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Prova INSTITUTO AOCP - 2021 - Câmara de Teresina - PI - Assessor Jurídico Legislativo


ID
5355274
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta. 

   No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]

Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • A partir da leitura do texto, é correto afirmar que há outros domínios, além do tempo, em que a metáfora se aplica, pois [...temos a habilidade de pensar metaforicamente...].

    Gab. A

  • Minha contribuição.

    Resumo das figuras de linguagem

    METÁFORA: Comparação implícita

    SÍMILE ou COMPARAÇÃO: Comparação explícita

    ANTÍTESE: oposição lógica

    PARADOXO: oposição não lógica

    HIPÉRBOLE: exagero

    EUFEMISMO: suavização

    ELIPSE: Omissão de um termo subentendido

    ZEUGMA: omissão de um termo já dito.

    POLISSÍNDETO: Vários conectivos

    ASSÍNDETO: Nenhum conectivo

    ALITERAÇÃO: Repetição de consoantes

    ASSONÂNCIA: Repetição de vogais

    PLEONASMO ENFÁTICO: reforçar a ideia

    IRONIA: sarcasmo

    GRADAÇÃO: ascensão

    ONOMATOPEIA: é uma figura de linguagem que significa o emprego de uma palavra ou conjunto de palavras que sugerem algum ruído

    HIPÉRBATO: inversão, ordem indireta da frase

    METONÍMIA: substituição do autor pela obra

    CATACRESE: ausência de termos especifica, pé da mesa

    SINÉDOQUE: subs. do todo pela parte

    SINESTESIA: mistura de sentidos

    PROSOPOPEIA ou ANIMIZAÇÃO ou ANTROPOMORFISMO: personificação de coisas (é a figura que consiste em atribuir qualidades humanas a seres inanimados)

    PARONOMÉSIA: trocadilho

    APÓSTROFE: vocativo

    SILEPSE: concordância com a ideia

    PERÍFRASE: substituir com maior quantidade de palavras o nome de uma pessoa

    ANÁFORA: repetição

    ANACOLUTO: interrupção

    Fonte: Colaboradores do QC

    Abraço!!!


ID
5355292
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta. 

   No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]

Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Em relação ao excerto “Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente?”, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • D) “Metaforicamente” modifica o verbo “pensar”.

    → Correto, Metaforicamente está exercendo papel adverbial referente ao verbo pensar.

    GABARITO. D

  • Lendo rápido acabei respondendo a letra A, mas na verdade esse "mas" está dando ideia de adição e não de contraste.

    Metaforicamente é um advérbio de modo, e como advérbio, possui a função de modificar o verbo. Portanto, gabarito letra D.

  • Metaforicamente é um advérbio de modo, e como advérbio, possui a função de modificar o verbo. Portanto, gabarito letra D.

  • Advérbio é palavra invariável que interfere no sentido de um verbo, de um adjetivo, de um advérbio ou mesmo de uma declaração inteira. 

    Exemplos:

    Ela fala bem.

    Aqui, o advérbio bem interfere no sentido do verbo “fala“.

    Ela é muito extrovertida.

    Aqui, o advérbio muito interfere no sentido do adjetivo “extrovertida”.


ID
5355310
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Considerando o que dispõe a Lei Ordinária nº 2.138, de 1992, de Teresina/PI, a respeito das penalidades disciplinares aplicáveis aos servidores públicos, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • LEI 2138 ESTATUTO DOS SERVIDORES DE TERESINA

    A) Art. 136. São penalidades de disciplinares:

    I – advertência escrita;

    II – suspensão;

    III – demissão;

    IV – cassação de aposentadoria ou disponibilidade;

    V – destituição de cargo em comissão;

    VI – destituição de função de confiança.

    VII – destituição do cargo de Diretor Escolar

    B) Art. 138. A advertência será aplicada por escrito nos casos de violação de proibição constante do artigo 129, inciso I a VII, e de inobservância de dever funcional previsto em lei, regulamentação ou norma interna, que não justifique imposição de penalidade mais grave

    Art. 129. Ao servidor é proibido:

    I – ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;

    II – retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da

    repartição;

    III – recusar fé a documentos públicos;

    IV – opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de

    serviço;

    V – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de

    atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado;

    VI – coagir ou aliciar subordinado no sentido de filiar-se a associação profissional ou sindical,

    ou a partido político;

    VII – manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro

    ou parente até o segundo grau civil;

    XII – aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro; DEMISSÃO

    C)Art. 141. A demissão será aplicada nos seguintes casos:

    I – crime contra a administração pública;

    II – abandono de cargo;

    III – inassiduidade habitual;

    IV – improbidade administrativa;

    V – incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;

    VI – ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legitima defesa própria ou

    de outrem;

    VII – aplicação irregular de dinheiros públicos;

    VIII – lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio municipal;

    IX – corrupção;

    X – acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;

    XI – transgressão dos incisos IX a XVI do art. 129.

    D) Art. 139.§ 1º Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido à inspeção médica determinada pela autoridade competente, interrompendo a penalidade uma vez cumprida a determinação.

    E)Art. 139. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência

    e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão,

    não podendo exceder de 30 (trinta) dias

    GABARITO LETRA B

    Espero que tenha ajudado!


ID
5355316
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Assinale a alternativa correta a respeito dos atos municipais, nos termos em que dispõe a Lei Orgânica do Município de Teresina/PI.

Alternativas
Comentários
  • Sobre a A:

    Art. 105. A formalização dos atos administrativos de competência do Prefeito far-se-á: I - mediante portaria, quando se tratar de: f) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades;

    Sobre a B

    § 1° Poderão ser delegados os atos constantes do item II deste artigo.

    II - mediante portaria, quando se tratar: a) provimento e vacância de cargos públicos e demais atos de efeito individual relativos aos servidores municipais; b) lotação e relotação nos quadros de pessoal; c) criação de comissões e designação de seus membros; d) instituição e dissolução de grupos de trabalho; e) autorização para contratação e dispensa de servidores por prazo determinado; f) abertura de sindicância e processos administrativos e aplicação de penalidades; g) outros atos que, por sua natureza ou finalidade, não sejam objeto de lei ou decreto.

    Sobre a C:

    Art. 105. A formalização dos atos administrativos de competência do Prefeito far-se-á: I - mediante decreto, numerado em ordem cronológica, quando se tratar de:

    n) medidas executórias do plano diretor; 

    Sobre a D [correta]: § 2° Embora publicados, os Decretos sem número ou que não obedeçam à ordem cronológica serão nulos

    Sobre a E: Art. 106. Os contratos, convênios e consórcios firmados pelo Prefeito, Presidente da Câmara Municipal ou por outro agente público em nome do município deverão ser publicados na íntegra ou em extrato no Diário Oficial do Município.


ID
5357752
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Qual é a relação sintático-semântica estabelecida em “[...] faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.”?

Alternativas
Comentários
  • Não apenas... Mas também... ADIÇÃO

  • Gabarito na alternativa D

    Solicita-se classificação da relação sintático-semântica presente em:

    “[...] faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.”

    Temos construção munida da conjunção correlativa "não apenas...mas também" de caráter nitidamente aditivo.

  • As expressões correlativas "não só...como também", "não apenas...como também", "não só...mas também" e "não apenas...mas também" encerram sentido de adição, muito embora tragam conjunções que podem se confundir com contraste (mas) e comparação (como).

    Letra D

  • Cheguei no "MAS" parei de ler e fui logo marcar, o resto é história.. ;c

  • Só olhei a conjunção e deu certo rs

  • Essa é uma questão basicamente sobre locução conjuntiva/conjunção e seu funcionamento no período.

     Nesse trecho específico, cabe analisar o funcionamento da locução “não apenas... mas também" e perceber que ela pode facilmente ser substituída pela conjunção “e": “[...] faz sentido que os textos literários e a nossa linguagem cotidiana sejam permeados de metáforas". Dessa forma, sabendo que a conjunção “e" é aditiva por excelência, já podemos estabelecer a alternativa D como a correta.

    Além disso, sem fazer tal substituição conjuntiva, percebe-se que a locução “não apenas... mas também" já traz a ideia de que algo não é suficiente (“não apenas") e que algo deve ser adicionado ao discurso (“mas também"). Dessa forma, é sempre bom recordar que as locuções “não apenas... mas também"/"não só... como (também)" pode ser substituída por “e" e têm valor aditivo.

    Gabarito do Professor: Letra D.

  • Não apenas... Mas também... ADIÇÃO

  • Qual é a relação sintático-semântica estabelecida em “[...] faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.”?

    X Causa.

    “faz sentido que os textos literários sejam assim, pois a nossa linguagem cotidiana é permeada de metáforas.”

    X Contraste.

    “faz sentido que os textos literários sejam assim, mas não podemos levá-lo a nossa linguagem cotidiana permeadas de metáforas.”

    X Finalidade.

    “faz sentido que os textos literários sejam assim para que possamos levá-lo a nossa linguagem cotidiana permeadas de metáforas.”

    Adição.

    “faz sentido que não apenas os textos literários, como também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.”

    X Conclusão.

    “faz sentido que os textos literários sejam assim, logo, a nossa linguagem cotidiana será permeada de metáforas.”


ID
5357755
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

A respeito da utilização dos travessões no terceiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Leia-se a passagem textual:

    "Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos."

    Isolada por travessões está uma estrutura oracional (há presença de verbo). Duas dessas orações (há mais de uma, porque existe mais de um verbo) recebem o nome de interferente ou intercalada, estruturas sintaticamente independentes. Elas expressam, em geral, uma advertência, ressalva, observação, censura, etc. Esse tipo de oração pode aparecer, também, alheada dos demais termos por parêntesis ou vírgulas.

    Leiamos as alternativas:

    a) Eles indicam a mudança de interlocutor na transcrição de um diálogo.

    Incorreto. É o mesmo interlocutor, mudando apenas o tipo de estrutura oracional;

    b) Eles sinalizam que a informação contida entre eles é mais importante que as demais.

    Incorreto. O isolamento das orações intercaladas ou interferentes não guarda relação alguma com o grau de importância da informação apresentada;

    c) Eles poderiam ser substituídos por parênteses sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

    Correto. Vide explanação inicial;

    d) Eles sinalizam que a informação contida entre eles não poderia ser omitida sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

    Incorreto. O contrário: poderia, sim, ser extraída do fragmento sem que isso implicasse alteração de qualquer ordem;

    e) Eles são usados de forma inadequada, já que o sinal de pontuação apropriado seria a vírgula.

    Incorreto. A partir da redação, compreende-se que apenas a vírgula poderia ser usada, restrição indevida a somente esse sinal de pontuação, haja vista que os parêntesis ou os travessões também podem ser inseridos.

    Letra C

  • Gabarito na alternativa C

    Solicita-se julgamento das assertivas sobre a ocorrência de travessões na passagem abaixo:

    "Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. , o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos."

    A) Eles indicam a mudança de interlocutor na transcrição de um diálogo.

    Incorreta. Não há alteração de interlocutor demarcada por travessão.

    B) Eles sinalizam que a informação contida entre eles é mais importante que as demais.

    Incorreta. A informação demarcada é auxiliar, expletiva ao texto.

    C) Eles poderiam ser substituídos por parênteses sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

    Correta. A construção demarcada é intercalada, adicionando informação extra à construção. Poderíamos demarcá-la, sem quaisquer prejuízos, tanto com parênteses quanto com virgulas.

    D) Eles sinalizam que a informação contida entre eles não poderia ser omitida sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

    Incorreta. Consoante já afirmado, a construção é dispensável ao contexto.

    E) Eles são usados de forma inadequada, já que o sinal de pontuação apropriado seria a vírgula.

    Incorreta. Travessões, parênteses ou virgulas poderiam ser corretamente usados na construção em comento.

  • Esta questão avalia se o candidato conhece os usos do travessão. Via de regra, esse recurso é utilizado em duas situações nos textos:

    ·  Para indicar a falar de alguém.

    Exemplo:
    João disse:
    - Preciso pegar aquele trem.

    ·  Para dar ênfase em determinados trechos, como nas expressões ou frases intercaladas e nos apostos explicativos (que explicam ou esclarecem termos da oração anterior).

    Exemplo: Os Estados Unidos e a China – maiores poluidores do planeta – são signatários dos principais tratados de preservação ambiental.

    Vejam que, aqui, o trecho “maiores poluidores do planeta" se configura como uma expressão intercalada e, também, como um aposto explicativo , pois é isolado do texto por travessão (poderia ser por parênteses ou por vírgulas) e esclarece o que são, no contexto, Estados Unidos e China, enfatizando que os dois países são os maiores poluidores do planeta .

    Agora, é hora da resolução.

    O enunciado nos diz o seguinte:

    A respeito da utilização dos travessões no terceiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.

    Vejamos, então, qual é o trecho do texto associado em que os travessões são utilizados. Já sabemos que eles aparecem no terceiro parágrafo.

    Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é (...)".

    Agora, analisemos as alternativas:

    A) Eles indicam a mudança de interlocutor na transcrição de um diálogo .
    Incorreta. Não há diálogos no texto associado.

    B) Eles sinalizam que a informação contida entre eles é mais importante que as demais .
    Incorreta. O uso dos travessões, no caso, é um recurso para enfatizar, para dar destaque a uma informação, e não para estabelece uma hierarquia de importância entre elas.

    C) Eles poderiam ser substituídos por parênteses sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.
    Correta. O trecho “acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc." se configura como expressão intercalada e como aposto explicativo , explicando do que se trata o tempo cotidiano. E de acordo com as regras gramaticais, o aposto explicativo ou um termo intercalado pode ser separado do texto tanto por travessões, quanto por parênteses .

    D) Eles sinalizam que a informação contida entre eles não poderia ser omitida sem que isso causasse prejuízo sintático ao período .
    Incorreta. Embora o trecho entre travessões explique algo, não haveria nenhum prejuízo ao texto se ele fosse suprimido .

    E) Eles são usados de forma inadequada, já que o sinal de pontuação apropriado seria a vírgula .
    Incorreta. A vírgula até pode ser empregada para separar expressões intercaladas , porém, o uso dos travessões não é inadequado.


    Gabarito do professor: Letra C.
  • A respeito da utilização dos travessões no terceiro parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.

    Eles indicam a mudança de interlocutor na transcrição de um diálogo.

    Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos.”

    Vejam que é uma oração intercalada: “ poderíamos ler: “embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos.”

    Eles sinalizam que a informação contida entre eles é mais importante que as demais.

    Não, é dispensável.

    Eles poderiam ser substituídos por parênteses sem que isso causasse prejuízo sintático ao período.

    Por parêntesis, vírgulas ou travessões; como o período já tem vírgulas, para não ficar poluído, o autor primou pelos travessões.

    Eles sinalizam que a informação contida entre eles não poderia ser omitida sem que isso causasse prejuízo sintático ao período. 

    Eles são usados de forma inadequada, já que o sinal de pontuação apropriado seria a vírgula.

  • Nada impede que venha entre parênteses, ou até mesmo entre vírgulas.

    Gab. Letra C.

    "É justo que muito custe o que muito vale!"


ID
5357758
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Em “[...] especialistas que têm uma habilidade especial [...]”, por que o verbo em destaque está acentuado?

Alternativas
Comentários
  • A forma verbal "têm", com acento circunflexo, será utilizada em duas ocorrências, sempre guardando a ideia de plural:

    1) Quando o núcleo do sujeito simples for palavra no plural.

    Exs.: a) Eles têm muitos problemas; b) As armas têm de ser proibidas ao cidadão comum;

    2) Quando o sujeito for constituído de múltiplos núcleos, ou seja, sujeito composto.

    Ex.: Bolsonaro, Lula, e Dilma têm em comum a incompetência.

    Apenas nessas duas ocorrências se usará tal forma verbal.

    Letra E

  • Gabarito na alternativa E

    Solicita-se julgamento das assertivas sobre a acentuação da forma verbal presente em:

    “[...] especialistas que têm uma habilidade especial [...]”

    A forma verbal em comento concorda com o referente do pronome relativo que a antecede, o termo "especialistas", sendo acentuada por estar em forma de terceira pessoa do plural. Trata-se de acento diferencial que marca a forma plural.

    A)Porque se trata de uma palavra que possui apenas uma sílaba.

    Incorreta. Não há relação entre a presença do acento e a extensão do termo.

    B)Porque é uma palavra tônica, diferente de “tem” em “ele tem estudado muito”, por exemplo.

    Incorreta. Consoante explicação supra, não há relação entre a tonicidade do termo e a ocorrência de acento.

    C)Porque a autora cometeu um erro de acentuação.

    Incorreta. Não há erro na grafia do termo.

    D)Porque ele é pronunciado com o “e” fechado, diferente de “até”, por exemplo, que é pronunciado com o “e” aberto.

    Incorreta. Consoante alternativas anteriores, presente assertiva não justifica a ocorrência do acento.

    E)Porque o termo “especialistas” está no plural.

    Correta. O termo plural com função de sujeito leva a concordância verbal para o plural, marcando-se o acento diferencial.

  • CRER-DER-LER-VER.

    CREEM - DEEM - LEEM - VEEM

  • Gab.E

    Eles TÊM -> plural.

    Ele TEM -> singular.

    A luta continua !

  • essa questão foi pra não zerar...

  • Em “[...] especialistas que têm uma habilidade especial [...]”, por que o verbo em destaque está acentuado?

    ►Porque se trata de uma palavra que possui apenas uma sílaba.

    Sim, realmente só tem uma sílaba, mas a regra de acentuação chama-se acento diferencial de concordância. “Ele tem”, Eles têm. Vamos escrever “eles tens” Não né... prática recreativa de drogas! kkk Claro que existe “tens” mas só será conjugado na 2ª p. sing. do pres. do ind. “tu tens”.

    ►Porque é uma palavra tônica, diferente de “tem” em “ele tem estudado muito”, por exemplo.

    Nop! Exterminador praticando o uso recreativo de drogas!

    ►Porque a autora cometeu um erro de acentuação.

    Oh, dona Maria! Como pode? (nem sei se o nome da muer é dona maria) kkk. Não, pô! Dona Maria é fera.

    ►Porque ele é pronunciado com o “e” fechado, diferente de “até”, por exemplo, que é pronunciado com o “e” aberto.

    Essa foi boa, extérmi.! Foneticamente o som é fechado. No entanto essa jogadinha é mais velha (do) que o místico e lendário Matuza!

    ►Porque o termo “especialistas” está no plural.

    Sim, como falado acento diferencial de concordância. Atenção ao verbo ver e o verbo vir;

    Quando eu vir (verbo ver); quando eu vier (verbo vir); eles veem (verbo ver), eles vêm (verbo vir).


ID
5357761
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Sobre os termos “metaforicamente”, “relativamente”, “diferentemente”, “diretamente”, “justamente” e “especificamente”, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A

    São advérbios derivados de outras palavras, cabendo ao candidato identificar a palavra original e a sua classificação, uma vez que a alternativa A afirma que os advérbios derivam de adjetivos.

    Observa-se que "metaforicamente" deriva do substantivo feminino "metáfora", sendo o suficiente para tornar a alternativa A incorreta.

  • a) Todos são formados a partir de um adjetivo flexionado no gênero feminino.

    Incorreto. Considere o adjetivo "diferente" do qual se origina o advérbio "diferentemente". Ele, o adjetivo, não varia em gênero, ou seja, não existe "diferenta". Logo, essa opção de resposta está incorreta;

    b) Todos são palavras derivadas.

    Correto. Todas derivam de adjetivos;

    c) Todos são formados a partir da adição de um sufixo.

    Correto. A todos os adjetivos foi acrescido o sufixo "-mente", formador de advérbios;

    d) Todos são palavras polissílabas, isto é, com quatro ou mais sílabas.

    Correto. Os advérbios têm uma longa extensão, todos com mais de três sílabas. Sendo assim, são polissílabos;

    e) Todos são advérbios.

    Correto. Note a terminação deles: "-mente". A rigor, palavras que conferem uma nova roupagem ao adjetivo, verbo ou advérbio será um advérbio.

    Letra A

  • Sobre os termos “metaforicamente”, “relativamente”, “diferentemente”, “diretamente”, “justamente” e “especificamente”, assinale a alternativa INCORRETA.

    a) Todos são formados a partir de um adjetivo flexionado no gênero feminino.

    GAB. LETRA "A".

    ----

    me·tá·fo·ra

    (latim metaphora, -ae, do grego metaforá, -as)

    substantivo feminino

    [Retórica]  Figura de retórica em que a significação habitual de uma palavra é substituída por outra, só aplicável por comparação subentendida (ex.: há uma metáfora no verso de Camões "amor é fogo que arde sem se ver").

    "metáfora", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/met%C3%A1fora [consultado em 20-08-2021].

    di·re·ta |ét|

    (feminino de  direto)

    substantivo feminino

    1. Noite sem dormir, geralmente passada em diversão ou a executar uma tarefa.

    "direta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/direta [consultado em 20-08-2021].

    di·fe·ren·te

    (latim differens, -entis, particípio presente de differo, differre, diferir)

    adjetivo de dois gêneros

    "diferente", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/diferente [consultado em 20-08-2021].

  • Pediu a INCORRETA

    INCORRETA

    INCORRETAAAAA..... SACO!

  • Essa é uma questão sobre diversos assuntos, entre os quais formação de palavras, morfologia e contagem silábica. Nesse sentido, é preciso analisar cada uma das alternativas para determinar qual dela está incorreta.

    Primeiramente, os termos destacados no enunciado possuem a mesma terminação, que é o sufixo -mente – único em língua portuguesa com a função de formar advérbios. Destaca-se também o fato de que esse sufixo, normalmente, une-se a adjetivos em sua forma feminina. Porém, na letra A, diz que todos os termos destacados são formados a partir de um adjetivo flexionado no gênero feminino. Ora, é fato que “metaforicamente", “relativamente", “diretamente", “justamente" e “especificamente" derivam de metafórica, relativa, direta, justa e específica, respectivamente. No entanto, o advérbio “diferentemente" deriva de diferente que, ao contrário dos outros adjetivos, é uniforme para o masculino e para o feminino, de modo que ele não se flexiona em gênero. Assim, já encontramos a alternativa a ser marcada, já que a afirmação contida em A está incorreta.

     Em B, tudo está de acordo, já que as palavras em pauta realmente são todas derivadas de adjetivos, conforme já foi dito no parágrafo anterior. A opção C também está correta, pois as palavras são todas formadas com a adição do sufixo adverbial -mente. A letra D também está certa, pois temos as palavras em estudo separadas a seguir: me-ta-fo-ri-ca-men-te (7 sílabas), re-la-ti-va-men-te (6 sílabas), di-fe-ren-te-men-te (6 sílabas), di-re-ta-men-te (5 sílabas), jus-ta-men-te (4 sílabas), es-pe-ci-fi-ca-men-te (7 sílabas). Percebe-se que a mais curta em contagem de sílabas é justamente, com 4, o que faz de todas elas polissílabas.

    Finalmente, em E há também uma assertiva correta, já que todas as palavras possuem em si o sufixo -mente, que é justamente o único afixo formador de advérbios em nossa língua. Assim, confirma-se a letra A como a alternativa correta.

    Gabarito do Professor: Letra A.

  • Basta pronunciar os termos “metaforicamente”, “relativamente”, “diferentemente”, “diretamente”, “justamente” e “especificamentetanto no gênero feminino, quanto no masculino que você irá encontrar à alternativa que à questão pede.

    Letra: A

  • BIZU:

    LEIA ATENTAMENTE

  • IIIIIIINCORREEEEEETAAAAAAAAAAAA......


ID
5357764
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Em “[...] especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.”, o termo em destaque poderia ser substituído, sem ocasionar alteração de sentido ao excerto, por

Alternativas
Comentários
  • Sempre que se quiser abarcar um número maior de palavras resumindo o conteúdo, pode-se acorrer ao substantivo "afins". Este equivale a "semelhantes", "análogos", "similares", etc. As demais palavras nas opções de respostas não guardam nenhuma similitude com "afins".

    Letra C

  • Gabarito na alternativa C

    Solicita-se termo que, mantendo o sentido da passagem original, substitua o destacado em:

    “[...] especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.”

    O termo "afins" denota semelhança, relação ou afinidade, sendo normalmente utilizado, a exemplo do caso em tela, para indicar que existem outros termos semelhantes não expressos naquele contexto, de sorte que sua substituição pelo termo "similares" preserva a semântica da construção .

    Importante destacar que o termo "outros", presente na alternativa D, é utilizado para proposito semelhante, embora seu sentido seja mais genérico, apenas indicando a presença de termos não expostos, ainda que não de mesma natureza.

  • Sempre que se quiser abarcar um número maior de palavras resumindo o conteúdo, pode-se acorrer ao substantivo "afins". Este equivale a "semelhantes", "análogos", "similares", etc. As demais palavras nas opções de respostas não guardam nenhuma similitude com "afins".

    Letra C

  • Minha contribuição.

    Sinônimos de afins: que são idênticos, iguais, parecidos, idênticos, análogos, similares, aproximados, parelhos, pariformes, congêneres, semelhantesparentes, vizinhos, equivalentes, conformes, símeis, semelháveis, pares, gêmeos, convizinhos, cômpares.

    Fonte: www.sinonimos.com.br

    Abraço!!!

  • Um detalhe:

    Afim = afinidade

    A fim = finalidade


ID
5357770
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Assinale a alternativa em que a expressão em destaque veicula a mesma circunstância que “na primavera” em “Estamos na primavera”.

Alternativas
Comentários
  • Indica circunstância de tempo. Letra B

  • A) lugar

    B) tempo

    C) estado/circunstância

    D) lugar

    E) lugar

  • A letra A significa uma situação atual.

    A letra E significa direcionamento.

  • Pensei fundo do poço como situação ruim

  • Pensei fundo do poço como situação ruim

  • Pensei fundo do poço como situação ruim

  • na primavera= adjunto adverbial de tempo

    Estamos no segundo semestre do ano= = adjunto adverbial de tempo

  • Voltando no ultimo paragrafo encontramos a resposta...

    "...Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...])

    Das alternativas elencadas no enunciado a que se refere a um período de tempo é:

    B) Estamos no segundo semestre do ano.


ID
5357773
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Em “É comum, nos dias atuais, ouvirmos [...]”, a expressão em destaque NÃO poderia ser adequadamente substituída por 

Alternativas
Comentários
  • outrora= tempo passado, antigamente.

  • Nas alternativas A, B, C e D, as opções de substituição reportam ao presente, ou seja, não haveria nenhuma mudança de sentido; por seu turno, o advérbio "outrora" carrega o sentido de tempo pretérito, passado, anterior.

    Letra E

  • Hodiernamente:

    (ho.di:er.na. men.te)

    adv.

    1. Nos dias atuais, hoje em dia.

  • outrora= tempo passado, antigamente.

    Hodiernamente:

    (ho.di:er.na. men.te)

    adv.

    1. Nos dias atuais, hoje em dia.

  • Quem viu hodiernamente e pensou no prof. Diogo Alves kkkk...

    GAB: E

  • HODIERNAMENTE É PRA ACABAR MESMO.

  • Minha contribuição.

    Sinônimos de outrora: noutro tempo, antigamentedantesantesno passadoentãoontem, em tempos remotos, remotamente, antanho.

    Fonte: www.sinonimos.com.br

    Abraço!!!

  • Em uma questão anterior da banca, julga a resposta errada por esta no singular e essa questão considera certa. Eu recorreria a questão.


ID
5357776
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Português
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Referente ao excerto “Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo.”, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Comentários
  • pronome possessivo feminino singular ---> FACULTATIVA CRASE

  • Gabarito na alternativa C

    Solicita-se julgamento das assertivas abaixo:

    Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo.”

    A) “Mesmo” se refere ao termo “aquilo”

    Incorreto. O termo "mesmo" age como pronome demonstrativo, tendo como referente toda a informação verbal introduzida anteriormente.

    B) Os itens em destaque têm a mesma função sintática no excerto.

    Incorreto. O primeiro termo é conjunção condicional, o segundo, indeterminador do sujeito.

    C) O sinal de crase em “acessível à nossa compreensão” é facultativo.

    Correto. É facultativo o uso de artigo definido frente a pronome possesivo, de sorte que frente a pronome possesivo feminino a marcação de crase também se torna facultativa.

    D) Em “quando se trata”, a colocação do pronome antes do verbo é opcional.

    Incorreto. A existência de termo atrativo torna obrigatória a colocação proclítica.

    E) O verbo “trata” está no singular porque concorda com o sujeito “ideia”.

    Incorreto. O verbo está acompanhado de índice de indeterminação do sujeito, devendo permanecer em forma de terceira pessoa do singular.

  • Leia-se o fragmento:

    Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo.”

    Inspecionemos as alternativas:

    a) “Mesmo” se refere ao termo “aquilo”.

    Incorreto. O pronome demonstrativo "mesmo" reporta ao processo contido no período que o antecede;

    b) Os itens em destaque têm a mesma função sintática no excerto.

    Incorreto. O primeiro "se" é conjunção adverbial condicional; o segundo, índice de indeterminação do sujeito;

    c) O sinal de crase em “acessível à nossa compreensão” é facultativo.

    Correto. Em geral, diante de pronomes possessivos femininos (sua, tua, minha, nossa), a marcação do fenômeno crásico será facultativa;

    d) Em “quando se trata”, a colocação do pronome antes do verbo é opcional.

    Incorreto. A próclise (pronome anteposto ao verbo) se faz obrigatória, na medida em que "quando" é uma conjunção subordinativa temporal. Recorde-se: conjunções subordinativas reclamam a próclise, e conjunções coordenativas permitem a próclise ou ênclise (pronome posposto ao verbo);

    e) O verbo “trata” está no singular porque concorda com o sujeito “ideia”.

    Incorreto. Essa forma verbal não tem sujeito determinado, logo o núcleo não pode ser o substantivo "ideia".

    Letra C

  • Olá, Guerreiros!!

    GAB: C

    Pronome possessivo, o uso da crase é facultativo.

    Exemplos:

    • Refiro-me a sua irmã / Refiro-me à sua irmã

    • Falei a sua secretária / Falei à sua secretária

    Força, foco e fé

  • pronome possessivo feminino singular ---> FACULTATIVA CRASE

  • CRASE FACULTATIVA se dá em três casos:

    ATÉ SUA MARIA

    1 - Após a preposição até

    Ex: Fui até a secretaria / Fui até à secretaria

    2 - Diante de pronomes possessivos femininos no singular (sua, minha, nossa)

    Ex: Referi-me a sua professora / Referi-me à sua professora

    3 - Antes de nomes próprios femininos

    Ex: Entregarei tudo a Maria / Entregarei tudo à Maria

  • ATÉ SUA MARIA

    Antes de até de pronome possessivo sua e de palavra feminina Maria a crase é facultativa .

  • Quando a crase é facultativa

    • Depois da preposição “até” Exemplos: Vou até a faculdade agora. OU Vou até à faculdade agora.

    • Antes dos nomes próprios femininos. Exemplos: Custa a Maria ver o filho sofrer. OU Custa à Maria ver o filho sofrer.

    • Antes dos pronomes possessivos feminino . Exemplos: Não iremos a tua casa.

    Gabarito C

  • c) O sinal de crase em “acessível à nossa compreensão” é facultativo.

    Correto. Em geral, diante de pronomes possessivos femininos (sua, tua, minha, nossa), a marcação do fenômeno crásico será facultativa;

    • Facultativo                                                                                                                                                
    • Antes de nome de mulher
    • Dei um presente a Maria
    • Dei um presente à Maria
    • Pois antes do nome de mulher é facultativo o artigo
    • Pronome possessivo feminino adjetivo no singular
    • Minha, tua, sua, nossa, vossa
    • Obedeço a sua opinião
    • Obedeço à sua opinião
    • Artigo facultativo
    • Depois da preposição “até”
    • Cheguei até a praia
    • Cheguei até à praia

  • Diante de PRONOME POSSESSIVO ADJETIVO FEMININO: a crase é facultativa.

    Já diante de pronome possessivo substantivo feminino a crase é obrigatória.

    Fonte: A Gramática para Concursos. Fernando Pestana.

  • Diante de pronomes possessivos femininos: minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)],é facultativo o uso do artigo, então, quando houver a preposição a, será facultativa a ocorrência de crase.

  • SE LIGA NO BIZU: " CRASE FACULTATIVA VOU DIZER COMÉ QUE É: ANTES DO NOME, DO PRONOME, DEPOIS DA PALAVRA ATÉ"

  • crase opcional é em : até sua maria. Palavra ATE, SUA (pronome possessivo) MARIA (NOME FEMININO)

  • Minha contribuição.

    Casos em que a crase é facultativa: ATÉ,SUA,MARIA

    a) Uso facultativo da preposição a, formando a locução até a.

    Ex.: Leu o livro de uma vez até a última página.

    Ex.: Leu o livro de uma vez até à última página.

    b) Antes de pronomes possessivos femininos no singular.

    Ex.: Levaremos o livro a sua casa.

    Ex.: Levaremos o livro à sua casa.

    c) Antes de nomes próprios femininos.

    Ex.: Desejo tudo de bom a Maria.

    Ex.: Desejo tudo de bom à Maria.

    Abraço!!!

  • Para responder a esta questão, exige-se conhecimento sobre análise sintática, crase, elemento de coesão referencial e colocação pronominal. Vejamos:

     "Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo.”

    a) Incorreta.

    “Mesmo” se refere aos verbos “ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar". 

    b) Incorreta.

    O primeiro é uma conjunção condicional e o segundo uma partícula de indeterminação do sujeito visto que está diante de um verbo transitivo indireto (com preposição) sem sujeito expresso.

    c) Correta.

    Quando tiver preposição A + pronome possessivo feminino no singular, a crase é facultativa. A crase da frase é por conta da regência da palavra "acessível". 

    d) Incorreta.

    Em “quando se trata”, a colocação do pronome antes do verbo é obrigatória por conta da conjunção "quando".

    e) Incorreta.

    O verbo "trata” não concorda com ninguém, pois não possui sujeito, tanto é verdade que há a partícula "se" para indeterminar o sujeito.

    Gabarito: C


ID
5357779
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

Como Criamos Significados Na Linguagem Cotidiana?

Lilian Ferrari

   É comum, nos dias atuais, ouvirmos expressões como “maratonar um seriado”, “combater fake news” ou “bloquear um contato no WhatsApp”. E embora não tenhamos nenhuma dificuldade em produzir ou compreender essas expressões, nem sempre nos damos conta de que esses usos, como tantos outros em nossa linguagem cotidiana, não são literais, mas sim metafóricos. Isso porque tudo o que nos foi ensinado sobre metáforas faz com que pensemos que só é possível encontrá-las em textos elaborados, produzidos por especialistas que têm uma habilidade especial no manejo da linguagem, tais como escritores, poetas e afins.

   A verdade, entretanto, é que as metáforas ocorrem na linguagem como reflexo do nosso pensamento. Somos capazes de pensar metaforicamente e, por isso, também falamos metaforicamente. E se é assim, faz sentido que não apenas os textos literários, mas também a nossa linguagem cotidiana seja permeada de metáforas.

   Mas como são esses processos de pensamento? Por que, afinal de contas, temos a habilidade de pensar metaforicamente? A resposta é relativamente simples, e tem a ver com o fato de que temos que lidar com ideias que não fazem parte de nossa experiência corporal mais direta. Se aquilo que podemos ver, ouvir, provar, cheirar ou tocar é acessível à nossa compreensão, o mesmo não acontece quando se trata de uma ideia abstrata como, por exemplo, o tempo. Embora tenhamos que lidar com o tempo em nosso cotidiano – acordamos cedo para trabalhar, tomamos remédios com hora marcada, etc. –, o tempo não é diretamente captável por nossos sentidos. Diferentemente de casas, árvores, carros, livros e tudo o que faz parte de nossa experiência direta, o conceito de tempo é abstrato. E, por isso, para pensarmos sobre o tempo fica mais fácil usar a estratégia de “traduzi-lo” para algo mais familiar. Essa espécie de tradução é justamente a metáfora, que nos permite tratar conceitos abstratos de forma mais concreta.

  No caso do tempo, uma das possibilidades é pensar no tempo como se fosse espaço, e mais especificamente, como se fosse um local. Nesse caso, assim como podemos falar que estamos em um determinado lugar (ex. “Estamos na praça”), podemos nos referir a um período de tempo usando a mesma ideia de local (ex. “Estamos na primavera”). [...]


Adaptado de: <http://www.roseta.org.br/pt/2020/05/29/comocriamos-significados-na-linguagem-cotidiana>. Acesso em: 13 jul. 2020.

Considerando o que dispõe o Regimento Interno da Câmara Municipal de Teresina/PI – Resolução Normativa nº 57/2012 – a respeito da gestão dos serviços internos da Câmara, assinale a alternativa correta.

Alternativas

ID
5357782
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

No que se refere ao vencimento e à remuneração do servidor público, com base no que prevê a Lei Ordinária nº 2.138, de 1992, de Teresina/PI, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • LEI 2138 ESTATUTO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE TERESINA

    A )Art. 49. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público, com valor

    fixado em lei.

    B) Art. 51. O servidor perderá: I – a remuneração dos dias em que faltar o serviço;

    C) Art. 55. O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, sequestro ou

    penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.

    D) Art. 50. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei.

    E) Art. 54. O servidor em débito com o erário, que for demitido, ou que tiver a sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar o débito.

    Parágrafo único. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida

    ativa.

    GABARITO LETRA E

    Espero que tenha ajudado!

  • Vide Art. 54. O servidor em débito com o erário, que for demitido, ou que tiver a sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar o débito.


ID
5357788
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Municipal
Assuntos

Segundo a Lei Orgânica do Município de Teresina/PI, consta, dentre as atribuições privativas do Município:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO LETRA C

    Lei orgânica do Município de Teresina

    Art. 12. Ao Município compete prover a tudo quanto diga respeito ao seu peculiar interesse e ao bem-estar de sua população, cabendo-lhe, privativamente, as seguintes atribuições:

    I - legislar sobre assuntos de interesse local;

    II - fixar, fiscalizar e cobrar:

    b) tarifas dos serviços de táxi e mototáxi;


ID
5357794
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Quanto à organização do Estado, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Gab: letra A

    Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

    Letra b

    desmembramento ou fusão do Município --> Lei Estadual no período de Lei complementar FEDERAL

    § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

    Letra C

    Os estados PODEM Incorporar-se/ subdividir-se ou desmembrar-se

    § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

    Letra D

    É vedado os Estados e Município Recusar a fé aos documentos público

    Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    II - recusar fé aos documentos públicos;

    Letra E

    Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

    I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

  • A questão exige conhecimento acerca da organização do Estado e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, sendo todos autônomos.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 18, caput, CF: Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

    b) A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei federal, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal.

    Errado. Na verdade, a criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios far-se-ão por lei estadual (e não federal), nos termos do art. 18, § 4º, CF:  4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.   

    c) Os Estados não podem se incorporarem entre si, subdividirem-se ou se desmembrarem para se anexarem a outros.

    Errado. Ao contrário: podem, sim. Inteligência do art. 18, § 3º, CF: § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

    d) É permitido aos Estados e aos Municípios recusar fé aos documentos públicos.

    Errado. É vedado à União, Estados, DF e Municípios recusar fé aos documentos públicos, nos termos do art. 19, II, CF: Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: II - recusar fé aos documentos públicos;

    e) Em regra, é legítimo à União estabelecer cultos religiosos, mantendo com seus representantes relações de aliança.

    Errado. Na verdade, é vedado. Lembre-se que o Brasil é um país laico. Aplicação do art. 19, I, CF:  Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

    Gabarito: A

  • GABARITO: A

    a) CERTO: Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

    b) ERRADO: Art. 18, § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 

    c) ERRADO: Art. 18, § 3º Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

    d) ERRADO: Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: II - recusar fé aos documentos públicos;

    e) ERRADO: Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

  • gabarito letra a

    Org Pol Adm= MUDE

    MUNICÍPIO

    UNIÃO

    DISTRITO FEDERAL

    ESTADO

    POSSUEM AUTONOMIA

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre organização político-administrativa do Estado.

    A- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 18: “A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição”.

    B- Incorreta. Na verdade, trata-se de lei estadual. Art. 18, § 4º, CRFB/88: “A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei”.

    C- Incorreta. A CRFB/1988 permite que os Estados se incorporem entre si, subdividam-se ou se desmembrem para se anexarem a outros. Art. 18, §3º, CRFB/88: “Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar”.

    D- Incorreta. É expressamente vedada tal recusa. Art. 19, CRFB/88: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: (...) II - recusar fé aos documentos públicos; (...)”.

    E- Incorreta. Trata-se de conduta expressamente vedada pela Constituição em seu art. 19: "É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; (...)”.

    O gabarito da questão é, portanto, a alternativa A.

  • Sobre a letra b)

    Criação de Estados = Lei complementar do CN + Plebiscito

    Criação de Municípios = Lei estadual dentro do período de lei complementar Federal + Plebiscito + Estudo de

    viabilidade.

    Criação de Regiões Metropolitanas = Lei complementar dos Estados

  • Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.


ID
5357797
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Assinale a alternativa que corresponde a uma competência exclusiva da União para legislar.

Alternativas
Comentários
  • Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:

    I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aeronáutico, espacial e do trabalho;

    II - desapropriação;

    III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de guerra;

    IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão;

    V - serviço postal;

    VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;

    VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;

    VIII - comércio exterior e interestadual;

    IX - diretrizes da política nacional de transportes;

    X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;

    XI - trânsito e transporte;

    XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;

    XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;

    XIV - populações indígenas;

  • A questão exige conhecimento acerca da repartição de competências constitucionais e pede ao candidato que assinale o item correto, marcando uma competência exclusiva da União. Vejamos:

    a) Direito financeiro.

    Errado. Trata-se, na verdade, de competência concorrente da União (U), Estados (E) e do Distrito Federal (DF), nos termos do art. 24, I, CF: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I - direito tributário, financeiro, penitenciário, econômico e urbanístico; 

    b) Orçamento.

    Errado. Trata-se de competência concorrente da U, E, DF, nos termos do art. 24, II, CF: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: II - orçamento;

    c) Trânsito e transporte.

    Correto para a banca. Errado para a monitora. No enunciado, a banca solicita seja assinalada competência exclusiva da União, e legislar sobre trânsito e transporte, na verdade, é competência privativa da União (e não exclusiva), nos termos do art. 22, XI, CF: Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: XI - trânsito e transporte. É de suma importância essa diferenciação.

    Nesse sentido, ensina Lenza: "A competência não legislativa, como o próprio nome ajuda a compreender, determina um campo de atuação político-administrativa, tanto é que são também, denominadas competências administrativas ou materiais, pois não se trata de atividade legiferante. Regulamenta o campo do exercício das funções governamentais, podendo tanto ser exclusiva da União (marcada pela particularidade da indelegabilidade) como comum. (...)

    [Já] a competência legislativa, como a terminologia indica, trata-se de competências, constitucionalmente definidas, para elaborar leis. Elas foram assim definidas para a União Federal: privativa: art. 22 da CF/88. Indaga-se: apesar de ser competência privativa da União, poderiam aquelas matérias ser regulamentadas também por outros entes federativos? Sim, de acordo com a regra do art. 22, parágrafo único, que permite à União, por meio de lei complementar, autorizar os Estados [e também o Distrito Federal] sobre questões específicas das matérias previstas no referido art. 22 (...)"

    Assim, a melhor a alternativa é a anulação da questão, visto que a banca solicita uma competência exclusiva da União (ou seja, uma matéria que é indelegável), mas, como resposta, traz competência privativa da União (que permite à União autorizar os Estados a legislar sobre a matéria) e não há similaridade entre competência exclusiva e privativa.

    d) Procedimentos em matéria processual.

    Errado. Trata-se de competência concorrente da U, E, DF, nos termos do art. 24, XI, CF: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: XI - procedimentos em matéria processual;

    e) Juntas comerciais.

    Errado. Trata-se de competência concorrente da U, E, DF, nos termos do art. 24, III, CF: Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: III - juntas comerciais;

    Gabarito da Banca: C

    Gabarito da Monitora: Anulação, considerando que não há item correto - vide item "C".

    Fonte: LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 22.ed. São Paulo: Saraiva, 2018.

  • Caramba!! A banca não sabe a diferença entre competência exclusiva e privativa.

    Trânsito e transporte é de competência PRIVATIVA (art. 22, XI, CRFB), ou seja, cabe delegação.

    Questão deveria ser anulada.

  • Art. 22. compete privativamente à União legislar sobre:

    XI- trânsito e transporte;

    (na verdade trata-se de competência privativa e não exclusiva como afirma o enuciado da questão. A grosso modo, a diferença é que as competências exclusivas são de ordem administrativa, e não legislativa.)

  • Questão sem gabarito. Deveria ser anulada.

  • FAVOR BANIR A QUESTÃO DESSE PORTAL.

  • KKKKKKKKKKKKKKK, Quem errou acertou e quem acertou acertou. Tá tudo errado e tudo certo.

  • Privativa.

  • Acredito ser uma questão passível de anulação. Trata-se de competência privativa, inclusive tem uma questão da mesma banca, em que ela fala sobre a competência PRIVATIVA da União e a resposta é exatamente ''legislar sobre trânsito e transporte'' vide artigo 22,XI,da CF.

    Bons estudos!

  • Não confundir:

    Trânsito e transporte = Competência privativa;

    Estabelecer e implantar a política de educação para o trânsito = Competência comum.

  • Questão muito mal formulada, errada do princípio ao fim!! Primeiro que se é competência "exclusiva", não pode ser para Legislar. Competência para Legislar é a privativa e (ou) a concorrente.

  • Trânsito e transporte é competência privativa da união!!!

  • Resposta correta letra C - ART. 22, XI, CF

    Compete privativamente a União legislar sobre:

    XI - trânsito e transporte

  • Cuidado

    Trânsito e transporte = Competência privativa;

    DENATRAN é quem legisla sobre trânsito, é o órgão executivo de trânsito da União, ele é o responsável por executar a Política Nacional de Trânsito e por em prática (seja diretamente ou por delegação) as normativas estabelecidas pelo CONTRAN.

    Estabelecer e implantar a política de educação para o trânsito = Competência comum.

  • ATENÇÃO:

     PRIVATIVA da União: ART. 22 LEGISLAR SOBRE TRÂNSITO E TRANSPORTE

    COMUM ART. 23 ESTABELECER E IMPLANTAR A POLÍTICA DE TRÂNSITO 

    Direito financeiro = Concorrente (Art. 24, I)

    Sistema Monetário = Privativa ( Art. 22, VI )

  • GAB:C

    A banca ja comeca mal pelo enunciado.

    Competencia exclusiva legislar?

    Que eu saiba a competencia legislativa e privativa.

    Enfimmmm....Segue o jogo.

  • Pior é ver que essa questão não foi anulada ......... Exclusiva e Privativa a mesma coisa ?? Prof. do gran precisa rasgar o diploma e deixar a magistratura imediatamente ..... piada essa banca.

  • XI - trânsito e transporte.

  • Competência exclusiva: administrativa

    Competência privativa: legislativa

  • Item C correto. Mas eu concordo com os colegas que afirmam que a questão está errada.

    A banca colocou uma única competência (privativa), e encheu o resto com competências concorrentes. E no final pede a competência exclusiva. Loucura.

    Mas tem que ter a malícia. A banca pode ter feito de propósito. No dia que fizer uma prova da banca tem que se atentar para a possibilidade dela trocar as bolas. Como um usuário daqui disse: O importante é marcar o ponto.

  • Olá pessoal!

    A questão em tela cobra do candidato conhecimento de letra seca no que se refere ao tema competências legislativas. Pede-se então para apontar a alternativa que corresponde a uma competência exclusiva da União.

    Vejamos as alternativas:

    a) ERRADA: trata de competência concorrente, art.24, inciso I;

    b) ERRADA: também concorrente, agora no inciso II;

    d) ERRADA: concorrente, inciso XI;

    e) ERRADA: concorrente, inciso III;

    GABARITO DA BANCA: LETRA C) Entretanto, cabe salientar que na verdade se apontou uma competência privativa e não uma competência exclusiva. Na privativa, cabe delegação, na exclusiva (pedido pela banca), não.

  • Já vi que saber a matéria não será suficiente pra PPDF!

  • Monnnnn pai!

    A banca não sabe a diferença de exclusiva pra privativa!

    Legislar sobre trânsito e transporte é privativa da união... Não exclusiva...

    A "pobi" estava querendo dizer privativa, mas não conseguiu...

  • Competência exclusiva é diferente de privativa, deveria ser anulada essa questão.
  • Art 22 - § XI CF


ID
5357800
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

É de competência da União instituir alguns impostos, EXCETO impostos sobre

Alternativas
Comentários
  • A questão exige conhecimento acerca do Sistema Tributário Nacional e pede ao candidato que assinale o item incorreto, marcando aquele que não demonstra ser competência da União. Vejamos:

    a) renda e proventos de qualquer natureza.

    Correto. O IR é de competência da União, nos termos do art. 153, III, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: III - renda e proventos de qualquer natureza;

    b) produtos industrializados.

    Correto. O IPI é de competência da União, nos termos do art. 153, IV, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: IV - produtos industrializados;

    c) propriedade territorial rural.

    Correto. O ITR é de competência da União, nos termos do art. 153, VI, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VI - propriedade territorial rural;

    d) grandes fortunas.

    Correto. O IGF é de competência da União, nos termos do art. 153, VII, CF: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

    e) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior.

    Errado e, portanto, gabarito da questão. Na verdade, o ICMS é de competência dos Estados e do Distrito Federal, e não da União. Aplicação do art. 155, II, CF: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;   

    Gabarito: E

  • Alternativa E

    ________________________________________________

    COMPETÊNCIA PARA A INSTITUIÇÃO DOS IMPOSTOS:

    União - II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, IGF / Impostos residuais, IEG

    Estados - ITCMD, ICMS, IPVA

    Municípios - ITBI, ISS, IPTU

    ________________________________________________

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL

    Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

    I - importação de produtos estrangeiros; (II)

    II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; (IE)

    III - renda e proventos de qualquer natureza; (IR)

    IV - produtos industrializados; (IPI)

    V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; (IOF)

    VI - propriedade territorial rural; (ITR)

    VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. (IGF)

    Art. 154. A União poderá instituir:

    I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição; (impostos residuais)

    II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. (IEG)

    ________________________________________________

    Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:

    I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; (ITCMD)

    II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (ICMS)

    III - propriedade de veículos automotores. (IPVA)

    ________________________________________________

    Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

    I - propriedade predial e territorial urbana; (IPTU)

    II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; (ITBI)

    III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. (ISS)

  • GABARITO: E

    a) CERTO: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: III - renda e proventos de qualquer natureza;

    b) CERTO: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: IV - produtos industrializados;

    c) CERTO: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VI - propriedade territorial rural;

    d) CERTO: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.

    e) ERRADO: Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior;  

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre impostos de competência da União. Atenção: a questão deseja que o candidato assinale a incorreta. 

    A- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 153: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) III - renda e proventos de qualquer natureza; (...)

    B- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 153: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) IV - produtos industrializados; (...)".

    C- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 153: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) VI - propriedade territorial rural; (...)".

    D- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 153: "Compete à União instituir impostos sobre: (...) VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar".

    E- Incorreta. Trata-se de imposto de competência estadual. Art. 155, CRFB/88: "Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: (...) II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (...)".

    O gabarito da questão é, portanto, a alternativa E (já que a questão pede a incorreta).


ID
5357803
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Tendo por base exclusivamente o disposto no Código Tributário Nacional (CTN), assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    B - As espécies tributárias são divididas em cinco grupos: imposto, taxas, contribuição por melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais.

    C- A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    D- CORRETA.

    E - O inverso seria o correto.

  • GABARITO: D

    a) ERRADO: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    b) ERRADO: Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

    c) ERRADO: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    d) CERTO: Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

    e) ERRADO: Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

  • Gabarito: D

    TRIBUTO

    Segundo o CTN

    Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitui sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

  • Essa questão demanda conhecimentos sobre o tema: Tributos.

     

    Abaixo, iremos justificar cada uma das assertivas:

    A) A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo fundamentais para qualificá-la a denominação e as demais características formais adotadas pela lei.

    Falso, por desrespeitar o seguinte dispositivo do CTN (não é fundamental):

    Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;


    B) Os tributos são constituídos exclusivamente por impostos e taxas

    Falso, por desrespeitar o seguinte dispositivo do CTN (faltou uma espécie tributária, de acordo com CTN):

    Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.


    C) A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo importante para qualificá-la a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    Falso, por desrespeitar o seguinte dispositivo do CTN (não é importante):

    Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

    II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

     

    D) Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

    Correto, por repetir o seguinte dispositivo do CTN:

    Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.


    E) Taxa é gênero do qual tributo é espécie. 

    Falso, pois inverte a ordem: tributo é um gênero, que tem várias espécies, dentre elas, a taxa.

     

    Gabarito do professor: Letra D.

  • GABARITO: D

    OBSERVAÇÃO: TAXA É ESPÉCIE DE TRIBUTO (GÊNERO).

    Taxas são tributos vinculados!!!

    #Avante

  • A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    B - As espécies tributárias são divididas em cinco grupos: imposto, taxas, contribuição por melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais.

    C- A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    D- CORRETA.

    E - O inverso seria o correto

  • A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    B - As espécies tributárias são divididas em cinco grupos: imposto, taxas, contribuição por melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais.

    C- A - Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la:

           I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

           II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    D- CORRETA.

    E - O inverso seria o correto

  • a) ERRADO: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: I - a denominação e demais características formais adotadas pela lei;

    b) ERRADO: Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

    c) ERRADO: Art. 4º A natureza jurídica específica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação, sendo irrelevantes para qualificá-la: II - a destinação legal do produto da sua arrecadação.

    d) CERTO: Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.

    e) ERRADO: Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria.

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  • BREVES CONCEITOS E CARACTERÍSTICAS

    Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

    1.Prestação Compulsória

    • Pagamento obrigatório (decorre de imposição da lei que regula as hipóteses de incidência - fato gerador).
    • é um receita derivada (há dois tipos de fontes de receitas do Estado: originárias e derivadas).

    2.Prestação Pecuniária

    • pagamento deve ser em dinheiro.
    • vedado o pagamento em bens/serviços.
    • LC 104/01 - permitiu quitação por dação em pagamento em bens IMÓVEIS

    3.Prestação instituída por lei

    • instituição de tributos (lei ordinária, complementar e MP) - não há exceções
    • alteração de alíquotas (lei ordinária, complementar, e MP - há execeções.

    4.Não constitui sanção de ato ilícito

    • a sua incidência decorre de lei que determina o fato gerador.
    • abstrai a validade jurídica dos atos (ainda que seja ilícita)
    • princípio do pecúnia non olet (dinheiro não tem cheiro).

    5.Natureza jurídica

    • determinado pelo fato gerador.
    • são irrelevantes (denominação, características adotadas por lei e destinação do produto)

    6.Tributos (CTN - tripartide)

    • impostos
    • taxas
    • contribuições de melhoria

    7.Tributos (CTN + CF - pentapartide)

    • impostos
    • taxas
    • contribuições de melhoria
    • contribuições especiais - vinculado.
    • empréstimos compulsórios - vinculado

    Fonte: Coruja + resumos


ID
5357806
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual do Trabalho
Assuntos

José ingressou com uma ação trabalhista que tramitou perante a Vara do Trabalho de Teresina pelo procedimento sumaríssimo. Quanto ao mencionado rito, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B

    LETRA A) Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.    

    LETRA B) Art. 852-A Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.  (GABARITO)

    LETRA C) Art. 852-H § 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação. 

    LETRA D) Art. 852, I § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.  

    LETRA E) Art. 852-H § 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.

    b) CERTO: Art. 852-A, Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.

    c) ERRADO: Art. 852-H, § 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação.    

    d) ERRADO: Art. 852-I, § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.

    e) ERRADO: Art. 852-H, § 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias. 

  • ENTÃO VAMOS ENTENDER:

    A LETRA (A) ESTÁ ERRADA com fulcro no  Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. e NÃO 60 CONFORME INDUZIU AO ERRO NA PRESENTE ALTERNATIVA

    b) CERTO: Art. 852-A, Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.

    c) ERRADO: Art. 852-H, § 2º As testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação.    e NÃO DEPENDENTE CONFORME INDUZIU AO ERRO NA PRESENTE ALTERNATIVA

    d) ERRADO: Art. 852-I, § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada. e NÃO posteriormente à audiência em que foi prolatada CONFORME INDUZIU AO ERRO A PRESENTE ALTERNATIVA

    e) ERRADO: Art. 852-H, § 6º As partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias. E não em 10 dias CONFORME INDUZIU AO ERRO A PRESENTE ALTERNATIVA

  • Vamos analisar as alternativas da questão:

    A. ERRADA. A letra "A" está errada porque afirma que os dissídios individuais cujo valor não exceda a sessenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Observem que o artigo 852-A da CLT estabelece que os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo.                    

    B. CERTA. A letra "B" está certa ao afirmar que ficam excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional. 

    Observem o dispositivo legal abaixo:

    Art. 852-A da CLT Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração Pública direta, autárquica e fundacional.                
    C. ERRADA. A letra "C" está errada ao afirmar que as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento dependentemente de intimação. Observem que o parágrafo segundo do artigo 852 H da CLT estabelece que as testemunhas, até o máximo de duas para cada parte, comparecerão à audiência de instrução e julgamento independentemente de intimação.                 

    D. ERRADA. A letra "D" está errada porque menciona que as partes serão intimadas da sentença posteriormente à audiência em que prolatada. Observem o que diz o artigo abaixo:

    Art. 852-I da CLT A sentença mencionará os elementos de convicção do juízo, com resumo dos fatos relevantes ocorridos em audiência, dispensado o relatório. 
     § 1º O juízo adotará em cada caso a decisão que reputar mais justa e equânime, atendendo aos fins sociais da lei e as exigências do bem comum.  
    § 3º As partes serão intimadas da sentença na própria audiência em que prolatada.           

    E. ERRADA. A letra "E" está errada ao afirmar que as partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de dez dias. Observem que o parágrafo sexto do artigo 852 H da CLT  estabelece que as partes serão intimadas a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de cinco dias.                 

    O gabarito é a letra B. 

ID
5357809
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Fernanda, 18 anos, herdou de sua bisavó paterna um artigo decorativo. Pensando se tratar de uma velharia e estando precisando de dinheiro para pagar dívidas, ela vendeu o artigo decorativo por duzentos reais. Passada uma semana, Fernanda viu o mencionado artigo decorativo sendo revendido pelo comprador pelo valor de dois milhões de reais, pois se tratava de uma peça única trazida pela família imperial. Considerando a situação exposta, é correto afirmar que se está diante de qual defeito do negócio jurídico?

Alternativas
Comentários
  • Gab.: E

    Joana tinha 18 anos (infere-se inexperiência)

    Estava precisando do dinheiro para pagar dívidas (premente necessidade)

    E assumiu uma prestação manifestamente desproporcional à prestação oposta (vendeu o artigo por 200 reais e este foi revendido por 2 milhões de reais).

    Lembrando que a lesão de que trata o art. 157 do Código Civil não exige dolo de aproveitamento (enunciado 150 da Jornadas de Direito Civil).

  • LESÃO

      Sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

    Somente acontece em contratos comutativos.

      Não exige dolo de aproveitamento

      Prazo decadencial: 4 anos contados da celebração do negócio.

      O Negócio Jurídico pode ser sanado? Sim, o art. 157, §2determina que não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito.

     

  •  "Pensando se tratar de uma velharia" me induziu a marca erro ou ignorância.

    Alguém mais?

    • Erro ou Ignorância é o resultado de uma falsa percepção, noção ou mesmo da falta ou ausência de percepção sobre a pessoa, o objeto ou o próprio negócio. O equívoco é espontâneo.

    • Dolo tem-se vício do qual o agente é induzido a se equivocar, foi enganado.

    • Coação é a intimidação moral ou física exercida para forçar à prática de determinado negócio jurídico contra a vontade do contratante.

    • Lesão ocorre quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, se aproveitando da falta de malícia, ou seja, da inexperiência, ou da situação de necessidade do outro contratante.

    FONTE: Curso de Direito Civil: Parte Geral e LINDB. 2017. Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald.

  • Quem erra, erra sozinho.

  • GABARITO: E

    Art. 157. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta.

    § 1 o Aprecia-se a desproporção das prestações segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado o negócio jurídico.

    § 2 o Não se decretará a anulação do negócio, se for oferecido suplemento suficiente, ou se a parte favorecida concordar com a redução do proveito.

  • Alguém sabe explicar pq não é erro ou ignorância?

  • Pq nao poderia ser a letra a) ?

  • Lesão ocorre quando alguém obtém lucro exagerado, desproporcional, se aproveitando da falta de malícia, ou seja, da inexperiência, ou da situação de necessidade do outro contratante.

  • Quando a pessoa vende algo muito abaixo do preço de mercado em razão de sua falta de experiência... pode ir na certeza de que será o instituto da LESÃO.

  • Todo mundo que tem dívida está sob premente necessidade?

  • "revendido pelo comprador": pra mim teria sido hipótese de dolo (má fé em prejuízo alheio). Deus me livre da subjetividade do examinador. Difícil demais, errar, apesar de saber a matéria. Só a subjetividade tremenda explica...
  • III Jornada de Direito Civil - Enunciado 150: A lesão de que trata o art. 157 do Código Civil não exige dolo de aproveitamento.

  • No ERRO/IGNORÂNCIA o agente se engana sozinho. Por sua vez, na LESÃO há desproporção no negócio por necessidade ou inexperiência.

    Em que pese, inicialmente, a questão tentar induzir que se trata de erro ao afirmar que "artigo decorativo sendo revendido pelo comprador pelo valor de dois milhões de reais, pois se tratava de uma peça única " = LESÃO.

  • Comentários excelentes dos colegas. Se fosse para depender de comentário de professor do QC, a gente estaria fudid*.

  • A questão vem tratar dos vícios de consentimento.

    A) Erro, dolo, lesão, coação e estado de perigo são considerados vícios de consentimento, que geram a anulabilidade do negócio jurídico, conforme previsão do art. 171, II do CC: “Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico: I - por incapacidade relativa do agente; II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores".

    O erro é a falsa noção da realidade e, de acordo com o art. 138 do CC, “são anuláveis os negócios jurídicos, quando as declarações de vontade emanarem de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das circunstâncias do negócio". Exemplo típico é a pessoa que pensa estar comprando o original de um pintor famoso, pelo alto custo, mas, na verdade, trata-se de uma réplica.

    No caso do enunciado da questão, percebam que o examinador nos traz mais dois importantes dados: Fernanda precisar de dinheiro e pensar que está vendendo uma velharia, desconhecendo o fato de se tratar de um artigo valioso, caracterizadores de um outro vício de consentimento, o que faz com que a assertiva seja considerada incorreta. Incorreta;


    B) O dolo é induzir alguém a erro. Retornando ao exemplo da letra anterior, seria o caso do vendedor que diz ao comprador que o quadro é um original, quando, na verdade, é uma réplica. Enquanto no vício anterior a pessoa erra sozinha, no dolo, ela é induzida ao erro.

    Vejamos o art. 145 do CC: “São os negócios jurídicos anuláveis por dolo, quando este for a sua causa". Incorreta;


    C) Coação pode ser conceituada como “pressão física ou moral exercida sobre o negociante, visando obrigá-lo a assumir uma obrigação que não lhe interessa" (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017. v. 1. p. 417), com previsão no art.  151 e seguintes do CC. Exemplo: se você não me vender a casa, vou contar para todos o seu segredo. Incorreta;


    D) O estado de perigo tem como elemento objetivo a obrigação excessivamente onerosa e, como elemento subjetivo, o perigo que acomete o negociante, pessoa de sua família ou amigo íntimo, sendo de conhecimento do outro negociante. Maria Helena Diniz traz como exemplo alguém que tem uma pessoa de sua família sequestrada, tendo sido fixado como resgate o valor de R$ 10.000,00. Um terceiro, tendo conhecimento do fato, oferece para pessoa justamente esse valor por uma joia, cujo valor gira em torno de R$ 50.000,00. O negócio é realizado, pois a pessoa estava movida pelo desespero.

    Dispõe o legislador, no caput do art. 156 do CC, que “configura-se o estado de perigo quando alguém, premido da necessidade de salvar-se, ou a pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa".


    E) Segundo o caput do art. 157 do CC, “ocorre a lesão quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta".


    Em complemento, temos Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona que, de forma bem didática, resumem o instituto ao disporem em sua obra que o nosso ordenamento não mais tolera os chamados “negócios da China", não mais aceitando prestações manifestamente desproporcionais (GAGLIANO, Pablo Stolze; PAMPLONA FILHO, Rodolfo. Novo Curso de Direito Civil. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. v. I, p. 376).

    Percebam que o legislador exige dois elementos para a sua configuração: a premente necessidade ou inexperiência (elemento subjetivo) e a prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta (elemento objetivo), não sendo necessária a presença do dolo de aproveitamento. Portanto, a parte beneficiada pelo negócio não precisa ter conhecimento da situação de necessidade da (Enunciado 150 do CJF).

    Fernanda, ao pensar que se tratava de uma velharia, atuou sob inexperiência e, ao precisar de dinheiro, agiu sob premente necessidade, elementos subjetivos; ao vender a peça única trazida pela família imperial pelo valor ínfimo de duzentos reais, fica configurado o elemento objetivo: prestação manifestamente desproporcional. Correta.

     


     

    Gabarito do Professor: LETRA E

  • Sofri uma LESÃO dessa questão, por causa de meu ERRO ou IGNORÂNCIA. Errei a questão, não foi por DOLO, tampouco COAÇÃO. Seu eu não treinar mais, ficarei em ESTADO DE PERIGO de reprovação.

  • alternativa e. inexperiência
  • Parei de ler no "estando precisando" e marquei erro ou ignorância.....

  • Achei que ela incorreu em erro. E acabou que quem incorreu em erro fui eu. :(
  • No erro, uma das partes do negócio jurídico engana-se sozinha com relação a algum fator do negócio que pessoa de diligência normal (o homem médio) também erraria. Já na lesão, a pessoa inexperiente ou sob premente necessidade assume obrigação excessivamente onerosa.

  • Importante pontuar que o negócio jurídico pode ser afetado por um, dois ou por todos os defeitos do negócio ao mesmo tempo, (um não anula o outro). O ponto está em enfatizar que o agente comprador, obteve um "LUCRO EXTREMAMENTE EXAGERADO", o que remeteu a alternativa E

    ERRO OU IGNORÂNCIA: O erro é um engano fático, uma falsa noção da realidade, ou seja, em relação a uma pessoa, negócio, objeto ou direito, que acomete a vontade de uma das partes que celebrou o negócio jurídico.

    DOLO: Podemos qualificar dolo como os artifícios ou manobras de uma pessoa visando a induzir outra em erro a fim de tirar proveito para si ou pra terceiro na realização do negócio jurídico. Não se pode confundir erro com o dolo, pois naquele o equivoco se forma espontaneamente, no dolo ele é induzido.

    COAÇÃO: A coação pode ser conceituada como sendo uma pressão de ordem moral, psicológica, que se faz mediante ameaça de mal sério e grave, que poderá atingir o agente, membro da família ou a pessoa a ele legada, ou, ainda, ao patrimônio, para que a pessoa pratique determinado negócio jurídico.

    ESTADO DE PERIGO: Configura o estado de perigo quando alguém premido ela forte necessidade de livrar-se de grave dano à pessoa, realiza negócio jurídico com outrem, sabedor dessa necessidade, em condições excessivamente onerosas. O agente pratica o negócio fortemente influenciado pelas circunstâncias que lhe são adversas. 

    LESÃO: É vício do negócio jurídico que se caracteriza pela obtenção de um lucro exagerado por se valer uma das partes da inexperiência ou necessidade econômica da outra. Ocorre a lesão quando uma pessoa, sob preeminente necessidade, ou inexperiência, se obriga à prestação manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta, sendo que a avaliação dessa desproporção será feita segundo os valores vigentes ao tempo em que foi celebrado.

    Abraços e ótimos estudos.

  • lesão, mas convenhamos que tá bem mais pra burrice né ahahaha

  • AOCP não sabe fazer questão


ID
5357812
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito do Trabalho
Assuntos

Pedro é celetista e foi afastado de seu emprego por motivo de doença pelo prazo de dez dias. Considerando o ocorrido, o caso de Pedro se enquadra em qual instituto e suas especificidades?

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B

    Na interrupção do contrato de trabalho, o empregado fica sem trabalhar, mas RECEBE o pagamento do salário ainda assim. É o que ocorre, por exemplo, quando no gozo das férias. Aqui, o tempo de serviço é computado para todos os efeitos, ainda que o trabalhador fique livre, temporariamente, de suas obrigações.

    Já na suspensão do contrato de trabalho, o empregado fica sem trabalhar e NÃO RECEBE salário. Durante esse período, o tempo de serviço não é computado, mas há exceções: acidente/doença de trabalho e serviço militar.

    Fonte: https://masterjuris.com.br/diferenca-entre-suspensao-e-interrupcao-do-contrato-de-trabalho/

  • Interrupção do contrato de trabalho

    Lei. 8.213/91, Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz.   (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

        § 3o Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.

  • A maior distinção entre a suspensão e a interrupção é que na interrupção há pagamento do salário, enquanto na suspensão não há.

    Via de regra, na suspensão, o tempo de serviço não é computado nem é devida qualquer contraprestação, enquanto na interrupção o tempo de serviço é computado para todos os efeitos e as parcelas salariais são devidas.

    Na INterrupção - INclui salário e INclui contagem do tempo de serviço.

    Na Suspensão - Sem trabalho, Sem salário e Sem contagem de serviço.

    No caso da questão verifica-se em que ele ficou 10 dias de atestado, incidiu na hipótese de interrupção , pois ela é prevista em ate 15 dias de afastamento , superior a esse prazo é hipótese de suspensão

  • Letra B

    Lei. 8.213/91, Art. 60. O auxílio-doença será devido ao segurado empregado a contar do décimo sexto dia do afastamento da atividade, e, no caso dos demais segurados, a contar da data do início da incapacidade e enquanto ele permanecer incapaz. (Redação dada pela Lei nº 9.876, de 26.11.99)

    § 3º Durante os primeiros quinze dias consecutivos ao do afastamento da atividade por motivo de doença, incumbirá à empresa pagar ao segurado empregado o seu salário integral.


ID
5357815
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Ana, que é assessora jurídica legislativa, enquanto analisava casos referentes às licitações realizadas no Município de Picos, constatou que alguns agentes públicos haviam praticado condutas ilegais. Tendo como base a situação hipotética apresentada, assinale a alternativa que indica uma conduta que NÃO pode ser considerada crime.

Alternativas
Comentários
  • Inidoniedade :não tem honestidade. (in = negação ) = desonesto 

    Idoneidade : honesto

  • Lembrando que, com a nova lei de licitações, aqueles artigos que previam crimes na 8666 foram transportados (e não abolidos) para o CP.

  • Estão informando que a letra C é a correta. Não entendi?

  • idôneo = honesto

    inidôneo = desonesto

  • GABARITO OFICIAL - C

    COMPARANDO:

    C) lei 8.666

    Art. 97.  Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidôneo:      

    Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 

    nova lei:

    Art. 337-M. Admitir à licitação empresa ou profissional declarado inidôneo:

    Pena - reclusão, de 1 (um) ano a 3 (três) anos, e multa.

    ______________________________________________________

  • a) INCORRETA. “Abster-se ou desistir de licitar, em razão da vantagem oferecida” é conduta que configura o crime do art. 337-K, parágrafo único:

    Afastamento de licitante - Art. 337-K. Afastar ou tentar afastar licitante por meio de violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo:      

    Pena - reclusão, de 3 (três) anos a 5 (cinco) anos, e multa, além da pena correspondente à violência.      

    Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem se abstém ou desiste de licitar em razão de vantagem oferecida.  

    b) INCORRETA. “Impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório” configura o crime de perturbação de processo licitatório:

    Art. 337-I. Impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de processo licitatório:     

    Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, e multa. 

    c) CORRETA. “Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarado idôneo” não é conduta que configura crime.

    Na realidade, o crime de contratação inidônea se configura se a admissão à licitação ou a celebração do contrato ocorrer em face de empresa ou o profissional declarados inidôneos:

    Contratação inidônea - Art. 337-M. Admitir à licitação empresa ou profissional declarado inidôneo:      

    Pena - reclusão, de 1 (um) ano a 3 (três) anos, e multa.      

    § 1º Celebrar contrato com empresa ou profissional declarado inidôneo:       

    Pena - reclusão, de 3 (três) anos a 6 (seis) anos, e multa.

    d) INCORRETA. “Dispensar licitação fora das hipóteses previstas em lei” configura o crime de contratação direta ilegal:

    Art. 337-E. Admitir, possibilitar ou dar causa à contratação direta fora das hipóteses previstas em lei:      

    Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa. 

    e) INCORRETA. “Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório, ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo” é conduta que configura o crime de violação de sigilo em licitação:

    Art. 337-J. Devassar o sigilo de proposta apresentada em processo licitatório ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo:    

    Pena - detenção, de 2 (dois) anos a 3 (três) anos, e multa.

    Resposta: C

  • GABA: C

    a) CERTO: Art. 335 CP - Impedir, perturbar ou fraudar concorrência pública ou venda em hasta pública, promovida pela administração federal, estadual ou municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem (...). Parágrafo único: Incorre na mesma pena quem se abstém de concorrer ou licitar, em razão da vantagem oferecida;

    b) CERTO: Art. 337-I do CP. Impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de processo licitatório:

    c) ERRADO: Art. 337-M do CP. Admitir à licitação empresa ou profissional declarado inidôneo (no enunciado consta "idôneo")

    d) CERTO: Na Lei 8.666 tínhamos o seguinte dispositivo: Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade. Após as modificações da Lei 14.133/2021, não temos dispositivos com redação igual, mas acredito que o crime de contratação direta ilegal é equivalente: Art. 337-E do CP. Admitir, possibilitar ou dar causa à contratação direta fora das hipóteses previstas em lei

    e) CERTO: Art. 337-J do CP: Devassar o sigilo de proposta apresentada em processo licitatório ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassa-lo

  • Essa é uma questão que se deve ficar atento ao português! Interpretar o que se pede"

  • Questão desatualizada. (Revogado pela Lei nº 14.133, de 2021)


ID
5357818
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Maria tem 17 anos e, em consulta jurídica com um advogado, questiona sobre a possibilidade de ser cessada sua incapacidade. Considerando o questionamento de Maria, é correto afirmar que sua incapacidade

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: A

    Art. 5º, § único - Cessará, para os menores, a incapacidade:

    I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    II - pelo casamento;

    III - pelo exercício de emprego público efetivo;

    IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

    V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

  • Gabarito A

    Conforme o artigo 5º do CC:

    Art. 5º. A menoridade cessa aos 18 (dezoito) anos completos, quando a pessoa fica habilitada a prática de todos os atos da vida civil.

    Parágrafo único: Cessará, para os menores, a incapacidade:

    I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público,independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 16 (dezesseis) anos completos;

    II – pelo casamento;

    III – pelo exercício de emprego público efetivo;

    IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;

    V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com 16 (dezesseis) anos completos tenha economia própria.

    b- Errada

    I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    c-Errada

    III – pelo exercício de emprego público efetivo;

    d- Errada

    V – pela colação de grau em curso de ensino superior;

    e-Errada

    Parágrafo único: Cessará, para os menores, a incapacidade: (...)

  • GABARITO: A

    Art. 5º, Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:

    a) CERTO: II - pelo casamento;

    b) ERRADO: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    c) ERRADO: III - pelo exercício de emprego público efetivo;

    d) ERRADO: IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

    e) ERRADO: Art. 5º, Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:

  • Complementando:

    No dia 12 de março de 2019 foi promulgada a lei n° 13.811, que alterou o art. 1.520 do Código Civil brasileiro, vedando o casamento para aqueles que ainda não alcançaram a idade núbil (16 anos completos) em qualquer circunstância:

    "Art. 1.520. Não será permitido, em qualquer caso, o casamento de quem não atingiu a idade núbil, observado o disposto no art. 1.517 deste Código".

    • é a aquisição da plena capacidade antes da idade legal prevista. 

    Art. 5 do CC:

    1. pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro >> mediante instrumento público e não depende de homologação judicial;
    • é a chamada emancipação voluntária;
    • é necessário que ambos os pais , exceto se um deles estiver morto, por exemplo;
    • sempre é necessário que seja por escritura pública, feita em cartório;
    • menores
    1. sentença judicial, ouvido o tutor;
    • emancipação judicial >> no caso de menor sem pais (ambos), sujeito à tutela;
    1. pelo casamento;
    2. pelo exercício de emprego público efetivo;
    3. pela colação de grau em curso de ensino superior;
    4. pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, menor com dezesseis anos completos tenha economia própria. 

  • GAB. A

    Art. 5º, § único - Cessará, para os menores, a incapacidade:

    I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    II - pelo casamento;

    III - pelo exercício de emprego público efetivo;

    IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

    V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

  • A incapacidade civl pode ser cessada pelas seguintes situações definidas pelo

    Art. 5º, § único - Cessará, para os menores, a incapacidade:

    I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    II - pelo casamento;

    III - pelo exercício de emprego público efetivo;

    IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

    V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

  • A título de complementação...

    Art. 1.520. Não será permitido, em qualquer caso, o casamento de quem não atingiu a idade núbil, observado o disposto no art. 1.517 deste Código. (Redação dada pela Lei nº 1.318/2018)

    Atualmente não é possível o casamento de pessoa menor de 16 anos.

    +

    Enunciado 530: A emancipação, por si só, não elide a incidência do Estatuto da Criança e do Adolescente.

    +

    Súmula 642 - O direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para ajuizar ou prosseguir a ação indenizatória.

    +

    Súmula 647 - São imprescritíveis as ações indenizatórias por danos morais e materiais decorrentes de atos de perseguição política com violação de direitos fundamentais ocorridos durante o regime militar.

  • Art. 5 A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

    Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:

    I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;

    II - pelo casamento;

    III - pelo exercício de emprego público efetivo;

    IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;

    V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

  • "Alô, mãe, fui bem na prova! tem uma que eu tenho certeza que acertei"

  • GABARITO LETRA "A"

    CC: Art. 5º - A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

    Parágrafo único - Cessará, para os menores, a incapacidade: (E)

    I - Pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos. (B)

    II - Pelo casamento. (A)

    III - Pelo exercício de emprego público efetivo(C)

    IV - Pela colação de grau em curso de ensino superior(D)

    V - Pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.

    "É justo que muito custe o que muito vale." -D'Ávila.

  • A questão é sobre emancipação.

    A) Maria é considerada relativamente incapaz, por foça do art. 4, I do CC: “São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer: I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anosII - os ébrios habituais e os viciados em tóxico; III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade; IV - os pródigos".

    Isso significa que ela poderá praticar, por si só, alguns atos da vida civil, sem a figura do assistente. À título de exemplo, poderá ser testemunha (art. 228, I do CC) e poderá figurar como mandatária (art. 666 do CC).

    Será que existe a possibilidade dela vir a praticar todos os atos da vida civil, por si só, sem a figura do assistente? Sim, de forma que se torne absolutamente capaz, através do instituto da emancipação, previsto no art. 5º, paragrafo único do CC, que nada mais é do que o ato jurídico que antecipa os efeitos da aquisição da maioridade e da capacidade civil plena, para data anterior daquela em que o menor atinge 18 anos (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 13. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2017. v. 1, p. 147).

    Vejamos o dispositivo legal: “Cessará, para os menores, a incapacidade: I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos; II - pelo casamento; III - pelo exercício de emprego público efetivo; IV - pela colação de grau em curso de ensino superior; V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria".

     Portanto, o casamento cessa a incapacidade de Maria. Correto;


    B) Pode ser cessada pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicialIncorreto;


    C) 
    Pode ser cessada pelo exercício de emprego público efetivo, porém, não temporárioDe acordo com a doutrina, essa causa de emancipação envolve cargos ou empregos públicos, desde que haja nomeação de forma definitiva, afastando-se, assim, as hipóteses de serviços temporários ou de cargos comissionados (TARTUCE, Flávia. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1, p. 222). Incorreto;


    D) 
    Pode ser cessada pela colação de grau em curso de ensino superior. Incorreto;


    E) 
    Pode ser cessada diante das hipóteses do art. 5º, paragrafo único do CC. Incorreto;





    Gabarito do Professor: LETRA A


ID
5357821
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito do Trabalho
Assuntos

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, enfaticamente sobre a proteção ao trabalho do menor e da mulher, é correto afirmar que

Alternativas
Comentários
  • art. 7° da CF (...)

    XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;   

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 136, § 2º - O empregado estudante, menor de 18 (dezoito) anos, terá direito a fazer coincidir suas férias com as férias escolares.  

    b) ERRADO: Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, é vedado: VI - proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas empregadas ou funcionárias.

    c) CERTO: Art. 403. É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.   

    d) ERRADO: Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos trabalhistas, é vedado: IV - exigir atestado ou exame, de qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou permanência no emprego;   

    e) ERRADO: Art. 404 - Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas.

  • No tocante às revistas íntimas, entende-se que a interpretação deve ser extensiva, de modo a estender a vedação também aos empregados do sexo masculino (Martins, 2019, p. 358).

    Admitem-se, contudo, revistas generalizadas e sem contato físico (ARR-259-05.2015.5.05.0034, 3ª Turma, Relator Ministro Alexandre de Souza Agra Belmonte, DEJT 18/12/2020.).

  • Art. 403. É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.  

    MENOR NÃO PODE FAZER TRABALHOS PIN

    PERIGOSO, INSALUBRE, NOTURNO.


ID
5357824
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Sobre o lançamento do crédito tributário e suas modalidades, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A - Existem as seguintes modalidades de lançamento: de ofício, por declaração e por homologação.

    B -  Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

           Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

    C -   Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

    D - CORRETA.

    E - Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de:

           I - impugnação do sujeito passivo;

           II - recurso de ofício;

           III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

  • GABARITO: D

    a) ERRADO: O lançamento tributário é atividade privativa da autoridade administrativa, todavia, o CTN permite a participação do sujeito passivo (contribuinte). O lançamento pode ser feito de 3 maneiras: a) de ofício ou direto; b) por declaração ou misto; e c) por homologação (também equivocadamente chamado de “autolançamento”).

    b) ERRADO: Art. 142, Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

    c) ERRADO: Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

    d) CERTO: Art. 149, Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.

    e) ERRADO: Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

  • sobre a letra b

    escusável: adjetivo de dois gêneros = que pode ser escusado, desculpado ou dispensado.

  •     Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.

  • Essa questão demanda conhecimentos sobre o tema: Tributos.

     

    Abaixo, iremos justificar cada uma das assertivas:

    A) Existem somente duas modalidades de lançamento, quais sejam, lançamento por declaração e lançamento de ofício. 

    Falso, por existem 3 modalidades:

    Lançamento por homologação:

    Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

     

    Lançamento de ofício:

    Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes casos:

    I - quando a lei assim o determine;

    II - quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação tributária;

    III - quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, a pedido de esclarecimento formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo ou não o preste satisfatoriamente, a juízo daquela autoridade;

    IV - quando se comprove falsidade, erro ou omissão quanto a qualquer elemento definido na legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;

    V - quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte;

    VI - quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado, que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária;

    VII - quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo, fraude ou simulação;

    VIII - quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento anterior;

    IX - quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade especial.

     

    Lançamento misto (ou por declaração):

    Art. 147. O lançamento é efetuado com base na declaração do sujeito passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação.


    B) A atividade administrativa de lançamento é vinculada e escusável, sob pena de responsabilidade funcional.

    Falso, por negar o seguinte artigo do CTN:

    Art. 142. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

     

    C) O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, exceto se posteriormente modificada ou revogada.

    Falso, por negar o seguinte artigo do CTN:

    Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.


    D) A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.

    Correto, por respeitar o seguinte artigo do CTN:

    Art. 149. Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.


    E) O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo somente pode ser alterado em virtude de recurso de ofício.

    Falso, por negar o seguinte artigo do CTN:

    Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de:

    I - impugnação do sujeito passivo;

    II - recurso de ofício;

    III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

     

    Gabarito do professor: Letra D.

  • A - Existem as seguintes modalidades de lançamento: de ofício, por declaração e por homologação.

    B - Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

           Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

    C -   Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

    D - CORRETA.

    E - Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de:

           I - impugnação do sujeito passivo;

           II - recurso de ofício;

           III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

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  • A - Existem as seguintes modalidades de lançamento: de ofício, por declaração e por homologação.

    B - Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

           Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

    C -   Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

    D - CORRETA.

    E - Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de:

           I - impugnação do sujeito passivo;

           II - recurso de ofício;

           III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

    Gostei

    (40)

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  • GABARITO: D

  • a) ERRADO: O lançamento tributário é atividade privativa da autoridade administrativa, todavia, o CTN permite a participação do sujeito passivo (contribuinte). O lançamento pode ser feito de 3 maneiras: a) de ofício ou direto; b) por declaração ou misto; e c) por homologação (também equivocadamente chamado de “autolançamento”).

    b) ERRADO: Art. 142, Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

    c) ERRADO: Art. 144. O lançamento reporta-se à data da ocorrência do fato gerador da obrigação e rege-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada.

    d) CERTO: Art. 149, Parágrafo único. A revisão do lançamento só pode ser iniciada enquanto não extinto o direito da Fazenda Pública.

    e) ERRADO: Art. 145. O lançamento regularmente notificado ao sujeito passivo só pode ser alterado em virtude de: I - impugnação do sujeito passivo; II - recurso de ofício; III - iniciativa de ofício da autoridade administrativa, nos casos previstos no artigo 149.

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  • Lançamento é atividade vinculada em 2 aspectos:

    Dever de lançar: princípio da indisponibilidade do interesse público. Autoridade administrativa tem o poder e o dever de realizar lançamento. Não há discricionariedade. O lançamento tributário é uma atividade administrativa vinculada, não havendo o que se falar em análise do mérito administrativo (oportunidade e conveniência)

    Competência da autoridade administrativa:  Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento. O juiz não pode alterar o lançamento, o máximo que pode fazer é anular o ato, em razão de alguma ilegalidade verificada no procedimento. 

    Há, contudo, uma situação peculiar. No processo trabalhista, o juiz após realizar o cálculo das contribuições previdenciárias (dos acordos que homologar e das sentenças condenatórias que proferir), notifica a União para se manifestar sobre os valores no prazo de 10 dias, sob pena de preclusão. Entende-se, nesse caso, que o juiz apenas participa do lançamento, cabendo ä União homologar os cálculos no prazo de 10 dias, se entender que estão corretos. Sendo, assim, haverá lançamento por homologação com a participação do Poder Judiciário.


ID
5357827
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre os direitos da personalidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Artigos do Código Civil:

    A) Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

    B) Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

    C) Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

    Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

    D) Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.

    E) Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

  • Direitos da personalidade = 4°Grau

    Direitos de imagem = 1°Grau

    art. 20, §ú e art. 12, §ú

  • Sobre o item B:

    Enunciado 04, JDC/CJF - O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral.

    Bons estudos!

  • ADENDO - Letra C

    Art.12, § único, cc - Direito de exigir que cesse ameaça/lesão a direito da personalidade do morto = parente até 4º grau em linha reta ou colateral

    #

     Art. 20, § único, cc - Proteção da imagem do morto ou ausente = CAD = cônjuge, ascendente ou descendente.

    LÓGICO: Qual se demonstra mais deletério? Evidente que a lesão aos direitos de personalidades como um todo →  por consectário, maior rol legitimados.

  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

    b) ERRADO: Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

    c) ERRADO: Art. 12, Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

    d) ERRADO: Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.

    e) CERTO: Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

  • gab. E

    Fonte: CC

    A É inválida, mesmo que com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte. ❌

    Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

    B Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária. ❌

    Art. 11. ... não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

    C Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer que se cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o terceiro grau. ❌

    Art. 12.

    Parágrafo único. ... até o quarto grau.

    moRTO → quaRTO

    D O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, exceto quando não houver intenção difamatória. ❌

    Art. 17... ainda quando não haja intenção difamatória.

    E Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

    Art. 15.

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

     

  • GAB. E

    Art. 15: Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

  • Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

    Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

    Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

    Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

    Para não confundir, que faço a seguinte distinção:

    • Direito gerais de personalidade interessam à família como um todo, logo, a legitimidade é ampla. Ex.: nome, que alcança até aquela tia distante ou aquele primo que você nem conhece direito.
    • Direitos de escritos, publicações e imagem são mais íntimos, logo, a legitimidade é restrita às pessoas mais próximas do morto. Ex.: livro publicado, que privou o autor do convívio com sua família mais próxima (CAD) enquanto escrevia. Não teria lógica aquela tia distante (que nem sabia a sua profissão) querer alguma coisa aqui.

  • Sobre os direitos da personalidade e com fulcro no Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

  • Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.

    Art. 12. Pode-se exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei.

    Parágrafo único. Em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau.

    Art. 13. Salvo por exigência médica, é defeso o ato de disposição do próprio corpo, quando importar diminuição permanente da integridade física, ou contrariar os bons costumes.

    Parágrafo único. O ato previsto neste artigo será admitido para fins de transplante, na forma estabelecida em lei especial.

    Art. 14. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte.

    Parágrafo único. O ato de disposição pode ser livremente revogado a qualquer tempo.

    Art. 15. Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica.

    Art. 16. Toda pessoa tem direito ao nome, nele compreendidos o prenome e o sobrenome.

    Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória.

    Art. 18. Sem autorização, não se pode usar o nome alheio em propaganda comercial.

    Art. 19. O pseudônimo adotado para atividades lícitas goza da proteção que se dá ao nome.

    Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

    Parágrafo único. Em se tratando de morto ou de ausente, são partes legítimas para requerer essa proteção o cônjuge, os ascendentes ou os descendentes.

    Art. 21. A vida privada da pessoa natural é inviolável, e o juiz, a requerimento do interessado, adotará as providências necessárias para impedir ou fazer cessar ato contrário a esta norma.

  • A questão é sobre direitos da personalidade.

    A) Dispõe o legislador, no art. 14 do CC, que “é válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte".

    Considera-se morte a cessação das atividades encefálicas, devendo a mesma ser atestada. Nesse sentido, temos o art. 3º da Lei 9.434: “A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina".

    O art. 4º da mesma lei adota o Princípio do Consenso Afirmativo, ao exigir o consentimento dos parentes do disponente: “A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte". 

    Acontece que esse ato de disposição gratuita do próprio corpo para após a morte é um ato personalíssimo. Diante disso, foi editado o Enunciado 277 do CJF: “O art. 14 do Código Civil, ao afirmar a validade da disposição gratuita do próprio corpo, com objetivo científico ou altruístico, para depois da morte, determinou que a manifestação expressa do doador de órgãos em vida prevalece sobre a vontade dos familiares, portanto, a aplicação do art. 4º da Lei n. 9.434/97 ficou restrita à hipótese de silêncio do potencial doador". Isso significa que, havendo divergência entre a vontade do disponente e de seus parentes, prevalecerá a primeira, aplicando-se o dispositivo legal apenas nas hipóteses de silêncio do potencial doador. Incorreta;


    B) De acordo com o art. 11 do CC, “com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária".


    De acordo com o STJ, “o exercício dos direitos da personalidade pode ser objeto de disposição voluntária, desde que não permanente nem geral, estando condicionado à prévia autorização do titular e devendo sua utilização estar de acordo com o contrato estabelecido entre as partes" (REsp 1.630.851/SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, 3.ª Turma, por unanimidade, julgado em 27.04.2017,DJe 22.06.2017). O acórdão refere-se à indenização pelo uso de mensagem de voz em gravação de saudação telefônica, já que a voz encontra proteção nos direitos da personalidade.

    Em relação ao tema, temos dois enunciados do CJF. Vejamos:

    Enunciado nº 4: “O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral".

    Enunciado nº 139: “Os direitos da personalidade podem sofrer limitações, ainda que não especificamente previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de direito de seu titular, contrariando a boa-fé objetiva e os bons costumes".

    Assim, a limitação voluntária não pode ser permanente e nem configurar abuso de direito, representando, desta maneira, exceção à suposta natureza absoluta de tais direitos (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1. p. 246). Incorreta;

     
    C) Diz o legislador, no parágrafo único do art. 12 do CC, que “em se tratando de morto, terá legitimação para requerer a medida prevista neste artigo o cônjuge sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau".

    Como a personalidade cessa com a morte (art. 6º do CC), Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald afirmam que o morto não tem direitos da personalidade. No § único do art. 12, o legislador reconhece aos familiares o direito de resguardar a memória da personalidade do morto, isso porque a violação à honra, à imagem, à sepultura de uma pessoa morta acaba por atingir indiretamente os seus parentes vivos. Por tal razão é que os lesados indiretos atuam em nome próprio, defendendo um interesse próprio, que consiste na defesa da personalidade de seus parentes falecidos (FARIAS, Cristiano Chaves; ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. Parte Geral e LINDB. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2015. v. 1. p. 169). Incorreta;


    D) Segundo o art. 17 do CC, “o nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja intenção difamatória".


    Este dispositivo protege tanto o nome das pessoas físicas, quanto das pessoas jurídicas. No mais, os elementos que compõe o nome encontram-se arrolados no art. 16 do CC.

    Alguns doutrinadores, entre eles o Flavio Tartuce e a Silmara Chinellato, consideram este dispositivo um retrocesso, pois ainda que não haja exposição da pessoa ao desprezo público, caberá a tutela do nome quando este for utilizado indevidamente (TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1. p. 288). Incorreta;


    E) A assertiva está em harmonia com o art. 15 do CC: “Ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica".

    Valoriza-se, aqui, os princípios da autonomia da vontade, da beneficência (atendimento ao paciente voltado aos seus interesses e ao bem-estar) e da não maleficência (o médico tem o dever de não causar danos intencionais ao paciente, bem como prevenir danos futuros). Temos, também, Princípio do Consentimento Informado: o médico tem o dever de alertar sobre os riscos e o paciente tem o direito de decidir se quer ou não realizar o tratamento.

    Vejamos o Enunciado 533 do CJF: “
    O paciente plenamente capaz poderá deliberar sobre todos os aspectos concernentes a tratamento médico que possa lhe causar risco de vida, seja imediato ou mediato, salvo as situações de emergência ou no curso de procedimentos médicos cirúrgicos que não possam ser interrompidos". Incorreta;

     



    Gabarito do Professor: LETRA E

  • Interessante mencionar:

    Embora o art. 11 do CC/2002 tenha a seguinte redação: "com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária", é entendimento do Enunciado 4 da I Jornada de Direito Civil do CJF que  "o exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que não seja permanente nem geral."

  • Sobre a letra B, marquei e errei, pois achei que se tratava de disposição. Porém, depois fui ler sobre, acho que há diferença de disposição e limitação

    O exercício dos direitos da personalidade pode ser objeto de disposição voluntária, desde que não permanente nem geral, estando condicionado à prévia autorização do titular e devendo sua utilização estar de acordo com o contrato estabelecido entre as partes (STJ, REsp 1.630.851-SP).

    Acredito que disponibilidade está atrelada mais ao livre arbítrio que a pessoa tem de dispor, sem que se configure violação (ex: BBB, direito de imagem)

    Caso mais alguém tenha ficado com a mesma dúvida....

    F: revisão pge


ID
5357830
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre a prescrição e decadência, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO C

    A) Prescreve em TRÊS anos a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias; art. 206, § 3º, II, do CC.

    B) É nula a renúncia a decadência fixada em lei, art. 209 do Código Civil.

    C) Prescreve em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

    D) Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação, Art. 211 do Código Civil.

    E) Prescreve em UM ano a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade. Art. 206, § 1º, V, do CC.

  • LETRA A: INCORRETA!

    Art. 206, § 3o do CC: Prescreve: Em três anos:

    II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;

    LETRA B: INCORRETA!

    Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.

    LETRA C: CORRETA!

    Art. 206, § 4o do CC: Prescreve: Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

    LETRA D: INCORRETA!

    Art. 211 do CC: Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.

    LETRA E: INCORRETA!

    Art. 206. Prescreve:

    § 1 o Em um ano:

    V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 206. Prescreve: § 3 o Em três anos: II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;

    b) ERRADO: Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.

    c) CERTO: Art. 206. Prescreve: § 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

    d) ERRADO: Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.

    e) ERRADO: Art. 206. Prescreve: § 1 o Em um ano: V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

  • PRESCRIÇÃO

    2 anos: Alimentos

    4 anos: Tutela

    1 ano: hospedagem + alimentos víveres; segurado contra segurador*; auxiliares da justiça = Emolumentos, custas e honorários; credores não pagos.

    5 anos: Dívidas Líquidas - Instrumento Público + Particular; profissionais liberais; vencedor contra vencido.

    3 anos: os demais - prazos importantes: Reparação civil; pretensão de aluguel; beneficiário contra o segurador*.

    *não confundir.

    A prescrição será de 10 anos quando a lei não fixar prazo

    LER ANTES DA PROVA E DEPOIS ME MANDA UM ABRAÇO, TMJ

  • REFORÇAR O ARTIGO APENAS PARA TER CERTEZA DE QUE NÃO ESQUECEREI!

    Art. 206, § 4o do CC: Prescreve: Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.

  • Prescreve em um ano a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. > A questão é sobre prescrição e decadência. 

    A) Diante da violação de um direito subjetivo, nasce para o particular uma pretensão, sujeita ao prazo dos arts. 205 ou 206 do CC, sendo o decurso dele necessário para que se consolidem os direitos e se estabilizem as relações sociais. A prescrição torna a obrigação desprovida de exigibilidade.

    Ela nada mais é do que a perda da pretensão, permanecendo incólume o direito, só que desprovido de proteção jurídica.

    De acordo com o art. 206, § 3º, II do CC, “prescreve: Em três anos: a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias". Incorreta;


    B) A
    decadência é a perda do direito potestativo, que decorre, também, da inércia do seu titular no período determinado em lei.

    Portanto, a decadência tem por objeto direitos potestativos, disponíveis ou indisponíveis, que conferem ao titular o poder de influir ou determinar mudanças na esfera jurídica de outra pessoa. Esta, por sua vez, encontra-se em estado de sujeição.

    Diz o legislador, no art. 209 do CC, que “é nula a renúncia à decadência fixada em lei". Conclui-se que a decadência legal não pode ser renunciada, mas a convencional sim. Incorreta;


    C) A assertiva está em harmonia com o art. 206, § 4º: “Prescreve: Em quatro anos: a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas".
    Correta;


    D) Dispõe o art. 211 do CC que “se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação".

    Temos a decadência legal (art. 178 do CC, por exemplo) e a decadência convencional, que decorre da vontade das partes (prazo de garantia estendido, por exemplo).

    De acordo com Cristiano Chaves e Nelson Rosenvald, decadência convencional é a perda de um direito reconhecido contratualmente e que não foi exercido no seu tempo e o melhor exemplo é o prazo de garantia estendida. Ressalte-se que, enquanto estiver fluindo a decadência convencional, não correrá a decadência legal. Exemplo: as partes estipulam um prazo para que se exerça o direito de arrependimento do negócio jurídico. Incorreta;


    E) Segundo o art. 206, § 1º, V do CC, “prescreve: em um ano:
    a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade". Incorreta;

    GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro. Parte Geral. 15. ed. São Paulo: Saraiva, 2017. v. 1.







    Gabarito do Professor: LETRA C


  • Tutela = QUATROtela.

  • A) Prescreve em um ano a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias. ---- -----PRESCREVE EM 3 ANOS!

    B) É válida a renúncia à decadência fixada em lei.

    É NULA renúncia à decadência fixada em lei.

    C) Prescreve em quatro anos a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas. CORRETA!

    D) Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer grau de jurisdição, podendo o juiz suprir a alegação.

    NÃO PODE O JUIZ SUPIR A ALEGAÇÃO, EM SE TRATANDO DE DECADÊNCIA LEGAL

    E) Prescreve em três anos a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.

    PRESCREVE EM 1 ANO!

  • Um hospedeiro segura víveres de auxiliares e peritos para liquidação

    Alimentwos

    Quatrutela

    Vencedor liberal bebe líquido 5x ao dia

    Três anos é o "resto" (foco em responsabilidade aquiliana)

    Se a lei não prevê prazo é de 10 anos (como no caso da responsabilidade contratual)


ID
5357833
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do ____________, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

Alternativas
Comentários
  • O conceito legal de poder de polícia encontra-se no art.  do  : "Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos".

  • GAB: B

    Justificativa da questão:

    As taxas cobradas pelos entes federados (a taxa de policia) tem por fato gerador o exercício regular do poder de policia, cuja fundamentação é o principio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, que permeia todo o direito público. Assim, o bem comum, o interesse público, o bem estar geral pode justificar a restrição ou o condicionamento do exercício de direitos individuais.

    ''Hely Lopes Meirelles descreve que o poder de polícia é a faculdade que dispõe a administração pública de condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades, e direitos individuais em benefício da coletividade ou do próprio Estado.

    A análise do conceito de poder de polícia pode ser em sentido amplo ou sentido estrito. Em sentido amplo, o poder de polícia é toda e qualquer ação restritiva imposta pelo Estado em detrimento ao direito individual. Logo, envolveria o Poder Legislativo e o Executivo de forma ampla.

    Em contrapartida, o sentido estrito considera apenas as atividades da Administração Pública: regulamentações e ações restritivas. Nesse caso a regulamentação seria apenas de normas secundárias, não envolvendo o Poder Legislativo.''

  • CF - Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: 

    II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia     ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; 

    • CUIDADO: A taxa de polícia deve sempre decorrer do efetivo exercício do poder de polícia, vedado  em relação a uma potencialidade. (# serviço público, que admite ambos ! )
  • GABARITO - B

    Poder de polícia - Particulares em geral

    Poder disciplinar - Servidores ou pessoas com vínculo com a administração.

  • Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do ____________, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

    b) poder de polícia

    GAB. LETRA "B".

    ----

    CTN.  Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

  • A questão exigiu conhecimento acerca dos Poderes Administrativos.

    A- Incorreta. “Poder discricionário é o conferido à administração para a prática de atos discricionários (e sua revogação), ou seja, é aquele em que o agente administrativo dispõe de uma razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, quanto ao seu motivo, e, sendo o caso, escolher, dentro dos limites legais, o seu conteúdo (objeto)“ (ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito Administrativo Descomplicado. 4 ed. São Paulo: Editora Método, 2009, p. 216).

    B- Correta. Art. 77, CTN: “As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

    C- Incorreta. “O denominado poder vinculado é aquele de que dispõe a administração para a prática de atos administrativos em que é mínima ou inexistente a sua liberdade de atuação, ou seja, é o poder de que ela se utiliza quando pratica atos vinculados. Em relação aos atos vinculados, não cabe à administração tecer considerações de oportunidade e conveniência, nem escolher seu conteúdo. O poder vinculado apenas possibilita à administração executar o ato vinculado nas estritas hipóteses legais, observando o conteúdo rigidamente estabelecido na lei.” (ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito Administrativo Descomplicado. 4 ed. São Paulo: Editora Método, 2009, p. 215).

    D- Incorreta. “O poder disciplinar (trata-se, a rigor, de um poder-dever) possibilita à administração pública: a) punir internamente as infrações funcionais de seus servidores; e b) punir infrações administrativas cometidas por particulares a ela ligados mediante algum vínculo jurídico específico (por exemplo, a punição pela administração de um particular que com ela tenha celebrado um contrato administrativo e descumpra as obrigações contratuais que assumiu).” (ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito Administrativo Descomplicado. 4 ed. São Paulo: Editora Método, 2009, p. 223).

    E- Incorreta. O poder regulamentar corresponde à possibilidade de o Chefe do Poder Executivo editar normas complementares à lei, nos termos do art. 84, IV da Constituição Federal: “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.”

    GABARITO DA MONITORA: “B”

  • Pensei em questionar o porquê de não ser poder vinculado, mas estava confundindo com tributo. Acredito então que, caso fale em cobrança de taxas: poder de polícia, e caso trate de cobrança de tributos: poder vinculado. Alguém confirma?
  • A questão indicada está relacionada com os Poderes da Administração Pública. 

    - Poder Normativo ou Poder Regulamentar: poder de expedir normas - atos gerais e abstratos.

    - Poder Hierárquico: atribuição conferida ao administrador público para organizar, distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. Trata-se de poder de se estruturar internamente. 
    - Poder Disciplinar: trata-se de atribuição de aplicar sanções aos que estão sujeitos à disciplina do ente estatal. 
    - Poder de Polícia: refere-se a função da Administração Pública de limitar ou disciplinar direitos, regulando a prática do ato ou a abstenção de fatos, em virtude do interesse da coletividade, com relação à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes e ao exercício das atividades econômicas, que dependem de concessão e de autorização, assim como, aos direitos individuais e coletivos, nos termos do artigo 78, do Código Tributário Nacional. 
    A) INCORRETA. Trata-se do poder, em que o administrador público está subordinado à lei, mas a lei confere margem de conveniência e de oportunidade. 



    B) CORRETA. O Poder de Polícia situa-se nas disposições do Código Tributário Nacional e o exercício desse poder, bem como, a prestação de serviços públicos uti singuli podem gerar a cobrança de taxa, que possui a previsão na Constituição Federal de 1988, mais precisamente, no artigo 145, Inciso II. 

    C) INCORRETA. O Poder Vinculado é aquele em que a lei cria o ato e estabelece todos os elementos do ato administrativo de maneira objetiva, ou seja, a lei já delimita a conduta a ser tomada. 

     

    D) INCORRETA. O Poder Disciplinar trata-se do poder de aplicar sanções aos que estão sujeitos à disciplina estatal. 

    E)
    INCORRETA. Poder Regulamentar pode ser entendido como o poder de expedir normas. 

    Gabarito do Professor: B) 


  • Poderes da Administração Pública: HI.PO.DI. DI.VI.NO Hierárquico - estrutura e organiza a Administração Pública; Polícia - Limitar, restringir e condicionar direitos individuais em prol da coletividade. Disciplinar - poder pelo qual a Administração Pública, apura e pune as condutas praticadas por aqueles que estão submetidos aos seus regimes (Concessionários, Permiss. ou mesmo os autorizatários, assim como os agentes pertencentes à própria ADM.) Vinculado - é a rigidez a que está submetido o administrador, não podendo atuar da forma como melhor lhe aprouver, deve seguir estritamente a atuação que preconizar a lei. Normativo - expedir atos normativos gerais e abstratos para garantia da fiel execução da lei, não podendo criar direitos e obrigações.
  • ATENÇÃO: O Estado pode cobrar TAXAS em razão de exercer o poder de polícia.

    Cuidado! Somente TAXAS. Não pode ser imposto, tarifa ou contribuição.

  • Mestranda em Direito e Inovação - UFJF, de Direito Administrativo

    A questão indicada está relacionada com os Poderes da Administração Pública. 

    - Poder Normativo ou Poder Regulamentar: poder de expedir normas - atos gerais e abstratos.

    - Poder Hierárquico: atribuição conferida ao administrador público para organizar, distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. Trata-se de poder de se estruturar internamente. 

    - Poder Disciplinar: trata-se de atribuição de aplicar sanções aos que estão sujeitos à disciplina do ente estatal. 

    - Poder de Polícia: refere-se a função da Administração Pública de limitar ou disciplinar direitos, regulando a prática do ato ou a abstenção de fatos, em virtude do interesse da coletividade, com relação à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes e ao exercício das atividades econômicas, que dependem de concessão e de autorização, assim como, aos direitos individuais e coletivos, nos termos do artigo 78, do Código Tributário Nacional. 

    A) INCORRETA. Trata-se do poder, em que o administrador público está subordinado à lei, mas a lei confere margem de conveniência e de oportunidade. 

    B) CORRETA. O Poder de Polícia situa-se nas disposições do Código Tributário Nacional e o exercício desse poder, bem como, a prestação de serviços públicos uti singuli podem gerar a cobrança de taxa, que possui a previsão na Constituição Federal de 1988, mais precisamente, no artigo 145, Inciso II. 

    C) INCORRETA. O Poder Vinculado é aquele em que a lei cria o ato e estabelece todos os elementos do ato administrativo de maneira objetiva, ou seja, a lei já delimita a conduta a ser tomada. 

     

    D) INCORRETA. O Poder Disciplinar trata-se do poder de aplicar sanções aos que estão sujeitos à disciplina estatal. 

    E) INCORRETA. Poder Regulamentar pode ser entendido como o poder de expedir normas. 

    Gabarito do Professor: B) 


ID
5357836
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta os cinco requisitos dos atos administrativos.

Alternativas
Comentários
  • É o famoso CO FI FO M OB

    Competência;

    Finalidade;

    Forma;

    Motivo;

    Objeto

  • Assertiva D

    Como Fio fo

    Competência, finalidade, forma, motivo e objeto

  • FF.COM - Finalidade, Forma, Competência, Objeto e Motivo.

  • ✅Letra D.

    Elementos dos atos administrativos = Competência, forma, finalidade, motivo e objeto.

    Atributos dos atos administrativos = Presunção de legitimidade, tipicidade, imperatividade, autoexecutoriedade e coercibilidade.

    Princípios expressos da administração Pública = Legalidade, impessoalidade, eficiência, publicidade e moralidade.

    Fonte: Baseada nas aulas do Estratégia Concursos. BONS ESTUDOS!!! ❤️✍

  • Famoso COMO FIOFO

    Competência, Motivo, Finalidade, Objeto e Forma

  • Lembrando:

    São discricionários:

    Motivo

    Objeto

    Permitem convalidação: FO/CO

    Forma

    Competência

  • WTF ? Em pleno 2021? haha

  • Assinale a alternativa que apresenta os cinco requisitos dos atos administrativos.

    d) Competência, finalidade, forma, motivo e objeto.

    GAB. LETRA "D".

    ----

    COmo FIcar FORtão? [vinculados]

    - ÓBvio, Musculação. [discricionários]

  • Co Fi Fo Mo Ob competência, Finalidade, Forma, Motivo e Objeto.
  • a banca ainda colocou na ordem :D *___*

  • Lembrando:

    São discricionários:

    Motivo

    Objeto

    Permitem convalidação: FO/CO

    Forma

    Competência

  • Santa decoberaba, Batman! Essa até minha avó acertaria.

  • A questão exigiu conhecimento acerca dos atos administrativos.

    A- Incorreta. Tipicidade não é requisito dos atos administrativos, mas sim um atributo ou característica dos atos administrativos.

    B- Incorreta. Agilidade não é requisito dos atos administrativos.

    C- Incorreta. Moralidade não é requisito dos atos administrativos, mas sim um princípio administrativo:

    Art. 37, CF/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]”.    

    D- Correta. De acordo com Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino:

    “A doutrina administrativista, com base na lei que regula a ação popular (Lei 4.717/1965), costuma apontar cinco assim chamados requisitos ou elementos dos atos administrativos: COmpetência, FInalidade, FORma, MOtivo e OBjeto”. (ALEXANDRINO, M.; PAULO, V. Direito Constitucional Descomplicado. 4 ed. São Paulo: Editora Método, 2009, p. 442).

    E- Incorreta. Publicidade não é requisito dos atos administrativos, mas sim um princípio administrativo:

    Art. 37, CF/88: “A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]”.    

    GABARITO DA MONITORA: “D”

  • COFIFOMOB

  • em 2021 ainda perguntam isso

  • GAB.: D.

    Pra quem assiste às aulas do Thallius, basta lembrar: COFIFOMOB.

    Competência;

    Finalidade (sempre o interesse público);

    Forma;

    Motivo (difere de motivação);

    Objeto.

    * A FALTA DE UM ELEMENTO CONSTITUI NULIDADE DO ATO

  • E eu achando que na MINHA prova do instituto AOCP irei ter isso..... Boba demais kkkk

  • Que sonho de questão, não me acorde.

    Não confundir elementos ou requisitos do ato com o LIMPE (princípios).

  • O golpe tá ái

  • Errou essa na prova, amigo? Lamento, perdeu 500 posições.

  • Quanto aos ELEMENTOS dos atos administrativos COMO-FI-O-FO

    Competência;

    Motivo;

    Finalidade;

    Objeto;

    FOrma.

    Gab: B

  • CO FI FO M OB

  • Minha contribuição.

    Requisitos / Elementos do ato administrativo

    CO FI FO M OB

    Competência: a Administração faz porque pode.

    Finalidade: para que a Administração faz.

    Forma: como a Administração faz.

    Motivo: porque a Administração faz.

    Objeto: o quê a Administração faz.

    Fonte: QC

    Abraço!!!

  • equisitos / Elementos do ato administrativo

    CO FI FO M OB

    Competência: a Administração faz porque pode.

    Finalidade: para que a Administração faz.

    Forma: como a Administração faz.

    Motivo: porque a Administração faz.

    Objeto: o quê a Administração faz.


ID
5357839
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Sobre a vigência e a aplicação da lei no tempo e no espaço, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • SeLETRA A: INCORRETA!

    Art. 6º da LINDB: A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

    LETRA B: INCORRETA!

    § 1o do Art. 1º da LINDB: Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.

    LETRA C: CORRETA!

    § 2o do Art. 1º da LINDB: A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

    LETRA B: INCORRETA!

    § 4o do Art. 1º da LINDB: As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

  • A- A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

    B- Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, inicia-se 3 meses depois de oficialmente publicada.

    CC- A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

    D- Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

    E - As correções a texto de lei já em vigor se consideram lei nova.

  • Gabarito C.

    A questão trata da LINDB. Os primeiros artigos da referida lei são importantes, pois caem muito nas provas.

    O Projeto de Lei 2963/19 facilita a compra, a posse e o arrendamento de propriedades rurais no Brasil por pessoas físicas ou empresas estrangeiras. Uma afronta á soberania e à segurança alimentar dos brasileiros.

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.

    b) ERRADO: Art. 1º, § 1o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.

    c) CERTO: Art. 2º, § 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

    d) ERRADO: Art. 2º, § 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

    e) ERRADO: Art. 1º, § 4o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

  • A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. a) a lei nova: ou seja, lei que entrou em vigor após (depois) de uma lei já existente. b) disposições gerais: regula toda uma matéria, exemplo: código civil, código de processo civil, código penal. c) disposições especial: a lei regulamenta apenas uma parte do "assunto" ou matéria - como o Estatuto do idoso, da pessoa com deficiência e a lei de prisão temporária. d) a par: ao lado, do lado, no mesmo passo, ou seja, tanto a geral quanto a especial existirão no mesmo tempo e espaço. e) não revoga: não deixa de existir no mundo jurídico - a revogação (retirar a lei do mundo jurídico) pode ser "derrogação" (revogação parcial) ou "ab-rogação"- (revogação total)
  • Art. 1  Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.

    § 1 Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. 

    § 3  Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação.

    § 4  As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova.

    Art. 2  Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue.

    § 1  A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior.

    § 2  A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior.

    § 3  Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.

    Art. 3  Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.

    Art. 4  Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

    Art. 5  Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.

    Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada.                 

    § 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou.                    

    § 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por êle, possa exercer, como aquêles cujo comêço do exercício tenha têrmo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.                    

    § 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.    

  • Letra C

    A Lei em vigor terá efeito mediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. - não é imediato;

    Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, inicia-se sessenta dias depois de oficialmente publicada - 3 meses

    Salvo disposição em contrário, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência - não restaura de forma automática.

    As correções a texto de lei já em vigor não se consideram lei nova - consideram.

    seja forte e corajosa.

  • GABARITO C

    Acrescentando:

    É preciso observar alguns detalhes importantes nesse dispositivo:

    Enquanto o prazo para vigência no Brasil é de 45 dias, o prazo para vigência em Estados estrangeiras é contado em meses (3 meses), portanto estaria incorreta uma assertiva que dissesse ser 90 (noventa) dias tal prazo.

    ATENÇÃO: esse prazo se aplica para LEIS, não sendo possível entender que tal período também se aplica a decretos ou regulamentos, por exemplo!

    O Brasil adota o princípio da vigência sincrônica/única, de modo que os prazos são, em regra, uniformes para todo o país; (obs: nada impede que determinada lei estabeleça prazo de vigência progressivo, diferenciado de acordo com a região, estado ou ente federado).

    O período entre a publicação da norma e a sua vigência é conhecido como Vacatio Legis”. Convém registrar, todavia, que o vacatio não é de observância obrigatória nas leis. É possível que uma lei estabeleça a vigência imediata da norma, conforme disciplina a Lei Complementar nº 95/1998, em seu art. 8º, vejamos: “A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a cláusula "entra em vigor na data de sua publicação" para as leis de pequena repercussão”. Há também hipóteses em que a norma, por previsão legal expressa, possui prazo próprio, como no caso das contribuições sociais para o custeio da seguridade social (195, § 6º);

    Outras questões:

    (Cartório TJAM 2018 IESES) Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país noventa dias depois de oficialmente publicada (ERRADO)

    (Juiz do Trabalho TRT 16 2015) A obrigatoriedade da lei surge a partir da sua publicação oficial, o que implica, salvo disposição em contrário, na sua vigência e vigor imediatos, tanto no âmbito nacional quanto no âmbito internacional. (ERRADO)

    (Técnico Judiciário – Área Administrativa STJ 2018 CESPE) O prazo de vacatio legis se aplica às leis, aos decretos e aos regulamentos. (ERRADO)

    Fonte: DOD.

  • A questão é sobre a LINDB – Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei nº 4.657/42).

    Dispõe o caput do art. 6º que “a Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada".

    A) Há, pois, duas soluções para tratarmos das relações jurídicas formadas durante a vigência da lei anterior: as disposições transitórias previstas na própria lei nova, que irão tratar dos eventuais conflitos entre a lei antiga e a lei nova; e o princípio da irretroatividade da lei, de maneira que a nova lei não atinja fatos pretéritos, mas, apenas, os futuros. O fato é que, de acordo com o art. 6º da LINDB, a nova lei produzirá imediatamente os seus efeitos, mas deverá respeitar o ato jurídico perfeito, a coisa julgada e o direito adquirido. Ela atingirá, apenas, os fatos pendentes e os futuros. Incorreta;


    B) O projeto de lei é votado pelo Legislativo. Alcançando-se o quórum necessário, passa-se a sanção, ato a ser praticado pelo Chefe do Executivo. Depois, vem a promulgação, que nada mais é do que um atestado da existência válida da lei e de sua executoriedade, apesar de ainda não estar em vigor e não ser eficaz. Em seguida, temos a publicação e, finalmente, chega o momento em que ela entra em vigor.


    Caso o legislador seja omisso quanto ao momento em que a lei entrará em vigor, aplicaremos o caput art. 1º da LINDB, no sentido de que entrará em vigor 45 dias após a sua publicação. Nada impede que ela entre em vigor na data de sua publicação, bastando que haja previsão nesse sentido.

    De acordo com o §1º do art. 1º, “nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada".

    Por fim, não custa lembrar que "vacatio legis" é o período que vai da publicação da lei até o momento em que ela entra em vigor. Incorreta;


    C) A assertiva está em harmonia com o art. 2º, § 2º: “A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior". Portanto, é perfeitamente possível a coexistência de normas de caráter geral e de caráter especial. Exemplo: Lei dos Alimentos Gravídicos (Lei nº 11.804/2008), que não revogou a parte do CC referente aos alimentos (arts. 1.694 a 1.710), mas, apenas, complementou. Correta;



    D) Diz o legislador, no art. 2º § 3º, que “salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência". Assim, nosso ordenamento não admite a repristinação. Caso a Lei A seja revogada pela Lei B e, posteriormente, surja a Lei C revogando a Lei B, não voltará a viger a Lei A. Incorreta;


    E) Prevê o legislador, no art. 1º, § 4º, que “as correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova". Assim,
    tendo a lei já entrado em vigor, as correções serão consideradas lei nova, tornando-se obrigatória, após a "vacatio legis". Incorreta;


    TARTUCE, Flavio. Direito Civil. Lei de Introdução e Parte Geral. 15. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019. v. 1.






    Gabarito do Professor: LETRA C

  • artigo 1º, parágrafo quarto da LINDB==="As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova".


ID
5357842
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Sobre os bens públicos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: A

    CC/02 Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.

  • A) correta. Art. 98. São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.

    B) incorreta. Art. 100. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.

    C) incorreta. Art. 103. O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.

    D) incorreta. Art. 102. Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

    e) incorreta. Art. 101. Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

    PARA LEMBRAR:

    Art. 99. São bens públicos:

    I - os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas, ruas e praças;

    II - os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias;

    III - os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

    Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.

  • A questão exigiu conhecimento acerca dos bens públicos.

    A- Correta. Art. 98 do CC/02: “São públicos os bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; todos os outros são particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.

    B- Incorreta. Art. 100 do CC/02: “Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis, enquanto conservarem a sua qualificação, na forma que a lei determinar.

    C- Incorreta. Art. 103 do CC/02: “O uso comum dos bens públicos pode ser gratuito ou retribuído, conforme for estabelecido legalmente pela entidade a cuja administração pertencerem.

    D- Incorreta. Art. 102 do CC/02: “Os bens públicos não estão sujeitos a usucapião.

    E- Incorreta. Art. 101 do CC/02: “Os bens públicos dominicais podem ser alienados, observadas as exigências da lei.

    GABARITO DA MONITORA: “A”

  • Bens públicos de uso comum --- inalienáveis, enquanto afetados.

    Bens públicos de uso especial --- inalienáveis, enquanto afetados.

    Bens públicos dominicais --- Alienáveis, mediante autorização legal.

    Não confunda USUCAPIÃO COM ALIENAÇÃO:

    Os bens dominiais, os bens públicos de uso comum do povo e os bens de uso especial não são suscetíveis de aquisição por usucapião.

    Gabarito: letra A

    A vontade não permite indisciplina.


ID
5357845
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No que tange à execução do contrato administrativo, presente na Lei nº 8.666/1993, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • E

    Art. 74.  Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos:

    I - gêneros perecíveis e alimentação preparada;

    II - serviços profissionais;

    III - obras e serviços de valor até o previsto no art. 23, inciso II, alínea "a", desta Lei, desde que não se componham de aparelhos, equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade.

    Parágrafo único.  Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo.

  • B

    O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de erro grosseiro (sua culpa ) ou dolo na execução do contrato.

  • A) Art. 72 da Lei 8.666/1993: O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela Administração.

    Art. 122 da Lei 14.133/2021: Na execução do contrato e sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, o contratado poderá subcontratar partes da obra, do serviço ou do fornecimento até o limite autorizado, em cada caso, pela Administração.

    B) Art. 70 da Lei 8.666/1993: O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.

    Art. 120 da Lei 14.133/2021: O contratado será responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros em razão da execução do contrato, e não excluirá nem reduzirá essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo contratante.

    C) Art. 73, I, a da Lei 8.666/1993: provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado.

    Art. 140, I, a da Lei 14.133/2021: provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo detalhado, quando verificado o cumprimento das exigências de caráter técnico.

    D) Art. 71, §2º da Lei 8.666/93: A Administração responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991.

    Art. 121 da Lei 14.133/2021: Somente o contratado será responsável pelos encargos trabalhistas, previdenciários, fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato.

    (...)

    §2º Exclusivamente nas contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra, a Administração responderá solidariamente pelos encargos previdenciários e subsidiariamente pelos encargos trabalhistas se comprovada falha na fiscalização do cumprimento das obrigações do contratado.

    E) Art. 74 da Lei 8.666/93: Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos:

    I - gêneros perecíveis e alimentação preparada;

    (...)

    Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo.

  • Em relação ao item b)

     Art. 70, Lei 8.666/93. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.

  • gab. E

    Sobre a 'B' quer nos confundir com a responsabilidade pessoal do agente público.

    LINDB

    Art. 28. O agente público responderá pessoalmente por suas decisões ou opiniões técnicas em caso de dolo ou erro grosseiro.

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela Administração.

    b) ERRADO: Art. 70. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.

    c) ERRADO: Art. 73. Executado o contrato, o seu objeto será recebido: I - em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado;

    d) ERRADO: Art. 71, § 2o A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.       

    e) CERTO: Art. 74. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I - gêneros perecíveis e alimentação preparada; Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo.

  • A questão exigiu conhecimento acerca da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos)

    A- Incorreta. Art. 72 da Lei 8.666/93: “O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela Administração.”

    B- Incorreta. Art. 70 da Lei 8.666/93: “O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.”

    C- Incorreta. Art. 73 da Lei 8.666/93: “Executado o contrato, o seu objeto será recebido: I - em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente, pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização, mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado.”

    D- Incorreta. Art. 71, § 2º da Lei 8.666/93: “A Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato, nos termos do art. 31 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991.”      

    E- Correta. Art. 74 da Lei 8.666/93: “Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I - gêneros perecíveis e alimentação preparada. [...]. Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo.”

    GABARITO DA MONITORA: “E”

  • E- Correta. Art. 74 da Lei 8.666/93: “Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I - gêneros perecíveis e alimentação preparada. [...]. Parágrafo único. Nos casos deste artigo, o recebimento será feito mediante recibo.”

    GABARITO DA MONITORA: “E”

  • A questão indicada está relacionada com o contrato administrativo.

     

    A)    INCORRETA. Com base no artigo 72, da Lei nº 8666 de 1993, o contratado poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento até o limite admitido em cada caso, pela Administração Pública.

    Na alternativa A) foi informado que o contratado não pode subcontratar partes da obra, logo, a alternativa está incorreta.



    B) INCORRETA. Com base no artigo 70, da Lei nº 8.666 de 1993, o contratado é responsável pelos danos causados de forma direta à Administração Pública ou a terceiros, em virtude de sua culpa ou dolo na execução do contrato.


    Na alternativa B) foi informado que o contratado é responsável pelos danos causados decorrentes de erro grosseiro ou dolo na execução do contrato, logo, a alternativa está incorreta, pois no artigo 70 não está indicado o erro grosseiro.



    C) INCORRETA. De acordo com o artigo 73, Inciso I, alínea a), da Lei nº 8.666 de 1993, executado o contrato, o seu objeto será recebido nos casos de obras e de serviços, de forma provisória, “(...) pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização mediante termo circunstanciado, assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado".


    D) INCORRETA. De acordo com o artigo 71, § 2º, da Lei nº 8.666 de 1993, a “Administração Pública responde solidariamente com o contratado pelos encargos previdenciários resultantes da execução do contrato,  nos termos do art. 31, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991".




    E) CORRETACom base no artigo 74, Parágrafo único, da Lei nº 8.666 de 1993, o recebimento de gêneros perecíveis e alimentação preparada será realizado mediante recibo.


     

    Gabarito do Professor: E) 

  • Responsabilidade Solidária: pode cobrar de 1 OU de outro ao mesmo tempo.

    Responsabilidade Subsidiária: suBsidiária - Beneficio de ordem dos credores

  • Então se o contratado cometer "erro grosseiro" ele não será responsável ? Dá pra interpretar que a B também está correta.


ID
5357848
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Legislação Federal
Assuntos

Eduardo intenciona obter algumas informações junto ao Poder Público, por isso quer saber quais são os limites de atuação desses poderes no momento do fornecimento das mencionadas informações. Considerando a Lei nº 12.527/2011, que dispõe sobre o acesso à informação, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GAB. LETRA D

    A) Art. 21. No caso de negativa de acesso à informação ou de não fornecimento das razões da negativa do acesso, poderá o requerente apresentar recurso no prazo de dez dias, contado da ciência da decisão, à autoridade hierarquicamente superior à que adotou a decisão, que deverá apreciá-lo no prazo de cinco dias, contado da sua apresentação.

    B) Art. 14. São vedadas exigências relativas aos motivos do pedido de acesso à informação.

    C) Art. 41. As informações sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de classificação em qualquer grau de sigilo nem ter seu acesso negado.

    D) GAB.✅

    E) Art. 21. No caso de negativa de acesso à informação ou de não fornecimento das razões da negativa do acesso, poderá o requerente apresentar recurso no prazo de dez dias, contado da ciência da decisão, à autoridade hierarquicamente superior à que adotou a decisão, que deverá apreciá-lo no prazo de cinco dias, contado da sua apresentação.

  • Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada.

    § 1º Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes:

    I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos;

    II - secreta: 15 (quinze) anos; e

    III - reservada: 5 (cinco) anos.

  • GAB D)

    a) Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência.

    Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.

    ________________

    b) Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de acesso a informações aos órgãos e entidades referidos no art. 1º desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a identificação do requerente e a especificação da informação requerida.

    § 3º São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos determinantes da solicitação de informações de interesse público.

    _________________

    c) Art. 21. Não poderá ser negado acesso à informação necessária à tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais.

    Parágrafo único. As informações ou documentos que versem sobre condutas que impliquem violação dos direitos humanos praticada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não poderão ser objeto de restrição de acesso.

    __________________

    d) Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públicas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como ultrassecreta, secreta ou reservada.

    § 1º Os prazos máximos de restrição de acesso à informação, conforme a classificação prevista no caput, vigoram a partir da data de sua produção e são os seguintes:

    I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos;

    _________________

    e) Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou às razões da negativa do acesso, poderá o interessado interpor recurso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua ciência.

    Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, que deverá se manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.

    fonte: Lei nº 12.527/2011


ID
5357851
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Quanto à nacionalidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A questão exige conhecimento acerca da nacionalidade e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) São brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente.

    Errado. A banca trouxe, na verdade, hipótese de brasileiro nato (e não naturalizado), nos termos do art. 12, I, "c", CF: Art. 12. São brasileiros: I - natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;     

    b) É privativo de brasileiro nato o cargo de Vice-Presidente do Senado Federal.

    Errado. Na verdade, o cargo que é privativo de brasileiro nato é o de Presidente do Senado Federal (SF) e não do Vice-Presidente do SF, nos termos do art. 12, §3º, III, CF: Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: III - de Presidente do Senado Federal;

    c) Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 12, § 4º, I, CF: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    d) Brasileiros natos não podem perder a nacionalidade.

    Errado. Brasileiros natos podem, sim, perder a nacionalidade, nos termos do art. 12, § 4º, II, CF (vide item "e"). Sobre o tema, leciona Pedro Lenza: "(...) perderá a nacionalidade (e aqui a terminologia utilizada é nacionalidade, e não naturalização) o brasileiro nato ou naturalizado que, voluntariamente adquirir outra nacionalidade."

    e) Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território.

    Errado. A banca trocou o termo "ainda" por "salvo", nos termos do art. 12, § 4º, "b", CF: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:   b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;  

    Gabarito: C

    Fonte: LENZA, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 22.ed. São Paulo: Saraiva, 2018.

  • CF/88 - Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalizaçãopor sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional (Não fala no trânsito em julgado)

    Mas, o art. 15º refere:

    Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado

  • GABARITO: C

    a) ERRADO: Art. 12. São brasileiros: I - natos: c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;    

    b) ERRADO: Art. 12, § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos: III - de Presidente do Senado Federal;

    c) CERTO: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    d) ERRADO: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: 

    e) ERRADO: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 

  • "Os direitos de nacionalidade – originária ou derivada – de que cuida o art. 12 são considerados direitos individuais. A nacionalidade, como se sabe, é o vínculo jurídico que liga um indivíduo a determinado Estado, gerando para ele direitos e deveres em face desse Estado. De fato, o Estado tem deveres para com seus nacionais, que, no caso do Brasil, incluem a impossibilidade de penas de banimento (art. 5º, XLVII, d) e, para os brasileiros natos, a proibição de extradição (art. 5º, LI).

    Como regra, entende-se que o nacional tem sempre o direito de permanecer no território do seu país, o que, a rigor, não é uma garantia assegurada de forma absoluta aos estrangeiros, mesmo àqueles que estejam em situação regular no país. A Lei no 13.445/17, regulamentada pelo Decreto no 9.199/17, estabelece, no plano interno e infraconstitucional, os direitos assegurados aos estrangeiros no país.

    Por isso mesmo, a nacionalidade é considerada um direito humano, e a Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas (Decreto Legislativo nº 38/1995 e Decreto nº 4.246/2002) tenta assegurar direitos mínimos a esses indivíduos que, por força de uma combinação infeliz dos critérios de nacionalidade previstos pelos países onde nasceram e dos quais seus pais são originários, acabaram não recebendo a incidência de qualquer norma que lhes garanta uma nacionalidade.

    O art. 12 da Constituição de 1988 prevê os critérios adotados para atribuição da nacionalidade brasileira e, em boa medida, é possível dizer que eles se estruturam para evitar a apatridia daqueles indivíduos que tenham vínculos com o Brasil. Assim, embora a regra geral seja a do ius solis (art. 12, I, a), isto é, serão nacionais aqueles nascidos no Brasil (salvo se estiverem a serviço do seu país), a Constituição prevê vários outros critérios que utilizam o parâmetro do ius sanguinis, isto é, a vinculação a pais brasileiros, independentemente do lugar do nascimento."

    (Professora Titular de Direito Constitucional da Faculdade de Direito da UERJ. Mestre e Doutora em Direito Público pela UERJ e Pós-doutora pela Universidade de Harvard.)

  • Privativos de nato:

    MP3.COM

    MP3 (M + 3 Ps)

    • Ministro do Supremo Tribunal Federal;
    • Presidente e Vice-Presidente da República;
    • Presidente da Câmara dos Deputados;
    • Presidente do Senado Federal;

    COM 

    Carreira diplomática;

    Oficial das Forças Armadas.

    Ministro de Estado da Defesa

  • Caí na pegadinha da letra D... No entanto, é verdade. Se o brasileiro nato adquirir outra nacionalidade voluntariamente ele perderá a nacionalidade brasileira. GABARITO: C
  • Perda da Nacionalidade:

    Ambos os Brasileiros (Nato e Naturalizado) - na hipótese de adquirir VOLUNTARIAMENTE outra nacionalidade;

    Brasileiro Naturalizado - na hipótese de ter cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    Gabarito C)

  • Brasileiro nato pode perder a nacionalidade caso pratique atividade nociva ao interesse nacional.

    Ademais, pode ser extraditado, via exceção, caso perda a nacionalidade (BR nato) e venha a cometer crime aqui no Brasil.

    OBS: STF entende que o retorno da nacionalidade depende do que o cabra era antes. Se nato, volta a ser nato, se naturalizado, volta a ser naturalizado.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre nacionalidade. 

    A- Incorreta. Trata-se, nesse caso, de brasileiro nato. Art. 12, CRFB/88: "São brasileiros: I - natos: (...) c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente ou venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira; (...)".

    B- Incorreta. O cargo privativo de brasileiro não é o de vice-presidente, não o de Presidente. Art. 12, § 3º, CRFB/88: " São privativos de brasileiro nato os cargos: (...) III - de Presidente do Senado Federal; (...)".

    C- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 14, § 4º: "Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; (...)".

    D- Incorreta. É possível a perda da nacionalidade brasileira em virtude da aquisição de outra, ressalvadas as exceções dispostas na Constituição. Art. 14, § 4º, CRFB/88: "Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: (...) II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis”.

    E- Incorreta. Trata-se de um dos casos dispostos na Constituição em que não há perda da nacionalidade. Art. 14, § 4º, CRFB/88: "Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: (...) II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (...) b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis”.

    O gabarito da questão é, portanto, a alternativa C.

  • Perda da nacionalidade

    ⇒ Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

    I - Tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    *Obs: a única forma de se readquirir a nacionalidade é por meio da ação rescisória; não será possível um novo procedimento administrativo de naturalização. 

    II - Adquirir outra nacionalidade, de forma voluntária →  aplicável para natos ou naturalizados.

    Exceções:         

    a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;              

    b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;       

  • Analisando melhor a letra B, pode-se trazer uma discussão interessante, pois caso o Presidente fique impedido por algum motivo para exercer o cargo, ou precise se afastar/ausentar, quem assumiria seria o vice, procede? então, a partir dessa análise, o cargo de vice seria necessário ser preenchido por brasileiro nato. Há alguma legislação que alguém tenha encontrado a respeito desse ponto?

  • GABARITO C

    Perda da nacionalidade:

    Cancelamento de naturalização (art.12, §4º, I): O cancelamento de naturalização será determinado por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    Aquisição de outra nacionalidade (art.12, §4º, II);

    Art. 12. (...)

    §4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

    I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:

    a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;

    b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;

  • A - São brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente.

    Natos

    B - É privativo de brasileiro nato o cargo de Vice-Presidente do Senado Federal.

    Naturalizado também

    C - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    D - Brasileiros natos não podem perder a nacionalidade.

    Salvo - se adquirir outra nacionalidade voluntariamente

    E - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território.

    Se houver imposição, não perderá

  • Vamos lá, se o cargo de presidente do senado e da Câmara dos Deputados precisam ser de brasileiros natos, por qual motivo seus vices não precisão ser ? ou melhor não estaria esses ocupando cargos de vocação sucessória ?

  • GAB-C

     tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:         

    a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;        

    b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis;  

  • questão mal feita!

  • Lembrando que agora o macete não é mais MP3.COM e sim MP5.COM

    tem questões incluindo PRESIDENTE do CNJ e do TSE. Isto porque, EM AMBOS OS CASOS OS CARGOS SÃO OCUPADOS PELO PRESIDENTE DO SUPREMO FEDERAL.

    Então se cair na prova que é privativo de nato os cargos de presidente do CNJ e do TSE, ta correta, haja vista que tal cargo é ocupado pelo presidente do STF.

    Bons estudos!

  • Discordo do gabarito... O brasileiro nato pode sim perder a nacionalidade... Dias atrás eu até assisti uma reportagem de um brasileiro nato que perdeu a nacionalidade em decorrência de ter adquirido outra nacionalidade, aí ele cometeu crime nos EUA e pelo fato de não ser bobo está tentando reverter a perda...

    Tem até uma PEC a respeito disso tramitando, tentando mudar isso... (tenho que ler depois para saber em que pé está... Alguém sabe?)

    https://www.conjur.com.br/2021-jun-15/senado-aprova-pec-dificulta-perda-nacionalidade-brasileira

    Art. 12, §4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

    I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:

    a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;

    b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. 

    • Presidente e Vice-Presidente da República devem ser brasileiros natos.

    São brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente. ESSA OPÇÃO DEVE SER APÓS ATINGIDA A MAIORIDADE.

  • a)São brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro, desde que sejam registrados em repartição brasileira competente.

    os que adquirirem dessa forma serão NATOS!

    b)É privativo de brasileiro nato o cargo de Vice-Presidente do Senado Federal.

    Somente Presidente do Senado, até pq se fosse vice, estaria taxado na lei como o caso do PR da República.

    c)Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional.

    correto, lembrando que é o naturalizado.

    d)Brasileiros natos não podem perder a nacionalidade.

    há uma única forma do nato perdê-la, adquirindo outra nacionalidade

    e)Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, ainda que por imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território. 

    errado.

  • LETRA D: Realmente tem fundamento a questão está errada, brasileiro nato pode deixar de ser nato, no caso de requisição voluntária de outra nacionalidade, no ato de concessão abre mão da nacionalidade brasileira, sendo permitido sua extradição, caso julgado pelo STF.

  • GABARITO C)

     12, § 4º, I, CF: Art. 12, § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

    Todo esforço é recompensado, não desistir e ter paciência é parte do processo.

  • A B ESTA CORRETA!


ID
5357854
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
Assuntos

No que tange à ordem dos processos no Tribunal, constante no Código de Processo Civil de 2015, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • gab. A

    Fonte: CPC

    A

    A Lavrado o acórdão, sua ementa será publicada no órgão oficial no prazo de dez dias.

    §2º do art. 943

    B O agravo de instrumento será julgado após a apelação interposta no mesmo processo. ❌

    Art. 946. O AI será julgado antes da apelação interposta no mesmo processo.

    C Os julgadores que já tiverem votado não poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento. ❌

    Art. 942. § 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento.

    D O voto vencido será necessariamente declarado, porém não será considerado parte integrante do acórdão. ❌

    Art. 941. § 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.

    E É permitido a qualquer advogado realizar sustentação oral por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que o requeira no prazo de cinco dias antes ao da sessão. ❌

    Art. 937. § 4º. É permitido ao advogado com domicílio profissional em cidade diversa daquela onde está sediado o tribunal realizar sustentação oral por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que o requeira até o dia anterior ao da sessão.

    A cada dia produtivo, um degrau subido. HCCB ®

    CONSTÂNCIA!!

  • Em tempos de COVID a questão ficou complexa... De toda forma, o prazo estava errado!

  • GABARITO: A

    a) CERTO: Art. 943, § 2º Lavrado o acórdão, sua ementa será publicada no órgão oficial no prazo de 10 (dez) dias.

    b) ERRADO: Art. 946. O agravo de instrumento será julgado antes da apelação interposta no mesmo processo.

    c) ERRADO: Art. 942, § 2º Os julgadores que já tiverem votado poderão rever seus votos por ocasião do prosseguimento do julgamento.

    d) ERRADO: Art. 941, § 3º O voto vencido será necessariamente declarado e considerado parte integrante do acórdão para todos os fins legais, inclusive de pré-questionamento.

    e) ERRADO: Art. 937, § 4º É permitido ao advogado com domicílio profissional em cidade diversa daquela onde está sediado o tribunal realizar sustentação oral por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, desde que o requeira até o dia anterior ao da sessão.


ID
5357857
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), para os fins de despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida. Considerando o texto apresentado, assinale a alternativa que apresenta corretamente os entes e as respectivas porcentagens que não poderão exceder da receita corrente líquida.

Alternativas
Comentários
  • gabarito letra C.

    LRF

    Art. 19. ... a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:

    I - União: 50% (cinqüenta por cento);

    II - Estados: 60% (sessenta por cento);

    III - Municípios: 60% (sessenta por cento).

  • Trata-se de uma questão sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101/00). Mais especificamente, sua resolução demanda a leitura do art. 19 desta lei:
     

    "Art. 19. Para os fins do disposto no caput do art. 169 da Constituição, a despesa total com pessoal, em cada período de apuração e em cada ente da Federação, não poderá exceder os percentuais da receita corrente líquida, a seguir discriminados:
    I - União: 50% (cinquenta por cento);
    II - Estados: 60% (sessenta por cento);
    III - Municípios: 60% (sessenta por cento)".

    A alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas é a “c": 50% / 60% / 60%.

     

    GABARITO DO PROFESSOR: ALTERNATIVA “C".


ID
5357860
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Em relação às peculiaridades do cargo de servidor público, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) estabilidade = 3 anos

    vitaliciedade= 2 anos

    B)ficará em disponibilidade, com remuneração.

    C)Somente após o trânsito em julgado.

    D)Gabarito

    E)Para aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho ( doutrina minoritária defende que passados os 3 anos sem que haja a avaliação, é automática a aquisição da estabilidade)

  • A questão exige conhecimento acerca dos servidores públicos e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) São estáveis após dois anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

    Errado. A estabilidade se dá com 3 anos de efetivo exercício e não 2, nos termos do art. 41, caput, CF: Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. 

    b) Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, sem remuneração, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

    Errado. Neste caso, o servidor estável receberá remuneração proporcional ao tempo de serviço, nos termos do art. 41, § 3º, CF: § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.   

    c) O servidor público estável perderá o cargo em virtude de sentença judicial antes do trânsito em julgado.

    Errado. A sentença judicial deve transitar em julgado, antes disso, o servidor público público estável não perde o cargo, nos termos do art. 41, § 1º, I, CF: § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;  

    d) Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 41, § 2º, CF: § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 

    e) Como condição para a aquisição da estabilidade, é opcional a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

    Errado. Não se trata de uma opção, mas, sim, de uma obrigatoriedade, nos termos do art. 41, §4º, CF: § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. 

    Gabarito: D

  • GABARITO: D

    a) ERRADO: Art. 41. São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

    b) ERRADO: Art. 41, § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.  

    c) ERRADO: Art. 41, § 1º O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado

    d) CERTO: Art. 41, § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

    e) ERRADO: Art. 41, § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

  • GABARITO: D

    Sobre a assertiva E, cuidar que há uma divergência doutrinária e jurisprudencial sobre a avaliação especial para a estabilidade:

    Art. 41. § 4º, CF. Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.  

    • José dos Santos Carvalho Filho: (...) Caso a Administração não institua a comissão ou esta retarde sua decisão para após o prazo de três anos, deverá considerar-se que o servidor, cumprido o prazo, terá adquirido a estabilidade, mesmo sem a avaliação da comissão. É que a norma da avaliação funcional por comissão especial foi criada em favor da Administração, de modo que, se esta não concretiza a faculdade constitucional, deve entender-se que tacitamente avaliou o servidor de forma positiva. O que não se pode é prejudicar o servidor, que já cumpriu integralmente o período de estágio, pela inércia ou ineficiência dos órgãos administrativos. Assim, para conciliar os citados dispositivos, será necessário concluir que a avaliação do servidor pela comissão deverá encerrar-se antes de findo o prazo necessário para a aquisição da estabilidade, para, então, se for o caso, ser providenciado o processo de exoneração do servidor avaliado negativamente. (...) (Carvalho Filho, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 34. ed. – São Paulo: Atlas, 2020. fl. 1216)

    • STJ (j. de 2009): (...) 3. Adquire estabilidade o servidor após exercer efetivamente por 3 (três) anos cargo provido mediante concurso público, razão por que, transcorrido esse prazo, não mais se cogita de avaliação de desempenho em estágio probatório, exceto se houver justificativa plausível para a demora da Administração. Inteligência do art. 41 da Constituição Federal. (...) (STJ - RMS 24602 I MG RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA 2007/0160151-6. Julgamento em 11/09/2008)

    • STJ (j. de 2020): (...) O art. 41 da Constituição Federal estabelece que são requisitos básicos a serem apurados no estágio probatório: "I - idoneidade moral; II - assiduidade e pontualidade; III - disciplina; IV- eficiência; V - aptidão" (§ 1º). Dessa forma, findo o período do estágio probatório - três (3) anos de efetivo exercício, a estabilidade do servidor no serviço público não se dará de forma automática. Isso porque o § 4º do art. 41 da CF/88 impõe como condição obrigatória para a aquisição da estabilidade a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. (...) (STJ. 1ª Turma. AgInt no RMS 52.138/GO, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 08/06/2020)

    • Enunciado 37 da I Jornada de Direito Administrativo CJF/STJ: (...) Assim, não há estabilização automática em virtude do tempo, sendo o resultado positivo em avaliação especial de desempenho uma condição indispensável para a aquisição da estabilidade. (...)
  • Complemento sobre a letra A

    A vitaliciedade (uma "estabilidade qualificada") será adquirida apenas após 2 anos de efetivo exercício de suas funções, aos magistrados, membros do MP (Art. 128, §5°, I):

    Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:

    I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado, e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em julgado;

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre Administração Pública.

    A- Incorreta. A estabilidade se dá após três anos, não dois. Art. 41, CRFB/88: "São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público".

    B- Incorreta. O servidor receberá remuneração proporcional ao tempo de serviço. Art. 41, § 3º, CRFB/88: "Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo".

    C- Incorreta. No caso de perda de cargo decorrente de sentença judicial, a perda do cargo só ocorre após o trânsito em julgado. Art. 41, § 1º, CRFB/88: "O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa".

    D- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 41, §2º: “Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço”.

    E- Incorreta. A avaliação é obrigatória, não opcional. Art. 41, § 4º, CRFB/88: "Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade";

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa D.

  • GABARITO: LETRA D

    A) São estáveis após dois anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

    Art. 41 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.

    .

    B) Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, sem remuneração, até seu adequado aproveitamento em outro cargo.

    Art. 41, § 3º Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado aproveitamento em outro cargo. 

    .

    C) O servidor público estável perderá o cargo em virtude de sentença judicial antes do trânsito em julgado.

    Art. 41, § 1º O servidor público estável só perderá o cargo:   

    I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;  

    .

    D) Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito à indenização.

    Art. 41, § 2º Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. 

    .

    E) Como condição para a aquisição da estabilidade, é opcional a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.

    Art. 41, § 4º Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade.


ID
5357863
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Sobre os direitos e deveres individuais e coletivos, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Gabarito

    B) Certidão de nascimento e a de óbito

    C)vedado o anonimato

    D)poderá usar- requisição administrativa ( a indenização é posterior e somente se houver dano)

    E)Vedado juízo ou tribunal de exceção

  • Gabarito letra A;

    Art 5º, LI, CF – nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

  • A questão exige conhecimento acerca dos direitos e deveres individuais e coletivos e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. A banca trouxe a cópia literal do art. 5º, LI, CF: Art. 5º, LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

    b) É gratuito para os reconhecidamente pobres exclusivamente a certidão de nascimento.

    Errado. A certidão de óbito também é assegurada aos reconhecidamente pobres, nos termos do art. 5º, LXXVI, CF: Art. 5º, LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:   a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito;

    c) É livre a manifestação do pensamento, sendo permitido o anonimato.

    Errado. Na verdade, é o contrário: a CF veda o anonimato, nos termos do art. 5º, IV, CF: Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;  

    d) Considerando o direito de propriedade, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente não poderá usar de propriedade particular.

    Errado. A autoridade competente pode, sim, usar de propriedade particular em caso de iminente perigo público, nos termos do art. 5º, XXV, CF: Art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

    e) Em situações específicas, poderá haver juízo ou tribunal de exceção.

    Errado. Não há que se falar em "situações específicas", a CF é clara ao dizer que não haverá juízo ou tribunal de exceção, nos termos do art. 5º, XXXVII, CF: Art. 5º, XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

    Gabarito: A

  • a) Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei. (CORRETA)

    b) É gratuito para os reconhecidamente pobres exclusivamente a certidão de nascimento. (ERRADO)

    Art. 5º, LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:  a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito;

    c) É livre a manifestação do pensamento, sendo permitido o anonimato.(ERRADO)

    Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

    d) Considerando o direito de propriedade, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente não poderá usar de propriedade particular. (ERRADO)

    Art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

    e) Em situações específicas, poderá haver juízo ou tribunal de exceção. (ERRADO)

    Art. 5º, XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

    Gabarito: A

  • GABARITO: A

    a) CERTO: Art. 5º, LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

    b) ERRADO: Art. 5º, LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito;

    c) ERRADO: Art. 5º, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato

    d) ERRADO: Art. 5º, XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;

    e) ERRADO: Art. 5º, XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

  • GABARITO - A

    Ajuda a memorizar:

    Pobre tem direito de Nascer e morrer

    Art. 5º, LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

    a) o registro civil de nascimento;

    b) a certidão de óbito;

  • Aos reconhecidamente pobres é gratuito o acesso às certidões de nascimento e de óbito. Por outro lado, o exércicio do direito de petição, do direito de certidão é gratuito para TODOS.

  • Em relação a letra D: Só lembrando que propriedade não precisa ser necessariamente um carro, como sempre vemos nos filmes kkkk. Por propriedade também poderemos ter um celular, uma casa, algo que a autoridade possa utilizar em caso de iminente perigo público.
  • Brasileiro Nato NÃO será extraditado!!!

    Brasileiro Naturalizado PODERÁ ser extraditado nas hipóteses de:

    • crime comum (antes da naturalização);
    • comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins (a qualquer momento).

    Gabarito - A)

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre direitos e garantias fundamentais.

    A- Correta. É o que dispõe a CRFB/88 em seu art. 5º, LI: “nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei”.

    B- Incorreta. Não só a certidão de nascimento é gratuita para os reconhecidamente pobres, mas também a certidão de óbito. Art. 5º, LXXVI, CRFB/88: “são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito”.

    C- Incorreta. A CRFB/88 veda o anonimato. Art. 5º, IV, CRFB/88: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

    D- Incorreta. No caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. Art. 5º, XXV, CRFB/88: "no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano”.

    E- Incorreta. A CRFB/88 proíbe juízo ou tribunal de exceção, não havendo ressalva. Art. 5º, XXXVII, CRFB/88: "não haverá juízo ou tribunal de exceção”.

    O gabarito da questão é, portanto, a alternativa A.

  • Galera, há algumas semanas, comecei utilizar os MAPAS MENTAIS PARA CARREIRAS POLICIAIS, e o resultado está sendo imediato, pois nosso cérebro tem mais facilidade em associar padrões, figuras e cores.

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    SEREMOS APROVADOS!

  • BRASILEIRO NATO NÃO SERÁ EXTRADITADO!!!

  • Extradição instrutória.

    (...) Nacionalidade do extraditando. Registros civis brasileiro e paraguaio atestando seu nascimento, na mesma data, em ambos os países. Impossibilidade lógica de sua coexistência. Pretendida suspensão do processo extradicional até o julgamento definitivo de ação anulatória do registro civil brasileiro. Descabimento. Presunção de veracidade do registro brasileiro não infirmada pela prova dos autos. Assento de nascimento brasileiro lavrado cinco meses após o nascimento. Registro congênere alienígena lavrado somente oito anos após o suposto nascimento em solo paraguaio. Proximidade temporal entre a data da lavratura do assento brasileiro e a data do nascimento no Brasil que milita em favor da presunção de veracidade desse ato registrário. Dilatadíssimo lapso temporal entre o registro estrangeiro e o suposto nascimento em solo paraguaio que milita em desfavor da presunção de sua veracidade. Antecipação dos efeitos da tutela jurisdicional, na Justiça comum estadual, cancelando o registro civil brasileiro. Posterior prolação de sentença anulando o mesmo assento de nascimento. Irrelevância. Decisão que, além de não haver transitado em julgado, apresenta, em tese, vícios que poderiam conduzir a sua nulidade. Impossibilidade de essa decisão suplantar o acervo probatório e assumir contornos de definitividade a respeito da nacionalidade do agente para fins extradicionais. Ausência de prova segura de que o extraditando não seja brasileiro nato. Incidência de vedação constitucional expressa à extradição (art. 5º, LI, CF).

    [Ext. 1.446, rel. min. Dias Toffoli, j. 7-11-2017, 2ª T, DJE de 7-12-2017.]

  • Assertiva A

    Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

  • Pobre tem direito de Nascer e morrer

    Art. 5º, LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

    a) o registro civil de nascimento;

    b) a certidão de óbito;

    --------------------------------------------------------------

    Brasileiro Nato NÃO será extraditado!!!

    Brasileiro Naturalizado PODERÁ ser extraditado nas hipóteses de:

    • crime comum (antes da naturalização);
    • comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins (a qualquer momento).

  • Tomem cuidado com o termo ''PROPRIEDADE'', dependendo do contexto, a questão não estará falando de casa (MORADIA).

  • Pobre tem direito de nascer e morrer. Mas a maioria não tem direito de viver com dignidade.

  • AOCP lixo de banca

  • GAB-A

    Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

    ART.5º

    LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

    Eu tenho a força!

  • Vamos analisar as alternativas:

    - alternativa A: correta. O inc. LI do art. 5º da CF/88 prevê esta vedação de extradição e esta exceção, exatamente como a alternativa indicou: "nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei".

    - alternativa B: errada. Observe que o inc. LXXVI do art. 5º da CF/88 prevê que a certidão de óbito também será gratuita: "são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de nascimento; b) a certidão de óbito".

    - alternativa C: errada. O anonimato não é permitido. Veja o que diz o art. 5º, IV da CF/88: "é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato".

    - alternativa D: errada. Esta situação é conhecida como "requisição administrativa" e está prevista no art. 5º, XXV da CF/88: "no caso de iminente perigo público, a a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano".

    - alternativa E: errada. Esta proibição não tem exceção. Veja o art. 5º, XXXVII da CF/88: "não haverá juízo ou tribunal de exceção".

    Gabarito: a resposta é a LETRA A. 










  • Minha contribuição.

    CF/88

    Art. 5° LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

    Abraço!!!

  • a)Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

    Correto, válido lembrar que a segunda hipótese pode ser tanto antes quanto depois da naturalização.

    b)É gratuito para os reconhecidamente pobres exclusivamente a certidão de nascimento.

    "Exclusivamente"

    registro civil e certidão de óbito.

    c)É livre a manifestação do pensamento, sendo permitido o anonimato.

    Sendo VEDADO.

    d)Considerando o direito de propriedade, no caso de iminente perigo público, a autoridade competente não poderá usar de propriedade particular.

    Poderá, e em caso de dano uma possível indenização ulterior.

    e)Em situações específicas, poderá haver juízo ou tribunal de exceção.

    jamais.

  • CF/88

    Art. 5° LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizadoem caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;


ID
5357866
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
Câmara de Teresina - PI
Ano
2021
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

No que diz respeito ao Poder Judiciário, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • A questão exige conhecimento acerca do Poder Judiciário e pede ao candidato que assinale o item correto. Vejamos:

    a) O ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa.

    Errado. O quórum é de maioria absoluta (e não de 2/3), nos termos do art. 93, VIII, CF: Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: VIII - o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa;     

    b) Os tribunais, por sua função jurisdicional, não elaboram propostas orçamentárias.

    Errado. Os tribunais elaboram, sim, conforme preceitua art. 99, § 1º, CF: Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

    c) Somente pelo voto da maioria simples de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    Errado. O quórum é de maioria absoluta (e não simples), nos termos do art. 97, CF: Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    d) A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de dois anos.

    Errado. O mandato é de 4 anos e não 2, nos termos do art. 98, II, CF: Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão: II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.

    e) É obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.

    Correto e, portanto, gabarito da questão. Inteligência do art. 93, II, "a", CF: Art. 93, II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antigüidade e merecimento, atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento;

    Gabarito: A

  • CONSTITUIÇÃO FEDERAL

    GABARITO: E

    ALTERNATIVA A) O ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-seá em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa.

    Art. 93, VIII - o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa;

    ALTERNATIVA B) Os tribunais, por sua função jurisdicional, não elaboram propostas orçamentárias.

    Art. 99, § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

    ALTERNATIVA C) Somente pelo voto da maioria simples de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.   

    ALTERNATIVA D) A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de dois anos.

    Art. 98, II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.

    ALTERNATIVA E) É obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.

    Art. 93, II, a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento;

  • GABARITO: E

    a) ERRADO: Art. 93, VIII - o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa;

    b) ERRADO: Art. 99, § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

    c) ERRADO: Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    d) ERRADO: Art. 98, II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.

    e) CERTO: Art. 93, II, a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento;

  • CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO:

    • MAIORIA ABSOLUTA;
    • DECLARA A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO;
    • S.V 10 - Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte;
    • NA CLÁUSULA DE RERSERVA DE PLENÁRIO, É DESNECESSÁRIA A SUBMISSÃO À REGRA DA RESERVA DE PLENÁRIO, QUANDO A DECISÃO JUDICIAL ESTIVER FUNDADA EM JURISPRUDÊNCIA DO PLENÁRIO OU EM SÚMULA DO STF.
  • art. 93, VIII - O ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa.

    Emenda Constitucional 103/2019 acabou com a aposentadoria diante do interesse público, cabendo apenas a disponibilidade e a remoção ante o interesse público, contudo. ocorrerá por voto da maioria absoluta.

  • GABARITO - E

    A) O ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público = Maioria Absoluta

    na apuração de antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto fundamentado de dois terços de seus membros

    ----------------------------------------------------------------------------

    B) Art. 99, § 1º Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

    -----------------------------------------------------------------------------

    C) Maioria Absoluta.

    Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.     

    -----------------------------------------------------------------------------

    D) Art. 98, II - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei, celebrar casamentos, verificar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráter jurisdicional, além de outras previstas na legislação.

    --------------------------------------------------------------------------------

    E) Art. 93, a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento;

  • Gabarito E

    O que necessita de 2/3 de quórum no tópico Poder Judiciário?

    1) Tribunal recusar juiz mais antigo

    2)STF recusar o recurso extraordinário

    3) STF aprovar, revisar ou cancelar súmula vinculante

    4)Modular os efeitos da ADI e ADC

    5)Decisão sobre ADPF

  • APROVAÇÃO DE 2/3 NO PODER JUDICIÁRIO:

    • recusar antiguidade;
    • recusar RE;
    • aprovação de Súmula Vinculante

  • Resposta certa: mamata! kkkkk

  • Art. 93. Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o

    Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:

    II. promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antiguidade e

    merecimento, atendidas as seguintes normas:

    a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou

    cinco alternadas em lista de merecimento;

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  • A) INCORRETA. O ato de remoção/disponibilidade do magistrado por interesse público exige o voto da MAIORIA ABSOLUTA do tribunal ou CNJ, assegurada a ampla defesa.

    B) INCORRETA. O Poder Judiciário possui autonomia administrativa e financeira, logo elaboram propostas orçamentárias.

    C) INCORRETA. Art. 97 CF/88. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    D) INCORRETA. A União, o DF e os Estados e Territórios criarão juízes de paz, remunerados, cidadão eleitos pelo voto direto, secreto e universal, para mandato de 4 anos.

    E) CORRETA. É obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.

  • observei que as bancas ADORAM trocar os seguintes quóruns:

    • REMOÇAO DO MAGISTRADO: maioria absoluta

    (art 93, VIII, CF: Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Federal, disporá sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios: VIII - o ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse publico, fundar-se-á em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa) - bancas colocam que é quórum de 2/3 ou maioria simples

    • RECUSA DE PROMOCAO POR ANTIGUIDADE: quorum de 2/3

    (De acordo com o artigo 93, II, 'd', da Constituição, o quórum para recusa de juiz mais antigo, quando da apuração da promoção por antiguidade, só pode ser afastada pelo voto fundamentado de 2/3 dos membros do tribunal) - bancas colocam que o quórum é maioria simples (ou absoluta)

    VIDE: 

    Q621166 - Prova: UFMT - 2016 - TJ-MT - Analista Judiciário - Direito

    Q879325 - Prova: IADES - 2018 - CFM - Advogado

  • O ato de remoção ou de disponibilidade do magistrado, por interesse público, fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça, assegurada ampla defesa. - MAIORIA ABSOLUTA

    Os tribunais, por sua função jurisdicional, não elaboram propostas orçamentárias. -

    POSSUI AUTONOMIA ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA

    Somente pelo voto da maioria simples de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público.

    MAIORIA ABSOLUTA

    A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto, universal e secreto, com mandato de dois anos.

    QUATRO ANOS

    É obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento.

    RESPOSTA: LETRA E

  • O art. 93, II, da CF/88, determina que a promoção na carreira da magistratura será de entrância para entrância, alternadamente, por antiguidade e merecimento, atendidas as seguintes regras:

    a) Promoção obrigatória do juiz que figurar por 3 (três) vezes consecutivas ou 5 (cinco) alternadas em lista de merecimento;

  • O erro da A é colocar o CNJ como agente interferente na remoção do juiz. Ele não é legitimado para isso.
  • Item E correto.

    Até quem estuda para a magistratura sabe que essa alínea a) do inciso II do art. 93 da CF/88 é uma distorção.

    Se o cara figurou não sei quantas vezes na lista de merecimento, sendo que 99% é por antiguidade, somente, e não foi promovido, sinal que não está apto. Utilizando unicamente o critério da antiguidade ele sempre figurará na lista, e na quinta vez será OBRIGATORIAMENTE promovido, mesmo que seja um péssimo juiz.

    Distorções da CF/88