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Prova CESPE - 2013 - SEFAZ-ES - Auditor Fiscal da Receita Estadual


ID
1059568
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

Embora a França e os Estados Unidos da América (EUA) sejam aliados desde a guerra de Independência dos EUA (1775-1783), os dois países tomaram partidos opostos em relação à guerra.

Alternativas
Comentários
  • Sobre a intervenção militar no Iraque:  

    "No princípio de 2003, os Estados Unidos, o Reino Unido e a Espanha propuseram a chamada "Resolução 18" para dar ao Iraque um prazo para cumprir as resoluções anteriores e que seria aplicada pela ameaça de acção militar. Esta resolução foi subsequentemente retirada por falta de apoio no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Em particular a França e a Alemanha, membros da NATO, e a Rússia, opunham-se a uma intervenção militar no Iraque devido ao elevado risco para a segurança da comunidade internacional e defendiam o desarmamento através da diplomacia. A 20 de Janeiro de 2003 o ministro dos negócios estrangeiros francês Dominique de Villepin declarou "…acreditamos que a intervenção militar seria a pior solução"

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Iraque

  • A disciplina é "Atualidades" ou História?

  • Questão passível de anulação. A França se opôs a invasão do Iraque, mas nao esteve em um lado oposto ao dos EUA.


ID
1059571
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

O doping, problema frequente no esporte mundial, é definido como:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: B

    A assertiva define perfeitamente o conceito de doping. Apenas a título de curiosidade, o caso mais recente de doping envolve o ciclista Lance Armstrong, vencedor por várias vezes a prova Tour de France, uma das mais difíceis do mundo : em 2012 ele foi banido eternamente e desclassificado de todos seus resultados obtidos desde agosto de 1998, pelo uso e distribuição de Dopagem bioquímica, praticamente a destruição de sua carreira!

    Bons Estudos.

  • O mais correto seria: uso de determinada substância proibida para o aumento do desempenho... pode-se utilizar inúmeros substâncias, inclusive naturais, para uma melhor performance, mas estas não podem ser vedadas pelos regulamentos que regem as normas esportivas.


  • Esta questão foi muito fácil ,sem problemas pra resolver...da matar por eliminação.

     


ID
1059574
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Atualidades
Assuntos

Entre as ações afirmativas implementadas, no Brasil, pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial inclui-se.

Alternativas
Comentários
  • "Norma que institui obrigatoriedade do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira, foi a primeira assinada pelo presidente Lula no início do seu mandato em 2003

    Completa uma década, nesta quarta-feira, 9, a Lei 10.639/2003, que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9394/1996), e inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Os conteúdos devem ser ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras"

    Fonte: http://www.seppir.gov.br/ - Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

  • Técnica da ovelha negra: Muitas vezes a opção correta difere das incorretas, tal como uma ovelha negra num rebanho (muitas vezes no tamanho). No caso concreto basta observarmos que as opções b, c, d, e, são todos "negativas", criminalizando, apenando, a opção "a" é a ovelha negra, portanto a correta.

  • Rildon, vale destacar que seu comentário, apesar de interesssante, ao recorrer ao termo 'ovelha negra', provavelmente não seria aprovado pela Secretaria citada na questão. Talvez ato falho. De qualquer forma, reforça a necessidade de a sociedade continuar na luta contra o que já está tão banalizado na cultura que ao menos percebemos que está carregado de preconceito e juízo de valor.

  • Percebo que a alternativa A encontra-se incompleta, pois tal ensino não é obrigatório apenas para escolas e universidades PÚBLICAS, mas sim para as instituições privadas também. Logo, marcaria a letra E. E erraria a questão conforme o gabarito definitivo dado pela banca.

  • Gabarito letra A

     

    LEI Nº 12.288

    Art. 11.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, é obrigatório o estudo da história geral da África e da história da população negra no Brasil, observado o disposto na Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

     

    LDB (Lei 9.394)

    Art. 26-A.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.       

    § 1o  O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.               

    § 2o  Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras.    

  • A letra da lei não fala em universidade (no meu ver, alternativa "a" também está errada.

  • Errei! achei que era só no ensino médido e fundamental.

  • Sobre o comentário se deveria ter ou não em universidade: A Resolução n°1 de 17 julho de 2004 - Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana - no art. 1°, paragráfo 1°: ° As Instituições de Ensino Superior incluirão nos conteúdos de disciplinas e atividades curriculares dos cursos que ministram, a Educação das Relações Étnico-Raciais, bem como o tratamento de questões e temáticas que dizem respeito aos afrodescendentes.

    Gab: A

  • Note: O fato de, por exemplo, o funcionário A ser diretor-geral e o funcionário B ser diretor de finanças, representa uma possibilidade distinta de o A ser o diretor de finanças e o B o diretor-geral. Sendo assim, a questão não precisava deixar claro que a ordem importa, uma vez a ordem importa pelo simples fato de serem cargos diferentes.

  • Se não for copiar a letra da lei na alternativa correta, exatamente como está escrita então nem faz uma questão dessas

  • Questão desatualizada, na lei não fala sobre universidades o ensino da cultura negra, sendo obrigatório em ensino fundamental e médio.


ID
1059577
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No que se refere aos componentes funcionais de computadores e aos periféricos e dispositivos de entrada, de saída e de armazenamento de dados, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra D. Memória principal = memória RAM = volátil, temporária, acesso dinâmico

    A letra A está errada, porque sendo uma memória somente leitura (ROM), não poderia ser apagada por qualquer programa do computador. A letra B está errada porque a UCP (processador) executa o que está nas memórias (cache, RAM, discos). A letra C está errada porque a ULA executa as operações que estão na UR via UC. A letra E está errada porque os periféricos são usados na interação homem-máquina, sendo a conexão de Internet a utilizada para acesso a Cloud Computing (nuvem) para armazenamento (Cloud Storage).

    Esta questão falou basicamente de todas as unidades do processador. São elas: ULA (Unidade Lógico Aritmética), UC (unidade de Controle) e UR (unidade de registradores).

  • Uma outra questão poderia ajudar a responder, vejam:

    Prova: CESPE - 2010 - TRT - 21ª Região (RN) - Técnico Judiciário - Tecnologia da Informação Disciplina: Noções de Informática | Assuntos: Software; 

    Todo software, para ser executado por meio de computador, deve ser carregado na memória principal do computador, ou seja, na memória RAM.

    GABARITO: CERTA.

  • A RAM é temporária e volátil; ou seja, os chips da RAM perdem seu conteúdo se a corrente falhar ou se for desativada (como em um blecaute ou ruído elétrico provocado pela iluminação ou por máquinas posicionadas nos arredores.


    Fonte: Ponto dos Concursos - Patricia Quintao

  • HD ---> MEM. RAN.---> MEM. CACHE -->REGISTRADORES---> CPU 



    HD : memória de armazenamento, não volátil que é comumente chamada de disco rígido 



    MEM. RAN : chamada de memoria principal, é usada na execução de programas, temporária, volátil e tem grande capacidade de dados, mas é lenta.



    MEM. CHACE : intermediária entre  a RAMe CPU, é volátil, tem uma capacidade reduzida de transportar dados, no entanto, é muito mais rapida que a RAM.



    REGISTRADORES:  chamada de memória de acesso imediato, é volátil e está dentro da CPU, assim com a CACHE.




    GABARITO "D"

  • morro de raiva desses comentários copiados ou de algum site de concursos ou Wikipedia! meu, se tu estuda,comenta algo que tu  realmente sabe e que possa passar para nos com suas próprias palavras. que concurseiro é você?!

  • Existe memória RAM não volátil? Por que esse "geralmente" aí vai me desculpar mas colocou a alternativa errada! Tudo bem que pela eliminação chegaria nessa alternativa mas acredito que a banca apelou aí! 

  • PQP. Não sou boa em Informática e sei que a memória Ram é volátil e que precisa de energia pra funcionar. Agora vamos respeitar esse "geralmente" acabou com minha possibilidade de acertar. :(

  • Complexa esta questão, mas muito boa.


    A)  A memória ROM é não volátil e de somente leitura;

    B)  Unidade central de processamento (CPU), é responsável pela realização das instruções. Ela compreende unidade de controle (excuta a entrada e saída de dados); Unidade aritmética (responsável pelos cálculos) e a memória principal;

    Os dispositivos de entrada recebem os dados e transmite para CPU.

    C)  A unidade lógica pela memória principal.

    Memórias secundarias são memórias em que se poder armazenar informações por tempo indeterminado.

    D)  A memória principal ou memória RAM, armazena temporariamente os dados executados pelo computador.

    E)  Periféricos de entrada e saída não são utilizados exclusivamente para isso.

  • Acho que memória RAM não é, EXCLUSIVAMENTE, sinônimo de memória principal. Memória principal num seria aquela que é gerenciada pelo Unidade de Processamento Central.
    tipo ROM - Cache - RAM. Então o " geralmente " empregado ai quebrou na emenda. 
    Todas são voláteis, exceto a ROM.


  • Só acrescentando, a letra C, a memória volátil que auxilia a ULA são os REGISTRADORES (guardem com carinho esse nome =D)

  • Eu não vejo problema em copiar dos sites ou outras fontes, o problema é a tal da crítica viu...se não acrescenta, dispensa-se patrick.

  • Típica questão em que se escolhe a alternativa menos errada e absurda.

  • GERALMENTEEEEE!?!?!?!?!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • LETRA D

     

     

    A memória RAM é um tipo de tecnologia que permite o acesso aos arquivos armazenados no computador. Diferentemente da memória do HD, a RAM não armazena conteúdos permanentemente. É responsável, no entanto, pela leitura dos conteúdos quando requeridos. Ou seja, de forma não-sequencial, por isso, a nomenclatura em inglês de Random Access Memory (Memória de Acesso Aleatório).

     

     

    Pague o Preço!!!

     

    Deus é Fiel!!!

     

     

  • Acho que esse Patrick confundiu o site. É pra estudantes! Todo tipo de informação serve para quem não conheçe e está a procura do mesmo que todos estão. O conhecimento!

  • Este geralmente está ligado a uma concepção

    pois temos duas memórias principais de um computador segundo a Cespe

    a mais importante que eles acham é o processador segundo Von Neumann. :)

  • Entendendo a diferença entre memória principal e memória ram:

    memória ram: É a natureza física da memória, é componente (chip) que fica dentro do gabinete, e exerce a função de memória principal. 

    memória principal: É a função que uma memória do tipo RAM e ROM podem desempenhar.

    Por isso a questão falou em geralmente.

    Fonte: Prof. João Antônio 

  • Gabarito: D

     

     

     

    Comentário:

     

     

    a) As memórias do tipo ROM são, APENAS, para leitura, portanto item errado.


    b) A UCP executa os programas armazenados na memória, item errado.


    c) A ULA (unidade lógica e aritmética) executa operações aritméticas dirigidas pela UC e com instruções da memória principal, item errado.


    d) Geralmente, a memória principal do computador é uma Memória Volátil, item certo.


    e) Os dispositivos de entrada e saída de dados servem para inserir dados para processamento e apresentação das informações, respectivamente. Item errado
     

  • Letra D

    Memória principal = memória RAM = volátil, temporária, acesso dinâmico

    A letra A está errada, porque sendo uma memória somente leitura (ROM), não poderia ser apagada por qualquer programa do computador. A letra B está errada porque a UCP (processador) executa o que está nas memórias (cache, RAM, discos). A letra C está errada porque a ULA executa as operações que estão na UR via UC. A letra E está errada porque os periféricos são usados na interação homem-máquina, sendo a conexão de Internet a utilizada para acesso a Cloud Computing (nuvem) para armazenamento (Cloud Storage).

    Esta questão falou basicamente de todas as unidades do processador. São elas: ULA (Unidade Lógico Aritmética), UC (unidade de Controle) e UR (unidade de registradores).

  • A memória ROM (random access memory) permite apenas a leitura de dados, pois é gravada pelos fabricantes, não podendo ser alterada. Não volátil.

    A memória RAM permite a leitura e escrita, entretanto ela é volátil, ou seja, não mantém os dados após o computador ser desligado.

    MEMÓRIA PRINCIPAL

    ---> memória ram (volátil

    Ademais, a memória ram pode ser dividida em DRAM SRAM, também, voláteis.

    DRAM (Dynamic RAM) é a mais lenta de todas, porém mais barata, sendo muito utilizada.

    SRAM (Static RAM) é mais rápida, sendo, portanto, mais cara.

    ---> memória rom (não volátil)

    ---> registradores

    ---> memória cache

    Memória Cache é uma pequena porção de memória extremamente rápida cuja função é amenizar a diferença de velocidade entre o processador e a memória principal.

    MEMÓRIA SECUNDÁRIA (ou de MASSA)

    ---> HD (disco rígido)

    ---> CD / DVD

    ---> cartão de memória

  • A) Memórias do tipo ROM podem ser processadas inúmeras vezes, bem como ser apagadas por qualquer programa de computador. ERRADA. memória rom não se apaga

    B)A função da unidade central de processamento é executar os programas armazenados nos dispositivos de saída. os programas estão armazenados na memória do computador

    C) A unidade lógica executa as operações aritméticas dirigidas pela memória secundária. UNIDADE LOGICA E ARITIMETICA , ou seja, não executa apenas operações aritiméticas

    D) A memória principal de um computador é, geralmente, uma memória volátil (RAM). CORRETA MEMÓRIA PRINCIPAL DO COMPUTADOR QUE PERDE AS INFORMAÇOES QUANDO DESLIGADA.

    E) Dispositivos periféricos de entrada e de saída são utilizados exclusivamente para comunicação do computador com meios de armazenamento em massa na nuvem Nuvem? não. perifiericos de entrada e saida não são usados para essa finalidade

  • LETRA D

  • Memória RAM

    • Memória RAM = memória principal do computador, de acesso rápido
    • A memória RAM é volátil, temporária, armazena os dados enquanto o processamento é realizado (perde o conteúdo quando o computador é desligado);

    Atenção! Não confundir memória principal com memória primária:

    Há vários tipos de memórias em um computador, desde aquelas temporárias até aquelas que armazenam informações por anos.

    PRIMÁRIA:

    • Essencial/responsável para o funcionamento da máquina (RAM e ROM)
    • Acesso rápido
    • Informações temporárias

    SECUNDÁRIA:

    • É utilizada para gravar grandes quantidades de dados em uma memória permanente (não volátil) Ex.: pen drive.
    • Acesso lento

    AUXILIAR

    • Memórias que auxiliam o desempenho do sistema operacional. São duas: memória registradora e cache (armazenamento e velocidade)

    Da memória mais rápida para a mais lenta:

    Registradores > Cache > RAM > HD


ID
1059580
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

No que diz respeito ao editor de texto Microsoft Word 2007, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra D. O editor de textos, quando tem uma imagem, fornece acesso a guia Ferramentas de Imagem, com recursos para alterar a cor da imagem (original, tons de cinza, preto e branco, etc) e permite inserir Legendas (para posterior criação de um índice de Legendas, na guia Referências).

    A letra A está errada, porque o Facebook não tem esta integração com o Microsoft Office 2007. A letra B está errada porque ele suporta o formato RTF (Rich Text Format, uma tentativa da Microsoft em oferecer um padrão simples para textos formatados basicamente). A letra C está errada, porque as atualizações dos produtos Microsoft são pelo Windows Update (Atualizações Automáticas). A letra E está errada, porque apenas a partir do Word 2013 que é possível a edição de arquivos PDF (Refuse PDF).

  • O Fernando Aragão sempre salva a gente com seus comentários!!!hahaha. Obrigado!!

  • RTF - Arquivo de texto que aceita formatação de caracteres, como negrito e itálico

  • Resposta: LETRA D

     

    A letra A está errada, porque o Facebook não tem esta integração com o Microsoft Office 2007.

    A letra B está errada porque ele suporta o formato RTF (Rich Text Format, uma tentativa da Microsoft em oferecer um padrão simples para textos formatados basicamente).

    A letra C está errada, porque as atualizações dos produtos Microsoft são pelo Windows Update (Atualizações Automáticas).

    A letra E está errada, porque apenas a partir do Word 2013 que é possível a edição de arquivos PDF (Refuse PDF).

     

    Fernando Nishimura

  • Minha contribuição.

    MS Word

    Por meio do Microsoft Word 2007, é possível inserir imagens, alterar a cor das imagens para tons de preto e branco e inserir legendas numeradas em um documento. (Cespe)

    Abraço!!!

  • Minha contribuição.

    O Word permite salvar arquivos como:

    TXT - Bloco de notas

    RTF - WordPad

    DOC - Word até a versão 2003

    DOCX - Word 2007 em diante (default - padrão)

    DOCM - Word 2007 em diante habilitado para macros

    DOT - Modelo do Word até a versão 2003

    DOTX - Modelo do Word 2007 em diante

    DOTM - Modelo do Word 2007 em diante habilitado para macros

    HTML - Página web

    MHTML - Página web de arquivo único

    XML - Documento xml do Word

    XPS - Documento xps (alternativa ao PDF)

    ODT - Writer

    PDF - Documento portável

    Fonte: Estratégia

    Abraço!!!


ID
1059583
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

O protocolo de aplicação que permite ao usuário navegar na Internet de maneira segura mediante o uso de certificados digitais é denominado.

Alternativas
Comentários
  • Letra B. UDPS e TCPS não existem... FTP é transferência de arquivos, e SSH (Secure Shell) é uma interface de linha de comando para acesso ao computador.

  • Cuidado. SSH não é uma interface. É tanto uma aplicação, como um protocolo. "que permitem a conexão com outro computador na rede de forma a permitir execução de comandos de uma unidade remota."

  • Os principais protocolos da família TCP/IP são: (...)

    - HTTPS (HyperText Transfer Protocol Secure): É uma implementação do protocolo HTTP sobre uma camada SSL (Secure Sockets Layer). Essa camada adicional permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada que se verifique

    autenticidade do servidor do cliente através de certificados digitais.

    (fonte: apostila 2014 Master Concursos)


  • Só um aditivo. Esse protocolo HTTPS utiliza a porta 443.


  • Outras questões poderiam ajudar a responder, vejam:

    Prova: CESPE - 2011 - IFB - Cargos de Nível Médio

    Quando se realiza o acesso a um sítio que utiliza o protocolo HTTPS e, no navegador, existe a indicação de que se trata de um sítio seguro, os dados do sítio são enviados de forma criptografada.

    GABARITO: CERTA.



    Prova: CESPE - 2012 - Polícia Federal - Agente da Polícia Federal

    O Google Chrome, o Mozilla Firefox e o Internet Explorer suportam o uso do protocolo HTTPS, que possibilita ao usuário uma conexão segura, mediante certificados digitais.

    GABARITO: CERTA.

  • HTTPS é uma implementação do protocolo HTTP sobre uma camada adicional de segurança que utiliza o protocolo SSL/TLS. Essa camada adicional permite que os dados sejam transmitidos por meio de uma conexão criptografada e que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente por meio de certificados digitais.


    Alguns de nós eram faca na caveira...

  • camadas e protocolos

    4 aplicação > http/https

    3 transporte > tcp/udp

    2 rede > ip

    1 acesso ao meio > adsl, dialup,3g, 4g

  • De todos os protocolos apresentados, o  que permite  navegar na Internet de maneira segura mediante o uso de certificados digitais  é o HTTPS



    Esse protocolo está localizado na camada de aplicação.

  • RESPOSTA B

    A) UDPS.

    Nenhuma questão localizada com os filtros atuais. Escolha outro por favor.

    B) HTTPS.

    >>Considere as seguintes afirmações sobre o protocolo HTTPS. I. HTTPS permite verificação da autenticidade do servidor e do cliente através de certificados digitais. III. HTTPS permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada. Quais estão corretas? D) Apenas I e III.

    C) FTP.

    >>FTP é o protocolo de transferência de arquivos entre computadores.[CERTO]

    D) SSH.

    >>SSH é um protocolo para conexão D) segura (criptografada) entre um cliente e um servidor

    E) TCPS.

    Nenhuma questão localizada com os filtros atuais. Escolha outro por favor.

    #sefaz-al #questão.respondendo.questoões 

  • RESPOSTA B

    A) UDPS.

    Nenhuma questão localizada com os filtros atuais. Escolha outro por favor.

    B) HTTPS.

    >>Considere as seguintes afirmações sobre o protocolo HTTPS. I. HTTPS permite verificação da autenticidade do servidor e do cliente através de certificados digitais. III. HTTPS permite que os dados sejam transmitidos através de uma conexão criptografada. Quais estão corretas? D) Apenas I e III.

    C) FTP.

    >>FTP é o protocolo de transferência de arquivos entre computadores.[CERTO]

    D) SSH.

    >>SSH é um protocolo para conexão D) segura (criptografada) entre um cliente e um servidor

    E) TCPS.

    Nenhuma questão localizada com os filtros atuais. Escolha outro por favor.

    #sefaz-al #questão.respondendo.questoões 

  • Dessa forma, é possível que os dados sejam transmitidos por meio de uma conexão criptografada e que se verifique a autenticidade do Servidor Web e do Cliente Web por meio de certificados digitais. Se você entrar em um site de Internet Banking, você visualizará o endereço começando com https:// e um pequeno cadeado do lado esquerdo da barra de endereço indicando que a conexão a essa página é segura.

    Gab. B

    Daniel Carvalho

  • Autor: Fernando Nishimura, Professor de Informática, de Noções de Informática

    Letra B. UDPS e TCPS não existem... FTP é transferência de arquivos, e SSH (Secure Shell) é uma interface de linha de comando para acesso ao computador.

  • Garante que a pagina é criptografada,e possui certificados digitais

  • Minha contribuição.

    HTTPS => Tem a mesma finalidade do HTTP, porém ele realiza transferência de forma segura e criptografada, oferecendo autenticação e integridade às páginas de um servidor web.

    HTTP + SSL / TLS = HTTPS

    HTTP = Porta 80

    HTTPS = Porta 443

    Fonte: Estratégia

    Abraço!!!

  • LETRA B

  • Porta / protocolo

    20 - download/ FTP

    21 - upload/ FTP

    22 / SSH

    23 / TELNET

    25 / SMTP

    53 / DNS

    80 / HTTP E TCP

    443 / HTTPS

    43 / DNS

    • HTTPS -  Hiper Text Transfer Protocol Secure - protocolo seguro para transferência de hipertexto. 

    Também é um protocolo da camada de aplicação.

    • Diferente do HTTP, o HTTPS é seguro. Ele insere uma camada extra (protocolo SSL ou TLS), desta forma garantindo a confidencialidade e criptografia na troca de informações.
    • Utiliza a porta 443 do TCP.

    OUTRAS QUESTÕES DO CESPE SOBRE O ASSUNTO:

    (CESPE - Q105719) Quando se realiza o acesso a um sítio que utiliza o protocolo HTTPS e, no navegador, existe a indicação de que se trata de um sítio seguro, os dados do sítio são enviados de forma criptografada. CERTO

    (CESPE - Q282037) O HTTPS é um protocolo de comunicação para o acesso a páginas web por meio de uma conexão criptografada a partir de certificados digitais. CERTO

    (CESPE - Q353473) Os protocolos TLS (Transport Layer Security) e SSL (Secure Sockets Layer) possuem propriedades criptográficas que permitem assegurar a confidencialidade e a integridade da comunicação. CERTO

    GAB.: B


ID
1059586
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Serviços de correio eletrônico gratuitos, como o Gmail, o Hotmail e o Outlook Express, utilizam, pelo menos, dois protocolos de aplicação na Internet. A interface desses serviços é web, logo eles suportam o protocolo HTTP. No entanto, para o envio de correio eletrônico para domínios de email diferentes do domínio de origem, esses serviços utilizam, pelo menos, o protocolo.

Alternativas
Comentários
  • Letra E. Quando a mensagem chega ao servidor de e-mails da Hotmail, este entra em contato com o servidor de e-mails do destino, através do SMTP.


    ps.: Primeira questão em Noções de Informática que trata da conexão servidor-servidor, sendo que todas até hoje sempre foram servidor-cliente e cliente-servidor. Agora só falta questionar conexão cliente-cliente como torrent, skype, mensagens do Facebook, SnapChat, WhatsApp, etc.

  • Eu estive com uma dúvida, mas eu lembrei do seguinte bizu, para o envio de correio eletrônico.

    Sua

    Mensagem

    Tá 

    Partindo.

  • Só cuidado que quando vc está no webMail não é utilizado protocolo pop3! É o protocolo HTTP mesmo. (Como diz a própria questão).

  • macete:

    POP3 : "Pega" o email

    SMTP: "Sai" o email

  • Uma outra questão ajuda a responder, vejam: 

    Prova: CESPE - 2010 - MPS - Técnico em Comunicação Social - Relações Públicas

    Disciplina: Noções de Informática | Assuntos: Correio Eletrônico

    O envio de e-mail é realizado por um servidor de saída que opera a partir do protocolo SMTPdestinado a enviar as mensagens de acordo com o endereço do destinatário.

    GABARITO: CERTA.

    "Um minemônico que vi em algum comentário uma vez ajuda a lembrar: SMTP = Sua Mensagem Tá Partindo."


  • A) IMAP: Internet Message Access Protocol - Protocolo que permite o acesso às mensagens de email mantendo-as no servidor. Diferente do POP3 que transfere as mensagens para a máquina do usuário para que ele possa visualizá-las. ERRADO!
    B) SNMP: Simple Network Management Protocol - Protocolo de gerenciamento que permite avaliar o desempenho da rede e resolver problemas. ERRADO!
    C) RTSP: Real Time Streaming Protocol - É um protocolo utilizado para a transferência, sob demanda, de dados em tempo real como áudio e vídeo. ERRADO!
    D) POP3: Post Office Protocol - Protocolo que permite o recebimento de email na máquina do usuário, diferente do IMAP o padrão do POP3 é transferir as mensagens e depois apagar do servidor. ERRADO!
    E) SMTP: Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo utilizado para o envio de email. Alternativa CORRETA!

  • Questão maldosa! 

    O que define a resposta é o envio de correio  e pelo menos,o protocolo.
    Poderia ser o IMAP se não fossem estas palavras chaves.
  • Envio = Sua Mensagem Ta Partindo

  • SMTP - Simple Mail Transfer Protocol. Traduzido do inglês, significa "Protocolo de transferência de correio simples". É o protocolo padrão para envio de e-mails através da Internet. Lembrem-se: Sua Mensagem Tá Partindo = Envio


    POP3 para Recebimento


    Alguns de nós eram faca na caveira...

  • Para memorizar SMTP (Sua Mensagem Ta Partindo)

  • PROTOCOLOS não são de Deus !!!

  • Letra E

     

    SMPT  (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de Transferência Simples de Correio) É um protocolo de envio de e-mail, apenas. Com ele, não é possível que um usuário descarregue suas mensagens de um servidor. Esse protocolo utiliza a porta 587 do protocolo TCP.

     

    POP3 (Post Office Protocol Version 3- Protocolo de Agência de Correio “Versão 3”) É usado para o recebimento de mensagens de e-mail. Através do POP, um usuário transfere, para seu computador, as mensagens armazenadas em sua caixa postal no servidor. Assim, a partir do momento em que você descarregar as mensagens do servidor de e-mail para o seu computador, mesmo estando off-line (desconectado da Internet), você conseguirá acessar as suas mensagens de e-mail. Atualmente esse protocolo encontra-se em sua terceira versão, daí o termo POP3. Utiliza a porta 110 do protocolo TCP.

     

    IMAP (Internet Message Access Protocol - Protocolo de Acesso ao Correio da Internet) Utilizado em substituição ao POP para permitir que uma mensagem seja lida em um cliente de e-mail sem que ela seja retirada do servidor de entrada. Portanto, se o servidor de entrada utilizado por um usuário usa o protocolo IMAP, ele poderá baixar as mensagens para o seu cliente de e-mail e, mesmo assim, ainda poderá acessá-las em um navegador web posteriormente. Na prática ele poderia ter lido seus e-mails utilizando o Outlook em um dia e mais tarde, em uma viagem, voltar a acessar o mesmo e-mail em um outro computador qualquer, em um hotel, em um cyber café, em um shopping etc.

  • Complementando os comentários dos colegas...

    Portas:

    SMTP: 25

    POP3: 110

    IMAP: 143

    HTTP: 80

     

  • Protocolo de Envio: SuaMsgTaPartindo

  • Só para complementar o comentário do colega, Rogério Figueiredo. O protocolo FTP, por possuir duas portas (20 e 21),  é erroneamente confundido que seja uma para download e outra para uploadIsso está ERRADO.  A porta 20 é para tranferência de arquivos, a porta 21 é para controle da sessão.

    Fonte: Prof. Renato da Costa.

  • Parabéns Rogério pela contribuição. Excelente resumo! Obrigado

  • Protocolos envolvidos no CORREIO ELETRÔNICO:

     

    * Protocolo de ENVIO de mensagem: SMTP

    * Protocolo de RECEBIMENTO de mensagem: POP ou POP3

    * Protocolo de ACESSO a mensagem: IMAP

  • Remetente ---- SMTP---> SERVIDOR(remetente) ---SMTP---> SERVIDOR(destinatário) ---- POP/IMAP----> Destinatário

  • Dica:

    SMTP: Sua Mensagem Tá Partindo. 

    Protocolo de envio de correio eletrônico.

     

  • aí eu nao entendo é mais nada.

    Em 2011 a Cespe disse que não se usava necessariamente o SMTP para envio de mensagens por meio de browsers. vejam a questão e o comentário do professor:

    Ano: 2011 Banca:  Órgão:  Prova: 

    No serviço de emails por meio de browsers web, o protocolo HTTP é usado para acessar uma mensagem na caixa postal, e o protocolo SMTP, necessariamente, para enviar uma mensagem para a caixa postal.

    gabarito: errado

    Quando acessamos o e-mail através de um browser, estamos fazendo uso do serviço de webmail. E no webmail, o protocolo IMAP4 é usado para enviar e receber mensagens, sobre o HTTP.

    O protocolo SMTP é para envio de mensagens a partir de clientes (programas) de e-mail instalados no computador do usuário. Para receber mensagens nos clientes, é o POP3.

  • Minha contribuição.

    SMTP => Protocolo da camada de aplicação, o SMTP é o principal protocolo de envio de correio eletrônico através da rede.

    Mnemônico: SMTP (SUA MENSAGEM TÁ PARTINDO)

    Fonte: Estratégia

    Abraço!!!

  • O que ele quis dizer é que:

    Imagine que Mévio está usando o navegador Google Chrome para acessar o servidorweb Gmail.

    Para acessar este servidor, Mévio utiliza o protocolo de HTTP.

    O servidor Gmail irá identificar a solicitação do Mévio por meio do HTTP também.

    Neste processo, o servidor Gmail irá se comunicar com o domínio local de armazenamento do e-mail (@gmail.com) para atender a solicitação do Mévio.

    Neste processo de comunicação entre o servidor e o local do e-mail é feita a solicitação usando o protocolo SMTP e recebendo pelo IMAP (tudo dentro da nuvem).

    O que o exercício menciona depois é a possibilidade do @gmail.com enviar um e-mail para um domínio de e-mail diferente, exemplo: @hotmail.com (como se Mévio acessando o processo de nuvem por HTTP, solicitasse um envio para outro usuário com e-mail no @hotmail.com).

    Neste caso, o domínio do @gmail.com irá encaminhar a mensagem para o @hotmail.com usando também o SMTP. Isto ocorre porque não há interação direta com o usuário e a aplicação permanece rodando na nuvem (@gmail.com -> @hotmail.com). Como é ENVIO, não há como ser o protocolo POP, nem IMAP, sendo a única resposta o SMTP.

  • Lembrando também que o protocolo SMTP ele é utilizado tanto para o envio quanto para o recebimento das mensagens, segue a minha humilde contribuição aos colegas!!!
  • bom dia, o POP3, eu gravei da seguinte forma:

    Sua mensagem chegou!

    Pronto

    Olha

    Pc

  • LETRA E

  • POP3 (Porta 110): recebimento de mensagens, removendo-as do servidor. É utilizada as instruções USER (usuário) e PASS (senha). Utiliza o protocolo TCP.

    IMAP ou IMAP4 (Porta 143): permite o acesso de mensagens dentro do servidor, mantendo as mensagens de e-mail disponíveis no servidor.

    IMAPS (porta 993): permite o acesso de mensagens dentro do servidor de forma segura.

    SMTP (Porta 25/587): Transferência Simples de Correio. Utiliza o protocolo TCP. Por recomendação do site antispam.br usa-se a porta 587.

  • LETRA “E”

     

    SMTP (Simple Mail Transfer Protocol)

    ✔ Protocolo de Transferência de Correio Simples é o PROTOCOLO PADRÃO DE ENVIO DE MENSAGENS DE CORREIO ELETRÔNICO ATRAVÉS DA INTERNET entre dois dispositivos computacionais, definido na RFC 821.

     

    ⚠ Todos esses serviços de correio eletrônico utilizam, no mínimo, 2 protocolos de aplicação na Internet: SMTP, POP3 e IMAP.

     

    Fonte: Canal EstudanteEstuda (Prof. Aline Florner).

  • Gabarito: Letra E

    SMTP - é uma convenção padrão dedicada ao envio de e-mail por meio da internet. Ele é o destino intermediário ou final, isto é, pode tomar o lugar de um SMTP client depois de receber a mensagem ou assumir a posição de um gateway. Ele endereça o assunto à frente com um protocolo distinto do SMTP inicial (remetente) e SMTP final (destinatário) ou por meio de sistemas intermediários.

    O SMTP atua praticamente como o carteiro.

  • O Real Time Streaming Protocol é um protocolo a nível de aplicação desenvolvido pela IETF em 1998 com a RFC 2326 para controle na transferência de dados com propriedades de tempo real. RTSP torna possível a transferência, sob demanda, de dados em tempo real como áudio e vídeo

  • Gabarito: letra E

    Falou em "para o envio de correio eletrônico para domínios de email": SMTP> Sua Mensagem Tá Partindo. 

  • Se caísse o enunciado em uma questão certo e errado, derrubaria milhões

  • Serviços de correio eletrônico gratuitos, como o Gmail, o Hotmail e o Outlook Express, utilizam, pelo menos, dois protocolos de aplicação na Internet. A interface desses serviços é web, logo eles suportam o protocolo HTTP. 

    Fiquei com dúvida nisso, o outlook (cliente de e-mail), usa a web como interface? E suporta o protocolo HTTP? Isso não seria só pro Gmail e pro Hotmail?

    Obs: Nada interfere nessa questão essa dúvida.

  • OUTRAS QUESTÕES DO CESPE SOBRE O ASSUNTO:

    CESPE - Q933078) SMTP é o protocolo utilizado para envio e recebimento de email e opera na camada de aplicação do modelo TCP/IP. CERTO

    • No âmbito de uma INTRANET, SMTP permite o envio e o recebimento de mensagens de correio eletrônico, mesmo se ela não estiver conectada à Internet. No âmbito de uma INTERNET, o SMTP serve apenas para envioEle opera na camada de aplicação do modelo OSI e do TCP/IP.

    (CESPE - Q52524) O serviço SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) permite o envio e o recebimento de mensagens de correio eletrônico em uma intranet, mesmo se ela não estiver conectada à Internet. CERTO

    (CESPE - 37753) O envio de e-mail é realizado por um servidor de saída que opera a partir do protocolo SMTP, destinado a enviar as mensagens de acordo com o endereço do destinatário. CERTO.

    (CESPE - Q124904) Assinale a opção que apresenta um protocolo responsável pelo envio de mensagens eletrônicas na Internet. LETRA D: SMTP

    (CESPE - Q105664) Para que sejam enviadas mensagens de email, deve ser configurado um servidor de SMTP no programa cliente de email do usuário. CERTO

    (CESPE - Q81708) O protocolo SMTP permite que sejam enviadas mensagens de correio eletrônico entre usuários. Para o recebimento de arquivos, podem ser utilizados tanto o protocolo Pop3 quanto o IMAP. CERTO

    PARA GRAVAR:

    • SMTP (Sua Mensagem Tá Partindo) - Protocolo de Envio de Mensagens;
    • POP3 (POBRE sO recebe Poxa) - Protocolo de Recebimento, o Programa de Correio Eletrônico Puxa a Mensagem do Servidor.
    • IMAP (Mantém nos Dois - máquina/servidor) - Protocolo de Recebimento, a Mensagem Fica no Servidor e na Máquina do Usuário.

    GAB.: E

  • dizer que o outlook express (substituído atualmente pelo microsoft outlook) possui interface web não seria um comentário um tanto quanto equivocado?

  • a) Incorreto: O IMAP (Internet Message Access Protocol) é um protocolo da camada de aplicação também para acesso a correio eletrônico, porém com mais recursos que o POP3.

    b) Incorreto: O protocolo SNMP (Simple Network Management Protocol) é um protocolo da camada de aplicação usado no gerenciamento da rede. Por meio deste protocolo é possível obter informações de estado em diferentes nós da rede, permitindo que os administradores da rede possam gerenciar e monitorar o desempenho dos dispositivos (servidores, switches, roteadores).

    c) Incorreto: O Real Time Streaming Protocol (RTSP) é um protocolo a nível de aplicação para controle na transferência de dados com propriedades de tempo real.

    d) Incorreto: O POP3 (Post Office Protocol) é o protocolo da camada de aplicação também usado na aplicação de correio eletrônico. É um protocolo de acesso de correio extremamente simples, para busca de mensagens no servidor de email.

    e) Correto: O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) é o protocolo da camada de aplicação que atua diretamente na aplicação de correio eletrônico. Este protocolo é usado para envio de correio e troca de mensagens entre servidores de correio.

    Gabarito: Letra E

  • CESPE - Q933078) SMTP é o protocolo utilizado para envio e recebimento de email e opera na camada de aplicação do modelo TCP/IP. CERTO

    • No âmbito de uma INTRANET, SMTP permite o envio e o recebimento de mensagens de correio eletrônico, mesmo se ela não estiver conectada à Internet. No âmbito de uma INTERNET, o SMTP serve apenas para envioEle opera na camada de aplicação do modelo OSI e do TCP/IP.

    (CESPE - Q52524) O serviço SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) permite o envio e o recebimento de mensagens de correio eletrônico em uma intranet, mesmo se ela não estiver conectada à Internet. CERTO

    (CESPE - 37753) O envio de e-mail é realizado por um servidor de saída que opera a partir do protocolo SMTPdestinado a enviar as mensagens de acordo com o endereço do destinatário. CERTO.

    (CESPE - Q124904) Assinale a opção que apresenta um protocolo responsável pelo envio de mensagens eletrônicas na Internet. LETRA D: SMTP

    (CESPE - Q105664) Para que sejam enviadas mensagens de email, deve ser configurado um servidor de SMTP no programa cliente de email do usuário. CERTO

    (CESPE - Q81708) O protocolo SMTP permite que sejam enviadas mensagens de correio eletrônico entre usuários. Para o recebimento de arquivos, podem ser utilizados tanto o protocolo Pop3 quanto o IMAP. CERTO

    PARA GRAVAR:

    • SMTP (Sua Mensagem Tá Partindo) - Protocolo de Envio de Mensagens;
    • POP3 (POBRE sO recebe Poxa) - Protocolo de Recebimento, o Programa de Correio Eletrônico Puxa a Mensagem do Servidor.
    • IMAP (Mantém nos Dois - máquina/servidor) - Protocolo de Recebimento, a Mensagem Fica no Servidor e na Máquina do Usuário.

  • Reforçando >>

    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------

    SMTP          587        Envio de e-mails sem criptografia  

    SMTP          465        Envio de e-mails com criptografia  

    POP            110        Download de e-mails sem criptografia  

    POP            995       Download de e-mails com criptografia

    HTTP       80 ou 8080      Navegação web   

    HTTPS         443        Navegação web com criptografia SSL 

  • Envio SMTP

    Receber POP3

    IMAP

  • SMTP: É responsável

    apenas pelo envio de e-mail. BIZU: Sua Mensagem Tá Partindo.

    IMAP: Permite que a mensagem seja lida sem transferi-la do servidor

    na qual se encontra.

    Espero ter contribuído, bons estudo!


ID
1059589
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Noções de Informática
Assuntos

Com base nas propriedades da segurança da informação, é correto afirmar que a utilização de assinatura digital garante.

Alternativas
Comentários
  • Letra E.

    Disponibilidade + Integridade + Confidencialidade = Autenticidade, Irretratabilidade ou Não Repúdio.

    Entre as características da SegInfo, a INTEGRIDADE é a mais importante. De que adianta a informação estar disponível, ou estar criptografada, se esta informação não for íntegra?

  • Opção CORRETA, letra "E".


    Na verdade, inicialmente, errei e, mesmo lendo o esclarecimento do Mestre Nishimura, fiquei intrigado. Fui pesquisar e entendi o seguinte:

    Inicialmente, o uso da Assinatura Digital tem a função de garantir a autenticidade dos dados na comunicação digital, permitindo associar, fielmente, um determinado "dado" a um determinado "remetente". Faz isso por meio de técnicas de criptografia assimétrica, utilizando um par de chaves para cada usuário (1-pública, 1-privada), mas invertendo a ordem lógica de seu uso na criptografia.

    Na Criptografia Assimétrica: chave pública cifra e chave privada decifra;

    Na Assinatura Digital: chave privada assina e chave pública confirma assinatura.

    Mas a mensagem não fica sigilosa, porque não é criptografada. apenas se faz uso das mesmas chaves da criptografia, porém com outra função. Assim a Assinatura Digital apenas constituirá um conjunto de dados gerado mediante o cálculo matemático feito com a chave privada do remetente e validado com a chave publica deste mesmo remetente (no computador do destinatário)

    Todavia, ao garantir a autenticidade, a Assinatura Digital não faz "só" isso. Na pratica ela também garante a integridade dos dados enviados. Assim, não só garante que foi "X" quem enviou a mensagem, mas também garante que "X" enviou exatamente aquela mensagem, e ela não sofreu alteração no meio do caminho. Isso nos traz a garantia de "não-repúdio".

    Isso ocorre porque a Assinatura Digital usa recurso de "hash" para "assinar" a mensagem, tornando-a integra além de autêntica. Assim, ao receber, o destinatário "Y" calcula o hash da mensagem recebida de "X". Se o hash enviado por "X", "bate" com o hash recebido por "Y", a mensagem esta integra e realmente foi enviada por "X". Por outro lado, havendo diferença, mesmo que mínima, não será possível garantir a integridade nem a autenticidade da mensagem.


    PARA LEMBRAR:

    O "hash" (Message Digest) é um método matemático unidirecional usado para garantir integridade de informações digitais durante uma transferência qualquer, gerando uma chave combinatória de quantidade definida de bytes relacionada à mensagem. Funcionada como o digito verificador do CPF para confirmar que a sequencia de dados esta válida, não importando o tamanho da mensagem. Como qualquer mínima alteração na mensagem, gera um hash completamente diferente, a validação desse código traz a certeza de que não houve alterações, pois e praticamente impossível que duas mensagens diferentes apresentem o mesmo hash.

    Até já houve casos de "colisão" (encontrar 2 mensagens com o mesmo código) no uso de algoritmos de hash como o MD1, MD2, MD3, MD4 e MD5 (MD, de "Message Digest"), que foram utilizados comercialmente durante muito tempo. Em substituição veio a família de algoritmos SHA (de "Secure Hash Algorithm"), mais "robustos" e com potencia de gerar código mais complexos.

  • ELEMENTOS DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO:

    - Disponibilidade: garante que as informações estarão sempre disponíveis para atender às requisições.

    - Privacidade (sigilo ou confidencialidade): impedem que pessoas não autorizadas tenham acesso ao conteúdo da mensagem (criptografia).

    - Autenticidade: garante a identidade do remetente (assinatura digital).

    - Integridade: garante que o conteúdo da mensagem nao foi alterado (assinatura digital).

    - Não-repúdio (irretratabilidade): previne que o remetente negue a autoria da mensagem (assinatura digital).

    - Confiabilidade: garantia de que os sistemas funcionarão como esperado pelo usuário.

  • Não tem como aceitar uma questão dessa. Sendo que a assinatura digital garante, antes de mais nada, a Autenticidade. 


    Segundo fundamentos apresentados pelos colegas, nota-se que também apresenta integridade... mas há as duas alternativas!


  • @perseverador eu, Acredito que autenticação não é garantida pq a assinatura digital não é necessariamente certificada. 

  • Errei a questão por pensar na autenticidade.



  • Achei a questão mau feita, abre muitas discussões sobre o assunto. Devia ser anulada.

    Para não ter dúvida deveria ter sido utilizado a criptografia=integridade. A assinatura garante apenas o remetente, para ser integro deveria usar junto a criptografia.

  • bem elaborada, maL elaborada, porém, maU elaborada, fica difícil!

  • Entre as características da segurança da informação, são três as igualmente mais importantes: confidencialidade, integridade e disponibilidade. Um renomado autor da área de segurança de redes, chamado Stallings, cita essas três características como os três objetivos-chave que estão no coração da segurança de computadores. O NIST (National Institute of Standards and Technology) também considera essas três características como as principais.

    Discordo quanto àquilo que o Fernando disse, pois nenhum autor afirma que a integridade é mais importante, isso depende muito do contexto.

  • O Prof. João Antônio diz em seu livro "Informática para Concursos" o seguinte:

    "-Mas, aqui vai a pergunta que não quer calar: mesmo se seu computador "achar" que a mensagem foi enviada por João e mesmo que você tenha recebido aquela chave pública achando que é de João, você pode garantir que do outro lado existe mesmo um João? Como saber se ele (João) não é outra pessoa? Como saber se o João não passa de um personagem na cabeça doentia de um maníaco homicida (Que drama!)?

    Então, chegamos ao ponto em que a Justiça, e o governo como um todo, encontram falhas no uso da assinatura digital com chaves quaisquer para que os documentos digitais tenham validade e possam não ser repudiados. Mas foi essa falta de certeza na Internet que demandou a criação de um modelo de confiança coletiva conhecido como Certificação Digital".

    Resumindo, acredito que a resposta tenha sido a integridade pois a própria autenticação não pode ser sustentada, somente, com a assinatura digital. Foi isso que entendi com a explicação do professor. Espero ter ajudado!

  • Desta vez, nosso grande mestre Otoxino Natsu-niagara disse algo que eu não etendi.

  • Creio que a polêmica se deve ao seguinte: Autenticação difere de Autenticidade. Assinatura oferece autenticidade, não autenticação(ato como o de logar, por exemplo).

  • ASSINATURA DIGITAL =  Integridade, Não repúdio e Autenticidade

  • Pegadinha sacana demais.

  • derrubou 60% rsrs.

  • Questão pancada...

  • Grande Nishimura.

    Na questão Q350154 o senhor fala que a assinatura digital garante a autenticidade, e agora diz que garante a integridade ?

    Você o Cespe estão de arte. 

  • Falou em assinatura digital, lembre de INA:

    1 - INTEGRIDADE

    2 - NÃO REPÚDIO (IRRETRATABILIDADE)

    3 - AUTENTICIDADE

    Eis as propriedades da segurança da informação que ela visa assegurar!

     

  • Muito barulho por pouca coisa:

     

     AUTENTICIDADE

       Permite a verificação da identidade de uma pessoa ou agente externo de um sistema. É a confirmação exata de uma informação.

     

     AUTENTICAÇÃO

       No contexto da ciência da computação, o conceito de autenticação é extensamente utilizado para atestar que um programa ou uma página na internet [...] é confiável.

     

    ----------

    At.te, CW.

  • Complementando:

     

    A assinatura digital permite comprovar a autenticidade e a integridade de uma informação, ou seja, que ela foi realmente gerada por quem diz ter feito isto e que ela não foi alterada.

     

    A assinatura digital baseia-se no fato de que apenas o dono conhece a chave privada e que, se ela foi usada para codificar uma informação, então apenas seu dono poderia ter feito isto. A verificação da assinatura é feita com o uso da chave pública, pois se o texto foi codificado com a chave privada, somente a chave pública correspondente pode decodificá-lo.

     

    FONTE: https://cartilha.cert.br/criptografia/

     

    bons estudos

  • No PDF da Professora Patrícia Quintão, do Ponto dos Concursos, está assim:

    "Stallings (2008) destaca que a assinatura digital é um mecanismo de AUTENTICAÇÃO que permite ao criador de uma mensagem anexar um código que atue como uma assinatura."

    Na cartilha CERTBR:

    A assinatura digital permite comprovar a autenticidade e a integridade de uma informação, ou seja, que ela foi realmente gerada por quem diz ter feito isto e que ela não foi alterada.

    __________-

    É para f* com os candidatos...

  • falta de respeito, com quem estuda, certas bancas.

  • oh raiva. Uma hora é isso, outra hora  é aquilo

  • Àqueles que tinham anotado que

     

    assINAtura digital confere:

    Integridade

    Não repúdio

    Autenticidade

     

    Eliminariam a opção C(autenticação).......nosso amigo "CW café" dissertou em seu comentário sobre a real diferença de autenticação & autenticidade.

     

    Bem, matei dessa forma.

  • A assinatura Digital garante a AUTENTICIDADE no seu trâmite, mas não será sigilosa (não sera criptografada). 
    Questão com o gabarito errado!!

  • Assinatura digital = chaves criadas pelo emissor.

    Autenticidade, Integridade, Irretratabilidade.

    Fonte: Rezende, Alfacon.

  • Assinatura digital garantirá a autenticidade do remetente e a integridade da mensagem.

    Assinatura digital deve ter as seguintes propriedades:

    Ø autenticidade: o receptor deve poder confirmar que a assinatura foi feita pelo emissor;

    Ø integridade: qualquer alteração da mensagem faz com que a assinatura não corresponda mais ao documento;

    Ø irretratabilidade ou não-repúdio: o emissor não pode negar a autenticidade da mensagem;

    quanto mais eu estudo mais o cespe me deixa confuso hehehehehe

  • gabarito: letra E

    ACHEI DO C#@&*% esse bizú de 2015...

    ASSINATURA DIGITAL = INTEGRIDADE, NÃO REPÚDIO E AUTENTICIDADE

  • Quando mimimi. Para saber responder qq questão sobre segurança da informação vc precisa saber oq eh criptografia simétrica, criptografia assimétrica e o que é assinatura digital.

    Assinatura digital envolve resumo, rush, o documento não sofre nada, eh o resumo quem eh criptografado, de se na decifração der problema no resumo, então já era, o documento foi alterado (perdeu a integridade), isso não tem nada de ver com autenticação (que por sua vez, NAO TEM NADA DE VER COM AUTENTICIDADE).

    Autenticação está relacionada ao processo de certificação, q se relaciona sim com assinatura digital, mas não eh isso q a questão aborda.

  • CESPE CONSIDERA AUTENTICAÇÃO E AUTENTICIDADE COISAS DIFERENTES

    Sendo rigorosos, há – sim – uma diferença. Autenticação é o processo de verificação da identidade do usuário. Autenticidade é a propriedade que visa estabelecer a validade de transmissão, da mensagem e do seu remetente. No entanto, a imensa maioria das questões ignora essa diferença, porque ela é relativamente sutil. Enfim, péssima questão!

    Fonte: Diego carvalho, professor do estratégia concursos

  • SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO É O CIA

     

    CONFIDENCIALIDADE

    INTEGRIDADE

    AUTENTICIDADE

  • Gab. E

    Essa questão do CESPE ajuda a responder:

    Quando um documento assinado digitalmente sofre algum tipo de alteração, automaticamente a assinatura digital vinculada ao documento torna-se inválida. (C)

  • Essa questão deveria ser anulada, porque assinatura digital garante AUTENTICIDADE E INTEGRIDADE.

  • ASSINA - Integridade / Não repúdio e Autenticidade. A alternativa da questão coloca Autenticação, são coisas distintas.

  • Autenticidade. Não Autenticação

  • GABARITO E

    a Assinatura Digital garantirá a Autenticidade, a Integridade e a Irretratabilidade. Para descobrir como ela fará isso, precisamos entender um conceito muito importante chamado: Algoritmo de Hash ou Algoritmo de Resumo.

    o Algoritmo de Hash é uma função unidirecional que – dada uma entrada de dados de tamanho qualquer – sempre gera uma saída de dados de tamanho fixo, sendo que a mesma entrada sempre gerará a mesma saída e recomenda-se uma saída com um tamanho grande para evitar colisões.

    Agora qual é a relação entre Algoritmo de Hash e Assinatura Digital? Nosso objetivo é garantir Autenticidade, Integridade e Irretratabilidade. Nós já sabemos que – para garantir autenticidade – basta utilizar a Criptografia Assimétrica e cifrar a informação com a minha chave privada. Nós também sabemos que – para garantir a integridade – basta utilizar um Algoritmo de Hash. Então, combinamos essas duas estratégias para alcançar nosso objetivo. 

    Fonte: Material de informática - Estratégia Concursos - professores Diego Carvalho e Renato da Costa

  • Minha contribuição.

    ASSINATURA DIGITAL

    INTEGRIDADE

    NÃO REPÚDIO

    AUTENTICIDADE

    Abraço!!!

  • Autenticação diferente de Autenticidade!

  • AUTENTICAÇÃO É DIFERENTE DE AUTENTICIDADE.

  • RESPOSTA= E

    ASSINA

    Integridade

    Não repúdio

    Autenticidade

  • ass - I - N - A - tura.

    "I"--> Integridade;

    "N"--> Não repúdio;

    "A"--> AutenTICIDADE.

    Autenticidade AutenTICAÇÃO.

  • LETRA E

  • Pra quem acha que tem duas respostas:

    Autenticação é sinônimo de: visto, selo, timbre, marca, carimbo, visto, reconhecimento.

    Autenticidade é sinônimo de: efetividade, veracidade, verdade, fidedignidade, fidelidade.

    Gabarito: E

  • Pegadinha com a AUTENTICAÇÂO!

  • Assinatura

    Integridade

    Autenticidade

    Não repudio

  • Gabarito: Letra E

    O princípio de integridade refere-se a manutenção das condições iniciais das informações de acordo com a forma que foram produzidas e armazenadas. Ou seja, a informação mantém sua origem e ela não pode ser alterada, assim somente pessoas autorizadas poderão acessar e modificar dados do sistema.

    Quando o processo é executado estrategicamente é possível utilizar ferramentas para realizar a recuperação de informações danificadas ou perdidas.

    Vamos pensar em uma assinatura da GVT, com TV à cabo e Internet, quando ocorre algum problema na transmissão e o serviço para de funcionar, temos que ligar para a GVT e solicitar que eles enviem um técnico para solucionar o problema.

  • A Assinatura Digital garante Integridade, Não-Repúdio e Autenticidade. No entanto, a banca foi

    bastante rigorosa ao diferenciar Autenticação de Autenticidade. Sendo rigorosos, há – sim – uma

    diferença. Autenticação é o processo de verificação da identidade do usuário. Autenticidade é a

    propriedade que visa estabelecer a validade de transmissão, da mensagem e do seu remetente. No

    entanto, a imensa maioria das questões ignora essa diferença, porque ela é relativamente sutil.

    Estratégia Concursos - 2021

  • ASS INA TURA

    INTEGRIDADE

    NÃO REPÚDIO

    AUTENTICIDADE

    #BORA VENCER

  • Autenticação não é autenticidade, apesar de haver relação.

    Autenticação : ato de passar pela verificação. Ex: usuário e senha.

    Autenticidade: garante que foi aquela pessoa que mandou uma mensagens, ela é legítima, autêntica. Tem relação como o não repúdio.

  • Disponibilidade + Integridade + Confidencialidade = Autenticidade, Irretratabilidade ou Não Repúdio.

    Entre as características da SegInfo, a INTEGRIDADE é a mais importante. De que adianta a informação estar disponível, ou estar criptografada, se esta informação não for íntegra?

  • GABARITO: E

    ass - I - N - A - tura.

    "I"--- Integridade;

    "N"----Não repúdio;

    "A"---- AutenTICIDADE.

    PKB.

  • A musiquinha do Professor Rani:

    Simetria, assimetria, certifica, assinatura: C, CIA, IA, IA

  • assINAtura= garante I N A

    CertIficAdo = garante C I A

  • A assinatura digital garante AUTENTICIDADE E INTEGRIADE, mas não o sigilo. A pulga da questão foi por AUTENTICAÇÃO, o que é bem diferente. Restando somente a INTEGRIDADE como resposta correta.


ID
1059592
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira

No regime de capitalização simples, o valor J dos juros recebidos por um aplicador é diretamente proporcional ao capital inicial C aplicado e ao período de tempo T dessa aplicação. A constante de proporcionalidade I, chamada taxa de juros, fornece uma medida da rentabilidade da aplicação. Considere que, sob certas condições conjunturais, essa rentabilidade seja o quociente entre a margem R de risco de perdas — que diz respeito à probabilidade de o aplicador perder alguma parte de seu capital noperíodo da aplicação — e a liquidez L da aplicação — variável cuja unidade é o inverso do tempo e que mede a facilidade com que o aplicador, sem perdas, converte novamente sua aplicação em dinheiro vivo.


Uma aplicação que tem liquidez igual a 2 por ano e margem de risco de perdas de 5%, sua rentabilidade será de:

Alternativas
Comentários
  • J= C x T x R/L

    R/L= i 

    0,05/2= 0,025 = 2,5 %

  • A própria questão informa que:

    Rentabilidade = Risco / Liquidez

    Logo: 

    Rentabilidade = 0,05 / 2 

    Resultado: 2,5% ao ano

  • A própria questão informa que:

    Rentabilidade = Risco / Liquidez

    Logo: 

    Rentabilidade = 0,05 / 2 

    Resultado: 2,5% ao ano


ID
1059595
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira

No regime de capitalização simples, o valor J dos juros recebidos por um aplicador é diretamente proporcional ao capital inicial C aplicado e ao período de tempo T dessa aplicação. A constante de proporcionalidade I, chamada taxa de juros, fornece uma medida da rentabilidade da aplicação. Considere que, sob certas condições conjunturais, essa rentabilidade seja o quociente entre a margem R de risco de perdas — que diz respeito à probabilidade de o aplicador perder alguma parte de seu capital noperíodo da aplicação — e a liquidez L da aplicação — variável cuja unidade é o inverso do tempo e que mede a facilidade com que o aplicador, sem perdas, converte novamente sua aplicação em dinheiro vivo.


No regime de capitalização simples, a fórmula que relaciona o valor dos juros a ser recebido com o capital inicial aplicado, o tempo da aplicação, sua liquidez e margem de risco será:

Alternativas
Comentários
  • J diretamente proporcional a  C × T 
     R/L = i 

    L (inversamente proporcional AO TEMPO)
    alternativa correta: e
    questão fácil

ID
1059598
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira

O PIB brasileiro cresceu 1,5% no segundo trimestre de 2013. Nesse caso, a taxa de crescimento anual equivalente a essa taxa semestral será de:

Alternativas
Comentários
  • Basta aplicar a fórmula de Taxas Equivalentes em Juros compostos, onde:
    I = Taxa de juros para o período maior;

    i = taxa de juros para o período menor;      Obs: i = ajustada e de forma unitária

    n = Número de períodos de capitalizações.

    Fórmula:

    (1+I)¹ = (1+i) ⁿ

    Neste caso:

    (1 + I)¹ = (1 + 0,015) 4     (4 = expoente de 4)

      1 + I = 1,061363550625

      I = 1,061363550625 - 1

      I = 0,061363550625

    ou seja, na forma unitária... I = 6,14% (aproximadamente)

    Alternativa: C

  • nem precisaria fazer cálculo: sabemos que se fosse juros simples seria 6%( 1,5 * 4), portanto no juros composto será sempre maior, visto que ta saindo de uma unidade menor (trimestre) para uma maior(ano). e só ha uma alternativa maior que 6%. letra c.

  • Como posso saber se é juros simples(6%) ou se é juros compostos(6,14%)?


  • a.t             a.a

    (1+i)n =  (1+i)n

    n=4         n=1 

    (1+0,015)4 = (1+i)1   (4 e 1 expoentes)

    1,06136 = 1+i

    1,06136-1 = i

    0,06136 = i

    6,14% a.a = i

  • qual o motivo da anulação???

  • A questão traz duas situações passíveis de anulação.

     1º:  a questão não revela qual regime seria aplicado, pois no Juros Simples, a taxa pode ser equivalente E proporcional (são sinônimos, no juros simples). Por outro lado, no juros Compostos, a taxa APENAS pode ser equivalente. Assim, poderia ser questionado o regime aplicado. 

    2º: observe o erro na grafia quando a questão traz: a taxa de crescimento anual equivalente a essa taxa "semestral". A taxa não é semestral e, sim, TRIMESTRAL.

    Ok? 


ID
1059601
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Um cliente, que tinha R$ 500,00 em sua conta corrente especial, emitiu um cheque de R$ 2.300,00 que foi imediatamente compensado. O cliente só tomou conhecimento do saldo devedor 11 dias após a compensação do cheque. Nessa situação, sabendo que, para períodos inferiores a 30 dias, o banco cobra juros simples, diários, à taxa mensal de 4,8%, para cobrir o débito no banco relativo a esses 11 dias, o cliente deverá depositar, imediatamente, o montante de:

Alternativas
Comentários
  • Saldo Devedor = 2300 - 500 = 1800

    Taxas Nominal = 4,8% m/d = 0,16% d
    0,16% * 11 = 1,76% por 11 dias
    M = C * F(fator)
    M = 1800 * 1,0176
    M = 1.831,68
  • C= 2300-500=1800 

    i= 4,8/30= 0,16/100 =0,0016 a.d

    n=11 dias


    M= C.(1+i.n)

    M= 1800.(1+0,0016.11)

    M= 1800.(1+0,0176)

    M= 1800.1,0176

    M= 1.831,68

    resposta:C


  • Os números são bem distantes uns dos outros.

    Cálculo rápido de cabeça => 5% de 1800 é 90,00 => aproximado para 30 dias. Divide por 3 para aproximado de 10 dias = 30,00 + 1800,00. letra c 1831

  • C=capital inicial

    M= montante Final

    i= taxa

    n= período

    C/100=M/(100+i•n)

    i= 4,8% a.m = 4,8%/30 a.d

    C= 500-2300= - 1800

    n= 11 dias

    O sinal negativo representa o saldo real.

    -1800/100=M•{100+ (4,8/30)•11}

    => M= -1831,68

    Logo é necessário depositar imediatamente 1831,68 para cobrir o débito no banco relativo a esses 11 dias.


ID
1059604
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Em certo estado, o IPVA pode ser pago à vista com 5% de desconto ou em três pagamentos iguais, mensais e sucessivos: o primeiro pagamento deve ser feito na data de vencimento do pagamento à vista. Nesse caso, considerando 2,9 como valor aproximado para 8,41/2 , é correto afirmar que a taxa de juros mensal embutida no financiamento será:

Alternativas
Comentários
  • 0,95.IPVA = IPVA/3 + IPVA/3.(1+i) + IPVA/3.(1+i)² *** Como 3.(1+i)² é multiplo de todos os outros denominadores, será o denominador comum!

    0,95.IPVA.3.(1+i)² /3.(1+i)² = IPVA.(1+i)²/3.(1+i)² + IPVA.(1+i)/3.(1+i).(1+i) + IPVA/3.(1+i)²

    Elimina-se os denominadores(pois são iguais (e diferentes de zero):

    0,95.3.(1+i)² = (1+i)² + (1+i) + 1

    2,85.(1+i)² = (1+i)² + (1+i) + 1

    2,85 + 5,70i + 2,85i² = 1 + 2i + i² + 1 + i + 1

    2,85i² - i² + 5,7i - 3i + 2,85 - 3 = 0

    1,85.i² + 2,7.i - 0,15 = 0

    i = [-2,7 +/- Raiz(2,7² + 4.1,85.0,15)] / 2.1,85

    i = [2,7 +/- Raiz (7,29 + 1,11)] / 3,7

    i = [-2,7 +/- Raiz 8,4)] / 3,7

    i = (-2,7 + 2,90) / 3,7

    i = 0,20 /3,7

    i = 0,0540540540... = 5,4%

    Gabarito E) superior a 5% e inferior a 6%.

  • Impossível fazer essa questão com nessa linha de raciocínio sem uma calculadora. Acredito que tenha uma maneira mais lógica de resolver a questão.

  • Jow, chama (1+i ) = x

    Equação: 1,85 x² - x - 1 = 0

    x = 1,054

    logo i = 0,054.

    understand?

  • pessoal, não entendi o raciocinio da resolução de emerson. por que a soma das parcelas atualizadas com os juros é 95% do IPVA e nao 100%? 

    ?? isso não é uma questão de rendas certas (anuidades) antecipadas?? pq não consigo resolver pela fórmula padrão??

  • se hipoteticamente assumir que o valor do ipva é 100,00 a vista ele sera 95,00, então é só calcular quanto é o valor a prazo sobre o valor a vista:

    100 / 95 = 1,05263 

    é aproximadamente 5,2 %

  • leila, obrigado pela explicação mas creio que ela só estaria correta se o numero de períodos fosse 1. Caso em que o montante M seria igual ao capital C multiplicado por (1+i) elevado a 1 (pois só haveria 1 período). 

    M=C.(1+i)^1 => 100 = 95 . (1+i) => 100/95 = 1+i => 1,05263 - 1 = i => i = 5,263% 

    ou seja, quem financiar 95 reais e pagar 100 depois de 1 mês, terá pago 5,263% a mais. 


    No entanto, a questão em tela envolve 3 períodos (na verdade, de financiamento, só envolve 2) e mesmo assim não se pede os juros totais. a questão pede o juros mensal. é aí que o bicho pega rsrsrs. não estou conseguindo resolvê-la, manualmente, só na hp hehehe.

  • Resolvi assim:

    Sendo N = Valor Nominal do IPVA, e considerando os dados da questão, utilizando a fórmula do desconto composto, temos:

    0,95.N = N/3 + N/3.(1+i) + N/3.(1+i)²

    Colocando o fator comum em evidência, para passar para o primeiro membro, obtemos:

    0,95.N = N/3.[1 + 1/(1+i) + 1/ (1+i)²]

    0,95.N.3/N = 1 + 1/(1+i) + 1/ (1+i)²

    Simplificando e fazendo a multiplicação,

    2,85 = 1 + 1/(1+i) + 1/ (1+i)²

    Fazendo (1 + i) = x,

    2,85 = 1 + 1/x + 1/ x²

    Tirando o mínimo (x²) e resolvendo,

    2,85 = (x² + x + 1)/ x²

    Ou seja,

    2,85 x² = x² + x + 1

    2,85 x² - x² - x – 1 = 0

    1,85 x² - x – 1 = 0

    (equação do 2º Grau)

    ∆ = b² - 4ac

    ∆ = (-1)² - 4(1,85)(-1) = 1 + 7,4 = 8,4

    x = (-b ± ∆½)/2a = (-(-1) ± 8,4½)/(2.1,85)

    Contudo, a banca informa que 8,4½ = 2,9, logo:

    x = (1 ± 2,9)/3,7

     Entretanto a capitalização é ˃ 0, resta então que:

    x = (1 + 2,9)/3,7 = 3,9/3,7 = 1,054

    Sendo que:

    x = 1 + i, logo concluímos que:

    1 + i = 1,054

    i = 1,054 – 1 = 0,054 ou 5,4% a.m.

    Resp. letra C (superior a 5% e inferior a 6%).

    Bons Estudos!!

  • A questão em si não é difícil, mas resolver isso numa prova de concurso é muito complicado. Não acho que valeria a pena sequer tentar, só se sobrasse tempo. 

  • só 1 pergunta: a professora do qconcursos acha que alguém consegue entender a explicação dela da forma que é apresentada?

  • Primeiro que a professro tem preguiça de organizar os comentários dela. Já vi outros organizarem na vertical e ficar bem apresentável. Segundo, ela sempre aplica fórmula e nunca dá uma segunda saída pro aluno resolver mais rapidamente. Eu resolvi bem mais rápido e acertei por aproximação. Numa prova se tu fizer esse cálculo todo dela e acertar a questão certamente tu estará dentre aqueles que não serão chamados, hahahaha!

  • É impossível entender os comentários dessa professora!!!!

  • A forma mais fácil e "concurseira" de resolver essa questão é esquecer a álgebra "bem-comportada" do ensino médio.


    Vamos assumir que cada parcela de IPVA é R$ 100,00. O valor à vista seria R$ 300,00 - 5% = R$ 285.


    Trabalhar com um valor inventado é mais rápido que ficar usando "P" ou "X".


    Como a primeira parcela incide na data do pagamento à vista, o fluxo de caixa ficaria assim:


    Momento 0:

    VP = 285 - 100 = 185


    Momento 1:

    segunda parcela = -100


    Momento 2:

    terceira parcela = -100


    Montando o fluxo de caixa jogando tudo para o momento 2, fica:


    185.(1+i²) = 100.(1+i) + 100

    185.(1+2.i+i²) = 100 + 100.i + 100

    185 + 370.i + 185.i² = 100.i + 200

    185.i² + 270.i -15 = 0


    É possível simplificar dividindo por 5:


    37.i² + 54.i - 3 = 0


    Aqui temos uma equação de segundo grau muito trabalhosa. Se você não quiser gastar todo seu tempo de prova resolvendo esse Báskara maluco, basta pensar nas alternativas...


    Já sabemos que i TEM QUE SER SUPERIOR A 5%. Como a primeira parcela já incide no momento zero, já sabemos que é impossível que i seja inferior ou igual a 5% (conceito de Matemática Financeira). Sendo assim, as únicas alternativas possíveis são C e D. Já temos 50% de chance de acertar a questão!!


    Se não quiser chutar, basta substituir o i pelo valor de teto: 6%. Substituindo, teremos:


    37.(0,06)² + 54.(0,06) - 3 = 0,1332 + 3,24 - 3 = um número maior que zero.


    Então i precisa ser um valor inferior a 6% para resolver a equação, igualando-a a zero!


    Portanto....... alternativa C!!! ;)

  • Essa professora é lamentável. Não pula nem linha pra comentar a questão.

     

  • Imagine que o valor do IPVA é de 120 reais. Se for pago à vista, será pago apenas uma parcela com desconto de 5%, totalizando 95% x 120 = 114 reais. Se for pago a prazo, serão pagas 3 parcelas iguais de 120 / 3 = 40 reais cada.

    Precisamos descobrir a taxa de juros que faz o pagamento a prazo (3 parcelas de 40 reais) ter o mesmo valor atual do pagamento à vista (114 reais). Ou seja,

    Valor atual = 114 = 40 + 40 / (1 + j) + 40 / (1 + j)

    114 = 40 + 40 / (1 + j) + 40 / (1 + j)

    114 – 40 = 40 / (1 + j) + 40 / (1 + j)

    74 = 40 / (1 + j) + 40 / (1 + j)

    Multiplicando todos os membros por (1 + j) temos:

    74 (1 + j) = 40 x (1 + j) + 40

    74 (1 + 2j + j) = 40 + 40j + 40

    74 + 148j + 74j = 80 + 40j

    74j + 108j – 6 = 0

    Veja que o enunciado forneceu o valor de 8,4. Neste momento podemos “forçar” esse 8,4 a aparecer dentro da raiz. Basta ver que 13440 / 8,4 = 1600. Ou seja, 13440 é igual a 8,4 x 1600:

    Usando o valor fornecido pelo enunciado para 8,4, temos:

    Como a taxa de juros deve ser sempre um valor positivo, vamos usar a solução j = 0,054 = 5,4%. Esta é a taxa embutida no financiamento, que se encontra no intervalo entre 5% e 6%.

    Resposta: C

  • Hora nenhuma foi dito que o pagamento igual, mensal e sucessivo é igual a 1/3 do valor do preço. Poderia ser 3 parcelas de 1/2 do valor do preço, por exemplo. Para mim, não tem como resolver esta questão.

  • Acho que nessa questão temos que usar mais a intuição do que a fórmula.

    Pra começar que, um desconto de 5% não é o mesmo que multiplicar por 0,95. O certo seria dividir por 1,05.

  • Atribuir R$ 100,00 x 5% = R$ 5,00 de desconto

    Valor com desconto = R$ 95,00 / 3 = 31,67

    1,67% x 3 meses = 5,01%

    Gabarito = Letra C

  • Senhores... A alternativa foi a letra C no gabarito! Porém eu vou divergir dessa resposta pelo seguinte motivo... Conforme exposto por vocês, o desconto foi aplicado a cada uma das parcelas a prazo e que foi feito um comparativo entre a parcela paga a vista com 5% de desconto e essa paga a prazo. No texto não a menção a esse desconto, porém ao relacionar o pagamento da primeira parcela a vista, induz ao desconto na primeira parcela de 5%, e nas demais o valor dividido por 3 sem desconto. No cálculo em questão o valor seria de 1,67% de desconto no valor do IPVA e alternativa E. Se trouxermos a realidade é certo um desconto à prazo maior do que à vista? Acredito que faltou mais dissertação no texto da questão.

  • Nessa questão não tem como deduzir qual será a taxa de desconto das parcelas, pois não tem como atrelar os 5% a essas parcelas, já que deixa claro que é 5% a vista "OU" 3 parcelas... é uma ou outra.


ID
1059607
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática Financeira
Assuntos

Um cliente tomou um empréstimo de R$ 1.000,00 em determinado banco, que cobra, antecipadamente, uma taxa de 15% sobre o valor, entregando o valor já líquido. Nessa situação, se o pagamento do empréstimo no valor de R$ 1.000,00 ocorreu um mês depois, então a taxa efetiva de juros do empréstimo foi;

Alternativas
Comentários
  • M = C ( 1+in)

    1000 = 850 (1+ i1)

    1000 = 850 + 850i

    150 = 850i

    i = 0,176470 

  • Ief = i/1-(i.n)


    0, 15/ 1-(0, 15.1)


    0, 15/0, 85


    0, 176

    ×100 = 17, 6

  • Observe que o banco te entrega 1000 reais, mas na hora já toma 15% disso, deixando-o com apenas 850 reais em mãos. Ou seja, na verdade você pegou foi 850 reais emprestados, e vai ter que pagar 1000 reais depois de um mês. Para obter a taxa de juros:

    M = C x (1 + j) t

    1000 = 850 x (1 + j) 1

    1000 / 850 = 1 + j

    1,176 = 1 + j

    j = 0,176 = 17,6%

    Resposta: B

  • Valor final / Valor inicial = 850/1000 = 1,17 ou 17%


ID
1059616
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Considere que a probabilidade de haver inconsistência em uma declaração do imposto de renda seja igual a 0,10 e que X represente o total de declarações inconsistentes em uma amostra aleatória simples de 3.600 declarações. Com base nessas informações, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • var = np(1 - p)

    n = 3600

    p = 0,10

    dp = raiz de var = 18

  • Com as informações dadas não conseguimos calcular a moda nem a mediana que são medidas de posição, logo descartamos a B e a D. Podemos descobrir a variância e o desvio padrão, mas como o desvio padrão é a raiz da variância, temos que descobrir a variância primeiro:

    Multiplicamos a amostra total (n) pela probabilidade (p) que, por sua vez, multiplicaremos por 1-p (pois lembre, a soma de todas as probabilidades dá 1, então precisamos subtrair o 0,10 do todo). Fica assim:

    n . p . (1-p)

    3600 . 0,10 . (1-0,10)

    360 . 0,90 = 324

    Descobrimos que a variância de X é 324, então eliminamos a letra A.

    A letra C é o nosso gabarito pois se vc multiplicar 18x18 dá 324. Ou seja, a raiz de 324 é 18.

  • Gabarito: C.

    Trata-se de uma questão de Distribuição Binomial.

    Inicialmente, cumpre frisar que uma Binomial é um somatório de "n" Bernuollis. Esta distribuição, por sua vez, ocorre quando um evento aleatório qualquer possui apenas duas probabilidades: sucesso ou fracasso. Além disso, o evento aleatório deve ser realizado somente uma vez.

    No contexto da questão, estamos analisando declarações. Pelo enunciado, existem apenas duas possibilidades: ter inconsistências, com probabilidade 0,1, ou não ter inconsistências, com probabilidade de 0,9 (evento complementar).

    Em uma distribuição Binomial, temos:

    E(x) = Média = np

    Var(x) = Variância = npq

    Pelos dados, sabemos que n = 3.600 e p = 0,1. Substituindo:

    E(x) = 3600 x 0,1 = 360

    Var(x) = 3600 x 0,1 x 0,9 = 324

    Desvio padrão = √324 = 18.

    Sabendo que o Desvio padrão vale 18, já podemos assinalar o gabarito.

    Por fim, quanto à moda e mediana: É possível obtê-las aproximando a binomial pela normal. Existem autores que preconizam que essa aproximação pode ser realizada quando np > 5 e nq > 5, outros adotam np > 15. No entanto, uma das que vi com frequência na literatura parte da aproximação de npq ≥ 3, que se encaixa no nosso item.

    Bons estudos!


ID
1059619
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Estatística

Se o número de reclamações diárias registradas por uma central de atendimento ao cidadão for uma variável aleatória que segue a distribuição de Poisson com média igual a ln10, então a probabilidade P(N = 0) será igual a:

Alternativas
Comentários
  • Em toda poisson o parâmetro lambda=L que governa a distribuição é igual a esperança da distribuição.

    Seja a fdp da função poisson igual a:

    E(x)=L

    P(x=n)=exp(-L)*L^n/n!=exp(-ln(10))*ln(10)^0/0!=(1/10)*1/1=1/10=0,1

    Não há essa alternativa, por isso a questão foi anulada. Abs.


ID
1059625
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Um levantamento estatístico foi realizado com o objetivo de estimar o percentual populacional (p) de usuários satisfeitos com os serviços de transporte público de uma cidade. De um grupo de 400 usuários selecionados por amostragem aleatória simples, 320 se mostraram satisfeitos com esses serviços. Considerando que P(|Z|<2) = 0,9545, em que Z representa a distribuição normal padrão, assinale a opção correspondente ao intervalo de 95,45% de confiança do percentual.

Alternativas
Comentários
  • IC = (p - Z * raiz [p(1-p)/n] ; p + Z * raiz [p(1-p)/n])

  • Complementando:

    Intervalo = Z* (p*(1-p)/n)^0.5

    Intervalo = 2* (0,8*0,2/400)^0.5 = 2 * (0,16/400)^0.5 = 2 * 0,4/20 = 0.04 = 4%

     

     

  • Esta é uma questão de intervalo de confiança para a proporção.

    Fórmula Intevalo de Confiança para a Proporção: IC: p +- Z raiz(p (1-p)/n)

    Proporção (p)= 360/400=0,8 (aparece nas respostas como 80%)

    Z=2 (dado no enunciado da questão)

    n=400 (também dado na questão)

    Passando os dados para a fórmula: IC= 0,8 +- 2 raiz (0,8 (1-0,8)/400

    IC= 2 raiz (0,8. 0,2)/400

    IC= 2 raiz 0,16/400

    IC= 2.0,4/20

    IC=0,4

    Agora é só pegarmos o resultado e aplicamos no p (0,8) somando ou diminuindo, ou seja:

    p=0,8

    ic=0,4

    logo, 0,8+-0,4

    colocando em porcentagem fica: 80% +- 4%

    GABARITO: E

  • Direto ao ponto!

    Dados:

    • p = 320 satisfeitos (sucesso)
    • q = 80 insatisfeitos (fracasso)
    • z = 2 (Pois pede a 95% de confiança)
    • n = 400

    Rapidamente, precisamos transformar a % de cada em decimal para usar na fórmula:

    p (sucesso) = 320 / 400 = 0,8

    q (fracasso) = 80/400 = 0,2

    1ª) DP proporcional da amostra:

    Fórmula

    Sp = (√ p.q) / √n

    Sp = (√ 0,8 . 0,2 ) / √400

    Sp = (0,16) / √400 

    Sp = 0,4 / 20

    Sp =(1/4)/20 (Fração dividida por outra fração = mantém a primeira fração e faz vezes o inverso da segunda)

    Sp = (1/4) . (1/20) (Simplifica)

    Sp = 1/50 (Deixa em fração que facilita)

    2ª) Achar a margem de erro pedida:

    E = Z . Sp

    E = 2 . 1/50

    E= 2/50 (Fazemos vezes 2 em cima e embaixo da fração para acharmos em %)

    E = 4/100 ou 4%

    E = 4% (Para + e -)

    3ª) A média nos foi dada nas alternativas, caso não estivesse nas alternativas, estaria no comando da questão:

    GABARITO: E) 80% ± 4%

    Aconselho a fazerem outra questão, que é a mesma coisa dessa, para aprenderem:

    Q693705 TCE - PR 2016


ID
1059628
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

Em uma propaganda, um fabricante afirma que os pneus produzidos por ele duram, em média, 50.000 km. Para testar essa afirmação, uma agência de fiscalização selecionou uma amostra aleatória de 36 pneus produzidos pelo fabricante. Nessa amostra, observou-se uma duração média de 48.000 km e desvio padrão amostral de 2.000 km.Considerando as hipóteses H0: μ = 50.000 km e H1 : μ< 50.000 Km e que a durabilidade do pneu segue uma distribuição normal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • t = (x - mi)/sigma/raiz de n

    x = 48000

    mi = 50000

    sigma = 2000

    n = 36

    p-valor = probabilidade de obter um valor tão extremo quanto aquele observado para a amostra

  • Não seria para usar a z ao invés da t?


ID
1059631
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Estatística
Assuntos

A covariância entre o faturamento real (y) e o faturamento nominal (x) de um grupo de empresas é igual a 40. Considerando que o desvio padrão de y seja igual a 10 e o de x, igual a 20, que o faturamento real médio desse grupo de empresas seja igual a 5 e que o faturamento nominal seja, em média, igual a 4, a reta de regressão linear de y em x pode ser expressa por:

Alternativas
Comentários
  • E

    b = sxy / sxx = 40 / (20^2) = 0,1

  • algum solução com explicação

  • A fórmula de regressão da reta é Y= a+b.x

    A fórmula para encontrar o intercepto b é dada por b= cov(x,y)/var(x)

    Substituindo temos: b=40/20^2 (a variância é só o dp ao quadrado). O que nos dá 0,1.

    A fórmula do coeficiente alfa é a= Ymedia - b.Xmedia

    Substituindo a= 5 - 0,1.4 => a= 4,6

    Substituindo na equação da reta fica Y= 4,6 +0,1.X

    Item E

  • Eu fiz por outro caminho:

    Achei o R² através da correlação ao quadrado, depois a raiz dele -> R

    Vc consegue encontrar o valor do coeficiente angular multiplicando o valor de R por σy/σx

    Isso deu 0,1, a única opção só poderia ser a letra E.

  • COV(xy) = 40

    VARx = D.P.x^2 = 400

    Equação da reta: Y = Ax + B

    A = COV(xy) / VARx = 40 / 400 = 0,1

    As coordenadas representadas pelas médias de X e Y formam a centroide, a qual é um ponto sobre a reta. Assim, basta substituir a centroide na fórmula da reta para encontrar B:

    B = 5 - 0,1*4 = 4,6

    Logo: Y=0,1x + 4,6


ID
1059634
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

A negação da proposição “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” corresponde a:

Alternativas
Comentários
  • Reescrevendo a proposição, temos: "Para todas as contas  apresentadas por Fernando existem, no mínimo, dois erros contábeis."


    Negação de "para todos existe um certo critério" = "existe pelo menos um que não satisfaz o certo critério".


    Letra D

  • Achei que falar pelo menos um eu já estava negando, por isso marquei a E. Ainda estou sem entender o final da frase!.alguém pode me explicar??.

  • “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” 

    Vamos lá, questão fácil.

    Cada uma das contas = Todas as contas

    E já sabemos que negar TODAS AS CONTAS equivale a dizer que PELO MENOS UMA DAS CONTAS.

    Agora neguemos a parte final: ''contém, no mínimo, dois erros'' que equivale a dizer X maior ou igual a 2.

    Negação do X maior ou igual a 2 é X menor do que 2. Como o número de erros pertence ao conjunto dos números naturais (não há 1,3 erros), com efeito, temos X, no máximo, 1.

    Assim:  Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábil.


  • Observar o termo = Pelo menos uma.

  • Achei a questão muito difícil. Não conseguiria interpretá-la. O comentário de "danzevedo" explicou de forma clara. Deixou um ótimo entendimento.

  • “Cada uma” pode significar nesse caso como “todo”, assim, a negação da palavra “todo” é “algum” ou “pelo menos”. Por último, quando a frase diz “no mínimo, dois erros contábeis” quer dizer “maior ou igual a 2”, a negação seria “menor do que 2” ou “no máximo 1”. Logo, a negação da proposição “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” é:

    Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábeis.

    Letra D.


  • Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” corresponde a:

    Por partes

    1) Cada uma = Todas

    p: contas

    q: no mínimo dois erros contábeis

    Todo p, q ; Nega-se afirmando que Pelo menos um p não é q


    Número de erros contábeis= N >= 2 ( maior ou igual a 2) para negar basta

    ~(N > = 2) = N< 2 , ou seja número de erros tem que ser menor que 2, no máximo 1 erro.

    Então:


    Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábil


  • Questão lindissima!  

  • Galerinha... no estudo das negações categoriais, é importante ter a seguinte tabela:


    TODO...................... nem todo / algum não;

    ALGUM.................... nenhum;

    NENHUM................. algum.


    Valeu?


  • Enunciado da questão: Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.


    A negação de cada uma das contas é igual: pelo menos uma, algumas ou alguma, existe pelo menos uma, já que ele fala cada uma delas, então quer dizer todas elas( todas as contas).

    Pra negar no mínimo: coloca máximo (justamente o inverso).

    Pra negar dois erros: pelos menos um erro, três erros, quatro erroscinco erros e assim sucessivamente...

    Vamos que vamos!!!

  • "Cada uma das contas apresentadas por Fernando..." equivale a "Todas as contas apresentadas por Fernando". A partir daí fica mais fácil.

    Negação de TODO = ALGUM /  EXISTE UM / PELO MENOS UM 

    quando a frase diz “no mínimo, dois erros contábeis” quer dizer “maior ou igual a 2”, a negação seria “menor do que 2” ou “no máximo 1”

    Logo "Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábil." está correta. Letra D

  • É o tipo de questão que você tem que dançar conforme a dança;

    A proposição dada na questão: "Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis" pode ser entendida



     Todas as contas apresentadas por Fernando contém dois erros

    Negando: Pelo menos uma conta apresentada por Fernando não contém dois erros.



    A alternativa que mais se aproxima desse entendimento é a D.

  • explicação do professor foi muito boa:

     

    “Cada uma” pode significar nesse caso como “todo”, assim, a negação da palavra “todo” é “algum” ou “pelo menos”. Por último, quando a frase diz “no mínimo, dois erros contábeis” quer dizer “maior ou igual a 2”, a negação seria “menor do que 2” ou “no máximo 1”. Logo, a negação da proposição “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” é:

    Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábeis.

  • Questão "monstro"! Para derrubar muitos. Questão D

  • Questão difícil, graças a deus acertei!      \ o /

  •  (depois que viu o resposta do prof fica fácil neh)

    1° parte da questão:

     

    Cada uma das = Toda ( e a negação de toda é  pelo menos um , existe um , algum )

     

    2° parte da questão:

     

    no mínimo 2 significa  > = 2 e a negação é < 2 ( menor que 2 = no máximo 1)

     

     

     

  • Gab D

    CADA equivale a TODO

    MÍNIMO 2 negando fica: MÁXIMO 1

  • Consegui acertar essa questão, porém, achei a letra "C" também muito provável de estar correta.

  • ''cada uma das contas'' = todas as contas


    ''todas as contas''

    ~pelo menos uma conta/alguma conta


    ''no mínimo dois'' = dois (exatamente dois) ou mais

    ~menor que dois


  • Quase morri para responder.

    Não morri, porém, não acertei.

    Próxima!

  • Exemplo: Todo A é B > Algum A não é B

    p: Todo concurseiro é persistente.

    A proposição dada é uma UNIVERSAL AFIRMATIVA. Sua negação será uma PARTICULAR NEGATIVA.

    ~p: Algum concurseiro não é persistente.

    ~p: Existe concurseiro que não é persistente.

    ~p: Existe algum concurseiro que não é persistente.

    ~p: Pelo menos um concurseiro não é persistente.

    No caso da questão:

    P: “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.”

    fica> "Todo conta apresentada por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis."

    Negação: Pelo menos uma conta apresentada por Fernando não contém, no mínimo, dois erros contábeis.

    Reduzindo...

    Pelo menos uma conta apresentada por Fernando contém, no máximo, um erro contábil.

  • BRANCO HOJE, BRANCO AMANHÃ, BRANCO TODOS OS DIAS!!

  • O cidadão lê o comentário do professor, replica com outras palavras e mete um: "Questão fácil.."

    Único consolo em ler isso, é saber que não é cego!

  • Procurei e não achei nos comentários, então minha contribuição quanto à assertiva E.

     

      25 antônimos de mínimo para 2 sentidos da palavra. O contrário de mínimo é:

    Contrário de menor e inferior:

    1. máximo, , , , , .

    Contrário de pequenino:

     

      25 antônimos de mínimo para 2 sentidos da palavra. O contrário de mínimo é:

    Contrário de menor e inferior:

    1. máximo, , , , , .

    Contrário de pequenino:

    2. , , , , , , , , , , , , , , , , , , .

  • LETRA D

  • Minha contribuição.

    Negação do Todo: (Algum / Existe um / Pelo menos um) + negar o resto.

    Abraço!!!

  • GABARITO D

    Cada uma das contas = Todas as contas

    proposição “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.”

    --> aconteça o que acontecer tem que ter pelo menos 2, porém pode ter mais .

    Ou seja, tem 2 ou + .....

    A negação de “Todo (a) (os) (as)” é PEA + NÃO

    Pelo menos um não...

    Existe um que não...

    Algum não...

    = A negação Pelo menos uma das contas apresentadas por Fernando contém, no máximo, um erro contábil.

    --> Ou seja, pode ter 0 e no máximo 1 erro, não irá passar de um erro,pode ter 0 e 1 apenas !!

    ( negando assim a proposição anterior que era de no mínimo 2)

  • pensei q n se negava extremos com extremos...maximo com minimo por exemplo

  • GAB. B)

  • Meus irmãos, acho que o Renan vieira se enganou, o gabarito é letra D.

  • Não entendi foi nada.

  • Questão

    A negação da proposição “Cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis.” corresponde a:

    • "Cada uma" é sinônimo de "todas".
    • "contém, no mínimo, dois erros contábeis" = conter no mínimo dois erros contábeis é a mesma coisa que dizer dois ou mais erros contábeis.

    Desse modo, a frase "adaptada", antes de ser negada, fica da seguinte forma:

    Todas as contas apresentadas por Fernando contém dois ou mais erros contábeis.

    "Todas" é negada com "pelo menos um não...", "existe um que não...", "algum não..."

    Desse modo, sua negação pode ser feita da seguinte maneira:

    Alguma conta (...) não tem dois ou mais erros contábeis.

    (Se a conta não tem dois ou mais erros, significa dizer que ela tem no máximo um erro).

    Em outras palavras,

    Pelo menos uma das contas (...) contém, no máximo, um erro contábil.

    Gabarito letra D ✅

  • Para resolver a questão, é importante lembrarmos que a negação de uma proposição depende de sua classificação:

    Proposição universal afirmativa => a negação será uma Proposição particular negativa

    Proposição universal negativa => a negação será uma Proposição particular afirmativa

    Proposição particular afirmativa => a negação será uma Proposição universal negativa

    Proposição particular negativa => a negação será uma Proposição universal afirmativa

    As proposições universais usam "todo", "nenhum", ou expressão equivalente

    As proposições particulares usam "algum", "ao menos um" ou expressão equivalente.

    *Para negar uma proposição, então, precisamos alterar a expressão de início (universal para particular ou vice-versa) e negar a parte final (se afirmativa, passará a ser negativa, ou vice-versa).

    Inicialmente, "cada uma das contas apresentadas por Fernando contém, no mínimo, dois erros contábeis", por ser uma proposição universal (cada uma = todas), ao ser negada, vai precisar iniciar com "algum", "pelo menos um" ou expressão equivalente.

    Não pode iniciar com expressões que remetem ao todo.

    Assim, já eliminamos as alternativas A, B e C

    Como a alternativa E não altera em nada a segunda parte da proposição, fica simples verificar que a correta é a D.

    Mas, para confirmar isso, temos que negar a segunda parte também. A segunda parte é equivalente a X > ou = 2. A negação disso é X < 2, ou seja, X, no máximo, igual a 1. Logo, confirmamos a alternativa D inteira.

  • Ainda não entendi a questão do mínimo virar máximo. Alguém pode explicar? Tem algum vídeo do professor Ivan?

  • É viagem..

    ” quer dizer “maior ou igual a 2”, a negação seria “menor do que 2” ou “no máximo 1” e aplica-se o PEA + NÃO

  • Entendi foi nada, que questão confusa, viajei e não cheguei a lugar nenhum.

ID
1059637
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em uma reunião, os amigos Arnaldo, Beatriz, Carlos, Danilo e Elaine fizeram as seguintes afirmações:

Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo.
Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir.
Carlos: — Beatriz acaba de mentir.
Danilo: —Carlos acaba de mentir.
Elaine: — Danilo acaba de mentir.

A quantidade de pessoas que mentiu nessa situação foi igual a :

Alternativas
Comentários
  • Ajuda , por favor !

  • A-B-C-D-E

    V-F-V-F-V

    F-V-F-V-F

    Analisando a afirmação de Arnaldo:

    Arnaldo = V

    Se Arnaldo disse a VERDADE, Beatriz está mentindo por acusa-lo de mentiroso;

    Carlos afirmou que Beatriz MENTIU, e realmente ela está mentindo quando acusa Arnaldo;

    Danilo afirmou que Carlos MENTIU, vimos antes que Carlos falou a VERDADE;

    Elaine afirmou que Danilo MENTIU, e realmente ele está mentindo.


  • A - disse a verdade sobre o seu nome (Arnaldo) - (V)

    B - mentiu, uma vez q Arnaldo disse a vdd - (F)

    C - disse a vdd, uma vez q B mentiu - (V)

    D - disse mentira, uma vez q C falou a vdd sobre B (F)

    E - disse a vdd, uma vez q D mentiu em relação C (V)


    Resultado: V, F, V, F, V. 

    Ou seja, duas pessoas mentiram.

    Letra: C


  • essa questão está estranha: 

    existem duas condições: 1- arnaldo deve ser arnaldo (arnaldo não pode ser danilo ou outra pessoa) 2- arnaldo se chama danilo ou arnaldo.

    p: arnaldo deve ser arnaldo

    q v r : arnaldo se chama danilo ou arnaldo

    p ^ (q v r) =


    pqrq v rp ^ (q v r)
    vvvvv
    vvfvv
    vfvvv
    vffff
    fvvvf
    fvfvf
    ffvvf
    fffff

    então não dá pra afirmar que arnaldo falou a verdade, porque ele mente quando afirma que existe a possibilidade dele, arnaldo não se chamar arnaldo, o que não se traduz em uma preposição do tipo OU. 


  • Vamos na linguagem que o povão entende...
    Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo >>> Tiramos daqui o seguinte... Ou o nome dele é danilo, ou é arnaldo, e como se trata de disjunção, será verdadeira, se for um ou outro. Então devemos partir daqui mesmo e considerar como verdade! Consideremos então ele como o próprio arnaldo e que ele diz a verdade, então "V"

    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir >>> Como Arnaldo acaba de mentir se ele disse uma disjunção na qual é uma coisa ou outra? Então beatriz = "F"
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir >>> Beatriz F Então Carlos fala a verdade quando diz que beatriz Mente "V"
    Danilo: —Carlos acaba de mentir >>> Não, carlos acaba de falar a verdade, e danilo diz que ele mente, então "F"
    Elaine: — Danilo acaba de mentir >>> Sim, claro! Danilo acabou de mentir afirmando que a verdade de carlos é uma mentira, então "V"
    Logo; 3V e 2F

  • Arnaldo ou disse a verdade ou disse a mentira

    Beatriz a mesma coisa, 

    Sendo assim, ou Arnaldo disse a verdade ou. Beatriz disse a verdade, somente um dos dois falou a verdade

    Carlos disse que Beatriz acabou de mentir, logo, Arnaldo fala a verdade, e consequentemente Carlos também falou a verdade já que Betriz mentiu

    Já sabemos que Carlos e Arnaldo falaram a verdade

    Danilo diz que Carlos acabar de mentir, mas sabemos que Carlos falou a verdade, então Danilo está mentindo

    Elaine diz que Danilo está mentindo. Sabemos que realmente Danilo mentiu, então Elaine disse a verdade

    Sendo assim somente Danilo e Beatriz mentiram!

  • O João Bosco disse uma coisa certa... pq Arnaldo disse ser arnaldo ou danilo... ele mente, dizendo que pode ser danilo... foi por isso que errei, considerei a mentira dele... 3 pessoas mentem...

  • GABARITO:C

    Eu errei a questão, marcando a letra D, mas depois entendi o raciocínio.

    Arnaldo Não mentiu, pois ele disse que seu nome é Danilo ou Arnaldo. o conectivo OU é fundamental para atestar a verdade de Arnaldo.

    A partir dai é só montar o quebra cabeça.

    Importante errarmos aqui, mas não na prova

    Bons Estudos !

  • Diego, foi a partir do conectivo OU que consegui destrinchar!


  • Arnaldo - F v V = V (Verdade)
    Beatriz - F (Mentiu)
    Carlos - V (Verdade)
    Danilo - F (Mentiu)
    Elaine - V (Verdade)

    Ou seja, dois mentiram. Gabarito letra C.

  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo.  (Verdade) pois seu nome é Arnaldo;
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (Mentira) pois Arnaldo falou a verdade;
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (Verdade) pois Beatriz mentiu;
    Danilo: —Carlos acaba de mentir.  (Mentira) pois Carlos falou a verdade;
    Elaine: — Danilo acaba de mentir. (Verdade) pois Danilo mentiu;

    Conclusão, 02 mentiram (Beatriz e Danilo)

  • Partindo de Elaine, se Danilo está mentindo, Carlos diz a verdade e Beatriz está mentindo. Logo, Arnaldo, juntamente com Elaine, estão dizendo a verdade.

  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo. (V)
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (F)
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (V)
    Danilo: —Carlos acaba de mentir. (F)
    Elaine: — Danilo acaba de mentir. ( V )

    Se o autor da questão não explicitar quem está falando a verdade, demos tomar a ultima premissa como verdadeira até que se prove o contrário .Nesse caso ninguém falou que Elaine mentiu, então ela fala a VERDADE .

  • Acho que na primeira onde Arnaldo diz: Meu nome é "Danilo ou Arnaldo" poderia ser Ter valor falso visto que a disjunção inclusiva daria a possibilidade de Arnaldo ter os dois nomes, o que não seria verdade, penso que o que se encaixaria perfeitamente seria a disjunção exclusiva o "OU,OU", pois seria ou um ou outro nome, por isso, achei que o que Arnaldo disse seria falso e acabei errando a questão. Pessoal, quem souber explicar e conseguiu compreender meu raciocínio por favor mande mensagens ou responda aqui mesmo nos comentários, de pronto já estou grato.

    Bons estudos.

  • Confrontando as afirmações, começando por Elaine e supondo que a mesma diz a verdade:

    Elaine: — Danilo acaba de mentir.

    Se Danilo mente, então Carlos diz a verdade, e se Carlos diz a verdade Beatriz mente, logo Arnaldo diz a verdade, assim seu nome é Arnaldo ou Danilo, o que é viável.

    Pois se Arnaldo mentisse, o seu nome não seria Danilo e nem Arnaldo, ou seja, um paradoxo. 


    Resposta: Alternativa C.
  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo.   Que Arnaldo é Arnaldo V, que Arnaldo é  Danilo F. Na disjunção  V v F= V
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir.   Beatriz falou que Arnaldo mentiu, já que quem mentiu foi ela pois de V v F = V
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir.  Carlos falou a verdade, já que Beatriz mentiu
    Danilo: —Carlos acaba de mentir.  Danilo mentiu afirmando que Carlos mentiu, já que Carlos falou a verdade.
    Elaine: — Danilo acaba de mentir.  Elaine falou a verdade, já que Danilo mentiu.

    Portanto: Beatriz e Danilo mentiram, e Arnaldo, Carlos e Elaine falaram a verdade.


  • nem precisa saber dos conectivos, dá para ir por raciocínio mesmo, como alguns colegas falaram

  • Pessoal não precisa fazer associação de proposição. Para resolver essa questão basta fazer uma tabelinha bem simples:
    Tomando como base que Arnaldo falou a verdade

    Arnaldo  -  Beatriz  - Carlos  - Danilo  - Elaine   

     V                F            V             F             V
    Olhem a questão direitinho que bate certinhoEntão 2 mentiram: Beatriz e Danilo
  • Somente na primeira proposição é preciso usar a fórmula ( P v Q). Pra confirmar se é verdadeira. Segue assim:

    Arnaldo: --- Meu nome é Danilo ou Arnaldo. >>>   meu nome é Danilo (F) ou (v) Arnaldo (V).>>>  F v V =  (V) Pronto! saímos daqui por diante.
    Beatriz: --- Arnaldo acaba de mentir. (F)
    Carlos: --- Beatriz acaba de mentir. (V)
    Danilo: --- Carlos acaba de mentir. (F)
    Elaine: --- Danilo acaba de mentir. (V).
    Resp. Beatriz e Carlos mentiram. RESP: 02 pessoas mentiram! ALTERNATIVA C

  • Se arnaldo falou a verdade ou mentira o resultado é o mesmo

  • Como Arnaldo pode estar falando a verdade se o nome dele não é Danilo? Então ele mentiu em uma parte da sua afirmativa...

  • Como foi dado o nome de cada pessoa que afirmou algo, fica fácil de analisar:

    Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo. (Aqui trata de uma disjunção inclusiva, pois temos o conectivo ou, para ser falsa ele teria que afirmar duas proposições falsas.. como uma é verdadeira (pois seu nome é Arnaldo).. a proposição composta inteira será verdadeira. Logo, ele disse uma verdade)
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (Como Arnaldo disse a verdade, temos que a Beatriz mente ao afirmar isso)
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (Realmente Beatriz mentiu, logo Carlos diz a verdade)
    Danilo: —Carlos acaba de mentir. (Como Carlos diz a verdade, Danilo mente ao afirmar isso)
    Elaine: — Danilo acaba de mentir. (Realmente ele mentiu, logo Elaine diz a verdade)
     

     

    Sendo assim, temos duas pessoas mentindo: Beatriz e Danilo
    gabarito: letra C

  • Tambem preciso de ajuda!!!kkkkkkk

  • Bem explicado pela colega Tatiane Moreira.

    Quando todas as pessoas envolvidas falarem a verdade ou mentirem, utilizem o método da experimentação, uma vez que se todas os envolvidos forem do mesmo tipo, não teremos a contradição. Nunca mais vcs irão errar questões desse tipo. 
    BIZU do Professor: JOSIMAR PADILHA
    acrescente valores (V), comece pelas proposições simples, se não chegar a resposta troque de proposição.
  • 1º) Há contradição entre o que Arnaldo diz e o que Beatriz fala;



    2º) Há contradição entre o que Beatriz fala e o que Carlos diz; 


    3º) O que Arnaldo e Carlos dizem se compatibilizam entre si;


    4º) Logo, Beatriz mentiu;


    5º) Como Carlos disse a verdade, Danilo mentiu quando disse que ele não havia dito a verdade;


    6º) Logo, Danilo mentiu;



    7º) Elaine disse a verdade, pois falou que Danilo mentiu.




    Assim...


    2 mentiram => Beatriz e Danilo. 

  • Só completando a resposta da Tatiane:

    I. Arnaldo não mente pois seu nome é Arnaldo OU Danilo, como é Arnaldo temos uma preposição V.

    Dai o restante é com a explicação da Tatiane que esta ótima, melhor que a do professor.

    " II. Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (Como Arnaldo disse a verdade, temos que a Beatriz mente ao afirmar isso)
    III. Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (Realmente Beatriz mentiu, logo Carlos diz a verdade)
    IV. Danilo: —Carlos acaba de mentir. (Como Carlos diz a verdade, Danilo mente ao afirmar isso)
    V. Elaine: — Danilo acaba de mentir. (Realmente ele mentiu, logo Elaine diz a verdade)

    Sendo assim, temos duas pessoas mentindo: Beatriz e Danilo
    gabarito: letra C"

  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo. Isso é verdade, o nome dele é Arnaldo ( o OU é verdadeiro só com uma verdade)
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (Mentira, o Arnaldo acabou de falar seu nome é VERDADE o que ele disse)
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (Verdade)
    Danilo: —Carlos acaba de mentir. (Mentira)
    Elaine: — Danilo acaba de mentir.(Verdade)

    é como se fosse um efeito dominó, devido a primeira afirmativa ser verdadeira é só ir analisando as demais que chega no resultado.


  • Arnaldo v Danilo

    V - F = V 

    uma vez que se for por dedução ou aguardando contradição, creio que o gabarito tem alternativa aos dois... duas pessoas mentem ou três pessoas mentem.

  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo. (Verdade, pois o nome podia ser tanto Danilo OU Carlos)
    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. (Mentira. Arnaldo disse a verdade)
    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. (Verdade)
    Danilo: —Carlos acaba de mentir. (Mentira)
    Elaine: — Danilo acaba de mentir. (Verdade)

    Como podem ver, duas pessoas mentiram. (Gabarito C).

  • LEGAL ESSA QUESTÃO! PODERIA CAIR MAIS DESSAS...

  • Certinho Ronaldo. Obrigado. Sua explicação foi única que entrou na minha cachola... Simple e direta.... Não que as outras estejam erradas. E sim , porque cada um tem um entendimento. Obrigado a todos que contribuem para a explicação das questões...

  • Nessa questão considere que Elaine fala a verdade, pois ninguém disse que ela mentiu. Então a partir da afirmação verdadeira feita por Elaine:

    Danilo realmente mentiu

    Se Danilo mentiu, Carlos disse a verdade

    Se Carlos disse a verdade, Beatriz mentiu.

    Se Beatriz mentiu, Arnaldo disse a verdade.

    Conte aí. Três verdades e duas mentiras.

  • Questão inteligente! gostei!

  • Arnaldo: — Meu nome é Danilo ou Arnaldo. V

    Sim, ele se chama Arnaldo

    Beatriz: — Arnaldo acaba de mentir. F

    Não , Arnaldo não mentiu , Beatriz mente

    Carlos: — Beatriz acaba de mentir. V

    Sim , pois ela afirmou que Arnaldo mentiu

    Danilo: —Carlos acaba de mentir. F

    Não , pois Beatriz mentiu , Carlos falou verdade , Danilo mente

    Elaine: — Danilo acaba de mentir. V

    Sim, ele mente aí fala que Carlos é mentiroso

    Dois -Beatriz e Danilo mente

  • Meeeeeu Pai Eterno....

    Eu errei isso???

    O "ou" na fala de Arnaldo me matou : Meu nome é Danilo OU Arnaldo, sendo que F v V = V, então ele falou a verdade.

    Putz, velho!

  • A Elaine fala a vdd em relação ao DANILO, logo a questão tem 2 mentirosos. AFFFFFF..... Leia com calma, pessoal. Treino é treino, jogo é jogo.


ID
1059640
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Em determinado mês, os auditores Paulo, Marcos, Simão eFernando analisaram, individualmente, contas de algumas empresas Sabe-se que: a menor quantidade de empresas analisadas nesse mês por um desses auditores foi igual a seis; a quantidade de empresas analisadas por Simão foi maior que a quantidade analisada por Marcos e inferior à quantidade analisada por Fernando;Fernando analisou duas empresas a mais que Marcos; A maior quantidade de empresas que um auditor analisou a mais que outro foi cinco empresas.


Com base nessas informações, conclui-se que, em conjunto, os quatro auditores analisaram entre:

Alternativas
Comentários
  • Eu resolvi da seguinte maneira:

    Trabalhando com as informações do enunciado:

    A menor quantidade foi 6;

    Fernando = Marcos + 2;

    Marcos < Simão < Fernando

    A maior quantidade analisada de empresas que um auditor analisou mais que o outro foi 5 empresas;

    Observa-se que nada foi falado acerca do Paulo, então trabalharemos só com Marcos, Simão e Fernando.

    De posse da informação M < S < F, chuto que Marcos analisou a menor quantidade de empresas, que foi 6.

    Se Fernando = Marcos + 2, então Fernando analisou 8 empresas. Se Simão estava no meio, ele só pode ter analisado 7 empresas.

    Logo: Marcos + Simão + Fernando = 21 empresas analisadas
    Não foi falado nada do Paulo, então suponho que ele analisou a maior quantidade. Logo, trabalharei com a informação de que a maior quantidade foi 5 a mais a quantidade de empresas analisadas em relação aos outros auditores. Como o enunciado foi omisso mais uma vez, trabalho essa informação em relação a cada auditor:
    a) Paulo = 5 + Simão --> Paulo = 5 + 7 = 12 --> Pego os 12 e somo com os 21 (o total do S, M e F) = 33;
    b) Paulo = 5 + Fernando --> Paulo = 5 + 8 = 13 --> 13 + 21 = 34;
    c) Paulo = 5 + Marcos --> Paulo = 5 + 6 = 11 --> 11 + 21 = 32
    As respostas obtidas estão no intervalo de 32 a 36 empresas (32, 33 e 34), coincidindo com a letra e).

  • Só complementando o raciocínio do colega Marco, que está correto, no enunciado diz que "A maior quantidade de empresas que um auditor analisou a mais que outro foi cinco empresas". Então se quem auditou menos foi 6 empresas, quem mais auditou foi 11 empresas. Nem precisa de cálculo para encontrar o último valor.

  • Pessoal, acompanhem pela tabela e pela explicação para não ficar confuso...



    _______________________ Paulo a)__________Paulo b)

    Paulo_______?___________6 _______________13

    Marcos______X__________ 9________________6

    Simão _______X + 1 _______10 ______________7

    Fernando ____X +2 _______11 ______________8

    TOTAL__________________36______________34



    1º - Considere que Marcos tenha analisado X empresas

    2º - Fernando = X + 2;

    3º - Fernando > Simão > Marcos, portanto temos que Simão = X + 1;

    4º - Agora teremos 2 opções para Paulo:

    a)  Paulo foi quem analisou o mínimo de empresas, que são 6 apenas. Portanto, Fernando analisou 5 a mais que Paulo. Ou seja, Fernando analisou 11 empresas. Vale dizer que X=9

    b)  Paulo foi quem mais analisou empresas, ou seja, 5 a mais que o Fernando. Nesse caso, Marcos teria analisado o mínimo, ou seja X=6.

    Eles analisaram juntos entre 34 e 36 empresas, letra E

    o qconcursos podia liberar a tabela nos comentários né? ajuda muito... deu uma trabalheira fazer isso aí.. haha

  • Teremos as ordens MSFP, que dá exatamente 32 empresas e também a PMSF, que dá 36.

  • Gabarito: E. 

    Não usei fórmulas ou um raciocínio complexo. 

    Li o enunciado e anotei: O auditor Paulo foi quem analisou o número menor de empresas (6 - número colocado pelo exercício) 
    Simão analisou mais empresas que Marcos, porém um número menor do que o Fernando analisou. 

    Fernando analisou duas a mais do que o Marcos conseguiu. 

    Fernando - 10, Simão - 9, Marcos - 8 e Paulo - 6, ou seja, somando tudo temos o número 33. 

    Resposta: total de análises: entre 32 e 36. 

    Boa sorte e bons estudos!

  • Eu usei o mesmo raciocínio de Monique, porém considerei que Fernando com 11 empresas auditadas já que no enunciado diz: "A maior quantidade de empresas que um auditor analisou a mais que outro foi cinco empresas."

    Logo temos:

    Paulo = 6

    Fernando 6 + 5 = 11

    Marcos = 11 - 2 = 9

    Simaão = 10 (que é maior que quantidade de Marcos e menor que a quantidade de Fernando).

  • Montando a questão, chega-se a esta conclusão:

    Fernando: 8

    Simão: 7

    Marcos: 6

     

    O único que falta foi Paulo, que a questão nada falou; Porém, no final ela diz "A maior quantidade de empresas que um auditor analisou a mais que outro foi cinco empresas."  Ou seja, se a menor foi 6, e a diferença entre os auditores não pode ser maior que cinco empresas, temos a conclusão que Paulo analisou no máximo 11 empresas. A questão fica:

     

    Paulo: 11

    Fernando: 8

    Simão: 7

    Marcos: 6

    Somando tudo: 32 empresas analisadas. Letra E.

  • Mínimo 6 → maximo 6 + 5 = 11

    P →                   11 OU 6

    M→ X =             6 OU 9

    S → X + 1 =     7 OU 10       mais que M; e menos que F

    F → X + 2 =      8 OU 11       2 a mais que M

    TOTAL = 11 + 6 + 7 + 8 = 32 OU 6 + 9 + 10 + 11 = 36

  • Vejo alguns comentários que chegaram à resposta correta, mas por puro acaso do gabarito bater.

    Pensem comigo:

    partindo das premissas que M < S < F. Nada foi dita à respeito de paulo.

    Menor quantidade de empresas => 6

    Diferença entre o Auditor que analisou mais empresas e o que analisou menos empresas => 5

    Com essas premissas é possível chegar à duas conclusões

    1) Digamos que Paulo tenha analisado o menor número de empresas. P = 6

    portanto, se a diferença entre o maior e o menor número de empresas analisadas foi 5, então teremos que

    Fernando analisou 11, e em posse da premissa que a diferença entre M, P, e F é de apenas uma empresa, nessa ordem, então:

    P = 6; M = 9; S = 10; F = 11

    o que da um total de 36 empresas analisadas (esse é número máximo de empresas que poderiam ser analisadas, partindo das premissas expostas)

    agora vamos para a segunda hipótese:

    2) Suponhamos agora que Marco quem analisou 6 empresas (a menor quantidade)

    teremos então que: M = 6; S = 7; F = 8; P = 11 (Já que a diferença entre a menor e maior quantidade é 5)

    Com isso teremos um total de 32 empresas analisadas (menor quantidade possível)

    Ficamos assim com os valores 32 e 36.

    Gabarito Letra E

  • LETRA E

    SIMPLIFICANDO...

    P, M, < S, F (2+ que M)

    P= 11 >> (6+5) auditor que mais analisou foi 5 processos a mais que o que menos analisou 6.

    M= 6 >> (joguei Marcos com 6, pq S fez mais que ele, porém, menos que F)

    S= 7

    F= 8 p >> (fez 2 a mais que Marcos).

    11+6+7+8= 32 contas analisadas


ID
1059643
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Matemática
Assuntos

Ao analisar uma listagem de 1.000 contribuintes com alguma pendência com a fazenda pública, um servidor constatou que, no último ano, 300 deles não tinham efetuado o pagamento do IPTU, 450 não haviam pagado o IRPF e outros 500 não haviam pagado o IPVA de algum veículo em seu nome. Constatou também que esses contribuintes deviam ou um ou os três tributos. Nesse caso, a quantidade de contribuintes que deviam os três tributos é igual a:

Alternativas
Comentários
  • Conjunto: 1.000  Contribuintes

    A: ~IPTU 300

    B: ~IRPF 450

    C: ~IPVA 500

    D: Não pagam os 3 tributos

    E: Nenhum paga 2 tributos

     

             Sendo assim... x + (300-x) + (450-x) + (500-x) = 1000

                                                                                 -2x = 1000 - 1250

                                                                                    x = 250 / 2

                                                                                    x = 125                                  

  • Alguém sabe outra forma de resolver?

  • Resolução por meio da fórmula de união dos elementos de um conjunto:

    n(A U B U C) = n(A) + n(B) + n(C) - n(A ∩ B) - n(A ∩ C) - n(B ∩ C) + n(A ∩ B ∩ C)

    Em que:

    x: é quantidade na intersecção entre os três conjuntos;

    1.000 corresponte ao somatório dos três impostos

    n(A) = 300, n(B) = 450 e n(C) = 500

    Como não há contribuintes devendo exatamente os dois tributos, as intersecções entre A e B, entre A e C e entre B e C têm exatamente "x" pessoas, que são as que justamente devem os três tributos.




    1.000 = 300 + 450 + 500 - x - x - x + x

    1.000 = 1.250 -2x

    2x = 1.250 - 1000

    x = 125


    Esta resolução é do Professor Vítor Menezes e está no TEC Concursos. A outra resolução proposta pelo professor foi a que o Valdelino colocou.

  • Sendo x a interseção dos três conjuntos,

    1000 = 300 + 450 + 500 - x - x - x + x => 1000 = 1250 - 2x => 2x = 250 => x = 125

  • Gente, mas por que dividir por 2??


  • Desenha o Triângulo de Venn(eheheheh)

  • acertei a questão por dividir o número por 2.kkkkkk. Mas não sei por que dividir por 2? ALGUÉM SABE?
  • 1000=(300-x)+(450-x)+(500-x)+x

    1000=1250-2x

    2x=250

    x=250/2

    x=125

     

  • 300 + 450 + 500 = 1250

    Diminui do total -> 1250 - 1000 = 250

     

    250 é a intersecção, porém, não existe alternativa com esta resposta. Então, pensei o seguinte: Esta é a intersecção geral, das três possibilidades, que são o contribuinte pagar um, dois ou três dos tributos. Entretanto, a questão afirma que o contribuinte paga ou um ou três tributos, ou seja, apenas duas possibilidades. Então peguei o 250 e dividi por 2 = 125. Marquei e acertei kkkkk.

     

    Não sei se está correto o raciocínio, provavelmente não, kkkk, mas foi assim que eu fiz.

  • Pensei exatamente como o Gabriel

  • Foi chute mesmo, mas não satisfeito com o fato..........srsrsrsrs

  • Resolvi através de um sistema simples de equações.

    Sendo X o número de pessoas que deviam os 3 impostos e Y o de que deviam apenas 1 imposto, temos o seguinte sistema:

    x + y = 1000 (número de pessoas vai ser a soma dos que devem 3 dos que devem 1)

    3x + y = 1250 (número de impostos devidos é a soma do triplo de x, já que devem 3 impostos, com a de y, que deve apenas um)

    Resolvendo, temos:

    2x = 250

    x = 125

  • Alguém sabe responder usando o diagrama?

  • Essa é tranquila... só interpretar

    1) soma os valores: 300 + 450 + 500 = 1250

    essa valor está somando a interseção que é 3 X no qual X é o numero certo

    300-X + 450-X + 500-X = 1000

    então para saber o x tenho que diminuir 2 X para achar o X que preciso, pois ele se repete 3 vezes no 250:

    1250 - 2X = 1000

    2X = 250

    X = 125


ID
1059646
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Considerando todas as possíveis valorações V ou F das proposições simples P e Q, a quantidade de valorações V na tabela-verdade da proposição (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )] é igual.

Alternativas
Comentários
  • Primeira parte da condicional:

    (P∧Q)∨(~ Q ) 


    Aplicando a propriedade distributiva:

    (P v ~Q) ^ (Q v ~Q). Q ou ~Q é tautologia, logo sempre será verdadeira.


    A nossa proposição fica (P v ~Q)


    A nova condicional é:


    (P v ~Q) ->  P∨(~ Q )


    Como são idênticas, se  [ P∨(~ Q )] for "V", a segunda parte também o será. Se for "F", automaticamente a condicional é verdadeira. Logo, temos uma tautologia.


    Gabarito: D

  • a quantidade de Valorções é o 2^n, onde n é o nº de proposições,

    no exemplo temos 2 proposições P e Q portanto 2 elevado a 2 = 4

  • Renato Müller Griep, na verdade  fórmula 2 elevado a n se refere ao número de linhas da tabela verdade, que de fato depende do número de proposições. Neste exercício, no entanto, é perguntado em quantos casos o resultado da proposição composta é verdadadeiro (V). Fazendo a tabela verdade se descobre que são 4, pois em todos os casos a proposição composta é verdadeira.


    Se o exercício tivesse perguntado a quantidade de valorações F, você teria errado, pois pela tabela verdade encontraria o resultado 0 (zero), corretamente, enquanto que pela fórmula encontraria o resultado 4, da mesma forma.

  • Renato,cuidado com seus comentários. Este, no entanto sua resposta coincidiu com o gabarito correto. Mas para se chegar na mesma há necessidade de se montar a tabela na qual o resultado final será que a quantidade de valorações V são 4. Tem que ser cauteloso para não confundir quem ainda está aprendendo. Força galera! 

  • Gostaria que me auxiliem, a encontrar meu erro. Fiz pelo método da tabela e encontrei 3 como resposta. Sendo somente a terceira linha F. 

    3 linha o P=F, Q=V, P^Q=F, ~Q=F, (P^Q)v(~Q)=V, Pv(~Q)=F, (P^Q)v(~Q)-->Pv(~Q)=F

    obrigada

  • Segue resolução:

    P Q ~Q P^Q (P^Q)v(~Q) Pv(~Q) (P^Q)v(~Q) ->  Pv(~Q)
    V V F V V V V
    V F V F V V V
    F V F F F F V
    F F V F V V V



  • Luciana, (P^Q)v(~Q) na terceira linha é FALSO,onde P=F, Q=V e ~Q=F. Assim, (F^V)^(F) = F^F = F. 
    (P^Q)v(~Q)-->Pv(~Q) = V. 

  • Alguém pode me dizer se meu pensamento está errado?

    (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )]

    É um condicional, logo se:

    (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )]

    Verdadeiro → Verdadeiro

    Falso → Falso

    Verdadeiro ou Falso SE a 2ª for verdadeiro

    Logo, 4 verdadeiros.

  • Para saber a quantidade basta contar as variáveis e elevar na base 2 então e P e Q são duas basta elevar 2^2 = 4


  • Pessoal, essa é uma questão considerada difícil, e para quem está iniciando os estudos precisa montar a tabela verdade, caso contrário, não conseguirá respondê-la.

    Muita boa a tabela que nosso colega montou.

  • Alguém fez direto sem tabela verdade ? Tabela demora um pouco , mas acho que é mais seguro na hora da prova.

  • Nesse tipo de questão temos que fazer como Jack estripador (trabalhar com partes):

    1ª parte - Encontrar os valores de (P ^ Q):

    V ^ V = V

    V ^ F = F

    F ^ V = F

    F ^ F = F

    2º parte - Encontrar os valores de ( ~ Q):

    Q  =  ~Q

    V   =  F  

    F   =  V

    V   =  F

    F   =  V

    3º parte - Encontrar os valores de (1ª parte) v (2º parte):

    V   v   F   =   V

    F   v   V   =   V

    F   v   F   =   F

    F   v   V   =   V

    4º parte - Encontrar os valores de [P v ( ~ Q):

    V   v   F   =   V

    V   v   V   =   V

    F   v   F   =   F

    F   v   V   =   V

    Por fim, Encontrar os valores de (3º parte)  --> (4º parte)

    V  -->  V   =  V

    V  -->  V   =  V

    F  -->  F   =  V

    V  -->  V   =  V

    É uma Tautologia (proposição cujo valor lógico é sempre verdadeiro).

    Sendo assim, a quantidade de valorações V na tabela-verdade da proposição (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )] é igual ''4'' 

    Alternativa: ''D''

    Obs: pode até parecer um pouco difícil de entender com tantos V's e F's, mas é só uma questão de pratica, e com esta vem a perfeição.

    Espero ter ajudado!

    Grande abraço a todos! 

  • Montando a tabela – verdade:




    Alternativa certa letra D.






  • Quando envolve 2 proposições ( 4 linhas) eu nem penso, prefiro fazer a tabela verdade, e bem mais rápido p/ mim

    P     Q      P ^ Q    ~Q                    (P∧Q)∨(~ Q )      P∨(~ Q )                 (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )]

    V      V      V          F                             V                           V                                     V

    V      F       F          V                             V                          V                                     V

    F      V       F          F                              F                          F                                      V

    F      F       F          V                              F                          V                                      V

    Tautologia de duas proposições temos quatro valores "V"

    LETRA D)


  •  Tiago Trigo, na sua tabela o último valor de (P∧Q)∨(~ Q ), mostra valor (F), mas na real é verdadeiro,

    atente-se ou vai perder pontos por besteira.


  • mesmo que pareca uma perda de tempo, tem-se que fazer a tabela-verdade em questoes como esta...

  • Nem precisa de montar a tabela, já que é uma tautologia, e possui duas proposições,e duas proposições são quatro linhas= quatro V's

  • MACETE!!!

    NÚMERO DE LINHAS = 2^N

    N= NÚMERO DE PROPOSIÇÕES 

    2^2=4

    "SE NÃO HOUVER VENTO, REME."


  • Pessoal, claro que fazer tabelas-verdade em provas é uma perda de tempo. Porém, às vezes, não fazê-las é perda de pontos na certa. Vai da malícia de cada um na hora da prova, se ver que a tabela é grande demais, não vale a pena, talvez, no final da prova, sim. MASSS, essa questão, especificamente, só tinha 4 linhas, não perderíamos tanto tempo, e convenhamos, para uma prova de Auditor, esse um ponto poderia fazer toda diferença, como em outras também.

  • Só para eu entender, então quando a prova pede quantidade de valoraçōes, significa quantidade de linhas, na tabela-verdade? 

  • Existe uma erro nesta expressão lógica. Para que ocorra de fato a tautologia, o conectivo tem que ser bidirecional <->  e não implicação ->, como consta.

  • É uma tautologia

  • Para essa proposição (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )] ser falsa, a primeira parte tem que ser verdadeira e a segunda falsa V->F

    Então desenvolvendo a primeira parte
    (P∧Q)∨(~ Q ) aplica aqui a distributiva,

    [Pv(~Q)] ^ [Qv(~Q)]
     

    Essa parte [Qv(~Q)] sempre será verdadeira pois uma é o oposto da outra.. quando Q for verdadeiro, ~Q será falso e vice-versa.

    Perceba aqui que é impossível ter a proposição
     

     [Pv(~Q)] ^ [Qv(~Q)] -> [Pv(~Q)] falsa,
     

    pois como já foi dito, a primeira parte tem que ser verdadeira e a segunda falsa, mas para a primeira ser verdadeira temos que ter [Pv(~Q)] verdadeira pois se trata de uma conjunção, a qual só será verdadeira se ambas forem verdadeiras. Logo a segunda parte tbém será verdadeira por se tratar da mesma proposição composta [Pv(~Q)].
    Assim, teremos V->V

    ou seja, nunca teremos V->F
    Assim temos uma tautologia.

    Como são apenas 2 tipos de proposições P e Q, a quantidade de linhas será 2²=4 e todas sendo V

  • Gabararito   D  =    letra D pois a propsição é uma TAUTOLOGIA, ou seja, todos os valores saõ VERDADEIROS!!!

    CAMPANHA!!!!!  comece a responder colocando C  ou E  ou (A,B,C,D,E) pois nem todo mundo tem acesso ao gabarito, e nós pobres queremos saber o gabarito também, desde já obrigado. compartilhem em todos os comentários.

    Sonho com o dia em que os comentários das questões começarão por:
    Questão errada porque....

    Questão certa porque...

    Gabarito letra D porque ...

  •      Nikolas Santana, quando a banca pergunta isso, quer saber quandos V e quantos F tem a proposição quando soluciona pela tabela-verdade. A exemplo dessa, terão quatro resultados. A questão quer saber, desses 4, quantos são V.

         Alguns colegas já sabem que é uma tautologia, aí não precisa fazer a tabela-verdade porque é sabido que uma tautologia é tudo verdadeiro; nesse caso, tautologia significa 4 "V". Espero ter ajudado.

     

       Aos colegas que "de cara" identificaram uma tautologia, façam a gentileza de explicar o raciocínio, também queremos aprender. 

  • Fazendo o esquema da equivalencia vc mata a questão

    (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )] = 
    [(P∨~Q)∧(Q ∨~Q)] →  [ P∨(~ Q )] =
    (P∨~Q)        [P∨(~ Q )] =
       V        →     V   = V
       F        →     F   = V

    Se der V em uma da V na outra e se der F em uma da F na outra e resultado é sempre V

  • a questão pedi apenas o numero de linhas da tabela verdade. é só você pegar 2 e elevar ao número de proposições, que no caso seriam duas P e Q.

     

    2 elevado a 2 é 4

  • Q. questões, a questão não pede o número de linhas.. pede a quantidade de valores V, mas como se trata de uma tautologia, então todas as linhas teremos a valoração V. Por isso que a quantidade de linhas e a quantidades de valores V coincidem. Mas nem sempre será a mesma coisa.. cuidado.. rs

  • Alguns colegas simplesmente comentam que é uma tautologia.

    Acredito que para saber se é ou não uma tautologia é necessário desenvolver a tabela veritativa, como outros colegas o fizeram.

    Mas se houver meios de saber sem desenvolver, ... heeeeeelp! Quero aprender!

    Do contrário, por favor, são comentários que não ajudam.

     

  • P     Q      P ^ Q    ~Q                    (P∧Q)∨(~ Q )      P∨(~ Q )                 (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )]

    V      V      V          F                             V                           V                                     V

    V      F       F          V                             V                          V                                     V

    F      V       F          F                              F                          F                                      V

    F      F       F          V                              F                          V                                      V

    Tautologia de duas proposições temos quatro valores "V"

    LETRA D)

  • TAUTOLOGIA.

     

     

    GABARITO ''D''

  • Galera, fiz por um método diferente, sem montar tabela verdade e achei bem mais rápido a resposta.

     

    A expressão dada foi    (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P∨(~ Q )]  

     

    Sabemos que essa expressão tem 4 linhas (2 elevado ao número de proposições)

     

    Se a expressão dada for uma tautologia, os 4 valores lógicos ( nas quatro linhas), inevitavelmente, vão ser verdadeiras, correto? Para saber se é uma tautologia sem montar a tabela, basta substituir todas as proposições da expressão por F e se no final da resolução der  V, a expressão será  tautologia .

     

    (P∧Q)∨ (~ Q ) → [ P∨(~ Q )]  

      (F^F) v (V)  -->  [F v (V)]

      F v V     V -->  V

        V    --> V

              V

     

    Isso significa que em todas as linhas o valor lógico é VERDADEIRO. 

  • O método de trocar tudo por F para ver se é uma tautologia não funciona em todas questões (corrijam-me se eu estiver errrado), como por exemplo a questão Q353485.

     

     

  • Exato, Concurseiro Cerrado. Quem fez essa questão usando esse bizu acertou na sorte, porque essa dica só dá certo quando temos o conector da BICONDICIONAL ligando as proposições. 

  • Viaja não Goku.¬¬

    Pensamento dele está correto.

  • Estou aprendendo mais com os comentarios de alguns colegas do que com o professor do QC.

  • Gente resolvendo rapidão 

     

    conectivo —->

    vamos ver se eh tautologia

    proposicao = F

     se houver a possibilidade de. Prop ser f então não eh uma tautologia ai faz a tabela verdade pra verr o numero de V

    sao 2 proposições logo 4 linhas se for tautologia 4 V

     

  • O número de linhas da tabela sempre será 2 elevado a quantidade de letras do problema.

  • esse professor, sei não viu, só explica as questões escrevendo... meu fi dê as caras.

  • Mais fácil e seguro montar a tabela verdade... desafiar a proposição, ainda mais quando estamos nervosos fazendo uma prova, não é uma boa opção a nao ser que você seja muito muito RLM e Matemática.

    Ainda mais uma tabela simples como essa de apenas quatro linhas. Ás vezes você gasta o mesmo tempo e possui mais certeza da resposta.

  • LETRA D!

    BEM MAIS FACIL DO QUE MONTAR A TABELA VERDADE. SEGUE O RACIOCINIO....

    VAMOS LA.....

    P=V

    Q=F

    (P∧Q)∨(~ Q ) → [ P ∨(~ Q )] 

    V e F ou V se então V ou V

    F ou V se então V

    V se então v

    V


ID
1059649
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Raciocínio Lógico
Assuntos

Se as proposições (i) “Se Jonas estiver de folga, então Paulo e Mauro irão à reunião.” e (ii) “Se Paulo ou Raul forem à reunião, então Mauro não irá à reunião.” forem verdadeiras, é correto concluir que:

Alternativas
Comentários
  • Sendo:

    J = Jonas estará de folga

    P = Paulo irá à reunião

    M = Mauro irá à reunião

    R = Raul irá a reunião


    Em (ii):

    (P v R) -> ~ M

    Atribuindo o valor lógico "V" para M, então ~M = "F". Logo:

    (P v R) = "F". Portanto, tanto P como R são FALSOS.


    Em (i)

    J -> (P ^ M). Porém, vimos que P é "F", logo P ^ M também o é! Para a condicional ser verdadeira (condição dita no enunciado), necessariamente J é FALSO.


    Então, temos:

    J, P e R: FALSOS

    M: VERDADEIRO


    Gabarito: letra E

  • Alguém pode explicar de outra forma, por favor?

  • Caro Luiz,


    Não faz sentido algum atribuir Verdade para a proposição M.

    Obviamente isto irá resultar como falso para R. Da mesma forma que atribuir Falso para M resultará em Verdade para P ou R.


    De fato, se pararem para pensar "Jonas não estará de folga". Como pode Jonas estar de folga e Paulo e Mauro irem na reunião juntos, se Mauro não irá na reunião se Paulo for?

    No entanto Raul surgiu na história do nada. Não se pode atrelá-lo a nenhum condição, logo ele pode ter ido ou não, isso não irá atrapalhar nenhuma das proposições.


    Acredito que este seja só mais um dos muitos erros não reconhecidos (publicamente) pela CESPE.

  • Aqui no site, a questão foi anulada, mas em meu raciocínio cheguei a conclusão do gabarito. Vejamos:

    p: Jonas está de folga

    q: Paulo irá  à reunião

    r: Mauro irá  à reunião

    s: Raul irá à reunião

    as proposições i e ii abaixo são verdadeiras: 

    i: p  -> (q ^ r) 

    ii: (q v s) -> ~r

    As proposições condicionais serão negativas apenas no caso V -> F, assim, resolvendo a partir da proposição i, tem-se duas possibilidades:

    1) se p = V, então (q ^ r) = V. Se (q ^ r) = V, então q = r = V

    analisando a proposição ii:

    se p = v, então q = r = V:

    (q v s) -> ~ r

      (V v...)  ->   F

          V     ->   F

                  F

    conclusão: não pode ocorrer p = V, pois neste caso a proposição ii será falsa e o argumento será inválido. Logo p = F (Jonas não está de folga)

    2) p = F, então (q ^ r) = F. Se (q ^ r) = F, então q = V ou F e r = V ou F

    supondo p = F, q =F e r = F:

    (q v s) -> ~ r

    (F v ...) -> V

           V

    conclusão> não se pode afirmar nada sobre s

    supondo p = F, q = F e r = V

    (q v s) -> ~ r

    (F v ...) -> F

             V

    conclusão: para ser verdadeiro, então s = V, ou seja: Raul irá à reunião

    supondo p = F, q =V e r = F

    (q v s) -> ~ r

    (F v ...) -> V 

                V

    conclusão: não se pode afirmar nada sobre s

    supondo  p = F, q =V e r = V

    (q v s) -> ~ r

    (F v ...) -> F

               V

    conclusão: para ser  verdadeiro, então s = V, ou seja:  Raul irá à reunião

         


  • KKKK O GABARITO ERA ''E'' MAS A CESPE ANULOU DEVIDO AO FATO DE QUE NÃO É POSSÍVEL ATRIBUIR VALOR LÓGICO PARA O RAUL, OU SEJA, ELE TER IDO À REUNIÃO PODE SER FALSO OU VERDADEIRO... EIS OS RESULTADOS DAS DEMAIS PROPOSIÇÕES.


    Jonas está de folga ---> FALSA.

    Paulo irá à reunião ---> VERDADEIRA.

    Mauro irá à reunião ---> FALSA.

    Raul irá à reunião ---> FALSA/VERDADEIRA.

  • Pode-se transformar as assertivas para:

    1: J > P^M = V

    2: PvR > ~M = V

    Fazendo a tabela verdade:

    J M P R P^M   1 PVR   ~M    2   1^2

    V V V V   V    V   v    F    fx   x

    V V V F V    V    v    f    fx   x

    V V F V F    Fx    v     f     fx   x

    V V F F F    Fx   f    f    v   x

    V F V V F    Fx   v    v    v   x

    V F V F F    Fx   v     v     v   x

    V F F V F    Fx   v    v    v   x

    V F F F F    Fx   f    v    v   x

    F V V V V    V    v    f    fx   x

    F V V F V   V    v    f    fx   x

    F V F V F    V    v    f   fx   x

    F V F F F    V    f    f    v   V

    F F V V F    V    v    v    v   V

    F F V F F    V    v    v    v   V

    F F F V F    V    v    v    v   V

    F F F F F    V    f    v    v   V

    Como foi dado na questão que a assertiva 1 e 2 são verdadeiras, marquei com um 'x' para ficar óbvio que essas possibilidades devem ser eliminadas.

    Assim, vemos da última coluna que somente 5 possibilidades podem ser verdadeiras. Vemos que em todas elas J é Falso (ou seja: Jonas não estará de folga), mas que não se pode concluir coisa alguma sobre Raul.


ID
1059652
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Acerca do direito administrativo, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • A) ERRADO, Não adotamos, no Brasil, o critério do Poder Executivo. Segundo esta corrente, o Direito Administrativo provém exclusivamente do Poder Executivo. Ocorre que, no Brasil, a separação de poderes não é rígida, logo, ficam os demais Poderes livres para o exercício de funções atípicas. É fora de dúvida de que, no Brasil, o Legislativo e o Judiciário administram, quando, por exemplo, licitam e realizam concursos públicos.

    B) ERRADO,O Direito Administrativo, de fato, não é plenamente Codificado. Não há, à semelhança do Código Penal, Civil e Tributário, qualquer Código de Direito Administrativo. Isso, no entanto, não quer significar que o Direito Administrativo não seja autônomo.

    C) ERRADO. Direito Administrativo é ramo do Direito Público, e regula as relações entre o Estado e os administrados, bem como entre os órgãos estatais e seus servidores. A distinção em relação ao Direito Privado é a posição de verticalidade das relações públicas.

    D) ERRADO.A indisponibilidade do interesse público é um inibidor da atuação do administrador, afinal não é livre para fazer ou deixar de fazer qualquer coisa, a não ser que admitida em lei. Ademais, embora os bens públicos sejam, de fato, impenhoráveis, podem ser objeto de alienação, nos termos da Lei 8.666/1993.



  • E) CERTO.Essa é uma questão clássica em concursos públicos.

    Para a definição de Direito Administrativo e o seu objeto, surgiram várias teorias, como do serviço público,legalista (exegética ou caótica), residual ou negativista e o critério da Administração Pública.

    No Brasil, das correntes existentes, prevalece o critério da Administração Pública, o qual conjuga, para a definição do Direito Administrativo, o aspecto subjetivo e o objetivo.

    Pelo critério objetivo, o Direito Administrativo traduz-se na atividade propriamente dita, e, por isso, é sinônimo para critério funcional ou material. São atividades finalísticas do Estado: serviço público, poder de polícia, fomento e intervenção.

    Já pelo aspecto subjetivo, a Administração Pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. São os órgãos, agentes e pessoas administrativas.

    Por Cyonil Borges em 14/10/2013

  • sentido Subjetivo da Administração Pública compreende as Entidades (pessoas jurídicas), os Órgãos (unidades despersonalizadas) e os Agentes (pessoas naturais), ou seja seus sujeitos.
    Sentido SUBJETIVO = SUJEITOS da Administração Pública. 

    Sentido Objetivo da Administração Pública compreende as Atividades ou Funções Administrativas exercidas pelos agentes, ou seja, seu objeto de atuação. 
    Sentido OBJETIVO = OBJETO de atuação da Administração Pública .

    Sentido SUBJETIVO/FORMAL/ORGÂNICO = SUJEITOS da Administração Pública.
    Sentido OBJETIVO/MATERIAL/FUNCIONAL = OBJETO de atuação da Administração Pública. 

  • (A) ERRADA "A administração pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja vista que a este cabe, em vista do princípio da separação dos poderes, a exclusiva função administrativa." O legislativo, o judiciário e o Ministério Público também exercem a função administrativa.

  • (D) ERRADA - O erro está no final da frase: "cuja posse detenha o particular". Ressalva-se que o administrado só poderá dispor dos bens imóveis se houver lei expressa autorizando. Atentar que a Lei 8.666/93 regra COMO proceder para alienar, não autoriza (art. 17 da Lei 8.666/93).

    (E) Embora considerada a questão correta, entendo que trata-se de uma questão nula. A administração pública NÃO SE CONFUNDE com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. A administração pública em sentido subjetivo ESTUDA OS SUJEITOS (entidades, órgãos e agentes (este pessoa física)). Se a administração pública se confundir com os próprios sujeitos estaríamos dizendo que o agente possui parcela do poder estatal (teoria do mandato), ou que os órgãos se identificam com seus agentes, que expressam a vontade do Estado (teoria subjetivista), ou que o agente representa a pessoa jurídica de direito público, atuando no nome do Estado e o Estado não outorga mandato ao agente público (teoria da representação). 


  • (A) ERRADA: A Administração pública não se confunde com o Poder Executivo, justamente porque os demais Poderes também exercem função administrativa, ainda que atipicamente, o que não confere exclusividade ao Poder Executivo para o exercício desta função.

    (B) ERRADA: Não seria a simples falta de codificação que comprometeria a autonomia do Direito Administrativo como ramo autônomo do Direito. O Direito Administrativo é dotado de princípios e feições próprios, entre outras características singulares, o que lhe confere o status de ramo autônomo.

    (C|) ERRADA: O Direito Administrativo visa a regular as relações entre seus sujeitos, entre estes e seus agentes, bem como entre a Administração e os administrados, quando aquela atua sob a égide da supremacia do interesse público sobre o particular, em relações jurídicas caracterizadas por um regime de direito público..

    (D) ERRADA: a indisponibilidade do interesse público se dirige ao administradoR e não ao administrado. Este apenas suporta indiretamente os efeitos desse princípio. Além disso, é possível a alienação de bens públicos, observadas as exigências legais constantes do art. 17/Lei 8.666/91.

    (C) CORRETA: Em seu aspecto subjetivo, a Administração pública é o conjunto dos sujeitos que a compõe (entidades, órgãos, e agentes), no exercício da atividade administrativa, esta última, consistente no aspecto objetivo dessa função estatal. 

  • Sentido Objetivo / Funcional / Material:                                                                   

    Raciocínio: É o objeto visado;

    Serviço (função);

    Típico / atípico;

    Pergunta chave: O que é? 

    Resposta: Serviço público prestado pelo Estado;

    Administração (ação).


    Sentido Subjetivo / Orgânico / Formal

    Raciocínio: É inerente à pessoa, ao sujeito;

    Estrutura (Órgão / Pessoa);

    Não existe típica / atípica

    Pergunta chave: Quem é? 

    Resposta: Prestadores de serviço público;

    Administração (composição).

    Fonte: Professores: Helder Saraiva (Impacto Concursos) e Jorge Oliveira (Universo Estudantil).

  • Essa foi no chute!

    Vejamos: 

    sentido Subjetivo da Administração Pública compreende as Entidades (pessoas jurídicas), os Órgãos (unidades despersonalizadas) e os Agentes (pessoas naturais), ou seja seus sujeitos.
    Sentido SUBJETIVO = SUJEITOS da Administração Pública. 

    Sentido Objetivo da Administração Pública compreende as Atividades ou Funções Administrativas exercidas pelos agentes, ou seja, seu objeto de atuação. 
    Sentido OBJETIVO = OBJETO de atuação da Administração Pública .

  • A administração pública em sentido formal, orgânico ou SUBJETIVO é próprio o conjunto de órgãos, pessoas jurídicas e agentes (sujeitos que a integram) que o nosso ordenamento jurídico identifica como administração pública, não importando a atividade que exerçam. (Marcelo Alexandrino e Vicente de Paulo).

  • Uma vez que a Administração Pública, à luz de nosso ordenamento jurídico, não se restringe ao Poder Executivo. Com efeito, os demais Poderes Políticos – Legislativo e Judiciário – também exercem função genuinamente administrativa e, dessa forma, também atuam como Administração Pública. Cite-se, como exemplo, a realização de um concurso público ou de uma licitação por um órgão integrante do Poder Judiciário. Mencione-se, ainda, a título de exemplo, a relação estatutária estabelecida entre tais Poderes e seus respectivos servidores, sendo certo que todos os atos daí decorrentes (concessão de férias, licenças, afastamentos, sanções disciplinares, etc) inserem-se, do mesmo modo, no exercício de função administrativa. Em suma: embora os demais Poderes da República apresentem funções típicas diversas da função administrativa (o Legislativo a função legiferante e o Judiciário a função jurisdicional), fato é que também praticam atos estritamente administrativos. A opção “A” não está correta.

    A alternativa “B” também contém assertiva incorreta. A despeito da ausência de codificação do Direito Administrativo, tal circunstância não retira desse ramo do Direito sua autonomia enquanto disciplina jurídica. E isto porque desfruta de regras e princípios próprios, os quais lhe conferem fisionomia distinta dos demais segmentos do Direito. A propósito do tema, confiram-se as palavras de Maria Sylvia Di Pietro: “(...)a formação do direito administrativo, como ramo autônomo, teve início, juntamente com o direito constitucional e outros ramos do direito público, a partir do momento em que começou a desenvolver-se – já na fase do Estado Moderno – o conceito de Estado de Direito, estruturado sobre o princípio da legalidade (...) e sobre o princípio da separação de poderes(...)” (Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 2).

    Na letra “C”, pode-se indicar o claro equívoco de se afirmar que o Direito Privado teria a incumbência de disciplinar as relações entre os órgãos públicos e a sociedade. Não é verdade. As relações jurídicas travadas entre a Administração Pública – sejam os órgãos integrantes da Administração Direta, sejam as entidades que compõem a Administração Indireta – e os administrados em geral (a sociedade, como afirmado na questão), constitui também objeto de estudo do Direito Administrativo. É até possível que determinadas relações jurídicas envolvendo entes públicos sejam disciplinas predominantemente por normas de Direito Privado (como, por exemplo, um contrato de locação celebrado entre uma autarquia e um particular), mas é inegável que, de forma preponderante, a relação mantida entre Administração Pública de um lado e particulares de outro insere-se na órbita de estudo do Direito Administrativo.

    A opção “D” está errada, porquanto o princípio da indisponibilidade do interesse público direciona-se, por óbvio, para os administradores públicos, e não para os administrados, como consta da questão. Em síntese, só quem detém a propriedade de um dado bem, pode dele livremente dispor. Ora, como nossos governantes não são os “donos” da coisa pública, e sim meros gestores, a eles não é dado dispor daquilo que não lhes pertence. Daí a necessidade de que todos os atos administrativos sejam praticados, sempre, almejando uma finalidade pública, objetivando, portanto, atingir o interesse público.

    Por fim, a alternativa “E” é o gabarito da questão. De fato, o conceito de Administração Pública, em sentido subjetivo, vincula-se à idéia de sujeitos, de pessoas, isto é, o importante é quem integra a Administração, não importando, nessa acepção, a atividade que é desenvolvida. Aí se incluem os entes federativos, bem assim os órgãos e agentes que integram sua estrutura interna (Administração Direta), além das pessoas administrativas, as quais compõem a Administração Indireta, vale dizer, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. A norma básica que fundamenta essa resposta é o art. 4º do Decreto-Lei 200/67.


  • Um ponto importante a ser levantado nessa questão, é que o termo "sujeito", que se refere a alternativa, deve ser levado em consideração a sua definição que vem lá do direito civil, que é todo e qualquer participante de uma relação jurídica, ou seja, pessoas (P. física e P.jurídica) e entes despersonalizados.

  • a) Falsa.

    b) Falsa. É um ramo do direito autonômo, pois possui regime jurídico e princípios próprios

    c) Falsa. Conforme Carvalho Filho, conceitua-se o direito administrativo como sendo o conjunto de normas e princípios, que visando ao interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e os órgãos do Estado e entre este e as coletividades que devem servir (p.8)

    d) O PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE revela que os bens e os interesses públicos não pertencem a Administração PÚBLICA, cabendo a mesma, apenas GERIR, conservá-los e por eles velar-se em prol da coletividade.

    e)CORRETA. A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM SENTIDO SUBJETIVO leva em consideração o sujeito da função administrativa em si, ou seja quem a exerce de fato.

  • a alternativa “E” é o gabarito da questão. De fato, o conceito de Administração Pública, em sentido subjetivo, vincula-se à idéia de sujeitos, de pessoas, isto é, o importante é quem integra a Administração, não importando, nessa acepção, a atividade que é desenvolvida. Aí se incluem os entes federativos, bem assim os órgãos e agentes que integram sua estrutura interna (Administração Direta), além das pessoas administrativas, as quais compõem a Administração Indireta, vale dizer, autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista. A norma básica que fundamenta essa resposta é o art. 4º do Decreto-Lei 200/67.


  • Acredito que outra questão ajuda a responder, vejam:

    Prova: CESPE - 2011 - Correios - Analista de Correios - Advogado Disciplina: Direito Administrativo | Assuntos: Organização da administração pública; Regime jurídico administrativo; Conceito de administração pública; 

    Em sentido subjetivo, a administração pública compreende o conjunto de órgãos e de pessoas jurídicas ao qual a lei confere o exercício da função administrativa do Estado.

    GABARITO: CERTA.

  • O princípio da Indisponibilidade do Interesse Público enuncia que os agentes públicos NÃO são donos do interesse por eles defendido. Assim, no exercício da função administrativa os agentes públicos estão OBRIGADOS a atuar, não segundo sua própria vontade, mas do modo determinado pela legislação.

    Vale lembrar que... TODOS os princípios do Direito Administrativo são desdobramentos da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO e da INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO.


    Fonte: Manual de Direito Administrativo - Alexandre Mazza.

  • Melvio faz alguma coisa.

    sujeito = Melvio. O sujeito é o autor da ação, é quem faz = sentido subjetivo

    objeto direto = alguma coisa = o que Melvio faz, ou seja, a atividade exercida  = sentido objetivo.

  • art. 4º do Decreto-Lei 200/67.

  • O sentido Subjetivo da Administração Pública compreende as Entidades (pessoas jurídicas), osÓrgãos (unidades despersonalizadas) e os Agentes (pessoas naturais), ou seja seus sujeitos.
    Sentido SUBJETIVO = SUJEITOS da Administração Pública. 

    O Sentido Objetivo da Administração Pública compreende as Atividades ou Funções Administrativas exercidas pelos agentes, ou seja, seu objeto de atuação. 
    Sentido OBJETIVO = OBJETO de atuação da Administração Pública .

  • Gabarito letra E.

    Sentido formal / subjetivo / orgânico = órgãos + agentes + entidades (quem faz a Adm. Pública?)

    Sentido material / objetivo / funcional = atividade administrativa (o que faz a Adm. Pública?)


    http://www.viajus.com.br/viajus.php?pagina=artigos&id=3669&idAreaSel=1&seeArt=yes
  • Aí!  Aí! A!. Essa foi no chute calulado. Fator de decisão foi a palavra subjetivo.

  • Pena que pouquissimas prvas do cespe sao de multipla escolha

  • * sentido objetivo [funcional] ---> refere-se à própria atividade administrativa.

     

    * sentido subjetivo [orgânico] ---> refere-se aos agentes, órgãos, entidades.

     

    Em sentido objetivo, a expressão administração pública confunde-se com a própria atividade administrativa.

     

    Em sentido subjetivo, a administração pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa.

  • A - ERRADO - CADA UM DOS PODERES EXERCE, DE FORMA ATÍPICA, A ATIVIDADE TÍPICA DOS DEMIAS, OU SEJA, NÃO EXISTE ATIVIDADE EXCLUSIVA. O QUE EXISTE É UMA RELÇÃO DE HARMONIA E INDEPENDÊNCIA. TEORIA DOS FREIOS E CONTRA PESOS.

     

    B - ERRADO - A MATERIA ADMINISTRATIVA NÃO PRECISA SER CODIFICADA PARA TER STATUS DE AUTONOMIA. NÃO É ATOA QUE A MAIOR PARTE DA MATÉRIA É MINISTRADA POR DOUTRINADORES. OU SEJA, A DOUTRINA É FONTE DO DIREITO, ALÉM DE PRINCÍPIOS, DECISÕES.

     

    C - ERRADO - O DIREITO ADMINITRATIVO TAMBÉM IMPÕE, LIMITA, RESTRINGE, DESOBRIGA ADMINISTRADOS MEDIANTE ATOS DE POLÍCIA ADMINISTRATIVA. OU SEJA NÃO SE TRATA SOMENTE DE UMA RELAÇÃO INTERNA. 

     

    D - ERRADO - O PRINCÍPIO DA INDISPONIBILIDADE ESTÁ VOLTADO AO ADMINISTRADOR, AO AGENTE PÚBLICO. OU SEJA, AO ADMINISTRADOR NÃO CABE DISPOR, ALIENAR, POR A DISPOSIÇÃO, ABRIR MÃO DO INTERESSE PÚBLICO. ELE É APENAS UM MERO GESTOR.

     

    E - CORRETO - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA EM SEU SENTIDO SUBJETIVO, FORMAL OU ORGÂNICO SE CONFUNDE COM QUEM REALIZA A ATIVIDADE ADMINISTRATIVA, OU SEJA, CONFUNDE-SE COM ENTIDADES, ÓRGÃOS OU AGENTES. 

     

     

     

     

     

    GABARITO ''E''

  • Para a definição de Direito Administrativo e o seu objeto, surgiram várias teorias, como do serviço público, legalista (exegética ou caótica), residual ou negativista e o critério da Administração Pública. No Brasil, das correntes existentes, prevalece o critério da Administração Pública, o qual conjuga, para a definição do Direito Administrativo, o aspecto subjetivo e o objetivo.

     

    Pelo critério objetivo, o Direito Administrativo traduz-se na atividade propriamente dita, e, por isso, é sinônimo para critério funcional ou material. São atividades finalísticas do Estado: serviço público, poder de polícia, fomento e intervenção. Já pelo aspecto subjetivo, a Administração Pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. São os órgãos, agentes e pessoas administrativas.

     

    Cyonil Borges

  • Acerca do direito administrativo, assinale a opção correta.

     a) A administração pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja vista que a este cabe, em vista do princípio da separação dos poderes, a exclusiva função administrativa.

    A atividade administrativa apesar de ser típica do Poder executivo, também é exercida atipicamento nos âmbitos dos Poderes Legislativos e Judiciário.

     b) A ausência de um código específico para o direito administrativo reflete a falta de autonomia dessa área jurídica, devendo o aplicador do direito recorrer a outras disciplinas subsidiariamente.

    Ramo autônomo

     c) O direito administrativo visa à regulação das relações jurídicas entre servidores e entre estes e os órgãos da administração, ao passo que o direito privado regula a relação entre os órgãos e a sociedade.

    Conforme José dos Santos Carvalho Filho, direito administrativo é o conjunto de normas e princípios que, visando sempre o interesse público, regem as relações jurídicas entre as pessoas e os órgãos do Estado e entre este e as coletividade a que devem servir.

     d) A indisponibilidade do interesse público, princípio voltado ao administrado, traduz-se pela impossibilidade de alienação ou penhora de um bem público cuja posse detenha o particular.

    Princípio voltado ao administrador.

    A administração não pode alienar bens públicos enquanto estes estiverem destinados a uma finalidade pública específica (afetados a uma finalidade pública). Mesmo quando os bens públicos estiverem desafetados, a sua alienação não é livre devendo respeitar as exigências legais, dentre as quais se destacam a necessidade de autorização legislativa e a relaização e licitação.

    e) Em sentido subjetivo, a administração pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado.

    CERTO

    Em sentido subjetivo (também denominado formal ou orgânico), a expressão "Administração Pública" designa os entes que exercem as funções administrativas, correspondendo as pessoas jurídicas, os órgãos e os agentes incumbidos dessa função. Em outra palavras, em sentido subjetivo, a Administração Pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado.

     

    Fonte: Direito Administrativo. Ricardo Alexandre e João de Deus

  • Em relação a letra e, a palavra confunde-se pode ser substituída por qual?

  • ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

     

    SOF: Subjetivo, Orgânico, Formal:

    "Quem faz?"

    Orgãos, agentes, bens que compõem a estrutura

     - Órgãos da administração direta;

    - Administração Indireta;

    - Agentes Administrativos

     

    MOF: Material, Objetivo e Funcional

    "O que faz?" Função ou atividade Administrativa

    - Serviço Público;

    - Polícia Administrativa;

    - Fomento;

    - Intervenção

  • Vamos encontrar a opção correta:

    (a) ERRADA. Embora a função administrativa seja típica do Poder Executivo, os demais Poderes, Legislativo e Judiciário, também a exercem de forma acessória, notadamente quando organizam seus serviços internos. Assim, é incorreto afirmar que a administração pública se confunde com o Poder Executivo. Ademais, o quesito também erra ao dizer que ao Poder Executivo cabe exclusivamente a função administrativa, uma vez que também exerce atividades próprias da função legislativa, como quando edita medida provisória (CF, art. 62) ou decretos autônomos (CF, art. 84, VI).

    (b) ERRADA. Ainda que não possua um código específico que reúna todas as suas normas e princípios, o Direito Administrativo é considerado um ramo jurídico autônomo, eis que apresenta um conjunto sistematizado de princípios e regras que lhe dão identidade, diferenciando-o das demais ramificações do direito. A doutrina aponta que a caracterização do Direito Administrativo é dada pelo chamado “regime jurídico-administrativo”, que se delineia em função de dois princípios básicos: (i) supremacia do interesse público sobre o privado; (ii) indisponibilidade dos interesses públicos.

    (c) ERRADA. O direito administrativo regula tanto as relações jurídicas entre servidores e entre estes e os órgãos da administração como a relação entre os órgãos e a sociedade.

    (d) ERRADA. O princípio da indisponibilidade do interesse público diz respeito às restrições impostas à vontade estatal. Portanto, em regra, é voltado para a Administração, e não para os administrados.

    (e) CERTA. Para encontrar o sentido subjetivo/formal de Administração Pública, basta perguntar: quem exerce a função? Já para o sentido objetivo/material, a pergunta deve ser: quais são as atividades exercidas?

    Gabarito: alternativa "e"

  • ADM PÚBLICA

    em sentido SUBJETIVO, ORGÂNICO,FORMAL (SuOrFor): órgãos, entidades e agentes que exercem a atividade administrativa

    em sentido OBJETIVO, FUNCIONAL, MATERIAL(ObFuMa): a própria atividade administrativa

  • (A) A administração pública confunde-se com o próprio Poder Executivo, haja vista que a este cabe, em vista do princípio da separação dos poderes, a exclusiva função administrativa.

    FALSO

    ◙ A administração envolve não apenas o Poder Executivo; em sua concepção subjetiva, engloba todos os demais órgãos da administração direta e indireta encarregados da função administrativa; ou mais formalmente falando, envolve um conjunto de órgãos, pessoas jurídicas e agentes que o nosso ordenamento jurídico identifica como administração pública, não importando a atividade que exerçam.

  • (B) A ausência de um código específico para o direito administrativo reflete a falta de autonomia dessa área jurídica, devendo o aplicador do direito recorrer a outras disciplinas subsidiariamente.

    FALSO

    ◙ De fato, apesar do Direito Administrativo não ter uma "codificação" como ocorre com outras disciplinas do Direito tais como "Código Tributário", "Código Civil", "Código Eleitoral", não existe um "Código Administrativo"; é necessário recorrer a diversas normas esparsas pelo direito;

    ◙ Para estudar o Direito Administrativo, existem importantes Artigos na CF/88, várias leis administrativas (Lei 8.112/90; 8.666/90; 8.987/95; 9.784/92) além de Decretos regulamentares e outras normas infralegais; há diversas normas que podem ser utilizadas no Direito Administrativo, porém, não existe um "código";

    ◙ O direito Administrativo é um ramo autônomo do direito público (ao contrário do que afirma a questão, dizendo que não sem autonomia);

  • a)        . Errada – todos os poderes exercem de forma atípica a função administrativa, acarretando a falta de exclusividade deste poder para o executivo. 

    b)         Errada – mesmo não sendo codificado o direito administrativo possui autonomia prevista na constituição e também através da lei.

    c)         Errado O direito privado regula a atividade entre os agentes privados e o direito administrativo regula a norma estatal entre o público e o privado.

    d)          Errado - quando se tratar de alienação, está ligado ao princípio do que é inalienável.

    e)        Em sentido subjetivo, a administração pública confunde-se com os próprios sujeitos que integram a estrutura administrativa do Estado. CORRETA – no sentido subjetivo está localizada a estrutura administrativa, também mencionado com sentido formal e orgânico, neste contexto aplica-se forma correta, onde estes “sujeitos” são os órgãos que compõem a administração pública. 

  • A) ERRADA - Eu tenho um sistema de FREIOS E CONTRAPESOS desenvolvido pelo MOSTESQUE ele determinou que existe três poderes poder EXECUTIVO, LEGISLATIVO e poder JUDICIÁRIO o problema é que eles não podem ter um super poder não eu não dizer que o poder EXECUTIVO é o único que vai ADM não por que eu poço dizer que o LEGISLATIVO ADM e poço dizer que o JUDICIÁRIO também ADM visando assim a fazer que eu não tenha um super poder.

    C) ERRADO - .....privado regular a relação entre os órgãos e a sociedade está errado por que essa relação entre órgão e sociedade é direito público.

    E) CERTO - São as atividades dos próprios sujeitos que formam junto o desempenho das funções estatais.

    Revisão

    ADM PÚBLICA - SENTIDO MATERIAL (OBJETIVO OU AMPLO ) são as atividades dos agentes público.

    SENTIDO FORMAL(SUBJETIVO OU ESCRITO) são as pessoas Jurídica os Órgãos.

  • Devo ter interpretado de forma errada... Como assim, confunde-se? O sentido subjetivo é a própria definição da alternativa "E".

  • Para encontrar o sentido subjetivo/formal de Administração Pública, basta perguntar: quem exerce a função? Já para o sentido objetivo/material, a pergunta deve ser: quais são as atividades exercidas?


ID
1059655
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Em relação aos poderes e deveres do administrador público, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito "E".

    "O desatendimento a qualquer das finalidades de um ato administrativo - geral ou específico - configura vicio insanável, com a obrigatória anulação do ato. O vício de finalidade  é denominado pela doutrina desvio de poder (ou desvio de finalidade) e constitui uma das modalidades do denominado abuso de poder ( a outra é o excesso de poder, vício relacionado à competência)." Marcelo Alexandrino & Vicente Paulo, Direito Adm. Descomplicado 19ª Edição.

  • qual o erro da D? 


  • Letra D - Poderes Administrativos são deveres ou poderes-deveres (dependendo da doutrina). Por certo não são faculdades.

    Letra B - A prerrogativa da Administração de impor sua vontade independentemente do crivo judicial ou de outro Poder decorre da autoexecutoriedade.
  • E) CERTA Não há uma Santa prova que não requeira a figura do abuso de poder.

    abuso de poder é o gênero, o qual comporta as seguintes espécies: excesso de poder e desvio de finalidade ou poder.

    No excesso de poder, o agente público atua fora dos limites de sua competência, ou, embora competente, age de forma desproporcional. Cite-se o exemplo da demissão por autoridade competente apenas para a aplicação de suspensão.

    No desvio de finalidade, o agente, embora competente, pratica o ato visando à finalidade diversa da prevista em Lei. Cite-se o exemplo da desapropriação de imóvel com vistas à perseguição política.


  • A) ERRADA, o abuso de poder é a atuação fora dos poderes conferidos por lei. Logo há uma lesão ao direito. E, como previsto na CF, a lei não poderá excluir da apreciação do Poder Judiciário a lesão ou a ameaça a direito. A revisão administrativa é, igualmente, admitida, como decorrência, inclusive, do princípio da autotutela.

    B) ERRADA, o poder disciplinar é a prerrogativa de a Administração Pública apurar e aplicar penalidades a servidores e àqueles sujeitos a vínculo especial com o Estado (é o caso das empresas contratadas). E, segundo a doutrina, a aplicação de sanções a servidores DECORRE do poder hierárquico. Por isso, fico sem saber o motivo de a questão não ter sido anulada! Aplicar sanções É o poder disciplinar, o qual DECORRE do poder hierárquico! Fica aqui minha crítica!

    C) ERRADA, o poder de polícia é dividido em judiciária e administrativa. A Judiciária é exercida por corporações especializadas, sendo, nos Estados, pela Polícia Civil; na União, pela Polícia Federal. Portanto, mais uma questão criticável. O poder de polícia é sim exercido pela Polícia Civil e Polícia Federal. Embora Judiciária, não deixa de ser poder de polícia.

    D)ERRADA, os poderes administrativos são uma faculdade atribuída ao administrador público para o cumprimento dos deveres estatais.

    por Cyonil Borges em 14/10/2013


  • Letra E.

    O erro da letra B é afirmar que a possibilidade de aplicação de sanções aos servidores decorre DIRETAMENTE do poder hierárquico. Na verdade decorre diretamente do poder disciplinar e INDIRETAMENTE do poder hierárquico.

  • Complementando o excelente comentário da Dani, referente ao abuso de Poder (gênero)

    - excesso de poder (vício de competência) (espécie)

    - desvio de poder/finalidade (vício de finalidade (espécie)

    - omissão (espécie)

  • A alternativa “a” está claramente errada. É evidente que as condutas que incidam em abuso de poder estão plenamente sujeitas a controle judicial, bastando, para tanto, que o Poder Judiciário seja provocado por aquele que tenha sofrido lesão ou ameaça de lesão em virtude de tal ilegalidade (art. 5º, XXXV, CF/88).

    A letra “b” encontra-se equivocada, uma vez que a imposição de sanções a servidores públicos, pela Administração, deriva, diretamente (imediata), do exercício de seu poder disciplinar, e, apenas indiretamente (ou de forma mediata), do poder hierárquico. Vale dizer: é até correto afirmar que a imposição de penalidades disciplinares aos servidores encontra fundamento, também, no poder hierárquico. O que está errado neste item é a assertiva de que esta seria a base direta das sanções. Não é. O fundamento primeiro consiste no poder disciplinar.

    A opção “c” também não está correta. As polícias civil e federal são responsáveis pela chamada atividade de polícia judiciária, isto é, pela função de apurar a prática de ilícitos penais, investigando seu cometimento, identificando seus autores, em ordem a oferecer elementos que possibilitem eventual e futura propositura de ação penal, a cargo do Ministério Público. A polícia administrativa, por sua vez, é que corresponde ao exercício do poder de polícia, objeto de estudo do Direito Administrativo. Tal espécie de polícia apresenta como característica ser exercida pelos mais diversos órgãos e entidades integrantes da Administração Pública, e não por corporações especializadas, como no caso das polícias civil e federal. Ademais, a polícia administrativa tem por objetivo prevenir, fiscalizar e reprimir eventuais ilícitos de ordem estritamente administrativa, ao invés de ilícitos penais, no que também difere da polícia judiciária, a qual, conforme acima ressaltando, apura crimes e contravenções penais, tão somente.

    A letra “d” também está errada, na medida em que o exercício dos poderes administrativos não constitui mera faculdade, e sim genuíno dever (por isso se fala em “poder-dever”), atribuído aos agentes públicos, de maneira a atenderem, sempre, ao interesse público, diante de cada caso concreto. Exemplificando, se um fiscal de vigilância sanitária, ao realizar inspeção em um dado estabelecimento comercial, digamos, um restaurante, se depara com alimentos estragados, fora dos prazos de validade, tal agente deverá, obrigatoriamente, lavrar o respectivo auto de infração, inexistindo, portanto, faculdade de agir ou não agir. Pode até haver discricionariedade no que tange à escolha da sanção aplicável (desde que a lei estabeleça mais de uma, em tese, possível), ou ainda no que pertine à gradação da pena, mas, jamais, repita-se, haverá faculdade entre punir ou não punir, entre agir ou não agir.

    A alternativa “e” está correta e corresponde ao gabarito da questão. O desvio de poder (ou desvio de finalidade), de fato, opera-se na hipótese em que o agente público, ainda que não extrapole os limites de sua competência, pratica ato visando a um fim diverso daquele previsto em lei (art. 2º, “e”, e parágrafo único, “e”, Lei 4.717/65). Vale dizer, atua visando a satisfazer interesses pessoais, seja para beneficiar, seja para prejudicar terceiros. Em assim atuando, estará, inequivocamente, deixando de lado o interesse público. Estará, com toda a certeza, violando o princípio da impessoalidade, sob o ângulo do dever de observância da finalidade pública, sendo o ato daí decorrente, por conseguinte, nulo de pleno direito, insuscetível de convalidação.


    Gabarito: E


  • Concordo com o trecho que a Dani colocou em seu comentário sobre a letra C:

     "Portanto, mais uma questão criticável. O poder de polícia é sim exercido pela Polícia Civil e Polícia Federal. Embora Judiciária, não deixa de ser poder de polícia."

    Acredito que caberia recurso para letra C.

  • CESPE - AnaTA MDIC/MDIC/2014
    Com relação aos agentes públicos e aos poderes da administração pública, julgue o item subsecutivo.
    O exercício dos poderes administrativos não é uma faculdade do agente público, mas uma obrigação de atuar; por isso, a omissão no exercício desses poderes poderá ensejar a responsabilização do agente público nas esferas cível, penal e administrativa.
    Certo

  • A - ERRADO - PELO PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO, UMA VEZ AMEAÇADO O DIREITO HAVERÁ APRECIAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO.


    B - ERRADO - O PODE QUE RESULTA NA APLICAÇÃO DE SANÇÃO A SERVIDOR PÚBLICO É O PODER DISCIPLINAR O QUE NÃO SE CONFUNDE COM PODER HIERÁRQUICO.

    C - ERRADO - POLÍCIA JUDICIÁRIA NÃO SE CONFUNDE COM POLÍCIA ADMINISTRATIVA. TENHA FÉ MEU POVOOO!

    D - ERRADO - A PALAVRÁ ''PODER'' É CONSIDERADA UM PODER-DEVER DE AGIR DA ADMINISTRAÇÃO E NÃO UMA MERA FACULDADE. 

    E - GABARITO - VÍCIO DO REQUISITO FINALIDADE PREVISTO EM TODOS ATOS ADMINISTRATIVOS.


  • A letra “b” encontra-se equivocada, uma vez que a imposição de sanções a servidores públicos, pela Administração, deriva, diretamente (imediata), do exercício de seu poder disciplinar, e, apenas indiretamente (ou de forma mediata), do poder hierárquico. Vale dizer: é até correto afirmar que a imposição de penalidades disciplinares aos servidores encontra fundamento, também, no poder hierárquico. O que está errado neste item é a assertiva de que esta seria a base direta das sanções. Não é. O fundamento primeiro consiste no poder disciplinar.

    QC

  • Gabarito: E.

     

    Sobre a letra B, o erro está na palavra "diretamente", reescrevendo..

     

    A prerrogativa da administração de impor sanções a seus servidores, independentemente de decisão judicial, decorre indiretamente do seu poder hierárquico e diretamente do poder disciplinar.

  • a letra E está errada pelo simples fato de estarmos diante de um Poder-dever do agente público que atua em nome da administração, não uma "faculdade de Atuação".

  • Gabarito: Letra E

    a) ERRADA. O exercício dos poderes administrativos fora dos limites traçados pela lei configura o chamado abuso de poder. Portanto, toda atuação com abuso de poder é ilegal, eis que contrária ao ordenamento jurídico. E se a conduta é ilegal, está sujeita à tanto à revisão administrativa (autotutela) como à apreciação judicial.

    b) ERRADA.. A prerrogativa da administração de impor sanções a seus servidores, independentemente de decisão judicial, decorre diretamente do seu poder disciplinar, e não do hierárquico.

    c) ERRADA.. O poder de polícia é exercido pelos órgãos administrativos em geral, e não apenas pelas forças policiais (polícia civil, militar e federal). Estas desempenham com exclusividade o papel de polícia judiciária, que consiste na investigação de crimes a título de preparação para as ações judiciais.

    d) ERRADA.. Apesar do nome que lhes é outorgado, os poderes da Administração não podem ser compreendidos singularmente como instrumentos de uso facultativo e, por isso, parte da doutrina os qualifica de "poderes-deveres". Maria Sylvia Di Pietro, ao discorrer sobre os poderes da Administração, ensina que, “embora o vocábulo poder dê a impressão de que se trata de faculdade da Administração, na realidade trata-se de poder-dever, já que reconhecido ao poder público para que o exerça em benefício da coletividade; os poderes são, pois, irrenunciáveis”.

    e) CORRETO.. Desvio de poder é sinônimo de desvio de finalidade, ou seja, é uma afronta ao princípio da finalidade, segundo o qual a finalidade das ações administrativas deve ser sempre o interesse público, e também ao princípio da supremacia do interesse público, pelo qual o interesse público se sobrepõe ao particular. Por exemplo, o agente que aplica recursos do orçamento público em projetos particulares está agindo com desvio de poder e, ao mesmo tempo, está desrespeitando o princípio da supremacia do interesse público, pois coloca o interesse particular em primeiro plano.


    Fonte: ESTRATÉGIA CONCURSOS

  • Quase fui na D.

     

    Porém, a palavra FACULDADE (com sentido de : possibilidade, natural ou adquirida, de fazer algo; capacidade.) entregou o erro. Como muitos já escreveram aqui, trata-se de um poder-dever.  

     

    O que isso significa?  Que um administrador público DEVE realizar suas funções de acordo com a lei,  Diferente de um ente que atua de acordo com o Direito Privado que pode fazer tudo que a lei não proíba.

     

    Não há uma faculdade, não há uma escolha em agir ou não de determinada forma. Ele deve agir de acordo com os seus poderes.

     

    É uma dessas que ao se ler na pressa nos derruba.

     

     

  • O erro da letra B é afirmar que a possibilidade de aplicação de sanções aos servidores decorre DIRETAMENTE do poder hierárquico. Na verdade decorre diretamente do poder disciplinar e INDIRETAMENTE do poder hierárquico.

  • Comentário:

    a) ERRADA. O exercício dos poderes administrativos fora dos limites traçados pela lei configura o chamado abuso de poder. Portanto, toda atuação com abuso de poder é ilegal, eis que contrária ao ordenamento jurídico. E se a conduta é ilegal, está sujeita à tanto à revisão administrativa (autotutela) como à apreciação judicial.

    b) ERRADA. A prerrogativa da administração de impor sanções a seus servidores, independentemente de decisão judicial, decorre diretamente do seu poder disciplinar, e não do hierárquico.

    c) ERRADA. O poder de polícia é exercido pelos órgãos administrativos em geral, e não apenas pelas forças policiais (polícia civil, militar e federal). Estas desempenham com exclusividade o papel de polícia judiciária, que consiste na investigação de crimes a título de preparação para as ações judiciais.

    d) ERRADA. Apesar do nome que lhes é outorgado, os poderes da Administração não podem ser compreendidos singularmente como instrumentos de uso facultativo e, por isso, parte da doutrina os qualifica de "poderes-deveres". Maria Sylvia Di Pietro, ao discorrer sobre os poderes da Administração, ensina que, “embora o vocábulo poder dê a impressão de que se trata de faculdade da Administração, na realidade trata-se de poder-dever, já que reconhecido ao poder público para que o exerça em benefício da coletividade; os poderes são, pois, irrenunciáveis”.

    e) CERTA. Desvio de poder é sinônimo de desvio de finalidade, ou seja, é uma afronta ao princípio da finalidade, segundo o qual a finalidade das ações administrativas deve ser sempre o interesse público, e também ao princípio da supremacia do interesse público, pelo qual o interesse público se sobrepõe ao particular. Por exemplo, o agente que aplica recursos do orçamento público em projetos particulares está agindo com desvio de poder e, ao mesmo tempo, está desrespeitando o princípio da supremacia do interesse público, pois coloca o interesse particular em primeiro plano.

    Gabarito: alternativa “e”

  • Os poderes administrativos são uma faculdade atribuída ao administrador público para agir em benefício da sociedade.

    Errada

    Para que os agentes públicos possam desempenhar a contento suas atribuições, de forma a satisfazer as necessidades públicas, a ordem jurídica outorga-lhes diversos poderes.

    Tais poderes possuem natureza dúplice, sendo na essência poderes-deveres, prerrogativa de utilização obrigatória para o agente, sempre que exigir o interesse público. É o que se denomina poder-dever de agir, aspectos dúplice dos poderes administrativos ou caráter instrumental dos poderes administrativos.

     Apesar do nome que lhes é outorgado, os poderes da Administração não podem ser compreendidos singularmente como instrumentos de uso facultativo e, por isso, parte da doutrina os qualifica de "poderes-deveres". Maria Sylvia Di Pietro, ao discorrer sobre os poderes da Administração, ensina que, “embora o vocábulo poder dê a impressão de que se trata de faculdade da Administração, na realidade trata-se de poder-dever, já que reconhecido ao poder público para que o exerça em benefício da coletividade; os poderes são, pois, irrenunciáveis”.

  • Em relação aos poderes e deveres do administrador público, é correto afirmar que: O agente público incorre em desvio de poder quando, mesmo dentro de sua esfera de competência, atua afastando-se do interesse público.


ID
1059658
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Em determinada secretaria de governo, as ações voltadas ao desenvolvimento de planos para capacitação dos servidores eram realizadas de forma esporádica, inexistindo setor específico para tal finalidade. A fim de dar maior concretude a uma política de prestação de serviço público de qualidade naquela secretaria, criou- se um departamento de capacitação dos servidores.

Nessa situação hipotética, a criação do referido departamento é considerada.

Alternativas
Comentários
  • eu devo estar muito louca, mas para mim a parte final da questão a deixa em aberto, gerando ambiguidade:

    "A fim de dar maior concretude a uma política de prestação de serviço público de qualidade naquela secretaria, criou- se um departamento de capacitação dos servidores"

    criou-se o departamento, mas onde? Se na mesma estrutura, ok é desconcentração e a resposta é A (gabarito). Se fora da estrutura, é descentralização e a resposta seria a C (a que eu marquei).

    Eu teria que ter inferido que é na mesma estrutura? OU tem algum lugar no texto que deixa isto claro e eu comi bronha e nao vi?

  • A fim de dar maior concretude a uma política de prestação de serviço público de qualidade naquela secretaria

    gab: A

  • Letra A. A letra C está errada, pois ainda que fosse o departamento externo à citada secretaria, departamento é órgão público e, como tal, decorre do fenômeno da desconcentração.

  • LETRA A

    O Departamento é um órgão, logo unidade administrativa destituída de personalidade jurídica. Está-se assim diante do processo de desconcentração.

    desconcentração é um processo em que o ente divide as competências dentro da própria pessoa jurídica. É um processo interno que busca e eficiência administrativa através da distribuição de tarefas. Por esse processo que se criam os órgãos.

    Na descentralização administrativa, por sua vez, ocorre a transferência de atribuições a outras pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, isto é, entre entes distintos; envolve pessoas jurídicas diferentes; não há hierarquia e sim supervisão.


  • Acredito que, respondendo a questão da Karina, a resposta é mesmo a letra A, pois a questão diz que fora criado um departamento e não uma entidade, órgão ou pessoa jurídica distinta do Estado, ainda que tenha dele surgido.

  • PF (Polícia Federal)............cria...........DPF (Departamento de policia Federal) =   DESCONCENTRAÇÃO ADMINISTRATIVA
    Foi criado um um órgão dentro da estrutura de uma mesma pessoa jurídica ou uma distribuição interna de competências de uma mesma pessoa jurídica.

    "Um órgão publico nada mais é que uma simples abstração, é um nome que se dá a um determinado conjunto de competências localizado na estrutura interna de uma pessoa jurídica." (
    Marcelo Alexandrino)



     

  • Desconcentração se refere a uma só pessoa, pois cogita-se sobre a distribuição de responsabilidade e competencias na intimidade dela, mantendo-se o liame unificador da hierarquia. Baseia-se na hierarquia, há subordinação. Transferencia dentro da mesma pessoa juridica.

  • A questão relata caso envolvendo técnica de distribuição interna de competências, dentro de uma mesma pessoa jurídica, o que caracteriza a hipótese de desconcentração administrativa. Nesta, como acima afirmado, opera-se simples reorganização interna de atribuições, no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, vale dizer, sem que se precise instituir, por meio de lei, uma outra pessoa jurídica (descentralização por outorga), ou ainda sem que seja necessário se valer de pessoa previamente existente, que opere na iniciativa privada (descentralização por colaboração), através da celebração de um contrato. É relevante acentuar que, enquanto nas hipóteses de descentralização administrativa, haverá sempre duas pessoas jurídicas se relacionando, na desconcentração tudo se dá internamente, na esfera de uma única pessoa jurídica. O produto, por assim dizer, da desconcentração é a criação de um órgão público, ou seja, de um ente despersonalizado, desprovido de personalidade jurídica própria, que passará a integrar a estrutura interna da pessoa jurídica que o criou.


    Gabarito: A


  • Apenas para complementar, vejam uma outra questão com o conceito correto de desconcentração que pode nos ajudar a responder, vejam:


    Prova: CESPE - 2012 - MCT - Todos os Cargos - Conhecimentos Básicos - Temas III, IV, V e VI

    Disciplina: Direito Administrativo

    Se a União distribuir competências entre diversos órgãos de sua própria estrutura, tal como nos ministérios, ocorrerá desconcentração no âmbito da administração direta federal.

    GABARITO: CERTA.

  • Ao ler o enunciado conclui-se que foi criado um novo departamento dentro da secretaria, logo ocorreu uma divisão interna.

    Desconcentração: As atribuições são repartidas entre órgãos públicos pertencentes a uma única pessoa jurídica,mantendo a vinculação hierárquica.

    BONS ESTUDOS!

  • Gabarito. A.

    Desconcentração -> técnica de subdivisão de órgãos públicos para que melhor desempenhem o serviço público ou atividade administrativa.

  • Diferentemente da descentralização, que envolve sempre mais de uma pessoa, a desconcentração ocorre exclusivamente dentro da estrutura de uma MESMA PESSOA JURÍDICA.

     

    Como resultado da desconcentração temos o surgimento dos denominados órgãos públicos.

     

    Porque a desconcentração ocorre no âmbito de uma mesma pessoa jurídica, surge relação de hierarquia, de subordinação, entre os órgãos dela resultantes.

     

     

    Fonte: Direito Admnistrativo Descomplicado

  • Gabarito: A

     

     

     

     

    Comentários:

     

    Quando é criado um departamento ou um órgão dentro de uma pessoa jurídica, ocorre a desconcentração. Já o inverso disso, quando há uma dissolução de departamentos ou consolidação de orgãos é chamado de Concentração.

  • ESTRUTURA É PESSOA.

    DEPARTAMENTO É ÓRGÃO.

    ATIVIDADE É CARGO.

     

     

    GABARITO ''A''

  • a) desconcentração administrativa: distribuição do serviço dentro da mesma Pessoa Jurídica, no mesmo núcleo, razão pela qual será uma transferência com hierarquia.

     

    b) centralização administrativa: quando o Estado executa suas tarefas por meio dos órgãos e agentes integrantes da Administração Direta. Nesse caso, os serviços são prestados pelos órgãos do Estado, despersonalizados, integrantes de uma mesma pessoa política (União, DF, estados ou municípios), sem outra pessoa jurídica interposta. 

     

    c) descentralização administrativa: consiste na Administração Direta deslocar, distribuir ou transferir a prestação do serviço para a Administração Indireta ou para o particular. Note-se que, a nova Pessoa Jurídica não ficará subordinada à Administração Direta, pois não há relação de hierarquia, mas esta manterá o controle e fiscalização sobre o serviço descentralizado.

    e) concentração administrativa: a função administrativa é exercida no âmbito interno de cada entidade (política ou administrativa), por apenas um órgãopúblico, sem qualquer divisão.

     

    https://lfg.jusbrasil.com.br/noticias/1126602/qual-a-diferenca-entre-descentralizacao-e-desconcentracao

    https://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/tecnico-mpu-administrativa/concentracao.html

    https://dirleydacunhajunior.jusbrasil.com.br/artigos/164522999/formas-de-realizacao-da-funcao-administrativa-centralizacao-descentralizacao-concentracao-e-desconcentracao

     

    medida gerencial interna?

  • LETRA: A

    Desconcentração administrativa.

     

  • O enunciado da questão diz que uma SECRETARIA ( que é um ÓRGÃO da Adm Direta) criou um departamento que será responsável por atribuições internas, portanto está na mesma estrutura. Assim, a resposta será alternativa "A" DESCONCENTRAÇÃO adm

  • Comentário:

    O comando da questão apresenta um exemplo claro de desconcentração administrativa, pois foi criado um departamento no âmbito da estrutura organizacional de determinada secretaria de governo, com a finalidade de exercer uma atividade específica. Trata-se de mera distribuição interna de competências, que não envolveu a criação de outra pessoa jurídica ou a transferência da atribuição para outra entidade previamente existente. Pelo contrário, foi criado um novo órgão, o departamento de capacitação de servidores, desprovido de personalidade jurídica e subordinado hierarquicamente à aludida secretaria de governo.

    Gabarito: alternativa “a”

  • Desconcentração se refere a uma só pessoa, pois cogita-se sobre a distribuição de responsabilidade e competências na intimidade dela, mantendo-se o liame unificador da hierarquia.

    gb = a

    pmgo

  • desconcentração administrativa, cria um departamento para melhor dividir suas atividades não há criação de outra personalidade jurídica

  • O exemplo citado na questão retrata uma desconcentração administrativa, pois o que irá ocorrer dentro dessa pessoa jurídica é uma distribuição de competência com a criação de um Órgão Público. Este é um ente despersonalizado, ou seja, desprovido de personalidade jurídica própria, que passará a integrar a estrutura interna da pessoa jurídica que o criou. Nessa hipótese, o Órgão Público foi criado dentro da secretaria do governo, especificamente, para melhor acompanhamento na capacitação dos servidores. Diante disso, percebe-se que não ocorre a criação de uma nova pessoa jurídica (que seria o caso da alternativa de ‘descentralização ou centralização administrativa’) para o melhoramento dessa prestação de serviço público, ou que, ainda, não seja preciso utilizar de uma pessoa jurídica já existente, nem a concentração administrativa.  

  • O comando da questão apresenta um exemplo claro de desconcentração administrativa, pois foi criado um departamento no âmbito da estrutura organizacional de determinada secretaria de governo, com a finalidade de exercer uma atividade específica. Trata-se de mera distribuição interna de competências, que não envolveu a criação de outra pessoa jurídica ou a transferência da atribuição para outra entidade previamente existente. Pelo contrário, foi criado um novo órgão, o departamento de capacitação de servidores, desprovido de personalidade jurídica e subordinado hierarquicamente à aludida secretaria de governo.

  • Em determinada secretaria de governo, as ações voltadas ao desenvolvimento de planos para capacitação dos servidores eram realizadas de forma esporádica, inexistindo setor específico para tal finalidade. A fim de dar maior concretude a uma política de prestação de serviço público de qualidade naquela secretaria, criou- se um departamento de capacitação dos servidores.

    Nessa situação hipotética, a criação do referido departamento é considerada desconcentração administrativa.

  • Comentários: O comando da questão apresenta um exemplo claro de desconcentração administrativa, pois foi criado um departamento no âmbito da estrutura organizacional de determinada secretaria de governo, com a finalidade de exercer uma atividade específica. Trata-se de mera distribuição interna de competências, que não envolveu a criação de outra pessoa jurídica ou a transferência da atribuição para outra entidade previamente existente Pelo contrário, foi criado um novo órgão, o departamento de capacitação de servidores, desprovido de personalidade jurídica e subordinado hierarquicamente à aludida secretaria de governo. Gabarito: alternativa “a”


ID
1059661
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital formado exclusivamente por recursos das pessoas de direito público interno ou de pessoas de suas administrações indiretas, criada por lei para a exploração de atividade econômica que o governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, é denominada:

Alternativas
Comentários
  • Empresa pública é criada ou tem sua criação autorizada por lei?

    Por eliminação, é perfeitamente possível de se acertar a questão. Mas, no período recente, não é a primeira que me confunde com isso.

    Alguém sabe esclarecer a dúvida?

    Abraço a todos!

  • Pois e meu querido roberto,o cespe se contradiz a cada concurso,de fato as unicas PJ´s criadas por lei são as AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES AUTÁRQUICAS (TITULO DADO A FUNDAÇÃO DE DIREITO PUBLICO),e neste ultimo caso a lei complementar ditará as áreas de sua atuação.

    Esse deve ser o entendimento.

    att.

  • Roberto Júnior, as empresas públicas, assim como as sociedades de economia mista, têm sua criação levada a efeito por intermédio de autorização legislativa, por força do art. 37, XIX, da CF-88. Registre-se que as fundações públicas também serão criação por meio de autorização legislativa, salvo as fundações com personalidade jurídica de direito público, as quais se equiparam às autarquias, sendo, desse modo, criadas por lei específica.

  • A resposta é letra B.

    Essa prova da SEFAZ ES não parece ter sido elaborada pelo Cespe. Há gritantes erros conceituais.

    Por exemplo. Dispõe o art. 37, XIX, da CF:

    XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    Perceba que as empresas públicas não são criadas por Lei. Pessoas de Direito Público é que são criadas por Lei. As de Direito Privado são apenas autorizadas, sendo o ato de criação dependente do registro do ato constitutivo.

    Agora, leia o comando da questão: “(...) criada por lei para a exploração de atividade econômica (...)”.

    Partindo do que prevê a CF e qualquer livro (sem exceção) de doutrina administrativa, não há resposta.

    No entanto, desconsiderando a escandalosa impropriedade terminológica, o candidato, por exceção, chegaria à letra “B”, afinal apenas as Empresas Públicas são pessoas de Direito Privado e dispõem de 100% de capital social público.

    Por  Cyonil Borges em 14/10/2013

  • Pessoal! O conceito de "Empresa Pública" citado na questão foi retirado do art. 5º, II, do Decreto -Lei n. 200/67: 

    "Empresas públicas são entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criadas por lei para exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência, ou de conveniência administrativa, podendo revestir -se de quaisquer das formas admitidas em direito".

    Agora veja o que diz Alexandre Mazza em seu Manual de Direito Administrativo 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012.

    Elaborado no final dos anos 1960, o conceito de empresa pública presente no Decreto -Lei n. 200 está desatualizado em três pontos principais:

    a) “capital exclusivo da União”: na verdade a doutrina considera que o capital da empresa pública dever ser exclusivamente público, podendo sua origem ser federal, distrital, estadual ou municipal;

    b) “criadas por lei”: a nova redação do art. 37, XIX, da Constituição Federal, dada pela Emenda n. 19/98, prescreve que empresas públicas e sociedades de economia mista não são criadas por lei, mas mediante autorização legislativa;

    c) “para exploração de atividade econômica”: atualmente empresas públicas podem desempenhar dois tipos diferentes de atuações: exercer atividades econômicas ou prestar serviços públicos.

    Bons estudos...

  • A letra B estaria errada pois as empresas públicas não são criadas por lei, mas sim autorizadas. A resposta poderia ser a letra A já que existem fundações públicas de direito privado?

  • Bom dia!

    Vou tentar colaborar:

    A pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital formado exclusivamente por recursos das pessoas de direito público interno ou de pessoas de suas administrações indiretas, criada por lei para a exploração de atividade econômica......
    1. 'direito privado' --> já podemos eliminar: a alternativas 'D e E'. Pois são de direito público, menos a 'A', mas exporação de atividade econômica; já era também, pois a FP está no TITULO VIII, da CF/88

    2. 'capital formado exclusivamente por recursos das pessoas de direito público interno ou de pessoas de suas administrações indiretas' --> também podemos eliminara: 'C'. Na alternativa 'C', o capital é 50% + 1 ação ordinária (com voto), estas são as SEMs.

    Bom espero ter contribuido.

  • Empresa pública é autorizada por lei, quem é criada por lei é Autarquia. Questão bem confusa, entendo ser passível de anulação, senão vejamos:

    Artigo 37 Inciso XIX da CF - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação.

  • Como assim EMPRESA PUBLICA criada por Lei? --'

  • Como essa questão não foi anulada? A formulação dela foi muito mal intencionada.

    A palavra "criada" enganou todo mundo.

  • Na minha opinião, a questão é passível de anulação visto que o vocábulo "criada" está mal empregado. Isso porque as empresas públicas são AUTORIZADAS por lei específicas, porém jamais criadas.

  • A grande verdade é que a CESPE ou qualquer outra banca pode errar na elaboração de suas questões, mas nós, concurseiros ou concursandos (como quiserem) não podemos errar e ainda somos obrigados a conviver com essas atrocidades... Empresa pública criada por lei é f...

  • A questão limitou-se a exigir dos candidatos conhecimentos acerca do conceito de uma das entidades integrantes da Administração Pública indireta. A definição oferecida no enunciado está em consonância com aquela constante do art. 5º, II, do Decreto-lei 200/67, com a redação conferida pelo Decreto-lei 900/67, isto é, refere-se ao conceito de empresa pública. Duas observações, todavia, são necessárias. A primeira é na linha de que o próprio Decreto-lei 900/67, em seu art. 5º, tratou de permitir a participação, como acionistas de empresas públicas, de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da Administração indireta, contanto que a maioria do capital social votante permaneça em poder da União. Isto, é claro, no plano federal. A segunda observação reside no fato de que, a despeito de, no conceito legal, se falar em “criada por lei”, a rigor, tal aspecto deve ser interpretado como necessidade de lei autorizadora de sua instituição, como exigido pela Constituição de 1988, em seu art. 37, inciso XIX. Sem embargo desse registro, a resposta correta teria mesmo de ser a letra “b”.


    Gabarito: B


  • criada por lei ..... que negocio é essa tá maluco ??


  • Gab. (B).

    Concordo com a falha do enunciado ao citar ''[...] criada por lei [...]'', contudo não há outra alternativa que atenda aos comandos da questão senão a Empresa Publica.

    Ops. A alternativa (A) é descartada porque as Fundações não exploram atividade econômica.

  • Acertei seguindo aquela máxima:

    O CESPE geralmente não quer a resposta certa, mas sim, a MAIS CERTA. Ou não quer a ERRADA, mas a MENOS ERRADA..!

    Esmorecer Jamais!! 

  • Eu acertei a questão por lógica mesmo, mas criada por lei apenas autarquia e fundação pública de direito público.

  • Criada por Lei está errada!!!

    Autorizada seria... "Venhamos e Convenhamos"

  • letra B .... Questão que deveria ser anulada .... Essa CESPE .... Afff

  • GALEGA, CUIDADO PORQUE É LETRA FRIA DE LEI... PODE SER COBRADA PELA BANCA SIM!


    Decreto-Lei 200. Art. 5º Para os fins desta lei, considera-se Empresa Pública a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criada por lei para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por fôrça de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.



    "A pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito privado (EMPRESA PÚBLICA ou SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA), com patrimônio próprio e capital formado exclusivamente por recursos das pessoas de direito público (EMPRESA PÚBLICA) interno (UNIPESSOAL) ou de pessoas de suas administrações indiretas (PLURIPESSOAL), criada por lei para a exploração de atividade econômica que o governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, é denominada:"




    GABARITO ''B''

    Opinião: Acredito eu que a banca não cobraria essa redação em uma questão de certo e errado...Caso cobrasse, eu - particularmente - marcaria como errado. Em questões de múltipla escolha é mais fácil notar o que a banca quer. Note que nessa questão não teria outra alternativa possível... Agora eu lhe pergunto: Você teria coragem de recorrer um item que você acertou?! rsrs...
  • criada por lei?

  • PESSOAL, ATENÇÃO NA MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO.

     

    Em relação ao comentário do colega Pedro Matos, está correto. 
    Conforme Decreto Lei 200 em seu Art. 5º, consta que será CRIADA empresa pública por LEI.

     

    Porém, a MUDANÇA NA LEGISLAÇÃO ocorre com a EC. 19/1998 em seu Art. 3º cita exatamente isso:

    "XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e AUTORIZADA a instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;"

     

    PORTANTO, como a questão não cita se é conforme a lei institucional ou em decorrência das alterações da mesma. Tecnicamente falando está INCORRETA sim, e passível de recurso.



    "Estude nem se for 5 minutos, mas ESTUDE"

  • Cespe sendo o terror ...

  • que nosso  deus nos´´ livre dessas questaoes do diabo 

  • Parece que o pensamento do Cespe é voltado à alternativa menos errada...

  • Gabarito: B

     

    Diferenças mais relevantes:

     

    Empresa Pública:

     

    --- > O seu capital pertence exclusivamente ao um ou mias entes públicos.

     

    --- > Podem adotar qualquer forma jurídica prevista em lei.

     

    Sociedade de Economia Mista:

     

    --- > É permitida a aparticipação de capital privado, mas a maioria das ações com direito a vot devem pertencer a entidade da Administração Pública.

     

    --- > Devem adotar a forma de sociedade anônima (forma obrigatória).

  • "criada por lei" lascou tudo, mas pelas demais características deu pra responder a questão.

  • A pessoa jurídica dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital formado exclusivamente por recursos das pessoas de direito público interno ou de pessoas de suas administrações indiretas, criada por lei para a exploração de atividade econômica que o governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa, é denominada: empresa pública.


ID
1059664
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No que se refere a atos administrativos, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • e aquele entendimento de que fato administrativo produz efeitos jurídicos, diferentemente dos fatos da administração, que não os produz?

  • Segundo M.A & V.P 19 ª Edição, gabarito letra "D", 

    "Seja qual for a definição adotada, certo é que os fatos administrativos não estão sujeitos à teoria geral dos atos administrativos. (...), pode-se afirmar a respeito dos fatos administrativos : (a) não têm como finalidade a produção de efeitos jurídicos (embora possam deles eventualmente decorrer efeitos jurídicos); (b) não há manifestação ou declaração de vontade, com conteúdo jurídico, da administração pública; (c) não faz sentido falar em "presunção de legitimidade" de fatos administrativos; (d) não se pode cogitar revogação ou anulação de fatos administrativos; (e) não faz sentido falar em fatos administrativos discricionários ou vinculados".
  • ALTERNATIVA "D"

    a) A ausência de manifestação da administração em situações em que deve pronunciar-se, conhecida como silêncio administrativo, é considerada ato administrativo, independentemente de lei, pois afeta direta ou indiretamente os administrados.

    ERRADA. "Se a Administração Pública não se pronuncia quando deve fazê-lo, seja por que foi provocada por administrado que postula interesse próprio, seja por que um órgão tem de pronunciar-se para fins de controle de ato de outro órgão, está-se perante o silêncio administrativo. O silêncio não é ato jurídico, logo não pode ser ato administrativo, que é uma declaração jurídica. Quem se absteve de declarar, silenciou, ou seja, não declarou nada e por isto não praticou ato administrativo algum. Tal omissão é fato jurídico administrativo. Sendo fato jurídico administrativo, nada importa que a lei haja atribuído determinado efeito ao silêncio: conceder ou negar. Este efeito resultará do fato da omissão, como imputação legal, e não de algum presumido ato." (Extraído do comentário do Fernando Neira, na questão 326463)

    b) Os atos administrativos discricionários não exigem motivação e a motivação, se houver, em nada afeta a validade do ato administrativo, ante a impossibilidade de vinculação dos motivos. 

    ERRADO. É a vetusta teoria dos motivos determinantes, assim definida pelos autores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino - no DAD Descomplicado, 20ª ed., pág. 474: "A denominada teoria dos motivos determinantes consiste em, simplesmente, explicitar que a administração pública está sujeita ao controle administrativo e judicial (portanto, controle de legalidade ou legitimidade) relativo à existência e à pertinência ou adequação dos motivos -  fático e legal -  que ela declarou como causa determinante da prática de um ato." Incide sobre atos vinculados e discricionários, neste caso se explicitadas as razões que motivaram sua prática. 

     c) O atributo da imperatividade dos atos administrativos diz respeito à possibilidade de o ato ser imediatamente executado, Independentemente de solicitação prévia ou posterior do Poder Judiciário. 

    ERRADO. A alternativa, na verdade, refere-se à definição do atributo da autoexecutoriedade. Este atributo, interessante mencionar, é que fundamenta a execução imediata de um ato de natureza imperativa. O atributo da imperatividade é conceituado como "a possibilidade de a administração pública, unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes restrições" (idem, pág 478). 

  • d) Um fato administrativo não se preordena à produção de efeitos jurídicos, traduzindo-se em uma atividade material no exercício da função administrativa.

     CORRETAAlternativa controvertida, na minha opinião, pois, não raro, o CESPE muda as definições de fato da administração e fato administrativo. Essa advertência foi externada pelo professor Gustavo Barchet, em uma de suas aulas televisionadas acerca dos atos administrativos. Ele definiu, com apoio na doutrina, fatos administrativos como eventos da natureza a que o Direito Administrativo atribui consequências jurídicas. Se o evento produzir consequências de Direito, será tão somente considerado fato jurídico. Todavia, no caso de produção de consequências de Direito reguladas pelo Direito Administrativo, será denominado fato administrativo. Nessa definição de fato administrativo, incluem-se, até mesmo, as prescrições e decadências. Por outro lado, fato da administração, segundo o eminente mestre, é a execução material de um ato administrativo, que não produz, por si só, consequências jurídicas. 

    e) A locação de um prédio pela administração traduz um ato da administração que, embora regido pelo direito público, põe o particular em posição igualitária com o poder público. 

    ERRADO. A locação é, na verdade, um contrato da administração. Recorramos à doutrina de Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (idem, pág. 515) para esclarecimento: "Dessa forma, definimos “contrato da administração” como o ajuste firmado entre a administração pública e particulares, no qual a administração não figura na qualidade de poder público, sendo tal ajuste, por isso, regido predominantemente pelo direito privado. Exemplos de  “contratos  da  administração” são um contrato de locação em que a administração figure como locatária; um contrato de compra e venda em que uma sociedade de economia mista esteja vendendo bens de sua produção; um contrato de abertura de conta corrente firmado entre um particular e um banco estatal (Banco do Brasil, por exemplo); os contratos de compra e venda de ações, quando, por exemplo, a União esteja alienando, em bolsa de valores, ações de sua propriedade relativas a parcela do capital de uma sociedade de economia mista, sem transferência do controle;  etc." 


  • Por Cynoil Borges

    A resposta é letra D.

    Lastimável! A prova da SEFAZ ES foi um “primor” de cometimento de erros.

    Como é notório, não há indicação bibliográfica nas provas organizadas pelo Cespe. Melhor, não há indicação em praticamente em qualquer prova Nacional, Regional ou Local. E, por isso, as organizadoras não podem requerer assuntos polêmicos e mal resolvidos pela doutrina.

    Segundo o gabarito, o fato administrativo não se preordena à produção de efeitos jurídicos. Segundo a banca, ofato administrativo é atividade material no exercício da função administrativa.

    Essa não é uma definição única na doutrina. Para a autora Maria Sylvia, por exemplo, os fatos dividem-se em Administrativos e da Administração, acarretem ou não, nessa ordem, consequências jurídicas. Ou seja, os fatospodem ou não ter repercussão no mundo administrativo. Por exemplo: a morte de servidor tem repercussão jurídica, sendo, por isso, fato administrativo; agora, se o servidor cai da escada de órgão público e rapidamente se levanta, sem qualquer consequência jurídica, por ocorrer dentro da Administração, dá-se o fato da Administração.

    Ou seja, na visão de parte da doutrina, a morte do servidor é um FATO ADMINISTRATIVO, e, obviamente, isso não decorre de ATIVIDADE MATERIAL da Administração.

    A questão deveria ter sido anulada!


  • Na letra A, para a doutrina, o ato administrativo é uma declaração de vontade, há um exteriorização da manifestação do Estado. No silêncio, não há exteriorização, e, por isso, é considerado, pela doutrina, como fato administrativo.

    Na letra B, há dois erros. O primeiro erro é que os atos discricionários e vinculados devem ser motivados. E, no caso, a motivação afeta diretamente a validade dos atos, afinal a motivação inadequada acarreta a nulidade dos atos administrativos. Aplica-se a teoria dos motivos determinantes.

    Na letra C, a imperatividade e a autoexecutoriedade são atributos dos atos administrativos, porém inconfundíveis entre si. Na imperatividade, os atos são impostos unilateralmente aos administrados. Na autoexecutoriedade, os atos podem ser imediatamente executados, sem o crivo prévio do Poder Judiciário. A banca só fez inverter os conceitos.

    Na letra E, nem todos os atos do Estado são atos administrativos. Os administrativos são regidos pelo Direito Público. A locação, por sua vez, é regida pelo Direito Privado, e, enquanto tal, é apenas um ato da Administração.


  • Comentando a resposta correta, letra D: 

    Segundo Carvalho Filho, a ideia de fato administrativo não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos, e sim a atividade material no exercício da função administrativa, que visa a efeitos de ordem prática para a Administração. A noção indica tudo aquilo que retrata alteração dinâmica na Administração. Para melhor entendimento da questão, faz-se necessária a comparação entre fato administrativo e fato jurídico. Fato jurídico, conceito relacionado ao direito privado, significa o fato capaz de produzir efeitos na ordem jurídica. Segundo o citado autor, fato administrativo não se confunde com fato jurídico, pois, aquele é mais amplo que este, uma vez que também engloba os fatos simples, que não repercutem na esfera de direitos. Significa dizer, fato administrativo engloba os fatos jurídicos (aqueles capazes de produzir efeitos jurídicos) e também as atividades materiais no exercício da função administrativa. 

    fonte: José dos Santos Carvalho Filho, Manual de Direito Administrativo, editora Atlas, 2012. 

    Portanto, ao meu ver, a questão estaria melhor elaborada se deixasse mais claro que não necessariamente um fato administrativo se preordena à produção de efeitos jurídicos, porém ela encontra respaldo na citada obra de Carvalho Filho, sendo que ele afirma categoricamente que a ideia de fato administrativo não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos e configura uma atividade material no exercício da função administrativa.

  • Segundo Fernanda Marinela no livro Direito Administrativo: "  Se o acontecimento produzir efeitos jurídicos, especificamente no Direito Administrativo, então teremos um fato administrativo". E cita, como exemplo, a morte de um servidor, bem como a vacância do cargo.

    Muito estranha essa questão!!

  • ALTERNATIVA D

    Até parece que o CESPE retirou um trecho do Carvalho Filho:

    "(...) a idéia de fato administrativo não tem correlação com tal conceito, pois que não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos, mas, ao revés, tem o sentido de atividade material no exercício da função administrativa, que visa a efeitos de ordem prática para a Administração."

  • Essa prova da SEFAZ elaborada pelo CESPE, deveria vir com o enunciado de "marque a alternativa correta" para "marque a alternativa MENOS INCORRETA" em praticamente todas as questões de D. ADM. Vergonha. 

  • Na doutrina dá para se identificar ao menos 04 definições diversas de fato administrativo, a saber:

    ·  1ª Posição (tradicional): é o exercício material da função administrativa (atos materiais);

    ·  2ª Posição: não correspondem a manifestação de vontade da administração, mas que traz consequências jurídicas (ex.: colisão de veículo oficial).

    ·  3ª Posição[1]: é o silêncio, inércia, a omissão da administração que produza efeitos jurídicos (ex.:decadência do direito de anular ato).

    ·  4ª Posição[2]: são eventos da natureza, não decorrentes da vontade humana, que produzam efeitos no âmbito administrativo (ex.: morte de um servidor público);



    [1] Celso Antonio Bandeira de Melo

    [2] Maria Sylvia Di Pietro


  • Fato administrativo que não gera efeitos jurídicos??? Essa é nova. Tudo bem que a depender da doutrina, o fato administrativo é conceituado das mais variadas formas. De toda sorte, ainda que prepondere, levemente, que o fato administrativo são meros atos materiais da Administração Pública, há, a partir dessa conceituação, um abismo entre tal conceito e a alegação de que fatos administrativos não geram efeitos jurídicos (o que dizer, pois, da responsabilidade civil extracontratual do Estado, que nasce, geralmente, de atos materiais que causam prejuízos materiais, morais ou estéticos aos particulares? Isso não é efeito jurídico decorrente de um fato administrativo? Por favor).

  • RESPOSTA "D"

    Fato administrativo corresponde aos atos materiais da administração pública. De acordo com Alexandrino e Vicente Paulo: "os fatos administrativos não têm por fim a produção de efeitos jurídicos; nessa acepção, eles consubstanciam, tão somente, a implementação material de atos administrativos, de decisões ou determinações administrativas". Em outras palavras, o efeito jurídico é produzido pelo ato administrativo em si, a implementação dele, o fato administrativo é responsável apenas pelos atos materiais que o ato administrativo determina.


    Bons estudos!

  • Segundo Mazza: 

    Especialmente importante para o Direito Administrativo é a diferença entre fatos jurídicos stricto sensu e atos jurídicos lato sensu baseada no critério da voluntariedade. Os fatos jurídicos são acontecimentos da natureza sem qualquer relação com a vontade humana, ao passo que os atos jurídicos são comportamentos humanos voluntários. As primeiras tentativas de compreensão do fenômeno dos atos administrativos utilizaram a distinção civilista entre ato e fato como ponto de partida.


  • Boa tarde amigos, o examinador limitou-se a reproduzir a obra do Diógenes Gasparini, que afirma "os ajurídicos, também chamados de fatos administrativos, não se preordenam à produção de qualquer efeito jurídico" (gari que varre a rua). Em recente questão abordada pela CESPE (2013 – TRT- 10ª REGIÃO (DF e TO) – Analista Judiciário) foi considerada errada a seguinte assertiva: Os fatos administrativos não produzem efeitos jurídicos, motivo pelo qual não são enquadrados no conceito de ato administrativo.

    Na verdade, fatos administrativos podem ou não produzir efeitos juridicos. A afirmativa do Diógenes Gasparini de certo modo se amolda à doutrina majoritária, uma vez que os fatos administrativos não se "preordenam" à produção de efeitos.

    Em outros termos, o fato administrativo não se destina a produzir efeitos no mundo jurídico, embora muitas vezes esses efeitos ocorram, como exemplo, uma obra pública mal executada vai causar danos aos administrados, ensejando indenização.

    Assim, apesar de parecem posições opostas, as afirmativas das duas questões falam a mesma coisa, pois não se pode dizer que fatos administrativos não produzem efeitos juridicos, eles podem produzir, mas por outro lado, é certo que eles não preestabelecem a produção desses efeitos.

    Pegando um gancho em outro comentário abaixo, o Marcelo Alexandrino e Vicente afirma sim que o fato administrativo não tem "o fim" de produzir efeitos juridicos, o que não quer dizer nem de longe, que ele não possa produzir. Realmente, o fato administrativo não tem a finalidade de produzir efeitos, essa conclusão é quase intuitiva, já que falamos de FATOS, mas nada impede que alguns fatos produzam efeitos juridicos.   

    Ressalta-se todavia, que há muita controvérsia sobre este tema. Vale lembrar que, como já muito bem explicado por outra colega, a Maria Sylvia afirma que, se produz efeitos juridicos é fato administrativo, caso não produza é fato da administração.

     

  • ATOS ADMINISTRATIVOS ≠ FATO ADMINISTRATIVO

    1.Critério da voluntariedade

    Ato administrativo – manifestação de vontade (voluntária) // Fato administrativo – acontecimento, evento natural ou conduta humana involuntária

    2.Critério da prescritibilidade

    Ato administrativo – possui caráter prescritivo // Fato administrativo – não tem conteúdo prescritivo

    OBS: O critério da prescritibilidade (no sentido de ordenar) trata-se de uma visão minoritária adotada por CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELO (CAMB) na qual todo ato administrativo possui conteúdo de um dos modais deônticos (PERMITIDO [P]; OBRIGATÓRIO [O]; PROIBIDO ou VEDADO [V])

    ATO ADMINISTRATIVO = VONTADE + CONTEÚDO PRESCRITIVO (Requisitos cumulativos, faltando um deles o ato é desqualificado, ou seja, é FATO).

    Exs: morte do servidor – FATO / queda da árvore – FATO / prescrição – FATO

    OBS2: CANOTILHO FILHO (CESPE) – O professor CANOTILHO defende a corrente dinamicista, considerando como fato administrativo, qualquer alteração dinâmica na adm.pública, podendo ser fatos naturais ou voluntário.

    "(...) a idéia de fato administrativo não tem correlação com tal conceito, pois que não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos, mas, ao revés, tem o sentido de atividade material no exercício da função administrativa, que visa a efeitos de ordem prática para a Administração." – CANOTILHO FILHO

    Exs: FATO = apreensão de mercadorias, alteração do local de repartição pública,desapropriação, requisição...


  • A - ERRADO - SE ESTIVER PREVISTO EM LEI, ENTÃO SERÁ CONSIDERADO UM ATO ADMINISTRATIVO. (CESPE)


    B - ERRADO - A REGRA GERAL É QUE TODO ATO DEVE SER MOTIVADO. QUANTO AO ATO DISCRICIONÁRIO, BASTA LEMBRAR DE QUE A REVOGAÇÃO DE UM ATO FEITA PELA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO DEVE SER MOTIVADA PARA QUE O ITEM SEJA JULGADO COMO ERRADO.

    C - ERRADO

    - IMPERATIVIDADE: INDEPENDE DE PRÉVIO CONSENTIMENTO DO ADMINISTRADO.

    - AUTOEXECUTORIEDADE: INDEPENDE DE PRÉVIO CONSENTIMENTO DO JUDICIÁRIO.


    D - CORRETO - FATO ADMINISTRATIVO NÃO QUER DIZER, LITERALMENTE, QUE A MATÉRIA EM SI NÃO PRODUZIRÁ EFEITOS JURÍDICOS... PODEM SIM PRODUZIR TAIS EFEITOS!!!... MAS NÃO SERÁ ESTABELECIDO OU ORDENADO EFEITOS JURÍDICOS ANTECIPADOS COMO NO ATO, OU SEJA, NÃO SERÁ PREORDENADO.

    E - ERRADO - É CONSIDERADO COMO UM ATO DA ADMINISTRAÇÃO, MAIS PRECISAMENTE COMO ATO DE GESTÃO, OU SEJA, ATOS REGIDOS PELO DIREITO ''PRIVADO''.


    GABARITO ''D''
  • MOLE, MOLE, GALERA!!!

     

     

    A) ERRADO - Para que o silêncio administrativo seja considerado ato administrativo, depende de previsão legal;

     

    B) ERRADO - Falou em "vinculação dos motivos", falou em Teoria dos Motivos Determinantes, que defende a tese de que uma vez motivado o

                         ato, a motivação torna esse ato vinculado, não interessando se o ato, a priori, seja vinculado ou discricionário;

     

    C) ERRADO - Trata-se do atributo da autoexecutoriedade;

     

    D) CERTO - O fato administratativo é a materialização de uma vontade manifesta. Logo, ela decorre do ato administrativo;

     

    E) ERRADO - A locação de um prédio:

                         traduz um ato da administração:  S i m ! 

                         É regido pelo direito público?  N ã o ! 

                         Iguala o particular com o Poder público?  S i m ! 

     

     

    * GABARITO: LETRA "D".

     

     

    Abçs.

  • Questão muito interessante.


    Na questão em tela o determinante para o seu acerto foi o conhecimento de Direito Administrativo juntamente com o PORTUGUÊS!


    A palavra chave é "PREORDENAR", que significa, segundo Houaiss: predestinar, destinar; ou seja, "para isso".


    E como se pode ver na doutrina o FATO ADMINISTRATIVO não nasce, seja pela inércia seja pela involuntariedade da natureza, para realizar uma consequência jurídica, ele apenas nasce e consequentemente, vezes sim, vezes não, gera um efeito jurídico. 


    Mais claro se torne, talvez, com os exemplos abaixo, que já digo, são diferentes.


    CESPE (2013 – TRT- 10ª REGIÃO (DF e TO) – Analista Judiciário):


    Os fatos administrativos não PRODUZEM efeitos jurídicos, motivo pelo qual não são enquadrados no conceito de ato administrativo.


    Errado! Pois podem ou não produzir.


    Questão em discussão:


    Um fato administrativo não se PREORDENA à produção de efeitos jurídicos, traduzindo-se em uma atividade material no exercício da função administrativa.


    Correto! Pois não são destinados para isso, mas por vezes podem ou não produzir.


  • Resposta D ao meu ver incorreta:

    Negócio Jurídico Administrativo é uma espécie de FATO ADMINISTRATIVO certo? 

     E nele quando há além da manifestação da Administração Pública a vontade de outrem para a realização de EFEITOS JURÍDICOS,  como por exemplo, a celebração do contrato administrativo.

    Pois então, não se pode dizer que Fato Administrativo NÃO se preordena a produção de Efeitos Jurídicos.


  • Gabarito D): Fatos administrativo: Constituem categoria bastante própria do direito administrativo, não sendo possível traçar um paralelo preciso com a conceituação de fatos jurídicos realizados no âmbito do direito privado, pois na seara administrativa a “teoria do fato administrativo” não o vincula à abstrata “produção de efeitos jurídicos”, Mas sim à concreta produção de efeitos materiais, sendo, na maioria dos casos, ligados ás atividades materiais realizadas no exercício da atividade administrativa.

  • Fico muito feliz quando depois de alguns meses estudando direito adm. consigo fazer questões como essa e a anterior, Lembro-me como se fosse ontem de quando comecei, errava o tempo inteiro! Por isso devemos persistir, ir em frente, passar por cima das dificuldades...vamos com fé amigos, a nossa hora vai chegar!

     

    Gabarito D

  • Letra "D" -

    Ora a banca usa o entendimento de Carvalho Filho, ora usa o entendimento de Maria S. Di Pietro! rsrs..

     

    Nessa questão, a banca adotou a doutrina de Carvalho Filho, para quem a ideia de fato administrativo não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos!!

     

    Achei um absurdo essa questão, Maria Sylvia Di Pietro tem posicionamento diferente:

    Fatos Adm: Possui efeitos jurídicos.

    Fatos da Adm: Não possui efeitos jurídicos

     

      Foco e fé.

  •       SILÊNCIO ADMINISTRATIVO    =    FATO ADMINISTRATIVO     (SE  A LEI NÃO ATRIBUIR ) 

                                                         

    Q326463

     

    O silêncio administrativo, que consiste na ausência de manifestação da administração pública em situações em que ela deveria se pronunciar, somente produzirá efeitos jurídicos se a lei os previr.

     

    Maria Sylvia Zanella Di Pietro explica que, "até mesmo o silêncio pode significar forma de manifestação da vontade, quando a lei assim o prevê; normalmente ocorre quando a lei fixa um prazo, findo o qual o silêncio da Administração significa concordância ou discordância.

    Q353219

    Um fato administrativo não se preordena à produção de efeitos jurídicos, traduzindo-se em uma atividade material no exercício da função administrativa.

    Q346498

    Quando a lei estabelece que o decurso do prazo sem a manifestação da administração pública implica aprovação de determinada pretensão, o silêncio administrativo configura aceitação tácita, hipótese em que é desnecessária a apresentação de motivação pela administração pública para a referida aprovação.

     

     

     

     

    Cespe – TCE/ES 2012) O SILÊNCIO ADMINISTRATIVO consiste na ausência de manifestação da administração nos casos em que ela deveria manifestar-se. Se a LEI NÃO ATRIBUIR EFEITO JURÍDICO em razão da ausência de pronunciamento, o silêncio administrativo não pode sequer ser considerado ato administrativo.

    Comentário: O item está certo. Para a doutrina majoritária, o silêncio não é considerado ato administrativo porque lhe falta um elemento essencial, qual seja, a declaração de vontade. No silêncio não há exteriorização do pensamento, requisito indispensável para a caracterização do ato administrativo (corresponde ao elemento “forma”).

    Assim, o silêncio ou omissão da Administração NÃO pode ser considerado um ato administrativo, ainda que possa gerar efeitos jurídicos (como no caso da decadência e da prescrição).

    Em resumo, devemos entender que a omissão só possui efeitos jurídicos quando a lei assim dispuser (negando ou concedendo o pedido). Caso não haja previsão legal das consequências, o silêncio não possuirá efeitos jurídicos.

     

    PROVA:   Conquanto não seja ato, o silêncio é considerado um fato administrativo; como tal, pode gerar consequências jurídicas, a exemplo da prescrição e da decadência. Carvalho Filho distingue duas hipóteses de silêncio administrativo: a lei aponta as consequências da omissão e a lei é omissa a respeito.

  • Regra: Não se admite o silêncio como forma de manifestação. Exceção: Qdo houver previsão legal.

     

    A galera estava dizendo q o cespe tinha mudado o entendimento. O Cesp mudou entendimento? Sim e Não. Encontrei outra questão de 2015 q revela que não em relação a fato de que 'A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo,' Contudo, ele mudou em relação ao princípio da solenidade.  Temos q usar a seguinte regra:

     

    Se a questão citar o "Princípio da Solenidade" - o ato deverá ser escrito, registrado e publicado, não se admitindo no direito público o silêncio.

    Se a questão NÃO citar o "Princípio da Solenidade" - A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para deferir pretensão ao administrado.

     

    CESPE- TRT1º- Região - 2010 - Q60255. c) Em obediência ao princípio da solenidade da forma, entendida esta como o meio pelo qual se exterioriza a vontade da administração, o ato administrativo deve ser escrito e manifestado de maneira expressa, não se admitindo, no direito público, o silêncio como forma de manifestação da vontade da administração. (Gabarito: F) HOJE A CESPE CONSIDERA O ITEM CORRETO

     

    Ano: 2015 - Banca: CESPE Órgão: TRE-MT - Prova: Técnico Judiciário - Administrativa -  d) A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para deferir pretensão ao administrado.

     

    Ano: 2015 Banca: CESPE Órgão: DPE-PE - Em obediência ao princípio da solenidade das formas, o ato administrativo deve ser escrito, registrado e publicado, não se admitindo no direito público o silêncio como forma de manifestação de vontade da administração. CERTO

     

    (Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TJ-CE) No que se refere aos atos administrativos, assinale a opção correta.

    d) A imperatividade é atributo do ato administrativo decorrente do poder extroverso da administração pública: dado esse poder, os atos administrativos se impõem a terceiros, ainda que não haja concordância desses. GABARITO

    e) Não se admite no ordenamento jurídico brasileiro que o silêncio se configure forma de ato administrativo.

    GABARITO D

     

    (Ano: 2014 Banca: CESPE Órgão: TJ-CE)  a) O silêncio pode significar forma de manifestação de vontade da administração, desde que a lei assim o preveja. GABARITO: LETRA "A".

     

    CESPE - 2013 - BACEN - Procurador-  d) Quando a lei estabelece que o decurso do prazo sem a manifestação da administração pública implica aprovação de determinada pretensão, o silêncio administrativo configura aceitação tácita, hipótese em que é desnecessária a apresentação de motivação pela administração pública para a referida aprovação. GABARITO: LETRA "D".

     

      2013 / CESPE / TCE-ES / Nível Superior / O silêncio administrativo consiste na ausência de manifestação da administração nos casos em que ela deveria manifestar-se. Se a lei não atribuir efeito jurídico em razão da ausência de pronunciamento, o silêncio administrativo não pode sequer ser considerado ato administrativo. CERTO

  •                                                  FATOS ADMINISTRATIVOS

     

    CONSEQUÊNCIA DE UM ATO ADMINISTRATIVO

     

    NÃO TEM COMO FINALIDADE A PRODUÇAO DE EFEITOS JURIDICOS (EMBORA POSSA DECORRER APARTIR DELES EFEITOS JURÍDICOS)

     

    NÃO HÁ MANIFESTAÇAO DE VONTADE DA ADMINISTRAÇAO

     

    ATOS MATERIAS CORRESPONDE A UMAS DAS DEFINIÇOES DE FATO ADMINISTRATIVO

     

     

    FATO ADMINISTRATIVO VOLUNTÁRIOS OU NATURAIS

    VOLUNTARIOS==>DERIVAM DE ATOS ADMINISTRATIVOS OU CONDUTAS ADMINISTRATIVAS

    NATURAIS====> TEM ORIGEM EM FENÔMENO DA NATUREZA

  • GABARITO "D"



    PARA COMPLEMENTAR:


    Banca: CESPE Órgão: FUNASA Provas: CESPE - 2013 - FUNASA - Todos os Cargos - Conhecimentos Básicos - Cargos 1 e 2 

    Julgue os itens a seguir com relação aos atos administrativos, ao processo administrativo e aos poderes administrativos.

    Se a FUNASA desejar alugar um edifício de apartamentos para acomodar novos servidores, o contrato de locação, em razão do evidente interesse público, será considerado ato administrativo, mesmo que o contrato seja regido pelo direito privado. (ERRADA)

  • Comentário:

    Vamos analisar cada alternativa:

    a) ERRADA. O ato administrativo caracteriza-se pela declaração de vontade, isto é, pela exteriorização do pensamento. O silêncio administrativo é o oposto disso, ou seja, é a completa ausência de declaração. Por isso, a doutrina majoritária não considera o silêncio como um ato administrativo. Quando muito, o silêncio é considerado um fato administrativo, nas hipóteses em que a ausência de declaração provoca efeitos jurídicos, como a decadência e a prescrição, ou nos casos em que a lei fixa um prazo, findo o qual o silêncio da Administração significa concordância (anuência tácita) ou discordância.

    b) ERRADA. Parte da doutrina entende que os atos discricionários não exigem motivação. Este, porém, não é o entendimento predominante. Prevalece a orientação de que, em regra, todos os atos administrativos, vinculados ou discricionários, devem ser motivados. Não obstante, o erro mais evidente do item é que, quando houver motivação, mesmo que a lei não a exija, a validade do ato se vincula à existência e veracidade dos motivos indicados; caso eles forem falsos ou inexistentes, o ato é nulo. Trata-se da teoria dos motivos determinantes.

    c) ERRADA. A descrição apresentada diz respeito ao atributo da autoexecutoriedade, e não da imperatividade. Esta, por sua vez, é a característica pela qual os atos administrativos se impõem a terceiros, independentemente da sua concordância, criando obrigações ou impondo restrições. Perceba um detalhe: a imperatividade independe de concordância dos terceiros; já a autoexecutoriedade, independe da autorização do Poder Judiciário. É uma boa forma de guardar esses conceitos.

    d) CERTA. Nesta questão, a banca adotou a doutrina de Carvalho Filho, para quem a ideia de fato administrativo não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos, mas, ao revés, tem o sentido de atividade material no exercício da função administrativa, que visa a efeitos de ordem prática para a Administração (ex: apreensão de mercadorias, dispersão de manifestantes, desapropriação de bens privados, etc.).               Maria Sylvia Di Pietro classifica essas atividades materiais como atos da Administração.

    e) ERRADA. A locação é um ato da Administração regido pelo direito privado, e não pelo direito público.

    Gabarito: alternativa “d”

  • A questão se relaciona com os atos administrativos e solicita que o candidato assinale a alternativa correta. Vamos analisar cada uma das assertivas: 

    Alternativa "a": Errada. Ao contrário do que afirma a assertiva, a ausência de manifestação da administração diante de determinada situação não produz qualquer efeito. Entretanto, é possível que o próprio texto legal indique que a ausência de conduta ensejará a aceitação tácita de determinado fato.

    Alternativa "b": Errada. Maria Sylvia Zanella di Pietro1 menciona que "a motivação é, em regra, necessária, seja para os atos vinculados, seja para os atos discricionários, pois constitui garantia de legalidade, que tanto diz respeito ao interessado como à própria Administração Pública; a motivação é que permite a verificação, a qualquer momento, da legalidade do ato, até mesmo pelos demais Poderes do Estado". Ressalte-se que os motivos apresentados como justificadores da prática do ato administrativo vinculam este ato e, caso sejam viciados, o ato será ilegal.

    Alternativa "c": Errada. O atributo da imperatividade dos atos administrativos diz respeito à possibilidade da Administração Pública, unilateralmente, estabelecer uma obrigação aos particulares, desde que dentro dos limites da lei.

    Alternativa "d": Correta. Segundo José dos Santos Carvalho Filho2, fato administrativo não leva em consideração a produção de efeitos jurídicos, mas tem o sentido de atividade material no exercício da função administrativa, que visa a efeitos de ordem prática  para a Administração. O referido autor cita os seguintes exemplos: apreensão de mercadorias, dispersão de manifestantes, desapropriação de bens privados, requisição de serviços ou bens privados etc.

    Alternativa "e": Errada. De modo diverso ao contido na assertiva, a locação de um prédio pela Administração traduz um "contrato da administração",  que é regido pelo direito privado e põe o particular em posição igualitária com o poder público.


    Gabarito do Professor: D

    1 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 32. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019.
    2 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. São Paulo, Editora Atlas, 33. ed.  2019.
  • Gabarito D.

    Fato administrativo ( Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo):

    Não possuem efeitos jurídicos;

    Não manifestação de vontade;

    Pdf Estratégia.

    Bons estudos.

  • Ato admnistrativo: Manisfetação Volitiva / Vontade (Anseio)

    B

    S

    T

    R

    A

    T

    O

    Fato Administrativo: Materialização / Concretização (ganha Feição)

    Í

    S

    I

    C

    O

  • FATOS ADMINISTRATIVOS - não possuem como finalidade a produção de efeitos jurídicos (conquanto, eventualmente, possam decorrer efeitos jurídicos deles).

    Fato Administrativo: é o acontecimento material da Administração, que produz consequências jurídicas. No entanto, não traduz uma manifestação de vontade voltada para produção dessas consequências. Ex.: A construção de uma obra pública; o ato de ministrar uma aula em escola pública; o ato de realizar uma cirurgia em hospital público. O Fato Administrativo não se destina a produzir efeitos no mundo jurídico, embora muitas vezes esses efeitos ocorram, como exemplo, uma obra pública mal executada vai causar danos aos administrados, ensejando indenização. Uma cirurgia mal realizada em um hospital público, que também resultará na responsabilidade do Estado.

    Para Diógenes Gasparini  os  fatos administrativos   não  se  preordenam à produção de qualquer efeito jurídico , traduzem  mero trabalho  ou  operação técnica  do agente público.  Ex : de  atos materiais dar aula . Ainda que não seja a regra, deles, atos materiais,  podem advir efeitos jurídicos , ex:  o direito a indenização do paciente  que foi  negligentemente operado  por um cirurgião-médico do serviço público. Já os  atos administrativos , ao contrário,  predestinam-se a produção de efeitos jurídicos

    Esclareça-se que o conceito doutrinário de fatos administrativos não é unânime. Por exemplo, para o autor José dos Santos Carvalho Filho, os fatos administrativos são as atividades materiais no exercício da função pública, que visa a efeitos de ordem prática, como a apreensão de mercadorias e a requisição de bens e serviços privados. Neste caso, os fatos administrativos podem ser voluntários e naturais. Os voluntários se materializam, por exemplo, por meio de atos administrativos prévios, enfim, há uma providência desejada pelo administrador, como a ordem (ato administrativo) para a interdição de estabelecimento poluidor (fato administrativo). Os naturais, por sua vez, são aqueles que se originam de fenômenos da natureza, cujos efeitos se refletem na órbita administrativa, exemplo de raio que caia em Central Elétrica ocasionando um “Apagão”. Ao seguirmos a lógica do autor, conclui-se que, em regra, os atos administrativos precedem os fatos administrativos (p. ex.: a licitação é prévia à realização da obra pública). No entanto, em situações emergenciais, o ato administrativo pode ser editado a posteriori, como a apreensão de mercadorias vencidas seguida da lavratura do auto de apreensão.

  • Só JESUS na causa.. Vejam com seus próprios olhos.

     

    CESPE/2013/SEFAZ-ES/Q353219. Um fato administrativo não se preordena à produção de efeitos jurídicos, traduzindo-se em uma atividade material no exercício da função administrativa.

    Gabarito: V.

    Questão 49. http://www.cespe.unb.br/concursos/SEFAZ_ES_13/arquivos/SEFAZ13_001_01.pdf

    Gabarito definitivo: http://www.cespe.unb.br/concursos/SEFAZ_ES_13/arquivos/Gab_Definitivo_SEFAZ13_001_01.PDF

     

    CESPE/TRT10/2013/Q301030. Os fatos administrativos não produzem efeitos jurídicos, motivo pelo qual não são enquadrados no conceito de ato administrativo.

    A banca alterou o gabarito de V para F com a seguinte justificativa: “Os fatos administrativos têm o condão de produzir efeitos jurídicos, diferentemente dos fatos da administração. Dessa forma, opta-se pela alteração do gabarito do item”.

    http://www.cespe.unb.br/concursos/TRT10_12/


ID
1059667
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No que diz respeito a licitação, contratos e convênios administrativos, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:

    I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior;

    II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração;

    III - judicial, nos termos da legislação;

    § 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente.


  • Contratos

    Convênios

    Interesses opostos e antagônicos

    Interesses convergentes

    Composição de interesses (juntam-se)

    Conjugação de interesses (somam-se)




  • d) É dever do administrador público revogar a licitação, ainda que em decorrência de fatos anteriores ao processo, se atentarem contra o interesse público, devendo, nesse caso, ser o ato motivado e ser garantido aos licitantes o exercício do contraditório e da ampla defesa. 

    Lei n. 8.666/93, art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.

  • Os convênios nao precisam de licitação? 

  • Letra C trata de situação de inexigibilidade da licitação, não de dispensa.

    Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

    II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; (Lei nº. 8.666/93)


  • Ainda não encontrei o erro da letra D

  • "a regra geral é a exigência de licitação previamente à celebração de contratos administrativo;não existe licitação no caso de convênios entre entidades públicas e, mesmo entre entidades privadas, a regra geral é não haver licitação" Livro Resumo de Direito Administrativo descomplicado, pág. 254

  • QUANTO A LETRA "D" CASSIO, O ERRO ESTÁ EM DIZER FATOS ANTERIORES, QUANDO A LETRA DA LEI (ART.49, CAPUT) FALA EM FATOS SUPERVENIENTES (OU SEJA, POSTERIORES)

  •  a) Tanto nos convênios quanto nos contratos administrativos, os interesses dos pactuantes são opostos e diversos. 

    ERRADO. Convênio é acordo, mas não é contrato. No contrato as partes têm interesses diversos e opostos; no convênio os partícipes têm interesses comuns e coincidentes.

  • Alternativa D:

    O Decreto Federal 6.170/2007 assim define os convênios:
    “Art. 1.º (...)
    § 1.º Para os efeitos deste Decreto, considera-se:
    I – convênio – acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de
    recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da
    União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal,
    direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual,
    distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos,

    visando a execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade,
    serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação;”

    Ao ser referir à pessoas administrativas está se referindo à órgão ou entidade.
    A questão de dispensa de licitação em convênios tem caído com uma grande frequência nas provas CESPE (vamos ficar de olho).

  • Alternativa A: Tanto nos convênios quanto nos contratos administrativos, os interesses dos pactuantes são opostos e diversos. INCORRETA: Nos contratos os interesses são opostos ou divergentes, enquanto que nos convênios os interesses são recíprocos. 

     

    Alternativa B: A rescisão amigável do contrato administrativo, por decorrer de acordo de vontade entre a administração e o contratado, independe de autorização da autoridade competente, ao contrário da rescisão unilateral, para cuja eficácia é exigida autorização escrita e fundamentada da autoridade. INCORRETA: Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser: I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior; II - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação, desde que haja conveniência para a Administração; III - judicial, nos termos da legislação; § 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente.

     

    Alternativa C: Embora a regra, no ordenamento jurídico brasileiro, seja a obrigatoriedade de licitação, considera-se dispensável a licitação para a contratação de serviços técnicos especializados de natureza singular e executados por profissionais de notória especialização. INCORRETA:  trata de situação de inexigibilidade da licitação, não de dispensa.

    Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

    II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação; (Lei nº. 8.666/93)

     

    Alternativa D: É dever do administrador público revogar a licitação, ainda que em decorrência de fatos anteriores ao processo, se atentarem contra o interesse público, devendo, nesse caso, ser o ato motivado e ser garantido aos licitantes o exercício do contraditório e da ampla defesa. INCORRETA:Lei n. 8.666/93, art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.

     

    Alternativa E: Os convênios administrativos são ajustes que podem ser firmados entre pessoas administrativas e, dada a natureza desses convênios, sua celebração independe de licitação. CORRETA 

  • A questão solicita que o candidato assinale a alternativa correta. Vamos analisar cada uma das assertivas: 


    Alternativa "a": Errada. Os convênios são ajustes firmados entre a Administração Pública e entidades que possuam interesses convergentes. Por sua vez, nos contratos administrativos as vontades dos particulares e do Poder Público são divergentes.

    Alternativa "b": Errada. A rescisão bilateral do contrato administrativo (rescisão amigável) é realizada por ambas as partes e está regulamentada no art. 78, XIII a XVI, da Lei 8.666/93. Ressalte-se que a rescisão amigável depende de prévia autorização escrita e fundamentada da autoridade competente.

    Alternativa "c": Errada. A situação descrita na assertiva constitui hipótese de inexigibilidade de licitação prevista no art. 25, II, da Lei 8.666/93.

    Alternativa "d": Errada. O art. 49 da Lei 8.666/93 estabelece que a autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado. O § 3o do mesmo artigo indica que, no caso de desfazimento do processo licitatório, fica assegurado aos licitantes o contraditório e a ampla defesa.

    Alternativa "e": Correta. José dos Santos Carvalho Filho1 menciona que "a celebração de convênios, por sua natureza, independe de licitação prévia como regra". Isto porque raramente será possível a competitividade que marca o procedimento licitatório, tendo em vista que os pactuantes já estão previamente ajustados para o fim comum a que se propõem.

    Gabarito do Professor: E

    1 CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. São Paulo, Editora Atlas, 33. ed.  2019. p. 234.

  • a) ERRADA. Somente nos contratos que os interesses dos pactuantes são opostos e diversos. Nos contratos, os interesses das partes são antagônicos. Nos convênios, por outro lado, ambas as partes desejam ver o serviço prestado, ou seja, ambas têm interesse no cumprimento integral do objeto do ajuste e, para tanto, atuam em regime de cooperação mútua.

    b) ERRADA. O a rescisão amigável depende de prévia autorização escrita e fundamentada da autoridade competente, nos termos do art. 79, § 1º, da Lei 8.666/93.

    c) ERRADA. De acordo com a Lei 8.666/93, essa é uma hipótese de inexigibilidade de licitação, e não de licitação dispensável.

    d) ERRADA. Revogação não é um dever, já que, por ser feita por motivos de conveniência e oportunidade, ela é um ato discricionário. Por outro lado, a anulação (de ato com vício insanável) pode ser considerada um dever, já que é um ato vinculado.

    Nesse sentido, o art. 49 da Lei 8.666/93 dispõe que:

    Art. 49.  A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.

    e) CERTA. De fato, para a celebração do convênio em si, não é necessária a realização de licitação, daí a correção do item. Assim, por exemplo, o Ministério da Educação pode celebrar um convênio com um órgão estadual ou com uma entidade privada sem fins lucrativos sem que, para tanto, precise realizar licitação prévia para escolher o convenente (lembre-se de que, para a celebração de convênio com entidade privada sem fins lucrativos, é necessária a realização de chamamento público, e não de licitação).

    Ressalte-se, contudo, que para o órgão estadual aplicar os recursos desse convênio, deverá seguir a Lei de Licitações. A entidade privada, por sua vez, embora não precise obedecer à referida Lei, deverá realizar cotação prévia de preços, respeitando os princípios da impessoalidade, moralidade e economicidade.

    Gabarito: E


ID
1059670
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

No que se refere a serviços públicos, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito A. Lei 8987/95. Art. 35. Extingue-se a concessão por: II - encampação; 

    Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.

  • A E está errada porque a licitação em concessão não pode ser dispensada ou não exigida? Não entendi.

  • Nícolas, em caso de contratos de concessão de serviço público não cabe nem dispensa nem inexigibilidade de licitação. Sempre precedidos de licitação, sem ressalvas.

  • Art. 14, lei 8987/95 (concessão comum) e art. 10, lei 11079/04 (Parceria público-privada) - a concessão sempre será precedida de licitação.

  • ALTERNATIVA "A"

    a) A concessão pode ser rescindida por meio da encampação, que é a retomada do serviço público pelo concedente, durante o prazo da concessão, por motivos de interesse público, desde que haja lei autorizativa e após prévio pagamento de indenização ao concessionário. CORRETA.

    Lei 8987/95

    Art. 35. Extingue-se a concessão por:

    (...)

     II - encampação;

    (...)

    Art. 37. Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.

    b) É dever do concedente declarar a rescisão da concessão e concomitantemente aplicar as sanções contratuais ao concessionário que inadimplir o contrato. 

    ERRADO. Art. 38. A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

  • c) Por ter caráter precário, a permissão independe de formalização de contrato administrativo entre o poder público e o permissionário de serviço público.ERRADO.  

    Art. 2o Para os fins do disposto nesta Lei, considera-se:

    (...)

    IV - permissão de serviço público: a delegação, a título precário, mediante licitação, da prestação de serviços públicos, feita pelo poder concedente à pessoa física ou jurídica que demonstre capacidade para seu desempenho, por sua conta e risco.

    d) Serviço público é toda atividade que a lei atribui ao Estado para ser exercida diretamente, sob o regime de direito público, ou por meio de seus delegados, sob o regime de direito privado. ERRADO

    Os delegados também atuam sob regime de direito público na prestação de serviço público. Eis a definição apresentada pelos autores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino - Direito Administrativo Descomplicado, 20ª ed: "serviço público é atividade administrativa concreta traduzida em prestações que diretamente representem, em si mesmas, utilidades ou comodidades materiais para a população em geral, executada sob regime jurídico de direito público pela administração pública ou, se for o caso, por particulares  delegatários  (concessionários e permissionários, ou, ainda, em restritas hipóteses, detentores de autorização  de  serviço público)." (pág. 685)

    e) Os contratos de concessão de serviço público são precedidos de licitação, ressalvadas as hipóteses de contratação direta em razão de dispensa ou inexigibilidade de licitação. ERRADO. 

     Art. 14. Toda concessão de serviço público, precedida ou não da execução de obra pública, será objeto de prévia licitação, nos termos da legislação própria e com observância dos princípios da legalidade, moralidade, publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao instrumento convocatório.


  • A)correta 

    B)errrada, não se trata de rescisão mas de caducidade; rescisão é a extinção do contrato por falta do Poder Concedente; falta do concessionário é caducidade.

    C)errada,terá contrato sim, mas contrato de adesão com maioria ou todas as cláusulas estabelecidas pelo Poder Concedente

    D)errada, sempre será de direito público preponderantemente, o regime da prestação do serviço público, incidência maior das lei 8987/95  11079/2004 e 8666/93

    e)errada, não existe dispensa nem inexigibilidade da concessão e permissão de serviço público, sempre precedido de licitação.

  • Só para acrescentar quanto ao assunto Licitação em Serviços Públicos:

    Toda concessão e toda PPP será precedida de licitação e SEMPRE na Modalidade CONCORRÊNCIA.

    Toda Permissão também deve ser precedida de Licitação, porém pode ser por outro tipo de Modalidade Licitatória. 

    Quanto às OS e OSCIP não há exigência de licitação, utilizando-se (por equívoco da lei) a aplicabilidade de Dispensa de Licitação (Artigo 24 da Lei 8.666/93), quando deveria fazer uso da Inexigibilidade de Licitação(Artigo 25 da Lei 8.666/93).

    Nos casos de Concessão, Permissão e PPP, a Lei 8.666/93 só será aplicada nos pontos em que as referidas leis permitirem, pois essas Leis possuem regramento próprio para Licitação. A Lei 8.666/93, pode assim dizer, atuará de forma subsidiária de ante das Leis 8987/1995 e 11.079/2004.

  • O comentário de Lucca está otimo, mas na alternativa "E" houve um equívoco da parte dele.

    É) Os contratos de concessão de serviço público são precedidos de licitação, ressalvadas as hipóteses de contratação direta em razão de dispensa ou inexigibilidade de licitação.

    É perfeitamente possível a inexigibilidade nos contratos de concessão e permissão, desde de que se demonstre a inviabilidade de competição. Em relação a dispensa de licitação esta em hipótese alguma será permitida.

  • Comentários a alternativa "E":  Os contratos de concessão de serviço público são precedidos de licitação, ressalvadas as hipóteses de contratação direta em razão de dispensa ou inexigibilidade de licitação.


    Há duas correntes de administrativistas que divergem quanto ao tema, consoante iremos apresenta-las:

    1ª corrente (Maria S. .Z. Di Pietro - minoritária) -- O posicionamento da professora é no sentido de haver uma mitigação da constituição (art. 175) possibilitando que haja inexigibilidade de licitação mesmo diante dos casos de permissão e concessão de serviço público, observemos:

    "O dispositivo constitucional não contém a ressalva do art. 37, XXI, que permite contratação direta nas hipóteses previstas em lei; assim, não se aplicam às licitações para concessão de serviço público, os casos de dispensa de licitação previstos na Lei 8.666; admite-se a declaração de inexigibilidade desde que demonstra a inviabilidade de competição".


    2ª Corrente (Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo - majoritária) -- Posiciona-se no sentido de aplicação expressa do dispositivo 175 da CF que prevê de forma impositiva a exigência de licitação para as modalidades de delegação por colaboração. Senão vejamos:

    "Em suma, consideramos absolutamente incompatível com o artigo 175 da CR não só a dispensa de licitação como também, até mesmo, a figura da "declaração de inexigibilidade de licitação".


    Espero ter ajudado

  • Corrigindo, com todo respeito, o comentário da colega Cynthia, 

    A CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO SE DÁ SEMPRE POR CONCORRÊNCIA?

    Não. O programa nacional das desestatizações promoveu concessão por leilão.

    Fernanda Marinela.

  • A alternativa A está errada. Vejam que a extinção da concessão se dá, dentre outras formas, pela rescisão ou pela encampação. Não se rescinde por encampação. 


     Art. 35. Extingue-se a concessão por:

      I - advento do termo contratual;

      II - encampação;

      III - caducidade;

      IV - rescisão;


    Esses examinadores do Cespe...sei não. Parece que são graduandos...

  • Alt. A - Concordo com o amigo Rafael, Pois Encampação e Rescisão, são institutos diferentes, haja vista, que conforme o art. 35 da Lei. 8987/95 são causas de Extinção da Concessão - Encampação é a retomada do serviço pelo poder concedente por motivo de interesse público, e Rescisão por iniciativa do concessionário em caso de descumprimento das normas contratuais pelo poder concedente. Portanto são maneiras de extinção do contrato.

    Alt. E. A questão, induz ao erro, pois quando ela fala que  "Os contratos de concessão de serviço público são precedidos de licitação, ressalvadas as hipóteses de contratação direta em razão de dispensa ou inexigibilidade de licitação", leva a considerar que o que ela esta mencionando não é a dispensa do contrato e sim a licitação. 

    Bom foi o que eu achei, não sou ninguém para ir contra, mas este tipo de questão é aquela que, ou você acerta por sorte, ouuuuu, erra por saber. 

  • A - GABARITO.

     


    B - ERRADO - A RESCISÃO É UMA POSSIBILIDADE DA CONCESSIONÁRIA EXTINGUIR A CONCESSÃO, DESDE QUE REQUERIDA JUDICIALMENTE, UMA VEZ INADIMPLENTE O PODER CONCEDENTE. LEMBRANDO QUE A RESCISÃO DO SERVIÇO PÚBLICO SE EFETIVARÁ COM DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO.

    C - ERRADO - SEJA PERMISSÃO, SEJA CONCESSÃO SEMPRE SERÁ FEITA POR LICITAÇÃO

    D - ERRADO - ...SOB O REGIME DE DIREITO PÚBLICO.

    E - ERRADO - SEMPRE MEDIANTE LICITAÇÃO (regra geral).

     

     

  • PedroMatos,

    Há sim exceção na assertiva "e". O próprio CESPE já cobrou a exceção, em algumas questões. Há a possibilidade da concessão se dar através de leilão, no Programa Nacional de Desestatizações.

    E assertiva "a", apesar de ser a mais correta, guarda incorreção quando fala apenas em "lei autorizativa". É preciso que seja uma lei autorizativa específica.

    Mas, alfim, era possível acertar a questão.

  • repetição leva à perfeição

  • A Cespe minha banca preferida.

  • Gente, eu acho que existe sim a possibilidade de inexigência de licitação (excepcionalmente). Alguém pode confirmar?

  • Extingue-se a concessão por:

     


    1) Advento do termo contratual ou Reversão: vencimento do contrato

     

    2) Rescisão administrativa (unilateral): podem ocorrer de duas formas:

     

            a) Encampaçao: Interesse Público (LEI autorizativa + Prévia indenização)

            b) Caducidade: Descumprimento pelo contratado (Decreto + Sem indenização)

     

    3) Rescisão judicial: Descumprimento pelo Poder Concedente. (Ação Judicial)

     

    4) Rescisão consensual ou amigável: acordo entre as partes (concessionário e administração).

     

    5) Anulação: Ilegalidade.

     

    6) Extinção de pleno direito: Falência ou extinção da PJ concessionária.

  • GABARITO A.

    A) CERTO -> A concessão pode ser rescindida por meio da encampação, que é a retomada do serviço público pelo concedente, durante o prazo da concessão, por motivos de interesse público, desde que haja lei autorizativa e após prévio pagamento de indenização ao concessionário.

                        Art. 37 da Lei 8.987 -> Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, na forma do artigo anterior.

    OBS 1: para o CESPE, questão incompleta não é necessariamente questão incorreta. OBS 2: a palavra "rescindida" foi utilizada pela banca como sinônimo de "extinta" (sacanagem? Talvez). Não confundir com a "rescisão" como uma das formas de extinção da concessão por iniciativa da concessionária.

     

    B) ERRADO -> É dever do concedente declarar a rescisão da concessão e concomitantemente aplicar as sanções contratuais ao concessionário que inadimplir o contrato.

                        Art. 38 da Lei 8.987 -> A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes.

    Conforme Ricardo Alexandre e João de Deus (Direito Administrativo Esquematizado), "em todas as hipóteses anteriores, a declaração de caducidade é apenas uma faculdade do poder concedente, que poderá optar por efetuar essa declaração ou aplicar as sanções previstas no contrato, conforme melhor atenda ao interesse público" (grifei). Afirmam, ainda, que, "levando em consideração tal aspecto, o CESPE, no concurso para Juiz Federal Substituto do TRF5/2006, considerou incorreta a seguinte afirmação: 'A condenação transitada em julgado da concessionária por sonegação de tributos importa, obrigatoriamente, na caducidade do contrato de concessão'".

     

     

     
  • C) ERRADO -> Por ter caráter precário, a permissão independe de formalização de contrato administrativo entre o poder público e o permissionário de serviço público.

                       Art. 40 da Lei 8.987 -> A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, que observará os termos desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente.

     

    D) ERRADO -> Serviço público é toda atividade que a lei atribui ao Estado para ser exercida diretamente, sob o regime de direito público, ou por meio de seus delegados, sob o regime de direito privado.

                        Não é toda atividade e o regime não pode ser inteiramente privado. Maria Sylvia Zanella Di Pietro define “serviço público como toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico total ou parcialmente público” (Direito administrativo, p. 107).

     

     

     

  • E) ERRADO -> Os contratos de concessão de serviço público são precedidos de licitação, ressalvadas as hipóteses de contratação direta em razão de dispensa ou inexigibilidade de licitação.

                        POLÊMICO o tema. Rafael Carvalho Rezende Oliveira (Aministração Pública, Concessões e Terceiro Setor) afirma que a possibilidade, excepcional, de delegação direta de serviços públicos, sem a realização prévia da licitação, tem sido reconhecida pela doutrina. Diz que, em relação à inexigibilidade, em razão da inviabilidade de competição, deve ser reconhecida a legitimidade da contratação direta. Assevera que a possibilidade de dispensa de licitação tem gerado questionamentos na doutrina. Segundo ele, Maria Sylvia Zanella di Pietro admite a concessão de serviços públicos, sem licitação, nos casos de inexigibilidade de licitação, mesmo naquelas hipóteses em que tais casos estiverem previstos de maneira equivocada no rol do art. 24 da Lei n.º 8.666/1993 (casos de guerra, grave perturbação da ordem ou calamidade pública; nos casos de situação de emergência; e nos casos de licitação deserta, em que não acudirem interessados). Em posição semelhante, afirma, Alexandre Santos de Aragão admite a aplicação excepcional de apenas dois casos de dispensa de licitação: casos de urgência e de baixo valor do serviço concedido (art. 24, I e IV, da Lei n.º 8.666/1993). Por fim, entende ele que a aplicação da dispensa de licitação às concessões de serviços públicos só será possível nas hipóteses de urgência ou necessidade da contratação direta (art. 24, III, IV e IX, da Lei n.º 8.666/1993), quando a licitação seria um obstáculo à promoção célere do interesse público, bem como na hipótese de licitação deserta (art. 24, V, da Lei n.º 8.666/1993), sempre com a devida motivação por parte do poder público.

     
  • A questão aborda o assunto "serviços públicos" e solicita que o candidato assinale a alternativa correta. Vamos analisar cada uma das assertivas: 

    Alternativa "a": Correta. Nos termos do art. 37 da Lei 8.987/95, "Considera-se encampação a retomada do serviço pelo poder concedente durante o prazo da concessão, por motivo de interesse público, mediante lei autorizativa específica e após prévio pagamento da indenização, (...)".

    Alternativa "b": Errada. O art. 38 da Lei 8.987/95 dispõe que "A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a declaração de caducidade da concessão ou a aplicação das sanções contratuais, respeitadas as disposições deste artigo, do art. 27, e as normas convencionadas entre as partes". Por oportuno, cabe esclarecer que a caducidade é a rescisão unilateral do contrato justificada por motivo de inadimplemento do contratado. Entretanto, é possível a aplicação de penalidades pelo poder concedente, independentemente da ocorrência da caducidade.

    Alternativa "c": Errada. O art. 40 da Lei 8.987/95 estabelece que "A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, que observará os termos desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de licitação, inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo poder concedente".

    Alternativa "d": Errada.  Maria Sylvia Zanella Di Pietro1 define serviço público como "toda atividade material que a lei atribui ao Estado para que a exerça diretamente ou por meio de seus delegados, com o objetivo de satisfazer concretamente às necessidades coletivas, sob regime jurídico total ou parcialmente público".

    Alternativa "e": Errada. O art. 175 da Constituição Federal aponta que "Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos". Assim, a concessão deverá ser precedida de procedimento licitatório como forma de garantir  impessoalidade na escolha do contratado e garantir a escolha da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.

    Gabarito do Professor: A

    1 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 32. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2019.


ID
1059673
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O controle exercido por determinado órgão público sobre os seus departamentos denomina-se controle.

Alternativas
Comentários
  • Alexandre Mazza afirma em seu livro "Manual de Direito Administrativo - Completo Para Concursos- 4ª Ed. 2014" que o controle administrativo quanto à extensão, pode ser dividio em controle externo e controle interno, vejamos:

    a) controle interno: realizado por um Poder sobre seus próprios órgãos e agentes. Exemplo: controle exercido pelas chefias sobre seus subordinados;

    b) controle externo: quando o órgão fiscalizador se situa fora do âmbito do Poder controlado. Exemplo: anulação judicial de ato da Administração.

  • O enunciado narra claramente hipótese de controle interno, isto é, aquele que um dado Poder da República exerce sobre seus próprios atos, baseado em uma relação de subordinação hierárquica. Trata-se de controle amplo, que comporta tanto aspectos de mérito, como de legalidade. Pode ser exercido de ofício, baseado no poder de autotutela da Administração, mas também admite, é claro, prévia provocação de interessados. Sobre o tema, José dos Santos Carvalho Filho assim se posiciona: “Controle interno é aquele exercido por órgãos de um Poder sobre condutas administrativas produzidas dentro de sua esfera. Desse modo, o controle que um órgão ministerial exerce sobre os vários departamentos administrativos que o compõem se caracateriza como interno, e isso porque todos integram o Poder Executivo.” (Manual de Direito Administrativo, 26ª edição, 2013, p. 943) A resposta correta, portanto, é mesmo a letra “a”.


    Gabarito: A


  • 2) quanto à extensão:


    a) controle interno: realizado por um Poder sobre seus próprios órgãos e agentes.

    Exemplo: controle exercido pelas chefias sobre seus subordinados;


    b) controle externo: quando o órgão fiscalizador se situa fora do âmbito do Poder controlado. 

    Exemplo: anulação judicial de ato da Administração;


  • Gente... mole né.. A questão falou de SEUS DEPARTAMENTOS... ou seja é interno !

  • ATENÇÃO :

    Alguns autores conceituam controle interno como aquele que é exercido pela entidade ou órgão que é o responsável pela atividade controlada, no âmbito de sua própria estrutura. Sem embargo, tal conceito não se mostra exato. A apreciação, pelo Tribunal de Contas, da legalidade do ato de aposentadoria de servidor do próprio Tribunal, nos termos do art. 71, inciso III, da Constituição Federal, é exemplo de controle externo e não interno. O mesmo se diga da anulação, pelo Poder Judiciário, de ato praticado por servidor do próprio Poder.

      Neste sentido infere-se que, não há diferença entre controle interno e controle administrativo. Controle administrativo ou interno é o que se desenvolve dentro de uma Administração Pública, ou seja, dentro da Administração Pública de um Poder.

    Como a banca CESPE cita Di Pietro, fica o conceito da renomada administrativista. 

    Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma ser “interno o controle que cada um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos e agentes” e “externo o controle exercido por um dos Poderes sobre o outro; como também o controle da Administração Direta sobre a Indireta”.

  • Fácil,Fácil l!!!!!!!
  • O cespe quando é prova para nível médio coloca "pra descer" nas questões, e numa prova para Auditor Fiscal coloca uma dessas. Brincadeira viu!

  • E essa questão foi para auditor fiscal da receita estadual feita pela CESPE! Nem parece viu...

  • Letra A!!! Interno ... 

  • Cespe O.o Elaborando uma questão ridícula dessas?!

  • Letra A.

    a) Se estamos diante de um órgão que está fiscalizando os seus departamentos, o controle em questão é tipicamente interno, ou seja, dentro do mesmo Poder.

    Questão comentada pelo Prof. Diogo Surdi

  • Comentário:

    A questão aborda a classificação do controle segundo o posicionamento do órgão controlador em relação ao controlado. Por esse critério, o controle pode ser interno ou externo, consoante decorra de órgão integrante ou não da própria estrutura em que se insere o órgão controlado. Nesse sentido, o controle exercido por determinado órgão público sobre os seus departamentos denomina-se controle interno, eis que representa o controle de um órgão sobre outro integrante da sua própria estrutura.

    Gabarito: alternativa “a”

  • Não acredito que errei essa... Uma a menos que errarei na prova!

    Excesso de confiança leva ao erro, humildade te leva ao exito.

  • O controle exercido por determinado órgão público sobre os seus departamentos denomina-se controle interno.


ID
1059676
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Em relação à aplicação da lei penal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • A-Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro (...)

    C- Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
    d- Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. - teoria da atividade.


  • Gabarito letra E

    Letra A - errada

    A lei penal pode ser aplicada a crimes ocorridos no estrangeiro, conforme art 7, CP

    Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:

    Letra B - errada

    Pode ocorrer a interpretação analógica, que é o recurso que permite ampliar o conteúdo da lei penal. É quando o legislador disse menos do que queria dizer. Os professores de cursinho sempre dão o exemplo do art 121,§2, III, que é o homicídio cometido por afogamento, tortura, asfixia ou outro meio cruel. Esse "outro meio cruel" dá margem ao intérprete de encaixar outra situação cruel que não esteja prevista na norma.
    Aqui pode ser para beneficiar ou para prejudicar o réu. A analogia, que é para suprir lacunas, é que só pode ser para beneficiar o réu.

    Letra C - errada

    Lugar do crime - teoria da ubiquidade

    Tempo do crime - teoria da atividade

    Letra D - errada

    Tempo do crime - teoria da atividade

    Letra E - CERTA


  • Olá!

    Cuidado: INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA X ANALOGIA

    A lei penal admite interpretação analógica, recurso que permite a ampliação do conteúdo da lei penal, através da indicação de fórmula genérica pelo legislador.

    Versus

    Analogia (lacunas da lei)

    in bonam partem = admitida

    in malam partem = NÃO!

    Muito obrigada, Natália.

  • Como a e tava certa, a questão ficou fácil. Mas, "a lei penal brasileira aplica-se apenas no território nacional" tá errado? É possível aplicar lei brasileiro em outro território? Tipo, o juiz ingles aplicando o Codigo Penal? Aplica-se a fatos ocorridos no estrangeiro tudo bem. Mas aplica-se a lei aqui. Apenas no território nacional. 

  • O art. 2º do CP trata da Abolitio Criminis.

    Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

    Por conseguinte, a abolitio criminis configura exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal, pois nesse caso a lei retroage e descriminaliza os fatos praticados anteriormente.

    Vamos à luta!

  • ABOLITIO CRIMINIS (Art. 2º, CP)

    Art. 2.º Ninguém pode ser punido por fato de que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais (civis não) da sentença condenatória.

    Quando a nova lei deixa de considerar um fato até então criminoso. Isto é, um indiferente penal. Ex: a lei 11.106/05 revogou o crime de adultério.
    A natureza jurídica da abolitio criminis é causa de extinção de punibilidade (art. 107, III, CP). Observa-se que os efeitos civis permanecem (obrigação de reparar o dano).

    Você deve saber, também, que o juízo que julga o processo, até o transito em julgado, é chamado de juízo da condenação, da causa, do processo. Já o juízo que cuida do processo na fase de execução, após o transito em julgado, é chamado de juízo das execuções. Dissemos isso porque não é rara a formulação da seguinte pergunta: Quem aplica a abolitio criminis após o trânsito em julgado? A resposta você encontrará na Súmula 611 do STF.

    Súmula 611 – STF: Transitada em julgado a sentença condenatória, compete ao juízo das execuções a aplicação da lei mais benigna.

    DTS.´.










  • Resposta das questões resumidas

    Letra A) Errado: A lei penal pode ser aplicada a crimes ocorridos no estrangeiro, Extraterritorialidade

    Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: ...


    Letra B) Errado

    INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA (“intra legem”):

    É possível quando, dentro do próprio texto legal, após uma seqüência casuística, o legislador se vale de uma fórmula genérica, que deve ser interpretada de acordo com os casos anteriores - ex.: o crime de “estelionato”, de acordo com a descrição legal, pode ser cometido mediante artifício, ardil ou “qualquer outra fraude”; o art. 28, II, estabelece que não exclui o crime a embriaguez por álcool ou por “substâncias de efeitos análogos”.
    fontes: http://caduchagas.blogspot.com.br/2012/09/interpretacao-da-lei-penal-e-analogia.html


    Letra C) Errado: Lugar do crime - Teoria da ubiquidade

    Art. 6º do CP- Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.


    Letra D) Errado: Tempo do crime - Teoria da atividade

    Art. 4º do CP- Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.


    Letra E) Certo

    Art. 2º do CP- Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

    Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

    A natureza jurídica da abolitio criminis é causa de extinção de punibilidade, art.107, III do CP.

    Extinção da punibilidade

    Art. 107 - Extingue-se a punibilidade:

    III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;

    Resposta: Letra E


  • Gabarito letra "E"

     

    Apenas um adendo. As respostas dos colegas já supriram a necessidade.

     

    Sobre a letra "A"

     

    Ela padece de estar mal formulada, vejamos:

     

    a) Dados o princípio da territorialidade e a sobe/rania do Estado brasileiro, a lei penal brasileira aplica-se apenas no território nacional.

     

    Isso deveria estar correto, pois devido a soberania dos estados, o Brasil não pode utilizar a lei penal brasileira no território dos EUA por exemplo.

     

    A alternativa deveria vir assim para estar errada:

     

    a) Dados o princípio da territorialidade e a soberania do Estado brasileiro, a lei penal brasileira aplica-se apenas a crimes cometidos no território nacional.

     

     Agora sim ela estaria ERRADA. Pois DE FATO a lei penal brasileira pode ser aplicada a crimes cometidos no exterior, MAS ELA SERÁ APLICADA NO BRASIL PARA OS CRIMES COMETIDOS NO EXTERIOR.

     

     Salvo equivoco, esta letra A era pra estar correta.

     

     

  • ʕ•́ᴥ•̀ʔ INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA

     

    - É forma de INTERPRETAÇÃO / COMPARAÇÃO;

     

    - EXISTE NORMA para o caso concreto; 

     

    - Interpretação analógica: EXEMPLO (caso) + ENCERRAMENTO GENÉRICO 

     

    Ex: É o que se dá no art. 121, § 2º, inc. I, do CP, pois o homicídio é qualificado pela paga ou promessa de recompensa (fórmula casuística) OU POR OUTRO MOTIVO TORPE. (fórmula genérica).

     

    - Utilizam-se exemplos (fórmula casuística/ simulação) seguidos de uma situação idêntica (fórmula genérica) para alcançar outras hipóteses;

     

    - A aplicação pode ser in bonam partem ou in malam partem

     

    - NÃO existe LACUNA

     

    - Ex: Quer dizer que a uma fórmula causística - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortuta - que servirá de norte ao exegeta, segue-se uma fórmula genérica - ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que posso resultar perigo comum.

     

    CESPE

     

    Q866804- O Código Penal estabelece como hipótese de qualificação do homicídio o cometimento do ato com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum. Esse dispositivo legal é exemplo de interpretação analógica. V

     

    Q69517-A lei penal admite interpretação analógica, recurso que permite a ampliação do conteúdo da lei penal, através da indicação de fórmula genérica pelo legislador. V


    Q420552-O tipo penal do crime de redução a condição análoga à de escravo precisa ser integrado por meio de interpretação analógica, haja vista que o conceito de escravo não é definido pela legislação penal.F

     

    Q303085-A interpretação analógica não é admitida em direito penal porque prejudica o réu.F


    Q424356-De acordo com a jurisprudência do STJ, a conduta do empresário que emite duplicata mercantil sem que esta corresponda à venda de mercadoria ou serviço prestado constitui fato atípico, pois a utilização da interpretação analógica in malam partem é vedada em direito penal. F

     

    Q353223-Na aplicação da lei penal, não se admite o uso da interpretação analógica, dado o princípio da legalidade.F

     

    Q275224-A lei penal admite a realização de interpretação analógica pelo legislador, como, por exemplo, ao dispor que os crimes serão qualificados se cometidos com o emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel. V

     

    Q600970- No tipo de homicídio qualificado pelo fato de o delito ter sido praticado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe, há espaço para a interpretação analógica. V

     

    Em Breve: Resumos: https://www.facebook.com/Aprendendo-Direito-108313743161447/

  • GABARITO E 

     

    TENDO EM VISTA QUE O BRASIL ADOTA O SISTEMA DE ENUMERAÇÃO LEGAL DAS SUBSTÂNCIAS ENTORPECENTES PRECISA DE RESOLUÇÕES PARA A COMPLEMENTAÇÃO DO TIPO PENAL EM BRANCO RELATIVO A TRÁFICO DE DROGAS. 

    EXEMPLO CLÁSSICO DA JURISPRUDÊNCIA NO QUE TANGE À RETROATIVIDADE DA LEI PENAL, NA ABOLITIO CRIMINIS, É  O CASO DA RESOLUÇÃO DA ANVISA E A RETIRADA DO CLORETO DE ETILA ("LANÇA PERFUME") DESSA LISTA PREENCHEDORA DE LACUNAS PENAIS.  

    “Abolitio Criminis” e Cloreto de Etila - 2

    Aduziu-se que o fato de a primeira versão da Resolução ANVISA RDC 104 não ter sido posteriormente referendada pelo órgão colegiado não lhe afastaria a vigência entre sua publicação no Diário Oficial da União - DOU e a realização da sessão plenária, uma vez que não se cuidaria de ato administrativo complexo, e sim de ato simples, mas com caráter precário, decorrente da vontade de um único órgão — Diretoria da ANVISA —, representado, excepcionalmente, por seu diretor-presidente. Salientou-se que o propósito da norma regimental do citado órgão seria assegurar ao diretor-presidente a vigência imediata do ato, nas hipóteses em que aguardar a reunião do órgão colegiado lhes pudesse fulminar a utilidade. Por conseguinte, assentou-se que, sendo formalmente válida, a resolução editada pelo diretor-presidente produzira efeitos até a republicação, com texto absolutamente diverso. Repeliu-se a fundamentação da decisão impugnada no sentido de que faltaria ao ato praticado pelo diretor-presidente o requisito de urgência, dado que a mera leitura do preâmbulo da resolução confirmaria a presença desse pressuposto e que a primeira edição da resolução não fora objeto de impugnação judicial, não tendo sua legalidade diretamente questionada. Assim, diante da repercussão do ato administrativo na tipicidade penal e, em homenagem ao princípio da legalidade penal, considerou-se que a manutenção do ato seria menos prejudicial ao interesse público do que a sua invalidação. Rejeitou-se, também, a ocorrência de erro material, corrigido pela nova edição da resolução, a qual significara, para efeitos do art. 12 da Lei 6.368/76, conferir novo sentido à expressão “substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica, sem autorização & ccedil;ão ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”, elemento da norma penal incriminadora. Concluiu-se que atribuir eficácia retroativa à nova redação da Resolução ANVISA RDC 104 — que tornou a definir o cloreto de etila como substância psicotrópica — representaria flagrante violação ao art. 5º, XL, da CF. Em suma, assentou-se que, a partir de 7.12.2000 até 15.12.2000, o consumo, o porte ou o tráfico da aludida substância já não seriam alcançados pela Lei de Drogas e, tendo em conta a disposição da lei constitucional mais benéfica, que se deveria julgar extinta a punibilidade dos agentes que praticaram quaisquer daquelas condutas antes de 7.12.2000.

    HC 94397/BA, rel. Min. Cezar Peluso, 9.3.2010.  (HC-94397) (2ª TURMA)

  • Direto ao ponto:


    Regra: a lei penal não retroage


    Exceção: salvo para beneficiar o réu.


    GABARITO: LETRA E

  • Essa questão traz a necessidade de conhecimentos de base da matéria. Vejamos todos os itens:

    a) Errado. O art. 7º do CP traz as hipóteses de submissão à lei brasileira algumas hipóteses ainda que ocorram no estrangeiro. Além disso, vê-se no art 5º sobre a eficácia da lei penal do espaço, onde o Brasil adotou como regra o Princípio da Territorialidade. Em regra, ao crime praticado no território nacional aplica-se a lei brasileira, mas há diversas exceções onde incide a lei de outro país a crime praticado no território nacional, desde que haja previsão em convenções, tratados e regras de direito internacional. Por isso, também é considerado correto dizer que nossa territorialidade é temperada/mitigada - justamente em consideração às exceções.

    b) Errado. Nossa legislação penal admite a interpretação analógica, que é quando se amplia um conceito da lei para atingir determinada situação. A analogia, que não é sinônimo, só será aceita quando benéfica para o réu. Observe a diferença:
    Interpretação analógica: forma de interpretação; existe norma para o caso concreto.
    Analogia: forma de integração; não existe norma para o caso concreto. Lacuna.

    c) Errado. É o famoso "LUTA". Lugar = Ubiquidade; Tempo = Atividade. O CP estabelece o lugar do crime no seu art. 6º. Será o lugar da ação/omissão, ou onde se produziu/produziria o resultado.
    Tal artigo é muito recorrente. Exemplo de algumas provas mais atuais em que fora exigido: TJ/CE.18, Cartório/TJSC.19, PGE/PE.19, PC/ES.19. 

    d) Errado. É a continuação do "LUTA" acima. O tempo é o da atividade, e está previsto no art. 4º do CP. Portanto, o tempo será o da ação/omissão, não importando o resultado. 

    e) Certo. O que ocorre nesse caso é o seguinte: determinado fato ocorre e a lei aplicada será a do tempo da sua conduta. Posteriormente, porém, surge lei que torna aquele fato atípico. Assim, esta retroage e alcança atos praticados na vigência da anterior.
    A abolitio criminis extingue a punibilidade e apaga os efeitos penais da condenação. Efeito prático disso: se o sujeito comete novo crime, não será considerado reincidente. 

    Quanto à sucessão de leis no tempo, a regra é a irretroatividade da lei penal, mas retroagirá se a lei posterior for mais benéfica. 
    Ex.: Lei 1 tem pena de 5 a 8 anos; Lei 2 revogou e trouxe a pena de 2 a 4 anos. Resultado: a Lei 2 irá retroagir e alcançará fatos pretéritos, por ser mais benéfica. 

    Resposta: ITEM E.

  • Dados o princípio da territorialidade e a soberania do Estado brasileiro, a lei penal brasileira aplica-se apenas no território nacional.

    Na aplicação da lei penal, não se admite o uso da interpretação analógica, dado o princípio da legalidade.

    No que se refere à determinação do lugar do crime, o Código Penal adotou a teoria do resultado, ou seja, considera-se o lugar do crime o local onde o crime se consumou.

    Quanto ao tempo do crime, o Código Penal adotou a teoria mista ou da ubiquidade.

    abolitio criminis configura exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal.

  • Resposta das questões resumidas

    Letra A) Errado: A lei penal pode ser aplicada a crimes ocorridos

    no estrangeiro, Extraterritorialidade

    Art. 7º - Ficam sujeitos à lei

    brasileira, embora cometidos no estrangeiro: ...

    Letra B) Errado

    INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA (“intra

    legem”):

    É possível quando, dentro do próprio texto legal, após uma

    seqüência casuística, o legislador se vale de uma fórmula genérica, que deve

    ser interpretada de acordo com os casos anteriores - ex.: o crime de “estelionato”,

    de acordo com a descrição legal, pode ser cometido mediante artifício, ardil ou

    “qualquer outra fraude”; o art. 28, II, estabelece que não exclui

    o crime a embriaguez por álcool ou por “substâncias de efeitos análogos”.

    fontes: http://caduchagas.blogspot.com.br/2012/09/interpretacao-da-lei-penal-e-analogia.html

    Letra C) Errado: Lugar do crime - Teoria

    da ubiquidade

    Art. 6º do CP- Considera-se

    praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em

    parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

    Letra D) Errado: Tempo do

    crime - Teoria da atividade

    Art. 4º do CP- Considera-se praticado o crime no momento da ação

    ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

    Letra E)

    Certo

    Art. 2º do CP- Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior

    deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos

    penais da sentença condenatória.

    Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer

    o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença

    condenatória transitada em julgado.

    A natureza jurídica da abolitio criminis é causa de extinção de

    punibilidade, art.107, III do CP.

    Extinção da punibilidade

    Art. 107 - Extingue-se a

    punibilidade:

    III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato

    como criminoso;

    Resposta:

    Letra E

  • Minha contribuição.

    CF/88

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;

    Abraço!!!

  • Minha contribuição.

    CP

    Lei penal no tempo

    Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Abolitio criminis)

    Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (Novatio legis in mellius)

    Abraço!!! 

  • abolitio criminis configura exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal.

  • TRADUZINDO

    Digamos que Nandinho da peixeira, serial killer megaperigoso, que foi preso pelo homicidio de Zé das Tapiocas, cumpre pena no presidio de seguranca maxima. Durante o cumprimento de pena é sanciona uma lei que extingue esse crime, nesse caso ela retroagirá e beneficiará para Nandinho, e este deverá ser imediatamente posto em liberdade.

  • Minha contribuição.

    a) Abolitio Criminis: ocorre quando lei penal incriminadora vem a ser revogada por outra, que prevê que o fato deixa de ser considerado crime.

    → Continuidade Típico-normativa: é diferente de abolitio criminis. Embora, em alguns casos, a nova lei revogue determinados dispositivos, ela simultaneamente insere esse fato em outro tipo penal.

    b) Lex Mitior ou Novatio Legis in Mellius: lei posterior revoga a anterior trazendo uma situação mais benéfica para o réu.

    c) Lex Gravior ou Novatio Legis in Pejus: a lei nova estabelece uma situação mais gravosa para o réu. Será considerada gravosa ainda que não aumente a pena considerada para o crime, basta que traga prejuízo ao réu.

    d) TEORIA DA PONDERAÇÃO UNITÁRIA: não é possível combinar leis para se extrair os pontos favoráveis de cada uma delas, pois o juiz estaria criando uma terceira lei (Lex tertia).

    Fonte: QAP - Revisões

    Abraço!!!

  • abolitio criminis configura exceção ao princípio da irretroatividade da lei penal.


ID
1059679
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

No que concerne aos crimes contra a fé pública e contra a administração pública, assinale opção correta de acordo com o Código Penal.

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Alternativa "B"

    Art. 299, CPP - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

    Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, se o documento é particular.

    Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte.

  • a letra a está errada, mas é por outro motivo.

    é uma modalidade do crime de excesso de exação:

    Concussão

      Art. 316 - 

      Excesso de exação

      § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

      Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

      § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos:

      Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.


    A questão até pediu "conforme o CP"


  • O peculato mediante erro de outrem fala em "apropriar-se" e não em "desviar", por isso não é esse o crime descrito na alternativa "a", mas sim o de Excesso na Exação, previsto no art. 316, § 2º, do CP, conforme já mencionado pelo colega. Cuidado com os comentários equivocados...

  • a) O auditor tributário que desviar, em proveito próprio, quantia que tenha recebido indevidamente para recolher aos cofres públicos cometerá crime de peculato.

    O erro está em recebido indevidamente, no peculato até tem a palavra DESVIAR mas o funcionário tem que ter acesso ao valor em função do cargo. Peculato: Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. Já no Excesso de exação tem que ter recebido indevidamente. Excesso de exação: § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos.No caso a questão é excesso de exação. 



    B)CORRETA: Falsidade ideológica

    Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.




    c) Crime de Peculato, conforme descrevi a alternativa A. O crime de Emprego irregular de verbas ou rendas públicas está no Art 315: Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei. Veja, não necessariamente o valor está com a pessoa. 

    d)Inserção de dados falsos em sistema de informações :Art. 313-A. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano

    e)Excesso de exação: § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza




     Um prof° meu sempre diz para estudar as alternativas porque elas serão as próximas assertivas das questões!!!!

  • LETRA C - No tocante aos Prefeitos, não incide o delito tipificado no art. 315 do Código Penal. Há crime
    específico, punido com detenção, de três meses a três anos, insculpido no art. 1.º, inc. III, do Decretolei 201/1967: “Art. 1.º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipais, sujeitos ao julgamento
    do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: (…) III –
    desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas”.

  • Letra "E".

    Excesso de exação

      § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza:  (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

      Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

      § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos:

      Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

  • Com relação à alternativa "c", um breve adendo: segundo Cleber Masson, em relação aos prefeitos não incide o delito tipificado no art. 315 do CP, mas o art. 1º, inc. III, do Decreto-Lei 201/1967.

  • Para nao confundir ;)

     

    Peculato->  Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.

     

    Excesso de exação -> Art. 316 -> § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos.

  • Excelente questão!

    Letra A traz uma modalidade do Excesso de Exação.

  • Questão envolvendo crimes contra a Administração Pública são ardilosas porque diferenciam entre si alterando apenas um vocábulo. Seja o verbo nuclear da ação, seja uma característica: altera-se totalmente o contexto delitivo. Observe:

    a) Errada. O item descreve o "excesso de exação" ao narrar a situação de desvio de valor que recebeu indevidamente. Pode ser observado no art. 316, §2º, CP.

    b) Certa. É a descrição do crime de "falsidade ideológica", previsto no art. 299 do CP.
    O conhecimento deste artigo foi recentemente exigido em certames como: DPE/AM.18, TJ/SP.18, SEFAZ/RS.19.
       
    Bizu:
    • Falsidade material (art. 297 e 298) - falsidade de forma;
    • Falsidade ideológica (art. 299) - falsidade de conteúdo.

    - O grande ponto deste crime é a finalidade específica de prejudicar direito ou criar obrigação.
    - O que há de mais novo sobre o tema: INFO 610 do STJ - Inserir informação falsa em currículo Lattes não configura crime de falsidade ideológica: Não é típica a conduta de inserir, em currículo Lattes, dado que não condiz com a realidade. Isso não configura falsidade ideológica (art. 299 do CP). 


    c) Errada. A descrição é de "emprego irregular de verbas ou rendas públicas", de acordo com o art. 315 do CP, mas como a assertiva descreve postura do Prefeito, fundamenta-se no o art. 1º, III, do Decreto-Lei 201/1967.

    d) Errada. Exatamente os dizeres de "inserção de dados falsos em sistema de informação", conforme se depreende do art. 313-A do CP. Observe que há especificidades pontuais que descrevem cada delito.

    e) Errada. Tanto faz ser devido ou indevido; se empregou meio vexatório que a lei não autoriza, será incurso no "excesso de exação", de acordo com o art. 316, §1º do CP. 

    Por fim, no tema de excesso de exação, compensa apontar esta assertiva que fora resposta numa prova do MP/SC.16: No crime de excesso de exação, previsto no art. 316, § 1°, do Código Penal, quando o funcionário emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso para exigir o tributo ou contribuição social devida, não se admite a modalidade culposa.

    Resposta: ITEM B.
  • a) Excesso de exação (art. 316 § 2º )

    b) Falsidade ideológica (art. 299)

    c) Peculato (art. 312)

    d) Inserção de dados falsos em sistemas de informações (art. 313-A)

    e) Excesso de exação (art. 316 § 1º )

  • A) Excesso de Exação

    Art. 316, § 2º , CP - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos:       Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

    B) Falsidade ideológica (CORRETA)

           Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

           Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a três anos, e multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis, se o documento é particular.    

    C) Crime contido no art. 1º, III, do Decreto-Lei nº 201/67

    Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal, sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: (...)

    Ill - desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas;

    D) Inserção de dados falsos em sistema de informações

    Art. 313-A, CP. Inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano:

    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

    E)  Excesso de exação

     Art. 316, § 1º, CP - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: 

     Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. 

  • B

    Falsidade ideológica

    Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.

  • A - ERRADO - O SERVIDOR NÃO TINHA POSSE EM RAZÃO DO CARGO, ELE RECEBEU INDEVIDAMENTE. 

    B - CORRETO - OMITIR, EM DOCUMENTO PÚBLICO OU PARTICULAR, DECLARAÇÃO QUE DELE DEVIA CONSTAR, OU NELE INSERIR OU FAZER INSERIR DECLARAÇÃO FALSA OU DIVERSA DA QUE DEVIA SER ESCRITA, COM O FIM DE PREJUDICAR DIREITO, CRIAR OBRIGAÇÃO OU ALTERAR A VERDADE SOBRE FATO JURIDICAMENTE RELEVANTE [DOLO ESPECÍFICO]. ACRESCIDO COM UM AUMENTO DE 6ªPARTE.

    C - ERRADO - AQUI SIM TRATA-SE DE CRIME DE PECULATO, UMA VEZ TENDO A POSSE EM RAZÃO DO CARGO O DESVIO DE DINHEIRO, VALOR OU QUALQUER OUTRO BEM, SEJA PÚBLICO OU PARTICULAR. 

    D - ERRADO - TRATA-SE DO CRIME DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS (CRIME CONTRA A ADM), E NÃO DO CRIME DE FALSIFICAÇÃO DE DOC. PÚBLICO (CRIME CONTRA A FÉ PÚB.).

    E - ERRADO - EXERCER A FUNÇÃO APLICANDO QUALQUER TIPO DE MEIO VEXATÓRIO CONFIGURA CRIME DE EXCESSO DE EXAÇÃO. OU SEJA, UM SUBTIPO DO CRIME DE CONCUSSÃO. É CONSIDERADO EXCESSO DE EXAÇÃO ATUAR DE FORMA HUMILHANTE, SOCIALMENTE INADEQUADA OU ABUSIVA FRENTE AO CIDADÃO COBRADO. ASSIM COMO SE DÁ QUANDO UM FUNCIONÁRIO PÚBLICO EXIGE UM PAGAMENTO QUE ELE SABE, OU DEVERIA SABER, QUE É INDEVIDO.

    .

    .

    .

    GABARITO ''B''

  • Concussão

    Art. 316 - Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:

    Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019)

    Excesso de exação (há duas hipóteses)

    § 1º - Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

    Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 8.137, de 27.12.1990)

    § 2º - Se o funcionário desvia, em proveito próprio ou de outrem, o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos:

    Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

  • Letra A faltou o "em função do cargo'...

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ID
1059682
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Considere que o advogado Caio tenha solicitado a Maria determinada quantia a pretexto de usar sua influência junto a um auditor fiscal da fazenda estadual para que ele a beneficiasse em um processo administrativo fiscal e liberasse rapidamente mercadorias apreendidas. Nessa situação hipotética, Caio praticou o crime de:

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Alternativa "D"

    Art. 332, CP - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

    Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

    Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.

  • pra lembrar a diferença:

       Exploração de prestígio

      Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

       


  • Tráfico de Influência(Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)

     Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)


     Exploração de prestígio

      Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

      Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

      Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    A DIFERENÇA CARACTERIZADORA ENTRE O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO, RESIDE NO FATO DO TRÁFICO DE INFLUÊNCIA SER DIRECIONADO AO FUNCIONÁRIO PÚBLICO, SEM ESPECIFICAR.

    E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO SER DIRECIONADA AO JUIZ, JURADO, ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, FUNCIONÁRIO DE JUSTIÇA, PERITO, TRADUTOR, INTÉRPRETE OU TESTEMUNHA, ALÉM DO FATO, É CLARO, QUE O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA É CRIME PRATICADO POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL, E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO É CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA" -----> retirado da questão Q45546

  • Tráfico de Influência

    Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

    Exploração de prestígio

    Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

  • Exploração de prestígio -> tráfico de influência  no judiciário.
  • LETRA D CORRETA 

    ART. 332 Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:
  • Exploração de prestígio - influir Funcionário da Justiça, perito...

    Tráfico de Influência - influir Funcionário Público

  • Vi um macete aqui no QC: 

    Tráfico de influência:

    1/2 SECO; Solicitara; Exigir; Cobrar. 1/2 causa de aumento de pena (majorante);

     

    Exploração de prestígio:

    RESO 1/3: REceber; SOlicitar. 1/3 causa de aumento de pena (majorante)

    REZO é com "Z" só foi adaptado ao macete para lembrar.

  • prestigio = justiça

    influencia = funcionario publico

  • Nessa questão importa perceber o objetivo da ação - benefício em um processo administrativo-fiscal - e a quem foi direcionado - auditor da Fazenda. Ademais, a forma de se alcançar tal objetivo foi a influência do advogado.

    Acredita-se que a dúvida possa existir entre os crimes de tráfico de influência (art. 332, CP) e o de exploração de prestígio (art. 357, CP), são tipos semelhantes. O que vai diferenciar é o sujeito passivo que será influenciado. Os outros três são bem diferentes da conduta narrada no enunciado. De todo modo, segue fundamentação legal para pesquisa:
    - Corrupção passiva: art. 317, CP;
    - Corrupção ativa: art. 333, CP;
    - Advocacia Administrativa: art. 321, CP.


    Veja, os dois crimes onde sugere-se que paire a dúvida possuem o verbo nuclear "solicitar", mas a exploração de prestígio (art. 357, CP) especifica os sujeitos a quem se direciona tal atitude. No rol do art. 357 não consta Auditor da Fazenda Estadual. Já no art. 332, que nos ensina o crime de tráfico de influência, fala apenas "funcionário público", abrangendo nosso sujeito passivo da questão. Outra diferença que nos compete analisar é de que o crime que nos responde tal questão é crime praticado por particular contra a administração. O da exploração de prestígio, por sua vez, é contra a administração da justiça.

    Dica: O crime de tráfico de influência se consuma independentemente do resultado concreto, ou seja, incide mesmo se o ato do funcionário público não for praticado.

    Resposta: ITEM D.
  • nçao confundir os agentes passivos do trafico de influencia com Exploração de prestígio

           Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

  • TRÁFICO DE INFLUÊNCIA ------>>> CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

    EXPLORAÇÃO DE PRESTIGIO ------>>> CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA

    Tráfico de Influência

    Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

    Exploração de prestígio

    Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

    Persistir até alcançar!

  • Gabarito D

    Tráfico de Influência: Fraude específica no sentido de possuir influência perante um funcionário público.

    "Art. 332. Solicitar a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função"

    Exploração de Prestígio: Fraude específica no sentido de possuir influência perante algum funcionário público específico da Justiça ou do MP.

    "Art. 357. Solicitar a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do MP, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha."

  • Minha contribuição.

    CP

    Tráfico de Influência 

    Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

    Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 

    Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.  

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Exploração de prestígio

    Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

    Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

    Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    Abraço!!!

  • Tráfico de influência x Exploração de prestígio

     Tráfico de Influência: Crimes praticados por Particular contra Administração em Geral

    Art. 332Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função. 

    Tráfico de influência = Influir em ato praticado por funcionário público

    Exploração de prestígio: Crimes contra a Administração da Justiça

    Art. 357Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, interprete ou testemunha. 

    Exploração de prestígio = Influir em ato de Juiz, jurado, órgão do MP, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha. 

  • Assertiva D

    O tráfico de influência, um dos crimes praticados por particular contra a Administração em geral, tem sua previsão no art. 332 do CP: “Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função

  • Bizu: Para não confundir o crime de Exploração de Prestígio com o crime de Tráfico de Influência, lembrar que o Juiz tem Prestígio.

  • Gabarito: D.

    Peguei esse macete de um colega aqui no QC e tem sido bem útil:

    Influência é no Executivo.

    Prestígio é no Judiciário.

    Bons estudos!

  • GABARITO LETRA D

    DICA!

    --- >Tráfico de influencia: influência QUAISQUER autoridades da administração. [ Art. 332 -]

    --- > Exploração de prestígio: influência autoridades ESPECÍFICAS do judiciário. [Art. 357 -]

  • Tráfico de Influência(Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)

     Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função: (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)

     Exploração de prestígio

     Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

     Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

     Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    A DIFERENÇA CARACTERIZADORA ENTRE O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO, RESIDE NO FATO DO TRÁFICO DE INFLUÊNCIA SER DIRECIONADO AO FUNCIONÁRIO PÚBLICO, SEM ESPECIFICAR.

    E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO SER DIRECIONADA AO JUIZ, JURADO, ÓRGÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, FUNCIONÁRIO DE JUSTIÇA, PERITO, TRADUTOR, INTÉRPRETE OU TESTEMUNHA, ALÉM DO FATO, É CLARO, QUE O TRÁFICO DE INFLUÊNCIA É CRIME PRATICADO POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL, E A EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO É CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA"

  •  Tráfico de Influência 

            Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

           Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 

           Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.

    Exploração de prestígio

           Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

           Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

           Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    NYCHOLAS LUIZ

  •  Tráfico de Influência 

            Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

           Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. 

           Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada ao funcionário.

    Exploração de prestígio

           Art. 357 - Solicitar ou receber dinheiro ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor, intérprete ou testemunha:

           Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

           Parágrafo único - As penas aumentam-se de um terço, se o agente alega ou insinua que o dinheiro ou utilidade também se destina a qualquer das pessoas referidas neste artigo.

    NYCHOLAS LUIZ

  • Basicamente o pessoal que fez a Lei penal é péssima em dar nome aos crimes. Exemplo: Advocacia administrativa: Faz vc pensar que ele é um advogado, mas não é. Deveria se chamar administração tendenciosa.

    Peculato vem da época da Roma antiga em que o patrimônio do governo era medido em cabeças de gado e pecus é latim para gado. Quem vai saber isso? Chama o crime de Tomada de bem por funcionário.

    Tráfico de influência, faz vc pensar que a pessoa realmente tem influência, mas ele nem precisa ter para ser crime, então deveria ser promessa de influência na administração, pq se for no judiciário é outro crime.ue se chama exploração de prestígio. Q mais uma vez faz vc pensar q a pessoa tem q ter prestígio, mas novamente a pessoa não tem q ter, então deveria se chamar promessa de influência jurídica.

  • GABARITO: D

    Tráfico de Influência

    Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função:

    Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

  • PM PB BORAH

  • li rápido, marquei errado :(

  • Olá, colegas concurseiros!

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    Fiz esse procedimento e meu aproveitamento melhorou muito!

    P.s: gastei 192 horas pra concluir esse plano de estudo.

    Testem aí e me deem um feedback.

    Agora já para quem estuda estuda e estuda e sente que não consegui lembrar de nada a solução esta nos macetes e mnemônicos que são uma técnica de memorização de conceitos através de palavras e imagens que é utilizada desde a Grécia antiga e que é pouco explorada por muitos estudantes mas é muito eficaz. Acesse o link abaixo e saiba mais sobre 200 macetes e mnemônicos.

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ID
1059685
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Em relação ao direito penal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • AlternativaA – Errada: O sujeito é capaz de prever o resultado, o prevê, porém crêpiamente em sua não-produção; ele confia que sua ação conduzirá tão-somente aoresultado que pretende, o que só não ocorre por erro no cálculo ou erro naexecução. O agente,mesmo prevendo o resultado, não o aceita, não assume o risco de produzi-lo.

    http://permissavenia.wordpress.com/2010/02/26/dolo-eventual-x-culpa-consciente/

    Alternativa B – Errada: Crime preterdoloso é espéciede crime agravado pelo resultado, no qual o agente pratica um crime distinto doque havia planejado cometer e, disso, advém resultado mais grave, decorrente denegligência, imperícia ou imprudência. É um misto de dolo (na conduta inicial)e culpa (no resultado).

    http://ww3.lfg.com.br/public_html/article.php?story=20100429172257255&mode=print

    Alternativa C – Errada: Crime Funcional: Cometido pelo funcionário público. CrimeFuncional próprio é o que só pode ser praticado pelo funcionário público; crimefuncional impróprio é o que pode ser cometido também pelo particular, mas comoutro nomen juris (p. ex., a apropriação de coisa alheia pode configurarpeculato, se cometida por funcionário público, ou a apropriação indébita,quando praticada por particular).

    http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAZnAAL/classificacao-crimes

    Alternativa D – Errada: CP, Art.30 - Não secomunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quandoelementares do crime. Embora o crime passe, mas nem tudo o queestiver agregado a ele passará. Não se comunicam as circunstânciase as condições de caráter pessoal,(…) → O motivo do autor do crime(subjetivas) e a qualidade (qualidade do autor do crime), não passa para aqueleque colabora, ou seja, não se comunicam. (…)salvo quando elementares docrime. → Com a palavra “salvo”, o legislador permite que passealgumas circunstâncias subjetivas e qualidades do autor.

    http://jonasleite.wordpress.com/2012/12/08/teoria-do-crime-elementar-e-circunstancia/

    AlternativaE – Correta: Aconceituação de estrito cumprimento de dever legal não foi dada pelo CP,restando a doutrina tal papel. De maneira sintética, pode-se conceituar talexcludente legal de ilicitude como: a lei não pode punir a quem cumpre um deverque ela impõe (ARAÚJO, 2009). A expressão dever legal restringea abrangência da norma aos deveres impostos pela lei. São os destinatários doinciso III do artigo 23: os agentes do Poder Público, os servidores do Estado.Para evitar o abuso de autoridade a lei se referiu ao estrito cumprimento dedever legal.

    http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=4214


  • O que me deixou em dúvida quanto a questão "e" foi dizer que aplica-se principalmente a agentes públicos. Não é só para agentes públicos?

  • d) As circunstâncias de caráter real, ou objetivas se comunicam, porém é necessário que a circunstância tenha entrado na esfera de conhecimento dos demais agentes.

    e) O particular também pode agir no ECDL. "O advogado, p.e., que se nega a testemunhar sobre fato conhecido em razão da profissão, não pratica crime, pois está cumprindo seu dever legal de sigilo, previsto no estatuto da OAB".

  • GABARITO "E".

    ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL.

    Destinatários da excludente: Para Julio Fabbrini Mirabete, a excludente pressupõe no executor um funcionário público ou agente público que age por ordem da lei. Prevalece, contudo, o entendimento de que o estrito cumprimento de dever legal como causa de exclusão da ilicitude também se estende ao particular, quando atua no cumprimento de um dever imposto por lei. Nesse sentido, não há crime de falso testemunho na conduta do advogado que se recusa a depor sobre fatos que tomou conhecimento no exercício da sua função, acobertados pelo sigilo profissional (Lei 8.906/1994 – Estatuto da OAB, arts. 2º, § 3º, e 7º, XIX).

  • Essa questão deveria ser anulada.. pelo que sei condições elementares OBJETIVAS SEMPRE se comunicam pois está relacionada ao fato e não ao autor. Já as condições elementares SUBJETIVAS, que está relacionado ao autor, só se comunicam se o terceiro tiver conhecimento da qualidade especial.

  • LETRA E) CORRETA

    Maria, existe uma divergência na doutrina, se o particular pode invocar a descriminante do estrito cumprimento do dever legal. Segundo Sanches, a maioria da doutrina diz que pode. Ele cita Flávio Monteiro de Barros, que lembra:

    " O advogado processado pelo delito de falso testemunho, porque se recusou a depor sobre fatos envolvendo segredo profissional, pode invocar a justificativa do estrito cumprimento do dever legal. Se, porém, o cliente havia autorizado a revelação do segredo, o advogado que, mesmo assim , recusa-se a depor pode invocar a excludente do exercício regular de direito."

  • Estéfano,

    Pelo que entendi existem elementares pessoais objetivas e subjetivas, sendo que as objetivas so se comunicam se ou participe ou coautor soubessem. 
      Já a elementar do crime sempre se comunica. Creio que o erro da letra D, é em dizer que a elementar do tipo se comunica. E na verdade o texto de lei diz que: "Art. 30 cp [...] Salvo quando elementares do crime."
    Mas se for isso mesmo é muita sacanagem, pois dá no mesmo falar em elementares do Crime e do Tipo.
    Alguém sabe o erro da letra D?
  • COMUNICABILIDADE DE ELEMENTARES E CIRCUNSTANCIAS

    Vejamos o artigo 30 do Código Penal: "Não se comunicam as circunstancias e as condições de caráter pessoal, solvo quando elementares do crime. "

                O QUE SERIAM ESTAS CIRCUNSTÂNCIAS E ELEMENTARES? VEJAMOS: 

    CIRCUNSTÂNCIAS: São elementos considerados apenas como acessórios, sua não ocorrência não influenciará na existência do crime e sim na aplicação da pena podendo agravá-la ou atenua-la. Exemplos: 

    Art 21, § 1º do Código Penal diz: " ( ...) Se o homicídio é cometido sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida da injusta provocação do ofendido, a pena será reduzida de 1/6 a 1/3 ( Circunstância). O parágrafo transcrito trata-se de uma circunstância, ou seja, fala aqui do homicídio privilegiado ao qual causa a redução da pena. Se não existisse esta circunstância o homicídio não deixaria de existir e sim mudaria a sua classificação podendo ser qualificado ou simples. 

                  AS CIRCUNSTÂNCIAS SÃO CLASSIFICADAS DA SEGUINTE FORMA: 

    TEMOS AS: 

    A) SUBJETIVAS: Diz respeito ao agente, seriam no caso os seus antecedentes criminais, personalidade, maioridade, menoridade etc. 

    B) OBJETIVAS: Diz respeito ao fato, tempo do crime, modo de execução, condições da vítima etc. 

    ELEMENTARES: É o essencial para a ocorrência do crime. Sem elas o crime não existiria, seria crime impossível. Por exemplo: O crime de Aborto, para que ocorra é necessário a existência de vida extrauterina, não existe aborto de feto já sem vida. O crime de peculato, é necessário para a sua ocorrência a figura do Funcionário Público como sujeito ativo, caso não houvesse a figura do Funcionário Público não configuraria o crime de peculato. 

    DECIFRANDO O ARTIGO 30 DO CÓDIGO PENAL CHEGAMOS A SEGUINTE CONCLUSÃO: 

    As circunstâncias classificadas como subjetivas não se comunicam como por exemplo: Em um concurso de pessoas onde uma delas é primária, a pena para ela será diferenciada em virtude de sua condição. Já as circunstâncias consideradas como Objetivas elas se comunicam quando há conhecimento dos demais. Exemplo: No crime de Homicídio Qualificado por traição ou emboscada ( art 121, § 2º, IV CP). Se todos tiverem conhecimento dessas circunstâncias, todos responderão pelo homicídio qualificado. Vamos supor que um dos envolvidos não tenha conhecimento dessa circunstância, este então não responderá pela qualificadora e sim pelo homicídio simples.

    Fonte :< http://draelaynemoura.blogspot.com.br/2013/08/comunicabilidade-de-elementares-e.html> Drª Elayne Cristina da Silva Moura

  • Pessoal, advogado exerce função pública... Para a questão, exemplo mais coerente seria do psicólogo que se nega a testemunhar...

    Bons estudos!
  • As elementares objetivas do crime se comunicam aos co-autores e aos partícipes, desde que tenham entrado em sua esfera de conhecimento.  Caso contrário estaremos diante da responsabilidade objetiva, vedada em nosso ordenamento jurídico.

  • Gabarito letra: ´´E``


    A) ERRADO: Na culpa consciente o agente prevê o resultado, mas espera que este não ocorra, devido a sua superconfiânça. Por exemplo: atirado de elite que acreditando na sua técnica acaba atingindo a vítima, responde por culpa consciente. Já no dolo eventual ele não quer o resultado mais assume o risco, não se importando.


    B) ERRADO: Crime preterdoloso é formado pelo DOLO (conduta antecedente) + CULPA (na conduta procedente). 


    C) ERRADO: Crime funcional próprio (só pode ser praticado pelo funcionário público) e impróprio (pode ser praticado pelo particular).


    D) ERRADO: para se comunicar precisa entrar na esfera de conhecimento do agente.


    E) CORRETO: O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública. 


    Bons estudos!! 

  • A) ERRADO. CASO DE DOLO EVENTUAL;

     

    B) ERRADO. DOLO(ANTES) E CULPA (DEPOIS);

     

    C). ERRADO. O AUTOR TEM QUE SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO;

     

    D) ERRADO. O AGENTE TEM QUE SABER (TEM QUE TÁ NA ESFERA DE CONHECIMENTO DO AGENTE);

     

    E) CORRETO. É CAUSA DE EXCLUDENTE DE ILICIDUTE, COMO TAMBÉM É APLICADO, PRINCIPALMENTE PAR AOS AGENTES PÚBLICOS OU PARA AQUELES QUE PRESTEM SERVIÇOS PÚBLICOS.

     

     

  • em relação a A

    Culpa consciente ou com previsão

    É aquela em que o agente prevê o resultado, embora não o aceite. A culpa consciente difere do dolo eventual, porque neste o agente prevê o resultado, mas não se importa de que ocorra (“se eu continuar dirigindo assim, posso vir a matar alguém, mas não importa, se acontecer, tudo bem, eu vou prosseguir”). Na culpa consciente, embora prevendo o que possa vir a acontecer, o agente repudia essa possibilidade (“se eu continuar dirigindo assim, posso vir a matar alguém, mas estou certo de que isso, embora possível, não ocorrerá”).

    O traço distintivo entre ambos, portanto, é que, no dolo eventual, o agente diz: “não importa”, enquanto na culpa consciente, supõe: “é possível, mas não vai acontecer de forma alguma”.

     

     

     

    Dir. penal simplificado, parte geral, fernando capez.

    GABARITO "E"

  • ESSE ''PRINCIPALMENTE'' FEZ GERAL PENSAR ANTES DE MARCAR A ALTERNATIVA! HAHA

    LETRA E

  • ........

    e) O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

     

    LETRA E – CORRETA -  – Segundo o professor Rogério Greco ( in Curso de direito penal. 17ª Ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2015. Págs. 422 e 423):

     

     

    9. ESTRITO CUMPRIMENTO DE DEVER LEGAL

     

    9.1 . Conceito e requisitos

     

    Diz a primeira parte do inciso III do art. 23 do Código Penal que não há crime quando o agente pratica o fato no estrito cumprimento de um dever legal.

     

    Como de costume, o Código não se preocupou em definir o conceito de estrito cumprimento de dever legal, tal como procedeu com o estado de necessidade e a legítima defesa. Contudo, seus elementos caracterizadores podem ser visualizados pela só expressão ‘estrito cumprimento de dever legal’.

     

     

    Aqui, da mesma forma que as demais causas de justificação, exige-se a presença de seus elementos objetivos e subjetivos.

     

    Inicialmente, é preciso que haja um dever legal imposto ao agente, dever este que, em geral, é dirigido àqueles que fazem parte da Administração Pública, tais como os policiais e oficiais de justiça, pois, conforme preleciona Juarez Cirino dos Santos, ‘o estrito cumprimento de dever legal compreende os deveres de intervenção do funcionário na esfera privada para assegurar o cumprimento da lei ou de ordens de superiores da administração pública, que podem determinar a realização justificada de tipos legais, como a coação, privação de liberdade, violação de domicílio, lesão corporal etc’. Em segundo lugar, é necessário que o cumprimento a esse dever se dê nos exatos termos impostos pela lei, não podendo em nada ultrapassá-los.

     

    Assim, por exemplo, se um oficial de justiça, cumprindo um mandado de busca e apreensão de um televisor, por sua conta resolver também fazer a apreensão de um aparelho de som, já antevendo um pedido futuro, não terá agido nos limites estritos que lhe foram determinados, razão pela qual, com relação à apreensão do aparelho de som, não atuará amparado pela causa de justificação.” (Grifamos)

  • ........

    d) As elementares objetivas do tipo sempre se comunicam, ainda que o partícipe não tenha conhecimento delas.

     

    LETRA D – ERRADO - Segundo o professor Cléber Masson (in Direito penal esquematizado: parte geral  – vol. 1. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2015. págs. 804 à 806):

     

     

     

    “As regras do art. 30 do Código Penal

     

    Com base nos conceitos e espécies de elementares, circunstâncias e condições acima analisados, é possível extrair três regras do art. 30 do Código Penal:

     

    1.ª As CIRCUNSTÂNCIAS e condições de caráter pessoal, ou subjetivas, não se comunicam: pouco importa se tais dados ingressaram ou não na esfera de conhecimento dos demais agentes.

     

    Exemplo: ‘A’, ao chegar à sua casa, constata que sua filha foi estuprada por “B”. Imbuído por motivo de relevante valor moral, contrata “C”, pistoleiro profissional, para matar o estuprador. O serviço é regularmente executado. Nesse caso, “A” responde por homicídio privilegiado (CP, art. 121, § 1.º), enquanto a “C” é imputado o crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe (CP, art. 121, § 2.º, I).

     

    O relevante valor moral é circunstância pessoal, exclusiva de “A”, e jamais se transfere a “C”, por mais que este não concorde com o estupro.

     

    2.ª Comunicam-se as CIRCUNSTÂNCIAS de caráter real, ou objetivas: é necessário, porém, que tenham ingressado na esfera de conhecimento dos demais agentes, para evitar a responsabilidade penal objetiva.

     

    Exemplo: “A” contrata “B” para matar “C”, seu inimigo. “B” informa a “A” que fará uso de meio cruel, e este último concorda com essa circunstância. Ambos respondem pelo crime tipificado pelo art. 121, § 2.º, III, do Código Penal. Trata-se de circunstância objetiva que a todos se estende.

     

    Se, todavia, “B” fizesse uso de meio cruel sem a ciência de “A”, somente a ele seria imputada a qualificadora, sob pena de caracterização da responsabilidade penal objetiva.

     

    3.ª Comunicam-se as ELEMENTARES, sejam objetivas ou subjetivas: mais uma vez, exige-se que as elementares tenham entrado no âmbito de conhecimento de todos os agentes, para afastar a responsabilidade penal objetiva.

     

    Exemplo: “A”, funcionário público, convida “B”, seu amigo, para em concurso subtraírem um computador que se encontra na repartição pública em que trabalha, valendo-se das facilidades proporcionadas pelo seu cargo. Ambos respondem por peculato-furto ou peculato impróprio (CP, art. 312, § 1.º), pois a elementar “funcionário público” transmite-se a “B”.

     

    Entretanto, se “B” não conhecesse a condição funcional de “A”, responderia por por furto, evitando a responsabilidade penal objetiva.”(Grifamos)

  • ........

     c)Há crimes funcionais próprios quando, por não ser o autor da ação funcionário público, configura-se infração penal não relacionada ao cargo público.


     

    LETRA C – ERRADO – Segundo o professor Cléber Masson (in Direito penal esquematizado: parte geral  – vol. 1. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2015. Pág. 351):

     

    Crimes funcionais ou delicta in officio

     

    São aqueles cujo tipo penal exige seja o autor funcionário público. Dividem-se em próprios e impróprios.

     

    Crimes funcionais próprios são aqueles em que a condição de funcionário público, no tocante ao sujeito ativo, é indispensável à tipicidade do fato. A ausência desta condição conduz à atipicidade absoluta, tal como ocorre na corrupção passiva e na prevaricação (CP, arts. 317 e 319, respectivamente).

     

    Nos crimes funcionais impróprios, ou mistos, se ausente a qualidade funcional, opera-se a desclassificação para outro delito. Exemplo: no peculato-furto (CP, art. 312, § 1.º), se desaparecer a condição de funcionário público no tocante ao autor, subsiste o crime de furto (CP, art. 155).” (Grifamos)

  •  

    b) A combinação entre o dolo, no crime precedente, e dolo eventual, no consequente, é fundamental para a caracterização dos crimes preterdolosos.

     

    LETRA B – ERRADA - Segundo o professor Guilherme Nucci (in Manual de direito penal. 10ª Ed. Rio de Janeiro: Forense, 2014. pág. 255):

     

     

    “Na realidade, o crime qualificado pelo resultado é o gênero no qual há a espécie preterdolosa. Esta última é, particularmente, caracterizada por admitir somente dolo na conduta antecedente (fato-base) e culpa na conduta consequente (produtora do evento qualificador), além de exigir que o interesse jurídico protegido seja o mesmo, tanto na conduta antecedente, como na consequente – ou pelo menos do mesmo gênero. Tal situação pode ocorrer, com exatidão, na lesão corporal seguida de morte, mas não no roubo seguido de morte, por exemplo.

     

    Os crimes qualificados pelo resultado, nos quais está incluído o delito preterdoloso, podem ser caracterizados por uma infração penal que se desenvolve em duas fases, havendo as seguintes modalidades, conforme o caso concreto: a) dolo na antecedente e dolo na subsequente (ex.: latrocínio); b) dolo na antecedente e culpa na consequente (ex.: lesão corporal seguida de morte); c) culpa na antecedente e culpa na consequente (ex.: incêndio culposo com resultado lesão grave ou morte).” (Grifamos)

  • .........

    a)Em se tratando de culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer.

     

    LETRA A – ERRADA – Segundo o professor Cléber Masson (in Direito penal esquematizado: parte geral  – vol. 1. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2015. págs. 424 E 425):

     

    “Culpa inconsciente e culpa consciente

     

    Essa divisão tem como fator distintivo a previsão do agente acerca do resultado naturalístico provocado pela sua conduta.

     

     

    Culpa inconsciente, sem previsão ou ex ignorantia é aquela em que o agente não prevê o resultado objetivamente previsível.

     

     

    Culpa consciente, com previsão ou ex lascivia é a que ocorre quando o agente, após prever o resultado objetivamente previsível, realiza a conduta acreditando sinceramente que ele não ocorrerá.

     

    Representa o estágio mais avançado da culpa, pois se aproxima do dolo eventual. Dele, todavia, se diferencia.

    Na culpa consciente, o sujeito não quer o resultado, nem assume o risco de produzi-lo. Apesar de sabê-lo possível, acredita sinceramente ser capaz de evitá-lo, o que apenas não acontece por erro de cálculo ou por erro na execução. No dolo eventual o agente não somente prevê o resultado naturalístico, como também, apesar de tudo, o aceita como uma das alternativas possíveis.

     

    Examinemos a seguinte situação: “A” sai atrasado de casa em uma motocicleta, e se dirige para uma entrevista que provavelmente lhe garantirá um bom emprego. No caminho, fica parado em um congestionamento. Ao perceber que a hora combinada se aproxima, e se continuar ali inerte não chegará em tempo, decide trafegar um quarteirão pela calçada, com o propósito de, em seguida, rumar por uma via alternativa descongestionada. Na calçada, depara-se com inúmeros pedestres, mas mesmo assim insiste em sua escolha.

     

    Certamente lhe é previsível que, assim agindo, pode atropelar pessoas, e, consequentemente, feri-las e inclusive matá-las. Mas vai em frente e acaba por colidir com uma senhora de idade, matando-a.

     

    Questiona-se: trata-se de homicídio culposo na direção de veículo automotor (CTB, art. 302) ou de homicídio doloso (CP, art. 121)?

     

    Se “A”, após prever o resultado, acreditar honestamente que ele não irá ocorrer, até mesmo porque fará de tudo para evitá-lo, estará desenhada a culpa consciente. Contudo, se, após a previsão do resultado, assumir o risco de produzi-lo, responderá pelo dolo eventual. (Grifamos)

  • a) Em se tratando de DOLO EVENTUAL, o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer. 
    b) A combinação entre o dolo, no crime precedente, e CULPA, no consequente, é fundamental para a caracterização dos crimes preterdolosos. 
    c) Há crimes funcionais IMPRÓPRIOS quando, por não ser o autor da ação funcionário público, configura-se infração penal não relacionada ao cargo público. 
    d) As elementares objetivas do tipo sempre se comunicam, DESDE QUE o partícipe TENHA conhecimento delas. 
    e) O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

  • O GAB A TA BEM ELABORADO, DA PRA ENGANAR BEM.

  • Dolo eventual---> Dane-se!

    Culpa consciente--->Caramba!

  • LETRA A - Em se tratando de culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer.

    INCORRETA. Na culpa consciente o agente não quer e não assume o risco de produzir o resultado, embora seja previsível que se produza.

     

    LETRA B - A combinação entre o dolo, no crime precedente, e dolo eventual, no consequente, é fundamental para a caracterização dos crimes preterdolosos.

    INCORRETA. O crime preterdoloso se configura quando há dolo no antecedente e culpa no consequente.

     

    LETRA C - Há crimes funcionais próprios quando, por não ser o autor da ação funcionário público, configura-se infração penal não relacionada ao cargo público.

    INCORRETA.

     

    LETRA D - As elementares objetivas do tipo sempre se comunicam, ainda que o partícipe não tenha conhecimento delas. INCORRETA.

    As elementares só se comunicaram se não forem de natureza pessoal. Se foram de natureza pessoal só se comunicaram se estiverem previstas no tipo penal.  

     

    LETRA E - O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

    CORRETA.

  • LETRA A - ERRADO. Na culpa CONSCIENTE o agente PREVÊ o resultado; mas espera que ele não ocorra. Supondo poder EVITÁ-LO com suas HABILIDADES ou com a sorte.

     LETRA B - ERRADO. No crime preterdoloso = crime doloso agravado (ANTECEDENTE) + qualificado pela culpa (CONSEQUENTE).

    LETRA C - ERRADO. Crime Funcional PRÓPRIO é o que só pode ser praticado pelo funcionário público; crime funcional IMPRÓPRIO é o que pode ser cometido também pelo particular.

    LETRA D - ERRADO. As ELEMENTARES objetivas do tipo SEMPRE se comunicam, mas DESDE QUE o co-autor ou partícipe delas TENHA CONHECIMENTO. (elementares são dados que constituem o "tipo penal" - são elementares constitutivo do crime. Exemplo do art.155, CP que possui 4 elementares: subtrair + para si ou para outrem + coisa alheia + móvel).

    LETRA E - CERTO. O estrito cumprimento do dever legal é aplicado principalmente a agentes públicos ou particulares que exercem função pública. A expressão dever legal compreende: leis, decretos, regulamentos etc.

  • a) descreve dolo eventual, o agente vê que pode dar algo distinto de seu objetivo, mas não liga pra isso.
    b)Crime preterdoloso é quanto o agente vai com intuito de praticar um detrminado crime, mas acaba cometendo outro mais grave, este é considerado por culpa e aquele é doloso.
    c) crime funcional própio é relacionado somente aos funcionários públicos. Nos crimes funcionais imprópios cabe também ao particular.
    d) Elementares nem sempre se comunicam, sejam objetiva ou subjetiva.
    e)  estrito cumprimento do dever legal(polícial no trabalho) é causa excludente de ilicitude, assim como legítima defesa, estado de necessidade e exercício regular de direito.

  • Pessoal, a grande máxima não é serem ou não de caráter pessoal. Pois o artigo penal que preleciona que “as circunstâncias de caráter pessoal não se comunicam, salvo se elementares do crime” já revela estar trabalhando com circunstâncias SUBJETIVAS. As objetivas - circunstâncias de meio - SE COMUNICAM. O problema é que a pessoa PRECISA saber, pois ela será punida a medida de sua culpabilidade. E também nos e prelecionado acerca da participação dolosamente distinta, o que figuraria bem para o caso em comento, onde o sujeito não sabe que está a aderir à conduta mais grave que o objetivado por ele próprio. Abs
  • A Em se tratando de culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer.

    o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer: DOLO ENVENTUAL

    o agente prevê o resultado, mas se importa que ele venha a ocorrer: CULPA CONSCIENTE

    B A combinação entre o dolo, no crime precedente, e dolo eventual, no consequente, é fundamental para a caracterização dos crimes preterdolosos.

    Para ser PRETERDOLOSO = DOLO + CULPA (e não dolo + dolo eventual)

    C crimes funcionais próprios quando, por não ser o autor da ação funcionário público, configura-se infração penal não relacionada ao cargo público.

    Nesse caso seriam crimes funcionais IMPRÓPRIOS

    D As elementares objetivas do tipo sempre se comunicam, ainda que o partícipe não tenha conhecimento delas.

    E O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

    Também se aplica a particular que ajuda o agente público

  • O crime preterdoloso se configura quando há dolo no antecedente e culpa no consequente.

  • Questão importante por trazer conceitos necessários para o entendimento da matéria como um todo. A fim de entendermos tudo de forma globalizada, analisemos cada item:

    a) Errado. Na culpa consciente o sujeito é capaz sim de prever o resultado, mas acredita na sua não ocorrência. Diferentemente do que ocorre no dolo eventual, na culpa consciente o agente não aceita a produção do resultado

    b) Errado. No crime preterdoloso existe um desvio no resultado, O agente inicia com dolo e termina com culpa. O exemplo mais claro é o da lesão corporal seguida de morte: há dolo no elemento subjetivo antecedente - dolo de lesionar - mas por culpa ele acabou matando. 
    1) Dolo; 2) Culpa.

    c) Errado. Crime funcional é o crime cometido por funcionário público. Há o próprio, que é aquele que só pode ser praticado pelo funcionário público; e o impróprio, que pode ser cometido pelo particular.

    d) Errado. Só de haver o vocábulo "sempre" já se suspeita... De acordo com o art. 30 do CP, as circunstâncias e as condições de caráter pessoal se comunicam quando forem elementares do crime. Bom exemplo que casa com o item acima é a condição de funcionário público nos crimes funcionais. Assim, o particular pode ser responsabilizado por esses crimes, caso saiba que o agente é F.P.  Para ilustrar o inverso: em um crime patrimonial sem violência ou grave ameaça em que um dos agentes é filho, não poderão os outros envolvidos no delito se aproveitarem das escusas absolutórias, pois é condição pessoal (filiação) não elementar (a execução do crime independe disso).

    e) Correto. É conceituação doutrinária, posto que o art. 23 do CP apenas enumera as excludentes de ilicitude, e os artigos subsequentes conceituam apenas os incisos I e II. O objetivo é evitar o abuso de poder. 

    No estrito cumprimento do dever legal, o excesso resulta da não observância, pelo agente, dos limites determinados pela lei que lhe impõe a conduta consistente em um fato típico. Exemplo: o policial que cumpre um mandado de prisão pode se valer da força física para conter o sujeito procurado pela Justiça. Age em excesso, contudo, quando agride quem já se encontra preso e não mais representa perigo à sua atuação. MASSON, Cleber Direito Penal: parte geral (arts. 1º a 120) – vol. 1 / Cleber Masson. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2019. 

    Resposta: ITEM E.
  • Alguns alunos tiveram a resposta equivocada em relação a alternativa "B"

    O crime preterdoloso é composto pelo DOLO (no antecedente) + CULPA OU DOLO ( no consequente).

    Via de regra o consequente é a conduta CULPOSA, mas pode se aceitar a conduta DOLOSA também (Ex: o crime de LATROCÍNIO)

    FONTE: Alfacon (Evandro Guedes)

  • DOLO DIRETO

    Quis o resultado

    DOLO EVENTUAL

    Assumi o risco de produzir o resultado

    CULPA CONSCIENTE

    Ocorre quando o agente prevê o resultado mas acredita sinceramente que não irá acontecer e que pode evitar por meio de habilidades e técnicas próprias

    CULPA INCONSCIENTE

    Ocorre quando o agente não prevê o resultado que era previsível nas circunstâncias

    CRIME PRETERDOLOSO

    Dolo na conduta e culpa no resultado

    •Dolo no antecedente e culpa no consequente

    •Não admite tentativa

    Art. 19 - Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.

  • O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

  • GAB: E

    A Em se tratando de culpa consciente, o agente prevê o resultado, mas não se importa que ele venha a ocorrer.

    • dolo eventual
    • Dolo eventual e culpa consciente se diferenciam pelo fato de que no primeiro o agente aceitou o risco, enquanto no segundo acreditou sinceramente na sua não ocorrência.

    B A combinação entre o dolo, no crime precedente, e dolo eventual, no consequente, é fundamental para a caracterização dos crimes preterdolosos.

    • dolo no crime precedente e culpa no consequente. A exemplo da lesão corporal seguida de morte.

    C Há crimes funcionais próprios quando, por não ser o autor da ação funcionário público, configura-se infração penal não relacionada ao cargo público.

    • Os crime funcionais próprios são os delitos que só podem ser praticados por funcionários públicos, ou seja, afastada esta condição elementar de funcionário público ocorre a atipicidade da conduta.
    • Os crime funcionais impróprios são os crimes que podem ser cometidos por particulares, implica em uma desclassificação para outra infração. Pois o afastamento desta condição de funcionário público para esses crimes, ocorre uma infração de outro tipo penal. A exemplo do peculato furto que se praticado fora do âmbito da administração pública se enquadra como furto (crime comum)

    D As elementares objetivas do tipo sempre se comunicam, ainda que o partícipe não tenha conhecimento delas.

    • Dispõe o art. 30 do CP: “Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime”.

    E O estrito cumprimento do dever legal é causa excludente de ilicitude, aplicada principalmente a agentes públicos ou que exercem função pública.

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ID
1059688
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Em relação aos crimes hediondos e aos dispositivos constitucionais em matéria penal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Gabarito letra A

    Letra A - CORRETA

    A CF diz que o crime de ação de grupos armados contra a ordem constitucional é imprescritível. Logo, uma lei não pode fixar prazo de prescrição pra esses crimes.

    Art 5, XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

    Letra B - errada

    Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:

    I - anistia, graça e indulto;

    Letra c

    Racismo não é crime hediondo.

    Letra D - errado

    Art 5, CF, XLVII - não haverá penas:

    a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;

    Letra E - errado

    Art 5, CF, LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;


  • Regra besta para saber os crimes hediondos: 

    2H 5E LFG

    o  2H (Homicídio, quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio / Homicídio qualificado);

    o  5E (Extorsão qualificada pela morte / Extorsão mediante sequestro / Estupro / Estupro de vulnerável / Epidemia com resultado morte);

    o  L (Latrocínio);

    o  F (Falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos...);

    o  G (Genocídio).

  • Só para complementar... A letra b também está errada porque tortura não é crime hediondo e sim equiparado aos hediondos.

  • Galera, 

    Só temos que tomar cuidado quando for aplicar o mnemônico: 2H 5E LFG, pois sabemos que agora temos um novo crime previsto que se tornou hediondo em 2014, que é o favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável - lei 12.978/2014. 



     



  • Outra informação sobre a alternativa "B":


    Apesar de ser desarrazoado, cabe liberdade provisória em crimes hediondos e equiparados, desde que sem fiança.

  • Atualizando a Fórmula para os crimes HEDIONDOS:

    2H 5E 2F LG

    o 2H (Homicídio, quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio / Homicídio qualificado);

    o 5E (Extorsão qualificada pela morte / Extorsão mediante sequestro / Estupro / Estupro de vulnerável / Epidemia com resultado morte);

    o  2F (Falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos... /favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável);

    o  L (Latrocínio);

    o G (Genocídio).

  • Para quem gosta de frases mnemônicas: 2 Homens, 5 ET's e 2 Fadas Levaram o Gato

  • e hoje dilma sancionou mais um crime hediondo ... matar policiais civil, federal..

    LEI NOVISSIMA  - 13142/2015

    I-A – lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2o) e lesão corporal seguida de morte (art. 129, § 3o), quando praticadas contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e144 da Constituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição;


  • 2H 5E LFGPF

      2H (Homicídio, quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio / Homicídio qualificado);

      5E (Extorsão qualificada pela morte / Extorsão mediante sequestro / Estupro / Estupro de vulnerável / Epidemia com resultado morte);

      L (Latrocínio);

      F (Falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos...);

      G (Genocídio).

      P (Contra policial e familiares)

      F (favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável )


  • Caramba João, que loucura hein!!

     Galera, quanto as novas qualificadoras do Homicídio, só precisa lembrar que são qualificadoras  o Feminicídio e prática de homicídio contra agentes da segurança pública. Por óbvio se trata de ampliação do inciso I do Art 1 da L 8072 - 90. Acho puxado decorar essas letras todas e lembrar no dia da prova.

  • Só complementando em relação a alternativa "c", apesar de o racismo não ser crime hediondo e nem equiparado, vale ressaltar que todas as práticas que configuram o racismo, conforme lei 7.716/89 são apenadas com reclusão. Isso decorre do chamado princípio da proibição da proteção insuficiente ou deficiente. Ou seja, o Estado ao resolver tutelar determinado direito, deve fazê-lo ou ao menos tentar, protegê-lo da forma mais eficaz possível.

  • Pelas minhas contas então, agora, temos: 2H 5E 3F 2L G :

    2H: Homicídio qualificado + Homicídio praticado em atividade típica de grupo de extermínio;

    5E:Extorsão qualificada pela morte +Extorção mediante sequestro e na forma qualificada + Estupro +Estupro de vulnerável +Epidemia com resultado morte; 

    3F: Falsificação,corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais + Feminicídio 13 104/2015 + Favorecimento da prostituição [...] Lei 12 978/2014;

    2L: Latrocínio + Lesão corporal dolosa ou gravíssima e lesão corporal seguida de morte quando praticadas contra autoridade [...] Lei 13 142/2015;

    Genocídio.

     

     

  • Sobre a letra C: o racismo é imprescritível, mas não é crime hediondo e não há crime hediondo imprescritível.

  • Crimes imprescritíveis ------- Ração { Racismo e Ação de grupos armados} !

  • Otima questão, induz o candidato ao erro.

     

  • Racismo, ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático de Direito - Imprescritíveis e Inafiançáveis.

     

    Acrescentando: Recente posicionamento do STF (acompanhando o já determinado pelo STJ), determina que o crime de injúria racial também entra no rol de crimes imprescritíveis e inafiançáveis.

    Fonte: https://jus.com.br/artigos/66929/a-injuria-racial-e-crime-imprescritivel

  • Galera essa questão está desatualizada? Sou contador e com o posicionamento de Vinicius Pitta surgiu essa dúvida.

  • A prática da Tortura, o Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o Terrorismo são equiparados a Hediondo.. E o Racismo não é crime hediondo e nem equiparado..

  • Cuidado: Racismo não é Hediondo, mas é Equiparado a Hediondo. (Sobre a assertiva C)

    A título de conhecimento:

    Apenas Racismo e Ação de Grupos Armados são "Imprescritíveis", ao passo de que Hediondos e Equiparados são todos inafiançáveis (Tráfico, Tortura, Terrorismo, Racismo e Ação de Grupos Armados).

    Gabarito: A.

    Bons estudos!

  • A questão exige conhecimento relacionado à sistemática dos crimes hediondos e sobre os dispositivos constitucionais em matéria penal. Analisemos as assertivas, com base na CF/88 e na Lei 8.072/90:

    Alternativa “a": está correta. Conforme at. 5º, XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

    Alternativa “b": está incorreta. Conforme art. 2º da Lei, “Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: I - anistia, graça e indulto". Contudo, não há que se enquadrar a tortura como crime hediondo, mas sim equiparado aos hediondos.

    Alternativa “c": está incorreta. Racismo não é considerado crime hediondo (vide art. 1º da Lei).

    Alternativa “d": está incorreta. Conforme art. 5º, XLVII, CF/88 - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX.

    Alternativa “e": está incorreta. Conforme art. 5º, LI, CF/88 - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

    Gabarito do professor: letra a.

  • GAB: LETRA A

    Complementando!

    Fonte: Prof. Nádia Carolina

    ➜ O RACISMO é crime inafiançável e imprescritível.

    • Imprescritível é aquilo que não sofre prescrição. A prescrição é a extinção de um direito que se dá após um prazo, devido à inércia do titular do direito em protegê-lo. 
    • Inafiançável é o crime que não admite o pagamento de fiança (montante em dinheiro) para que o preso seja solto.

    ➜ O racismo é punível com a pena de reclusão, que é uma pena mais gravosa do que a detenção.

    ====

    A AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS, civis ou militares, contra aordem constitucional e o Estado democrático. Esse crime, assim como o racismo, será inafiançável e imprescritível.

    ===

    3 T (Tortura, Tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e Terrorismo). Esses crimes, assim como os hediondos, são insuscetíveis de graça ou anistia. Isso significa que não podem ser perdoados pelo Presidente da República, nem ter suas penas modificadas para outras mais benignas. Além disso, assim como o crime de racismo e a ação de grupos armados contra o Estado democrático, são inafiançáveis.

    ===

    Q83838 - Q599767


ID
1059691
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Acerca da culpabilidade e da imputabilidade penal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Alternativa "A"

    Coação irresistível e obediência hierárquica
    Art. 22, CP - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da ordem.

    Este artigo cuida de uma das causas de exclusão da culpabilidade, a qual consiste em inexigibilidade de conduta diversa.

  • B) Para a teoria limitada da culpabilidade o erro inevitável sobre a ilicitude do fato é causa excludente da própria tipicidade. Já para a Teoria normativa pura da culpabilidade (teoria unitária do erro): todo erro quanto à descriminante putativa é erro de proibição. Em nenhum dos casos o erro sobre a ilicitude do fato é causa excludente de antijuridicidade, mas sim, conforme foi dito antes, erro de tipo ou erro de proibição a depender da teoria adotada.

  • Gabarito polêmico. Descordo que o item (a) esteja correto pelos seguintes motivos:

    Bitencourt ensina que para excluir a culpabilidade, a "obediência hierárquica deve ser a ordem não manifestamente ilegal". ou seja, como o gabarito generalizou apenas com "obediência hierárquica", conclui-se que a "obediência hierárquica manifestamente ilegal" não excluiria a culpabilidade.


    Me corrijam se eu estiver errado por favor.

    Bons estudos!

  • Bonaparte, pense assim para questoes CESPE: quando for responder faca uma pergunta para a questao, isso e POSSIVEL, se for questao esta correta, no entanto se nao for, questao INCORRETA.

    Normalmente e isso que ocorre.

    FORCA e FE

  • Concordo com o Bonaparte. A lei traz uma ressalva quanto a ordem do superior hierárquico. A ressalva diz que somente a ordem não manifestamente ilegal é que enseja a inimputabilidade do subordinado. Portanto, a obediência hierárquica a uma ordem manifestamente ilegal não exclui a responsabilidade do subordinado. 

    O  mais interessante é que é justamente essa expressão "ordem não manifestamente ilegal" que é cobrada nas questões.Daí nota-se a importância do termo completo.

    Por fim admitir a expressão genérica"ordem de superior hierárquico" como exclusão de culpabilidade seria a mesma coisa de admitir a expressão "embriaguez completa" como causa de inimputabilidade ( o que seria um erro). Pois nesses dois casos é necessário analisar, respectivamente, se a ordem não é manifestamente ilegal e se a embriaguez completa decorre de caso fortuito ou força maior para excluir a imputabilidade.

  • MACETE COMPLETO DE IMPUTABILIDADE:

     M E D E C O
    Menoridade (art. 27 cp).
    Embriaguez Involuntária e Completa (art. 28, parag. 1).
    Doença Mental ou Desenvolvimento Mental incompleto ou retardado (art. 26 cp).
    Erro de Proibição Inevitável (art. 21, 2. parte, cp).
    Coação Moral Irresistivel (art. 22 cp).
    Obediencia Hierárquica  (art. 22 cp).

  • Padawan Jedi, complementando seu comentário, com o qual concordo, no caso mencionado, além da embriaguez fortuita e completa exige-se que em razão dela o agente seja "inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento"...essa questão deveria ter sido anulada pelos motivos expostos...absurdo !!!!!

  • Erros das questões

    b) O erro inevitável sobre a ilicitude do fato é causa excludente de antijuridicidade. “É um erro de proibição que exclui a culpabilidade”.

    c) São causas excludentes de ilicitude a legítima defesa, o estado de necessidade e a inimputabilidade por doença mental. “A imputabilidade é causa de excludente de culpabilidade”.

    d) A embriaguez fortuita completa não exclui a culpabilidade do agente. “Sim, exclui”.

    e) A conduta motivada pela emoção ou pela paixão interfere na imputabilidade penal. “Não interfere”.



  • Mesmo que a redação do artigo 22 do CP não tenha coação MORAL irresistível (mas somente coação irresistível), é correto entendermos por coação moral irresistível?

  • Há grande malícia nessa questão. No item "C" podemos considerar correto também, já que não é citado a conduta Involuntária do Agente. Portanto nao basta ser completa, de caso fortuito ou força maior, mas tem que ser involuntária.

     

    No item "A" como bem mencioado nos comentários anteriores, também falta complemento, pois a obidiência hierarquica irá excluir Culpabilidade se for de ordem NÃO manifestadamente ILEGAL.

  • EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA -  Não basta que o agente seja imputável e que tenha potencial conhecimento da ilicitude do fato, é necessário, ainda, que o agente pudesse agir de outro modo. Não havendo tal elemento, afastada está a culpabilidade. Exemplos:

     

    a) Coação MORAL irresistível - Ocorre quando uma pesoa coage outra a praticar determinado crime, sob a ameaça de lhe fazer algum mal grave.

    Obs.: A coação FÍSICA irresistível NÃO EXCLUI A CULPABILIDADE. A coação FÍSICA irresistível EXCLUI O FATO TÍPICO, por ausência de vontade (ausência de conduta).

     

    b) Obediência hierárquica - É o ato cometido por alguém em cumprimento a uma ordem não manifestamente ilegal proferida por um superior hierárquico. Obs.: Prevalece que só se aplica aos funcionários públicos.

     

    "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu".  Eclesiastes 3

  • Algumas questões CESPE: incompleto não é errado. 

  • Elementos e suas respectivas excludentes (dirimentes) de culpabilidade --> esquematização

    1) 
    Imputabilidade (emoção e paixão não excluem a culpabilidade)
    - Menoridade
    - Embriaguez acidental e completa
    - Doença mental, desenvolvimento incompleto ou retardado


    2) Potencial conhecimento de ilicitude
    - Erro de proibição inevitável

    3) Exigibilidade de conduta adversa
    - Coação moral irresistível
    - Obediência hierárquica a uma ordem não manifestamente legal

  • Lembrando que no caso de estrita obediência a ordem não manifestamente ilegal não se aplica nas relações privadas de trabalho. 

  • E) A conduta motivada pela emoção ou pela paixão interfere na imputabilidade penal.

     

    NÃO INTERFERE na imputabilidade penal, ou seja, vai ser punido.

     

    Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: 

    I - a emoção ou a paixão;

     

     

    Entretanto, INTERFERE na dosimetria da pena (pode ser atenuada/reduzida), na forma dos arts. 65, inciso III, "a" e "c", do Código Penal

     

    Art. 65 - São circunstâncias que sempre atenuam a pena:

    III - ter o agente:

      a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral;

      c) cometido o crime sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima;

  • Eu tenho muita dificuldade com essas teorias do erro (erro de tipo, de proibição..).

     

    Pelo que venho estudando e fazendo questões, compreendi o seguinte: O erro de proibição recai sobre a consciência da ilicitude do fato, mas é caso de exclusão da culpabilidade. É isso? Alguém pode me explicar no privado? Abs..

  • Happy Gilmore respondendo sua pergunta:

     

    A culpa possui 3 elementos: IPE

    *Imputabilidade

    *Potencial consciência da ilicitude

    *Exigibilidade de conduta diversa

     

    No erro de proibição ou sobre a ilicitude o agente não possui POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE, portanto, está excluído um dos elementos da culpa.

    Apesar de excluir um elemento da culpa, o fato continua típico e ilícito , pensando dessa forma você não irá mais confundir com as excludentes de ilicitude.

     

  • a banca foi maldosa nessa questão. Aqui todos ficaram pensando no tipo da obediência(declarada ilegal ou não), quando deveríamos pensar sobre oque retira a culpa de maneira genérica, ou seja, a obediência hierárquica pode retirar, se for manifestamente não ilegal.

  • Coação Física - exclui Fato Típico

    Coação Moral e obeidência Hierárquica - exclui a culpabilidade. 

     

    Gab. A

  • A) Correto . 

    B) Errado . Nesse caso exlcui-se a culpabilidade 

    C) Errado . A inimputabilidade por doença mental é causa de exclusão da culpabilidade

    D) Errado . É o único modo de embriaguez que excluirá a culpabilidade 

    E) Errado . Poderá apenas configurar o crime na forma privilegiada .

  • Essa é uma daquelas questões que trazem conceitos base da matéria. Em que pese serem simples, trazem peculiaridades muito "confundíveis". Observemos abaixo item por item:

    a) Correto. Nosso CP prevê excludentes de tipicidade, de ilicitude e de culpabilidade. Neste caso temos duas de algumas excludentes de culpabilidade. Acrescento sobre elas:
    - Obediência hierárquica: ela não se aplica às relações de direito privado. É para ordem ilegal, mas não manifestamente ilegal, de superior hierárquico e dirigida a um subordinado (na esfera do direito administrativo).
    - Coação moral irresistível: a coação física irresistível exclui o próprio crime, por não haver conduta.


    Modernamente tem sido sustentada a possibilidade de formulação de causas excludentes da culpabilidade não previstas em lei, ou seja, supralegais e distintas da coação moral irresistível e da obediência hierárquica. Essas causas supralegais se fundamentam em dois pontos: a exigibilidade de conduta diversa constitui-se em princípio geral da culpabilidade, que dela não pode se desvencilhar. Em verdade, não se admite a responsabilização penal de comportamentos inevitáveis; e a aceitação se coaduna com a regra nullum crimen sine culpa, acolhida pelo art. 19 do Código Penal.
    Masson, Cleber. Direito Penal: parte geral (arts. 1º a 120) – vol. 1 / Cleber Masson. – 13. ed. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2019.

    b) Errado. O item descreve o erro de proibição que exclui a culpabilidade. Vê-se ele e suas consequências no art. 21 do CP.

    c) Errado. O item pretendeu enumerar as excludentes de ilicitude (art. 23, CP), mas falhou ao citar a inimputabilidade por doença mental (art. 26, CP), pois esta é causa de exclusão da culpabilidade. 

    d) Errado. A embriaguez completa acidental (seja por caso fortuito ou força maior) é a única que exclui a culpabilidade.
    - embriaguez não acidental (voluntária – teoria da actio libera in causa: não isenta  nem diminui a pena);
    - embriaguez acidental incompleta (causa da diminuição da pena);
    - embriaguez preordenada agrava a pena (art. 61, II, “l"). É hipótese do agente que bebe para ter coragem de praticar crime.

    e) Errado. Emoção e paixão, ao contrário do que se enunciou, não excluem a imputabilidade (art. 28, CP).

    Resposta: ITEM A.

  • Muito choro para uma questão manjada como essa.

  • Segue o bizu abaixo:

    Cação moral irresistível- Exclui a Culpabilidade;

    Coação Física irresistível- Exclui a Tipicidade.

  • Coação MORAL irresistível: Exclui a CULPABILIDADE;

    Coação FÍSICA irresistível: Exclui a TIPICIDADE.

    NYCHOLAS LUIZ

  • Obediência hierárquica não manifestadamente ilegal exclui a culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa.


ID
1059694
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Considere que, logo após subtrair, dentro de um ônibus, a carteira de Manoel, sem que este perceba o fato, Jonas se dirija para o fundo do veículo, onde, mediante ameaça com uma faca, subtraia o celular de Paula e a carteira de seu namorado, Pedro. Nessa situação hipotética, Jonas pratica.

Alternativas
Comentários
  • Resposta: Alternativa "D"

    Quando Jonas subtraiu a carteira de Manoel, não houve violência por parte de Jonas a Emanuel, logo, houve apenas furto (art. 155, CP).

    O mesmo não se diga em relação da conduta realizada por Jonas contra Paula e Pedro, pois neste caso houve ameaça seguida da subtração dos bens, o que já é suficiente para configurar o delito de roubo (art. 157, CP).

    Com relação ao concurso de crimes: o furto segue em concurso material com os delitos de roubo, uma vez que em ambos os crimes os bens jurídicos tutelados são diferentes, pois no furto tutela-se o patrimônio, ao passo que no roubo tutela-se o patrimônio e a liberdade individual da vítima. Ademais, houve por parte do agente o emprego de mais de uma ação para a pratica de mais de um crime (regra do art. 69, CP).

    Já em relação aos roubos, houve, perfeitamente, o concurso formal, já que o agente realizou mediante uma só ação a prática de dois crimes (regra do art. 70, CP).  

  • Crime continuado: Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes, devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois terços.

    Em que pese divergência doutrinária, prevalece na jurisprudência que crimes da mesma espécie são crimes que estejam tipificados no mesmo tipo penal.

  • Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro aquela. Concurso Material

    Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior. Concurso Formal

  • Muito bom Willion Matheus, v é o cara!!!

    Obrigado.

  • Ao furtar a carteira de Manoel, o agente praticou o crime de furto qualificado pela destreza consumado. Daí, sai daquele contexto fático e caminha até o fundo do ônibus. Lá,  pratica com uma só ação dois crimes de roubo circunstanciado de forma consumada. Logo, o agente responderá pela prática de furto qualificado consumado em concurso material com os dois crimes de roubo circunstanciado pelo uso de arma em concurso formal. Veja, não houve continuidade delitiva, pois não são crimes da mesma espécie. Estão em tipos penais distintos. Além disso, o roubo é crime complexo, ou seja, além de atingir o patrimonio da vítima, como ocorre com o furto, atinge também a sua integridade, seja através da violência (vis absoluta) ou da grave ameaça.

  • A DESCLASSIFICAÇÃO DAS QUESTOES NESSE SITE TÁ IMPRESSIONANTE!!! 

  • QUESTÃO IDÊNTICA.....  (TJ-PR, juiz, 2010, PUC-PR):

     Antônio sentou-se ao lado de João, em ônibus coletivo, e subtraiu dele, sem que João percebesse, certa importância em dinheiro. Após deslocar-se para outro lugar do coletivo, saca de uma arma de fogo, ameaça Pedro e Paulo, subtraindo de cada um deles 1 (um) celular e 1 (um) relógio de ouro.

    I. Há roubo em concurso formal com furto em continuidade delitiva.

    II. Cometeu furto em concurso material com roubo continuado.

    III. Há concurso formal de furto e roubo.

    IV. Há furto em concurso material com roubos em concurso formal.

    Comentários:

      Deve ser marcada a letra “d”.

      Resta claro na assertiva que Antônio inicialmente praticou o crime de furto contra João. Esta foi a sua primeira ação. Depois praticou o crime de roubo contra Pedro e Paulo. Esta foi a sua segunda ação. Desse modo, temos duas ações, sendo que na primeira foi praticado um único crime (de furto), porém na segunda ação identifica-se a prática de dois crimes de roubo. Portanto, há concurso material (duas ações diferentes – art. 69 do CP) entre o crime de furto e os roubos. Como foram praticados dois roubos mediante uma única ação (segunda ação, segundo já explicado), verifica-se concurso formal nesse caso entre os dois crimes de roubo (art. 70 do CP). Daí a assertiva correta referir que “há furto em concurso material com roubos em concurso formal”.

    FONTE: http://professorgecivaldo.blogspot.com.br/2010/05/questoes-comentadas-furto-e-roubo.html


  • O STF não admite a continuidade delitiva entre os crimes de furto e roubo. STF manteve a decisão do STJ que considerou impossível a aplicação da continuidade delitiva entre os crimes de roubo e de furto, nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, concluiu que são crimes de espécies diferentes, praticados com desígnios distintos, atraindo a aplicação da pena em concurso material e não em continuidade delitiva.

    Portanto, trata-se de Furto (Pois Jonas não agiu com violência ao subtrair a carteira de Emanoel) em concurso material (Pois houve o emprego de mais de uma ação para a prática de mais de um crime - Furto e Roubo - Art. 69, CP) com roubos em concurso formal (Esse último é em concurso formal visto que o agente realizou mediante uma só ação a prática de dois crimes, roubou o celular de Paula e a carteira de Pedro - mediante ameaça com uma faca, por isso trata-se de Roubo - Regra do art. 70, CP).

  • ótima a professora!!!

  • Concurso Formal Perfeito

    MATERIAL -> 2 ou MAIS CONDUTAS -> 2 ou MAIS CRIMES

    FORMAL ---> 1 CONDUTA --> 2 ou + CRIMES

    ___________________________________________________________________________________________________________________________

    1º MOMENTO: Houve um furto

    2º MOMENTO: Houve uma conduta que resultou em "2 crimes" (CONCURSO FORMAL)

     

    Na ligação do primeiro e o segundo momento HÁ UM CONCURSO MATERIAL DE CRIMES, ou seja,

    há um furto em concurso material com roubos em concurso formal.

     

  • Repetindo a JURIS DO STF trazida por GABRIELLA SEGATO:

     

    O STF NÃO ADMITE A CONTINUIDADE DELITIVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO. STF manteve a decisão do STJ que considerou impossível a aplicação da continuidade delitiva entre os crimes de roubo e de furto, nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução.

    NÃO É POSSÍVEL CONTINUIDADE DELITIVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO!

    NÃO É POSSÍVEL CONTINUIDADE DELITVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO!

    NÃO É POSSÍVEL CONTINUIDADE DELITIVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO!

    NÃO É POSSÍVEL CONTITUIDADE DELITIVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO!

    DECOROU? NÃO? ENTÃO LÁ VAI:

    NÃO É POSSÍVEL A CONTINUIDADE DELITIVA ENTRE OS CRIMES DE FURTO E ROUBO! LEMBRE DISSO NA SUA PROVA!

  • Aos não assinantes,

    GABARITO: D

  • FURTO x ROUBOS = concurso material

    ROUBO PAULA X ROUBO MANOEL = concurso formal

  • STJ: Não há continuidade delitiva entre roubo e furto, porquanto, ainda que possam ser considerados delitos do mesmo gênero, não são da mesma espécie.

  • gb d

    pmgoo

  • Questão confusa e passível de interpretação. Ele furta e logo em seguida rouba com uso de uma faca. Acho que nesse momento, manoel persebe a carteira furtada e se sente ameaçado tbm, o que caracteriza roubo impróprio. Somado com os demais roubos, roubo continuado. Opção B. Desculpe, só queria mostrar essa visão, pra galera discutir.

  • Roubo e Furto não adimitem continuidade delitiva, pq são especídios diferentes.

    Mas nada impede que seja aplicado o concurso material de crimes!!!!

  • ROUBO

    1 VIOLÊNCIA-VÁRIOS PATRIMÔNIOS: PRATICA ROUBOS EM CONCURSO FORMAL

    VIOLÊNCIA À VÁRIAS PESSOAS-PATRIMÔNIO ÚNICO: PRATICA UM ÚNICO ROUBO


ID
1059697
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Internacional Privado
Assuntos

O processo decisório preferencial, no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), ocorre por:

Alternativas
Comentários
  • Conforme o Acordo de Marraqueche de 1994, que estabelece a OMC, em seu artigo X: a OMC continuará com o mesmo processo decisório sob o âmbito do GATT 1947, isto é, o processo por consenso.

    Somente quando não se atingir o consenso em algum assunto é que se passará à votação.  Por isso o Consenso é processo decisório preferencial.

    http://www.wto.org/english/docs_e/legal_e/04-wto_e.htm#fnt1

  • Gabarito B

     

    Mas atenção quanto às exceções:

     

    Existem quatro situações que provavelmente incitarão o voto dos membros da OMC, apesar desta encorajar sempre o consenso (basta notar que a norma de utilização do consenso como base do processo de tomada de decisão tem significado que a regra de votação por maioria nunca foi colocada em prática). São elas:

     

    interpretação de acordos / maioria de três quartos (3/4);

    emendas a acordos / maioria de dois terços (2/3);

    inclusão de novos membros / maioria de dois terços (2/3);

    aplicação de waiver sobre uma obrigação assumida sob acordo multilateral / em princípio deve ser aprovada por consenso, mas no caso de haver alguma oposição, por maioria de três quartos (3/4).


ID
1059700
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Internacional Público
Assuntos

Assinale a opção em que é apresentada a denominação do acordo comercial plurilateral, originalmente abrangido pelo entendimento relativo às normas e procedimentos sobre solução de controvérsias no âmbito da OMC.

Alternativas
Comentários
  • São 4 os acordos plurilaterais existentes na OMC, cuja adesão é facultativa (exceção à regra do princípio do "single undertaking"): carne bovina, produtos lácteos, aeronaves e compras governamentais. O Brasil só aderiu ao de carne bovina.

    Dos nomes citados na questão, o único que existe é do letra E, dada como alternativa correta.


    http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=367


ID
1059703
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Internacional Privado
Assuntos

Considera-se que vários ordenamentos tributários possam ser aplicados a uma mesma situação da vida internacional, visto que esta se encontra “plurilocalizada” em função dos diversos elementos de conexão adotados por cada um desses ordenamentos.

No fragmento de texto acima, apresenta-se o conceito de:

Alternativas
Comentários
  • Dupla Tributação:  “é o resultado da percepção de impostos similares em dois ou mais Estados, sobre um mesmo contribuinte, pela mesma matéria imponível e por idêntico período de tempo”.

    Fonte:  BORGES, Antônio de Moura. Considerações sobre a Dupla Tributação Internacional. Disponível em http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=2088&p=1.

    Do conceito acerca da dupla tributação internacional advêm cinco requisitos para a sua caracterização: semelhança dos impostos incidentes; cobrança desses impostos por dois ou mais Estados; idêntico fato gerador; idêntico contribuinte e mesmo período de aplicação do imposto.
  • Importante: a dupla tributação se diferencia de forma tênue da tributação plurinacional, em virtude de que naquela não é necessário que o indivíduo seja nacional do país em que sofre a dupla oneração para que ocorra a tributação. Exemplo disto é o caso de pessoas que temporariamente exercem atividades com renda em países diversos dos seus de origem sem adquirir a nacionalidade do país de destino para tanto; neste diapasão, a atividade será tributada tanto no país de origem da pessoa quanto no da prestação do serviço, SALVO na hipótese de haver acordo internacional de não tributação dispondo em sentido contrário (entendimento inferido do livro do professor Ricardo Alexandre, curso de direito tributário, 2014).


ID
1059706
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Internacional Público
Assuntos

A Convenção de Viena sobre Direitos dos Tratados.

Alternativas
Comentários
  •  Artigo 62

    Mudança Fundamental de Circunstâncias

    1. Uma mudança fundamental de circunstâncias, ocorrida em relação às existentes no momento da conclusão de um tratado, e não prevista pelas partes, não pode ser invocada como causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se, salvo se:

    a)a existência dessas circunstâncias tiver constituído uma condição essencial do consentimento das partes em obrigarem-se pelo tratado; e

    b)essa mudança tiver por efeito a modificação radical do alcance das obrigações ainda pendentes de cumprimento em virtude do tratado.

    2. Uma mudança fundamental de circunstâncias não pode ser invocada pela parte como causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se:

    a)se o tratado estabelecer limites; ou

    b)se a mudança fundamental resultar de violação, pela parte que a invoca, seja de uma obrigação decorrente do tratado, seja de qualquer outra obrigação internacional em relação a qualquer outra parte no tratado.

    3. Se, nos termos dos parágrafos anteriores, uma parte pode invocar uma mudança fundamental de circunstâncias como causa para extinguir um tratado ou dele retirar-se, pode também invocá-la como causa para suspender a execução do tratado.

  • Letra "C": Artigo 63: O rompimento de relações diplomáticas ou consulares entre partes em um tratado não afetará as relações jurídicas estabelecidas entre elas pelo tratado, salvo na medida em que a existência de relações diplomáticas ou consulares for indispensável à aplicação do tratado.

  • Letra "D": Artigo 2: 1. Para os fins da presente Convenção: a)“tratado” significa um acordo internacional concluído por escrito entre Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação específica;

  • Gabarito: letra "A"

    reconhece a mudança fundamental de circunstâncias como causa de extinção de tratados.

  • A banca cobrou a exceção como se fosse a regra.

  • Letra A- Correta. Artigo 62 da Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados.

    Letra B- Incorreta. Não dispõe sobre o órgão de solução de controvérsias da OMC.

    Letra C. Incorreta. Artigo 63 da Convenção: o rompimento das relações não afeta as obrigações tratadas.

    Letra D. Incorreta. Artigo 2 da Convenção: os tratados são definidos como um acordo internacional, logo, não são conceitos distintos.

    Letra E. Incorreta. Não há hierarquia entre normas internacionais e não há disposição sobre a OMC.


ID
1059709
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

Em relação à empresa, ao estabelecimento comercial e ao nome empresarial, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • art. 1145 do Código Civil

    correta b

  • A transferência do estabelecimento empresarial sempre produz dúvidas com relação ao alcance da responsabilidade sobre dívidas relacionadas ao trespasse, talvez a maior delas seja com relação aos débitos contraídos antes da venda pelo empresário alienante e sua transferência ao empresário adquirente.

    Nessa esteira, é o Código Civil em seu art. 1.146, esclarece como fica a responsabilidade sobre as dívidas contraídas antes da realização do trespasse, in verbis:

    “Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento”

    Contrato de trespasse não pode excluir ou limitar a responsabilidade do empresário adquirente pelas dívidas do estabelecimento empresarial adquirido, desde que contabilizados.

    O empresário adquirente do estabelecimento torna-se devedor solidário do empresário alienante dos ônus regularmente escrituradas nos livros comerciais.

    fonte: http://www.conteudojuridico.com.br/artigo,das-dividias-anteriores-ao-trespasse,35916.html

  • a)  art. 974, CC

    b) art. 1.145, CC

    c) Súmula 451, STJ

    d) art. 1.165, CC

    e) art. 966, CC

  • Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.

    Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

    Art. 1.146. O adquirente do estabelecimento responde pelo pagamento dos débitos anteriores à transferência, desde que regularmente contabilizados, continuando o devedor primitivo solidariamente obrigado pelo prazo de um ano, a partir, quanto aos créditos vencidos, da publicação, e, quanto aos outros, da data do vencimento.

    Art. 1.147. Não havendo autorização expressa, o alienante do estabelecimento não pode fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subseqüentes à transferência.

    Parágrafo único. No caso de arrendamento ou usufruto do estabelecimento, a proibição prevista neste artigo persistirá durante o prazo do contrato.

    Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social.


  • Após a entrada em vigor da Lei nº 13.146, de 2015, o estatuto da pessoa com deficiência, apenas são incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos. Logo, não há como empresário se tornar absolutamente incapaz por incapacidade superveniente, estando o item A desatualizado.

  • INTERPRETANDO O ARTIGO 1.145, DO CC/2002

    Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação

    Regra: para a eficácia do trespasse, é necessária a prévia autorização dos credores anteriores do alienante. Neste caso, faz-se necessária notificação judicial ou extrajudicial acerca da alienação, devendo os credores manifestarem-se no prazo de trinta dias a partir da notificação. No silêncio dos credores, o consentimento é presumido (tácito). 

    Duas exceções: 1) pagamento de todos os credores; 2) o alienante permanece com bens suficientes para pagar todos os credores. 

    (Fonte: Prof. Juan Luiz Souza Vazquez)

  • Questão complicada. A súmula n° 451 do STJ autoriza a penhora da sede do estabelecimento empresarial, no entanto a jurisprudência majoritária ainda entende de modo diverso. Questão "muito" passível de anulação, pois a súmula é de data anterior à prova.

  • O erro da letra e é a palavra "episódico".

    Bons estudos! Fé em Deus!

  • GABARITO: B

    a) ERRADO: Art. 974. Poderá o incapaz, por meio de representante ou devidamente assistido, continuar a empresa antes exercida por ele enquanto capaz, por seus pais ou pelo autor de herança.

    b) CERTO: Art. 1.145. Se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo, a eficácia da alienação do estabelecimento depende do pagamento de todos os credores, ou do consentimento destes, de modo expresso ou tácito, em trinta dias a partir de sua notificação.

    c) ERRADO: Súmula 451/STJ: É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial.

    d) ERRADO: Art. 1.165. O nome de sócio que vier a falecer, for excluído ou se retirar, não pode ser conservado na firma social.

    e) ERRADO: Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

  • O conceito de empresário abrange o exercício episódico da produção de certa mercadoria destinada à venda no mercado.

    EPISÓDICO é de forma eventual , de vez em quando , de forma acidental.

    ISSO NÃO CARACTERIZA UM EMPRESÁRIO


ID
1059712
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

Em relação ao empresário individual, à sociedade empresária e ao registro público de empresas, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Pelo enunciado 6 da I Jornada de Direito Comercial, o empresário individual regularmente inscrito é o destinatário do art. 978 do CC.

  • Em  relação para a letra "c":  

    Art. 978. O empresário casado pode, sem necessidade de outorga conjugal, qualquer que seja o regime de bens, alienar os imóveis que integrem o patrimônio da empresa ou gravá-los de ônus real.

    Enunciado 6 da I Jorn. D. Comercial:  O empresário individual regularmente inscrito é o destinatário da norma do art. 

    978 do Código Civil, que permite alienar ou gravar de ônus real o imóvel incorporado à empresa, desde que exista, se for o caso, prévio registro de autorização conjugal no Cartório de Imóveis, devendo tais requisitos constar do instrumento de alienação ou de instituição do ônus real, com a consequente averbação do ato à margem de sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis

    Em relação à letra "e": Enunciado 202 do CJF, Jornada de Direito Civil. “O registro do empresário ou sociedade rural na Junta Comercial é facultativo e de natureza constitutiva, sujeitando-o ao regime jurídico empresarial. É inaplicável esse regime ao empresário ou sociedade rural que não exercer tal opção”.

  • Teorias que explicam a desconsideração da personalidade jurídica:

    teoria menor: basta o prejuízo.


    teoria maior: deve haver prejuízo + intenção de fraude e de prejuízo.

  • B) ERRADA


    CC/Art. 1.039. Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo, respondendo todos os sócios, solidária e ilimitadamente, pelas obrigações sociais.

  • A) ERRADA


    CC/Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.


  • Gabarito: D

    Jesus Abençoe!

  • Para mim, dizer que "imóveis relacionados ao exercício da atividade empresarial", não tem o mesmo significado que dizer segundo a lei: "imóvel incorporado à empresa". O que vocês acham?

  • LETRA E. A pessoa cuja principal atividade profissional seja a rural deve obrigatoriamente requerer inscrição no registro público de empresas mercantis da respectiva sede.

    ERRADO

    Art. 971. O empresário, cuja atividade rural constitua sua principal profissão, pode, observadas as formalidades de que tratam o art. 968 e seus parágrafos, requerer inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em que, depois de inscrito, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro.

  • TEORIA A MAIOR;

    • ABUSO DE PODER
    • DESVIO DE FINALIDADE

ID
1059715
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

Com relação aos livros do empresário e à sua escrituração, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • art. 1179 do Código Civil, letra a

  • a) correta. Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.

  • b) Errada. A exigência do artigo 1179, caput, CC, não se estende ao pequeno empresário do artigo 970, CC. A segunda parte da assertiva está correta, conforme :

    Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.


  • A letra "C", eu não achei a fundamentação, mas o Gialluca diz que o livro diário é protegido pela sigilosidade, sendo que para as autoridades fazendárias não se aplica a sigilosidade.


    Por favor, alguém pode me ajudar com esse item.

  • Quanto a letra 'c', o CTN diz o seguinte:

    Art. 195. Para os efeitos da legislação tributária, não têm aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou limitativas do direito de examinar mercadorias, livros, arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou fiscais, dos comerciantes industriais ou produtores, ou da obrigação destes de exibi-los.

    Porém a verdade é que existem restrições se levarmos em conta os princípios constitucionais da inviolabilidade do domicílio e do direito à intimidade, por exemplo, pois tais princípios tem 'status' constitucional e não podem ser afastados por uma lei infraconstitucional.

    Acredito que foi esse o raciocínio da banca.

  • A letra ''c'' eu esta no Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto, poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.

    eu não achei fundamento da letra ''d'' alguém que saiba por favor .

  • Letra B) Art. 970 . A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.

  • Acerca da alternativa "E": 

    A exibição total dos livros comerciais só pode ser determinada pelo juiz, a requerimento da parte, em algumas ações (p.ex.: questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem ou falência), ao passo que a exibição parcial pode ser decretada de ofício ou a requerimento da parte, em qualquer ação judicial, sempre que útil à solução da demanda.

    Fonte: Manual de Direito Comercial de Fábio Ulhoa


  • Em relação a alternativa C, existe uma limitação para as autoridades fazendárias com base na súmula 439 STF que diz: "estāo sujeitos a fiscalização tributária ou previdenciária quaisquer livros comerciais, limitado o exame aos pontos objeto da investigação".  Portanto, o acesso aos livros é relativo, limitados aos pontos relacionados a fiscalização.

     

  • Gabarito: A O erro da D encontra-se em afirmar o contrário do que diz o Novo Código de Processo Civil: Art. 417. Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao empresário, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos.
  • A) CORRETA Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
    b) Art. 1.180. Além dos demais livros exigidos por lei, é indispensável o Diário, que pode ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.
    Parágrafo único. A adoção de fichas não dispensa o uso de livro apropriado para o lançamento do balanço patrimonial e do de resultado econômico.
    Mas essa exigência, quanto ao diário, é inaplicável ao pequeno empresário do art. 970 do Código Civil: Art. 970. A lei assegurará tratamento favorecido, diferenciado e simplificado ao empresário rural e ao pequeno empresário, quanto à inscrição e aos efeitos daí decorrentes.
    c) Art. 1.190. Ressalvados os casos previstos em lei, nenhuma autoridade, juiz ou tribunal, sob qualquer pretexto,
    poderá fazer ou ordenar diligência para verificar se o empresário ou a sociedade empresária observam, ou não, em seus livros e fichas, as formalidades prescritas em lei.
    Portanto, há sim restrição à análise dos livros comerciais pelas autoridades fazendárias, consubstanciada no limite à realização de diligências para verificar a observação das formalidades legais pelos empresários ou sociedades empresárias.
    d) Art. 226. Os livros e fichas dos empresários e sociedades provam contra as pessoas a que pertencem, e, em seu favor, quando, escriturados sem vício extrínseco ou intrínseco, forem confirmados por outros subsídios.
    Parágrafo único. A prova resultante dos livros e fichas não é bastante nos casos em que a lei exige escritura pública, ou escrito particular revestido de requisitos especiais, e pode ser ilidida pela comprovação da falsidade ou inexatidão dos lançamentos.
    e) Art. 1.191. O juiz só poderá autorizar a exibição integral dos livros e papéis de escrituração quando necessária para resolver questões relativas a sucessão, comunhão ou sociedade, administração ou gestão à conta de outrem, ou em caso de falência.
    § 1o O juiz ou tribunal que conhecer de medida cautelar ou de ação pode, a requerimento ou de ofício, ordenar
    que os livros de qualquer das partes, ou de ambas, sejam examinados na presença do empresário ou da sociedade empresária a que pertencerem, ou de pessoas por estes nomeadas, para deles se extrair o que interessar à questão.
    Fonte: Material Estratégia

  • A primeira opção já é a literalidade do artigo 1.179. A obrigatoriedade da escrituração é a regra geral! Existem exceções. Cuidado com as questões que são literalidade de artigos da legislação.

    A opção B diz que o livro diário é obrigatório a todos os empresários. Opção ERRADA, exatamente por existirem empresários (MEI, ME e EPP) que ou não realizam escrituração alguma ou escrituram somente o livro Caixa.

    Vamos tratar melhor do sigilo dos livros no tópico seguinte. Por hora saiba que os livros possuem um sigilo que só pode ser quebrado em situações específicas. Portanto os termos “sem nenhuma restrição” e “qualquer questão de caráter patrimonial” tornam as opções C e E, respectivamente, erradas.

    Também trataremos da questão da eficácia probatória a seguir. A regra é o artigo 417 do Código de Processo Civil (CPC): Os livros empresariais provam contra seu autor, sendo lícito ao empresário, todavia, demonstrar, por todos os meios permitidos em direito, que os lançamentos não correspondem à verdade dos fatos.

    Resposta: Letra A

  • Minha contribuição.

    Contabilidade

    A questão trata sobre a obrigatoriedade da escrituração, O Código Civil Brasileiro (Lei n. 10.406/02) determina a obrigatoriedade da escrituração contábil em seu art. 1.179, senão vejamos:

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    Como toda boa regra há exceções, quais sejam, o produtor rural e o pequeno empresário, os quais estão dispensados da escrituração contábil.

    E o que é considerado pequeno empresário para efeito de aplicação dessa dispensa?

    É o empresário individual caracterizado como microempresa nos termos da Lei Complementar nº 123/2006 que aufira receita bruta anual de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais).

    Gabarito: A

    Fonte: Estratégia

    Abraço!!!

  • O Código Civil brasileiro determina a obrigatoriedade da escrituração contábil em seu art. 1.179: “O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”. As exceções são o produtor rural e o pequeno empresário (microempresa) que aufira receita bruta anual de até R$ 81.000,00 (oitenta e um mil reais). 

    FONTE: AlfaCon

  • Grande joaquim! Seu comentário de 2016 é muito melhor que o comentário do prof do Direção.

    Então, guardemos que a liberdade de acesso das autoridades fazendárias aos livros é limitada aos pontos objeto de investigação. Portanto, embora o sigilo dos livros não possa ser oposto à Fazenda, a liberdade dela não é absoluta.

  • O livro diário é obrigatório a todos os empresários, podendo, contudo, ser substituído por fichas no caso de escrituração mecanizada ou eletrônica.

    MALDITO PESSOAL DO SIMPLES.


ID
1059718
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

No que concerne à sociedade por ações, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Entendo que a alternativa D, considerada incorreta, deva ser analisada. 

    Dispõe o art. 159 da Lei 6.404/1976:

    Ação de Responsabilidade

    Art. 159. Compete à companhia, mediante prévia deliberação da assembléia-geral, a ação de responsabilidade civil contra o administrador, pelos prejuízos causados ao seu patrimônio.

      § 1º A deliberação poderá ser tomada em assembléia-geral ordinária e, se prevista na ordem do dia, ou for conseqüência direta de assunto nela incluído, em assembléia-geral extraordinária.

      § 2º O administrador ou administradores contra os quais deva ser proposta ação ficarão impedidos e deverão ser substituídos na mesma assembléia.

      § 3º Qualquer acionista poderá promover a ação, se não for proposta no prazo de 3 (três) meses da deliberação da assembléia-geral.

      § 4º Se a assembléia deliberar não promover a ação, poderá ela ser proposta por acionistas que representem 5% (cinco por cento), pelo menos, do capital social.

      § 5° Os resultados da ação promovida por acionista deferem-se à companhia, mas esta deverá indenizá-lo, até o limite daqueles resultados, de todas as despesas em que tiver incorrido, inclusive correção monetária e juros dos dispêndios realizados.

      § 6° O juiz poderá reconhecer a exclusão da responsabilidade do administrador, se convencido de que este agiu de boa-fé e visando ao interesse da companhia.

      § 7º A ação prevista neste artigo não exclui a que couber ao acionista ou terceiro diretamente prejudicado por ato de administrador.

    Reparem que o parágrafo terceiro diz que qualquer acionista, em caso de omissão da Assembleia-Geral, poderá ajuizar a ação de responsabilidade. 

    A alternativa D não está incorreta. De fato, em determinada situação (omissão assemblear), o acionista minoritário detém uma legitimidade ativa condicionada, mas detém. 

    Abraço a todos e bons estudos. 

    Abraço a todos e bons estudos. 

  • Quanto à alternativa A, que está errada:

    Art. 134, § 3º da Lei 6.404/76.

    § 3º A aprovação, sem reserva, das demonstrações financeiras e das contas, exonera de responsabilidade os administradores e fiscais, salvo erro, dolo, fraude ou simulação (artigo 286).

  • Lei 6.404

     

    Art. 177. A escrituração da companhia será mantida em registros permanentes, com obediência aos preceitos da legislação comercial e desta Lei e aos princípios de contabilidade geralmente aceitos, devendo observar métodos ou critérios contábeis uniformes no tempo e registrar as mutações patrimoniais segundo o regime de competência.(revisão dos estudos de contabilidade :) )

     

    § 3o  As demonstrações financeiras das companhias abertas observarão, ainda, as normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários e serão obrigatoriamente submetidas a auditoria por auditores independentes nela registrados. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

  • Acredito que o item A não está errado. O mesmo diz: "A aprovação das contas sem reservas pela assembleia geral ordinária não exonera os administradores e os diretores de indenização pela prática de ato ilícito que tenha causado prejuízo à companhia."


    A lei 6.404, art. 134, § 3º diz; "A aprovação, sem reserva, das demonstrações financeiras e das contas, exonera de responsabilidade os administradores e fiscais, salvo erro, dolo, fraude ou simulação (artigo 286)."


    Se "Ato Ilícito" pode ser entendido como "erro, dolo, fraude ou simulação", o item estaria correto dizendo que este não exonera os administradores de responsabilidade de indenização AINDA QUE contas aprovadas sem reservas.

  • erro da alternativa d):

    Resp 1014496 SC - STJ -  Os danos diretamente causados à sociedade, em regra, trazem reflexos indiretos a todos os seus acionistas. Com o ressarcimento dos prejuízos à companhia, é de se esperar que as perdas dos acionistas sejam revertidas. Por isso, se os danos narrados na inicial não foram diretamente causados aos acionistas minoritários, não detém eles legitimidade ativa para a propositura de ação individual com base no art. 159, § 7º, da Lei das Sociedades por Acoes.

     

  • Compilando o que os colegas disseram...


    Acredito que o erro na (a) esteja na citação "administradores e diretores" quando a lei fala em "administradores e fiscais". (ver comentário O Ban)


    Acredito que o erro na (d) esteja na ação individual e não em uma coletiva (ver comentário Erick)


    É isso?

  • Letra A. Item da prova muito criticado! Realmente não há exoneração de responsabilidade em caso de erro, dolo, fraude ou simulação (= ato ilícito), conforme Art. 134, §3, LSA. Porém, a banca resolveu não anular a questão. Umas das hipóteses é que a lei menciona nesse artigo os administradores e FISCAIS e não os administradores e DIRETORES, conforme está na questão. Por isso, assertiva errada.

    Letra B. Valor patrimonial = patrimônio / # de ações. Montante pago para aquisição da ação poderá ser o preço de emissão, se a compra foi no mercado primário, ou valor de negociação, se a compra foi no mercado secundário. Além disso temos o valor nominal (facultativo), que é o capital social / # de ações. E temos o valor econômico, que é o valor calculado por especialistas. Assertiva errada.

    Letra C. A incorporada realmente é extinta. Até aí a alternativa estava correta. Entretanto, falha quando fala que a incorporadora somente responde pelas dívidas na proporção do seu patrimônio. Esta regra se aplica à cisão total. Na incorporação todas as dívidas e direitos são passados à incorporadora. Assertiva errada.

    Letra D. Na verdade, a competência para ajuizamento de ação de responsabilidade é da assembleia geral. Se a assembleia deliberar que deverá ajuizar, mas não o fizer em 3 meses, qualquer sócio poderá fazê-lo. Se, por outro lado, a assembleia decidir por não ajuizar a ação, sócios representantes de 5% do capital poderão fazê-lo. Assertiva errada.

    Letra E. É a literalidade da LSA. Veja como nas SA de capital aberto existem mais tendo em vista a proteção dos acionistas minoritários. Assertiva certa.

    Resposta: E

  • A questão "b" "O valor patrimonial das ações corresponde ao montante pago pela ação quando adquirida" está errada, pq o valor patrimonial das ações corresponde ao patrimônio Líquido dividio pelo número de ações.


ID
1059721
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

Rafael, Elias e Otávio instituíram a sociedade Beta Ltda. com o capital social subscrito no valor de R$ 30.000,00, sendo cada quota equivalente ao valor de R$ 10.000,00. A integralização do capital não foi totalmente realizada, visto que Otávio não realizou qualquer espécie de contribuição, Rafael integralizou o valor de sua quota em dinheiro e Elias contribuiu com prestação de serviços.

Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta em relação à responsabilidade dos sócios quanto à integralização do capital social da empresa.

Alternativas
Comentários
  • Na sociedade limitada, a responsabilidade é solidária entre os sócios e não é permitida a integralização do capital social com a prestação de serviços

  • Art. 1.055, § 2º CC

    É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.


  • Gabarito: E

    JESUS abençoe! Bons estudos!

  • Código Civil


    Art. 1.052. Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social.


    Art. 1.055, § 2o [Na integralização do capital de LTDA] É vedada contribuição que consista em prestação de serviços.

  • Vimos que no caso das sociedades limitadas, a responsabilidade dos sócios é limitada. Porém, quanto ao capital social não integralizado, a responsabilidade é limitada e solidária entre os sócios; neste caso, portanto, pouco importa qual foi o sócio que não integralizou o capital, pois são todos os sócios solidários pela parte não integralizada.

    Ficamos então entre as alternativas D e E.

    A alternativa d está incorreta, pois o Código Civil expressamente veda a integralização de capital social com serviços para a sociedade limitada (artigo 1.055, parágrafo segundo).

    Resposta: E


ID
1059724
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Empresarial (Comercial)
Assuntos

Em relação à falência, à concordata e à liquidação extrajudicial, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • C

    O tema não é pacifico, mas o STJ tem diversos precedentes no sentido de que a Faz Pública não possui esta legitimidade. “afigura-se impróprio o requerimento de falência do contribuinte comerciante pela Fazenda Pública, na medida em que esta dispõe de instrumento específico para cobrança do crédito tributário. Ademais, revela-se ilógico o pedido de quebra, seguido de sua decretação, para logo após informar-se ao Juízo que o crédito tributário não se submete ao concurso falimentar, consoante dicção do art. 187 do CTN” (STJ, REsp 287824/MG, DJ 20.02.2006).
  • Enunciado 56 da I Jornada de Direito Comercial: A Fazenda Pública não possui legitimidade ou interesse de agir para requerer a falência do devedor empresário

  •  Art . 18. A decretação da liquidação extrajudicial produzirá, de imediato, os seguintes efeitos:

      a) suspensão das ações e execuções iniciadas sobre direitos e interesses relativos ao acervo da entidade liquidanda, não podendo ser intentadas quaisquer outras, enquanto durar a liquidação;

     b) vencimento antecipado das obrigações da liquidanda;

      c) não atendimento das cláusulas penais dos contratos unilaterais vencidos em virtude da decretação da liquidação extrajudicial;

      d) não fluência de juros, mesmo que estipulados, contra a massa, enquanto não integralmente pago o passivo;

      e) interrupção da prescrição relativa a obrigações de responsabilidade da instituição;

      f) não reclamação de correção monetária de quaisquer divisas passivas, nem de penas pecuniárias por infração de leis penais ou administrativas.

  • O artigo 18, é da lei 6024/74, o gabarito: C

    Jesus Abençoe! Bons estudos!

  • O que está errado na alternativa "e", por gentileza?

  • E) INCORRETA

    Art. 6º, § 7º, da Lei n. 11.101/05: "As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento da recuperação judicial, ressalvada a concessão de parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e da legislação ordinária específica".

  • Erro da Letra B - site IDEC

    Existem algumas empresas que, pela importância da atividade que desenvolvem, têm seu funcionamento fiscalizado por órgãos governamentais, podendo, inclusive, sujeitar-se ao regime de liquidação extrajudicial. É o caso das seguradoras e das entidades de previdência privada aberta (fiscalizadas pela Susep), dos bancos e demais entidades financeiras (fiscalizadas pelo Banco Central) e dos planos de saúde (fiscalizados pela ANS).

    Caso a empresa comece a dar sinais de instabilidade financeira, o órgão governamental que a monitora pode decretar sua liquidação extrajudicial - procedimento que visa a recuperar a empresa, tentando evitar a falência.

    Erro da Letra D - LEI DE FALENCIA

    Art. 139. Logo após a arrecadação dos bens, com a juntada do respectivo auto ao processo de falência, será iniciada a realização do ativo.

           Art. 140. A alienação dos bens será realizada de uma das seguintes formas, observada a seguinte ordem de preferência:

           I – alienação da empresa, com a venda de seus estabelecimentos em bloco;

           II – alienação da empresa, com a venda de suas filiais ou unidades produtivas isoladamente;

           III – alienação em bloco dos bens que integram cada um dos estabelecimentos do devedor;

           IV – alienação dos bens individualmente considerados.

           § 1 Se convier à realização do ativo, ou em razão de oportunidade, podem ser adotadas mais de uma forma de alienação

  • Alternativa E - Art. 6o A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário.

    § 7o As execuções de natureza fiscal não são suspensas pelo deferimento da recuperação judicial, RESSALVADA a concessão de parcelamento nos termos do Código Tributário Nacional e da legislação ordinária específica.

  • Letra A. Não há essa prevalência do sócio majoritário de sociedade limitada em caso de falência, conforme artigo 82 da Lei de Falências (LF). Assertiva errada.

    Letra B. A recuperação extrajudicial não está no nosso edital. De qualquer forma, de acordo com o artigo 161, parágrafo segundo, da LF, o plano de recuperação extrajudicial não poderá prever pagamento antecipado de dívidas. Assertiva errada.

    Letra C. Conforme Enunciado 56, CJF, a Fazenda Pública não possui legitimidade para requerer falência. Assertiva certa.

    Letra D. O artigo 140, parágrafo primeiro da LF, prevê mais de uma forma de alienação dos bens. Assertiva errada.

    Letra E. Na verdade, a recuperação judicial não suspende o curso da execução fiscal, exceto em caso de parcelamento, conforme parágrafo sétimo do artigo 6º, LF. Assertiva errada.

    Resposta: C

  • Em relação a letra A) ERRADA

    O sócio da sociedade limitada responde em duas hipóteses. 

    Na primeira, quanto participar de deliberação social infringente da lei ou do contrato social (CC, art. 1.080). É o caso de responsabilidade por ato ilícito, em que não há nenhuma limitação. Enquanto o patrimônio do sócio responsável pelo ilícito suportar, pode-se cobrar dele a indenização pelo prejuízo sofrido pela sociedade, por credores ou pela comunhão. 

    Na segunda, o sócio responde solidariamente com os demais pela integralização do capital social (CC, art. 1.052). Aqui a responsabilidade independe de ilícito. Se o contrato social contempla cláusula estabelecendo que o capital subscrito ainda não está totalmente integralizado, a massa falida pode demandar a integralização de qualquer um dos sócios.

    Quanto à responsabilidade do administrador, o mesmo autor defende que ela só é cabível quando este descumprir com o dever de diligência (CC, art. 1.011) e prejudicar a sociedade. E complementa afirmando que não existe a possibilidade de responsabilidade objetiva do administrador da limitada. 

    Assim, para a responsabilização pessoal do sócio, a decisão judicial deve apontar o ato irregular por ele praticado que contribuiu para a falência, com as causas e circunstâncias da falência, garantido o direito prévio de defesa.


ID
1059727
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

A respeito dos direitos reais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: "C".

    A letra "a" está errada. Segundo o art. 1.393, CC "Não se pode transferir o usufruto por alienação; mas o seu exercício pode ceder-se por título gratuito ou oneroso".

    A letra "b" está errada. Dispõe a Súmula 308, STJ (DJ 25.04.2005): Hipoteca entre Construtora e Agente Financeiro - Eficácia Perante os Adquirentes do Imóvel. "A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel".

    A letra "c" está correta. Porém... para que a questão ficasse melhor elaborada, faltou constar na afirmação que o construtor, nesse caso (estando de má-fé), deveria pagar em décuplo as perdas e danos. Dispõe o art. 1.258, CC: Se a construção, feita parcialmente em solo próprio, invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste, adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido, se o valor da construção exceder o dessa parte, e responde por indenização que represente, também, o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente. Parágrafo único.Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo, o construtor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu, se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção.

    A letra "d" está errada, pois a aquisição de propriedade pela compra e venda devidamente lavrada em cartório é forma derivada (e não originária) de aquisição de bem imóvel.

    A letra "e" está errada, pois há previsão expressa de aquisição de servidão por usucapião. Prevê o art. 1.379, CC. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente, por dez anos, nos termos do art. 1.242, autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião. Parágrafo único. Se o possuidor não tiver título, o prazo da usucapião será de vinte anos.


  • A questão trata dos direitos reais.

    A) O exercício do usufruto pode ser transferido por alienação ou por cessão a título gratuito ou oneroso.

    Código Civil:

    Art. 1.393. Não se pode transferir o usufruto por alienação; mas o seu exercício pode ceder-se por título gratuito ou oneroso.

    O exercício do usufruto não pode ser transferido por alienação, mas seu exercício pode ser cedido a título gratuito ou oneroso.

    Incorreta letra “A”.


    B) Dada a eficácia erga omnes dos direitos reais, a hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro anterior à celebração da promessa de compra e venda tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.

    Súmula 308 do STJ:

    308. A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro, anterior ou posterior à celebração da promessa de compra e venda, não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.

    A hipoteca firmada entre a construtora e o agente financeiro anterior à celebração da promessa de compra e venda não tem eficácia perante os adquirentes do imóvel.

    Incorreta letra “B”.

    C) Admite-se que o construtor de má-fé adquira a propriedade do solo invadido, caso a proporção da invasão não seja superior à vigésima parte do terreno, a construção exceda consideravelmente o valor dessa parte, não se possa demolir a porção invasora sem grave prejuízo à construção e seja necessário proteger terceiro de boa-fé.

    Código Civil:

    Art. 1.258. Se a construção, feita parcialmente em solo próprio, invade solo alheio em proporção não superior à vigésima parte deste, adquire o construtor de boa-fé a propriedade da parte do solo invadido, se o valor da construção exceder o dessa parte, e responde por indenização que represente, também, o valor da área perdida e a desvalorização da área remanescente.

    Parágrafo único. Pagando em décuplo as perdas e danos previstos neste artigo, o construtor de má-fé adquire a propriedade da parte do solo que invadiu, se em proporção à vigésima parte deste e o valor da construção exceder consideravelmente o dessa parte e não se puder demolir a porção invasora sem grave prejuízo para a construção.

    Admite-se que o construtor de má-fé adquira a propriedade do solo invadido, caso a proporção da invasão não seja superior à vigésima parte do terreno, a construção exceda consideravelmente o valor dessa parte, não se possa demolir a porção invasora sem grave prejuízo à construção e seja necessário proteger terceiro de boa-fé. Pagando em décuplo as perdas e danos.

    Correta letra “C”. Gabarito da questão.

    D) A aquisição de propriedade pela compra e venda devidamente lavrada em cartório é forma originária de aquisição de bem imóvel, respondendo o vendedor por todos os débitos que gravem a coisa até o momento da tradição.

    Código Civil:

    Art. 502. O vendedor, salvo convenção em contrário, responde por todos os débitos que gravem a coisa até o momento da tradição.

    A aquisição de propriedade pela compra e venda devidamente lavrada em cartório é forma derivada de aquisição de bem imóvel, respondendo o vendedor por todos os débitos que gravem a coisa até o momento da tradição.

    Incorreta letra “D”.

    E) A servidão somente pode ser constituída por negócio jurídico inter vivos ou causa mortis, não sendo admitida a constituição de servidão por usucapião.

    Código Civil:

    Art. 1.379. O exercício incontestado e contínuo de uma servidão aparente, por dez anos, nos termos do art. 1.242 , autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião.

    Parágrafo único. Se o possuidor não tiver título, o prazo da usucapião será de vinte anos.

    A servidão pode ser constituída por negócio jurídico inter vivos ou causa mortis, sendo admitida a constituição de servidão por usucapião.

    Incorreta letra “E”.


    Resposta: C

    Gabarito do Professor letra C.


ID
1059730
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Considere que, em projeto de lei ordinária estadual, seja prevista a cobrança de ICMS, com alteração da base de cálculo prevista na lei complementar federal. Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta. Considere que a sigla CF, sempre que utilizada, se refira a Constituição Federal de 1988.

Alternativas
Comentários
  • Quando o concurseiro se depara com uma questão dessa, ele pode começar a rezar. É pura pegadinha a letra "e" (considerada correta pela banca). É uma típica questão carta curinga, o correto depende da direção do vento.

    Explico: a CF não diz que os entes Federados devem, obrigatoriamente, instituir seus tributos. Essa afirmativa parte da interpretação do Art. 145 (A União, os Estados, o Distrito Federal e osMunicípios poderão instituir os seguintes tributos:). A LRF, no entanto, diz que a boa gestão fiscal depende da efetiva instituição de todos os tributos e de sua respectiva arrecadação, sendo pois obrigatório que os ente políticos instituam seus tributos, considerando que esta atribuição configura-se em uma competência outorgada pela CF, configurando-se um poder-dever. Essa é a essência do art. 11 da LRF:  Art. 11.Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal ainstituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competênciaconstitucional do ente da Federação.

    A doutrina não é pacífica no tema, é tanto que a União nunca instituiu o imposto sobre grandes fortunas, atribuição determinada pela CF, e mesmo diante da mora, ainda não houve posicionamento do legislador (lei complementar) e nem o judiciário falou nada a respeito.

    A resposta da questão, assim, vai depender dos parâmetros dados pelo avaliador. Ou seja, a resposta mais acertada varia conforme a base normativa pedida, se nos termos da CF ou nos termos da LRF. No caso, a meu entender, a questão não forneceu esses elementos essenciais para o candidato, apenas considerou-se o entender do avaliador. E não é viável achar que o candidato tenha poderes telepáticos para descobrir o que alguém pensa. 


  • Excelentes comentários, Emanuelle Ortiz!!

  • Complementando, a letra E) retrata o que é chamado de LIMITAÇÃO GENÉRICA ao poder de tributar, ou seja, a obediência imposta pela CF e ADCT, enquanto que as limitações específicas encontram-se nos princípios e imunidades.

    Gab.: E

  • A competência tributária é facultativa: a CF/88 prevê a competência  e os entes decidem, por critérios de conveniência política, se será ou não instituído o tributo.

  • b) ERRADO: as normas gerais definidoras do fato gerador e da base de cálculo são definidas em lei complementar.

    Art. 146. Cabe à lei complementar:

    III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:

    a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, com relação aos impostos discriminados nesta Constituição, à dos respectivos fatos geradores, base de cálculo e contribuintes.

  • A competência tributária tem as características:

    Indelegabilidade

    Imprescritibilidade

    Inalterabilidade

    Irrenunciabilidade

    Facultatividade - não é obrigatório que seja exercida, mas caso seja, torna-se vinculada e obrigatória.

    Ex: IGF ainda não foi instituído, mas se um dia for, passará a ser obrigatório.

  • Para responder essa questão o candidato precisa saber características gerais da competência tributária. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Pelo contrário, as limitações servem para impor parâmetros mínimos para harmonizar o sistema tributário. Errado.

    b) Nos termos do art. 146, III, "a", CF, as normas gerais de direito tributário têm como finalidade, entre outras, a definição do fato gerador e da base de cálculo. Logo, tais normas gerais deve, obrigatoriamente, serem observadas pelos entes federativos. Errado.

    c) No sistema federativo a competência não é plena, devendo os entes observarem as normas gerais para que haja harmonia entre as diferentes esferas. Errado.

    d) Nos termos já explicados, os entes são obrigados a observar a lei complementar que trata de normas gerais. Errado.

    e) Prevalece o entendimento geral que a competência tributária é permissão para instituir tributos, e não uma obrigação. No entanto, a questão é polêmico porque trata de ICMS. Tendo em vista peculiaridades desse imposto, há diversos autores que afirmam que a competência tributária do ICMS não é facultativa, mas compulsória. Apesar de polêmico o tema, deve-se seguir o entendimento geral quanto a ser facultativa a competência tributária. Correto.

    Resposta do professor = E

  • a) As limitações do poder de tributar, previstas na CF, servem para que as unidades da Federação possam exercer sua competência legislativa plena.

    As limitações constitucionais servem exatamente para limitar a competência legislativa para instituição do tributo, a qual não é 100% plena (exemplo: imunidades recíprocas)

    b) As normas gerais definidoras do fato gerador e da base de cálculo para cada imposto estão previstas na CF, não sendo, portanto, o estado obrigado a observar o previsto a esse respeito na lei complementar federal.

    As normas gerais definidoras do fato gerador e da base de cálculo para cada imposto estão previstas em LC, a qual é o CTN.

    c) O estado possui competência para instituir tributo da forma que bem entender, uma vez que sua competência é plena no sistema federativo.

    A competência legislativa é limitada.

    d) Lei complementar estadual pode instituir tributo de forma diferente da lei complementar federal, por terem ambas a mesma hierarquia.

    e) O estado pode instituir tributo no momento em que desejar, devendo respeitar o disposto na CF no que se refere à instituição dos discriminados como de sua competência

  • a) ERRADA. É exatamente o contrário do que afirma a redação da alternativa. As limitações ao poder de tributar servem justamente para limitar a ação legislativa tributária dos entes políticos, definindo limites e proibições que devem ser estritamente seguidas pelo legislador ordinário. Entre essas limitações ao poder de tributar, por exemplo, temos a chamada imunidade recíproca, presente no artigo 150, VI, “a”, da CF/88, que proíbe os entes políticos de instituírem impostos sobre o patrimônio, as rendas e os serviços uns dos outros.

    b) ERRADA. O artigo 146, III, “a” e “b”, da CF/88 é claro ao dispor que caberá a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes; e obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários. As normas gerais relativas aos impostos estão previstas em lei complementar, e não no texto constitucional, que apenas estabelece as competências tributárias atribuídas a cada ente político. A CF/88 não cria tributo algum, nem estabelece os requisitos e atributos deles. Apenas define e delega a competência tributária.

    c) ERRADA. Vale a mesma explicação dada na alternativa “a”. Os Estados, bem como os demais entes políticos, devem sempre observar as limitações constitucionais ao poder de tributar, não sendo ampla e irrestrita a base de incidência tributária e a utilização desta pelos entes integrantes do nosso sistema federativo nacional.

    d) ERRADA. Como falamos na alternativa “b”, a lei complementar federal irá dispor sobre as normas gerais relativas aos tributos. Se uma lei complementar federal criar um tributo dentro da competência tributária da União, o Estado não pode criar tributo de mesma natureza, uma vez que a competência tributária somente foi atribuída, em regra, a um ente político, ainda que utilizando-se de outro instrumento normativo.

    Se a lei complementar da União cria um imposto residual, por exemplo, baseado na competência atribuída pelo artigo 154, I, da CF/88, o Estado de Pernambuco não poderá criar nem um imposto semelhante ou igual, quiçá diferente. As duas leis têm a mesma hierarquia, não há dúvida. Mas não estamos diante de uma questão de hierarquia ou não de leis, mas sim de competência tributária, a qual, cada ente federativo possui a sua, delegada pela Constituição Federal.

    e) CERTA. A questão se relaciona à competência tributária e ao seu exercício pelo ente político a quem a CF/88 a conferiu. Os Estados, assim como os demais entes políticos, podem perfeitamente instituir tributo no momento em que desejarem, devendo respeitar o disposto na CF no que se refere à instituição apenas daqueles que estão discriminados em sua competência. O exercício da competência tributária é facultativo, mas, quando exercida, deve ser dentro dos limites estipulados na CF/88.

    Resposta: Letra E


ID
1059733
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

O cometimento a pessoa de direito privado, como os bancos, do encargo de arrecadar tributos.

Alternativas
Comentários
  • CTN:

    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.

      § 1º A atribuição compreende as garantias e os privilégios processuais que competem à pessoa jurídica de direito público que a conferir.

      § 2º A atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido.

      § 3º Não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos.


  • Gabarito: C

    Jesus abençoe!

    Bons estudos!

  • Art. 7 §3º "Não constitui delegação de competência o cometimento a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributas"

    Instituição financeiras está prestando um serviço de intermediadora para o ente público

  • o que se delega é a capacidade tributária ATIVA e não passiva.

  • Explicação do prof. Fábio Dutra (Estratégia Concursos): "Por último, o § 3º esclarece que não se confunde com capacidade ativa o cometimento a pessoas jurídicas de direito privado o encargo ou função de arrecadar tributos. Entenda-se, neste caso, o mero recebimento do valor e o seu posterior repasse ao ente instituidor. Para ficar claro, tomemos como exemplo os bancos: são instituições financeiras que podem celebrar contrato com o poder público (União, por exemplo) para receber os tributos e repassá-los posteriormente aos cofres públicos. Diferentemente, a capacidade tributária ativa inclui o poder de fiscalização do cumprimento das obrigações tributárias e cobrança dos tributos devidos".

  • ART. 7º/CTN. (...)

     

    (...)

     

    PARÁG. 3°. NÃO CONSTITUI DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA O COMETIMENTO, A PESSOAS DE DIREITO PRIVADO, DO ENCARGO OU DA FUNÇÃO DE ARRECADAR TRIBUTOS.

  • CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA!

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer o disposto no art. 7º, CTN. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Conforme explicado abaixo, não constitui delegação. Errado

    b) Nos termos do art. 7º, CTN não há delegação nesse caso. Errado.

    c) Nos termos do art. 7º, §3º, CTN, não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Correto.

    d) Não há previsão legal nesse sentido. Errado.

    e) Não há previsão legal nesse sentido. Errado.

    Resposta do professor = C

  • Pelo meu entendimento é possível delegar a função de arrecadar, fiscalizar e executar normas. Não entendi pq a C é a resposta.

  • Questão simples, que versou sobre a delegação da capacidade tributária ativa. De acordo com o artigo 7º do CTN, a competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra. Ou seja, o nosso CODEX pátrio somente admite a delegação da capacidade tributária ativa, jamais da competência tributária.

    Entretanto, essa delegação somente pode ser feita a pessoas jurídicas de direito público, sendo vedada a delegação, ainda que da capacidade tributária ativa, a pessoas jurídicas de direito privado.

    Por sua vez, o §3º do mesmo artigo 7º do CTN estabelece que não constitui delegação de competência o cometimento, a pessoas de direito privado, do encargo ou da função de arrecadar tributos. Entre essas pessoas jurídicas de direito privado, por exemplo, temos os bancos comerciais, que possuem a atribuição de arrecadar os valores pagos pelos sujeitos passivos, sendo um ato perfeitamente legal, não sendo delegada nem a competência tributária nem a capacidade tributária ativa.

    E esse ato de delegação da função de arrecadar tributos, conferida às pessoas de direito privado, pode ser revogado pelo ente competente, professor?”

    Perfeitamente. Pode ser revogado a qualquer tempo pelo ente concedente. Essa é a previsão do §2º do artigo 7º do CTN, que estabelece que a atribuição pode ser revogada, a qualquer tempo, por ato unilateral da pessoa jurídica de direito público que a tenha conferido. Confira:

    CTN, Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.

    Logo, o cometimento a pessoa de direito privado, como os bancos, do encargo de arrecadar tributos constitui ato legal em que se atribui apenas a capacidade de arrecadar, não cabendo fiscalização ou cobrança do tributo, que somente pode ser realizado por pessoas jurídicas de direito público. Assim, resta como correta a alternativa "c", gabarito da questão. 

    Resposta: Letra C

  • SIMPLIFICANDO:

    Quando se referir a ente privado, em especial aos bancos, só considere arrecadar.

    ART. 7º/CTN. (...)

    PARÁG. 3°. NÃO CONSTITUI DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA O COMETIMENTO, A PESSOAS DE DIREITO PRIVADO, DO ENCARGO OU DA FUNÇÃO DE ARRECADAR TRIBUTOS

    .

    Cuide outra situação, quando se falar sobre outro ente público. Costumam tentar confundir.

    Art. 7º A competência tributária é indelegável, salvo atribuição das funções de arrecadar ou fiscalizar tributos, ou de executar leis, serviços, atos ou decisões administrativas em matéria tributária, conferida por uma pessoa jurídica de direito público a outra, nos termos do § 3º do artigo 18 da Constituição.

    .

    Bons estudos!


ID
1059736
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

No que se refere à instituição de contribuição parafiscal, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Em relação à alternativa E, que está incorreta, a CIDE-combustíveis não se sujeita ao princípio da anterioridade anual, nos termos da Constituição, art. 177, §4.º, I, alínea 'a'. 

    Em relação à alternativa B, considerada correta, a resposta está no art. 149 e seu § 1.º, ambos da CR/1988. Nestes termos, vejamos:

    Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

    § 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.

    (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)


    Abraço a todos e bons estudos. 


  • Engraçado que o art. 149,§1 da CF/88 não mais faz referência à contribuição para assistência social. Aliás, no sistema então vigente, a assistência não é contributiva. Se não estou enganado, Ricardo Alexandre chamou atenção uma vez que: se quiser instituir essa ''contribuição para a assistência social para servidores de um ente" não poderá ser feita coercitivamente através de contribuição-tributo.

    Alguém pode dar uma luz?

  • Confirmando o que eu disse: fui dar uma olhada no texto original da CF/88, especificamente do art. 149§1. In verbis  " § 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e assistência social. (Parágrafo Renumerado pela Emenda Constitucional nº 33, de 2001)

    "§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003)"
    Concluo que o gabarito da questão está errado porque a banca se valeu de um dispositivo normativo que fora reformado.
  • Igor, CIDE-combustíveis não é contribuição parafiscal amigo, e sim extrafiscal amigo.

  • PARAFISCALIDADE: o tributo é  parafiscal quando seu objetivo é a arrecadação  de recursos para o custeio de atividade que, em principio, não integram funções próprias do Estado, mas este as desenvolve atraves de entidades especificas

  • O gabarito, pra mim, está errado. Somente as contribuições de seguridade social para custeio da previdência (e não as de assistência social) excepcionam a competência privativa da União, podendo ser instituídas pelos Estado e Município, que possuírem Plano de Previdência para seus servidores.

  • A c é a menos errada, pois a expressão "assistência social" foi suprimida pela EC 41/2003.

  • Outro erro da alternativa C , é a falta de menção a COSIP.

  • Letra C.

    CF/88 Art. 149, § 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União.

    Art. 100 § 18. Entende-se como receita corrente líquida, para os fins de que trata o § 17, o somatório das receitas tributárias, patrimoniais, industriais, agropecuárias, de contribuições e de serviços, de transferências correntes e outras receitas correntes, incluindo as oriundas do § 1º do art. 20 da Constituição Federal, verificado no período compreendido pelo segundo mês imediatamente anterior ao de referência e os 11 (onze) meses precedentes, excluídas as duplicidades, e deduzidas:     (Incluído pela Emenda Constitucional nº 94, de 2016)

    [...]

    III - na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios, a contribuição dos servidores para custeio de seu sistema de previdência e assistência social e as receitas provenientes da compensação financeira referida no § 9º do art. 201 da Constituição Federal.  

  • Qual o erro da "E"?

    ontribuição parafiscal para mim é a instituida para financiar alguma atividade de interesse social, como o sistema S.

  • Parabéns pelos comentários
  • Referente a letra E. Em provas de concurso as Contribuições Especiais são tambem conhecidas como Tributos Parafiscais. Saindo desta premissa, temos que:. CIDE- Combustível é uma exceção a anterioridade anual.
  • a) O Distrito Federal poderá instituir contribuição parafiscal que não seja somente para o custeio do sistema de previdência e assistência social, a ser cobrada de seus servidores.

    INCORRETA - o art. 149, §1º só permite que o DF institua contribuição para o custeio do sistema de previdência social, não permitindo a hipótese de instituição de outras contribuições:

    "§ 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União".

    b) Empréstimos compulsórios são espécies de contribuições parafiscais.

    INCORRETA - atenção, contribuições parafiscais são as que são INSTITUÍDAS por um ente político e FISCALIZADAS e ARRECADADAS por outro ente. Há quem entenda, inclusive, que são contribuições parafiscais as que são instituídas, fiscalizadas e arrecadadas por um ente político, MAS o DESTINO DA ARRECADAÇÃO seja para outra pessoa física.

    Ex. 1: contribuições corporativas são instituídas pela União, mas arrecadadas e fiscalizadas pelos sindicatos e demais entidades de classe

    Ex. 2: contribuições ao "Sistema S" (Senac, Sesi, Senai, etc) são instituídas pela União, mas destinadas a entidades privadas que exercem atividade de interesse público.

    Os empréstimos compulsórios, primeiro, não são contribuições e, segundo, não se destinam, nessariamente, a outro ente que não a própria União. 

    c) Compete à União, exclusivamente, instituir contribuições sociais, com exceção do custeio da previdência e assistência social dos servidores públicos das demais unidades da Federação.

    CORRETA - pessoal, é importante saber que os serviços médicos, odontológicos, farmacêuticos, etc (abrangidos pela saúde e assistência social) são FACULTATIVOS, isto é, podem sim ser cobrados com os valores devidos a título de previdência social dos demais entes federativos, no entanto, sua adesão e arredação não podem ser compulsórios, isto é, fica a critério do servidor público incluí-los ou somente pagar pela previdência social.

    Vide STF "o estado pode instituir plano de saúde para servidor, mas a adesão ou não ao plano deve ser uma opção dos servidores":

    http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=124206

    http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/visualizarEmenta.asp?s1=000117860&base=baseMonocraticas

    d) Compete aos estados e aos municípios instituir contribuições de intervenção no domínio econômico.

    INCORRETA - Contribuições de intervenção no domínio econômico são de competência exclusiva da União (art. 149, caput, CF/88).

    e) Para instituição de qualquer contribuição parafiscal, no âmbito da União, aplica-se o princípio da anterioridade anual.

    INCORRETA - fiquei em dúvida nessa alternativa, mas marquei como errada por ter certeza de que a "c" estava correta :D

  • Se o Cespe considera contribuições parafiscais como sendo contribuições especiais, logo, inclui-se nesse grupo a COSIP. 

    A letra "A" fala que o DF pode instituir OUTRA contribuição diferente desta para o custeio do sistema de previdencia de seus servidores.

    De fato, o DF, pode tbm instituir a COSIP.  Entao, qual o erro da letra "A"?

  • Não vejo qual o erro da letra E. Sim a INSTITUIÇÃO de qq contribuição submete-se ao pcp da anterioridade. A exceção que temos na CIDE-Combustíveis se refere a redução e o restabelecimento da alíquota (apenas nestas condição não se aplica o pcp da anterioridade). E isto é completamente diferente de instituir uma contribuição.

  • A União institui, exclusivamente(Artigo 149 CF88), as chamadas Contribuições Especias que englobam Contribuições Sociais, CIDE, Contribuições Corporativas, no entanto quando se fala em Contribuições Sociais temos uma exceção :os Estados , Municípios e DF podem instituir contribuição cobrada de seus servidores para custeio do regime previdenciário, não podendo a alíquota ser INFERIOR à dos servidores da União.

    A contribuição parafiscal seria a que iria sustentar encargos do Estado que não lhe seriam próprios, como ocorre com a seguridade social. Não sendo imposto, taxa ou contribuição de melhoria, a exação destinada à seguridade social seria uma contribuição parafiscal.

  • GABARITO LETRA C 

     

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 

     

    ARTIGO 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

     

    § 1º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da União. 

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer o art. 149, CF, que trata das contribuições. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Conforme será explicado abaixo, entende ser equivocado o uso da expressão "parafiscal" para designar contribuições previdenciárias. Ademais, não há previsão de contribuição de servidores para "assistência social", apenas para previdência social. Errado.

    b) Empréstimos compulsórios são uma espécie própria de tributo. Errado.

    c) A resposta tem como fundamento o art. 149, CF, que confere competência exclusiva da União para contribuições sociais. O §1º desse dispositivo traz como exceção a competência dos Estados, DF e Municípios em instituir contribuição previdenciária de seus servidores. No entanto, há dois problemas com essa alternativa, apontada como correta pela banca. O primeiro problema está relacionado com o enunciado, que fala de contribuição parafiscal. Essa denominação é utilizada quando o tributo é instituído em lei, mas o valor é repassado para outras entidades, inclusive privadas. É o caso do Sistema S (SENAC, SESI, SESC, etc). O segundo problema está relacionado com o texto da alternativa, que fala de previdência e assistência social dos servidores públicos. Porém, o art. 149, §1º, CF fala apenas de previdência social. Sendo assim, apesar do gabarito da banca em sentido contrário, entendo que a alternativa deveria ser considerada como ERRADA.

    d) A competência para instituir as chamas CIDE é exclusiva da União Federal. Errado.

    e) Novamente aqui o problema de denominar como "parafiscal" algo que não é comumente assim denominado. As contribuições previdenciárias são exceção do princípio da anterioridade do exercício, nos termos do art. 195, §6º, CF. A expressão "parafiscal" é doutrinária, a CF não utiliza essa palavra. Errado

    Resposta do professor = QUESTÃO DEVERIA TER SIDO ANULADA, APESAR DO GABARITO DA BANCA SER "C".

  • E a COSIP?

  • Alternativa E também está certa.

  • Segundo a banca: "No que se refere à instituição de contribuição parafiscal, assinale a opção correta."

    A C não tem rigorosamente nada a ver com contribuição parafiscal. Mesmo descrevendo um conceito corretamente para mim a questão deveria ter sido anulada.

  • E a COSIP?

    Amigo , a cosip e uma contribuição SUI GENERIS , ou seja , nao está enquadrada em nenhuma classificação , por isso, não pode ser colocada ao lado das contribuições sociais

    Alternativa E também está certa.

    amigo, a letra E está errada , pois as contribuições sociais apenas observam a noventena e não a anterioridade anual

    respondendo às dúvidas dos amigos. Vem RFB


ID
1059739
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando:

Alternativas
Comentários
  • Serviço divisível é aquele que pode ser mensurado, medido, ter sua quantidade aferida por algum instrumento, ser prestado de forma individualizada ao usuário. Está capitulado no art. 79, III do CTN. Entendem-se divisíveis, os serviços quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos usuários.

    Leia mais: http://jus.com.br/artigos/2966/taxa-e-tarifa-nos-servicos-publicos-essenciais-e-consequencias-juridicas-face-ao-codigo-de-defesa-do-consumidor#ixzz2tK8HWFAw

  • As taxas de serviço reúnem as características da especificidade e divisibilidade. O contribuinte "vê" o estado prestando o serviço (especificidade) e o estado "vê" o contribuinte, pois sabe exatamente de quem cobrar (divisibilidade).

    Desta forma, tem-se:

    1) divisibilidade - utilização individualizada (letra c e resposta da questão )

    2) especificidade-  o serviço pode ser destacado em unidades autônomas de intervenção (letra e)

  • O comentário de Evaldo Pádua é muito útil para se fazer a distinção entre a "divisibilidade" e a "especificidade" dos serviços.

  • CTN

     

    Art. 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se:

    I - utilizados pelo contribuinte:

    a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;

    b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento;

    II - específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de unidade, ou de necessidades públicas;

    III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.”

  • Qual o erro da alternativa A?

  • Gabarito: C

    Jesus Abençoe! Bons estudos!

  • Resposta: c) forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.

    Consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.

  • ) forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.

    Consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.

  • GABARITO LETRA C 

     

    LEI Nº 5172/1966 (DISPÕE SOBRE O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E INSTITUI NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO APLICÁVEIS À UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS)

     

    ARTIGO 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.

     

    ARTIGO 79. Os serviços públicos a que se refere o artigo 77 consideram-se:


    I - utilizados pelo contribuinte:


    a) efetivamente, quando por ele usufruídos a qualquer título;

    b) potencialmente, quando, sendo de utilização compulsória, sejam postos à sua disposição mediante atividade administrativa em efetivo funcionamento;


    II - específicos, quando possam ser destacados em unidades autônomas de intervenção, de utilidade, ou de necessidades públicas;


    III - divisíveis, quando suscetíveis de utilização, separadamente, por parte de cada um dos seus usuários.

  • ED-DS

    ESPECIFICO : DESTACADOS

    DIVISÍVEIS: SEPARADAMENTE

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer as características das taxas. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) A compulsoriedade não se relaciona com a noção de divisibilidade. Errado.

    b) Carece de sentido a afirmação da alternativa. Errado.

    c) Nos termos do art. 79, III, CTN, um serviço divisível quando suscetível de utilização, separadamente, por parte de cada um dos usuário. Correto.

    d) Para servir como fato gerador de taxa, o serviço público deve ser utilizado pelo contribuinte, efetivamente ou potencialmente, nos termos do art. 79, I, CTN. No entanto, esse conceito não se relaciona com a divisibilidade. Errado.

    e) Essa alternativa descreve a característica da especificidade, prevista no art. 79, II, CTN. Errado.

    Resposta do professor = C

  • ALTERNATIVA C

    Consideram-se divisíveis os serviços públicos justificadores da cobrança de taxas quando forem suscetíveis de utilização, separadamente, pelos usuários.


ID
1059742
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Os convênios que, celebrados entre os entes da Federação, estabelecem regras sobre a concessão de benefícios fiscais têm, de acordo com o CTN, natureza de:

Alternativas
Comentários
  • CTN

     Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:

      I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

      II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;

      III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

     IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

     Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.


  • Com base a apostila do Estratégia Concursos, os convênios do artigo 100, IV não inovam na ordem jurídica. Dessa forma eles devem ser classificados como normas complementares. Entretanto ESSE NÃO É o CASO dos convênios que estabelecem regras sobre a concessão de benefícios fiscais (relativos ao CONFAZ), pois esses sim inovam na ordem jurídica.

    LC 24/75: 2º A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes.

    Portanto, nesse entendimento a questão estaria errada. Alguém possui algum outro entendimento para esclarecer a questão? Não achei nada na internet.

  • Bruno, a explanação que você fez está correta. Mas a questão mencionou expressamente "de acordo com o CTN". Portanto, conforme a literalidade do CTN, a alternativa correta seria relamente a letra B.

  • GABARITO LETRA B 

     

    LEI Nº 5172/1966 (DISPÕE SOBRE O SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL E INSTITUI NORMAS GERAIS DE DIREITO TRIBUTÁRIO APLICÁVEIS À UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS)

     

    ARTIGO 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:

     

    I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

    II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;

    III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

    IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

  • Lembrando que convênios inovam no ordenamento jurídico

    Não desiste!

  • Para responder essa questão o candidato precisa saber o conceito de normas complementares, previsto no art. 100, CTN. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) A descrição não corresponde ao conceito de convênio. Errado.

    b) A resposta está de acordo com o art. 100, IV, CTN, que prevê os convênios como normas complementares. Correto.

    c) A descrição não corresponde ao conceito de convênio. Errado.

    d) A descrição não corresponde ao conceito de convênio. Errado.

    e) A descrição não corresponde ao conceito de convênio. Errado.

    Resposta do professor = B

  • As normas complementares têm a função de complementar as leis, os tratados e as convenções internacionais e os decretos.

    Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos:

    I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas;

    II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa;

    III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas;

    IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

    Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo.

    Resposta: Letra B

  • Bruno,

    os convênios do CONFAZ "inovam", mas são outros instrumentos, como decretos ou lei estaduais que os internalizam.


ID
1059745
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Um comerciante ambulante, com receita bruta anual menor que R$ 60.000,00, deixou, de comum acordo com o seu contador, de emitir notas fiscais e de realizar a escrituração contábil da venda dos seus produtos, tendo, durante muitos anos, suprimido os tributos devidos nas operações comerciais realizadas, sempre, com empresas que possuíam CNPJ.

Nessa situação hipotética, conforme o disposto na Lei n.º 8.137/1990,

Alternativas
Comentários
  • Lei 8.137

    Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas: (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)

      I - omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;

      II - fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;

      III - falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável;

      IV - elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;

      V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação. 

      Pena - reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.

      Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias, que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso V.

    Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:     (Vide Lei nº 9.964, de 10.4.2000)

      I - fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;

      II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;

      III - exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;

      IV - deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;

      V - utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.

      Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.


  • a) não existe crime tributário, visto que o comerciante, ambulante, não possui estabelecimento fixo para fins tributários. ERRADO, existe crime tributário, pois a responsabilização por crime contra a ordem tributária independe do autor haver ou não estabelecimento fixo.

    b) há crime tributário consumado, uma vez que o comerciante não só se deixou de emitir os documentos fiscais obrigatórios, mas também suprimiu efetivamente o tributo devido. CERTO. Lei 8.137 Art. 1°  V - negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.   II - deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos.

    c) não existe crime tributário, visto que o comerciante se enquadra como microempreendedor individual, ou seja, está isento de emitir notas fiscais referentes às suas operações comerciais. ERRADO, a isenção não pode ser presumida. A isenção tributária, como a incidência, decorre de lei. Portanto, independente de ser microempreendedor, se não existe lei que o isente de pagamento tributário, deverá arcar com os tributos.

    d) há crime tributário, e o sujeito ativo é o empresário ou sócio responsável pelo negócio, não podendo o contador, terceiro que não faz parte da sociedade comercial, ser responsabilizado pela infração. ERRADO. L8137. Art. 11. Quem, de qualquer modo, inclusive por meio de pessoa jurídica, concorre para os crimes definidos nesta lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida de sua culpabilidade.

    e) há crime tributário, sendo o sujeito passivo o consumidor, que deixou de receber a nota fiscal correspondente à operação comercial. ERRADO.  No âmbito do direito tributário o sujeito passivo é a pessoa a quem incumbe o dever legal de recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social devida. Logo, é o comerciante.

  • Questão sem gabarito, uma vez que o crime material contra ordem tributária somente se consuma com o lançamento definitivo do tributo e não consta no enunciado essa afirmativa. Nada obstante, marquei a letra b por ser a menos errada.

  • Súmula Vinculante 24

    Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo.

     

    A hipótese da questão é a do inciso V, portanto não é necessário o laçamento definitivo para a tipificação do crime.

  • E)

    Na relação tributária: sujeito passivo da obrigação é quem deve pagar o tributo -> Comerciante

    Nos crimes tributários: sujeito passivo é quem "sofre" com a conduta realizada no tipo -> Administração fazendária prejudicada

  • Questões como essa se torna prática por sabermos que será demandado exatamente o conhecimento da lei que se aponta. Na oportunidade deste espaço, alerto que essas legislações especiais, exigidas de acordo com o concurso, muitas vezes podem assustar quando aparecem no edital - seja porque são muitas, seja porque são grandes. Contudo, observe que em todas elas é apenas um pequeno universo de coisas que costumeiramente serão exigidas. É natural que eventualmente seja exigido o que não se espera, mas, de uma maneira geral, os artigos que caem nas provas desse tipo de lei são sempre os mesmos. Isso também serve quando se estuda a lei dos hediondos, tóxicos, etc.

    a) Errado. Não existe esse pressuposto de ter estabelecimento fixo.

    b) Certo. De acordo com o art. 1º, II e V da Lei 8.137, há previsão típica para "deixar de fornecer" quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente (...); "deixar de recolher" (...) valor de tributo (...)

    c) Errado. Isenção tributária precisa de previsão expressa, e  não há lei que isente o MEI de pagamento tributário.

    d) Errado. Quem concorre também responderá, de acordo com a previsão do art. 11 da mesma lei. A ressalva é apenas que o contador responderá na medida de sua culpabilidade.

    e) Errado. Na seara tributária, o sujeito passivo da obrigação é aquele que, devendo recolher aos cofres públicos o tributo ou contribuição social devida, não o fez. O sujeito passivo do crime é quem sofre com esse prejuízo - a administração fazendária.

    Resposta: ITEM B.

  • a) não existe crime tributário, visto que o comerciante, ambulante, não possui estabelecimento fixo para fins tributários.

    Pouco importa a existência ou não, de maneira fixa, para que haja crime contra a ordem tributária. Inclusive, para fins tributários, estabelecimento pode ser até mesmo unidade temporária.

    b) há crime tributário consumado, uma vez que o comerciante não só se deixou de emitir os documentos fiscais obrigatórios, mas também suprimiu efetivamente o tributo devido.

    c) não existe crime tributário, visto que o comerciante se enquadra como microempreendedor individual, ou seja, está isento de emitir notas fiscais referentes às suas operações comerciais.

    MEI também tem obrigação de emitir notas fiscais, não há tal garantia na legislação específica.

    d) há crime tributário, e o sujeito ativo é o empresário ou sócio responsável pelo negócio, não podendo o contador, terceiro que não faz parte da sociedade comercial, ser responsabilizado pela infração.

    Todos aqueles que concorrerem à conduta tributária serão sujeitos ativos do crime contra a ordem tributária.

    e) há crime tributário, sendo o sujeito passivo o consumidor, que deixou de receber a nota fiscal correspondente à operação comercial.

    O sujeito passivo é o Estado.

  • palmas

  • Excelente!

  • Mandou muito bem no comentário

  • Gênio.


ID
1059748
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

No que concerne à legislação aplicada a microempresas e a empresas de pequeno porte, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • A alternativa E, considerada correta, é a literalidade do art. 24, caput, da LC 123/2006:

    Art. 24.  As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

    Parágrafo único. Não serão consideradas quaisquer alterações em bases de cálculo, alíquotas e percentuais ou outros fatores que alterem o valor de imposto ou contribuição apurado na forma do Simples Nacional, estabelecidas pela União, Estado, Distrito Federal ou Município, exceto as previstas ou autorizadas nesta Lei Complementar.

    Marquei a alternativa B. Mas realmente há obrigatoriedade, para algumas empresas optantes pelo simples nacional, de manter o livro Caixa:

    Art. 26.  As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

    I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

    II - manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das obrigações acessórias a que se refere o art. 25 desta Lei Complementar enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes.

    § 1º O MEI fará a comprovação da receita bruta mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços na forma estabelecida pelo CGSN, ficando dispensado da emissão do documento fiscal previsto no inciso I do caput, ressalvadas as hipóteses de emissão obrigatória previstas pelo referido Comitê.

    I - (REVOGADO)

    II - (REVOGADO)

    III - (REVOGADO)

    § 2o  As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, além do disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, deverão, ainda, manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.


    Abraço a todos e bons estudos. 

  • Qual é o erro da letra C?


  • Em relação ao erro da alternativa C, creio que está em dizer: .... escrituração COMPLETA..., pois conforme normas de escrituração a MICRO E PEQUENO EMPRESÁRIO não estão obrigados à escrituração no Livro DIÁRIO e nem no RAZÃO, mas apenas ao LIVRO CAIXA.

    Bons estudos!;)

  • O Microempreendedor Individual - MEI é obrigado a emitir nota fiscal?

    Resposta:

    O MEI deverá obrigatoriamente emitir nota fiscal nas vendas e nas prestações de serviços realizadas para pessoas jurídicas (empresas) de qualquer porte, ficando dispensado desta emissão para o consumidor final, pessoa física.

  • a) ERRADA. 

    LC 123/2006. Art. 26.  As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

    I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

    b) ERRADA. 

    LC 123/2006. Art. 26. § 2o  As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, além do disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, deverão, ainda, manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.

    c) ERRADA.

    LC123/2006. Art. 27.  As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor.

    d) ERRADA.

    LC 123/2006. Art. 26. § 6º II - será obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de serviços realizadas pelo MEI para destinatário cadastrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ficando dispensado desta emissão para o consumidor final.

    Bons estudos!!!

  • a) Diferentemente das empresas de pequeno porte, as microempresas optantes do simples nacional ficam desobrigadas de emitir documento fiscal para qualquer venda. ME e EPP são obrigadas a emitir doc fiscal

    b) As empresas de pequeno porte optantes do simples nacional, embora isentas de possuir e escriturar livro caixa, são obrigadas a emitir documento fiscal de venda. ME e EPP são obrigadas a possuir livro caixa e obrigadas a escriturar suas mov financ nele

    c) As empresas de pequeno porte, ainda que optantes do simples nacional, são obrigadas a realizar a escrituração completa para fins fiscais.ME e EPP podem adotar contabilidade simplificada para seus registros, ou seja: não precisam de livro diário nem livro razão.

    d) O microempreendedor individual optante do simples nacional está desobrigado de manter escrituração fiscal, mas deve emitir os documentos fiscais de todas as suas vendas, inclusive ao consumidor final. MEI está dispensado de emitir doc fiscal só para consumidor final- PF, se o seu cliente tiver CNPJ-PJ, o MEI ficará obrigado a emitir doc fiscal.

    e) A despeito do tratamento diferenciado conferido às micro e às pequenas empresas, tais empresas, quando optantes do simples nacional, não poderão utilizar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

  • Literalidade

    Art. 24. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

  • GABARITO LETRA E 

     

    LEI COMPLEMENTAR Nº 123/2006 (INSTITUI O ESTATUTO NACIONAL DA MICROEMPRESA E DA EMPRESA DE PEQUENO PORTE = SIMPLES NACIONAL)

     

    ARTIGO 24.  As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer dispositivos da lei do SIMPLES. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Nos termos do art. 26, I, da LC 123/2006, tanto as EPP, como as ME, são obrigadas a emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço. Errado.

    b) A obrigatoriedade de livro caixa para EPP e ME está prevista no art. 26, §2º, da LC 123/2006. Errado.

    c) O art. 27, da LC 123/2006 permite que as ME e EPP adotem contabilidade simplificada. Errado.

    d) A emissão de documento fiscal pelo MEI é obrigatória, nos termos do art. 26, §6º, II, LC 123/2009. Errado.

    e) A alternativa é praticamente a transcrição do art. 24, da LC 123/2006. Correto.

    Resposta do professor = E

  • LC 123/2006

    A) As empresas de pequeno porte e as microempresas optantes do simples nacional ficam obrigadas de emitir documento fiscal para qualquer venda.

    Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

    I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

    __________________________

    B) As empresas de pequeno porte optantes do simples nacional, são obrigadas a possuir e escriturar livro caixa e a emitir documento fiscal de venda.

    Art. 26 § 2 As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, além do disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, deverão, ainda, manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.

    __________________________

    C) As empresas de pequeno porte, ainda que optantes do simples nacional, são desobrigadas a realizar a escrituração completa para fins fiscais.

    Art. 27. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor.

    __________________________

    D) O microempreendedor individual optante do simples nacional está dispensado de emitir os documentos fiscais de todas as suas vendas, inclusive ao consumidor final.

    Art. 26 § 1  O MEI fará a comprovação da receita bruta mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de serviços na forma estabelecida pelo CGSN, ficando dispensado da emissão do documento fiscal previsto no inciso I do caput, ressalvadas as hipóteses de emissão obrigatória previstas pelo referido Comitê.

    __________________________

    E) A despeito do tratamento diferenciado conferido às micro e às pequenas empresas, tais empresas, quando optantes do simples nacional, não poderão utilizar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

    Art. 24. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal

  • a) ERRADA. Não há dispensa da obrigação de emitir documento fiscal para qualquer venda em relação às microempresa e empresas de pequeno porte. Destaca-se que há dispensa de emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de serviços realizadas pelo MEI para consumidor final.

    LC 123/2006, Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

    I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

    § 6º Na hipótese do § 1º deste artigo:

    II - será obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de serviços realizadas pelo MEI para destinatário cadastrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ficando dispensado desta emissão para o consumidor final.

    b) ERRADA. As empresas de pequeno porte optantes do simples nacional, embora isentas de possuir e escriturar livro caixa, são obrigadas a emitir documento fiscal de venda.

    LC 123/2006, Art. 26. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional ficam obrigadas a:

    I - emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com instruções expedidas pelo Comitê Gestor;

    II - manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das obrigações acessórias a que se refere o art. 25 desta Lei Complementar enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes.

    § 2° As demais microempresas e as empresas de pequeno porte, além do disposto nos incisos I e II do caput deste artigo, deverão, ainda, manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e bancária.

    c) ERRADA. As empresas de pequeno porte, ainda que optantes do simples nacional, são obrigadas a realizar a escrituração completa para fins fiscais.

    LC 123/2006, Art. 27. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade simplificada para os registros e controles das operações realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor.

    d) ERRADA. Não há obrigatoriedade de o microempreendedor individual optante do simples nacional emitir documentos fiscais em vendas realizadas para consumidor final.

    LC 123/2006, Art. 26. § 6º Na hipótese do § 1º deste artigo:

    II - será obrigatória a emissão de documento fiscal nas vendas e nas prestações de serviços realizadas pelo MEI para destinatário cadastrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), ficando dispensado desta emissão para o consumidor final.

    e) CERTA. De fato, a despeito do tratamento diferenciado conferido às micro e às pequenas empresas, tais empresas, quando optantes do simples nacional, não poderão utilizar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

    Art. 24. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.

    Resposta: Letra E


ID
1059751
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Assinale a opção correta no que se refere à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Alternativas
Comentários
  • LC 101/00

    Art. 1oEsta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição.

    § 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.


  • Vejam que isençao em carater geral nao consubstancia renuncia de receita, mas apenas a isençao em carater NAO GERAL:

    Art., §1º, da LRF:

    "§ 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado."

  • É importante ressaltar que o erro da Alternativa "B" consiste em aceitar a incidência da LRF sobre o IPI e o IOF, todavia, estes são impostos de natureza "Extrafiscais", porquanto, não têm o condão apenas de gerar receitas para o Estado, mas tem fins regulatórios, por isso a LRF não se aplica a eles, como também não se considera renúncia de receita aquelas desonerações tributárias estabelecidas pela Constituição ou pela própria legislação instituidora de tributo ou contribuição social, da qual fazem parte as regras comumente aplicáveis aos seus fatos geradores, incluindo, dentre outras, os limites de isenção e a estrutura de alíquotas.

  • LRF, art. 14, § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado.

  •  A) ERRADO. Apenas a isenção NÃO geral.

    LRF Art. 14 § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado.

     

    B) ERRADO. Essas regras não se aplicam aos impostos extrafiscais.

    LRF Art. § 3o O disposto neste artigo não se aplica:

    I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na forma do seu § 1º

    CF Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre:

    IV - produtos industrializados; (IPI)

    V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; (IOF)

     

    C) ERRADO. Não há limite para o nº de habitantes dos Municípios.

    LRF Art 1º  § 2o As disposições desta Lei Complementar obrigam a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios.

     

    D) CERTO

    LRF Art. 1º § 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar

     

    E) ERRADO. A LRF se aplica às autarquias federais, estaduais e municipais.

    LRF Art. 1º § 3o Nas referências:

            I - à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, estão compreendidos:

            b) as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes;

     


ID
1059754
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário

Em relação à possibilidade de apreensão de bens ou mercadorias pelo fisco, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • gabarito E, ok, mas a A nao está correta também? se alguem puder me mandar mensagem eu agradeco!

  • a) O fisco poderá realizar a apreensão de mercadorias em trânsito quando não for de conhecimento geral o estabelecimento remetente da mercadoria

    errado: leia-se DESTINATÁRIO DA MERCADORIA

  • Alguém pode me explicar, por favor, o erro da letra C ?
    Desde já, obrigado e bons estudos!

  • Questão especifica de legislação do ES.

    Na lei Kadir, na parte de responsabilidade tributária, o Artigo 6° paragrafo segundo diz " a atribuição de responsabilidade dar-se-a em relação a mercadoria, bens ou serviços previstos em lei de cada Estado."

    Na lei do ES:

    § 1º  As mercadorias ou os bens apreendidos poderão ser depositados em poder de  terceiro   idôneo , se a sua guarda e conservação não for praticável em depósito do Estado .  (Nova redação dada Art. 1º, V, do Dec. 370-R, de 18/10/2000, DOE: 19/10/00)


  • Para responder essa questão o candidato precisa conhecer os dispositivos do RICMS/ES. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Nos termos do art. 787, I, b, RICMS/ES, a apreensão de mercadoria em trânsito pode ocorrer quando não puder ser identificado o destinatário. Errado.

    b) Nos termos do art. 787, I, b, RICMS/ES, a apreensão de mercadoria em trânsito pode ocorrer quando não puder ser identificado o destinatário. Errado

    c) O problema é na palavra "sempre". Conforme art. 786, §2º, RICMS/ES, a nomeação de depositário é uma possibilidade quando a guarda e conservação não for praticável em depósito do Estado. Errado.

    d) Nos termos do art. 787, §2º, é preciso que seja busca e apreensão judicial. Errado

    e) Essa possibilidade está prevista na legislação tributária do Estado do Espírito Santo, no art. 788, §1º, do RICMS/ES. Correto.

    Resposta do professor = E

  • A) O fisco poderá realizar a apreensão de mercadorias em trânsito quando não for de conhecimento geral o estabelecimento remetente da mercadoria.

    ERRADO

    Ficam sujeitos à apreensão:

    II os bens móveis e/ou semoventes quando, em trânsito, estejam desacompanhados dos documentos fiscais exigidos, o destinatário não for identificado ou, ainda, quando, de qualquer maneira se constituir em prova material de infração à legislação tributária;

    NÃO É O ESTABELECIMENTO MAS SIM O DESTINATÁRIO

    B) Somente será possível a apreensão das mercadorias quando não se puder identificar o seu proprietário.

    ERRADO

    Não somente, como dito acima na resposta A

    C) A apreensão deve seguir procedimento legal específico, devendo, sempre, ser nomeado depositário fiel para administrar bens e mercadorias.

    ERRADO

    É desta forma que se dá o surgimento do depositário, sendo que a figura do depositário infiel somente surge no momento em que este não cumpre com a responsabilidade que assumiu ao aceitar o encargo.

    Ou seja, não é sempre.

    D) Pode ser feita a apreensão por auditores em residência de particular, bastando que o auditor tenha certeza de que objetos e documentos estejam sendo guardados no local e que fazem prova do ilícito tributário.

    ERRADO

    ''A casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; "

    E) CERTO


ID
1059757
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

No que se refere ao estabelecimento para fins de cobrança do ICMS, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:

    I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, inclusive em caso de transferência, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular;

    Ou seja, mesmo que seja uma reposição de estoque, por exemplo, de uma matriz para uma das filiais, incidirá o ICMS!

  • Achei as alternativas B e D muito parecidas.... se alguém tiver outra interpretação, por favor indique... pois pra mim essa questão deveria ter sido anulada. Talvez o que esteja errado é dizer: ... responde por seu CRÉDITO.... não sei! :(

    Vejam o que diz o CTN:

    SEÇÃO IV

    Domicílio Tributário

      Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considera-se como tal:

      I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua atividade;

      II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento;

      III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de suas repartições no território da entidade tributante.

      § 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como domicílio tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação.

      § 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a fiscalização do tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo anterior.


    Bons estudos!

  • Lei Kandir, Art. 11. O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:

     § 3º Para efeito desta Lei Complementar, estabelecimento é o local, privado ou público, edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades em caráter temporário ou permanente, bem como onde se encontrem armazenadas mercadorias, observado, ainda, o seguinte:
    -II - é autônomo cada estabelecimento do mesmo titular;-III - considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio ambulante e na captura de pescado;-IV - respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular.
  • O comentário do colega Jefferson está equivocado, o artigo 12, inciso I, da Lei Kandir encontra-se superado pela jurisprudência:

    “EMENTA: - IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS - DESLOCAMENTO DE COISAS - INCIDÊNCIA - ARTIGO 23, INCISO II DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTERIOR. O simples deslocamento de coisas de um estabelecimento para outro, sem transferência de propriedade, não gera direito à cobrança de ICM. O emprego da expressão "operações", bem como a designação do imposto, no que consagrado o vocábulo "mercadoria", são conducentes à premissa de que deve haver o envolvimento de ato mercantil e este não ocorre quando o produtor simplesmente movimenta frangos, de um estabelecimento a outro, para simples pesagem.(AI 131941 AgR, Relator(a):  Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 09/04/1991, DJ 19-04-1991 PP-00932 EMENT VOL-01569-04 PP-00682)”

    STJ Súmula nº 166 - Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte.

    A questão se refere a domicílio tributário e não sobre incidência ou não do imposto na saída de mercadorias em estoque. 

    O comentário do colega JOSE PARDIM está corretíssimo.

  • Com relação à alternativa B parece haver uma sutileza na alternativa indicando que cada estabelecimento comercial responderia "somente" por seu crédito tributário quando na verdade pode responder pelo crédito tributário total do grupo de estabelecimentos. 
    LEI COMPLEMENTAR Nº 87, DE 13 DE SETEMBRO DE 1996
    Art. 11. O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:
    § 3º Para efeito desta Lei Complementar, estabelecimento é o local, privado ou público, edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades em caráter temporário ou permanente, bem como onde se encontrem armazenadas mercadorias, observado, ainda, o seguinte:

    IV - respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular.
  • Contribuição ao tema tratado pelos colegas Jeferson e Arthur:

    Quando estivermos diante de questão desse tipo em prova de Legislação Tributária devemos considerar o que determina a Lei 87/96 (lei kandir): 

    Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento:

    I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, inclusive em caso de transferência, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular;

    Diferentemente, se estivermos diante de prova de Direito Tributário, principalmente quando se exigir/solicitar também atenção à jurisprudência pertinente, devemos considerar: "O simples deslocamento de coisas de um estabelecimento para outro, sem transferência de propriedade, não gera direito à cobrança de ICMS."

    Espero ter ajudado.

    Bons estudos!!!

  • Gabarito: D

    Jesus Abençoe!

  • Acredito que o erro da alternartiva B se refere a possibilidade de penhora de bens de outro estabelecimento, isto é, pelo direito material cada estabalecimento é autônomo (alternativa D), porém, não sendo pago o tributo, é possivel atingir o patrimônio de qualquer dos estabelecimentos (regra de direito processual).

  • Lei Kandir artigo 11 paragrafo 3° incisos I a IV.

    Cada estabelecimento é autônomo na hora de realizar sua escrita fiscal,os registros de entrada e saída, apuração do imposto (principio da Autonomia do Estabelecimento), mas na hora do Estado "espertão" cobrar o credito tributário cada estabelecimento responde solidariamente com os demais do mesmo titular , o Estado pode cobrar de qualquer um deles.

  • Lei Kandir artigo 11 paragrafo 3° incisos I a IV.

    Cada estabelecimento é autônomo na hora de realizar sua escrita fiscal,os registros de entrada e saída, apuração do imposto (principio da Autonomia do Estabelecimento), mas na hora do Estado "espertão" cobrar o credito tributário cada estabelecimento responde solidariamente com os demais do mesmo titular , o Estado pode cobrar de qualquer um deles.

  • GABARITO LETRA D

     

    LEI COMPLEMENTAR Nº 87/1996 (DISPÕE SOBRE O IMPOSTO DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL SOBRE OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SOBRE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS DE TRANSPORTE INTERESTADUAL E INTERMUNICIPAL E DE COMUNICAÇÃO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. (LEI KANDIR))

     

    ARTIGO 11. O local da operação ou da prestação, para os efeitos da cobrança do imposto e definição do estabelecimento responsável, é:

     

    § 3º Para efeito desta Lei Complementar, estabelecimento é o local, privado ou público, edificado ou não, próprio ou de terceiro, onde pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades em caráter temporário ou permanente, bem como onde se encontrem armazenadas mercadorias, observado, ainda, o seguinte:

     

    I - na impossibilidade de determinação do estabelecimento, considera-se como tal o local em que tenha sido efetuada a operação ou prestação, encontrada a mercadoria ou constatada a prestação;

     

    II - é autônomo cada estabelecimento do mesmo titular;

     

    III - considera-se também estabelecimento autônomo o veículo usado no comércio ambulante e na captura de pescado;

     

    IV - respondem pelo crédito tributário todos os estabelecimentos do mesmo titular.


     

  • Para responder essa questão o candidato precisa compreender a noção de estabelecimento relacionada a domicílio tributário e, especificamente, ao ICMS. Feitas essas considerações, vamos à análise das alternativas.

    a) Para fins de ICMS, o armazém geral é considerado um estabelecimento autônomo. Errado.

    b) Nos termos do art. 11, §3º, IV, da Lei Kandir, todos os estabelecimentos do mesmo titular respondem pelo crédito tributário. Errado.

    c) A definição de estabelecimento prevista na Lei Kandir não prevê no conceito que o local sirva para reunião. O art. 11, §3º prevê que é local onde as pessoas físicas ou jurídicas exerçam suas atividades, bem como onde estão armazenadas as mercadorias. Errado.

    d) Nos termos do art. 127, II, CTN, o domicílio tributário da pessoa jurídica é o lugar da sede, ou, em relação aos atos e fatos que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento. Ressaltando que o art. 11, §3º, II, da Lei Kandir dispõe que cada estabelecimento é autônomo, para fins de ICMS. Correto.

    e) O veículo de ambulante está expressamente previsto como estabelecimento no art. 11, §3º, III, da Lei Kandir. Errado.

    Resposta do professor = D

  • a) Depósito de mercadorias encontrado ao lado de estabelecimento comercial, sendo ambos do mesmo titular, não pode ser considerado estabelecimento autônomo, ainda que seja depósito aberto.

    ERRADO. Um depósito de mercadorias pode sim ser considerado um estabelecimento autônomo. Basta lembrar dos depósitos fechados que têm a finalidade armazenar as mercadorias do estabelecimento principal. Note que nessa situação o depósito é autônomo em relação ao estabelecimento principal mesmo que sejam do mesmo titular.

    b) Cada estabelecimento comercial responde por seu crédito tributário, ainda que o mesmo titular possua vários estabelecimentos.

    ERRADO. A lei nos informa que todos os estabelecimentos respondem pelo crédito tributário. Assim, mesmo que um estabelecimento não tenha débito de ICMS, ele responde pelos débitos dos outros estabelecimentos.  

    c) Qualquer lugar público ou privado que sirva para reuniões de pessoas físicas ou jurídicas é considerado estabelecimento para fins fiscais.

    ERRADO. Um lugar para reunião de pessoas físicas ou jurídicas não é considerado estabelecimento. Note que para ser considerado estabelecimento é necessário que ocorra o exercício das suas atividades ou até mesmo o armazenamento de mercadorias.

    d) Se um titular possuir vários estabelecimentos em seu nome, cada um será considerado de forma autônoma para os fins fiscais.

    CORRETO. É o que está previsto na nossa legislação. Não importa quantos estabelecimentos um sujeito tenha, eles serão considerados autônomos para os fins fiscais.

    e) Por ser meio de transporte, o veículo usado no comércio ambulante não pode ser considerado como estabelecimento autônomo para os fins fiscais.

    ERRADO. É plenamente possível que um veículo usado no comércio ambulante seja considerado autônomo. 

    Resposta: D


ID
1059760
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral

Com relação aos princípios e às normas brasileiras de contabilidade, assinale a opção correta.

Alternativas

ID
1059763
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Uma empresa realizou os seguintes eventos contábeisdurante o mês de março do ano X1.prestação de serviços no valor de R$ 100 mil à vista; pagamento de despesas com salários de funcionários no valor de R$ 30 mil, referente à mão de obra do mês anterior; despesas com contratação de empresa para consultoria e treinamento no valor de R$ 5 mil, a serem pagas em trinta dias; empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil,sendo a primeira parcela vincenda em sessenta dias; recebimento da antecipação de um cliente no valor de R$ 15 mil, por serviços que serão prestados somente em abril pagamento de despesas de energia elétrica do mês no valor de R$ 1 mil

Considerando a situação hipotética acima apresentada, assinale a opção correta acerca dos procedimentos de escrituração contábil, do regime de apuração e do sistema de partidas dobradas.

Alternativas
Comentários
  • PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS = R$ 100.000,00 

                                                               (Dentro deste cálculo está incluso os 15.000,00 recebidos antecipadamente e que correspondem a um serviço futuro, portanto não fazem parte do lucro relacionado ao mês atual, mas sim do lucro do mês posterior).

                                                           - 15.000,00

    Gastos com energia no mês:         - 1.000,00

    Lucro do Mês =                                 +84.000,00


    As outras contas não estão relacionadas com o mês em vigor.

    Eu fiquei com dúvida na alternativa A, achei que pudesse estar certa. 



  • A antecipação aumenta o ativo (caixa/disponibilidades) e aumenta o passivo, não alterando o PL.

  • Uma empresa realizou os seguintes eventos contábeis durante o mês de março do ano X1.


    1 - prestação de serviços no valor de R$ 100 mil à vista; 

    Caixa e Competência (Receita recebida e incorrida em março)


    2 - pagamento de despesas com salários de funcionários no valor de R$ 30 mil, referente à mão de obra do mês anterior; 

    Caixa (Despesa paga em março e incorrida no mês anterior)


    3 - despesas com contratação de empresa para consultoria e treinamento no valor de R$ 5 mil, a serem pagas em trinta dias; 

    Competência (Despesa será paga só em 30 dias e incorrida em março)


    4 - empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil,sendo a primeira parcela vincenda em sessenta dias; 

    Caixa e Competência (saída de $$ do caixa em março e surgimento de um Direito no mesmo mês)


    5 - recebimento da antecipação de um cliente no valor de R$ 15 mil, por serviços que serão prestados somente em abril 

    Caixa (Receita recebida em março e não incorrida)


    6 - pagamento de despesas de energia elétrica do mês no valor de R$ 1 mil

    Caixa e Competência (Despesa paga em março e incorrida no mesmo mês)


    Caixa:

    D = 30+10+1

    C = 100+15

    Lucro = 74


    Competência

    D = 5+10+1

    C = 100

    Lucro = 84


    Não entendi esse gabarito ou estou fazendo alguma análise de forma errada...

  • "Uma empresa realizou os seguintes eventos...por serviços que serão prestados somente em abril pagamento de despesas de energia elétrica do mês no valor de R$ 1 mil."  (Sem vírgula) Regime de Caixa = ?????

    "Uma empresa realizou os seguintes eventos...por serviços que serão prestados somente em abril , pagamento de despesas de energia elétrica do mês no valor de R$ 1 mil." (Com vírgula) Regime de Caixa = 84 mil


    Alô digitação, uma vírgula pode mudar uma vida!

  • Caixa:

    D = 30+1

    C = 100+15

    Lucro = 84

    Competência

    D = 5+10+1

    C = 100 + 15

    Lucro = 99



  • a) INCORRETA - A operação gera impacto nas disponibilidades (conta Caixa).

    b) INCORRETA - O empréstimo, com a primeira parcela em sessenta dias, é um ATIVO circulante de curto prazo (vence antes do fim do próximo exercício). Representa o direito da empresa receber a quantia.

    c) INCORRETA - O recebimento da antecipação de um cliente no valor de R$ 15 mil representa um PASSIVO, em função do DEVER de prestar o serviço em data posterior.

    d) INCORRETA - 

    CAIXA 

    Receitas = 100 + 15 = 115 

    Despesas = (30) + (1) = (31)

     Resultado CAIXA = 115 - (31) = 84

    COMPETÊNCIA

    Receitas = 100 

    Despesas = (5) + (1) = (6)

    Resultado COMPETÊNCIA = 100 - (6) = 94

    RESULTADO COMPETÊNCIA =  R. Caixa + 10 


    e) CORRETA -  Caso a empresa esteja apurando o resultado pelo regime de caixa, ela terá aferido um lucro de R$ 84 mil ao final do mês de março.

    RESULTADO envolve apenas contas de receitas e despesas; o empréstimo feito ao funcionário é fato permutativo - não diz que houve juros. e não será contado no resultado pelo regime de caixa.

    Receitas = 100 + 15 = 115

    Despesas = (30) + (1) = (31)
    RESULTADO CAIXA = 115 - (31) = 84

    Acredito que seja isso.


  • Sobre a letra B:  Se o emprestimo for concedido a diretores, administradores..." Gente grande da empresa" por determinação legal será classificado em ARLP, independe do prazo para pagamento, e o  lançamento será:

    D- ARLP-----10 000

    C-Caixa ------10 000

    Se  emprestimo for para funcinários não descritos na lei, como o funcionário do almoxarifado, por exemplo, o empréstimo será classificado de acordo com o prazo de pagamento no Circulante ou não circulante,e será Direito da empresa.

    Portanto, não será classificado de forma alguma no passivo. 

    No entanto, quando o emprestimo é de funcionários, a empresa tomou o empréstimo e, nesse caso, será um passivo circuante ou não circulante, dependendo do prazo.

    Aqueles que não desistirem, chegarão onde desejam.

     

  • empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil >>  ISSO AQUI AFETA O REGIME DE CAIXA.

     

    O LUCRO PELO REGIME DE CAIXA DÁ R$74.000.

  • A grande dúvida da questão é a conta:

    Empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil,sendo a primeira parcela vincenda em sessenta dias.

    Essa é uma conta do Balanço, portanto, não deve constar na DRE

  • Gente, ou eu não sei o que é regime de caixa ou essa questão tá bem errada! Alguém sabe me explicar pq o empréstimo a funcionarios não entra na contabilização do resultado pelo regime de caixa, sendo que sai dinheiro do caixa nessa operação?

  • Para mim, a A parece correta. Ninguém a explicou. Alguém saberia?

  • Luan, a letra A está errada porque as disponibilidade (caixa ou equivalente de caixa) não será nulo.

     

    ATIVO: Caixa........................................... 15.000,00

    PASSIVO: Receita antercipadas............. 15.000,00

     

    Ou seja, tanto o ativa e o passivo irão aumentar.

     

    Já a dúvida de Drielle. O empréstimo a funcionarios não entra na dre pois não é uma conta de resultado. É apenas um fato permutativo entre contas do ativo.

  • Pessoal,

    Quanto ao seguinte lançamento: Empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil,sendo a primeira parcela vincenda em sessenta dias.

     

    D - EMPRÉSTIMOS A RECEBER-----10K

    C - CAIXA ------------------------------------10K

     

    Veja o que diz Sérgio Adriano em seu livro: No regime de caixa as despesas e receitas ocorrem respectivamente com as saídas e entradas de dinheiro no caixa da empresa.

     

    Houve receita e despesa no lançamento? Não! Então não é contabilizado nem no regime de competência nem no regime de caixa. 

  • Obrigada pelos esclarecimentos, gente! Eu tava pensando em DFC, em vez de DRE pelo regime de caixa hahaha

  • Fiquei na dúvida na questão do empréstimo... complementando o que os colegas falaram: 

    https://www.contabeis.com.br/artigos/575/emprestimo-a-empregados/

    No BP, efetivamente ocorre apenas uma troca entre contas (Caixa->Empréstimo a Empregado).

    Mas ainda não encontrei explicação para não considerar o adiantamento a funcionários no DRE com fluxo de caixa....

    Empréstimo ao empregado:
    D – Empréstimo a Empregado (AC)
    C – Caixa/Banco
    VR – 1000,00

    Atualização dos valores do empréstimo
    D – Empréstimo a Empregado – 110,00
    C – (-) Juros a Receber – 100,00
    C – (-) IOF a Apropriar – 10,00

    Pagamento da parcela por parte do empregado
    D – Caixa/Banco
    C - Empréstimo a Empregado
    VR – 111,00

    Apropriação dos Juros
    D – (-) Juros a Receber (AC)
    C – Receita c/ Juros (CR)
    VR – 10,00

    Transferência do IOF
    D – (-) IOF
    C – IOF a pagar (PC)
    VR – 1,00

    Pagamento do IOF
    D – IOF a Pagar
    C – Caixa/Banco
    VR – 1,00
     

  • Vamos analisar as afirmativas apresentadas.

    a) Incorreta. Como entrou numerário em caixa (ou no banco), evidente que houve impacto nas disponibilidades. O crédito em receitas antecipadas (ou Adiantamento de Clientes) é contabilizado no Passivo Exigível.

    b) Incorreta. Esta alternativa é problemática mas inicialmente eu consideraria ela incorreta e procuraria uma “mais correta” para assinalar. O empréstimo a funcionários aparentemente é de curto prazo, pois é exigível em 60 dias e não há informação adicional se os funcionários são participantes dos lucros da companhia. Não confunda esta situação com a classificação no Ativo Não Circulante – Realizável a Longo Prazo dos adiantamentos ou empréstimos a sociedades coligadas ou controladas, diretores, acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia.

    c) Incorreta. O recebimento antecipado de um cliente gera um direito (pelo dinheiro que entrou no caixa) e uma obrigação (de prestar o serviço em data futura). Não há direito de prestar o serviço, mas obrigação!

    d) Incorreta. Vide os comentários abaixo. O resultado apurado pelo Regime de Competência foi superior ao Regime de Caixa em R$ 10 mil.

    e) Correta. Conforme apurado abaixo, o resultado apurado pelo Regime de Caixa foi um lucro de R$ 84.000,00.

    Vamos apurar o resultado pelo regime de caixa e competência. Lembre-se que pelo Regime de Caixa focaremos no momento do recebimento de receitas ou pagamento de despesas.

    Com isso, correta a alternativa E.

  • Os regimes contábeis se prestam para fins de apuração do resultado. Ou seja, apenas analisamos fatos contábeis que envolvem contas de resultado.

    Empréstimos concedidos são fatos permutativos que envolvem contas patrimoniais.

    D - Empréstimos a Receber

    C - Caixa

    Abraço!

    Prof. Igor Cintra

  • Parece que o comentário da Lilian Joyce responde ao questionamento quanto ao empréstimo para os funcionários e o gabarito letra E.

    Meu lucro também deu 74.000 também, mas pelo que entendi como é funcionário, acaba não sendo contabilizado, pois se trata de um fato permutativo, já que a grana não sai da entidade.

  • Dúvida: para se chegar ao valor de 84.000 não deve ser contabilizado o empréstimo para os funcionários. E pelo comentário dos colegas (inclusive citando professores), tal fato não foi contabilizado devido ser permutativo. Se esse for mesmo o motivo, os 30.000 de salários do mês anterior também não deveria ser contabilizado por também ser fato permutativo?!??

    D - Salários a pagar ....... 30.000 (conta patrimonial - Passivo Exigível)

    C - Disponibilidades ........30.000 (conta patrimonial - Ativo)

    Ou seja, os 10.000 de empréstimos aos funcionários não está sendo contabilizado por algum outro motivo que não seja por ser fato permutativo ou a questão está errada mesmo kkkk

    Alguém poderia me ajudar com essa dúvida, por gentileza?

  • A diferença entre Regime de Caixa e competência, na apuração do resultado do exercício, se refere a RECEITAS E DESPESAS. Empréstimos a funcionários não é receita e nem despesa. Deste modo, não entra no cálculo.

  • Regime de caixa (em milhares)

    100

    (30)

    15

    (1)

    ______________

    84

    Regime de competência (milhares)

    100

    (5)

    (1)

    ___________

    94

  • A - No livro diário, a antecipação de um cliente deve ser registrada a débito da conta caixa ou banco e a crédito da conta receitas antecipadas, logo o impacto nas disponibilidades será nula em função da obrigação preestabelecida.

    Haverá impacto qualitativo nas disponibilidades, uma vez que se trata de fato permutativo.

    B - O empréstimo no valor de R$ 10 mil representa um passivo de curto ou longo prazo, em função da quantidade de parcelas para amortização da dívida.

    Sob a ótica de quem ? Sob a ótica de quem fez o empréstimo, representa um ativo; sob a ótica de quem recebeu, um passivo.

    C - O recebimento da antecipação de um cliente no valor de R$ 15 mil representa um ativo, em função do direito de prestar o serviço em data posterior.

    Na verdade, representa um passivo, mais especificamente uma receita antecipada.

    D - O resultado da empresa pelo regime de competência será R$ 30 mil maior que aquele apurado pelo regime de caixa, em razão das despesas de salários do período.

    Receitas = 100.000 | Despesas = 5.000 + 1.000 = 94.000 [LUCRO] - Supera o resultado pautado no regime de caixa em apenas 10.000

    E - Caso a empresa esteja apurando o resultado pelo regime de caixa, ela terá aferido um lucro de R$ 84 mil ao final do mês de março.

    Gabarito: Despesas = 30.000 + 1.000 | Receitas = 100.000 + 15.000 = 84.000 [LUCRO]

  • Alguém pode me ajudar? Minha dúvida nessa questão é: Blz que o fato 2 não é receita nem despesa, mas não deveria ser reconhecida no regime de caixa, visto que saiu dinheiro da conta caixa e passou p/ a conta Empréstimos a receber?

  • IZILMAR JUNIOR,

    O fato 3 não é receita nem despesa, mas não deveria ser reconhecida no regime de caixa, visto que saiu dinheiro da conta caixa e passou p/ a conta Empréstimos a receber?

    As contas objetos de apuração são apenas (RECEITAS e DESPESAS), as contas patrimoniais como o lançamento abaixo:

    D - Adiantamento (empréstimo) a funcionários R$ 10.000 (Ativo)

    C - Caixa R$ 10.000 (Ativo)

    É simples fato permutativo de contas do ativo, portanto o que impacta o regime de apuração são as contas modificativas ou mistas (alteração no PL), por esse motivo não se faz contabilização (apuração) do item 3. Sempre que falar em apuração de resultado é confronto de DESPESA X RECEITA, do resultado apurado é que se tem uma conta patrimonial (Lucros ou Prejuízos).

    OBS: A saída de caixa só terá relevância para (REGIME DE APURAÇÃO), se e somente se, tratar-se de pagamento de despesa, e sua consequência lógica também é verdadeira, só haverá relevância para o regime de apuração na entrada de caixa se adveio de uma Receita.

  • Apuração de resultado: confronto entre receitas e despesas.

    Apuração de resultado pelo regime de caixa = receitas que entraram no caixa - as despesas que saíram do caixa. Por isso a conta 'empréstimos concedidos a funcionários' não entrou na contabilização, porque não é conta de receita nem de despesa.

  • A alternativa B, deixa a questão dúbia, pois não é clara. A depender da quantidade de parcelas, o empréstimo poderá ser classificado no Longo ou no Curto Prazo. O fato da primeira parcela ser para 60 dias não quer dizer que o empréstimo foi em 12 vezes.

  • Empréstimos concedidos a funcionários no valor de R$ 10 mil, sendo a primeira parcela vincenda em sessenta dias.

    D- Empréstimos à funcionários (é um direito) ATIVO

    C- Disponibilidades ATIVO

    Embora haja um lançamento a crédito em disponibilidades, tendo um registro no fluxo de caixa, o lançamento não é efetuado em conta de resultado, não deve constar na DRE.

    Apuração do resultado pelo regime de caixa, deve considerar apenas as receitas e despesas, assim como o regime de competência.


ID
1059775
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral

Em relação às operações de arrendamento mercantil, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários

  • Letra A) O arrendamento utiliza o teste de recuperabilidade. 

    54. Para determinar se o ativo arrendado está sujeito a uma redução ao seu valor recuperável, aentidade deve aplicar o Pronunciamento Técnico CPC 01.  

    FALSO


    LETRA C) 

    Arrendamento mercantil financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos ebenefícios inerentes à propriedade de um ativo. O título de propriedade pode ou não vir a sertransferido.  

    VERDADEIRO




    LETRA E) 

    Sofre depreciação


    GABARITO: LETRA C

  • A) No leasing operacional temos um aluguel, ou seja, o arrendante deve contabilizar receitas e ajuste do valor do bem, ao contrario do arrendatário.
    para clarear: Impairment é uma palavra em inglês que significa, em sua tradução literal, deterioração. É uma regra segunda a qual a companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível.
    B)  O arrendatário só contabiliza o arrendamento mercantil financeiro onde há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo. Quem contabiliza o Operacional e o arrendante.
    C) Correta conforme item acima.
    D) O título de propriedade pode ou não vir a ser transferido.
    E) O arrendatário assume os riscos e benefícios inerente aos ativos e contabiliza no caso do arrendamento financeiro Depreciação.

  • Cada comentário ruim. Serve pra deixar as pessoas confusas 

  • Fiquei em dúvida entre a A e C. Marquei a A, pois pensei que a C era pegadinha devido a palavra "operação". Afinal, a transferência se dá em relação ao ativo.

    Alguém sabe explicar como um ativo que se aluga, se sujeita a impairment para a A ser considerada errada?

  • Jessica!!

     

    Entao porque tu nao faz um comentario melhor?? As pessoas estao aqui pra ajudar, se pra ti ainda nao eh o suficiente, entao vai buscar outras fontes para entender a resolucao da questao e nao ficar reclamando das pessoas, que com muita boa vontade comentam. Nada pior que uma pessoa reclamando...Aff!!

     

     

  • O erro da letra a é sutil.O ativo arrendado na modalidade operacional não passa por teste de impairment na contabilidade do arrendatário, mas passa pelo teste de impairment na contabilidade do arrendador.Do jeito que a questão foi exposta depreende-se que nunca terá teste de impairment, daí o erro da questão.

  • Gabarito: Letra C

     

    O Arrendamento mercantil (leasing), basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. A diferença entre um e outro reside principalmente no seguinte critério: o leasing transfere ou não os riscos e benefícios inerentes à propriedade.

     

    Se transferir, será classificado como leasing financeiro. Se não, como leasing operacional. O tema está prescrito no CPC 06, que dispõe sobre o arrendamento mercantil.

     

    BIZÚ:

     

    trasFere --> Financeiro

  • GAB:C

    No arrendamento mercantil financeiro--------> o arrendatário (o beneficiário, aquele que recebe o bem arrendado para uso), apesar não deter a propriedade do bem, assume, substancialmente, os riscos e benefícios inerentes ao ativo e, por este motivo, o bem arrendado deverá ser apresentado no grupo do ativo imobilizado do arrendatário.



    No arrendamento mercantil operacional---->  continua sendo uma operação muito parecida com o aluguel. Em consequência disso, não há, neste caso, registro do bem arrendado no ativo, nem obrigações a pagar de longo prazo, no valor da operação.

    Há, tão somente, um registro mensal de despesa vinculada ao arrendamento, lançada a contrapartida de disponibilidades (despesa paga) ou exigibilidades (despesa a pagar)

  • ATENÇÃO!!!!

    ATENÇÃO!!!!

    ATENÇÃO!!!!

    ATENÇÃO!!!!

    A questão encontra-se DESATUALIZADA!!

    Segundo o CPC 06, a partir de 01/01/2019, NÃO HÁ MAIS A CLASSIFICAÇÃO EM ARRENDAMENTO OPERACIONAL E FINANCEIRO PARA O ARRENDATÁRIO. Ambos devem ficar registrado no Ativo IMOBILIZADO e o reconhecimento inicial se dá a VALOR PRESENTE.

  • Hoje, a B seria o gabarito.

  • Nem para colocar a marcação de "desatualizada" os caras tão servindo. Tão mais inúteis que as opiniões do Felipe Neto.


ID
1059778
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Acerca de contabilização de vendas, compras, devoluções, abatimentos, despesas e receitas e subvenções governamentais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Quanto a letra E:
    A Lei nº 11.638/07 também proibiu o registro direto em contas de reservas  do Patrimônio Líquido das subvenções para investimentos, inclusive mediante  isenção ou redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou  expansão de empreendimentos econômicos, e das doações recebidas do Poder  Público. Tais benefícios devem ser reconhecidos em contas de resultado pelo  regime da competência, quando cumpridas todas as exigências para sua obtenção.

  • Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;

    Neste sentido nem todos os recursos que entra no patrimonio liquido são receitas, questão mto passivel de anulação!

  • Complementando os comentários dos colegas:

    b) As devoluções de vendas são registradas em contas devedoras:
    D- Devolução vendas (DRE) C- Caixa ou clientes

    c) Para fins de apuração de receita bruta de vendas, não há que se deduzir.

    Receita Bruta
    (-) Deduções  ---------> as deduções, tais como ICMS sobre vendas, ocorrem após computar o valor de receita bruta.
    Receita Líquida


    d) Ref. subvenção governamental, importante sempre analisar o CPC 07; vejamos:

    3. A assistência governamental a entidades atende à definição de subvenções governamentais deste Pronunciamento, mesmo se não houver condições relacionadas especificamente às atividades operacionais da entidade além do requisito para operar em determinadas regiões ou determinados setores industriais. Essas subvenções não devem, portanto, ser creditadas diretamente no patrimônio líquido.

    24. A subvenção governamental relacionada a ativos, incluindo aqueles ativos não monetários mensurados ao valor justo, deve ser apresentada no balanço patrimonial em conta de passivo, como receita diferida, ou deduzindo o valor contábil do ativo relacionado.


    gabarito "a"

  • CPC 07:

    Apresentação da subvenção na demonstração do resultado

    29. A subvenção é algumas vezes apresentada como crédito na demonstração do resultado, quer

    separadamente sob um título geral tal como ”outras receitas“, quer, alternativamente, como

    dedução da despesa relacionada. A subvenção, seja por acréscimo de rendimento

    proporcionado ao empreendimento, ou por meio de redução de tributos ou outras despesas,

    deve ser registrada na demonstração do resultado no grupo de contas de acordo com a sua

    natureza.


  • RECEITAS são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma:

    ENTRADA DE RECUSOS ;

    AUMENTO DE ATIVOS; e 

    REDUÇÃO DE PASSIVOS 

    que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos instrumentos patrimoniais;

  • Interpretei que as entradas de recursos que aumentem o PL incluem o aporte dos sócios, sendo assim a letra A não poderia estar correta, visto que esse aporte não pode ser considerado receita.

  • c) Somente o IPI é deduzido do faturamento bruto, para perfazer a Receita Bruta, ICMS não!

  • Concordo com o macac0


ID
1059781
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Considerando os efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão de demonstrações contábeis das empresas e de suas filiais, agências, sucursais ou dependências no exterior, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • A) Falsa. Ao final do exercício, os itens não monetários avaliados pelo custo histórico devem ser convertidos para a moeda funcional utilizando a taxa de câmbio do dia da transação.

    B) Falsa. Serão reconhecidos proporcionalmente na conta do PL Ajustes Acumulados de conversão.

    C) Certo.
    D) Falso. Sem comentários nessa.
    E) Falso. Esse reembolso será resultado do exercício.

  • Penso que a "C" está errada, pois "os investimentos de caráter permanente classificados no ativo não circulante no grupo de investimentos são destinados a produzir benefícios pela sua permanência, e não mantidos para venda são avaliados pelo método de custo (CFC nº 1.282/10, artigo 183 da Lei 11.941/09 e Decreto 3.000/99) ou pelo método de equivalência patrimonial (CPC 18, CVM nº 696/12, IAS 28, CFC nº 1.424/13 e Decreto 3.000/99)" - Caldinei Ferreira. Que eu saiba, o método valor justo é usado em instrumentos financeiros mantidos para venda ou de negociação imeditada (não permamentes).

     

    Fonte da citação: http://www.cfmc.com.br/noticias/ler-noticia/metodo-de-custo-e-do-valor-justo---avaliacao-de-investimentos

  • INVESTIDA - LUCRO ->> INVESTIDORA - GANHO DE EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL (%cap social)

    Lançamento na INVESTIDORA: D - Investimento (+ativo); C - Receita equivalência patrimonial (DRE)

    INVESTIDA - DISTRIBUIU DIVIDENDOS ->> INVESTIDORA (-) investimento (%cap social); + dividendos a receber

    Lançamento na INVESTIDORA: C - Investimento (-ativo); D - Dividendos a receber (+ativo)

    INVESTIDA - OUTRA VARIAÇÃO PL ->> INVESTIDORA reconhece (%cap social) na DRA - PL

    Lançamento na INVESTIDORA: D - Investimento (+ativo); C - Outros resultados abrangentes (+PL)

    Por isso a B está errada.


ID
1059784
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

Em relação aos ativos intangíveis, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Pronunciamento Técnico CPC 04 - Ativo Intangível

    Um ativo intangível deve ser reconhecido somente quando:

    1 -  for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade; e

    2 -  o custo do ativo possa ser mensurado com segurança.

    Nenhum ativo intangível proveniente de pesquisa deve ser reconhecido. O dispêndio com pesquisa deve ser reconhecido como uma despesa quando for incorrido.

    Um ativo intangível proveniente de desenvolvimento deve ser reconhecido somente quando uma entidade puder demonstrar os seguintes itens:

    (a) a viabilidade técnica para concluir o ativo intangível a fim de que esteja disponível para uso ou venda;

    (b) a sua intenção de concluir o ativo intangível e usá-lo ou vendê-lo;

    (c) a sua capacidade para usar ou vender o ativo intangível;

    (d) a forma como o ativo intangível gerará prováveis benefícios econômicos futuros;

    (e) a disponibilidade de adequados recursos técnicos, financeiros e outros para concluir o desenvolvimento e usar ou vender o ativo intangível; e

    (f) a sua capacidade para mensurar com segurança o custo atribuível ao ativo intangível durante a sua fase de desenvolvimento.


  • Sobre a letra d: "A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração." Porém, somente os intangíveis com vida útil definida são amortizados, e a questão não especificou isso. Logo, letra D errada.




  • a) Bens corpóreos não são incluidos no grupo de ativos intangíveis - Falso
    b) Verdadeiro - Gastos com pesquisa = Despesa / Gastos com desenvolvimento = Incluídos no ativo ("ativados")
    c) O goodwill é a DIFERENÇA entre o valor pago e o valor justo e não apenas o valor justo
    d) Quando há amortização sim mas existem ativos com tempo de vida útil indefinido - Nesse caso não há amortização e se sujeita o ativo ao teste de imparidade, apenas
    e) Ativos intangíveis não incluem despesas antecipadas (que são ativos) e nem gastos com desenvolvimento (que integram o ativo - como explicado na letra (b)).

  • Gabarito Letra B

    A) Lei 6404 Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo: 
    VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido

    B) CERTO: 54. Durante a fase de pesquisa de projeto interno, a entidade não está apta a demonstrar a existência de ativo intangível que gerará prováveis benefícios econômicos futuros. Portanto, tais gastos são reconhecidos como despesa quando incorridos

    C) 47. O ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill) gerado internamente não deve ser reconhecido como ativo

    D) 97. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar da maneira pretendida pela administração. A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda ou, ainda, na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro

         107. Ativo intangível com vida útil indefinida não deve ser amortizado

    E) despesas antecipadas são Ativos (conta patrimonial) e gastos com desenvolvimento são despesas incorridas, de acordo com o CPC04.

    bons estudos

  • Gabarito b)

     

    Os ativos intangíveis são aqueles que não têm existência física. Podemos citar como exemplos: os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, direitos autorais adquiridos, softwares e o fundo de comércio adquirido.

    Mensalmente deve ser contabilizada a amortização desses bens, em conta redutora específica.

     

    Um ativo intangível deve ser reconhecido apenas se:

     => for provável que os benefícios econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo serão gerados em favor da entidade; e 

    => o custo do ativo possa ser mensurado com confiabilidade.

     

     

    Fonte: Portal da contabilidade.

  • ESSA "D" EM UMA QUESTÃO C/E DÁ UMA PEGADA:

    O registro das amortizações dos ativos intangíveis deve ser iniciado a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso. CERTO (REGRA)

    O registro das amortizações dos ativos intangíveis deve ser iniciado a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso. NÃO SÃO TODOS, ENTÃO ERRADO (EXCEÇÃO)

  • !!!HELP!!!

    Fundo de comércio e Goodwill são a mesma coisa? Entendi que sim. Nesse sentido, se, por um lado, ele for gerado internamente, ele não é reconhecido como intangível (pois não é facilmente identificavel); se, por outro lado, for adquirido, ele é reconhecido como intangível. Alguém saberia me dizer se meu entendimento tá correto? Depois de quase um ano, até hoje não entendi esse assunto direito.

  • Alguém que tenha entendido porque a D está errada poderia me ajudar explicando aqui?

    Valeu!!

  • a resposta D está claramente certa, uma vez que a questão nao citou que o ativo intangível tem vida útil indefinida.

  • Os ágios decorrentes de expectativa de rentabilidade futura de intangíveis gerados no ambiente interno da companhia, como o fundo de comércio e o goodwill, são reconhecidos na contabilidade pelo seu valor justo.

    Goodwiil = valor da pago - valor justo

  • Os ágios decorrentes de expectativa de rentabilidade futura de intangíveis gerados no ambiente interno da companhia, como o fundo de comércio e o goodwill, são reconhecidos na contabilidade pelo seu valor justo.

    Goodwiil = valor da pago - valor justo

  • O registro das amortizações dos ativos intangíveis deve ser iniciado a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso.

    Essa é a regra. Exceção, quando não tiver vida útil definida.

    Então, a questão induz você a errar. Deveria ter sido anulada

  • LETRA B

    1) Fase de Pesquisa = DESPESA (Questão)

    2) Fase de Desenvolvimento

    • NÃO gerar benefício futuro = DESPESA
    • Gerar benefício futuro = Ativo Intangível

ID
1059787
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade Geral
Assuntos

A respeito da reorganização e reestruturação social de empresas, seus aspectos contábeis, fiscais e legais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • suponha que a empresa A esteja realizando um projeto de Desenvolvimento de Produto e também um projeto de pesquisa. O desenvolvimento entra como custo do intangível (ou seja, é ativado).

    Já o projeto de pesquisa vai para despesa, quando incorrido.

    Ai chega a empresa B para comprar parte da A, numa combinação de negócios.

    Como nada é de graça, a empresa B vai pagar pelo projeto de desenvolvimento e também pelo projeto de pesquisa.

    Assim, nessa combinação de negócios, os ativos identificáveis adquiridos e reconhecidos pela adquirente (empresa B) poderão ser reconhecidos como custos ou despesas pela
    adquirida (Empresa A).

    ---------------xxx----------
    Há um erro aí. O correto seria:

    "Na combinação de negócios entre sociedades, os ativos identificáveis adquiridos e reconhecidos pela adquirente PODEM JÁ TER SIDO reconhecidos como custos ou despesas pela adquirida."

    A redação original induz ao entendimento que os ativos identificáveis adquiridos e reconhecidos pela adquirente PODERÃO SER (NO FUTURO) reconhecidos como custos ou despesas pela adquirida.

    Isto está errado. O reconhecimento ocorre quando da combinação de negócios, para os custos e despesas já contabilizados pela adquirida.

    Depois da combinação, não há mais reconhecimento de ativo identificável na adquirente.

    Não sei se dá para aproveitar esse erro de português num recurso, enfim, fica a sugestão.

    Qualquer dúvida, voltem ao assunto.

    Um abraço

  • Complementando com um trecho do CPC 15:


    "A aplicação do princípio e as condições de reconhecimento pelo adquirente podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos que não tenham sido anteriormente reconhecidos como tais nas demonstrações contábeis da adquirida. Por exemplo, o adquirente deve reconhecer os ativos intangíveis identificáveis adquiridos, como uma marca ou uma patente ou um relacionamento com clientes, os quais não foram reconhecidos como ativos nas demonstrações contábeis da adquirida por terem sido desenvolvidos internamente e os respectivos custos terem sido registrados como despesa." 

  • a) Incorreta. A adquirente deve reconhecer e mensurar ativos e passivos fiscais diferidos, advindos dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos em uma combinação de negócios, de acordo com o CPC 32 – Tributos sobre o Lucro.

    b) Incorreta. No caso de Cisão, somente haverá direito de retirada se a cisão implicar:

    a) mudança do objeto social, salvo quando o patrimônio cindido for vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida com a decorrente do objeto social da sociedade cindida;

    b) redução do dividendo obrigatório; ou

    c) participação em grupo de sociedades;

    c) Incorreta. O adquirente deve contabilizar os custos diretamente relacionados à aquisição como despesa no período em que forem incorridos e os serviços forem recebidos, com apenas uma exceção: os custos decorrentes da emissão de títulos de dívida e de títulos patrimoniais.

    d) Correta. A aplicação do princípio e as condições de reconhecimento pelo adquirente podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos que não tenham sido anteriormente reconhecidos como tais nas demonstrações contábeis da adquirida. Por exemplo, o adquirente deve reconhecer os ativos intangíveis identificáveis adquiridos, como uma marca ou uma patente ou um relacionamento com clientes, os quais não foram reconhecidos como ativos nas demonstrações contábeis da adquirida por terem sido desenvolvidos internamente e os respectivos custos terem sido registrados como despesa.

    e) Incorreta. A incorporação, fusão ou cisão da companhia emissora de debêntures em circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas, reunidos em assembleia especialmente convocada com esse fim.

    Será dispensada a aprovação pela assembleia se for assegurado aos debenturistas que o desejarem, durante o prazo mínimo de 6 (seis) meses a contar da data da publicação das atas das assembleias relativas à operação, o resgate das debêntures de que forem titulares. Neste caso, a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das debêntures.

  • a) Incorreta. A adquirente deve reconhecer e mensurar ativos e passivos fiscais diferidos, advindos dos ativos adquiridos e dos passivos assumidos em uma combinação de negócios, de acordo com o CPC 32 – Tributos sobre o Lucro.

    b) Incorreta. No caso de Cisão, somente haverá direito de retirada se a cisão implicar:

    a) mudança do objeto social, salvo quando o patrimônio cindido for vertido para sociedade cuja atividade preponderante coincida com a decorrente do objeto social da sociedade cindida;

    b) redução do dividendo obrigatório; ou

    c) participação em grupo de sociedades;

    c) Incorreta. O adquirente deve contabilizar os custos diretamente relacionados à aquisição como despesa no período em que forem incorridos e os serviços forem recebidos, com apenas uma exceção: os custos decorrentes da emissão de títulos de dívida e de títulos patrimoniais.

    d) Correta. A aplicação do princípio e as condições de reconhecimento pelo adquirente podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos que não tenham sido anteriormente reconhecidos como tais nas demonstrações contábeis da adquirida. Por exemplo, o adquirente deve reconhecer os ativos intangíveis identificáveis adquiridos, como uma marca ou uma patente ou um relacionamento com clientes, os quais não foram reconhecidos como ativos nas demonstrações contábeis da adquirida por terem sido desenvolvidos internamente e os respectivos custos terem sido registrados como despesa.

    e) Incorreta. A incorporação, fusão ou cisão da companhia emissora de debêntures em circulação dependerá da prévia aprovação dos debenturistas, reunidos em assembleia especialmente convocada com esse fim.

    Será dispensada a aprovação pela assembleia se for assegurado aos debenturistas que o desejarem, durante o prazo mínimo de 6 (seis) meses a contar da data da publicação das atas das assembleias relativas à operação, o resgate das debêntures de que forem titulares. Neste caso, a sociedade cindida e as sociedades que absorverem parcelas do seu patrimônio responderão solidariamente pelo resgate das debêntures.

    PROF IGOR CINTRA

  • essa questão..... eu sempre faço e sempre falo: é c ou é d... e sempre marco c.... putcha mierda....

  • Já aceitei que nunca vou acertar essa. Boa sorte para quem quiser continuar tentando.


ID
1059790
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade de Custos
Assuntos

Assinale a opção correta acerca da contabilidade de custos, financeira e gerencial nas indústrias.

Alternativas
Comentários
  • A) CORRETA.

    B) Os custos que necessitam de rateio são os custos indiretos.

    C) Deverão ser registradas no balanço patrimonial, em estoques, as contas que possuem saldo final acumulado, na data de fechamento do BP.  Pode ser estoque de matéria-prima, de produto acabado, de material para consumo, etc...

    D) O CPV é a soma dos custos incorridos na fabricação dos produtos que foram vendidos em determinado período.

    E) A contabilidade gerencial não é obrigatória.


    BONS ESTUDOS!!!!

  • Se na letra A tivesse mencionado o custo fixo unitário, estaria errado porque o custo fixo unitário varia conforme o volume.


ID
1059793
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade de Custos
Assuntos

Uma fábrica de calculadoras produz e vende 6.000 calculadoras, com preço de venda de R$ 20,00 por unidade. Os custos variáveis unitários são de R$ 3,00, e as despesas variáveis correspondem a 5% do valor de venda. Os custos fixos totais são de R$ 20.000,00, dos quais R$ 2.000,00 referem-se à depreciação das máquinas utilizadas no processo produtivo. O patrimônio líquido da empresa é de R$ 60.000,00, e a taxa mínima de atratividade é de 20%.

Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Ponto de Equilíbrio em quantidades:

    Custos e Despesas Fixas ÷  (Valor de venda unitário  -  Custos e Despesas Variáveis unitário)  =

    Custos e Despesas Fixas = 20.000,00

    Valor de venda unitário = 20,00

    Custos e Despesas Variáveis por unidade = (20,00*5%=1,00) + 3,00= 4,00

    P.E. = 20.000,00  ÷  (20,00  -  4,00) =

    P.E. = 20.000,00  ÷  16,00  =

    P.E. = 1.250 (ponto de equilíbrio por unidade)

    Margem de Segurança Operacional em quantidades:

     6.000 unidades vendidas  - 1250 unidades no ponto de equilíbrio  =

    =  4750 unidades de margem de segurança operacional

    4750  x  20,00  =

     95.000,00  Margem de Segurança Operacional em Reais

    Resposta: B


  • MCU = PVu - CVu - DVu

    MCU= 20 - 1 - 3= 16


    PEC= (CF + DF)  / MCU

    PEC = 20.000/16 = 1250 UN

    1250 UN X 20,00 = 25.000 R$


    MS = Quantidade vendida - quantidade do PEC

    MS = 6000 - 1250= 4750 UN

    4750 UN X 20,00 = 95.000 R$


    PEF = (CF + DF - depreciação, amortização e exaustão )/ MCu

    PEF = 20000 – 2000/16= 1125 UN

    1125 UN X 20,00= 22.500 R$


    PEE = (CF + DF + custo de oportunidade) / MCu

    PEE = 20.000 + 12.000/16 = 2.000 UN

    Custo de oportunidade: PL de 60.000 x 20% da taxa de atratividade: 12.000


    GABARITO: B = MS 95.000


  • MC 20,00-3,00-1,00 = 16,00

    A) ponto de equilibrio financeiro

    PEF/MC

    20.000-2.000(depr.) = 18.000

    18.000/16,00 = 1.125


    B) Margem de Segurança

    Partiremos do ponto de equilibrio contábil

    20.000/16 = 1.250

    vol venda - ponto de eql = 6.000-1.250 = 4.750unid

    4.750*20,00 = $95.000 ou seja, a empresa poderá deixar de vender até o volume de 4.750 unidades para que não tenha prejuízo


    C)Ponto de Equilibrio Contábil

    20000/16 = 1.250


    D)Margem de Cont Unitária

    MCU = 16,00


    E) Ponto de Equilibrio Econômico

    patrimonio liquido * tx minima de atratividade = 60.000*20% =12.000

    20.000(custos fixos totais)+12.000 = 32.000

    32.000/16 = 2.000





ID
1059802
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Contabilidade de Custos
Assuntos

Assinale a opção em que se indicam, respectivamente, investimentos, custos, despesas e perdas.

Alternativas
Comentários
  • Pegadinha do estilo CESPE


    Facilmente se elimina:

    c) comissões sobre vendas - Não é investimento, é despesa.

    d) mão de obra direta - Não é perda, é custo.

    e) seguro da fábrica - Não é perda, é despesa.


    Ficando entre a) e b) que diferem apenas no que se trata de custo:

    a) compra de matéria-prima - Parece custo, mas a compra da matéria prima não se configura como custo, apenas o será quando do consumo desta matéria prima, a simples compra é fato permutativo. Compra para estoque. (PEGADINHA)

    b) energia elétrica consumida no parque industrial - De fato, é um custo.


  • Dava para matar a questão somente sabendo o conceito de CUSTO:

    Custos: gasto relativo à bem ou serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços.A única assertiva que apresenta esta possibilidade é a b.


    Investimentos: gasto com bem ou serviço ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a períodos futuros.

    Despesas: gasto com bens ou serviços consumidos, direta ou indiretamente, com a finalidade de obtenção de receitas.

    Perdas: consumo de bem ou serviço de forma anormal ou involuntária.

  • Em contribuição ao comentário de Valmir Jr:

    Seguro da fábrica não é perda nem despesa. É custo. Está relacionado à estrutura/sistema de produção.

  • Só para completar, a compra de matéria prima é um investimento, quando de sua utilização passa a ser um custo.

  • Ótima!

  • Oh vacilo meu hehe

    FICA A DICA SUPER TOP: compra de matéria prima - INVESTIMENTO.

    DESPESA -> relacionado a venda

    PERDA -> alguma merda aconteceu.

     

    GABARITO ''B''


ID
1059805
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

No que se refere aos princípios fundamentais da CF e à aplicabilidade das normas constitucionais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Normas de eficácia limitada necessitam de complementação legal para o exercício do direito nela expresso.  Na 1ª parte, os brasileiros para ocuparem cargo público necessitam que venha uma lei que discipline o cargo, em virtude do princípio da legalidade aplicado à Administração Pública. NEsse caso, a lei específica que criar o cargo, ou o estatuto jurídico aplicado aos servidores do ente político (no caso da União - 8112/90), estebelecerá ou estabelecerão os requisitos que deverão ser observados. Na 2ª parte, que fala dos estrangeiros, foi necessária uma lei que estabelecesse em quais casos era possível a contratação de estrangeiros.

  • Eficácia Limitada (possui eficácia mínima)

    exemplo: Art. 37, VII - O direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica.

  • Engraçado isso!

    Na constituição está expresso quais os cargos que são privativos de brasileiros natos.

    Isso é de eficácia contida, ou estou errado?

  • LETRA D CORRETA. Vejamos o erro de cada uma:

    a) As normas constitucionais programáticas caracterizam-se por fixar políticas públicas ou programas estatais destinados à concretização dos fins sociais do Estado, razão pela qual são de aplicação ou execução imediata. ERRADO. Comentário: as normas programáticas está relacionada com o estado, onde implementará programas e princípios, elas não guardam caráter de efetividade, constituindo indicação de programas a serem alcançados por atuação do legislador infraconstitucional. Sua aplicação é mediata e não imediata conforme a questão.

    b) Em suas relações internacionais a República Federativa do Brasil deve observar os princípios da concessão de asilo político e da vedação à extradição. ERRADO. Comentário: vedação à extradição? A própria CF estabelece que é possível a extradição.Já os princípios que regem a relação internacional SÃO: DEfesa da paz; COoperação dos povos para o progresso da humanidade; Repúdio ao terrorismo e ao racismo; Autodeterminação dos povos; Prevalência dos direitos humanos; Independência nacional; Solução pacífica dos conflitos; Concessão de asilo político; Igualdade entre os estados; NÃO-intervenção - O FAMOSO: DECORA PISCINÃO!

    c)A soberania, um dos princípios fundamentais da CF, não admite que o poder do Estado sofra imposições oriundas de Estados estrangeiros, mas apenas de organismos internacionais. ERRADO. Comentário: De acordo com a soberania, admite-se que o poder do Estado sofra imposições oriundas de estados estrangeiros.

    d) Constitui exemplo de norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional segundo o qual os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. ITEM CERTO. Comentário: As normas de eficácia limitada, são aquelas que não tem vida, ao contrário da contida, não tem qualquer aplicabilidade ativa. Normalmente elas estão: "nos termos da lei", "nos limites da lei"; "lei dispora sobre"; "na forma da lei".

    e) As normas constitucionais de eficácia contida não podem ser aplicadas imediatamente, pois necessitam de complementação legal para a produção de efeitos. ERRADO. Comentário: O cespe trocou contida por limitada. A contida, já pode ser posta em prática, pois ela não condiciona a lei. Já tem vida em uma determinada regulamentação. São aquelas que têm aplicação imediata, mas podem sofrer limitações em sua aplicabilidade de acordo com especificações constantes da legislação ordinária. 

  • A questão está errada e deveria ser anulada por não ter nenhuma resposta certa, o item " D " é exemplo de Norma de Eficácia Contida, que é aquela em que o " legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas deixou margem à atuação restritiva por parte do legislador infraconstitucional, nos termos em que a lei estabelecer ". Ela já produz seus efeitos desde a entrada em vigor, os cargos e funções pública são acessíveis a brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em leis, assim como aos estrangeiros na forma da lei( quando então os critérios de acesso são estabelecidos pelo legislador infraconstitucional, acontecendo assim a atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público nos termos da lei). Limitada são aquelas que não produzem efeitos com a sua simples entrada em vigor, são por exemplo as normas programáticas( por isso o item " A " está errado ) são também exemplos de Norma limitada: Art 33 CF, " a lei disporá sobre  a organização administrativa e judiciária dos territórios ",; Art 91, parágrafo 2°, CF que diz " a lei regulará a organização e o funcionamento do conselho de defesa nacional ", ou seja, nesses exemplos, não não ainda  a produção de efeitos.

  • Engraçado que no livro do Pedro Lenza, edição 2013, página 196, diz-se que o art. 37, I é norma de eficácia CONTIDA. E aí pessoal, o que é certo e o que é errado? Bons estudos a todos.

  • Letra A - incorreta - Normas constitucionais de eficácia limitada são aquelas que apresentam “aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incidem totalmente sobre esses interesses após uma normatividade ulterior que lhe desenvolva a aplicabilidade”. Pela maioria dos nossos doutrinadores, temos as chamadas “normas programáticas”, que não têm aplicação ou 

    execução imediata, mas se constituem em comandos-regras, pois explicitam comandos-valor.


    Letra B-incorreta - Art. 4o, CF, A República Federativa do Brasil rege­-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

    X ­ concessão de asilo político. (não dispõe de extradição)


    Letra D correta - NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA são aquelas que não produzem a plenitude de seus efeitos, dependendo da integração da lei (lei integradora).Não contêm os elementos necessários para sua executoriedade, assim enquanto não forem complementadas pelo legislador a sua aplicabilidade é mediata, mas depois de complementadas tornam-se de eficácia plena.

    Letra E Incorreta - NORMA DE EFICÁCIA CONTIDA são aquelas que produzem a plenitude dos seus efeitos, mas pode ter o seu alcance restringido. Também têm aplicabilidade direta, imediata e integral, mas o seu alcance poderá ser reduzido em razão da existência na própria norma de uma cláusula expressa de redutibilidade ou em razão dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade. Enquanto não materializado o fator de restrição, a norma tem eficácia plena.


  • Concordo integralmente com o colega Alexsandro: trata-se de norma "híbrida", com uma parcela de eficácia contida e outra de eficácia limitada. Questão passível de anulação.

  • Acredito que na questão existem as duas formas de eficácia: contida e limitada. Mas no enunciado da questão é colocado que pode ser um exemplo de eficácia limitada, e realmente o é na parte que cuida do acesso de estrangeiros. Portanto, a questão está correta.

  • Eficácia Plena – São de aplicação direta e imediata e independem de uma lei que venha mediar os seus efeitos. As normas de eficácia plena também não admitem que uma lei posterior venha a restringir o seu alcance.

    Eficácia Contida – Assim como a plena é de aplicação direta e imediata não precisando de lei para mediar os seus efeitos, porém, poderá ver o seu alcance limitado pela superveniência de uma lei infraconstitucional, por outras normas da própria constituição estabelece ou ainda por meio de preceitos ético-jurídicos como a moral e os bons costumes.

    Eficácia Limitada – São  deaplicação indireta ou mediata, pois há a necessidade da existência de uma lei para “mediar” a sua aplicação. Caso não haja regulamentação por meio de lei, não são capazes de gerar os efeitos finalísticos (apenas os efeitos jurídicos que toda norma constitucional possui). Pode ser:

    a) Normas de princípio programático (normas-fim)- Direcionam a atuação do Estado instituindo programas de governo.

    b) Normas de princípio institutivo - Ordenam ao legislador a organização ou instituição de órgãos, instituições ou regulamentos.


    Fonte:https://www.nota11.com.br/blog-de-direito-constitucional/91-dica-para-saber-qual-a-eficacia-das-normas
  • Colega Felipe Araújo obrigada por sua brilhante explicação. Elucidou minhas dúvidas!

  • Pedro Lenza 2014, pg. 263: Eficácia limitada em relação aos estrangeiros; Eficácia contida em relação aos brasileiros. 

  • Questão passível de anulação. // RE 544.655. // 1° parte - Brasileiros - Ef. Contida, 2° parte - Estrangeiros - Ef. limitada.


  • STF

    “Estrangeiro. Acesso ao serviço público. Art. 37, I, da CF/1988. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que o art. 37, I, da Constituição do Brasil [redação após a EC 19/1998], consubstancia, relativamente ao acesso aos cargos públicos por estrangeiros, preceito constitucional dotado de eficácia limitada, dependendo de regulamentação para produzir efeitos, sendo assim, não autoaplicável.” (RE 544.655-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 9-9-2008, Segunda Turma, DJE de 10-10-2008.) No mesmo sentidoRE 602.912-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgamento em 9-11-2010, Primeira Turma, DJE de 2-12-2010. VideRE 346.180-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 14-6-2011, Segunda Turma, DJE de 1º-8-2011; AI 590.663-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 15-12-2009, Segunda Turma, DJE de 12-2-2010.

  • Questão bem confusa, até pq eu havia aprendido que seria uma norma de eficácia contida. No entanto, observando o comentário dos colegas, faz sentido a primeira parte ser destinada aos brasileiros ter eficácia contida e a segunda parte destinada aos estrangeiros ter eficácia limitada, 

     Aos brasileiros devem ser preenchidos requisitos como uma restrição. No mesmo sentido, o "artigo 5º, XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer". Há apenas uma restrição, que devem ter os requisitos atendidos/preenchidos, sendo considerada norma de eficácia contida.

    Quando se trata de estrangeiros, o dispositivo reproduz "na forma da lei", o que nos remete a ideia de uma norma de eficácia limitada, que precisa da norma regulamentadora para produzir totais efeitos e exercer esse direito, pois seus efeitos são reduzidos, e não completamente inexistentes, na medida que possui efeito negativo (revoga leis contrárias editadas antes e depois do dispositivo) e efeito vinculativo (vincula o legislador a editar norma constitucional para regular o exercício daquele direito e para que seja produzido todos os seus efeitos).

    Inclusive, nosso colega citou um julgado que expôs bem a verdade trazida de que a questão seria passível de anulação

    Bons estudos a todos.

  • Complementando....

    A) ERRADA!!! As normas programáticas são espécies de normas de eficácia limitada. Neste caso, são de aplicabilidade indireta,mediata e não diferida, dependendo de uma ação do Estado.

    (CESPE/ANALISTA/DIREITO/INCA/2010) Normas constitucionais de aplicabilidade reduzida ou de eficácia limitada são aquelas normas que necessitam da promulgação de uma lei infraconstitucional para produzir os seus efeitos, podendo ser classificadas em normas constitucionais de princípio institutivo e normas constitucionais de princípio programático. C

    (Cespe/2008/STJ) As normas que estabelecem diretrizes e objetivos a serem atingidos pelo Estado, visando o fim social, ou por outra, o rumo a ser seguido pelo legislador ordinário na implementação das políticas de governo, são conhecidas como normas programáticas. C

    B) ERRADA!!!! Não é vedada a extradição 

    (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/TRT 17ª REGIÃO/2009) Constitui princípio que rege a República Federativa do Brasil em suas relações internacionais a concessão de asilo político,vedada a extradição. E

    E) ERRADA!!! As normas de eficácia contida são aplicadas de imediato, de pronto, podendo sofrer restrição. 

    (CESPE/PROFESSOR/IFB/2011) Enquanto, nas normas de eficácia contida, as leis podem restringir-lhes o alcance, nas normas de eficácia limitada, o seu alcance poderá ser ampliado. C

    (CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/TJ/AL/2012) As normas de eficácia contida não são autoexecutáveis, visto que, somente a partir da edição de lei regulamentadora, produzem seus efeitos essenciais. E


  • Questão passível de anulação. // RE 544.655. // 1° parte - Brasileiros - Ef. Contida, 2° parte - Estrangeiros - Ef. limitada.

    Fonte: Direito Constitucional esquematizado 2015 19º edição // Professor Pedro Lenza

  • As normas constitucionais programáticas caracterizam-se por fixar políticas públicas ou programas estatais destinados à concretização dos fins sociais do Estado, razão pela qual são de aplicação ou execução imediata.


    As normas constitucionais de eficácia limitada possuem aplicabilidade mediata e indireta. 

  • Gab: D

    Só um complemento sobre o item A: normas programáticas são de aplicação imediata, mas não de execução imediata.

    A palavra "execução" foi trazida com sentido de "aplicabilidade". 

    Traduzindo: Normas Programáticas==> Aplicação IMEDIATA e Aplicabilidade MEDIATA!

  • Errei a questão pelo mesmo motivo de muitos aqui. Por causa disso: // RE 544.655. // 1° parte - Brasileiros - Ef. Contida, 2° parte - Estrangeiros - Ef. limitada.
    Mas ''achooo'' que o que deixa a questão correta é o final dela: na forma da lei. Ou seja de Eficácia Limitada.
    (se eu estiver errada, me avisem)

  • Comentários gerais:

     

    A) Errado - As normas constitucionais programáticas são normas de eficácia limitada.

     

    B) Errado - vedação à extradição não consta no rol dos princípios que regem as relações internacionais e a República Federativa do Brasil.

     

    C) Errado – O princípio da soberania não admite nenhuma imposição por parte dos Estados Estrangeiros ou Organismos Internacionais.

     

    D) Gabarito - Constitui exemplo de norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional segundo o qual os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.

     

      E) Errado - As normas constitucionais de eficácia LIMITADA não podem ser aplicadas imediatamente, pois necessitam de complementação legal para a produção de efeitos.

     

  • Só pode ser pra deixar qualquer um doido esse tipo de questão.

    Lamentável..

    Obs: obrigado ao colegas que sempre se dispõem a compartilhar uma explicação lógica para as problemáticas desnecessárias criadas nesse tipo de questão.

  • realmente,   a letra d está desatualizada ,pois no  artigo supracitado ha a presença de normas contida e limitada. 

  • Aprendam por favor:

    Se necessitar de lei desesperadamente para regulamentar sua aplicabilidade = eficácia limitada
    Se não necessitar de lei para regulamentar (mesmo podendo ser feita), tem auto aplicação, produzem efeitos sozinhas de imediato de forma não integral e restringe = eficácia contida.

  • d) Constitui exemplo de norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional segundo o qual os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.

     

    FALSA - o dispositivo é de natureza mista (CONTIDA e LIMITADA)

     

    CF, Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

     

    I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, (NORMA DE EFICÁCIA CONTIDA) assim como aos estrangeiros, na forma da lei (NORMA DE EFICÁCIA LIMITADA)

  • Gabarito errado/desatualizado.

  • Absurdo a professora do QC passar batido nisso!!!!

  • Sobre o gabarito, foi esse o entendimento que tive: os requisitos para acesso aos cargos etc. precisam ser estabelecidos em lei, logo uma lei é necessária para regulamentá-los e a primeira parte do texto (assim como a segunda) se refere, dessa forma, a uma norma de eficácia limitada.

    O que vocês acham?

  • Questão merecia ser anulada.

    A pimeira parte referente aos brasleiros é uma norma de eficácia contida, para os estrangeiros é uma norma de eficácia limitada.

     

  • ATENÇÃO!!!

     

    NA LETRA C, A QUESTÃO DA SOBERANIA DIZ RESPEITO AO ESTADO BRASILEIRO NÃO SOFRER INGERÊNCIA DE ESTADOS ESTRANGEIROS E NEM DE ORGANISMOS INTERNACIONAIS.

     

    ( Comentário da prof. Fabiana Coutinho)

  • Tambem concordo que só a segunda parte é limitada

  • https://www.youtube.com/watch?v=LwPvCF9vxO4 aos 2:53 a professora fala exatamente desse dispositivo.

    QUESTÃO BEM ESQUISITA, PQ? Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei. BLZ. EFICÁCIA CONTIDA PQ TEM APLICAÇÃO PLENA E IMEDIATA MAS PODE SER RESTRINGIDA. EXEMPLO: PRECISA DE DIPLOMA, LIMITE DE IDADE.

  • ʕ•́ᴥ•̀ʔ  CUIDADO!!!

     

    RE 544.655 -AgR, Rel. Min.Eros Grau, j. 09.09.2008, DJE de 10.10.2008 > “Estrangeiro. Acesso ao serviço público. Artigo 37, I, da CF/88. O STF fixou entendimento no sentido de que o artigo 37, I, da Constituição do Brasil [redação após a EC 19/98], consubstancia, relativamente ao acesso aos cargos públicos por estrangeiros, preceito constitucional dotado de eficácia limitada, dependendo de regulamentação para produzir efeitos, sendo assim, não autoaplicável”

     

    BRA- CONTIDA

    ESTRANG- LIMITADA

     

    Se a CESPE cobrar de outra forma, impetrar Recurso!!! Observe as duas questões seguintes e como daria para recursar e ANULAR as questões!! Com certeza alguém ficou de fora por causa dessa questão.

     

    Q846387- 2017- PGE-SE - art. 37. (...)I – os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos ESTRANGEIROS, na forma da lei; Quanto ao grau de eficácia, as regras constitucionais anteriormente apresentadas classificam-se, respectivamente, como regras de eficácia CONTIDA. CORRETO (incluiu ESTR. e considerou como Contida)

     

    Q353266 - 2013-SEFAZ-ES- Constitui exemplo de norma de eficácia LIMITADA o dispositivo constitucional segundo o qual os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos BRASILEIROS que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei. CORRETO (incluiu BRA. e considerou como Limitada)

     

    Q337416-2013-TCE-RO-Ao determinar que os cargos, os empregos e as funções públicas sejam acessíveis aos BRASILEIROS que preencham os requisitos estabelecidos em lei, a CF estabelece norma de eficácia LIMITADA. ERRADO (Trouxe apenas os BRA. e considerou como Contida)

     

    Em Breve: Resumos: https://www.facebook.com/Aprendendo-Direito-108313743161447/

  •  d) Constitui exemplo de norma de eficácia limitada o dispositivo constitucional segundo o qual os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencherem os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma da lei.

    LETRA D - ERRADA -  A meu ver, questão passível de anulação.

    “■ Eficácia limitada (em relação aos estrangeiros — na forma da lei)
    ■ “Estrangeiro. Acesso ao serviço público. Artigo 37, I, da CF/88. O STF fixou entendimento no sentido de que o artigo 37, I, da Constituição do Brasil [redação após a EC 19/98], consubstancia, relativamente ao acesso aos cargos públicos por estrangeiros, preceito constitucional dotado de eficácia limitada, dependendo de regulamentação para produzir efeitos, sendo assim, não autoaplicável”
    Eficácia contida (em relação aos brasileiros)
    ■ Brasileiros: a lei prevista no “art. 37, I, não cria o direito, mas o restringe (o reduz) ao estabelecer requisitos para seu exercício”

    FONTE: PEDRO LENZA

  • Questão desatualizada

  • Brasileiro= contida

    Estrangeiros= limitada

  • Gab D

    Na letra C "apenas de organismos internacionais" está errado.

    Soberania - vontade NÃO fica subordinado a qualquer outro poder seja interno ou internacional.

    Qual é a desatualização da questão ?


ID
1059808
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca dos direitos e garantias fundamentais, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Olha que sutil essa c) "segundo a doutrina" quando na verdade a própria CF diz isso


  • Gabarito: letra E. Breve comentário sobre as alternativas:

    a) A inviolabilidade do sigilo de correspondência tem caráter absoluto, razão pela qual não poderá a legislação infraconstitucional estabelecer quanto a ela limitações, sem que incorra em ofensa à CF. > (CF/88 Art. 5°, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a LEI ESTABELECER, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.)

    b) A perda da nacionalidade brasileira pode ocorrer por ato voluntário de brasileiro que adquire outra nacionalidade. Nessa situação, uma vez configurada a perda, a nacionalidade brasileira não será passível de recuperação. > (Conforme disposto na Lei 818 de 18 de setembro de 1949, a nacionalidade, originária ou derivada, PODE SER READQUIRIDA; pois a sua perda não tem caráter irreversível.Leia mais: http://jus.com.br/artigos/4712/reaquisicao-da-nacionalidade-pelo-brasileiro-nato#ixzz2tCzcGexx).

    c) Consoante a doutrina, as hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas na CF e na legislação infraconstitucional. > (A CF prevê expressamente as hipóteses de inelegibilidade e ainda dá responsabilidade a LEI COMPLEMENTAR para dispor sobre outros casos de inelegibilidade. CF/88 Art. 14, § 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos; e § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.)

    d) Consoante a doutrina, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo, como ocorre no caso de incapacidade civil absoluta. > ( Segundo Alexandre de Moraes, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo MAS não perpétuo pois, o indivíduo poderá reaver seus direitos. Porém, no caso de incapacidade civil absoluta ocorrerá a SUSPENSÃO dos direitos políticos, e esta - suspensão - tem caráter temporário).

    e) CORRETA - A CF assegura a liberdade de manifestação de pensamento, sem excluir a responsabilidade pelos danos materiais e morais decorrentes do seu exercício e sem afastar o direito de resposta para rebater qualquer tipo de ofensa, e não apenas aquelas configuradoras de ilícitos penais. > (CF/88 Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; e V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem).

    Bons estudos pessoas! :*

  • Acredito que a resposta da "D" esteja no seguinte trecho do livro do Pedro Lenza (Direito Constitucional - 17 Ed.)

    "

    Outrossim, na medida em que se trata de restrições a direitos fundamentais, somente novas inelegibilidades relativas poderão ser definidas, já que as absolutas só se justificam quando estabelecidas pela CF e, em nosso entender, pelo poder constituinte originário, sob pena de se ferirem direitos e garantias individuais (art. 60, § 4.º, IV)."

  • TRE-CE - PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA 40 11112 CE (TRE-CE)



    Ementa: ELEIÇÕES 2006. PEDIDO DE DIREITO DE RESPOSTA. LEI N.º 9.504 /97 E RESOLUÇÃO TSE N.º 22.142/2006. PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE PASSIVA E INTEMPESTIVIDADE. PROGRAMA DE RÁDIO. TRANSMISSÃO EM HORÁRIO NORMAL. ENTREVISTA. AFIRMAÇÕES CALUNIOSAS. MOTIVAÇÃO ELEITORAL. LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO VERSUS DIREITO À HONRA.

  • a) A inviolabilidade do sigilo de correspondência tem caráter absoluto, razão pela qual não poderá a legislação infraconstitucional estabelecer quanto a ela limitações, sem que incorra em ofensa à CF. > (CF/88 Art. 5°, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a LEI ESTABELECER, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

    A constituição se refere ao último caso, comunicações telefônicas, em que seria possível ordem judicial e na forma da Lei, certo???

  • Cyntia, eu também pensei que a aplicação é só para as comunicações telefônicas (último caso),

    mas depois (que errei) caiu a ficha: não existe direito absoluto dentre os do art 5º....

  • SOBRE A "c"

    A inelegibilidade absoluta está relacionada a características pessoais, atingindo todos os cargos eletivos e não podendo, ser afastada por meio da desincompatibilização. Por seu caráter excepcional, apenas a própria Constituiçãopode rever tais hipóteses , como o faz em relação aos inalistáveis (estrangeiros e conscritos) e aos analfabetos, de acordo com o artigo 14, 4º, ex vi : CF/88, Art. 14, 4º- São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    As inelegibilidades relativas em razão do cargo ou em razão do parentesco estão relacionadas à chefia do Poder Executivo, podendo ser afastadas mediante desincompatibilização (Artigo 14, 6º a 8º). Além de tais hipóteses, a Constituiçãoimpõe restrições aos militares (artigo 14, 8º) e determina a criação, por lei complementar, de outros casos de inelegibilidade visando à proteção da probidade administrativa, da moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e da normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta (art. 14, 9º). O artigo 1º da LC 64/1990 estabelece as outras hipóteses de inelegibilidade. CF/88


    Fonte: 


  • São cumuláveis as indenizações por dano moral e material decorrente do mesmo fato. Súmula 37 STJ

  • Existem duas inelegibilidades:

    Inelegibilidade Absoluta  => só a CF pode tratarInelegibilidade  Relativa => podem tratar a CF e Lei Complementar.
    E para reforçar:Elegibilidade => podem tratar a CF, LC, Lei Ordinária e até Resolução do TSE.
    Bons estudos a todos e fiquem com Deus.
  • Eu gostaria muito que alguém me dissesse qual é a ofensa que não configura ilícito penal da qual a alternativa "e)" fala.

  • Prezado Araújo,

    Trata-se das hipóteses previstas no Art. 5° da CF/88, incisos IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; e V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem.

    Espero ter ajudado.

  • a) A inviolabilidade do sigilo de correspondência tem caráter absoluto, razão pela qual não poderá a legislação infraconstitucional estabelecer quanto a ela limitações, sem que incorra em ofensa à CF. 

    (CF/88 Art. 5°, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a LEI ESTABELECER, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

    Lendo a presente alternativa, não entendo o porquê que ela estaria errada, já que a Constituição dispõe expressamente que a lei poderá disciplinar, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, exceções à inviolabilidade das comunicações telefônicas (último caso relacionado), estas executadas apenas mediante ordem judicial.
    Dessa forma, a contrario sensu, deve-se entender que a inviolabilidade do sigilo de correspondências (primeiro caso relacionado), é absoluta, não podendo norma infraconstitucional estabelecer ou disciplinar qualquer exceção a esta inviolabilidade sem padecer do vício de inconstitucionalidade.
    Por fim, a meu ver, esta questão possui duas alternativas corretas: (A e E).
    Corrijam-me se eu estiver equivocado!!!

  • Eliminei a alternativa "a" ao considerar como errado o termo "caráter absoluto", utilizado na primeira parte.
    Conforme lecionam VICENTE PAULO e MARCELO ALEXANDRINO, na obra "Direito Constitucional Descomplicado", no capítulo destinado aos "Princípios, Direitos e Garantias Fundamentais", relativamente à "inviolabilidade das correspondências e comunicações" (art. 5º, XII, da CF): "embora a autorização expressa para a violação excepcional refira-se, tão somente, às comunicações telefônicas, a garantia da inviolabilidade das correspondências também NÃO É ABSOLUTA, visto que não existem direitos e garantias fundamentais de caráter absoluto do Estado brasileiro."
    Os autores ainda fazem remissão ao HC 70.814/SP, de relatoria do Min. Celso de Mello, de 01/03/1994, o qual sugiro a leitura.
    Bons Estudos!!!     

  • Questões como esta se resolve por eliminação.

  • O sigilo das correspondências pode ser restringido nos Estados de Sítio e de Defesa(art.139, III e 136, parágrafo 1 inciso I). 

  • c) Consoante a doutrina, as hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas na CF e na legislação infraconstitucional.

    Pessoal, a letra "c", na minha opinião, está equivocada não pelo fato de citar a doutrina, mas por afirmar que as hipóteses de inexigibilidade absoluta podem ser previstas em legislação infraconstitucional. Vejamos.
    Inexigibilidade absoluta: elas independem da eleição e do cargo a ser preenchido, e vão fazer com que aqueles que se encontram nas situações descritas na mesma não possam concorrer em nenhuma eleição. Elas, portanto, dizem respeito a situações pessoais que não guardam relação com um determinado pleito ou mesmo com um determinado cargo a ser preenchido. Elas são TAXATIVAMENTE previstas na Constituição no art. 14, §4º. (Curso de Direito Constitucional, Bernardo Gonçalves Fernandes, 2012, Ed. Jus Podivm, pg. 666)
  • Gabarito: E 

    Segue um pequeno comentário sobre a alternativa C:

    A inelegibilidade consiste na falta de capacidade eleitoral passiva. A capacidade eleitoral passiva consiste no direito de pleitear, mediante eleição, certos mandatos políticos.

    De acordo com sua natureza, a inelegibilidade pode ser classificada como absoluta ou relativa.

    A inelegibilidade absoluta está relacionada a características pessoais, atingindo todos os cargos eletivos e não podendo, ser afastada por meio da desincompatibilização. Por seu caráter excepcional, apenas a própria Constituição pode rever tais hipóteses , como o faz em relação aos inalistáveis (estrangeiros e conscritos) e aos analfabetos, de acordo com o artigo 14, 4º, ex vi : CF/88, Art. 14, 4º- São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.

    As inelegibilidades relativas em razão do cargo ou em razão do parentesco estão relacionadas à chefia do Poder Executivo, podendo ser afastadas mediante desincompatibilização (Artigo 14, 6º a 8º). Além de tais hipóteses, a Constituição impõe restrições aos militares (artigo 14, 8º) e determina a criação, por lei complementar, de outros casos de inelegibilidade visando à proteção da probidade administrativa, da moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e da normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta (art. 14, 9º). O artigo 1º da LC 64/1990 estabelece as outras hipóteses de inelegibilidade. CF/88.

  • Essa eu fiz só por eliminação

  • "Como regra, o sigilo de correspondência é inviolável, salvo nas hipóteses de decretação de estado de defesa e de sítio, que poderá ser restringido (art. 136,  § 1º, "b", e 139, III). Podemos observar, também, que esse direito não é absoluto e poderia, de acordo com a circunstância do caso concreto, ser afastado, por exemplo, na interceptação de uma carta enviada por sequestradores. A suposta prova ilícita convalida-se em razão do exercício da legítima defesa." (LENZA, 2013, p. 1062). Incorreta a alternativa A.

    De acordo com o art. 12, § 4º, II, da CF/88, será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. Portanto, o brasileiro residente no exterior que decide se naturalizar para ter mais oportunidades de trabalho perderá automaticamente nacionalidade brasileira e, consequentemente, os direitos políticos. De acordo com a lei 818/49, art. 23, a perda da nacionalidade nos casos do art. 12, § 4º, II, será decretada pelo Presidente da República, apuradas as causas em processo que, iniciado de ofício, ou mediante representação fundamentada, correrá no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, ouvido sempre o interessado. Para esses casos, é possível a recuperação da nacionalidade, nos moldes do art. 36, da lei 818/49: O brasileiro que, por qualquer das causas do art. 22, números I e II, desta lei, houver perdido a nacionalidade, poderá readquirí-la por decreto, se estiver domiciliado no Brasil. § 1º O pedido de reaquisição, dirigido ao Presidente da República, será processado no Ministério da Justiça e Negócios Interiores, ao qual será encaminhado por intermédio dos respectivos Governadores, se o requerente residir nos Estados ou Territórios. § 2º A reaquisição, no caso do art. 22, nº I, não será concedida, se apurar que o brasileiro, ao eleger outra nacionalidade, o fez para se eximir de deveres a cujo cumprimento estaria obrigado, se se conservasse brasileiro. Vale lembrar que o art. 1, do Decreto 3452/00 delega a competência ao Ministro de Estado da Justiça, vedada a subdelegação, para declarar a perda e a reaquisição da nacionalidade brasileira nos casos previstos nos arts. 12, § 4º, II, da CF/88 e art. 22, I e II e 36, da Lei n. 818/49. Incorreta a alternativa B.

    O rol de inelegibilidade absoluta, previsto no art. 14, § 4º, da CF/88 (inalistáveis e analfabetos) é taxativo. A legislação infraconstitucional só pode estabelecer casos de inelegibilidade relativa, nos moldes do art. 14, § 9º: Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. Incorreta a alternativa C.

    A perda dos direitos políticos tem caráter definitivo e a suspensão de direitos políticos tem caráter temporário. Ensejam a perda o cancelamento da naturalização pode sentença transitado em julgado; recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa (embora alguns autores considerem ser situação de suspensão) e perda de nacionalidade brasileira em virtude de aquisição de outra. A suspensão ocorre nos casos de incapacidade civil absoluta, condenação criminal, improbidade administrativa, quebra de decoro parlamentar e cláusula de reciprocidade com Portugal. Portanto, incorreta a alternativa D.

    De acordo com o art. 5, IV, da CF/88,  é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato. O inciso V, do mesmo artigo, estabelece que é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem. Portanto, correta a alternativa E.

    RESPOSTA: Letra E

  • "Havendo a perda da nacionalidade por este motivo (adquirir outra nacionalidade), a sua reaquisição será possível por meio de pedido dirigido ao Presidente da República, sendo o processo instruído no Ministério da Justiça. Caso seja concedida a reaquisição, esta é feita por meio de Decreto.

    Alexandre de Moraes defende que o brasileiro nato que havia perdido e readquire sua nacionalidade, passa a ser brasileiro naturalizado (e não mais nato).

    Por outro lado, José Afonso da Silva afirma que o readquirente recupera a condição que perdera: se era brasileiro nato, voltará a ser brasileiro nato; se naturalizado, retomará essa qualidade".

    Retirado do site Dizer o Direito, que traz um resumo muito interessante dos direitos de nacionalidade no link:

    http://www.dizerodireito.com.br/2013/03/nacionalidade.html

  • MOLE, MOLE, GALERA!!!

     

     

    A) ERRADO - "é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no

                          último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal

                          ou instrução processual penal;  (CF, art. 5º, XII). Ademais, de quebra, recordo 2 possibilidades:

                          1) Por razões de segurança pública e disciplina prisional;

                          2) como restrição de direitos decorrente da decretação do estado de sítio (CF, art. 139, III).

     

    B) ERRADO - "[...] a própria Lei nº 818/1949 estabelece a possibilidade de o indivíduo recuperá-la" (MASSON, N., 2015, p. 335);

     

    C) ERRADO - A CF é taxativa quanto às hipóteses de inelegibilidade absoluta, limitando essas hipóteses às condições pessoais de

                         inalistáveis (estrangeiros e conscritos - art. 14, § 2º) e analfabetos (§ 4º). Não há margem para que a lei estabeleça alguma outra

                         hipótese.

     

    D) ERRADO - A hipótese de incapacidade civil não se refere a perda definitiva, mas temporária dos direitos políticos. Nessa

                         condição, tal hipótese é elencada como SUSPENSÃO dos referidos direitos. Tal entendimento é correto, uma vez que

                         essa perda perdurará somente ENQUANTO durarem os efeitos que provocaram a incapacidade.

                         Ex: Perda das funções cognitivas em virtude de acidente. Nessa situação, os direitos políticos ficam suspensos. Observado o

                               restabelecimeto daquelas funções e considerado apto para o pleno gozo dos direitos políticos, sua cidadania é recuperada.

                          Vale dizer também que a perda definitiva, em nenhuma hipótese, supõe cassação. Apenas contrapõe-se à perda temporária.

     

    E) CERTO.

     

     

    * GABARITO: LETRA "E".

     

    Abçs.

  • Questão anulável: Encontrei duas doutrinas que admitem as ineligibilidades legais absolutas: José Jairo Gomes, Direito Eleitoral, Ed Atlas, 2015; e Roberto Moreira de Almeida, Curso de Direito Eleitoral, Ed JusPodivm, 2016
  • Sobre a letra B (errada). 

    O art. 14, §4º, da CF, trata das hipóteses de inexigibilidade ABSOLUTA, as quais são taxativamente previstas na CF. Diz o artigo: São inelegíveis os inalistáveis (conscritos e estrangeiros) e os analfabetos.

    O art. 14, §§ 5º, 6º e 7º tratam das hipóteses de inexigibilidade RELATIVA, as quais são exemplificativas e apresentam caráter funcional/profissional. Os §§ 5º e 6º tratam da inelegibilidade relativa funcional e o §7º trata da inelegibilidade relativa reflexa.

     

  • Quanto a letra ''B'':

    A nacionalidade de brasileiros naturalizados perdida por sentença judicial não pode ser readquirida mediante novo procedimento de naturalização, sendo possível o indivíduo utilizar-se da ação rescisória. 

  • QC, quero responder sobre nacionalidade. Obrigado!

  • Peço licença para salvar o comentário de Catrine Silva com a finalidade de estudo.

     

    a) A inviolabilidade do sigilo de correspondência tem caráter absoluto, razão pela qual não poderá a legislação infraconstitucional estabelecer quanto a ela limitações, sem que incorra em ofensa à CF. > (CF/88 Art. 5°, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a LEI ESTABELECER, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.) 

    b) A perda da nacionalidade brasileira pode ocorrer por ato voluntário de brasileiro que adquire outra nacionalidade. Nessa situação, uma vez configurada a perda, a nacionalidade brasileira não será passível de recuperação. > (Conforme disposto na Lei 818 de 18 de setembro de 1949, a nacionalidade, originária ou derivada, PODE SER READQUIRIDA; pois a sua perda não tem caráter irreversível.Leia mais: http://jus.com.br/artigos/4712/reaquisicao-da-nacionalidade-pelo-brasileiro-nato#ixzz2tCzcGexx).

    c) Consoante a doutrina, as hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas na CF e na legislação infraconstitucional. > (A CF prevê expressamente as hipóteses de inelegibilidade e ainda dá responsabilidade a LEI COMPLEMENTAR para dispor sobre outros casos de inelegibilidade. CF/88 Art. 14, § 4º - São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos; e § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.)

    d) Consoante a doutrina, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo, como ocorre no caso de incapacidade civil absoluta. > ( Segundo Alexandre de Moraes, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo MAS não perpétuo pois, o indivíduo poderá reaver seus direitos. Porém, no caso de incapacidade civil absoluta ocorrerá a SUSPENSÃO dos direitos políticos, e esta - suspensão - tem caráter temporário).

    e) CORRETA - A CF assegura a liberdade de manifestação de pensamento, sem excluir a responsabilidade pelos danos materiais e morais decorrentes do seu exercício e sem afastar o direito de resposta para rebater qualquer tipo de ofensa, e não apenas aquelas configuradoras de ilícitos penais. > (CF/88 Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; e V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem).

    Bons estudos pessoas! :*

  • GABARITO: E)

     

    a) A inviolabilidade do sigilo a correspondência NÃO TEM caráter absoluto. Comporta exceção por ordem judicial para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

     

    b) A perda de Nacionalidade brasileira pode ocorrer por Cancelamento de Naturalização mediante sentença judicial e Aquisição de Outra Nacionalidade.

     

    Na Aquisição de Outra Nacionalidade, a reaquisição será feita mediante Decreto do Presidente da República se o indivíduo estiver domiciliado no Brasil

     

    Fonte: Ricardo Vale (Estratégia Concursos) - Achei uma matéria desse professor que fala sobre no Eu vou Passar -https://www.euvoupassar.com.br/artigos/detalhe?a=o-que-acontece-com-o-brasileiro-nato-que-perde-e-depois-readquire-a-nacionalidade

     

  • Organizando o comentário da colega:

     

    a) A inviolabilidade do sigilo de correspondência tem caráter absoluto, razão pela qual a legislação infraconstitucional não poderá estabelecer limitações quanto a ela, sem que viole a CF. 

     

    Art. 5°, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

     

    b) A perda da nacionalidade brasileira pode ocorrer por ato voluntário de brasileiro que adquire outra nacionalidade. Nessa situação, configurada a perda, a nacionalidade brasileira não será passível de recuperação.

     

    OBS: lei 818/49 revogada pela lei 13445/17

     

    c) Conforme a doutrina, as hipóteses de inelegibilidade absoluta podem ser estabelecidas na CF e na legislação infraconstitucional. 

     

    A CF prevê expressamente as hipóteses de inelegibilidade e ainda dá responsabilidade a lei complementar para dispor sobre outros casos de inelegibilidade. 

     

    Art. 14, § 4º. São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos;

     

    § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.

     

    d) Conforme a doutrina, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo, como ocorre no caso de incapacidade civil absoluta.

     

    Segundo Alexandre de Moraes, a perda dos direitos políticos tem caráter definitivo, mas não perpétuo, pois o indivíduo poderá reaver seus direitos. Porém, no caso de incapacidade civil absoluta ocorrerá a suspensão temporária dos direitos políticos.

     

    e) A CF assegura a liberdade de manifestação de pensamento, sem excluir a responsabilidade pelos danos materiais e morais decorrentes do seu exercício e sem afastar o direito de resposta para rebater qualquer tipo de ofensa, e não apenas aquelas configuradoras de ilícitos penais.

     

    Art. 5°, IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

  • LETRA E

  • Interessante a alternativa A. Tem um julgado recente abordando o assunto em outro contexto, mas que pode ajudar a esclarecer a alternativa.

    Sem autorização judicial ou fora das hipóteses legais, é ilícita a prova obtida mediante abertura de carta, telegrama, pacote ou meio análogo. STF. Plenário. RE 1116949, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. p/ Acórdão Min. Edson Fachin, julgado em 18/08/2020 (Repercussão Geral – Tema 1041) (Info 993).

    A inviolabilidade não é de caráter absoluto, pois existem casos em que ela é licita .

  • Acerca dos direitos e garantias fundamentais, é correto afirmar que: A CF assegura a liberdade de manifestação de pensamento, sem excluir a responsabilidade pelos danos materiais e morais decorrentes do seu exercício e sem afastar o direito de resposta para rebater qualquer tipo de ofensa, e não apenas aquelas configuradoras de ilícitos penais.

  • Sobre a LETRA B...

    Muitos colegas (inclusive o gabarito do professor) citaram a antiga Lei 818/49 como fundamento para assinalar a questão como errada.

    Todavia, cabe registrar que a referida lei fora revogada pela Lei 13.445/17, que deve ser utilizada como fundamento. Segundo seu art. 76:

    "O brasileiro que, em razão do previsto no , houver perdido a nacionalidade, uma vez cessada a causa, poderá readquiri-la ou ter o ato que declarou a perda revogado, na forma definida pelo órgão competente do Poder Executivo"

  • "e não apenas aquelas configuradoras de ilícitos penais"

    alguem me explica essa parte?


ID
1059811
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

No que concerne à organização político-administrativa do Estado brasileiro, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 30. Compete aos Municípios:

    VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;

  • a) correta, conforme mencionado pelo nobre colega 

    b) competencia privativa da união 

    Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: [...]
    V – produção e consumo;

    c) competência privativa da união . art 22 INC XVI

    d) competência privativa da união  art 22 INC IX

    e) competencia privativa da união  art 22 INC IV

  • Gab: A


    Complementando !! Sobre a letra D


    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:


    IX - diretrizes da política nacional de transportes;


    XI - trânsito e transporte;



    Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:


    XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.




  • O que é concorrente o município ta fora. Só aí ja matava a letra E (e várias outrasquestões que vêm nesse sentido). Já o que é comum, é comum a União, estado, DF e municípios. 

  • a) certo, segundo art. 30, VIII - compete aos Municípios promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 
    b) errado, Segundo o art. 24, concorrentemente 
    c) errado - é competencia privativa da União legislar sobre profissões (art. 22, XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões) 
    d) errado, é competência privativa da União legislar sobre trânsito (art. 22, XI) 
    e) errado, é competência privativa da União nos termos do art. 22, IV.

  • Consumidor = Concorrente

  • A questão exige conhecimento acerca da organização político-administrativa do Estado brasileiro. Analisemos as assertivas, com base na CF/88:

    Alternativa “a": está correta. Conforme art. 30. Compete aos Municípios: [...] VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano.

    Alternativa “b": está incorreta. Trata-se de competência concorrente. Conforme art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: [...] V - produção e consumo.

    Alternativa “c": está incorreta. Trata-se de competência privativa da União. Conforme art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões.

    Alternativa “d": está incorreta. Trata-se de competência privativa da União. Conforme art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] XI - trânsito e transporte.

    Alternativa “e": está incorreta. Trata-se de competência privativa da União. Conforme art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: [...] IV - águas, energia, informática, telecomunicações e radiodifusão.

    Gabarito do professor: letra a.



  • No que concerne à organização político-administrativa do Estado brasileiro, é correto afirmar que: Inserem-se no âmbito da competência do município o planejamento e o controle do uso e ocupação do solo urbano.

    ______________________________________

    Art. 30, VIII - compete aos Municípios promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano; 

  • Sobre a alternativa B, em que pese o artigo 48 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) estabeleça que “O Congresso Nacional, dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição, elaborará código de defesa do consumidor”, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) é no sentido de que “compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direitos do consumidor”, conforme se verifica abaixo.

    EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSUMIDOR. COMPETÊNCIA CONCORRENTE. UNIÃO, ESTADOS E DISTRITO FEDERAL. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direitos do consumidor. Agravo regimental a que se nega provimento.

    (RE 590015 AgR, Relator(a): EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 28/04/2009, DJe-099 DIVULG 28-05-2009 PUBLIC 29-05-2009 EMENT VOL-02362-08 PP-01583 LEXSTF v. 31, n. 365, 2009, p. 281-284)

    EMENTA: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Constitucional. 3. Direito do consumidor. Competência concorrente. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre direitos do consumidor. Precedentes. A decisão do Tribunal de origem está em consonância com o entendimento desta Corte. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Sem majoração da verba honorária.

    (ARE 883165 AgR, Relator(a): GILMAR MENDES, Segunda Turma, julgado em 23/08/2019, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-191 DIVULG 02-09-2019 PUBLIC 03-09-2019)


ID
1059814
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A respeito dos poderes da República e da administração pública, assinale a opção correta em conformidade com a CF e com a doutrina.

Alternativas
Comentários
  • Art. 103.B, §4º II, da CF. Zelar pela observância do art. 37 e apreciar de ofício ou mediante provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal de Contas da União. 

  • Letra B está errada pois a competência para julgar ação popular contra Presidente da República é do Juiz Estadual.

    “AÇÃO ORIGINÁRIA. QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO POPULAR. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTES.

    1. A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo competente de primeiro grau. Precedentes.

    2. Julgado o feito na primeira instância, se ficar configurado o impedimento de mais da metade dos desembargadores para apreciar o recurso voluntário ou a remessa obrigatória, ocorrerá a competência do Supremo Tribunal Federal, com base na letra n do inciso I, segunda parte, do artigo 102 da Constituição Federal.

    3. Resolvida a Questão de Ordem para estabelecer a competência de um dos juízes de primeiro grau da Justiça do Estado do Amapá” (AO 859/AP-QO, Tribunal Pleno, Redator para o acórdão o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 1º/8/2003).


  • Em relação à alternativa D, não se pode extinguir órgão público mediante decreto do Presidente da República. 

    Nesse sentido o art. 84, VI, a, da Constituição da República. 

    Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:

    VI - dispor, mediante decreto, sobre:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)

    a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;

    (Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)


    Abraço a todos e bons estudos. 

  • Letra A - Incorreta - Art.  86.  Admitida  a  acusação  contra  o  Presidente  da  República,  por  dois  terços  da  Câmara  dos  Deputados,  será  ele  submetido  a julgamento  perante  o  Supremo  Tribunal  Federal,  nas  infrações  penais  comuns,  ou  perante  o  Senado  Federal,  nos  crimes  de responsabilidade.

    Letra B - Incorreta - 
  • Hipóteses de perda do cargo após a estabilidade:

    - Sentença judicial transitada em julgado;

    - Processo administrativo, assegurada ampla defesa;

    - Processo de avaliação periódica de desempenho;

    - Cumprimento dos limites com a despesa com pessoal (art. 169 §§ 3º a 5º).

    Portanto, o erro da alternativa E é afirmar que os servidores públicos com a aquisição da estabilidade poderão SOMENTE perder o cargo em caso de sentença judicial transitada em julgado.

  • a) Diferentemente do que ocorre com os crimes de responsabilidade, nos crimes comuns não se exige prévia autorização da Câmara dos Deputados para que o presidente da República seja processado. 
    ERRADO
    Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.

    b) Considere que determinado cidadão tenha ajuizado, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), ação popular contra ato praticado pelo presidente da República e que tenha sido arguida a incompetência do STF para essa demanda. Nessa situação, não procede a incompetência invocada, visto que o STF é competente para processar e julgar originariamente a ação popular, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do presidente da República.
    ERRADO
    A competência do STF é taxativa e, em relação aos atos do Presidente da República, só é competente para julgar habeas corpus, mandado de segurança, habeas data e mandado de injunção (art. 102, I, alíneas d e q, CF). A competência para julgar ação popular contra presidente da República é do juízo de primeiro grau.
    "O Supremo Tribunal Federal – por ausência de previsão constitucional – não dispõe de competência originária para processar e julgar ação popular promovida contra qualquer outro órgão ou autoridade da República, mesmo que o ato cuja invalidação se pleiteie tenha emanado do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal ou, ainda, de qualquer dos Tribunais Superiores da União. Jurisprudência. Doutrina. (...) A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional – e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida –, não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em “numerus clausus”, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República". (STF, Pet 5191 AgR / RO, 2a. Turma, rel. Min. CELSO DE MELLO, j. 16/12/2014)



  • c) Considere que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao apreciar de ofício a legalidade de ato administrativo praticado por membro do Poder Judiciário, tenha determinado a desconstituição do ato, que também era objeto de apreciação pelo Tribunal de Contas da União. Nessa situação, o CNJ agiu nos limites de sua competência constitucional e sua atuação não afasta a competência do Tribunal de Contas da União, ainda que o ato tenha sido desconstituído. 
    CERTO" O fato de o Tribunal de Contas do Estado estar apreciando a legalidade do ato e de haver ação judicial em andamento não impede o CNJ de atuar e exercer o controle administrativo sobre sua legalidade, desde que não haja expressa manifestação do STF a respeito". (STF, MS 27215 AgR / DF, Plenário, rel. Min. LUIZ FUX, j. 10/04/2014)

    d) Considere que, mediante decreto, o presidente da República tenha determinado a extinção de certo órgão público e que a legitimidade do ato tenha sido objeto de questionamento judicial. Nessa situação, o ato é legítimo, já que a CF confere ao presidente da República a competência para dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração pública federal. 
    ERRADOArt. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos;

    e) Com a aquisição da estabilidade os servidores públicos somente poderão perder o cargo mediante decisão judicial transitada em julgado. 
    ERRADOArt. 41, § 1º O servidor público estável só perderá o cargo:I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.


  • .

    b)Considere que determinado cidadão tenha ajuizado, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), ação popular contra ato praticado pelo presidente da República e que tenha sido arguida a incompetência do STF para essa demanda. Nessa situação, não procede a incompetência invocada, visto que o STF é competente para processar e julgar originariamente a ação popular, o mandado de segurança e o habeas data contra atos do presidente da República.

     

    LETRA B - ERRADA -  O professor Pedro Lenza ( in Direito Constitucional Esquematizado. 16ª Edição. Páginas 3054 à 3056) aduz que:

     

    “As regras de competência dependerão da origem do ato ou omissão a serem impugnados. Para exemplificar, se o patrimônio lesado for da União, competente será a Justiça Federal (vide art. 5.º da lei), e assim por diante. Cabe alertar que “a competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, em regra, do juízo competente de primeiro grau.Precedentes. Julgado o feito na primeira instância, se ficar configurado o impedimento de mais da metade dos desembargadores para apreciar o recurso voluntário ou a remessa obrigatória, ocorrerá a competência do Supremo Tribunal Federal, com base na letra ‘n’ do inciso I, segunda parte, do artigo 102 da Constituição Federal” (AO 859-QO, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 1.º.08.2003). Assim, pode ser que, fugindo à regra geral da competência do juízo de primeiro grau, caracterize-se a competência originária do STF para o julgamento da ação popular, como nas hipóteses das alíneas 'f' e 'n' do art. 102, I, da CF/88, quais sejam, respectivamente:
     as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta;
     a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados.” (grifamos).

  • A) ERRADA!

    Crime COMUM e de RESPONSABILIDADE

    -> Exige, em ambos os casos, aprovação da Camara dos Deputados

     

    B) ERRADA!

    Causas de natureza civil que não estão elencadas na CF/88 como de C/ do STF -> Não é competência do STF

    Ações Populares -> Justiça de 1º Grau!

     

    C) CORRETA!

    CNJ -> Controle Interno

    TCU -> Controle Externo

    --- A competência é concorrente, e não subsidiária.

     

    D) ERRADA!

    Extinguir Orgão Publico -> Somente LEI

    Extinguir Cargo, quando vago -> Pode Decreto

     

    E) ERRADA!

    Vitaliciedade -> Somente com Transito em Julgado

    Estabilidade -> PAD, Inabilitação em estagio probatorio, avaliação periodica de Des., Despesa com Pessoal

  • A questão exige conhecimento a respeito dos poderes da República e da administração pública. Analisemos as assertivas, com base na doutrina e na CF/88:

    Alternativa “a": está incorreta. Conforme art. 86, CF/88. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.

    Alternativa “b": está incorreta. Conforme o STF, “O Supremo Tribunal Federal – por ausência de previsão constitucional – não dispõe de competência originária para processar e julgar ação popular promovida contra o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal ou ajuizada contra qualquer outro órgão ou autoridade, como o próprio Presidente da República, ou as Mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal ou, ainda, contra qualquer dos Tribunais Superiores da União. Jurisprudência. Doutrina. Ação popular de que não se conhece. – A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional – e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida –, não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em “numerus clausus", pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República, que sequer prevê o julgamento, em sede originária, da ação popular (AO 772-QO/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Pet 129/PR, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Pet 296/MG, Rel. Min. CÉLIO BORJA – Pet 431/SC, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – Pet 546-MC/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pet 713/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pet 1.546-MC/RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pet 2.018-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Pet 3.152-AgR/PA, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Pet 3.422-AgR/DF, Rel. Min. AYRES BRITTO – Pet 5.239/DF, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.): “Competência. Ação Popular contra o Presidente da República.

    Alternativa “c": está correta. Conforme a jurisprudência do STF, “O fato de o Tribunal de Contas do Estado estar apreciando a legalidade do ato e de haver ação judicial em andamento não impede o CNJ de atuar e exercer o controle administrativo sobre sua legalidade, desde que não haja expressa manifestação do STF a respeito" (MS 27215 AgR-ED, Relator(a): Min. LUIZ FUX, julgado em 28/10/2014, publicado em DJe-214 DIVULG 30/10/2014 PUBLIC 31/10/2014).

    Alternativa “d": está incorreta. Conforme art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: [...] VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos.

    Alternativa “e": está incorreta. Conforme art. 41, § 1º. O servidor público estável só perderá o cargo: I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa.

    Gabarito do professor: letra c.

  • Gabarito C, CNJ não é subsidiário. Para atuar independe da atuação dos tribunais.

    Estratégia concursos:

    CNJ e TRIBUNAIS têm competência correicional e disciplinar CONCORRENTES.

    Bons estudos!

  • A respeito dos poderes da República e da administração pública, em conformidade com a CF e com a doutrina,é correto afirmar que: Considere que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao apreciar de ofício a legalidade de ato administrativo praticado por membro do Poder Judiciário, tenha determinado a desconstituição do ato, que também era objeto de apreciação pelo Tribunal de Contas da União. Nessa situação, o CNJ agiu nos limites de sua competência constitucional e sua atuação não afasta a competência do Tribunal de Contas da União, ainda que o ato tenha sido desconstituído.

  • B- não há foro por prerrogativa de função para julgamento de ação popular

  • "Só existe Estado democrático de direito se, ao mudarem os agentes políticos de um Estado, os seus agentes administrativos efetivos possuam garantias para exercerem com imparcialidade a sua função Pública. Se assim não for, tais agentes não estão sujeitos à vontade da lei e, sim, à vontade e caprichos de cada agente Político que assume ao poder."
    (Carlos Nelson Coutinho)
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ID
1059817
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-ES
Ano
2013
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Acerca do Poder Legislativo, assinale a opção correta.

Alternativas
Comentários
  • O princípio constitucional da reserva de jurisdição se refere a atos cuja efetivação a Constituição Federal atribuiu, com absoluta exclusividade, aos membros do Poder Judiciário. O postulado da reserva constitucional de jurisdição - consoante assinala a doutrina - importa em submeter, à esfera única de decisão dos magistrados, a prática de determinados atos cuja realização, por efeito de verdadeira discriminação material de competência jurisdicional fixada no texto da Carta Política, somente pode emanar do juiz, e não de terceiros, inclusive daqueles a quem se hajam eventualmente atribuído "poderes de investigação próprios das autoridades judiciais". Isso significa - considerada a cláusula de primazia judiciária que encontra fundamento no próprio texto da Constituição - que esta exige, para a legítima efetivação de determinados atos, notadamente daqueles que implicam restrição a direitos, que sejam eles ordenados apenas por magistrados.


    Fonte: J. J. GOMES CANOTILHO, "Direito Constitucional e Teoria da Constituição", p. 580 e 586, 1998, Almedina, Coimbra


  • A- Errado - Essa competência é privativa do Senado Federal, mediante uma decisão proferida pelo Supremo em sede de controle concreto de constitucionalidade

    Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:

    X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;

    B-Errado

    Embora tenha poderes para convocar o Senado extraordinariamente, o Presidente da república necessita de aprovação da maioria absoluta de cada uma das casas do Congresso Nacional (art 57, parágrafo 6º, II).

    C-Errado

    Hoje temos uma orientação no mandado de segurança 25.181 – DF (STF) reconhecendo a competência do Tribunal de Contas para fiscalizar as atividades das empresas públicas e sociedades de economia mista com fundamento na necessidade de se preservar o controle externo. (fonte: http://www.ambitojuridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=13269&revista_caderno=4)

    E-Errado 

    Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:

    I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 4º;



  • “Ao TCU compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF, art. 71, II; Lei 8.443, de 1992, art. 1º, I). As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista." (MS 25.092, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 10-11-2005, Plenário, DJ de 17-3-2006.) No mesmo sentidoRE 356.209-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 1º-3-2011, Segunda Turma, DJEde 25-3-2011; MS 26.117, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 20-5-2009, Plenário,DJE de 6-11-2009.


  •  Às Comissões Parlamentares de Inquérito não é lícito, muito menos legítimo, praticar certos atos de competência exclusiva do Poder Judiciária. Dentre estes, pode-se citar a quebra do sigilo das comunicações telefônicas.

    Prescreve o art. 5º, inciso XII, da Lei Suprema que:

    "É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicassalvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal."

    Regulamentando essa garantia constitucional, a Lei nº 9.296, de 24 de julho de 1996, elencou, em seu art. 3º, como partes legítimas para requerer a interceptação telefônica, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, apenas o Juiz (de ofício), a autoridade policial (na investigação criminal) e o representante do Ministério Público (na investigação criminal e na instrução processual penal). Além disso, indicou, em seu art. 4º, como requisito indispensável para instrução do pedido de quebra do sigilo telefônico a demonstração de que a sua realização é necessária à apuração de infração penal. E, ainda, deixou implícito, no seu art. 2º, só ser possível a interceptação quando o fato investigado constituir infração penal punida com reclusão.



    Leia mais: http://jus.com.br/artigos/6331/os-poderes-investigatorios-das-cpi-e-a-quebra-do-sigilo-das-comunicacoes-telefonicas#ixzz2yhYmbbAK

  • Art. 58, CF/88 - O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. (...) § - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.

  • JUSTIFICATIVA DO ERRO DA ALTERNATIVA B)



    Art. 57, § 6º, da CF:

     A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: 

    I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da República;


    II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional. 



  • STF - MANDADO DE SEGURANÇA MS 23639 DF (STF)

    Ementa: COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - QUEBRA DE SIGILO ADEQUADAMENTE FUNDAMENTADA - VALIDADE - EXISTÊNCIA SIMULTÂNEA DE PROCEDIMENTO PENAL EM CURSO PERANTE O PODER JUDICIÁRIO LOCAL - CIRCUNSTÂNCIA QUE NÃO IMPEDE A INSTAURAÇÃO, SOBRE FATOS CONEXOS AO EVENTO DELITUOSO, DA PERTINENTE INVESTIGAÇÃO PARLAMENTAR - MANDADO DE SEGURANÇA INDEFERIDO. A QUEBRA FUNDAMENTADA DO SIGILO INCLUI-SE NA ESFERA DE COMPETÊNCIA INVESTIGATÓRIA DAS COMISSÕES PARLAMENTARES DE INQUÉRITO . - A quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico de qualquer pessoa sujeita a investigação legislativa pode ser legitimamente decretada pela Comissão Parlamentar de Inquérito, desde que esse órgão estatal o faça mediante deliberação adequadamente fundamentada e na qual indique a necessidade objetiva da adoção dessa medida extraordinária. Precedente: MS 23.452-RJ, Rel. Min. CELSO DE MELLO .(Pleno) PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RESERVA DE JURISDIÇÃO E QUEBRA DE SIGILO POR DETERMINAÇÃO DA CPI . - O princípio constitucional da reserva de jurisdição - que incide sobre as hipóteses de busca domiciliar ( CF , art. 5º , XI ), de interceptação telefônica ( CF , art. 5º , XII ) e de decretação da prisão, ressalvada a situação de flagrância penal ( CF , art. 5º , LXI )- não se estende ao tema da quebra de sigilo, pois, em tal matéria, e por efeito de expressa autorização dada pela própria Constituição da República ( CF , art. 58 , § 3º ), assiste competência à Comissão Parlamentar de Inquérito, para decretar, sempre em ato necessariamente motivado, a excepcional ruptura dessa esfera de privacidade das pessoas.

  • Correta letra "D", uma outra questão ajuda a responder, vejam:

    Prova: CESPE - 2013 - CPRM - Analista em Geociências - Direito

    Disciplina: Direito Constitucional | Assuntos: Poder Legislativo; Comissões Parlamentares e Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs); 

    De acordo com o STF, embora tenha poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, a comissão parlamentar de inquérito não possui competência para determinar a interceptação telefônica.

    GABARITO: CERTA.

  • Acrescentando...

    d) Certo.

    Sigilo bancário, fiscal e telefônico: o Supremo Tribunal Federal reconheceu a competência de CPI para determinar, diretamente, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de qualquer pessoa sujeita à investigação legislativa, desde que a medida seja fundamentada e seja indicada a necessidade objetiva da adoção dessas medidas. (MS 23964, de 17/4/2000)

    Maioria para determinar quebra do sigilo bancário: o Supremo Tribunal Federal decidiu que é necessária maioria absoluta para que a decisão de CPI que se determine a quebra de sigilo bancário seja válida. (MS 23669, de 17/4/2000)

    Fonte: http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=11461


  • LETRA E - ERRADA - Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito Constitucional Esquematizado. 16ª Edição. Páginas 1561 e 1562) aduz que:




    “Excepcionalmente, contudo, nos projetos orçamentários de iniciativa exclusiva do Presidente da República, admitem-se emendas parlamentares mesmo que impliquem aumento de despesas (art. 63, I, c/c o art. 166, §§ 3.º e 4.º):
    ■ ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem e desde que: a) sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias; b) indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre dotações para pessoal e seus encargos; serviço da dívida; transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito Federal; c) sejam relacionadas com a correção de erros ou omissões ou com os dispositivos do texto do projeto de lei;
    ■ ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias, desde que as emendas parlamentares que acarretem aumento sejam compatíveis com o plano plurianual.” (grifamos).

  • LETRA D - ERRADA - Segundo o professor Pedro Lenza ( in Direito Constitucional Esquematizado. 16ª Edição. Páginas 1458 e 1459) aduz que: 




    “Consoante já decidiu o STF, a CPI pode, por autoridade própria, ou seja, sem a necessidade de qualquer intervenção judicial, sempre por decisão fundamentada e motivada, observadas todas as formalidades legais, determinar:
    ■ quebra do sigilo fiscal;
    ■ quebra do sigilo bancário;
    ■ quebra do sigilo de dados; neste último caso, destaque-se o sigilo dos dados telefônicos.”




  • LETRA C - ERRADA - Segundo o Professor Pedro Lenza ( in Direito constitucional Esquematizado. 16ª Edição. Página 1746) aduz que:




    “A jurisprudência do STF pode ser assim estabelecida ao interpretar o art. 71, II: 'Ao Tribunal de Contas da União compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF, art. 71, II; Lei 8.443/1992, art. 1.º, I). As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista” (MS 25.092, Rel. Min. Carlos Velloso, j. 10.11.2005, DJ de 17.03.2006).'Nesse sentido, cf. Inf. 408/STF: “... No mérito, afirmou-se que, em razão de a sociedade de economia mista constituir-se de capitais do Estado, em sua maioria, a lesão ao patrimônio da entidade atingiria, além do capital privado, o erário. Ressaltou-se, ademais, que as entidades da administração indireta não se sujeitam somente ao direito privado, já que seu regime é híbrido, mas também, e em muitos aspectos, ao direito público, tendo em vista notadamente a necessidade de prevalência da vontade do ente estatal que as criou, visando ao interesse público...'.” (grifamos)


  •  DE ACORDO COM MEU LIVRO E OS COLEGAS AQUI DE BAIXO



    "Curso Direito COnstitucional, Bernado Gonçaves Fernandes, pg 789"

    Fundamentação "D" gabarito : AS CPIs NÃO PODEM REALIZAR ATIVIDADES QUE ENVOLVAM AS CLAUSULAS DE RESERVA DE JURISDIÇÃO . ESSAS CLAUSULAS QUE ESTÃO CONSTITUCIONALMENTE RESERVADAS AO PODER JUDICIARIO. NESSE SENTIDO, É VEDADO À CPI BUSCA E APREENSÃO DOMICILIAR ( art. 5 , XI,CF ) E A INTERCEPÇÃO TELEFÔNICA (art. 5,XXI, CF. )
  • A CPI não poderá praticar determinados atos de jurisdição atribuídos, exclusivamente, ao Poder Judiciário, tais como:

    1) diligência de busca domiciliar: as CPI's não podem determinar busca e apreensão domiciliar, por se tratar de ato sujeito ao princípio constitucional da reserva de jurisdição (atos próprios do Poder Judiciário);

    2) quebra do sigilo das comunicações telefônicas (interceptação telefônica): de acordo com o art. 5°, XII da CF/88, a quebra do sigilo telefônico somente poderá ser verificada por ordem judicial, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

    3) ordem de prisão, salvo no caso de flagrante delito, por exemplo, pro crime de falso testemunho.

    Fonte: Lenza, 2015.

  • A CPI pode determinar medidas restritivas de direito tais como: quebra de sigilo bancario, fiscal e telefonico. Entretanto no que tange a ESCUTA, comunicação telefonica, por conta da clausula de reserva de Jurisdição não é alcançada pelo poder de investigação da CPI.. Quebra de sigilo telefonica consiste em dados como tempo de conversa, dia da ligação, nada que tenha a ver com comuniação, conversa em si do investigado.

  • A questão exige conhecimento relacionado à disciplina constitucional acerca do Poder Legislativo. Analisemos as assertivas, com base na CF/88:

    Alternativa “a": está incorreta. Trata-se de competência privativa do Senado
    Federal. Conforme art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: [...] X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.

    Alternativa “b": está incorreta. Para tanto, há a necessidade de aprovação da maioria absoluta de cada uma das casas do Congresso Nacional. Conforme art. 67, § 6º A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: [...] II - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em caso de urgência ou interesse público relevante, em todas as hipóteses deste inciso com a aprovação da maioria absoluta de cada uma das Casas do Congresso Nacional.

    Alternativa “c": está incorreta. Conforme o STF, “Ao TCU compete julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário (CF, art. 71, II; Lei 8.443/1992, art. 1º, I). As empresas públicas e as sociedades de economia mista, integrantes da administração indireta, estão sujeitas à fiscalização do Tribunal de Contas, não obstante os seus servidores estarem sujeitos ao regime celetista (MS 25.092, rel. min. Carlos Velloso, j. 10-11-2005, P, DJ de 17-3-2006).

    Alternativa “d": está correta. De acordo com o STF, embora tenha poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, a comissão parlamentar de inquérito não possui competência para determinar a interceptação telefônica. Nesse sentido: “CPI não tem poder jurídico de, mediante requisição, a operadoras de telefonia, de cópias de decisão nem de mandado judicial de interceptação telefônica, quebrar sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. Este é oponível a CPI, representando expressiva limitação aos seus poderes constitucionais (MS 27.483 MC-REF, rel. min. Cezar Peluso, j. 14-8-2008, P, DJE de 10-10-2008)".

    Alternativa “e": está incorreta. Conforme a CF, temos que: art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista: I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado o disposto no art. 166, § 3º e § 4º;

    Gabarito do professor: letra d.



  • Atualizando.....

    Todas as questões estão erradas! A CPI como toda comissão é temporária, pode funcionar no âmbito da Câmara, Senado ou do Congresso Nacional.

    Ela pode fazer a quebra de dados (WhatsApp, facebook e todos sites ou APP de bate papo por exemplo), dados bancários, fiscais e telefônicos.

    DETALHE: independente de liberação judicial. (É AUTO-EXECUTÓRIA)

    Falou em CPI, ela pode tudo contra o investigado.

  • Gabarito D.

    CPI não faz interceptação telefônica.

    Na letra A,SF SUSPENDE lei declarada inconstitucional pelo STF.

  • GABARITO - D

    COMISSÕES

    Na estrutura interna do Legislativo, ele é formado pode 4 órgãos

    1 - Mesas - Quem inicia os trabalhos da casa

    2 - Comissões

    3 - Âmbito administrativo - cuida de atividade meio. Órgão que trabalha a organização interna

    4 - Polícia - também atividade meio. Se refere a segurança

    Em relação às comissões, elas se dividem em 2

    - Comissão Permanente - Traz uma temática específica. É o caso, por exemplo, da CCJ (Comissão de constituição e justiça). É também chamada de Comissão temática, visto que tem tema especificado.

    - Comissão temporária --> Essa comissão se divide em 3 tipos

    Comissão Temporária Externa - Se presta a realização de diligência externa

    Comissão temporária especial - É criada quando existe uma PEC (dada a seriedade do tema) ou PL, desde que ver-se sobre 3 temas

    ● Comissão Parlamentar de Inquérito - Se presta a apurar fato certo e determinado, cujo interesse é público e por período especificado (pode sofrer sucessivas revogações, desde que seja até uma legislatura - 4 anos)

    - PERGUNTA"CPI pode tudo contra o investigado"? Errado.

    A lei trabalha que ela tem poderes típicos das autoridades judicial, mas isso é uma atecnia e pq?

    R= Nós somos regidos pelo sistema acusatório (agora de forma expressa pelo pacote anticrime). Nesse sistema, as figuras dos agentes estão bem delineadas - Tem quem julga, acusa e defende, mas isso não ocorre com a CPI que concentra poderes. Em verdade, ela tem imperatividade parecida com o juiz.

    Existem LIMITAÇÕES DA CPI que são.

    - Tem que versar sobre interesse público

    - Não pode prender, salvo flagrante delito

    - Não pode aplicar medida assecuratória

    - Não pode realizar a interceptação telefônica, salvo se já tiver autorização judicial

    - Não pode transgredir a inviolabilidade do domicílio

    - Não promove responsabilização dos agentes (funciona como olhos e ouvidos do rei).

    - Não invade as hipóteses em que existe reserva de jurisdição

    Espero ter ajudado.