controlador-geral das finanças na França, em 1774, o economista Anne Robert Jacques Turgot procurou reduzir o descontrole do gasto público, inclusive por meio da redução do número de sinecuras e da concessão de novas pensões estatais. Contudo, foi sua política liberalizante do comércio que causou maior resistência dos demais ministros e de especuladores do mercado. Essas críticas, associadas às péssimas colheitas de 1775, minaram a confiança de Luís XVI e acabariam por inviabilizar a continuidade de Turgot à frente da economia francesa.

Alternativas
Comentários
  • Prof.Filipe Figueiredo

    Sobre Turgot, o item faz um apropriado resumo das medidas liberais do ministro; entretanto,

    está escrito de forma extensa e confusa, o que gera uma certa contradição. Item provavelmente C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Monsieur Turgot era liberal que propôs profundas reformas no Estado e

    na economia franceses. No entanto, justamente quando liberalizou o

    mercado de grãos, houve uma diminuição de colheitas na França e

    aumento elevado de preços, resultando na guerra da farinha de 1775. Os

    problemas de curto prazo decorrentes de seu programa econômico

    fizeram com que o rei perdesse confiança nele, forçando-o a se demitir.

    Item correto.


ID
3386287
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.



De acordo com os teóricos da fisiocracia, os Estados deveriam paulatinamente ser extintos, já que não passam de entrave desnecessário ao livre comércio de bens.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Pedro e Diogo

    Os fisiocratas não propunham o fim do Estado como os libertários, os

    anarquistas ou os comunistas. Item errado.

  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre fisiocratas, item desconexo, já que a ideia não se trata do livre comércio de bens, item E

  • Basta pensar que os fisiocratas remontam à época da monarquia, a ausência de Estado era impensável. Nem os liberais que os sucederam defendem a abolição do Estado, vendo-o como um "mal necessário".

  • Quando é absurdo assim a gente já sabe que é E

  • Errado. A Fisiocracia visa a menor intervenção do Estado na economia , mas não propunha o fim do Estado.


ID
3386290
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que concerne ao pensamento econômico francês no século 18, julgue (C ou E) o item a seguir.


O modelo proposto por François Quesnay, no respectivo Tableau Economique, ilustrava como interagiam, por meio das trocas comerciais – ou seja, operações de compra e venda –, as classes proprietária (donos de terras), produtiva (trabalhadores da agricultura) e estéril (de artesãos e mercadores).

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre a tabela de Quesnay, o item faz um apropriado resumo, embora o uso do termo “trocas

    comerciais” possa causar confusão ou até mesmo recursos, já que salários e aluguéis eram centrais

    na ideia do fisiocrata, e estão de fora do item. Item provavelmente C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Quesnay em sua obra divide a sociedade exatamente como afirma o item, entre proprietários, produtores e estéreis, lembrando sempre que para os fisiocratas é a agricultura que gera real riqueza. Item correto.

  • O modelo proposto na tabela, publicada em 1758, mostrava como o dinheiro fluía entre as classes de agricultores, proprietários e artesãos. O excedente inicial era gerado pela agricultura e então transferido para os outros dois setores.

    Fonte: Entendendo a Economia - De Pitágoras aos principais economistas contemporâneos. ORRELL, David. VAN LOON, Borin. p. 46-47.

  • Alguém sabe qual bibliografia tem isso? O Burns faz uma breve menção mas não seria suficiente pra responder a questão. Alguém sabe?

ID
3386293
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

      Ouvimos dizer que, no vosso próprio país, o ópio é proibido com o máximo rigor e severidade: esta é uma forte prova de que sabeis muito bem como ele é danoso para a humanidade. Como não permitis que ele fira vosso próprio país, não deveríeis transferir droga tão prejudicial a outro país, e menos ainda para o Império do Meio. Dos produtos que a China exporta a vossos países, não há um que não seja benéfico para a humanidade. Isso sem mencionar nosso chá e ruibarbo, coisas sem as quais vossos países estrangeiros não poderiam passar um dia. Se nós, do Império Central, vos limitássemos do que é benéfico e vos privássemos de vossos desejos, como poderíeis vós, estrangeiros, existir? 


LIN ZEXU. Carta de junho de 1839, Cantão, para sua Majestade a Rainha
Vitória da Grã-Bretanha e da Irlanda, Londres. 2 f. Sobre comércio de ópio
na China, traduzido, com adaptações 

No que se refere aos conflitos conhecidos como as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), julgue (C ou E) o item a seguir.


As Guerras do Ópio foram produto direto da competição entre as potências coloniais europeias e os Estados Unidos que disputavam entre si concessões do governo de Pequim.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Pedro e Diogo

    Não houve participação dos EUA nas guerras do ópio. Item errado.

  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre os EUA, o item está errado, já que o país americano foi aliado britânico em exigir

    concessões da China. A divergência entre europeus e americanos ocorre apenas no final do século

    XIX, com a Política de Portas Abertas, quando os EUA querem impedir que a China seja retalhada

    em posses coloniais. Item E

  • A Primeira Guerra do Ópio ocorreu entre Inglaterra x China.

    A Segunda Guerra do Ópio ocorreu entre Inglaterra+França x China.

    Não houve participação dos EUA.


ID
3386296
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

      Ouvimos dizer que, no vosso próprio país, o ópio é proibido com o máximo rigor e severidade: esta é uma forte prova de que sabeis muito bem como ele é danoso para a humanidade. Como não permitis que ele fira vosso próprio país, não deveríeis transferir droga tão prejudicial a outro país, e menos ainda para o Império do Meio. Dos produtos que a China exporta a vossos países, não há um que não seja benéfico para a humanidade. Isso sem mencionar nosso chá e ruibarbo, coisas sem as quais vossos países estrangeiros não poderiam passar um dia. Se nós, do Império Central, vos limitássemos do que é benéfico e vos privássemos de vossos desejos, como poderíeis vós, estrangeiros, existir? 


LIN ZEXU. Carta de junho de 1839, Cantão, para sua Majestade a Rainha
Vitória da Grã-Bretanha e da Irlanda, Londres. 2 f. Sobre comércio de ópio
na China, traduzido, com adaptações 

No que se refere aos conflitos conhecidos como as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), julgue (C ou E) o item a seguir.



A incontestável vitória britânica na primeira Guerra do Ópio foi facilitada pelo controle inglês sobre o porto de Hong Kong.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Pedro e Diogo

    O único erro que encontramos neste item se refere à informação de que o controle britânico sobre Hong Kong se deu ao longo da primeira guerra do ópio. Em tese, Hong Kong apenas passou para o controle inglês com o Tratado de Nanquim, assinado em 1842, onde se estabeleciam as indenizações de guerra. Item errado, porém capcioso.

  • Prof Filipe Figueiredo

    Sobre Hong Kong, o item está errado, pois o controle do porto foi consequência da guerra, não

    um fator militar, item E


ID
3386299
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

      Ouvimos dizer que, no vosso próprio país, o ópio é proibido com o máximo rigor e severidade: esta é uma forte prova de que sabeis muito bem como ele é danoso para a humanidade. Como não permitis que ele fira vosso próprio país, não deveríeis transferir droga tão prejudicial a outro país, e menos ainda para o Império do Meio. Dos produtos que a China exporta a vossos países, não há um que não seja benéfico para a humanidade. Isso sem mencionar nosso chá e ruibarbo, coisas sem as quais vossos países estrangeiros não poderiam passar um dia. Se nós, do Império Central, vos limitássemos do que é benéfico e vos privássemos de vossos desejos, como poderíeis vós, estrangeiros, existir? 


LIN ZEXU. Carta de junho de 1839, Cantão, para sua Majestade a Rainha
Vitória da Grã-Bretanha e da Irlanda, Londres. 2 f. Sobre comércio de ópio
na China, traduzido, com adaptações 

No que se refere aos conflitos conhecidos como as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), julgue (C ou E) o item a seguir.



Apenas com a derrota na segunda Guerra do Ópio, a China viu-se obrigada a permitir a instalação de representações estrangeiras residentes na respectiva capital imperial.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre embaixadas, o item está possivelmente correto, embora tenha dúvidas se a Primeira

    Guerra do Ópio já não responderia corretamente. Item provavelmente C, com possibilidade de

    pesquisa para recurso

  • Prof Pedro e Diogo

    De fato, após a assinatura do “Tratado de Tianjin”, o governo chinês se viu obrigado a pôr fim em sua política de intransigência. Item correto.

  • Tratado de Tianjin propunha a abertura das portas Chinesas para os estrangeiros, diplomatas estrangeiros seriam aceitos na China, permissão de missionários cristãos e a legalização do ópio.

  • GABARITO CORRETO.

    Texto tirado daqui: https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerras_do_%C3%B3pio

    A Primeira Guerra do Ópio (1839-1842)

    Em 1839, diante do assassinato brutal de um súdito chinês por marinheiros britânicos embriagados em Cantão, o comissário imperial chinês ordenou a expulsão de todos os ingleses da cidade. Na ocasião, o governo chinês confiscou e destruiu cerca de 20 mil caixas de ópio nos depósitos britânicos, expulsando da China os seus responsáveis, súditos da Grã-Bretanha.

    Esses factos serviram de pretexto para que a Grã-Bretanha declarasse guerra à China, na chamada Primeira Guerra do Ópio (1839-1842). Em 1840, o chanceler britânico, lorde Palmerston,[1] furioso, ordenou uma frota de 16 navios de guerra britânicos para a região. Senhora de superioridade tecnológica inquestionável, representada por modernos navios de aço movido á vapor como o Fênix Dancer, a esquadra britânica afundou boa parte dos obsoletos juncos à vela da marinha de guerra chinesa, sitiou Guangzhou (Cantão), bombardeou Nanquim e bloqueou as comunicações terrestres com a capital, Pequim.

    O conflito foi encerrado em Agosto de 1842 com a assinatura do Tratado de Nanquim, o primeiro dos chamados "Tratados Desiguais", pelo qual a China aceitou suprimir o sistema de Co-Hong (companhia governamental chinesa), abrir cinco portos ao comércio de ópio britânico (Cantão, Fuzhou, Xizmen, Ningbo e Xangai), pagar uma pesada indenização de guerra e entregar a ilha de Hong Kong, na qual ficaria sob o domínio inglês por 155 anos. Como garantia do direito de comércio de ópio assim obtido, um navio de guerra britânico ficaria permanentemente ancorado em cada um desses portos.[3]

    A Segunda Guerra do Ópio (1856-1860)

    Em 1856, oficiais chineses abordaram e revistaram o navio de bandeira britânica, Arrow. Os franceses aliaram-se aos britânicos no ataque militar lançado em 1857. As forças aliadas operaram ao redor de Cantão, de onde o vice-rei prosseguia com uma política protecionista. Mais uma vez, a China saiu derrotada e, em 1858, as potências imperialistas ocidentais exigiram que a China aceitasse o Tratado de Tianjin. De acordo com este tratado, onze novos portos chineses seriam abertos ao comércio de ópio com o Ocidente e seria garantida a liberdade de movimento aos traficantes europeus e missionários cristãos. Quando o imperador Xianfeng se recusou a ratificar o acordo, a capital, Pequim, foi ocupada. Após a Convenção de Pequim (1860), o Tratado de Tianjin foi aceito.

    A China criou um Ministério dos Negócios Estrangeiros, permitiu que se instalassem legações ocidentais na capital e renunciou ao termo "bárbaro", usado nos documentos chineses para denominar os ocidentais.

  • Desta vez a China foi obrigada a assinar outro acordo: o Tratado de Tianjin, no qual garantia a abertura de onze novos portos ao Ocidente, além de permitir a liberdade de movimento aos mercadores europeus e missionários cristãos. Para tentar administrar esse grande fluxo estrangeiro, a China então criou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde permitia que se instalassem legações ocidentais na capital e renunciou o termo "bárbaro", usado inclusive em documentos quando se fazia referência aos ocidentais.

    Fonte:https://brasilescola.uol.com.br/guerras/segunda-guerra-opio.htm


ID
3386302
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

      Ouvimos dizer que, no vosso próprio país, o ópio é proibido com o máximo rigor e severidade: esta é uma forte prova de que sabeis muito bem como ele é danoso para a humanidade. Como não permitis que ele fira vosso próprio país, não deveríeis transferir droga tão prejudicial a outro país, e menos ainda para o Império do Meio. Dos produtos que a China exporta a vossos países, não há um que não seja benéfico para a humanidade. Isso sem mencionar nosso chá e ruibarbo, coisas sem as quais vossos países estrangeiros não poderiam passar um dia. Se nós, do Império Central, vos limitássemos do que é benéfico e vos privássemos de vossos desejos, como poderíeis vós, estrangeiros, existir? 


LIN ZEXU. Carta de junho de 1839, Cantão, para sua Majestade a Rainha
Vitória da Grã-Bretanha e da Irlanda, Londres. 2 f. Sobre comércio de ópio
na China, traduzido, com adaptações 

No que se refere aos conflitos conhecidos como as Guerras do Ópio (1839-1842 e 1856-1860), julgue (C ou E) o item a seguir.



No período entre as hostilidades, britânicos e franceses auxiliaram a dinastia Qing a derrotar um movimento rebelde chinês messiânico de inspiração cristã, conhecido como Reino Celestial Taiping, sediado em Nanquim.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre a rebelião Taiping, o item está correto, as potências europeias auxiliaram os Qing, até pelo

    caráter “anti-imperialista” da rebelião, item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    A felicidade bate à porta dos prevenidos! Como comentado em nossas aulas em vídeo, a Rebelião Taiping foi, de fato, um movimento messiânico e questionador da soberania da dinastia Qing sobre o Império do Meio articulado por Hong Xiuquan. Item correto.

  • Justificativa da banca para a anulação:

    O item foi anulado, pois britânicos, franceses e outros ocidentais apoiaram, em diferentes momentos e sob diferentes formas, a Dinastia Qing a combater o movimento rebelde Taiping, no período compreendido como Guerras do Ópio e mesmo após encerrado o conflito. Por essa razão, o trecho “no período entre as hostilidades” e o uso do verbo “derrotar” permitem leitura imprecisa que indicaria ter sido o movimento totalmente derrotado em 1856, ano de início da Segunda Guerra do Ópio, o que não estaria correto.  


ID
3386305
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Acerca do conjunto de ideias que contribuíram para a formação do chamado Concerto Europeu, julgue (C ou E) o item a seguir.



O período de paz desfrutado pela Europa continental após as guerras napoleônicas pode ser atribuído à criação de uma ordem continental fundamentada em um cálculo realista de equilíbrio de poder, a despeito dos sistemas políticos e de valores dos estados europeus que o conceberam.

Alternativas
Comentários
  • Acho que o erro está em: "a despeito dos sistemas políticos e de valores dos estados europeus que o conceberam". O Concerto Europeu condizia justamente aos sistemas políticas e aos valores dos Estados que o formularam.

  • Prof. Pedro e Diogo

    Um dos grandes princípios do Congresso de Viena era o equilíbrio de poder no continente, depois uma quase total hegemonia francesa. Esse equilíbrio seria orquestrado pelas grandes potências, que, entre si, possuíam divergências quanto à organização política interna de seus países. Nesse sentido, não consideramos o item errado, como afirma o gabarito.

  • Prof Filipe Figueiredo

    Sobre a paz relativa, resumo apropriado, item C

    Adição após o gabarito: O item foi dado como E, talvez pelo trecho “a despeito dos sistemas

    políticos e de valores”. Nesse caso, o item quer fazer uma ligação com os valores de restauração e

    legitimidade; entretanto, esses próprios valores citados foram progressivamente modificados no

    Longo Século XIX. As unificações tardias e mudanças constitucionais em governos que foram

    alicerce de Viena são exemplos de que o sistema realista de equilíbrio foi mantido a despeito dos

    sistemas e valores, mesmo quando esses eram outros.

  • Eu já acho que o erro está no início: "O período de paz desfrutado pela Europa continental após as guerras napoleônicas". O Concerto de Viena não evitou algumas guerras, mas apenas as manteve "sob controle". Exemplos: Guerra da Criméia, as guerras de independência da Itália e a Guerra Franco-Prussiana. Isso pra não mencionar as guerras fora da Europa, com as quais a Inglaterra, principalmente, vira e mexe estava envolvida (mas como o item fala do "período de paz desfrutado pela Europa continental", então não caberia falar das "guerras externas").

  • A resposta deveria ser C, a questão está de acordo com Sombra Saraiva (História das relações internacionais contemporâneas), que menciona "o senso realista das concepções e práticas de política internacional do Concerto Europeu" (p. 47) e menciona as diferenças de sistemas políticos e valores das potências envolvidas: potências reacionárias (Áustria, Rússia, Prússia) e potências liberais e constitucionais (Grã-Bretanha e França). "O ponto de entendimento entre democracia e absolutismo era um desafio do concerto" (p. 51). Às vezes não adianta tentar justificar gabarito errado do Cespe.

  • não encontrei justificativa para alteração do item aqui! Peçam para professores comentar essa questão!

    - JUSTIFICATIVAS PARA ALTERAÇÕES DO GABARITO PRELIMINAR

  • "A razão do sucesso de Viena: os países continentais eram entrelaçados por sentimento de valores compartilhados (...). O equilíbrio do poder reduz as oportunidades para o uso da força; um sentimento compartilhado de justiça reduz o desejo de usar a força. " KISSINGER, Diplomacy, Chapter Four, The Concert of Europe, p.79 (tradução livre)

  • O gabarito correto é "Certo". O grande triunfo do sistema de Viena foi a construção de uma balança de poder realista, ainda que o objetivo declarado fosse eivado de ideologia reacionária.

    Prova maior desse fato seria a efetividade da Quádrupla Aliança (secreta), em detrimento da Santa Aliança, cuja relevância foi meramente simbólica.


ID
3386308
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Acerca do conjunto de ideias que contribuíram para a formação do chamado Concerto Europeu, julgue (C ou E) o item a seguir.



O projeto de paz proposto pelo Czar Alexandre I, anos antes do término das guerras napoleônicas, partia da adoção generalizada de governos constitucionais com base em instituições liberais.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Pedro e Diogo

    Item altamente polêmico. Uma das poucas referências encontradas desta questão foi a presente no livro Revolutionary Europe (1750-1850) de Jonathan Sperber, p. 289, em que o autor escreve en passant sobre o episódio. Correto, mas muito mais detalhista que todas as provas anteriores.

  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre o czar, Alexandre I tinha visões conflitantes sobre o liberalismo; enquanto defendia visões

    liberais, na prática era um absolutista autocrata. E sim, anos antes de Viena, antes de Tilsit, ele fez

    uma proposta iluminista de “federação europeia”. Item provavelmente C, numa pegadinha

  • Kissinger, Diplomacia. Cap. 3 - Da universalidade ao equilíbrio.

    "Em 1804, o temperamental Alexandre I, czar de todas a Rússias, fez uma proposta ao primeiro-ministro inglês William Pitt, o MOço, o inimigo mais implacável de Napoleão. Influenciado pelos filósofos do iluminismo, Alexandre I considerava-se a própria consciências moral da Europa e estava na fase final do seu fascínio pelas instituições liberais. Nessa disposição de espírito, propôs a Pitt um esquema vago de paz universal, chamando todas as nações a reforçarem suas instituições com o propósito de encerrar o feudalismo e adotar o governo constitucional. [...] O autocrata russo foi, portanto, o inacreditável precursor da ideia wilsoniana de que instituições liberais eram pré-requisito da paz, embora nunca tenha ido ao ponto de praticar esses princípios com seu próprio povo."

  • Depois que o professor fala sobre isso e a gente arregala os olhos, ninguém mais erra. Porém, imagino que no contexto da prova era uma questão muito difícil!

  • O Plano Pitt foi a resposta de Pitt a Alexandre I, conforme afirma Kissinger na p.57 do Capítulo 3 de Diplomacia
  • Política é uma coisa linda, né?


ID
3386311
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Acerca do conjunto de ideias que contribuíram para a formação do chamado Concerto Europeu, julgue (C ou E) o item a seguir.



Na primeira década do século 19, a Grã-Bretanha do primeiro-ministro William Pitt definiu, como seu principal objetivo de política internacional para a Europa do pós-guerra, a realização de intervenções militares no continente sempre que necessário, de forma a evitar novos movimentos revolucionários.

Alternativas
Comentários
  • Prof Pedro e Diogo

    A política inglesa pós-guerras napoleônicas foi de evitar um ressurgimento da França como potência militar hegemônica, mas não de intervir internamente nos países do continente de modo a evitar uma forma ou outra de governo. Item errado.

  • Prof Filipe Figueiredo

    Sobre o Reino Unido, o item inverte o Isolamento Esplêndido. Item E

  • William Pitt faleceu em 1806, momento no qual as guerras napoleônicas ainda estavam em vigor. Sua política externa foi, basicamente, a luta contra a expansão napoleônica.

    ERRADO.

  • apesar de W. Pitt ter falecido antes da derrota de Napoleão e, consequentemente, pré-Congresso de Viena, ele pensava sim no pós-guerra contra o império francês.

    Essência: plano Pitt 1804 - objetivava estabilidade pós-guerra napoleônica 

  • Historian Charles Petrie concludes that he was one of the greatest Prime Ministers "if on no other ground than that he enabled the country to pass from the old order to the new without any violent upheaval ... He understood the new Britain." For this he is ranked highly amongst all British Prime Ministers in multiple surveys.

    https://en.wikipedia.org/wiki/William_Pitt_the_Younger

    Good studies!

  • ERRADO. O objetivo do plano de William Pitt não era intervenção militar no continente. William Pitt, até hoje o primeiro-ministro britânico mais jovem a assumir o cargo (pela primeira vez, com 24 anos, entre 1783 e 1801, e depois entre 1804 e 1806), traçou um plano para o equilíbrio continental europeu. A ideia era a criação do que viria a ser a Confederação Germânica, a fim de conter a influência francesa e austríaca sobre o continente, evitando assim o surgimento de uma potência continental que pudesse contestar a hegemonia britânica. A Confederação Germânica seria, portanto, uma espécie de buffer state na Europa Central. Com equilíbrio no continente, a Grã-Bretanha teria espaço para exercer hegemonia marítima.


ID
3386314
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Acerca do conjunto de ideias que contribuíram para a formação do chamado Concerto Europeu, julgue (C ou E) o item a seguir.



Entre os artigos para a paz perpétua entre os estados, propostos por Immanuel Kant, que mais influenciaram as potências europeias reunidas em Viena em 1814, destacam-se a meta de reduzir e eliminar gradativamente os exércitos permanentes e o princípio de que nenhum Estado deve imiscuir-se pela força na constituição e no governo de outro Estado.

Alternativas
Comentários
  • Prof Pedro e Diogo

    Em verdade, em Viena temos a formação da Quádrupla Aliança contra a França, mas também a Santa Aliança que se propunha, sim, a intervir nos Estados europeus de modo a evitar revoluções, fossem elas liberais ou nacionalistas. Item errado.

  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Kant, suas ideias não influenciaram Viena, mas a Liga das Nações. Viena foi baseado no

    realismo e no equilíbrio de poder. Item E

  • Excelentes "cotejos"

  • Em A Paz Perpétua, Kant estipula que tratados de paz não podem ter ressalvas, pois elas podem evoluir para uma guerra no futuro; também, estipula que o Estado não é objeto de conquista, aquisição ou doação de outro, uma vez que ele não é patrimônio do governante. Por fim, Kant realmente afirma que os exércitos permanentes devem ser eliminados, pois entende que estes são os causadores da guerra.

    A obra foi publicada em 1795 e, portanto, foi contemporânea ao Congresso de Viena, mas não foi nele utilizada. Os princípios do Congresso de Viena se resumem na Legitimidade e no Equilíbrio para que não houvesse outro Napoleão.

    ERRADA.

  • Teoria da paz democrática: Existe para os teóricos liberais uma relação próxima entre o regime político de um país e sua política externa. Uma das vertentes do pensamento liberal defende que, como são pacifistas, democracias nunca (ou quase nunca) entram em guerra umas com as outras e têm menos divergências entre si. Haveria nelas uma complexidade social e institucional que dificultaria o recurso à guerra pelos governos. Retomando Kant, argumentou-se que democracias não entram em guerras entre si, devido a existencia de culturas políticas nacionais fundamentadas na solução pacifica de conflitos etc 

    Como indica o enunciado da questão, o objetivo é pensar na formação do Concerto Europeu, o qual foi pautado por uma lógica de equilíbrio de poder, o que se logrou foi uma paz concertada até meados da primeira metade do século XIX, o que, no entanto, cai por terra na segunda metade com a Guerra da Crimeia e as guerras de unificação italiana e alemã. O Concerto Europeu destaca o início de um princípio de institucionalização do direito internacional na medida que os congressos visam ao diálogo e à conformação de tratados; no entanto, é ainda a lógica realista que prevalece, de contra-balancear as potências ascendentes e não uma lógica de conformação de um sistema internacional visando coibir a anarquia internacional, objetivo de não apenas a Liga das Nações como a ONU.

    + houve vários congressos e várias intervenções : a primeira onda de revoluções, a de 1820 no Mediterrâneo, houve intervenções. Ademais só lembrar das alianças que se formaram no período para fazer frente à outras, como a Santa Aliança ou a Quíntupla Aliança. Bismarck foi o artífice da unificação alemã e sem conflitos ela não teria sido possível (guerra dos ducados, guerra com a França etc). apesar do concerto europeu conseguir estabelecer uma "paz armada" houve conflitos ao longo do secXIX e, nesse sentido, claramente se imiscuíramo-nos pela força na constituição e no governo de outro Estado.

  • A ideia da quádrupla Aliança e, posteriormente, Quíntupla Aliança, era justamente a de intervenção em outros Estados para evitar revoltas internas que alterassem o status quo das disnastias europeias pré revolucionárias, as quais foram restauradas com base no princípio da legitimidade, inventalo pelo Chanceler francês Talleyrand. Lembremos que o referido princípio orientou os trabalhos no Congresso de Viena.

    Vale ressaltar que o declínio desse sistema de alianças (sistema de metternich) iniciou-se após a retirada da Inglaterra da quíntupla Aliança, a qual passou a repudir a política de internveção.


ID
3386317
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Os Estados Unidos da América (EUA) foram forjados no crisol do Iluminismo. Nenhuma outra nação foi tão marcada por sua influência. Nossos ideais de liberdade e igualdade, o soar das “verdades evidentes” da Declaração de Independência e os tons mesurados da Constituição e do Federalista, todos ecoam a linguagem do Iluminismo e expressam suas mais profundas convicções a respeito da vida política e dos direitos naturais da humanidade. 



STALOFF, Darren. Hamilton, Adams, Jefferson: the politics of
Enlightenment and the American Founding. Nova York:
Hill and Wang, 2005, p. 3, traduzido, com adaptações. 

No que se refere ao tema precedente e a seu contexto histórico, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar dos princípios consagrados na Declaração de Independência e na Constituição dos Estados Unidos, apenas a partir de 1801, com a eleição de Thomas Jefferson, ganham corpo as questões relativas à maior democratização da política americana e à busca de princípios igualitários, como a expansão do direito ao voto no sentido do sufrágio universal de homens brancos.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre voto, o item faz uma salada. A primeira mudança de regras eleitorais nos EUA ocorre

    apenas após a guerra civil, e a discussão de “democratização” ocorre com Jackson, não Jefferson.

    Item provavelmente E

    Adição após o gabarito: Como mencionado, o item faz uma salada e era “provavelmente” E. No

    fim das contas, ele foi dado como C, porém sua ambiguidade permite recursos, baseado no fato de

    que as regras eleitorais nos EUA ocorrem apenas após a guerra civil. Estou de castigo também.

  • Prof Pedro e Diogo

    O partido republicano-democrata, ou jeffersoniano, era defensor de um modelo político mais aberto e participativo, contrariamente a seus adversários políticos, os federalistas, que temiam os excessos da “democracia”, tal como se entendia à época. É importante observar, contudo, que a efetiva expansão do voto para todos os homens brancos só se dará bem mais a frente. Item correto.


ID
3386320
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Os Estados Unidos da América (EUA) foram forjados no crisol do Iluminismo. Nenhuma outra nação foi tão marcada por sua influência. Nossos ideais de liberdade e igualdade, o soar das “verdades evidentes” da Declaração de Independência e os tons mesurados da Constituição e do Federalista, todos ecoam a linguagem do Iluminismo e expressam suas mais profundas convicções a respeito da vida política e dos direitos naturais da humanidade. 



STALOFF, Darren. Hamilton, Adams, Jefferson: the politics of
Enlightenment and the American Founding. Nova York:
Hill and Wang, 2005, p. 3, traduzido, com adaptações. 

No que se refere ao tema precedente e a seu contexto histórico, julgue (C ou E) o item a seguir.



O primeiro secretário do Tesouro americano, Alexander Hamilton, refutou princípios liberais e fisiocratas de sua era e defendeu a participação estatal na economia com o objetivo de proteger a indústria nascente e garantir receitas governamentais.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Hamilton, o item faz um correto resumo, quem ouviu o musical acertou. Item C

  • Prof Pedro e Diogo

    Alexander Hamilton, da corrente federalista, foi o primeiro secretário do Tesouro, durante o mandato de Washington. Suas ideias econômicas partiam da concepção que os EUA deveriam crescer industrialmente e, nesse sentido, haveria a necessidade de intervenção estatal para proteção das manufaturas. Ademais, Hamilton propôs a criação (e conseguiu implementar) do primeiro “Banco dos Estados Unidos”, proposta que causou conflitos políticos com a corrente política adversária, os jeffersonianos. Item correto.

  • ...His vision included a strong central government led by a vigorous executive branch, a strong commercial economy, government-controlled banks, support for manufacturing, and a strong military.

    Source: https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Hamilton

    Good studies!


ID
3386323
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Os Estados Unidos da América (EUA) foram forjados no crisol do Iluminismo. Nenhuma outra nação foi tão marcada por sua influência. Nossos ideais de liberdade e igualdade, o soar das “verdades evidentes” da Declaração de Independência e os tons mesurados da Constituição e do Federalista, todos ecoam a linguagem do Iluminismo e expressam suas mais profundas convicções a respeito da vida política e dos direitos naturais da humanidade. 



STALOFF, Darren. Hamilton, Adams, Jefferson: the politics of
Enlightenment and the American Founding. Nova York:
Hill and Wang, 2005, p. 3, traduzido, com adaptações. 

No que se refere ao tema precedente e a seu contexto histórico, julgue (C ou E) o item a seguir.



Os princípios jeffersonianos relativos ao agrarismo, à democracia participativa e ao ativismo revolucionário foram elementos constitutivos do partido republicano democrático que governou os EUA nas primeiras três décadas do século 19.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre o partido Democrata-republicano, o item faz um apropriado resumo. Item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    De fato, o item resume os princípios básicos do partido republicano-democrata de Jefferson. Poderíamos ainda somar, no aspecto externo, a simpatia pela França revolucionária. Item correto.

  • Thomas Jefferson (, de – , de ) foi o (1801-1809) e o principal autor da (1776) dos . Jefferson foi um dos mais influentes (os "Pais Fundadores" da nação), conhecido pela sua promoção dos ideais do . Visualizava o país como a força por trás de um grande "" que promoveria o e poderia combater o imperialismo do ....

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Jefferson


ID
3386326
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Os Estados Unidos da América (EUA) foram forjados no crisol do Iluminismo. Nenhuma outra nação foi tão marcada por sua influência. Nossos ideais de liberdade e igualdade, o soar das “verdades evidentes” da Declaração de Independência e os tons mesurados da Constituição e do Federalista, todos ecoam a linguagem do Iluminismo e expressam suas mais profundas convicções a respeito da vida política e dos direitos naturais da humanidade. 



STALOFF, Darren. Hamilton, Adams, Jefferson: the politics of
Enlightenment and the American Founding. Nova York:
Hill and Wang, 2005, p. 3, traduzido, com adaptações. 

No que se refere ao tema precedente e a seu contexto histórico, julgue (C ou E) o item a seguir.



A presidência de John Adams foi marcada por um período de estabilidade política derivada de um amplo pacto entre federalistas e republicanos-democráticos após a decisão de George Washington de não concorrer às eleições de 1796.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre John Adams, seu governo não foi tranquilo, marcado por feroz disputa política, resultando

    em sua derrota ao buscar a reeleição. Item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Au contraire! O período de Adams a frente do governo foi marcado por ferrenhas disputadas entre federalistas e jeffersonianos, principalmente com o Alien and Sediction Acts de 1798 que gerou as resoluções de Virgínia e Kentucky, uma primeira crise na relação entre União e estados. Item errado.

  • "During his single term, Adams encountered fierce criticism from the Jeffersonian Republicans and from some in his own Federalist Party, led by his rival Alexander Hamilton. Adams signed the controversial Alien and Sedition Acts and built up the Army and Navy in the undeclared "Quasi-War" with France. The main accomplishment of his presidency was a peaceful resolution of this conflict in the face of public anger and Hamilton's opposition."

    Fonte: Wikipédia

    Acho que deu para ter uma ideia da "estabilidade política".

    Além disso, definitivamente não houve um "amplo pacto" nas eleições de 1796, as disputas entre John Adams e THomas Jefferson foram bastante "enérgicas".

  • ...When Washington announced that he would not be a candidate for a third term, an intense partisan struggle for control of Congress and the presidency began

    https://en.wikipedia.org/wiki/John_Adams#Election_of_1796

    Good studies!


ID
3386329
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Propor uma filiação, ou parentesco, entre a revolução hispânica e a revolução francesa é inevitável. A revolução francesa não apenas abalou o equilíbrio político europeu, mas foi também um fenômeno social, político e cultural tão novo, que dominou – como modelo ou como objeto de rechaço – todo o debate político daquela época.



GUERRA,François-Xavier. Modernidad e independencias: ensayos sobre las
revoluciones hispánicas. Madrid: Encuentro, 2009, p. 30, com adaptações. 

Acerca das revoluções mencionadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



Na sequência dos eventos de 1789, intelectuais franceses procuraram difundir os próprios ideários pela Europa, estimulando a convocação de Cortes revolucionárias. Embora a recepção inicial dessas propostas tenha sido positiva em regiões como a Espanha, ela também foi encarada com hostilidade por diversos setores, sobretudo após a execução de Luís XVI e o início da perseguição religiosa.

Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo - Xadrez verbal

    Sobre cortes revolucionárias, o item está, em si, correto, como mostram os manifestos de

    Condorcet, embora possa se discutir a expressão “recepção positiva”. Item C

  • Prof Pedro e Diogo

    Item mal formulado e passível de recurso! As ideias revolucionárias de fato foram divulgadas em diversas partes da Europa por líderes revolucionários franceses, incluso em PARTE DA ESPANHA. Eis aí, em nossa opinião, o ponto de discórdia. As ideias revolucionárias foram PARCIALMENTE recebidas na Espanha, basicamente nas áreas historicamente problemáticas do reino, a Catalunha e o País Basco. Porém, mesmo ali houve resistência popular, dado o forte anticlericalismo das ideias levadas para estas regiões. Por isso, apesar de ser dado como correto pelo gabarito preliminar, consideramos o item passível de recurso!

  • Só para lembrar que em 1793 a Espanha não demonstrou essa recepção positiva. Por isso a questão fala que foi inicialmente recepcionada de forma positiva pela Espanha. Segundo o livro cronologia das relações internacionais do Garcia a Espanha lutou contra a França Revolucionária ao lado de Portugal e Grã -Bretanha na chamada Campanha do Rossilhão

ID
3386332
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Propor uma filiação, ou parentesco, entre a revolução hispânica e a revolução francesa é inevitável. A revolução francesa não apenas abalou o equilíbrio político europeu, mas foi também um fenômeno social, político e cultural tão novo, que dominou – como modelo ou como objeto de rechaço – todo o debate político daquela época.



GUERRA,François-Xavier. Modernidad e independencias: ensayos sobre las
revoluciones hispánicas. Madrid: Encuentro, 2009, p. 30, com adaptações. 

Acerca das revoluções mencionadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



As Juntas formadas em diversas regiões da América espanhola, no contexto revolucionário, foram instituídas pelos cabildos municipais. Reunindo representantes das elites locais, aderiram, na forma de um juramento de fidelidade, a Fernando VII. De modo geral, fundamentaram a respectiva resistência ao jugo napoleônico segundo referenciais inscritos na tradição da monarquia católica espanhola.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre cabildos, o item está correto em apontar que os cabildos na América hispânica possuíam o

    caráter de lealdade ao monarca Fernando VII, deposto e preso por Napoleão. Item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Item muito bem formulado. De fato, as juntas provisórias formadas na América espanhola a partir de 1808, baseadas em longa e antiga tradição monárquica contratual espanhola, juraram fidelidade ao legítimo monarca, então em cativeiro. Item correto.

  • 1 - movimento de nao reconhecimento da espanhafrancesa (como afirmado na questao, juramento de fidelidade);

    2 - Apos 1814, Fernando VII nao cumpre constituição - início do processo de independência.

  • Em História da América Latina (2016, Ed. Contexto) M.L.Prado e G.Pellegrino, na p.26, destacam que, com a Guerra entre França e a Espanha, Napoleão invade a Espanha, aprisiona o rei espanhol Fernando VII e coloca no lugar José Bonaparte, irmão de Napoleão. Nesse contexto, as autoras afirmam o aumento da agitação política na AL. Com isso, formam-se várias juntas de governos organizadas pelos cabildos municipais. Segundo as autoras, de maneira geral, essas juntas juram fidelidade ao rei espanhol preso, o Fernando VII (p. 27).

ID
3386335
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Propor uma filiação, ou parentesco, entre a revolução hispânica e a revolução francesa é inevitável. A revolução francesa não apenas abalou o equilíbrio político europeu, mas foi também um fenômeno social, político e cultural tão novo, que dominou – como modelo ou como objeto de rechaço – todo o debate político daquela época.



GUERRA,François-Xavier. Modernidad e independencias: ensayos sobre las
revoluciones hispánicas. Madrid: Encuentro, 2009, p. 30, com adaptações. 

Acerca das revoluções mencionadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



O caráter tradicional das sociedades espanhola e hispanoamericana levou a que a circulação de notícias a respeito dos acontecimentos revolucionários do fim do século 18 e início do século 19 fosse quase nula.

Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo

    Sobre o caráter tradicional, não é possível falar em repercussão “quase nula” quando a realidade

    é evidente e outra, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Houve ampla circulação de ideias e notícias pela América espanhola, incluso via universidades. Item errado.

  • Detalhe para o fato de que, ao contrário do que ocorria no Brasil colonial, a América Hispânica sediava universidades, onde circulavam ideias iluministas. A Universidade de San Marcos, por exemplo, existia em Lima desde 1551.


ID
3386338
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

       Propor uma filiação, ou parentesco, entre a revolução hispânica e a revolução francesa é inevitável. A revolução francesa não apenas abalou o equilíbrio político europeu, mas foi também um fenômeno social, político e cultural tão novo, que dominou – como modelo ou como objeto de rechaço – todo o debate político daquela época.



GUERRA,François-Xavier. Modernidad e independencias: ensayos sobre las
revoluciones hispánicas. Madrid: Encuentro, 2009, p. 30, com adaptações. 

Acerca das revoluções mencionadas no texto, julgue (C ou E) o item a seguir.



No âmbito dos direitos individuais e de propriedade, a Constituição de Cádiz incorporava elementos das constituições francesas de 1791, 1793 e 1795.


Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo

    Sobre a constituição, ao meu ver, é complicado colocar que a constituição espanhola de 1812

    possui uma linhagem com a constituição francesa de 1793, que difere inclusive das outras duas

    constituições de seu país. Item E

    Adição após o gabarito: Tenho aqui uma divergência com o gabarito, já que a constituição

    francesa de 1793, a de Robespierre, era bem mais radical, e sequer chegou a ser implementada na

    França. Tenho dúvidas se pode ser colocada como influência da constituição de 1812 em Cádiz. Para

    possíveis recursos, esses seriam meus dois argumentos: radicalismo da carta e o fato de nunca ter

    entrado em vigor.

  • Prof. Pedro e Diogo

    Uma questão um pouco complicada porque essas constituições francesas possuem muitas diferenças entre si. Contudo, no que se refere aos direitos individuais e de propriedade, são relativamente semelhantes. A constituinte de Cádiz, de caráter liberal, apesar de se encontrar em luta contra os franceses, se inspirou no arcabouçou político deles para suas formulações políticas. Item correto.

  • Trecho retirado do site do Senado Francês sobre a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão:

    "Ela é composta de um preâmbulo e 17 artigos referentes ao indivíduo e à Nação. Ela define direitos "naturais e imprescritíveis" como a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão. A Declaração reconhece também a igualdade, especialmente perante a lei e a justiça. Por fim, ela reforça o princípio da separação entre os poderes.

    Ratificada apenas em 5 de outubro por Luís XVI por pressão da Assembleia e do povo que se dirigiu a Versalhes, ela serve de preâmbulo à primeira Constituição da Revolução Francesa, adotada em 1791. Embora a própria Revolução tenha, em seguida, renegado alguns de seus princípios e elaborado duas outras declarações dos direitos humanos em 1793 e 1795" (grifos meus)

    fonte: https://www.senat.fr/lng/pt/declaration_droits_homme.html

    Se as constituições de 1791, 1793 e 1795 tinham diferenças significativas no que diz respeito aos direitos individuais e de propriedade, parece difícil incorporar elementos das 3 em uma outra constituição, acho que havia boa base para recurso nessa questão.

  • Sobre a Constituição de Cadiz, link útil: https://www.oxfordbibliographies.com/view/document/obo-9780199766581/obo-9780199766581-0161.xml
  • https://www.youtube.com/watch?v=cxhmMJaEi-A - Sobre a revolução de Cadiz e do Porto. (video de 6 minutos)


ID
3386341
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que se refere ao contexto da Revolução Mexicana, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar do significativo crescimento da economia mexicana durante o Porfiriato, os índices de pobreza permaneciam muito elevados, fator que está na origem de uma série de manifestações de insatisfação social.

Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo

    Sobre economia, o período do Porfiriato é marcado pelo crescimento e pela pobreza, item C

  • Prof. Pedro e Diogo

    Como vimos em nossa aula de Revolução mexicana, o porfiriato incrementou a história relação desigual entre criollos, posseiros e nativos quanto à obtenção de terras. Item correto.

  • Complementando sobre Rev. Mexicana...foi um movimento, iniciado em 1911, de camponeses de luta pela reforma agrária. Figuras de destaque foram Zapata (representando Sul) e Pancho Villa (Norte). Começaram lutando contra ditadura de Porfírio Diaz (1876-1911) que, apesar de ter promovido uma série de melhorias na infraestrutura e abertura para capital/investimento estrangeiro, foi responsável por injustiças sociais, especialmente contra indígenas.

  • GABARITO: CERTO

    O Porfiriato (1876-1911) foi um período de relativa estabilidade política e crescimento econômico no México, porém esse crescimento não se traduziu em melhora da qualidade de vida da maioria da população mexicana. Esse período foi marcado pelo fortalecimento do poder dos grandes fazendeiros em detrimento do campesinato e dos indígenas, o que levou ao descontentamento que culminou na Revolução Mexicana.

  • É durante o movimento revolucionário em oposição à ditadura de Porfírio Díaz que artistas mexicanos retomam a pintura mural, e não à toa, pois eles defendiam que a arte deveria ter alcance social, ou seja, deveria ser acessível ao povo. Daí a opção pelos murais, de caráter decorativo e/ou comemorativo, que ocupam os lugares públicos, rompendo com a pintura de telas e com os meios restritos de circulação das obras de arte, como galerias, museus e coleções particulares.... -

    Fonte: Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/muralismo-uma-forma-de-arte-publica.htm?cmpid=copiaecola

  • "Diaz based his authority on Mexico's economic prosperity. And for decades, his policies created a strong economy, even if they limited people's freedoms. However, in the first decade of the twentieth century, economic crises destabilized the country while the vast majority of Mexicans that remained poor were hit by droughts. Mexico was primed for the spark of revolution." Fonte: https://www.khanacademy.org/humanities/whp-1750/xcabef9ed3fc7da7b:unit-6-world-war-i/xcabef9ed3fc7da7b:6-2-experiences-and-outcomes/a/read-the-mexican-revolution-1beta

ID
3386344
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que se refere ao contexto da Revolução Mexicana, julgue (C ou E) o item a seguir.



A Lei Lerdo desempenhou relevante papel na escalada das tensões políticas no México a partir de meados do século 19. No estado porfirista, contudo, as políticas de ampliação legal da propriedade privada atenuaram o empobrecimento da população do campo.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: ERRADO

    A Lei Lerdo de 1856 desapropriou os grandes terrenos em posse da Igreja Católica, que foram posteriormente vendidos para grandes latifundiários. Seus efeitos foram sim um motivo de descontentamento durante o século 19 e inicio do século 20, estando a primeira parte da questão correta.

    Porém a questão erra ao dizer que o governo de Porfírio Diaz atenua o empobrecimento da população do campo. O Porfiriato foi um momento importante da história do México, houve centralização política, progresso e desenvolvimento econômico, mas isso veio as custas do aumento da desigualdade social. As terras foram parar nas mãos dos grandes hacienderos em detrimento do campesinato, o que motivou movimentos revolucionários posteriormente, caso dos zapatistas. É possível afirmar que a Revolução Mexicana teve como essência a disputa pela posse da terra no México, principalmente pelas camadas mais pobres da sociedade da época.

  • Professor João Daniel

    Leis da Reforma. Erro no final porque o porfirismo promoveu concentração fundiária e pauperização campesina.

  • A Lei Lerdo é o apelido por que ficou conhecida a "La Ley de desamortización de las fincas rústicas y urbanas de las corporaciones civiles y religiosas de México", promulgada em 25 de junho de 1856 pelo presidente Ignacio Comonfort., no México. Ficou assim conhecida devido ao papel importante que teve Miguel Lerdo de Tejada na sua formulação, regulamentação, interpretação e execução. Ela trata da expropriação de bens imóveis da Igreja Católica em favor do Estado, que passaram, então, a ser vendidos de forma pública para que o Estado obtivesse recursos financeiros. Aqueles que eram arrendatários dos imóveis eclesiásticos puderam, então, comprá-los do Estado.

    A consequência direta desta lei foi a formação de latifúndios nos anos subsequentes, já que camponeses não tinham como comprar terra. Além disso, muitos imóveis antes da Igreja Católica mexicana foram parar em mãos de estrangeiros. Os efeitos da Lei Lerdo geraram tensões que, a médio prazo, alimentam a Revolução Mexicana. E, tal situação não foi sanada por Porfírio Diaz, que era representante dos interesses da grande propriedade.

    Portanto, a parte da afirmativa que diz “ No estado porfirista, contudo, as políticas de ampliação legal da propriedade privada atenuaram o empobrecimento da população do campo" é falsa e invalida a afirmativa como um todo.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA ERRADA
  • A palavra ATENUAR nunca deveria aparecer em concurso público.

  • atenuaram nada


ID
3386347
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que se refere ao contexto da Revolução Mexicana, julgue (C ou E) o item a seguir.


O líder camponês Emiliano Zapata apoiou significativamente a Revolução Mexicana comandando o Exército Libertador do Sul. A sua participação nas lutas revolucionárias encerrou-se com a chegada de Francisco Madero à presidência do país e com a concretização das reformas relativas à propriedade das terras

Alternativas
Comentários
  • R: E

    O líder camponês Emiliano Zapata apoiou significativamente a Revolução Mexicana comandando o Exército Libertador do Sul.

    verdadeiro (e Pancho Villa ao Norte)

    A sua participação nas lutas revolucionárias encerrou-se com a chegada de Francisco Madero à presidência do país e com a concretização das reformas relativas à propriedade das terras

    falso. Zapata não encerrou a sua luta, pois Madero não cumpriu as suas promessas de reforma agrária.

  • GABARITO: ERRADO

    A Revolução Mexicana apresentou ao longo do seu curso uma série de alianças que eram feitas e desfeitas muito rápido, colocando ''amigos'' na posição de ''inimigos'' e vice-versa, a depender das circunstâncias.

    Em um primeiro momento Zapata apoia Madero, porém esse não cumpre o acordo de realizar a reforma agrária, que era um dos objetivos principais dos zapatistas, o que causa a ruptura dessa aliança, Sendo assim, não houve concretização das reformas ditas no enunciado.

    Posteriormente, em 1911, Zapata vai escrever o Plano de Ayala, verdadeiro manual zapatista. O ponto chave desse plano era a redistribuição das terras que haviam sido concentradas nas mãos de grandes fazendeiros durante o Porfiriato.

  • Pancho Villa e Emiliano Zapata ficaram na História ou como figuras folclóricas, típicos representantes do “hombre" mexicano ou, como assaltantes que ultrapassavam o Rio Grande e roubavam fazendas e trens nos EUA. Na verdade não foram nem uma coisa nem outra. Eram líderes populares dentro do processo da Revolução Mexicana que reivindicavam melhoria de condições de vida para sua gente, embora de regiões diferentes e com objetivos específicos diversos. Houve, no entanto, a união de Villistas e Zapatistas em alguns momentos do processo da revolução que durou dez anos.

    O movimento mexicano teve início quando da luta pela derrubada do ditador Porfírio Diaz, que se mantinha no poder desde 1876, graças ao clientelismo e uma série de fraudes eleitorais. A última delas foi realizada em 1910, quando Díaz se reelegeu e causou uma divisão entre as elites políticas nacionais. Díaz foi derrubado por Madero em 1911, em grande parte devido ao apoio das rebeliões camponesas. Zapata liderava os camponeses do sul e Pancho Villa liderava-os no norte. Madero havia prometido a reforma agrária e eleições para presidente. No entanto, as promessas quanto à reforma agrária permaneceram como promessas contudo . A insatisfação com Madero e com a falta de apoio ao seu Plano de Ayala - de inspiração igualitária , no qual propunha a devolução das terras nativas, além da indicação para governador de um simpatizante dos grandes proprietários, levou a que Zapata novamente mobilizasse seu exército de libertação. Madero pediu a Zapata o desarmamento e desmobilização do exército. Ao que Zapata respondeu que se as pessoas não poderiam obter seus direitos então, armadas como estavam, não teriam qualquer chance quando estivessem desarmadas. Madero enviou diversos generais para tentar neutralizar Zapata, mas, fracassaram.

    Madero foi logo destituído por Victoriano Huerta, um antigo general porfirista, que deu anistia a Díaz e controlou as frentes indígenas em luta pela reforma agrária. A reação dos camponeses a esse governante aumentou consideravelmente as forças armadas de Zapata, e também estimulou o crescimento do grupo de camponeses do norte: os villistas, comandados por Pancho Villa.

    A oposição a Huerta se consolidou com a liderança de Venustiano Carranza, da facção constitucionalista (o Exército Constitucionalista) que se aliou tanto a Villa quanto a Zapata Carranza se fez chefe do governo pouco depois sem, no entanto, resolver as questões referentes à terra e sem atender às demais demandas populares. Os zapatistas mantiveram-se mobilizados, mas com sérios problemas internos após anos de batalhas. O governo de Carranza chegou a ponto de oferecer uma recompensa pela cabeça de Zapata, com objetivo de fazer o instável exército zapatista trair seu líder e desencorajar outros chefes zapatistas o que, no entanto, não obteve sucesso.

    Em abril de 1919 o general Jesús Guajardo convidou Zapata para um encontro, declarando simpatizar com a causa zapatista. Quando Zapata o encontrou, Guajardo disparou diversas vezes contra ele. O corpo do chefe revolucionário foi entregue em troca da recompensa oferecida. Após a morte de Emiliano Zapata, o Exército de Libertação do Sul começou a desintegrar-se.

    O movimento revolucionário mexicano, brevemente descrito acima, foi bastante complexo, marcado por marchas e contra marchas. Mas, o que se percebe claramente é a fidelidade de Emiliano Zapata e Pancho Villa aos propósitos de sua luta, até o fim. Assim sendo, é possível concluir que a afirmativa está errada.

    RESPOSTA : AFIRMATIVA ERRADA
  • "Madero despertou um tigre, vamos ver se pode domá-lo." Porfirio Díaz. Veracruz, 25 de maio de 1911.

    Os comentários dos colegas matam a questão, mas vou acrescentar algumas informações.

    Em 1910, a disputa era entre Porfírio Díaz e Francisco Madero, que teve o apoio dos camponeses por prometer a reforma agrária, embora também fizesse parte de uma elite, tendo se alçado ao poder por causa disso.

    Entretanto, a demanda por reforma agrária demorou para ser atendida, embora os camponeses permanecessem mobilizados por anos.

    Depois de Madero, na década de 1910 houve golpes e contragolpes, sem reforma agrária, com forte instabilidade política.

    Madero, Huerta, Carranza, Obregón, todos prometeram reforma agrária para se elegerem, subiram ao poder, não cumpriram a promessa e sofreram um golpe por isso.

    Só quem foi capaz de fazer uma reforma agrária efetiva foi o governo de Lázaro Cárdenas, nos anos de 1930.

  • Referência útil: https://www.khanacademy.org/humanities/whp-1750/xcabef9ed3fc7da7b:unit-6-world-war-i/xcabef9ed3fc7da7b:6-2-experiences-and-outcomes/a/read-the-mexican-revolution-1beta sobre a questão, a referência citada traz que: "Madero's main concern was liberal democratic reform, not social transformation. But he led a diverse coalition. In addition to more conservative elites, he was also joined by social revolutionaries like Pancho Villa and Emiliano Zapata. Villa and Zapata championed peasant and indigenous communities and believed in radically transforming Mexican society by redistributing land from wealthy landowners to peasants and indigenous groups. In the southern state of Morelos, Zapata waged a guerrilla war, and in the north, Villa led the División del Norte, the largest revolutionary army, on a series of successful—and often very brutal—military campaigns."

ID
3386350
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

No que se refere ao contexto da Revolução Mexicana, julgue (C ou E) o item a seguir.



Uma das principais consequências da Revolução Mexicana foi a promulgação da Constituição de 1917. É correto caracterizá-la como anticlerical, nacionalista e atenta aos direitos dos trabalhadores.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: CORRETO

    A Revolução Mexicana (1910-1917) foi um conflito longo e multifacetado. Diversas facções disputaram o poder federal mexicano por quase uma década, podendo destacar os exércitos liderados por Pancho Villa e Emiliano Zapata, que conquistaram algumas vitórias importantes principalmente entre 1914-1915, chegando a ocupar a capital, Cidade do México. Fruto das reivindicações populares, nasce a Constituição Mexicana de 1917, amplamente conhecida como um documento histórico que marca a segunda dimensão dos direitos humanos: direitos sociais, econômicos, culturais, etc. Não é possível dizer que os direitos contidos na Carta foram efetivados de imediato, porém é verdade que a sua promulgação é consequência direta da Revolução Mexicana, como traz o enunciado.

    Curiosidades: mesmo os mexicanos sendo extremamente católicos no geral, os governos independentes do México sempre perseguiram a Igreja Católica, confiscando os seus bens, fechando colégios, expulsando jesuítas, etc. Isso levaria posteriormente aos conflitos cristeros (1926-1929), onde a população rural católica promove diversas rebeliões contra o governo federal visando, de certa forma, defender a Igreja e o cristianismo.

    Apesar da Revolução Mexicana estar inserida no contexto de revoluções populares do século XX, ela não teve influência direta do marxismo. O zapatismo era um movimento genuinamente popular, nascido das reivindicações camponesas e indígenas do sul do México. Assim, os mexicanos revolucionários não eram internacionalistas socialistas, e sim nacionalistas até certo ponto (os zapatistas possuíam uma visão mais local, e não nacional). Haviam sim elementos comunistas, principalmente entre a classe média urbana, porém não tiveram grande influência nesse momento da Revolução.

  • Ao contrário do que normalmente acreditamos, a primeira grande revolução popular do século XX não foi a Revolução Russa de 1917 mas a Revolução Mexicana que se iniciou em 1910. Foi um processo bastante complexo, tendo uma faceta urbana, essencialmente de camadas médias da sociedade , uma faceta popular urbana e uma faceta , extremamente ativa e importante, camponesa.

    Houve demandas mais e menos radicais, havendo incluso aqueles que classificam as demandas camponesas como socialistas. Tal classificação pode ser questionada na medida em que o campesinato mexicano era, em grande parte, analfabeto, não tendo, por conseguinte, acesso à teoria socialista de origem europeia. A grande demanda era a devolução das terras nativas e a volta ao estilo de produzir de povos nativos que implicava, via de regra, em uma propriedade coletiva da terra e trabalho comunitário nas aldeias. No entanto, Emiliano Zapata foi parcialmente influenciado por um anarquista do norte do México, Ricardo Flores Magón. A influência de Magón em Zapata pode ser sentida no Plano de Ayala (novembro de 1911).

    Pancho Villa e Emiliano Zapata ficaram na História ou como figuras folclóricas, típicos representantes do “hombre" mexicano ou, como assaltantes que ultrapassavam o Rio Grande e roubavam fazendas e trens nos EUA. Na verdade não foram nem uma coisa nem outra. Eram líderes que reivindicavam melhoria de condições de vida para sua gente, embora de regiões diferentes e com objetivos específicos diversos. Houve, no entanto, a união de Villistas e Zapatistas em alguns momentos do processo da revolução que durou dez anos.

    O governo que se estabeleceu após estes dez anos não foi popular nem totalmente democrático porém, houve ganhos e, talvez, o maior deles tenha sido a constituição de 1917, a primeira a estabelecer direitos de trabalhadores. Foi a primeira constituição da História a incluir os chamados direitos sociais, dois anos antes da Constituição de Weimar, da Alemanha, de 1919, além de ser liberal, nacionalista e anticlerical

    Por conseguinte, a afirmativa é correta.

    RESPOSTA: AFIRMATIVA CERTA
  • "We consider the passage of the Constitution of 1917 to mark the culmination of the Mexican Revolution. That Constitution, still in force today almost one hundred years later, insisted on complete separation of Church and State (article 3), the division of large haciendas into ejidos, held jointly by local entities and national ownership of national subsoil (article 27), and the right of labor to organize, strike, receive compensation for workplace accidents (article 123). It would serve as a model for progressive constitutions around the world." Fonte: https://www.loc.gov/exhibits/mexican-revolution-and-the-united-states/constitution-of-1917.html

ID
3386353
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Na segunda metade do século 19, iniciou-se a ocupação da chamada “última fronteira”, com corridas do ouro responsáveis pelo estabelecimento de uma série de novas cidades e pela consequente expansão do território dos Estados Unidos da América (EUA). 

Com relação ao processo citado, julgue (C ou E) o item a seguir.



As incursões no continente ao longo do século 19 lançaram as bases da Doutrina Monroe, deflagrada no início do século 20 com o objetivo de orientar as relações dos EUA com a América Latina.

Alternativas
Comentários
  • Professor Filipe Figueiredo

    Sobre Doutrina Monroe, ela é do início do século XIX e busca também um parâmetro de relação

    entre os EUA e a Europa, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    Item muito simples. Temos dois erros muito simples. O primeiro é de cronologia: a doutrina Monroe foi enunciada em 1823 e não no século 20. O segundo está em estabelecer uma relação entre o avanço para o Oeste e a Doutrina. Item errado.

  • ...A chamada Doutrina Monroe, sob seu aspecto formal, pretendia postar a posição dos EUA enquanto liderança continental capaz de garantir a soberania das nações latino-americanas frente às potências européias. Entre outros princípios, essa doutrina defendia que nenhuma nação americana poderia ser recolonizada. Além disso, pautava a autonomia econômica dessas mesmas nações, assinalando que a Europa não poderia interferir nos negócios estabelecidos pelas nações da América...

    Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/historia-da-america/doutrinamonroe.htm

    Bons estudos!

  • a Doutrina Monroe foi anunciada em 2 de dezembro de 1823. Resume se ao não estabelecimento de novas colônias nas Américas; a não intromissão europeia em assuntos internos dos países americanos; e, em contrapartida, não intervenção estadunidense em assuntos e conflitos dos países europeus.

    fonte :

  • o item confunde a doutrina monroe com o corolário roosevelt (inspirado neste última) e de fato do início do século XX


ID
3386356
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Na segunda metade do século 19, iniciou-se a ocupação da chamada “última fronteira”, com corridas do ouro responsáveis pelo estabelecimento de uma série de novas cidades e pela consequente expansão do território dos Estados Unidos da América (EUA). 

Com relação ao processo citado, julgue (C ou E) o item a seguir.



Ocupações do Grande Deserto suscitadas pela febre do ouro ampliaram os conflitos entre garimpeiros e populações ameríndias, que então viviam sobretudo da caça aos búfalos. As disputas levaram a diversos massacres, que continuaram a ocorrer até o fim do século 19, quando a instituição de reservas pacificou definitivamente as relações entre as partes em conflito.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre conflitos entre mineradores e indígenas, as reservas indígenas são do governo Jackson,

    ainda na primeira metade do século XIX, e a instituição de reservas não “pacificou definitivamente”

    as partes em conflito, item E

  • Prof. Pedro e Diogo

    A instituição de reservas indígenas foi realizada já no governo de Andrew Jackson (1829-1837) e não no fim do 19. Item errado.

  • Além dos excelentes comentários do Diego, fica como observação de que a instituição das reservas e o Indian Removal Act além de não porem fim aos massacres consistiram em um tipo de "massacre". Os povos ameríndios foram forçados a imigrar, muitos morreram no processo e o fato ficou conhecido como "a trilha das lágrimas".


ID
3386359
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Na segunda metade do século 19, iniciou-se a ocupação da chamada “última fronteira”, com corridas do ouro responsáveis pelo estabelecimento de uma série de novas cidades e pela consequente expansão do território dos Estados Unidos da América (EUA). 

Com relação ao processo citado, julgue (C ou E) o item a seguir.



A expansão territorial foi beneficiada pela implementação de uma série de estradas de ferro, que garantiram a circulação de indivíduos e bens nos vastos espaços que separavam os centros urbanos.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre ferrovias, resumo apropriado, item C

  • Exemplo:

    Primeira Ferrovia Transcontinental (em : First Transcontinental Railroad) é o nome popular da linha ferroviária  dos EUA  (conhecida à época como "Pacific Railroad") completada em 1869. Essa ligação conectou as costas do Atlântico  e  Pacífico por via ferroviária pela primeira vez na história. Aberta ao tráfego em 10  de maio de 1869, com o "Prego de Ouro", a rota estabeleceu uma rede de transporte trancontinental mecanizado que revolucionou a população e a economia do oeste americano

  • CORRETO

    "As estradas de ferro proporcionaram grande impacto nos meios de transporte. Implantadas entre as décadas de 1840 e 1850, elas conseguiram aumentar a eficiência da locomoção de pessoas e mercadorias. No início da segunda metade do século XIX, foram completadas as grandes linhas que ligavam o Leste ao Oeste e, em 1860, o país já contava com cerca de cinqüenta mil quilômetros de ferrovias. Os trens representavam um grande avanço e mudaram a concepção de velocidade e distância da maioria das pessoas. "

    (..)

    "As ferrovias carregavam a idéia de que tudo era possível e de que os homens haviam finalmente alcançado o progresso."

    Fonte: Karnal, HISTÓRIA DOS ESTADOS UNIDOS, pg 108.


ID
3386362
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

Na segunda metade do século 19, iniciou-se a ocupação da chamada “última fronteira”, com corridas do ouro responsáveis pelo estabelecimento de uma série de novas cidades e pela consequente expansão do território dos Estados Unidos da América (EUA). 

Com relação ao processo citado, julgue (C ou E) o item a seguir.



A expansão para o Oeste encerrou-se por volta de 1890, quando os últimos pioneiros participaram da construção de novas cidades para fugir da pobreza urbana dos respectivos territórios de origem.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre a fronteira em 1890, o item provavelmente bebe em Frederick Turner, que adota a tese de

    que, em 1890, não havia mais terras férteis para serem ocupadas livremente, de fato encerrando a

    corrida para o oeste. Caso esse entendimento esteja correto e o candidato queira recorrer, pode

    alegar que a formação dos novos estados do Oeste ocorre apenas em 1912. Item provavelmente C

    Adição após o gabarito: O item foi dado como errado, possivelmente pelo entendimento, que citei,

    de que a expansão para o Oeste vai além de 1890, além do fato de ter sido uma expansão de

    fronteira agrícola, não apenas para “construção de cidades” como escrito no item.

  • Prof. Pedro e Diogo

    Uma questão controversa. Em 1890, o Census Bureau anunciou o fim de uma fronteira discernível ao Oeste. Contudo, também se pode considerar o fim da expansão para o Oeste a entrada do estado do Arizona à União, em 1912. Item CONTESTÁVEL.

  • Acredito que o erro esteja em "para fugir da pobreza urbana dos respectivos territórios de origem".

    "A ocupação desenfreada do oeste americano foi incentivada por uma ideologia existente nos Estados Unidos da época e pelas condições ofertadas pelo governo americano. Durante o século XIX, foi formulada uma ideologia conhecida como DESTINO MANIFESTO , que afirmava serem os Estados Unidos predestinados (escolhidos) por Deus para formar uma grande nação. Essa “vocação divina” era utilizada como pretexto para justificar as violências cometidas contra os indígenas, por exemplo.

    Já o incentivo do governo americano deu-se com o Homestead Act, decretado em 1862. Essa lei, instituída durante o governo de Abraham Lincoln, ofertava lotes de terra no oeste a um preço baixíssimo para americanos interessados e exigia em troca que a terra vendida fosse habitada e cultivada durante o período mínimo de cinco anos".

  • alguém sabe indicar bibliografia para esta questão?

  • O item provavelmente se baseou em Frederick Turner, que adota a tese de que e1890 não havia mais terras férteis para serem ocupadas livremente, de fato encerrando a corrida para o oeste. Ainda assim, pode-se alegar, corretamente que a formação dos novos estados do Oeste ocorre apenas em 1912, encerrando oficialmente a expansão e contradizendo o item. Item errado.


ID
3386365
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

A respeito do panorama das artes no século 20, julgue (C ou E) o item a seguir.



Uma das características marcantes foi o uso de objetos do cotidiano, que passaram a ser investidos de interesse artístico. Nesse contexto, Marcel Duchamp despontou como um dos principais defensores de um critério de beleza alinhado aos interesses do mercado econômico.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Duchamp, ele foi um dos principais nomes das vanguardas, especialmente do dadaísmo,

    rejeitando a ideia de arte como mercadoria, item E

  • GABARITO: ERRADO

    Marcel Duchamp foi um dos principais nomes do dadaísmo, vanguarda europeia que rejeitava a arte enquanto mercadoria. É de Duchamp a famosa obra ''Fonte'', um urinol comprado em uma loja qualquer e assinado por ele.

  • ...Vale lembrar que Duchamp era contra a “arte retiniana”, ou seja, aquela arte que agrada à vista.

    Fonte: https://www.todamateria.com.br/marcel-duchamp/


ID
3386368
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Conhecimentos Gerais
Assuntos

A respeito do panorama das artes no século 20, julgue (C ou E) o item a seguir.



Artistas como Paul Klee e Wassily Kandinsky foram relevantes no processo de consolidação da figura do artista contemporâneo. Entre os elementos mais importantes do movimento conceitual em que se inseriam, é correto destacar a soberania do ato criador como expressão da interioridade do indivíduo, a originalidade das obras de arte como traço distintivo dessa interioridade e a recusa de um diálogo imediato entre os artistas e os respectivos públicos.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Klee e Kandinsky, item certamente motivado pelo centenário Bauhaus. Por conta da

    “recusa em diálogo”, item provavelmente E

    Adição após o gabarito: Não sei como é possível encaixar a escola Bauhaus em um cenário de

    “recusa em diálogo”, ao meu ver cabe recurso

  • O que foi a Bauhauss:

    A Staatliches Bauhaus, naturalmente conhecida como Bauhaus, foi uma escola de arte vanguardista na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo.

    Quem foi Kandinsky:

    Wassily Wassilyevich Kandinsky, em russo: Василий Кандинский, foi um artista plástico russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.

    Quem foi Paul Klee:

    Foi um pintor e poeta que nasceu e cresceu na Suíça mas de nacionalidade alemã, por seu pai assim o ser. No fim da vida tentou naturalizar-se suíço mas morreu antes que o seu pedido fosse deferido. Seu estilo altamente individual foi influenciado por movimentos artísticos que incluíam expressionismo, cubismo e surrealismo

    Ele e seu colega, pintor russo Wassily Kandinsky, lecionaram na escola de arte, design e arquitetura Bauhaus na Alemanha.

    (Informações extraídas do Wikipédia)

    Não sei se o comentário é suficiente para julgar o ponto do item: "recusa ao estabelecer o diálogo direto com o público", mas certamente agrega informações sobre o tema da Bauhauss.

  • Certo.

    Klee e Kandinsky são artistas contemporâneos que estão mais preocupados com a comunicação entre artistas do que explicar ao público o objetivo da sua arte. Ambos questionam os padrões formais de beleza na arte e priorizam a soberania do artista, ou seja, este não precisa explicar sua arte à audiência destinatária. Seus estilos podem se encaixar no pós-impressionismo (que inclui o futurismo, cubismo, fauvismo e expressionismo).


ID
3386371
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito do panorama das artes no século 20, julgue (C ou E) o item a seguir.



A atribuição de beleza às máquinas é um fenômeno relativamente recente. No século 20, assistiu-se à emergência de uma estética industrial, no interior da qual as funcionalidades técnicas previstas no design associaram-se à estetização das formas, de modo a suscitar admiração e interesse público.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre beleza das máquinas, um resumo das vanguardas modernas, afetadas pela Segunda

    Revolução Industrial, item provavelmente C

  • SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL - surgimento de novos materiais e de novas técnicas de fabricação permitiu novas possibilidades ao desenvolvimento de produtos e serviços

    1871-1914 - ART NOUVEUAU - França - utilizou-se dos materiais como o ferro e vidro e das novas técnicas de produção.

    1910-1929 (Crise de 1929) - ART DÉCO - GEOMETRIA - Edifício Chrysler, o Empire State Building e outros arranha-céus de Nova York construídos durante as décadas de 1920 e 1930 são monumentos do estilo Art Déco.

    1919 - Alemanha - Bauhaus, primeira escola de desenho industrial moderno. Fechada em 1933, devido ao regime nazista.

    Década de 1930 - Modernismo - Funcionalismo - mobiliários criados por Le Corbusier e Oscar Niemeyer


ID
3386374
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

A respeito do panorama das artes no século 20, julgue (C ou E) o item a seguir.



Um elemento significativo no cenário das artes do início do século 20, sobretudo na França, foi a imprensa cultural. As revistas ilustradas frequentemente difundiam rótulos estilísticos como o “cubismo”.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre a imprensa, resumo apropriado da importância de revistas e da difusão de novas ideias,

    item C

  • O Cubismo é um movimento artístico que surgiu na França no início do século XX.

  • França, foi a imprensa cultural. As revistas ilustradas frequentemente difundiam rótulos estilísticos como o “cubismo”. FCC 20

    #FRANÇA CULTURA CUBISMO

  • Certo.

    Além das informações trazidas pelos colegas, é importante ressaltar que o Cubismo questiona os padrões formais de beleza na arte, utilizando círculos, impressões 3D e outras formas numa inspiração claramente subjetiva. Picasso é um exemplo de artista que se encaixa nessa vanguarda.


ID
3386377
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Em julho de 1945, aos oito anos de idade, embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas fechadas, contudo, um confronto épico tivera início. 


ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
 Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial e considerando acontecimentos marcantes da história contemporânea, julgue (C ou E) o item a seguir.


Última conferência entre os três grandes líderes aliados na Segunda Guerra, Potsdam debateu o futuro da Alemanha derrotada: divisão do país entre os vencedores, completa desnazificação e criação de tribunal para julgar criminosos de guerra.

Alternativas
Comentários
  • Sobre a desnazificação, item faz um resumo apropriado, item C

  • "Os três grandes" EUA - URSS - Reino Unido / FDR - Stalin - Churchill

  • Típica questão que poderiam considerar errada por um detalhe: "três grandes líderes". Em Potsdam, Truman era presidente dos EUA (Roosevelt o era nas conferências anteriores), Churchill foi substituído como primeiro-ministro por Attlee durante a realização da conferência.

  • De fato, a conferência de Potsdam tinha como objetivo lidar com a nova ordem internacional, focando na desmilitarização, desnazificação, democratização, descentralização e descartelização da Alemanha. Salienta-se, ainda, que a referida conferência ocorreu em meados de 1945, sem a presença do Churchill e Roosevelf ( falecido e sucedido por Truman).

    GABARITO CERTO.

  • CONFERÊNCIAS DA 2GM:

    *Conferência de Casablanca (1943) – Churchill e FDR + de Gaulle. Arquitetam a invasão da Itália e decidem que só terminam a guerra se houver uma rendição incondicional da Itália.

    *Conferência de Cairo (1943) – Churchill e FDR + Chiang Kai-Shek. Planos para derrotar o Japão

    *Conferência de Moscou (1943) – Stalin + chanceleres de Churchill e FDR. Aceitam planos para atacar a Alemanha na Europa e a necessidade de criar uma OI p/ evitar a guerra.

    *Conferência de Teerã (1943): Dia D (ataques a Alemanha na mesma hora p/ retomar a França), discussão sobre OI. Ideia dos 4 policiais. Churchill sugere várias OIs regionais.

    *Bretton Woods (1944): cria BIRD e FMI. Ideia de Keynes (bancor) é derrotada pelo padrão dólar-ouro (White). *Dumbarton Oaks (1944): rascunho da Carta da ONU. EUA sugere incluir Brasil no CS (Churchill e Stalin não aceitam).

    *Conf. Yalta (fev. 1945) – Churchill e FDR + Stalin. Decide VETO do P5 no CSNU. Divisão informal da Alemanha em 4 zonas de influência. Reconhecimento informal das zonas de influência soviética no leste europeu, em troca da guerra soviética contra o Japão (até então havia pacto sino-russo de não agressão).

    *Conferência de São Francisco (1945): criação oficial da ONU. SDN é dissolvida em 1946.

    *Conferência de Postdam: Atlee (Churchill como convidado) + Truman (FDR já tinha morrido) e Stalin. Rendição incondicional do Japão. Desmilitarização da Alemanha. Tribunais Militares. Divisão FORMAL das 4 zonas de influência na Alemanha.

  • Em seu livro O mundo contemporâneo, de 2008, Demétrio Magnoli menciona as conferências entre o que ele chama de Três Grandes - EUA, URSS e Grã-Bretanha: - 1943 - Conferência de Teerã - Stalin insiste com os demais países na abertura de uma frente ocidental - entre 1941 e 1942, a URSS estava enfrentando os alemães sem ajuda direta, então a frente ocidental ajudaria nesse enfrentamento; - Conferência de Yalta - 1945 - reorganização das fronteiras soviéticas e definição dos regimes políticos a serem estabelecidos nos satélites soviéticos. Segundo Demetrio, p. 85: "Yalta assinala a constituição de uma esfera de influência soviética"; Conferência de Potsdam - julho de 1945 - foco na organização da administração da Alemanha derrotada. Decide-se pela partilha da Alemanha em 4 zonas de ocupação militar.

ID
3386380
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Em julho de 1945, aos oito anos de idade, embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas fechadas, contudo, um confronto épico tivera início. 


ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
 Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial e considerando acontecimentos marcantes da história contemporânea, julgue (C ou E) o item a seguir.



O último período do texto anuncia o cenário internacional do pós-Segunda Guerra: as relações internacionais regidas por uma realidade bipolar na qual Washington e Moscou emergiam como centros do poder mundial, à frente de sistemas que se pretendiam antagônicos, o capitalista e o socialista.

Alternativas
Comentários
  • Sobre a Guerra Fria, item faz um resumo apropriado, item C

  • Após vencerem a 2ª Guerra Mundial, do mesmo lado, Rússia (então URSS) e EUA passam a disputar poder em nível mundial, o primeiro liderando o regime socialista e, o segundo, o caitalista, período que ficou conhecido como Guerra Fria.

  • A Guerra Fria foi um sistema internacional bipolar estruturado em torno da rivalidade entre essas duas potências. Uma de suas expressões mais fortes foi a bipartição da Europa e de outras partes do mundo em blocos políticos antagônicos. Durante esse período, houve confronto entre os ideais de sociedade embasados na economia de mercado, o capitalismo, defendido pelos Estados Unidos, e na planificação econômica estatal, o socialismo, defendido pela União Soviética.

    Resposta: Certo


ID
3386383
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Em julho de 1945, aos oito anos de idade, embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas fechadas, contudo, um confronto épico tivera início. 


ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
 Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial e considerando acontecimentos marcantes da história contemporânea, julgue (C ou E) o item a seguir.



Entre os diversos conflitos que explodiram em várias regiões, ao longo da Guerra Fria, merecem destaque, pelas próprias repercussões, a Guerra da Coreia, consolidando a divisão da península em dois Estados, e a Guerra do Vietnã, na qual os Estados Unidos da América se envolveram diretamente por muitos anos e da qual resultou a reunificação do país asiático, sob a liderança do norte comunista.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Filipe Figueiredo

    Sobre Coreia e Vietnã, item capcioso, já que fala em “consolidação” da divisão coreana em “dois

    Estados”. Embora factualmente correto, inclusive pensando no fato de que o Brasil mantém relações

    diplomáticas com as duas repúblicas coreanas, é complicado falar que ocorreu uma “divisão

    consolidada”, já que nunca ocorreu nenhum acordo sobre o tema, e cada república coreana se vê

    como única representante. Item provavelmente C, com certa margem para recurso

  • Quanto ao período de participação americana, de acordo com o site https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-vietna.htm, a mesma durou de 1965 a 1973.

    Bons estudos!

  • PMPAAAA

  • Estados Unidos e União Soviética não tiveram conflitos diretos durante a Guerra Fria, mas apenas confrontos indiretos, por meio de outros países.

    Entre os diversos conflitos que explodiram em várias regiões, ao longo da Guerra Fria, merecem destaque, pelas próprias repercussões, a Guerra da Coreia, consolidando a divisão da península em dois Estados, e a Guerra do Vietnã, na qual os Estados Unidos da América se envolveram diretamente por muitos anos e da qual resultou a reunificação do país asiático, sob a liderança do norte comunista.

    Resposta: Certo

  • Link útil: https://www.khanacademy.org/humanities/us-history/postwarera/1960s-america/a/the-vietnam-war

ID
3386386
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
História
Assuntos

         Em julho de 1945, aos oito anos de idade, embarquei em um bombardeiro inglês e voamos para a minha Tchecoslováquia natal. Enquanto eu me encontrava em trânsito entre Londres e Praga, Stálin conversava cordialmente em Potsdam com Truman e Churchill. Em público, ainda estávamos todos do mesmo lado. A portas fechadas, contudo, um confronto épico tivera início. 


ALBRIGHT, Madeleine. Fascismo: um alerta. São Paulo:
 Planeta, 2018, p. 90-91, com adaptações. 

Com base no fragmento do texto apresentado como referência inicial e considerando acontecimentos marcantes da história contemporânea, julgue (C ou E) o item a seguir.



A construção dos Estados nacionais, no século 19, teve, no processo de unidade alemã e italiana, duas expressões significativas do papel do nacionalismo naquele contexto da história europeia. A partir das décadas finais desse século, o radicalismo alimentou sonhos expansionistas que contribuíram para a eclosão de duas guerras mundiais no século 20.

Alternativas
Comentários
  • Sobre as unificações tardias, item faz um resumo apropriado, item C

  • As duas unificações ajudaram a alimentar em seus povos e no restante da Europa o nascimento de uma concepção nacionalista e expansionista por parte de muitos países europeus. Item correto.

    FONTE:estrategia concursos

  • CERTO. A construção dos Estados nacionais no século XIX se baseou, também, nas teorias ratzelianas de espaço vital. Assim, há os seguidores do determinismo como elemento indissociável de um Estado que exerce seu poder não apenas no território mas na expansão deste. O imperialismo também pode ser justificado por tais premissas.

  • a guerra franco prussiana por exemplo ... a qual trouxe a alsácia lorena para a alemANHA e assim nutrindo um sentimento de revanchismo por parte da frança .


ID
3386389
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos modelos de crescimento econômico do pós-guerra, julgue (C ou E) o item a seguir.



No modelo de Harrod-Domar, o produto de uma economia é função do estoque de capital, e a taxa de crescimento de longo prazo é determinada pela produtividade total dos fatores.

Alternativas
Comentários
  • Professor Daniel Sousa

    Errada. Harrod-Domar é um modelo pós-keynesiano e o estoque de capital é visto como

    determinante no crescimento de longo prazo nos modelos de matriz clássica.

  • Prof. Michelle Miltons

    O modelo de crescimento de Harrod-Domar, de inspiração

    keynesiana, considera que o desenvolvimento econômico é um processo gradual e

    equilibrado. Ele destaca a importância de três variáveis para o crescimento: a

    taxa de investimento, a taxa de poupança e a relação produto-capital.

    A primeira parte do item fala do PRODUTO da economia, como

    uma função do estoque de capital. De fato, o modelo considera a seguinte função

    de produção: Y = F (K, N, T), onde Y é o produto, K é o estoque de capital, N é

    a mão de obra e T é a tecnologia. Assim, o produto de uma economia é função do

    estoque de capital K.

    A taxa de CRESCIMENTO do produto (no longo prazo) depende da

    taxa de desenvolvimento tecnológico; da taxa de crescimento da mão-de-obra na

    produção, ponderada pela participação da mão de obra na produção; da taxa de

    crescimento do capital, ponderada pela participação do capital na produção. Ou

    seja, NÃO É determinada pela produtividade total dos fatores. Item errado.

  • Errado.

    No modelo de Harrod – Domar, a taxa de crescimento do produto é dada pela relação entre a proporção poupança sobre produto e a proporção capital sobre produto. Ou seja, o crescimento econômico é visto pela capacidade que uma economia tem de transformar o estoque de capital disponível em poupança ativa (que é igual ao investimento). Ou seja, a capacidade de ampliar a produtividade do capital e gerar produto. No fundo, esse modelo é aquele que influencia o pensamento de Robert Solow.

    Marcello Bolzan, professor do IDEG

  • Questão sobre modelos de crescimento econômico, mais especificamente sobre o modelo de Harrod-Domar.

    Vamos analisar a proposição:

    O modelo de Harrod-Domar é uma abordagem keynesiana acerca dos modelos de crescimento econômico de longo prazo, como consequência dedica especial atenção ao lado da demanda. O investimento agregado, segundo esse modelo, impacta à economia de duas formas: aumentando a demanda e aumentando a capacidade produtiva (oferta).

    O aumento da capacidade produtiva, por sua vez, pode gerar aumento da capacidade ociosa em um segundo momento. Dessa forma, tanto o aumento da demanda quanto o aumento da capacidade produtiva devem estar em sintonia para proporcionar um crescimento equilibrado.

    A abordagem de crescimento econômico que foca no lado da oferta, considerando variáveis como estoque de capital e produtividade total dos fatores é a neoclássica.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386392
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos modelos de crescimento econômico do pós-guerra, julgue (C ou E) o item a seguir.


Aumentos da taxa de poupança, no modelo de Solow, resultam em uma aceleração apenas temporária do crescimento de uma economia, uma vez que a função de produção apresenta retornos decrescentes de escala no capital.

Alternativas
Comentários
  • Prof. Michelle Miltons

    A primeira parte do item está correta. Um aumento da taxa de poupança eleva o crescimento até que a economia alcança um novo estadoestacionário. Se esta manter uma

    elevada taxa de poupança, também manterá um grande estoque de capital e um

    elevado nível de produção, mas não uma elevada taxa de crescimento

    indefinidamente.

    A função de produção do

    modelo de Solow, por hipótese, possui retornos CONSTANTES de escala. As funções

    de produção que tem rendimentos constantes de escala permite que analisemos

    todas as quantidades produzidas da economia em relação ao tamanho da população

    ativa.

    Note, porém, que o item fala do fator CAPITAL, e este sim apresenta

    produtividade marginal decrescente (ou retornos decrescentes).

    No entanto, com muito cuidado é possível sim entrar com

    recurso para este item, em razão do termo ESCALA.

    A noção de retornos constantes DE ESCALA se aplica à função de

    produção como um todo. Ao dobrarmos a quantidade de insumos (capital e

    trabalho), o produto também dobrará.

    Quando nos referimos ao fator isoladamente, a noção correta é produto marginal

    decrescente ou retornos decrescentes, mas não DE

    ESCALA.

    O termo “DE ESCALA” está, portanto, mal empregado.

  • Complementando,

    a condicionante de crescimento para Solow é a taxa de crescimento da força de trabalho.

    Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_de_Solow

    Bons estudos.

  • PRESSUPOSTOS DO MODELO DE SOLOW:

    • Função de produção é uma função de Cobb-Douglas
    • Função de produção tem rendimentos constante de escala
    • O capital tem rendimentos decrescentes de escala
  • desde quando o modelo se solow incorpora acumulação? o que incorpora acumulação é o modelo de solow e também o HDomar
  • Fala pessoal! Tudo beleza? Prof. Jetro Coutinho aqui, para comentar esta questão sobre o modelo de Solow.

    O modelo de Solow é uma das teorias de crescimento econômico, que tenta explicar como se dá o crescimento econômico dos países e quais os fatores que tem impacto neste crescimento.

    Uma das variáveis analisadas pelo modelo de Solow é a taxa de poupança, isto é, o tanto que o país poupa (e, portanto, o tanto de recursos que ele possui para investir no aumento de capacidade produtiva).

    O que o modelo demonstra é que se um país poupar mais (aumentar a taxa de poupança), ele consegue crescer, mas apenas temporariamente, já que a economia consegue absorver o maior nível de produção.

    Isto ocorre porque a função de produção do investimento por trabalhador (poupança por trabalhador) apresenta retornos decrescentes a escala. A função de produção total da economia apresenta retornos constantes a escala, mas a de poupança por trabalhador apresente retornos decrescentes.

    Segundo o modelo, apenas avanços na tecnologia são capazes de gerar crescimentos sustentáveis.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386395
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos modelos de crescimento econômico do pós-guerra, julgue (C ou E) o item a seguir.



De acordo com o modelo de Solow, quando a economia se encontra em crescimento balanceado, o estoque de capital e o produto crescem à mesma taxa, o que implica que a relação capital-produto permanece constante.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    Solow define como trajetória de crescimento equilibrado (balanceado)

    uma situação na qual o capital, o produto, o consumo e a população crescem a

    taxas constantes.

  • Daniel Sousa professor

    Correto. Esse é o crescimento balanceado: equilíbrio entre estoque de capital e produto,

    denotando sustentabilidade. Destaca-se que o estoque de capital é determinante para o

    crescimento de longo prazo.

  • Questão sobre modelos de crescimento econômico de longo prazo, mais especificamente tratando do modelo de Solow.

    Vamos analisar a proposição:

    A assertiva está correta, se o estoque de capital e o produto crescem a mesma taxa, não haverá variação da relação capital-produto, afinal, para que haja alteração, é necessário que uma ou outra ou ambas variáveis se descolem da taxa de crescimento da outra. Portanto, a relação capital-produto permanece constante e isso implica em uma trajetória de crescimento econômico balanceado dentro do modelo de Solow.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386398
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Com relação aos modelos de crescimento econômico do pós-guerra, julgue (C ou E) o item a seguir.



Uma característica definidora dos modelos de crescimento endógeno mais recentes é a incorporação da inovação tecnológica como variável interna, decorrente das decisões dos agentes econômicos.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    Os modelos de crescimento endógeno, como os de Romer (1986) e

    Lucas (1988) admitem que a evolução das variáveis que condicionam o modelo,

    como a tecnologia, é determinada no interior do modelo. Em artigo de 1990, P. Romer

    introduziu na teoria do crescimento endógeno sua teoria do progresso

    tecnológico, ao considerar que o esforço de investimento em P&D que a

    economias desenvolvem deve ser considerada endógena.

  • teoria do crescimento endógeno sustenta que o  é o resultado principalmente de forças endógenas e não  (externas). A teoria do crescimento endógeno sustenta que o investimento em  e  contribuem significativamente para o crescimento econômico. A teoria também se concentra em  e  de uma economia baseada no  que levará ao . A teoria do crescimento endógeno sustenta principalmente que a taxa de crescimento de longo prazo de uma economia depende de medidas políticas. Por exemplo,  para  ou  aumentam a taxa de crescimento em alguns modelos de crescimento endógeno, aumentando o incentivo à inovação.

    Fonte:

  • é incrível que alguns textos postados aqui venham incompletos, ficando quase ininteligíveis...e mais incrível ainda é a pessoa que postou não perceber isso!

  • Questão sobre modelos de crescimento econômico de longo prazo, mais especificamente sobre modelos de crescimento endógeno.

    Vamos analisar a proposição:

    O modelo neoclássico mais famoso de Solow - e entre outros modelos - definia a tecnologia como uma variável exógena, isto é, era considerada como dada, como se tivesse "caído do céu" em uma linguagem popular.

    Os modelos de crescimento endógeno, notadamente dos economistas Romer e Lucas, buscaram superar essa limitação explicativa ao incluir, como variável endógena (interna) ao modelo, a inovação tecnológica. Mais do que isso, essa tecnologia, por consequência, não "cai do céu" e é resultado de decisões políticas governamentais ou de agentes econômicos privados para investimento em pesquisa e desenvolvimento, o qual impulsiona o crescimento econômico de longo prazo.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386401
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca dos instrumentos de política comercial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Para o bem-estar dos consumidores, os efeitos negativos da imposição de uma tarifa ad valorem sobre as importações podem ser compensados por ganhos nos termos de troca, quando a demanda do país que impõe a tarifa é capaz de influenciar os preços mundiais de um produto.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta. Se a demanda do país cair (pela colocação da tarifa) de tal maneira a derrubar o

    preço internacional, pode haver tal compensação.

  • Michelle Miltons professora

    Se admitirmos que a demanda do país que impõe a tarifa é capaz

    de influenciar os preços mundiais do produto, estamos supondo que o país é

    grande. Se um país A impuser uma tarifa aduaneira, isso melhorará seus termos

    de troca a custa do país estrangeiro B. Portanto, as tarifas estrangeiras

    prejudicam o resto do mundo.

    O efeito do bem-estar no país A, segundo Krugman e Obstfeld,

    em Economia Internacional, 10ª edição, cap. 6 (Modelo Padrão de Comércio), pg.

    106, não é muito claro. A melhora nos termos de comércio beneficia o país A,

    mas as tarifas aduaneiras também impõem custos, distorcendo os incentivos de

    produção e de consumo dentro de sua economia. Os ganhos dos termos de comércio

    prevalecerão sobre as perdas de distorção SOMENTE enquanto a tarifa aduaneira

    não for muito grande.

    Existe um cálculo que define quando uma tarifa é considerada

    ótima.

    Apesar desta ponderação, o item está CORRETO, porque ele não é

    categórico: apenas indica a direção da modificação ao dizer “PODEM SER

    COMPENSADOS”. E sim, eles podem ser compensados, ainda que com esta condição.

    Não vejo espaço para recurso.

  • Com base no que eu entendi, por exemplo, o preço de azeite de oliva vendido no Brasil aumenta com a tarifação de importação, mas a demanda do Brasil é influente a ponto de diminuir ( por meio de certas situações econômicas) a o preço do óleo de soja oriundo dos EUA. Dessa forma, a diminuição do preço do óleo de soja compensaria o aumento do óleo de oliva.

    ( só um exemplo )

    Bons estudos.

  • A explicação em 'economês" dificulta o entendimento pra quem é leigo. Se fosse explicado em uma linguagem mais simples, o conhecimento seria melhor assimilado, ainda que no CACD o "economês" seja imprescindível.

  • Certo.

    Gente, entendi assim, se estiver errado avisem.

    Por exemplo: Vamos supor que EUA é maior consumidor de aço do mundo e tem poder suficiente para influenciar o mercado.

    EUA impõe tarifa ao aço brasileiro, em um primeiro momento diminui a importação de aço, consumidor americano é prejudicado

    Porém o mercado americano é tão importante para o Brasil que os produtores brasileiros reduzem seu preço para vender rmais aos EUA e "compensar" a tarifa. Assim, os efeitos negativos da tarifa são "compensados" pelo poder americano de influenciar o preço do aço

  • Questão de Economia Internacional, tratando de políticas comerciais e proteção tarifária.

    Vamos elucidar o item:

    Se os EUA ou a China (países muito relevantes na economia mundial) impuserem uma tarifa ad valorem sobre as importações, essa ação prejudicará o bem-estar dos seus respectivos consumidores nacionais já que o produto ficará mais caro.

    No entanto, a demanda agregada desses dois países é suficientemente grande para afetar o preço internacional do produto que estava sendo importado. Com o preço mais elevado domesticamente (adição da tarifa), a quantidade demandada dos EUA e da China diminuirá e o preço internacional do produto se reduzirá por consequência.

    Essa redução do preço internacional - tendo como causa a redução da quantidade importada dos EUA e China - PODE compensar a elevação do preço doméstico do produto pela imposição da tarifa, uma vez que altera os termos de troca do produto.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386404
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca dos instrumentos de política comercial, julgue (C ou E) o item a seguir.


A concessão de um subsídio às exportações de um produto resulta em ganhos para os exportadores e em perdas para o governo em razão dos custos do subsídio, sem efeitos negativos para o bem-estar dos consumidores do país exportador.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    Os efeitos de um subsídio à exportação são os seguintes:

    1.O preço no país exportador aumenta

    2.O preço no país importador cai.

    No país EXPORTADOR:

    - Consumidores são prejudicados (por isso, ITEM ERRADO).

    - Produtores ganham

    - governo perde, pois gasta dinheiro com o subsídio.

    - Há peso morto e, portanto, perda de bem-estar geral.

    - O subsídio piora os termos de comércio.

    - Piora o preço da exportação no mercado estrangeiro.

    - Seus custos são mais altos que os benefícios.

  • Se meu raciocínio estiver incorreto, por favor, alguém me corrija:

    Se houver subsídios, os produtores preferirão exportar seus produtos a vendê-los no mercado interno (sem subsídios). Logo, os consumidores do país exportador serão prejudicados (pouca oferta desses bens, com a consequente alta de seus preços, ou sua falta no mercado interno).

  • Gabarito: Errado.

    A concessão de um subsídio às exportações de um produto resulta em ganhos para os exportadores e em perdas para o governo em razão dos custos do subsídio, COM efeitos negativos para o bem-estar dos consumidores do país exportador. 

  • Questão sobre política comercial e subsídio às exportações, tema de economia internacional.

    Vamos analisar a proposição por partes:

    A concessão de um subsídio às exportações de um produto resulta em ganhos para os exportadores e em perdas para o governo em razão dos custos do subsídio,

    Esse trecho está correto. O subsídio, de fato, gerará ganhos aos exportadores que se beneficiam dessa política comercial, pois receberão um valor maior. Por outro lado, esse valor maior sairá dos cofres públicos, representando um custo para o setor público.

    sem efeitos negativos para o bem-estar dos consumidores do país exportador.

    Aqui, a assertiva entra em erro. O subsídio gerará efeitos negativos para os consumidores do país exportador por dois motivos:

    >> Primeiro, porque o custo do subsídio para o governo se reflete em custo para os consumidores, os quais, como cidadãos, também são contribuintes e pagam diversos impostos que financiam esse subsídio;

    >> Segundo, porque o subsídio à exportação estimulará - por mais óbvio que possa parecer - as exportações (oferta para o estrangeiro) e, consequentemente, a oferta interna desse produto se restringirá, o que acarretará em elevação de preço no mercado doméstico. Portanto, os consumidores do país exportador também serão afetados por uma menor quantidade interna disponível a um preço mais elevado.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386407
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca dos instrumentos de política comercial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Do ponto de vista do governo, os efeitos da imposição de uma tarifa ou de uma cota de importação são equivalentes, uma vez que o resultado final de ambos os instrumentos de política comercial é a elevação dos preços internos do bem importado.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: E

    Ao se impor uma tarifa o resultado é realmente a elevação do preço interno do bem importado. Porém, ao se impor uma cota de importação, restringe-se a importação de um bem a partir de um certo limite (cota). Assim, os efeitos são diferentes, pois no primeiro caso pode-se continuar importando o bem em quantidades indeterminadas (só que a preços mais elevados em virtude da tarifa); já no segundo caso a quantidade importada fica restringida ao limite da cota.

    Se meu comentário estiver equivocado, por favor me avise por mensagem para que eu o corrija e evite assim prejudicar os demais colegas.

  • Michelle Miltons professora

    Do ponto de vista do governo, os efeitos não são equivalentes.

    No caso da tarifa, o governo recebe a receita do imposto.

    No caso da quota, quem recebe a receita são os detentores de

    licenças de importação. Item errado.

  • Daniel Sousa professor

    Errada. Para o governo não é equivalente: com tarifa ele TEM arrecadação e com quota

    NÃO tem.

  • Fala pessoal! Tudo bem? Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre instrumentos de política comercial.

    A imposição de uma tarifa (cobrança de um valor sobre um produto importado) ou uma cota (limitação da quantidade a ser importada) de fato faz com que os preços do bem importado aumentem.

    No entanto, há diferenças significativas entre os dois instrumentos.

    Caso o governo implemente uma tarifa, o governo aufere uma receita tributária. Caso ele implemente uma cota, ele não aufere esta renda.

    Portanto, do ponto de vista do governo, é melhor a tarifa, pelo aumento de arrecadação proporcionada por este instrumento.


    Gabarito do Professor: ERRADO.
  • Errei porque pensei na extrafiscalidade do imposto de importação


ID
3386410
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Acerca dos instrumentos de política comercial, julgue (C ou E) o item a seguir.



A imposição de tarifas à exportação é adotada, em certos casos, como mecanismo de estabilização dos preços internos e contenção de pressões inflacionárias, mas, em longo prazo, pode resultar em desestímulo à produção e consequente redução da oferta.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    Como não é muito comum estudarmos a imposição de tarifas de

    EXPORTAÇÃO, prefiro apresentar, resumidamente, seus efeitos, para identificarmos

    que o item está CORRETO, principalmente se considerarmos o caso do PAÍS GRANDE.

    As tarifas à exportação são aplicadas principalmente por países em desenvolvimento

    com os seguintes objetivos:

    - arrecadar recursos para os governos

    - favorecer as indústrias nascentes.

    Outros argumentos favoráveis:

    - proteção ambiental

    - preservação de recursos naturais

    - melhorar termos de troca

    - suavizar a volatilidade de preços e volume das exportações

    - forçar maior diversificação das economias.

  • Para um PAÍS GRANDE: país possui poder de mercado internacional e, por isso, suas

    políticas comerciais afetam o equilíbrio do comércio global. Para estes, a tarifa de

    exportação causará:

    - queda dos preços internos do bem sujeito à taxação

    - elevação no seu preço internacional

    - redução do volume transacionado.

    Para consumidores, os efeitos serão benéficos (redução de preços).

    Para PRODUTORES, há perda de bem-estar. Principalmente para os

    produtores de bens complementares e substitutos, além dos demais integrantes da

    cadeia de produção. Por causa da queda do preço interno do bem taxado, produtores

    de bens substitutos sairão prejudicados, já que serão forçados a baixarem

    seus preços ou investirem em maior diversificação. Produtores de bens

    complementares deverão obter ganhos, graças ao provável aumento de consumo do

    bem sujeito à taxação.

    Por esse motivo os custos do imposto tenderão a se transferir gradativamente para o

    mercado interno.

    PAÍS PEQUENO:

    A imposição de impostos sobre a exportação reduzirá os preços internos a níveis abaixo

    dos preços internacionais que por sua vez não sofrerão qualquer alteração. Desta

    forma, não haverá ganhos em termos de troca para esse país nem efeitos distributivos no

    demais países participantes desse mercado. Aqui as tarifas de exportação

    necessariamente provocam perdas líquidas de bem-estar.

    Portanto, a imposição deste tipo de tarifa é adotada sim para estabilizar preços internos,

    mas em longo prazo, pode resultar em desestímulo à produção.

  • Professora Letícia Batista dos Santos (Gran Cursos):

    "Quando o Banco Central aliena reservas em moeda estrangeira, ou seja, vende moeda estrangeira, realmente reduz a oferta de moeda doméstica disponível. Isso ocorre porque o Bacen coloca moeda estrangeira em circulação e recebe em troca moeda nacional.

    Na ausência de operações de esterilizações compensatórias, essa transação poderia ter como resultado uma APRECIAÇÃO da moeda doméstica, pois ela resulta em menos moeda nacional em circulação.

    Observação: As operações de esterilização, são operações compensatórias realizadas pelo Banco Central com o intuito de anular variações na base monetária que não foram induzidas e desejadas por ele. Assim, somente na ausência dessas operações, haverá apreciação."

  • Questão de Economia Internacional, tratando do tema de tarifação à exportação e seus consequentes impactos econômicos.

    Vamos analisar a proposição por partes:

    "A imposição de tarifas à exportação é adotada, em certos casos, como mecanismo de estabilização dos preços internos e contenção de pressões inflacionárias..."

    A imposição de tarifas à exportação encarece o produto exportado e, portanto, diminui o incentivo de venda do produto para o estrangeiro, ou seja, parte do que antes era exportado tende a ficar no mercado nacional e ser vendido dentro do próprio país produtor.

    Com maior quantidade do produto disponível internamente, o preço tende a se reduzir no mercado local, promovendo estabilização dos preços e contenção da inflação. Nenhum erro até aqui.

    "... , mas, em longo prazo, pode resultar em desestímulo à produção e consequente redução da oferta."

    Antes da tarifa, os exportadores recebiam um valor maior destinando sua produção para o estrangeiro, dessa forma o preço recebido mais elevado possibilitava que produtores com custos maiores continuassem operando no mercado.

    Com a nova situação, parte dos produtores saem do mercado no longo prazo já que os preços recebidos (menores após a tarifação) são inferiores aos seus custos. O resultado pode ser redução da produção total e da oferta do produto no mercado. Mais uma vez, nenhum erro.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386413
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir.


Ao alienar reservas em moeda estrangeira, o Banco Central reduz a oferta de moeda doméstica disponível. Na ausência de operações de esterilização compensatórias, essa transação poderia ter como resultado a depreciação da moeda doméstica.

Alternativas
Comentários
  • Ao alienar reservas em moeda estrangeira, o Banco Central aumenta a oferta de moeda doméstica disponível.

  • GAB: E

    Pra ficar certa, tinha que reescrever assim:

    Ao alienar reservas em moeda estrangeira, o Banco Central reduz a oferta de moeda doméstica disponível. Na ausência de operações de esterilização compensatórias, essa transação poderia ter como resultado a apreciação da moeda doméstica.

  • Alienar é sinônimo de vender. Ao vender moeda estrangeira, o BC diminui a quantidade de moeda doméstica em circulação. Isto é, dólares que estavam no cofre do BC entram em circulação, e reais que estavam no mercado vão para o cofre do BC. A procura do BC por moeda doméstica e a diminuição da quantidade moeda no mercado fazem com que seu preço aumente (e não diminua como diz a questão). O preço da moeda estrangeira tende a diminuir, pois haverá mais dela em circulação.

  • Complementando os comentários dos colegas, operação de esterilização compensatória seria o BACEN diminuir a intensidade das vendas (ou ainda, comprar) títulos públicos em posse dos investidores no intuito de compensar a retirada de moeda doméstica em circulação por conta da venda de dólares.
  • Errado!

    De fato, se vende moeda estrangeira, o BC faz isso em troca de moeda local. 

    Logo, de fato, reduz a oferta de moeda doméstica disponível.

    Mas é exatamente por isso que, sem fazer compensações, haverá uma APRECIAÇÃO da moeda doméstica porque esta ficou mais escassa frente à moeda estrangeira.

    Ou seja, a moeda local ganha valor.

    Resposta: E

  • Tema de reservas internacionais e quantidade de moeda doméstica em circulação.

    Vamos analisar a proposição por partes:

    Ao alienar reservas em moeda estrangeira, o Banco Central reduz a oferta de moeda doméstica disponível.

    Tudo certo até aqui, quando o BACEN vende, por exemplo, dólares em sua posse nas reservas internacionais, os demandantes utilizam reais disponíveis na economia para efetuar a compra, reduzindo a quantidade de reais em circulação.

    Na ausência de operações de esterilização compensatórias, essa transação poderia ter como resultado a depreciação da moeda doméstica.

    Aqui, a assertiva "escorregou". Com a ausência de operações de esterilização, a redução da quantidade de reais e o aumento da quantidade de dólares disponíveis na economia nacional, provocarão a APRECIAÇÃO da moeda doméstica, isto é, o real valerá mais frente ao dólar por estar mais escasso do que antes.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386416
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Em um regime de câmbio fixo, a taxa de câmbio definida pelo Banco Central será a taxa de equilíbrio quando se verificar a condição da paridade dos juros, ou seja, quando a taxa de juros doméstica for igual à taxa de juros estrangeira.

Alternativas
Comentários
  • Teoria da Paridade Descoberta da Taxa de Juros

     a taxa de juros doméstica é igual à taxa de juros externa mais a desvalorização cambial esperada, adicionada a um prêmio de risco. 

  • Pois é, mas então o gabarito não seria ERRADO?

    A afirmativa diz simplesmente "quando a taxa de juros doméstica for igual à taxa de juros estrangeira"

    mas segundo o que colocou a Giane, entendo que para estar certa a afirmativa teria que ser: 'quando a taxa de juros doméstica mais o prêmio de risco for igual à taxa de juros estrangeira'. Com o câmbio fixo, entendo que a expectativa de desvalorização cambial é desconsiderada, mas o prêmio de risco não deixaria de existir. Alguém sabe explicar o porque do gabarito ser CERTO nessa questão?

  • Certo. Entendi da seguinte forma: para o cambio ser fixo, a taxa de juros interna precisa ter paridade com a externa. Se a taxa de juros interna estiver muito alta, haverá investidores externos querendo investir no Brasil, logo +dólares, afeta o câmbio e valoriza Real Se, ao contrário, taxa interna estiver mais baixa, investidores deixarão o país e Real fica desvalorizado.
  • Correto!

    A taxa de câmbio de equilíbrio é aquela que não gera pressões para depreciação nem para apreciação. É aquela que iguala fluxos de oferta e saída de moeda estrangeira.

    É claro que, num regime de câmbio fixo, o Banco Central pode compensar isso comprando ou vendendo moeda estrangeira.

    No entanto, em equilíbrio, essa compensação não é necessária, exatamente porque há paridade entre as taxas de juros interna e externa.

    Observação: essa paridade leva em conta o prêmio de risco, de maneira que a taxa de juros de um país “menos confiável” precisa ser maior para haver a “paridade”.

    Resposta: C

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre regime de câmbio.

    No regime de câmbio fixo, o Banco Central estabelece o nível da taxa de câmbio. Eventualmente, o banco central pode ter que intervir no mercado, comprando/vendendo moeda estrangeira para manter o câmbio definido.

    No entanto, se a taxa de juros doméstica for igual à taxa de juros estrangeira, não haverá necessidade de o Banco Central intervir e o câmbio fixo será atingido naturalmente.

    Isso ocorre porque se houver paridade de juros, a oferta e a demanda de moeda estrangeira serão iguais. Assim, não haverá pressão nem para o câmbio subir, nem para cair. Tal estabilidade permite ao BACEN manter o nível de câmbio fixo sem precisar intervir.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386419
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir.



O aumento temporário da oferta de moeda, em regime de câmbio flutuante, resulta em queda da taxa doméstica de juros e depreciação da moeda doméstica. Em curto prazo, haverá redução da demanda agregada e do produto da economia, em razão da queda dos preços relativos dos bens produzidos localmente.

Alternativas
Comentários
  • Corrijam-me se estiver errada, mas no curto prazo um aumento da oferta de moeda gera um aumento na demanda agregada e um aumento no preço dos produtos locais.

  • Daniel Sousa professor

    Errada.

    Queda de juros e depreciação cambial estimulam demanda agregada via

    impacto em investimento e exportações líquidas. Expansão e não contração me parece a

    referência correta.

  • Michelle Miltons professora

    Embora o item não tenha dito nada a respeito da mobilidade de capitais, nas três

    possibilidades – mobilidade perfeita, imperfeita ou ausência – ele está errado.

    Porque em todos os casos, o resultado da política monetária expansionista para

    câmbio flutuante é aumento do produto.

  • A primeira frase está correta, mas a segunda está errada! 

    É verdade que o aumento da oferta de moeda gera uma depreciação da taxa de câmbio e uma queda na taxa de juros. 

    No entanto, o efeito disso é justamente a expansão da demanda agregada. 

    Afinal, se a moeda local ficou mais fraca, fica mais difícil importar e, ao mesmo tempo, as exportações do país ficam mais competitivas lá fora.

    Resposta: E

  • Para esse tipo de questão, utilizamos o modelo IS-LM-BP, ou Mundell-Fleming.

    Note que a questão não especificou a mobilidade de capitais ou o tamanho da economia em questão, e qualquer conclusão dependeria dessa informação.

    Sendo assim, já é uma forte candidata a “errada”. Mas vejamos o que ocorre com livre mobilidade de capitais:

    1. A economia está em equilíbrio no mercado real, no mercado monetário, e no BP – pois as taxas de juros e nível de renda, neste patamar, têm esse efeito.

    2. A política monetária expansionista promovida pela Banco Central desloca a curva LM para a direita, causando queda nos juros internos que, quando menores que os juros externos, provocam saída de capitais e desvalorização da moeda doméstica (aumento da taxa de câmbio).

    3. Com a moeda desvalorizada, há aumento das exportações. Com o resto do mundo comprando mais de nossos produtos, aumenta a renda nacional, deslocando a curva IS para a direita.

    Assim, concluímos que a política monetária é totalmente eficaz para aumentar a renda em uma economia aberta com livre mobilidade de capital e câmbio flexível.

    Portanto, ocorre aumento da demanda agregada por meio de elevação nas exportações e nos investimentos, sendo este causado pela queda na taxa de juros.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre regime de câmbio flutuante.

    Se tivermos um regime de câmbio flutuante e uma queda da taxa doméstica de juros, sairão recursos do país, o que levará a um aumento da demanda de divisas pelos investidores estrangeiros, o que causará uma desvalorização cambial (depreciação da moeda doméstica).

    Essa maior depreciação cambial fará com que haja maior exportação, AUMENTANDO a demanda agregada e o produto na economia.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386422
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que concerne a regimes de câmbio e a determinantes da política cambial, julgue (C ou E) o item a seguir.



Em uma economia aberta com livre movimentação de capitais, sob uma taxa de câmbio fixa, os instrumentos de política monetária do Banco Central não são eficazes para aumentar a oferta de moeda ou o produto da economia, mas podem afetar o nível das respectivas reservas internacionais.

Alternativas
Comentários
  • GAB: C

    Em uma economia aberta com livre movimentação de capitais, sob uma taxa de câmbio fixa, os instrumentos de política monetária do Banco Central não são eficazes para aumentar a oferta de moeda ou o produto da economia

    Nessa parte a política fiscal é mais eficaz, porém não custa lembrar que ao adotar o câmbio fixo, o banco central perde a eficácia na parte da politica monetaria.

     

    mas podem afetar o nível das respectivas reservas internacionais. --> Quando um pais adota o câmbio fixo ele depende muito das reservas de divisas para a liquidez das transações comerciais, assim o pais precisa

    "se virar" para honrar com os compromissos, pegando gancho na parte da política monetária o pais pode aumentar suas taxas de juros interna atraindo mais capitais externos, ofertando divisas para ter uma boa reserva, o mau disso são os altos juros que terão que ser pagos no futuro.

  • Daniel Sousa professor

    Correto.

    Reservas internacionais realmente ficam subordinadas ao regime cambial

    vigente em um ambiente de livre mobilidade de capitais e câmbio fixo.

    Política monetária perde eficácia em um regime de câmbio fixo e livre mobilidade de

    capitais. LM vai e retorna para o mesmo lugar (considerando perfeita mobilidade de

    capitais).

  • Michelle Miltons professora

    Item correto. Câmbio fixo com política monetária resulta em ineficácia em termos de

    produto.

    A política monetária desloca a curva LM para frente, resultando em taxas de juros

    menores. Como há mobilidade livre de capitais, haverá fuga de capitais, com

    saída de divisas. O Bacen terá que atender a demanda por divisas, vendendo-as.

    As reservas internacionais diminuirão, com consequente redução da base

    monetária, fazendo a LM voltar à sua posição original.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre o modelo IS-LM-BP.

    Questão perfeita!

    Sob regime fixo e com livre mobilidade de capitais, apenas a política fiscal é eficaz para aumentar o produto da economia. Dessa forma, a política monetária é ineficaz.

    Mas apesar de a política monetária não afetar o produto (sendo ineficaz), ela pode afetar as reservas internacionais, pois a política monetária afeta a taxa de juros doméstica, o que pode causar desbalanceamento temporário entre a taxa de juros interna e a externa. Como o câmbio é fixo, o Banco Central vai ser chamado a intervir para garantir o nível de cambio determinado, comprando/vendendo moeda estrangeira, o que impacta as reservas internacionais.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386425
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No estudo das preferências dos consumidores, um dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com a aquisição da unidade adicional do bem. 

Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue (C ou E) o item a seguir.


O pressuposto de que “quanto mais de um bem, melhor” é tratado no axioma da monotonicidade das preferências.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    A suposição da monotonicidade das preferências assume que as cestas são formadas

    de bens (e não males) e, portanto mais é melhor. Item certo.

  • Daniel Sousa professor

    Correto. Este axioma é também conhecido como o axioma da “ganância ou avidez” ou da

    não-saciedade.

  • Item certo.

    Monotonicidade: significa que quanto mais é melhor (curva de indiferença negativa)

    Convexidade: a média é pelo menos tão boa quanto os extremos

    Estritamente convexa: a média é preferida aos extremos

  • Lembrando que, além do conceito de monotonicidade, o conceito de preferências está relacionado também à integralidade e transitividade.

    Bons estudos.

  • O consumidor é considerado "racional" na economia e segue três "regras" principais:

    Preferência completa: consumidor é capaz de escolher de prefere cesta A ou B (chocolate ou bala, por exemplo) Preferência transitiva: prefiro A>B, B>C, logo A>C. Prefiro chocolate à bala, prefiro bala a chicletes, logo prefiro chocolate a chicletes Preferência monótona: cesta com mais bens é preferível a cesta com menos bens

  • Fala pessoal! Tudo beleza? Prof. Jetro Coutinho aqui, para comentar esta questão sobre Teoria do Consumidor.

    As preferências bem-comportadas do consumidor possuem quatro premissas, isto é, quatro axiomas:

    1. Exaustividade (também chamada de completude ou de integralidade): Esta premissa estabelece que os consumidores conseguem comparar todas as cestas de consumo e ordená-las em termos de preferência.

    2. Transitividade: Significa que se o consumidor prefere a cesta A à cesta B e prefere a cesta B à C, então, ele prefere A à C.

    3. Monotonicidade: Esse nome bonito é só para dizer que quanto mais de um bem, melhor. Ou seja, o consumidor preferirá as cestas que possuem maior quantidade de um bem do que uma que possua menos quantidade do mesmo bem. Isto porque, segundo o princípio da não saciedade, o consumidor nunca está saciado (quanto mais, melhor). Dizemos, então, que as preferências são monotônicas.

    A monotonicidade nos diz que, como mais é melhor, se nós tivermos menos de um bem, teremos que ter mais de outro para “compensar".

    4. Convexidade: isto significa que sempre que eu tiver uma Cesta C que seja uma combinação das cestas A e B, eu prefiro C do que as outras cestas.

    Portanto, de fato o "quanto mais de um bem, melhor" é tratado no axioma da monotonicidade das preferências.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386428
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No estudo das preferências dos consumidores, um dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com a aquisição da unidade adicional do bem. 

Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue (C ou E) o item a seguir.



A satisfação adicional a cada unidade adicional adquirida do bem é reflexo da lei da utilidade marginal decrescente.

Alternativas
Comentários
  • CORRETO.

    Pois a cada bem, o consumidor vai chegando ao seu ponto "ótimo" a partir do qual unidades adicionais tendem a não gerar mais efeitos positivos, causando uma utilidade marginal decrescente para cada novo item adiquirido.

    Força Galera! Tá mais perto quê longe.

    OPERAÇÃO CAÇADA!

  • Questão sobre teoria do consumidor dentro da microeconomia, mais especificamente sobre utilidade no consumo dos bens.

    Vamos elucidar a questão:

    O princípio da monotocidade (não saciedade), expresso no enunciado por "quanto mais de um bem, melhor", revela que quantidades maiores do bem proporcionam níveis de utilidade maiores sempre, isto é, há uma correlação estritamente positiva.

    Porém, isso não impede que esse nível de utilidade cresça cada vez menos conforme se aumentam as quantidades, ou seja, o incremento de utilidade é cada vez menor e tende a zero, embora não chegue a zero. Por isso, a utilidade marginal (adicional) no consumo dos bens é decrescente como lei impositiva.

    É fácil perceber isso pensando que a primeira unidade proporciona grande satisfação, porém a milésima pouca satisfação adicional.


    Gabarito do Professor: CERTO.
  • Certo.

    Exemplo da Lei da Utilidade Marginal Decrescente:

    Se eu consumo 2 cervejas, a segunda gerará um prazer adicional menor que a primeira. Sendo assim, o prazer/utilidade marginal é decrescente. Cada unidade sucessiva de um determinado bem adiciona menor satisfação do que aquela proporcionada pela unidade anterior.

    OBS: não se deve confundir a Utilidade Marginal (decrescente) com a Utilidade Total (crescente).


ID
3386431
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No estudo das preferências dos consumidores, um dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com a aquisição da unidade adicional do bem. 

Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue (C ou E) o item a seguir.


A quantidade máxima que pode ser adquirida de um bem sem reduzir a utilidade total do consumidor, quando existe, marca um ponto de saciedade.

Alternativas
Comentários
  • Michelle Miltons professora

    Exato, por definição, um bem saciado é aquele cujo aumento no consumo causa

    insatisfação. Até este ponto, o acréscimo de um bem acrescenta utilidade ao

    consumidor. Quando o consumo de uma unidade a mais é considerado um “mal”, ou

    reduz a utilidade total, então o ponto de inflexão é considerado o de

    saciedade.

  • Daniel Sousa professor

    Correto. Traz a definição de ponto de saciedade (quando existe).

  • Questão sobre teoria do consumidor na microeconomia, mais especificamente abordando níveis de utilidade no consumo dos bens.

    Vamos analisar a questão:

    A teoria do consumidor, de forma geral, pressupõe o princípio da monotocidade (não saciedade) na demanda dos bens, isto é, "quanto mais de um bem, melhor" dito no enunciado. Ou seja, maiores quantidades proporcionam, sempre, utilidades adicionais, ainda que decrescentes.

    Se um bem é saciável, ele está fora da regra da monotocidade e, portanto, maiores quantidades elevarão sua utilidade até certo ponto e depois diminuirá. O ponto de inflexão é o ponto de saciedade da assertiva, a utilidade cresceu até seu máximo, a partir dali maiores quantidades irão diminuir o nível de utilidade. A utilidade marginal nesse ponto é igual a zero, antes dele positiva e depois dele negativa.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386434
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No estudo das preferências dos consumidores, um dos pressupostos mais usados pode ser resumido em “quanto mais de um bem, melhor”. Todavia, nem sempre é assim. Ainda que isso facilite a criação de modelos para o estudo da teoria do consumidor e de curvas de demanda, há coisas que “enjoam”. Isso pode chegar ao ponto em que não apenas a satisfação adicional fique menor, mas que ela fique negativa com a aquisição da unidade adicional do bem. 

Considerando essa informação e a teoria econômica subjacente, julgue (C ou E) o item a seguir.


Bens que apresentam nível de quantidade a partir do qual a satisfação adicional é negativa têm curva de demanda crescente a partir dessa quantidade.


Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Errada.

    Satisfação adicional = Utilidade Marginal. Curva de demanda positiva significa

    estar disposto(a) a pagar mais por unidades adicionais do produto. Não faz sentido

    estar disposto(a) a pagar mais por unidades adicionais do produto se as mesmas

    reduzem a sua utilidade total ao serem consumidas.

  • Michelle Miltons professora

    Voltemos um pouco à noção de sacidade.

    Um bem saciado é aquele cujo aumento no consumo causa insatisfação.

    As curvas de indiferença são representadas por círculos em volta do ponto de saciedade

    e a utilidade do consumidor aumenta à medida que os círculos se aproximam da cesta

    do ponto de saciedade.

    Nesse caso, as curvas de indiferença tem inclinação negativa quando o consumidor tem

    muito pouco ou demais de AMBOS os bens e inclinação positiva quando ele tem DEMAIS

    de um dos bens.

    Se ele tem DEMAIS um dos bens, esse bem se torna um mal.

    A redução do consumo do bem mal o levará para mais perto de seu ponto de saciedade

    (ou satisfação). Se ele tiver demais de ambos os bens, os dois serão males e a redução

    do consumo dos dois o levará para perto de seu ponto de saciedade.

    Então, cestas formadas de bens com um determinado nível (digamos, 5 unidades), a

    partir do qual a satisfação adicional é negativa se enquadra no segundo caso descrito:

    AMBOS os bens já representam saciedade. As curvas de indiferença serão negativas.

    Item errado.

  • Se a satisfação é negativa, a demanda tende a ser diminuída. É só pensar o seguinte: se você tivesse sua satisfação diminuída a partir da compra de determinada quantidade de um produto / serviço, aumentaria a demanda deste produto?

  • Fala pessoal! Tudo bem? Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Teoria do consumidor.

    Se um bem apresenta satisfação adicional negativa é porque, a partir de certa quantidade, ele faz mais mal do que bem. Isso significa que os consumidores não extraem utilidade deste bem, por isso, a demanda será DECRESCENTE.

    É o caso, por exemplo, de água. Quando você está com sede, tomar água te dá muita satisfação. Mas se você tomar água demais, vai ficar com ânsia de vômito. A partir daí, sua demanda por água cai (e, se você continuar insistindo, não vai só ânsia de vômito...).


    Gabarito do Professor: ERRADO.
  • Fala pessoal! Tudo bem? Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Teoria do consumidor. 


    Se um bem apresenta satisfação adicional negativa é porque, a partir de certa quantidade, ele faz mais mal do que bem. Isso significa que os consumidores não extraem utilidade deste bem, por isso, a demanda será DECRESCENTE.

    É o caso por exemplo de água. Quando você está com sede, tomar água te dá muita satisfação. Mas se você tomar água demais, vai ficar com ânsia de vômito. A partir daí, sua demanda por água cai (e, se você continuar insistindo, não vai só ânsia de vômito...).

    Gabarito: Errado





  • Uma forma de ver esse problema é pensar em um mapa de indiferença que é bem-comportado para todo x < x* (por exemplo, uma Cobb-Douglas). No ponto x*, o mapa de indiferença faz uma quina (parecendo a letra V). Ou seja, a partir dessa quantidade, x se torna um mal: para manter o mesmo nível de utilidade, se o consumidor consumir x tal que x>x*, ele precisará consumir mais do bem y para manter sua satisfação. A curva de demanda será como uma curva normal antes de x* (ou seja decrescente) e, no ponto em que x=x*, ela se torna vertical. O consumidor não demanda quantidades maiores que x* a nenhum preço.


ID
3386437
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere a endividamento, superavit e deficit público e a sua relação com a política fiscal, julgue (C ou E) o item a seguir.


As necessidades de financiamento do setor público (NFSP) correspondem ao deficit público nominal apurado ano a ano.

Alternativas
Comentários
  • "A Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) refere-se à metodologia consagrada internacionalmente para avaliação de políticas fiscais, consistindo na soma entre o resultado primário do setor público não financeiro e a apropriação de juros nominais por competência. O resultado primário de determinado ente, por sua vez, diz respeito à diferença entre receitas e despesas primárias, em um período de tempo, e pode ser apurado por dois critérios:

    a) variação do nível de endividamento líquido do ente durante o período considerado; ou

    b) soma dos itens de receitas e despesas.

    O primeiro critério, chamado “abaixo da linha”, é calculado pelo Bacen e considerado o resultado oficial por fornecer também o nível de endividamento final obtido com a geração do superávit/déficit primário. O segundo, denominado “acima da linha”, é acompanhado pela Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda (STN/MF) e pela Secretaria de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SOF/MP) e possibilita o controle dos itens que compõem o resultado, sendo fundamental para a elaboração dos orçamentos e do planejamento fiscal."

    Fonte: [SENADO]

  • Gabarito: Certo.

    Referência: BAUMANN, Renato. Manual do candidato : economia – Brasília : FUNAG, 2016. 2.1.4.5. Contas Nacionais no Brasil, pág. 74

    “Segundo Giambiagi (2001), em relação ao deficit público, existem dois conceitos: o deficit primário (Dgp) e o deficit nominal (Dgn): i. Dgp é o gasto com despesa corrente total (G), que se refere ao gasto do governo com B&S e com a remuneração do funcionalismo – pessoal e encargos sociais – acrescido das transferências – despesas com Previdência Social, Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Loas etc. –, mais os investimentos (Ig) – tais como despesas com capital, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e parte da conta discricionária – menos a receita governamental total. ii. Dgn é o Dgp acrescido dos juros sobre o estoque de dívida pública. O Dgn do SP também é chamado de Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP).

  • “Segundo Giambiagi (2001), em relação ao deficit público, existem dois conceitos:

    o deficit primário (Dgp) e o deficit nominal (Dgn):

    i. Dgp é o gasto com despesa corrente total (G), que se refere ao gasto do governo com Bens e Serviços e com a remuneração do funcionalismo (pessoal e encargos sociais), acrescido das transferências (despesas com Previdência Social, Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Loas etc), mais os investimentos (Ig) – tais como despesas com capital, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e parte da conta discricionária – menos a receita governamental total. 

    ii. Dgn é o Dgp acrescido dos juros sobre o estoque de dívida pública. O Dgn do SP também é chamado de Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP).”

  • Correto!

    As NFSP são o déficit.

    Afinal, necessidade de financiamento é aquilo que falta para cobrir a diferença entre despesas e receitas.

    Por fim, quando falamos das NFSP sem especificar o conceito, estamos falando naturalmente do conceito nominal porque ele é o mais amplo, que leva em conta todas as despesas, inclusive com juros.

    Resposta: C

  • Tema de Economia do Setor Público cobrado de forma bem direta.

    Vamos resolver:

    O deficit público nominal considera, também, as receitas e despesas financeiras (juros nominais), diferente do deficit primário que corresponde somente a receitas e despesas não financeiras.

    Por essa razão, o deficit nominal é um conceito mais abrangente da insuficiência de recursos no governo e considera a real necessidade de financiamento do governo. Correspondendo, assim, ao conceito de Necessidades de Financiamento do Setor Público (NFSP) conforme a proposição afirma.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386440
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere a endividamento, superavit e deficit público e a sua relação com a política fiscal, julgue (C ou E) o item a seguir.



O deficit público nominal é igual à variação da dívida líquida do setor público apurada no ano.

Alternativas
Comentários
  • A variação da dívida pública é mais ampla que o déficit público nominal, pois engloba, além do déficit público nominal (necessidade de financiamento do setor público) outros ajustes como privatizações, despesas contabilizadas geradas em governos anteriores, etc..

    O conceito de déficit público nominal está estritamente relacionado ao aumento da dívida FISCAL líquida

  • Déficit Nominal: é o conceito de déficit público que, além das receitas e despesas, inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

    Bons estudos! Fonte: https://politicamonetaria.webnode.com.br/glossario/d/

  • Défice nominal é o saldo negativo nas contas, uma vez pagos os juros da dívida.

    Dívida líquida é o débito consolidado, uma vez descontados a disponibilidades de caixa, as aplicações financeiras e outros haveres financeiros.

    ERRADO

  • Essa é uma confusão que o aluno tende a fazer. Mas não você, aluno do Direção!

    Déficit público geralmente representa a grande maioria da variação da dívida líquida, mas não é tudo!

    A variação da dívida líquida do setor público, além do déficit, leva em conta ainda as receitas com Privatizações e os chamados “Outros Ajustes Patrimoniais”.

    Ou seja:

    dDLSP = NFSP – Privatizações + Outros Ajustes Patrimoniais

    Faz sentido, né: se houve uma venda de uma grande empresa estatal, isso pode ter reduzido a dívida, mas não afeta o déficit, afinal, essa é a medida da responsabilidade fiscal, da diferença entre o que se gasta e o que se arrecada. 

    Resposta: E

  • Questão sobre Economia do Setor Público, mais especificamente sobre dívida e deficit.

    Vamos elucidar a assertiva:

    Deficit público nominal é o mesmo que as Necessidades de Financiamento do Setor Público (NFSP) no conceito nominal, a qual é apurada pelo Banco Central pelo critério "abaixo da linha" e pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) pelo critério "acima da linha". Corresponde ao balanceamento das despesas e receitas, inclusive financeiras (com juros) e correção monetária.

    As NFSP não correspondem à Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) ou sua variação, esta é mais abrangente e engloba, por exemplo, as variações dos ativos financeiros do setor público, da base monetária, da dívida externa e das reservas internacionais, etc.


    Gabarito do Professor: ERRADO.
  • Déficit nominal inclui o pagamento dos juros, ao contrário do déficit primário. Assim, ele corresponde à variação da dívida bruta, e não da dívida líquida, essa última já descontados os juros.

  • o correto seria falar em variação da dívida fiscal líquida (DFL), e não da dívida líquida

    do setor público (DLSP)


ID
3386443
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere a endividamento, superavit e deficit público e a sua relação com a política fiscal, julgue (C ou E) o item a seguir.



As estatísticas fiscais calculadas pelo critério “acima da linha” correspondem às medidas de receitas e despesas relacionadas.

Alternativas
Comentários
  • GAB: C

    Acima da linha: O método de apuração fiscal "acima da linha" representa uma medida de fluxo. (diferença entre receitas e despesas).

    Abaixo da linha: O método de apuração fiscal "abaixo da linha" representa uma medida de estoque. (variação da dívida interna e externa)

  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    Traz apenas uma definição do conceito "acima da linha" das despesas públicas.

  • Correto!

    Há dois métodos para se calcular o resultado fiscal, o déficit público.

    O método abaixo da linha é simples: basta ver a variação da dívida líquida do setor público. Desconsiderando privatizações e outros ajustes, se a dívida variou R$ 100 bilhões é simplesmente porque, naquele período, se gastou R$ 100 bilhões acima do que se arrecadou. Simples assim!

    Já o critério acima da linha é aquele que num caderno fica acima da linha do resultado mesmo. Ou seja, ali estão computadas todas as receitas e despesas.

    Resposta: C

  • Questão sobre Economia do Setor Público, mais especificamente no tema de endividamento público.

    Vamos analisar a proposição:

    O critério "acima da linha" é calculado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e corresponde ao confronto das receitas e despesas para se chegar ao resultado fiscal, superavit ou deficit. Permite um maior detalhamento da situação fiscal com a análise item a item das receitas e despesas, evidenciando as causas dos desequilíbrios.

    Difere-se do critério "abaixo da linha", calculado pelo Banco Central (BACEN), o qual corresponde a verificação da variação da dívida líquida total, interna e externa, de um período para o outro.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386446
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

No que se refere a endividamento, superavit e deficit público e a sua relação com a política fiscal, julgue (C ou E) o item a seguir.



Uma política fiscal expansionista tende a reduzir as NFSP.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: Errado.

    Referência: BAUMANN, Renato. Manual do candidato : economia – Brasília : FUNAG, 2016. 2.3.1. Política fiscal e seus instrumentos, pág. 121

    “Os instrumentos da política fiscal dizem respeito aos gastos correntes, investimentos públicos e arrecadação tributária. Quando o Brasil, por meio do Ministério da Fazenda, adota uma política fiscal expansionista para estimular a demanda agregada, há duas opções: i) aumentar as despesas – que pode se materializar na forma de gastos (G), transferências (TR) ou investimentos públicos (IG); ou ii) reduzir a receita tributária (TG). Já a política fiscal contracionista compreende o inverso: i) reduzir despesas; ou ii) aumentar a receita tributária.”

  • Necessidade de financiamento do setor público (NFSP)

  • Se o objetivo do governo é expandir a economia (utilizando uma política fiscal para isso), ele tem duas opções:

    1) Gasta mais, com o objetivo de gerar mais empregos, com aumento de renda e maior consumo. Neste caso, como o governo é sustentado pela sociedade, esta é quem pagará a conta, geralmente na forma de tributos;

    2) Permite às empresas e indivíduos gastar mais: neste caso, geralmente renunciando a receitas advindas de tributos, permitindo que as empresas e indivíduos, ao invés de pagá-los, possam gastá-los na forma de investimentos ou consumo.

  • Política fiscal expansionista é o nome que se dá para quando o governo exerce uma política de gastos focada em reduzir tributos e aumentar os gastos.

    Fonte: https://www.suno.com.br/artigos/politica-fiscal-expansionista/

    Portante, ao aplicá-la, o governo precisará de mais recursos e consequentemente, estará mais propenso a fazer investimentos.

    Bons estudos.

  • É o contrário!

    Como sabemos, as NFSP são o déficit, ou seja, aquilo que se está gastando acima da receita.

    Ora: uma expansão fiscal significa gastar mais e/ou arrecadar menos.

    Logo, uma expansão fiscal tenda a ELEVAR o déficit, as NFSP.

    Resposta: E

  • A política fiscal expansionista é realizada por meio do aumento dos gastos do governo ou redução dos impostos, o que eleva o déficit orçamentário. Como necessidades de financiamento do setor público correspondem ao conceito de déficit nominal, pode-se dizer que uma política fiscal expansionista tende a aumentar as NFSP.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre déficit público.

    Ao praticar uma política fiscal expansionista, o governo aumenta o gasto público ou reduz os impostos, com o objetivo de aumentar o produto na economia.

    Ao aumentar o gasto público o governo aumenta suas despesas. Ao reduzir os impostos, o governo reduz suas receitas. Nos dois casos, teremos um déficit maior. Dessa forma, as necessidades de financiamento do setor público (NFSP) aumentarão.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386449
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Considerando o uso da política cambial em diferentes momentos da história econômica recente, julgue (C ou E) o item a seguir.



A existência de uma inflação não desprezível aliada a uma taxa de câmbio fixa levou a um processo de supervalorização real do cruzeiro nos anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial, levando a desequilíbrios de balanço de pagamentos. Esses desequilíbrios tiveram que ser contornados por meio de controles cambiais.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    A apreciação cambial levou ao desequilíbrio externo enfrentado pelo controle

    quantitativo às importações introduzido pelo sistema de guias em 1947.

  • A participação do Brasil na II Guerra Mundial ao lado dos aliados trouxe a expectativa, que foi frustrada, de investimento direto dos EUA depois do conflito. Assim, com esse pressuposto, para combater a inflação do pós-guerra, naquele momento promoveu-se o afrouxamento cambial que trouxe consequências desastrosas. Elas tiveram de ser remediadas por uma correção de rumos consequente em relação ao câmbio e as importações em 1947.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    Após a Segunda Guerra, a Europa estava devastada. Bens e serviços de forma geral eram escassos, o que fez com que os preços aumentassem, levando a uma inflação.

    Tal inflação levou a uma supervalorização da moeda brasileira à época, o cruzeiro. Tal supervalorização fez com que o país recebesse uma enxurrada de moeda estrangeira, aumentando por demais a demanda externa por produtos brasileiros.

    Apesar do maior nível de comércio, o balanço de pagamento ficou desequilibrado e o governo foi obrigado a intervir para garantir o equilíbrio. Entre as diversas medidas adotadas, pode-se citar o controle de importações, adotado em 1947.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386452
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Considerando o uso da política cambial em diferentes momentos da história econômica recente, julgue (C ou E) o item a seguir.



A adoção de uma política de minidesvalorizações cambiais, durante o período conhecido como “milagre econômico”, buscou evitar que uma valorização real da moeda, provocada pela inflação do período, tivesse efeitos negativos sobre a balança comercial.

Alternativas
Comentários
  • 3.1.  A Política Macroeconômica do Período 1968-1973

    No período 1964-1967, as taxas de crescimento anuais médias em termos reais do M1 e do crédito foram de 4,8% e 4,9%, respectivamente. No período 1968-1973, essas taxas elevaram-se para 13,9% e 17,4%, respectivamente. Outro dado importante é que, enquanto no período 1964-1967 o crescimento médio anual real do crédito ao setor privado foi de 7,4%, essa taxa elevou-se para 25,4% no período 1968-1973, ao passoa que a taxa de crescimento anual real do crédito ao setor público, de 1,1% em 19641967, foi de -16,2% em 1968-1973 (Hermann, 2005). Em resumo, o período 1968-1973 foi caracterizado por uma grande expansão real da moeda e do crédito, e esse último foi canalizado para o setor privado.

    No que se refere às exportações, o estímulo governamental assumiu diversas formas, entre as quais a introdução do sistema de minidesvalorizações cambiais (crawling peg) a partir de 1968, e a criação do Programa Befiex em 1972, permitindo às empresas com planos de exportação contar com uma série de facilidades de importação, sujeitas ao desempenho exportador futuro.

    Tomadas em conjunto e tendo em vista o excelente ambiente externo da época, tais medidas ajudam a explicar o excepcional desempenho exportador observado durante o "milagre": taxas de crescimento anuais médias de 24,6% do valor (em US$) das exportações, e de 39,5% no caso de manufaturados. Em 1973, a vulnerabilidade externa do país, medida pela relação dívida externa líquida/exportações, caiu para o nível de 1,4, que foi o valor mais baixo desse indicador no período 1956-2004 no Brasil.

  • Essa questão está incorreta, como é que inflação pode causar valorização da moeda?

  • pergunto a mesma coisa, como a inflação valoriza a moeda?
  • O cambio era fixo durante o milagre economico. Por meio das mini desvalorizacao cambial se compensava o aumento da inflação, de forma a manter a "taxa fixa".

    EXEMPLO:

    > se nao houvesse desvalorizacao:

    1 dolar comecaria valendo 4 reais.

    Em seguida com a inflacao domestica esses 4 reais passam a valer 5 reais.

    Dessa forma, o real se valoriza frente ao dolar já q o cambio é fixo.

    Como o cambio é fixo, 5 reais conseguem comprar 1 dolar (que vale 4) e ainda sobra 1 real.

    se a moeda esta valorizada isso estimula as importacoese desestimula as exportacoes, levando a um deficit no BP.

  • O item está correto.

    Aos colegas que perguntaram como a inflação valoriza a moeda, vou tentar explicar de outra maneira e complementar o que Manfrenato explicou no comentário abaixo do meu.

    Realmente, inflação significa que a moeda vale menos, mas o item fala em valorização real da moeda; no contexto de avaliarmos o câmbio, o fato de ele ser fixo nesse momento explica a valorização: ao passo que produtos internos estão mais caros devido à inflação, produtos externos mantêm o valor (porque o câmbio é fixo) e ficam "mais baratos" em relação aos internos (por isso valorização real, não nominal).

    Essa dinâmica estimula importações, o que pode causar desequilíbrios no balanço de pagamentos. Para estimular as exportações, implementou-se a política de minidesvalorizações cambiais, que seria mantida até o final do ano de 1979.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    A questão está correta. Durante o milagre econômico brasileiro, o Brasil crescia a taxas expressivas. O governo, com a finalidade de incentivar as exportações, praticava minidesvalorizações cambiais. Dessa forma, a balança comercial era mais positiva (ou seja, as exportações superavam as importações).

    As minidesvalorizações evitavam a valorização real da moeda brasileira. Se houvesse valorização do real, as exportações cairiam e as importações aumentariam, o que levaria a efeitos negativos da balança comercial, o que o governo não queria.


    Gabarito do Professor: CERTO.
  • Inflação valoriza a moeda (desvaloriza a taxa de câmbio), conforme a TPP (teoria da paridade do poder de compra), segundo a qual:

    E = e . (P/P*)

    • E (câmbio real)
    • e (câmbio nominal)
    • P (preço de bem tal no Brasil)
    • P* (preço de bem tal no exterior)

    Com isso, se os preços no Brasil sobem (P aumenta), e (taxa de câmbio nominal) precisa diminuir para manter a paridade. Logo, se a taxa de câmbio diminui, a moeda nacional se torna mais cara em relação à moeda estrangeira.

    Nessa condição, sob hipótese de Marshall-Lerner, inflação gera valorização da moeda, que reduz exportações e aumenta importações, deteriorando o resultado comercial.


ID
3386455
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Considerando o uso da política cambial em diferentes momentos da história econômica recente, julgue (C ou E) o item a seguir.



Apesar de uma taxa de câmbio favorável às exportações no início de 1986, a decisão de mantê-la fixa por muito tempo deixou-a supervalorizada em termos reais, causando uma situação difícil do ponto de vista externo.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    O congelamento do câmbio levou a deterioração dos resultados comerciais

    brasileiros, diminuindo progressivamente a competitividade das exportações

    brasileiras.

  • No lançamento do Plano Cruzado em 1986, a taxa de câmbio foi mantida fixa ao valor de fevereiro, pois a BC estava equilibrada. Porém, a inflação corroeu rapidamente o seu valor e desequilibrou a BC.

    No lançamento do Plano Bresser, tentou-se resolver a situação com a instituição de minidesvalorizações cambiais diárias para manter a competitividade das exportações.

    Fonte: Economia Brasileira Contemporânea de Fabio Giambiagi.

    • "Apesar de uma taxa de câmbio favorável às exportações no início de 1986": certo, estava favorável no lançamento do Plano Cruzado.
    • "a decisão de mantê-la fixa por muito tempo deixou-a supervalorizada em termos reais, causando uma situação difícil do ponto de vista externo." : certo, a inflação + câmbio fixo fez com que a moeda ficasse supervalorizada em termos reais.

  • Fala pessoal! Tudo beleza? Prof. Jetro Coutinho aqui, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    Em 1986, o Brasil já tinha saído da ditadura militar, sendo governado pelo Presidente José Sarney. Neste ano, o governo lançou o plano cruzado, que tinha como objetivos controlar a inflação brasileira por meio de choques heterodoxos, como o congelamento de preços e salários.

    No âmbito externo, o governo decidiu manter o câmbio fixo em um nível alto, para favorecer as exportações e impulsionar o crescimento econômico. No entanto, o câmbio mais alto deixou o país mais vulnerável às variações externas, dado o alto grau de endividamento externo do Brasil.


    Gabarito do Professor: CERTO.
  • Em 1986 (Plano Cruzado), o câmbio se torna fixo, rompendo as minidesvalorizações iniciativas em 1968. Com o Cruzadinho, iniciam-se minidesvalorizações pontuais, convertidas em minidesvalorizações diárias durante o Cruzado II. Em 1989, com o Plano Verão, volta o câmbio fixo (com paridade 1=1 com dólar).


ID
3386458
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

Considerando o uso da política cambial em diferentes momentos da história econômica recente, julgue (C ou E) o item a seguir.



A abertura comercial iniciada alguns anos antes do Plano Real afetou a eficácia do uso da taxa de câmbio como instrumento de controle inflacionário.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    Afetou a eficácia positivamente, ampliando-a em uma economia mais aberta às

    importações.

  • Nossa quando ele disse que 'afetou a eficácia do uso da taxa de câmbio como instrumento de controle inflacionário' tive a impressão de que ele queria dizer que não funcionou.

  • Concordo com o Felipe. Errei por ter tido a mesma impressão, ou seja, que a abertura afetou de forma negativa a eficácia. As bancas precisam ser mais claras.

  • Mesmo erro de Felipe e Claudio

  • Também cometi o mesmo erro. A falha continua

  • Questão sobre Economia Brasileira, mais especificamente sobre o Plano Real.

    Vamos analisar:

    Um dos motivos de o Plano Real ter sido bem sucedido foi a ampla liquidez internacional obtida após a conclusão do Plano Brady - reestruturação das dívidas latino-americanas. Isso ajudou na manutenção de um câmbio valorizado que facilitava as importações, pressionando os preços domésticos para baixo.

    Associada a esse determinante, a abertura comercial, já iniciada desde o governo Collor, contribuiu para o aumento das importações seja pela extinção das quotas ou pela redução das tarifas alfandegárias. Assim, os produtos importados mais baratos pressionavam os preços para baixo, ajudando a controlar a inflação.

    Portanto, câmbio valorizado e abertura comercial foram instrumentos importantes no controle inflacionário, por outro lado quebraram muitas indústrias nacionais e gerou desemprego. A redação da banca não foi das mais "felizes" com a palavra "afetou", porém o item está correto.


    Gabarito do Professor: CERTO.
  • Gabarito CERTO

    Acho que a solução estava mais para o Português.. a palavra afetou foi usado como sinônimo de influenciou.

    "A abertura comercial iniciada alguns anos antes do Plano Real afetou (Influenciou) a eficácia do uso da taxa de câmbio como instrumento de controle inflacionário".

    Dessa forma dava para entender o que o examinador queria.

    Mas confesso que no calor da prova erraria...

    abs

    Sucesso!


ID
3386461
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A intervenção do Estado na economia é uma característica do processo de desenvolvimento brasileiro. A respeito dessa atuação, julgue (C ou E) o item a seguir.



Durante o período conhecido como “milagre econômico”, a realização de investimentos públicos foi conciliada com uma redução no deficit primário, pois foi efetivado com forte participação de empresas estatais e, nessa época, a contabilização desse deficit não incluía o resultado dessas empresas.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    Existia uma contabilidade separada. Orçamento do governo, orçamento das

    estatais, orçamento da previdência e orçamento monetário. A unificação deles todos

    como temos hoje, viria anos depois.

  • "Como resultado, o governo pôde conciliar a realização dos novos investimentos públicos com a redução do déficit primário (que, nessa época, não abrangia o resultado das estatais) e até com a geração de superávits, a partir de 1970"

    Fabio Giambiagi. Economia Brasileira Contemporânea, p.65.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    Perfeito! Como as estatais não estavam incluídas no cálculo do déficit, o conceito fiscal não refletia exatamente o que ocorria com as contas públicas. Hoje em dia, há diversas mensurações de déficit possíveis, algumas que incluem também os investimentos das estatais, o que permite uma dimensão global das contas públicas.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386464
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A intervenção do Estado na economia é uma característica do processo de desenvolvimento brasileiro. A respeito dessa atuação, julgue (C ou E) o item a seguir.


O combate à inflação no período conhecido como “milagre econômico” manteve a ênfase em uma inflação de demanda já existente no Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG), apesar de buscar conciliar o incentivo à retomada do crescimento econômico. Dessa forma, foram adotados controles de preços regulados pela Comissão Nacional de Estabilização de Preços (CONEP) e pela Comissão Interministerial de Preços (CIP) que tabelavam preços públicos.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Errada.

    A ênfase mudou de demanda para custos (redução).

  • O Programa de Ação Econômica do Governo (PAEG) foi um conjunto de diretrizes estratégicas, no campo da política econômica, do primeiro governo emergente do movimento político-militar de março de 1964 — ou seja, o governo do marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que durou de novembro de 1964 a março de 1967.

    Milagre econômico brasileiro é o nome dado à época de crescimento econômico elevado durante a ditadura militar brasileira, entre 1969 e 1973, portanto posterior ao período do PAEG.

  • PAEG NÃO TEVE CONTROLE DE PREÇOS

  • Para compensar possíveis efeitos da expansão monetária sobre os níveis de preços, a nova política anti-inflacionária passou a ser realizada mediante a instituição de controles de preços de insumos e de fatores de produção.

    Diferentemente da política de combate à inflação anterior (que se baseava em diagnóstico ortodoxo das causas da inflação, associado à demanda excessiva), a política anti-inflacionária de Delfm Netto passou a focar nocontrole de preços (amparado em diagnóstico de que as causas da inflação seriam os crescentes custos dos fatores de produção).

    Ou seja, NAO manteve a enfase em uma inflação de demanda.

    Fonte: manual do candidato

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    No PAEG, o diagnóstico inflacionário era que ele ocorria por excesso de demanda, ou seja, que os gastos governamentais faziam com que a demanda agregada superasse a oferta agregada, o que causava a inflação.

    Assim, o PAEG propôs redução de gastos públicos, aumento de impostos e políticas monetárias restritivas, com o propósito de reduzir a inflação.

    No período do milagre econômico, após o PAEG, o diagnóstico inflacionário mudou. A nova equipe econômica acreditava que  a pressão sobre o nível dos preços era principalmente oriunda da área de custos (notadamente o custo do crédito). A ação sobre os preços através de controles diretos passaria logo a merecer maior atenção do governo e permitiria compatibilizar uma queda do ritmo de aumento dos preços (de caráter mais gradual do que aquele que a administração anterior pretendera), com taxas de crescimento da produção e do emprego mais elevadas.

    Ou seja, diferentemente do que a questão afirmou, a ênfase do milagre foi na inflação de custos (e não na de demanda).


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386467
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A intervenção do Estado na economia é uma característica do processo de desenvolvimento brasileiro. A respeito dessa atuação, julgue (C ou E) o item a seguir.


Durante o primeiro mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil sofreu diversos ataques especulativos associados a crises em países emergentes e à própria situação fiscal delicada. A política escolhida para lidar com esses ataques foi o aumento da taxa de juros, com reflexos positivos sobre a situação fiscal, causando um círculo fiscal virtuoso.

Alternativas
Comentários
  • Professor Daniel Sousa

    Errada.

    Reflexos negativos sobre a situação fiscal.

  • Com o aumento da taxa de juros há retração da atividade econômica, impactando negativamente a situação fiscal.

  • Ao aumentar a taxa de juros, a situação fiscal se agrava. O governo paga mais pelo custo do capital emprestado, em detrimento de investimentos que possam gerar empregos ou melhoria dos serviços públicos. Portanto, os reflexos são negativos e o ciclo costuma ser vicioso (e não virtuoso).

  • Durante o primeiro mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil sofreu diversos ataques especulativos associados a crises em países emergentes e à própria situação fiscal delicada. CERTO: o governo teve incentivo do fluxo de capitais externos especulativos de curto prazo - que equilibrariam o balanço de dólares -, mas exatamente o oposto do desejado se deu: a cada crise que surgia em outros países emergentes, a economia brasileira sofria uma retirada abrupta desses capitais internacionais especulativos, o que obrigava FHC a pedir socorro ao FMI.

    A política escolhida para lidar com esses ataques foi o aumento da taxa de juros: CERTO: em 1994, por exemplo, a SELIC alcançou 122%.

    com reflexos positivos sobre a situação fiscal, causando um círculo fiscal virtuoso: ERRADO: houve fuga de capitais, desvalorização cambial e política monetária contracionista devida às pressões inflacionárias.

  • Questão sobre Economia Brasileira mais recente, da década de 90, no governo FHC.

    Vamos analisar a assertiva por partes:

    Durante o primeiro mandato do governo Fernando Henrique Cardoso, o Brasil sofreu diversos ataques especulativos associados a crises em países emergentes e à própria situação fiscal delicada.

    Esse trecho está correto, o primeiro governo do FHC (1995-1998) foi marcado por diversas crises em outros países, a saber: crise do México (1994), crise da Ásia ou dos Tigres Asiáticos (1997) e, por fim, a crise da Rússia (1998). Todas essas crises causavam fuga de capitais (dólares) de mercados emergentes com o medo de que houvesse uma "contaminação".

    Havia, também, uma crise fiscal a ser equacionada. O primeiro governo FHC apresentou déficits primários e nominais, bem como crescimento da dívida pública.

    A política escolhida para lidar com esses ataques foi o aumento da taxa de juros, com reflexos positivos sobre a situação fiscal, causando um círculo fiscal virtuoso.

    Aqui, a primeira parte até a vírgula está correta também, pois, de fato, houve um aumento expressivo das taxas de juros no Brasil e, dessa forma, atraiu recursos estrangeiros ou diminuiu o incentivo de maiores fugas de dólares do país. Taxas de juros mais elevadas significavam retornos maiores aos investidores externos, o que compensava o maior risco dos mercados emergentes.

    Porém a segunda parte fica incorreta, já que o aumento expressivo das taxas de juros piora a situação fiscal na medida em que as despesas com juros aumentam substancialmente. Além disso, taxas de juros elevadas prejudicam a atividade econômica, o que reduz a arrecadação do governo e piora a situação fiscal.

    O círculo vicioso se instaura: taxas de juros mais altas, mais despesas com juros, menor arrecadação, piora fiscal, maior risco, mais elevação nas taxas de juros, mais despesas com juros, (...)


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386470
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

A intervenção do Estado na economia é uma característica do processo de desenvolvimento brasileiro. A respeito dessa atuação, julgue (C ou E) o item a seguir.



A Secretaria Especial para o Controle de Empresas Estatais (SEST), criada no governo Fernando Henrique Cardoso, buscou um controle centralizado sobre as empresas estatais e permitiu que se utilizassem essas empresas, de forma sistemática, para controle inflacionário no Plano Real e na captação de recursos externos, em um momento de maior abertura econômica.

Alternativas
Comentários
  • SEST é criado em 1979.

    Procede?

  • Criada pelo Decreto nº. 8.818, de 21 de julho de 2016, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, atua sobre as empresas em que a União, direta ou indiretamente, detém a maioria do capital social com direito a voto, ou seja, as empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas, denominadas empresas estatais.

    As empresas estatais são pessoas jurídicas de direito privado e estão organizadas, em sua maioria, sob a forma de sociedades de capital por ações e de empresas públicas. Encontram-se, ainda, entre as subsidiárias e controladas dessas empresas, sociedades civis ou por cotas de responsabilidade limitada.

    Fonte: site do governo

  • A SEST foi criada no governo Figueiredo (1979). Sofreu modificações nos governos Sarney, Collor e Itamar e foi recriada no governo FHC. Hoje chama-se DEST, Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (2009).

  • O controle inflacionário no Plano Real, foi por meio da URV, que desindexava a economia, na ancora nominal, e superávit primário.

  • Para impor alguma uniformidade à gestão empresarial, decidiu-se concentrar seu controle na área econômica do Governo, por meio de órgãos subordinados à então Secretaria de Planejamento da Presidência da República e ao Ministério da Fazenda. Assim, a Secretaria de Controle de Empresas Estatais – SEST foi criada em 1979, no Governo Figueiredo.

  • Com a ampliação do número de empresas estatais, foi necessária a criação de um órgão central para coordenar e monitorar, de forma a garantir a qualidade dos investimentos em convergência com as diretrizes políticas, econômicas e sociais firmadas pelo Governo Federal. É nesse contexto que surge a Secretaria de Controle de Empresas Estatais (Sest), criada por meio do Decreto nº 84.128, de 29 de outubro de 1979, como órgão central do Subsistema de controle de recursos e dispêndios de empresas estatais, no âmbito do Sistema de Planejamento Federal. A primeira versão da Sest foi inserida na estrutura da Presidência da República, vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), que tinha status de Ministério. O primeiro Secretário foi o economista Nelson Mortada.

  • ERRADO. A Secretaria Especial para o Controle de Empresas Estatais (SEST), criada no governo Fernando Henrique Cardoso, buscou um controle centralizado sobre as empresas estatais e permitiu que se utilizassem essas empresas, de forma sistemática, para controle inflacionário no Plano Real e na captação de recursos externos, em um momento de maior abertura econômica.

    Foi no Governo Figueiredo. "Delfim Netto visando controlar os gastos estatais, criou a Sest – Secretária Especial para Empresas Estatais. Com isso, o peso dos investimentos públicos na FBKF foi reduzido. Mesmo assim, na administração direta, não houve retração de gastos, porque os subsídios à agricultura cresceram no período."

    Fonte: Economia Brasileira Contemporânea. Patrick Gremaud e outros.

  • Questão sobre Economia Brasileira, mais especificamente versando sobre a SEST e o Plano Real.

    Vamos analisar:

    A Secretaria Especial para o Controle de Empresas Estatais (SEST) não foi criada no governo Fernando Henrique Cardoso, muito pelo contrário, bem antes disso no governo Figueiredo em 1979. A principal finalidade de sua criação, na época, foi controlar os gastos e investimentos efetuados pelas empresas estatais já no contexto do segundo choque do petróleo e, um pouco depois, do choque Volcker de juros. Era fundamental, portanto, para a perspectiva de tentar controlar a demanda por uma política contracionista.

    Ademais, o Plano Real utilizou outras formas para controle inflacionário como a tentativa de ajuste fiscal, a âncora nominal, grande elevação dos juros para atrair capitais estrangeiros, etc. As estatais foram utilizadas, de forma sistemática, para controle inflacionário e captação de recursos externos no período anterior à criação da SEST,  ao longo da década de 70 na ditadura civil-militar, especialmente no governo Geisel no contexto do II PND.

    Enfim, assertiva misturou os governos FHC, Figueiredo, Geisel e Médici em um texto só.


    Gabarito do Professor: ERRADO.

ID
3386473
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

O Brasil passou por diversos momentos de expansão fiscal em sua trajetória. Acerca desses momentos e de suas consequências, julgue (C ou E) o item a seguir.


A Lei Bancária, de janeiro de 1890, autorizou emissões inconversíveis que aumentaram muito a quantidade de papel-moeda em circulação e eram lastreadas em títulos da dívida pública, em clara inspiração no sistema de bancos nacionais norte-americano.

Alternativas
Comentários
  • O Decreto de 17.01.1890 buscava satisfazer a expansão da indústria, agricultura e comércio criando um sistema emissor que se baseava em lastreamento por Apólices da Dívida Pública (em escritos posteriores, Ruy Barbosa citou o Primeiro-Secretário do Tesouro da República dos Estados Unidos  como influência para as ideias contrárias à vinculação dos meios de pagamentos ao vulto das exportações e outras, de ideologia metalista). Também foram criados bancos emissores regionais.

    Li no Wikipedia :

  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    Lastro em títulos públicos, que fizeram a dívida públicas explodir nos anos

    posteriores.

  • Foi no período do Encilhamento.

  • Pensei que em 1890 a economia americana era pelo padrão-ouro.

  • Fala pessoal! Professor Jetro Coutinho na área, para comentar esta questão sobre Economia Brasileira.

    Em 1890, durante o encilhamento, Rui Barbosa, Ministro da Fazenda da época, inspirado pelos ideais industrializantes norte-americanos, fez entrar em vigor a Lei Bancária que, basicamente, incluía os títulos da dívida pública como lastro para as emissões bancárias.

    Isso significava que cada vez que a oferta de moeda aumentava, eram emitidos títulos da dívida pública. A ideia inicial era fornecer capital às empresas, com o governo garantindo a expansão monetária por meio da dívida pública, mas acabou ocorrendo apenas uma emissão desenfreada de moeda, o que levou a altas pressões inflacionárias.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386476
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

O Brasil passou por diversos momentos de expansão fiscal em sua trajetória. Acerca desses momentos e de suas consequências, julgue (C ou E) o item a seguir.


As emissões previstas na reforma bancária de 1890 seriam feitas na proporção 1:1 do lastro constituído, desvinculadas da paridade de 1846 e sinalizando sua relação com as finanças públicas.

Alternativas
Comentários
  • Professor Daniel Sousa

    Correta.

    Era a formalização do fim do lastro em ouro.

  • As emissões passaram a ser feitas em Títulos do Governo?

  • O novo plano econômico, transformado em lei pelo decreto de 17 de janeiro de 1890, conservava a essência da Lei Bancária de 1888: mantinha os empréstimos à lavoura e autorizava a utilização de títulos públicos como cobertura para a emissão. O Brasil foi dividido em três regiões bancárias (Norte, do Amazonas à Bahia; Centro, incluindo os estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina; e Sul, abrangendo Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Goiás), autorizadas a emitir dinheiro mediante a garantia de apólices da dívida pública. Os bancos deviam formar um fundo de 10% sobre seus lucros brutos e, com esses recursos, amortizariam a dívida pública.

    FONTE: IPEA

  • Reforma Bancária de 1889 e Lei Bancária de 1888 (OURO PRETO): cria BNB (Banco Nacional do Brasil) + emissões conversíveis à paridade de 1846 (padrão-ouro). Emissão autorizada até 270 mil cr.

    Reforma Bancária de 1890 e Lei Bancária de 1890 (RUY BARBOSA): criou o BEUB (Banco dos Estados Unidos do Brasil), com 3 regiões bancárias (sistema descentralizado, inspirado no norte-americano); emissão desvinculada ao padrão-ouro (câmbio de 1846); lastro em títulos da dívida pública (assim como modelo norte-americano); emissões inconversíveis autorizadas até 450 mil cr.

    Reforma Bancária de 1890 (final do ano, RUY BARBOSA): criou o BREUB (fusão BNB + BEUB), com monopólio de emissão; modelo de banco líder (inglês). Emissão autorizada até 600 mil cr.

    Reforma Bancária de 1892 (SERZDELO CORREIA): criou BRB (Banco da República do Brasil) -> aprofunda modelo de banco líder. Emissões inconversíveis até o dobro do depósito em ouro. Bônus à indústria.

  • Questão de Economia Brasileira, mais especificamente tratando do início da República no fim do século XIX.

    Vamos analisar a proposição:

    A reforma bancária de 1890 previa a emissão de papel-moeda que não seria mais conversível em ouro ("desvinculadas da paridade de 1846") e, sim, em títulos públicos na proporção de 1:1. Dessa forma, trocava-se o lastro em ouro pelo lastro relacionado às finanças públicas, isto é, os títulos da dívida pública. Não há nenhum erro nessa assertiva, embora não tenha ficado absolutamente claro que "lastro constituído" se referia aos títulos da dívida pública.


    Gabarito do Professor: CERTO.
  • Clipping CACD

    Questão que cobra muito detalhes, mas que reforça a necessidade de compreender que, por meio da Lei Bancária de 1890, ao realizar emissões desvinculadas da paridade de 1846, o Brasil acabava com o fim do lastro em ouro.


ID
3386479
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

O Brasil passou por diversos momentos de expansão fiscal em sua trajetória. Acerca desses momentos e de suas consequências, julgue (C ou E) o item a seguir.



A melhora no resultado fiscal durante o período conhecido como “milagre econômico” possibilitou que a expansão monetária ocorrida no período se efetivasse sob a forma de um aumento do crédito concentrado no setor privado.

Alternativas
Comentários
  • Milagre = crescimento + superávit no bp + inflação estável

  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    A melhora fiscal veio na esteira da aceleração do crescimento econômico e na

    criação de mecanismos arrecadatórios adicionais como o PIS/Cofins.

  • A melhora no resultado fiscal durante o período conhecido como “milagre econômico” possibilitou que a expansão monetária ocorrida no período se efetivasse sob a forma de um aumento do crédito concentrado no setor privado.

    O setor privado foi beneficiado tanto da liquidez de dólares do sistema internacional quanto do incentivo dado pelo governo. O resultado fiscal - diferença entre arrecadação tributária e gastos públicos - possibilitou um cenário favorável, pois havia dinheiro disponível com novos impostos - como o PIS e COFINS - e o aumento de crédito para empresas.

  • Tema de Economia Brasileira, mais especificamente sobre o período da Ditadura Civil-Militar de 1964 conhecido como "milagre econômico".

    Vamos analisar a proposição por partes:

    A melhora no resultado fiscal durante o período conhecido como “milagre econômico"

    Houve melhora na situação fiscal devido ao forte crescimento econômico do período - taxas médias de 11% ao ano, o que aumentou a arrecadação do governo.

    Além disso, o ajuste fiscal do período anterior (PAEG) foi mantido e os investimentos públicos em infraestrutura foram viabilizados pelas empresas estatais, o que permitiu a redução do déficit primário do governo já que, naquela época, as contas das estatais não eram computadas naquele resultado.

    possibilitou que a expansão monetária ocorrida no período se efetivasse sob a forma de um aumento do crédito concentrado no setor privado.

    Embora a política fiscal do "milagre" tenha seguido as orientações anteriores do PAEG, o mesmo não ocorreu com a política monetária que se apresentou expansiva.

    A reforma financeira do PAEG facilitou o crédito ao consumidor e a tônica do crescimento econômico do período foi no consumo de bens duráveis, adquiridos, em grande medida, devido a seus altos valores, pela expansão do crédito (política monetária expansionista).

    O ajuste fiscal do governo também restringia a absorção do crédito destinado ao setor público, concentrando-o no setor privado.


    Gabarito do Professor: CERTO.

ID
3386482
Banca
IADES
Órgão
Instituto Rio Branco
Ano
2019
Provas
Disciplina
Economia
Assuntos

O Brasil passou por diversos momentos de expansão fiscal em sua trajetória. Acerca desses momentos e de suas consequências, julgue (C ou E) o item a seguir.



As taxas de inflação elevadas, verificadas na segunda metade do século 20, permitiram que o sistema bancário brasileiro atuasse com taxas de juros reais negativas, além de permitir uma melhor situação de liquidez e solvência. O final do período inflacionário dificultou a situação de diversos bancos, apesar do aumento da demanda por crédito, provocada pela estabilidade monetária.

Alternativas
Comentários
  • Daniel Sousa professor

    Correta.

    Muitos bancos no Brasil não sabiam mais operar em condições de estabilidades,

    pois estavam viciados em ganhar apenas sobre a inflação. Houve a necessidade de

    socorro aos bancos por parte do governo.

  • Alguém poderia explicar a parte:  "permitiram que o sistema bancário brasileiro atuasse com taxas de juros reais negativas, além de permitir uma melhor situação de liquidez e solvência".

  • Juro real é a taxa de juros descontada pela  de um período. Quando o juro real fica negativo, significa que a remuneração fixada pelo Banco Central é menor que a desvalorização do dinheiro ao longo do tempo.

  • As taxas de inflação elevadas, verificadas na segunda metade do século 20, permitiram que o sistema bancário brasileiro atuasse com taxas de juros reais negativas: não houve crise bancária, apesar de haver crise inflacionária. O banco se utilizava da própria inflação para aumentar sua receita. Assim, na medida em que já havia ganhos exorbitantes, é possível atuar com taxa de juros negativas.

    além de permitir uma melhor situação de liquidez e solvência: por operar com taxas de juros negativas (abaixo da inflação) o devedor consegue ser beneficiado e pagar suas dívidas (em tese!), fazendo a economia girar.

    O final do período inflacionário dificultou a situação de diversos bancos, apesar do aumento da demanda por crédito, provocada pela estabilidade monetária: sim, pois os bancos não estavam organizados para operar em estabilidade (inflação controlada) e, por isso, muitos quebraram. A partir do momento que não há valores altos de arrecadação, fica inviável emprestar a juros mais baixos e, na prática, o banco (os de pequeno e médio porte) acabou ficando sem recursos.

  • Certo.

    Fiquei em dúvida com a primeira parte, depois de refletir entendi o seguinte:

    • As taxas de inflação elevadas, verificadas na segunda metade do século 20, permitiram que o sistema bancário brasileiro atuasse com taxas de juros reais negativas, além de permitir uma melhor situação de liquidez e solvência.

    Como a inflação era muito alta, os juros cobrados pelo Banco Central na prática eram negativos. Encontrei esses dados que mostram isso:

    • 1985

    Taxa SELIC: 219%

    Inflação: 242%

    = juros reais - 6.7%

    • 1990:

    Taxa SELIC: 1153%

    Inflação: 1621%

    = juros reais - 27.2%

    • O final do período inflacionário dificultou a situação de diversos bancos, apesar do aumento da demanda por crédito, provocada pela estabilidade monetária.

    Certo. O governo precisu criar o PROER em 1995. Basicamente, muitos bancos funcionavam como agiotas baseados na distorção de percepções causada pela inflação. Quando a moeda voltou a "valer", muitos bancos não conseguiram se manter.

    O % de lucro dos bancos passou de 35% em 1990 para 0.6% em 1995.

    Entraram em recuperação bancos como Bamerindus, Pontual e Crefisul

    Fontes:

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Programa_de_Est%C3%ADmulo_%C3%A0_Reestrutura%C3%A7%C3%A3o_e_ao_Fortalecimento_do_Sistema_Financeiro_Nacional#:~:text=O%20Proer%2C%20ou%20Programa%20de,implementado%20em%20novembro%20de%201995.

    https://www.youtube.com/watch?v=KkszB9x1Fp0

    https://drunkeynesian.blogspot.com/2012/05/um-historico-longo-de-juros-no-brasil.html

  • Questão sobre Economia Brasileira, mais especificamente sobre o sistema bancário e o contexto de alta inflação.

    Vamos analisar:

    Primeiro, "segunda metade do século 20" é um período muito longo para se analisar, nesse contexto se tem altíssimas taxas de inflação da década de 80, PAEG no início do governo militar, fenômeno da agiotagem, enfim muita coisa relacionada ao sistema bancário.

    Porém, pode-se deduzir que a assertiva cobra mesmo o contexto das elevadas taxas de inflação dos anos 80 e início dos 90, bem como a atuação dos bancos nesse contexto.

    Os bancos possuíam mecanismos de indexação (correção monetária/inflacionária) muito eficientes e eficazes como, por exemplo, o "overnight". Assim, diferente de boa parte da população, conseguiam não serem prejudicados pela inflação e, dessa forma, conseguiam ganhar com a inflação, ao contrário do que acontecia com muita gente.

    Isso possibilitava lucros, liquidez e solvência mesmo com taxas de juros reais negativas (decorrentes da alta inflação). Todavia eram ganhos "artificiais", os quais desapareceram de repente com o fim da inflação. É fato conhecido que diversos bancos passaram por muitas dificuldades, falências e auxílio do governo após o fim do período das altas taxas de inflação na década de 90.


    Gabarito do Professor: CERTO.