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Prova CESPE - 2010 - AGU - Contador


ID
174475
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Redação Oficial
Assuntos

Sobre a redação de textos oficiais, julgue o próximo item.

Entre as autoridades tratadas por Vossa Excelência, estão o presidente da República, os ministros de Estado e os juízes.

Alternativas
Comentários
  • Vossa Excelência (V. Ex.ª): Para o presidente da República, senadores da República, ministros de Estado, governadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, embaixadores, cônsules, chefes das Casas Civis e Militares. Somente o presidente da república usa o pronome de tratamento por extenso, nunca abreviado.

    Vossa Excelência (V. Ex.ª): para Magistrados (Juízes de Direito, do Trabalho, Federais, Militar e Eleitoral), Membros de Tribunais (de Justiça, Regionais Federais, Regionais do Trabalho, Regionais Eleitorais), Ministros de Tribunais Superiores (do Trabalho, Eleitoral, Militar, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal), Membros do Ministério Público (Procuradores da República, Procuradores do Trabalho, Procuradores do Ministério Público Militar ou Promotores de Justiça).sl.

    Vossa Excelência (V. Ex.ª): para chefes do Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos), Ministros de Estado, Secretários Estaduais e para os Membros da Advocacia-Geral da União (Advogados da União, Procuradores Federais, Procuradores da Fazenda e Defensores Públicos da União), para Integrantes do Poder Legislativo (Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais, Presidente de Câmara de Vereadores), Ministros do Tribunal de Contas da União e para Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais.

    Quem merece uma questão dessa?

  • 1- Vossa Excelência:

    a) do Poder Executivo;

    Presidente da República;

    Vice-Presidente da República;

    Ministros de Estado ;

    Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;

    Oficiais-Generais das Forças Armadas;

    Embaixadores;

    Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;

    Secretários de Estado dos Governos Estaduais;

    Prefeitos Municipais.

    b) do Poder Legislativo:

    Deputados Federais e Senadores;

    Ministros do Tribunal de Contas da União;

    Deputados Estaduais e Distritais;

    Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;

    Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.

    c) do Poder Judiciário:

    Ministros dos Tribunais Superiores;

    Membros de Tribunais;

    Juízes;

    Auditores da Justiça Militar
     

  • Importante lembrar que para o vocativo segue a seguinte regra:

         O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:

    Excelentíssimo Senhor Presidente da República,

    Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,

    Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.

            As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:

    Senhor Senador,

    Senhor Juiz,

    Senhor Ministro,

    Senhor Governador,

  • O enunciado informa que "entre as autoridades tratadas por Vossa Excelência, estão o presidente da República, os ministros de Estado e os juízes".

    Segundo o Manual de Redação Oficial, Vossa Excelência é usado para várias autoridades, entre elas Presidente da República, Ministros de Estado e juízes, como consta nas páginas 9 e 10.


    A resposta é correta. 


ID
174478
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Redação Oficial
Assuntos

Sobre a redação de textos oficiais, julgue o próximo item.

Todos os expedientes oficiais devem conter, após o fecho, a assinatura e a identificação do signatário.

Alternativas
Comentários
  • Assinatura: o signatário do ofício é o responsável pelo seu conteúdo. Quem assina o ofício é o titular do órgão ou alguém por ele indicado para falar em
    nome da instituição, caso em que a situação deve ser esclarecida no começo do ofício: Por determinação do Exmo. Sr. Presidente desta Casa, encaminho ... .

    Retirado do livro que ta na net. Parece ser muito bom!

    http://www.almg.gov.br/publicacoes/manualredacao/correspondencia.pdf

  • Segundo o Manual de Redação da Presidência da República, no seu item 2.3:

    "2.3. Identificação do Signatário
    Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais
    devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura."

    Essa é a razão pela qual a questão está errada.

     

  • A mensagem, que é a modalidade de texto oficial utilizada para comunicação entre os chefes de Poder, é um exemplo de expediente oficial que não  contêm fecho e nem identificação do signatário, sendo incluída somente a assinatura.
  • E-mail não tem assinatura...
    Expedientes do presidente da república...

    Mas errei a questão porque ainda não aprendi o que o CESPE quer. As vezes ele põe a regra, a gente considera a exceção e ele diz que tá errado pois vale a regra; As vezes ele põe a regra, a gente considera só a regra e ele diz que tá errado pois há exceções...VAI ENTENDER.
  • Colega Janete,

    A questão está errada pelo fato de dizer que "todos os expedientes oficiais devem conter, após o fecho, a assinatura e a identificação do signatário." Isso não é verdade, pois sabemos do caso particular que envolve o Presidente da República. Mas se a questão dissesse: "Os expedientes oficiais devem conter, após o fecho, a assinatura e a identificação do signatário." Estaria correta. A questão, nesse caso, não generalizou.Ou seja, em regra, ou em quase todos os expedientes oficiais, devem conter assinatura e identificação do signatário.

    Um outro exemplo: "Segundo a CF/88, é proibido pena de morte no Brasil." CERTO, pois é a regra.
                                    "Segundo a CF/88, nunca será permitida pena de morte no Brasil."  ERRADO, será em caso de guerra declarada.
                                    "Segundo a CF/88, não é permitido pena de morte no Brasil." CERTO, não há permissão para tal. Mas poderá vir a ter em caso de guerra declarada.
                                    "Segundo a CF/88, nãopossibilidade de hever pena de morte no Brasil."  ERRADO, há possibilidade em caso de guerra declarada.

    Espero ter ajudado.
  • Olá!
    ERRADO.
    Veja:

    2.3. Identificação do Signatário
    Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
    (espaço para assinatura)
    NOME
    Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
     
    (espaço para assinatura)
    NOME
    Ministro de Estado da Justiça
     
    Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

    Fonte: Manual de Redação da Presidência da República, página 19.
    Muito obrigada, Natália.
  • Exceto do(a) Presidente(a). Marquei errada

  • ERRADO

    2.3. Identificação do Signatário

                    Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:

    (espaço para assinatura)

    Nome

    Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República

    (espaço para assinatura)

    Nome

    Ministro de Estado da Justiça

                    Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

  • Gabarito: errado

    --

    Conforme o próprio CESPE, expedientes que tenham o Presidente da República como emissor, embora não apresentem a identificação do signatário, trazem a sua assinatura.


ID
174481
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Redação Oficial
Assuntos

Sobre a redação de textos oficiais, julgue o próximo item.

As comunicações oficiais devem ser padronizadas e, para isso, o uso do padrão oficial de linguagem é imprescindível.

Alternativas
Comentários
  • A padronização não é uma regra. 

    "O que não se pode esquecer é que depõe contra os princípios da padronização e da uniformidade a utilização, por diferentes setores de um mesmo órgão, de modelos variados."

    Retirado do livro: http://www.almg.gov.br/publicacoes/manualredacao/correspondencia.pdf

  •  não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada.
     

  • " A identificação que se buscou fazer das características específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação - ou se aceite a existência - de uma forma específica de linguagem administrativa,o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratas. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases. " Retirada da apostila do curso de formação da Aneel, 2010.

    O que o item chamou de "padrão oficial de linguagem" seria o que o texto acima chamou de "forma específica de linguagem administrativa", a qual não deve existir. O que há é o uso da língua culta ( ou formal) nas comunicações oficiais.  

  • As comunicações oficiais devem ser sempre formais, isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já mencionadas exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tratamento.

    Fonte: Manual de Redação Oficial da Presidência da República.
     

  • SEMPRE LEMBRAR:

    Não existe Padrão OFICIAL de Linguaguem, o que existe é Padrão CULTO de Linguaguem.

    Já vi isso em muitas questões que seriam facilmente resolvidas por esse detalhe.

  •  A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.  



     Esses mesmos princípios (impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal) aplicam-se às comunicações oficiais: elas devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem.



     Acrescente-se, por fim, que a identificação que se buscou fazer das características específicas da forma oficial de redigir não deve ensejar o entendimento de que se proponha a criação – ou se aceite a existência – de uma forma específica de linguagem administrativa, o que coloquialmente e pejorativamente se chama burocratês. Este é antes uma distorção do que deve ser a redação oficial, e se caracteriza pelo abuso de expressões e clichês do jargão burocrático e de formas arcaicas de construção de frases.

    A redação oficial não é, portanto, necessariamente árida e infensa à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comunicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspondência particular, etc.

  • As comunicações oficiais devem, sim, ser padronizadas, pois a administração pública é una e deve seguir certa uniformidade de tratamento.
    O erro está em afirmar que a padronização se dá por meio do uso do padrão oficial de linguagem; o certo seria dizer "pelo padrão culto de linguagem".

    ERRADO
  • No site: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/manual.htm os senhores poderão observar mais claramente o seguinte:

    O texto oficial tem que ser:
    1- IMPESSOAL: em terceira pessoa (em regra), sem opiniões particulares, etc.
    2- TER LINGUAGEM DOS ATOS E COMUNICAÇÕES OFICIAIS: seguir a linguagem padrão, porém, de modo que qualquer cidadão entenda (nada de termos rebuscados)
    3- FORMALIDADE: uso correto de pronomes de tratamento.
    4- PADRONIZAÇÃO: seguir modelo único (Ex: Padrão de ofício, aviso, memorando, etc)
    5- CONCISÃO E CLAREZA: o texto não pode ser prolixo e tem que ser claro e objetivo. 

    Eles misturaram o item 2 com o 4.
  • Olá!

    Na alternativa não temos um erro de Português, mas um erro na afirmação que ela faz. 

    O enunciado era "Sobre a redação de textos oficiais, julgue os próximos itens". 

    A alternativa era "As comunicações oficiais devem ser padronizadas e, para isso, o uso do padrão oficial de linguagem é imprescindível".
    De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República no item 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais temos: "... Pode-se concluir, então, que não existe propriamente um "padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. "
    Se não existe um padrão oficial, a alternativa está errada.
  • Apenas para complementar o que já foi dito, outra questão ajudaria a responder, vejam:

    Prova: CESPE - 2013 - TCE-RO - Analista de Informática

    Disciplina: Redação Oficial

    Na redação de expedientes oficiais, deve-se obedecer à norma culta da língua, prescindindo-se de uma linguagem específica administrativa, embora se possa utilizar linguagem técnica quando necessário.

    GABARITO: CERTA.

  • Pegadinha de mal gosto!!!!

    Mas neh faz parte!

  • Padrao OFICIAL (no dicionário Houaiss, OFICIAL = APROVADO PELA TRADIÇÃO E GOZA DE AUTORIDADE).

    No que isso difere de Padrão Culto? (no mesmo dicionário, CULTO = QUE SEGUE O PADRÃO FORMAL, ERUDITO)
    Será que só a `decoreba` é que vale, ou seja, exatamente com as mesmas palavras que estão no manual de redação `oficial`? Temos que `desligar o penso` pra responder? Se sim, seria então um PADRÃO OFICIAL (no manual tá lá: REDAÇÃO OFICIAL!) e voltaríamos a dar a questão como correta.    :-)
    Por favor me ajudem - to doido pra mudar de opinião!!!

    Obrigado!!!
  • O enunciado informa que "as comunicações oficiais devem ser padronizadas e, para isso, o uso do padrão oficial de linguagem é imprescindível". Na verdade, segundo o Manual de Redação Oficial, "não existe propriamente um “padrão oficial de linguagem"; o que há é o uso do padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada".


    A resposta é incorreta. 

  • Não existe padrão oficial de linguagem, o que existe é o uso da norma culta da língua portuguesa.

  • Acho q o erro está em falar em comunicações padronizadas, nem todas são como o email por exemplo.

  • Não existe padronização de linguagem. Simples.

  • Gabarito: ERRADO

     

    padrãO --> cultO

  • muito cuidado com a palavra imprescindível e prescindível.

  • Vejam o significado de Prescindível e Imprescindível no GG

    e colem na parede de trás da tela do seus monitores, pq isso despenca em prova !!!!

  • ERRADO

    Pontos relevantes:

    1. É importante ressaltar que não existe um padrão oficial de linguagem
    2. A opção do uso da norma culta na redação oficial deve-se ao fato de que esta norma é universal e significa, portanto, que ela é mais clara. Deve- se obedecer à norma culta da língua,

    Sobre o assunto em questões:

    CESPE - 2018 - FUB - Assistente em Administração Com base no Manual de Redação da Presidência da República (MRPR), julgue o item que se segue.

    O MRPR estabelece o padrão oficial de linguagem, segundo o qual textos oficiais devem ser redigidos de maneira formal e impessoal. (E)

    CESPE - 2010 - AGU - Contador - As comunicações oficiais devem ser padronizadas e, para isso, o uso do padrão oficial de linguagem é imprescindível. (E)

    CESPE-2017 TRF - 1ª REGIÃO - De acordo com o MRPR, não existe um padrão oficial de linguagem. (C)

     CESPE - 2013 - TCE-RO - Na redação de expedientes oficiais, deve- se obedecer à norma culta da língua, prescindindo- se de uma linguagem específica administrativa, embora se possa utilizar linguagem técnica quando necessário. (C)

  • Gabarito: Errado

    Prescindível = não precisa

    Imprescindível = essencial, necessário.

  • padronização de linguagem não existe

    padronização de norma existe


ID
174484
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

As mudanças decorrentes do desenvolvimento tecnológico são
muito significativas e representam um exemplo do que pode
acontecer com os esforços de criação da mente humana. Diante
dessas inovações, as reformas constitucionais elaboradas para
melhoria do serviço público no Brasil ganharam tons positivos,
como o incremento da necessidade de estudos e a preparação dos
servidores. No entanto, pecaram por não focar a pessoa do servidor
público como principal fonte de mudanças positivas no
funcionamento da administração pública brasileira. Nesse contexto,
muitos são os debates sobre a ética e grande é o esforço legislativo
a respeito do tema. Acerca da ética no serviço público e das
legislações pertinentes, julgue o item a seguir.

A ética tem por objetivo a determinação do que é certo ou errado, bom ou mau em relação às normas e valores adotados por uma sociedade.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO!

    DECRETO 1.171/ 94

    Capítulo I

    II- O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento ético de sua conduta.Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o incoveniente, o oportuno e inoportuno, mas principlamente entre o HONESTO e o DESONESTO, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e 4, da CF.

  • a ética procura o equilíbrio entra a legalidade e a finalidade, visando o bem comum.

  • Resp: ERRADO, conforme o inciso III do Dec. 1.171/94, " A moralidade da Admnistração Pública não se limita á distancia entre o bem e o mal, devendo ser acrescida de ideia de que o fim é sempre o bem comum (...)"

  • Ética é o estudo geral do que é bom ou mau. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que a caracteriza. (José Roberto Goldimhttp://www.ufrgs.br/bioetica/eticmor.htm

  • Sinceramente, ainda não consegui entender onde está o erro da questão... :(
  • Achei um texto parecido com a questão, porém não consegui encontrar a diferença, se alguém encontrar a diferença, explique, por favor.
    A ética é um instrumento que busca uma classificação, uma "determinação do que é certo ou errado, bom ou mau, permitido ou proibido, de acordo com um conjunto de normas ou valores adotados historicamente por uma sociedade" (cf.Danilo Marcondes in: Textos Básicos de Ética, p.9).
  • "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns.

    Neste sentido, ética pode ser definida como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.


    Galera na verdade Ética tem por objetívo principal o seguinte: MODO DE SER (CONDUTA HUMANA).
    Ética é o estudo da conduta humana, é o estudo do que é ético? -
    Você é ético? 
    Para poder avaliar essa questão você deverá avaliar uma série de POSTURAS.... Condutas... E aí que entra a moral, vc deverá avaliar se seus costumes (Moral = Mores / Costumes), estão de Acordo com a ética!
    Se receber um presente de um contribuinte é certo ou errado? 
    Olhem o que o Houaiss diz:

    ...que denota bons costumes, boa conduta, segundo os preceitos socialmente estabelecidos pela sociedade ou por determinado grupo social
    ...que denota honestidade; correto
    Ex.: atitude m.
    ...que ensina, educa; edificante
    Agora vejam que interessante que no próprio dicionário está escrito:
    MORAL É:
    parte da filosofia que estuda o comportamento humano à luz dos valores e prescrições que regulam a vida das sociedades; ética.
    Então amigos ética e moral não são a mesma coisa, entretanto não se separam.

    PARA RESUMIR ESSE BLÁ BLÁ todo...


    MORAL  se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos.
    A ÉTICA, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo 
    pensamento humano.
  • O gabarito é a opção ERRADO e não CERTO, pois a ética tem por objetivo primordial o BEM COMUM, e não apenas o que foi citado pela questão, que se encontra errada por estar incompleta, e sem priorizar o BEM COMUM, observe-se as citações da ética face ao bem comum feitas no D1171:
    III - A moralidade da Administração Pública não se limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar a moralidade do ato administrativo.
    VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
    c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
    o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a realização do bem comum;
  • Pra mim, a questão está errada porque a ética está ligada ao indivíduo apenas. Quem analisa o que é certo ou errado, bom ou mal para uma determinada coletividade (sociedade) é a moral.
  • olá, para ficar de uma forma mais clara a ética visa o bem e o mal, pois ela é uma ciência refletida 
    já a moral é o certo e o errado pois seria na pratica.
    espero ter ajudado 
  • A ética tem por objetivo a determinação do que é certo ou errado, bom ou mau em relação às normas e valores adotados por uma sociedade?

    NÃO - RESPOSTA INCORRETA

    A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mos ou mores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
    Ler mais em: http://www.brasilescola.com/sociologia/o-que-etica.htm
  • Enquanto a ética trata o comportamento humano como objeto

    de estudo, procurando tomá-lo o mais abrangente possível, a moral se

    ocupa de atribuir um valor à ação. Esse valor tem como referências o bem

    e o mal, baseados no senso comum.

    FONTE : Estratégia 

    GABARITO ERRADO



  • Talvez o erro esteja em dizer que a Ética tem por OBJETIVO o que é certo e errado... Pois, na verdade, a ética é tratada como um CONCEITO teórico e não um objetivo. 

  • Só complementando o comentário do colega Uriel, a ética de que se trata a questão também não deve ser adotada pela sociedade e sim pelo agente público no exercício de sua função pública.

  • Gabarito: ERRADO

    Prof. Paulo Guimarães (Estratégia Concursos)


    Estabelecer o que é certo e o que é errado, e qual conduta deve ser praticada ou não, é a atividade de prescrição da conduta. ética não prescreve conduta, mas apenas busca compreendê-la. O papel prescritivo é da moral.


    FORÇA E HONRA.

  • ERAADO, essa definição é de moral.

  • Etica = Bem x Mal

    Moral = Certo x Errado

     

  • GABARITO: ERRADO

    MORAL: São valores que os homens criam e que acreditam ser certos ou errados, de acordo com suas experiências e suas crenças, especialmente as de natureza religiosa. A moral é vista como um conjunto de regras de convívio social. moral pode mudar de acordo com a época, com o grupo de pessoas ou com a região. Moral influenciada diretamente à cultura de um povo, grupo etc.

    ÉTICAseus conceitos e suas valorações não mudam de acordo com o tempo ou com o lugar das suas avaliações. Ela é universal. O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

  • BEM OU MAL / MORAL

  • A moral é temporal, localizada. A ética é permanente e universal.
  • ERRADO

    Estabelecer o que é certo e o que é errado, e qual conduta deve ser praticada ou não, é a atividade de prescrição da conduta. É sabido que a ética não prescreve conduta, mas apenas busca compreendê-la. O papel prescritivo é da moral.

    Fonte: Estratégia Concursos

  • A ética não determina nada, quem "DETERMINA" é a Moral!

  • Comentários

    Estabelecer o que é certo e o que é errado, e qual conduta deve ser praticada ou não, é a atividade de prescrição da conduta. Já vimos e revimos que a ética não prescreve conduta, mas apenas busca compreendê-la. O papel prescritivo é da moral.

    GABARITO: ERRADO 

    Estratégia


ID
174487
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

As mudanças decorrentes do desenvolvimento tecnológico são
muito significativas e representam um exemplo do que pode
acontecer com os esforços de criação da mente humana. Diante
dessas inovações, as reformas constitucionais elaboradas para
melhoria do serviço público no Brasil ganharam tons positivos,
como o incremento da necessidade de estudos e a preparação dos
servidores. No entanto, pecaram por não focar a pessoa do servidor
público como principal fonte de mudanças positivas no
funcionamento da administração pública brasileira. Nesse contexto,
muitos são os debates sobre a ética e grande é o esforço legislativo
a respeito do tema. Acerca da ética no serviço público e das
legislações pertinentes, julgue o item a seguir.

Os conceitos e valores tradicionais da moral não são universais nem estabelecidos objetivamente, mas têm suas origens em um momento histórico e em uma cultura específicos, servindo a certos interesses que vão sendo esquecidos com o tempo.

Alternativas
Comentários
  • CERTO!

    Decreto 1.171/64
    Seção I
    Das Regras Deontológicas

    I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e da tradição dos serviços públicos.
     

  • Correto.

    Para cada povo, para cada cultura os valores de moral são diferentes e no decorrer da história vão mudando.

     

  • Eu discordo desta questão, há interesses que não são esquecidos com o tempo, por exemplo: o bem comum. A questão poderia dizer: servindo a certos interesses que PODEM ser esquecidos pelo tempo, mas não que necessariamente VÃO SENDO ESQUECIDOS, como sugere a questão.
  • A questão parte da idéia de  relativismo moral e de "filosofias" como o marxismo ,cuja teoria diz que a sociedade possui uma infra-estrutura(uma base) econômica e uma superestrutura cultural que sustenta e reproduz os valores desta mesma sociedade para manter a ordem econômica e as classes/elites no poder.
    BEM,ISTO É UMA TEORIA -QUE COMO TEORIA FOI DEMOLIDA NA FILOSOFIA E NA ECONOMIA(escola de Viena) E CONTÉM UMA CONTRADIÇÃO DE TERMOS,POIS, SE A ORIGEM DA "MORAL" FOI UM DADO HISTÓRICO ESQUECIDO NO TEMPO, COMO É QUE ALGO PERDIDO NO TEMPO,PORTANTO DESCONHECIDO,PODE SER AFIRMADO COMO  ORIGEM DA MORAL? Isto é ignorância filosófica ou é charlatanice intelectual.O marxismo não é filosofia séria e nem é teoria econômica que tenha sentido.É APENAS ESTRATÉGIA IDEOLÓGICA DE SE CHEGAR AO PODER, E NISTO É EFICAZ!
    Outro erro ,se considerarmos a moral como a prática da ética,veremos que a moral pode ser diferente em civilizações diferentes,mas a Ética é universal.Todas as civilizações tem preceitos éticos,possuem normas,leis e interdições.E assim , a decorrência,o resultado moral, destes preceitos éticos fundadores das civilizações possuem base objetiva.São estabelecidos objetivamente,como o Dever para com seu clã,sua família,seu rei,seu Deus etc etc
    SE A QUESTÃO FOSSE HONESTA INTELECTUALMENTE DIRIA QUE "Pela teoria marxista ,ou neo-marxista,ou em determinado autor de estudos culturais,"e aí poderia formular a questão como o fez...

  • Questão onde o subjetivismo impera. Pode estar certo ou errado , só depende do ponto de vista. Tipo de questão feita apenas para que o candidato " erre " alguma coisa. Coisas do STC - Supremo Tribunal do Cespe. 
  • Os conceitos e valores tradicionais da moral não são universais nem estabelecidos objetivamente. CERTO! MORAL É SUBJETIVA E CULTURAL.

    .....servindo a certos interesses que vão sendo esquecidos com o tempo. CERTO! A MORAL É TEMPORÁRIA.

    QUESTÃO PARA QUEM REALMENTE ESTUDOU..


  • Questão correta, amigos concurseiros. Segue comentário do prof.° Paulo Guimarães, Estratégia Concursos:

    "Vimos e revimos que os conceitos relativos à moral não são universais e nem objetivos, mas mudam de acordo com a época e local em que são aplicados. Acho que a questão ficou mal formulada na parte que diz que os interesses que pautam o estabelecimento dos valores da moral “vão sendo esquecidos com o tempo”. Acredito que podemos pensar em alguns que sejam universais ou que estejam muito ligados ao senso comum. De qualquer forma, pelo gabarito oficial a
    questão está correta
    ".

  • Nas próximas provas d Cespe:  Conhecimentos Específicos 70 questões


    Filosofia: 1.1 Filosofia cespiana. 1.2 Inferências, deduções segundo doutrina do autor Charada. 1.3 Sartre e os métodos de suposição.

  • kkkkkkkkkkk essa só tomando uma pra acertar! AVANTE

  • Discordo completamente. momento histórico e cultura específicos? que isso! varia de cultura e contexto....

  • Qual o sentindo de aprender boas maneiras se é PRA SER ESQUECIDO COM O TEMPO? Isso eu não entendi Cespe.

    Esquecer-se com o tempo parece ser diferente de ter os interesses mudados para melhor.

  • Moral--> modifica-se pelo tempo e espaço.


    É só pensar em exemplos do tipo: já se foi imoral para a mulher ser divorciada, com o passar do tempo não é mais, ou seja, foi esquecido.
  • É filosofia?

    #crendeuspai

  • Errei a questão por saber que existem determinados valores que se consolidificam, cada vez mais, ao longo do tempo dado o interesse público. Mal formulada a questão!

  • A questão não foi mal elaborada. Apenas exigiu conhecimento da diferença entre ética e moral.

  • Gabarito: CORRETO

    Prof. Paulo Guimarães (Estratégia Concursos)

    Os conceitos relativos à moral não são universais e nem objetivos, mas mudam de acordo com a época e local em que são aplicados. A a questão ficou mal formulada na parte que diz que os interesses que pautam o estabelecimento dos valores da moral "vão sendo esquecidos com o tempo". Podemos pensar em alguns que sejam universais ou que estejam muito ligados ao senso comum. De qualquer forma, pelo gabarito oficial a questão está correta.


    FORÇA E HONRA.

  • a parte que fala que certos interesses vão sendo esquecidos com o tempo gera a dúvida. Achei mal formulada. Não necessariamente têm que ser esquecidos, poderiam apenas serem modificados.

  • "Esquecidos"?

  •  

    Ser modificado é diferente de ser esquecido! 

    Questão mal elaborada

     

  • Cultura e Religião são crenças criadas por homens.
    Ou seja não saiu do nada, alguém criou e outros praticaram.
    Por isso são mutáveis, assim como a moral.

     

    praise be _/\_

  • GABARITO: CERTO

    MORAL: São valores que os homens criam e que acreditam ser certos ou errados, de acordo com suas experiências e suas crenças, especialmente as de natureza religiosa. A moral é vista como um conjunto de regras de convívio social. moral pode mudar de acordo com a época, com o grupo de pessoas ou com a região. Moral influenciada diretamente à cultura de um povo, grupo etc.

    ÉTICAseus conceitos e suas valorações não mudam de acordo com o tempo ou com o lugar das suas avaliaçõesEla é universal. O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade.

  • Os conceitos relativos à moral não são universais e nem objetivos, mas mudam de acordo com a época e local em que são aplicados.

  • Os valores vao sendo mudados, mutacionados, NAO esquecidos, forcoso demais querer mudar uma palavra, e seu sentido, dessa nova, que tenha o msmo valor a todos que a leia. Por exemplo, o adulterio, nao foi esquecido, todo mundo sabe o que é e até se usa o termo nos dias de hj e creio que ainda por geracoes futuras, porém, seu valor é que mudou.

  • CERTO

    Acho que a questão ficou mal formulada na parte que diz que os interesses que pautam o estabelecimento dos valores da moral “vão sendo esquecidos com o tempo”, pois o mais correto seria que os valores vão sendo mudados.

  • ''Vão sendo esquecidos ao longo do tempo''

    Tá bom, então.

  • "vão sendo esquecidos com o tempo..."

    Acertei a questão, mas essa parte é estranha... Impossível esquecer as atrocidades praticadas contra judeus pelos nazistas, por exemplo, durante a 2ª Guerra Mundial...

    Creio que em 2050/2100 ainda isso será falado e lembrado...

  • ...Temos ainda a norma jurídica, que se manifesta quando uma lei, decreto ou outra modalidade normativa

    determina como você deve se comportar, dizendo, por exemplo, que você precisa usar o cinto de

    segurança para dirigir, ou que você não pode agredir uma outra pessoa. (Estratégia).

    Não é estabelecida objetivamente ou pode não ser estabelecida objetivamente?

    Não sei se é a banca que sacaneia ou o professor que não sabe o que ensina.


ID
174490
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

As mudanças decorrentes do desenvolvimento tecnológico são
muito significativas e representam um exemplo do que pode
acontecer com os esforços de criação da mente humana. Diante
dessas inovações, as reformas constitucionais elaboradas para
melhoria do serviço público no Brasil ganharam tons positivos,
como o incremento da necessidade de estudos e a preparação dos
servidores. No entanto, pecaram por não focar a pessoa do servidor
público como principal fonte de mudanças positivas no
funcionamento da administração pública brasileira. Nesse contexto,
muitos são os debates sobre a ética e grande é o esforço legislativo
a respeito do tema. Acerca da ética no serviço público e das
legislações pertinentes, julgue o item a seguir.

Do ponto de vista da comissão de ética pública, a repressão, na prática, é quase sempre ineficaz. O ideal seria a prevenção, por meio da identificação e do tratamento específico, das áreas da administração pública em que ocorressem, com maior frequência, condutas incompatíveis com o padrão ético almejado para o serviço público.

Alternativas
Comentários
  • CERTO!

    CAPÍTULO II
    DAS COMISSÕES DE ÉTICA

    XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tratamento com as pessoas e com o patrimônio público, competindo-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento susceptível de censura.
     

  • Esta questão não ficou clara para mim. Alguém poderia explicá-la de forma mais eficiente? Obrigada!
  • Entendimento subjetivo CESPE de ser!!
    Qual é o embasamento da banca para esta afirmativa, alguém sabe?
  • Na minha humilde opinião, a questão está certa porque os mecanismos de repressão da Comissão de Ética Pública (CEP) são inexistentes. Observem que confirmando-se a conduta antiética por parte do servidor, a única "punição" prevista em lei é a Censura.

    Desculpem se tiver falado alguma besteira...
  • Orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor é mais uma função de prevenção do que correção (repressão), apesar de existir a censura como forma de pena aplicável...dizia vovó "É melhor prevenir do que remediar"

  • O principal objetivo do código de ética é evita a conduta aética e não a repressão da conduta já realizada pois, não havendo tal conduta não haverá, também, a desmoralização do próprio serviço público. O legislador no inciso XVI, da lei 1.171 deixa claro essa idéia quando nos incumbe de conhecer os procedimentos que podem ser susceptível de censura, fazendo com que controle as ações dos agentes públicos antes mesmo delas serem práticadas.
  • Pessoal,

    Só para lembrar: o item XVII do DEC nº 1.171/94 está Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007

  • "Do ponto de vista da comissão de ética pública, a repressão, na prática, é quase sempre ineficaz".

    Onde é possível encontrar isso na legislação ou jurisprudẽncia?

  • "Do ponto de vista da comissão de ética pública, a repressão, na prática, é quase sempre ineficaz. "

    Ao que parece, do ponto de vista da Cespe, a repressão em determinadas circunstâncias apresenta-se eficaz.

    A Cespe já não mais separa os melhores candidatos e sim os melhores adivinhadores e/ou interpretadores de seus devaneios.

  • Respondi a questão pela lógica, mas discordo do cespe quando ele faz esses tipos subjetivos... =S

  • gostaria que alguém me ajudasse e me apontasse em que momento no texto do enunciado acima, ou mesmo do decreto 6029/ 2007 diz que "a repressão, na prática, é quase sempre ineficaz"......

    Sem querer ofender ninguém, mas na minha opinião esta questão é uma daquelas tipo "espíritas" que a CESPE gosta de elaborar, ou seja, temos que adivinhar o que o avaliador está se querendo dizer para poder responder aquilo que ele quer...

  • acertei ...mas venhamos e convenhamos, essa questão é um lixo por motivos óbvios.

  • reprenssão sinônimo de censura

  • ou seja ....censura não serve para nada!!!

  • A banca chamou a comissao de ética ineficaz

  • QUESTÃO BEM LIXO

    A banca chamou a comissão de ética ineficaz

  • entao p que desgraça existe a comissao??

  • Não assinantes: Gabarito Certo


ID
174493
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

A ética é um dos assuntos mais lembrados ao se falar em negócios,
política e relacionamentos humanos, pois, por força das conquistas
tecnológicas atuais, ela é, mais que nunca, relevante para os debates
a respeito do comportamento humano. O estudo da ética é sempre
necessário em decorrência da necessidade de as pessoas orientarem
seu comportamento de acordo com as novas realidades que se
vislumbram diariamente na vida social. Acerca de ética, moral e
condutas no serviço público, julgue o item a seguir.

A prestação do serviço público deve ser compreendida como uma ação associada à recompensa pecuniária, pois a prestação de serviço de qualidade é equivalente à atuação recorrente no mercado.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO!

    Dec. 1.171  CAPÍTULO DAS REGRAS DEONTOLÓGICAS

            IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de legalidade.

            V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.

  • Decreto nº1.171/94

    CAPÍTULO II
    Das Comissões de Ética
    XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, entende-se por servidor público todo aquele que, por força de lei, contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer órgão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas, as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse do Estado.

    A norma estabelece que mesmo sem recompensa pecuniária o servidor público (aquele ligado direta ou indiretamente ao poder estatal) preste um serviço de qualidade, com eficácia, boa vontade e cortesia aos usuários do serviços.

  • São Agentes públicos os agentes honoríficos: mesários e jurados.
    A Doutrina moderna os considera particulares em colaboração com o Poder Público.
  • A questão trata sobre a prestação de serviço pelo agente público. Segundo Decreto 1.171:


    V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.


    Logo, o trabalho do servidor não pode ser medido pecuniariamente, mas pelo valor que ele possui perante a sociedade.
  • É, então quer dizer que os serviços de honra não precisa ser adquado?

    ERRADA!

  • O MESÁRIO NÃO TEM RECOMPENSA PECUNIÁRIA.


ID
174496
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Ética na Administração Pública
Assuntos

A ética é um dos assuntos mais lembrados ao se falar em negócios,
política e relacionamentos humanos, pois, por força das conquistas
tecnológicas atuais, ela é, mais que nunca, relevante para os debates
a respeito do comportamento humano. O estudo da ética é sempre
necessário em decorrência da necessidade de as pessoas orientarem
seu comportamento de acordo com as novas realidades que se
vislumbram diariamente na vida social. Acerca de ética, moral e
condutas no serviço público, julgue o item a seguir.

Os problemas éticos, ao contrário dos problemas práticomorais, são caracterizados por sua generalidade.

Alternativas
Comentários
  • CERTO!

    “Os problemas éticos, ao contrário dos prático-morais são caracterizados pela sua generalidade. Por exemplo, se um indivíduo está diante de uma determinada situação, deverá resolvê-la por si mesmo, com a ajuda de uma norma que reconhece e aceita intimamente, pois o problema do que fazer numa dada situação é um problema prático-moral e não teórico-ético. Mas, quando estamos diante de uma situação, como, por exemplo, definir o conceito de Bem, já ultrapassamos os limites dos problemas morais e estamos num problema geral de caráter teórico, no campo de investigação da ética. Tanto assim, que diversas teorias éticas organizaram-se em torno da definição do que é Bem. Muitos filósofos acreditaram que, uma vez entendido o que é Bem, descobriríamos o que fazer diante das situações apresentadas pela vida. As respostas encontradas não são unânimes e as definições de Bem variam muito de um filósofo para outro. Para uns, Bem é o prazer, para outros é o útil e assim por diante”, conclui o pensamento o Professor Alencastro.
     

  •  A moral tem valores uma conotação social são valores sociais que tendem a ter uma aceitação muito grande, por todos os membros de uma sociedade,  a moral estabelece o comportamento ideal dos indivíduos, determinando o que é bom ou mal, certo ou errado, fundando seus valores preestabelecidos pela sociedade, a moral é comportamento individual motivado nas ideias de certo e errado.
    Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. 
    Durkheim explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A moral tem caráter obrigatório.
  • O código de ética é TAXATIVO.
  • Se os problemas prático-morais são situados na ação efetiva, na escolha do modo adequado de agir, os problemas ético-morais são caracterizados por sua generalidade. Eles se referem à abstração de caráter teórico sobre os fundamentos das ações práticas. Sua tarefa é investigar o conteúdo do que seja o “bom”, e não determinar como deve agir o indivíduo na situação concreta para que a sua ação possa ser considerada boa.
    Fonte: http://jrparoge.blogspot.com.br/2008/09/tica-e-moral.html
  • acertei pela logica , moral tem caracter personalissimo ou subjetivo , a ética já serve como conduta para certo grupo .

  • até pq a etica é geral, universal(todo) e a moral é relativa, cultural(partes)

  • Problemas éticos têm a ver com a generalidade, com aquilo que se refere ao bem comum, a todos, é universal. Já a moral diz respeito ao que é particular, relativo ou específico a cada grupo ou indivíduo. 
    Ética = generalidade / Moral = particularidade.

  • Os problemas éticos são caracterizados por sua generalidade.

    Pronto. Assim se mata questões da CESPE nesse estilo.

  •  Acerca de ética, moral e condutas no serviço público, é correto afirmar que: Os problemas éticos, ao contrário dos problemas práticomorais, são caracterizados por sua generalidade.

  • Os problemas éticos, ao contrário dos problemas práticomorais, são caracterizados por sua generalidade.

    Ética = generalidade

    Moral = particularidade.

    por: Elisangela Marcelina


ID
174499
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere às disposições constitucionais pertinentes à AGU,
julgue o item seguinte.

A AGU tem por chefe o advogado-geral da União, nomeado pelo presidente da República, independentemente de aprovação pelo Senado Federal, entre os cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

Alternativas
Comentários
  • Para fundamentar a presente questão, trazemos o art. 3º da LC 73:

    "Art. 3º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República, dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada."

    No mesmo diapasão o art. 131 da CF, assim dispõe:

    "Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

    § 1º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada."

    Nota-se que a lei em momento algum traz a necessidade de aprovação do Senado, sendo de LIVRE nomeação do Presidente da República. Ademais, merece destacar as possibilidades de aprovação prévia do Senado, para a escolha dos seguintes:

    "Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

    III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de:

    a) Magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;

    b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República;

    c) Governador de Território;

    d) Presidente e diretores do banco central;

    e) Procurador-Geral da República;

    f) titulares de outros cargos que a lei determinar"

  • art. 131 da CF, assim dispõe:

    "Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

    § 1º - A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada."

    Cuidado com pegadinhas: Não confundir com IDONEIDADE MORAL.


ID
174502
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere às disposições constitucionais pertinentes à AGU,
julgue o item seguinte.

Cabe à AGU, nos termos da competente lei complementar, exercer atividades de consultoria e assessoramento jurídico dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como representar judicialmente a União e as pessoas jurídicas de direito público que integram a administração indireta.

Alternativas
Comentários
  • Conforme a LEI COMPLEMENTAR Nº 73, DE 10 DE FEVEREIRO DE 1993 - A AGU exerce atividade de consultoria e assessoramento jurídico apenas do Poder Executivo.

    Das Funções Institucionais
    Art. 1º - A Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União judicial e extrajudicialmente.
    Parágrafo único. À Advocacia-Geral da União cabem as atividades de consultoria e assessoramento jurídicos ao Poder Executivo, nos termos desta Lei Complementar.

  • Não cabe também representar as pessoas jurídicas de direito público que integram a administração indireta.

    Lembrando que não era necessário saber da LC, pois o "caput" do enunciado já nos remete a olhar somente para constituição.
  • DA ADVOCACIA PÚBLICA
    (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.

    OBS: A AGU representa orgãos da Administração Indireta Federal! Um dos seus órgãos especializados, a Procuradoria-Geral Federal (PGF) representa entidades da administração indireta da União, isto é, autarquias e fundações públicas, e se ramifica em procuradorias especializadas que integram estas entidades, que atuam tanto na área consultiva como na contenciosa. A maior procuradoria especializada da PGF é a do INSS, que conta com centenas de procuradores por postos da autarquia por todo o país.


     

  • O erro encontra-se em "pessoas jurídicas de direito público que integram a administração indireta", pois dentro dessa estão inseridas as empresas públicas e sociedades de economia mista que a AGU não representa.  
  • A amiga Evelyn Costa está equivocada. Perceba que a questão diz  "bem como representar judicialmente a União e as pessoas jurídicas de direito público que integram a administração indireta", ou seja, exclui-se as EPs e as SEMs, que são de Direito Privado. O erro está realmente em dizer que representa também o Legislativo e o Judiciário.
  • Das Funções Institucionais

            Art. 1º - A Advocacia-Geral da União é a instituição que representa a União judicial e extrajudicialmente.

           Parágrafo único. À Advocacia-Geral da União cabem as atividades de consultoria e assessoramento jurídicos ao Poder Executivo, nos termos desta Lei Complementar.



ID
174505
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere ao disposto na Lei Orgânica da AGU, julgue o
item subsequente.

O advogado-geral da União pode avocar quaisquer matérias jurídicas de interesse da União, inclusive no que se refere a sua representação extrajudicial.

Alternativas
Comentários
  • A resposta está no art. 4º, §2º, da Lei Complementar 73/93 (Lei Orgânica da AGU): "O Advogado-Geral da União pode avocar quaisquer matérias jurídicas de interesse desta, inclusive no que concerne a sua representação extrajudicial".


ID
174508
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere ao disposto na Lei Orgânica da AGU, julgue o
item subsequente.

Compete ao procurador-geral da União a edição de enunciados de súmula administrativa, resultantes da jurisprudência iterativa dos tribunais.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO. Dispõe LC 73/93 (Lei Orgânica da AGU) que:

    Art. 4º - São atribuições do Advogado-Geral da União: XII - editar enunciados de súmula administrativa, resultantes de jurisprudência iterativa dos Tribunais;

  • Somente complementando com o que dispõe o Decreto 7392:

     

    Art. 8º À Secretaria-Geral de Contencioso compete:

    VII - examinar a edição de enunciados de súmulas da Advocacia- Geral da União.

     

    Art. 36. São atribuições do Advogado-Geral da União, órgão mais elevado de assessoramento jurídico do Poder Executivo:

    XIII - editar enunciados de súmula da Advocacia-Geral da União resultantes de jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal, Tribunais Superiores e da Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especiais Federais;

     

     

  • SECRETARIA GERAL DE CONTENCIOSO examina as súmulas e o AGU as edita

  • - Compete ao Advogado -geral da União a edição de enunciados de súmula administrativa, resultantes da jurisprudência iterativa dos tribunais.


ID
174511
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere à estrutura e à composição da AGU, julgue o item
que se segue.

A Consultoria da União, as consultorias jurídicas dos ministérios, da Secretaria-Geral e das demais secretarias da presidência da República são órgãos de execução da AGU.

Alternativas
Comentários
  • CORRETA. LC 73/93, Art. 2º - A Advocacia-Geral da União compreende:

     II - órgãos de execução:

            a) as Procuradorias Regionais da União e as da Fazenda Nacional e as Procuradorias da União e as da Fazenda Nacional nos Estados e no Distrito Federal e as Procuradorias Seccionais destas;

            b) a Consultoria da União, as Consultorias Jurídicas dos Ministérios, da Secretaria-Geral e das demais Secretarias da Presidência da República e do Estado-Maior das Forças Armadas;

  • Capítulo II - Da Composição

    Art. 2º - A Advocacia-Geral da União compreende: 

    II - órgãos de execução:

    b) a Consultoria da União, as Consultorias Jurídicas dos Ministérios, da Secretaria-Geral e das demais Secretarias da Presidência da República e do Estado-Maior das Forças Armadas;

     

    Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LCP/Lcp73.htm

     Gabarito: CORRETO

    Obs: Quando meus comentários estiverem desatualizados ou errados, mandem-me msgns no privado, por favor, porque irei corrigi-los.

     

  • Órgãos de execução 2º O DECRETO 7392

    [PSE]: Partido Social Evangélico

     

    Procuradorias Regionais da União

    Secretaria-Geral de Administração:

    Escola da AGU;

     

    Órgãos de execução 2º a LC 73

    [PSC]: Partido Social Cristão

     

    ·         Procuradorias Regionais da União e as da Fazenda Nacional;

    ·         Procuradorias da União e as da Fazenda Nacional nos Estados e no DF;

    ·         Procuradorias Seccionais destas; 

    ·         Secretaria-Geral de Administração

    ·         Demais SecretariaS da Presidência da República e do Estado-Maior das Forças Armadas;

    ·         Consultoria da União;

    ·         Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios;

     

    Obs: NÃO CONFUNDIR as Consultorias da União e as dos Ministérios com a Con-GU, que é um ÓRGÃO SUPERIOR.

  • CERTO.


    Se tiver "Geral" no nome, é de direção superior:


    Advogado-Geral da União

    Procuradoria-Geral da União 

    Consultoria-Geral da União

    Corregedoria-Geral da Advocacia da União 

    Secretaria-Geral de Consultoria

    Secretaria-Geral de Contencioso

    + Conselho Superior da AGU (Não é subordinado diretamente ao Advogado-Geral da União)


    Exceção: Secretaria Geral de Administração, que é órgão específico singular.




  • Marquei errado por esquecer que há diferença entre: consultoria GERAL da união (superior) X consultoria da união (execução) ...

    Execução: procuradorias e consultorias (segundo LC 73/93, mas p/ 7.392 só as procuradorias REGIONAIS)


ID
174514
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere à estrutura e à composição da AGU, julgue o item
que se segue.

A Procuradoria-Geral da União e da Fazenda Nacional, as procuradorias regionais da União e as procuradorias da Fazenda Nacional nos estados e no Distrito Federal figuram como órgãos de execução da AGU.

Alternativas
Comentários
  • ERRADA. LC 73/93, Art. 2º - A Advocacia-Geral da União compreende:

    I - órgãos de direção superior:

            a) o Advogado-Geral da União;

            b) a Procuradoria-Geral da União e a da Fazenda Nacional;

            c) Consultoria-Geral da União;

            d) o Conselho Superior da Advocacia-Geral da União; e

            e) a Corregedoria-Geral da Advocacia da União;

    II - órgãos de execução:

            a) as Procuradorias Regionais da União e as da Fazenda Nacional e as Procuradorias da União e as da Fazenda Nacional nos Estados e no Distrito Federal e as Procuradorias Seccionais destas;

            b) a Consultoria da União, as Consultorias Jurídicas dos Ministérios, da Secretaria-Geral e das demais Secretarias da Presidência da República e do Estado-Maior das Forças Armadas;

  • Excelente comentário da colega, mas irei dividir o meu Mnemônico com todos do grupo

    Se no enunciado da questão cobrar órgãos de direção superior: Lembre-se GERAL ou SUPERIOR, senão será órgãos de execução.



  • Lembrando que segundo a LC 73 existem 6 ÓRGÃOS SUPERIORES e no DECRETO 7.392 existem 5.

     

    2º LC 73:

     

    1.      O AdvogadO-Geral da União; [O AGU É ÓRGÃO & MEMBRO, 2º a L.C 73 !!!]

    2.      A Procuradoria-Geral da União da Fazenda Nacional; [PGFN]

    3.      O Conselho Superior da AGU; [CSU]

    4.     A Procuradoria-Geral da União; [PGU]

    5.      A Consultoria-Geral da AGU; [Con-GU]

    6.      A Corregedoria-Geral da AGU; [CGU]

     

    2º DECRETO 7.392 :

     

    Secretaria-Geral de Consultoria ;

    Secretaria-Geral de Contencioso;

    PGU;

    Con-GU;

    CGU;

     

             

  • Órgãos de execução 2º O DECRETO 7392

    [PSE]: Partido Social Evangélico

     

    Procuradorias Regionais da União

    Secretaria-Geral de Administração:

    Escola da AGU;

     

    Órgãos de execução 2º a LC 73

    [PSC]: Partido Social Cristão

     

    ·         Procuradorias Regionais da União e as da Fazenda Nacional;

    ·         Procuradorias da União e as da Fazenda Nacional nos Estados e no DF;

    ·         Procuradorias Seccionais destas; 

    ·         Secretaria-Geral de Administração

    ·         Demais SecretariaS da Presidência da República e do Estado-Maior das Forças Armadas;

    ·         Consultoria da União;

    ·         Consultorias Jurídicas junto aos Ministérios;

     

    Obs: NÃO CONFUNDIR as Consultorias da União e as dos Ministérios com a Con-GU, que é um ÓRGÃO SUPERIOR.


ID
174517
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

No que se refere à estrutura e à composição da AGU, julgue o item
que se segue.

No tocante à composição da AGU, são órgãos auxiliares do advogado-geral da União o secretário-geral de contencioso e o consultor-geral da União.

Alternativas
Comentários
  •  ERRADA. LC 73/93, Art. 2º, §4º - O Advogado-Geral da União é auxiliado por dois Secretários-Gerais: o de Contencioso e o de Consultoria.

  • O Secretário-geral de contencioso e o Consultor-geral da União são membros, e não órgãos.

  • Não são órgãos. São membros.

  • Gab: ERRADO


    Lei 73/93:

    Art. 2º - A Advocacia-Geral da União compreende:

    § 4º - O Advogado-Geral da União é auxiliado por dois Secretários-Gerais: o de Contencioso e o de Consultoria.


    § 5º - São membros da Advocacia-Geral da União: o Advogado-Geral da União, o Procurador-Geral da União, o Procurador-Geral da Fazenda Nacional, o Consultor-Geral da União, o Corregedor-Geral da Advocacia da União, os Secretários-Gerais de Contencioso e de Consultoria, os Procuradores Regionais, os Consultores da União, os Corregedores-Auxiliares, os Procuradores-Chefes, os Consultores Jurídicos, os Procuradores Seccionais, os Advogados da União, os Procuradores da Fazenda Nacional e os Assistentes Jurídicos.

  • § 5º - São MEMBROS da AGU:

    [PICAS-GROSSA]

    1.     O AGU,

    2.     O PGU,

    3.     O PGFN,

    4.     O Con-GU,

    5.     O CGU,

    6.     Os SecretÁRIOS -Gerais de Contencioso e de Consultoria,

     

      [Picas-Média]:

    7.     Os Procuradores da Fazenda Nacional,

    8.     Os Procuradores Regionais,

    9.     Os Procuradores-Chefes,

    10.  Os Procuradores Seccionais,

    11.  Os Consultores da União,

    12.  Os Consultores Jurídicos,

    13.  Os Corregedores-Auxiliares,

    14.  Os Advogados da União,

    15.  Os Assistentes Jurídicos.


ID
174520
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

A respeito da legislação aplicável à Procuradoria-Geral Federal,
julgue o item subsequente.

A Procuradoria-Geral Federal, apesar de ter sido criada com autonomia administrativa e financeira, está vinculada à AGU, que detém competência para supervisionar sua atuação.

Alternativas
Comentários
  • CORRETA. Dispõe a LC 73/93 que:

    Art. 9º - À Procuradoria-Geral da União, subordinada direta e imediatamente ao Advogado-Geral da União, incumbe representá-la, judicialmente, nos termos e limites desta Lei Complementar.

    Cabe à Corregedoria-Geral da Advocacia da União  (art. 5º, II) "promover correição nos órgãos jurídicos da Advocacia-Geral da União, visando à verificação da regularidade e eficácia dos serviços, e à proposição de medidas, bem como à sugestão de providências necessárias ao seu aprimoramento;" logo, a Procuradoria-Geral Federal pode sofrer controle pela AGU, por meio da Corregedoria-Geral. 

  • Eu pensei que a questão estaria errada por dizer que PGF foi criada com autonomia administrativa e financeira.
  • Salvo melhor juízo, acredito que o fundamento invocado está equivocado.
    O fundamento para a resposta está na Lei Federal 10.480/02, que criou a Procuradoria-Geral Federal. Nesse sentido o seu art. 9:


    Art. 9o É criada a Procuradoria-Geral Federal, à qual fica assegurada autonomia administrativa e financeira, vinculada à Advocacia-Geral da União.
    Parágrafo único. Incumbe à Advocacia-Geral da União a supervisão da Procuradoria-Geral Federal.

    BONS ESTUDOS!
  • Gab: CERTO


    Lei 10.480: Art. 9° - É criada a Procuradoria-Geral Federal, à qual fica assegurada autonomia administrativa e financeira, vinculada à Advocacia-Geral da União.

    Parágrafo único: Incumbe à Advocacia-Geral da União a supervisão da Procuradoria-Geral Federal.


ID
174523
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

A respeito da legislação aplicável à Procuradoria-Geral Federal,
julgue o item subsequente.

À Procuradoria-Geral Federal compete a representação judicial e extrajudicial das autarquias e fundações públicas federais, ressalvadas as atividades de consultoria e assessoramento jurídico, as quais ficam a cargo da AGU.

Alternativas
Comentários
  • ERRADA. Dispõe a LC 73/93 que:

    Art. 17 - Aos órgãos jurídicos das autarquias e das fundações públicas compete:

            I - a sua representação judicial e extrajudicial;

            II - as respectivas atividades de consultoria e assessoramento jurídicos;

            III - a apuração da liquidez e certeza dos créditos, de qualquer natureza, inerentes às suas atividades, inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança amigável ou judicial.

  • A nobre colega sempre traz comentários pertinentes, mas esta consta de lei específica, e não da LC73/93. Veja-se:

    L. 10.480, Art. 10. À Procuradoria-Geral Federal compete a representação judicial e extrajudicial das autarquias e fundações públicas federais, as respectivas atividades de consultoria e assessoramento jurídicos, a apuração da liquidez e certeza dos créditos, de qualquer natureza, inerentes às suas atividades, inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança amigável ou judicial.

  • Faz consultorias também!

    Da Procuradoria-Geral Federal 

    Art. 35.  A Procuradoria Geral Federal é órgão vinculado à Advocacia Geral da União,  competindo-lhe a representação judicial e extrajudicial das autarquias e fundações públicas federais e as respectivas atividades de consultoria e assessoramento jurídicos, e a apuração da liquidez e certeza dos créditos, de qualquer natureza, inerentes às suas atividades, inscrevendo-os em dívida ativa, para fins de cobrança amigável ou judicial. 

  • OS RESPONSÁVEIS SÃO SEUS PRÓPRIOS ÓRGÃOS JURÍDICOS.


ID
174526
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

Julgue o item abaixo, relativo às competências do Departamento de Cálculos e Perícias da AGU.

Ao Departamento de Cálculos e Perícias não compete rever os trabalhos técnicos, de cálculo e periciais nos processos judiciais de interesse da União, por ser tal matéria de competência exclusiva do Poder Judiciário.

Alternativas
Comentários
  • DECRETO Nº 7.392, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010

     Art. 28. Ao Departamento de Cálculos e Perícias compete:

    I - planejar, coordenar e supervisionar as atividades relativas aos trabalhos técnicos de cálculos e perícias, inclusive de precatórios; e

    II - elaborar notas técnicas, em processos judiciais e administrativos de interesse da Advocacia-Geral da União, sobre cálculos e perícias.


ID
174529
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

Quanto à organização da Secretaria-Geral da AGU, julgue o item
que se segue.

A Secretaria-Geral da AGU dispõe de competência para coordenar a elaboração e a consolidação dos planos e programas das atividades finalísticas da AGU e de órgãos vinculados, submetendo-os à decisão superior.

Alternativas
Comentários
  • DECRETO Nº 7.392, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010

    Dos Órgãos Específicos Singulares

    Art. 30. À Secretaria Geral de Administração compete:

    IV - promover a elaboração e consolidar o Plano Plurianual, a Proposta Orçamentária Anual e a respectiva Programação Financeira, o Plano de Ação Anual da Secretaria-Geral de Administração e os demais planos e programas das atividades de sua área de competência e submetê-los à decisão superior;

     
  • Qual Secretaria-Geral? de Consultoria? do Contencioso ou de Administração?

    Não consegui entender a qual a questão estava se referindo...

  • DEVERIA SER ANULADA, NÃO ESPECIFICOU QUAL SECRETARIA COMO COLOCOU A NICOLLE.

     

    NA AGU TEM UMAS 3 SECRETARIAS GERAIS: se a questão não especifica fica difícil...

    SECRETARIA GERAL de Consultoria

    SECRETARIA GERAL de Contencioso

    SECRETARIA GERAL de Administração

  • Nao concordo que precise ser anulada porque o comando da questão está previsto no decreto 7392 art 30 inciso IV.

  • Vamos lá, as atribuições das secretarias são diferentes ok!

    Art. 6o  À Secretaria-Geral de Consultoria, compete assistir o Advogado-Geral da União quanto aos assuntos internos da Advocacia-Geral da União e no controle interno da legalidade dos atos por eles praticados. 

    Art. 8o  À Secretaria-Geral de Contencioso compete: Notem, tem de ter STF na jogada!

    I - assistir o Advogado-Geral da União na representação judicial da União, no Supremo Tribunal Federal, no que se refere aos processos de controle concentrado, difuso de constitucionalidade e de competência originária, exceto nos processos de competência da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional;

    II - assistir o Advogado-Geral da União na representação judicial, perante o Supremo Tribunal Federal, dos Ministros de Estado e do Presidente da República, ressalvadas as informações deste último em mandados de segurança e injunção;

    III - requisitar aos órgãos da Administração Pública Federal subsídios necessários à atuação da União perante o Supremo Tribunal Federal;

    IV - uniformizar as teses apresentadas pela União, pelo Presidente da República e pelo Advogado-Geral da União, perante o Supremo Tribunal Federal;

    V - orientar as Unidades de Contencioso da Advocacia-Geral da União em matéria constitucional e no tocante ao cabimento de ações de competência originária do Supremo Tribunal Federal;

    VI - coordenar, orientar e supervisionar as atividades desenvolvidas pelos escritórios avançados da Advocacia-Geral da União junto aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário; e

    VII - examinar a edição de enunciados de súmulas da Advocacia-Geral da União

  • Galerinha, a questão é de junho de 2010. O decreto 7.392 é de dezembro de 2010. A estrutura organizacional deve ter mudado. Claramente a questão está desatualizada.


ID
174532
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Legislação da AGU
Assuntos

Quanto à organização da Secretaria-Geral da AGU, julgue o item
que se segue.

O desenvolvimento de atividades de execução orçamentária, financeira e contábil no âmbito da AGU não figura entre as competências da Secretaria-Geral da AGU, pois está incluído na competência legal atribuída ao Ministério do Planejamento.

Alternativas
Comentários
  • DECRETO Nº 7.392, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010

    Dos Órgãos Específicos Singulares

    Art. 30. À Secretaria Geral de Administração compete:

    I - exercer a função de órgão setorial dos Sistemas de Pessoal Civil da Administração Federal - SIPEC, de Documentação e Arquivos - SINAR, de Serviços Gerais - SISG, de Planejamento e de Orçamento Federal, de Contabilidade Federal, de Administração Financeira Federal, e de Organização e Inovação Institucional do Governo Federal - SIORG, por meio das suas Unidades Organizacionais;

    II - planejar, coordenar e supervisionar, no âmbito da Advocacia- Geral da União, a execução das atividades de gestão de documentos e de arquivos, bem como as relacionadas com os sistemas federais de planejamento e de orçamento, de administração financeira, de contabilidade, de serviços gerais, de administração dos recursos de informação, de recursos humanos e de organização e inovação institucional;

    III - promover a articulação com os órgãos centrais dos sistemas federais referidos no inciso I e informar e orientar as Unidades da Advocacia-Geral da União quanto ao cumprimento das normas administrativas estabelecidas;

    IV - promover a elaboração e consolidar o Plano Plurianual, a Proposta Orçamentária Anual e a respectiva Programação Financeira, o Plano de Ação Anual da Secretaria-Geral de Administração e os demais planos e programas das atividades de sua área de competência e submetê-los à decisão superior;

    V - desenvolver as atividades de execução orçamentária, financeira e contábil, no âmbito da Advocacia-Geral da União;

  • GABARITO: CERTO.

    DECRETO Nº 7.392, DE 13 DE DEZEMBRO DE 2010
    Dos Órgãos Específicos Singulares
    Art. 30. À Secretaria Geral de Administração compete:

    (...)

    V - desenvolver as atividades de execução orçamentária, financeira e contábil, no âmbito da Advocacia-Geral da União;

  • NA AGU TEM UMAS 3 SECRETARIAS GERAIS: se a questão não especifica fica difícil...

    SECRETARIA GERAL de Consultoria

    SECRETARIA GERAL de Contencioso

    SECRETARIA GERAL de Administração

  • GAB: ERRADOOOOOO


ID
174544
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Acerca de conceitos e modos de utilização de aplicativos e de
sistemas operacionais, julgue o item a seguir.

O tamanho da fonte em uma página visualizada com o Internet Explorer, em um computador cujo sistema operacional é o Windows XP, pode ser aumentada por meio da opção Fontes no painel de controle.

Alternativas
Comentários
  • Resposta : Errado

    A fonte em uma página visualizada com o Internet Explorer  pode ser aumentada da seguinte forma :

    Para alterar o tamanho do texto da página da Web

    1. Abra o Internet Explorer.
    2. Clique no botão Página, clique em Tamanho do texto e clique no tamanho desejado.

     

  • INCORRETA

    A questão coloca o sistema operacional windows XP, é importante lembrar que este é com'patível com vários tipos de navegadores, inclusive com os mais modernos ''internet explorer'', nas versões contemporâneas do aplicativo o aumento ou diminuição da FONTE é feito indo ao menu EXIBIR e clicando no submenu TAMANHO DA FONTE, lá o usuário irá encontrar várias opções, como: Médio, pequeno, grande, etc. Espero ter ajudado

    Forte abraço!

  • Página  - tamanho da fonte.

  • No Internet Explorer 8, para alterar o tamanho da fonte é preciso clicar no Menu Página > Tamanho da Fonte e escolher a opção desejada.

  • Pessoal,

    Acrescentando.....já no INTERNET EXPLORER 7 para alterar o tamanho da fonte basta acessar o MENU EXIBIR, TAMANHO DA FONTE e alternar o seu tamanho em uma escala que vai de muito pequeno a muito grande.

    Bons Estudos.

    Raimundo Santos

  • errado,

    Pode ser através do menu exibir ou do botão página.

     

     

  • Página>>Tamanho da fonte.

  • tb teclando ctrl+ ou ctrl-....................

  • Comentado por DILMAR GARCIA MACEDO há 2 meses.

    tb teclando ctrl+ ou ctrl-....................

    -------------------------------------------------------
    Desculpe-me, mas isso só alterará o zoom, que diferentemente da alteração do tamanho da fonte não pode ser acessado pelo menu exibir.

  • Menu EXIBIR -> TAMANHO DO TEXTO

  • REALMENTE O COLEGA ESTÁ CERTO. DESCULPEM O ERRO.
  • Menu EXIBIR -> TAMANHO DO TEXTO

  • No windows 7, indo em "painel de controle" -> "Rede e Internet" -> "Opções da Internet" -> "Geral" -> "Aparência" -> "Fontes", é possível alterar a fonte: "As fontes aqui selecionadas são exibidas nas páginas da web e nos documentos que não possuem uma fonte de texto especificada".

     

    Logo, se a questão trouxesse: 

     

    "A fonte em uma página visualizada com o Internet Explorer, em um computador cujo sistema operacional é o Windows 7, PODE ser ALTERADA por meio da opção Fontes no painel de controle" - ela estaria correta.

     

    Quanto ao tamanho, os colegas já disseram.

  • GABARITO: ERRADO

    Pode-se utilizar o comando CTRL + ou CTRL – para aumentar ou diminuir as fontes de visualização da página.

    Abraços

  • Gabarito: Errado

    No Internet Explorer (em sua versão 7.0), existem duas possibilidade para se aumentar o tamanho do texto das páginas que você visualiza e a primeira delas é através do atalho do teclado. Basta que você segure a tecla Ctrl e então pressione a tecla + para aumentar e – para diminuir a aproximação. Deste modo, você irá aproximar não somente o texto, mas também todas as imagens presentes e quadros presentes em determinada página.

    A segunda opção permite que você aumente somente o tamanho dos textos escritos na página visitada. Para isso, pressione a tecla Alt para que a barra de ferramentas possa ser visualizada. Então, vá em Exibir > Tamanho da Fonte e escolha entre Muito Grande, Grande, Médio, Pequeno e Muito Pequeno.

    @prfdelite

  • Na Barra MENU EXIBIR vai ZOOM CTRL + +(ampliar) aumenta..

    dá um ALT e verifica....

    errada

  • GABARITO: ERRADO.

  • Meu raciocínio:

    Tamanho de fonte tem a ver com acessibilidade do painel de controle.

  • Gabarito: Errado

    Não é aumentada por meio da opção Fontes no painel de controle.

    Aumenta da seguinte maneira:

    Internet Explore --- página --- tamanho do texto --- tamanho desejado.


ID
174547
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Acerca de conceitos e modos de utilização de aplicativos e de
sistemas operacionais, julgue o item a seguir.

Uma página que estiver sendo visualizada com o Internet Explorer pode ser salva como um arquivo do Writer do BrOffice, caso este seja o editor de texto instalado no computador.

Alternativas
Comentários
  • Resposta : Incorreto

    A página só pode ser salva com as extensões : htm , html, mht, txt

  • No BROffice não.

  •  É só ter em mente que tudo é compatível com os produtos da microsoft, mas a recíproca não é verdadeira.

  • Tudo é compatível com os produtos da microsoft, mas a recíproca não é verdadeira

    BROffice>> não

    A página só pode ser salva com as extensões : htm , html, mht, txt

  • Pessoal entendi, mas não compreendi!! O Writer lê arquivos HTM, HTML; logo, poquê o erro da questão.
  • A questão faz uma associação complexa entre o navegador de Internet da Microsoft e o editor de textos do BrOffice (Writer, hoje LibreOffice). O navegador pode salvar o arquivo do site nos formatos HTM, HTML, MTH e TXT. O editor de textos Writer é capaz de abrir estes arquivos. O erro está em afirmar que pode ser salvo como um arquivo do Writer. O formato padrão dos arquivos do Writer não é o HTM, HTML, MTH ou TXT. É isto.
  • Eu ainda não consigo discordar de a assertiva ser certa. Eu posso simplesmente copiar o conteúdo da página, abrir o Writer, colar o conteúdo copiado e salvar em formato padrão (ou até em outros) do programa. Em momento algum o enunciado diz que ela vai ser necessariamente salva pelo IE. Questão passível de recurso, na minha opinião.
  • A página não pode ser salva como arquivo do Writer o que pode acontecer é os textos e imagens serem inseridos no editor de texto e depois serem salvos. Se quiser salvar a pagina em "salvar como" vai salvar no formato html, txt.... mas não no aplicativo.

  • É possível salvar uma página através do Internet Explorer. Os formatos possíveis são HTM, HTML, MHT e TXT.

    HTM é uma herança do MD-DOS que só aceita extensões com três caracteres. Não se diferencia do HTML em termos de formato.

    MHT é um formato que salva além da página, as imagens, formatos, demais objetos que sejam necessários para que a página seja aberta com o mesmo leiaute, sem a
    necessidade de conexão com a internet.

    No TXT são salvos apenas os textos da página. 
    A questão se refere ao arquivo do Writer que são no formato ODT (OpenDocument
    Text).

    Resposta: Errada.

    Fonte: http://www.itnerante.com.br/profiles/blogs/nocoes-de-informatica-agu

  • Writer é .ODT, não é possível mesmo, mas abre os formatos salvas html, htm etc.

  • Não pode ser salva como um arquivo do writer, pois o formato padrão do Writer não é htm html ...Mas o conteudo da pagina (textos e imagens) pode ser copiado e colado no writer, assim loderia ser salvo como um arquivo do writer.
  • Como os navegadores salvam suas páginas?

     

    o    Firefox: página da web completa; página da web somente HTML; Arquivos de texto; todos os arquivos;

     

    o    Chrome: página da web completa; página da web somente HTML;

     

    o    Internet Explorer: página da web completa Htm e Html; Arquivo Web-Arquivo Simples mht; Página da web somente html (htm e html); arquivo de texto txt;

  • O erro está em afirmar que pode ser salvo como um arquivo do Writer. O formato padrão dos arquivos do Writer não é o HTM, HTML, MTH ou TXT

  • Gabarito: Errado

    Não pode ser salva como um arquivo do Writer do BrOffice. A página só pode ser salva com as extensões : htm , html, mht, txt.

    O Writer não possui nenhuma dessas extensões.

  • PODER pode.

    " Claro que não pode, Tomas, tás viajando"

    1) CTRL + S

    2) muda o final e bota .docx ou .odt

    vai ou não vai salvar COMO um arquivo do Writer ou WORD? se vai abrir ou não, é outros 500.

    Atualmente acho que não cairia dessa forma...


ID
174553
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No que se refere a conceitos de sistemas de informações e de
segurança da informação, julgue os item subsequente.

Um arquivo criptografado fica protegido contra contaminação por vírus.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO

    Um arquivo critptografado protege as informações contidas nele, mas não protege o arquivo contra vírus.

  • Quase nada está imune a vírus.

  • Criptografia é o processo matemático usado para reescrever uma informação de forma "embaralhada", de modo que não seja possível "entendê-la", se ela for interceptada.

    www.euvoupassar.com.br

     

  •  Que pergunta sacana!!!

    Qualquer arquivo é sujeito a contaminação por vírus, só que acho difícil ele ter como alvo um arquivo criptografado, uma vez que não teria efeito algum nele, pois a informação contida estará toda truncada e na hora que for feita a decodificação, daí é o código do vírus que ficará truncado! :S

  • Princípios da Segurança da Informação:

    Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade e Autenticidade.

    A criptografia atua no âmbito da Confidencialidade apenas que é o princípio que prega que os dados devem ser confidenciais, deve ser garantida a privacidade e acesso somente aqueles diretamente interessados.

    No caso da proteção dos dados contra ataques de vírus seria no âmbito da Integridade.

     

  •  O Não-repúdio (impossibilidade de negar a participação em uma transação eletrônica) também seria um princípio? alguém poderia me responder?

  • Vamos estudar interpretação de texto moçada!

    O que a frase quer dizer é que:

    Um arquivo criptografado (ao ser criptografado)  fica protegido contra contaminação por vírus.

    Como se o fato de criptografar o protegesse

  • Carlos Eduardo, o não repúdio é um princípio também, mas ele não é considerado entre os 4 básicos (DICA): disponibilidade, integridade, confiabilidade e autenticidade.

  • Um arquivo critptografado protege as informações contidas nele, mas não protege o arquivo contra vírus.

  •  O princípio do Não-repúdio é a impossibilidade de negar a autoria da mensagem. Ou seja, uma vez que a AC concedeu o certificado, a pessoa jurídica não pode simplesmente dizer que ela não é a responsável pela mensagem que foi enviada a terceiro.


    Assim disse Onário.


    Saudações intergaláticas!
  • O arquivo criptografado não elimina a possibilidade de infecção por vírus, pois a criptografia modifica os símbolos do texto, mas não impede a inclusão de vírus na sequência, ou seja, não importa como o código esteja, criptografado ou não, o vírus se insere na sequência do término do código inicial.

  • NADA É 100% SEGURO 

  • O arquivo criptografado está relacionado ao sigilo da mensagem ou, em alguns casos, sobre a verificação da autoria. Logo, não é possível afirmar que uma mensagem criptografada será isenta da possibilidade de uma infecção por vírus ou outros malwares.

  • Gabarito Errado.

    Mesmo a mensagem sendo criptografada só vai garantir a confidencialidade e a autenticidade, já a msg pode ser infectada com vírus, pois não é função da criptografia proteger contra malwares.

    Bons estudos!✌

  • Criptografia trás segurança para restringir o acesso e não proteger de contaminações.

  • criptografia só não deixa ver o real texto da mensagem, ela não e um antivírus llkk

  • O que se obtém com criptografiaNICA

    • Não repúdio

    • Integridade

    • Confidencialidade

    • Autenticidade

    • Proteção contra contaminação por vírus X


ID
174556
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No que se refere a conceitos de sistemas de informações e de
segurança da informação, julgue os item subsequente.

realização de um backup, ou cópia de segurança, consiste em copiar dados de um dispositivo de armazenamento para outro, de modo que esses dados possam ser restaurados em caso da perda dos dados originais provocada, por exemplo, por apagamento acidental ou corrupção de dados.

Alternativas
Comentários
  • CERTO

    Em informática, cópia de segurança (em inglês: backup) é a cópia de dados de um dispositivo de armazenamento a outro para que possam ser restaurados em caso da perda dos dados originais, o que pode envolver apagamentos acidentais ou corrupção de dados.

  • Backup

    Backup é um conjunto de ferramentas e técnicas para manter os dados
    de uma empresa livres do perigo de serem completamente perdidos através
    da salvaguarda desses dados em locais que permitam sua recuperação
    quando uma catástrofe acontecer com os dados originais...
    Em outras palavras, um backup é ter uma cópia exata dos dados que a
    empresa usa e julga importantes!

    O termo Backup refere-se a um processo de cópia de arquivos para a manutenção do
    sistema. A simples cópia de um arquivo para o disquete, para o caso de se o original
    se perder, ter outro de prontidão, já constitui um processo de backup.

    Fontes: CURSOS ON-LINE – INFORMÁTICA – PROFESSOR JOÃO ANTONIO

  • Correto. Em alguns órgãos consta no regimento interno a obrigação de realizar backup periodicamente.

  • O Backup ajuda a proteger os dados de perdas acidentais se ocorrerem falhas de hardware ou de mídia de armazenamento no sistema. Por exemplo, você pode usar o utilitário Backup para criar uma cópia dos dados que estão no disco rígido e arquivá-los em outro dispositivo de armazenamento. A mídia de armazenamento de backup pode ser uma unidade lógica, como um disco rígido, um dispositivo de armazenamento separado, como um disco removível, ou uma biblioteca inteira de discos ou fitas organizados e controlados por alterador robótico. Se os dados originais do disco rígido forem apagados ou substituídos acidentalmente ou se ficarem inacessíveis devido a um defeito do disco rígido, você poderá restaurar facilmente os dados usando a cópia arquivada.

    Fonte: http://technet.microsoft.com/pt-br/library/cc739983(WS.10).aspx

  • O termo Backup refere-se a um processo de cópia de arquivos para a manutenção do
    sistema.

  • Ninguém errou essa questão


ID
174568
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Considerando que determinado capital tenha sido aplicado à taxa
efetiva de juros de 1,4% ao mês, no regime de juros compostos,
e que 0,002, 0,006, 0,176 e 0,301 são valores aproximados para
log 1,005, log 1,014, log 1,5 e log 2, respectivamente, julgue o
item seguinte.

A taxa de juros efetiva quadrimestral, equivalente à taxa de juros efetiva utilizada na aplicação, é inferior a 6% ao quadrimestre.

Alternativas
Comentários
  • iq= (1+im)4 -1,

    sendo iq= taxa ao quadrimestre e im= taxa mensal

    iq= (1+0,014)4 - 1

    iq= (1,014)4 - 1 ==> (1,014 x 1,014 x 1,014 x 1,014) - 1

    iq= 1,057 - 1 = 0,057 = 5,7%

  • Às vezes perde-se um enorme tempo com cálculos sendo que a resposta é lógica. Se tiver taxas pequenas com prazos curtos a variação de porcentagem efetiva nos juros simples e compostos é mínima. 

    Se fosse juros simples  => 1,4% * 4 = 5,6 %

    Para juros compostos  => (1,014)^4 -1 = 5,71% 

  • im = taxa de juros mensal

    iq = taxa de juros quadrimestral

    (1+im)^4 = (1+iq)

    (1+0,014)^4 = (1+iq)

    1,05 = (1+iq)

    iq = 0,05 = 5%

    Gabarito: Correto.


ID
174571
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Considerando que determinado capital tenha sido aplicado à taxa
efetiva de juros de 1,4% ao mês, no regime de juros compostos,
e que 0,002, 0,006, 0,176 e 0,301 são valores aproximados para
log 1,005, log 1,014, log 1,5 e log 2, respectivamente, julgue o
item seguinte.

O capital levará mais de 4 anos para dobrar de valor.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: C

    Taxa efetiva = 1,4% a.m. = 0,014 a.m.
    Juros compostos: M = C *(1 + i)^n
    O capital levará mais de 4 anos para dobrar de valor?
    M = 2C
    Na fórmula: 2C = C * (1 + 0,014)^n  ;  2 = 1,014^n
    Utilizando logaritmos: log(2) = log(1,014)^n
    Uma das propriedades dos logaritmos: log(a)^k = k * log(a)
    Então: log(2) = n * log(1,014)
    Dados da questão: log(2) = 0,301 ; log(1,014) = 0,006
    Logo: 0,301 = n * 0,006 ; n ~ 50,17 meses ; n ~ 4,18 anos (> 4 anos)
     
  • Taxa de juros (i) =  1,4% = 0,014
    t = tempo
    M = C.(1 + i)^t
    Vamos usar um valor hipotético 100 para o capital. Ele quer saber quanto tempo levará para dobrar de valor o capital, então o montante levará quanto tempo para ser 200?
    200 = 100.(1 + 0,014)^t
    200/100 = 1,014^t
    2 =  1,014^t
    log 2 = t log 1,014 
    0,301 = t.0,006 (olhando os valores na tabela...)
    t = 0,301/0,006
    t = 50, 17
    Já que 4 anos são 48 meses, então 50,17 meses > 48 meses. CERTA questão.
    Espero ter ajudado :)



ID
174586
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas
ciências formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as
ciências sociais. Na contabilidade, o objeto é sempre o patrimônio
de uma entidade. Acerca desse assunto, julgue o item que se
segue.

O patrimônio é objeto de estudo também de outras ciências, como a administração e a economia, mas o ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra, cabendo à contabilidade estudar seus aspectos quantitativos.

Alternativas
Comentários
  • Boa Tarde

    O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que, entretanto, o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos.

    http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/conhecimento.htm

    Sds. Victor

  • Eu concordo plenamente com o amigo abaixo. No entanto , como se trata de CESPE nem sei se colocar certo ou errado. Aposto que eles são capazes de colocar esse mesmo item como certo em outra prova...arrrgh.

     

     

  • Resolução CFC 774/94.

    Questão Errada.

  • CFC 774: "O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que, entretanto, o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos."
  • ERRADO
    O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito - que, entretanto,o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos. A Contabilidade busca, primordialmente, apreender, no sentido mais amplo possível, e entender as mutações sofridas pelo Patrimônio, tendo em mira, muitas vezes, uma visão prospectiva de possíveis variações.
    As mutações tanto podem decorrer da ação do homem, quanto, embora quase sempre secundariamente, dos efeitos da natureza sobre o Patrimônio.
    Por aspecto qualitativo do patrimônio entende-se a natureza dos elementos que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias, etc. A delimitação qualitativa desce, em verdade, até o grau de particularização que permita a perfeita compreensão do componente patrimonial. Assim,quando falamos em "máquinas", ainda estamos a empregar um substantivo coletivo, cuja expressão poderá ser de muita utilidade, em determinadas análises.Mas a Contabilidade, quando aplicada a um patrimônio particular, não se limitará às "máquinas" como categoria, mas se ocupará de cada máquina em particular, na sua condição do componente patrimonial, de forma que não possa ser confundida com qualquer outra máquina, mesmo de tipo idêntico.
    O atributo quantitativo refere-se à expressão dos componentes patrimoniais em valores, o que demanda que a Contabilidade assuma posição sobre o que seja "Valor", porquanto os conceitos sobre a materia são extremamente variados.
    Fonte: http://www.crcsp.org.br/portal_novo/legislacao_contabil/resolucoes/Res774P1.htm
  • De acordo com a Resolução CFC no 774/94 (que foi revogada para Resolução CFC 1.282/10, mas possui alguns conceitos importantes):
    Na Contabilidade, o objeto é sempre o PATRIMÔNIO de uma Entidade, definido como um conjunto de bens, direitos e de obrigações para com terceiros, pertencente a uma pessoa física, a um conjunto de pessoas, como ocorre nas sociedades informais, ou a uma sociedade ou instituição de qualquer natureza, independentemente da sua finalidade, que pode, ou não, incluir o lucro. O essencial é que o patrimônio disponha de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes, o que significa que a Entidade dele pode dispor livremente, claro que nos limite estabelecidos pela ordem jurídica e, sob certo aspecto, da racionalidade econômica e administrativa.
    O Patrimônio também é objeto de outras ciências sociais – por exemplo, da Economia, da Administração e do Direito – que, entretanto, o estudam sob ângulos diversos daquele da Contabilidade, que o estuda nos seus aspectos quantitativos e qualitativos. Repare que o item fala apenas em aspectos quantitativos.
    O patrimônio é representado por dois aspectos: aspecto qualitativo e aspecto quantitativo.
    - Aspecto Qualitativo: corresponde à identificação dos elementos que compõem o patrimônio (bens, direitos e obrigações).
    - Aspecto Quantitativo: corresponde à identificação dos elementos em valores monetários.
    Item Errado.

    Fonte: Curso Online – Noções de Contabilidade Geral – Teoria e Exercícios - Agente da Polícia Federal - Prof. Moraes Junior
  • CESPE -> Incompleto não é incorreto.

    Concordo que a contabilidade estuda os aspectos quantitativos e qualitativos, mas na frase não é dito que cabe à contabilidade APENAS estudar os quantitativos e eu aprendi que com a CESPE se olha se o que ela disse está certo ou não, mesmo que esteja incompleto, por isso não concordo que a questão esteja incorreta, pelo menos não com certeza.

  • É exatamente isso Leonardo Moraes Chamun

    E agora o que devo fazer? Marcar errada sempre que estiver incompleta as questões e com isso praticamente zerar uma prova, já que 50% da prova CESPE as questões estão incompletas? Ou me conformar com estes tipo de questão ABSURDA?

    Então CESPE, quer dizer que contabilidade não estuda aspectos quantitativos?

    Resposta dessa banca de ASNOS: "SERTO"  


  • Típica questão que pode tanto estar CERTA como ERRADA.

    Questão passível de questionamento deve ser evitada nesse tipo de prova.

  •  "à contabilidade estudar seus aspectos quantitativos e qualitativos" Essa Cespe é uma safada. Se ela tivesse colocado APENAS eu entenderia como incorreto. Mas não, ela faz questão de deixar a questão mais confusa o possível. 

  • questão absurda, como várias que tenho visto da cespe

  • Questão incompleta para a CESPE é questão errada?

  • Ai vem um monte de gente falarm .....Ainnn questao do cespe incompleta esta certa ....logico que nao meu a banca é sacana demais 

  • Errei e erraria de novo

  • Entendi o posicionamento da banca:

    O patrimônio é representado por dois aspectos: aspecto qualitativo e aspecto quantitativo.

    - Aspecto Qualitativo: corresponde à identificação dos elementos que compõem o patrimônio (bens, direitos e obrigações).

    - Aspecto Quantitativo: corresponde à identificação dos elementos em valores monetários.

    Neste caso específico a questão estar incompleta (mencionar apenas quantitativo) deixa a assertiva toda INCORRETA. Pois a contabilidade depende necessariamente dos dois aspectos.

  • "Serto"

  • INCOMPLETO NÃO É O MESMO QUE INCORRETO!!!

  • Se houver comentário do professor ele vai dizer que está errado porque é o gabarito.

  • Quantitativos e qualitativos

  • Cadê a galera que diz que incompleto não é errado no cebraspe? Aspectos quantitativos e qualitativos.

  • Isso mesmo Higor, marquei certo, pois para o Cespe incompleto NÃO é errado.

    Isso ai Mário: "incompleto não é o mesmo que incorreto".

    Gostei da ironia Rita ("serto"), inteligente.

    No entanto, fazendo ainda um exercício mental para tentar salvar o gabarito como "certo", o qual a banca consagra, podemos perceber, ainda que implicitamente, pela leitura de toda a assertiva, notadamente seu final, que à contabilidade cabe apenas (implícito) estudar seus aspectos (do patrimônio) quantitativos.

    Gabarito da banca: CERTO (mas com ressalvas!!!).

  • A contabilidade estuda seus aspectos quantitativos e qualitativos.

  • Erro com orgulho de ser cespiano.

  • Essa questão foi do ano de 2010 a banca se atualiza e se modifica ao longo do tempo. Uma grande característica observada atualmente na banca Cespe é o fato de as questões incompletas não serem sinalizadas como erradas, lamentável isso, mas vida que segue

  • Questão foi mais de português, interpretação de textos, do que contabilidade.

  • Eu errei a questão pelo fato de o cespe, no enunciado, não ter restringido ao qualitativo... tanto o qualitativo quanto o quantitativo são estudados... Mas o fato de informar um, como rol exemplificativo, não quer dizer que esteja errado.

    Mas vai entender...

  • Segui o mesmo raciocínio: CESPE- incompleto é certo- marquei certo.

    Resultado: A banca me enganou.

  • Gab.: ERRADO!

    Cespe e suas incongruências

  • Tem que adivinhar o que o cespe quer !

  • Passível de anulação, no minimo troca de gabarito.

  • Quantitativos e qualitativos.

  • PASSÍVEL DE SER ANULADA

  • Errado.

    Interpretação de texto, pessoal. A questão disse que a contabilidade estuda apenas os aspectos quantitativos, sendo que na verdade estuda os qualitativos também.

  • Qualitativos e Quantitativos

  • ESSA QUESTÃO É AQUELA QUE O CORAÇÃO ERRA AS BATIDAS. O FÁCIL PARECE MAIS DIFICIL

  • Pois é... tem até PROFESSOR que fala que questão incompleta não está errada. Mas não é o caso dessa... Pode isso Arnaldo?

  • 20/11/2020 Marquei E - Acertei

  • Gaba: ERRADO

    Comentários: porém...

    1º para cespe questão incompleta nao é errada!

    2º Alguém se beneficiou com essa questão!

    3º descarte essa questão, ela é uma anomalia da cespe!

    4º se vc começa a achar que questão incompleta é errada depois desta questão, nunca mais vc passa em um concurso elaborado pela cespe!

  • GABARITO: ERRADO

    Senão vejamos:

    1° Cabe à Contabilidade estudar o patrimônio em seus aspectos quantitativos? SIM!

    2° Mas, é isso que difere a contabilidade das outras ciências? NÃO.

    Portanto, difere-se tanto nos aspectos quantitativos quanto nos qualitativos.

    Visto que as ciências podem estudar um aspecto ou outro, o foco da questão é que a contabilidade se difere porque estuda os dois aspectos.

  • Gabarito: Errado

    Quantitativos e qualitativos;

  • A contabilidade estuda os aspectos quantitativos e qualitativos do patrimônio.

    Serei APF em 2021.

  • Descordo do gabarito, embora saiba que não adianta nada, mas deveria ter o "apenas" na questão, para que ficasse ERRADA.

  •  "...mas o ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra..."

    CREIO QUE O PONTO CHAVE DESSA QUESTÃO SEJA ESSE, VISTO QUE NEM SEMPRE AS DISCIPLINAS IRÃO DIVERGIR NO SEU ESTUDO.

  • O patrimônio não é objeto exclusivo da contabilidade, não se restringe a estudar o patrimônio sob o aspecto quantitativo haja vista que a contabilidade estuda os aspectos quantitativos e qualitativos do patrimônio. Gabarito : ERRADO

  • São ciências sociais com Objetos de estudos diferentes.

    Contabilidade - Patrimônio das entidades

    Economia - Escassez de recursos produtivos

    Administração - Gestão das entidades(Planejamento, Organização, Coordenação, Comando e Controle)

  • O cespe não decide se o incompleto é ou não aceito , assim fica complicado ter conhecimento do assunto e não ter conhecimento da cabeça desse examinador ...

  • Acredito que o que torna a afirmação errada é "O patrimônio é objeto de estudo também de outras ciências, como a administração e a economia"

    O objeto de estudo da economia é a sociedade e da adminstração, a gestão.

  • Tipica questão que se você não lê toda, erra.

  • Quantitativos e qualitativos do patrimônio :)

  • Vou nem comentar.

  • Modo de leitura, Cespe tem dessa ali ficou meio que implícito um somente, " cabendo à contabilidade " Somente" estudar seus aspectos quantitativos. Ela usou uma forma de restringir. Ele especificou alguns e no último restringiu colocando somente uma.

  • Quantitativamente, o patrimônio representa os valores monetários do bem, direito ou obrigação.

    O aspecto qualitativo do patrimônio é entendido como a natureza dos elementos que o compõem, como dinheiro, valores a receber ou a pagar expressos em moeda, máquinas, estoques de materiais ou de mercadorias etc.

    _si vis pacem para bellum

  • todas as questoes queeu resolvi onde a cespe fala apenas a palavra Quantitativo foi dado como errada

  • A CESPE pegou todo mundo, achando que incompleta a questão esta CERTA.

    Mas acho que o ERRO está em dizer: (CABENDO) A CONTABILIDADE ESTUDAR SEUS ASPECTOS QUANTITATIVOS. Dando a entender que somente o aspecto quantitativo.

  • "O patrimônio é objeto de estudo também de outras ciências, como a administração e a economia, mas o ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra, cabendo à contabilidade estudar seus aspectos quantitativos"

    Difere de uma para outra, pois, de acordo com a assertiva, a contabilidade viria a estudar apenas os aspectos quantitativos e as outras ciências, os aspectos qualitativos, o que não é verdade. De certa forma, se fizermos uma analise mais minuciosa, podemos perceber que a assertiva restringiu o conceito. Difícil mesmo é analisar no calor do momento. Nem sempre, o incompleto é o correto, galera.

  • A única justificativa plausível que vejo para essa questão é a possibilidade de a banca ter considerado que houve uma restrição prejudicial.

    Affs

  • Mas q caraí, decide se incompleta é certa ou não.

    5x que erro esse trem. Saco.

  • ESTÁ INCOMPLETA, POIS NÃO É SOMENTE OS ASPECTOS QUANTITATIVOS, MAS TAMBÉM OS QUALITATIVOS.

  • "cabendo", esse tempo verbal dá a entender restrição mesmo sem estar acompanhado de "somente", por exemplo, por isso que parece uma incompleta, que deveria estar certa pelo padrão Cespe, mas tem esse detalhe aí.

  • "Para o entendimento do que vem a ser a ciência da Contabilidade, podemos fazer uma analogia entre as três principais ciências envolvidas no universo das entidades econômico-administrativas: um empreendimento, para obter o sucesso esperado por seus investidores, deve sempre passar pelas etapas de planejamento, execução e controle de suas ações. Desta forma, temos a Economia no planejamento das metas da empresa, a Administração na execução de suas estratégias e ações e a Contabilidade no controle do resultado dessas ações (conceito extraído da Teoria da Contabilidade, de Sérgio de Iudícibus, 8. ed., p. 87)".

    No entanto, todas as ciências lidam com o patrimônio em seus aspectos qualitativo e quantitativo, diferindo no objetivo de cada uma no manejo das informações.

    Fonte da citação: Eugenio Montoto

  • Os aspectos qualitativos não podem ficar de fora na contabilidade, caso contrário não teria diferença nenhuma com as outras, ela difere nos seus aspectos qualitativos e quantitativos.

  • A interpretação que tive é que dentre as ciências que estudam o patrimônio cabe à contabilidade o estudo quantitativo, como se as outras ciências não estudassem esse aspecto. O erro seria essa restrição, e não o fato de estar incompleta.

    Mas só tive esse pensamento depois de ter errado a questão kkkkkkkkk

  • Tipo de Questão que a banca escolhe se está CERTO ou ERRADO

  • O patrimônio é objeto de estudo também de outras ciências, como a administração e a economia, mas o ponto de vista sob o qual esse objeto é estudado difere de uma ciência para outra, cabendo à contabilidade estudar seus aspectos quantitativos E TAMBÉM QUALITATIVOS.

  • Gabarito: Errado

    A Cespe rodou, rodou, para querer que você complemente que a Contabilidade estuda os aspectos quantitativos e qualitativos.

    O Senhor Deus de paz, guardará o seu coração e os seus sentimentos.

    Filipenses 4:7

  • Ela está querendo dizer que as outras ciências não abordam os aspectos quantitativos, portando erradíssimo.

    Querendo dizer que esta seria uma característica marcante da contabilidade que se diferencia das outras.

  • Concordo que para ser a questão considerada errada, a palavra "apenas" deveria estar presente....
  • CADÊ A RESTRIÇÃO OOOOOO EXAMINADOR RETARDAD.O

  • "...cabendo à contabilidade estudar seus aspectos quantitativos." Essa parte restringiu o estudo da contabilidade somente aos aspectos quantitativos. A questão está perfeita. GAB: E

  • Aspectos quantitativos e qualitativos.

    Gabarito: Errado

  • CESPE -> Incompleto não é incorreto.

    .

    .

    .

    Concordo que a contabilidade estuda os aspectos quantitativos e qualitativos, mas na frase não é dito que cabe à contabilidade APENAS estudar os quantitativos e eu aprendi que com a CESPE se olha se o que ela disse está certo ou não, mesmo que esteja incompleto, por isso não concordo que a questão esteja incorreta, pelo menos não com certeza.


ID
174589
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral

O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas
ciências formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as
ciências sociais. Na contabilidade, o objeto é sempre o patrimônio
de uma entidade. Acerca desse assunto, julgue o item que se
segue.

Em contabilidade, define-se patrimônio como um conjunto de bens, direitos e obrigações pertencentes a determinada entidade, sendo autônomo em relação aos demais patrimônios existentes.

Alternativas
Comentários
  • Boa Tarde

    ...O essencial é que o patrimônio disponha de autonomia em relação aos demais patrimônios existentes, o que significa que a Entidade dele pode dispor livremente, claro que nos limites estabelecidos pela ordem jurídica e, sob certo aspecto, da racionalidade econômica e administrativa.

    http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/conhecimento.htm

    Sds

    Victor

  • Resolução 750/93 CFC - Princípios Contábeis.

    O PRINCÍPIO DA ENTIDADE

     

    Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.

     

    Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.

  • Esse:"sendo autônomo em relação aos demais patrimônios existentes."Diz respeito ao princípio da Entidade, onde o patrimônio da entidade é único. Por esse princípio o patrimônio da entidade não se envovem com os de seus sócios ou proprietários.

    Questão ERRADA.
    QuestQ 

  • Esse:"sendo autônomo em relação aos demais patrimônios existentes."Diz respeito ao princípio da Entidade, onde o patrimônio da entidade é único. Por esse princípio o patrimônio da entidade não se envovem com os de seus sócios ou proprietários.

    Questão ERRADA
  • Patrimônio é o conjunto de bens e direitos à disposição da entidade... se incluir as obrigações (como fez o examinador) chegamos à definição de patrimônio líquido e não de patrimônio. A questão deveria ter sido anulada.

  • Gabarito CERTO.

     

    1. Patrimônio = Bens, Direitos e Obrigações.

    2. "sendo autônomo em relação aos demais patrimônios existentes." Trecho faz menção ao princípio da Entidade.

     

    PS: Aluísio, o conceito de PL nada tem a ver com o enunciado desta questão. Tome cuidado quando fizer comentários deste tipo.

  • CERTO.

    A questão exige conhecimento sobre PATRIMÔNIO.

    Os Professores do Estratégia Júlio Cardozo e Luciano Rosa dizem que por ser uma ciência, a Contabilidade possui objeto de estudo próprio que é o patrimônio das entidades. Por patrimônio, entenda o conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade. 

    Já a Resolução CFC nº 750/1993 (atualmente revogada, mas com conceitos ainda utilizados) diz que o patrimônio da entidade é autônomo em relação aos demais patrimônios existentes, ou seja, não se confunde com o patrimônio dos sócios ou proprietários.

    Portanto, a questão está correta.

    Fonte> estratégia

  • sendo autônomo em relação aos demais patrimônios existentes.

    princípio da entidade


ID
174592
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral

O objeto delimita o campo de abrangência de uma ciência, tanto nas
ciências formais quanto nas factuais, das quais fazem parte as
ciências sociais. Na contabilidade, o objeto é sempre o patrimônio
de uma entidade. Acerca desse assunto, julgue o item que se
segue.

Um conglomerado econômico-financeiro, constituído pela soma dos patrimônios dos entes que o compõem, é um exemplo típico de entidade contábil.

Alternativas
Comentários
  • Boa Tarde

    Conglomerado Financeiro é composto pelo conjunto de Entidades Financeiras vinculadas diretamente ou não por participação acionária ou por controle operacional efetivo, caracterizado pela administração ou gerência comum, ou pela atuação no mercado sob a mesma marca ou nome comercial. O Conglomerado Econômico inclui também, as demais entidades não financeiras.

    http://www.bcb.gov.br/?UNICADMOD

    Sds

    Victor

  • Consolidação do patrimônio de A + Patrimônio de B NÃO gera patrimônio de AB.

    Não surge nova entidade AB.

    Questão errada.

  • FCF 744: 2.1 - O Princípio da Entidade
     
    “Art. 4° O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou sem fins lucrativos. Por conseqüência, nesta acepção, o patrimônio não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários, no caso de sociedade ou instituição.
    Parágrafo único. O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.
  • Resulta em GRUPO ECONÔMICO.

  • Errado!

    Deve-se pensar no principio da entidade. Pensar numa autonomia patrimonial, junção de vários patrimônios não gera um patrimônio absoluto, cada patrimônio é analisado de maneira isolada.

    Não constitui, então errado. 

  • 1 -> A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza contábil; e

    2 -> Dentro da contabilidade não é possível a soma de patrimônios de uma determinada entidade com os de outras. Entidades não se unem, não viram uma só.


ID
174595
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Se uma empresa possui ativos totais de R$ 1.500.000,00, grau de endividamento geral inferior à unidade e imobilização do patrimônio líquido superior à unidade, então, nesse caso,

tem-se uma situação de passivo a descoberto.

Alternativas
Comentários
  • Questão Muito Boa.

    A questão pede Grau de endividamento geral inferior à unidade

    Fórmula ---> Exigível Total / PL =  

    Obs quanto menor melhor (envolve todas os credores, tanto financeiros como os demais)

    A Questão pede imobilização do patrimônio líquido superior à unidade

    Fórmula ------> Ativo Permanente / PL

    Quanto menor melhor (pára o capital de giro)

    Com isso Podemos Deduzir

    Ativo total 1500    passivo total 1500

    AC --- 400              P Exig ---500

    AP ---1100             PL--------1000

    Aplicando as fórmulas:

    Grau de Individamento =  P Exig ---500 /  PL--------1000 = 0,5 Grau de endividamento geral inferior à unidade  

    Imobilização do PL = AP ---1100 / PL--------1000 = 1,10 imobilização do patrimônio líquido superior à unidade

    Conceito de Passivo a Descoberto

    No caso de Patrimônio Líquido negativo (quando o valor das obrigações para com terceiros é superior ao dos ativos) utilizava-se, por força das Resoluções CFC 847/1999  e CFC 1.049/2005, a expressão "Passivo a Descoberto".

    Concluindo, como podemos observar essa situação não deixa o PL negativo, por consequência não temos passivo a descoberto.

    Sds

    Victor  

     

  • Apenas para atualizar o comentário do colega Victor Andrade, segundo as novas normas de contabilidade:

    Grau de Endividamento = (PC + PÑC) / PL = < 1 o que implica que PL > (PC + PÑC)

    Endividamento Geral = (IMO + INV + INT) / PL > 1 implica que (IMO + INV + INT) > PL

    Para melhor visualização, suponhamos os seguintes valores dos componentes do Balanço, nas condições apresentadas:


    AC ............................ 200          (PC + PÑC)...  500

    ARLP.........................  200

    (IMO + INV + INT) ... 1.100       PL............... 1.000

    ATIVO TOTAL: 1.500                PASSIVO TOTAL: 1.500


    GE = (PC + PÑC) / PL = 500/1.000 = 0,5

    EG = (IMO + INV + INT) / PL = 1.100/1.000 = 1,1

    O PL não é negativo e Ñ HÁ PASSIVO A DESCOBERTO.


ID
174598
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Análise de Balanços

Se uma empresa possui ativos totais de R$ 1.500.000,00, grau de endividamento geral inferior à unidade e imobilização do patrimônio líquido superior à unidade, então, nesse caso,

o índice de liquidez geral da empresa é inferior à unidade.

Alternativas
Comentários
  • LG = AC + ARLP /Passivo Exigível =
     
    AC + ARLP + AIMOB = 1.500.000
    Exigível Total + PL = 1.500.000
     
    AIMOB > PL, então AC + ARLP < P
     
    O item está CERTO.
  • Ativos Totais = 1.500.000

    Grau de Endividamento Geral = PC + PNC / Ativos Totais

    PC+PNC / Ativos Totais < 1

    Logo, PC+PNC será menor que 1.500.000.


    Imobilização do PL:

    Ativo Permanente/PL > 1

    Logo, o Ativo Permanente será maior que o PL, o que mostra que parte do capital de terceiros remunerará o Ativo Permanente.


    Assim,


    AC + ARLP + AP = PC + PNC + PL

    Se o AP é maior que o PL, AC + ARLP deverá ser menor que PC + PNC !


    Consideremos que o AP (por ser maior que PL) seja igual a PL + 1 :

    Basta substituir na equação.:


    AC + ARLP + AP = PC + PNC + PL

    AC + ARLP + PL + 1 = PC + PNC + PL

    AC + ARLP + 1 = PC + PNC


    Indice de Liq. Geral = AC+ARLP/PC+PNC. 

    Como AC + ARLP é menor que o Passivo Exigível, teremos um ILG menor que 1.


    Obs: O termo Ativo Permanente só existe para efeitos de Análise de Balanço. Hoje temos o Ativo dividido em Circulante e Não Circulante, apenas.


ID
174601
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Análise de Balanços

Se uma empresa possui ativos totais de R$ 1.500.000,00, grau de endividamento geral inferior à unidade e imobilização do patrimônio líquido superior à unidade, então, nesse caso,

a empresa possui capital de giro próprio.

Alternativas
Comentários
  • Patrimônio Líquido
    (–) Aplicações Permanentes:
      Ativo Permanente
       Realizável a Longo Prazo
    = Capital de Giro Próprio

    Se Imobilização do PL > 1, A/PL > 1 e portanto A > PL

    Assim, afirmativa ERRADA.
  • o ideal em questões de balanço é fazer um quadro hipotético da situação apresentada com valores hipotéticos. mas pela imobilização do patrimônio líquido superior a 1, observa-se que ANC é maior que o PLíq, logo capital de giro próprio, que é PLíq - ANC, só pode ser negativo.

ID
174604
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Fato contábil é toda decisão administrativa que afeta o patrimônio
de uma entidade contábil, mudando sua qualidade ou quantidade.
A esse respeito, julgue o item subsequente.

A compra de um veículo no valor de R$ 50.000,00, por meio de financiamento em 36 parcelas, com juros de 2% ao mês, sem entrada, caracteriza fato contábil permutativo.

Alternativas
Comentários
  • Essa questão tenta fazer confusão nas contabilizações.

    Só que pede somente a contabilização da Compra.

    D: Veículo - 50.000

    C: Fornecedor - 50.000

    Fato Permutativo aquele que faz somente uma permuta entre os componetes do ativo ou passivo ou ambos,  não provoca modificações no PL.

    Ocorrerá o Fato Misto quando do pagamento da 1ª parcela que modificará o PL.

    Fatos Contábeis: 

    - permutativos, qualitativos ou compensativos: representam trocas entre elementos ativos, passivos ou ambos, sem provocar variações no Patrimônio Líquido;

    - modificativos ou quantitativos: provocam variações no Patrimônio Líquido;

    - mistos: envolvem um fato permutativo e um modificativo, simultaneamente.

    Sds

    Victor

       

  • Discordo do comentario do colega acima! Se a questao descreve a compra de um veiculo cujo financiamento será acrescido de juros de 2% ao mes, para mim isso nao tem outra caracteristica que não fato misto!!!
  • Neste caso, os juros vão como conta redutora do passivo para ajustar a valor presente. Sendo assim, o fato será mesmo permutativo.
    Gabarito --> C
  • Entendi  o q o colega Edimar quis dizer: os juros serão JUROS PASSIVOS A TRANSCORRER, conta redutora do passivo.
    Então será mesmo permutativo...
  • Repare que houve um aumento do ativo no valor de R$ 50.000,00 (débito em “Veículos”) e houve um aumento do passivo de igual valor (crédito em “Financiamentos a Pagar” de R$ 86.000,00 e débito  em  “Juros  Passivos  a  Transcorrer”  de  R$  36.000,00,  ou  seja,  R$ 86.000,00 – R$ 36.000,00 = R$ 50.000,00).
  • O lançamento inicial, ou seja, da compra, é um fato permutativo. Ele só será misto a partir do pagamento da primeira parcela, quando do início da baixa dos juros.

    D – Veículos                            50.000,00
    D – Juros a Transcorrer CP    10.642,07
    D – Juros a Transcorrer LP       9.977,06
    C – Financiamentos CP                             23.539,71  
    C – Financiamentos LP                             47.079,42    

    Pagamento da primeira parcela

    D - Financiamentos CP         1.961,64
    D - Juros passivos                 1.000,00
    C - Caixa/Bancos                                   1.961,64
    C - Juros a Transcorrer CP                    1.000,00

    Transferência do LP para o CP (13ª parcela)

    D - Financiamentos LP          1.961,64
    D - Juros a Transcorrer CP      742,05
    C - Financiamentos CP                          1.961,64
    C - Juros a Transcorrer LP                       742,05

    Valores, pagamento da primeira parcela e transferência do Longo Prazo para o Curto Prazo colocados só a título de esclarecimento.


  • CONTABILIDADE AULA 27 - Fatos administrativos
    Com o passar do tempo, o "fato administrativo" passou a ser o objetivo principal da contabilidade pois altera o Patrimônio ou o resultado da entidade. 
    Os fatos administrativos classificam-se em permutativos ou compensativos, modificativos e mistos ou compostos. 
    Autor: Mário Attab
    http://www.youtube.com/watch?v=rkG-VGJfb1M
  • Égua!!!!

    Pensei que fosse Misto Diminutivo.

    Será que é porque no ato na compra os juros já estavam embutidos no preço do veículo,,ou seja o valor de R$ 50.000,00 já é com os juros mencionados?


    Alguém puder me ajudar, agradeço.

  • Tenho a mesma dúvida do colega, achei que fosse diminutivo.

    Os juros já estão inclusos no valor do bem?

    Obrigado.

  • Poxa, não fala a que tempo devemos apurar o fato. Se paramos no primeiro lançamento contábil ou se continuamos até o transcorrer do pagamento dos juros. 

  • A questão fala da compra, sendo assim, não tem o que se falar em fato contábil modificativo, e sim  permutativo.  Quando ocorrer apropriação dos encargos, conforme o regime de competência dos mesmos, haverá lançamento envolvendo despesa.

  • Os 50.000 já  contém o valor dos juros.

  • Pegadinha linda do Cespe.

     

    Simplificando: o simples ato da compra não altera o PL (debitou a conta de veículos e creditou a conta de financiamentos). Será fato misto diminutivo só quando a despesa com juros for apropriada, a partir do pagamento da primeira parcela. 

     

    Mesma ideia em outra questão: 

     

    (CESPE/CGE-PI /2015) Se, em uma compra de materiais para estoque, 50% do valor total for pago à vista e o restante for financiado com juros, tem-se um fato contábil misto. 

    Gab: (novamente o examinador fala do momento da compra, não do pagamento).

  • No ato da compra do veículo o fato contábil é classificado como fato permutativo, pois não altera a situação líquida patrimonial.

    Com isso, correta a afirmativa.

  • A questão exige conhecimento sobre FATOS CONTÁBEIS.

    Como os juros devem ser apropriados no decorrer do tempo, então é um fato permutativo, já que não houve alteração na situação líquida da entidade e envolveu apenas contas patrimoniais.

  • Nesse tipo de questão, você precisa saber que os juros, em atendimento ao regime de competência, não são imediatamente reconhecidos no resultado, porém, no caso de desconto sim, se fosse desconto recebido seria reconhecido ao resultado.

  • Gaba: CERTO

    Essa parte da questão: "...com juros de 2% ao mês " foi apenas para confundir o candidato e achar que vai envolver a conta de resultado.

    1º observe o cenário, esta no momento da COMPRA, ocorreu AGORA!

    2º Lembre-se do Regime de competência, os juros só ocorrem na 1º parcela de pagamento da duplicata que ocorrerá DEPOIS "30 dias";

    3º Muitas questões de Contabilidade geram dúvida devido a interpretação de texto.

  • A compra de um veículo no valor de R$ 50.000,00, por meio de financiamento em 36 parcelas, com juros de 2% ao mês, sem entrada, caracteriza fato contábil permutativo. CORRETA

    ENCARGOS FINANCEIROS A TRANSCORRER

    Quando os encargos financeiros são descontados antecipadamente, sendo recebido somente o valor líquido do empréstimo, a empresa deve registrar o valor recebido na conta Bancos e o valor total do empréstimo na conta de Passivo, e os encargos financeiros antecipados serão debitados em uma conta Encargos Financeiros a Transcorrer, que é redutora da conta Empréstimos.

    Exemplo:

    Empréstimo obtido junto ao Banco Beta S/A, para capital de giro R$ 1.000.000,00, sendo descontados R$ 50.000,00 a título de encargos financeiros. O prazo de financiamento é de 30 dias.

    1) Escrituração do empréstimo liberado em conta corrente:

    D – Bancos Cta. Movimento (Ativo Circulante) R$ 950.000,00

    D – Encargos Financeiros a Transcorrer (Passivo Circulante) R$ 50.000,00

    C – Empréstimo – Banco Beta S/A (Passivo Circulante) R$ 1.000.000,00

    2) Apropriação, no final do mês, dos encargos financeiros transcorridos (supondo-se que se passaram 15 dias da data do empréstimo, portanto, a apropriação será de 15/30 do valor dos encargos financeiros):

    D – Juros Passivos (Conta de Resultado)

    C – Encargos Financeiros a Transcorrer (Passivo Circulante)

    R$ 25.000,00

  • Cara, primeira vez que eu comento isto, mas o Professor de Contabilidade é ótimo, embora sejam poucas as questões que ele aparece, mas quando vêm explica muito bem, Parabéns Mestre.

  • Que questão top!!

    A questão tenta induzir ao erro por conter a expressão '' juros de 2¨%''. Porem, se analisarmos a questão, o juros incide sobre o financiamento, ou seja, esse juros seria considerado juros passivos a transcorrer, que no caso em questão seria uma conta retificadora do passivo. Ao meu ver o lançamento em questão seria estruturado da seguinte forma:

    D- Veiculo ( Ativo)

    D- Juros Passivos a Transcorrer ( Retificadora do Passivo)

    C- Financiamentos ( Passivo)

    Portanto, Fato Permutativo.

  • Esse tipo de questão é sempre permutativo.

    Mesmo tendo o juros, no momento da compra ainda não correu juros.

    Então é fato permutativo.

  • Compras parceladas e sem entrada, sempre configuram um fato permutativo.

    Diferente de quando houver entrada com juros ou desconto contábil, o que configura um fato modificativo ou misto à depender da situação.

  • Quando compramos com juros ou pegamos dinheiro emprestado com juros, tais juros só serão cobrados de acordo com o PAGAMENTO das parcelas, ou seja, na hora da aquisição, o mesmo valor que aumenta no ativo, aumenta no passivo, não existindo nenhuma receita ou despesa. Então na hora da compra do veículo acima, houve um aumento do ativo e do passivo pelo mesmo valor, não havendo nenhuma despesa.

     Logo, estamos diante de um fato PERMUTATIVO:

    • há permuta entre contas;
    • não alteram o patrimônio líquido;
    • fato qualitativo.

    ex.: - Compra à vista/prazo;

    - Pagamento à vista/prazo.

    gab.: CERTO

  • Certo.

    • Fatos permutativos: representam fatos contábeis que não alteram o valor do patrimônio líquido.

    • Fatos modificativos: são as alterações contábeis que modificam o saldo final da situação líquida, normalmente por meio de uma despesa ou uma receita, assim, pode ser uma alteração diminutiva ou aumentativa na situação líquida.

    • Já os fatos mistos: interpretam que os fatos contábeis são permutativos e modificativos ao mesmo tempo.
  • CERTO

    Fato Permutativo = apenas contas patrimoniais

    D - VEÍCULO (ativo)

    D - JUROS PASSIVOS A TRANSCORRER (ret. passivo)

    C - DUPLICATAS A PAGAR (passivo)

    • Será Fato Misto no momento em que for paga a primeira parcela do veículo, quando será reconhecida a Despesa dos juros.
  • No ato da compra do veículo o fato contábil é classificado como fato permutativo, pois não altera a situação líquida patrimonial.

  • No momento da compra parcelada não há incidência de juros, somente no momento dos pagamentos mensais. Logo, compra com incidência de juros será inicialmente um fato permutativo.


ID
174607
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral

Fato contábil é toda decisão administrativa que afeta o patrimônio
de uma entidade contábil, mudando sua qualidade ou quantidade.
A esse respeito, julgue o item subsequente.

Uma transação entre partes relacionadas não pode caracterizar fato contábil modificativo, tendo em vista que seus efeitos serão excluídos na consolidação dos balanços.

Alternativas
Comentários
  • Boa NoiteModificativo é aquele que modifica o PL.

    4. Partes relacionadas podem ser definidas, de um modo amplo, como aquelas entidades, físicas ou jurídicas, com as quais uma companhia tenha possibilidade de contratar, no sentido lato deste termo, em condições que não sejam as de comutatividade e independência que caracterizam as transações com terceiros alheios à companhia, ao seu controle gerencial ou a qualquer outra área de influência. Os termos "contrato" e "transações" referem-se, neste contexto, a operações tais como: comprar, vender, emprestar, tomar emprestado, remunerar, prestar ou receber serviços, condições de operações, dar ou receber em consignação, integralizar capital, exercer opções, distribuir lucros, etc.

    7. A seguinte é uma relação meramente exemplificativa, logo, não exaustiva, de transações entre partes relacionadas, que devem ser divulgadas:

    · Compra ou venda de produtos e/ ou serviços que constituem o objeto social da empresa. · Alienação ou transferência de bens do ativo.

    · Alienação ou transferência de direitos de propriedade industrial. · Saldos decorrentes de operações e quaisquer outros saldos a receber ou a pagar.

    · Novação, perdão ou outras formas pouco usuais de cancelamento de dívidas.

    · Prestação de serviços administrativos e/ou qualquer forma de utilização da estrutura física ou de pessoal de uma empresa pela outra ou outras, com ou sem contraprestação.

    · Avais, fianças, hipotecas, depósitos, penhores ou quaisquer outras formas de garantias.

    · Aquisição de direitos ou opções de compra ou qualquer outro tipo de benefício e seu respectivo exercício. · Quaisquer transferências não remuneradas.

    · Direitos de preferência à subscrição de valores mobiliários.

    · Empréstimos e adiantamentos, com ou sem encargos financeiros, ou a taxas favorecidas.

    · Recebimentos ou pagamentos pela locação ou comodato de bens imóveis ou móveis de qualquer natureza.

    · Manutenção de quaisquer benefícios para funcionários de partes relacionadas, tais como: planos suplementares de previdência social, plano de assistência médica, refeitório, centros de recreação, etc.

    · Limitações mercadológicas e tecnológicas.

    Portal de contabilidade

    Sds Victor

  • Transações entre PARTES RELACIONADAS podem gerar Fatos Modificativos e Permutativos.

    Os efeitos dessas transações devem ser observados para proteção dos Acionistas Minoritários.

    Questão errada.

  • http://www.portaldecontabilidade.com.br/ibracon/npc23.htm

  • errado,

    fatos modificativos e permutativos são analisados sob a perspectiva de uma entidade e não do grupo consolidado.


ID
174610
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Com relação à composição e à forma de elaboração dos
documentos legais relacionados ao processo orçamentário, julgue
o item a seguir.

A competência de elaboração do orçamento anual é atribuída privativamente ao Poder Executivo, embora a execução orçamentária seja feita de modo autônomo em cada um dos poderes.

Alternativas
Comentários
  • Todos os poderes devem elaborar suas propostas orçamentárias. Entretanto, compete exclusivamente (conforme a doutrina) ou privativamente (conforme a CF88) ao poder excutivo apresentar ao legislativo os projetos de lei (PPA, LDO e LOA). Assim, todos os entes elaboram suas propostas e encaminham ao executivo que as consolida e envia o projeto de Lei ao Poder Legislativo.

  • Errado. Tanto a elaboração quanto a execução são de responsabilidade do Poder Executivo.

    O orçamento brasileiro é misto:elaborado e executado pelo Poder Executivo; votado e controlado pelo Poder Legislativo.

  • Errado - A competência de elaboração do orçamento anual consiste na primeira fase do ciclo orçamentário e é de competencia de cada unidade gestora, que deverá ser consolidada a nível de orgão ou ministério. (não confundam com o projeto de lei orçamentária, essa sim privativa do chefe do Poder Executivo, que somente é realizado após o recebimento de todas as propostas dos orgãos dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que serão encaminhados ao orgão central do sistema de orçamento da união).
    A execução é feita por todos os orgão e ministério contemplados pela LOA que passam a efetivamente executarem os seus programas de trabalho (execução de receita e despesa tais como arrecadação, empenho etc.)

    www.contadorconcurseiro.blogspot.com
  • Conforme a CF, podemos afirmar precisamente que é competencia exclusiva do Poder Executivo, a iniciativa para propor as Leis do PPA, LDO e LOA, art. 166, par. 6, CF.

    A elaboração é de responsabilidade essencialmente do Poder Executivo,e deve ser compatível com os planos e diretrizes já submetidos ao Legislativo. Porem, os Poderes Legislativo e Judiciário, e o Ministério Público têm autonomia para a elaboração de suas propostas, dentro das condições e limites já estabelecidos pela LDO.
    E como ato final, cabe ao executivo, consolidar todos esses orçamentos num orçamento unico, principio da totalidade ou unidade.






    .
     
  • Tomem cuidado ao apontar o erro da questão para não deixarem os colegas com o conceito errado, vejam por exemplo esta questão do CESPE

    Cespe/unB - Capes/2012
    A iniciativa de elaboração da proposta orçamentária anual é do Poder Executivo
    Gabarito Definitivo: CERTO
  • É competência privativa do Executivo o encaminhamento da proposta orçamentária (projeto de lei) ao Legislativo.

    Mas a elaboração da proposta orçamentária é feita de maneira autônoma por cada um dos poderes e do Ministério Público, respeitando-se os limites impostos pela LDO, sendo, por fim, consolidada pelo Executivo. 

    Na União, veja os seguintes artigos da Constituição Federal: 

    art. 165, caput;
    art.99, paraágrafo 1º;
    art. 127, parpagrafo 3º.
  • Acredito que a questão apenas inverteu os conceitos, por isso está errada. A "elaboração" é atribuída de forma autônoma a cada poder e ao MP, e a "execução" é função essencial do Poder Executivo.

  •  

    A competência de elaboração do orçamento anual é atribuída privativamente ao Poder Executivo, embora a execução orçamentária seja feita de modo autônomo em cada um dos poderes. ERRADA

    Como nossa colega Bibi colocou em seu comentário: o Brasil adota o orçamento misto, em que o Poder Executivo elabora e executa o orçamento.

     

     

    "É a característica que determina a maneira pela qual o orçamento é elaborado, dependendo do regime político vigente; daí dizer-se que os orçamentos variam segundo a forma de Governo e podem ser classificados em três tipos: 

    1-  Legislativo é o orçamento cuja elaboração, votação e aprovação são de competência do Poder Legislativo, cabendo ao Executivo a sua execução. Este tipo é utilizado em países parlamentaristas; 

    2-  Executivo é o orçamento cuja elaboração, aprovação, execução e controle é da competência do Poder Executivo. É utilizado em países onde impera o poder absoluto; e 

    3- Misto é o orçamento elaborado e executado pelo Poder Executivo, cabendo ao Poder Legislativo a sua votação e controle. Este tipo é utilizado pelos países em que as funções legislativas são exercidas pelo Congresso ou Parlamento, sendo sancionado pelo Chefe do Poder Executivo".

    Fonte: Arizio de Viana (Orçamento Brasileiro, 2ª Edição)

     

     

     

  • O Poder Executivo tem competência privativa para o encaminhamento da proposta orçamentária, projeto de lei, ao Legislativo.

    Destaca-se de que a elaboração da proposta orçamentária é feita de maneira autônoma por cada um dos poderes e do Ministério Público, respeitando-se os limites impostos pela LDO, sendo consolidada pelo Poder Executivo. 


    Constituição Federal art. 165, caput; art.99, §1º; art. 127, §3º

  • A competência de elaboração do orçamento anual é atribuída privativamente ao Poder Executivo, embora a execução orçamentária seja feita de modo autônomo em cada um dos poderesResposta: Errado.

     

    Comentário: e elaboração que é feita de forma autônoma por cada um dos poderes (CF/88, Art. 165; Art. 99, Art. 127).

  • Quem consolida e encaminha? Poder Executivo (competência privativa)

    Quem elabora? Cada poder e MP (autônomos)

  • Gabarito: Errado

    CESPE AGU - CONTADOR ANO: 2010

    A competência de elaboração do orçamento anual é atribuída privativamente ao Poder executivo, embora a execução orçamentária seja feita de modo autônomo em cada um dos poderes.

    A CESPE inverteu essas partes que estão sublinhadas acima, por isso estar errado.

    Sendo mais direto vou pegar o comentário de meu amigo qciano thaiser`nl quem fez as seguintes indagações com suas respectivas respostas.

    Quem consolida e encaminha? Poder Executivo (competência privativa).

    Quem elabora? Cada poder e MP (autônomos).

    Com isso o modo correto seria:

    A elaboração do orçamento anual é feita de modo autônomo de cada um dos poderes, embora a execução orçamentária seja competência privativa do Poder Executivo.

  • O poder judiciário, Poder legislativo e o Ministério Público elaboram suas propostas e mandam até 30 dias antes do Executivo mandar a proposta de lei. Caso o executivo não receba a proposta dos demais poderes até a data prevista, ele pode utilizar a LOA vigente e realizar ajuste conforme a lei.


ID
174613
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Com relação à composição e à forma de elaboração dos
documentos legais relacionados ao processo orçamentário, julgue
o item a seguir.

O orçamento de desempenho, voltado para a definição dos propósitos e objetivos próprios dos créditos orçamentários, corresponde ao que, nos dias de hoje, se convencionou chamar de orçamento-programa.

Alternativas
Comentários
  •  

    Errado. O orçamento de desempenho, embora já ligado a determinados objetivos, não poderia, ainda, ser considerado um orçamento-programa, visto que ainda não havia compatibilidade com o sistema de planejamento (atual PPA).
  • Questão Errada.

    Durante a evolução do Orçamento Clássico para o Orçamento-programa, houve o chamado Orçamento de desempenho (por realizações).

    Orçamento de desempenho: Procura-se saber as coisas que o Governo FAZ, e não as coisas que o Governo COMPRA. Ênfase nos resultados.

    fonte: Contabilidade Pública - João Eudes Bezerra Filho.

  • Segue  trecho de um trabalho do Bureau de Orçamento americano e citado em BURKHEAD, Jesse. Orçamento Público:
    "Um orçamento de desempenho é aquele que apresenta os propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários, os custos dos programas propostos para atingir aqueles objetivos e dados quantitativos que meçam as realizações e o trabalho levado a efeito em cada programa."

    Segundo GIACOMONI, James. Orçamento Público, os elementos essenciais do Orçamento-Programa estão nessa definição referente ao Orçamento de desempenho. No entanto BURKHEAD diferencia os dois tipos de orçamentos em relação à ênfase dada por cada um:
    Orçamento de desempenho--> ênfase nos níveis organizacionais responsáveis pela execução dos programas, auxiliando as decisões microadministrativas.
    Orçamento-Programa --> ênfase na programação em nível da instituição como um todo ou dos grandes órgãos, auxiliando as decisões macroadministrativas 

    Dessa forma, a definição da assertiva referente ao orçamento de desempenho está correta. Porém os dois tipos de orçamentos citados não se confundem, portanto alternativa ERRADA
  • O  orçamento-programa  se  refere  a  mais  um  salto  na evolução  da  peça  orçamentária,  superando  o  orçamento  de desempenho  no  tocante  à  participação  da  sistemática  de planejamento no processo. 
  • O orçamento de desempenho ou por realizações enfatiza o resultado dos gastos e não apenas o gasto em si. O produto é importante, porém o resultado (efetividade) é mais. A ênfase reside no desempenho organizacional.
    Apresenta, 
    uma deficiência, que é a desvinculação entre planejamento e orçamento.
    Errado!
  • Orçamento de Desempenho:
    Processo orçamentário que se caracteriza por apresentar duas dimensões do orçamento: o objeto de gasto e um programa de trabalho, contendo as ações desenvolvidas. Toda a ênfase reside no desempenho organizacional, sendo também conhecido como orçamento funcional.
    Fonte:
    http://www.tesouro.fazenda.gov.br
  • Errada. Não se trata de uma convenção, pois no orçamento de desempenho não havia planejamento.

  • O orçamento de desempenho consiste numa das primeiras modalidades de orçamentação moderna (comparada com o orçamento tradicional), posteriormente identificado como a expressão inicial do que viria a ser chanado de orçamento programa ( embora, pela falta de vínculo ao planejamento, não possa ser considerado ainda o orçamento programa).

  • GABARITO: ERRADO

    .

    Evolução do orçamento público:

    .

    1°) Clássico ou Tradicional - se caracterizava por ser um documento apenas de previsão de receita e autorização de despesa. Classificava as despesas por objetos de gastos. Não cogitava em atender as necessidades da administração e da coletividade, nem considerava objetos econômicos e sociais. Era corrigido de acordo com o que se gastava no exercício anterior.

    .

    2°) Orçamento de Desempenho ou de Realizações - verificava o que o governo fazia e não apenas o que gastava. Buscava ligar os gastos aos objetivos. Apesar dos objetivos previstos, não era vinculado ao planejamento.

    .

    3°) Orçamento Programa (utilizado atualmente) - expresso por um conjunto de ações a realizar e pela identificação dos recursos necessários a sua execução.

    .
    Vantagens do orçamento programa:

    .
    - melhor planejamento das ações;
    - mais precisão na elaboração dos orçamentos;
    maior oportunidade para redução dos custos;
    - facilidade na identificação de duplicidade de funções;
    - melhor controle na execução do programa;
    - ênfase no que a instituição realiza e não no que ela gasta;

    .

    Bons estudos! Com fé e dedicação com certeza alcançará a sua aprovação!!

    .

    Luiz Claudio

  • GABARITO: ERRADO
    .

    - O orçamento por desempenho enfatiza o desempenho organizacional, preocupando-se com o resultado dos gastos e não apenas com o gasto em si, pois não é mais apenas um documento de previsão de receita e autorização de despesas. De fato, ele foi uma evolução se o compararmos com o orçamento tradicional, mas ainda lhe falta vinculação entre planejamento e orçamento.
    .
    - O Orçamento de Desempenho ou de Realizações constitui-se numa evolução em relação ao orçamento tradicional. Nele evidencia-se a preocupação com o resultado dos gastos e não apenas com o gasto em si. Buscava-se a definição dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se faziam necessários, ou seja, a preocupação era saber "as coisas que o governo faz, e não as coisas que o governo adquire", enfatizando, dessa forma, as realizações governamentais em cada programa. Apesar de ter sido um passo importante em direção à racionalidade orçamentária, falta-lhe ainda uma característica importantíssima: a vinculação a um instrumento central de planejamento das ações do governo.
    .
    - O orçamento de desempenho consiste numa das primeiras modalidades de orçamentação moderna (comparada com o orçamento tradicional), posteriormente identificado como a expressão inicial do que viria a ser chamado de orçamento programa ( embora, pela falta de vínculo ao planejamento, não possa ser considerado ainda o orçamento programa).
    .

    Bons estudos! Com fé e dedicação com certeza alcançará a sua aprovação!!

    .

    Luiz Claudio

  • GABARITO: ERRADO
    .

    .

    Q90853 - CESPE 2011 - O orçamento de desempenho é a mais recente evolução do orçamento-programa, fruto das pressões sociais por serviços públicos de melhor qualidade e por mais transparência na gestão pública. ERRADO
    .
    Q18172 – CESPE 2009 - O orçamento de desempenho, também identificado como orçamento moderno, é aquele elaborado com base nos programas de trabalho de governo que serão executados durante o exercício financeiro. ERRADO
    .
    Q58202 – CESPE 2010 - O orçamento de desempenho, voltado para a definição dos propósitos e objetivos próprios dos créditos orçamentários, corresponde ao que, nos dias de hoje, se convencionou chamar de orçamento-programa. ERRADO: Não se trata de uma convenção, pois no orçamento de desempenho não havia planejamento.
    .
    Q298611 – CESPE 2013 - O orçamento de desempenho pode ser considerado uma importante evolução no processo de integração entre orçamento e planejamento. Uma de suas principais características é a apresentação dos propósitos e objetivos para os quais os créditos se fazem necessários. CERTO
    .
    Q489366 - CESPE 2015 - O orçamento de desempenho, por considerar o resultado dos gastos e os níveis organizacionais responsáveis pela execução dos programas, distingue-se do orçamento clássico ou tradicional. CERTO
    .
    Q331159 – CESPE 2013 - Como técnica orçamentária, o orçamento de desempenho negligencia os propósitos e objetivos dos créditos, priorizando a construção de indicadores que permitam a aferição dos resultados a partir de medidas simples e objetivas de desempenho. ERRADO.
    .
    Q627575 – CESPE 2013 - No orçamento de desempenho, consideram-se os seguintes fatores para a mensuração da atuação: economia de custos ou insumos, eficiência técnica na obtenção dos produtos e eficácia dos resultados pretendidos pelas políticas governamentais. CERTO.
    .
    Q359677 – CESPE 2009 - No orçamento por desempenho, a alocação de recursos visa à consecução de objetivos e metas relacionados ao planejamento, no orçamento-programa, visa à aquisição de meios. ERRADO.
    .

    Bons estudos! Com fé e dedicação com certeza alcançará a sua aprovação!!

    .

    Luiz Claudio

  • Orçamento de Desempenho tem como característica desvinculação com um planejamento.

  • Orçamento tradicional - ênfase no objeto do gasto.

    Orçamento desempenho - ênfase nos resultados

    Orçamento - programa - moderno : ênfase nos objetivos, preocupação com social


ID
174616
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Com relação à composição e à forma de elaboração dos
documentos legais relacionados ao processo orçamentário, julgue
o item a seguir.

Um dos princípios básicos de administração orçamentária determina a vinculação da receita pública a gastos predeterminados, de modo que haja equilíbrio no balanço financeiro.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO. A vinculação da receita pública a gastos predeterminados é uma forma primitiva de estabelecer prioridades. Privilegia grupos politicamente poderosos, que reservam uma parcela do Orçamento para seus próprios objetivos, permitindo que aufiram benefícios em detrimento da maioria da sociedade.

     

  •  Um dos princípios básicos de administração orçamentária é o não-afetação (ou não-vinculação) das receitas.

    Princípio da não-afetação (ou não-vinculação) das receitas

    Esse princípio dispõe que nenhuma receita de impostos poderá ser reservada
    ou comprometida para atender a certos e determinados gastos. Está na
    Constituição Federal:
    Art. 167. São vedados:
    IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa,
    ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se
    referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços
    públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para
    realização de atividades da administração tributária, como determinado,
    respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de
    garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no
    art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo.
    Pretende-se, com isso, evitar que as vinculações reduzam o grau de liberdade
    do planejamento, porque receitas vinculadas a despesas tornam essas
    despesas obrigatórias.
     
    Exceções ao princípio da não-vinculação:
    Repartição constitucional dos impostos;
    Destinação de recursos para a Saúde;
    Destinação de recursos para o desenvolvimento do ensino;
    Destinação de recursos para a atividade de administração tributária;
    Prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita;
    Garantia, contragarantia à União e pagamento de débitos para com esta (Art. 167, §4°)
  • PRINCÍPIO ORÇAMENTÁRIO DA NÃO AFETAÇÃO DA RECEITA

    Tal princípio encontra-se consagrado, como regra geral, no inciso IV do art. 167 da Constituição Federal de 1988, quando veda a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa:

    “Art. 167. São vedados:

    (...)

    IV – a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os artigos 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos artigos 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003);

    (...)

    § 4º É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os artigos 155 e 156, e dos recursos de que tratam os artigos 157, 158 e 159, I, a e b, e II, para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993).”

    As ressalvas são estabelecidas pela própria Constituição e estão relacionadas à repartição do produto da arrecadação dos impostos (Fundos de Participação dos Estados – FPE e dos Municípios – FPM e Fundos de Desenvolvimento das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste), à destinação de recursos para as áreas de saúde e educação, além do oferecimento de garantias às operações de crédito por antecipação de receitas. Trata-se de medida de bom-senso, uma vez que possibilita ao administrador público dispor dos recursos de forma mais flexível para o atendimento de despesas em programas prioritários.

    in: http://www.contabilidadesimples.com.br/setor-publico/3174-principio-orcamentario.html

  • GAB: ERRADO

    O princípio orçamentário do equilíbrio refere-se ao fato de o total das despesas fixadas na LOA não ser superior ao montante previsto para as receitas. Assim, isso não tem ligação direta com eventual vinculação da receita pública a gastos predeterminados.


ID
174619
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Administração Financeira e Orçamentária
Assuntos

Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução
orçamentária, julgue o seguinte item.

No caso de convênios celebrados pela União, a obrigação de os entes federativos comprovarem a regularidade de sua situação perante os órgãos federais somente poderá ser cumprida por meio da apresentação da devida documentação impressa.

Alternativas
Comentários
  • ERRADO."Art. 3º A obrigação de os entes federativos e respectivos órgãos ou entidades vinculados comprovarem sua situação de regularidade, perante os órgãos ou entidades públicos federais, e o atendimento das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal será procedida mediante apresentação da devida documentação impressa ou, alternativamente, conforme previsto na lei federal de diretrizes orçamentárias, via consulta ao Cadastro Único de Convênio (Cauc), de que trata a Instrução Normativa nº 1, de 17 de outubro de 2005, desta Secretaria. STN, INST. NORMATIVA 7 DE 20.11.2007

     

     

     

     

  • documentação impressa ou, alternativamente, conforme previsto na lei federal de diretrizes orçamentárias, via consulta ao Cadastro Único de Convênio (Cauc)


ID
174622
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução
orçamentária, julgue o seguinte item.

Receitas públicas derivadas são as obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva, sendo exigidas do cidadão como tributos ou multas, de forma compulsória.

Alternativas
Comentários
  • CERTO. Receitas Derivadas: São aquelas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. Dessa forma, o Estado exige que o particular entregue uma determinada quantia na forma de tributos ou de multas.
     

  • Acrescentando...

    Receitas derivadas provêm do Poder de império do Estado; do exercício da competência ou do poder de tributar os rendimentos ou o patrimônio da coletividade. O Estado exerce o seu poder de coerção, obrigando o contribuinte a pagar determinado valor. São consideradas receitas de Economia Pública ou de Direito Público. Exs. receitas de tributos, contribuições sociais, empréstimos compusórios, etc.

    Em contrapartida, as receitas originárias provêm de bens pertencentes ao patrimônio do Estado; originam-se de atos negociais. Não há obrigação e sim, voluntariedade. São consideradas receitas de Economia Privada ou de Direito Privado. Exs. receitas de aluguéis, da venda de bens, etc.

  • Alguém pode solucionar minha dúvida?

    Acredito que multas(outras receitas correntes) não são derivadas e sim originárias, visto que não existe o poder coercitivo do estado já que a própria pessoa se multa.

    Sendo receitas derivadas apenas as Tributárias e de Contribuições sociais e econômicas.

  • Multas também são consideradas Receitas CORRENTES.

    Manual da Receita Nacional

    5.1 RECEITAS CORRENTES

    Segundo a Lei nº 4.320/64, são Receitas Correntes as receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e
    outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.

    As receitas correntes podem ser classificadas em:

    Originárias – Resultante da venda de produtos ou serviços colocados à disposição dos usuários ou da cessão remunerada de bens e valores.

    Derivadas – são obtidas pelo Estado em função de sua autoridade coercitiva, mediante a arrecadação de tributos e multas.
     

  • Receita Derivada – é a receita efetiva obtida pelo Estado em função de sua soberania, por meio de tributos, penalidades, indenizações e restituições. As receitas derivadas são formadas por receitas correntes, segundo a classificação da receita por categoria econômica. Ex.: receita tributária, receita de contribuições etc.
    São receitas obtidas pelo Estado mediante sua autoridade coercitiva. O Estado exerce a sua competência, o seu poder, e tributa os rendimentos e o patrimônio das pessoas e das empresas, exigindo compulsoriamente que o particular entregue uma determinada quantia na forma de tributos.
    Essa receita é derivada porque deriva do patrimônio dos particulares, da sociedade em geral.
    Receita Financeira – são as receitas decorrentes de aplicações financeiras, operações de crédito, alienação de ativos e outras.
    Essa definição surgiu da necessidade de separar as receitas financeiras para se apurar o resultado primário do Governo Federal – elas não são incluídas neste cálculo. Na sua maioria são receitas de capital, mas existem os juros que são classificados como receitas correntes.


ID
174625
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução
orçamentária, julgue o seguinte item.

O empenho da despesa não cria obrigação para o Estado, mas reserva dotação orçamentária para garantir o pagamento estabelecido em relação contratual existente.

Alternativas
Comentários
  • Questão CORRETA

    Segundo o art. 58 da Lei nº 4.320, de 1964, “o empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de
    pagamento pendente ou não de implemento de condição.”

    Entretanto não se confunda, a questão foi retirada do livro “A Lei 4.320 Comentada”, do professor Teixeira Machado, no qual tece os seguintes comentários:

    “Na verdade, o empenho é uma das fases mais importantes por que passa a despesas pública, obedecendo a um processo que vai até o pagamento. O empenho não cria obrigação e, sim, ratifica garantia de pagamento assegurada na relação contratual existente entre o Estado e seus fornecedores e prestadores de serviços”

    Ou seja, a questão está correta, sendo cópia do trecho livro citado. Se cair cópia literal do art. 58, claro que está certa. Mas devemos tomar cuidado com questões elaboradas a partir da doutrina, como esta.

  • Art. 58 da Lei 4320/64. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.
    Muito estranho o entendimento da cespe.
  • Segundo o Art. 58, da Lei Federal nº 4.320/64, o Empenho como segundo estágio da despesa orçamentária, é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Confesso que errei esta questão, mas fiquei em dúvida. Por isso fui consultar a Lei. Se alguém tiver algum comentário que me tire a dúvida desta questão, postem.
  • Muito estranho. Vale mais o entedimento do autor da obra citada pelo colega, cujo trecho foi usado para a elaboração do enunciado da questão, ou a literalidade da norma que, não apenas versa mas, regulamenta o assunto abordado?

    Eu entraria com recurso!


  • Comentário do Forum Concurseiros:

    "A doutrina entende o empenho conforme afirma-se nos itens colocados acima.

    Regis Fernandes de Oliveira, citando José Afonso da Silva, diz que o empenho "consiste na reserva de recursos na dotação inicial ou no saldo existente para garantir a fornecedores, executores de obras ou prestação de serviços". O autor também cita Celso Bastos, que afirma "o empenho não cria a obrigação jurídica de pagar, como acontece em outros sistemas jurídico-financeiros. Ele consiste numa medida determinada a destacar, nos fundos orçamentários destinados à satisfação daquela despesa, a quantia necessária ao resgate do débito."

    Para Ricardo Lobo Torres, "empenho da despesa é o ato pela qual se reserva, da dotação orçamentária, a quantia necessária ao pagamento. Permite à Administração realizar ulteriormente o pagamento e garante ao credor a existência de verba necessária ao fornecimento ou ao cumprimento de responsabilidades contratuais."

    Para Kiyoshi Harada, "o empenho, por si só, não cria a obrigação de pagar, podendo ser cancelado ou anulado unilateralmente. O empenho limita-se a diminuir de determinado item orçamentário a quantia necessária ao pagamento do débito,..."

    As obras dos autores citados são:

    1. "Curso de Direito Financeiro", do Regis F. Oliveira;
    2. "Curso de Direito Financeiro e Tributário", do Celso Ribeiro Bastos;
    3. "Orçamento-Programa no Brasil", do José Afonso; e
    4. "Curso de Direito Financeiro e Tributário", de Ricardo Lobo Torres.
    5. "Curso de Direito Financeiro e Tributário", Kiyoshi Harada.

    Opus."


    Outra questão sobre o assunto:
    cespe. tre.ba 2010: "Apesar de não criar obrigação para o Estado, o empenho assegura dotação orçamentária objetivando garantir o pagamento estabelecido na relação contratual entre a administração pública e seus fornecedores e prestadores de serviços."
    => gab. certo
  •  Art. 58 da Lei 4.320/64. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.
    O livro Manual Completo de Contabilidade Pública - Deusvaldo Carvalho / Marcio Ceccato (página 253), explica que o trecho "obrigação de pagamento" utilizado no art. 54 da lei 4.320/64 não se refere a um valor que já conste no passivo para pagamento. 
    Para que o valor a pagar passe a constar no passivo exigível deverá o fornecedor entregar o objeto contratado, ter sido verificado o denominado "implemento de condição", ou seja, implementada alguma condição prevista em lei etc., assim deverá ter ocorridas as situações que efetivamente criem obrigação de pagamento.
    De acordo com o manual: A "obrigação de pagamento" constante no texto da Lei 4.320/64 refere-se ao comprometimento de recursos financeiros, que serão necessários em breve para concretizar pagamento.

    Não concordo com o gabarito, pois não é dessa maneira que interpretei o que a lei diz com "obrigação de pagamento", mas se a doutrina fala que o gabarito está correto e não tem nenhum outro dispositivo legal que fale o contrário, então eu vou acreditar na intepretação da doutrina. Não estou estudando para ser uma grande conhecedora de contabilidade pública, o que quero é acertar a questão e passar em concurso público! Errei a questão dessa vez, mas na próxima não erro mais!! rsrs
  • É O QUE DIZ PALUDO (2013) = Empenho da despesa, conforme a Lei no 4.320/1964, art. 58, é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição. Portanto, o “empenho da despesa” é uma autorização da autoridade competente para a realização da despesa. O Estado, representado pelo ordenador da despesa, ordena, através de sua assinatura, a realização de uma despesa, gerando a assunção de uma obrigação.

  • CERTO

     

    Paludo 2018

     

    "ATENÇÃO  ➔  O empenho gera somente obrigação orçamentária. A afirmativa de que o empenho “cria a obrigação de pagamento” somente é válida se for extração literal do texto da lei (art. 58), pois não é no empenho, mas no estágio da liquidação que a obrigação de pagamento é criada."

  • Texto não foi igual ao da lei. A questão justificou corretamente a afirmação de que o empenho não cria obrigação de pagamento.

    Gabarito: Certo


ID
174628
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução
orçamentária, julgue o seguinte item.

O crédito extraordinário somente deve ser aberto por meio de medida provisória.

Alternativas
Comentários
  • CERTO. Os créditos extraordinários são abertos por medida provisória e submetidos imediatamente ao Poder Legislativo (art. 167, § 3º, c/c art. 62 da CF).

    p.s: Esse procedimento é inverso aos realizados para a abertura dos créditos suplementares e especiais. Isto é, no caso de despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, o Presidente da República realiza a abertura de créditos extraordinários por meio de Medida Provisória e a encaminha ao Legislativo. Enquanto ainda não apreciada pelo CN, o governo pode realizar os gastos necessários.
     

  • A lei nº 4.320/64

    "Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que dêles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo". Portanto, há duas formas para abertura do crédito extraordinário. Por Decreto do Executivo ou Medida Provisória.

    Desta forma, o enuciado da questão  a torna incorreta.

  • A questão está correta pois, como a Constituição tem supremacia sobre qualquer lei, o artigo 44 da lei 4320/64 não foi recepcionado pela nova ordem jurídica advinda com a atual Carta Magna.

  • O somente a que se refere a constitução federal é sobre a permissão para a sua abertura, observamos:

    § 3º - A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62.

     

    Na verdade admiti-se as 2 possibilidades.

  • Na verdade os créditos extraordinários devem ser abertos por medida provisória para os entes que possuem essa modalidade nas suas constituições e leis orgânicas. A grande questão é que nem todos os entes - principalmente os municípios -, não tem o instrumento da medida provisória regulamentado em suas costituições estaduais ou leis orgânicas municipais.

    A União, como sabemos, pode editar medida provisória, e nesse caso, quando a União realizar a abertura de crédito extraordinário somente deve utilizar o instrumento da medida provisória. Porém para os outros entes isso nem sempre é verdade. Aqueles que não tiverem o instrumento da medida provisória normatizado em suas constituições e leis orgânicas deverão utilizar decreto do Poder Executivo conforme o artigo 44 da Lei 4.320. Assim a CF/88 não revogou o artigo 44 integralmente, mas apenas para aqueles entes que possuem a medida provisória normatizada.

    Na minha opinião, e já chequei com inúmeros professores, a questão deveria ser incorreta, mas o gabarito foi dado como correto. Para ficar correta a questão deveria ser "Para a União (ou administração federal), o crédito extraordinário somente deve ser aberto por meio de medida provisória". Existem várias outras questões do CESPE nesse sentido.

    Não concordo com o ponto de vista do examinador que apenas por se tratar de prova da AGU - Advocacia Geral da União, e portanto, de uma prova no âmbito federal, deixar isso implícito na questão. O enunciado também não faz nenhuma distinção "Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução orçamentária (...)". As normas gerais incluem todos os entes da federação!!!

  • A banca só esqueceu que crédito extraordinário pode ser aberto na União, nos Estados/DF e nos Municipios e que alguns entes federados não possuem previsão de MP em suas cosntituições e/ou Leis orgânicas. O Cespe está baixando o nível mesmo. Agora termos que advinha o que estava pensando o elaborador da questão.  kkkk

  • Concordo com  pedro josé gomes de andrade. A quesão está incorreta, visto que o texto da lei 4320/64 é muito claro no sentido de ser possível a abertura de crédito adicionail extraordinário pela via do decreto.

    Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que dêles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo.
  • Item dado como CORRETO.
    Mais uma que o CESPE aparentemente é contraditório.
    Primeiramente, embora o item tenha sido dado como correto, é inegável que está errado, pois, nos casos em que o ente federativo não dispõe de MP entre as espécies normativas, usa-se o disposto no art. 44 da Lei 4320/64.
    Mas para deixar o concurseiro mais louco olha o que ele apronta:
    Q80428

    •   Prova(s): CESPE - 2010 - ABIN - OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA - ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO
    Os créditos adicionais extraordinários, destinados a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, devem ser abertos por meio de medida provisória.
    O item foi dado como ERRADO. Aqui eles entenderam que há a possibilidade de abrirem por decreto, nos caso de estados e municípios.
    Vai entender.
    E notem que as provas são do mesmo ano.
    Os examinadores poderiam pelo menos entrar em acordo entre si.
  • Cespe 2013 - TRT 10ª
    Não é necessária a indicação de recursos para a abertura de créditos extraordinários. Sua abertura se faz, na União, por meio de medida provisória, e nos demais entes, por decreto do Executivo. 
    (C)


    Ou o entendimento deles mudou ou nunca souberam mesmo!!!
  • Questão vídeo game.

    O candidato tem que adivinhar o ente, aplicar o dispositivo do Poder Legislativo, pular duas casas, matar John Kennedy e Mufasa. Respirar por 15 segundos, extrair vida do TOAD e aí sim...

  • Que questão mais doida. Claro que os créditos extraordinários podem ser abertos mediante decreto!

  • PARTE I 

    Gabarito: CERTO, mas vai lá saber.

    Poderia apontar dois erros: Primeiro que, a CF dispôs que ´´PODERÁ``, não restringindo sua abertura necessariamente à Medida Provisória, ou seja, nos restaria o Decreto do Poder Executivo previsto no art. 44 da Lei. 4.320. Segundo que, diligenciando-se, sabe-se que a abertura dar-se-á por meio de Decreto do Poder Executivo quando Estados, Municípios e DF não contiverem previsão da MP em suas respectivas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas.

    1 - (CESPE-TCDF-TÉC.ADM.PÚBLICA-2014)

    (C)´´Caso o governo federal precise realizar gasto urgente e imprevisto, decorrente, por exemplo, da necessidade de atendimento às vítimas do desabamento de uma ponte em rodovia federal, poderá ser aberto crédito extraordinário por meio de medida provisória.`` --> MEDIDA PROVISÓRIA OU DECRETO DO PODER EXECUTIVO (mesmo em se tratando de orçamento da UNIÃO. A discussão da abertura por Decreto aos demais entes sem previsão de MP é outro coisa, e abaixo coleciono esta situação). 

    Mesmo sendo diligente fez mais merda ainda, veja abaixo.

    2 - (CESPE-MPU-TEC.ORÇAM-CARGO49-2010)

    (mudou de C para E) ´´A abertura de crédito extraordinário é admitida somente para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, observando-se, no caso da União, que a abertura deve ocorrer por meio de medida provisória; nos estados e municípios, por decreto do chefe do Poder Executivo.`` --> SOMENTE MEDIDA PROVISÓRIA

    Justificativa: "136 C E Deferido com alteração da abertura de crédito extraordinário nos estados e municípios, deve ocorrer por meio de medida provisória e não por decreto como afirma o item. A medida provisória é utilizada pelo poder Executivo para abertura de créditos extraordinários e não o decreto. Créditos esses que não precisam da autorização do poder Legislativo e por ser de questões de emergência."

    CONTINUAÇÃO ... 

  • PARTE II

    3 - (CESPE-ABIN-OFICIAL TÉC. DE INTELIGENCIA-ÁREA ADM -2010)

    (E)´´Os créditos adicionais extraordinários, destinados a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, devem ser abertos por meio de medida provisória.`` --> MEDIDA PROVISÓRIA OU DECRETO DO PODER EXECUTIVO (talvez nos casos em Estados e municípios não detiverem previsão de MP). 

    4- (CESPE-CNJ-ANALISTA-CARGO2-2013)

    (C)´´Se, em determinado exercício financeiro, for constatada a necessidade de abertura de créditos extraordinários, caberá ao Poder Executivo emitir decreto para a abertura dos créditos, o qual deverá ser imediatamente submetido ao Poder 

    Legislativo``Obs: Não, o comando da questão não fez referência ao art. 44 da lei 4.320, caso em que referendaria o gabarito. 

    CONCLUSÃO: A questão não se encontra pacificada pelo ´´doutrina máxima e vinculante`` Cespiniana, sendo arriscado responder tais tipos de questões. Entretanto, creio ser mais acertado, POR DOIS MOTIVOS, afirmar que a abertura de crédito adicional extraordinário ´´PODERÁ`` (e não deverá, mesmo em se tratando de orçamento da UNIÃO ) se dá por MEDIDA PROVISÓRIA OU POR DECRETO do poder executivo. Motivos os mesmos utilizados para justificar esta questão. a CF dispôs que ´´PODERÁ``, não restringindo sua abertura necessariamente à Medida Provisória, ou seja, nos restaria o Decreto do Poder Executivo previsto no art. 44 da Lei. 4.320. Segundo que, diligenciando-se, sabe-se que a abertura dar-se-á por meio de Decreto do Poder Executivo quando Estados, Municípios e DF não contiverem previsão da MP em suas respectivas Constituições Estaduais e Leis Orgânicas.

    FOCO, FÉ E DETERMINAÇÃO 

  • MP nã é so para presisente? no caso de Governado e Prefeito pelo que? não por decreto?

  • A questão está errada uma vez que, conforme consta na Lei 4.320/64, o crédito adicional extraordinário deverá ser aberto via decreto, porém se houver relevância e urgência, poderá também ser aberto via medida provisória, conforme consta na CF/88.

    Significa que o crédito adicional extraordinário deverá ser aberto via decreto, mas poderá também usar a medida provisória, mas somente se houver relevância e urgência.

     

    Lei 4. 320-1964

    TÍTULO V

    Dos Créditos Adicionais

    Art. 44. Os créditos extraordinários serão abertos por decreto do Poder Executivo, que dêles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo.

     

    Constituição Federal – 1.988

    Art. 167. São vedados:

    § 3º A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62.

    Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional.    

  • Por isso que o correio está no nível que está... olha a prova que fizeram para seleção dos candidatos. kkkkk


    Só acerta a questão quem realmente NÃO SABE NADA de créditos adicionais kkkk


    1) A regra geral é se abrir por decreto do executivo , vide lei 4.320

    2) No caso da União e dos entes que possuem previsão de MP em suas cartas , abre-se por Medida Provisória.

  • Gabarito sinistro.

    Pela Lei 4320/64 OK, mas se o ente federativo não tiver MProv. em seu processo legislativo, pode fazê-lo via decreto Executivo.

    Bons estudos.

  • A abertura de créditos extraordinários, nos âmbitos Estaduais e Municipais, dá-se por decreto do Poder Executivo, que deles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo (art. 44, Lei nº 4.320/1964). No âmbito federal, tais créditos são abertos por Medida Provisória (art. 62, CF/88), de acordo com o ditame do art. 167, parágrafo 3º, da Carta Maior. Porém, entende o STF que, nas unidades da federação que tiverem previsto a figura jurídica da Medida Provisória, os créditos extraordinários poderão ser abertos por meio do instrumento em epígrafe. Fonte: 1001 questões comentadas de AFO Cespe.

    Contudo, atenção ao entendimento do CESPE em suas questões:

    CESPE - 2015 - MPU: Com relação às classificações e técnicas de execução do orçamento público, julgue os itens que se seguem: O crédito para despesas urgentes, e não incluídas no orçamento, realizadas em função da ocorrência de calamidade pública, deverá ser aberto por meio de medida provisória (CERTO).

    CESPE - 2010 - ABIN: Área de Administração: Os créditos adicionais extraordinários, destinados a atender despesas urgentes e imprevisíveis, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, devem ser abertos por meio de medida provisória (ERRADO). 

    Prova: CESPE - 2010 - AGU: O crédito extraordinário somente deve ser aberto por meio de medida provisória (CERTO).

    --------------

    CESPE - 2014 - TC-DF: Caso o governo federal precise realizar gasto urgente e imprevisto, decorrente, por exemplo, da necessidade de atendimento às vítimas do desabamento de uma ponte em rodovia federal, PODERÁ ser aberto crédito extraordinário por meio de medida provisória (CERTO).

    CESPE - 2014 - TJ-CE: Suponha que determinado crédito tenha sido aberto por meio de Medida Provisória. Neste caso, assinale a opção com a denominação correta da operação realizada: C) EXTRAORDINÁRIO.

    CESPE - 2013 - TRT10: NÃO é necessária a indicação de recursos para a abertura de créditos extraordinários. Sua abertura se faz, na União, por meio de medida provisória, e nos demais entes, por decreto do Executivo (CERTO).

    CESPE - 2013 - ANTT: Quando inexistir, na Constituição de um ente federado, previsão de medida provisória, os créditos extraordinários deverão ser abertos por meio de decreto do Poder Executivo, que dele dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo. No caso de haver, na Constituição desse ente federado, previsão de medida provisória, tal operação será feita por esse instrumento legal (CERTO).

  • CESPE é indecisa nesse assunto:

    SÓ MP

    CESPE, AGU, 2010: O crédito extraordinário somente deve ser aberto por meio de medida provisória.

    CERTO

    CESPE, MPU, 2015, O crédito para despesas urgentes, e não incluídas no orçamento, realizadas em função da ocorrência de calamidade pública, deverá ser aberto por meio de medida provisória

    CERTO

    CESPE - 2015 - MPU: O crédito para despesas urgentes, e não incluídas no orçamento, realizadas em função da ocorrência de calamidade pública, deverá ser aberto por meio de medida provisória.

    CERTO

    MP OU DECRETO

    CESPE, DPU, 2010: A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública, por meio da edição de medida provisória.

    ERRADO

    CESPE, ABIN 2010: Os créditos adicionais extraordinários devem ser abertos por meio de medida provisória.

    ERRADO

    CESPE, TRT 10, 2013: Não é necessária a indicação de recursos para a abertura de créditos extraordinários. Sua abertura se faz, na União, por meio de medida provisória, e nos demais entes, por decreto do Executivo. 

    CERTO

    CESPE, TCDF, 2014: Caso o governo federal precise realizar gasto urgente e imprevisto, decorrente, por exemplo, da necessidade de atendimento às vítimas do desabamento de uma ponte em rodovia federal, poderá ser aberto crédito extraordinário por meio de medida provisória.

    CERTO

    CESPE - 2014 - TJ-CE: Suponha que determinado crédito tenha sido aberto por meio de Medida Provisória. Neste caso, assinale a opção com a denominação correta da operação realizada: C) EXTRAORDINÁRIO.

    CESPE - 2013 - ANTT: Quando inexistir, na Constituição de um ente federado, previsão de medida provisória, os créditos extraordinários deverão ser abertos por meio de decreto do Poder Executivo, que dele dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo. No caso de haver, na Constituição desse ente federado, previsão de medida provisória, tal operação será feita por esse instrumento legal

    CERTO

    CESPE, 2013, CNJ: Se, em determinado exercício financeiro, for constatada a necessidade de abertura de créditos extraordinários, caberá ao Poder Executivo emitir decreto para a abertura dos créditos, o qual deverá ser imediatamente submetido ao Poder Legislativo.

    CERTO


ID
174631
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Com relação aos conceitos e normas legais que definem a execução
orçamentária, julgue o seguinte item.

Durante a execução do orçamento, um sub-repasse pode ser feito mesmo que não tenha havido, antes, um repasse.

Alternativas
Comentários
  • Repasse é a movimentação de recursos de Órgãos Setoriais de Programação Financeira (OSPF) para unidades de outros órgãos ou ministérios e entidades da Administração Indireta, enquanto que o sub-repasse é a liberação de recursos para unidades sob jurisdição do próprio Órgão Setorial de Programação Financeira e entre as unidades de um mesmo órgão, ministério ou entidade. Uma vez ocorrida a transferência do repasse ou sub-repasse, as Unidades Gestoras podem dar início à fase de pagamento de seus compromissos. Assim, podemos verificar que o repasse ocorre de forma independente do sub-repasse (e vice-versa).

  • Certo.

    O sub-repasse é uma transferência de recursos financeiros entre unidades orçamentárias ou administrativas de um mesmo órgão ou Ministério. Pode ocorrer, independente do Repasse (que é uma transferência entre uma unidade orçamentária e outro órgão ou Ministério). O que não pode ocorrer é a transferência de créditos, sem a transferência de recursos financeiros.

    Assim, quando há DESTAQUE (transferência de créditos entre um ministério/órgão para outro ministério/órgão), há REPASSE.

    Quando há PROVISÃO (transferência de créditos entre unidades de um mesmo órgão ou ministério), há SUB-REPASSE.

  • Bibi, me permita fazer algumas correções no seu comentário...

    "O que não pode ocorrer é a transferência de créditos, sem a transferência de recursos financeiros." --> Não é bem isso

    O programação financeira se divide nas etapas de solicitação, aprovação, liberação/recebimento

    Existem dois tipos de descentralização cobradas em provas de concursos: a orçamentária (créditos, autorizações para gastos, aprovações) e a financeira (transferência de disponibilidades financeiras, dinheiro, conta bancária)

    Então, primeiro deve haver a transferência de créditos e depois a transferência financeira, se os créditos tiverem sido aprovados.

    Fazendo um paralelo entra a descentralização orçamentária e a financeira, teremos:

    Transferências entre um ministério/órgão para outro ministério/órgão:

    Assim, quando há DESTAQUE (transferência de créditos - descentralização orçamentária), há REPASSE (transferência de disponibilidades financeiras - descentralização financeira).

    Transferência entre unidades de um mesmo órgão ou ministério:

    Quando há PROVISÃO (transferência de créditos - descentralização orçamentária), há SUB-REPASSE (transferência de disponibilidades financeiras - descentralização financeira).

    Assim, tanto o rapasse e o sub-repasse do ponto de vista financeiro são independentes como o destaque e a provisão do ponto de vista orçamentário.

    Portanto, questão correta.

    Quanto ao tema ver Contabildiade Aplicada ao Setor Publico (Glauber Mota) pág 50 a 56


ID
174634
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Auditoria Governamental
Assuntos

Com referência às técnicas de controle interno e ao Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI), julgue o
próximo item.

Os responsáveis por entidades de direito privado que se utilizem de contribuições para fins sociais e que recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro sujeitam-se à atuação do SCI mediante tomada de contas.

Alternativas
Comentários
  • Os responsáveis por entidades de direito privado que se utilizem de contribuições para fins sociais e que recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro sujeitam-se à atuação do SCI mediante PRESTAÇÃO de contas.

  • ... sujeitam-se à atuação do SCI mediante tomada PRESTAÇÃO de contas.

    Tomada de Contas:
    os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta Federal; aqueles que arrecadem, gerenciem ou guardem dinheiros, valores e bens da União, ou que por eles respondam; e aqueles que, estipendiados ou não pelos cofres públicos, e que, por ação ou omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou estrago de valores, bens e materiais da União pelos quais sejam responsáveis.

    x

    Prestação de Contas:
    os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração Indireta Federal; os responsáveis por entidades ou organizações, de direito público ou privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro; as pessoas físicas que recebam recursos da União, para atender necessidades previstas em Lei específica.

  • Diferença entre TOMADA E PRESTAÇÂO de contas segundo IN 63 do TCU

    Prestação de contas: quando a UJ que está obrigada, por ato normativo, a apresentar contas, o faz espontaneamente, no prazo estabelecido. Nesse caso, será autuado no TCU um processo de prestação de contas ordinárias.
    Tomada de contas: quando um órgão de controle (interno ou externo) toma as contas da UJ que, estando obriga a apresentar contas, não o faz no prazo estabelecido. Nesse caso, será autuado no TCU um processo de tomada de contas ordinárias.
    Fonte: Erick Alves - Controle externo - TFCE - estratégia concursos
  • De acordo com a Instrução Normativa SFC/MF nº 01, de 06/04/2001, capítulo II, seção II:

    3. As pessoas física ou jurídica, pública ou privada, sujeitam-se à atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal mediante os seguintes processos:

    I) Tomada de Contas;

    a) os ordenadores de despesas das unidades da Administração Direta Federal;

    b) aqueles que arrecadem, gerenciem ou guardem dinheiros, valores e bens da União, ou que por eles respondam; e

    c) aqueles que, estipendiados ou não pelos cofres públicos, e que, por ação ou omissão, derem causa a perda, subtração, extravio ou estrago de valores, bens e materiais da União pelos quais sejam responsáveis.

    II) Prestação de Contas:

    a) os dirigentes das entidades supervisionadas da Administração Indireta Federal; 

    b) os responsáveis por entidades ou organizações, de direito público ou privado, que se utilizem de contribuições para fins sociais, recebam subvenções ou transferências à conta do Tesouro;

    c) as pessoas físicas que recebam recursos da União, para atender necessidades previstas em Lei específica.

    Fonte: https://www.editoraferreira.com.br/Medias/1/Media/Professores/ToqueDeMestre/ClaudenirBrito/toq7_claudenir.pdf


  • Instrução Normativa TCU nº 47, ART 1º, IV e V

    IV - processo de tomada de contas: processo de contas relativo à gestão dos responsáveis por
    unidades jurisdicionadas da administração federal direta;
    V - processo de prestação de contas: processo de contas relativo à gestão dos responsáveis por
    unidades jurisdicionadas da administração federal indireta e daquelas não classificadas como
    integrantes da administração direta federal
    ;

  • Tá valendo a IN 63/2010 citada pela Roberta Li


ID
174637
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Auditoria Governamental
Assuntos

Com referência às técnicas de controle interno e ao Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI), julgue o
próximo item.

O acompanhamento dos planos e programas nacionais e setoriais de desenvolvimento econômico e social pelas unidades responsáveis pelas atividades de planejamento da União restringe-se a análises econômico-financeiras, que avaliam tais atividades quanto à eficácia e efetividade, com vistas a subsidiar o processo de alocação de recursos públicos, a política de gastos e a coordenação das ações do governo.

Alternativas
Comentários
  • As Unidades responsáveis pelas atividades de planejamento da União são as Unidades Orçamentárias (Unidades Executoras). Essas são responsáveis pela elaboração de propostas de programação financeira. Por isso a assertiva está errada, essas unidades não se restringem a análise econômico-financeiras.


ID
174640
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Auditoria Governamental
Assuntos

Com referência às técnicas de controle interno e ao Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI), julgue o
próximo item.

Nos trabalhos de fiscalização e auditoria desenvolvidos por órgãos e unidades do SCI, será verificada a execução do objeto pactuado, nos instrumentos em que a União assume compromissos, com previsão de transferência de recursos financeiros de seus orçamentos para estados, Distrito Federal e municípios, avaliando a obediência ao que foi determinado no projeto e plano de trabalho dos convênios, e se sua utilização obedece à destinação prevista no termo pactual.

Alternativas
Comentários
  • INSTRUÇÃO NORMATIVA N.º 01, DE 06 DE ABRIL DE 2001 Define diretrizes, princípios, conceitos e aprova normas técnicas para a atuação do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.


    8. Os órgãos e as unidades do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, nos seus trabalhos de fiscalização e auditoria, verificarão se o objeto pactuado, nos instrumentos em que a União assume compromissos, com previsão de transferência de recursos financeiros de seus orçamentos para Estados, Distrito Federal e Municípios, foi executado, obedecendo aos respectivos projeto e plano de trabalho, conforme conveniado, e se sua utilização obedece à destinação prevista no termo pactual.


    Fé em DEUS! Vamos chegar lá!


ID
174643
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Auditoria Governamental
Assuntos

Com referência às técnicas de controle interno e ao Sistema de
Controle Interno do Poder Executivo Federal (SCI), julgue o
próximo item.

A falta de prestação de contas de órgão do Poder Executivo Federal ao SCI não implica recomendação formal para a instauração de tomada de contas especial, recomendação que ocorrerá obrigatoriamente nos casos em que seja constatado desfalque ou desvio de dinheiro, bens ou valores públicos.

Alternativas
Comentários
  • A não apresentação das contas, por si só, independentemente de qualquer outro fator relacionado à execução de um convênio ou outro instrumento congênere, constitui pressuposto para instauração do processo.

    www.cgu.gov.br "Manual sobre Tomada de Contas Especial"

  •  A Tomada de Contas Especial/TCE é um processo administrativo, instaurado pela autoridade administrativa competente, quando se configurar omissão no dever de prestar contas, a não comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União, da ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal 10 e valores públicos, ou, ainda, da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao Erário.

    http://www.cgu.gov.br/sobre/legislacao/arquivos/instrucoes-normativas/in-01-06042001.pdf

  • A Câmara dos Deputados faz o procedimento de tomar as contas do Presidente da República (Poder executivo), caso não apresentadas no prazo de 60 dias. Logo a alternativa está errada. 

  • A TCE (Tomada de Contas Especial) se configura quando há: omissão no dever de prestar contas; não tem comprovação da aplicação dos recursos repassados pela União; há desfalque ou desvio de dinheiro, ou bens e valores; pela prática de atos ilegais, ilegítimos e anti econômicos.

    Ou seja, se torna obrigatório a instauração do TCE sempre que a administração pública tiver que ser ressarcida (ele busca apurar os fatos, identificar os responsáveis e quantificar os danos) com a orientação do TCU.


ID
174646
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

A provisão é instituída para prevenir possíveis perdas financeiras derivadas da falta de pagamento dos valores devidos à fazenda pública. A incerteza consiste tanto no ato da efetiva realização, ou recebimento futuro, quanto no devedor, que não são determinados com precisão pelas etapas anteriores à inscrição da provisão em dívida ativa.

Alternativas
Comentários
  • A dívida ativa comprende créditos líquidos e certos em favor da Fazenda Pública. A certeza e liquidez dos créditos, tributários ou não tributários, é realizada pela PGFN antes de efetuar a inscrição da dívida. Ainda com relação a questão, o cálculo da estimativa da provisão para perdas de dívida ativa toma por base critérios técnicos, os quais envolvem avaliação do histórico de recuperação em exercícios anteriores por meio da média ponderada em relação aos montantes dos três últimos exercícios.

  •  

    Texto retirado do Manual de Receita Nacional, no item Dívida Ativa

    A provisão é instituída para prevenir possíveis perdas financeiras derivadas da falta de pagamento dos valores devidos à Fazenda Pública. Ressalte-se que a incerteza reside no ato da efetiva realização, ou recebimento futuro, e não no devedor ou mesmo no crédito, que são bem determinados pelas etapas anteriores à inscrição em Dívida Ativa.

  • Está no item 10.1.2 da Portaria da STN n 564 de 27/10/2004.


ID
174649
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

Para que a contabilidade possa evidenciar com precisão e clareza o patrimônio de um ente público, faz-se necessário que os valores a receber que apresentem significativa probabilidade de não realização, bem como os ativos que não tenham gerado os benefícios econômicos esperados, sejam ajustados a valor presente líquido.

Alternativas
Comentários
  • A previsão acerca da ocorrência de distorções orçamentárias (no caso desta questão seriam distorções negativas, ou seja, 'significativa probabilidade de não realização') devem ser evidenciadas através dos créditos adicionais e não ajustados a valor presente líquido.

  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional, no item Dívida Ativa.

    Para que a contabilidade possa evidenciar com precisão e clareza o patrimônio de um ente público, faz-se necessário que os valores a receber que apresentem significativa probabilidade de não realização, bem como os ativos que não tenham gerado os benefícios econômicos esperados, sejam ajustados a valor realizável.

     


ID
174652
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

A avaliação do estoque da dívida consiste na classificação dos créditos com relação ao grau de risco e tipo de recuperação de créditos conforme a fase em que os processos se encontrem. A mensuração ocorre por meio da aplicação de percentuais específicos para cada fase e tipo de recuperação nos quais o crédito seja classificado. O percentual estabelecido deve expressar a probabilidade de inadimplência.

Alternativas
Comentários
  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional, no item Dívida Ativa (Metodologia Baseada na Avaliação de Estoque para cálculo da provisão).

    A avaliação do estoque da dívida consiste na classificação dos créditos com relação ao grau de risco e tipo de recuperação, conforme a fase em que os processos se encontrem. A mensuração dar-se-ia através da aplicação de percentuais específicos para cada fase e tipo de recuperação nos quais o crédito seja classificado, o percentual estabelecido deve expressar a probabilidade de default, ou seja, de inadimplência.

     


ID
174655
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

Ao se adotar a atualização da conta de provisão para ajuste a valor recuperável, os valores inscritos em dívida ativa devem ser avaliados, pelo menos, anualmente, para fins de elaboração das demonstrações contábeis. Como a movimentação dos créditos ocorre em uma frequência inferior à anual, possibilita a atualização até mesmo diária do valor, mas, para fins práticos, a atualização anual é suficiente, tendo em vista ser esse o prazo para divulgação das demonstrações contábeis.

Alternativas
Comentários
  •  5.13.4.2 Atualização da Conta de Provisão para Ajuste a Valor Recuperável

    Os valores inscritos em dívida ativa devem ser avaliados pelo menos anualmente, para fins
    de elaboração das demonstrações contábeis. Assim sendo, anualmente deve ser evidenciada a
    movimentação dos créditos entre as diversas fases de execução e o impacto no cálculo da conta
    redutora de provisão. Claro está que a movimentação dos créditos ocorre em uma frequência inferior
    a anual, permitindo, inclusive que a atualização do valor seja até mesmo diária, mas para fins
    práticos a atualização anual é suficiente, tendo em vista ser esse o prazo para divulgação das
    demonstrações contábeis.
    Nos exercícios seguintes à primeira constituição da provisão, deve ser observado se o valor
    calculado para a provisão é maior ou menor do que o valor registrado nessa conta ao término do
    exercício. Se o novo valor obtido para a provisão for maior do que o registrado anteriormente, o
    valor que falta na conta Provisão deverá ser complementado. Caso o novo valor obtido seja menor
    do que o valor registrado anteriormente, o procedimento a ser adotado deve ser o de reverter o saldo
    a maior da conta Provisão para a conta de Variação Ativa.
     
     
    MANUAL DE PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS ESPECÍFICOS – 2º EDIÇÃO  - STN
  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional, item Dívida Ativa (Atualização da Conta de Provisão para Ajuste a Valor Recuperável)

    Os valores inscritos em dívida ativa devem ser avaliados pelo menos anualmente, para fins de elaboração das demonstrações contábeis.Assim sendo,
    anualmente deve ser evidenciada a movimentação dos créditos entre as diversas fases de execução e o impacto no cálculo da conta redutora de provisão. Claro está que a movimentação dos créditos ocorre em uma freqüência inferior a anual, permitindo, inclusive que a atualização do valor seja até mesmo diária, mas para fins práticos a atualização anual é suficiente, tendo em vista ser esse o prazo para divulgação das demonstrações contábeis.


ID
174658
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública
Assuntos

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

A metodologia baseada no histórico de recebimentos passados considera a média percentual de recebimentos passados, entretanto, desconsidera o saldo atualizado da conta de créditos inscritos na dívida ativa.

Alternativas
Comentários
  • Os saldos da Dívida Ativa que possuem razoável expectativa de recebimento e meios de cobrança e recuperação devem ser mantidos no Ativo deduzidos de provisão cujo montante deve abranger a melhor estimativa dos valores dos créditos a serem baixados contabilmente.

    www.stn.gov.br  "Dívida Ativa - Manual de Procedimentos"

  • 5.13.5 METODOLOGIA BASEADA NO HISTÓRICO DE RECEBIMENTOS PASSADOS 

    Essa metodologia de cálculo da provisão baseou-se em duas variáveis principais:

    - média percentual de recebimentos passados; e
    - saldo atualizado da conta de créditos inscritos em Dívida Ativa.
    A média percentual de recebimentos passados utiliza uma média ponderada dos
    recebimentos com relação aos montantes inscritos dos três últimos exercícios.
     
    MANUAL DE PROCEDIMENTOS CONTÁBEIS ESPECÍFICOS – 2º EDIÇÃO - STN
  • QUESTÃO DESATUALIZADA!!

    MCASP 6ª edição, 5.3.5

    Não existe mais uma metodologia específica nem  critérios específicos para populações inferiores a 50 mil habitantes.


ID
174661
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Há distintas metodologias que podem ser adotadas pelos entes
públicos para a mensuração do valor recuperável dos créditos
inscritos em dívida ativa. Acerca dessas metodologias e das
características da provisão, julgue o item que se segue.

Aos municípios com população inferior a cinquenta mil habitantes são facultadas a constituição e a atualização da provisão da dívida ativa anualmente. A metodologia da atualização anual é baseada em uma média percentual dos recebimentos ao longo dos três últimos exercícios anteriores ao ano em que incidirá a provisão que está sendo calculada.

Alternativas
Comentários
  • Em decorrência das características e peculiaridades dos entes da Federação, é facultado aos municípios com população inferior a cinqüenta mil habitantes constituir e atualizar a provisão da Dívida Ativa anualmente.

    A forma de mensuração do valor a ser provisionado na conta Dívida Ativa deve obedecer ao critério dos recebimentos históricos. Por esse critério, o valor da provisão deve ser inversamente proporcional à média aritmética dos percentuais de recebimento referentes à conta Dívida Ativa nos últimos três exercícios, ou seja, se a referida média nos últimos três anos for de 5%, então o valor a ser provisionado deve ser de 95% (100– 5)

    http://www.stn.gov.br "Manual da Dívida Ativa"

    Nos termos da Lei 10.180/01

     

  • QUESTÃO DESATUALIZADA!!

    MCASP 6ª edição, 5.3.5

    Não existe mais uma metodologia específica nem  critérios específicos para populações inferiores a 50 mil habitantes.


ID
174664
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Os registros contábeis dos entes públicos obedecem aos
procedimentos determinados por norma específica. Acerca desses
registros e seus reflexos no patrimônio dos entes públicos, julgue o
item a seguir.

Ao se adotar o procedimento de registro global dos créditos em dívida ativa, não se faz o acompanhamento da fase de encaminhamento dos créditos, uma vez que o reconhecimento dos créditos pela contabilidade deverá ocorrer no momento da inscrição em dívida ativa.

Alternativas
Comentários
  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional, item Dívida Ativa ( Procedimento de Registro Global)

    Quando for adotado o procedimento de registro global, não há o acompanhamento da fase de encaminhamento dos créditos,
    uma vez que o reconhecimento dos créditos pela Contabilidade dar-se-á no momento da inscrição em Dívida Ativa.

  • COMPLEMENTANDO -

    MCASP - PARTE III ? PROCEDIMENTOS CONTA?BEIS ESPECI?FICOS

    03.05.02.02 PROCEDIMENTO DE REGISTRO GLOBAL
    Quando for adotado o procedimento de registro global, na?o ha? o acompanhamento da fase de encaminhamento dos cre?ditos, uma vez que o reconhecimento dos cre?ditos pela Contabilidade dar-se-a? no momento da inscric?a?o em Di?vida Ativa. Assim sendo, o registro ocorrera? da seguinte forma:
    No o?rga?o ou unidade competente para inscric?a?o, registra-se o ativo “Di?vida Ativa”

    Nesse procedimento na?o e? feito o acompanhamento dos cre?ditos rejeitados, os quais estara?o sujeitos apenas a controles extra-conta?beis, sendo registrados no sistema conta?bil apenas apo?s a resoluc?a?o das pende?ncias identificadas ao longo do processo de avaliac?a?o da liquidez e certeza do cre?dito.

ID
174667
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Os registros contábeis dos entes públicos obedecem aos
procedimentos determinados por norma específica. Acerca desses
registros e seus reflexos no patrimônio dos entes públicos, julgue o
item a seguir.

Caso um ente federativo arrecade receitas de propriedade de outros entes, ele deverá incluí-las em seu orçamento como receita. Para que não ocorra a evidenciação indevida de superavit em razão da utilização de recursos do beneficiário, esse ente recebedor deverá, sempre que possível, contabilizar a despesa de transferência no passivo financeiro até entregar financeiramente os recursos correspondentes no início do mês subsequente.

Alternativas
Comentários
  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional, item TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS INTERGOVERNAMENTAIS

    Assim, o ente que arrecada receitas de propriedade de outros entes e as inclui em seu orçamento como receita, com o intuito de não evidenciar superávit
    indevido utilizando-se de recursos do beneficiário, deve, sempre que possível, contabilizar a despesa de transferência no passivo financeiro até entregar
    financeiramente os recursos correspondentes no início do mês subseqüente.


ID
174670
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Os registros contábeis dos entes públicos obedecem aos
procedimentos determinados por norma específica. Acerca desses
registros e seus reflexos no patrimônio dos entes públicos, julgue o
item a seguir.

Caso o valor empenhado seja insuficiente para atender à despesa a ser realizada, o empenho poderá ser reforçado, entretanto, se o valor do empenho exceder o montante da despesa realizada, o empenho deverá ser anulado totalmente.

Alternativas
Comentários
  •  

    O empenho deve ser anulado no decorrer do exercício:

    1. parcialmente: quando seu valor exceder o montante da despesa realizada;

    2. totalmente quando:

    • o serviço contratado não tiver sido prestado;

    • o material encomendado não tiver sido entregue; ou

    • o empenho tiver sido emitido incorretamente.


     

  • O Empenho poderá ser reforçado quando o valor empenhado for insuficiente para atender à despesa a ser realizada, e caso o valor do empenho exceda o montante da despesa realizada, o empenho deverá ser anulado parcialmente. Será anulado totalmente quando o objeto do contrato não tiver sido cumprido, ou ainda, no caso de ter sido emitido incorretamente.


ID
174673
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Os registros contábeis dos entes públicos obedecem aos
procedimentos determinados por norma específica. Acerca desses
registros e seus reflexos no patrimônio dos entes públicos, julgue o
item a seguir.

As transferências intergovernamentais compreendem a entrega de recursos, correntes ou de capital, de um ente transferidor a outro, denominado beneficiário. Esse tipo de transferência realiza-se entre esferas distintas de governo, não guardando relação com as operações intraorçamentárias.

Alternativas
Comentários
  • Texto retirado do Manual de Receita Nacional , item TRANSFERÊNCIA DE RECURSOS INTERGOVERNAMENTAIS

    As Transferências Intergovernamentais compreendem a entrega de recursos, correntes ou de capital, de um ente (chamado “transferidor”) a outro
    (chamado “beneficiário”, ou “recebedor”).
    Podem ser voluntárias, nesse caso destinadas à cooperação, auxílio ou assistência, ou decorrentes de determinação constitucional ou legal.
    Ainda sobre o conceito de transferência intergovernamental, é importante destacar que, como seu próprio nome indica, essas transferências ocorrem entre esferas distintas de governo, não guardando relação, portanto, com as operações intra-orçamentárias
     

  • MCASP -* 2020 * 3.6.4. Transferências de Recursos Intergovernamentais

    3.6.4.1. Conceito

    As Transferências Intergovernamentais compreendem a entrega de recursos, correntes ou de

    capital, de um ente (chamado “transferidor”) a outro (chamado “beneficiário”, ou “recebedor”). Podem

    ser voluntárias, nesse caso destinadas à cooperação, auxílio ou assistência, ou decorrentes de

    determinação constitucional ou legal.

    Ainda sobre o conceito de transferência intergovernamental, é importante destacar que, como

    seu próprio nome indica, essas transferências ocorrem entre esferas distintas de governo, não

    guardando relação, portanto, com as operações intraorçamentárias ocorridas no âmbito do orçamento

    de cada ente.


ID
174676
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Contabilidade Pública

Os registros contábeis dos entes públicos obedecem aos
procedimentos determinados por norma específica. Acerca desses
registros e seus reflexos no patrimônio dos entes públicos, julgue o
item a seguir.

Para que ocorra uma correta consolidação das contas públicas, recomenda-se que a restituição de receitas orçamentárias recebidas em qualquer exercício seja feita por meio do registro da anulação da receita.

Alternativas
Comentários
  • Com o objetivo de possibilitar uma correta consolidação das contas públicas, recomenda-se que a restituição de receitas recebidas em qualquer exercício seja feita por dedução da respectiva natureza de receita.

    www.stn.gov.br "Manual da Receita"

  •  Portanto, com o objetivo de possibilitar uma correta consolidação

    das contas públicas, recomenda-se que a restituição de receitas recebidas em
    qualquer exercício seja feita por dedução da respectiva natureza de receita. Para as
    rendas extintas, deve ser utilizado o mecanismo de dedução até o montante de
    receita a anular. O valor que ultrapassar o saldo da receita a anular deve ser
    registrado como despesa. Entende-se por rendas extintas aquelas cujo fato gerador
    da receita não representa mais situação que gere arrecadações para o ente.
     
    MANUAL DA RECEITA STN
  • 2009/CESPE/ANAC

    Para a correta consolidação das contas públicas, é recomendável que a formalização da restituição de receitas recebidas, em qualquer exercício, ocorra por dedução da respectiva natureza da receita.

    Gabarito: certo

  • Não se efetua nenhum registro contábil no processo de consolidação. Gabarito ERRADO


ID
174679
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação aos princípios, direitos e garantias fundamentais da
Constituição Federal de 1988, julgue o item a seguir.

Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, até mesmo em questões judiciais ou administrativas, sendo permitida a criação, na mesma base territorial, de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, as quais serão definidas pelos trabalhadores ou empregadores interessados.

Alternativas
Comentários
  • Assertiva INCORRETA 

    Legislação correlata ao tema: Artigo 8º da CF/88, senão vejamos:

    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;

    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; 

  • A liberdade da criação de sindicatos não é absoluta, pois a base territorial não poderá ser inferior à área de um município e na mesma base territorial É VEDADA, a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa da mesma categoria profissional (trabalhadores) ou econômica (empregadores). Em caso de conflito, resolve-se pela aplicação do pricípio da anterioridade, isto é, a representação da categoria caberá à entidade que primeiro realizou o seu registro no órgão competente.

    Direito Constitucional Descomplicado 3 edição

  •  

    questão errada.

    Cabe sim ao sindicato a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria em questões administrativas ou judiciais. Art. 8° inciso 3° CRFB/88.

    Porém não é permitida a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial. E essa base nao pode ser inferior a área de um município. De acordo com art. 8° inciso 2° da CRFB/88.

  • ASSERTIVA ERRADA!

    O erro está na afirmação de que é permitida a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial, o que contraria o texto constitucional - artigo 8º:

    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    ...

    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;


    Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (Direito Constitucional Descomplicado) salientam a ressalva à liberdade de criação de sindicatos:

    "A liberdade da criação de sindicatos não é absoluta, pois a base territorial não poderá ser inferior à área de um município e na mesma base territorial É VEDADA, a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa da mesma categoria profissional (trabalhadores) ou econômica (empregadores)."

     

    Observação importante: assunto recorrrente em provas CESPE.

     

     

  •  ERRADO!


    Não é permitido a criação de mais de um sindicato na mesma base territorial para representar a mesma categoria.

     

    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:
    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município.

  • ERRADO

    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

  • ERRADO
  • CF - Art. 8º:
    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

  • Art. 8°, II, CF

    Vedada
    • Criação Mais de uma Organização Sindical na Mesma Base Territorial, Não pode ser inferior à área de um Município.
    • STF– Representação Sindical Caberá Entidade que Fez 1° Registro, independente do número sindicalizado - Base: Princípio Anterioridade Sindical
  • A base territorial do sindicado não poderá ser inferior à área de um município e na mesma base territorial é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa da mesma categoria profissional (trabalhadores) ou econômica (empregadores).

  • Errada

    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical;

    II é vedada a criação de mais de uma oraganização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas; 

  • Erradíssima.

    "...sendo permitida a criação, na mesma base territorial, de mais de uma organização sindical...", esta passagem aí fere a unicidade sindical.

  • Não é permitida a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial.


    Portanto : Errado!

  • Excelente Loyanne, comentário. 

  • II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

  • ERRADO

     

    "Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, até mesmo em questões judiciais ou administrativas, sendo permitida a criação, na mesma base territorial, de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, as quais serão definidas pelos trabalhadores ou empregadores interessados."

     

    Não pode haver mais de uma organização na MESMA BASE TERRITORIAL

  • ERRADO

    O erro da questão está em afirmar que é permitida a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial.

  • Unicidade sindical.

    GAB. E

  • BRASIL= UNICIDADE SINDICAL

  • Gabarito errado

    Questão: Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, até mesmo em questões judiciais ou administrativas, sendo permitida a criação, na mesma base territorial, de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, as quais serão definidas pelos trabalhadores ou empregadores interessados.

    Resposta:

    Constituição federal de 1988:

    Art.8º- É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    II- é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    III- ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;

  • ORGANIZAÇÃO SINDICAL:

    NÃO NECESSITA -> AUTORIZAÇÃO DO ESTADO 

    EXIGE-SE APENAS -> REGISTRO EM ÓRGÃO COMPETENTE 

    VEDADO AO ESTADO: *INTERFERÊNCIA E INTERVENÇÃO NA ORGANIZAÇÃO SINDICAL 

    É VEDADO a criação de uma de mesma categoria profissional já abrangida por outra na mesma base territorial*.

    (*) A base territorial NÃO poderá ser inferior à área de um Município.

  • Errado.

    Unicidade sindical.

  • Proibida a criação de mais de uma organização sindical na mesma base territorial. Não pode ser inferior a área de um município.

  • Minha contribuição.

    CF/88

    Art. 8° É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:

    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município;

    Abraço!!!

  • Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, até mesmo em questões judiciais ou administrativas, sendo permitida a criação, na mesma base territorial, de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, as quais serão definidas pelos trabalhadores ou empregadores interessados.

    GAB E


ID
174682
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação aos princípios, direitos e garantias fundamentais da
Constituição Federal de 1988, julgue o item a seguir.

Embora se saliente, nas garantias fundamentais, o caráter instrumental de proteção a direitos, tais garantias também são direitos, pois se revelam na faculdade dos cidadãos de exigir dos poderes públicos a proteção de outros direitos, ou no reconhecimento dos meios processuais adequados a essa finalidade.

Alternativas
Comentários
  • Assertiva CORRETA 

    Um bom exemplo para a assertiva seria o Habeas Corpus, visto que é uma garantia fundamental, mas ao mesmo tempo, é também um direito fundamental. Assim como acontece com o habeas data, o Mandado de Segurança, etc.

    Tais garantias terminam transformando-se em verdadeiros direitos fundamentais, pois se fossem suprimidas, acabariam por dificultar o exercício de outros direitos fundamentais, como por exemplo, o direito de ir e vir, amparado pelo Habeas Corpus.

  • CORRETO O GABARITO....

    Em que pese as garantias constitucionais serem tidos apenas como um direito processual, formal ou instrumental, pertencem inequivocamente ao direito material subjetivo, passível de ser exigido pelo cidadão. Tosca e simplistamente poderíamos considerar este como gênero e aquele como espécie.

  •  Um dos primeiros estudiosos a enfrentar esse tormentoso tema foi o sempre lembrado Rui Barbosa, que, analisando a Constituição de 1891, dintinguiu "as disposições meramente declaratórias, que são as que imprimem existência legal aos direitos reconhecidos, e as disposições assecuratórias, que são as que, em defesa dos direitos, limitam o poder. Aquelas instituem os direitos, estas as garantias assecuratórias, que são as que, em defesa dos direitos, limitam o poder. Aquelas instituem os direitos, estas as garantias; ocorrendo não raro juntar-se, na mesma disposição constitucional, ou legal, a fixação da garantia, com a declaração do direito."

    Assim, os direitos são bens e vantagens prescritos na forma constitucional enquanto as garantias são os instrumentos através dos quais se assegura o exercício dos aludidos direitos ( preventivamente) ou prontamente os repara, caso violados.

    Fonte: Direito Constitucional Sistematizado - Pedro Lenza, 14ª edição.

  •  CERTO!


    Direito fundamental - é declarado pelo constituinte (elemento declaratório).

    Garantia fundamental - mecanismo por meio do qual se garante o direito fundamental (elemento assecuratório ). Ex: Habeas Data.

  • Observem ainda que não podemos confundir remédios constitucionais com garantias fundamentais

    RemédiosConstitucionais X Garantias Fundamentais

    Garantias fundamentais sãogênero da espécie remédios constitucionais. Isso pq, uma vez consagrado odireito, a sua garantia nem sempre estará nas regras definidas constitucionalmentecomo remédios constitucionais (HC, HD...). Em determinadas situações, agarantia poderá estar na própria norma que assegura o direito. Ex.: o direito aojuízo natural (direito); o art. 5º, XXXVII veda a instituição de juízo ou tribunalde exceção (garantia).


  • Errei por ter confundido com "silente" = silencioso! =/

  • lindaaaaaaaaaaaaaa  questãooooooooooooooooooooo

  • GABARITO: CERTO.

     

     

    Os direitos fundamentais têm estrutura variada, podendo ser:

     

    DIREITO LIBERDADE ---  consiste na faculdade de agir que gera a ausência de direito de qualquer outro ente ou pessoa. Assim, uma pessoa tem a liberdade de credo (art. so, VI, da CF/88), não possuindo o Estado (ou terceiros) nenhum direito (ausência de direito) de exigir que essa pessoa tenha determinada religião. 

  • toda garantia é um direito,mas nem todo direito é uma garantia.

  • Podemos, entao, considerar que os remédios constitucionais são direitos tbm e nao apenas garantias? Pensei que tinha diferença. 

  • aquela questão que não entendi muito as voltas que ela deu rss

  • Igual o episódio do Chaves vendendo Churros pra ele mesmo... kkkkk

  • Aquela questãozinha que não entendi porra nenhuma! Mas como sempre chutando e acertando... quero ver é um chute desses na prova! Kkkkkkkk
  • Aquela questão que você não entende p* nenhuma, mas julga estar certa pela forma como está escrita...

  • Inception

  • ninguem entende, mas todo mundo acerta

  • Toda garantia é um direito

    PMAL 2021


ID
174685
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação aos princípios, direitos e garantias fundamentais da
Constituição Federal de 1988, julgue o item a seguir.

São princípios constitucionais sensíveis a forma republicana, o sistema representativo e o regime democrático, os direitos da pessoa humana, a autonomia municipal e a prestação de contas da administração pública direta e indireta.

Alternativas
Comentários
  • Assertiva CORRETA 

    Os princípios constitucionais sensíveis estão elencados no inciso VII, do artigo 34 da nossa Constituição Federal de 1988, senão vejamos:

    Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

    (...)

    VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

    a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

    b) direitos da pessoa humana;

    c) autonomia municipal;

    d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

    e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

  • Em sua obra o Prof. A. de Moraes cita posicionamento do STF no seguinte sentido: "se é certo que a Carta Política contempla um elenco menos abrangente de princípios constitucionais sensíveis, a denotar, com isso a expansão dos poderes jurídicos na esfera das coletividades autônomas locais (...)."

    Logo mais, o Mestre disciplina que "Os princípios constitucionais sensíveis são assim denominados, pois a sua inbservância pelo Estados-membros no exercício de suas competências legislativas, administrativas ou tributárias, pode acarretar a sanção politicamente mais grave existente em um Estado Federal, a intervenção mínima na autonomia política. Estão previstos no art. 34, VII, da Constituição Federal:

    - FORMA REPUBLICANA, SISTEMA REPRESENTATIVO E REGIME DEMOCRÁTICO;

    - DIREITOS DA PESSOA HUMANA;

    - AUTONOMIA MUNICIPAL;

    - PRESTAÇÃO DE CONTAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DIRETA E INDIRETA;

    - APLICAÇÃO DO MÍNIMO EXIGIDO DA RECEITA RESULTANTEDE IMPOSTOS ESTADUAIS, COMPREENDIDA A PROVENIENTE DE TRANSFERÊNCIAS, NA MANUTENÇÃO E NO DESENVOLVIMENTO DO ENSINO E NAS AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE."

     

  • A ofensa aos princípios constitucionais sensíveis (art. 34, VII), quais sejam: forma republicana, sistema representativo e regime democrático; direitos da pessoa humana; autonomia municipal; prestação de contas da administração pública, direta e indireta; e aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. Nessas hipóteses, ocorre clara e direta ofensa à Constituição e a intervenção se dará (ou não, conforme será visto) através de procedimento jurisdicional de ação direta de inconstitucionalidade interventiva, cuja legitimidade é exclusiva do Procurador-Geral da República e a competência originária do Supremo Tribunal Federal.

  • Decisão do Supremo, levando-se em conta os princípios sensíveis e a questão do princípio da simetria!
     
    "No desate de causas afins,  recorre a Corte, com freqüência, ao chamado princípio ou regra da simetria, que é construção pretoriana tendente a garantir, quanto aos aspectos reputados substanciais, homogeneidade na disciplina normativa da separação,  independência e harmonia dos poderes, nos três planos federativos. Seu fundamento mais direto está no art. 25 da Constituição Federal  e no art. 11 de seu ADCT, que determinam aos Estados-membros a observância dos princípios da Constituição da República. Se a garantia de simetria no traçado normativo das linhas essenciais dos entes da federação, mediante revelação dos princípios sensíveis que moldam a tripartição de poderes e o pacto federativo, deveras protege o esquema jurídico-constitucional concebido pelo poder constituinte, é preciso guardar, em sua formulação conceitual e aplicação prática, particular cuidado com os riscos de descaracterização da própria estrutura federativa que lhe é inerente. (...) Noutras palavras, não é lícito, senão contrário à concepção federativa, jungir os Estados-membros, sob o título vinculante da regra da simetria, a normas ou princípios da Constituição da República cuja inaplicabilidade ou inobservância local não implique contradições teóricas incompatíveis com a coerência sistemática do ordenamento jurídico, com severos inconvenientes políticos ou graves dificuldades práticas de qualquer ordem, nem com outra causa capaz de perturbar o equilíbrio dos poderes ou a unidade nacional.  A  invocação da regra da simetria não pode, em síntese, ser produto de uma decisão arbitrária ou imotivada do intérprete." (ADI 4.298-MC, voto do Rel. Min. Cezar Peluso, julgamento em 7-10-09, Plenário, DJE de 27-11-09)

    Bons estudos
    @aderruan
  • Princípios constitucionais sensíveis são encontrados no art 34 , VII da CF :

    Art 34  A União não intervirá nos Estados nem no DF, exceto para:

    VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

    a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
    b) direitos da pessoa humana;
    c) autonomia municipal;
    d) prestação de contas das adm pública, direta e indireta;

    e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de tranferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. ( não presente na questão)
  • Doutrina de Alexandre de Moraes.

    Fuck yeah, CESPE!
  • Assertiva incompleta, logo errada, passível de recurso.
  • Os princípios constitucionais sensíveis estão elencados no inciso VII, do artigo 34 da nossa Constituição Federal de 1988, senão vejamos:
    Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto
    PRA FDP!!
    (...)
    VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

    PRestação de contas da administração pública, direta e indireta.
    Aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
    Forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
    Direitos da pessoa humana;
    Prestação de contas da administração pública, direta e indireta.
  • Fábio,
    em nenhum momento a assertiva afirma que são APENAS aqueles os princípios sensíveis.
  • Complementando, um pequeno vídeo sobre o tema: http://www.youtube.com/watch?v=uCmKQbswxa8
  • Os princípios constitucionais sensíveis estão previstos no artigo 34,VII,CF, são eles:

    a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

    b) direitos da pessoa humana;

    c) autonomia municipal;

    d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

    e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

  • RESUMO SOBRE PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

          

    Sensíveis: Estão elencados no art. 34, VII, da CF: forma republicana, sistema representativo, regime democrático; direitos da pessoa humana; autonomia municipal; prestação de contas; aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais  na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde <<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<

                                 

    Extensíveis: São aqueles princípios federais que são aplicáveis pela simetria federativa aos demais entes políticos, como por exemplo, as diretrizes do processo legislativo, dos orçamentos e das investiduras nos cargos eletivos

     

    Estabelecidos: São aqueles que estão expressamente ou implicitamente no texto da Constituição Federal limitando o poder constituinte do Estado-Membro

     

    GABARITO: CERTO

  • Uso esse mneumonico para gravar os princípios constitucionais sensíveis, espero que ajude:    FARDA SP

    FORMA REPUBLICANA

    AUTONOMIA MUNICIPAL

    REGIME DEMOCRÁTICO

    DIREITOS DA PESSOA HUMANA

    APLICAÇÃO DO MÍNIMO EXIGIDO DA RECEITA DE IMPOSTOS ESTADUAIS, COMPREENDIDA A PROVENIENTE DE TRANSFERÊNCIAS NA MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DO ENSINO E NAS AÇÕES E SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE.

    SISTEMA REPRESENTATIVO

    PRESTAÇÃO DE CONTAS DA ADM PÚBLICA DIRETA E INDIRETA

  • Gab. Correto.

    Esses são os casos em que a União intervirá nos Estados ou DF para assegurar esses princípios.

  • Com relação aos princípios, direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que: São princípios constitucionais sensíveis a forma republicana, o sistema representativo e o regime democrático, os direitos da pessoa humana, a autonomia municipal e a prestação de contas da administração pública direta e indireta.


ID
174688
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca dos poderes do Estado, julgue o item que se segue.

Compete à Câmara dos Deputados eleger dois cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, para o Conselho da República.

Alternativas
Comentários
  • Assertiva CORRETA

    Vejamos o que disciplina o artigo 51, inciso V, e também o 89, inciso VII, ambos da Constituição Federal:

    Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:

    V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

    (...)

    Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam:

    (...)

    VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.

  • Art. 51, Inciso V, --> Art.89, Inciso VII.

    Me parece que houve uma certa confusão no comentário do Colega, quando citou o Art. 5.

    Abraço!!!

  • Segundo a CF/88:

    Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam:
    I - o Vice-Presidente da República;
    II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
    III - o Presidente do Senado Federal;
    IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
    V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
    VI - o Ministro da Justiça;
    VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.


    E mais: o Conselho da República se pronuncia sobre intervenção federal, estado de sítio e estado de defesa, e questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas (art 90, CF/88).

  • Jurisprudência Constitucional afim:

    "Criação e atribuições de Conselho de Governo em conformidade com a Constituição Federal. Inconstitucionalidade da
    inclusão do Procurador-Geral de Justiça e dos presidentes dos Tribunais de Justiça e de Contas na composição do
    Conselho de Governo." (ADI 106, Rel. p/ o ac. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 10-10-02,  Plenário, DJ de 25-11-05)

    Bons estudos
    @aderruan
  • Câmara dos Deputados - artigo 51, V - ELEGE 02 cidadãos
    Senado Federal - art. 52, XIV                   ELEGE 02 cidadãos
    Presidente da República - art. 84, XVII  NOMEIA 02 cidadãos

    Atenção! O nomear não se restringe aos 02 cidadãos mencionados no art. 84, XVII. Todos os 06 cidadãos serão nomeados pelo presidente da República. A nomeação é forma de provimento de cargo público.

  • Certo, essa é uma prerrogativa exercida individualmente por cada Casa Legislativa, ou seja, a escolha é feita sem a interferência da outra Casa.
  • 2 nomeados pelo Presidente da República

    eleitos pela Câmara dos Deputados

    eleitos pelo Senado Federal

    2+2+2= 6

    RESULTADO DA CONTA MATEMÁTICA:  6 brasileiros natos, todos com mandato de 3 anos, vedada a recondução.

  • Buscouno fundo do bau o cespe

  • 6 CIDADÃOS 

    2 Presidente

    Senado

    Câmara

     

  • GABARITO: CERTO

    Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados: V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

    Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam: VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.

  • 6 CIDADÃOS + 35 Anos e Brasileiros NATOS:

    2 Presidente Nomeia

    2 Senado ELEGE

    2 Câmara ELEGE.

    Correto?

  • Gabarito: Certo

    Constituição Federal:

    Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:

    V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.


ID
174691
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca dos poderes do Estado, julgue o item que se segue.

É da competência exclusiva do Senado Federal autorizar o presidente da República a se ausentar do país, quando a ausência exceder a quinze dias.

Alternativas
Comentários
  • Assertiva INCORRETA 

    Tal competência é do Congresso Nacional nos termos do artigo 49 da CF/88, senão vejamos:

    Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

    (...)

    III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;

  • A competência do Senado Federal está  elencada no seu art. 52, o qual dispõe:  Compete privativamente ao Senado Federal;

    Obs: a grande dica da questão está na expressão  exclusiva,  pois como já supracitado o  Senado Feral possui competência privativa.

  • A questão se encontra com a resposta errada...

    O que o colega acima falou está correto.

    Portanto a resposta é "CERTO".

  •  

    Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
    (...)
    III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias; 
    Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.
    Então o Senado Federal está fora dessa.
  • Assertiva ERRADA

     

    Tal competência é do Congresso Nacional em consonância com o artigo 49 da CF/88:

    Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:

    (...)

    III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;

     

     

    Para complementar: e o Governador? Como fica o princípio da simetria com a CF? Assim como o Presidente e Vice-Presidente, ele poderia se ausentar do país sem necessitar de consentimento para os primeiros quinze dias? Veja posicionamento do STF:

    ADI-MC 2453 PR
    Parte: GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ
    Parte: PGE-PR - JOEL GERALDO COIMBRA
    Parte: ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARANÁ
    Resumo: Ação Direta de Inconstitucionalidade. Medida Cautelar. nullautorizacao da Assembléia
    Legislativa Para que o Governador e o Vice-governador Se Ausentem do Estado. Modelo da
    nullcarta Federal. Restrição da nullconstituição Estadual. Impossibilidade.
    Relator(a): MAURÍCIO CORRÊA
    Julgamento: 06/06/2001
    Órgão Julgador: Tribunal Pleno
    Publicação: DJ 24-08-2001 PP-00042 EMENT VOL-02040-02 PP-00427
     

    AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA CAUTELAR. AUTORIZACAO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PARA QUE O GOVERNADOR E O VICE-GOVERNADOR SE AUSENTEM DO ESTADO. MODELO DA CARTA FEDERAL. RESTRIÇÃO DA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. IMPOSSIBILIDADE.

    1. A Constituição Federal (artigo 49, III) estabelece que o Congresso Nacional tem competência para autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias.

    2. Não se ajusta ao arquétipo federal, a que deve obediência, na hipótese, a Constituição Estadual que exige seja autorizada a ausência do Governador e do Vice-Governador "por qualquer tempo". Restrição do direito do Governador e de seu Vice, fora da regra que a própria Carta Federal concedeu ao Presidente e Vice-Presidente da República. Precedentes. Deferimento da medida cautelar.

  •  ERRADO!


    A competência é do CONGRESSO NACIONAL


    =)

  •  

     primeiro comentário já  mostrou donde é que táva a competência...

    Então acho completamente desnecessário esse monte de repetição...

    Haja paciência !!  

  • É da competência exclusiva do Senado Federal autorizar o presidente da República a se ausentar do país, quando a ausência exceder a quinze dias. ERRADA - trata-se aqui de competência do exclusiva CONGRESSO NACIONAL, vale ressaltar que não só o Presidente está sujeito a essa autorização o seu Vice também está.
  • O artigo 49 trata da competência EXCLUSIVA que é do Congresso Nacional. Já os artigos 51 e 52 tratam da competência PRIVATIVA de cada casa, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Por essa dica, já se identificaria o erro da questão. Lá constou como exclusiva do Senado Federal, o que é impróprio afirmar. Assim essas competências podem aparecer como: exclusiva do Congresso Nacional ou privativa da Câmara dos Deputados ou privativa do Senado Federal.

    Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
    Art. 51. Compete privativamente à Câmara dos Deputados:
    Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
     

    • EXCLUSIVA   - Congresso Nacional  art. 49
    • Privativa -  Senado Federal  -  art. 52
    • Privativa - Câmara dos Deputados - art. 51



  • Competência exclusiva só quem tem é o Congresso Nacional, a Câmara dos Deputados e o Senado possuem competência privativa.

    Saudações.
  • Errado. Esse é uma competência do Congresso, formalizada por meio de decreto legislativo.
  • congresso nacional
  • Competência Privativa: Senado ou Câmara

    Competência ExclusivaCongresso Nacional

  • Apenas para complementar o que já foi dito, a questão erra ao falar "competência exclusiva do Senado Federal", na verdade a competência é do Congresso Nacional, vejam em outras questões:

    Prova: CESPE - 2010 - MPS - Técnico em Comunicação Social - Relações PúblicasDisciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Presidente da República, Vice-Presidente da República e Ministros de Estado.; Poder Executivo; 

    É vedado ao vice-presidente da República ausentar-se do país, sem licença prévia do Congresso Nacionalpor período superior a quinze dias.

    GABARITO: CERTA.



    Prova: CESPE - 2013 - IBAMA - Analista AdministrativoDisciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Presidente da República, Vice-Presidente da República e Ministros de Estado.; Poder Executivo; 

    O vice-presidente da República não poderá se ausentar do país por período superior a quinze dias, sem licença do Congresso Nacional.

    GABARITO: CERTA.


  • CN SEM SANCÃO do PRESIDENTE

  •  Exclusiva: Congresso Nacional

     

  • CF/88

    Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob pena de perda do cargo.

  • GABARITO: ERRADO

    Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País, quando a ausência exceder a quinze dias;

  • Do CN

  • Competência do CN, inclusive nos casos do recesso parlamentar a Comissão Representativa do Congresso Nacional é quem dá o aval para o PR ausentar por mais de 15 dias.


ID
174694
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.

A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica.

Alternativas
Comentários
  • CORRETO.

    Empresas públicas e sociedades de economia mista exploradora de atividade econômica têm responsabilidade subjetiva, vez que seu objeto social não é uma prestação de serviço público.

  • CF Art. 37

    § 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.

  • Vale acrecentar que a regra constitucional abrange todas as pessoas de direito privado PRESTADORAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS (CORREIOS POR EXEMPLO), INCLUSIVE AS NÃO INTEGRANTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUE OS PRESTEM POR DELEGAÇÃO - CONCESSIONÁRIAS, PERMISIONÁRIAS E AUTORIZADAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS.

  • As EMPRESAS PÚBLICAS e as SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA que exercem ATIVIDADE ECONÔMICA estão ISENTAS de RESPONSABILIDADE CIVIL decorrente do art. 37, § 6°, da CF. Dessa forma, os prejuízos que seus empregados causarem a terceiros deverão ser tratados pelo Código Civil.Se forem prestadores de serviços públicos responderão objetivamente por tais prejuízos.

  • Acrescentando informação aos  comentários dos colegas abaixo:

     

    a responsabilidade do Estado no Brasil é OBEJTIVA desde a Constituição de 1946.

  •  A depender da configuração de sua atividade como de "consumo", nos termos do CDC, pode haver responsabilização objetiva à entidade. De toda forma, ainda neste caso, acredito que não se trataria de RESP. OBJ. DO ESTADO, tal qual inscrita no texto constitucional, mas própria da entidade enquanto equiparada a empreendimentos da iniciativa privada.

  •  

    CORRETA!

    As entidades da Administração Indireta que exploram atividade econômica em sentido estrito, ou de natureza privada, são excluídas do regime constitucional de responsabilização objetiva.

    As empresas públicas e sociedades de economia mista que não prestam serviços públicos respondem, portanto, conforme o art. 173, § 1º, CF, de acordo com as regras subjetivas previstas no direito privado.

     

  • As empresas públicas e sociedades de economia mista que exploram atividade econômica estão sujeitas ao regime próprio das empresas privadas, igualando-se  a estas nas suas obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributárias (CF, art. 173, §1°, II), sendo expressamente vedada a concessão a elas de privilégios fiscais não extensívos às empresas do setor privado (CF, art. 173, §2°). Essas regras têm por objetivo evitar o estabelecimento de uma concorrência desleal entre as empresas governamentais e as do setor privado, em plena consonância com o princípio da livre concorrência informador da ordem econômica na atual Carta (CF, art. 170, IV).

    Acerca desse aspecto - suleição ao regime próprio das empresas privadas - especialmente no que se refere às obrigações civis, é muito importante assinalar que as empresas públicas e as sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica não estão sujeitas à responsabilidade civil objetiva.

    Esse entendimento, absolutamente pacífico, decorre não só do disposto no acima transcrito  §1° do art. 173 da Constituição, mas também, e até mais diretamente, do texto da própria regra disciplinadora da responsabilidade civil do Estado (art. 37, §6°, CF/88).

    Com efeito o art. 37,  §6°, da Carta Política expressamente alcança "as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos". Por um lado, abrange todas as pessoas de direito privado prestadoras de serviço público, inclusive as não integrantes da Administração Pública, que os prestam por delegação - concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviços públicos. Evidentemente, incluídas estão na regra de responsabilidade objetiva, também, as empresas públicas e as sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos.

  • EMPRESA PÚBLICA: É pessoa jurídica de direito privado composta por capital exclusivamente público, criada para a prestação de serviços públicos ou exploração de atividades econômicas sob qualquer modalidade empresarial.

    SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA: É pessoa jurídica de direito privado, criada para prestação de serviço público ou exploração de atividade econômica, com capital misto e na forma de S/A.

    Responsabilidade Civil: quando prestadoras de serviços públicos, é responsabilidade objetiva, com base no art. 37,§6º, da CF, respondendo o Estado subsidiariamente pelo prejuízos causados. Quando exploradoras de atividade econômica, o regime será o de direito privado.

    Fonte: aulas da prof. Fernanda Marinela, no curso LFG.

  • Em uma questão parecida, para Agente Fiscal da Receita Federal, feita pela Esaf, perguntou-se qual das entidades listadas não se submeteria à responsabilidade objetiva, sendo listado
    a) Funasa - Fundação Nacional de Saúde.
    b) Caixa Econômica Federal
    c) Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações
    d) Rede Globo de Televisão
    e) Telemar

    O gabarito era justamente o item B, pois se trata de empresa pública exercendo atividade econômica.
  • Características das empresas estatais exploradoras de atividade econômica:

    - Não têm imunidade tributária
    - Seus bens são privados
    - Responsabilidade subjetiva (com comprovação de culpa)
    - O Estado não é responsável por garantir o pagamento da indenização (isto é, não tem responsabilidade pelos danos causados)
    - Não se sujeitam à impetração de Mandado de Segurança
    - Sofrem menor influência do Direito Administrativo
    - São obrigadas a licitar, exceto para bens e serviços relacionados com suas atividades finalísticas.

    (texto retirado do livro do prof. Alexandre Mazza - Manual de Direito Administrativo)
  • só uma observaçao: as sociedades de economia mista e as empresas públicas exploradoras de atividade econômica se sujeitam ao MS quando o ato atacado for oriundo de licitaçao e concurso público, não ficando sujeitos somente os atos de mera gestão.
  • (RESPONSABILIDADE CIVIL)


    Explora Atividade Econômica =subjetiva


    Presta Serviço Público = objetiva

  • Questão para revisar !

  • Empresas públicas e sociedades de economia mista exploradora de atividade econômica têm responsabilidade subjetiva, vez que seu objeto social não é uma prestação de serviço público mas sim a obtenção de lucro, finalidade propia de empresas privadas.

  • As empresas públicas e as sociedades de economia mista exploradora de atividade econômica têm responsabilidade subjetiva, vez que seu objeto social não é uma prestação de serviço público mas sim a obtenção de lucro, finalidade própria de empresas privadas.

    @futuroagentefederal2021

  • Essa eu ja tinha aprendido a dois anos

  • GAB C

    Empresas públicas e Sociedades de Economia Mista -> prestadoras de serviços públicos respondem de forma objetiva.

    Empresas públicas e Sociedades de Economia Mista -> exploradoras de atividade econômica respondem de forma subjetiva.

  • 1.EP EXPLORADORA DE ATIVIDADE ECONÔMICA - RESPONSABILIDADE DIREITO PRIVADO.

    2.EP PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO - RESPONSABILIDADE OBJETIVA (perante usuários e não usuários) - DIREITO PÚBLICO.

  • A respeito do direito administrativo, é correto afirmar que: A responsabilidade civil objetiva do Estado abrange as pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, sendo excluídas as empresas públicas e sociedades de economia mista exploradoras de atividade econômica.


ID
174697
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.

O ato administrativo, uma vez publicado, terá vigência e deverá ser cumprido, ainda que esteja eivado de vícios.

Alternativas
Comentários
  • Correta

    É o atributo da presunção da veracidade e legitimidade, que impõe o cumprimento do ato até que seja anulado ou revogado.

  • O ato administrativo em vigor permanecerá no mundo jurídico até que algo capaz de alterar esta situação lhe aconteça. Uma vez publicado, esteja eivado de vícios ou não, terá vigência e deverá ser cumprido, em respeito ao atributo da presunção de legitimidade, até que ocorra formalmente o seu desfazimento.

  • A presunção de legitimidade ou presunção de legalidade é um atributo presente em todos os atos administrativos, quer imponham obrigações, quer reconheçam ou confiram direitos aos administrados. Esse atributo deflui da própria natureza do ato administrativo, está presente desde o nascimento do ato e independe de norma legal que o preveja.

    O fundamento da presunção de legitimidade dos atos administrativos é a necessidade de que o poder público possa exercer com agilidade suas atribuições, tendo em conta a defesa do interesse público.

    Esse requisito autoriza, assim, a imediata execução de um ato administrativo, mesmo se ele estiver eivado de vícios ou defeitos aparentes; enquanto não anulado, ou sustados temporariamente os seus efeitos, pela administração ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido será plenamente eficaz, como se inteiramente válido fosse, devendo ser fielmente cumprido.

    Fonte: Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino

  • certo - Os atos administrativos expedidos pelas autoridades administrativas entram em vigor na data da sua publicação, salvo disposição em contrário (art. 103, I CTN).

  • Alguém poderia tirar minha dúvida???

    É que respondi errado, pois nem todos os atos terão sua vigência a partir de sua publicação. A questão dá a entender que o ato administrativo toda vez que publicado terá sua vigência imediata. O que vcs podem me dizer a respeito disso???

  • Respondi a questão também com o raciocinio da colega! A vigencia de um ato administrativo - momento em que o mesmo passa a produzir efeitos no mundo jurídico - pode ser adiada mesmo após a sua publicação como é o caso, por exemplo, da condição suspensiva (evento futuro e incerto) ou de termo (evento futuro e certo). Pelos argumentos expostos tal assertiva encontra-se ERRADA!

  • Prezados,

    me corrijam se eu estiver errado mas não concordo com os colegas abaixo.

    Há dois conceitos que temos que ter em mente: VIGÊNCIA e  EFICÁCIA.

    Um ato quando é publicado passa a ter vigência. Ele estando vigente não quer dizer que seja eficaz. O ato pode estar sujeito sim às condições listadas pelo colega abaixo, mas isso não quer dizer que o ato não possua vigência e sim que o ato não está produzindo efeitos, ou seja, o ato é ineficaz.

    Um abraço.

     

  •  Ato administrativo manifestamente ilegal não deve ser cumprido. Questão passível de recurso.

  • " enquanto não decretada a invalidade do ato pela a Administração ou pelo Judiciário, ele produzirá efeito da mesma forma que o ato válido;...salvo se o ato for manifestadamente ilegal. Para suspender a eficácia do ato administratico, o interessado pode ir a juizo ou usar de recursos administrativos, desde que estes tenham efeito suspensivos;"

    Di PIETRO, Maria Sylvia Zanella.  Direito Administrativo, Atlas, 2010, p. 198-199.

     

  • Questão correta, uma que o atributo da presunção da veracidade e legitimidade, que impõe o cumprimento do ato até que seja anulado ou revogadoÉ o atributo da presunção da veracidade e legitimidade, que impõe o cumprimento do ato até que seja anulado ou revogado 
  • E ainda pode-se invocar também o atributo da Imperatividade em que o ato é imposto a terceiros independentemente de sua vontade, justificada no interesse público. Assim por esse atributo autoriza-se a imediata produção de efeitos, até a declaração de uma possível invalidade.
  • Para colaborar com a polêmica acerca da questão cito a L8112:
    Art. 116.  São deveres do servidor:
    IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
    E ai? deverá ser cumprido mesmo quando eivado de vícios?
    Imaginem um ato punitivo que interdita um estabelecimento sem motivo.
  • GABARITO: CERTO

    fONTE: MANUAL DE DIREITO ADMINISTRATIVO - ALEXANDRE MAZZA - 2012, pag 

    Há quem diferencie presunção de legitimidade (ou de legalidade) e presunção de veracidade.
    A presunção de legitimidade 
    diria respeito à validade do ato em si, enquanto a presunção de veracidade consagraria a verdade dos fatos motivadores do ato.

    Tomando 
    como exemplo a multa de trânsito. A validade jurídica da multa em si decorre da presunção de legitimidade. Entretanto, ao expedir a multa, o agente competente declara ter constatado a ocorrência de uma infração (fato) motivadora da prática do ato. A verdade dessa constatação é reforçada pela presunção de veracidade.

    Como consequência dessa diferenciação, a inversão do ônus da prova somente se ria aplicável à presunção de veracidade na medida em que no direito brasileiro só se produz prova sobre fatos (art. 332 do CPC) e a presunção de legitimidade não diz respeito aos fatos, mas à validade do próprio ato
    administrativo. Nesse sentido, a presunção de veracidade equivale à popular “fé pública” dos atos e documentos da Administração.
     
    Por fim, da presunção de veracidade decorrem dois efeitos principais: a) enquanto não decretada a invalidade, o ato produzirá os mesmos efeitos decorrentes dos atos válidos; b) o Judiciário não pode apreciar de ofício a nulidade do ato administrativo
  • A boa fé se presume, a má fé deve ser comprovada. O ato praticado se presume legítimo, até que provem o contrário, podendo a administração rever o próprio ato por ela praticado ( autotutela ) de ofício ou mediante provocação (interessados/terceiros), assim como o poder judiciário, se provocado, poderá analisar eventual ilegalidade existente no ato.

  • Com todo respeito ao CESPE, o gabarito encontra-se equivocado, pois, apesar de ser assunto controverso na doutrina, não encontramos uma única jurisprudência ou lei que afirme que os "Atos administrativos eivados de vícios devem ser cumpridos". É certo que enquanto não for decretada a invalidade do ato pela administração ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos. Mas dai dizer que devemos cumprir atos eivados de vícios é outra história, na verdade é um completo absurdo.

  • POOVO... ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO O ATO É PERFEITO, EFICAZ E VÁLIDO. TRATA-SE DA PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE E VERACIDADE, CABENDO O ÔNUS DA PROVA AO ADMINISTRADO. 



    GABARITO CERTO

  • (CESPE - 2011 – TJ/ES – Analista Judiciário – Administrativa)
    Enquanto não for decretada a invalidade do ato pela 
    administração ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos.
    CERTO

  • CERTO

    DEVIDO AO SEU ATRIBUTO DE PRESUÇÃO DE LEGITIMIDADE E VERACIDADE

  • GABARITO: CERTO

     

    A presunção de legitimidade do ato administrativo, assim, o ato deve ser cumprido até que se prove o vício, para que seja anulado.

     

     

    Prof. Daniel Mesquita - Estratégia Concursos

  • A banca considerou como certo? Respondi essa questão numa apostila e o gabarito lá marcava ERRADO.

  • É o caso do ato perfeito, inválido e eficaz.

  • Respondi essa questão no livro do Elyesley Silva do Nascimento / editora impetus e foi dado como ERRADO O GABARITO.

  • E se for manifestamente ilegal?

  • É questionável uma vez que ela NÃO diz qual é o vicio.

    Sendo Sanável SIM

    Sendo Insanável NÃO

  • Não discorreu sobre qual vício é, mas se formos olhar que todo ato já nasce com presunção de legitimidade, então correto o gabarito.

  • Q. CERTO

    A presunção de legitimidade é uma das principais garantias que a administração dispõe para a prática de seus atos. Por meio deste atributo, todos os atos editados pela administração pública, até que se prove o contrário, são tidos como legítimos e prontos para produzir todos os efeitos para os quais o ato foi editado.

    Esta presunção, no entanto, não é absoluta, sendo admitida prova em contrário. Por isso mesmo, costuma-se afirmar que se trata de uma presunção relativa, também conhecida como juris tantum (que admite prova em contrário), e que, com a edição do ato administrativo, ocorre a inversão do ônus da prova, cabendo ao particular que se sentir lesado provar à administração que o ato editado causa a ele alguma espécie de dano ou prejuízo.

    Exemplo:

    No exercício de suas atribuições, um agente da vigilância sanitária, alegando ter encontrado mercadorias vencidas em um mercado, aplica a sanção de interdição do estabelecimento. De início, como decorrência da presunção de legitimidade, o ato administrativo em questão é considerado legítimo, cabendo ao particular que se sentir lesado provar à administração que a atuação do agente não observou, por exemplo, a proporcionalidade. Até que isso ocorra, o ato administrativo continua produzindo todos os efeitos para os quais foi editado.

    FONTE: PDF GRAN CURSOS.


ID
174700
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.

É facultado ao Poder Judiciário, ao exercer o controle de mérito de um ato administrativo, revogar ato praticado pelo Poder Executivo.

Alternativas
Comentários
  • Cuidado com a FGV nessa questão...

    Se a questão for dessa banca e vier falando que a competência para revogar o ato é privativa ou exclusiva, fiquem atentos que lá vem criatividade......

    Ainda bem que a CESPE mantém o padrão de que o poder judiciário não revoga atos administrativos.

  • ANULAÇÃO: Tanto a ADMINISTRAÇÃO quanto o poder JUDICÁRIO podem  analisar.

    REVOGACÃO: A  ADMINISTRAÇÃO em seu poder de auto tutela (Súmulas 346 e 473 do STF) e ART(s)53 e 54 da Lei 9.784/99, Mas o poder JUDICIÁRIO poderá também analisar, porém somente quanto a COMPETÊNCIA, FINALIDADE e FORMA, que sao os três primeiros componentes do ato, o que o JUDICIÁRIO NÃO PODERÁ é adentrar no MÉRITO DO ATO, ou seja(MOTIVO e OBJETO) ou seja onde se traduz a CONVÊNIENCIA e OPORTUNIDADE do ato.

  • Súmula 346: “A Administração Pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos.”

     

    Súmula 473: “A Administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.”

     

    Para que fique claro, o Judiciário pode sim rever critérios de mérito, mas apenas dos seus próprios atos administrativos, ou seja, quando atua em suas funções secundárias, não jurisdicionais. Por exemplo: Se o Presidente de determinado Tribunal resolver alterar o horário de atendimento ao público, atua na sua função administrativa. Concluindo que deixou de ser conveniente esse novo horário, poderá revogá-lo, pois, repita-se, aqui não age enquanto Poder Judiciário propriamente dito, mas sim como administrador. Então, o Judiciário pode anular um ato ilegal, produzido por qualquer dos Poderes. A revogação de um ato inoportuno ou inconveniente só pode ser feita por quem o praticou, estando vedada análise do mérito pelo Judiciário. Essa é outra informação importante, sempre motivo de “pegadinhas” nas provas!

     

  • A questão está duplamente errada. 1º: O Poder Judiciário não pode revogar atos administrativos de nenhum outro poder a não ser os seus próprios, pois revogação alude à oportunidade e conveniência, e só a autoridade que editou o ato é quem pode revogá-lo.: o Poder Judiciário não faz controle de mérito de atos administrativos, porque novamente diz respeito à controle de oportunidade e conveniência.

    O que é Mérito Administrativo - é o binômio motivo-objeto nos atos discricionários, ou seja, esses 2 requisitos do ato administrativo (motivo e objeto) considerados quanto aos atos administrativos discricionários, formam o núcleo do que costuma ser denominado pela doutrina de mérito administrativo. Sabe-se que o controle de mérito de ato administrativo só pode ser feito em atos discricionários. O ato discricionário como qualquer outro ato administrativo, está sujeito à apreciação judicial; porém, apenas em relação a esses 2 de seus elementos (motivo e objeto) não há, essa possibilidade. É por isso que o Poder Judiciário não faz controle de mérito do atos administrativos.
    *Doutrina de Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo: 16ª edição.

  • Só uma ressalva: O Poder Judiciário pode revogar seus próprios atos.

    O que não pode é rovogar atos praticados por outro poder.

    Corrijam-me se estiver errado

  • ERRADA

    Falou em MÉRITO, não é objeto do JUDICIÁRIO.

  • O judiciário não pode revogar ato administrativo, mas pode efetuar o controle de ato discricionário, quanto aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade.

  • a Administração pública faz análise de mérito (oportunidade e conveniência - características típicas de ato discricionário) e o revoga! O judiciário não pode JAMAIS revogar ato administrativo em razão desse tipo de análise.

     

    Bons estudos, galera!

  • Vamos ao livro:

    "Cabe aqui um esclarecimento muito importante: TODOS os poderes têm competência para revogar os atos administrativos por eles próprios editados. Embora os atos administrativos sejam típicos do Executivo, TODOS os poderes, em função atípica editam atos administrativos. Jamais o judiciário revogará um ato administrativo no exercício de sua função típica. Entretanto, os atos editados pelo Judiciário, no exercício de suas funções administrativas, SOMENTE PODERÃO SER REVOGADOS POR ELE PRÓPRIO..."

    Marcelo Alexandrino/Vicente Paulo

     

    Ou seja, o erro da questão é a interferência de um poder em outro. Mas quanto à revogação de atos pelo Judiciário pode sim.

  • O PODER JUDICIÁRIO NUNCA CONTROLA O MÉRITO DO ATO ADMINISTRATIVO.

  • Tá errada.

    O Judicário no exercício de sua função típica - Jurisdicional - não poderá revogar atos administrativos mas apenas anulá-los. Contudo, ao exercer função atípica poderá sim revogar seus próprios atos administrativos discricionários por questões de oportunidade e conveniência.

    A revogação decorre de um juízo de valor privativo da ADMINISTRAÇÃO. Não confundam administração com executivo.

  • NÃO SE ADMITE a aferição do mérito administrativo pelo Poder Judiciário. Seria contrário ao interesse público facultar sempre ao Juiz, órgão voltado á atividade jurisdicional, distante das necessidades e da realidade administrativas, substituir pela sua , a ótica do administrador, que vive aquela realidade no seu dia-a-dia.

     

  • Amigos, analisemos a questão com calma e prestemos atenção nos detalhes, para para fazermos uma boa prova. 

    A pergunta em questão, objetiva, visa saber se o candidato conhece a doutrina de direito administrativo e principalmente a súm. 473 STF.

    Sim, em regra, o Judiciário não pode avaliar o mérito do ato administrativo, mas lembremos que quase nada em direito é absoluto.

    Há sim exceção a esta regra, e é encetada pela Teoria dos Motivos Determinantes. Assim, se o Ato Discricionário tiver motivo expresso, este pode ser revisto pelo Judiciário. 

    Por exemplo: ato administrativo demiti servidor em regime celetista da Petrobrás, declara-se como motivo que o servidor faltava com muita frequência. O servidor incomformado ingressa no Judiciário dizendo que raramente faltava o expediente e que sempre justificadamente. Ora, se no processo comprovar-se que o servidor de fato não faltava o trabalho frequentemente ele será reintegrado as suas funções, pois  “o motivo do ato administrativo deve sempre guardar compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação da vontade, sob pena de incorrer em vício de legalidade” (AgI 2002.002.04327 TJRJ). Portanto, sob a sinonímia de Legalidade está se analisando o Mérito. 

    Portanto, atenção e cuidado. Questão muito cobrada em provas subjetivas. Assim, não só temos que saber a matéria, mas saber o que o avaliador quer avaliar naquele momento.

  • CORRETO O GABARITO...

    Quando o Poder Judiciário atua atipicamente na esfera administrativa poderá revogar os seus atos administrativos, caso contrário somente poderá anulá-los.

  • SOMENTE COMPLEMENTANDO

    2. A doutrina mais moderna vem aceitando a possibilidade de incursão do poder judiciário pelo mérito administrativo, quando o ato atacado esteja desproporcional ou desarrazoado em relação ao sentido comum e ético de uma sociedade. Jurisprudência.

    3. Afigura-se desarrazoada e desproporcional a eliminação de um candidato na fase de investigação social de concurso para perito da polícia federal, em razão de fato ocorrido 10 anos antes do certame. Perpetuação de fato que não se amolda ao balizamento constitucional que veda a existência de penas perpétuas.

    RESP 817.540

    Relator(a): Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA
    Julgamento: 01/10/2009
    Órgão Julgador: T6 - SEXTA TURMA
    Publicação: DJe 19/10/2009
  • Lembrando que nada impede o poder judiciário de revogar seus próprios atos, o que ele não pode é revogar os atos dos outros!

    Adm. Júlio
  • Questão errada, outra ajuda a responder, vejam:

    O Poder Judiciário só tem competência para revogar os atos administrativos por ele mesmo produzidos.

    GABARITO: CERTA.

  • QUESTÃO ERRADA.

    ADMINISTRAÇÃO

    ATO ILEGAL: ADMINISTRAÇÃO DEVE anular seus atos ilegais.

    REVOGAÇÃO DE MÉRITO (oportunidade e conveniência): PODE ser declarado pela própria administração.


    JUDICIÁRIO

    ATO ILEGAL: PODE anular os atos ILEGAIS, desde que provocado.

    REVOGAÇÃO DE MÉRITO (oportunidade e conveniência): NUNCA, o juiz, na sua função TÍPICA, pode revogar um ato legal, pois NÃO AVALIA MÉRITO.


  • É PROIBIDO ao Poder Judiciário, ao exercer o controle de mérito de um ato administrativo, revogar ato praticado pelo Poder Executivo.



    GABARITO ERRADO
  • ERRADO

    É PROIBIDO! PODER JUDICIÁRIO SÓ ANALISA  A LEGALIDADE DE ATOS DE OUTROS PODERES.

  • Poder judiciário não faz controle de mérito.

  • Poder Judiciário não revoga ato dos outros.

  • ERRADO 

    Pelo motivo de o PJ não tem o poder de REVOGAR os atos dos Outros PODERES 

     

    ----

    PODER JUDICIÁRIO (no exercício do controle administrativO - FUNÇÃO ATÍPICA) 

    - PODE REALIZAR AUTOTUTELA: REVISA SEUS PRÓPRIOS ATOS NOS aspectos de legalidade ou de conveniência e oportunidade (MÉRITO)

     

    PODER JUDICIÁRIO (exercício de função típica)

    - REALIZA CONTROLE DE LEGALIDADE/ NÃO O DE MÉRITO

    - ENTRETANTO, é possível que o judiciário controle a legalidade de um ato, de forma que atinja INDIRETAMENTE o mérito administrativo, COMO NO controle de política pública  (controle de princípios, tais como razoabilidade, proporcionalidade, assim como e
    direitos fundamentais mínimos assegurados na Magna Carta).

     

    CONTROLE DE POLÍTICAS PÚBLICAS = CONTROLE DE LEGALIDADE

  • Errado.

    Poder Judiciário não revoga ato dos outros. 

    Poder Judiciário pode anular atos administrativos, mas, fará mediante provocação.

    DEUS ESTÁ NO CONTROLE. 

     

  • Gente a CESPE me deixa maluca.

    Nessa questao Q354947 ela considerou errada a seguinte afirmativa

    "O poder discricionário confere ao administrador público a faculdade de valer-se do juízo de conveniência e oportunidade para praticar ato, o qual não comporta controle pelo Poder Judiciário."

     

    E nessa questao marquei que estava correta pq pensei entao que o judiciario poderia SIM fazer esse controle, afinal na questao que mencionei a CESPE considerou o item errado.. E aqui a resposta certa é contraria. Nao to entendendo nada.

  • Se o judiciario nao pode controlar o merito entao na questao que mencionei abaixo a resposta B deveria ser correta pq la fala justamente isso. Alguem poderia me explicar e avisar no privado pra eu vir ler.

  • ERRADO  - A revogação é declarada de ofício somente pela própria Administração Pública e pode ser realizada a qualquer momento, portanto, ao Poder Judiciário, bem como ao Poder Legislativo, não cabe esta tarefa. Excepcionalmente, o Poder Judiciário e o Poder Legislativo, quando estejam exercendo função administrativa, podem revogar seus atos administrativos.

    FONTE: https://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/2729/Revogacao-e-invalidacao-dos-atos-administrativos

  • Gabarito: Errado, é proibido.


ID
174703
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.

A extinção da obrigatoriedade de adoção de regime jurídico único implica a admissibilidade de serem criados cargos em comissão mediante o regime da Consolidação das Leis do Trabalho na administração direta.

Alternativas
Comentários
  • STF restaura obrigatoriedade do regime jurídico único para servidores públicos civis:

    Por oito votos a três, o Plenário deferiu medida cautelar para suspender o caput do artigo 39 da Constituição Federal, voltando a vigorar a redação anterior à EC 19/98. A ministra Ellen Gracie, ao proferir o resultado do julgamento, esclareceu que a decisão tem efeito ex-nunc, ou seja, passa a valer a partir de agora. Com isso, toda a legislação editada durante a vigência do artigo 39, caput, com a redação da EC 19/98, continua válida, explicou a ministra, ressaltando que, dessa forma, ficam resguardas as situações consolidadas, até o julgamento do mérito.

    "Ao retomar o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2135, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu, por maioria, conceder liminar para suspender a vigência do artigo 39, caput, da Constituição Federal, em sua redação dada pela Emenda Constitucional (EC) 19/98.

  • Eu identifiquei dois erros: o primeiro está na espécie de cargo a ser criado, vez que, não precisa sem cargos em comissão e sim cargos públicos. A criação de cargos em comissão em nada se relacionado com a existência ou não de regime jurídico único. O segundo erro é a consequência da extinção, que é a coexistência de regimes: estatutário e celetista num mesmo ente.

  • ERRADA

    A CF/88, no seu texto original, estabelecia o regime jurídico único, ou seja, cada ente político só poderia adotar um regime por vez: CLT ou Estatutário.

    Com a EC/19, permitiu-se que os entes políticos adotassem ao mesmo tempo o regime da CLT e o regime estatutário. É o chamado regime jurídico múltiplo.

    Todavia, o STF julgou inconstitucional (ADI 2135) a EC/19, voltando ao regime jurídico único.

    Portanto, a frase ficaria correta assim:

    "A extinção da obrigatoriedade de adoção de regime jurídico único implica a admissibilidade de serem criados cargos públicos mediante o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e regime estatutário na administração direta."

    ou

    "A adoção do regime jurídico múltiplo implica a admissibilidade de serem criados cargos públicos mediante o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e regime estatutário na administração direta."

    : )

  • concordo com o comentário do amigo...

     

    "Parece-me que a acertiva esta mal feita.

    É colocada uma situação hipotetica no inicio da questa: A extinção da obrigatoriedade de adoção de regime jurídico único... . Dessa forma é admissivel a criação de cargos em comissao regidas pelas leis do trabalho.

    Me parece que isso traz uma analise que leva ao erro da questao." 

  • Questão errada, essa possibilidade é vedada pela referida lei.

    LEI Nº 9.962, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2000.

    Disciplina o regime de emprego público do pessoal da Administração federal direta, autárquica e fundacional, e dá outras providências.

    Art. 1º O pessoal admitido para emprego público na Administração federal direta, autárquica e fundacional terá sua relação de trabalho regida pela Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e legislação trabalhista correlata, naquilo que a lei não dispuser em contrário.

    § 1º Leis específicas disporão sobre a criação dos empregos de que trata esta Lei no âmbito da Administração direta, autárquica e fundacional do Poder Executivo, bem como sobre a transformação dos atuais cargos em empregos.

    § 2º É vedado:

    I - submeter ao regime de que trata esta Lei:

    a) (VETADO)

    b) cargos públicos de provimento em comissão;

    II - alcançar, nas leis a que se refere o § 1º, servidores regidos pela Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, às datas das respectivas publicações.

    § 3º Estende-se o disposto no § 2º à criação de empregos ou à transformação de cargos em empregos não abrangidas pelo § 1º.

    § 4º (VETADO)

  • Questão mal elaborada.

  • Eu acho que a afirmação está correta. Entendi o seguinte:

    A banca diz que se acontecendo isso implica nesta outra coisa. Por mais que não esteja em vigor a extinção da obrigatóriedade da adoção do regime único, não significa que se estivesse não aconteceria o resultado mencionado.

    Minha opnião, caberia recurso.

  • Essa questão foi mal elaborada, visto que:

    Se não houvesse a adoção de regime jurídico único, poderia sim a Administração Direta e a Indireta adotar o Regime CLT e o Estatutário.

     

    Que Deus nos Abençoe !

  • O examinador misturou duas informacoes:
    1 - cargo em confianca e d elivre nomeacao e livre exoneracao - ad nutum, ou seja, nao ha vinculo com a AP;
    2 - o regime juridico unico voutou firme e forte com a  ADIn nº 2.135;
    ou seja sao coisas completamente independentes tornando a informacao errada.

  • De fato, como enaltecido pela colega Ividecastro, a questão encontra-se errada.

    Isso porque, ainda que se extinga a obrigatoriedade de adoção do regime jurídico único no âmbito da administração direta, a LEI Nº 9.962, DE 22 DE FEVEREIRO DE 2000 - que disciplina o regime de emprego público do pessoal da administração federal direta, autárquica e fundacional – veda o regime celetista aos cargos públicos de provimento em comissão.
     
    Portanto, nos moldes da questão, com a queda do regime jurídico único, poderá a Administração Pública instituir cargos sob o regime jurídico celetista, mas não poderá atribuir esse mesmo regime aos cargos em comissão, tendo em vista a vedação supracitada.
  • A questão ficaria realmente errada se falasse a respeito do regime jurídico na administração federal, pois a Lei 9.962 é da União, e veda expressamente, como comentado, a criação de cargo em comissão nos moldes da CLT.

    Porém, nada impede que um outro ente crie seu estatuto de emprego público sem essa vedação, o que tornaria a questão correta para esses casos.
  • Pessoal,

    Eu também não vejo erro algum, pois me digam: onde no item está escrito "no âmbito federal"? Enfim...

  • Não necessariamente, porque a administração poderia reger os cargos em comissão por meio de contrato também assim como acontece com os contratados por necessidade excepcional de interesse público. Gabarito Errado.

  • Errada

    CF/88

    Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta, das autarquias e das fundações públicas.

  • se o regime jurídico único for extinto, não necessariamente deverá ser adotado a CLT para a administração pública direta
    questão errada

  • A Administração federal direta, autárquica e fundacional (de direito público) atualmente está proibida de contratar agentes pelo regime da CLT, pelo menos até o julgamento final do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade 2.135, o que torna incorreta a assertiva.
     

  • na questão fala de admissibilidade, não de obrigatoriedade

  • Os cargos comissionados, possuem um regime híbrido, pois, para fins previdenciários, por exemplo, o regime adotado é o RGPS.

    A extinção da obrigatoriedade de adoção de regime jurídico único implica a admissibilidade de serem criados cargos em comissão mediante o regime da Consolidação das Leis do Trabalho na administração direta.

    Administração direta - Regime estatutário

    Em face da disposição contida na parte final do inciso II, art. 37, da Constituição Federal, os ocupantes de cargos de provimento em comissão são demissíveis a qualquer tempo pela autoridade que os nomeou.

    Consoante dispõe o §13, do art. 40, da Constituição Federal, ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão, aplica-se o Regime Geral de Previdência Social.


ID
174706
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito do direito administrativo, julgue o item seguinte.

O ato discricionário permite liberdade de atuação administrativa, a qual deve restringir-se, porém, aos limites previstos em lei.

Alternativas
Comentários
  • CERTO!

    Discricionariedade é a liberdade de ação administrativa, dentro dos limites permitidos em lei, ou seja, a lei deixa certa margem de liberdade de decisão diante do caso concreto, de tal modo que a autoridade poderá optar por uma dentre várias soluções possíveis, todas, porém, válidas perante o direito. É, portanto, um poder que o direito concede à Administração, de modo explícito ou implícito, para a prática de atos administrativos, com a liberdade na escolha segundo os critérios de conveniência, oportunidade e justiça, próprios da autoridade, observando sempre os limites estabelecidos em lei, pois estes critérios não estão definidos em lei.

  • CERTO!

    Ato discricionário é aquele que o administrador possui margem de atuação prevista em lei. Quando essa margem é ultrapassada, ocorre o abuso de poder, que tanto pode se dar pelo excesso quanto pelo desvio.

  • A doutrina e jurisprudência modernas enfatizam a tendência de limitação ao poder discricionário da Admistração. Assumem relevância os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade (princípios citados inclusive na Lei 9784) como as maiores limitações impostas ao poder discricionário da Administração.

  • A Discricionariedade nunca se dará ao bel-prazer do Administrador. É preciso que mesmo a liberdade admitida pela lei em alguns casos seja contida dentro de certos limites estabelecidos também em lei.

    Dissecando o ato administrativo discricionário percebemos que alguns de seus elementos (ou requisitos) são, ainda sim, vinculados. Competência, Finalidade e Forma, via de regra, não admitem juízo de valor por parte do Administrador. Ele não poderia, por exemplo, havendo uma forma específica prescrita em lei para determinado ato, realizá-lo com forma diversa ainda que houvesse possibilidade de realizá-lo apenas quando fosse oportuno e conveniente.

    Da mesma forma não poderia o Administrador usurpar competência de determinado ato (ou delegar competências indelegáveis) simplesmente por que se admite, para aquele ato, um juízo de conveniência e oportunidade.

    Sendo assim, ainda que discricionários, os atos administrativos estão sujeitos a certos limites previstos em lei.

  •  CERTO!!!


    O ato discricionário ao ser praticado deve pautar-se com LIBERDADE NA ESCOLHA DE SUA CONVENIÊNCIA, OPORTUNIDADE E CONTEÚDO, dentro dos parâmetros fixados pela LEI. Mesmo no caso de ato discricionário, a COMPETÊNCIA, a FINALIDADE e a FORMA SÃO SEMPRE REQUISITOS VINCULADOS

  • LIMITE DO ATO DISCRICIONÁRIO= LEI, e CRITÉRIOS DE RAZOABILIDADE E DE PROPORCIONALIDADE.


  • CERTO

    CERTA MARGEM DE LIBERDADE,MAS SEMPRE OBSERVANDO A LEI

  • Os atos discricionários REPOUSAM NA LEI..Lembre disso e não erra mais questões do tipo!
  • Q. CERTA

    O mérito administrativo pode ser conceituado como a liberdade que os atos discricionários recebem da lei para permitir que os agentes competentes escolham, diante de um caso concreto, a melhor maneira de praticar o ato. Por isso mesmo, costuma-se afirmar que o mérito administrativo assegura um juízo de conveniência e oportunidade, que é formado pela possibilidade de escolha dos requisitos motivo e objeto. Como consequência, pode-se afirmar que o mérito administrativo só existe nos atos discricionários, pois apenas nestes é que o agente competente possui liberdade para escolher o motivo e o objeto que melhor atendam ao interesse público.

    FONTE: PDF GRAN CURSOS.


ID
174709
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Rodolfo, maior de idade, casado, comerciante, ajuizou pelo
rito ordinário, em uma das varas federais de Brasília, ação de
indenização por ato ilícito em face da União, que foi citada
pessoalmente.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Se, no curso do processo, perder a capacidade processual em virtude de doença mental, Rodolfo poderá ser substituído pelo seu cônjuge.

Alternativas
Comentários
  • Questão também envolve conhecimentos de direito processual civil.

    A capacidade processual é a capacidade de estar em juízo. Rodolfo permanecerá como parte por ser titular do direito, mas deverá ser representado ou assistido no processo por seu representante ou assistente legal conforme tiver sido afetado o seu discernimento em razão da doença mental.

    A substituição da parte ou sucessão processual ocorreria em razão de morte, alienação do bem litigioso ou nomeação a autoria.

  • Complementando o colega, é bom ter algumas noções de diferença entre sucessão, substituição e representação>

    SUCESSÃO : a pessoa defende DIREITO PRÓPRIO EM NOME PRÓPRIO :ocorre quando há a morte ou ausência da parte. Assim há a alteração subjetiva da lide e o que ingressar na lide passa a ser parte. è o caso também do adquirente de objeto litigioso. Se o autor concordar com a alteração, ele entra NO LUGAR do alienante . Se não concordar, o adquirente fica como substituto, isto é, defende direito alheio em nome próprio.

    SUBSTITUIÇÃO : defende DIREITO ALHEIO (MATERIAL) EM NOME PRÓPRIO. direito alheio em nome próprio. É uma legitimação extraordinária. Não há a alteração da parte subjetiva da lide.Quem entra como substituto não é o titular do direito material, mas o defende em nome próprio.  Os mais conhecidos exemplosvde substitutos são o MP, a defensoria, o curador.....(isso porque o curador é um representante, mas no caso de embargos do devedor e denunciação da lide ele se torna um substituto)

    E para resolver a questão , temos o REPRESENTANTE. Ele age EM NOME ALHEIO DEFENDENDO DIREITO ALHEIO. (é exatamente o caso, pois ao verificar a incapacidade superveniente do Rodolfo, o juiz suspenderá o processo e dará prazo para a habilitação do representante, no caso o conjuge).

    FALEI DEMAIS, MAS ACHO QUE ESSE ESQUEMA É VÁLIDO PARA ESTUDARMOS ESSAS QUESTÕES....

    Obs : na legitimação ordinária a part6e é titular do direito material e do processual. Na extraordinária, a parte não é titular do direito materail...

  • efetivamente, eu acho que é caso de substituição e não sucessão por isto está errada

  • Conforme art. 265, §1º  e art. 13 do CPC, quando ocorrer de a parte perder a capacidade de estar em juízo, o juiz suspenderá o processo até a nomeação de representante legal. O representante legal será momeado em processo de interdição que pode ser promovido pelo cônjuge, conforme arts. 1767 e seguintes do CC. O cônjuge uma vez nomeado curador será representante da parte incapaz.

    Todavia, se a audiência de instrução já tiver começado, conforme art. 265, §1º do CPC, o advogado será o representante da parte que se tornou incapaz no processo até o encerramento da audiência.

     

     

  • O que tornou a questão errada foi a palavra "substituído". Na realidade Rodolfo poderá ser representado pelo seu cônjuge.

  • considerei que o item estava correto, embora não tenha ficado claro qual a substituição que a assertiva se referia: substituição processual ou substituição de parte (=sucessão de parte). Se formos considerar o caso em questão como substituição processual, de fato o item está incorreto; Por outro lado, se considerarmos como substiuição de parte, o item estaria correto.

  • Conforme o art.43 do CPC: ocorrendo a MORTE de qualquer das partes, dar-se-á a susbtituição pelo seu espólio ou pelos seus sucessores.
    No caso da questão, como não ocorreu a morte, e sim a perda da capacidade processual, não haverá SUBSTITUIÇÃO da parte, mas a representação ou assitência.
  • Na verdade, Rodolfo perde a capacidade processual, sendo que, após um processo de interdição terá um CURADOR, que o assistirá neste processo.
  • Complicada essa afirmação de que com doença mental perde a capacidade processual. O CPC 73 trata como sinonimos  a capacidade de estar em juízo e a capacidade processual, ou seja, os incapazes pelo CPC tem capacidade processual. A doutrina sim faz a diferenciação, denominando apenas a capacidade de fato como capacidade processual ou capacidade processual em sentido estrito. Da forma como colocado na assertiva fica difícil de saber qual o referencial, pois legalmente não se perdeu a capacidade processua, como se percebe da própria estrutura do CPC que reúne todos os casos (capazes, incapazes, entes despersonalizados) no CAPÍTULO I DA CAPACIDADE PROCESSUAL.

     

    De toda forma, a parte final da assertiva torna errada a questão de qualquer maneira, visto que não há substituição mas representação ou assistência.

  • A lei 13.146/2015 (Estatuto da pessoa com deficiência) alterou o art 3º do CC. Na nova redação, apenas os menores de 16 anos são absolutamente incapazes , os demais casos que existiam anteriormente serão classificados agora como incapacidade relativa.

    Portanto, na situação hipotética  Rodolfo será assistido, e não substituido pelo seu cônjuge.


ID
174712
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Rodolfo, maior de idade, casado, comerciante, ajuizou pelo
rito ordinário, em uma das varas federais de Brasília, ação de
indenização por ato ilícito em face da União, que foi citada
pessoalmente.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Caso o juiz receba exceção de incompetência oferecida pela União, o processo ficará suspenso até que a questão seja definitivamente julgada.

Alternativas
Comentários
  • CERTA. "Recebida a exceção, o processo ficará suspenso (Art. 265, III), até que seja definitivamente julgada." (Art. 306, CPC)

  • CPC, Art. 265 - Suspende-se o processo:

    III - quando for oposta exceção de incompetência do juízo, da câmara ou do tribunal, bem como de suspeição ou impedimento do juiz;

  • Errei a questão, pois segui o entendimento doutrinário atribuído aos respectivos arts. 265, III e 306 do CPC. Marcus Vinicius Gonçalves (Novo curso de direito processual civil, vol. 1, 2010, pág. 348) prescreve que o processo ficará suspenso até que seja decidido em 1º grau. Assim, ainda que haja recurso de agravo (que não tem efeito suspensivo) após a decisão de 1º grau o processo terá seu curso normal. Ou seja, a suspensão não seria até o julgamento definitivo, mas até o julgamento de 1º grau já que eventual recurso de agravo não teria efeito suspensivo, não impedindo o prosseguimento do processo.

  •  A questão exige o conhecimento do teor do art. 306 do CPC, citado pelo colega abaixo:

    Art. 306. Recebida a exceção, o processo ficará suspenso (artigo 265, III), até que seja definitivamente julgada.

    No entando, "definitivamente julgada", conforme entende o STJ, e o colega citou a doutrina de Marcus Vinicius, deve ser entendida como o julgamento do incidente em primeiro grau, ou seja, julgamento do incidente pelo juízo perante o qual se opôs a exceção de incompetência. Isso porque o agravo, em regra, não tem efeito suspensivo (modalidade retido, e não instrumento). 

    Definitivamente julgada: A expressão deve ser entendida como se referindo ao julgamento do juiz na exceção de incompetência, porquanto
    o recurso interponível não tem efeito suspensivo, devendo o processo retomar seu curso.” (Código de Processo Civil Comentado e legislação
    extravagante. Nelson Nery Júnior, Rosa Maria de Andrade Nery - 7ª edição. São Paulo, Editora Revista dos Tribunais. Malheiros Editores,
    2003, pg. 694)

  • O processo será suspenso tendo em vista a exceção de imcompetência de um modo geral, não por ser especificadamente da União!
  • CRÍTICA:

     "Recebida a exceção, o processo ficará suspenso (Art. 265, III), até que seja definitivamente julgada." (Art. 306, CPC)
    Há um erro no art.306, pois a suspensão dura até a primeira decisão da exceção e não de seu transito em julgado (definitivamente julgada): isso porque a exceção de incompetência é decidida por decisão interlocutória recorrível por agravo de instrumento que não tem efeito suspensivo, a de impedimento e suspeição são decididas por acórdão recorrível por RESP ou RE que não tem efeito suspensivo. Logo, percebe-se que a suspensão do procedimento principal não será até o julgamento definitivo da exceção, pois os eventuais recursos interpostos não tem efeito suspensivo.
  • NOVO CPC - Não há exeção

    Art. 313. Suspende-se o processo:

    I – pela morte ou pela perda da capacidade processual de qualquer das partes, de seu representante legal ou de seu procurador

    ; II – pela convenção das partes;

    III – pela arguição de impedimento ou suspeição;


ID
174715
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Rodolfo, maior de idade, casado, comerciante, ajuizou pelo
rito ordinário, em uma das varas federais de Brasília, ação de
indenização por ato ilícito em face da União, que foi citada
pessoalmente.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Se a União deixar de apresentar contestação no prazo legal, os fatos afirmados por Rodolfo serão considerados verdadeiros pelo juiz.

Alternativas
Comentários
  • A assertiva enquadra-se na redação do Artigo 319, CPC, contudo, existe uma ressalva no Artigo 320, CPC que a torna ERRADA.

    Art. 319. Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os fatos afirmados pelo autor.

    Art. 320. A revelia não induz, contudo, o efeito mencionado no artigo antecedente:

    I - se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação;

    II - se o litígio versar sobre direitos indisponíveis;

    III - se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público, que a lei considere indispensável à prova do ato.

  • Eu concordo com tudo o que o colega falou , mas nessa questão, para que a gente possa considerar a exceção à revelia, a assertiva teria que nos dar mais informações... Está incompleta ! Ela não fala em nenhuma das situações que impedem a revelia, citadas abaixo. Pelo contrário, ela copia a letra da lei. Então, a regra geral é que os fatos devem ser considerados verdadeiros...........

     

    Passível de anulação....

    Alguém concorda ??? Viajei ???

  • A União é ente estatal cuja finalidade é primar pela proteção e satisfação do interesse público, sendo certo de que se trata de dever constitucional e, por isso, indisponível.

    Em outras palavras, a União (seus agentes), salvo as autorizações expressas em lei, não pode(m) dispor do interesse público, motivo pelo qual não podem ser reputados verdadeiros os fatos alegados contra si, não se configurando, portanto, o efeito material da revelia.

    Para responder a questão, era necessário ter em mente esta idéia, de que o interesse público é direito indisponível. A partir disso, bastava conhecer as exceções a esta regra da revelia, e a questão estaria resolvida.

    Espero ter ajudado.

    Bons estudos!

  • Na esfera trabalhista cabe revelia contra a Fazenda Pública, enquanto na esfera comum não.

    OJ SBDI I Nº 152 REVELIA. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO. APLICÁVEL. (ART. 844 DA CLT). Pessoa jurídica de direito público sujeita-se à revelia prevista no artigo 844 da CLT.

     

  • Errada, pois, conforme entendimento passificado na jurisprudência, os efeitos da revelia não se aplicam à Fazenda Pública. Colacionamos alguns julgados:

    Apelação Civel AC 344764 RN 2002.84.00.008192-8 (TRF5): CONTESTAÇÃO. UNIÃO. PRAZO EM QUÁDRUPLO. TEMPESTIVIDADE. INAPLICABILIDADE DOS EFEITOS DA REVELIA. ART. 320, II, DO CPC. MILITAR. INCAPACIDADE. REFORMA. PROVENTOS DA.... 188, do CPC, o prazo para a União contestar o pedido é computado em quádruplo - TRF5 - 08 de maio de 2008.

    TRF Súmula nº 256 - 05-04-1988 - DJ 08-04-88:  Falta de Impugnação dos Embargos do Devedor - Fazenda Pública - Efeitos de Revelia.
    A falta de impugnação dos embargos do devedor não produz, em relação a Fazenda Pública, os efeitos de revelia.

  • Só para se fazer entender melhor, transcrevo parte do voto do ministro Humberto Martins quando do julgamento do AgRg no REsp Nº 1.137.177:

    " A propósito: "De início, é pacífico nesta Corte Superior que, pelo fato de a Fazenda Pública atuar no processo em virtude da existência de interesse público, confere-se ao próprio interesse público viabilizar o exercício dessa sua atividade no processo da melhor maneira possível.
    Não se trata de privilégios, pois estes não possuem fundamentação razoável, mas sim prerrogativas, apoiadas em uma finalidade constitucionalmente justificável.
    Assim, ao se conceder prerrogativas processuais à Fazenda Pública, o legislador não feriu o princípio da isonomia, mas, pelo contrário, atuou em defesa dele, atribuindo prerrogativas diferentes a pessoas que se encontram em situações diferentes.
    É em razão desse fundamento que a Fazenda Pública, defensora de direitos indisponíveis, não sofre os efeitos da revelia,
    nos termos do art. 320, II, do CPC.
    Nesse sentido:
    'AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. REMESSA
    EX OFFICIO. EFEITO TRANSLATIVO.
    INTEMPESTIVIDADE DA CONTESTAÇÃO. PRECLUSÃO.
    INOCORRÊNCIA. DIREITOS INDISPONÍVEIS DO ENTE
    ESTATAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA O
    PROVIMENTO.
    1. Consoante jurisprudência do STJ, ainda que a contestação
    apresentada pela Fazenda Pública tenha sido reputada
    intempestiva, diante de direitos indisponíveis do ente estatal,
    os fatos da causa não comportam confissão, tampouco estão
    sujeitos aos efeitos da revelia. A remessa oficial comporta o
    efeito translativo do recurso.Precedentes.
    2. Agravo regimental a que se nega o provimento.'
    (AgRg no REsp 817.402/AL, Rel. Desembargadora
    convocada do TJ/MG Jane Silva, Sexta Turma, julgado em
    18.11.2008, DJe 9.12.2008.)"

    Que o sucesso seja alcançado por todos aqueles que o procuram!!!

     

     

     

     

     

  • Não se aplicam as pessoas jurídicas os efeitos da revelia.
  • Acredito que a questão está errada porque afirmou que o juiz considerará verdadeiros os fatos afirmados pelo autor o que não acontece necessariamente. A lei diz que os fatos PRESUMEM-SE verdadeiros, contudo não quer dizer ncessariamente, que após análise das provas o juiz, na sentença proferida, irá julgar procedente o pedido. Após a análise ele pode concluir pela improcedência.
  • A questão é mais simples do que parece.
    Como já disseram, não há o efeito material da revelia contra a União visto que o interesse público é indisponível.
    A fundamentação encontra-se nos artigos citados, mas apenas eles não bastam... deve haver uma conjugação com o princípio da indisponibilidade do interesse público.
  • ERRADO.


    A revelia se aplica a Fazenda pública, porém não se aplica à Fazenda Pública o efeito material da revelia, presunção de veracidade dos fatos narrados pelo autor, pois seus bens e direitos são considerados indisponíveis.



ID
174718
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Rodolfo, maior de idade, casado, comerciante, ajuizou pelo
rito ordinário, em uma das varas federais de Brasília, ação de
indenização por ato ilícito em face da União, que foi citada
pessoalmente.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Ainda que Rodolfo passe a residir em outra localidade, por motivo de trabalho, a competência do juízo não será alterada.

Alternativas
Comentários
  • Art. 87. Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia. (CPC)

  • A súmula abaixo descreve o entendimento do STJ:

     

    "Proposta a execução fiscal, a posterior mudança de domicílio do executado não desloca a competência já fixada" (Súmula nº 58/STJ).

  • Diogo,

    receio que esteja equivocado, não se trata, "in casu", de execução fiscal, pelo contrário, a União se encontra no pólo passivo de uma ação de reparação.

  • Galera,

     

    a questão trata do Princípio da Perpetuatio Jurisdicionis, previsto no art. 87, CPC. Ou seja, a competência é determinada no momento em que for proposta a ação, o fato de a parte ter se mudado não irá alterar a competência, que já fora firmada.

  • Questão correta diante do teor do art. 87 do CPC: "Determina-se a competência no momento em que a ação é proposta. São irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a competência em razão da matéria ou da hierarquia".

    Vale lembrar que além das duas exceções previstas no artigo acima, o STJ decidiu que a competência também é deslocada (portanto mais uma exceção ao princípio da perpetuação da jurisdição) quando há criação de vara específica da justiça federal no caso do §3º do art. 109 da CF.

    Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar (...)
    § 3º - Serão processadas e julgadas na justiça estadual, no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual.

  • perpetuatio jurisdicionis: A fixação da competência é dada no momento em que a ação é proposta, sendo irrelevantes as alteraçoes de fato e de direito que sejam supervenientes.

    1. Exceção: supressão do órgão judiciário
    2.                  alteração de competência em razao de matéria e hierarquia
  • CERTA

    2. MOMENTO DE DETERINAÇÃO DA COMPETÊNCIA 87
    - Na propositura da ação.
    - Mudanças de estado de fato ou de direito são IRRELEVANTES.
     
    2.1. Serão RELEVANTES para a determinação da competência, quando houver:
    - A supressão de órgão judiciário
    - A alteração em razão da MATÉRIA (absoluta) pex. EC 45 cível para a trabalhista
    - A alteração em razão da HIERARQUIA (FUNCIONAL) - (absoluta). Do 2º para o 1º grau
  • Consoante o novo codigo de processo civil de 2015

    Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta.

  • Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta (CPC/2015).


ID
174721
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Rodolfo, maior de idade, casado, comerciante, ajuizou pelo
rito ordinário, em uma das varas federais de Brasília, ação de
indenização por ato ilícito em face da União, que foi citada
pessoalmente.

Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.

Se o dano sofrido por Rodolfo tiver sido causado por servidor público federal no desempenho de suas atribuições, a União poderá nomeá-lo à autoria.

Alternativas
Comentários
  • ERRADA. Existe entendimento pacífico de que a União terá o direito de regresso contra o servidor público federal. Na doutrina, discute-se a possibilidade de DENUNCIAÇÃO DA LIDE na referida hipótese, sendo que a sua admissão tem sido defendida nos concursos públicos.

  • No caso, a figura de intervenção de terceiros correta seria a denunciação a lide.

  • O STF entende que não há litisconsórcio passivo entre a Estado e o agente público nos casos de responsabilidade objetiva. Seguem decisões:

    “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6O DO ART. 37 DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. AGENTE PÚBLICO. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. O Supremo Tribunal Federal, por ocasião do julgamento da RE n. 327.904, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 8.9.06, fixou entendimento no sentido de que "somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes públicos, e não como pessoas comuns". Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (STF – 2ª Turma - RE 470996 AgR / RO – Rel. Min. Eros Grau – DJ 11-09-2009)

    “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO: § 6º DO ART. 37 DA MAGNA CARTA. ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. AGENTE PÚBLICO (EX-PREFEITO). PRÁTICA DE ATO PRÓPRIO DA FUNÇÃO. DECRETO DE INTERVENÇÃO. O § 6º do artigo 37 da Magna Carta autoriza a proposição de que somente as pessoas jurídicas de direito público, ou as pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviços públicos, é que poderão responder, objetivamente, pela reparação de danos a terceiros. Isto por ato ou omissão dos respectivos agentes, agindo estes na qualidade de agentes públicos, e não como pessoas comuns. Esse mesmo dispositivo constitucional consagra, ainda, dupla garantia: uma, em favor do particular, possibilitando-lhe ação indenizatória contra a pessoa jurídica de direito público, ou de direito privado que preste serviço público, dado que bem maior, praticamente certa, a possibilidade de pagamento do dano objetivamente sofrido. Outra garantia, no entanto, em prol do servidor estatal, que somente responde administrativa e civilmente perante a pessoa jurídica a cujo quadro funcional se vincular. Recurso extraordinário a que se nega provimento.” (STF - RE 327904 / SP – Rel. Min. Carlos Britto – 1ª Turma – DJ 08/09/2006)

  • Nesse caso NÃO caberia denunciação da lide !!!!

    O Estado responde objetivamente , somente podendo entrar com uma ação regressiva contra o servidor após responder pelo dano causado por este.

    Entendimento jurisprudencial majoritário!!!!

     

  • Processo
    REsp 1089955 / RJ
    RECURSO ESPECIAL
    2008/0205464-4
    Relator(a)
    Ministra DENISE ARRUDA (1126)
    Órgão Julgador
    T1 - PRIMEIRA TURMA
    Data do Julgamento
    03/11/2009
    Data da Publicação/Fonte
    DJe 24/11/2009
    Ementa
     

    RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO
    ESTADO. MORTE DECORRENTE DE ERRO MÉDICO. DENUNCIAÇÃO À LIDE. NÃO
    OBRIGATORIEDADE. RECURSO DESPROVIDO.
    1. Nas ações de indenização fundadas na responsabilidade civil
    objetiva do Estado (CF/88, art. 37, § 6º), não é obrigatória a
    denunciação à lide do agente supostamente responsável pelo ato
    lesivo (CPC, art. 70, III).
    2. A denunciação à lide do servidor público nos casos de indenização
    fundada na responsabilidade objetiva do Estado não deve ser
    considerada como obrigatória, pois impõe ao autor manifesto prejuízo
    à celeridade na prestação jurisdicional. Haveria em um mesmo
    processo, além da discussão sobre a responsabilidade objetiva
    referente à lide originária, a necessidade da verificação da
    responsabilidade subjetiva entre o ente público e o agente causador
    do dano, a qual é desnecessária e irrelevante para o eventual
    ressarcimento do particular. Ademais, o direito de regresso do ente
    público em relação ao servidor, nos casos de dolo ou culpa, é
    assegurado no art. 37, § 6º, da Constituição Federal, o qual
    permanece inalterado ainda que inadmitida a denunciação da lide.
    3. Recurso especial desprovido.

    Não é obrigatória a denunciação, mas é cabível.

  • Acrescentando detalhes a resposta do Rafael:

    "O STJ tem decisões que autorizam a denunciação da lide do funcionário público, e outras decisões que não a autorizam, quando introduzir a questão da culpa, não discutida na lide originária. Mas pacificou-se o entendimento de que, se as instâncias inferiores indeferiram a denunciação ao funcionário, não haverá causa de anulação do processo, já que a Fazenda poderá valer-se de ação própria, para exercer o direito de regresso."
    (Novo curso de direito processual civil, Marcus Vinicius Rios Gonçalves, 8° edição, página 195)

  • Segue entendimento do STJ, que corrobora com o comentário do colega acima:

    AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 313.886 - RN (2001/0035389-4)
    RELATOR : MINISTRO FRANCISCO FALCÃO
    AGRAVANTE : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
    PROCURADORA : ANA CAROLINA MONTE PROCÓPIO DE ARAÚJO E OUTROS
    AGRAVADO : MARIA CIUMAR COSTA DE OLIVEIRA
    ADVOGADO : LUIZ LOPES DA SILVA SOBRINHO E OUTRO
    EMENTA
    PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. ACIDENTE DE TRÂNSITO.
    INDENIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DENUNCIAÇÃO À LIDE DO
    SERVIDOR CAUSADOR DO DANO. AÇÃO REGRESSIVA GARANTIDA.
    I - Admite-se que o Estado promova a denunciação da lide envolvendo agente
    seu nas ações de responsabilidade civil, no entanto, tal denunciação não é obrigatória,
    podendo o Estado, em ação própria, exercer o seu direito de regresso em face do agente
    causador do dano.
    II - Assim, entende esta Corte Superior que, em observância aos princípios da
    economia e da celeridade processuais, o indeferimento da denunciação da lide ao
    preposto estatal não seria causa de nulidade do processo já iniciado.
    III - Precedentes.
    IV - Agravo regimental a que se nega provimento.
  • os concursos tem aceitado a denunciacao da lide por parte da fazenda publica, nada mais justo que isso, uma clara defesa aos interesses dos orgaos, facilitando-lhes a vida, atraves da denunciacao da lide. No Brasil o jogo de interesses esta presente ate mesmo nos concursos, rsrs...
  • Quando se tratar de denunciação a lide a palavra chave é o direito de regresso

     Da Denunciação da Lide – visa o denunciante (réu) o direito de regresso contra o garantidor legal
     

    Autor (dono de veiculo roubado) x Réu (estacionamento)   x Terceiro Denunciado (seguradora)

                                         

                          Existe duas relações jurídicas distintas, caso o   estacionamento perca  a ação, acionará a seguradora para satisfazer o crédito através do direito de regresso.

    Tendo este exemplo em mente, dificilmente errará uma sitação de denunciação da lide

    Lembrado que a denunciação da lide pode ser feita tanto pelo autor quanto pelo réu. 
  • Para fins de prova discursiva podemos observar o seguinte:
    No caso de responsabilidade do Estado poderia haver denunciação da lide tratando-se de conduta omissiva do poder público. 
    Assim o é pelo fato de que nos casos de conduta omissiva, inobstante o disposto no Art. 37, §6º, da CF, tando a doutrina como a jurisprudência, com base no entendimento de Celso Antonio Bandeira de Mello, vem reconhecendo que há aplicação da responsabilidade subjetiva.
    Pois bem. Admitindo-se que a denunciação da lide é possível somente nos casos em que a relação jurídica incluída na relação processual primitiva NÃO TRAGA ELEMENTO NOVO, haveria possibilidade do Estado denunciar da lide em face do servidor público responsável, quando o dano se deu por conduta omissiva.
    É que a responsabilidade do agente em face do Estado, para fins de regresso, é subjetiva, portanto, incompatível na mesma demanda com a responsabilidade objetiva estatal. Porém, havendo responsabilidade subjetiva na lide principal e na lide regressiva, não há que se falar em incompatibilidade, sendo possível a denunciação da lide.
    Sei que em palco de questões subjetivas o que vale é a adoção pela banca dos posicionamentos doutrinários ou mesmo da jurisprudência dos Tribuinais Superiores, mas fica o exemplo de precedente do TRF4 neste sentido:


    PROCESSUAL CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE SUBJETIVA DO ESTADO. DENUNCIAÇÃO DA LIDE À EMPREITEIRA. ART. 70, III, DO CPC.70IIICPC- A teor do art. 70, III, do CPC, resta cabível a denunciação da lide àquele que estiver obrigado, pela lei ou pelo contrato, a indenizar, em ação regressiva, o prejuízo do que perder a demanda, como em indenização por acidente de trânsito ocorrido em função de ato de negligência ou imperícia de empreiteira que opera na condição de agente do serviço público.70IIICPC- Reconhecida a responsabilidade subjetiva do Estado. (AG - 41291 SC 2003.04.01.041291-9, Relator: EDGARD ANTÔNIO LIPPMANN JÚNIOR, Data de Julgamento: 23/06/2004, QUARTA TURMA, Data de Publicação: DJ 03/08/2005 PÁGINA: 687)

    Para aprofundamento CYSNE, Erick de Sarriune. A denunciação da lide do servidor público pelo Estado em ação de reparação de danos. Jus Navigandi, Teresina, ano 9n. 43414 set. 2004 . Disponível em: <http://jus.com.br/revista/texto/5690>. Acesso em: 14 fev. 2013Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/5690/a-denunciacao-da-lide-do-servidor-publico-pelo-estado-em-acao-de-reparacao-de-danos#ixzz2KsvI6td3
  • A questao trata de nomeacao a autoria e virtualmente todos os comentarios foram sobre denunciacao da lide..., pois bem,

    Justificando o gabarito, entendo que a nomecao a autoria so pode ser alegada nos casos em que ha verdadeira ilegitimidade passiva do reu original, no caso em epigrafe como a Uniao responde pelos atos de seus servidores quando no desempenho de suas atividades e portanto é parte legitima para figurar no polo passivo. 

    Alem disso, as hipoteses de cabimento da nomeacao a autoria estao taxativamente previstos no cpc Art. 62 e 63. E por obivio que a Uniao nao podera alegar que "praticou o ato por ordem, ou em cumprimento de instruções" de seu servidor.

  • - Vamos ao que diz a questão:

    "Se o dano sofrido por Rodolfo tiver sido causado por servidor público federal no desempenho de suas atribuições, a União poderá nomeá-lo à autoria."

    Inicialmente temos que ter em mente que, em regra, incide sobre a Administração Pública a responsabilidade objetiva quanto aos danos por ela e seus representante praticados (Lembrar que a resonsabilidade subjetiva da Administração só incidirá quando o dano for oriundo de uma omissão supostamente praticada pela Administração).

    Não podemos esquecer que o lesado, no caso Rodolfo, não poderá ter o seu direito de ser ressarcido em razão de prejuízo praticado pela Administração obstado, daí previsão legal no sentido de que cabe à Administração ingressar com uma ação regressiva em face daquele que praticou o dano.
    Nesse sentido, texto da carta Magna:

    “§ 6°. As pessoas juridicas de direito publico e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nesta qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa”.

    Prosseguindo...A questão fala ao final: "...a União poderá nomeá-lo à autoria."

    Afinal, em que consiste a nomeação à autoria?
    Segundo previsão no artigo 62 do CPC:

    "Aquele que detiver a coisa em nome alheio, sendo-lhe demandada em nome próprio, deverá nomear a autoria o proprietário ou o possuidor."

    Logo, conforme bem destacado pelos colegas, NÃO se trata, o caso em apreço, de hipótese de nomeação à autoria. Poder-se-ia instaurar denunciação à lide, conforme previsão constante no art. 70, III, assegurando à Administração seu direito ao regresso. Por fim, vale destacar posicionamento do STJ quanto a não obrigatoriedade, na presente hipótese, de instauração da denunciação por parte da Administração:

      PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. RECURSOS ESPECIAIS. AÇÃO
    ORDINÁRIA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. AUSÊNCIA DE OMISSÕES.
    FUNDAMENTO AUTÔNOMO DO TRIBUNAL DE ORIGEM NÃO IMPUGNADO. SÚMULA
    283/STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA
    7/STJ. AUSÊNCIA DE INTERESSE RECURSAL ACERCA DA CONSIDERAÇÃO DO
    COMPANHEIRO DA VÍTIMA COMO HERDEIRO. DENUNCIAÇÃO À LIDE DOS AGENTES
    PÚBLICOS NA AÇÃO INDENIZATÓRIA CONTRA À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM
    GERAL. DESNECESSIDADE. PRECEDENTES. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO
    DEMONSTRADO. (...)5. Segundo o entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de
    Justiça, não existe necessidade de denunciação da lide em matéria de
    responsabilidade civil objetiva do Estado. REsp 1177136 / RS.
    Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES. DJe 27/06/2012

     
     
     

ID
174724
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Considerando que, no dia 31 de maio de 2010, determinada lei tenha sido publicada no Diário Oficial, julgue o item abaixo.

Se a referida lei nada estabelecer a respeito do início da sua vigência, ela passará a vigorar, em todo o país, um dia depois de oficialmente publicada.

Alternativas
Comentários
  • Lei de Introdução ao Código Civil (LICC - DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942.)

    Art. 1o  Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.

  • O nome do instituto é vacatio legis.

  • salvo disposto contrário a lei começa a vigora 45 dias depois de oficialmente publicada.  

     A vigência da lei será indicada de forma expressa e de modo a contemplar prazo razoável para que dela se tenha amplo conhecimento, reservada a claúsula " entra em vigor na data de sua publicaçao" para as leis de pequena repercursão.

    A contagem do prazo para as leis que estabeleçam período de vacância far-se à com a inclusão da data de publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumaçao integral. 

  • Lembrando que de acordo com o § 1º do Art. 1º do NCC, nos Estados Estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses, após a sua publicação, sendo ela omissa quanto a sua vigência.

     

  • Dois casos podem ocorrer: (1) lei que possui vacatio legis (que, segundo a LICC, é de 45 dias após a sua publicação oficial no Brasil, salvo disposição contrária ou quando a lei nada dispor; e 3 meses, quando admitida, em Estado Estrangeiro); e (2) lei que não possui vacatio legis (que entrará em vigor na data de sua publicação, disposição legal que deverá estar expressa na lei).

    No caso (1), a lei passa a vigorar no dia seguinte à consumação integral do prazo estabelecido (de 45 dias, quando a lei não expressar em sentido contrário, e de 3 meses, quando admitida, no estrangeiro). O prazo conta-se da seguinte forma: inclui-se o dia da publicação e o último dia do prazo. Ex.: Lei "X" dispõe que entrará em vigor 5 dias após publicação oficial, que se deu em 24 de janeiro de 2011: conta-se 24, 25, 26, 27 e 28, passando a vigorar, portanto, a partir do dia 29/01/2011.

    No caso (2), a lei passa a vigorar imediatamente, no dia de sua publicação. Ex.: Lei "Y", publicada oficialmente em 24/01/2011,  dispõe que entratá em vigor na data de sua publicação (ou seja, não possui vacatio legis),  passará a vigorar no mesmo dia da publicação oficial, 24/01/2011.

    Cf.: Lei Complementar 95/98, art. 8, caput e §§; Decreto-Lei 4.657/42, art. 1º, caput e §1º.
  • Item Errado.

    Clique no mapa abaixo para ampliar.

     

     
  • (E) R:
    A obrigatoriedade da lei surge a partir de sua publicação oficial, mas esse fato não implica, necessariamente, vigência e vigor imediatos. É o que dispõe a LINDB, em seu art. 1º, caput e § 1º.
    Art. 1º Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada.
    § 1º Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada.
    Esse período em que a lei, embora publicada, aguarda a data de início de sua vigência é denominado de vacatio legis.
    Como exceção à regra, para que a nova lei vigore imediatamente (isto é, um dia após publicada), portanto, é preciso que conste expressamente tal fato em seu corpo.
    Referência: Pablo Stolze e Rodolfo Pamplona. Novo Curso de Direito Civil.
  • GABARITO ERRADO

     

    45 DEPOIS DE PUBLICADA

     

    ESTADOS ESTRANGEIROS--->   3 MESES DEPOIS DE PUBLICADA

  • Se a Lei não estabelecer prazo, começará a vigorar no Brasil 45 DIAS DEPOIS DE PUBLICADA e no Estrangeiro 3 MESES DEPOIS DE PUBLICADA.

  • Vacatio Legis

    #NinguémVaiLerSeuTextão

  • #PMMINAS


ID
174727
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Quanto à aquisição e à perda da propriedade, julgue o item
subsequente.

A desapropriação, modo involuntário de perda da propriedade imóvel, pode ocorrer em caso de necessidade pública, sendo obrigatória a prévia e justa indenização ao proprietário do imóvel desapropriado.

Alternativas
Comentários
  • A Constituição Federal prevê requisitos que autorizam o procedimento de desapropriação. Entre eles, estão elencados os seguintes: Necessidade Pública (quando, por algum problema inadiável, a Administração Pública encontra-se forçada a incorporar o bem do particular ao seu domínio), utilidade pública (a obtenção do domínio do bem é vantajoso ao interesse público, entretanto, não chega a ser inadiável), ou interesse social (quando a desapropriação interferir e ir ao encontro dos interesses da população carente, de forma a aliviar suas condições de vida).

  • CORRETO O GABARITO

    No direito pátrio existem dois tipos de desapropriação, que se diferenciam conforme a maneira como é feita a indenização.

    Existe a desapropriação cuja indenização é feita previamente e em dinheiro, também chamada de desapropriação comum; além daquela cuja indenização é feita em títulos da dívida pública, voltada para a política urbana ou a reforma agrária.

    Existe ainda modalidade de expropriação a qual não caberá qualquer tipo de indenização. Esta apenas poderá ocorrer quando for constatada a cultura e cultivo de plantas psicotrópicas na terra, portanto, provenientes de atividade ilícita.

  • Correto.

    Art. 5o da Constituição Federal:

    XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

  • É bom lembrar que no caso de desapropriação em virtude de latifúndio improdutivo, a indenização não é prévia! e sim em título de dívida agrária.

  • 1. Desapropriação Direta

    A desapropriação é um procedimento administrativo pelo qual o poder público ou seus delegados, mediante prévia declaração de necessidade pública, utilidade pública ou interesse social, impõe ao proprietário a perda de um bem, substituindo por justa indenização.

    É forma originária de aquisição da propriedade, pois não prevê nenhum título anterior é um procedimento administrativo formado por fases: uma de natureza declaratória, na qual vai se indicar a necessidade, a utilidade pública ou interesse social e a fase executória, onde será feita a justa indenização e a transferência do bem expropriado para o expropriante. Isso em se tratando de procedimento amigável, caso contrário, depois da declaração de utilidade pública haverá processo judicial.



    2. Desapropriação Indireta

    Desapropriação indireta é toda intervenção do estado na propriedade que venha a impossibilitar o uso e gozo de um bem, retirando-lhe o conteúdo econômico. Esta desapropriação indireta pode vir "disfarçada" na forma de uma limitação, uma servidão, etc... não importa qual dos nomes afigure no ato estatal; lhe importa a essência.
    É certo que nestes casos, essa desapropriação visa a instituição de melhoria da qualidade de vida da coletividade - preceito insculpido várias vezes na Constituição Federal (art. 3º, 5º, 225º, dentre outros) - a que se obriga, inclusive, a ação do Estado (art. 225, caput). entretanto, esta mesma norma constitucional garante ao cidadão o direito à propriedade e da reparação dos danos decorrentes da atividade estatal. Não há conflito jurídico: desapropria-se a área para instituir um benefício coletivo (área de preservação ambiental permanente), indenizando-se o atual proprietário. O que não pode o poder público é fazer com que um particular custeie, isoladamente, a instituição de um benefício coletivo, com o detrimento de seu patrimônio - que lhe é garantido pela ordem constitucional.

  • Não concordo com o gabarito pois a indenização nem sempre é obrigatoriamente prévia.


  • Art. 182, §4º, Constituição Federal:

    III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

    Massssssssss... A banca considerou o item como certo!!!!

  • DESAPROPRIAÇÃO - A  INDENIZAÇÃO DEVE SER PRÉVIA, JUSTA E EM DINHEIRO. SÃO ESSES OS PRINCÍPIOS APLICÁVEIS À INDENIZAÇÃO: PRECEDÊNCIA, JUSTIÇA E PECUNIARIDADE.

     

     

    SÃO PRESSUPOSTOS DA DESAPROPRIAÇÃO:

     

    A) A UTILIDADE PÚBLICA OU A NECESSIDADE PÚBLICA

     

    B) O INTERESSE SOCIAL

  • Marquei errado porque pensei que estava restringindo demais. Acredito que pode existir desapropriacao de bens moveis tambem.

  • GABARITO: CERTO

    XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;

  • Se houve dano, então haverá indenização.


ID
174730
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Quanto à aquisição e à perda da propriedade, julgue o item
subsequente.

Considere que Renato tenha alienado a Carlos um apartamento de dois quartos e que Carlos, após pagar o preço acordado entre ambos, tenha passado a residir no imóvel. Nessa situação hipotética, Carlos somente será proprietário do bem mediante o registro do título de transferência no registro de imóvel.

Alternativas
Comentários
  • Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.

  • CORRETO O GABARITO....

    Nesse ínterim Carlos será possuidor legítimo do imóvel adquirido até ulterior registro definitivo no cartório competente....

  • questão correta!!! transfere ente vivos a propriedade mediante registro do título translativo no Registro de imóveis.

    Enquanto nao se registrar o titulo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel.

  • Sempre encontro nos Cartórios de Registro de Imóveis:

    Quem não registra não é dono!!
  • apenas uma informação extra para enriquecer os nossos comentários:

    Art. 108. Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios jurídicos que visem à constituição, transferência, modificação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País.

    mesmo nos casos em que a lei dispensa a escritura pública, quais seja aqueles em que o valor seja inferior a 30 s.m.'s, ainda é necessário o registro no Cartório de Registro de Imóveis, como bem lembrou o colega.


    bons estudos!!!

  • CORRETO

    Direto ao Ponto : 

    Código Civil Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.

  • Complementando, embora Carlos não seja proprietário do bem, ele possui direito à adjudicação compulsória, ainda que o contrato de compra e venda não tenha sido objeto de registro em Cartório. É o que anuncia a súmula 239 do STJ: 

    Súmula: 239 O direito à adjudicação compulsória não se condiciona ao registro do compromisso de compra e venda no cartório de imóveis.

     

  • Código Civil

    Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.

    Carlos somente será proprietário do bem mediante o registro do título de transferência no registro de imóvel.

  • Exatamente, não registrou sinto muito.

    CC:

    Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis.

    LoreDamasceno, seja forte e corajosa.


ID
174733
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

A respeito do inadimplemento das obrigações, julgue o item
seguinte.

Se o pagamento de uma obrigação ocorrer na data estipulada, ainda que em lugar diverso, não se poderá considerar em mora o devedor.

Alternativas
Comentários
  • A literalidade da lei (Código Civil) já se mostra suficiente para justificar o presente item:

    "Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer."

  • CORRETO O GABARITO....

    Mora do devedor

    A mora do devedor ocorre quando este deixa de efetuar o pagamento na forma, tempo e lugar devidos. Está consubstanciada no citado artigo 394 quando estabelece que considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer.

    Assim, o inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor. Não havendo termo, a mora se constitui mediante interpelação judicial ou extrajudicial.

    Ressalte-se que o fato de está em mora agrava a situação do devedor, pois se este estiver em mora, responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso. A exceção desta responsabilidade em questão se daria se o devedor provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse oportunamente desempenhada (CC, art.399).

  • CORRETO O GABARITO....

    Mora do credor

    A mora do credor se dá quando este, sem justa causa, se recusa a receber o pagamento no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer.

    A mora do credor subtrai o devedor isento de dolo à responsabilidade pela conservação da coisa, obriga o credor a ressarcir as despesas empregadas em conservá-la, e sujeita-o a recebê-la pela estimação mais favorável ao devedor, se o seu valor oscilar entre o dia estabelecido para o pagamento e o da sua efetivação (CC, art.400).

  • Poxa Osmar,

    Podia melhorar a formatação dos comentários? É sempre elucidativo ler os comentários dos colegas, notadamente de vocês sempre presentes nos comentários, colaboradores de longa data.

  • Concordo Perfeitamente com colega infra...

  • Osmar, um recado pra vc: realmente seus comentários são muito bons, entretanto, desisti de lê-los , pois é terrivel o formato q vc coloca.  Se puder melhorar fico agradecido.
  • É só ler direto na fonte dele:

    http://m.classecontabil.com.br/artigos/exibir/516
  • Operadores do Direito não deveriam ser meros repetidores da Lei; se estamos nessa de concurso é porque sabemos que primeiramente temos que Ser. O verdadeiro uso do Direito é social, tanto para sermos mantenedores do statu quo, quanto para mudar em prol de uma sociedade mais justa. Quanto à questão: imagine se a prestação fosse servir um jantar numa certa data, num determinado lugar; de nada adiantaria se o jantar fosse servido em local diverso... assertiva errada!   

  • A respeito do inadimplemento das obrigações, julgue o item
    seguinte.
    Se o pagamento de uma obrigação ocorrer na data estipulada, ainda que em lugar diverso, não se poderá considerar em mora o devedor

    A mora é o atraso, o retardamento ou a imperfeita satisfação obrigacional, havendo um inadimplemento relativo. O conceito de mora pode também ser retirado da leitura do art. 394 do CC, cujo teor é: Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer." Assim, repise-se que a mora não é apenas um inadimplemento temporal, podendo estar relacionada com o lugar ou forma de pagamento.
  • MORA: ( TELUFO)

    TEMPO, LUGAR E FORMA


    Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer

  • Errada.

    Sem delongas:

    "Art. 394. Considera-se em mora o devedor que não efetuar o pagamento e o credor que não quiser recebê-lo no tempo, lugar e forma que a lei ou a convenção estabelecer."

  • Trata-se de CUMPRIMENTO IMPERFEITO da obrigação que tem a mesma consequência do inadimplemento ou da mora: obrigação de indenizar qualquer prejuízo sofrido pelo credor. Trata-se da aplicação do brocardo: "quem paga mal, paga duas vezes". 

    Lembrando que MORA e INADIMPLEMENTO parecem, mas não são a mesma coisa. O inadimplemento (ABSOLUTOO) ocorre quando não interessa mais ao credor receber a coisa ou a prestação do serviço, o objeto do negócio se tornou inútil ao credor e a única solução é a indenização. A mora é o atraso injustificado no cumprimento da obrigação, que AINDA interessa ao credor, é o chamado inadimplemento RELATIVO. 

    Ademais, vide art. 394 do CC, já colacionado por outros colegas nos comentários. 

  • Mora é o retardamento ou o imperfeito cumprimento da obrigação (cumprimento em lugar ou forma diversa da convencionada ou estabelecida na lei), portante, se se convencionou cumprir a obrigação em determinado termo e lugar, ainda que o cumprimento tenha se dado no termo, acaso cumprido em lugar diverso do estipulado, incorrerá em mora o devedor. .

  • GABARITO: ERRADO.

  • É só imaginar a hipótese de a obrigação de entregar um carro, por exemplo, ocorrer na data acordada, mas em outro país. Estará em MORA.

  • Essa questão é brincadeira.


ID
174736
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
AGU
Ano
2010
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

A respeito do inadimplemento das obrigações, julgue o item
seguinte.

O inadimplemento absoluto caracteriza-se pelo fato de não ser mais útil ao credor receber a prestação em atraso.

Alternativas
Comentários
  • O inadimplemento absoluto se caracteriza por criar uma impossibilidade ao credor de receber a prestação devida, convertendo-se a obrigação principal em obrigação de indenizar. A partir do descumprimento da obrigação, a prestação se torna inútil para o credor, de modo que, se prestada, não mais satisfará as necessidades do mesmo.

    A questão da reparação ao credor é ressaltada por Maria Helena Diniz (2004, p. 398) nos seguintes termos:

    “Pelos prejuízos sujeitar-se-ão o inadimplente e o contratante moroso ao dever de reparar as perdas e danos sofridos pelo credor, inserindo o dano como pressuposto da responsabilidade civil contratual [...] A responsabilidade civil consiste na obrigação de indenizar, e só haverá indenização quando existir prejuízo a reparar.”

    Podemos citar como exemplo um contrato de prestação de serviços, em que o objeto da referida obrigação seja a gestão e o preparo de um evento. Neste mesmo caso, se o objeto da obrigação incluir a preparação do local, as acomodações para os convidados e a alimentação e, na data convencionada, os contratantes não comparecerem ao local, teremos um caso de inadimplemento absoluto, em razão da impossibilidade da prestação do serviço em outra data que não a aprazada pelos sujeitos.

    Já o inadimplemento relativo consiste no descumprimento da obrigação que, após descumprida, ainda interessa ao credor. A obrigação, neste caso, ainda pode ser cumprida mesmo após a data acordada para o seu adimplemento, por possuir, ainda, utilidade. Neste caso, o efeito do inadimplemento é a mora, ou seja, o retardamento da prestação.

    http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=5907

  • CORRETO O GABARITO.....

    No inadimplemento absoluto, a obrigação não pode ser mais cumprida, sendo maiores as suas conseqüências. Prevê o art. 391 do Código Civil que pelo inadimplemento do devedor respondem todos os seus bens, presente aqui o elemento imaterial ou espiritual da obrigação: o vínculo existente entre os sujeitos obrigacionais.

  • CÓDIGO CIVIL:

    Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.

    Parágrafo único. Se a prestação, devido à mora, se tornar inútil ao credor, este poderá enjeitá-la, e exigir a satisfação das perdas e danos.

  • Decorai
    Inadiplimento absoluta: Nao interessa mais ao credor.
    Inadiplemento relativo: Interessa ao credor; resulta em mora.
  • Caso prático...muito mal redigido ..kkk, pois explicação rápida de aula

    INADIMPLEMENTO TOTAL E ABSOLUTO – contrato bolo para o casamento, este não é entregue no dia datado, o bolo não servirá mais pois o casamento já ocorreu

    INADIMPLEMENTO TOTAL RELATIVO – compro docinhos só para comer (bem guloso, papirando), não me sao entregues no dia datado, porém mesmo com atraso eu ainda tenho interesse em recebê-los, diferente do bolo de casamento.

    Cers - Cristiano Sobral

  • Espécies de inadimplemento: O inadimplemento da obrigação pode ser:

    1) Absoluto: quando a obrigação não foi cumprida nem poderá sê-lo de forma útil ao credor. Mesmo que a possibilidade de cumprimento ainda exista, haverá inadimplemento absoluto se a prestação tornou-se inútil ao credor. O inadimplemento absoluto será:

    a) total quando concernir à totalidade do objeto;

    b) parcial quando a prestação compreender vários objetos e um ou mais forem entregues, enquanto outros, por exemplo, perecerem.

    2) Relativo: no caso de mora do devedor, ou seja, quando ocorre cumprimento imperfeito da obrigação, com inobservância do tempo, lugar e forma convencionados (CC, art. 394).

  • GABARITO: CERTO.

  • Assertiva. O inadimplemento absoluto caracteriza-se pelo fato de não ser mais útil ao credor receber a prestação em atraso.

    Certa. Confesso que fiquei com dúvida por causa da redação da assertiva, pois embora o inadimplemento absoluto reste caracterizado com a inutilidade da prestação para o credor, é certo que, em razão do princípio da conservação dos negócios jurídicos, a resolução da avença pelo inadimplemento absoluto não constitui direito potestativo do credor, decorrendo a conclusão sobre a inutilidade da prestação de aferição objetiva realizada pelo juiz no caso concreto.