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Prova ISAE - 2011 - AL-AM - Procurador


ID
630391
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

O Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas estabelece que, para eleição da Mesa Diretora, é necessário o voto:

Alternativas

ID
630394
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta a temática abrangida pela Comissão Permanente de Gestão Pública.

Alternativas

ID
630397
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, na parte legislativa, tem atribuição de:

Alternativas
Comentários
  • e) mudar temporariamente a sede da Assembleia, em caso de urgência e fato grave, ad referendum do Plenário.

  • Gabarito Letra E


ID
630400
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Regimento Interno
Assuntos

As Comissões Especiais são constituídas para um fim determinado, devendo funcionar por prazo:

Alternativas

ID
866371
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A respeito dos princípios fundamentais da República Federativa do Brasil, analise as afirmativas a seguir.

I. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o unitarismo político.

II. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: independência nacional; prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não-intervenção; igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; não concessão de asilo político.

III. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: C

  •   I- Erro: o unitarismo político. Certo: pluralismo político

      II- Erro: não concessão de asilo político. Certo: concessão de asilo político.
     
      III- Corretíssimo
  • Fundamentação da questão:
    A- ERRADA - I. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania; a cidadania; a dignidade da pessoa humana; os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; o unitarismo político.
    FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA - Conforme dispõe o artigo 1 da CF "A República Federativa do Brasil, formada pela União indissolúvel dos Estados, Municipios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democratico de Direito e tem como fundamentos: (I) a soberania; (II) a cidadania; (III) a dignidade da pessoa humana; (IV) os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; (V) o pluralismo político;
    Assim destacamos que esta parcialmente correta a questão econtrando o erro como ja destacado o UNITARISMO POLÍTICO, e conforme estabelece no inciso (V) seria PLURALISMO POLITICO.
    B - Errada - II. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: independência nacional; prevalência dos direitos humanos; autodeterminação dos povos; não-intervenção; igualdade entre os Estados; defesa da paz; solução pacífica dos conflitos; repúdio ao terrorismo e ao racismo; cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; não concessão de asilo político.
    FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA - conforme estabelece o artigo 4 da constituição Federal "A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes principios: (I) independencia nacional; (II) prevalência dos direitos humanos; (III) autodeterminação dos povos; (IV) não intervenção; (V) igualdade entre os Estados; (VI) defesa da paz; (VII) solução pacifica dos conflitos; (VIII) repúdio ao terrorismo e ao rascismo; (IX) cooperação entre os povos para progresso da humanidade; (X) Conseção de asilo politico".
    Assim destacamos que esta questão esta parcialmente correta, estando errado como ja destacado a NÃO CONCESSÃO DE ASILO POLÍTICO, diferentemente do que dispõe o inciso (X) do artigo 4 da CF "CONCESSÃO DO ASILO POLITICO.
    C - CORRETA - III. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 
    FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA - cópia fiel do artigo 3 da Constituição Federal, incisos (I, II, III, IV);

  • RESPOSTA: C

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, FORMADA PELA UNIÃO INDISSOLÚVEL DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS E DO DISTRITO FEDERAL (observe que não fala território), constitui-se em ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO e tem como FUNDAMENTOS:

    I - a soberania;
    II - a cidadania;
    III - a dignidade da pessoa humana;
    IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
    V - o pluralismo político.

    Parágrafo único. TODO O PODER EMANA DO POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

    Art. 3º CONSTITUEM OBJETIVOS FUNDAMENTAIS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL:
    I - CONSTRUIR uma sociedade livre, justa e SOLIDÁRIA;
    II - GARANTIR o desenvolvimento nacional;
     III - ERRADICAR a pobreza e a marginalização e REDUZIR as desigualdades sociais e regionais;
    IV - PROMOVER O BEM DE TODOS, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

    Art. 4º A República Federativa do Brasil REGE-SE NAS SUAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS pelos seguintes PRINCÍPIOS:
    I - independência nacional;
    II - prevalência dos direitos humanos;
    III - autodeterminação dos povos;
    IV - não-intervenção;
    V - igualdade entre os Estados;
    VI - defesa da paz;
    VII - solução pacífica dos conflitos;
    VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
    IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
    X - concessão de asilo político.

    Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração ECONÔMICA, POLÍTICA, SOCIAL E CULTURAL dos povos da AMÉRICA LATINA, visando à formação de uma COMUNIDADE LATINO-AMERICANA DE NAÇÕES.
  • I – Errada: ao invés de “unitarismo político” temos “pluralismo político”
    II – Errada: ao invés de “não concessão de asilo político” temos SIM “concessão de asilo político”.
  • Gabarito letra c).

     

    CONSTITUIÇÃO FEDERAL

     

     

    Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

     

    * MNEMÔNICO PARA OS FUNDAMENTOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL = "SO CI DI VA PLU"

     

    I - a soberania; ("SO")

     

    II - a cidadania ("CI")

     

    III - a dignidade da pessoa humana; ("DI")

     

    IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; ("VA")

     

    V - o pluralismo político. ("PLU")

     

     

    Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

     

    * MNEMÔNICO PARA OS OBJETIVOS FUNDAMENTAIS = "CON GARRA ERRA POUCO"

     

    I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; ("CON")

     

    II - garantir o desenvolvimento nacional; ("GARRA")

     

    III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; ("ERRA")

     

    IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. ("POUCO")

     

     

    Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:

     

    * MNEMÔNICO PARA OS PRINCÍPIOS NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS = "AINDA NÃO CONPREI RECOS"

     

    I - independência nacional; ("IN")

     

    II - prevalência dos direitos humanos; ("PRE")

     

    III - autodeterminação dos povos;("A")

     

    IV - não-intervenção; ("NÃO")

     

    V - igualdade entre os Estados; ("I")

     

    VI - defesa da paz; ("DA")

     

    VII - solução pacífica dos conflitos; ("S")

     

    VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; ("RE")

     

    IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; ("CO")

     

    X - concessão de asilo político. ("CON")

     

    Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômicapolíticasocial e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

     

    * MNEMÔNICO = "PESC"

     

    = POLÍTICA

     

    E = ECONÔMICA

     

    S = SOCIAL

     

    C = CULTURAL

     

     

     

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  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre os princípios fundamentais.

    Análise das assertivas:

    Assertiva I - Incorreta. Um dos fundamentos da República é o pluralismo político, que representa a diversidade de pensamentos, não no unitarismo político. Art. 1º, CRFB/88: "A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político".

    Assertiva II - Incorreta. O princípio que rege o Brasil em suas relações internacionais é o da concessão de asilo político. Art. 4º, CRFB/88: "A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político".

    Assertiva III - Correta! De fato, esses são os objetivos fundamentais da República. Art. 3º, CRFB/88: "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação".

    Gabarito:

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa C (somente a assertiva III está correta).


ID
866374
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à competência da União, analise as afirmativas a seguir.

I. É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.

II. A preservação das florestas, da fauna e da flora é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

III. No âmbito da competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal para legislar, a competência da União limitar- se-á a estabelecer normas gerais.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I. Correto. Prevê competência legislativa privativa da União.
    Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
     XX - sistemas de consórcios e sorteios;

    Para que um Estado ou o DF possa legislar sobre isso, é preciso haver delegação da União e sobre questões específicas. De outro modo, a lei é considerada inconstitucional.
    Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo.

    II. Correto. Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
     VII - preservar as florestas, a fauna e a flora

    III. Correto. Artigo 24, § 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.
  • I. É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias.

    SÚMULA VINCULANTE Nº 2


    É INCONSTITUCIONAL A LEI OU ATO NORMATIVO ESTADUAL OU DISTRITAL QUE DISPONHA SOBRE SISTEMAS DE CONSÓRCIOS E SORTEIOS, INCLUSIVE BINGOS E LOTERIAS.

    II. A preservação das florestas, da fauna e da flora é competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

    Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;

    III. No âmbito da competência concorrente da União, Estados e Distrito Federal para legislar, a competência da União limitar- se-á a estabelecer normas gerais.

    Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre:§ 1º - No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais.

  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 e o STF dispõem sobre competência da União.

    Análise das assertivas:

    Assertiva I - Correta! É o que dispõe a Constituição em seu art. 22: " Compete privativamente à União legislar sobre: (...) XX - sistemas de consórcios e sorteios; (...)". Sobre o tema, assim dispõe a súmula vinculante nº 2: "É inconstitucional a lei ou ato normativo estadual ou distrital que disponha sobre sistemas de consórcios e sorteios, inclusive bingos e loterias".

    Assertiva II - Correta! É o que dispõe a Constituição em seu art. 23: "É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: (...) VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; (...)".

    Assertiva III - Correta! É o que dispõe a Constituição em seu art. 24, § 1º: "No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais".

    Gabarito:

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa E (todas as assertivas estão corretas).


ID
866377
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos e deveres individuais e coletivos, analise as afirmativas a seguir:

I. É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional, salvo quando as informações tiverem sido obtidas de forma criminosa.

II. É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

III. É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Correta: D
    CF/88, Art. 5º:

    XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
    XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;
    XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar;


     

  • I - ERRADA - É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional, salvo quando as informações tiverem sido obtidas de forma criminosa.
     Art. 5º - XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional.

    II - CORRETA - É livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer. (Art. 5º - XIII)

    III. CORRETA - É plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar. (Art. 5º - XVII)


    GABARITO: D
    d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas

  • O ENUNCIADO DEVERIA SER: "QUAL DAS AFIRMATIVAS ESTÁ DE ACORDO COM A CF EXPRESSAMENTE" e NÃO "RELATIVAMENTE" COMO PEDE.

    CONSIDERANDO O RELATIVAMENTE AOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS, SE AS INFORMAÇÕES TIVEREM SIDO OBTIDAS DE FORMA CRIMINOSA, ESTÁ CORRETA A QUESTÃO, NÃO PODERÁ SER RESGUARDADO O SIGILO DA FONTE.

    CADÊ O ERRO? 


  • GAB:D

    POR QUE A ALTERNATIVA 1 NÃO ESTA CERTA?

    PORQUE NÃO HÁ SALVOS NA LETRA DA LEI" é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional."

    MAS MESMO ASSIM MEU DEDO COÇOU PARA MARCAR A ALTERNATIVA 'E' RSRSRS


ID
866380
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação ao tema do controle de constitucionalidade, analise as afirmativas a seguir.

I. Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, não é necessário dar ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias, cabendo ao Tribunal que declarou a inconstitucionalidade definir os meios de suprir a omissão.

II. Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, Artigo 97) a decisão de órgão fracionário de Tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.

III. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão majoritária dos seus membros, considerado o quorum mínimo de 9 (nove) ministros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I)INCORRETA - 103 § 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.

    II) CORRETA - 
    “Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, art. 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (Súmula Vinculante 10.)


    III) INCORRETA - Segundo 103A CF, quórum será de 2/3 do STF ou seja, 8 MINISTROS
  • GABARITO B. Art. 103. Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: § 2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em trinta dias.

    SÚMULA VINCULANTE Nº 10 - 
    VIOLA A CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ARTIGO 97) A DECISÃO DE ÓRGÃO FRACIONÁRIO DE TRIBUNAL QUE, EMBORA NÃO DECLARE EXPRESSAMENTE A INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI OU ATO NORMATIVO DO PODER PÚBLICO, AFASTA SUA INCIDÊNCIA, NO TODO OU EM PARTE.

    Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois terços dos seus membros (08 MINISTROS), após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei. 
    Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.

ID
866383
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos e deveres individuais e coletivos, analise as afirmativas a seguir.

I. É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou para servir de prova em instrução processual, autorizado o meio de prova em qualquer área do direito desde que mediante autorização judicial.

II. A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar ofende a Constituição e constitui violação da garantia constitucional do devido processo legal.

III. Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I. É inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou para servir de prova em instrução processual, autorizado o meio de prova em qualquer área do direito desde que mediante autorização judicial. (ERRADO)

    Art. 5º (...)
    XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;




    II. A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar ofende a Constituição e constitui violação da garantia constitucional do devido processo legal
    (ERRADO)

    SÚMULA VINCULANTE Nº 5: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não ofende a Constituição.



    III. Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. (CERTO)

    Transcrição integral da SÚMULA VINCULANTE Nº 11.
  • GABARITO C

    SÚMULA VINCULANTE Nº 5

    A FALTA DE DEFESA TÉCNICA POR ADVOGADO NO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR NÃO OFENDE A CONSTITUIÇÃO.

    SÚMULA VINCULANTE Nº 11


    SÓ É LÍCITO O USO DE ALGEMAS EM CASOS DE RESISTÊNCIA E DE FUNDADO RECEIO DE FUGA OU DE PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA OU ALHEIA, POR PARTE DO PRESO OU DE TERCEIROS, JUSTIFICADA A EXCEPCIONALIDADE POR ESCRITO, SOB PENA DE RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR, CIVIL E PENAL DO AGENTE OU DA AUTORIDADE E DE NULIDADE DA PRISÃO OU DO ATO PROCESSUAL A QUE SE REFERE, SEM PREJUÍZO DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO.

    ART. 5º, 
    XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

ID
866386
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A respeito da idade mínima para o exercício de cargo eletivo, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: B
    CF, Art. 14, § 3º, VI - a idade mínima de:
    a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;
    b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;
    c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
    d) dezoito anos para Vereador.
  • Alguem sabe dizer se há alguma restrição para deputado com menos de 35 anos se tornar presidente da câmara dos deputados.

    Eu acredido que sim, mas não encontrei essa previsão no regimento interno da CD.

    Senão, um deputado com 21 anos assumiria, eventualmente, a presidncia nos afastamento e do tiular e do vice. Sendo que todos os demais presidenciáveis tem essa idade mínima de 35.

  • A IDADE MÍNIMA PARA CANDIDATAR-SE A UM CARGO ELETIVO É DE:
    35 ANOS PARA PRESIDENTE  E VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, SENADOR
    30 ANOS PARA GOVERNADOR E VICE-GOVERNADOR
    21 ANOS PARA DEPUTADO FEDERAL, DEPUTADO ESTADUAL, DEPUTADO DISTRITAL,  PREFEITO E VICE-PREFEITO
    18 ANOS PARA VEREADOR
    A IDADE MÍNIMA DEVERÁ SER ALCANÇADA ATÉ A DATA DA POSSE
  • 35 ANOS PARA SENADORES E NÃO TRINTA ANOS.
  • GABARITO ITEM B

     

    35 ANOS


ID
866389
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos e deveres individuais e coletivos, analise as afirmativas a seguir.

I. São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: o registro civil de nascimento; a certidão de casamento; e a certidão de óbito.

II. O Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso cautelarmente além do tempo razoável de duração do processo.

III. Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, cabendo ao autor as custas judiciais, mas nunca o ônus da sucumbência.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Correta: E

    Os erros:

    I) LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:

    a) o registro civil de nascimento;

    b) a certidão de óbito;

    II) LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença;

    III) LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

  • I - erro - certidao de casamento
    II - erro - preso cautelar
    III - erro - custas judiciais
  •  

    Apenas para complementar os comentários:
          Com relação ao casamento, temos que apenas a celebração é civil, mas não a sua certidão.


          Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
     
    § 1º - O casamento é civil e gratuita a celebração.
  • A prisão cautelar quando excedida não está sujeita à indenização?

  • Não cabe indenização por prisões cautelares.

    Não cabe indenização por prisões cautelares.

    Não cabe indenização por prisões cautelares.

    Não cabe indenização por prisões cautelares.

    Não cabe indenização por prisões cautelares.

  • Responsabilidade Estatal x Atos Judiciais: a) demora excessiva do processo (REsp 1.383.776/AM, Dje 06/09/18 – no caso, demorou 02 anos e 06 meses para fazer a citação do réu), b) erro judiciário grosseiro ou doloso (RE 505.393/PE – não aplicável em caso de prisão cautelar com posterior absolvição, se concedida nos termos do CPP, conforme RE 429.518/SC, em 2004), c) prisão além da sentença.


ID
866392
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos sociais, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas
Comentários
  • 5º cf -XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
  • C) INCORRETA. É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de quinze dias, nos termos da lei.

    Apenas retificando o comentário do colega Cesar, o artigo que trata do aviso prévio está dentro dos Direitos Sociais é o 7º XXI CF e não o art. 5, XXI CF.
    Art.7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
    XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;


    O aviso prévio,  é um período de tempo que deve ser dado para a outra parte, ou seja, a empresa que pretender dispensar seu colaborador deve comunicá-lo de que o contrato de trabalho será rescindido no prazo de 30 dias. O mesmo deverá ocorrer por parte do empregado que pretender rescindir a relação laboral, o qual deve comunicar o empregador de que se desligará das suas atividades no prazo de 30 dias, podendo, pois, o aviso prévio ser indenizado ou trabalhado, tendo este a finalidade de pré-aviso da extinção da relação contratual laboral.

    A discussão sobre o aviso prévio proporcional terminou chegando a Suprema Corte Brasileira através de ação promovida por alguns trabalhadores da empresa Vale do Rio Doce, o que motivou a edição às pressas da Lei nº 12.506 de 13 de outubro de 2011 para regulamentar o aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, nos termos que dispõe o supracitado inciso XXI do art. 7º da Constituição Federal de 1988. A Lei, contudo, não é completa, o que dificulta sua interpretação e aplicabilidade na relação laboral, de modo que o presente trabalho não esgotou toda celeuma que há em torno do aviso prévio proporcional com a edição da Lei, mas apenas fez  algumas considerações interpretativas com base no Texto Fundamental de 1988.

    fonte: www.ambito-juridico.com.br
  • Demais alternativas encontram-se nos respectivos artigos da CF relacionados abaixo.
    a) CORRETA. É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. art 7º XXX, CF;

    b) CORRETA. É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias.Art.7º, XVIII, CF;

    d) CORRETA. É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a aposentadoria. Art.7º XXIV, CF

    e) CORRETA. É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Art.7 IV, CF.

  • QUE QUESTÃO MAU ELABORADA!!!!
  • O MÍNIMO DE 30 DIAS.letra c .

  • É direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, AVISO PRÉVIO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO, sendo no mínimo de TRINTA DIAS (30 DIAS), nos termos da lei.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa INCORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos direitos sociais. Vejamos:

    A. CERTO.

    Art. 7º, CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    XXX - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil.

    B. CERTO.

    Art. 7º, CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias.

    C. ERRADO.

    Art. 7º, CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei.

    D. CERTO.

    Art. 7º, CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    XXIV - aposentadoria.

    E. CERTO.

    Art. 7º, CF. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

    IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.


ID
866395
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação aos direitos políticos, analise as afirmativas a seguir.

I. O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, para os maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos que ainda não completaram dezoito anos.

II. São condições de elegibilidade, dentre outras, a nacionalidade brasileira e o alistamento eleitoral, não se exigindo, todavia, filiação partidária.

III. São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subsequente, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Alternativa correta letra A.
    I) § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
    II) § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.§ 3º - São condições de elegibilidade, na forma da lei:I - a nacionalidade brasileira;II - o pleno exercício dos direitos políticos;III - o alistamento eleitoral;IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;d) dezoito anos para Vereador.
    III) § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente     § 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito
  • A questão exige do candidato o conhecimento acerca do que a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 dispõe sobre direitos políticos.

    Análise das assertivas:

    Assertiva I - Correta! É o que dispõe a Constituição em seu art. 14, § 1º: "O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos".

    Assertiva II - Incorreta. A filiação partidária também é condição de elegibilidade. Art. 14, § 3º, CRFB/88: "São condições de elegibilidade, na forma da lei: I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador". 

    Assertiva III - Incorreta. Para os cargos mencionados pode haver reeleição para um período subsequente. Art. 14, § 5º, CRFB/88: "O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente". 

    Gabarito:

    O gabarito da questão, portanto, é a alternativa A (somente a I está correta).

  • GABARITO - A

    I. O alistamento eleitoral e o voto é obrigatório para os maiores de dezoito anos e facultativos para os analfabetos, para os maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis anos que ainda não completaram dezoito anos.

    O voto é obrigatório para os maiores de dezoito anos.

    II - facultativo para:

    a) os analfabetos;

    b) os maiores de setenta anos;

    c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.

    --------------------------------------------------------------------

    II. São condições de elegibilidade, dentre outras, a nacionalidade brasileira e o alistamento eleitoral, não se exigindo, todavia, filiação partidária. ❌ 

    Art. 14, § 3º São condições de elegibilidade, na forma da lei:

    (....)

    V - a filiação partidária

    (...)

    -------------------------------------------------------------

    III. São inelegíveis para os mesmos cargos, no período subsequente, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito.❌ 

    Art. 14, § 7º São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.


ID
866398
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à organização do Estado, analise as afirmativas a seguir.

I. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação do Congresso Nacional, por lei complementar e da população diretamente interessada, através de referendo.

II. A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

III. Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
     
    § 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
     
    § 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.
     
    § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei. 
  • ITEM "I" - ERRADO

    I. Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação do Congresso Nacional, por lei complementar e da população diretamente interessada, através de referendo.

    Art. 18. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.

    § 3º - Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.

    ITEM "II" - CORRETO


    II. A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

    § 4º A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por Lei Complementar Federal, e dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.

    ITEM "III" - CORRETO


    III. Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.

    § 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
  • I - Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante aprovação do Congresso Nacional, por lei complementar e da população diretamente interessada, através de referendo.
    O correto seria através de plebiscito.

    Bons estudos!!!

ID
866401
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à União e aos Estados Federados, analise as afirmativas a seguir.

I. São bens da União os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.

II. São bens da União as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, incluídas nestas as que contenham a sede de Municípios.

III. São bens da União os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva e os recursos minerais, excluídos os do subsolo.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Art. 20. São bens da União:

    I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;

    II - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental, definidas em lei;

    III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais;

    IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II;

    V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva;

  • Gabarito "A"
    II. São bens da União as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, incluídas nestas as que contenham a sede de Municípios. Excluidas

    III. São bens da União os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva e os recursos minerais, excluídos os do subsolo. Inclusive

    Sinceramente esse tipo de questão só avalia se você decorou a CF. Horrível!
  • Discordo de você, Gato Batatinha. Esse tipo de questão leva em consideração nada mais que conhecimento de mundo. 

    Você não precisa decorar a Constituição para saber que os recursos mineiras, inclusive os do subsolo, são bens da União. 

    Você não precisa decorar a Constituição para saber que as ilhas oceânicas e costeiras que sejam sede de Municípios  não são bens da União. 

    Para isso, basta você ser uma pessoa curiosa ao longo da vida, ter prestado atenção nas aulas de geografia, ter viajado e conversado com pessoas. Assim é possível adquirir um repertório de conhecimento que lhe dá munições para responder uma questão desse porte sem precisar decorar a Constituição. É importante ler esses artigos 10, 20 vezes, mas não decorá-los. 
  • Pela logica da para entender muita coisa. Por exemplo, se uma ilha eh sede de municipio, como seria bem da uniao? Se rios e outras formacoes aquiferas estao em fronteira, possuem interesse estrategico. Como poderia. Pertencer somente a um estado e nao a uniao, que poderia valer-se, assim, da policia federal ou das forcas armadas para proteger a RFB? 

  • Concordo com o colega acima, essa questão nao é  decoreba, um pouco de esperteza fora do ambito juridico ajuda a resolve-la! força na peruca galera!


ID
866404
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação à competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, analise as afirmativas a seguir.

I. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre registros públicos.

II. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre orçamento.

III. Compete privativamente à União legislar sobre regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Com base na Constituição:

    I. Errado. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: XXV - registros públicos;

    II. Correto. Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: II - orçamento;

    III. Correto. Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre: X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;



ID
866407
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, analise as afirmativas a seguir.

I. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público.

II. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios protegerem os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos.

III. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios protegerem o meio ambiente e combaterem a poluição em qualquer de suas formas.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • CF/88, Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios:
    I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público;
    II - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência;
    III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
    IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
    V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
    VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas;
    VII - preservar as florestas, a fauna e a flora;
    VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
    IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico;
    X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos;
    XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
    XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.

    Gabarito: E

ID
866410
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao instituto da intervenção, previsto na Constituição Federal, analise as afirmativas a seguir.

I. A decretação da intervenção dependerá, no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral ou do Superior Tribunal Militar.

II. O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.

III. Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I. A decretação da intervenção dependerá, no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral ou do Superior Tribunal Militar.
    CF/88, Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
    I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a coação for exercida contra o Poder Judiciário;
    II - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral;

    II. O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. Correta
    CF/88, Art. 36, § 1º - O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições de execução e que, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.

    III. Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal. Correta
    CF/88, Art. 36, § 4º - Cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão, salvo impedimento legal.

    Gabarito: D
  • I- No caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, do SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ou do TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL.

  • ACHEI PÉSSIMA A QUESTÃO, ELE MISTURA AS PARTICULARIDADES DO INSTITUTO, DEVERIA HAVER UMA RESSALVA QUANDO ELE DIZ: "O decreto de intervenção[...] será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembleia Legislativa do Estado(NOS CASOS DE INTERVENÇÃO DOS ESTADOS NOS MUNICIPIOS), no prazo de vinte e quatro horas." DE PLANO PODE-SE DIZER QUE ESTA AFIRMATIVA SEM A DEVIDA RESSALVA, ESTÁ ERRADA. POIS SÃO SITUAÇÕES DIFERENTES! ESCRITO DESSA FORMA, ENTENDE-SE QUE EM AMBAS AS INTERVENÇÕES(DA UNIÃO NO ESTADO E DO ESTADO NO MUNICIPIO) O DECRETO PODERÁ SER APRECIDO TANTO PELO CONGRESSO COMO PELA ASSEMBLÉIA.

ID
866413
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à intervenção dos Estados nos Municípios, analise as afirmativas a seguir.

I. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando, entre outros motivos, não forem prestadas contas devidas, na forma da lei.

II. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando, entre outros motivos, o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.

III. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando, entre outros motivos, não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Letra da lei. Incisos do art. 35 da CF.
  • CF/88, Art. 35. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando:
    I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a dívida fundada;
    II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
    III – não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)
    IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.


    Portanto, correta a letra E.
  • Algumas dúvidas /observações sobre a intervenção da União em municípios localizados em território federal na assertiva II:

    II. O Estado não intervirá em seus Municípios, nem a União nos Municípios localizados em Território Federal, exceto quando, entre outros motivos, o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.

    1º) Qual o parâmetro/norma violada se o município não se encontra em Estado federado para que possa violar princípio indicado na Constituição Estadual ?!?

    2º) De quem Tribunal seia a compedtencia para julgar a ADI Interventiva no município? TJDFT? E a competência para fazer a representação? Do PGR? Do Procurador-geral de Justiça do Distrito Federal?


ID
866416
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Relativamente ao tema das finanças públicas, analise as afirmativas a seguir.

I. O Banco Central poderá conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

II. O Banco Central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

III. As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D. rt. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central.

    § 1º - É vedado ao banco central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.

    § 2º - O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.

    § 3º - As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.


ID
866419
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Relativamente ao tema orçamento, analise as afirmativas a seguir.

I. A lei orçamentária anual compreenderá, dentre outras coisas, o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto.

II. Em matéria de orçamento, a Constituição estabelece que cabe à lei complementar dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; cabe à lei ordinária estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

III. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara dos Deputados, na forma do seu regimento, dispensada a apreciação do Senado Federal em caso de aprovação por mais de dois terços dos deputados.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO A. Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:

    I - o plano plurianual;

    II - as diretrizes orçamentárias;

    III - os orçamentos anuais.
    § 5º - A lei orçamentária anual compreenderá:
    II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;


    § 9º - Cabe à lei complementar:
    I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual;
    II - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

    Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

     

  • I. A lei orçamentária anual compreenderá, dentre outras coisas, o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto. => Correta, conforme texto de lei CF art. 165 § 5° II

    II. Em matéria de orçamento, a Constituição estabelece que cabe à lei complementar dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual; cabe à lei ordinária (complementar) estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. => Errada, conforme texto de lei CF art. 165 § 9° I e II

    III. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pela Câmara dos Deputados, na forma do seu regimento, dispensada a apreciação do Senado Federal em caso de aprovação por mais de dois terços dos deputados. =>Errada, conforme texto de lei CF art. 166
    art 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum.

ID
866422
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

As alternativas a seguir apresentam hipóteses de intervenção da União nos Estados, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Comentários
  • A respposta correta é a letra "b"

     Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

    I - manter a integridade nacional;

    II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;

    III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;

    IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;

    V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:

    a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;

    b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;

    VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;

    VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

    a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

    b) direitos da pessoa humana;

    c) autonomia municipal;

    d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

    e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 29, de 2000)

  • Já foi colocado neste inciso como pegadinha DECRETOS LEGISLATIVOS!

    Fiquemos atentos!

    Foco, Força e Fé!


ID
866425
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao habeas corpus, analise as afirmativas a seguir.

I. Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, exceto nos crimes a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

II. Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, em recurso ordinário, o habeas corpus, decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se concessiva a decisão.

III. Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • art. 102, I, i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância
  • I. Conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, exceto nos crimes a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. ERRADA

    CF/88: art. 5º, XLIV: Contitui crime inafiançavel e imprescritível  a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático." Logo, não há ILEGALIDADE nesse crime (Crime Constitucional)

    II. Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, em recurso ordinário, o habeas corpus, decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se concessiva a decisão. ERRADA

    "CF/88: art. 102, II, a) Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, em recurso ordinário, o habeas corpus, decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão."

    III. Compete ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar, originariamente o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. CORRETA (art. 102, I, i, CF/88)

ID
866428
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente à Ação Popular, analise as afirmativas a seguir.

I. A ação popular tem por finalidade anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, podendo a ação ser proposta por qualquer cidadão ou por meio de pessoa jurídica que tenha por finalidade a proteção de bens coletivos.

II. Considerando o princípio da fungibilidade, cabe mandado de segurança em substituição à ação popular, desde que ajuizado dentro do prazo decadencial de 120 dias.

III. A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo competente de primeiro grau.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: C


  • II. Considerando o princípio da fungibilidade, cabe mandado de segurança em substituição à ação popular, desde que ajuizado dentro do prazo decadencial de 120 dias.
    O princípio da fungibilidade:
    (a) é aplicado no âmbito dos recursos;

    (b) quando haja dúvida objetiva (aquela que resulta da existência de controvérsia efetiva, na doutrina e na jurisprudência). 
    No caso, não cabe aplicação do princípio da fungibilidade, seja por não se tratar de recurso, seja por não haver a "dúvida objetiva". 
  • Olá Júlia,

    Você está quase certa. No Brasil normalmente aplica-se o prncípio da fungibilidade aos recursos. Vale lembrar que fungibilidade é a possibilidade de aceitar alguma coisa no lugar da outra, Mas não é aceita somente em recursos não, pois vale lembrar que cabe a fungibilidade entre ADI e ADPF devidamente reconhecido pelo STF e que não são recursos.
    Também há quem acredite que possa haver fungibilidade entre HD e MS, tal como Bruno Garcia Redondo, Guilherme Peres de Oliveira e Ronaldo Cramer que entendem aplicável o princípio da fungibilidade, desde que o órgão jurisdicional seja ‘competente para todas as demandas’. (Mandado de Segurança – Comentários à Lei 12016/2009, ed. Método, 1ª ed, 2009).

    Eu pessoalmente discordo desse segundo posicionamento minoritário, mas está ai para conhecimento.

    Ótimos estudos a todos!
  • LETRA C - CORRETA

    I. A ação popular tem por finalidade anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, podendo a ação ser proposta por qualquer cidadão
    ou por meio de pessoa jurídica que tenha por finalidade a proteção de bens coletivos. ERRADO. Art. 5º - LXXIIII da CF - pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular, somente o cidadão.

    II. Considerando o princípio da fungibilidade, cabe mandado de segurança em substituição à ação popular, desde que ajuizado dentro do prazo decadencial de 120 dias. ERRADO. A jurisprudência não tem admitido o princípio da fungilibilidade entre os remédios constitucinais, conforme pode se observar julgado abaixo:

    STJ - MS8196 DF
    Se a proteção pedida pelo impetrante se refere à busca de informações relativas a sua pessoa constantes de registro ou banco de dados de entidade governamental, o instrumento processual adequado é o habeas data, não cabendo o uso do mandado de segurança como seu sucedâneo (art. LXIX, da CF). Processo extinto sem julgamento do mérito


    III. A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo competente de primeiro grau. CORRETO. 
  • STF Súmula nº 365 - Pessoa Jurídica - Legitimidade - Propositura - Ação Popular

      Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.


  • Gabarito >> Letra C (apenas III está correto)

    Informativo 811 STF >> A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo competente de primeiro grau.

    Item I - Errado. (PJ não tem legitimidade)

    Sum 365 STF > Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular.

    Item II - Errado

    A jurisprudência não tem admitido o princípio da fungibilidade entre os remédios constitucionais


ID
866431
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao Mandado de Segurança, analise as afirmativas a seguir.

I. É constitucional lei que fixa prazo de decadência para impetração de Mandado de Segurança.

II. Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de Mandado de Segurança.

III. Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de Mandado de Segurança.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Letra E


    SÚMULA Nº 632
     
    É CONSTITUCIONAL LEI QUE FIXA O PRAZO DE DECADÊNCIA PARA A IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.

    SÚMULA Nº 625
     
    CONTROVÉRSIA SOBRE MATÉRIA DE DIREITO NÃO IMPEDE CONCESSÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA.

    SÚMULA Nº 512
     
    NÃO CABE CONDENAÇÃO EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA
  • GABARITO: E

    I - CERTO: SÚMULA 632 DO STF: É constitucional lei que fixa o prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança.

    II - CERTO: SÚMULA 625 DO STF: Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança.

    III - CERTO: SÚMULA 512 DO STF: Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança.


ID
866434
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao habeas data, analise as afirmativas a seguir.

I. A ação de habeas data visa à proteção da privacidade do indivíduo contra abuso no registro e/ou revelação de dados pessoais falsos ou equivocados, bem como constitui meio idôneo para se obter vista de processo administrativo.

II. O habeas data constitui relevante instrumento de ativação da jurisdição constitucional das liberdades, a qual representa, no plano institucional, a mais expressiva reação jurídica do Estado às situações que lesem, efetiva ou potencialmente, os direitos fundamentais da pessoa. Nesse sentido, tal ação dispensa a prova do anterior indeferimento do pedido de informação de dados pessoais, ou da omissão em atendê-lo, não sendo necessário que se configure situação prévia de pretensão resistida.

III. A competência para julgar habeas data requerido contra o Serviço Nacional de Informações, cujo titular possui o status de Ministro de Estado é do Supremo Tribunal Federal.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
    b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal

  • STJ Súmula nº 2 - Não cabe o habeas data (CF, Art. 5º, LXXII, letra a) se não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa

  • AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS DATA. ART. 5º, LXXII, DA CF. ART. 7º, III, DA LEI 9.507/97. PEDIDO DE VISTA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO. INIDONEIDADE DO MEIO. RECURSO IMPROVIDO.

     

    1.                   O habeas data, previsto no art. 5º, LXXII, da Constituição Federal, tem como finalidade assegurar o conhecimento de informações constantes de registros ou banco de dados e ensejar sua retificação, ou de possibilitar a anotação de explicações nos assentamentos do interessado (art. 7º, III, da Lei 9.507/97).

    2.                   A ação de habeas data visa à proteção da privacidade do indivíduo contra abuso no registro e/ou revelação de dados pessoais falsos ou equivocados.

    3.                   O habeas data não se revela meio idôneo para se obter vista de processo administrativo.

    4.                   Recurso improvido.


ID
866437
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Com relação ao Mandado de Segurança, analise as afirmativas a seguir.

I. Não cabe Mandado de Segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado.

II. Pedido de reconsideração na via administrativa interrompe o prazo para o Mandado de Segurança.

III. A concessão de Mandado de Segurança produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito, não sendo necessário reclamar tais direitos administrativamente ou por outra via judicial.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • A proposição I está correta.
    A proposição II está incorreta. De acordo com a súmula 430 do STF, "Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de segurança".
    Pedido de reconsideração na via administrativa não interrompe o prazo para o mandado de segurança
    A proposição III está incorreta. A decisão do mandado de segurança não impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. O pedido de mandado de segurança poderá ser renovado se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. Por isso, sumulou o STF: “Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa julgada contra o impetrante, não impede o uso da ação própria” (súmula 304). Essa súmula, contudo, deve ser entendida como concernente apenas à sentença que não examina o mérito da impetração. A expressão não fazendo coisa julgada teria o significado de nos casos em que não faz coisa julgada. HBM, por outro lado, entende que a sentença que denega a segurança, com ou sem exame do mérito, não impede que o impetrante pleiteie, por outra via, o que entende ser de seu direito.
  • Complementando o comentário do colega:

    Resposta correta do Item III: Súmula 271 do STF.

    "STF Súmula nº 271 - Concessão de Mandado de Segurança - Efeitos Patrimoniais em Período Pretérito
    Concessão de mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais, em relação a período pretérito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial própria."
  • GABARITO: A

    Sobre a assertiva I, atentar que o STJ excepciona a regra da súmula 268 do STF quando se trata de MS para o controle da competência do JEC (incabível rescisória, nos termos do art. 59, L. 9.099/95), ainda que a decisão tenha transitado em julgado. Segue síntese do DoD:

    (...) O art. 59, da Lei 9.099/95 veda a propositura de ação rescisória contra decisões prolatadas no âmbito dos Juizados Especiais. Por conta disso, o STJ admite a impetração de MS no TJ para o exercício do controle da competência dos Juizados Especiais, ainda que a decisão a ser anulada já tenha transitado em julgado (...) (STJ AgRg no RMS 28.262/RJ, julgado em 06/06/2013).

    Fonte: CAVALCANTE, Márcio André Lopes. Súmula 268-STFa. Buscador Dizer o Direito, Manaus. Acesso em: 20/01/2021


ID
866440
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao Mandado de Injunção, analise as afirmativas a seguir.

I. Conceder-se-á Mandado de Injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania.

II. Para ser cabível o Mandado de Injunção, não basta que haja eventual obstáculo ao exercício de direito ou liberdade constitucional em razão de omissão legislativa, mas concreta inviabilidade de sua plena fruição pelo seu titular.

III. Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do Mandado de Injunção.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I. Conceder-se-á Mandado de Injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Correta
    CF/88, Art. 5, LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;

    II. Para ser cabível o Mandado de Injunção, não basta que haja eventual obstáculo ao exercício de direito ou liberdade constitucional em razão de omissão legislativa, mas concreta inviabilidade de sua plena fruição pelo seu titular. Correta
    "Para ser cabível o mandado de injunção, não basta que haja eventual obstáculo ao exercício de direito ou liberdade constitucional em razão de omissão legislativa, mas concreta inviabilidade de sua plena fruição pelo seu titular. Daí porque há de ser comprovada, de plano, a titularidade do direito (no caso, à aposentadoria) e a sua inviabilidade decorrente da ausência de norma regulamentadora do direito constitucional." Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/18619/a-aposentadoria-especial-do-servidor-publico-e-os-mandados-de-injuncao/2#ixzz2IceDcmEs

    III. Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do Mandado de Injunção. Correta

    Processo:MI-AgR 575 DF
    Relator(a): MARCO AURÉLIO
    Julgamento: 28/10/1998
    Órgão Julgador: Tribunal Pleno
    Publicação: DJ 26-02-1999 PP-00013 EMENT VOL-01940-01 PP-00023
    Parte(s): CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA - CFF; ANTONIO CÉSAR CAVALCANTI JÚNIOR E OUTROS; PRESIDENTE DA REPÚBLICA E CONGRESSO NACIONAL
    Ementa
    MANDADO DE INJUNÇÃO - OBJETO - PERDA.
    Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do mandado de injunção. MANDADO DE INJUNÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA - CONTROLE CONCENTRADO. O mandado de injunção não é o meio próprio a lograr-se o controle concentrado de constitucionalidade de certa norma.

    Gabarito: E



  • QUESTÃO DESATUALIZADA: O STF mudou de posicionamento sobre o item iii [Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do Mandado de Injunção]. No MI 1090 de 06.02.2013 o STF decidiu que que o fato de ter surgido lei regulamentadora não faz o M.I perder o objeto, pois a nova lei não pode retroagir e seria necessários para solucionar os casos concretos.

  • ATUALIZANDO

    Lei 13.300/2016

    Art. 11.  A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, salvo se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável.

    Parágrafo único.  Estará prejudicada a impetração se a norma regulamentadora for editada antes da decisão, caso em que o processo será extinto sem resolução de mérito.

  • I. Conceder-se-á Mandado de Injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Correta

    CF/88, Art. 5, LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;

    II. Para ser cabível o Mandado de Injunção, não basta que haja eventual obstáculo ao exercício de direito ou liberdade constitucional em razão de omissão legislativa, mas concreta inviabilidade de sua plena fruição pelo seu titular. Correta

    "Para ser cabível o mandado de injunção, não basta que haja eventual obstáculo ao exercício de direito ou liberdade constitucional em razão de omissão legislativa, mas concreta inviabilidade de sua plena fruição pelo seu titular. Daí porque há de ser comprovada, de plano, a titularidade do direito (no caso, à aposentadoria) e a sua inviabilidade decorrente da ausência de norma regulamentadora do direito constitucional." Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/18619/a-aposentadoria-especial-do-servidor-publico-e-os-mandados-de-injuncao/2#ixzz2IceDcmEs

    III. Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do Mandado de Injunção. Correta

    Processo:MI-AgR 575 DF

    Relator(a): MARCO AURÉLIO

    Julgamento: 28/10/1998

    Órgão Julgador: Tribunal Pleno

    Publicação: DJ 26-02-1999 PP-00013 EMENT VOL-01940-01 PP-00023

    Parte(s): CONSELHO FEDERAL DE FARMÁCIA - CFF; ANTONIO CÉSAR CAVALCANTI JÚNIOR E OUTROS; PRESIDENTE DA REPÚBLICA E CONGRESSO NACIONAL

    Ementa

    MANDADO DE INJUNÇÃO - OBJETO - PERDA.

    Uma vez editada a lei em relação à qual restou apontada omissão, tem-se a perda de objeto do mandado de injunção. MANDADO DE INJUNÇÃO - INCONSTITUCIONALIDADE DE NORMA - CONTROLE CONCENTRADO. O mandado de injunção não é o meio próprio a lograr-se o controle concentrado de constitucionalidade de certa norma.

    ATUALIZANDO

    Lei 13.300/2016

    Art. 11. A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, salvo se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável.

    Parágrafo único. Estará prejudicada a impetração se a norma regulamentadora for editada antes da decisão, caso em que o processo será extinto sem resolução de mérito.

    Gabarito: E

  • SÍNDROME DE INEFETIVIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS

    Para a doutrina, o mandado de injunção surge para “curar” uma “doença” denominada síndrome de inefetividade das normas constitucionais, vale dizer, normas constitucionais que, de imediato, no momento em que a Constituição entra em vigor (ou diante da introdução de novos preceitos por emendas à Constituição, ou na hipótese do art. 5.º, § 3.º), não têm o condão de produzir todos os seus efeitos, necessitando de ato normativo integrativo e infraconstitucional.


ID
866443
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao habeas corpus, analise as afirmativas a seguir.

I. É inquestionável o direito de súditos estrangeiros ajuizarem, em causa própria, a ação de habeas corpus, eis que esse remédio constitucional – por qualificar-se como verdadeira ação popular – pode ser utilizado por qualquer pessoa, independentemente da condição jurídica resultante de sua origem nacional.

II. Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória à pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.

III. Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • STF Súmula nº 693 -  Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada.

  • STF Súmula nº 695 - Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade.

  • Item I:

    "É inquestionável o direito de súditos estrangeiros ajuizarem, em causa própria, a ação de habeas corpus, eis que esse remédio constitucional - por qualificar-se como verdadeira ação popular - pode ser utilizado por qualquer pessoa, independentemente da condição jurídica resultante de sua origem nacional." (HC 83691/DF, Relator:  Min. Carlos Velloso, 17/02/2004).

ID
866446
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), analise as afirmativas a seguir.

I. O depoente em Comissão Parlamentar de Inquérito poderá fazer-se acompanhar de advogado, ainda que em reunião secreta.

II. No exercício de suas atribuições, poderão as CPI’s determinar as diligências que reportarem necessárias e requerer a convocação de Ministros de Estado, tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquirir testemunhas sob compromisso, requisitar de repartições públicas e autárquicas informações e documentos, e transportar-se aos lugares onde se fizer mister a sua presença.

III. As CPI’s apresentarão relatório de seus trabalhos à respectiva Câmara, concluindo por projeto de resolução.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Assertiva I: (correta)
    "na esteira da jurisprudência pacificada neste Supremo Tribunal Federal, defiro em parte a liminar requerida, para assegurar ao Paciente, ao ser inquirido perante a Comissão Parlamentar de Inquérito que Investiga Escutas Telefônicas Clandestinas/Ilegais: a) o direito de ser assistido e comunicar-se com os seus Advogados; b) de não ser obrigado a assinar termo de compromisso de dizer a verdade a ele eventualmente apresentado; e c) de não ser preso ou ameaçado de prisão ao invocar o direito constitucional ao silêncio com relação a respostas que, a seu critério ou a critério de seus advogados, possam incriminá-lo.” (HC 96.145-MC, rel. min.  Cármen Lúcia, decisão monocrática, julgamento em 16-9-2008,  DJE de 2-10-2008.)"


    Assertiva II (correta)
    "Determinar diligências, requerer convocação de ministros de Estado, tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais, ouvir os indiciados, inquirir testemunhas sob compromisso, requisitar de repartições públicas e autárquicas informações e documentos, tudo isso, pelo art. 2º da Lei n. 1.579, é cometido à comissão. Obrigar as testemunhas faltosas a comparecer, cominar-lhes a pena devida, processá-las e puni-las, se houverem omitido a verdade, é da alçada do Judiciário. Limitações à liberdade de inquirição das testemunhas. Perguntas impertinentes. Sanção contra os que recusam dizer a verdade. Indeferimento do pedido de  habeas corpus. (RHC 32.678, rel. min. Mário Guimarães, julgamento em 5-8-1953.)" - O julgado é antigo, mas consta numa publicação temática divulgada pelo STF recentemente.


    Assertiva III (correta)
    Art. 5º, Lei 1.579/52 - As Comissões Parlamentares de Inquérito apresentarão relatório de seus trabalhos à respectiva Câmara, concluindo por projeto de resolução.
     

    Gabarito: Todas as alternativas estão corretas.
     
  • Essa questão aborda inicialmente o assunto relacionado com "Direito dos depoentes em CPI'S":

    É direito do Depoente entre outros, o de ser assistido por um advogado em seus depoimentos nas sessões das CPI'S . Seja na condição de investigado ou seja na condição de testemunha, os depoentes poderão se orientar com seus advogados durante as sessões, antes de responderem as indagações dos parlamentares. Logo não poderão as comissões impedir que os depoentes façam-se acompanhar de seus advogados.

    Além do direito de ser acompanhado por advogado vale relambrar que também são direitos dos depoentes:

    1. O direito de permanecer calado durante o interrogatório(Art. 5, Inciso LXII), Inclusive a condição de testemunha não afasta o direito constitucional ao silêncio, independente da formalização ou não do compromisso de dizer a verdade, sempre que a resposta a pergunta formulada possa atingir a garantia constitucional da autoincriminação.

    2. Pode também o depoente invocar seu direito ao sigilo profissional negando-se a responder perguntas relacionadas ao exercício de sua atividade profissional.


  • O trecho "tomar o depoimento de quaisquer autoridades federais, estaduais ou municipais" me induziu a interpretar o item "II" como falso, embora o gabarito oficial tenha considerado como verdadeiro.

    É que de acordo com Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo:
    "Os poderes de investigação das comissões parlamentares de inquérito criadas pelas Casas do Congresso Nacional não alcançam fatos ligados estritamente à competência dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Em respeito ao pacto federativo, esses assuntos não poderão ser investigados por comissão parlamentar das Casas do Congresso Nacional, pois essa medida implicaria inteferência indevida da União na esfera de autonomia desses entes federados, mas sim por comissões parlamentares criadas no âmbito das respectivas (Assembleia Legislativa, Câmara Legislativa e Câmara Municipal, respectivamente)." (Direito Constitucional Descomplicado, 10ª ed, 2013, pág. 453)

    Alguém teve esse meu mesmo pensamento?
  • Também errei pensando que a II

    estava errada. Mas lendo o livro da professora Masson, descobri que de fato a CPI pode covocar todas essas autoridades, PORÉM, tais autoridades não estão obrigadas a comparecer. As justificativas são o princípio da separação dos poderes e o pacto federativo.


ID
866449
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), analise as afirmativas a seguir.

I. A possibilidade de criação de CPI está condicionada a investigar questões relacionadas à esfera de competência do Poder Legislativo respectivo: Câmara e Senado podem investigar questões relacionadas com a esfera federal de governo; Assembleias Legislativas com a esfera estadual; e, por fim, Câmaras de Vereadores hão de limitar-se às questões de competência do município.

II. Não está compreendido entre os poderes da CPI a convocação de juiz para depor em CPI da Câmara dos Deputados sobre decisão judicial, por se caracterizar em indevida ingerência de um poder em outro.

III. Salvo as hipóteses de flagrante delito, a CPI não tem poderes para decretar prisão, por se tratar de faculdade exclusiva de membros do Poder Judiciário.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Assertiva I: (correta)

    O inquérito parlamentar, realizado por qualquer CPI, qualifica-se como procedimento jurídico-constitucional revestido de autonomia e dotado de finalidade própria, circunstância esta que permite à Comissão legislativa – sempre respeitados os limites inerentes à competência material do Poder Legislativo Precedente:  MS 23.639-DF, rel. min.  Celso de Mello (Pleno).’ (RTJ 180/191-193, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno)." (MS 26.441-MC, 
    rel. min. Celso de Mello, decisão monocrática, julgamento em 29-3-2007, DJ de 9-4-2007.) No mesmo sentido: HC 100.341, rel. min. Joaquim Barbosa, julgamento em 4-11-2010, Plenário,  DJE  de 2-12-2010;  MS 23.652, rel. min.  Celso de Mello, julgamento em 22-11-2000, Plenário, DJ de 16-2-2001, MS 23.639, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 16-11-2000, Plenário, DJ de 16-2-2001.


    Assertiva II: (correta)

    HABEAS CORPUS PREVENTIVO. COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO. CONVOCAÇÃO DE JUIZ. PRINCÍPIO DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES.Convocação de Juiz para depor em CPI da Câmara dos Deputados sobre decisão judicial, caracteriza indevida ingerência de um poder em outro. Habeas deferido.
    (80089 RJ , Relator: NELSON JOBIM, Data de Julgamento: 20/06/2000, Tribunal Pleno, Data de Publicação: DJ 29-09-2000 PP-00071 EMENT VOL-02006-02 PP-00282 RTJ VOL-00175-01 PP-00305)


    Assertiva III: (correta)

    "Uma CPI não parece achar-se investida da extraordinária competência para impor, por ato próprio, a privação da liberdade individual.

    (...) No sistema de direito constitucional positivo brasileiro, os casos de privação da liberdade individual somente podem derivar de situação de flagrância (CF, art. 5º, LXI) ou de ordem emanada de autoridade judiciária competente (CF, art. 5º, LXI), ressalvada a hipótese – de evidente excepcionalidade – de ‘prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida’ (CF, art. 136, par. 3º, I), durante a vigência do estado de defesa decretado pelo Presidente da República." (grifos no original)

  • Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é uma investigação conduzida pelo Poder Legislativo, que tem por finalidade a produção de elementos probatórios com a apuração de fatos certos.
    A competência de instauração de CPI é unicamente do Poder Legislativo em suas esferas: federal, estadual e municipal. O poder da devassa constitui uma das principais funções institucionais da CPI. O poder de controle tem por finalidade a apuração da verdade e o esclarecimento de situações duvidosas, onde se faz necessário um aprofundamento nas investigações.
    Desta forma, o Senado Federal, a Câmara dos Deputados, a Assembleia Legislativa nos Estados, bem como a Câmara Municipal desfrutam da prerrogativa de Instauração da CPI.
    No entanto, importante salientar, que as CPIs só podem atuar dentro do âmbito de suas atribuições normativas, ou seja, somente serão criadas se tiverem como objetivos fatos que se insiram em sua competência constitucional, podendo assim o poder judiciário exercer o controle jurisdicional da mesma.
    Cabe acentuar, que as Comissões Parlamentares de Inquérito, à semelhança do que ocorre com qualquer outro órgão do Estado ou com qualquer dos demais Poderes da República, submetem-se, no exercício de suas prerrogativas institucionais, às limitações impostas pela autoridade suprema da Constituição.
    Isso significa, portanto, que a atuação do Poder Judiciário, quando se registrar alegação de ofensa a direitos e a garantias asseguradas pela Constituição da República, longe de configurar situação de ilegítima interferência na esfera de outro Poder do Estado, traduz válido exercício de controle jurisdicional destinado a amparar qualquer pessoa nas hipóteses de lesão, atual ou iminente, a direitos subjetivos reconhecidos pelo ordenamento positivo.
    Em uma palavra: uma decisão judicial – que restaura a integridade da ordem jurídica e que torna efetivos os direitos assegurados pelas leis e pela Constituição da República – não pode ser considerada um ato de indevida interferência na esfera do Poder Legislativo, consoante já o proclamou o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em unânime julgamento:
    “O CONTROLE JURISDICIONAL DE ABUSOS PRATICADOS POR COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO NÃO OFENDE O PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES”.


ID
866452
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente às Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), analise as afirmativas a seguir.

I. A CPI é competente para expedir decreto de indisponibilidade de bens de particular, provimento cautelar de eventual decisão futura.

II. As comissões parlamentares de inquérito podem determinar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico devendo fundamentar sua decisão (exposição das razões pelas quais veio a ser determinada a medida).

III. Não está no âmbito dos poderes da CPI a decretação de interceptação telefônica.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Ilustração da aula dos Profs. Vicente Paulo e Frederico Dias:

  • Artigo 58, § 3º, CF, estabelece:
    As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de 1/3 (um terço) de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. 
    I. A CPI é competente para expedir decreto de indisponibilidade de bens de particular, provimento cautelar de eventual decisão futura. ERRADA. Por que?
    CPI, diante da cláusula de reserva de jurisdição, não pode:
    - mandar prender, a não ser no caso de flagrante delito;
    - determinar medidas processuais cautelares de garantia, tais como: sequestro de bens, decretar indisponibilidade de bens;
    - impedir que pessoa deixe o País;
    - pedir violação de domicílio;
    - fazer interceptação telefônica.
    II. As comissões parlamentares de inquérito podem determinar a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico devendo fundamentar sua decisão (exposição das razões pelas quais veio a ser determinada a medida). CORRETA. Por que? no caso do sigilo telefônico, não será caso de interceptação, e sim de verificar o histórico das contas)
    III. Não está no âmbito dos poderes da CPI a decretação de interceptação telefônica. CORRETA. Por que? LEI Nº 9.296, DE 24 DE JULHO DE 1996.
    Art. 1º A interceptação de comunicações telefônicas, de qualquer natureza, para prova em investigação criminal e em instrução processual penal, observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça. (está submentida a reserva de jurisdição).
    CF, art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal.

    Art. 10 da lei 9296/96:"Art. 10. Constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial ou com objetivos não autorizados em lei.Pena: reclusão, de dois a quatro anos, e multa".
    Resposta: "D"

    A Esperança é Jesus.
  • “A quebra do sigilo constitui poder inerente à competência investigatória das comissões parlamentares de inquérito O sigilo bancário, o sigilo fiscal e o sigilo telefônico (sigilo este que incide sobre os dados/registros telefônicos e que não se identifica com a inviolabilidade das comunicações telefônicas) — ainda que representem projeções específicas do direito à intimidade, fundado no art. 5.º, X, da Carta Política — não se revelam oponíveis, em nosso sistema jurídico, às CPIs, eis que o ato que lhes decreta a quebra traduz natural derivação dos poderes de investigação que foram conferidos, pela própria Constituição da República, aos órgãos de investigação parlamentar. As Comissões Parlamentares de Inquérito, no entanto, para decretar, legitimamente, por autoridade própria, a quebra do sigilo bancário, do sigilo fiscal e/ou do sigilo telefônico (dos dados e registros, acrescente -se), relativamente a pessoas por elas investigadas, devem demonstrar, a partir de meros indícios, a existência concreta de causa provável que legitime a medida excepcional (ruptura da esfera de intimidade de quem se acha sob investigação), justificando a necessidade de sua efetivação no procedimento de ampla investigação dos fatos determinados que deram causa à instauração do inquérito parlamentar, sem prejuízo de ulterior controle jurisdicional dos atos em referência (CF, art. 5.º, XXXV)” (MS 23.452/RJ, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 12.05.2000, p. 20, Ement. v. 1990 -01, p. 86 — original sem grifos).
  • Não se deve confundir a interceptação telefônica, esta autorizada pela Constituição, desde que por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal, com o sigilo dos registros telefônicos, que nada mais são do que os telefonemas registrados nos bancos de dados das operadoras de telefonia e que não estão sujeitos ao princípio da reserva absoluta de jurisdição, podendo as Comissões Parlamentares de Inquérito, segundo precedente do Supremo Tribunal Federal, ter acesso a tais dados sem a necessidade de ordem judicial.

  • GABARITO: D

    O que a CPI pode fazer:

    -convocar ministro de Estado;

    -tomar depoimento de autoridade federal, estadual ou municipal;

    -ouvir suspeitos (que têm direito ao silêncio para não se autoincriminar) e testemunhas (que têm o compromisso de dizer a verdade e são obrigadas a comparecer);

    -ir a qualquer ponto do território nacional para investigações e audiências públicas;

    -prender em flagrante delito;

    -requisitar informações e documentos de repartições públicas e autárquicas;

    -requisitar funcionários de qualquer poder para ajudar nas investigações, inclusive policiais;

    -pedir perícias, exames e vistorias, inclusive busca e apreensão (vetada em domicílio);

    -determinar ao Tribunal de Contas da União (TCU) a realização de inspeções e auditorias; e

    -quebrar sigilo bancário, fiscal e de dados (inclusive telefônico, ou seja, extrato de conta e não escuta ou grampo).

    O que a CPI não pode fazer:

    -condenar;

    -determinar medida cautelar, como prisões, indisponibilidade de bens, arresto, sequestro;

    -determinar interceptação telefônica e quebra de sigilo de correspondência;

    -impedir que o cidadão deixe o território nacional e determinar apreensão de passaporte;;

    -expedir mandado de busca e apreensão domiciliar; e

    -impedir a presença de advogado do depoente na reunião (advogado pode: ter acesso a documentos da CPI; falar para esclarecer equívoco ou dúvida; opor a ato arbitrário ou abusivo; ter manifestações analisadas pela CPI até para impugnar prova ilícita).


ID
866455
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos e deveres individuais e coletivos, analise as afirmativas a seguir.

I. O princípio constitucional da presunção da inocência recomenda que, em caso de fundada dúvida no momento da sentença, o juiz decida contra o réu, cabendo ao Tribunal, se provocado, reformar a sentença condenatória.

II. Não viola o princípio constitucional da presunção da inocência, previsto no art. 5º, LVII, da CF, a exclusão de candidato de concurso público que responde a inquérito ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória.

III. O princípio da não culpabilidade exclui a execução da pena quando pendente recurso, muito embora sem eficácia suspensiva.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Item correto: "c"

    O princípio da não culpabilidade ou da presunção de inocência (somente se pode considerar alguém culpado após o trânsito em julgado da ação penal) impede (acredito que não foi feliz a expressão "exclui", utilizada na questão) a aplicação imediata da pena quando haja recuso interposo, mesmo que sem efeito suspensivo. Somente se pode falar em prisão antes do trânsito em julgado a título cautelar, caso presentes os requisitos que a justifiquem (Lei n.º 7960 de 1989 e art. 311 e seguintes do CPP. Nesse sentido, decisão exarada pela Suprema Corte em 2009 (editei para caber no comentário):

    "HABEAS CORPUS. INCONSTITUCIONALIDADE DA CHAMADA "EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA". ART. 5º, LVII, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. ART. 1º, III, DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1. O art. 637 do CPP estabelece que "[o] recurso extraordinário não tem efeito suspensivo, e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado, os originais baixarão à primeira instância para a execução da sentença". A Lei de Execução Penal condicionou a execução da pena privativa de liberdade ao trânsito em julgado da sentença condenatória. A Constituição do Brasil de 1988 definiu, em seu art. 5º, inciso LVII, que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". 2. Daí que os preceitos veiculados pela Lei n. 7.210/84, além de adequados à ordem constitucional vigente, sobrepõem-se, temporal e materialmente, ao disposto no art. 637 do CPP. 3. A prisão antes do trânsito em julgado da condenação somente pode ser decretada a título cautelar. 4. A ampla defesa, não se a pode visualizar de modo restrito. Engloba todas as fases processuais, inclusive as recursais de natureza extraordinária. Por isso a execução da sentença após o julgamento do recurso de apelação significa, também, restrição do direito de defesa, caracterizando desequilíbrio entre a pretensão estatal de aplicar a pena e o direito, do acusado, de elidir essa pretensão. 

    STF, Tribunal Pleno, HC 84078/MG, Rel. Min. Eros Grau, j. em 05.02.2009, DJe-035 de 25.02.2010.

  • A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que viola o princípio da presunção de inocência a exclusão de candidato de concurso público que responde a inquérito ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória. Nesse sentido:

    “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. DELEGADO DA POLÍCIA CIVIL. INQUÉRITO POLICIAL. EXCLUSÃO DO CERTAME. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que viola o princípio constitucional da presunção de inocência a exclusão de candidato de concurso público que responde a inquérito ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 769.433-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 12.2.2010).

    “EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. POLÍCIA MILITAR. CANDIDATO. ELIMINAÇÃO. INVESTIGAÇÃO SOCIAL. ART. 5º, LVII, DA CF. VIOLAÇÃO. I - Viola o princípio constitucional da presunção da inocência, previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal, a exclusão de candidato de concurso público que responde a inquérito ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (RE 559.135-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 13.6.2008).

    “EMENTA: Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada.
  • Alternativa C

    I. O princípio constitucional da presunção da inocência recomenda que, em caso de fundada dúvida no momento da sentença, o juiz decida contra o réu, cabendo ao Tribunal, se provocado, reformar a sentença condenatória.

    ERRADO: Conforme o princípio da persunção de inocência, vige no sistema brasileiro o princípio do in dubio pro reo, portanto, na dúvida o juiz deverá absolver o réu.

    II. Não viola o princípio constitucional da presunção da inocência, previsto no art. 5º, LVII, da CF, a exclusão de candidato de concurso público que responde a inquérito ou ação penal sem trânsito em julgado da sentença condenatória.

    ERRADO: Com base na presunção de inocência, só pode haver limitações após o trânsito em julgado. Antes de transitar em julgado o processo não gera nenhuma penalização.

    III. O princípio da não culpabilidade exclui a execução da pena quando pendente recurso, muito embora sem eficácia suspensiva.

    CORRETO: Enquanto não houver Trânsito em Julgado, não pode ser executada a pena. Como dito no comentário acima, seria bem mais adequado a substituição do termo "exclui".

ID
866458
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente aos direitos e deveres individuais e coletivos, analise as afirmativas a seguir.

I. O privilégio contra a auto-incriminação – que é plenamente invocável perante as Comissões Parlamentares de Inquérito – traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa, que, na condição de testemunha, de indiciado ou de réu, deva prestar depoimento perante órgãos do Poder Legislativo, do Poder Executivo ou do Poder Judiciário.

II. É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa.

III. O privilégio contra a auto-incriminação, garantia constitucional, permite ao paciente o exercício do direito de silêncio, não estando, por essa razão, obrigado a fornecer os padrões vocais necessários a subsidiar prova pericial que entende lhe ser desfavorável.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • A resposta correta é a letra "E", todas as afirmativas estão corretas. Vejamos:

    Item I - Está correto. Este item refere-se ao julgado do STF, HC 79812 SP, Rel. Min. Celso de Mello, ementado da seguinte forma:
    COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO - PRIVILÉGIO CONTRA A AUTO-INCRIMINAÇÃO - DIREITO QUE ASSISTE A QUALQUER INDICIADO OU TESTEMUNHA - IMPOSSIBILIDADE DE O PODER PÚBLICO IMPOR MEDIDAS RESTRITIVAS A QUEM EXERCE, REGULARMENTE, ESSA PRERROGATIVA - PEDIDO DE HABEAS CORPUS DEFERIDO;
    Item II - Item também correto. Este item é a transcrição da Súmula Vinculante nº. 14;

    Item III - Item correto. Refere-se ao posicionamento esposado no HC 83096, Rel. Min Ellen Gracie.
  • A testemunha não pode negar ou calar a verdade, salvo quando está possa incriminá-la.
  • O preso tem o direito de permanecer calado para não incriminar a si próprio com as declarações prestadas, seja no inquérito policial, seja perante a autoridade judiciária (CF, art. 5º, LXIII).
    O privilégio contra a auto-incriminação traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa, que, na condição de indiciado ou réu, deva prestar depoimento perante órgãos do Poder Legislativo (sendo plenamente invocável perante as comissões parlamentares de inquérito), do Poder Executivo ou do Poder Judiciário.
    A rigor, conquanto referida ao preso, essa garantia constitucional abrange toda e qualquer pessoa, perante qualquer esfera do Estado. Assim, conforme afirmado pelo STF, qualquer pessoa que seja objeto de investigações administrativas, policiais, penais ou parlamentares, ostentando, ou não, a condição formal de indiciado - ainda que convocada como testemunha - possui o direito de permanecer em silêncio e de não produzir provas contra si própria.
    Fonte: Direito Constitucional Descomplicado - Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino
  • - O privilégio contra a auto-incriminação - que é plenamente invocável perante as Comissões Parlamentares de Inquérito - traduz direito público subjetivo assegurado a qualquer pessoa, que, na condição de testemunha, de indiciado ou de réu, deva prestar depoimento perante órgãos do Poder Legislativo, do Poder Executivo ou do Poder Judiciário
    . - O exercício do direito de permanecer em silêncio não autoriza os órgãos estatais a dispensarem qualquer tratamento que implique restrição à esfera jurídica daquele que regularmente invocou essa prerrogativa fundamental. Precedentes. O direito ao silêncio - enquanto poder jurídico reconhecido a qualquer pessoa relativamente a perguntas cujas respostas possam incriminá-la (nemo tenetur se detegere) - impede, quando concretamente exercido, que aquele que o invocou venha, por tal específica razão, a ser preso, ou ameaçado de prisão, pelos agentes ou pelas autoridades do Estado
    . - Ninguém pode ser tratado como culpado, qualquer que seja a natureza do ilícito penal cuja prática lhe tenha sido atribuída, sem que exista, a esse respeito, decisão judicial condenatória transitada em julgado. O princípio constitucional da não-culpabilidade, em nosso sistema jurídico, consagra uma regra de tratamento que impede o Poder Público de agir e de se comportar, em relação ao suspeito, ao indiciado, ao denunciado ou ao réu, como se estes já houvessem sido condenados definitivamente por sentença do Poder Judiciário.

ID
866461
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Assinale a alternativa que elenca os princípios administrativos previstos expressamente no art. 37, caput, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Alternativas
Comentários
  • Questão dada!!! É o famoso L I M P E.

    CF/88, art 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

    Gabarito: C
  • Dica para decorar: L   I      P    E

                               


  • Essa foi super facil, ainda mais para um concurso de Procurador...
  •  
  • Esse tipo de questão nunca cai na minha prova.
  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção correta. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos princípios constitucionais expressos, que devem ser memorizados pelos alunos, por representarem tema recorrente em provas dos mais variados níveis.

    Conforme expresso na Constituição Federal Brasileira de 1988:

    Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:          

    Ou seja, a Constituição Federal dedica um capítulo específico ao estudo da administração pública e, logo no artigo inaugural desta parte, menciona de forma expressa os princípios que devem ser observados pelos administradores – União, Estados, Distrito Federal, Municípios Autarquias, Fundações Públicas, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista.

    Trata-se do famoso LIMPE.

    Legalidade

    Impessoalidade

    Moralidade

    Publicidade

    Eficiência

    Assim:

    (A) ERRADO. Legalidade, motivação, moralidade, publicidade e eficiência. Erro em negrito.

    (B) ERRADO. Motivação, impessoalidade, razoabilidade, proporcionalidade e eficiência. Erros em negrito.

    (C) CERTO. Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

    (D) ERRADO. Legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e razoabilidade. Erro em negrito.

    (E) ERRADO. Legalidade, impessoalidade, motivação, transparência e eficiência. Erros em negrito.

    Gabarito: ALTERNATIVA C.


ID
866464
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Considera-se um dos marcos do surgimento do Direito Administrativo:

Alternativas
Comentários
  • "O surgimento do direito administrativo se deu, em um primeiro momento, com a Lei de 28 de pluviose na França.
    Os primeiros autores que trataram desta matéria foram Romagnosi, na Itália em 1814 e Macarel, na França, em 1818.
    Já em 1819, em Paris, foi criada a primeira cátedra de direito público e administrativo.
    Os fatos acima elencados representaram o impulso inicial do direito administrativo e de sua ciência.
    Originalmente, porém, remonta ao período após a Revolução Francesa e o fim do Segundo Império na França. O acontecido foi que lentamente o direito administrativo se esboçou com a afirmação de uma jurisdição administrativa especializada e que submetia a administração a regras distintas das do direito privado, ou seja, não simplesmente aplicava as regras do direito civil.
    A criação do Conselho de Estado na França foi, entretanto, o que permitiu os maiores avanços para o direito administrativo."

    Fonte:
    http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=918k

    Gabarito: D

  • NOSSAAAA, uma questão dessa é muito importante para um candidato e seu exercício como servidor
  • A muito as questoes n  são feitas com base na importancia da atividade laboral do servidor, e sim para eliminar os candidatos
  • New deal: Nome dado à série de programas implementados nos EUA que tinham como objetivo acabar com o período da grande depressão. O governo passou a intervir na economia, deixando um pouco de lado o liberalismo, controlando preços e investindo em obras públicas. O New Deal também implantou uma série de ações que conciliavam as questões econômicas e sociais. Ao disseminar esse tipo de ação, criaram-se as bases do chamado welfare state (estado do bem estar social).
    Marbury X Madison: referência do controle difuso de constitucionalidade.
    Conselho de Estado francÊs:  OConselho de Estado francês invocou, pela primeira vez de modo expresso, os princípios de direito aplicáveis, mesmo na ausência de textos legais, às relações entre Administração-indivíduo, Administração-funcionário ou entre órgãos administrativos

  • Estou certo de que esta nem minha encarnação acertaria.
  • Só acertei pela palavra francês por saber que a origem do direito administrativo se deu na frança no final do século XVIII em meio a Revolução Francesa.

  • Induvidosamente o direito administrativo foi fruto da pressão social exercida pela burguesia francesa à época da Revolução Francesa, ocorrida em 1789, que marca o fim do Estado absolutista e nascimento do Estado de Direito. Ocorre que, anos antes, na França, uma criança chamada Agnès Blanco havia sido atropelada por uma vagonete pertencente à Companhia Nacional de Manufatura de Fumo, e o Tribunal de Conflitos, ao apreciar uma espécie de conflito negativo de competência entre o Conselho de Estado e a Corte de Cassação, responsáveis, respectivamente, pela jurisdição administrativa e pela jurisdição comum, fixou a competência do Conselho de Estado para julgamento da causa, tendo em vista a presença de serviço público naquele caso e a necessidade de aplicação de regras publicistas, diferenciadas daquelas aplicáveis aos particulares. Assim, entende Prosper Weil que o julgamento do caso Blanco teria sido a origem do Direito Administrativo pois o Estado, "milagrosamente", havia decidido se autovincular ao Direito.

  • Excelente citação da Elizabeth Siqueira!

  • A alternativa "C" tem relação com o direito constitucional no que diz repeito a origem do controle de constitucionalidade.  

    O marco histórico inicial do controle de constitucionalidade foi o caso Marbury x Madison, jugado em 1803 nos Estado Unidos pelo Chiel of Justice John Marshall. Na ocasião, o juiz John Marshall afastou a aplicação de uma lei por considerá-la incompativel com a Constituição, realizando o controle DIFUSO  de constitucionalidade.  A decisão é célebre, pois não havia previsão, na constituição norte-americana para a realização do controle de constitucionalidade. mesmo assim o juiz. 
  • A criação do Conselho de Estado na França foi, entretanto, o que permitiu os maiores avanços para o direito administrativo.

    O direito administrativo encontra-se vinculado à Revolução Francesa em questão de princípios e não foi responsável propriamente pela criação de um novo tipo de Estado 

    Gabarito: D

  • Letra d.

    A emersão do direito administrativo pode ser indicada com a Lei de 28 de pluviose na França. Os primeiros autores que trataram desta matéria foram Romagnosi, na Itália em 1814 e Macarel, na França, em 1818. Já em 1819, em Paris, foi criada a primeira cátedra de direito público e administrativo. Tais fatos representaram o impulso inicial do direito administrativo e de sua ciência. Sua origem, no entanto, remonta ao período após a Revolução Francesa e o fim do Segundo Império na França.

    Lentamente o direito administrativo se esboçou caracterizado por uma jurisdição administrativa especializada, submetendo a administração a regras distintas das do direito privado, ou seja, não simplesmente aplicava as regras do direito civil. A criação do Conselho de Estado na França foi, certamente, o que permitiu os maiores avanços para o direito administrativo.

  • FRANÇA, NORTE-AMERICANOS, INGLESES TUDO ME ATRAPALHA NESSAS QUESTOES E EU SEMPRE ERRO


ID
866467
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação à organização administrativa, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • ALTERNATIVA A (CERTA): A Lei 9.637/98 disciplina os requisitos para que uma entidade privada possa ser qualificada como organização social, estabelece a necessidade de celebração de contrato de gestão entre tais entidades e a Administração Pública;
    ALTERNATIVA B (ERRADA): A Administração Pública Indireta é uma forma de descentralização da atividade administrativa.
    ALTERNATIVA C (ERRADA): A agências reguladoras são espécies de autarquias, fazendo, portanto, parte da Administração Pública Indireta, conforme disposto no Decreto-lei 200/1967 e expressamente referido na CF (arts. 21, XI, e 177, § 2º, III);
    ALTERNATIVA D (ERRADA)Características dos órgãos públicos: a) Não possuem personalidade jurídica, não podendo exercer direitos, nem contrair obrigações em nome próprio. Quem possui personalidade jurídica é a pessoa jurídica a que pertencem os órgãos. Ex: o Ministério da Saúde não tem personalidade jurídica, quem a possui é a União Federal. b) Não possuem patrimônio próprio, uma vez que o patrimônio utilizado pelos órgãos é de propriedade da pessoa jurídica a que pertencem. c) Resultam da desconcentração, i.e., distribuição interna de competências, considerando que os órgãos integram a estrutura de uma pessoa jurídica. Assim, a Administração Pública, Direta ou Indireta, distribui suas atribuições (competências) entre os seus órgãos. EX: União Federal é composta de diversos órgãos, entre eles a Presidência da República, os Ministérios (da Saúde, Justiça, etc.), as Procuradorias, os Gabinetes, cada qual com suas respectivas competências.
    ALTERNATIVA E (ERRADA): Não é a Administração Pública Indireta, mas a Administração Pública Direta. A teoria que estabelece a relação da Administração (pessoa jurídica) com seus agentes públicos é a Teoria do Órgão, segundo a qual o Estado manifesta sua vontade por meio dos seus órgãos que, por sua vez, são compostos de agentes públicos, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. EX: a atuação do Ministro da Saúde (agente público) é imputada à União Federal (pessoa jurídica) e não ao órgão a que pertence (Ministério da Saúde). Conforme ensina Gustavo Henrique Pinheiro de Amorim, a comparação dos órgãos públicos com o ser humano é essencial: quando uma pessoa dá um soco na outra, quem será responsabilizado pelos danos causados não é a mão (órgão), mas sim a pessoa que agrediu. Da mesma forma ocorre com a Administração Pública (pessoa jurídica), pois quando um órgão federal (Ministério da Saúde, por exemplo) causar prejuízo a alguém, quem será responsabilizado é a pessoa jurídica (União Federal) e não o seu órgão (Para Aprender Direito – Direito Administrativo, Editora Barros, Fisher & Associados, 1ª Edição, São Paulo – 2006, pág. 52).
    FONTE: http://atualidadesdodireito.com.br/fabriciobolzan/category/audio-livro/page/8/
  • Letra A!!!!

    LEI Nº 9.637, DE 15 DE  MAIO DE 1998.

    Dispõe sobre a qualificação de entidades como organizações sociais, a criação do Programa Nacional de Publicização, a extinção dos órgãos e entidades que menciona e a absorção de suas atividades por organizações sociais, e dá outras providências.

     Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de gestão o instrumento firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social, com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de atividades relativas às áreas relacionadas no art. 1o.
  • Desculpem-me se entendi errado, mas , no art 37 par 6° da cf diz:§ 6º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. Então, eu acredito que algumas entidades da adm indireta tbm são abrangidas pela a teoria do órgão. O que deu p excluir a alternativa, E , foi que ela generalizou Por favor, se eu estiver eqquivocada peço que me deixem uma mensagem. Valeu!
  • A - Correta
    B - ... forma de Descentralização
    C - Agências Reguladoras ou Autarquias pertencem a Adm. Pública Indireta
    D - Os Orgãos não possuem personalidade jurídica própria.
    E -  errada
  • Até agora não entendi por qual motivo a teoria do orgão não se aplica a adm. pública indireta...
  • Nati, se você lê direito a assertiva ela afirma que: "a adm. pública indireta é regida pela teoria do órgão. Não é que não se aplica a teoria do órgão à adm. indireta, e sim que a mesma não é regida por ela, pois sabe-se que por essa teoria a pessoa jurídica manifesta sua vontade por meio dos órgãos, que são partes integrantes da própria estrutura da pessoa jurídica. Da forma como foi posta na assertiva é como se a adm. indireta fosse parte da adm. direta, e àquela seria imputada a vontade desta, o que sabe-se que não é verdade, uma vez que a partir da descentralização, a adm. indireta tem autonomia própria podendo até mesmo usando a teoria do órgão criar unidades de atuação de sua própria vontade. 31
  • Entendi Vanessa... Obrigada!
  • LETRA A CORRETA 

    Organizações Sociais - contrato de gestão

    OSCIPS - termo de parceria

    Principais diferenças entes as OSs e OSCIPSs:

     OS         OSCIP

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    - celebra contrato de gestão  - Celebra termo de parceria

    ----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    - Qualificada pelo Min. do Estado              - Qualificada pelo Min. da Justiça

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    - Pode ser contratada com dispensa de licitação    - Não há previsão de dispensa de licitação

    -----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

    - Cessão especial de Serv. Pub. para OS     - Não há previsão de cessão de serv. pub. para OSCIP 



ID
866470
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Tendo por base as semelhanças e diferenças das agências executivas e das agências reguladoras, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • a) A autonomia das agências executivas advém da lei, ao passo que a das agências reguladoras decorre dos termos do contrato de gestão celebrado com a Administração Pública.
    As agências executivas são autarquias ou fundações que por iniciativa da Administração Direta (Presidente da República), recebem o status de Agência Executiva, em razão da celebração de um contrato de gestão, que objetiva uma maior eficiência e redução de custos.
    Já as agências reguladoras são autarquias a que a lei instituidora confere privilégios específicos e aumenta sua autonomia em relação às autarquias comuns.


    b) A autonomia das agências executivas e reguladoras advém do contrato de gestão celebrado com a Administração Pública.
    A autonomia das agências reguladoras não advém de contrato de gestão (ver explicação da letra A)

    c) As agências reguladoras e as agências executivas possuem o mesmo grau de autonomia com relação ao Poder Executivo Central.
    Agências Reguladoras - maior autonomia econômico-financeira em comparação com às Autarquias - têm recursos próprios e dotação orçamentária específica.

    d) O Chefe do Poder Executivo não pode exonerar, livremente, os dirigentes das agências reguladoras nem das agências executivas.
    Ao contrário dos dirigentes das agências reguladoras, os dirigentes das agências executivas não possuem mandato fixo...

    e) Os dirigentes das agências reguladoras não podem ser exonerados ad nutum pelo Chefe do Poder Executivo, enquanto os dirigentes das agências executivas podem. (CORRETO)
    Os Conselheiros e Diretores possuem mandato fixo, o que impede a demissão ad nutum, uma vez que somente perderão o mandato em caso de renúncia, de condenação judicial transitada em julgado ou de processo adm. disciplinar.


    Fontes: Direito Adm. - Prof. Gustavo Santanna e Direito Adm. - Prof. Luciano Oliveira - Ponto dos Concursos
  • Agências executivas

    Qual o primeiro entendimento que temos sobre agências executivas? Não nascem como tal; elas são qualificadas como agências executivas. É a grande diferença entre agências reguladoras e agências executivas. A legislação previu e deu condições ao administrador de escolher determinadas autarquias e fundações públicas para se tornarem agências executivas.

    São entidades preexistentes que vão receber uma qualificação dos seus respectivos Ministérios para se transformarem em agências executivas. E não são somente aquelas agências executivas que vemos nos livros de Direito Administrativo. “Autarquia tal foi criada sob o nome de agência executiva.” Na prática isso não existe, porque temos todo um conjunto de leis que criou essa figura da agência executiva e disse: “agências executivas são entidades da Administração Indireta, fundações ou autarquias públicas que venham a assinar um contrato de gestão e, por conta disso, se submetem a determinados critérios que visam à geração de eficiência.”

    Um deles é o prêmio nacional de qualidade. Uma espécie de ISO 9000, em que as agências terão mensuradas suas características e serão certificadas pela eficiência que geraram. Não só isso: os resultados deverão ser publicados no Diário Oficial. Isso gera uma melhor fiscalização daquela entidade que o cidadão está ajudando a custear. A partir da assinatura do contrato de gestão, elas recebem uma certificação dos Ministérios e viram agências executivas.

    Esse modelo foi levado a efeito? O projeto é muito bom, a legislação primou pela eficiência e também no sentido de dar condições para que essa entidade, autarquia ou fundação viesse a se aprimorar, a tentar gerar essa eficiência. Quando falamos de uma empresa, não adianta interpelá-la, pedir ou exigir eficiência sem dar-lhe condições para que aja eficientemente. As condições vêm do orçamento do Estado. E esse é o grande problema. Quantas agências executivas temos em nosso país? Uma única.

    As agências tiveram todas as condições de gerarem eficiência. Somente uma foi qualificada. Chama-se Inmetro. É uma, aliás, a autarquia que conseguiu se qualificar como agência executiva.
    As agências executivas, segundo a legislação, têm o dobro dos valores para dispensa de licitação. Podem contratar diretamente com mais facilidade.

ID
866473
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta elementos do ato administrativo que podem ser discricionários.

Alternativas
Comentários
  • http://2.bp.blogspot.com/_SMs7HutvmB8/TLHmwAdPG5I/AAAAAAAAAIM/h1vpPfC4eV0/s1600/M%C3%89RITO+DO+ATO.jpg

    Alexandre Figueiredo
    http://alexandreadministrativo.blogspot.com.br
  • Apenas os elementos "Motivo" e "Objeto" podem ser discricionários, salvo que estes também podem ser vinculados. Os elementos "Competência", "Finalidade" e "Forma" são elementos apenas vinculados!
  • GABARITO - LETRA E

    REQUISITOS (ELEMENTOS) DOS ATOS ADMINISTRATIVOS: Competência, Forma, Finalidade, Objeto e Motivo
    Dos requisitos expostos, os 3 primeiros (competência, forma e finalidade) são sempre vinculados (fixados em lei). Já com relação aos 2 últimos (objeto e motivo) não necessariamente (isto é, pode ser vinculado ou discricionário), e acaba por serem os elementos que tornam o ato vinculado (se também previstos em lei) ou discricionário (quando deixam margem de escolha p/ o administrador - avaliação de conveniência e oportunidade -, o que equivale ao mérito administrativo).

    Fonte: Direito Administrativo - Prof. Gustavo Santanna
  • MOOB Motivo e objeto: sao elementos que podem ser discricionario
  • Mérito ou mercecimento é a margem de liberdade que os atos discricionários recebem da lei para permitir aos agentes públicos escolher, diante da situação concreta, qual a melhor maneira de atender ao interesse púbico.
    Pode-se adotar a seguinte regra mnmônica para fixação do conteúdo:
    Motivo
    é
    r
    i
    t
    Objeto

  • Letracorreto .

    Motivo. Para exemplificar , a lei 8112/90 disciplina a remoção do servidor público civil federal no art 36 e pode ocorre de ofício ou a pedido. Se o servidor fizer um requerimento de remoção- desde que não trate de uma das situações em que o pedido deva ser obrigatoriamente deferido como, por exemplo, por motico de saúde- ficará a critério da autoridade administrativa analisar ser é conveniente e oportuno o deslocamento do servidor. Temos nesse caso um ato discricionário. Já na segunda situação se esse requerimento for pelo mencionado motivo de saúde, comprovada por junta médica oficial, o administrador deverá promover a remoção do servidor. Portanto, temos um ato vinculado. Lembre-se : Quando o motivo vier expresso na lei, o ato será vinculado. Quando a lei deixar ao administardor a avalição quanto à oportunidade e conveniência, o ato será discricionário.

    Objeto ( = conteúdo): é o que efetivamente o ato está fazendo, é o efeito gerado pelo ato. Em um ato de demissão , o objeto é a demissão de determinado servidor; no  ato de desapropriação, o objeto é a desapropriação dos referidos imóveis. O objeto de todos ato administrativo deve ser sempre lícito, moral e possível, ou o ato será inválido.

    Veja um esquema abaixo.





  • GABARITO ITEM E

     

    BIZU: ''CO FI FO MO OB ''

    COMPETÊNCIA

    FINALIDADE

    FORMA 

    MOTIVO

    OBJETO

     


ID
866476
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito dos atos administrativos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Letra A - Errada. Quando se fala em estrutura dos atos administrativos, está se falando em atos concretos e atos abstratos. Discricionariedade e vinculação se referem às questões de mérito e quanto ao grau de liberdade dos atos administrativos.

    Letra B - Correta. São atributos dos atos administrativos: Presunção de legitimidade, autoexecutoriedade (que pressupõe a exigibilidade e a executoriedade) e a imperatividade.

    Letra C - Errada. Atos administrativos são atos os praticados pela administração regidos pelo direito público. Nem todos os atos praticados pela administração são regidos pelo direito público, sendo alguns regidos pelo direito privado, ex. atos da administração.

    Letra D - Errada. A administração pode REVOGAR seus próprios atos por motivos de conveniência ou oportunidade; ou ANULÁ-LOS quando eivados de vício de legalidade.     

    Letra E - Errada. A autorização é ato discricionário.  

ID
866479
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com base na lei estadual de processo administrativo (Lei 2.794/2003), as alternativas a seguir enumeram um legitimado para recorrer, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Comentários
  • DOS INTERESSADOS

    Art. 11 - São legitimados como interessados no processo administrativo:

    I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de petição ou representação;

    II - os acusados em geral;

    III - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;

    IV - os que assim o forem, extraordinariamente, considerados na forma da lei.

  • As ORGANIZAÇÕES E ASSOCIAÇÕES representativas, NÃO entram nessa lista de interessados.

  • Art. 11 - São legitimados como interessados no processo administrativo:

     

     

    I - pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de petição ou representação;

     

    II - os acusados em geral;

     

    III - aqueles que, sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada;

     

    IV - os que assim o forem, extraordinariamente, considerados na forma da lei.

     

     

    BORAAA TJ AM

  • Gabarito: B

  • CAPÍTULO V

    DOS INTERESSADOS

    Art. 11.  São legitimados como interessados no processo administrativo:

    I – pessoas físicas ou jurídicas que o iniciem como titulares de direitos ou interesses individuais ou no exercício do direito de petição ou representação;

    II – os acusados em geral;

    III – aqueles que sem terem iniciado o processo, têm direitos ou interesses que possam ser afetados pela decisão a ser adotada.

    IV - os que assim o forem, extraordinariamente, considerados na forma da lei.

  • Único art na lei que fala de Organizações e Associações

    Art. 33 - Os órgãos e entidades, em matéria relevante, poderão estabelecer outros meios de participação de administrados, diretamente ou por meio de organizações e associações reconhecidas na forma da lei.


ID
866482
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com relação às disposições da lei estadual de processo administrativo, Lei 2.794/2003, analise as afirmativas a seguir.

I. O órgão competente para decidir o recurso administrativo não poderá modificar a decisão recorrida, se a matéria não for de sua competência.

II. O princípio da non reformatio in pejus não se aplica ao processo administrativo, salvo nos casos de revisão administrativa.

III. Os recursos administrativos possuem efeito suspensivo, salvo disposição legal em contrário.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Eis a ementa do mencionado RMS 21.981/RJ:

    "ADMINISTRATIVO - FUNCIONAMENTO DOS BANCOS – EXIGÊNCIAS CONTIDAS EM LEI ESTADUAL E MUNICIPAL - LEGALIDADE.

    1. A jurisprudência do STF e do STJ reconheceu como possível lei estadual e municipal fazerem exigências quanto ao funcionamento das agências bancárias, em tudo que não houver interferência com a atividade financeira do estabelecimento (precedentes).

    2. Leis estadual e municipal cuja argüição de inconstitucionalidade não logrou êxito perante o Tribunal de Justiça do Estado do RJ.

    3. Em processo administrativo não se observa o princípio da "non reformatio in pejus" como corolário do poder de auto tutela da administração, traduzido no princípio de que a administração pode anular os seus próprios atos. As exceções devem vir expressas em lei.

    4. Recurso ordinário desprovido."



    Leia mais: http://jus.com.br/revista/texto/19282/analise-da-aplicabilidade-do-principio-da-vedacao-a-reformatio-in-pejus-no-processo-administrativo#ixzz2JYbx7vLp
  • Art. 66 - O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.

    DA REVISÃO

    Art. 68 - Os processos administrativos de que resultem sanções poderão ser revistos, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando surgirem fatos novos ou circunstâncias relevantes suscetíveis de justificar a inadequação da sanção aplicada.

    Parágrafo único - Da revisão do processo não poderá resultar agravamento da sanção.

    Art. 61 - Salvo disposição legal em contrário, o recurso não tem efeito suspensivo.

  • O emprego da primeira pessoa do singular ou da primeira pessoa do plural é possível em redações oficiais, o seu emprego não caracteriza, por si só, uma quebra da impessoalidade.

  • Art. 66 - O órgão competente para decidir o recurso poderá confirmar, modificar, anular ou revogar, total ou parcialmente, a decisão recorrida, se a matéria for de sua competência.


ID
866485
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com base nas regras referentes aos prazos processuais previstas na lei estadual de processo administrativo, Lei 2.794/2003, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 69 - Os prazos começam a correr a partir da data da intimação ou divulgação oficial, excluindo-se da contagem o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.

    Art. 71 - Os prazos da Administração previstos nesta Lei poderão ser, caso a caso, prorrogados uma vez, por igual período, pela autoridade superior, à vista de representação fundamentada do agente responsável por seu cumprimento.

    Art. 72 - Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem serão praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior.

    Art. 73 - A extrapolação dos prazos fixados para a Administração não implica a nulidade do processo.

    Art. 70 - Salvo motivo de força maior devidamente comprovado, os prazos processuais não se suspendem.





  • A) ... EXCLUINDO-SE DA CONTAGEM O DIA DO COMEÇO E INCLUINDO-SE O DO VENCIMENTO - ART 69


    B) ... PODERÃO SER, CASO A CASO, PRORROGADOS UMA VEZ POR IGUAL PERÍODO - ART 71


    C) ...SERÃO PRATICADOS NO PRAZO DE 5 DIAS, SALVO MOTIVO DE FORÇA MAIOR - ART. 72


    D) ... NÃO IMPLICA A NULIDADE DO PROCESSO - ART. 73



    E) GABARITO : SALVO MOTIVO DE FORÇA MAIOR DEVIDAMENTE COMPROVADO OS PRAZOS PROCESSUAIS NÃO SE SUSPENDEM

  • Art. 72 - Inexistindo disposição específica, os atos do órgão ou autoridade responsável pelo processo e dos administrados que dele participem serão praticados no prazo de cinco dias, salvo motivo de força maior


ID
866488
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Conforme dispõe a Constituição do Estado do Amazonas, em matéria de processo legislativo, não são de iniciativa privativa do Governador do Estado as leis que:

Alternativas
Comentários
  • QUESTÃO DESATUALIZADA!  

     

    EC 92/2015 excluiu a Defensoria Pública da alínea "d", do art. 33 da CE/Amazonas, que será organizada por meio de LC de iniciativa do Defensor-Público Geral do Estado.

     

    Art. 33.  A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer mem­bro ou Comissão da Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça, ao Procurador-Geral de Justiça e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.

    II - disponham sobre:

     d) organização da Procuradoria-Geral do Estado;

     

     Art. 102. A Defensoria Pública é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma integral e gratuita, aos necessitados, assim considerados na forma do inciso LXXIV, do art. 5.º, da Constituição Federal. 

     §2.º A Defensoria Pública do Estado organizar-se-á mediante lei complementar, de iniciativa do Defensor Público-Geral do Estado, com a observância dos princípios institucionais, garantias, prerrogativas e vedações previstos em lei complementar. 

  • Não faria muito sentido um político dispor sobre a organização do tribunal de contas do estado.


ID
866491
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação aos institutos da dispensa e da inexigibilidade de licitação, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • a) É dispensável a licitação para contratação de serviços técnicos profissionais de notória especialização, tais como pareceres, perícias e avaliações em geral.
    Lei 8666/93, Art. 25.  É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:
    II - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;

    b)
    É dispensável a licitação quando não há possibilidade de competição, porque só existe um objeto ou uma pessoa que atenda às necessidades da Administração.
    Lei 8666/93, Art. 25.  É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:

    c)
    Há distinção conceitual entre licitação dispensada e licitação dispensável: na licitação dispensada o administrador não tem liberdade de querer licitar; na licitação dispensável o administrador possui a discricionariedade de decidir realizá- la ou não.
    "Na Licitação Dispensável, o administrador, se quiser, poderá realizar o procedimento licitatório, sendo, portanto, uma faculdade.
    Com relação à Licitação Dispensada, o administrador não pode licitar, visto que já se tem a definição da Pessoa (Física ou Jurídica), com se firmará o contrato." (http://www.webartigos.com/artigos/licitacao-dispensada-dispensa-de-licitacao-e-inexigibilidade-de-licitacao-apontamentos/19899/#ixzz2IZImlOKI)

    d) As hipóteses de dispensa e de inexigibilidade de licitação são exaustivas.
    Art. 25.  É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em especial:
    Esse "em especial" dá a ideia de que pode haver mais hipóteses, chamado de rol exemplificativo (numerus apertus) e não exaustivo (numerus clausus).


    e) É inexigível a realização de licitação para a locação de imóvel.
    Lei 8666/93, Art. 24.  É dispensável a licitação:
    X - para a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia

    Gabarito: C

  • Letra C


    Licitação dispensável

    Em relação à licitação dispensável,  a
    Administração Pública tem a faculdade, em algumas hipóteses, de não
    realizar o procedimento licitatório. Trata-se de exercício do poder
    discricionário e a decisão final fica ao talante do administrador.
    Nesse caso, a realização de licitação é possível, mas o administrador,
    com fundamento na lei e mediante ato motivado, opta por não realizá-la.
    As hipóteses em que a licitação é dispensável encontram-se
    taxativamente previstas no artigo 24 da Lei de Licitações.

    Licitação dispensada

    A licitação dispensada caracteriza pela impossibilidade de
    licitar, visto que já se tem a definição da pessoa com quem se firmará o
    contrato. Assim, na licitação dispensada não existe a faculdade para se
    realizar a licitação, enquanto que na licitação dispensável essa alternativa é
    possível, cabendo ao administrador fazer a análise do caso concreto, pois, em
    alguns casos, licitar pode não representar a melhor alternativa.
    as hipóteses de licitação dispensada
    estão relacionadas com a alienação de bens pela Administração e estão
    taxativamente previstas no artigo 17 da Lei 8.666/93
    .

    Prof. Fabiano Pereira - Ponto dos concursos
  • RESUMIDO:

    DISPENSA DE LICITAÇÃO - taxativas
    • DISPENSADA - não poderá licitar - ato vinculado - a lei já determina
    • DISPENSÁVEL - poderá licitar - ato discricionário - licita se quiser
  • Apenas a título de informação, tendo em vista que as outras alternativas estavam totalmente erradas:


    A doutrina tradicional estabelece distinções entre licitação dispensada, dispensável e inexigível, seguindo em termos gerais os critérios que são utilizados pela Lei nº 8.666/93. Entretanto, alerte-se que nem sempre será possível diferenciar os termos licitação “dispensada” e “dispensável” como se fossem conceitos referentes a situações de natureza distintas, sendo admissível seu uso como sinônimos por diversas ocasiões. Marçal Justen Filho, por exemplo, chega a afirmar que “não parece de maior utilidade a distinção entre licitação dispensada e dispensável” (Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos, 10a. ed., São Paulo: Dialética, 2004, p. 234). Por isso é que parte da doutrina trata das hipóteses de licitação “dispensada” e “dispensável” sob a mesma rubrica embora se refiram, em certo aspecto, a diferentes artigos de lei (arts. 17 e 24 da Lei nº 8.666/93, respectivamente).


ID
866494
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Assinale a alternativa que apresenta modalidades de licitação previstas pela Lei 8.666/1993.

Alternativas
Comentários
  • Lei 8666/93, Art. 22.  São modalidades de licitação:
    I - concorrência;

    II - tomada de preços;
    III - convite;
    IV - concurso;

    V - leilão.

    Gabarito: D
  • A título de ampliar os conhecimentos sobre licitação:
    a lei no 10.520 de 2002 acrescentou a modalidade pregão às cinco modalidades já existentes.
    Bom estudo a todos!!!

  • A questão pede quais as modalidades de licitação que estão previstas na Lei n.º 8.666/93, que ja foram comentadas! E as que não estão previstas na Lei n.º 8.666/93, mas também são modalidades de licitação são: O Pregão e a Consulta.
    CONSULTA=>Há a previsão na Lei nº 9.472/1997 – Lei Geral de Telecomunicações, que criou a ANATEL, da modalidade de licitação denominada consulta. Para as demais agências reguladoras, a possibilidade de uso desta modalidade está prevista no art. 37 da Lei 9.986/2000. A consulta destina-se à aquisição de bens e serviços não comuns, excetuados obras e serviços de engenharia civil. Há, nesta modalidade, critérios específicos de julgamento, como a existência de um júri e a ponderação de variáveis como custo e benefício.
    Fonte: http://www.cgu.gov.br/Publicacoes/CartilhaGestaoRecursosFederais/Arquivos/LicitacoesContratos.pdf
  • A alternativa está incorreta porque o pregão foi instituída por lei própria e não pela Lei 8.666/93.
  •   Olha a malíciaaaaa

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção correta. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca das modalidades de licitação. Vejamos:

    Art. 22, Lei 8.666/93. São modalidades de licitação:

    I – concorrência – (Art. 22, §1º, Lei 8.666/1993 – Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.);

    II – tomada de preços – (Art. 22, § 2º, Lei 8.666/93 – Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Dica: Tomada de preços - Terceiro dia.);

    III – convite – (Art. 22, §3º, Lei 8.666/93 – Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.);

    IV – concurso – (Art. 22, §4º, Lei 8.666/93 Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias.);

    V – leilão – (Art. 22, § 5º, Lei 8.666/93 Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. Somente poderá ser utilizado quando a Administração almejar alienar bens, devendo-se, obrigatoriamente, nessa modalidade, usar o tipo maior lance para a seleção da proposta mais vantajosa).

    E o pregão, conforme lei 10.520/02:

    Art. 1º. Para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que será regida por esta Lei.

    Dito isso:

    A. ERRADO. Pregão, concurso e leilão. Erro em negrito.

    B. ERRADO. Concurso, concorrência e consulta pública. Erro em negrito.

    C. ERRADO. Consulta pública, convite e pregão. Erro em negrito.

    D. CERTO. Concurso, tomada de preços e concorrência.

    E. ERRADO. Audiência pública, tomada de preços e leilão. Erro em negrito.

    Gabarito: ALTERNATIVA D.


ID
866497
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Na fase de habilitação, a Administração Pública não poderá exigir dos licitantes documentação relativa:

Alternativas
Comentários
  • Questão maldosa, pois muda uma palavrinha do que está na letra da lei:

    Lei 8666/93, Art. 27.  Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados, exclusivamente, documentação relativa a:
    I - habilitação jurídica;

    II - qualificação técnica;
    III - qualificação econômico-financeira;
    IV – regularidade fiscal e trabalhista;
    V – cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7o da Constituição Federal.


    Gabarito: A
  • É verdade, questão maldosa!
    Tenho minhas dúvidas, será q "quitação fiscal" não é sinônimo de "regularidade fiscal"?? Ora, se a pessoa está regular com o fisco, então, necessariamente está quite com o fisco. A meu ver, é a mesma coisa, e se eu tivesse feito essa prova, entraria com recurso nessa questão!


  • CF, art  7º , inciso XXXIII  - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)

    A habilitação no procedimento licitatório tem a função bem clara e necessária de distinguir aqueles que têm condições de executar o pretendido contrato, daqueles que não possuem tal condição. Visa a fase de habilitação, por conseguinte, evitar que a Administração se lance em aventuras incompatíveis com a característica de gestão do interesse público, em conformidade com a doutrina de Adilson Abreu Dalari[1]:

    A Administração Pública não pode meter-se em contratações aventurosas; não é dado ao agente público arriscar a contratação em condições excepcionalmente vantajosas, pois ele tem o dever de zelar pela segurança e pela regularidade das ações administrativas.

    A doutrina e a jurisprudência já firmaram entendimento no sentido de que, contrariamente ao que deve ocorrer na fase de habilitação, um exame efetuado na primeira parte da fase de classificação deve ser bastante amplo e rigoroso.

  • Regularidade Fiscal pressupõe muito mais critérios junto ao fisco.
    Entendo ser conceitos diferentes, pois a quitação fiscal, em sentido amplo, pressupõe a empresa não estar com nenhum débito com a Fazenda, ora, sabemos que isso é impossível.
  • Renato,

    Quitação fiscal e regularidade fiscal são conceitos distintos. Por exemplo, imagine que parcele o pagamento de um determinado tributo. Nesse caso, a minha situação com o Fisco está regular. Porém, como ainda não terminei de pagar, eu ainda não quitei. Entendeu?


  • Verdade!

    Agora sim compreendi diferença entre quitação e regularidade fiscais.

    Também fui pego pela "questãozinha" maldosa.
  • Ok, que a questãozinha é maldosa, mas e essa letra E? "ao cumprimento do disposto no inciso XXXIII do art. 7º da Constituição da República". Nossa, beleza que a prova é para procurador, porém cobrar os dispositivos da CF dessa maneira é um tanto quanto horrível.
  • A banca adotou o posicionamento de MARIA SYLVIA DI PIETRO, para quem o art. 37, XXI, da CF teria suprimido a exigência de regularidade jurídico-fiscal prevista no art. 29, IV, do Estatuto.

ID
866500
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Assinale a alternativa que indica os bens públicos que podem ser alienados por meio de licitação, na modalidade leilão.

Alternativas
Comentários
  • Lei 8666/93
    Art. 19.  Os bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes regras:
    I - avaliação dos bens alienáveis;
    II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;
    III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de concorrência ou leilão.

    Gabarito: C
  • OTIMO COMENTARIO ,SO PARA TERMO DE CURIOSIDADE O LEILAO SERVE PARA A LICITAÇAO DE PRODUTOS LEGALMENTE APREENDIDOS OU PENHORADOS;
  • Para responder essa questão, bastaria ter conhecimentos sobre bens públicos. Seguem abaixo os comentários.

    a) Não pode ser alienados. Basta imaginar a Administração vendendo o prédio do Congresso Nacional.

    b) Não podem ser alienados, a não ser que estejam desafetados.

    c) Correta, conforme a colega anteriormente mencionou.

    d) Qualquer bem afetado não pode ser alienado. Basta imaginar a Administração vendendo a ambulância que está sendo usada por um hospital público.

    e) Não podem ser alienados. Basta imaginar a Administração vendendo uma praça.
  • Tiago, seus exemplos foram ótimos! Parabéns!
  • o que significa afetados neste contexto?
  • Caro Marcus Campos, bem afetados são aqueles que estejam sendo utilizados para alguma finalidade pública, como, por exemplo, um prédio em que funcione uma determinada secretaria municipal; diferente dos bens não afetados, como, por exemplo, um imóvel recebido em dação em pagamento e que não esteja sendo utilizado.

  • ===> BENS IMÓVEIS QUE NÃO TENHAM SIDO ADQUIRIDOS EM DECORRÊNCIA DE PROCEDIMENTOS JUDICIAIS OU DE DAÇÃO EM PAGAMENTO:


    DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA, AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS:

    1 - INTERESSE PÚBLICO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO

    2 - AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA

    3 - AVALIAÇÃO PRÉVIA

    4 - LICITAÇÃO NA MODALIDADE CONCORRÊNCIA


    DE EMPRESAS PÚBLICAS E SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA:

    1 - INTERESSE PÚBLICO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO

    2 -  NÃO HA EXIGÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA

    3 - AVALIAÇÃO PRÉVIA

    4 - LICITAÇÃO NA MODALIDADE CONCORRÊNCIA



    ===> BENS IMÓVEIS  DE QUALQUER ÓRGÃO OU ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUE  TENHAM SIDO ADQUIRIDOS EM DECORRÊNCIA DE PROCEDIMENTOS JUDICIAIS OU DE DAÇÃO EM PAGAMENTO:


    1 - AVALIAÇÃO DOS BENS ALIENÁVEIS

    2 - COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE OU UTILIDADE DA ALIENAÇÃO

    3 - ADOÇÃO DO PROCEDIMENTO LICITATÓRIO NA MODALIDADE CONCORRÊNCIA OU LEILÃO


    FONTE: DIREITO ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a alternativa CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca das modalidades de licitação.

    Inicialmente importante fazermos menção a nova lei de licitações – Lei 14.133/2021, sancionada em 01/04/2021. Apesar desta sanção, a Lei nº 8.666/93 ainda terá aplicação por mais dois anos.

    Desta forma, nos primeiros 2 anos teremos a aplicação da lei nº 8.666/93, bem como da lei nº 14.133/21. Os órgãos terão a possibilidade de optar em utilizar a lei nº 8.666/93 ou a lei nº 14.133/21, devendo ser justificada a escolha, sendo vedada a combinação das duas leis.

    Como esta presente questão é anterior à nova lei, a lei que a fundamenta ainda é a Lei 8.666/93. Vejamos:

    Art. 22, Lei 8.666/93. São modalidades de licitação:

    I – concorrência – (Art. 22, §1º, Lei 8.666/1993 – Concorrência é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habilitação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para execução de seu objeto.);

    II – tomada de preços – (Art. 22, § 2º, Lei 8.666/93 – Tomada de preços é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação. Dica: Tomada de preços - Terceiro dia.);

    III – convite – (Art. 22, §3º, Lei 8.666/93 – Convite é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na correspondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas.);

    IV – concurso – (Art. 22, §4º, Lei 8.666/93 Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 dias.);

    V – leilão – (Art. 22, § 5º, Lei 8.666/93 Leilão é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, ou para a alienação de bens imóveis prevista no art. 19, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao valor da avaliação. Somente poderá ser utilizado quando a Administração almejar alienar bens, devendo-se, obrigatoriamente, nessa modalidade, usar o tipo maior lance para a seleção da proposta mais vantajosa).

    “Art. 19, Lei 8.666/93. Os bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes regras:

    I - avaliação dos bens alienáveis;

    II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;

    III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de concorrência ou leilão.”

    Desta forma:

    C. CERTO. Bens imóveis adquiridos pela Administração Pública derivados de procedimentos judiciais ou dação em pagamento.

    GABARITO: ALTERNATIVA C.


ID
866503
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Os contratos administrativos possuem, como uma das principais distinções para os contratos privados, a existência das chamadas cláusulas exorbitantes.

Com base na Lei 8.666/1993, as alternativas a seguir representam uma dessas cláusulas, à exceção de uma. Assinale-a.

Alternativas
Comentários
  • Lei 8666/93
    Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:
    I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado;
    II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta Lei;
    III - fiscalizar-lhes a execução;
    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    Gabarito: E
  • Que diabos é cessão do objeto contratual?
  • Milena, 

    Cessão do objeto contratual está prevista no art. 72 da Lei 8666/93 e ocorre quando o contratado subcontrata partes da obra, serviço ou fornecimento durante a execução do contrato. 
    Deve ser vista como uma exceção, nao podendo, em hipótese alguma ser total. Além disso, deve respeitar os limites admitidos, em cada caso, pela Administração Pública. 
  • Ué... Fiscalização da execução é cláusula exorbitante?
  • De acordo com o art. 72 da Lei 8.666/93, o particular poderá, dentro de limites legais, ceder o objeto do contrato. Portanto, é um comportamento que pode ser executado tanto pela Administração, como pelo particular. Assim, fica desconfigurada a noção de cláusula exorbitante.

    Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido, em cada caso, pela Administração.
  • Caro colega Leandro...
    O art. 58 da Lei 8.666/93 estabelece as principais cláusulas exorbitantes e lá consta sim a fiscalização da execução.
    Neste artigo não há todas as cláusulas exorbitantes mas, como foi dito, há as principais. Vale a pena dar uma lida.

    Art. 58.  O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

    I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado;

    II - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta Lei;

    III - fiscalizar-lhes a execução;

    IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;

    V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.

    § 1o  As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.

    § 2o  Na hipótese do inciso I deste artigo, as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual.


ID
866506
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Quanto à proteção do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Art. 37, XXI da CR/88 - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. (Regulamento)
  • Grande Rafael, seu raciocínio é interessante pelo ponto de vista da lógica das respostas e estratégias de acerto.
    Ocorre que, em uma análise lógica, se pode afirmar que "Necessariamente" as opções a) e b) estariam corretas. Senão, vejamos:
     
    a) não tem esteio na Constituição da República.-> a decorrência lógica é que também não teria esteio em legislação ordinária, complementar , etc.. por se tratar a carta magna de uma disposição ampla sem maior precisão terminológica, generalizando o assunto.

    b) só é assegurada por leis ordinárias, tais como as Leis 8.666/1993, 8.987/1995 e 9.074/1995.-> De acordo com o controle de constitucionalidade, as leis devem guardar compatibilidade com a lei maior. Logicamente não poderiam amparar o equilibrio econômico financeiro. A palavra esteio tem o sentido de suporte, não precisa significar que é tratada pela CF diretamente mas pode ter alicerces nos princípios, direito, deveres...

      O resumo da ópera é que a e b não Necessariamente estariam corretas !

     
     Apesar de fugir um pouco ao conteúdo, saber analisar as questões pelo ângulo da lógica é um treinamento.

ID
866509
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação aos bens públicos, analise as afirmativas a seguir.

I. A destinação dos bens públicos pode ser alterada através da afetação ou desafetação.

II. Com relação à sua destinação, os bens públicos podem ser classificados em bens de uso comum, bens de uso especial e bens dominicais.

III. São características dos bens públicos: impenhorabilidade, imprescritibilidade e alienabilidade condicionada.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Inalienabilidade ou alienabilidade condicionada.
     
    Os bens públicos não podem ser livremente alienados pelo administrador público, que não tem livre disponibilidade sobre eles, ao contrário do que ocorre com o proprietário de bens privados que, como regra geral, tem poderes amplos para dispor dos próprios bens.
    Há bens públicos que são inalienáveis por expressa determinação constitucional: é o caso das terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais (art. 225, § 5º).
    Os bens de uso comum do povo e os bens de uso especial precisam ser previamente desafetados para que possam ser alienados. Contudo, após essa desafetação, não é livre a alienação, assim como não é livre a alienação dos bens dominicais. Os bens públicos somente podem ser alienados atendidas as exigências das leis. O art. 17 da Lei nº 8.666/93 estabelece várias regras específicas a esse respeito, exigindo sempre que interesse público esteja justificado e que seja o bem previamente avaliado. Conforme o caso, poderá ser exigida licitação e autorização legislativa específica.
    Impenhorabilidade.
    Os bens públicos não podem ser penhorados, pois o regime de execução forçada a que sujeitam as entidades de direito público não é o previsto para os particulares no Código de Processo Civil, que contempla penhora e venda judicial dos bens penhorados em caso de não pagamento pelo devedor, mas sim a prevista nos art. 100 da Constituição Federal e nos arts. 730 e 731 do Código de Processo Civil, que contempla pagamento por meio de precatórios, sem existir penhora ou venda judicial do que quer que seja.
    Imprescritibilidade.
    A imprescritibilidade dos bens públicos diz respeito à inexistência de prescrição aquisitiva (não confundir com a prescrição extintiva de direitos!) de bens. Os bens privados podem ser adquiridos por usucapião, isto é, o curso de lapso temporal na posse de um bem particular pode ensejar a aquisição da propriedade pelo possuidor. Já bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião, são imprescritíveis. Vide item 3.4, no qual trataremos do tema ocupação de bens públicos.
    Não-onerabilidade.
    Tal como ocorre com a impenhorabilidade, os bens públicos não podem ser gravados com ônus reais (hipoteca, penhor, anticresse, alienação fiduciária), pois continua...
     
  • AFETAÇÃOe DESAFETAÇÃO são os FATOS ADMINISTRATIVOS DINÂMICOS que indicam a alteração das finalidades do bem público. Se o bem está afetado e passa a desafetado ao fim público, ocorre a DESAFETAÇÃO; se, ao revés, um bem desativado passa a ter alguma UTILIZAÇÃO PÚBLICA, poderá dizer-se que ocorreu a AFETAÇÃO.

ID
866512
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com relação às formas de provimento derivado previstas na Lei 1.762/1986, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Só Ctrl+c e Ctrl+v na lei não dá!
    Gabarito: D
     Ascenção e da tranferência foram revogados em 1997 com a lei 9.527.
  • Lindemberg... observei que a prova é para procurador de AL-AM e a lei ao qual o enunciado se refere diz respeito ao Estatuto dos Serv. Púb. do Estado do Amazonas, portanto é válida como referencial.
    Só pra alimentar a memória uma informação importante sobre a letra C: A 'transferência' sobre a qual ela se refere foi considerada inconstitucional pela ADIN 231, fere o principio do concurso público art. 37 inciso II da CF/88.
    Um abraço e boa sorte.
  • QUESTÃO BICHADA. ANULÁVEL. Estranho o trecho que diz sobre a indenização  " dos prejuízos resultantes da demissão.". Oras, somente vencimentos e vantagens são garantidos, por regra. Que tipo de prejuízo é este? Dá a entender que é financeiro, ou seja, reparação civil pela administração.
  • Sobre a letra B, alguem me esclarece a parte ex-officio. De acordo com o  Art. 25.  Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.225-45,
    de 4.9.2001)

            I - por invalidez, quando junta médica
    oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou (Incluído pela Medida Provisória nº 2.225-45, de
    4.9.2001)

            II - no interesse da administração, desde
    que:
     

            a) tenha solicitado a reversão;

    Eu entendo que a reversão é apenas a pedido, ai a letra D estaria errada.

     

  • a questão é clara quando cita que quer de acordo com a lei.

  • Questão passível de anulação uma vez que, a Reversão somente é feita por ex-officio. Não é mais possível ser feita por "a pedido".

  • CUIDADO TEM COMENTÁRIO COM ERROOOOO

    Da reversão Art. 28. Reversão é o ato pelo qual o aposentado reingressa no serviço público, a pedido ou ex officio.

    §1º A reversão ex officio ocorrerá quando insubsistentes as razões que determinaram a aposentadoria por invalidez.

     

    CLARO QUE A REVERSAO PODE SER A PEDIDOOOO

  • fui por eliminação


ID
866515
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Com base na Lei 3.013/2005, a progressão funcional na carreira do servidor estável da Assembleia Legislativa obedecerá às regras apresentas nas alternativas a seguir, à exceção de uma.

Assinale-a.

Alternativas

ID
866518
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

A respeito da intervenção do Estado na propriedade, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Comentários
  • ALTERNATIVA A (ERRADA): São modalidades de intervenção do Estado na propriedade privada: servidão administrativa, limitação administrativarequisição, desapropriação, tombamento, ocupação temporária. Imissão provisória na posse: não  é modalidade de intervenção do Estado na propriedade privada. Se trata apenas de ordem expedida quando o juiz reconhece o direito de posse de determinada pessoa em relação a determinada coisa e ordena que esta seja retirada da posse de quem a tem indevidamente e retorne ao legítimo dono;
    ALTERNATIVA B (ERRADA): A regra geral é que a indenização seja prévia, justa e em dinheiro, mas há exceções. a primeira delas é a despropriação para fins de reforma agrária (CF, art. 184), em que a indenização é paga por meio de títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão. A segunda exceção é a desapropriação para fins urbanísticos (CF, art. 182, § 4º, III) em que o pagamento da indeização será feito meidante títulos da dívida pública, de emissão anteriormente aprovada pelo Senado Federeal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas iguais e sucessivas, sendo assegurado o vlor real da indenização e os juros legais; e, ainda, a desapropriação confiscatória, prevista no art. 243 da CF, que se consuma sem o pagamento de qualquer indenização ao proprietário;
    ALTERNATIVA C (ERRADA): As limitações administrativas, por constituírem imposições gerais, impostas a propriedades indeterminadas, não ensejam nenhuma indenização por parte do Poder Público em favor dos proprietários;
    ALTERNATIVA D (CERTA): Tanto na requisição quanto na ocupação temporária a regra é o não cabimento de indenização por parte do Estado. Se o uso da propriedade particular pelo Poder Público não porvocou prejuízo ao proprietário, não há que se falar em indenização. Só o exame de cada caso concreto é que permitirá avaliar se haverá ou não direito à indenização.  
    ALTERNATIVA E (ERRADA): CF, Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: I - as formas de expressão; II - os modos de criar, fazer e viver; III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas; IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais; V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico. § 1º - O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
  • A meu ver a letra D tbm está errada porque a ocupação termporária para realização de obras, segundo Marinela, depende de pagamento de indenização em dinheiro. Alguém tem esclarecimentos?
  • A Gabriela tem razão,

    No livro da Fernanda Marinela cita-se, na parte que trata de ocupação temporária que há, sim, a indenização. Esta autora fala, inclusive, sobre a figura da caução, quando exigida. Note-se que esta indenização é muito usual nos casos de ocupação temporária para prospecção mineral e pesquisa arqueológica ou de minérios, ainda mais quando houver a alteração do solo.
  • Em sede de ocupação temporária, a regra é que haverá indenização se ficar comprovado prejuízo (dano efetivo).
    (Procuradoria do Estado/AL – 2011 – ISAE)A requisição e a ocupação temporária não são indenizáveis, salvo se houver dano ao proprietário. CORRETO.
     
             Contudo, ressalta-se que é pacífico na jurisprudência que a ocupação temporária, quando precede à desapropriação, será indenizada.Nesse sentido, se mantém Carvalho Filho, afirmando que existem duas modalidades de ocupação temporária, e é isto que vai definir ou não os consequentes casos de indenização:
     
     “Uma delas é a ocupação temporária para obras públicas vinculadas ao processo de desapropriação, esta a prevista no citado art. 36 da lei expropriatória. A outra é a ocupação temporária para as demais obras e para os serviços públicos em geral, sem qualquer vínculo com o processo de desapropriação executado pelo Estado. (...) A questão da indenização, em nosso entender, dever levar em conta essas duas modalidades. A primeira delas implica o dever do Estado de indenizar o proprietário pelo uso do imóvel. O referido dispositivo da lei expropriatória estabelece que a ocupação “será indenizada, afinal”. Nota-se aqui que a utilização estatal se consuma por período de tempo mais extenso, gerando, em consequência, o dever indenizatório. Na ocupação desvinculada da desapropriação, a regra é a mesma que vale para a servidão administrativa, ou seja, em princípio não haverá indenização, mas esta será devida se o uso acarretar comprovado prejuízo ao proprietário”.
     
             Dessa forma, adotando a posição do referido autor, importante é ressaltar que, no primeiro caso haverá indenização independente de dano físico à coisa, pois, o processo de ocupação nesse caso, já é por si só excessivamente moroso, trazendo consigo prejuízos ao proprietário em decorrência dessa morosidade, e, conforme dispõe a lei expropriatória no seu artigo 36, haverá indenização a posteriori, não fazendo menção alguma quanto à necessidade de ocorrência de dano para que haja o ressarcimento. Por outro lado, isso não acontece, por exemplo, nos casos em que essa vinculação ao processo desapropriatório inexiste, pois, veja bem, uma situação que necessite do bem particular para fins de depositar ali alguns equipamentos por período referente à duração de reforma em estabelecimento que funciona órgão público, não traz em princípio prejuízo ao proprietário, exceto, se advindo desse uso, ocorrer alguma deteriorização na coisa, diga-se de passagem.

ID
866521
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

As alternativas a seguir apresentam características das concessões de serviço público, à exceção de uma.

Assinale-a.

Alternativas
Comentários
  • A responsabilidade do Estado ocorre de maneira secundária, ou seja, no caso de danos indenizáveis, primeiramente irá se atingir o patrimônio da concessionária.
  • COMENTÁRIO DOUTRINÁRIO DIRECIONADO ITEM A ITEM:
    ITEM “A” – CERTO:
    (...) a concessão promove delegação somente da execução do serviço público, sem NUNCA transferir a titularidade do serviço. Assim, o poder concedente delega a prestação e também mantém a titularidade sobre o serviço público delegado;
    ITEM “B” – CERTO:
    (...) o art. 2º, II, da Lei n. 8.987/95 determina que a outorga da concessão de serviço público depende da realização de licitação na modalidade concorrência pública. Importante destacar que o edital pode prever a inversão da ordem das fases de habilitação e de julgamento das propostas, adotando -se procedimento similar ao utilizado para a modalidade pregão (art. 18 -A da Lei n. 8.987/95);
    ITEM “C” – ERRADO
    (...) todos os danos decorrentes da prestação do serviço público concedido são de responsabilidade do concessionário. Em conformidade com o novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, adotado em agosto de 2009 no julgamento do RE 591.874/MS, tanto os prejuízos causados a usuários quanto aqueles que atingem terceiros não usuários devem ser indenizados objetivamente, isto é, sem que a vítima tenha necessidade de demonstrar culpa ou dolo do prestador. Além de objetiva, a responsabilidade do concessionário é direta, tendo em vista que não pode ser acionado diretamente o Estado para ressarcir danos decorrentes da prestação de serviços públicos em concessão. A responsabilidade do Estado, quando o serviço público é prestado por concessionários, é subsidiária, já que só responde pelo pagamento da indenização se o concessionário, depois de acionado pela vítima, não tiver patrimônio suficiente para ressarcimento integral dos danos causados;
    ITEM “D” – CERTO:
    Na prestação descentralizada por meio da concessão de serviço público, são deveres do poder concedente (art. 29 da Lei n. 8.987/95):
    (...) regulamentar o serviço concedido e FISCALIZAR permanentemente sua execução; De acordo com o art. 31 da Lei n. 8.987/95, são deveres da  concessionária: prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários, nos termos definidos no contrato;(...)obrigações do usuário: 
    levar ao conhecimento do Poder Público e da concessionária as irregularidades de que tenha conhecimento, referentes ao serviço prestado;(...).
    ITEM “E” – CERTO:
    O art. 35 da Lei n. 8.987/95 enumera seis formas de extinção do contrato de concessão. São elas: advento do termo contratual, encampação ou resgate (é a retomada do serviço público, mediante lei autorizadora e prévia indenização, motivada por razões de interesse público justificadoras da extinção contratual. Na encampação, não existe descumprimento de dever contratual ou culpa por parte do concessionário, razão pela qual é incabível a aplicação de sanções ao contratado.),caducidade, rescisão por culpa do poder concedente, anulação, falência ou extinção da empresa.
    Mais em: Mazza, Alexandre Manual de direito administrativo / Alexandre Mazza. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2012. (pág 397 à 399).
  • LETRA "C" É A RESPOSTA.

    Na concessão comum de serviço público, o Estado pode ser chamado à responsabilidade de forma subsidiária.
    Na concessão especial de serviço público há o compartilhamento de riscos, ou seja, o Estado compartilha o prejuízo com o particular.

    Assim, eventuais danos causados a terceiros pela concessionária NÃO são sempre de responsabilidade do Estado.
  • GABARITO ITEM C

     

    RESPONSABILIDADE DA CONCESSIONÁRIA


ID
866524
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com base no art. 31 da Lei 8.987/1995, assinale a alternativa que representa um encargo expresso do delegatário.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO - LETRA A

    DOS ENCARGOS DA CONCESSIONÁRIA
    Art. 31. Incumbe à concessionária:
    I - prestar serviço adequado, na forma prevista nesta Lei, nas normas técnicas aplicáveis e no contrato;
    II - manter em dia o inventário e o registro dos bens vinculados à concessão;
    III - prestar contas da gestão do serviço ao poder concedente e aos usuários, nos termos definidos no contrato;
    IV - cumprir e fazer cumprir as normas do serviço e as cláusulas contratuais da concessão;
    V - permitir aos encarregados da fiscalização livre acesso, em qualquer época, às obras, aos equipamentos e às instalações integrantes do
    serviço, bem como a seus registros contábeis;
    VI - promover as desapropriações e constituir servidões autorizadas pelo poder concedente, conforme previsto no edital e no contrato;
    VII - zelar pela integridade dos bens vinculados à prestação do serviço, bem como segurá-los adequadamente; e
    VIII - captar, aplicar e gerir os recursos financeiros necessários à prestação do serviço.
  • Sabendo-se que a Lei 8.987 veda a subconcessão direta do svç público (letra C) dá para identificar que as outras alternativas dão a entender que a delegatária incentiva e estimula terceiros a realização do svç ou sua satisfação.

    Assim, gabarito A de Aprovação.
  • O termo delegatário não aparece na lei... fiquei com dúvida se estava falando da concessionária ou do poder concedente. 


ID
866527
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com base no regime constitucional da Responsabilidade Civil do Estado, art. 37 §6º, analise as afirmativas a seguir.

I. A responsabilidade civil do Estado e de seus agentes públicos é objetiva.

II. Os casos de fortuito externo e culpa exclusiva da vítima não estão abarcados pelo regime do art. 37, §6º, da Constituição de 1988.

III. A responsabilização dos agentes públicos depende de comprovação de dolo ou culpa.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • A responsabilidade civil do Estado, por atos comissivos ou omissivos de seus agentes, é de natureza objetiva, isto é, prescinde da comprovação de culpa. Neste particular, houve uma evolução da responsabilidade civilística, que não prescinde da culpa subjetiva do agente, para a responsabilidade pública, isto é, responsabilidade objetiva. Esta teoria é a única compatível com a posição do Poder Público ante os seus súditos, pois, o Estado dispõe de uma força infinitamente maior que o particular. Aquele, além de privilégios e prerrogativas que o cidadão não possui, dispõe de toda uma infra-estrutura material e pessoal para a movimentação da máquina judiciária e de órgãos que devam atuar na apuração da verdade processual. Se colocasse o cidadão em posição de igualdade com o Estado, em uma relação jurídica processual, evidentemente, haveria um desequilíbrio de tal ordem que comprometeria a correta distribuição da justiça.

    A doutrina da responsabilidade objetiva do Estado comporta exame sob o ângulo de três teorias objetivas: a teoria da culpa administrativa, a teoria do risco administrativo e a teoria do risco integral, conforme preleciona Hely Lopes Meirelles.

  • O art. 37 § 6° da CF regula a responsabilidade objetiva da administração na modalidade risco administrativo, ou seja, responsabilidade por danos causados por uma ação da administração, que em regra, admite as causas excludetens de responsabilidade. Pra mim o item II está errado.
    Alguem tem outra explicação?!
  • ALGUMS DOUTRINADORES ENSINAM QUE A CULPA EXCLUSIVA DA VÍTMA, A FORÇA MAIOR E A CULPA DE TERCEIROS SÃO AS CHAMADAS EXCLUDENTES DO DEVER DE INDENIZAR DO ESTADO. HÁ UMA PEQUENA DIVERGÊNCIA ENTRE OS ESTUDIOSOS ACERCA DO CASO FORTUITO, ALGUMS O INCLUEM NO ROL DAS EXCLUDENTES E OUTROS NÃO. PORÉM SÃO QUESTÕES DOUTRINÁRIAS NÃO ABORDADAS PELO ARTIGO 37 DA CF/88.

    QUANTO A RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO, ELA É SEMPRE DIRETA E OBJETIVA,SALVO EM ALGUMS CASOS, COMO OS DANOS POR OMISSÃO ONDE A RESPONSABILIDADE É SUBJETIVA, E RECAÍ SOBRE TERCEIROS USUÁRIOS E NÃO USUÁRIOS, NÃO NECESSITANDO A COMPROVAÇÃO DO DOLO OU CULPA. BASTA APENAS INDICAR SE HOUVE O ATO, O DANO E O NEXO CAUSAL. A COMPROVAÇÃO DO DOLO E CULPA RECAÍ SIM SOBRE O AGENTE PÚBLICO ENSEJADOR DO DANO, É CHAMADA AÇÃO REGRESSIVA DO ESTADO.

    FICA ASSIM:

    O ESTADO INDENIZA O PARTICULAR --------------------------- E O AGENTE PÚBLICO RESSARCI O ESTADO

    O ESTADO POSSUÍ UMA RESPONSABILIDADE OBJETIVA---------------------------------- O AGENTE POSSUÍ UMA RESPONSABILIDADE SUBJETIVA
  • Se não me engano li no livro do Mazza que o caso fortuito não está incluído como excludente!!!

    Odeio quando as bancas colocam questões em que há divergência!!! Afff
  • Ao contrário do gabarito oficial, o item II está errado. O parágrafo 6º, art. 37 da CF institui um regime de responsabilidade objetiva do Estado. Tal regime admite alguns casos de exclusão do dever de indenizar, dentre eles o fortuito externo e a culpa exclusiva da vítima. Portanto, o regime do da responsabilidade objetiva inclui, como fator de exclusão do dever de indenizar, o fortuito externo e a culpa exclusiva da vítima.


ID
866530
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Tendo em vista os instrumentos de Controle da Administração Pública, analise as afirmativas a seguir.

I. O controle da Administração Pública pode ser classificado em administrativo, parlamentar, jurisdicional e popular.

II. O controle exercido pelo Tribunal de Contas do Estado sobre a atividade administrativa do Poder Executivo é um exemplo de controle interno.

III. O controle interno da Administração Pública decorre do poder de auto-tutela da Administração.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Errei essa questão por pensar que somente se classificavam em - Administrativo, Parlamentar e Judiciário. Não encontrei nenhum embasamento que me desse certeza que o controle popular estivesse nessa classificação.

    Mas apesar de tudo, agora ja sei.
  • Gabarito letra c).

     

     

    Item "I") O controle da Administração Pública é um gênero e compreende as seguintes espécies:

     

    Administrativo: esse controle se fundamenta no poder de autotutela da Administração Pública e, devido a essa prerrogativa, esta pode anular seus próprios atols ilegais e revogar os legais, porém incovenientes ou inoportunos.

     

    Parlamentar / Legislativo / Político: o controle parlamentar pode ser direto ou exercido com o auxílio do Tribunal de Contas. O controle legislativo pode então, ser realizado sob o aspecto político ou financeiro. O aspecto político confere ao Legislativo a prerrogativa de analisar a legalidade e também o mérito dos demais poderes. Um exemplo desse controle é quando o Congresso Nacional susta os os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa (CF, Art. 49, V).

     

    Jurisdicional: esse controle se fundamenta no fato de o Poder Judiciário poder realizar o controle de legalidade dos atos administrativos - discricionários e vinculados. Porém, não pode, via de regra, adentrar no mérito administrativo (conveniência e oportunidade do ato).

     

    Popular: esse controle se fundamenta na possibilidade de os próprios cidadãos realizarem o controle da Administração Pública. A ação popular (CF, Art. 5°, LXXIII) é um exemplo desse controle que é facultado o exercício ao cidadão, dentro dos limites constitucionais.

     

     

    Item "II") Esse tipo de controle é externo, e não interno. O controle interno ocorre dentro do mesmo poder. Um exemplo de controle interno é quando a Administração Pública, com fundamento em seu controle administrativo, anula um ato ilegal.

     

     

    Item "III") Comentário do item "I".

     

     

     

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ID
866533
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

Com relação à ação de improbidade administrativa disciplinada pela Lei 8.429/1992, analise as afirmativas a seguir.

I. Constitui ato de improbidade administrativa retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício.

II. Com base no art. 37, §5º, parte final, da Constituição da República, e na Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a ação de improbidade por danos ao Erário é imprescritível.

III. No caso de atos de improbidade que causem prejuízo direto ao Erário, o agente estará sujeito, dentre outras, a pena de ressarcimento integral do dano.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I. Constitui ato de improbidade administrativa retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício.
    Lei 8429/92, Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
    II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

    II. Com base no art. 37, §5º, parte final, da Constituição da República, e na Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a ação de improbidade por danos ao Erário é imprescritível.
    CF/88, art. 37, §5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não,que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

    Site do STJ: "As ações de ressarcimento do erário por danos decorrentes de atos de improbidade administrativa são imprescritíveis. A conclusão da Segunda Turma foi tomada durante o julgamento de um recurso especial, seguindo, por unanimidade, o entendimento do ministro Herman Benjamin, relator da questão." (http://www.stj.gov.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=89406)


    Continua...
  • ... continuação.

    III. No caso de atos de improbidade que causem prejuízo direto ao Erário, o agente estará sujeito, dentre outras, a pena de ressarcimento integral do dano.
    Lei 8429/92,  Art. 12.  Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: (Redação dada pela Lei nº 12.120, de 2009)
    I - na hipótese do art. 9°, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, ressarcimento integral do dano, quando houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de dez anos
    II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;
    III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

    Gabarito: E
  • Acredito que a alternativa II tenha sido mal formulada pela banca.
    A ação de improbidade por dano ao erário está sim sujeita aos prazos prescricionais.
    O que é imprescritível é a obrigação de reparar o dano aos cofres públicos, é isso que reza o texto constitucional e a jurisprudência do STJ.
    Sendo assim, marquei como verdadeiras apenas as alternativas I e III.
  • Alternativa II extremamente mal elaborada, perfeito o comentário do colega Fabio.

    Abs e bons estudos.
  • Também julguei a questão II como falsa, pelo mesmo motivo. O que não prescreve é a ação civil de ressarcimento do dano, mas a ação de improbidade, em si, prescreve. Ainda fiquei em dúvida, porque, por ser uma banca desconhecida, as vezes as alternativas vem como impropriedades do tipo...
  • Realmente, péssima questão. Considerei como corretas apenas I e III, pois o que é imprescritível, conforme STJ, é a ação de ressarcimento ao Erário e não a própria ação de improbidade em si.
  • A questão está com o gabarito errado, pois como bem intercedeu o colega acima, a improbidade continua sujeita a prescrição, somente a ação civil de ressarcimento é que seria imprescritível. Resposta certa "C". Ademais, se o Procurador do Estado representante do sujeito Passivo ou o MP ingressasse com a ação com este nome "ação de decretação de improbidade administrativa para ressarcimento..." o juiz extinguiria a ação com resolução de mérito fundamentando na prescrição do fundo do direito (se de fato estivesse passado os cinco anos)! O que os colegas acham? Bons estudos a todos
  • Concordo com o Fábio,
    A banca tentou mesclar ações e prazos prescricionais.
    1) A ação de improbidade, que busca a responsabilidade do agente, no caso, por danos causados ao erário ELA É PRESCRITÍVEL, com base na própria determinação constitucional (art. 37, § 5, 1ª parte) regulamentado pela própria lei 8.429/92, art. 23, I e II. 
    2) A ressalva do art. 37, § 5, parte final da CF é que se volta para a ação de ressarcimento dos danos causados na esfera cível, proposta pela Fazenda Pública. Esta ação é IMPRESCRITÍVEL, não se confundindo com a de responsabilização pela improbidade praticada e demais sanções possíveis de serem aplicadas. 

    Obs: Contudo, é bom lembrar que as duas primeiras modalidades de conduta de improbidade administrativa podem trazer prejuízos ao erário e seu ressarcimento é medida cível que busca repatriar o patrimônio do erário desviado, mas que volta a ele como medida de sanção da Lei e não como ação cível propriamente dita, com fim específico para isso. Resumindo:
    a) se a ação de improbidade cominar o ressarcimento do dano, quando houver, e repatriar todos os bens e prejuízos causados, estara completo o ressarcimento. Não podendo aqui a Fazenda Pública intentar ação cível, que é imprescritível (art. 17, § 2º), pois o dano já foi ressarcido.
    b) se na ação de improbidade não for feito o ressarcimento de forma completa, a Fazenda poderá buscar a complementação segundo o art. 17, § 2º 8429/92.
    c) não conseguindo a ação de improbidade ressarcir nada do prejuízo, nada impede da Fazenda intentar a ação cível para fazê-lo, pois é imprescriível;
    Ou seja, a prescritibilidade é para o conjunto de cominações possíveis de medidas que podem ser aplicadas aos agentes que praticam atos de improbidade, já a imprescritibilidade funciona apenas para a ação cível de reparação do dano.
  • 23/11/2010 - 08h00
    DECISÃO
    Prescrição da ação por improbidade não impede análise do pedido de ressarcimento no mesmo processo
    O pedido de ressarcimento de danos ao erário público deve prosseguir em ação civil pública, ainda que o pedido de condenação por improbidade esteja prescrito.A controvérsia foi resolvida pela Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento de recurso especial interposto pelo Ministério Público Federal (MPF), que teve como relator o ministro Luiz Fux. 

    No recurso, o MPF contestava decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que julgou improcedente a continuidade da ação civil pública para o ressarcimento de danos, devido ao reconhecimento da prescrição, na mesma ação, do pedido de condenação por improbidade. “Remanesce o direito à ação de ressarcimento de prejuízos ou danos, que é imprescritível, a teor do disposto no § 5º do art. 37 da Constituição Federal, a qual, contudo, deve ser proposta na via própria, que não a da ação civil por ato de improbidade administrativa”, diz o acórdão do TRF1. 

    Insatisfeito com a posição, o MPF sustentou a existência de dissídio jurisprudencial em relação à questão. Os embargos foram rejeitados pelo tribunal. Segundo o MPF, o TRF1 e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mantinham posições opostas sobre o assunto. Para o TRF4, quando houver a cumulação dos dois pedidos – improbidade e ressarcimento – o processo deve prosseguir para julgamento do pedido de ressarcimento, mesmo quando os atos de improbidade estiverem prescritos. 

    De acordo com a Lei de Improbidade (Lei n. 8.429/1992), as sanções previstas para o caso em análise, constantes do artigo 12, se submetem ao prazo prescricional de cinco anos, exceto a reparação do dano ao erário, que é imprescritível. No caso em questão, a prescrição da ação de improbidade ocorreu porque se passaram dez anos entre a instauração do inquérito civil e a propositura da ação civil. 

    Para o relator, ministro Luiz Fux, diante da aceitação de cumulação dos pedidos condenatório e ressarcitório em ação por improbidade administrativa, a rejeição de um dos pedidos não impede o prosseguimento do outro. A decisão foi unânime.
     
  • Incorri no mesmo erro, parece que a galera que sabia da pegadinha, recorrentemente feita em concursos, errou. Em supra síntese, grave: As Ações de Improbidade possuem prazo prescricional de ATÉ 5 anos APÓS O TERMINO do mandato, cargo em comissão ou função de confiança, todavia o ressarcimento do erário é IMPRESCRITÍVEL.

  • Hora que li o item II já pensei: "Não dá pra saber muito bem o que o jumento que criou a questão quer dizer."

  • GABARITO: E

    I - CERTO: Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente: II - retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;

    II - CERTO: Art. 37, §5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não,que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.

    III - CERTO: Art. 12. Independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato: II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;


ID
866536
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Crécio, confiante nos destinos da economia brasileira, resolve adquirir uma televisão, tela plana, utilizando-se do crédito pessoal que lhe foi ofertado pela empresa C e D S/A.
Ao adentrar o estabelecimento da empresa, é prontamente recebido por um vendedor que apresenta-lhe as opções disponíveis, formaliza o seu cadastro, imprime o contrato de compra e venda de bem móvel, prometendo-lhe que ocorrerá a entrega no prazo máximo de trinta dias. Ultrapassado o prazo, o bem não foi entregue, tendo o vendedor comunicado a Crécio que o veículo que transportava vários bens da empresa havia sido furtado em São Paulo, local onde estaria sediado o depósito e que por isso, não mais poderia entregar o bem adquirido. Prontamente o numerário expendido sofre devolução.
De posse dos valores ressarcidos, Crécio adquire bem similar de Pato que lhe promete entrega em dez dias. Passado o período, Pato comunica a Crécio que o bem sofrera aumento de preço e que haveria uma diferença de R$ 300,00 a pagar, o que foi negado pelo adquirente.

Diante de tal enunciado, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 241. Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização.

    Logo, se houve valorização na coisa sem que o devedor(Pato) contribui-se para isso, o credor não será obrigado a pagar pelo aumento.
  • Esqueci de colocar o gabarito "b".
  • Questão classificada errada! Deveria ser classificada como "Do direito das obrigações"!
  • Olá, alguém pode me informar por que não se aplica o  Art. 237, CC: “Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação”.

    Obrigado!
  • Decifrando a questão: “De posse dos valores ressarcidos, Crécio adquire bem similar de Pato que lhe promete entrega em dez dias. Passado o período, Pato comunica a Crécio que o bem sofrera aumento de preço e que haveria uma diferença de R$ 300,00 a pagar, o que foi negado pelo adquirente”.
    Descreve o art. 237 do CC, Até a tradição pertence ao devedor a coisa, com os seus melhoramentos e acrescidos, pelos quais poderá exigir aumento no preço; se o credor não anuir, poderá o devedor resolver a obrigação”
    Em outra via, o art. 234, afirma: “Se, no caso do artigo antecedente, a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes; se a perda resultar de culpa do devedor, responderá este pelo equivalente e mais perdas e danos”
    A questão do concurso indica condição suspensiva resolvida, pois o período de 10 dias para entrega já havia se consumado.
    Tendo a o acréscimo ocorrido sem despesa ou trabalho do devedor, o lucro será do credor. Assim prescreve o art. 241, vejamos: “Se, no caso do art. 238, sobrevier melhoramento ou acréscimo à coisa, sem despesa ou trabalho do devedor, lucrará o credor, desobrigado de indenização”
    Assim, a resposta é a letra “b”
    Em relação à letra “a”, aplica-se o art. 234 do CC, conforme lançado acima (“...a coisa se perder, sem culpa do devedor, antes da tradição, ou pendente a condição suspensiva, fica resolvida a obrigação para ambas as partes...”)
  • Essa matéria é de direito das obrigações, não deveria está nesse conteúdo de compra e venda.
  • Não acho que se aplique o art. 238, que trata da obrigação de restituir, não de dar. Penso que o art. em questão é mesmo o 237, conjugado com o 399, eis que estava em mora o devedor na entrega do bem. Assim, da mesma forma como responderia até por fortuito - exceto se provasse que de qualquer forma ocorreria - não faria jus ao aumento do preço. Seria abusar da própria torpeza.

ID
866539
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Osdro, com dezesseis anos de idade, dirige-se ao Banco OG S/A, com o intuito de efetuar contrato de conta-corrente, vez que pretende estabelecer-se como empresário no ramo de vestuário. É surpreendido com a informação do gerente do Banco de que somente poderia realizar o ato, caso comparecessem ao local seus pais ou, na ausência deles, os seus representantes legais. Aduziu Osdro ser órfão de pai e mãe, estando sob a guarda de sua tia Elena, sua tutora.

Diante de tal enunciado, analise as afirmativas a seguir.

I. Pessoas com dezesseis anos de idade podem praticar atos bancários sem a representação ou assistência dos seus representantes legais.

II. Havendo guarda judicial, o tutor deve assistir a pessoa protegida, em atos negociais.

III. Caso fosse realizado o contrato de abertura de conta- corrente, haveria emancipação do menor.

IV. Somente após caracterizados os atos como empresário é que ocorreria a emancipação.

V. Aos menores são permitidos alguns atos civis autonomamente, como aquisição de bens de pequeno valor.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • R: D

    I - Pessoas com dezesseis anos de idade podem praticar atos bancários sem a representação ou assistência dos seus representantes legais. (FALSO)
    O art. 4º, I, do CC considera como relativamente incapaz para o exercício de certos atos da vida civil os maiores de 16 anos e menores de 18 anos.
     E o suprimento da incapacidade relativa dar-se necessariamente pelo instituto da Assistência.
    II. Havendo guarda judicial, o tutor deve assistir a pessoa protegida, em atos negociais. (VERDADEIRO)
    III. Caso fosse realizado o contrato de abertura de conta- corrente, haveria emancipação do menor. (FALSO)
    As hipóteses estão previstas no art. 5º do CC.
    Art. 5º, CC-02A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil. PU→Cessará, para os menores, a incapacidade:
    I– pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos (Hipótese de Emancipação Voluntária e Judicial);
    II– pelo casamento ;
    III– pelo exercício de emprego público efetivo;
    IV– pela colação de grau em curso de ensino superior ;
    V– pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego[*1] , desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
    IV. Somente após caracterizados os atos como empresário é que ocorreria a emancipação. (VERDADEIRO)
    V. Aos menores são permitidos alguns atos civis autonomamente, como aquisição de bens de pequeno valor. (VERDADEIRO)
     


     [*1]OBS: a emancipação não se adquire, pura e simplesmente, com a celebração de contrato de trabalho, devendo concorrer, como outro requisito, a existência de economia própria, o q descarta, a priori, os contratos de aprendizagem (art. 58, CLT) e os de jornada a tempo parcial (art. 428, CLT), q admitem contratação com remuneração por valores inferiores ao salário mínimo legal.).
     
  • I- errada a acertiva- pessoas com dezesseis anos de idade têm que estar assistidos nos termos do artigo 4º, I do CC - São incapazes relativamente a certos atos ou a maneira de os exercer os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito.
    II- está correta a acertiva se considerar o enunciado da questão em que Osdro é maior de dezesseis anos. O instituto passa a ser o da assistência e não o da representação.
    III- errada a acertiva de acordo com o artigo 5º do CC, que traz as hipóteses de emancipação - o rol é taxativo
    IV - está correta a acertiva de acordo com o artigo 5º, V do CC - estabelecimento comercial e em função dele tenha economia própria (achei essa um pouco incompleta, mas não deixa de estar correta).
    V- Acertiva correta pois a incapacidade é relativa a certos atos de acordo com o artigo 4º, caput do CC, portanto, são permitidos aos menores a prática de alguns atos.




  • A afirmativa I e III são exdrúxulas, o quê, com um pouco de atenção e uma releitura dos enunciados você consegue resolver tranquilamente a questão.

    Aliás, sabedores de que algumas bancas buscam a literalidade da lei (como a FCC, p.ex.), cabe aqui ressaltar o fator RELEITURA dos enunciados para observar algumas discrepâncias que o nosso "cérebro" com certeza irá denunciar.


    Acertei essa assim... é uma dica.


    Parcimônia, concurseiros, e boa sorte!  
  • Tecnicamente a assertiva IV está errada, uma vez que para a emancipação do menor, nessa hipótese, também faz-se necessário que, em razão da prática de empresa, possua economia própria. Portanto, somente ocorreria a emancipação de Osdro após ele adquirir economia própria por meio dos atos de comércio, não bastando somente a prática dos referidos atos.
  • Osdro... questão devia ser anulada só pelo nome do indivíduo.


ID
866542
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Administrativo
Assuntos

O Município do Eirunepé planeja realizar festejos momescos fora de época, com o intuito de gerar recursos para a economia local. Para isso, o prefeito procede à interdição aos veículos da Av. Getúlio Vargas, principal via da cidade, buscando fornecer aos visitantes e aos cidadãos locais, espaço para as comemorações. A par disso, autoriza o comércio ambulante no entorno da festa. Os gastos realizados pelo município são plenamente recompensados pelo afluxo de turistas, com o recolhimento de tributos municipais.

Os atos do Prefeito de Eirunepé atingiram bens de uso:

Alternativas
Comentários
  • Bens de uso comum do povo: é também chamado por alguns autores de “bem de domínio público”. São aqueles bem que estão à disposição da coletividade. É aquele bem que dá uso indistinto, sem discriminação. Exemplos são as praias, praças, ruas, etc. Sua utilização normal não requer autorização. Mas sempre que se queira fazer um uso distinto (discriminado) do bem público (ex. festa fechada numa praia), a autorização é necessária. Os bens de uso comum podem ser utilizados de maneira plena ao exercício do direito de reunião (CF, art. 5º, XVI) mas, se eventualmente o Poder Público não autorizar que a reunião aconteça (ex. por se tratar reunião em local de grande circulação em horário de pico), deve fornecer um outro horário ou um outro local de mesma visibilidade para que a reunião aconteça. Apesar dos bens de uso comum estarem à disposição da sociedade, eles estão sujeitos à regulamentação de utilização por parte do Estado.
  • GABARITO: A

    De uso comum do povo são todos aqueles bens de “utilização concorrente de toda a comunidade”, usados livremente pela população, o que não significa “de graça” e sim, que não dependem de prévia autorização do Poder Público para sua utilização, como por exemplo, rios, mares, ruas, praças.

  • Nesta questão espera-se que o aluno assinale a opção CORRETA. Para resolvê-la, exige-se do candidato conhecimento acerca dos bens públicos. Vejamos:

    I. Bens de uso comum do povo ou do domínio público.

    Art. 99, CC. São bens públicos: I- os de uso comum do povo, tais como rios, mares, estradas ruas e praças.

    Não há uma conceituação e sim uma exemplificação. De forma prática, pode-se dizer que os bens públicos são aqueles que servem para o uso geral das pessoas, não sendo dotados de uma finalidade específica para sua utilização.

    II. Bens de uso especial ou do patrimônio administrativo.

    Art. 99, CC. São bens públicos: II- os de uso especial, tais como edifícios ou terrenos destinados a serviço ou estabelecimento da administração federal, estadual, territorial ou municipal, inclusive os de suas autarquias.

    De novo, não há uma conceituação e sim uma exemplificação. Estes bens, por sua vez, no entanto, apresentam uma finalidade específica. Por exemplo, um posto de saúde é um bem público usado especialmente para a promoção da saúde. Podem tanto ser bens móveis (viaturas de polícia) quanto imóveis (prédio de um hospital, uma escola).

    Existem também os ditos bens de uso especial indireto, que são aqueles bens que embora pertencentes a Administração, ela não é a usuária direta deles. Como ocorre, por exemplo, com as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, que são enquadradas como bens de uso especial, em razão da necessidade de preservação da área.

    III. Bens dominicais ou do patrimônio disponível.

    Art. 99, CC. São bens públicos: III- os dominicais, que constituem o patrimônio das pessoas jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada uma dessas entidades.

    Parágrafo único. Não dispondo a lei em contrário, consideram-se dominicais os bens pertencentes às pessoas jurídicas de direito público a que se tenha dado estrutura de direito privado.

    Os bens dominicais são aqueles pertencentes às pessoas jurídicas de direito público que, no entanto, não estão sendo usados para nenhuma finalidade, seja ela genérica ou específica. São bens desafetados, ou seja, que não apresentam uma utilidade pública. Como exemplos, podemos citar carros da polícia que não estejam mais funcionando, bens móveis sucateados, terras devolutas etc.

    Logradouro é um espaço público oficialmente reconhecido pela administração municipal. Como, por exemplo, jardins, ruas, avenidas, praças, destinados ao uso comum dos cidadãos e à circulação de veículos.

    Assim:

    A. CERTO. Comum.

    B. ERRADO. Dominical.

    C. ERRADO. Particular.

    D. ERRADO. Concedidos.

    E. ERRADO. Especial.

    GABARITO: ALTERNATIVA A.


ID
866545
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Foca e Foca Ltda. realiza contrato de prestação de serviços de refrigeração com a empresa Pinguim e Irmãos Ltda., com duração de um ano e remuneração correspondente a R$ 10.000,00 (dez mil reais) por mês.

No décimo mês do contrato, por negligência dos sócios da empresa Pinguins e Irmãos Ltda., a execução dos serviços é suspensa. A empresa Foca e Foca Ltda. é surpreendida com a suspensão das atividades da empresa prestadora de serviços e pretende solucionar o seu problema à luz da legislação civil em vigor.

Diante de tais fatos, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: letra E, sendo que a questão manda assinalar a assertiva INCORRETA, cujas alternativas encontram fundamento no Código Civil.

    a) Caracterizada a ausência de culpa do devedor, a obrigação se resolve.
    Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
    b) Não prestada a obrigação, por negligência do devedor, tem direito o credor a perdas e danos.
    Art. 248. Se a prestação do fato tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa dele, responderá por perdas e danos.
    c) Notificada a empresa Pinguins e Irmãos Ltda. e recusando- se a executar o serviço, possível a sua substituição, com ônus para a devedora.
    Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
    d) Recusada a prestação do serviço, cabe indenização por perdas e danos.
    Art. 249. Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre ao credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.
    e)   A empresa Foca e Foca Ltda. deve buscar novo fornecedor  às suas expensas, mesmo caracterizada a negligência da empresa fornecedora.
    Art. 249, Parágrafo único. Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.
    Assim sendo, a assertiva E está incorreta porque a "empresa Foca e Foca Ltda.", CREDORA, não deve arcar com o custo da contratação de novo fornecedor, devendo ser ressarcida pela devedora que inadimpliu culposamente a brigação, consoante disposto no parágrafo único do art. 249 do CC.

    FIQUEM COM DEUS !!!

  • Não entendi como um contrato de prestação de serviços pode ter como o prestador, uma pessoa jurídica. Quem puder me explicar mande mensagem.


ID
866548
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Trácio formaliza contrato de mútuo com Crésia, sendo o valor total da dívida de R$ 100.000,00 (cem mil reais), parcelados em sessenta prestações fixas.

Impossibilitada momentaneamente de quitar os valores devidos, entabola conversa com sua amiga Lítia que, compadecida com a situação de Crésia, resolve quitar integralmente a dívida, em seu próprio nome, com Trácio. Obtendo a quitação, comunicou tal fato a Crésia que, por sua vez, não apresentou qualquer ressalva ao ato.

Lítia não possuía qualquer vínculo econômico ou financeiro com Trácio e com Crésia, mas apenas amizade por esta última.

Diante de tais fatos e à luz da legislação civil em vigor, analise as afirmativas a seguir.

I. Lítia, ao efetuar o pagamento do mútuo, subrogou-se nos direitos de Trácio, o credor.

II. Trácio poderia opor-se ao pagamento realizado por Lítia.

III. Crésia não tem o dever de pagar a Lítia, diante do seu ato de liberalidade.

IV. O pagamento de Lítia extinguiu a obrigação existente entre Trácio e Crésia.

V. Lítia somente poderia quitar a obrigação com a aquiescência de Trácio e de Lítia.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • CC/02

    Art. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.

    Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.

                Art. 304. Qualquer interessado na extinção da dívida pode pagá-la, usando, se o credor se opuser, dos meios conducentes à exoneração do devedor.

    Parágrafo único. Igual direito cabe ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor, salvo oposição deste.

    Art. 305. O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.

    Parágrafo único. Se pagar antes de vencida a dívida, só terá direito ao reembolso no vencimento.

  • E o que a questão está fazendo entre as questões sobre CONTRATOS?
  • Sub-rogação é forma indireta de pagamento. O verbo sub-rogar, como terminologia jurídica, exprime o significado de trocar, permutar.

    Sub-rogação é a substituição de uma pessoa, ou de uma coisa, por outra pessoa, ou outra coisa, em uma relação jurídica.


    Na sub-rogação do vínculo da inalienabilidade, em que a coisa gravada pelo testador ou doador é substituída por outra, ficando esta sujeita àquela restrição. (v. CC, art. 1.911, parágrafo único; CPC, art. 1.112, II).

  • Alguém explica por que a II está correta?

  • GABARITO: D

    I. Lítia, ao efetuar o pagamento do mútuo, subrogou-se nos direitos de Trácio, o credor.

    ERRADA

    ART. 305 O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.

    Lítia é terceiro não interessado, não se sub-roga nos direitos do credor.

    "Lítia não possuía qualquer vínculo econômico ou financeiro com Trácio e com Crésia, mas apenas amizade por esta última."

    II. Trácio poderia opor-se ao pagamento realizado por Lítia.

    CORRETA

    ART. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.

    III. Crésia não tem o dever de pagar a Lítia, diante do seu ato de liberalidade.

    ERRADA

    ART. 305 O terceiro não interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor.

    Crésia deve reembolsar a Lítia, a não ser que ela tivesse meios para ilidir a ação, o que não é caso, visto que a questão fala que Crésia estava impossibilitada momentaneamente de adimplir a obrigação.

    IV. O pagamento de Lítia extinguiu a obrigação existente entre Trácio e Crésia.

    CORRETA

    ART. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.

    V. Lítia somente poderia quitar a obrigação com a aquiescência de Trácio e de Lítia.

    ERRADA

    Aqui há um erro de digitação, acredito que a banca queria dizer Crésia e não Lítia.

    A situação se trata de assunção de dívida: um terceiro assume a obrigação, mas para isso precisa do consentimento expresso do credor.

    ART. 299. É facultado a terceiro assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava.

    Ocorre que o Código Civil não exige que o devedor primitivo tenha ciência do pagamento feito:

    ART. 306. O pagamento feito por terceiro, com desconhecimento ou oposição do devedor, não obriga a reembolsar aquele que pagou, se o devedor tinha meios para ilidir a ação.


ID
866551
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Mévio realiza empréstimo a Caio, pelo valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a ser pago em dez prestações mensais e sucessivas.

Pretendendo viajar ao exterior, constitui mandatário, seu advogado Nero, responsável pela administração do seus bens.

Na data do vencimento, Nero procura Caio para receber a prestação devida, apresentando a procuração, por instrumento público, outorgada por Mévio e o recibo dando quitação.

O devedor, surpreso com o aparecimento de Nero, pois não fora informado pelo credor de sua viagem, resolve pagar a parcela, mas com temor de pagar mal.

Diante desses fatos e à luz da legislação civil em vigor, analise as afirmativas a seguir.

I. O pagamento a representante do credor, sem que o mesmo tenha comunicado tal situação previamente, permite o recebimento em dobro da parcela devida.

II. Permite-se a quitação de parcela da dívida por instrumento particular.

III. O credor pode instituir procurador, sem aquiescência ou comunicação ao devedor.

IV. O portador do recibo é presumido legitimado a receber a dívida.

V. Tendo pago a dívida ao procurador, o devedor poderá ser cobrado novamente.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Seção II
    Daqueles a Quem se Deve Pagar

    Art. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito.

    Art. 309. O pagamento feito de boa-fé ao credor putativo é válido, ainda provado depois que não era credor.

    Art. 310. Não vale o pagamento cientemente feito ao credor incapaz de quitar, se o devedor não provar que em benefício dele efetivamente reverteu.

    Art. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.

     
  • Art. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.
  • GABARITO: D

    I. O pagamento a representante do credor, sem que o mesmo tenha comunicado tal situação previamente, permite o recebimento em dobro da parcela devida.

    ERRADA

    Não há tal previsão no Código Civil.

    II. Permite-se a quitação de parcela da dívida por instrumento particular.

    CORRETA

    ART. 320. A quitação, que sempre poderá ser dada por instrumento particular, (...)

    III. O credor pode instituir procurador, sem aquiescência ou comunicação ao devedor.

    CORRETA

    O Código Civil não exige ciência ao devedor.

    ART. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.

    ART. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito.

    IV. O portador do recibo é presumido legitimado a receber a dívida.

    CORRETA

    ART. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.

    V. Tendo pago a dívida ao procurador, o devedor poderá ser cobrado novamente.

    ERRADA

    ART. 308. O pagamento deve ser feito ao credor ou a quem de direito o represente, sob pena de só valer depois de por ele ratificado, ou tanto quanto reverter em seu proveito.

    ART. 311. Considera-se autorizado a receber o pagamento o portador da quitação, salvo se as circunstâncias contrariarem a presunção daí resultante.


ID
866554
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Esculápio é proprietário de um cachorro da raça “Pit Bull”, que o acompanha diariamente em passeios à beira do Rio Negro, sempre sem focinheira.

Durante anos, o animal doméstico nunca trouxe atribulações ao seu dono.

Em determinado dia, em ato agressivo, o cachorro atacou um adolescente de quinze anos que, inconsequentemente, atirou grãos de milhos nos olhos do animal.

Após a agressão inusitada, o adolescente foi transportado para o Pronto Socorro Municipal no dia 28 de agosto, constatando-se diversas fraturas no corpo.

O responsável pelo adolescente ingressou com ação condenatória do dono do animal agressor, postulando danos materiais e morais.

Diante desse quadro, analise as afirmativas a seguir.

I. O animal atuou em legítima defesa própria, não podendo o seu dono ser responsabilizado.

II. Incide a responsabilidade sem culpa ou objetiva.

III. São devidos danos morais e materiais.

IV. O ato do adolescente caracteriza força maior a relevar a responsabilidade do dono do animal.

V. Sendo a responsabilidade objetiva não existe excludente possível.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • GABARITO D. Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
    Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem. - RESPONSABILIDADE OBJETIVA
    Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior. 
    Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano.

    Parágrafo único. Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz reduzir, eqüitativamente, a indenização.
    Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
    Art. 949. No caso de lesão ou outra ofensa à saúde, o ofensor indenizará o ofendido das despesas do tratamento e dos lucros cessantes até ao fim da convalescença, além de algum outro prejuízo que o ofendido prove haver sofrido.
  • Completando o excelente comentário supra, a responsabilidade do dono se tornará objetiva pelo fato de seu cachorro não utilizar a focineira em seus passeios habituais. Logo assumi o risco do dano. 
  • Penso que o ato de o garoto atirar grãos de milho nos olhos do cão configura culpa da vitima. Incidindo, portanto, a excludente do art. 936 do código civil. senão vejamos:

    "Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior. "

    Assim, não haverá obrigação de indenizar danos morais ou materias, tornando errado o item III e, consequentemente, anulável a questão. É o que me parece. Salvo melhor juízo.

     

  • O fato da vítima ter contribuido para o ataque do animal deverá ser sopesado no momento da condenação do dono do animal por danos morais e materiais, mas não ilide o mesmo de responsabilidade, haja vista sua responsabiliade objetiva, ainda mais que infringiu culposamente (negligência) o dever objetivo de cuidado, posto que não levava o animal com focinheira.
    Inteligência dos artigos:
    Art. 936. O dono, ou detentor, do animal ressarcirá o dano por este causado, se não provar culpa da vítima ou força maior.
    Art. 945. Se a vítima tiver concorrido culposamente para o evento danoso, a sua indenização será fixada tendo-se em conta a gravidade de sua culpa em confronto com a do autor do dano.
  • Eu fico DOENTE quando vejo um examinador assassinar o idioma. Não dá para deixar barato:
    "Em determinado dia, em ato agressivo, o cachorro atacou um adolescente de quinze anos que, inconsequentemente, atirou grãos de milhos nos olhos do animal." Do jeito que está, o entendimento é que o animal atacou e, em seguida, o menino atirou o milho. O examinador deveria ter escrito que ATIRARA ou TINHA/HAVIA ATIRADO. Viva o pretérito MAIS-QUE-PERFEITO, tão necessário, mas tão desconhecido!
  • Prezados Colegas,
     No caso em comento, não há que se falar em "culpa exclusiva da vítima" pelo simples fato de que estamos diante de um menor incapaz. Esse já é o entendimento dos tribunais, sob a seguinte justificativa:
     "É contraproducente esperar de uma criança, que à época da desdita contava com 8 (oito) anos de idade, maturidade e discernimento de um homem médio, sobre os perigos de cruzar uma pista de rolamento  desamparada por um adulto. Sendo ela pessoa física absolutamente incapaz (art. 5º, I do CC/16, vigente à época dos fatos), é inaceitável qualquer tentativa de excluir a responsabilidade do agente causador da incúria. A criança é um ser humano em desenvolvimento mental, que não tem a sensatez e juízo pleno acerca dos reais perigos e de se autodeterminar conforme esse entendimento.
     A esse respeito, este Tribunal de Justiça já alicerçou posicionamento no sentido de que:
    “AÇÃO DE INDENIZAÇÃO. MORTE DE CRIANÇA POR ATROPELAMENTO EM RODOVIA. TRANSPORTE ESCOLAR. VÍTIMA SOB CUIDADOS DO MUNICÍPIO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. CONDUTOR DO VEÍCULO QUE NÃO SE ACAUTELA AO ULTRAPASSAR ÔNIBUS DE ESCOLARES.
    CULPA CONCORRENTE DA VÍTIMA. INOCORRÊNCIA. DESARRAZOABILIDADE. DANOS MATERIAIS E MORAIS. SEGURO PESSOAL QUE ABRANGE OS DANOS MORAIS. JUROS E CORREÇÃO MANTIDOS. APELOS
    DESPROVIDOS. SENTENÇA ADEQUADA EM SEDE DE REEXAME NECESSÁRIO.
    Não é razoável e proporcional exigir prudência, previsão e dever de cuidado de uma criança de sete anos de idade. Pela sua condição peculiar e natural, não se pode exigir comportamento médio equivalente a de um homem diligente.
    (...)” (TJPR – Acórdão 31800 – ACRN 0369519-4 – 4ª CC. – Rel. Des. Adalberto Jorge Xisto Pereira – Julg. 05.05.2008 – DJ:7679 de 15.08.2008 – Unânime)”

    Bons estudos!
  • Não visualizo ofensa a honra objetiva ou subjetiva do adolescente. Onde está o dano moral??? Tá, pode-se falar em dano estético mas dano moral nunca.
    Se alguém puder enxergar esse dano moral e me mostrar agradeço.
  • Suellen, creio possível o dano moral sim. Mas mais por uma visão de exclusão. Não consigo admitir que o caso concreto criado seja um mero aborrecimento. Acho que ser atacado por um pit bull e hospitalido por isso gera sim um dano moral, já que extropola a normalidade. 
  • Independente de a criança ter o discernimento ou não para vislumbrar que sua prática ("atirar" grãos de milho) acarretaria a fúria do cachorro, configura-se culpa excluiva da vítima, o que retira a resposabilidade do dono do cão. A responsabilidade seria do tutor da criança em seu dever de diligência para com o incapaz. 
    Se é habitual que o cachorro ande sem focinheira  por se tratar de animal de personalidade serena, independente da raça, não é aceitável que se maltrate o animal desnecessariamente sob a argumento de necessidade de proteção do garoto que atira grãos de milho no cachorro, ao seu bel prazer. O tema dos direitos dos animais é novo no ordenamento jurídico nacional mas já gera problematiações, como é o caso. 
  • Questão (...) sempre sem focinheira (...)
    Art. 927.  (...)
    Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

ID
866557
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Esculápio, condutor de veículo de passeio, é abalroado por coletivo da Viação Orca Ltda., vindo a falecer em decorrência do evento.

Sua esposa e dois filhos promoveram ação buscando a reparação dos danos morais e materiais, obtendo sentença condenatória consistente em pensão mensal, correspondente aos rendimentos da vítima, repartidos entre os três autores, acrescidos de danos morais, estes correspondentes a 500 salários mínimos, além do reembolso das despesas com hospital, não cobertas por plano de saúde, com funeral, bem como pagamento de seguro-saúde para os três autores.

As condenações de trato sucessivo foram determinadas para os filhos da vítima, até que eles completassem vinte e cinco anos. Para a viúva, não houve fixação de idade máxima, definida que ela perceberia os benefícios durante toda a vida.

Em termos de liquidação do dano, à luz da legislação civil em vigor, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Dessa forma, é o órgão julgador que, em atenção às peculiares circunstâncias de cada caso concreto, tem as melhores condições de avaliar qual a reparação necessária, suficiente e adequada. Nesse sentido: 
     
    “Examinando o caso concreto, as circunstâncias pessoais das partes e as materiais que o circundam, o juiz fixará a indenização que entender adequada. Poderá fazê-la variar conforme as posses do agente causador do dano, a existência ou não do seguro, o 
    grau de culpa e outros elementos particulares à hipótese em exame, fugindo de uma decisão ordenada por regra genérica, no geral desatenta às 
    peculiaridades do caso concreto”.16

    “É preponderante, na reparação dos danos morais, o papel do juiz. A ele, a seu prudente arbítrio, compete medir as circunstâncias, ponderar os elementos probatórios, inclinar-se sobre as almas e perscrutar as coincidências”.17
     
    A indenização por dano moral cumpre duas finalidades: compensação e prevenção. Por um lado, a indenização deve ser expressiva, de forma a compensar a vítima, e de outro, a indenização deve se converter em fator de desestímulo.
    7 SILVA, Wilson Melo da. O dano moral e sua reparação, Rio de Janeiro: Forense, p. 399.
  • Acredito que a questão deveria ser anulada, pois a alternativa "b" também parece errada.

    Ainda que o Código Civil não trabalhe com o "tabelamento" do valor da indenização, como já fez outrora a lei de imprensa, o artigo 944 estabelece uma limitação ao valor da indenização, adstrito que deve ser à extensão do dano.


    "Art. 944. A indenização mede-se pela extensão do dano."
  • Pesoal, acho que a melhor resposta encontra-se no artigo 948 do Código Civil, que estabelece na parte final do "caput" a seguinte expressão:  "sem excluir outras reparações" O que equivale em outras palavras que as hipoteses legais ali elencadas não serem taxativas e sim exemplicativas, portanto,  possiveis de outras ilimitadas sitações, ou seja, não há, por conseguinte, limites para para condenação de outras verbas, o que faz da acertiva B correta. Abaixo segue a transcrição do dispositivo em comento:

    Art. 948. No caso de homicídio, a indenização consiste, sem excluir outras reparações:

    I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família;

    II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima.

  • Essa questão está falando que são ILIMINATAS as verbas que o causador do dano possa ser condenado. 

    ABSURDO. 

    A indenização mede-se pela extensão do dano (limitação quantitativa)  art. 944 CC

    A indenização não terá lugar se privar do necessário o incapaz ou as pessoas. (limitação qualitativa) art. 928

    Sem falar no princípio da dignidade da pessoa humana, nos bens impenhoráveis, bens de família...  



  • Questão bem capciosa, que exige atenção!
  • Essa eu não entendi.

  • A fim de encontrar a resposta correta, iremos analisar todas as alternativas propostas pela questão:

    A) Diz o legislador, no art. 948 do CC, que “no caso de homicídio, a indenização consiste, SEM EXCLUIR OUTRAS REPARAÇÕES: I - no pagamento das despesas com o tratamento da vítima, seu funeral e o luto da família; II - na prestação de alimentos às pessoas a quem o morto os devia, levando-se em conta a duração provável da vida da vítima".

    Isso significa que qualquer outro prejuízo não expressamente mencionado, mas que seja demonstrado, será indenizado. Exemplo: dano moral. Incorreta;

    B) No aspecto material não há que se falar em limitação, se pensarmos, à título de exemplo, nas condenações de trato sucessivo, que foram determinadas para a viúva sem fixação de idade máxima.

    No que toca ao dano moral, também não se fala em limitação para a sua fixação, mas em critérios a serem utilizados pelo julgador: matemático, tabelamento e arbitramento judicial.

    O material vincula os danos morais com os danos materiais sofridos. Acontece que é perfeitamente possível falar em dano moral sem que tenha configurado o dano material.

    O critério do tabelamento adota um valor máximo e um mínimo, limitando, desta forma, os juízes no momento em que forem proferir sentença. Uma das críticas a ele é que não se levaria em consideração a diversidade entre as pessoas, prevalecendo a igualdade formal em detrimento da material. O Enunciado 550 do CJF rechaça este critério: “A quantificação da reparação por danos extrapatrimoniais não deve estar sujeita a tabelamento ou a valores fixos".

    O critério do arbitramento judicial deixa a fixação à critério do julgador, que é quem tem o contato direto com as partes.

    Para auxiliar o julgador, o STJ criou um critério bifásico para a definição do montante a ser pago: “Na primeira etapa, deve-se estabelecer um valor básico para a indenização, considerando o interesse jurídico lesado, com base em grupo de precedentes jurisprudenciais que apreciaram casos semelhantes. Na segunda etapa, devem ser consideradas as circunstâncias do caso, para fixação definitiva do valor da indenização, atendendo à determinação legal de arbitramento equitativo pelo juiz" (RECURSO ESPECIAL Nº 1.152.541 – RS).

    O fato é que “a extensão do dano moral sempre levará em consideração as condições pessoais da vítima, a comparação entre o “antes e o depois" do dano injusto em sua esfera psicofísica. Caso contrário, bastaria o tabelamento da reparação, procedimento que desconsidera a vítima em sua subjetividade" (FARIAS, Cristiano Chaves; NETTO, Felipe Peixoto Braga ROSENVALD, Nelson. Curso de Direito Civil. Responsabilidade Civil. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015. v. 3. p. 302). Correta;

    C) Não há previsão neste sentido, mas é pacífico no STJ o entendimento de que a pensão deve perdurar até que os filhos menores completem 25 anos de idade, quando se presume terem concluído sua formação, incluindo-se a universidade (STJ, 1.027.318, Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª T., DJ 31.8.2009). Incorreta;

    D) Pelo contrário, mas a Súmula 37 do STJ é no sentido de que “SÃO CUMULÁVEIS AS INDENIZAÇÕES POR DANO MATERIAL E DANO MORAL ORIUNDOS DO MESMO FATO". Incorreta;

    E) Conforme outrora explicado, na assertiva B, não há que se falar em limitação dos danos morais. No mais, é possível a indenização à título de danos morais sem que tenha havido o dano material. É só pensarmos, à título de exemplo, na devolução indevida de cheque (Súmula 388 do STJ), que configura dano moral, mas não, necessariamente, o dano material. Incorreta.




    Resposta: B 

ID
866560
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Caio realizou contrato de mútuo com Mévio e Flavius, pelo valor global de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), por meio do pagamento de vinte prestações mensais e sucessivas.

Após o pagamento parcial das prestações devidas, o pagamento foi suspenso, pretendendo o credor cobrar dos devedores, na totalidade, o saldo devedor com os acréscimos legais.

Observado o instituto da solidariedade civil, analise as afirmativas a seguir.

I. Caracterizada a solidariedade presumida entre os devedores, pelo fato de figurarem, conjuntamente, no contrato de mútuo.

II. Não havendo solidariedade, cada devedor responde por parte da dívida, em proporção.

III. O pagamento parcial por um devedor não exonera o outro.

IV. Havendo a remissão da dívida de um devedor, ela se comunica ao outro.

V. O falecimento de um dos devedores, deixando herdeiro, acarreta a transferência total da dívida para este.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • R: C
    I. Caracterizada a solidariedade presumida entre os devedores, pelo fato de figurarem, conjuntamente, no contrato de mútuo. (FALSO – Solidariedade não se presume resulta da lei ou da vontade das partes – Art. 265. CC)
    II. Não havendo solidariedade, cada devedor responde por parte da dívida, em proporção. (VERDADEIRO)
    III. O pagamento parcial por um devedor não exonera o outro. (VERDADEIRO – Art.  388, 415)
    IV. Havendo a remissão da dívida de um devedor, ela se comunica ao outro. (FALSO – Art. 388. CC - A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a ele correspondente....)
    V. O falecimento de um dos devedores, deixando herdeiro, acarreta a transferência total da dívida para este. (FALSO - Art. 276. Se um dos devedores solidários falecer deixando herdeiros, nenhum destes será obrigado a pagar senão a quota que corresponder ao seu quinhão hereditário, salvo se a obrigação for indivisível; mas todos reunidos serão considerados como um devedor solidário em relação aos demais devedores.)
     
     

  • Em complemento ao item II, ressalto que o mesmo encontra-se fundamentado no artigo 257 do Código Civil:
    Art. 257. Havendo mais de um devedor ou mais de um credor em obrigação divisível, esta presume-se dividida em tantas obrigações, iguais e distintas, quantos os credores ou devedores.
  • a questão tem mais haver com as obrigações solidárias.....
  • O FATO DE MEVIO E FLAVIUS FIGURAREM NO CONTRATO É NÃO SUFICIENTE PARA SURGIR A SOLIDARIEDADE ENTRE ELES,  QUA SOMENTE EXISTIRÁ PELA VONTADE DA LEI OU DAS PARTES. 
  • Retificando o comentário da colega Ana Valéria:

    III - Art. 277 do CC.


ID
866563
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Civil
Assuntos

Nero e Nera resolvem realizar negócio jurídico, consistente na aquisição de um bem, de propriedade de Mévio e Mévia, ajustando-se o preço em dólar, visto que o bem fora originariamente importado pelos vendedores.

Para efeito de fixação do preço, o bem foi avaliado em R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) e o pagamento, em dez prestações mensais e sucessivas, correspondentes aos dólares convertidos no momento da celebração do negócio em tela.
Houve a regular tradição e as partes não pretendem resolver o negócio.

Diante disso, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  •  

    Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.


    O Decreto-Lei 857/69 implantou o regime atual, impondo a proibição de pagamento em moeda estrangeira, só permitido taxativamente em obrigações internacionais. O primeiro artigo do Decreto-Lei 857/69 traz a regra geral:

    “Art. 1º. São nulos de pleno direito os contratos, títulos e quaisquer documentos, bem como as obrigações que, exeqüíveis no Brasil, estipulem pagamento em ouro, em moeda estrangeira, ou , por alguma forma, restrinjam ou recusem, nos seus efeitos, o curso legal do cruzeiro.”

    O segundo artigo compila taxativamente as exceções, as chamadas obrigações internacionais.

    “Art. 2º. Não se aplicam as disposições do artigo anterior:” 
    I – às obrigações de importação e exportação de mercadorias; 
    II – aos contratos de financiamento ou de prestação de garantias, relativos a exportações de bens de produção nacional, vendidos a crédito para o exterior; 
    III – aos contratos de compra e venda de câmbio em geral; 
    IV – às obrigações em que uma das partes é residente no exterior (exceto os contratos de locação de imóveis nacionais); 
    V – às modificações dos contratos citados no item IV.”

  • COMENTÁRIO ITEM A ITEM - :
    A QUESTÃO VERSA SOBRE O QUE A DOUTRINA CHAMA DE “CURSO FORÇADO DA MOEDA NACIONAL”. VEJAMOS CADA ITEM:
    ITEM “A” – CORRETO:O valor devido somente deve ter em consideração aquele fixado em moeda corrente.” 
    É CONFIRMADO pela LEI No 10.192, DE 14 DE FEVEREIRO DE 2001 no seu Art. 1o As estipulações de pagamento de obrigações pecuniárias exeqüíveis no território nacional deverão ser feitas em Real, pelo seu valor nominal.
    ITEM “B”- INCORRETO: A legislação civil proíbe, nos contratos internos, fixação de pagamento em moeda estrangeira.”
    O enunciado vai de encontro ao preceituado excepcionalmente pelo Código Civil, veja: Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial
    “EXCEPCIONALMENTE, MESMO EM CONTRATOS INTERNOS, PODE HAVER FIXAÇÃO DE PAGAMENTOS EM MOEDA ESTRANGEIRA. EM GERAL, SÃO SITUAÇÃOES DE TRIBUTAÇÃO, COMÉRCIO EXTERIOR E SEGURO COM RESSEGURO NO EXTERIOR!”
    ITEM “C”- CORRETO: O valor das prestações deve ser em dólares convertidos no momento do pagamento.”
    É como se posiciona a Corte Superior: (...)A obediência ao curso forçado da moeda nacional implica, indiscutivelmente, a proibição de o credor recusar-se a receber o pagamento da dívida em reais e FAZ SURGIR A CONCLUSÃO DE QUE O MOMENTO DA CONVERSÃO EM MOEDA NACIONAL É O DO PAGAMENTO DA DÍVIDA, não o do ajuizamento da execução. Precedentes citados: REsp 402.071-CE, DJ 24/2/2003; REsp 239.238-RS, DJ 1º/8/2000, e REsp 83.752-RS, DJ 13/8/2001. REsp 647.672-SP, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 14/2/2007.
    ITEM “D”- CORRETO: .“As prestações serão fixas, em reais e pagas no vencimento.” 
    CC- Art. 315. As dívidas em dinheiro deverão ser pagas no vencimento, em moeda corrente e pelo valor nominal, salvo o disposto nos artigos subseqüentes.
    ITEM “E”- CORRETO: A cláusula de pagamento em moeda estrangeira é nula.”
    É a regra, prevista no CC - Art. 318. São nulas as convenções de pagamento em ouro ou em moeda estrangeira, bem como para compensar a diferença entre o valor desta e o da moeda nacional, excetuados os casos previstos na legislação especial.

    FONTE: 
    http://www.conjur.com.br + Código Civil Comentado 8º ed, Regina Beatriz Tavares .
  • Pra mim, essa questão foi elaborada de má fé. Talvez pra beneficiar quem já tinha o gabarito.

    Ora, se a B diz que "A legislação civil proíbe, nos contratos internos, fixação de pagamento em moeda estrangeira.", e essa é a regra, não é a previsão legal da possibilidade de exceções que torna essa assertiva errada. Se fosse assim, teríamos que marcar como erradas as assertivas que dizem que "o mandato do presidente da República é de 4 anos" - afinal, já houve um tempo em que o mandato era de 5 anos.

    Por fim, quanto á jurisprudência colacionada acima pelo colega, a qual provavelmente embasou o elaborador da famigerada questão, tenho a dizer apenas que quando o tribunal posicionou-se no sentido de considerar como tempo correto aquele do pagamento, o fez tão somente para se opor à alegação da parte de que o momento oportuno era aquele da citação.
  • Como assim a prestação será fixa?

    É possível a estipulação de preços decorrentes de taxas de mercados, preço arbitrado por terceiro, índices de planificação da economia e, na AUSÊNCIA, pelo preço comum das vendas do vendedor, e, sendo VÁRIOS, o seu TM termo médio,  conforme o art.s 485 a 488 do cc.

  • É comum em compras de pacotes de viagem, por exemplo, que a conversão da moeda estrangeira se dê no momento da contratação, não no momento do pagamento, que poderá dar-se em meses, parceladamente.

    Ex: compro um pacote por R$ 1.000,00. A taxa de câmbio utilizada é a do dia da contratação. Eventuais modificações, seja para mais ou pra menos nessa taxa, não afetarão o valor das prestações contratadas.

    Assim sendo, não me parece correto afirmar que as prestações "devem ser convertidas no momento do pagamento". A jurisprudência trazida pelo colega abaixo é relativa a outro questionamento, já esclarecido em outro post.

    Questão maldosa.

  • Em regra, é vedado, sob pena de nulidade, a estipulação contratual de pagamento em moeda estrangeira, salvo nos casos previstos em legislação especial (artigos 315 e 318 do Código Civil).

    As exceções estão previstas no artigo 2º do Decreto-lei n. 857/69 (contratos internacionais e derivados).

    Na verdade, com o tempo, os tribunais pátrios, em particular, o Superior Tribunal de Justiça, ponderaram que, caso o empréstimo fosse realmente declarado nulo, por ter sido tomado em moeda estrangeira, haveria, de fato, inequívoco enriquecimento sem causa de um dos contratantes — o mutuário —, visto que seria perfeitamente possível a situação na qual uma parte tivesse obtido vantagem do negócio e, posteriormente, alegasse a sua nulidade para ficar desobrigada do pagamento da contraprestação devida.

    “O Superior Tribunal de Justiça pacificou o entendimento de que, ‘as dívidas fixadas em moeda estrangeira deverão, no ato de quitação, ser convertidas para a moeda nacional, com base na cotação da data da contratação, e, a partir daí, atualizadas com base em índice oficial de correção monetária’ (REsp. n. 1.323.219/RJ, rel. Ministra Nancy Andrighi, DJe 26/9/2013)”.

    Atualmente, então, sobre essa temática, no que concerne à data da conversão da moeda estrangeira, prevalecem duas orientações convergentes nos domínios do Superior Tribunal de Justiça, que podem ser sintetizadas da seguinte forma:

    a) sendo hipótese de contrato internacional, inserido nas exceções previstas no artigo 2º do Decreto-lei n. 857/69, a indexação pela moeda estrangeira descortina-se legal, devendo ser convertida pela cotação da data do efetivo pagamento; e

    b) sendo hipótese de contrato nacional, celebrado entre partes brasileiras, admite-se, em caráter excepcional, a estipulação em moeda estrangeira, devendo, no entanto, ser convertida (o valor único ou cada parcela, se a prestações) pela cotação da data da celebração do negócio, atualizada pela correção monetária até o momento da efetiva liquidação.(CASO NARRADO NA QUESTÃO)


ID
866566
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A Associação Nacional de Procuradores de Assembleias Legislativas requereu o seu ingresso em ação proposta pela Associação Nacional dos Procuradores de Estado – ANAPE, com o escopo de declarar a inconstitucionalidade de dispositivo contido em Constituição estadual, defendendo a exclusividade da representação judicial das unidades federadas cometida aos Procuradores dos Estados.

Diante dessas circunstâncias, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • questão fácil, tão somente em razão da assertiva errada ser facilmente detectavel.

    de fato, não traz qualquer conexão uma classe de procuradores ligada ao PODER LEGISLATIVO ter de servir como LITISCONSORTE NECESSÁRIO do chefe do PODER EXECUTIVO.

  • Vale acrescentar decisão recente sobre o tema.

    Não deixem de seguir o insta @bizudireito

     

    AMICUS CURIAE

    Impossibilidade de intervenção de partido político como amicus curiae em processo criminal de seu filiado

    Determinado Deputado Federal estava respondendo a ação penal no STF pela suposta prática do crime de peculato.

    O partido político que ele integra requereu a sua intervenção no feito como amicus curiae.

    O STF indeferiu o pedido afirmando que a agremiação partidária, autoqualificando-se como amicus curiae, pretendia, na verdade, ingressar numa posição que a relação processual penal não admite, considerados os estritos termos do CPP.

    STF. 1ª Turma. AP 504/DF, rel. orig. Min. Cármen Lúcia, red. p/ o acórdão Min. Dias Toffoli, julgado em 9/8/2016 (Info 834).


ID
866569
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Nero, empresário, atuando no ramo de importação e exportação de bens, é surpreendido com a atuação de agentes fiscais que impedem o desembaraço aduaneiro de mercadorias importadas, sob o argumento de descompasso entre as informações prestadas nos documentos e a conferência física realizada no porto de Manaus.

Inconformado com o ato praticado, apresenta documentação ao seu advogado que, por sua vez, propõe a medida adequada, sem a liminar indeferida, afirmando o magistrado haver proibição legal para o deferimento de liminares nessas hipóteses.

Diante desse quadro, analise as afirmativas a seguir.

I. A restrição de medida liminar ofende o princípio constitucional da inafastabilidade do controle jurisdicional.

II. Não existe qualquer incompatibilidade entre a restrição legal e o princípio constitucional da inafastabilidade do controle, vez que o que é fixado por lei pode ser modificado pelo mesmo instrumento.

III. As restrições legais devem ser analisadas caso a caso e a que restringe a liminar no caso em tela é inconstitucional.
IV. A restrição a medidas liminares, como no caso em tela, ofende o princípio da razoabilidade.

V. As restrições podem atingir quaisquer situações que demandem tutela de urgência.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • 12016/09. lei Art. 7o  Ao despachar a inicial, o juiz ordenará: 

    § 2o  Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. 

    §§ 5o  As vedações relacionadas com a concessão de liminares previstas neste artigo se estendem à tutela antecipada a que se referem os arts. 273 e 461 da Lei no 5.869, de 11 janeiro de 1973 - Código de Processo Civil. 

  • questão a princípio estranha, mas eliminando-se apenas a assertiva I já se chega ao gabarito alternativa a
  • Questão mal formulada. Faltam elementos essenciais para a melhor avaliação do candidato.
  • Questão absurda. Principalmente o ITEM V "As restrições podem atingir QUAISQUER situações que demandem tutela de urgência".

    Não é qualquer situação que a tutela de urgência pode ser limitada ou restringida. Por exemplo, nos casos envolvendo risco de vida a tutela antecipada de urgência pode ser deferida, inclusive, contra o Poder Público, sob pena de violar o princípio da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana. Basta ver a jurisprudência maciça do STJ deferindo MEDICAMENTOS aos necessitados em sede de liminar.



ID
866572
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Ícaro, gerente comercial da empresa Balorca S/A, consulta advogado sobre a possibilidade de compensar determinados créditos que sua empresa possui com o Fisco e o meio processual de viabilizar tal pretensão.

O causídico consultado indica a utilização do Mandado de Segurança como o instrumento adequado, por sua presteza e procedimento, que resultaria em solução mais célere para a empresa.

Aceita a consulta, ocorreu a apresentação do mandamus, tendo o magistrado que examinou a peça exordial, indeferido a medida liminar, tendo havido recurso.

Diante de tais circunstâncias, analise as afirmativas a seguir.

I. A nova legislação sobre mandado de segurança veda medida liminar em caso de compensação tributária.

II. Cabe agravo de instrumento contra a decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança.

III. A vedação de medida liminar prevista na lei do mandado de segurança é inconstitucional por ofensa ao princípio do acesso à Justiça.

IV. Não é possível discutir o tema compensação tributária porque demandaria prova pericial.

V. O mandado de segurança demanda, regra geral, prova pré-constituída.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Gabarito: C

    De acordo com o posicionamento do STJ, consolidado pela súmula 460: “É incabível o mandado de segurança para convalidar a compensação tributária realizada pelo contribuinte”.

    Acrescenta-se que " [...] não é possível pleitear, pela via mandamental, determinação judicial que assegure a convalidação da quantia a ser compensada, pois tal exame demandaria análise das provas, além do que compete à Administração fiscalizar a existência ou não de créditos a serem compensados, a exatidão dos números e documentos, o valor a compensar e a conformidade do procedimento adotado com os termos da legislação pertinente."

    Fonte: http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=98851

  • Lei n. 12.016/09.

    Art. 7.

    [...]

    § 2o  Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. 

  • letra II correta art 7 § 1° da lei 12016/09
    V correta exigi o direito liquido e certo
  • Análise das questões. A Lei utilizada é a 12016/2009 - Lei do Mandado de Segurança:

    I. A nova legislação sobre mandado de segurança veda medida liminar em caso de compensação tributária.
     CERTO: art. 7 § 2º

    II. Cabe agravo de instrumento contra a decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança.                              CERTO: art. 7 § 1º
    III. A vedação de medida liminar prevista na lei do mandado de segurança é inconstitucional por ofensa ao princípio do acesso à Justiça.       Errado.

    IV. Não é possível discutir o tema compensação tributária porque demandaria prova pericial. 
    Errado.

    V. O mandado de segurança demanda, regra geral, prova pré-constituída. 

    CERTO: art. 6
  • I. A nova legislação sobre mandado de segurança veda medida liminar em caso de compensação tributária. 

    CORRETA - Lei 12.016-09, Art. 7º, §2º - Não será concedida medida liminar que tenha por objeto a compensação de créditos tributários, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.

    II. Cabe agravo de instrumento contra a decisão que defere ou indefere medida liminar em mandado de segurança. 

    CORRETA - Lei 12.016-09, Art. 7º,§1º - Da decisão do juiz de primeiro grau que conceder ou denegar a liminar caberá agravo de instrumento.

    Obs: Não confundir com a Sentença! Da sentença que denega ou concede o mandado de segurança, cabe apelação!

    III. A vedação de medida liminar prevista na lei do mandado de segurança é inconstitucional por ofensa ao princípio do acesso à Justiça. 

    ERRADA - Vide comentário da assertiva I

    IV. Não é possível discutir o tema compensação tributária porque demandaria prova pericial. 

    ERRADA - Súmula 213 - STJ: O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária.

    Atenção! O MS é ação adequada para a COMPENSAÇÃO! Mas não para CONVALIDAÇÃO (conforme expresso na Súmula 460 - STJ)


    V. O mandado de segurança demanda, regra geral, prova pré-constituída. 

    CORRETA - Direito Líquido e Certo - É aquele que se consegue comprovar de plano por prova documental pré-constituídaO Mandado de segurança é incompatível com a prova oral ou pericial! 

    Destaca-se que é incabível o Mandado de Segurança para demanda que exija dilação probatória.

    ALTERNATIVA CORRETA 'C': I, II e V 

  • Questão desatualizada, na ADIN 4296 o STF decidiu ser inconstitucional do art. 7º §2º da Lei do MS por obstáculo à efetiva prestação jurisdicional e à defesa do direito líquido e certo do impetrante


ID
866575
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Remo, brasileiro, cidadão portador dos direitos cívicos, inconformado com o desmando na administração do Município de Jarí, promove ação popular pugnando pela citação do prefeito do município, de todos os secretários municipais e de dez empresas beneficiárias de licitações que o autor afirma irregulares, com danos ao erário.

Como pedido principal, postula a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal, por ofensa à Constituição Federal.

Os réus são regularmente citados e apresentam contestação.

O município de Jarí formula dois requerimentos:

a) Ingresso no pólo ativo da ação.

b) Ingresso da União Federal no pólo passivo, vez que um dos ato atacados foi praticado com a chancela do Presidente da República.

O magistrado defere o ingresso do município no pólo ativo e determina a inclusão do Presidente da República no pólo passivo e, por consequência, declara-se incompetente para julgamento da causa, remetendo os autos ao Supremo Tribunal Federal.

Diante disso, analise as afirmativas a seguir.

I. Na ação popular exige-se a comprovação de regularidade da situação eleitoral do autor.

II. O foro por prerrogativa de função atinge também a ação popular.

III. O ingresso do município no pólo ativo é permitido pela lei regente da ação popular.

IV. O Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar ações populares.

V. A ação popular pode postular diretamente a declaração de inconstitucionalidade de lei municipal.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  •  art.6°, § 3º A pessoas jurídica de direito público ou de direito privado, cujo ato seja objeto de impugnação, poderá abster-se de contestar o pedido, ou poderá atuar ao lado do autor, desde que isso se afigure útil ao interesse público, a juízo do respectivo representante legal ou dirigente.
  • No que toca no item IV da questão, anote-se essa Jurisprudência a respeito do assunto:

    É da competência do STF o julgamento de ação popular em que se tem um conflito entre a União e Estado membro, onde os autores pretendem agir no interesse do Estado, postulando a anulação de decreto do Presidente da República, ou seha, de ato imputável à União (STJ, RT, 738:206)
  • II - Errada

    "À vista do art. 5º da Lei nº 4.717, de 1965, tem-se que a ação popular é da competência de juízo de primeiro grau de jurisdição, e não da competência
    originária de tribunal 30. A competência do juízo de primeiro grau subsiste até mesmo quando a ação popular tem como ré autoridade pública com foro
    privilegiado, como o Presidente da República " ( Bernado Pimentel Souza, Revista de Direito Público)
     
    IV - Errada
    "Assim, na jurisprudência: “Constitucional. Supremo Tribunal Federal: Competência originária: CF, art. 102, I, n. Ação Popular. I – A simples alegação de que os Juízes de 1º grau estariam impedidos de julgar a causa – ação popular cujo juiz natural é o juiz de 1º grau – não é suficiente para deslocar a competência para o Supremo Tribunal Federal, na forma do disposto no art. 102, I, n, da CF. Somente a incompatibilidade de todos os magistrados de 1ª instância, desde que comprovada nos autos, é que justificaria o deslocamento. Enquanto houver um Juiz capaz de decidir a causa, em 1º grau, não será lícito deslocar a competência para o STF . Precedentes do STF: AOr 520-AgR/AM, Min. Marco Aurélio; AOr 465-AgR/RS, Min. Celso de Mello; AOr 263-QO/SC, Min. Sepúlveda Pertence; AOr 378/SC, Min. Maurício Corrêa; AOr 859-QO/AP, Min. Maurício Corrêa para o acórdão, DJ 1º.08.2003. II – Agravo não provido” (Pleno do STF, AOr-AgRg 1.031/RN, Diário da Justiça de 19 de março de 2004, p. 16)." (Bernado Pimentel Souza, Revista de Direito Público)


    V - Errada.

    Não se admite o controle de constitucionalidade abstrato em ACP, pois, segundo jurisprudência do STF, a tutela desse pedido geraria verdadeiro controle de constitucionalidade concentrado, estaria invadindo a competência do STF para tal ação.

    De acordo com o entendimento de Pedro Lenza: "[...]a ação civil pública não pode ser ajuizada como sucedâneo de ação direta de inconstitucionalidade, pois, em caso de produção de efeitos erga omnes, estaria provocando verdadeiro controle concentrado de constitucionalidade, usurpando competência do STF."

  • II. O foro por prerrogativa de função atinge também a ação popular.
    ERRADAPor quê? Para a definição da competência para processar e julgar AP são adotados 02 critérios cumulativos:
    1º: 
    A competência para processar e julgar a Ação Popular é determinada em razão da entidade lesada e não da pessoa causadora do dano ou beneficiada;
    Ex: Se a entidade for o Municipio: Justiça Comum Estadual; Se for a União: Justiça Federal.
    2º: A AP é sempre proposta no 1º grau de jurisdição. Dessa forma, não existe foro por prerrogativa de função. Ou seja, mesmo que seja o Presidente da República o causador do dano, a competência será determinada em razão da pessoa jurídica lesada.
    III. O ingresso do município no pólo ativo é permitido pela lei regente da ação popular.
    CERTO. Por quê? A PJ lesada poderá adotar 03 atitudes:
    1º: contestar o pedido;
    2º: não contestar o pedido;
    3º: poderá a qualquer momento integrar o polo ativo, junto com o autor da AP 
    (STJ: a qualquer momento, mesmo que já tenha contestado).

    IV. O Supremo Tribunal Federal não tem competência para julgar ações populares.
    ERRADO
    Por quê? pelo que pesquisei, seria uma espécie de exceção ao que afirmei no item II. No livro do Pedro Lenza de 2013, consta que o STF poderá julgar AP orginariamente, como nos casos do Art. 102, I, "f" e "n", CF/88. Cita como exemplos o disposto no Inf. 433 e 443 do STF. 
  • Opa! Este primeiro item I é altamente contestável, pois aderiu ao entendimento minoritário. As posições doutrinárias possíveis são: 1. Minoritária: que exige a comprovação da regularidade perante a Justiça eleitoral, por meio da apresentação, quando do ajuizamento da ação, do comprovante da última eleição realizada; 2. MAJORITÁRIA: basta a apresentação do título de eleitor, cabendo à parte contrária comprovar a irregularidade e, conseqüentemente, a ilegitimidade da parte, pois para lei o título é bastante para prova da cidadania segundo o art. 1º, § 3º da LAP: "a prova da cidadania, para ingresso em juízo, será feita com o título eleitoral, ou com documento que a ele corresponda".


  • Amigos, comentando quanto à competência do julgamento da Ação Popular, que gerou diversos comentários:

    De acordo com o artigo 5º da Lei 4.717/65, que regula a ação popular, a competência para julgamento da ação popular é determinada pela origem do ato lesivo a ser anulado, via de regra, do juízo competente de primeiro grau, conforme as normas de organização judiciária. Ainda que se trate de ato praticado pelo Presidente da República, não haverá foro privilegiado, sendo competente a justiça de primeira instância.

    AÇÃO ORIGINÁRIA. QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO POPULAR. COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO-OCORRÊNCIA. PRECEDENTES.

    1. A competência para julgar ação popular contra ato de qualquer autoridade, até mesmo do Presidente da República, é, via de regra, do juízo competente de primeiro grau. Precedentes.

    2. Julgado o feito na primeira instância, se ficar configurado o impedimento de mais da metade dos desembargadores para apreciar o recurso voluntário ou a remessa obrigatória, ocorrerá a competência do Supremo Tribunal Federal, com base na letra n do inciso I, segunda parte, do artigo 102 da Constituição Federal.

    3. Resolvida a Questão de Ordem para estabelecer a competência de um dos juízes de primeiro grau da Justiça do Estado do Amapá.

    Fonte: LFG, Denise Cristina Mantovani Cera

  • O famoso caso Raposa Serra do Sol é ação popular de competência originária do STF, pois envolveu conflito federativo entre um estado-membro e a União


ID
866578
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Arduino recebe de Mévio documento comprovando dívida no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), datado de 05 de janeiro de 2009, prometendo o devedor quitar a dívida um ano após.

O documento não foi subscrito por testemunhas, apenas pelo devedor.

No dia aprazado, Mévio comunica ao seu credor que não poderá pagar a dívida. Insatisfeito, Arduíno promove a ação adequada ao caso, requerendo a citação do devedor que, por meio de advogado, apresenta defesa, inclusive reconvenção, requerendo provas.

Após a fase instrutória, o magistrado profere sentença, julgando procedente o pedido e condenando o réu a pagar custas e honorários advocatícios de dez por cento do valor dado à causa.

Diante dessas circunstâncias, analise as afirmativas a seguir.

I. O procedimento adequado ao caso concreto seria o monitório.

II. A defesa na ação monitoria tem o nome de contestação.

III. Não cabe reconvenção no procedimento monitório.

IV. A defesa formulada no procedimento monitório suspende os efeitos do mandado inicial.

V. Mesmo cumprindo o mandado inicial, o réu pagará custas e honorários advocatícios.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I- certo - uma vez que trata-se de um documento particular não assinado por duas testemunhas, garantindo a natureza de titulo executio extrajudicial, o mesmo apenas poderá ser executado pela via da ação monitória segundo o art. 1.102 -A do CPC.

    II - falso. O oferecimento da desefa se dá pela oposição dos embargos, np prazo de 15 dias. art. 1.102-C

    III - falso. Cabe reconvencao sim, porém o procedimento será convertido para o ordinário

    IV - certo. segundo o art. 1.102 - C : os embargos suspenderao a eficacia do mandado inicial

    V - falso. inciso 1 do 1.102 é claro ao confirmar que o reu cumprindo o mandado, ficara isento de custas e honorarios advocaticios.
  • Alternativa III está incorreta, pois é permitido reconvenção em ação monitória.

    Súmula 292 do STJ - A reconvenção é cabível na ação monitória, após conversão do procedimento ordinario.
  • Smj, há um erro na formulação da questão:

    O item III afirma que "Não cabe reconvenção no procedimento monitório".  O gabarito Considera a assertiva equivocada.
    Todavia, vejamos a súmula 292, do STJ: 

    Súmula nº 292 do STJ - Reconvenção na ação monitória

    "A reconvenção é cabível na ação monitória, após a conversão do procedimento em ordinário".

    Para que seja aceita a reconvenção, deverá, primeiro, haver a conversão em rito ordinário, o que, ao meu ver, torna a questão mal formulada.
  • Art. 1.102-C - No prazo previsto no art. 1.102-B, poderá o réu oferecer embargos, que suspenderão a eficácia do mandado inicial. Se os embargos não forem opostos, constituir-se-á, de pleno direito, o título executivo judicial, convertendo-se o mandado inicial em mandado executivo e prosseguindo-se na forma do Livro I, Título VIII, Capítulo X, desta Lei. (Alterado pela L-011.232-2005)

    § 1º - Cumprindo o réu o mandado, ficará isento de custas e honorários advocatícios.

    § 2º - Os embargos independem de prévia segurança do juízo e serão processados nos próprios autos, pelo procedimento ordinário.

    § 3º - Rejeitados os embargos, constituir-se-á, de pleno direito, o título executivo judicial, intimando-se o devedor e prosseguindo-se na forma prevista no Livro I, Título VIII, Capítulo X, desta Lei. 

  • I. CORRETO; Art. 1.102.a - A ação monitória compete a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel.

    II. ERRADA; A defesa se dá por Embargos ao Mandado Monitório, o qual tem 2 características (são apresentados sem garantia do juízo e converte-se automaticamente a ação para o rito ordinário).

    III. ERRADA; Súmula 292, STJ: ¨A reconvenção é cabível na ação monitória após a conversão do procedimento em ordinário¨.

    IV. CORRETO; Art. 1.102-C. No prazo previsto no art. 1.102-B (15 dias), poderá o réu oferecer embargos, que suspenderão a eficácia do mandado inicial. Se os embargos não forem opostos, constituir-se-á, de pleno direito, o título executivo judicial, convertendo-se o mandado inicial em mandado executivo e prosseguindo-se na forma do Livro I, Título VIII, Capítulo X, desta Lei.

    V. ERRADO; O devedor que cumprir a obrigação no prazo (15 dias), automaticamente, recebe a chamada sanção premial (ficando isento das custas e honorários). Art. 1.102-C § 1º Cumprindo o réu o mandado, ficará isento de custas e honorários advocatícios.



ID
866581
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Uga Uga Ltda. é empresa que atua na importação de pneus remoldados, tendo sido surpreendida com proibição da União Federal de importar pneus usados, com base em violação a normas ambientais em vigor.

Inconformada, impetrou mandado de segurança aduzindo:

a) a atividade de remoldagem de pneus é lícita e depende da importação de matéria-prima.

b) as normas ambientais estão sendo cumpridas pela impetrante.

c) a restrição administrativa de importação de matéria-prima não prima pela razoabilidade.

d) é inaplicável ao caso concreto a jurisprudência quanto à importação de bens usados para consumo.

Após os trâmites legais, o pedido é julgado procedente havendo recurso. Paralelamente, diante de sucessivas decisões proferidas por inúmeros juízos federais, admitindo a importação de pneus usados como matéria prima para a indústria nacional, o Presidente da República apresenta ao Supremo Tribunal Federal, arguição de descumprimento de preceito fundamental.

Após os trâmites legais, o pleno do STF decide, por maioria, declarar inconstitucionais as interpretações, incluídas as judicialmente acolhidas que permitiram ou permitem a importação de pneus usados de qualquer espécie, inclusive os remoldados.

Diante disso, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Segundo a Lei No. 9882. Não existe tal previsão de liminar com anuência da maioria simples do pleno:

    [...]
    Art. 5o O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida liminar na argüição de descumprimento de preceito fundamental.
     
    § 1o Em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou ainda, em período de recesso, poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno.

    § 2o O relator poderá ouvir os órgãos ou autoridades responsáveis pelo ato questionado, bem como o Advogado-Geral da União ou o Procurador-Geral da República, no prazo comum de cinco dias.

    § 3o A liminar poderá consistir na determinação de que juízes e tribunais suspendam o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da argüição de descumprimento de preceito fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada. (Vide ADIN 2.231-8, de 2000)
  • COMENTÁRIO DOUTRINÁRIO ITEM A ITEM (ITEM “D” - INCORRETO:

    ITEM “A” – CORRETO: Os legitimados para a propositura da referida ação são os mesmos da ADI genérica, previstos no art. 103, I a IX, da CF/88 e no art. 2.º, I a IX, da Lei n. 9.868/99 (conforme o art. 2.º, I, da Lei n. 9.882/99), com as observações sobre a pertinência temática (...).

    ITEM “B” – CORRETO: Proposta a ação diretamente no STF, por um dos legitimados, deverá o relator sorteado analisar a regularidade formal da petição inicial, que deverá conter, alémdos requisitos do art. 282 do CPC e observância das regras regimentais: a) a indicação do preceito fundamental que se considera violado; b) a indicação do ato questionado; c) a prova da violação do preceito fundamental; d) o pedido, com suas especificações; e) se for o caso, a comprovação da existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação do preceito fundamental que se considera violado.

    ITEM “C” – CORRETO: Evoluindo, o STF entendeu que o princípio da subsidiariedade deve ser interpretado no contexto da ordem constitucional global: “Princípio da subsidiariedade (art. 4.º, § 1.º, da Lei n. 9.882/99): inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão, compreendido no contexto da ordem constitucional global, como aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata. A existência de processos ordinários e recursos extraordinários não deve excluir, a priori, a utilização da arguição de descumprimento de preceito fundamental, em virtude da feição marcadamente objetiva dessa ação” (ADPF 33, Rel. Min. Gilmar Mendes, j. 07.12.2005, DJ de 27.10.2006. No mesmo sentido: ADPF 47 -MC, Rel. Min. Eros Grau, j. 07.12.2005, DJ de 27.10.2006).

    ITEM “D” – INCORRETO: O art. 5.º da Lei n. 9.882/99 estabelece que o STF, por decisão da maioria absoluta de seus membros (pelo menos 6 Ministros), poderá deferir pedido de medida liminar na arguição de descumprimento de preceito fundamental.Em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave, ou, ainda, em período de recesso, contudo, poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno.

    ITEM “E” – CORRETO: Julgada a ação, far-se-á comunicação às autoridades ou órgãos responsáveis pela prática dos atos questionados, fixando -se as condições e o modo de interpretação e aplicação do preceito fundamental. A decisão é imediatamente autoaplicável, na medida em que o presidente do STF determinará o imediato cumprimento da decisão, lavrando -se o acórdão posteriormente.

    FONTE: Lenza, Pedro Direito constitucional esquematizado / Pedro Lenza. –16. ed. rev., atual. e ampl. – São Paulo : Saraiva, 2012.

  • JULGADO DO CASO - ADPF 101/DF:
    EMENTA: ARGÜIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL: ADEQUAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE. ARTS. 170, 196 E 225 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CONSTITUCIONALIDADE DE ATOS NORMATIVOS PROIBITIVOS DA IMPORTAÇÃO DE PNEUS USADOS. RECICLAGEM DE PNEUS USADOS: AUSÊNCIA DE ELIMINAÇÃO TOTAL DE SEUS EFEITOS NOCIVOS À SAÚDE E AO MEIO AMBIENTE EQUILIBRADOAFRONTA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SAÚDE E DO MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO. COISA JULGADA COM CONTEÚDO EXECUTADO OU EXAURIDO: IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO. DECISÕES JUDICIAIS COM CONTEÚDO INDETERMINADO NO TEMPO: PROIBIÇÃO DE NOVOS EFEITOS A PARTIR DO JULGAMENTO. ARGUIÇÃO JULGADA PARCIALMENTE PROCEDENTE.
    1. Adequação da arguição pela correta indicação de preceitos fundamentais atingidos, a saber, o direito à saúde, direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (arts. 196 e 225 da Constituição Brasileira) e a busca de desenvolvimento econômico sustentável: princípios constitucionais da livre iniciativa e da liberdade de comércio interpretados e aplicados em harmonia com o do desenvolvimento social saudável. Multiplicidade de ações judiciais, nos diversos graus de jurisdição, nas quais se têm interpretações e decisões divergentes sobre a matéria: situação de insegurança jurídica acrescida da ausência de outro meio processual hábil para solucionar a polêmica pendente: observância do princípio da subsidiariedade. Cabimento da presente ação. 2. Argüição de descumprimento dos preceitos fundamentais constitucionalmente estabelecidos: decisões judiciais nacionais permitindo a importação de pneus usados de Países que não compõem o Mercosul: objeto de contencioso na Organização Mundial do Comércio – OMC, a partir de 20.6.2005, pela Solicitação de Consulta da União Europeia ao Brasil. 3. Crescente aumento da frota de veículos no mundo a acarretar também aumento de pneus novos e, consequentemente, necessidade de sua substituição em decorrência do seu desgaste. Necessidade de destinação ecologicamente correta dos pneus usados para submissão dos procedimentos às normas constitucionais e legais vigentes. (...)

ID
866584
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Créscio, brasileiro, solteiro, é credor de Mévia, sendo o valor devido correspondente a R$ 300,00 (trezentos reais).

No prazo avençado, a dívida não foi paga, tendo o credor ingressado nos Juizados Especiais, situados na Comarca de Itacoatiara.

Foi designada audiência de conciliação, tendo comparecido as partes, mas não obtido acordo, pois a ré alegou que a competência para o julgamento da causa seria do Juizado situado em Parintins, onde credor e devedora seriam domiciliados e também o local da avenca. Diante desse fato, o magistrado julgou extinto o processo, sem exame de mérito.

Diante de tais fatos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO B. Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

    I - as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo; R$ 300,00 (trezentos reais).       

    II - as enumeradas no art. 275, inciso II, do Código de Processo Civil;

    III - a ação de despejo para uso próprio;

    IV - as ações possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente ao fixado no inciso I deste artigo.

  • Questão prevista na Lei 9.099, de 26-9-1995
    a) O valor da causa no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis estaduais corresponde a, no máximo, sessenta salários mínimos. (ERRADA)

    O valor da causa no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis estaduais, não deve exceder quarenta salários mínimos.

    Art. 3º O Juizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamento das causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas:

            I - as causas cujo valor não exceda a 40 (quarenta) vezes o salário mínimo;

    b) A causa apresentada por Créscio está adequada à competência geral dos Juizados Especiais Cíveis. (CORRETA)

     Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

            I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;

    c) A incompetência territorial no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis estaduais gera a remessa dos autos ao Juiz competente. (ERRADA)

    O reconhecimento da incompetência territorial do juizado, diferentemente do processo comum, não induz à declinação da competência, mas sim à extinção do processo sem exame do mérito.

     Art. 51. Extingue-se o processo, além dos casos previstos em lei:
             
               III - quando for reconhecida a incompetência territorial;

    d) Ausente o acordo, o magistrado deveria rejeitar a alegação de incompetência e julgar o processo. (ERRADA)
    O magistrado deveria extinguir o processo sem resolução de mérito, de acordo com o art 51, citado acima.

    e) Nos Juizados Especiais Cíveis estaduais é permitida a atuação das partes, sem representação por advogado, nas causas com valor, no máximo, de quarenta salários mínimos. (ERRADA)
    O correto seria, nas causas com valor, no máximo, de vinte salários mínimos.
    Art. 9º Nas causas de valor até vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória.

    Bons estudos.

  • O valor da causa está dentro dos requisitos do art. 3º, da lei 9.099/95, a arguição da incompetencia territorial faz  extinção do processo sem julgamento de mérito, conforme art. 51, III, da lei 9.099/95.

     Extingue-se o processo, além dos casos previstos em lei:
     III - quando for reconhecida a incompetência territorial;

    Assim sendo, é competente o juízo disciplinado no art. 4º, I, II, III da lei 9.099/95.

    Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, o Juizado do foro:

            I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, sucursal ou escritório;

            II - do lugar onde a obrigação deva ser satisfeita;

            III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas ações para reparação de dano de qualquer natureza.
     

    Mas não há remessa para o juízo competente,conforme parte final da alternativa (c), deve o autor demandar novamente no foro competente, e como a inicial fora extinta sem julgametno de mérito, não há que se falar em litispendência.

    A alternativa correta é a letra (B). 

  • O item"a" está incorreto, uma vez que segundo o art. 3º, I, da Lei9.099/95, oJuizado Especial Cível tem competência para conciliação, processo e julgamentodas causas cíveis de menor complexidade, assim consideradas as causas cujovalor não exceda a 40 vezes o salário mínimo.

    O item"b" está correto, uma vez que o valor de R$ 300,00 é adequado ao ritodo JEC.

    O item "c" está incorreto, na medida em que segundo oart. 51, III, da Lei 9.099/95, o reconhecimento da incompetência territorial gera a extinçãodo processo sem resolução de mérito.

    O item"d" está incorreto, pois o magistrado deveria extinguir o processosem resolução de mérito, conforme o art, 51, III, da Lei 9.099/95.

    O item"e" está incorreto, pois no JEC só é permitida a atuação das partessem assistência de advogado nas causas com valor de até 20 salários mínimos,conforme art. 9º da Lei 9.099/95.

    A resposta correta életra "b".


ID
866587
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Pietro, religioso, adquire um imóvel do seu primo Caio, no ano de 1970, pagando a integralidade do preço e utilizando o bem como habitação.

Desconhecendo os trâmites legais, não leva ao registro imobiliário a escritura pública lavrada, regularmente em cartório de notas, com o imposto de transmissão devidamente pago.

No ano de 2000 é surpreendido com notícia de que o imóvel foi penhorado em função de dívida contraída pelo seu primo Caio.

Diante de tais fatos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • Art. 1.046. Quem, não sendo parte no processo, sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial, em casos como o de penhora, depósito, arresto, seqüestro, alienação judicial, arrecadação, arrolamento, inventário, partilha, poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.

    § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor, ou apenas possuidor.

    § 2o Equipara-se a terceiro a parte que, posto figure no processo, defende bens que, pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir, não podem ser atingidos pela apreensão judicial.

    § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais, próprios, reservados ou de sua meação.

  • Pietro reside no imóvel desde 1970. 

    Ainda que se alegue que, diante da ausência do registro, não houve transmissão da propriedade, nos termos do CC, 1.245, não se pode negar que, de qualquer maneira, Pietro usucapiu o imóvel (justo título e boa-fé). 

    Incidirá, portanto, para a solução da questão, o disposto no CPC, art. 1046, caput e §2º, que dispõem:



     Art. 1.046.  Quem, não sendo parte no processo, sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial, em casos como o de penhora, depósito, arresto, seqüestro, alienação judicial, arrecadação, arrolamento, inventário, partilha, poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.

    § 2o  Equipara-se a terceiro a parte que, posto figure no processo, defende bens que, pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir, não podem ser atingidos pela apreensão judicial.


    Abraço a todos e bons estudos!

  • Súmula 84 - STJ: é admissível a oposição de embargos de terceiro fundadeos em alegação de posse advinda do compromisso de compra e venda de imóvel, ainda que desprovido do registro.
    Bons Estudos!
  • GABARITO-B

    Art. 1.046. Quem, não sendo parte no processo, sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial, em casos como o de penhora, depósito, arresto, seqüestro, alienação judicial, arrecadação, arrolamento, inventário, partilha, poderá requerer Ihe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos.

    § 1o Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor, ou apenas possuidor.

    § 2o Equipara-se a terceiro a parte que, posto figure no processo, defende bens que, pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir, não podem ser atingidos pela apreensão judicial.

    § 3o Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais, próprios, reservados ou de sua meação.



ID
866590
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Processual Civil - CPC 1973
Assuntos

Empédocles, brasileiro, engenheiro, teve notícias de que seu nome havia sido incluído no rol de pessoas consideradas perseguidas políticas pelo regime militar, por pessoa que teve acesso ao banco de dados guardado por órgão do Governo Federal.

Após ter a notícia, dirigiu-se à sede do referido órgão e apresentou requerimento para obter os dados constantes do seu registro no banco de dados sob a responsabilidade do Estado. O requerimento não obteve resposta, tendo quedado o órgão inerte pelo período de seis meses.

Inconformado, Empédocles apresentou Habeas Data, cuja petição restou indeferida, por falta de interesse, tendo em vista que seu requerimento permanecia sob análise da autoridade administrativa competente.

Diante desses fatos, analise as afirmativas a seguir.

I. O requerimento administrativo referido não tem prazo para ser analisado.

II. Um dos requisitos da peça inicial do Habeas Data é a comprovação de que o requerimento formulado não foi objeto de decisão há mais de dez dias, quando recusar acesso às informações.

III. Para propor a ação de Habeas Data, o autor deve recolher ao Estado custas judiciais.

IV. Os bancos de dados governamentais não são acessíveis mediante Habeas Data.

V. A ausência de interesse teria se caracterizado se Empédocles não tivesse formulado o requerimento administrativo.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • lei 9507 = habeas data

    Art. 7° Conceder-se-á habeas data:

    I - para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registro ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público;

    II - para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;

    III - para a anotação nos assentamentos do interessado, de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável.

    Art. 8° A petição inicial, que deverá preencher os requisitos dos arts. 282 a 285 do Código de Processo Civil, será apresentada em duas vias, e os documentos que instruírem a primeira serão reproduzidos por cópia na segunda.

    Parágrafo único. A petição inicial deverá ser instruída com prova:

    I - da recusa ao acesso às informações ou do decurso de mais de dez dias sem decisão.

    Art. 19. Os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos judiciais, exceto habeas-corpus e mandado de segurança. Na instância superior, deverão ser levados a julgamento na primeira sessão que se seguir à data em que, feita a distribuição, forem conclusos ao relator.

    Parágrafo único. O prazo para a conclusão não poderá exceder de vinte e quatro horas, a contar da distribuição.

    CF
    5º 
     LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e "habeas-data", e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania


ID
866593
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

A Associação dos Magistrados Brasileiros apresentou, perante o Supremo Tribunal Federal, ação declaratória de constitucionalidade com o fito de chancelar a Resolução 07/2005, do Conselho Nacional de Justiça.

O pleno do STF decidiu, por maioria, que o ato objurgado está em sintonia com os princípios constantes do art. 37, em especial os da impessoalidade, da eficiência, da igualdade e da moralidade, que são dotados de eficácia imediata, não havendo que se falar em ofensa à liberdade de nomeação e exoneração dos cargos em comissão e funções de confiança, visto que as restrições por ela impostas são as mesmas previstas na Constituição Federal.

Diante dessas circunstâncias, analise as afirmativas a seguir.

I. Após a emenda constitucional 45/04, a legitimidade para propor ações diretas de inconstitucionalidade e de constitucionalidade foram unificadas.

II. O ato normativo, objeto da ação declaratória de constitucionalidade, pode ser federal ou estadual.

III. O quorum mínimo para que o STF possa decidir sobre a ação direta de constitucionalidade consiste na presença de, pelo menos, sete ministros na sessão de julgamento.

IV. A medida liminar na ação declaratória de constitucionalidade é permitida pela maioria simples dos membros do STF, salvo reputada urgência.

V. A decisão proferida no julgamento de ação declaratória de constitucionalidade é irrecorrível, salvo a apresentação de embargos declaratórios.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • I - Correto
    Os mesmo legitimados a propositura de ADIN são de ADCON.


    II - Errada
    O objeto da ADCON é o ato normativo ou lei federal, já a ADIN pode ter como objeto atos normativos federais ou estaduais.

    III - Errada

    O quórum mínimo é de 08 ministros.

    IV - Errada

    Lei 9868/99

    Art. 10. Salvo no período de recesso, a medida cautelar na ação direta será concedida por decisão da maioria absoluta dos membros do Tribunal, observado o disposto no art. 22, após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de cinco dias


    V - Correta

    Lei 9868/99

    Art. 26. A decisão que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo em ação direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a interposição de embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação rescisória.


     


ID
866602
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Constitucional
Assuntos

Relativamente ao tema dos crimes de responsabilidade (Lei 1.079/50), analise as afirmativas a seguir.

I. É crime de responsabilidade contra a existência política da União violar a imunidade dos embaixadores ou ministros estrangeiros acreditados no país.

II. É crime de responsabilidade contra o livre exercício dos poderes legislativo e judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados usar de violência ou ameaça, para constranger juiz, ou jurado, a proferir ou deixar de proferir despacho, sentença ou voto, ou a fazer ou deixar de fazer ato do seu ofício.

III. É crime de responsabilidade contra a segurança interna do país ausentar-se do país sem autorização do Congresso Nacional.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Por que a questão foi anulada?

  • Me parece que, muito embora eles tenham copiado e colado a redação da lei, a compreensão ficou prejudicada. O item  III diz que É crime de responsabilidade contra a segurança interna do país ausentar-se do país sem autorização do Congresso Nacional. Está assim na lei, mas o que é crime, de fato, é a ausência do Presidente da República do país sem autorização. Acredito que tenha a ver com isso. Não pesquisei o motivo da anulação.

  • Muito bom, obrigado.


ID
866605
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Relativamente ao conceito de funcionário público existente no Código Penal, analise as afirmativas a seguir.

I. Somente considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem exerce cargo, emprego ou função pública com remuneração.

II. Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal.

III. Equipara-se a funcionário público quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • o Código Penal traz, no artigo 327, um conceito legal de funcionário público cuja aplicação seestende a toda legislação penal. Em seu bojo descreve que:
     

    Art. 327 - Considera-sefuncionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
    § 1º - Equipara-sea funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.  
    § 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder público.
     

    Segundo ROGÉRIO GRECO (Código Penal Comentado, 4ª Ed., p. 864) ao dizer entidade paraestatal o CP referiu-se a autarquias, sociedades de economia mista, empresas públicas e fundações instituídas pelo Poder Público.

    bons estudos

  • Conceito de funcionário público (artigo 327 do CP)
    O conceito de funcionário público no Direito Penal é muito mais amplo que no Direito Administrativo, abarca a administração direta e administração
    indireta. A transitoriedade da função e a ausência de remuneração não afastam a qualidade de funcionário público para fins penais. Por isso, os
    jurados são incluídos como funcionário público para fins penais (artigo 438 CPP).
    Consideram-se funcionários públicos:
    estagiário de órgão público; 
    despachante aduaneiro;
    auxiliares do juízo (depositário judicial, leiloeiro, estagiário, perito judicial, serventuário do cartório privado, judicial ou notarial); 
    voluntário;
    mesário,
    membros da junta eleitoral e da junta apuradora;
    empregado de empresa prestadora de serviço que atua na administração pública;
    liquidante de instituição financeira em liquidação extrajudicial.

    O exercício de múnus ou encargo público não é considerado (ex. tutor, curador dativo, inventariante, síndico da massa falida e eleitores).

    Funcionário público por equiparação
    Artigo 327, § 1º, CP: “Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.
    (NR) (Lei nº 9.983, “de 14.07.2000)”.
  • se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

  • Letra D

    Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora transitoriamente ou

    sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.

    §1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade

    paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a

    execução de atividade típica da Administração Pública.

    § 2º - A pena será aumentada da terça parte quando os autores dos crimes previstos neste Capítulo

    forem ocupantes de cargos em comissão ou de função de direção ou assessoramento de órgão da

    administração direta, sociedade de economia mista, empresa pública ou fundação instituída pelo poder

    público.


ID
866608
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Penal
Assuntos

Relativamente aos crimes contra as licitações, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • a) Constitui crime dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade. CORRETO: segundo alie de licitações, em seu Art. 89, a conduta de dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade é crime apenado com detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa.
    Observa-se que namesma pena incorre aquele que, tendo comprovadamente concorrido para a consumação da ilegalidade, beneficiou-se da dispensa ou inexigibilidade ilegal, para celebrar contrato com o Poder Público.

     
     b) A pena de multa, cominada nos crimes contra as licitações (arts. 89 a 98 da Lei 8.666/93), consiste no pagamento de quantia fixada na sentença e calculada em índices percentuais, cuja base corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente. CERTA: inclusive os índices a que se refere o art. 99, não poderão ser inferiores a 2% (dois por cento), nem superiores a 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação.
     
     c) Qualquer pessoa poderá provocar, para os efeitos dos crimes da lei de licitações (Lei 8.666/93), a iniciativa do Ministério Público, fornecendo-lhe por escrito, informações sobre o fato e sua autoria, bem como as circunstâncias em que se deu a ocorrência. Os crimes da referida lei são todos de ação penal pública condicionada à representação. ERRADA: a segunda parte da questão está errada. Na primeira parte observa-se conformidade com a redação do art. 101: “Qualquer pessoa poderá provocar, para os efeitos desta Lei, a iniciativa do Ministério Público, fornecendo-lhe, por escrito, informações sobre o fato e sua autoria, bem como as circunstâncias em que se deu a ocorrência”. ENTRETANTO, a ação penal será pública incondicionada, cabendo ao Ministério Público promovê-la. Quando a comunicação for verbal, mandará a autoridade reduzi-la a termo, assinado pelo apresentante e por duas testemunhas.
     

     d) Constitui crime devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo. CORRETO: crime definido no Art. 94.
     
     e) O produto da arrecadação da multa, cominada aos condenados por crime contra as licitações (arts. 89 a 98 da Lei 8.666/93), reverterá, conforme o caso, à Fazenda Federal, Distrital, Estadual ou Municipal.CORRETO: texto do art. 99, § 2º: O produto da arrecadação da multa reverterá, conforme o caso, à Fazenda Federal, Distrital, Estadual ou Municipal.
  •  ação penal será pública incondicionada, cabendo ao Ministério Público promovê-la. Quando a comunicação for verbal, mandará a autoridade reduzi-la a termo, assinado pelo apresentante e por duas testemunhas.


ID
866611
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Financeiro
Assuntos

Com relação às receitas e às despesas públicas, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Letra b) Incorreta
             As receitas são derivadas quando resultam do poder que tem o Estado de exigir dos cidadãos prestações pecuniárias necessárias ao custeio das necessidades públicas pelo cumprimento de suas funções, normalmente via imposição de tributos. e são originárias quando provêm da exploração do patrimônio da pessoa jurídica de direito público, como se fosse uma empresa.
  • Tentando pela milionésima vez decorar essa pinóia, vamos lá:

    As receitas originárias têm natureza dominial, ou seja, são decorrentes da exploração de uma atividade econômica pelo próprio Estado, das rendas decorrentes do patrimônio público imobiliário, das tarifas  dos ingressos comerciais (a exemplo da receita oriunda dos concursos de prognósticos como a Sena, a Loto etc.).

    As receitas derivadas são extraídas do patrimônio dos particulares pelo Estado, no exercício do seu poder de império. São compulsórias, a exemplo dos tributos, das multas e do confisco decorrente do tráfico de drogas. (Deriva do meu bolso para o bolso dos safados dos políticos, pensando assim fica melhor)

    As receitas transferidas são as repassadas de um ente político a outro, a exemplo da repartição de impostos prevista nos arts. 157 a 159 da Constituição Federal.

     Fonte: sinopse jurídica.

  • Muito simples:

    Receita originária: vem da exploração do PRÓPRIO PATRIMÔNIO. Exemplo: a prefeitura coloca dinheiro numa aplicação bancária e depois pega o montante majorado; a prefeitura vende um terreno ou imóvel; a prefeitura aluga um terreno para o circo.

    Receita derivada: são os tributos e multas!


ID
866614
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Com relação aos convênios interestaduais celebrados no âmbito do CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Comentários
  • Nos termos do artigo 100, inciso IV, do CTN, os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, são normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos.

    Uma vez firmado um Convênio, entre 2 ou mais Estados ou DF, o mesmo deverá ser ratificado (ou não) pelas respectivas Assembléias Estaduais.

    Só após aprovados legislativamente, os convênios passam a ter eficácia, pois é o Poder Legislativo de cada Estado e do Distrito Federal que, ratificando o Convênio, o estabelecem como válido naquele Estado ou DF.

    CONFAZ

    É de responsabilidade do CONFAZ – Conselho Nacional de Política Fazendária – promover a celebração de convênios, para efeito de concessão ou revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais do imposto.

    O Conselho é constituído por representante de cada Estado e Distrito Federal e um representante do Governo Federal.

    O Conselho pode, em assunto técnico, delegar, expressamente, competência à Comissão Técnica Permanente do ICMS – COTEPE/ICMS para decidir, exceto sobre deliberação para concessão e revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais.

  •  Lei Complementar 24/1975:a) Prestam-se exclusivamente para conceder ou revogar isenção do ICMS. INCORRETA. Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:I - à redução da base de cálculo;II - à devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros;III - à concessão de créditos presumidos;IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;V - às prorrogações e às extensões das isenções vigentes nesta data. 
  • b) Entram em vigor no trigésimo dia após a publicação de sua ratificação nacional, salvo disposição em contrário. CORRETA
    LC 74, Art. 6º - Os convênios entrarão em vigor no trigésimo dia após a publicação a que se refere o art. 5º (publicação de sua ratficação nacional), salvo disposição em contrário. 


  • O erro da letra A é que o art. 1 da lei em seu parág. unico prevê outras aplicações ao convenio:

    Art. 1º - As isenções do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias serão concedidas ou revogadas nos termos de convênios celebrados e ratificados pelos Estados e pelo Distrito Federal, segundo esta Lei.

    Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:

    I - à redução da base de cálculo;

    II - à devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros;

    III - à concessão de créditos presumidos;

    IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;

    V - às prorrogações e às extensões das isenções vigentes nesta data.


    Letra "C"

    Atentar que apenas no caso de concessão a decisão deverá ser unânime. Assim, na revogação da-se-a po 4/5.

    Art. 2º - Os convênios a que alude o art. 1º, serão celebrados em reuniões para as quais tenham sido convocados representantes de todos os Estados e do Distrito Federal, sob a presidência de representantes do Governo federal.

    § 1º - As reuniões se realizarão com a presença de representantes da maioria das Unidades da Federação.

    § 2º - A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes



    Quanto à letra "D"

    d) Podem ser utilizados para fixação de alíquotas internas do ICMS, inferiores às previstas para as operações interestaduais.

    Aduz o Art. 155 da CF:

    § 2.º O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: 

    VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais;
  • A) o Convenio também se aplica a :

    Parágrafo único - O disposto neste artigo também se aplica:

    I - à redução da base de cálculo;

    II - à devolução total ou parcial, direta ou indireta, condicionada ou não, do tributo, ao contribuinte, a responsável ou a terceiros;

    III - à concessão de créditos presumidos;

    IV - à quaisquer outros incentivos ou favores fiscais ou financeiro-fiscais, concedidos com base no Imposto de Circulação de Mercadorias, dos quais resulte redução ou eliminação, direta ou indireta, do respectivo ônus;

    V - às prorrogações e às extensões das isenções vigentes nesta data.

    b) Art. 6º - Os convênios entrarão em vigor no trigésimo dia após a publicação a que se refere o art. 5º, salvo disposição em contrário.

    c) Art 2º § 2º - A concessão de benefícios dependerá sempre de decisão unânime dos Estados representados; a sua revogação total ou parcial dependerá de aprovação de quatro quintos, pelo menos, dos representantes presentes.

    d) CF 88 - art 155 - VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos termos do disposto no inciso XII, "g", as alíquotas internas, nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais;

    e) Art. 7º - Os convênios ratificados obrigam todas as Unidades da Federação inclusive as que, regularmente convocadas, não se tenham feito representar na reunião.

    gab - A


ID
866617
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Com relação aos impostos, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • a) Errado. O IPI submete-se ao princípio da noventena, ou seja, aumentando-se a alíquota, só pode haver cobrança do imposto após noventa dias.

    b) Errado. Há serviços que incidem ICMS em vez de ISS, como "comunicação", "transporte Interestadua e intermunicipall".

    c) Errado. O ICMS incide sobre produtos importados, independentemente da finalidade, conforme LC 87/93 (LEI KANDIR):

    art. 2, § 1º O imposto incide também:
    I – sobre a entrada de mercadoria ou bem importados do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, qualquer que seja a sua finalidade;
     

    d) Alternativa incompleta.

    e) Correto. Art. 41 do CTN: "Art. 41. O imposto compete ao Estado da situação do imóvel transmitido, ou sobre que versarem os direitos cedidos, mesmo que a mutação patrimonial decorra de sucessão aberta no estrangeiro".

  • Lembrando que e ITCMD - Imposto Territorial causa mortis ou Doação

  • Rafael!!

     

    ITCMD - Imposto Territorial?? Que eu saiba eh Imposto sobre a TRANSMISSAO Causa Mortis e Doações de quaisquer bens ou direitos. 

  • Alternativa "E"

    Local do imóvel (Bens Imóveis) e Bens Móveis onde se processar o arrolamento ou inventário.

     


ID
866620
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Assinale a alternativa em que está expressa corretamente a espécie de exoneração do ICMS que alcança a operação indicada.

Alternativas
Comentários
  • a) Fornecimento de energia elétrica para instituições religiosas = imunidade. ERRADA

    Os Estados podem conceder ISENÇÃO de ICMS para instituições religiosas bem como entidades filantrópicas.

    b) Transferência de mercadorias de um estabelecimento para outro do mesmo titular = não incidência. ERRADA (Segundo LC).

    De acordo com a LC 87/96 Art. 12, I: 

    " Considera-se ocorrido o fato gerador do imposto no momento: 
    I - da saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular;"
    Com isso temos que segundo a Lei Complementar, ocorre FG para transferências de mercadorias de um mesmo titular. 

    Uma vez que a jurisprudência é contrária ao entendimento da Lei Complementar supracitada, se a questão se limitasse ao entendimento do STJ , o seguinte julgado deveria ser considerado:

    Súmula 166:

    " Não constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadorias de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte."

    c) Remessa de mercadorias para conserto = crédito presumido. ERRADA

    Ocorre a NÃO INCIDÊNCIA. Como exemplo: ICMS SP - Decreto 45.490 Art. 7º IX " IX - a saída de máquinas, equipamentos, ferramentas ou objetos de uso do contribuinte, bem como de suas partes e peças, com destino a outro estabelecimento para lubrificação, limpeza, revisão, conserto, restauração ou recondicionamento ou em razão de empréstimo ou locação, desde que os referidos bens voltem ao estabelecimento de origem;"

    d) Venda de produtos industrializados para a Zona Franca de Manaus = isenção. CORRETA

    Convênio ICMS 65/88

    e) Exportação de mercadorias = redução da base de cálculo. ERRADA
    A exportação de produtos industrializados é imune ao ICMS (CF/88, art. 155, § 2º, X, a)
    Lei Complementar 87/96
    "apesar de não imune, a exportação de produtos primários e semi-elaborados constituirá hipótese de não-incidência."

     
    Na minha opnião questão foi passível de recurso devido a dubiedade da alternativa B
  • essa questão é de 2011 e imagino que nao seria formulada nos dias de hj. É que, a alternativa B trata do deslocamento de bens entre estabelecimentos do mesmo titular. Tal operação, mera circulação fática e não juridica, não configura fato gerador do ICMS (Súmula 166 do STJ). A doutrina e jurisprudência é uníssona quanto a isso. Questão que caberia recurso ou mesmo anulação.

  • não entendi pq a A não se trata de imunidade

  • Fernanda Oliveira, se você quiser entender esse assunto aí, dá uma olhada nos tópicos 'Contribuite de Fato e Contribuinte de Direito'. Não me lembro certinho, mas te digo que não existe imunidade aí porque o valor do ICMS está no preço e a Instituição Religiosa é contribuite de Direito (ou de Fato - é o que não me lembro para te afirmar corretamente), por isso não tem imunidade.

     

  • Entendo que na letra "A" não é hipótese de imunidade, haja vista que o ICMS é imposto estadual e os Estados não podem conceder imunidade, que é uma benesse conferida apenas pela CF.

    Me corrijam caso eu esteja errado!

    #foco, força e fé

  • Info 1013 STF: São inconstitucionais os dispositivos da LC 87/96 (Lei Kandir) que preveem a incidência de ICMS em caso de mero deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo titular.


ID
866623
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Tributário
Assuntos

Com relação à responsabilidade tributária, conforme a disciplina do Código Tributário Nacional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) O arrematante responde por eventual débito de IPTU relativo ao imóvel que adquiriu em hasta pública, no caso de o preço lá alcançado não ser suficiente para cobrir o débito tributário.

( ) O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação.

( ) Os pais respondem pelos tributos devidos por seus filhos menores, no caso de faltar a estes capacidade econômico- financeira para saldar o crédito tributário.

( ) O funcionário que expedir certidão negativa com dolo ou fraude, e erro contra a Fazenda Pública, responde pessoalmente pelo crédito tributário.

( ) Os adquirentes de bens imóveis são responsáveis, em qualquer caso, pelos tributos devidos relativos aos mesmos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta na ordem de cima para baixo.

Alternativas
Comentários
  • (F) Parágrafo único do art. 130 do CTN - "No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço." Se a aquisição ocorrer por arrematação em hasta pública, não haverá responsabilidade do adquirente, mas sim sub-rogação no preço pago, recebendo o arrematante, o bem livre de quaisquer ônus tributários ou embaraços.

    (F) O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão. III, art. 131, CTN.

    (V) Neste caso, a responsabilidade é solidária dos pais. I, art. 134, CTN.

    (V) art. 208, CTN: "A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos."

    (F) A responsabilidade limita-se ao valor do bem adquirido.
  • (F ) O arrematante responde por eventual débito de IPTU relativo ao imóvel que adquiriu em hasta pública, no caso de o preço lá alcançado não ser suficiente para cobrir o débito tributário. 
    CTN, Art. 130, Parágrafo Único: No caso de arrematação em hasta pública, a sub-rogação ocorre sobre o respectivo preço.
    STJ – EXECUÇÃO FISCAL – IPTU – ARREMATAÇÃO DE BEM IMÓVEL – AQUISIÇÃO ORIGINÁRIA – INEXISTÊNCIA DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DO ARREMATANTE – APLICAÇÃO DO ART. 130, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CTN. 1. A arrematação de bem móvel ou imóvel em hasta pública é considerada como aquisição originária, inexistindo relação jurídica entre o arrematante e o anterior proprietário do bem, de maneira que os débitos tributários anteriores à arrematação sub-rogam-se no preço da hasta. 2. Agravo regimental não provido. [AgRg no AG 1225813/SP – Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda turma, Julgado em 23.03.2010. Publicado no Diário de Justiça Eletrônico em 08.04.2010].

    (F ) O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação. 
    CTN Art. 131, III -  O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da abertura da sucessão.

    (V ) Os pais respondem pelos tributos devidos por seus filhos menores, no caso de faltar a estes capacidade econômico- financeira para saldar o crédito tributário. 
    CTN, Art. 134, I    Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores;

    (V ) O funcionário que expedir certidão negativa com dolo ou fraude, e erro contra a Fazenda Pública, responde pessoalmente pelo crédito tributário. 
    CTN, Art. 208, A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos.

    (F ) Os adquirentes de bens imóveis são responsáveis, em qualquer caso, pelos tributos devidos relativos aos mesmos.
    Ao transferir um bem Imóvel,  é exigido a certidão negativa de tributos. Com isso os tributos já deve ter sido quitados para se proceder com a transferência.

    :)
  • Completando as excelentes respostas dos colegas, ficou faltando a justificativa legal da última assertiva.

    (F) Os adquirentes de bens imóveis são responsáveis, em qualquer caso, pelos tributos devidos relativos aos mesmos.

    De acordo com o art. 130 do CTN, quando constar do título de propriedade a quitação dos tributos, o adquirente de bem imóvel não será responsável pelo pagamento dos tributos porventura não quitados. 

    De acordo com citado preceito legal:


    Art. 130. Os créditos tributários relativos a impostos cujo fato gerador seja a propriedade, o domínio útil ou a posse de bens imóveis, e bem assim os relativos a taxas pela prestação de serviços referentes a tais bens, ou a contribuições de melhoria, subrogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do título a prova de sua quitação.

    Abraço a todos e bons estudos!

  • Permitam-me fazer comentários a duas asertivas que considero errradas:
    • O espólio é responsável pelos tributos devidos pelo de cujus até a data da partilha ou adjudicação.
    Ainda que não condizente com a letra do CTN, considero de todo certa a alternativa. Isso porque podem existir créditos tributários referentes a fatos geradores ocorridos antes da abertura da sucessão mas só lançados no transcorrer do processo de inventário e já exigíveis (ou seja, antes da partilha/adjudicação). Neste caso, é evidente que o espólio é responsável por tais créditos.
    • Os pais respondem pelos tributos devidos por seus filhos menores, no caso de faltar a estes capacidade econômico- financeira para saldar o crédito tributário.
    Esta assertiva, sim, está errada. A falta de capacidade econômico- financeira dos filhos não é causa que por sí só atrai a responsabilidade dos pais. Há de se verificar, na espécie, se houve ato ou omissão praticados pelos pelos pais das quais resultaram o inadimplemento, conforme expressa exigêncoa do CTN.  
  • sucessão causa mortis- responsabilidade tributária

    a) espólio: através do inventariante, será RESPOSÁVEL até a abertura da sucessão e será CONTRIBUINTE até a partilha e adjudicação;
    b) sucessor a qualquer título: RESPONSÁVEL até a partilha ou adjudicação e CONTRIBUINTE após isso;
    c) cônjuge meeiro: RESPONSÁVEL até a partilha ou adjudicação e CONTRIBUINTE após isso.
  • Rafael, com relação ao item II, acredito que o erro se encontra no fato de o espólio ser contribuinte (e não responsável) dos tributos que possuírem fatos geradores a partir da morte! Então, de fato ele é responsável pelos anteriores, mas contribuintes daqueles até a partilha/adjudicação.


ID
866626
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

No sistema eleitoral brasileiro não podem ser eleitores:

Alternativas
Comentários
  • LETRA D

    • a) os maiores de dezoito anos. - ERRADO - Voto obrigatório - Art. 14 da CF § 1º - O alistamento eleitoral e o voto são: I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
    • b) os analfabetos. - ERRADO - Voto facultativo - Art. 14 II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de setenta anos; c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.
    • c) os maiores de setenta anos. - ERRADO - Voto facultativo
    • d) os conscritos. - CORRETA - Art. 14 § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.
    • e) os naturalizados. - ERRADO - O brasileiro naturalizado pode perfeitamente votar, sendo-lhe vedado tão somente ocupar cargos privativos de brasileiro nato: Art. 12 § 3º - São privativos de brasileiro nato os cargos: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados; III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática;VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da Defesa.
  • LETRA D - os conscritos
    São inalistáveis os estrangeiros, os conscritos durante o serviço militar (art. 14, §  da Constituição
    Federal) e os que estejam privados temporariamente ou definitivamente dos direitos políticos (casos
    de suspensão ou perda, conforme o art. 15 da Constituição Federal).


  • Mas na verdade o que é esse danado de conscrito?
    CONSCRITOS são aqueles que prestam o serviço militar obrigatório. São os recrutas ( soldados não engajados), alunos de CPOR/NPOR ( formação de oficiais da reserva) e os Oficiais médicos e de outras áreas de saúde que prestam o serviço militar obrigatório após a faculdade. Depois que estes militares cumprem o serviço militar obrigatório ( 1º ano), eles podem permanecer nas Forças Armadas como Temporários por até 7 anos, neste caso, eles passaram a ser alistáveis, podendo votar e inclusive concorrer às eleições, obedecendo regras próprias previstas na CRFB/88.

    Uma curiosidade que vemos é que na maioria das vezes o conscrito, com idade de 18 anos, já realizou o seu alistamento eleitoral. Neste caso ele é proibido de votar.
  •  

    A Constituição Federal em vigor, no que tange ao exercício do direito ao voto pelos militares, demonstra uma evolução em relação às anteriores, de modo que, dentre os cidadãos nacionais, apenas ao conscrito se veda o exercício do direito ao voto, como se observa da leitura do seu art. 14, § 2º:

    Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:

    (...)

    § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

     

    Gabarito D

    Bons Estudos

  • essa tava fácil.

  • § 2º - Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos.

     

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Eleitoral e os dispositivos constitucionais inerentes a esta.

    Conforme o § 2º, do artigo 14, da Constituição Federal, "não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos."

    Ressalta-se que, consoante o § 1º, do mesmo artigo, "o alistamento eleitoral e o voto são:

    I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;

    II - facultativos para:

    a) os analfabetos;

    b) os maiores de setenta anos;

    c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos."

    Analisando as alternativas

    Levando em consideração o que foi explanado, conclui-se que apenas os conscritos não podem se alistar como eleitores. Portanto, a alternativa correta é a letra "d".

    Gabarito: letra "d".


ID
866629
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

Pelas regras da legislação eleitoral são inelegíveis os candidatos com condenação transitada em julgado, após oito anos do cumprimento da pena, pelos crimes:

Alternativas
Comentários
  • LC 64/90: Art. 1º São inelegíveis:

    I - para qualquer cargo:

    e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:
    7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos.



    Bons estudos!!

  • Lei complementar 64/90
    Art 1º são inelegíveis
    I- Para qq cargo:
    e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado,ou proferida por órgão colegiado, desde a condenação até o trancurso do prazo de 8 anos,após o cumprimento da pena, pelos crimes:
    4- eleitorais, pelos quais a lei comine pena privativa de liberdade (letra A- errada)
    5-de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício da função pública (letra B- errada)
    7- de tráfico de entorpecentes, e drogas afins, racismo, toruta, terrorismo e hediondos (letra d- certa)
  • GABARITO LETRA D 

     

    LEI COMPLEMENTAR Nº 64/1990

     


    ARTIGO 1º. São inelegíveis:


    I - para qualquer cargo:


    e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes: (Redação dada pela Lei Complementar nº 135, de 2010)


    7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos; (Incluído pela Lei Complementar nº 135, de 2010)

  • GABARITO: D

     

     

    | Lei Complementar nº 64 de 18 de Maio de 1990 - Lei da Inelegibilidade

    | Artigo 1

         "São inelegíveis:"

     

    | Alínea e

         "os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:"

     

    | 7

         "de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos"

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Eleitoral e a lei complementar 64 de 1990.

    Conforme a alínea "e", do inciso I, do artigo 1º, da lei complementar 64 de 1990, "são inelegíveis para qualquer cargo:

    e) os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:

    1. contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;

    2. contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;

    3. contra o meio ambiente e a saúde pública;

    4. eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade;

    5. de abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação para o exercício de função pública;

    6. de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores;

    7. de tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos;

    8. de redução à condição análoga à de escravo;

    9. contra a vida e a dignidade sexual; e

    10. praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando;"

    Analisando as alternativas

    Considerando o dispositivo acima, percebe-se que a única alternativa que completa corretamente a lacuna apontada pela questão é a letra "d" ("tráfico de entorpecentes e drogas afins"), correspondendo ao item número "7" descrito anteriormente.

    Gabarito: letra "d".

  • Em relação à letra E, contravenção penal é crime de menor potencial ofensivo, e como tal, não é capaz de gerar inelegibilidade.

    Lei Complementar 64/90: Art. 1º, § 4  A inelegibilidade prevista na alínea e do inciso I deste artigo não se aplica aos crimes culposos e àqueles definidos em lei como de menor potencial ofensivo, nem aos crimes de ação penal privada.


ID
866632
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

A candidatura a cargos eletivos obedece a determinados períodos de desincompatibilização para caracterizar a elegibilidade.

Não se inclui no prazo de até seis meses depois de afastados do cargo/função quando a eleição é para Vice-Presidente da República quem ocupa o cargo de:

Alternativas
Comentários
  • CORRETA: A
    Art. 14. (...). CF. § 6º - Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.
    Fazendo-se uma interpetração do supratranscrito dispositivo, chega-se a seguinte conclusão: Se o vice chefe do Poder Executivo assumir o cargo como titular, estando em seu primeiro mandato como chefe do Poder Executivo, poderá tanto se candidatar à reeleição, como também se candidatar, novamente, ao cargo de vice chefe do Executivo, sem necessidade de desincompatibilização.
  • A matéria encontra-se disciplinada pelo art. 1º, inciso II, alínea a da Lei Complementar nº 64/1990, vejamos:
     Art. 1º: São inelegíveis: (...)
    II- Para Presidente e Vice-Presidente da República:
    a) Até 6 (seis) meses depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções:
    1. Os Ministros de Estado; (...)
    5. O Advogado Geral da União e o Consultor Geral da República; (...)
    7. Os Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica; (...)
    10. Os Governadores  de Estado, do Distrito Federal e dos Territórios;

    OBS.: O Presidente da República não se encontra neste rol taxativo. Portanto continua elegível para o cargo de Vice- Presidente da República. Então o gabarito é a letra A.
    Bons estudos!!!
  • Violaria tal preceito a candidatura a vice-presidente da república de um presidente que já cumpriu dois mandados consecutivos? O art. 14, §7º da CF não aborda tal previsão, né?! Será que alguém pode comentar?

  • Tiago, violaria sim. No caso o presidente teria que estar em seu primeiro mandato para concorrer ao cargo de vice 

  • Tendo em vista o disposto no artigo 1º, inciso II, alínea "a", itens 1 a 16, da Lei Complementar 64/90, nos quais não está contemplado o Presidente da República:

    Art. 1º São inelegíveis:

    (...)

    II - para Presidente e Vice-Presidente da República:

    a) até 6 (seis) meses depois de afastados definitivamente de seus cargos e funções:

    1. os Ministros de Estado:

    2. os chefes dos órgãos de assessoramento direto, civil e militar, da Presidência da República;

    3. o chefe do órgão de assessoramento de informações da Presidência da República;

    4. o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;

    5. o Advogado-Geral da União e o Consultor-Geral da República;

    6. os chefes do Estado-Maior da Marinha, do Exército e da Aeronáutica;

    7. os Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica;

    8. os Magistrados;

    9. os Presidentes, Diretores e Superintendentes de autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas e as mantidas pelo poder público;

    10. os Governadores de Estado, do Distrito Federal e de Territórios;

    11. os Interventores Federais;

    12, os Secretários de Estado;

    13. os Prefeitos Municipais;

    14. os membros do Tribunal de Contas da União, dos Estados e do Distrito Federal;

    15. o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal;

    16. os Secretários-Gerais, os Secretários-Executivos, os Secretários Nacionais, os Secretários Federais dos Ministérios e as pessoas que ocupem cargos equivalentes;

    (...)

    RESPOSTA: ALTERNATIVA A.


ID
866635
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

Quanto ao sistema eleitoral adotado no Brasil, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • LETRA D) CORRETA: Circunscrição eleitoral: Espaço geográfico onde se trava determinada eleição. Assim, o país, na eleição do presidente e vice-presidente da República; o estado, nas eleições para governador e vice-governador, deputados federais e estaduais, e senadores; o município, nas eleições de prefeito e vereadores; e o distrito, onde e quando se realiza a eleição pelo sistema distrital.

    A) ERRADA. Visto que o sufrágio é universal e o censitário é modalidade de sufrágio restrito, concedendo – se o direito de votar ao cidadão que possui certa capacidade econômica.

    B) ERRADA. Haverá eleição direta para o Senado, ou seja, o próprio eleitor elege seu candidato.

    C) ERRADA. Sistema proporcional é o adotado no Brasil para Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Vereadores Municipais.

    E) ERRADA. A Constituição Federal e o Código Eleitoral estabelecem o alistamento e o voto obrigatórios para os maiores de 18 anos (regra geral). Contudo existe exceções, como para analfabetos, maiores de 70 anos, maiores de 16 e menores de 18 anos.
  • Letra D, é o que consta do Art. 86 do CE

     Art. 86. Nas eleições presidenciais, a circunscrição serão País; nas eleições federais e estaduais, o Estado; e nas municipais, o respectivo município.
  • Ao realizar esta questão me passou pela cabeça a dúvida com relação as embaixadas.
    Desta feita, encontrei o que dispõe o C.E. anotado.

    Art. 86. Nas eleições presidenciais, a circunscrição será o País; nas eleições federais e estaduais, o Estado; e, nas municipais, o respectivo Município.

    • Ac.-TSE, de 18.9.2008, no REspe nº 29.730: o vocábulo jurisdição, inserido no art. 14, § 7º, da CF/88, que dispõe sobre inelegibilidade reflexa, deve ser interpretado no sentido do termo circunscrição contido neste dispositivo, de forma a corresponder à área de atuação do titular do Poder Executivo.
  • GABARITO LETRA "D" 

     

    CÓDIGO ELEITORAL Nº 4737/1965 

     

    Art. 86. Nas eleições presidenciais, a circunscrição serão País; nas eleições federais e estaduais, o Estado; e nas municipais, o respectivo município.

  • CIRCUNSCRIÇÃO ELEITORAL - DIVISÃO GEOGRÁFICA COM OSCILA DE ACORDO COM O PLEITO.

    PRESIDENTE E VICE DA REPÚBLICA - É O PAÍS;

    TODOS OS DEPUTADOS, SENADORES E GOVERNADORES E VICES - O RESPECTIVO ESTADO;

    VEREADORES E PREFEITOS E VICE - RESPECTIVO MUNICÍPIO.

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Eleitoral, os sistemas eleitorais adotados no Brasil e os direitos políticos inerentes ao cidadão.

    Analisando as alternativas

    Letra a) Esta alternativa está incorreta, pois, conforme o artigo 82, do Código Eleitoral, "o sufrágio é universal e direto; o voto, obrigatório e secreto."

    Letra b) Esta alternativa está incorreta, pois, nas eleições para Senador, a eleição é direta.

    Letra c) Esta alternativa está incorreta, pois, nas eleições parlamentares, aplicam-se os sistemas majoritário e proporcional. O sistema majoritário é aplicado às eleições para Senador. Ressalta-se que, quando se cita a expressão "parlamentar", inclui-se nesta o Senador.

    Letra d) Esta alternativa está correta e é o gabarito em tela. Conforme o artigo 86, do Código Eleitoral, "nas eleições presidenciais, a circunscrição será o país; nas eleições federais e estaduais, o estado; e, nas municipais, o respectivo município."

    Letra e) Esta alternativa está incorreta, pois, via de regra, em nosso país, o voto é obrigatório. Apenas em alguns casos, como o do analfabeto, o voto será facultativo.

    Gabarito: letra "d".


ID
866638
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

No que concerne à propaganda eleitoral, é correto afirmar que:

Alternativas
Comentários
  • Fundamentações:
    a) Lei 9504/ : Art. 36. A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 5 de julho do ano da eleição.

    b) Código eleitoral: Art. 335. Fazer propaganda, qualquer que seja a sua forma, em língua estrangeira:

    Pena – detenção de três a seis meses e pagamento de 30 a 60 dias-multa.

    Parágrafo único. Além da pena cominada, a infração ao presente artigo importa a apreensão e perda do material utilizado na propaganda.

    c) Resolução TSE 23370/2011:

     

    Art. 13. Não será tolerada propaganda, respondendo o infrator pelo emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso de poder (Código Eleitoral, arts. 222, 237 e 243, I a IX, Lei nº 5.700/71 e Lei Complementar nº 64/90, art. 22):

    IV – de instigação à desobediência coletiva ao cumprimento da lei de ordem pública.



    d) Resolução TSE 23370/2011:

    Art. 13. Não será tolerada propaganda, respondendo o infrator pelo emprego de processo de propaganda vedada e, se for o caso, pelo abuso de poder (Código Eleitoral, arts. 222, 237 e 243, I a IX, Lei nº 5.700/71 e Lei Complementar nº 64/90, art. 22):

    VI – que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos

    e) correta!
     

    Bons estudos!!

     

    VI – que perturbe o sossego público, com algazarra ou abuso de instrumentos sonoros ou sinais acústicos

     




     



  • Apenas acrescentando
     "E" - Art. 241. Toda propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos e por eles paga, imputando-lhes solidariedade nos excessos praticados pelos seus candidatos e adeptos.
  • Próximo concurso para Procurador do Amazonas eu tô dentro.

  • Próximo concurso para Procurador da AL do Amazonas eu tô dentro.(2)

  • A) Lei 9.504/97Art. 36.  A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição.

  • GABARITO LETRA E 

     

    CÓDIGO ELEITORAL

     

    ARTIGO 241

     

    Toda propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos e por eles paga, imputando-lhes solidariedade nos excessos praticados pelos seus candidatos e adeptos.

  •  Lei 9.504/97, Art. 36.  A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição.

  • RESPONDE PELO BOM-SENSO!!!

  • A questão em tela versa sobre a disciplina de Direito Eleitoral e a propaganda eleitoral.

    Analisando as alternativas

    Letra a) Esta alternativa está incorreta, pois, conforme o artigo 36, da Lei das Eleições, "a propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição." Nesse sentido, cabe ressaltar que as convenções partidárias ocorrem no ano em que se realizam as eleições, no período de 20 de julho a 5 de agosto.

    Letra b) Esta alternativa está incorreta, pois, conforme o artigo 242, do Código Eleitoral, "a propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionará sempre a legenda partidária e só poderá ser feita em língua nacional, não devendo empregar meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais."

    Letra c) Esta alternativa está incorreta, pois a propaganda eleitoral não pode ser utilizada como uma forma para incitar a desobediência coletiva à lei de ordem pública, já que deve ser utilizada para, por exemplo, apresentar propostas de determinado candidato.

    Letra d) Esta alternativa está incorreta, pelos mesmos motivos elencados na alternativa "c".

    Letra e) Esta alternativa está correta e é o gabarito em tela. Conforme o artigo 241, do Código Eleitoral, "toda propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos e por eles paga, imputando-se-lhes solidariedade nos excessos praticados pelos seus candidatos e adeptos."

    Gabarito: letra "e".


ID
866641
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

Nos termos da legislação própria de previdência do Estado do Amazonas, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: E
    Projeto de Lei Complementar n.º 03/2005 (“ALTERA dispositivos da Lei Complementar n.º 30, de 27 de dezembro de 2.001, e dá outras providências.”).
    “Art. 34  A pensão poderá ser concedida, em caráter provisório, aos dependentes do segurado, por morte presumida ou ausência, nas seguintes hipóteses:
    I - mediante sentença declaratória de ausência, transitada em julgado, expedida pela  autoridade judiciária competente ou concessão de tutela antecipada, a contar da data da decisão; ou
    II - em caso de desaparecimento do segurado por motivo de catástrofe, acidente ou desastre, mediante prova inequívoca, a contar da data da ocorrência.
     
    § 1.º  Verificado o reaparecimento do segurado, o pagamento da pensão cessa imediatamente, ficando os dependentes desobrigados da reposição dos valores recebidos, salvo em caso comprovado de dolo ou má-fé.
    § 2.º  Para o cálculo do valor da pensão de que trata este artigo aplicam-se as disposições constantes do artigo anterior.”
    Bons estudos!!!!

ID
866644
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

O Fundo Previdenciário de Aposentadoria e Pensões do Estado do Amazonas (FPREV) será composto:

Alternativas
Comentários
  • LC n. 30/2001- Amazonas

     

    Art. 48 - O FPREV será composto: 
    (...)
    IV - pelos aluguéis e outros rendimentos derivados dos bens a ele vinculados;

  • O FPREV será composto: 

    • pelas contribuições mensais dos segurados e dos pensionistas a ele vinculados e pela respectiva contribuição do Estado, estabelecidas nos termos da Nota Técnica Atuarial;

    • por doações e dações efetivadas pelo Estado e que especificamente lhe forem destinadas;

    • pelo produto de aplicações e investimentos realizados com os respectivos recursos e da alienação de bens;

    • pelos aluguéis e outros rendimentos derivados dos bens a ele vinculados;

    • pelo produto decorrente de receitas de privatizações, alienações de ações preferenciais e ordinárias que o Estado do Amazonas, suas Autarquias e Fundações possuam no capital de empresas e outros ativos que lhes forem destinados;

    • por recursos provenientes de contratos, convênios ou quaisquer outros acordos, inclusive de antecipações, firmados com a União ou outros organismos, inclusive internacionais;

    • pelos demais bens e recursos eventuais que lhe forem destinados e incorporados, desde que aceitos pelo Conselho de Administração;

    • das receitas oriundas da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social - RGPS e o Regime Próprio do Estado do Amazonas -RPPS/AM, quanto aos benefícios vinculados ao FPREV;

    • das contribuições previdenciárias em atraso, quanto aos segurados e dependentes vinculados ao FPREV;

    • dos juros e das multas por mora, no pagamento de quantias devidas à previdência estadual, em relação aos beneficiários;

    • de bens móveis, imóveis e direitos de propriedade vinculados ao respectivo Fundo;

    • dos aportes financeiros extraordinários do Estado, através dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e Tribunal de Contas.

    Gabarito: D

  • Art. 48. O FPREV será composto: (1) I - pelas contribuições mensais dos segurados e dos pensionistas a ele vinculados e pela respectiva contribuição do Estado, estabelecidas nos termos da Nota Técnica Atuarial; II - por doações e dações efetivadas pelo Estado e que especificamente lhe forem destinadas; III - pelo produto das aplicações e investimentos realizados com os seus recursos, e da alienação de bens que lhe forem destinados; IV - pelos aluguéis e outros rendimentos derivados dos bens a ele vinculados; V - pelo produto decorrente de receitas de privatizações, alienações de ações preferenciais e ordinárias que o Estado do Amazonas, suas Autarquias e Fundações possuam no capital de empresas e outros ativos que lhes forem destinados; VI - por recursos provenientes de contratos, convênios ou quaisquer outros acordos, inclusive de antecipações, firmados com a União ou outros organismos, inclusive internacionais; VII - pelos demais bens e recursos eventuais que lhe forem destinados e incorporados, desde que aceitos pelo Conselho de Administração. § 1.° Os recursos provenientes dos incisos V a VII deste artigo terão definidos a sua destinação em função do Planejamento Estratégico e baseado no cálculo atuarial. § 2.° Na integralização dos ativos a que se refere este artigo deverá ser observado o disposto no § 4.º do art. 113 desta Lei Complementar.


ID
866647
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

A AMAZONPREV é o órgão gestor do Regime Próprio de Previdência do Estado do Amazonas, tendo na sua estrutura administrativa:

Alternativas
Comentários
  • LC n. 30/2001-Amazonas

     

    Art. 62 - A AMAZONPREV contará, em sua estrutura administrativa, com os seguintes
    órgãos:
    I - Conselho de Administração, como órgão de normatização e deliberação superior;
    II - Conselho Diretor, como órgão de gerenciamento e execução;
    III - Conselho Fiscal, como órgão de fiscalização.

  • A Lei Complementar n° 30/2001, em seu art. 62, determina que o AMAZONPREV contará em sua estrutura administrativa, com os seguintes órgãos: I - Conselho de Administração, como órgão de normatização e deliberação superior; II - Conselho Diretor, como órgão de gerenciamento e execução; e III - Conselho Fiscal, como órgão de fiscalização.

    Gabarito: A.


ID
866650
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No concernente à aposentadoria por invalidez, nos termos da legislação de regência do Estado do Amazonas, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Comentários
  • GABARITO: E
    Projeto de Lei Complementar n.º 03/2005 (“ALTERA dispositivos da Lei Complementar n.º 30, de 27 de dezembro de 2.001, e dá outras providências.”).
    “Art. 9.º  A aposentadoria por invalidez permanente será precedida de licença para tratamento de saúde ou por acidente em serviço, por período não excedente a 24 (vinte e quatro) meses.
    § 1.º  Correrão diretamente por conta e responsabilidade do Estado os ônus financeiros e os pagamentos respectivos, relativos às licenças de que trata o caputdeste artigo. 
    § 2.º  Em caso de doença ou acidente em serviço que resulte em incapacidade definitiva para o serviço público, com base em laudo médico conclusivo, ratificado pela Junta Médica Oficial do Estado, a aposentadoria por invalidez permanente independerá de licença para tratamento de saúde.”
    Bons Estudos!!!!
  • LC n. 30/2001-Amazonas

     

    Art. 10 - A concessão de aposentadoria por invalidez permanente dependerá da verificação da condição de incapacidade, mediante exame médico-pericial a cargo da Junta Médica Oficial do Estado.

     

    Obs.: o art. 9º foi revogado pelo artigo 4.º da Lei Complementar n. 51, de 03 de maio de 2007.

  • Comentários:

    Alternativa A: A aposentadoria por invalidez permanente terá proventos proporcionais ao tempo de contribuição, salvo quando decorrer de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, hipóteses em que os proventos serão integrais (art. 11, da LC n° 30/2001).

    Alternativa B: A concessão de aposentadoria por invalidez permanente dependerá da verificação da condição de incapacidade, mediante exame médico-pericial a cargo da Junta Médica Oficial do Estado (art. 10 da LC n° 30/2001).

    Alternativa C: Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis: a tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, mal de Alzheimer, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, acidente vascular, e outras que lei indicar com base na medicina especializada (art. 11, § 1º, da LC n° 30/2001).

    Alternativa D: Correta, nos termos do art. 10 da LC n° 30/2001.

    Gabarito: D


ID
866653
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Legislação Estadual
Assuntos

No caso de adoção realizada por servidor público, a legislação pertinente do Estado do Amazonas prevê licença maternidade:

Alternativas
Comentários
  •   Letra D

    Art. 71-A. À segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias, se a criança tiver até 1(um) ano de idade, de 60 (sessenta) dias, se a criança tiver entre 1 (um) e 4 (quatro) anos de idade, e de 30 (trinta) dias, se a criança tiver de 4 (quatro) a 8 (oito) anos de idade
    (Incluído pela Lei nº 10.421, de 15.4.2002)


    F
    onte: Lei 8213/91
  • Jéssica Nunes
     Letra D

    A questão fala de " servidor público" que no caso se enquadra no RPPS .....

     A reposta é a letra D por que de 04 a 08 anos de idade  são apenas 30 dias e a criança tem 05 anos. E seu embasamento legal é referente à segurada do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).


     

  • ATENÇÃO PARA RECENTE ENTENDIMENTO DO STF sobre a matéria! Inconstitucionalidade do dispositivo legal!

     

    Os prazos da licença-adotante não podem ser inferiores ao prazo da licença-gestante, o mesmo valendo para as respectivas prorrogações. Em relação à licença adotante, não é possível fixar prazos diversos em função da idade da criança adotada.

    STF. Plenário. RE 778889/PE, Rel. Min. Roberto Barroso, julgado em 10/3/2016 (repercussão geral) (Info 817)

     

    Em suma

    Não existe fundamento constitucional para tratar de forma desigual a mãe gestante e da mãe adotante, assim como não há razão para diferenciar o adotado mais velho do mais novo.

     

    Além da Lei nº 8.112/90, outras leis que prevejam prazos diferenciados também serão consideradas inconstitucionais

    Vale ressaltar que no recurso extraordinário acima explicado (RE 778889/PE), o STF estava analisando a Lei nº 8.112/90. No entanto, o Supremo fixou a tese de forma genérica. Isso significa que outras leis federais, leis estaduais, distritais ou municipais que prevejam tratamento diferenciado entre licença-maternidade e licença-adotante também são inconstitucionais. Ex: o art. 3º da Lei nº 13.109/2015, que trata sobre a licença-adotante no âmbito das Forças Armadas, e que repete o art. 210 da Lei nº 8.112/90, também é inconstitucional.

     

    Fonte: http://www.dizerodireito.com.br/2016/04/prazo-da-licenca-adotante-deve-ser.html

  • De acordo com a lei N¤ 2.885 de abril de 2004, entre 4 até 8 anos é de 60 dias. A D estaria errada!
  • QUESTÃO DESATUALIZADA!


  • QUESTÃO DESATUALIZADA!


    LEI Nº 3557 de 07/10/2010



    Art. 1º - Será concedida licença a servidora gestante por 180 dias consecutivos, mediante atestado médico sem prejuízo da remuneração.


    Art. 2º [...] I - por 180 dias consecutivos no caso de adoção ou guarda judicial de criança até 1 ano de idade;

    II - Por 90 dias consecutivos no caso de adoção ou guarda judicial de criança de idade compreendida de 1 a 4 anos de idade;

    III - por 60 dias consecutivos no caso de adoção ou guarda judicial de criança de idade compreendida de 4 até 8 anos de idade.

     

    Art. 3º - pelo nascimento ou adoção de filhos de até 8 anos de idade o servidor terá direito a licença paternidade de 15 dias consecutivos, mediante apresentação de atestado fornecido pelo médico que houver acompanhado o parto ou termo judicial devido”.


    Resumindo:


    180 dias → (até 1 ano)

    90 dias → (1 ~ 4 anos)

    60 dias → (4 ~ 8 anos)

  • Da Licença à Gestante

    Art. 73. (Revogado).

    * Revogado pelo art. 122 da LC 30, de 21.12.01. A licença à

    gestante passou a ser regulada pela Lei 2.885, de 27.04.04,

    com as alterações dada pela Lei 3.557, de 07.10.10.


ID
866656
Banca
ISAE
Órgão
AL-AM
Ano
2011
Provas
Disciplina
Direito Eleitoral
Assuntos

Com relação à constituição de Bloco Parlamentar, analise as afirmativas a seguir.

I. É vedada a formação de Bloco Parlamentar para atuação em caso isolado, sendo exigido o tempo mínimo de três meses de atuação do Bloco para o reconhecimento da legitimidade dos atos praticados em seu nome, sob pena de nulidade e das sanções disciplinares aplicáveis a seus membros.

II. A agremiação que integrava Bloco Parlamentar dissolvido ou que dele se desvincular não poderá constituir ou integrar outro Bloco na mesma sessão legislativa.

III. Os Partidos somente podem integrar no máximo três Blocos Parlamentares.

Assinale:

Alternativas
Comentários
  • Resposta B.

    O bloco parlamentar é constituído por dois ou mais partidos que passam a atuar sob uma liderança comum. Neste caso, as lideranças das bancadas partidárias que compõem os blocos perdem suas atribuições, prerrogativas e vantagens legais e regimentais, as quais passam a ser exercidas pelo líder do bloco.